Centro Unv*rsitário Santo Agostinho www*.Unifsanet.*om.br/revista Rev. FSA, T*r*s**a, v. 23, n. 8, art. 3, p. 48-71, *g*. 20*6 ISSN Impresso: *806-6356 I*SN Ele*rônico: 2317-2983 http://dx.doi.org/10.12819/20*6.23.8.3 M*lheres, Economia Solidária e Des*n*olviment* Su*tentá**l: Uma Revisão S**temática Wo*en, Solidari*y Eco*o*y, and Sust*inable Devel**ment: * Systemat*c Re*iew Ad*i*na Vent*la Marra Doutora em A*mi*istração pela U***ersidade *ederal de Minas *erais Pro*essora Titu*ar da Universida*e F*deral de Viçosa-*ampus Flo*es*al E-mail: **entola@*fv.*r Raquel Ven*o** Marra Gr*duanda em Admini*t*ação da Un*versidade F*deral de Viçosa-Ca*pus *lorestal Bol*ist* de *nici*ção cient*fi*a *ela FAPEM*G E-m*il: raquel.marr*@ufv.br Mariana Mayumi Pereira d* Souza Doutora e* A*m*n*st*ação *ela **iversidade Fede*a* de Mi*as Gerais P*ofessor* *s*ociada da Universidade *edera* d* Viçosa-Ca**u* Flo*estal E-m*il: mariana.**yumi@ufv.*r Valér*a Prochno* dos A*jos Gradu*da em Com*nicaç*o Social B**sista de D*senvolviment* em C*ê*cia, Tecnologia e Ino*a*ão (BDCT*) pela FA**MIG E-m*il: val.revisa@gmail.co* Ender**o: Adriana Ventola Marra U*iversid*de Federal de Viçosa Camp*s Flor*s*al - Rodovi* LMG 818, km * - Flo*e*tal, *inas Gerais, C*P Editor-Chefe: Dr. Tonn* Kerley de *len*a* 35.690-*00, Florestal/MG, Bras*l. Rodrigue* En**reço: Ra*uel Ve*tola M*r*a Uni*ersidade Federal *e Vi*osa Campus Flor*stal - Artigo rece*i** em *5/07/2026. Ú*tima versão *odo*ia LMG 818, km * - Florestal, *inas Gerais, CEP recebida em 0*/08/*02*. Aprovado em 04/08/2026. 35.690-0*0, Flor*sta*/MG, Brasil. Endereço: Marian* Mayumi Per*ira *e Souza Av*liado pelo sistema Triple Rev*ew: Desk Re**ew a) Universidade Federal de V*ç**a C*mpus Flo**sta* - pe*o **itor-Chef*; e b) Dou*le Blind *eview Rodov*a *MG 818, k* 6 - Florestal, Minas Gerais, *E* 3*.690-000, Flor*stal/MG, Brasil. E*d**e*o: **léria Prochn*w dos Anjos Univer*id*de Fe*eral de V*çosa Camp*s Flore*tal - Rodovia LMG 818, km 6 - Florestal, Mina* *erais, CEP 35.690-*00, Florestal/MG, Brasil. (av*l*ação ceg* por dois a*a*i*dores da área). Revisão: Gramati*al, Norma*i*a e de Formatação
Mul*eres, Ec*n*mia Solidária e Desenvol*ime*to Sustent*ve*: Uma Revisã* Sistemáti*a 49 RES*M* Es** est*d* o**etivou *omp*e**der, *or m*i* de re*isão *istemátic* d* *studos *ublic*dos ent** 2*21 e 2025, as *elações entre empoderam*nto feminino, economia solidária e *esenvolvimento sustentáv*l. O empoderamento feminino é ente*dido c*mo processo contínuo * multidim*nsi*nal (ec*n*mico, *ocial, cultural e subje**vo). T*ata-se de es*udo qualitat*vo, com revisão sistemática pelo métod* *RISMA 2020. A colet* ocorreu nas bases We* of Sci*nce, Spell e Scielo. *pós critérios de elegibilida*e, foram *ele*ionados 21 artigos, ana*isados *or meio de a*álise de co*teúd*. Os re*ultad*s apontaram que a econo*ia solidária const*tu* espaço estra*égico para o empoder*mento femin*no ao fortalec*r organização *oletiva, autonomia **onômica e par*icipação nos *rocessos decisórios, *o*tribu*n*o também para o desenv*lvimento *ustentável. Concl*i-se *u* * empoderamento *emini*o, no conte*to dos e*tudos analisados, pode *er *a*ego*izado com*: ambivalente, rel*ci*nal-c*letivo, econ*mi*o-dec*sório, te*ri*orial e sociopo**tico. Com* *genda de pesqu*s*, foram prop*sto* es**dos que aprofund*m *as dimensões individual * coletiva de *orma conjunt*, nas prát*cas produt*va* ter*itori*lizadas, na co*preen*ão da gestão de empr*endi*en*os d* economia so*idária *ider*d*s por mulher*s, *as *o*trad*ções do em*oderamen*o ambiv*lente e na* perspectivas decolon*ais. Palavr*s-Chave: E*poderamento. Mulheres. **stentabili*ade. Asso*iações. Cooperativas ABSTRACT This *tudy aimed *o unde**ta*d the relation*hips be***en fem*le empow*rment, solidarity *cono*y, *nd sust*i*ab*e de*elop*e*t through a systematic review of *tudies publis**d between 2021 an* 2025. Female *mpo*ermen* *s *nderstood *ere as a co*tinuous and mul*id*mensional process (encomp*ssi*g econo*ic, social, cu*tural, and s**jectiv* dimensi*ns). Thi* qualitative study conducted s*stema**c review fol*owing *h* **I*M* a 202* s*ateme*t. Data colle*tio* wa* *arried out *n the Web of Science, Spell, and Sc*EL* da*abases. After applying the el*gibility cr*teria, 21 articles wer* s*le*ted *nd analyze* us*ng c*n**nt analysis. Th* r*sults indicated tha* the solidarity econ*my *o*stitut*s a s*rategic s**ce *o* female emp*w*rment by strength*nin* ****ective *rganization, economic *utonomy, and participation in decisio*-*aking proc**s*s, there*y also co*tr*but*n* *o sust*i*able de**lopment. Th* study concludes that *emale empo**rm*n*, wit*in the context of t*e analyze* lite*ature, can be **tegorized a*: ambivalent, *elational-*oll*ct*v*, ec*nomic- decision**, t*rritorial, and *o**o-polit*cal. F*nal*y, the pr*pose* *e*earch agen** sugge**s future studies tha* deeply *xp*ore bot h i *di vi dua l and co*lective di*ensions sim*l*an*ous*y, locali*ed pr*ductive prac**c**, the man*gement of women-le* solid*rit* economy en*erpri*e*, th* *ontr*dictions of ambivale*t em*owerment, and d*c*lon*al pe**pectives. K*yword*: *mpow**ment. Wom*n. *us*a*nability. Associati*ns. Cooperatives. **v. *SA, Te*es*na P*, v. 2*, n. 8, art. 3, p. 48-7*, ag*. 20*6 www4.*nif***et.com.br/*evista A. V. M*rra, *. V. Marra, M. M. P. Souza, V. P. Anjos 50 1 INTRODUÇÃO A expr*ssão "*mpoderamento feminino" tem s*do empregada, nas últi*as décadas, como um con*eito-cha*e nos debates sobr* eq**dade de *ê*ero, ci*adania * desenvo*vi*e*t* sust*ntável. D*sta*a-*e sua *resença como Obj*tivo para o Des*nvol**ment* *u*ten**vel (ODS) * d* Agenda *030, que é descrit* co*o "al*an*ar a i*ua*dade de gênero e empoderar todas *s mu**e*es e meninas" (ONU, *0*5). Dando co**inuidade a essa a*enda, em junh* de 2021, foi lanç**o o Plan* de *c*lera*ão Glob*l p*r* a Igual*ade de Gênero no Fó*um Gera**o Igual**de, co* a previsão *e *nvestim*ntos de 40 b*lhões de d*la*es, por ins*ituiçõe* públ*c*s * privada*, até 2027 (ON*, 2021). *nstituições públicas e priva*as também tê* di*cut*do e *emonstra*o preo*upaç*o com questões voltadas para a dive*s*dade e equida*e de gênero. Assim, *resen** em ag*ndas políticas * ins*ituci**ais, o empoderamen*o fe*inino s* *ornou uma ca*egoria est*atégica de aná*i*e e ação (ANDE*SON, *0**; BAQUERO, *012). Embora avanço* tenham sid* obse*va*os n* promoção dos *ire**os d*s mulheres, a vio*ência e * disc*imina*ã* *e gênero permanecem como desafios. Dados re*erentes a* período *e abr*l de 2024 a *a*ço d* 2025 indi*am que 3*,5% d*s mul**res *rasileiras *ofre*am **gum ti*o *e violênc*a, a*rangendo as dimensões física, psicológica, mo**l, *exual e pa*r*moni*l (BUENO, 2025). Diante *os dados, dive*sos a*t*res **o*tam que desenvo**er *ráticas e **l*ti*a* que prom*vam *r*ces*os de *mpodera*ento f*minino, ampliando a ca*acidade de agê*cia, part*cipação soci*l e acesso * recurso* para as **lheres, contrib*i di*etamente p*ra a redução da vu*nerabilida*e e da v**lência de gênero (DURAND et al., 2021; SOARES et al., 2023; PIZA**O, 202*; HEL*; CAM*OS, 2022). O empoderamento femi*ino te* sido estudado a partir de duas dimen*ões: * in*ivi*ual * a coleti*a (ANDERSON, 2022; B**TH, 20**; *ORNWAL*, 2018; 2024; SIM**; BO*IRA, 2017). Na d*mensão indi*idual, o signifi*ado do empodera*ento está v*ncul*do à autoestim*, autoafir*açã* e autoconfi*nça, e na col*tiva, as mulhere* aumenta* sua* capacidades e seus r*cursos *ar* *xe*cer pod*r s*bre suas vida*, a pa*tir da emancipação (**QUERO, 2012; BERTH, 201*). So* a perspectiva do desenv*lvime*to suste*tá*el, o empoderam*nt* feminino transcende fortaleci*ento i*div*d*al da* *ulher*s, *on*igurando-se * *omo um processo de tra*sf*rmação das relações d* p*der de enfrentamento **l*t*vo e das de**guald*des sociais hi*to*icament* construíd*s (AND*RSON, 2022; BERTH, 2019). Nesse sentido, o empoderamento só a*on*ece e*etiva*e*te na dim*ns*o coletiva, a parti* de econ**ia Rev. FSA, Teresi*a, *. 23, n. 8, a*t. 3, p. 48-71, ago. 2*26 www4.Uni*sanet.*om.br/rev*sta Mulheres, Econ*mia *o*id*ria e Desenv*l*imento S*stentável: Uma Revisã* Sistemática 51 solidár*a (S*MON; *OE*RA, 2017). A ec*nomia sol*dári* possibilita a autono*ia e*onômica, política s*ci*l das mulh*re*, pois fortalece o coletivo *o esta*elecer relações econômicas e base*das na solidar*e*ad* e na reciprocida*e (S*NGER, 2002), *on*igurando-se co*o uma **o**mia plural (LAVILLE; SILVA, 20*4) e contribuind* para o desenvolvimento susten*áv*l (SACHS, 2*02; VEIGA, 2019). A partir do context* aprese*tad*, buscou-** com*reender, *o* meio de *ma *evi*ão sistemá*ica de e*t*do* pub*icados entre 202* e 2025, as relaçõ*s entre empoderamento fem*n*no, p*áticas *e ec*nomi* solidár*a e desen*o*vimento sustentável. Pesquisas *vi*e*cia* a importância d* estudos naci*na*s *ob*e em*ode**me*to femini*o, co*siderando as contr*dições da conjuntura ne**iberal as *specificidad*s do *** Global (A*DE*SON, e 2024; CORNWALL, *018). Out*os estudos *isc*tem *ua* relaçõ*s com * desenvolvimento *conômico e sustentá*el (DOEP*E; TERT*LT, 2019), bem como os imp*ctos da herança colonialist* sobre as d*sigualdades de gê*ero (GUARNIER*; RAI*ER, 2*21) n*ssas regiõ**. Contudo, a asso*iação entre empoderame*to feminin*, *con*mia soli*ária e dese*vo*viment* susten*ável ainda carece de *nvestigações i*tegra*a*. *s p*squ*sas t**dem a focar, princ*pal**nte, em práticas de economia solidári* e as contribuições *ara o empode*amento fem*nino (CASTIBL*N*O-MORENO; D*QUE, 2**2; SIMO*; B*EIRA, 2*17; SOARES et al., 2023), ou na* r*l****s ent*e empoderamento e d*senvol*im*nto sustentável (DO*PKE; T*R*ILT, 2019; DURAND et al., 2021; *EN*URA et al., *02*). * REF*RENCIAL TEÓRICO Para Se* (1997), * e*poderamento é um proc*sso de *mpli*ção das capa*i*ad**
huma*as, e* que os indivíduos, especialmente aque*es em *ituação de vu*nerab*lidade, passam * *er *aior controle *obre suas própr*as vidas e decisões. Page e Cz*ba (19**) compreendem o empoderament* c*mo u* proce*so contínuo de mudança, b*seado no d*senvolvimento ind**idual, na co*strução comunitária e na ação coleti*a. A partir dessas definiçõ*s, entende-se que empoder*r implica construir po*er de a*ão social, for*a*e*** a ca*aci*ade das p*ssoas e grupos para efetivamente transformar as *el*ções de poder (BAQUERO, 2*12; *ERTH, 2019; PAGE; CZUBA, 1999). Ber** (2019, p. 1**) **f*rça qu* "n*o é p*ssível empod**ar alguém, *enão um* ação qu* se *az em conjunto, *em distante do empodera*ento p*st*urizado, de facha*a, patern*l*sta, ma*s interessado e* manter o estado atual das coisas". Rev. F*A, Ter*sina *I, v. 23, n. *, art. *, p. 48-71, ago. 20*6 www4.Un*fs*net.com.br/revista
A. V. *arra, R. V. Marra, M. M. P. Souza, V. P. *njo* *2 A utilizaç*o da *xpre*sã* e*p*der*m*nto feminino *omeça a ser di**emina*a pe**s estudos de *ênero com* uma resposta ne*essida*e de re*onhecer à as mulheres não ap*n** como bene*iciár*as de pol*tica* p*blicas, mas como sujeitas ati*as ** *ransformação socia* (DURAND et al., 2021). O em*o*erament* femini*o tem u* c**át*r multid*mensio*al (BAQUERO, 20*2; BER**, *019; COR*WALL, 2018; SIMON; BOE*RA, 2017). E*e pode ser compr*endid* a **rtir da dimensão *ndivi*u*l e da dimensão c*letiva. *m sua dime*são individual, o e*poderamento refere-se ao fo*talecimento da autoestima, *a autoconfianç* e da aut*afirma*ão, f*vorecendo o de*envo*v*mento da *apacidade de adquiri* c*nhecim*ntos * ex*rcer maior contr*le sobre os próprio* recur*os poten*ia*idades. Esse processo a*plia e a a*tono*i* dos indi*íduos, *oss*bilitando que atuem de *a*ei*a conscie*te na *ransf*rmação de suas condições *e v*da. Diz respe*t* "ao au*ento da *ap*cid*de de os i ndi ví duos * e sentirem influe*tes nos proces*os que determina* suas vidas" (BAQ*E*O, 2012, p. 176). Na di*ensão colet*va, o *mpoderame*to pe**assa o "processo de capaci*ação de gru*os ou i **i ví d*os desfavorec*dos para a arti*ulação de interesses, buscando a c*nquista plena d*s direitos de cidadania, defesa de seus intere**es i**luenciar ações do e Est*do" (**QUER*, 2012, p. 178). Destaca-se que essa perspectiva corrobora com Baquero (201*), Be*t* (201*) e Page e Czuba (1*9*), pois não s* tra*a de "conceder poder às pessoas", mas *o sentido da emancipação. Em re*ação à *i*e*são indivi*ua*, também tem o que se p*de chamar de **ropriaç*o *eoliberal *o con**ito de empoderament* f*minino. Segundo Cornwall (*018), * discurso dominante propa*ado p*las pol*ticas p*blicas de desenvolvimento voltadas para as mulheres tem promovido o *hamado "empoderame*to ligh*". Es*e base*a-** na *dei* de que o empreendedorismo e a meri*ocra*ia individ*al s*ri*m *uficientes para emancipar a* mul*e*es. *al ab**da*em desloca o f*co da **ansfor*ação soc*al *ara a r*sponsabilização indi*i**al. Com isso, o empo*era*ento passa * ser entendido como um pro*et* de *utoaperfeiçoamento, m*ntendo de*igualdade* estruturais de gênero. Segundo *ornw*ll (201*), tra*a-se de uma for** de "domes*ica*ão" do conceito, *ue restringe su* potência tra*sforma*ora e des**litiza de*andas históricas po* equi*ad*, j*stiç* e i*clusão. A partir da *imensã* *olet*va, ao co**rário do "empode*am*nto *ig*t", a ec*nom*a so*idária te* aux*liado no desen*olv*mento de práti*as *ustentáveis co* a real pos*ibilidade de *m*ncipação. Ente*de-se por economia s*lidár*a um conjunto de *ráticas associativ** e autog*rida* (*or exemplo, *oope*ati*as e as*ociações) q*e pr*ori*am o bem-estar humano *m *etr*men** da ac*mu*açã* de capital (*ING*R, 2002; **VILLE; *ILVA, 2024). Se*undo S*nger (*0**), essa forma de org***zaçã* não apena* *romove inc*usão socioeconômi*a, mas R*v. F*A, *eresin*, v. **, n. 8, art. 3, p. 4*-71, ago. 202* www4.Unifs*net.com.br/revista Mulheres, E*onomi* Solidári* * Desen*ol*imento Sustentáve*: Uma R*visã* Sistemática *3 t*mbém fortalece co*unidades locais a* *struturar relaçõe* econômi*as fun*amentada* na solidarieda*e e na reciproci**de. Laville Sil*a (202*) c**ple*e*t** afi*man** *ue e a economia so*idária não se restringe * *sfera do trabal*o. Ela também d*ve, segund* os auto*es, incorpor*r as dimensões política, c*ltural socia*, * configurando-se, assim, *m uma economia plural. Nes*e se**ido, "eco*omia solidária" dife*e de outros termos corre*atos, como "econo*ia s*cial", pe*a ênfase na dime*s** política, vo*tada à formação cidad* em sua prática. Apesar de sua origem ser remontada *o *ovimento assoc*ativista ope**r*o d* prim**ra metade do século XI* na *uropa, a economia solidári* flor*sceu fortem*nte no c*n*exto latino-americano a parti* da* últimas déca*as *o *éculo XX (F*ANÇA FILHO, 20**; GAIGE*, *0*1). Segundo a WC*D (1987), o desenvolvimento *u*ten*ável c**siste em um modelo de desenvolv*men*o orie*tado *ara a s**i*fação das necessidades da geração atu*l, *sseguran*o, ao me*m* tempo, qu* a* gerações *uturas disp*nham dos r*cursos e d*s condições necessár*as p*** *tender à* suas própria* nec*ss*dades. Nesse sentido, a* dimen**es econômica, social e ambien*al de desenvolvimento sã* *ndisso*iáveis, **n*o, *egundo Sachs (*002) e Vei*a (2019), *m *ro*e*o multid**ensional orien*ad* pela equ*dade social, pela eficiência *con*mica e *e*a s*stentabilidade *m*iental. O de*envolviment* *ustent*vel, entã*, **quer a reduçã* d** des**ual*ades estruturai*, tr*nsformaçõe* instituciona*s e novas formas de governa**a que en*o*vam *ud*nças nos valores sociais (VEI*A, 2019). Nesse contexto, a economia *o*idária é u* caminho a s*r considerado *ara promoçã* *o desenvolvime*to sustentável, p*op*cian*o a capacidade de escolha, de ag*n*ia e de transformação das relações soc*ais qu* produzem desi*u**dades de gêner* (LA*ILLE; S**V*, 2019; SING*R, 2002). Es*udos apont*m que em**een*i*entos de econ*mia *ol*dária liderados po* *ulheres tendem a a*ticular geração *e renda, forta*ecimen*o c*munitário e *ráti*as socioambient*is *esponsáveis, reforçando a in*erdepe*dência entre empoderamento feminino e suste*ta*il*dade (ONU, 2015; SOARES et al., 2023). A partir das d*scussões t*óricas ** Laville e Silva (2024), Sachs (*00*), Singer (2002) e V*i*a (201*) e d*s apontam*ntos de *astiblanco-M*r*no e Duque (**22), Si*on e Boeira (*017) e Soare* e* al. (202*), são *ndicadas possib*lidades de *ue a economi* sol*dária favoreça o empoderamento feminin*, tan*o pela autonomia econômica quanto pela part*cipação p*l*tica e co*u*itária, i*tegrando dim*nsões mate**ais, soci*i*, polí*icas e simból*cas da emanci*ação, e o d*senvolvimento sustentáve*. Rev. FSA, Teresina P*, v. 23, *. 8, a*t. 3, p. 48-71, ago. 2026 www*.Unifsa*et.*om.*r/r*vista A. V. Marra, R. V. Marra, M. M. P. So*z*, V. P. *njos 54 3 *ROCEDIMENTOS METODOL*GIC*S Es*e *studo seguiu *ma *bordage* qualit**iva em qu* f*i realizada *ma revisão sistemáti**, utilizando * método PRISMA *020 (Pr*fer*ed Reporting Items for Sys*e*atic R*vie*s and Meta- anal*ses). * protocolo da *evisã* *ist*m***ca fo* ela*o*ado p*eviamente, defini*do-se a *uestão de pesquisa, os critérios de elegibil*dade, *s b*ses de dados con*ultada* e os pro*edi*en*os de análise, em cons*nânci* com as recomendações do PRISMA 2020, dis*onibilizadas em Page et al. (2023). *ais r**omendações contam com um check *ist composto por 27 itens (que englobam título, resum*, introdução, mé*odos, r*sul*ados, **sc*ssã* * outras i*formaçõe*) (Page et al., 2023). Como ferramenta de apoio para triagem e org*nização das r**erên*ias, foi utiliz*do o software Parsifal (https://pars*f.al/). A c**eta de dado* ocor*eu nas **ses d* dados Web of Scienc*® (WoS), Spell e Sc*elo. A estratégia de busca foi p***ir do seguin** descritor: ("feminine" OR "wom*n*" *R a "fem*le empow*rm*nt" OR "women empowerment" *R "gender empowerment") AND ("sustain*bility" OR "*usta**able developme*t") AND ("association" OR "cooperativ*" OR "coopera*ivism" OR "solidarit* economy" OR "soci*l e**nomy" OR "social *nd solidarity econom*"). Foram *tili*ados o* seguintes filtros de pe*q*isa: (i) idiomas: portugu*s, inglês e espanhol; (ii) período: *02* a 2025 (inclu*ive); (iii) *rtigos revisados po* pa**s; (iv) perió*ic*s das áreas *e ciên*ias humanas e sociais apli*a*as. * pesqu*sa *m todas as ba*es de dados foi rea**zad* e* dezembro d* 202*. Os critério* de elegibilidade for*m di*ididos em inc*usão e *x*lusão. Como critérios *e in*lusão, selecionaram-se estudo* que a*or*assem o e*poderament* feminino arti*ul*do à *imensão co*et*v*, à eco*omia solidária e ao desenvol*im*nto *uste*t*vel. Com* critérios d* exclusão, *oram ret*r*dos artigo* *ue tratassem e*poderamento apena* em sua dime*são * *ndividual ou vinculados *xclusiv**ente ao ch*m*do "*mpoder*m*nto *ight". Também for*m excluídos estudos desvinculados de *ont*xtos sociais e polític** *u qu* não a*ordassem práti*a* de *conomia solidária e desenvolvimento susten*á*el. Após a busca nas bases de d*dos, com os fi*tros *pli*ados, foram encontrados 2*6 arti*os. Fo*am remov*dos 17 *uplicados, *esu**ando *m 209 pa*a * tr*a*em. Pri*eira*ente, *oi realizada a leitura **s títu*o*, sendo excluí*os 145 ar*igos. Depois, *oi feita a l*itura dos resumos, o que res*ltou na *xcl*são de 33 *rtigo*. As*im, foram s*parados 31 arti*os para a leitura na ín*egra, *orém 3 f*ram excluídos p*r não permitirem o acesso * seu con**údo c*mpl*to. Após a leitura **s 28 artigos, sete foram excluíd*s por n*o *starem dentro dos Rev. FS*, *eresina, v. 23, n. *, art. 3, p. 48-71, ago. 2026 www4.Unifsanet.com.br/re*ista Mulhe**s, Economia Sol*dá**a e Desenvolvime*to Sustentáve*: U*a R*vi**o S*stem*tic* 55 c*itério* de el**ibilidad*, t*ta*izando em 21 ar*ig*s pa*a análise. O Di*grama de fluxo PRISMA per*ite visuali*ar o pe*curso metod*l*gico da *evisão realizada (*i*ura 01). O método usado *a*a decid*r se um est*do atende* aos c**tér*os *e in*l**ão da revisão foi c*mposto de: (i) leitur* por dois revi*ores, tr*balhando d* *orma independente; (ii) resp*stas *osit*vas às *egui*tes perguntas para *s *ítulos e resu**s: O estudo e*tá *linhado à tem*tic* i*ves**gada? O *studo remete a algum dos termos c*ntidos no des*ritor *o *í*ulo, resumo ou pa*avr**-ch*ve? (iii) respostas positivas às se*uintes pergunta* para a leitura d* *rtigo *a íntegra: O e*tu*o aborda a dime*são c*letiva *o empoderamento *em*nino? O estudo s* rela**ona *o desenv*lvimento *uste**áve*? O estudo aborda *ráticas de eco**mia solidá*ia? Os artigos foram incluídos *uando *ou*e con*ordância d*s do*s revisores. *igura 01: Dia*rama de fluxo para *ovas rev*sões s*st**áticas que inclu*ra* *pena* buscas em banc** de dados e reg*stros Id en ti fi ca çã o *ri ag e * In cl uí d* s Artigos id*ntificad*s: Scielo (n=*7) Spell (n=13) W*b of S*ie*ce (n=1*6) Total *e re**str*s (*=22*) Artigos p*ra a *riagem (n = 209) A*tigos separados para a leitura (n = 3 1 ) Artig*s lid*s na íntegra (n = 2 8 ) Total de artig*s pa** *nálise (n = 2 1 ) Ar*igos removidos antes da triagem: Duplicados (n =17) Artigos exc*uídos por tí*ulo (n = *45) Ar*i*os *xcluídos por r*sumo (n = 33) Ar*igos e**luído* sem ac*sso a* conteúdo completo (n = 3 ) Arti*os ex*luídos: (n = *) *ão focam no empoderam*nto: 4 *ão se relac*on*m com o desenvolvimen*o sustentáve*: 2 Nã* abor*am a economia soli*á*ia: 1
Fonte: Elaborado p*las a*toras a part*r de Page et al. (**23) Rev. FSA, Teresina PI, v. 23, n. *, *rt. 3, *. 48-71, ago. 20*6 ww*4.Unifsa*et.com.br/re*ista
A. V. Marra, R. *. M*rra, M. M. P. *ou*a, V. P. Anjos 56 O p*oce*so *e *ol*ta de dados *os artigo* fo* ori*ntado * pa*t*r da elaboração de dois quadros: um par* a c**act*r*zação dos estudo* e outro pa*a a anál*se comparativa dos estudos. Para o primeiro q*adro foram levanta*os o idioma, país e a*o de public*ç*o, au*o*es, periódico, su**ito* de *esq*isa, natureza * tip* da pesq**sa. Para * *e*undo, foram destacados o objetivo, posicionamento ep**temológic*, dime*são do e*poderamento p*iorizada, *ns*rum**tos de me*ida, evid**cias empíricas que relacion*m o empoderamento *om a economia solidá*ia e * d*senvolv*mento sustentável, principai* *e*ultad*s e su**stões de p*squi*as futuras. Os da*** fo*am anal*sa*os por *eio da análise *e con**údo (BARD*N, 2016). Bardin (2*16) e**abe*e*e qu* sejam realizadas três fases de an*lis*: pr*-an*lise, ex**o**ç*o do material, tra*amento dos dados * i***r*r*tação. A *rimeir* fase, pré-análise, co* a leitura flu*ua*te do material, foi operacionali*ada pela leitura dos *ítulos, resumo, p*l*vr*s-chaves e art*gos completos. Na e*ploração do *ateri*l, para a an**ise comparati*a *oram *ont*dos os dois **a*ros, referid*s no parágr*fo a*t*ri*r. Por fim, n* *ratame*to e inte*pr*tação dos dad*s, foram r*ali*ada* análise* de aproximações e difere*ciações qu*nto às perspe*ti*as teór*cas adotadas, r*sulta*os alc*nç*do*, categ*rias de e**oderame*to feminino *m contextos de economia *ol*dária e d*senvo*vimen*o su*tentável * a ag*nda de pesq*isa. * RESU*T*DOS * D**CU*SÃO 4.* C**act*rização d** es*udos selecionados N* c*racteri**ção do* estud** selecionados na rev*são sistem*tica pelos *ritérios de ele*ibi**dade adotados, seguindo o protocolo *RI**A, foram destaca*os o id*oma de pu*licação, o an*, o país de origem, o periódi**, a *bordagem *etodológica * os sujeitos de *esqui*a. No Quadro 1 são apre*entado* t*is a*pectos. Quadro 1: Caracte*iza*ão do* estudos *elec*ona*os Nº *utores Ano País i*ioma Periódic* Met . S*jeitos de pes*u*sa 1 *rciprete et a* . 20*5 BRA Português *evist* *r**ileira de Enfermag*m QL Mulheres da co*pera*iva d* costureiras 2 Barrios, *abor*a & Rueda 2025 COL Inglês *ocial Indicator* R*search MM C*fei*ultor*s 3 M*deiros & C*uz 2025 BR* Português Revist* Brasileira da Educação *L Não *e aplica Rev. FSA, T*resina, v. 23, n. 8, art. 3, p. 4*-71, ago. 2026 w*w*.Unifsa*et.co*.br/revis*a Mulh*res, Economia *olidár*a e Desen*olvimento Susten*ável: *ma Rev*são Sistemática *7 Profissiona* * Tecnológica 4 Rod*igues & Cenci 2025 BRA Po*tugu*s Re*ista NERA QL Mulheres de assentamentos rurais 5 Vasishta & Singla 2*25 IND I*glês Int*r*ational Journal of Soci*l E*onomic* MM Mulh*res me*b*as de Gr**os de apoio mú*uo 6 Casta*o, *izarral*e & García 2024 C*L Espanhol Equidad y De**rr*ll* QL Mulheres em**eendedoras ru*ais 7 Sa*ced* et al. 20*4 PER Inglês Social Indic*tor* Rese*r*h QT M*l*er*s de baixa renda * m 45 pa í s e s 8 Araújo & Barro* *02* BRA Portu*uês e i*glê* Revista de Adm*nistr*ção Con*emp*râne* QL Moviment* da* Mulheres *as *lhas de B*lém 9 Soa*es, Reb*uça* & Lázaro 2024 *RA P*rtug*ê* e inglês Cadernos EBAPE.BR QL Mu*heres pertencentes à *ede *eminista da Ec*nomia Solidária (Resf) no Ce*rá *0 Bastida et al. 2024 ES* Inglês Annals of Pu*lic and Cooperati*e *conomics QT M*lh*res empreend*do*as de negócio* d* ec*nom*a **li*ária 11 *shfa*, Abedullah & Kouser 2023 PAK Ing*ês *lobal Soc*al *elfare QT Mulheres ** *s**ntam*n*os rura*s 1* Pizar*o 202* ARG Espanhol **vi*ta ** Ci*ncias Humaní*tica* y S*ciale* (ReHuSo) QL Mulheres a*ricultor*s pertencente* ao Unión de Trabaj*dores y T*aba*ado*as de la Economía Popular -UTEP- Argenti*a 13 Soares, Rebouças & Lázaro 2023 *RA Po*t*guês e inglê* Organi*ações & *ocie*ade QL Mulh**es pertencentes a Red* Feminista da E*onomia S*lidária (Resf) no Cea*á 14 Paula 2023 BRA Português *inister*a - *e*ista Portu*ues* de Ge*grafia QL Mu*heres de a*s*ntamentos rurais *5 Brandão, Bar*osa & Be*gamasco 2023 BR* Portu*uê* R*vi*ta d* *c**omia e Sociolog*a Rural QL Assoc*ação de *ulheres *a **roecologia de Sergipe 16 *astiblanco- Moreno & Duqu* 2022 C*L I*glês Acta Colombiana de Psicología QL Não se aplica 17 Hel* & C*mpos 2022 *RA I*glê* Revis*a *at*lysis Q* Mulheres quilombolas v*lta*as pa** atividade* rura*s 18 *ent*ra et al. 2021 PR* Inglês Sustainabi*i*y QL Mulheres cientistas Re*. FSA, Teresin* PI, v. 23, n. 8, *r*. *, p. 48-71, *go. 20*6 www4.Unifsanet.co*.br/re**sta A. V. Ma***, R. V. Marra, M. M. P. *ouz*, V. P. Anjos 58 1* Sartini & Sánchez 20*1 EUA Inglês Social Work Q* Mulheres pescador*s *embros de uma cooperativ* no México 20 San*os 20*1 BR* Portug*ês Ambiente & Soc*edade QL Associação de Mul**r*s *g*oextrativi*tas 2* **ler-i-*artí et a*. 2021 ES* Inglê* Youn* QL Jo*e*s mu*her*s que estão vivenciando a "transiçã* *a escola para o trabalho" F**te: Elaboração própria (2026) Obs.: QT = Quantitativo, QL = Qualita*i*o, MM = *étodo Misto, RL = Revisão da Lite*atura. Dos 21 *rtig*s anal*sa**s, ressa*ta-se que *pen*s qu*tro estudo* sã* de países pert**centes ao Norte *lobal. A maior concentração de es*udos oriu*dos do Sul Global pode s*r exp*i***a, primeiramente, pe*a maior t*adição n* uso do ter*o "e*onomia s*lidá*ia" nestes paíse*, sendo o termo "economia s*cial" m*is comu* no *or*e Glob*l. Ape*ar de a*bos os termos ser*m frequent*m*nte utilizados com* *inônimos ou complementares, entende-** que * primeiro a*re**nta um projet* políti** de transformação social m*i* *roeminen*e (GAIGER, 2*21). Para alé* d* questão conceitual, enquanto fenômen* social, a emergência de um* econ*mia soli***ia es*á relacionada intimamente à* espec*ficidades do contexto histórico e s*ciocultural do Sul Gl*bal, marc**o por profundas desi*ualdades d* gê*ero, sociais e econômicas (GAIGER, 2021). S*g**do Singe* (2002), a e*o**mia *olidária s*rge c*mo resposta concreta às falh*s estrut*ra** do *ercad* de trabalho e à exclusão soci*l, sendo for**me*te impul*ionada por mov*mento* so*iais, orga*i*ações pop*l*r*s e iniciat*vas comunitárias, cara**erí*ticas tipicamente pres*nt*s nesses pa**e*. Est**o* tamb*m in*icam m*i*r desigualdade de gêne*o no Sul Glo*al d*c*rrente da *rtic*lação entre *strutura* patriarcai* do *eríodo colonial, desiguald*des soci**conômicas e di*i*ão sexual do trabalho (A*DERSON, 2**4; HELD; CAMPOS, 20*2; PIZARRO, 2023; SOARES et al., 2023). Tal *ontexto p*de ter **stifica*o a cent*alid*d* *os interesses ac*dêmi*os n*s ex*eriências d* S*l *lobal, para as temát*cas de **p*deramento feminino, economia solidária e desenvol*imento sus*ent*vel. Essa revisã* a*ran**u o *e*íodo d* 2021 a 2025, não havendo des*aque para nenhum dos anos. No que *ange a* periódic* d* *u*li*a*ã*, houve grande diversida**, sen*o que a*enas um t*ve dois art*gos pub*icado*: Social Indica*ors Research, nos estudos *e Barrio* et al. (2*25) e Salcedo et al. (2*24). Em relação *os asp*c*os met*dol***cos, 16 estudos *iveram abor*agem quali*ativa, três de aborda*em quant*tativa e *ois utilizaram mé*odos mistos. Também houv* doi* estudos de re*isão *e literat*ra (*AS*IB*ANCO-MORENO; DUQUE, 2022; MEDE*ROS; CRU*, Rev. FSA, Ter*sina, v. 23, *. 8, art. 3, p. 48-71, *go. 2026 www4.*nifsanet.com.br/revist* Mulheres, Econo*ia So*idária e De*envolviment* Suste*táve*: Uma Revisã* *istem*tica 59 202*), um de rel*to ** experi*ncia de a*ividade d* extensão (ARCIP**TE et al., 2025) e 18 de es**dos teórico-empíricos. Para os es*udos *eórico-*mpírico*, os prin*ip**s meio* de coletas de *a*os *or**: observação particip*nt*, entrevi*tas, hist*ria oral, g*upos foca*s e surveys. Quanto aos autores, os únicos re*orrente* *ão Maria de Nazaré *or*es Soares, S*lvia Mar*a Dias P*dro R*bouças e José Ca*los **zaro. *or f*m, q*anto **s sujeitos de pesquis*, *xiste uma predominânc*a de mulhe*es ru**is, em *nze art**os, s*ndo vinculadas a: produção ** alimentos in nat*ra (6), *equ*nas *groindústrias de pães, doces e compo*as (2), extrat**ismo (2), em pes*ados o* *io*oi**, * ramos dive*sos (*). Três desses artigo* f*ram oriundos de trab**hos *om mu**eres r*sident*s *m assentamentos rurais e um **m mu*heres quilombolas. 4.1.1 Perspectiv** te*ri*as Qua*to às *e*sp**tivas teó*ic*s do* estud*s s*lecionad*s, *oram a*alis*dos os posicio**mentos ep*stemológi*os, as dimen*ões do empode*amento *riorizadas e a* pr*pos*ções de instrumentos d* medida. Apen** cinco estudos ***esentaram clarame*te seus p*sicionamento* *pistemol*g*c*s: *rês dec*l*niais (C*S*AÑO et *l., 202*; HELD; CAMPOS, 2022; P*ZAR**, 2023) e *ois pós-colon*ais (SOARES et al., 2023; 2024). Ambo* os posicionamentos cri*ic*m o eurocentrismo e a* estrutu**s de p**er que histor*camente m*rgi*alizar*m saberes não-*uro*eus, e**o*a aprese*tem *ifer*nças conceitu*is e de foco. Sob o olhar decolo*ial, *mpod*rament* é o compreendid* a partir d* críti*a estrutur*l ao sistem* *od*r*o/col*nial de po*e*, no q*al gê*ero, raça, *l*sse e t*rri*orialidade são dimens*es insep*ráveis (CASTAÑO et a*., 2024; HELD; *A*POS, 2022; PIZARRO, **23). S*gun*o Pizarro (2*23, p.*67), a in*erseccionalida*e "vai além do cruzamento de cate*orias; na verdade, a* feministas decoloniais falam de uma inseparabi*idad* dos elo* do sistema de *od*r". Assim, o empoderam*nto fe*inino não pode ser anal**ado d* forma fragment*da, e a perspect*v* decolo*ial "contribui par* uma *ompreensão mais c*mpleta * contextualizada dos desafios e op*rtunidades" d***as mulher*s (CA*TAÑO et al., 20*4, p. 240). Nesse sentido, *e** e Campo* (2022) r**saltam q*e as práti*as em**cip*tórias pr*ta**nizadas por mulheres *egra* quilombolas assumem *aráter c*letivo * inc*usivo, orientando-se **la *uptura gradual com estruturas machistas, racistas, eurocêntric*s e capitalist*s. O empoderamento, port*nto, adquir* um sentido polí*ico * co*tra-hegemôn*co, no qual a coletividade se sobrepõe ao Rev. FSA, *eresina PI, v. 23, n. 8, art. 3, p. 48-71, ago. 202* *ww4.Unifsanet.**m.br/**vi*ta A. V. Ma*ra, R. V. Marra, M. M. P. So*za, *. P. Anj** 60 *ndividual*smo e a em**cipa*ão é *n*e*did* co*o proc*ss* s*cial c*mpartilhado (HELD; CAMPOS, 2022; PIZ*RRO, 2023). Sob * ótica p*s-colonial, o *mpoderam*nto demanda atenção às espec*fi*idades histór*cas, *ult*r*is * *erritor*ai* das mulhe*es, evit*ndo gene*alizações an*líticas *u e invis*b*lizam suas ex*eriências (SOAR*S et al., **23; 2024). Soa*es, Rebo*ças e Lázaro (2023) destacam *u* d*ferent*s mulhere* enfrentam dilemas **óp*ios, co*di*i*nados por suas in*er*ões so**ais, o *ue *xige ab*rdagens sen*íve** às dinâmicas loca*s. Essa perspe*tiva *mpl** o entendime*to do emp*d*ra*ento ao d*al*g*r com as *conomia* femini*tas * a econo*ia solidária, reconhecendo a plur*lid*de de lógic*s pro*ut*v*s e orga*i*at*vas c*nstru*das pelas mulheres em contextos específicos (SOARES al., 2023; *0*4). Os do*s et posi*ionamentos *eforçam * definição de empoderamento d* *erth (20*9, p.21) co*o um "instru***t* de eman*ipação polí*ica e s*cial e não se pr*põe a vici*r ou criar relações pa*ernalist*s, *ssistencialistas ou de d*pendência *ntre *ndivíduos". No quadro 2, os e*tudo* teó*ic*-empíricos e o relato de experiência foram *ividido* *as *imensões indivi*ual e/o* coletiva, s*guind* a *ue foi priorizada p*los a*tores. De*taca- * e qu* todos os estud**, em c*rt* med*da, exp*oram * di*ens*o col*tiva considerando qu* *sse foi um dos critéri*s de el*gibi*idade, poré* *qui dest*cou-*e * *imen*ão que foi *r*o**zada n*s aná**ses. *uad*o 02: Dimensões de *mpoderam*nto pri*r*zadas n*s es*udos sel*c*onados Dime**ões Autor*s *nd*vid*al e coletiva Rodrigues & Cenc* (2*25), *as*shta & S*ngla (202*); San*os (2021), Sartini & S*nchez (20*1), Araujo & *arros (2024); So*er-i-M*rt* et al. (2021) Coleti*a Brandão et al. (202*); *aul* (2023); Pizarro (2023); Held & Camp*s (2**2); Soa*es et al. (2023); Soares et al. (2*24); C**taño et al. (2024) Ind*vidual Arcipret* et al (2025), Bast*da et al. (202*), Ventu*a et al (**21) Ishfaq *t al. (2023), Salced* et a*. (2024), Barr*os e* *l. (20**) Fonte: Elaboração *rópria (*026) *eis estu*os con*i*eram qu* ** *imensões indi*idual e c*leti*a *o empod**ament* não são e*cludentes, mas interdependentes. Rodrigu*s e Cenc* (202*) de**n*em que o empoderame*t* feminino pode ocorrer simultaneamente nos níveis individual e colet*vo, um* v*z *ue tran**o*mações s*bj*ti*a* e*tão profun*amente articuladas às experiências coletivas d* organi*a*ão e participação socia*. Santos (2021) t*mbé* *v*dencia que * ins*rção das mulh**es em *s*ociações contri**i *ã* apen*s para a geração de *enda, m*s também para * for*alecime*to dos v*nculos soc*ais, do a*esso à in*ormação e da valorização simb*lica *e suas trajet*r**s. Sole*-i-Martí et al. (2021) *videnciam qu* o empoderamento individ*al d*s Rev. FSA, Teresin*, v. 23, *. 8, a*t. 3, p. 48-71, *go. 2026 www4.Uni*sanet.com.*r/r*vis*a Mulhere*, Ec*no*ia Solidária e Desenvo*vim*nto S*stentá*e*: Uma Revisão Sistemática 6* jovens m*lh*res n*s *ransições da es*ola para o *undo do trabal*o só s* torna sustentável e *rofundo quand* ancorado em *rática* econômicas cole*ivas e s*lidá*ias. Vasi*ht* e Sin*la (2025) refor*** que empoder*mento *ndivid*al das mulh*res fortalece o grup*, e o co*etiv* *arante qu* o emp*deramento individual n*o re*roceda. A d*m*nsão c*let*v* é p*ioriz*da em sete estudo*. N*sses, as análises s*bre au*ogestão, economia solid*ria, *rabalho c*labor*tivo, pa*ticipação *ocial e em*ncipação *anham destaq*e. Brandão et al. (2023) indicam *ue a auto*es*ão favorece p*áticas democr*ticas e promove a inclusão socioprodutiva de mu*heres rurais, impactando p*sitivamente suas condiç*es de vida e ampliando sua* possibilidad*s *e emancipaç*o. **mplementarmente, Pau*a (2023) ev*dencia que a cria*ã* de e**aços col*tiv*s própri*s constitui uma est*atégia de res*st*nci* *s op*e*s*e* **chistas cris**lizad*s *o território r*ral, per*itin*o que as mul*e*es ** a*irmem com* agentes d* t*a*sfor*ação *oc*al. Por *im, com p*iori**ção *a dimensão indivi**a*, fo**m encontrad*s s*is e**ud**. Contudo, ressal*a-se que, como a*o*ta*o pel*s a*tor*s, embora freque*teme*te ess* d*m*ns*o seja assoc*ada ao desenvolvimento pess*al e *rofissional, n*o pod* ser dissociada das condições es*rutur*is que mo*da* as trajetórias das mul*er*s. Arciprete et al. (202*) apontam que a *ompreensão integral d*s mulhe*e*, incluindo aspectos *elacionados * s*úde e *o bem-estar, é fu*dament** para *ro*over impa*to* reai* n* qua*id*de de vida e na su*t*nt**ilidade ** seu* *mpreendiment*s. Ventur* et **. (2021) ac*escen*am que *ersiste a pressão simbólica para que as mulheres provem con*in*ame*** sua co*petência e legitim*d**e nos *s*a*os prof*ssi*nais. Doi* dos estudos fazem propos*ç*e* de *nstrument*s de medida do empoder**ent* f*mini*o. O Qu*dro 3 ap*esent* as principais caracterís*i*as de ta*s ins*rumentos e *eus *uto*es, s*ndo o primeir* es*udo *o Paquist*o e o seg*nd* do Peru. Quadro *: Instrumentos d* medida de emp**eramento fem*nino propostos pelos estudos Características do i**trumento Autores Rural Wom*n\s Co*po*ite Empow*rment Index (RWC*I) tem foco em *ove domínios (*mpoderamento econômico, aut*nomia, to*ada d* decisões, qualificaçã*, alocação de te**o, mobilid*de, e**oderament* *olítico, conscient*zação e viol*ncia) *shfa* et al. (*023) Índice de *m*o*era*ent* Multidimensi*nal da* Mulheres (M*EI) de 15 e 49 an*s que se*am casadas ou em *oabit**ão Salcedo et al. (2024) Fonte: **ab*ração p*óp*ia (202*) Ishfaq et al. (2023) cons*roem o Rural Women\s Comp*sit* Empo*erment *ndex (RWCEI): um instrument* de *e*i*a que abrange nove domínios de empod*rame*t* Rev. FSA, T*resi*a PI, v. 23, n. 8, art. 3, p. 48-71, *go. 2026 *ww4.Unifsanet.com.br/r*v*st* *. V. Marra, R. *. Marra, M. M. P. Sou*a, V. P. Anjos 62 (econ**ico, autonomia, dec**õ*s, qualificação, tempo, mobilidade, polí*ico, consci*ntização e vio*ência) e quatorz* su*domínios. O* autores *ntend*m que emp*d**ame*to feminino somen*e é p*ssível quando e**loba recursos (supremacia *m ca***al fís*c*, intelectual, human* e fina*ceiro), *gência (competência, habilidade e liberdade para fazer escolhas volun**riamente) e realiz*ç*o (recursos * capacidade de a*ão, *m co*ju*to). O instrum*nto foi va*idado, por *nálise fat*rial *xploratória, ut*lizando dados de 1881 mulheres de famílias *ur*is d* Paquistão. Esse ín*ice **ass*fica as mulher*s em q*atro grupos: emp*deram*nto alto, médio, baixo ou n**hum. P*r sua v*z, Salcedo *t al. (2*24) prop*em o Índice de Empoderam**to Mul*idimensional das Mu*heres (M*EI). ín*ice foi *onstruído validado, empregando O * a metodologia Alkire-F*ste*, util*zada na med*ção de *obreza e privação mul*idimensional, a p**tir *** dados de mulheres em união estável, co* idades entre 1* e 49 anos, em *5 paí*es de baixa e média r*nda. O MWE* apresenta *u*tro *imen*ões, com dois indic*do*es cad*: (i) saúde (saúde sexual e *eprodu*iva e c*nt*ole so*re os cuidados d* s*úde), (ii) *mbiente *ateri*l (controle sob*e as comp**s da* famílias controle so*re os rendimento*), (iii) e rela**onam*ntos so**ais (*uto*omia nas re**ções so*iais e li**rdade *e asso**ação) e (iv) i*tegridade fí*ica (aceit*ção d* *iolência fí*i*a * viol*nci* por parceiro íntim*). Eles identificam *ma mulher como e*poderada se ela atingir suficiência em pelo *e*os seis desses indicad*r*s. Tanto o RWCEI quanto o MWEI utilizam *ma pe*s**cti*a *u*ti*im*ns*onal do empoderament*, p*ré* eles *presentam algumas diferenciações qu*nt* ao seu uso. O RWCEI foi construído pa*a um cont**to específic* *o Paquistã*, v*ltado p*ra subsidi*r po*íticas públ*cas dire*iona**s a essa pop*lação *ural, ass*m pod* ap*esen*ar li*itações pa*a as comp**ações *nternacion*is. Por *u* vez, o MWEI, adota um mé*od* padron*zado e *á foi testado *m *5 países, favorec**do *a*s compa*aç*e* e alinha*ento com os ODS, porém a* agrupar contex**s *ive**o* em u* só índ*ce acab* *or não considerar as esp*cificidades *ul*urais e contextuais. 4.1.2 Ca*egorias d* em*oderamento *em*nin* em cont*xtos d* economia solidária e *ese*vol*imento *uste*tável A par*ir da **álise *as evid*ncias *mpír*c*s dos estu*os * do refe*encial *eórico, percebeu-se que o empoderame*t* fe**n*no nes*e conte*to pode se* categorizado em: ambivalente, relacion*l-coletivo, e*o*ô*ico-*ecisório, *erritor**l e sociopolítico. Rev. FSA, Teres*na, v. 23, n. 8, a*t. 3, *. 48-71, ago. 2*26 www4.Unifsanet.*om.*r/*ev*sta Mulhere*, Ec**o*ia Solidária e D*senvolvi*ento Sust*ntável: Uma Revisão *i*temátic* *3 Na *rimeir* categ*ri*, e**oder*mento ambivalente, perce**-se q*e a economia solidár*a *od* tanto ema*cipar quan*o *eproduzir desigualdade*. Tais de*igualdades estão relacionadas à d*strib*ição dos papéis de gêner*, à *obr*carga do trabal*o doméstico e de cu*dado, a aut*explor**ão, a invisib*liza*ão *o trabalho e à li*itada autonomia so*r* recur*os produtivos e finance*ros. Essa rea*idade pode impac*a* d*retamen** o bem-estar s*bjetivo dessas mulhe*es (BARRIOS et *l., 20*5), repro*uzindo d*sigualda*es h*stó*i*as de gê*er*, especial*ente no meio r*ral (*ASTAÑO et al., *02*; ISHFAQ e* a*., 20*3; SALCEDO e* al., 2024). Bar*i*s et al. (2025) investigam um* assoc*açã* de ag*icultores formada tan** p*r homens quanto mulh*r*s e *fi*mam que em função da d*vis*o sexual do trabalho, as mu*h*res, ao se inseri*e* na ass*ciação, acumularam as tarefas domést*cas e pr*dut*vas, trazendo uma reduç** n* *eu *empo livre com impacto **ocion*l neg*tivo. Po* sua v*z, Ish*aq et *l. (2023), ao e*tudarem as mul*eres rurais do Paquistão, c*n*luem que, embora ess*s mulheres mostrem a*guma fo*ma de a*ênci* em *obilida*e e *l*cação de te*po, *e*manecem d*s*r*vidas de poder nos domínios ed*cacio**is e econ*micos. Soler-i-Mart* *t *l. (2021) afi**a* qu* as mulheres são muito e*ga*ada* com o propósi*o **c*al dos empre**diment*s, *ausando uma possível *utoexploração, o que p*de *ev*r ao burn*ut * lon*o praz*. C*staño et *l. (202*, p.238) ao pesquisar*m empree*de*oras rurais n* Co*ômbia a*irmam que *ssas mu*heres s*fre* de uma "invisibilização *a economi* familiar e d* desconheciment* de seu t*a**lho agr*cola em peque** *sc*la", *ausada pela fa*ta d* di*tinção entre o trabal*o produtivo e o domés*ico não remune*ad*. A segunda c*tegoria refe*e-se ao empode*am*nto relaciona*-co*etivo, o* *e*a, o empoderamento que *merge da* int*r**ões coletivas. Os resultados d*s es*ud*s reforçam * centralidade da or*anização coletiva *o trabalho como promot*ra de relações mais hor*zo*tai*, solidárias e cooperativas (*ODRIGUES; CENCI, 2025; SOLER-I-M*RTÍ et al.; 2021), cor**borando com a pr***ia definição do construto apontada p*r Singer (2002) e Laville e Silva (2024). A di*âmica coletiva f*vorece a par*ic*paç*o ativa nas de*isões, o planejament* compartilhad* * o fort*l**imento do sen**m*nt* *e pertencimento a* grupo, contribuin*o *ara *roc*s*os de *prendizagem coleti*a * prod*çã* com*artilhad* do conhecim*nto (BRANDÃ* et al., 2023; MEDEIROS; *RUZ, *025; RODRIG*ES; CENC*, 2025; SARTINI; *ÁNCH*Z, *021; SOARES et al., *023). S*rtini e Sánchez (2021), ao inve*t*garem a cooperati*a Mujeres Pescado*as del M*nglar no ****co, *onclu** que a *artici*ação em cole*ivos proporcio*a a*r*ndiza*os e a*p*ia capa*idade d*s *ulhere* a de infl*en*iar d*ci*ões que a*etam su*s vidas e sua* comunidade*. *s*e amb*ente coletivo *am*é* faci*ita, al** da aprendi*agem, a ge*tã* orgânica dos *o*fl*t*s, que em*rgem *as *ev. FSA, Ter*sina PI, v. 23, n. 8, **t. *, *. *8-71, ag*. 2026 www*.U***sanet.com.br/re*ista A. V. Marra, R. V. *arra, M. M. P. Souza, *. P. Anj*s 64 in*eraçõe* cotidian*s *, q*and* e*fren**dos de fo*ma c*letiva, reforç** processo* de empoderamento e coesão social (S*ARES et al., 2024). Os estudos també* e*idenciam a terceira cat*go**a chamada de e*p*deramento econômico-decisório, que quando articulado à eco*omia solidá*i*, produz efei**s socio*olít*c** e simbólicos mais *mplos. T*l relação po*e *er o*servada, *en*re outros aspect*s, no *a** d* que ** **zer parte de um *m*reendimento de e*onomia solidári*, o d*mínio *o*re a renda amplia * capacidade f*mi**na de decisão no âm*ito familiar * coletivo, rep*sicionando as m*lheres como agen*es ativas nos *roce*s*s deci*órios (ARAU*O & BARROS, 2024; ARCI*RETE et al., 2025; **ST*ÑO et *l., 2024; MEDEIROS; C*UZ, 2025; PAULA, 2023; PIZA**O, 2023; RO*RIGUES; *ENCI, 20*5; SANTOS; 2021; SARTINI; SÁNC*EZ, 2021; SOA*ES *t al., 2024). ARAUJO E *ARRO* (2024), por exemplo, estudam o *o*im***o das Mu*here* das Ilhas de Belém (M*IB) * destacam qu* a *articipação das mulheres *o MMIB con*ri**i p*r* o fortalecimen*o *e s*a *utonomia econômica, política e soci*l, question*ndo estr**uras hierár*uic*s trad*ciona*s. Nessa categoria, o empode*amento, *ia *conomia solidária, *ão se restringe a* aumento da renda, mas envo*ve transformações nas relaç*e* de poder, na autocon*i*nç* e no re*onhecimento social dess*s mulheres, corrobo*a*do co* a* afirmações de *aquero (2*12), Bert* (2019) e *i*on e Boeira (201*), ge*a*do o f*rtalecimento p*lít*co e a amplia*ão da ag*n*ia cole*iv* da* mulheres. A *u*rta ca*e*o*ia é d*nomi*ada em*oder*mento territor*al, re*let*ndo o fat* de q*e mulh*res o*gan**adas colet*v*mente articulam susten*abilidade, pe**enciment* territori*l e *ransformação *o*unit*ria (*RAUJO; BARROS, 2*24; ARCIPRE*E *t al., 20*5; BA**IDA *t al., 2024; CASTAÑO et al., 2024; **LD; CAMPOS, *0*2; P*ULA, 2023). Bas*ida et al. (202*) re*a**m que a* mulh*res são mais or*entadas a objetivos sociai* e preocu*adas com o bem-estar dos outros do q*e os *omens, por isso são *ais at**ída* *ela economia solidária e preo*upad*s com práticas sustent*v*is. Paula (20*3) con*a a *istória *a *rganizaçã* da* Mulh*res U*i**s (OMUS) ** um assentamento no i*ter*or de São Paulo (B*asil) e demonstra que a* estratégias colet*vas adotad*s por *ssa* mulh*res, que p*ssara* a se* rec*nhecidas com* prot**onis*as d* desenvol*ime**o local, propiciaram o a*esso às pol*tic*s públ*cas *a*a t*dos do assen*amento. Por *im, os e*tudos *ndicam que a particip*ção *as mulheres na gestão dos *mp*eend*me*tos de e*onomi* sol*dá**a revela a categoria do emp*deram*n*o *ociopolíti*o. Nessa categoria, e*tão prese*tes elemen*os com* * auton*mia d*cisória, * fo*talecim*nto do *ro***onismo *emini*o e a represe*tação política (ARCIP*ETE et *l., 2025; BRAND*O et Rev. FSA, T*resina, v. 23, n. 8, art. 3, p. 48-71, ago. 20*6 ww*4.Unifsanet.com.b*/revista Mu*heres, Econ*mia Solidári* e Desenvolvim*nto S*stentáv*l: Uma Revisão Sistemá*ica *5 al., 2023; *AULA, 2023; MEDEIROS; CRUZ, 2025; PIZARRO, *023; VASISHTA; SINGLA; 2**5). A*ci*rete *t al. (2025) relatam a experiência d* um proj*t* de extensã* universitária voltado ao *m*oderamento de costureiras em co*uni*ade* vulner*veis, que de*envolv*u ofi**nas de economia, ge*tão e sa*de, conseg*indo cons*l*da* * formaç** da *oope*ativa e d*monstrando o potencia* d* fortal*cimento da organiz*ção coletiva na promoção da aut*no*ia feminina. Pizarro (2023) inve*tiga as relaçõ*s entre inte*se*ciona*idade, as práticas política* e lab*rai* de m*lheres memb*os das cooperativistas vinculad*s à Uni*n de Tr*bajado*e* y Tra*ajadoras de la Ec*nom** Pop*lar (U*EP) e conclui* qu* ess*s mulheres fortal*ceram as rela*õe* de sororida*e, co*per*ção e organização. Conco*itant*mente, o*s*rv*-se que tais experiências t*mbém *a*ore*em * ocupaç*o de e*paços de repre*entação política e instit**ional, **pl*ando a *isibilidade das mulheres em conselhos, *óruns * in*tâncias d*cisórias loc*is (Paula, *023), poss*b*li*an*o a construção d* uma ide**idade cole*iva e**oderada (PIZARRO, *0*3). Cabe **ssaltar que as *ategorias *e em*oderame*to identificadas não se manife*taram de forma iso*ada, e*as ar**cu*aram-** de *orma dinâmica, i*terdependent* e mult*di*ensional. **ss* senti*o, * em*ode*amento relacional-coletivo serviu de bas* para o des*nvolv*men*o das o*tr*s categorias. * partir d*ssas relações colet*vas, surg*u o empode*ame*to econôm*co- *ecisório, considerand* que o domínio sobre a r*nd* e a inserç*o em empreendimentos so*idár*os amp*iara* * autonomia *inanceira e capacid*de a de*isória das mulheres. *ai* *xperiênci*s impulsiona*am o empoderam**to socio*olítico, qu*, ao acontecer em contextos marcados p*r desig*aldades estrutura*s e v*lnerabi*idades, convergiu *ara o e*poderame*to territo*i*l. 4.1.3 Ag*n*a de p**quisa A partir dos re*u*tados analis*dos e das catego*ias *e*atad*s, foi possíve* traçar um a a*enda *e pesquisa qu* inve*tigue d* forma conjunta empoderamento fem*n*n*, desenvo*vime*t* s**ten*áve* * econ*mia solid**ia. Tal agenda fo* divi*ida em cinco e*xos de investigação: (i) a*rofundar as discuss*es sobre em*oder*mento feminino envolven*o a* dime*s**s indiv*du** e c*letiva de forma conju*ta * partir de co*textos específicos; (ii) *s**dar as práti*as p*o*utivas territor*aliz*das a pa*tir das r*lações entr* empoderamento *e*i**no, t*a*alho *oletivo e s*ste*tabi*idade; (*ii) comp*e*nder c*m* ac*ntec*m as dinâmicas interna* de gestão dos e*preendim*ntos d* econ*mia solidá*ia lider*do* **r Rev. FSA, Te*esin* PI, v. *3, *. 8, art. 3, p. 48-7*, a**. 2026 www4.Unif*ane*.com.br/revista A. V. *arra, R. V. Marra, M. M. P. Souza, V. P. Anjos 66 m*lheres; (iv) ***en*er as contr*diçõe* do empoderamen** ambivale*te e (v) apr*fu*dar os es*udos *om *e*spect**as decol*niais. * p*imeiro e*xo a*rofunda as di*cu*sões sobre o e*p*d*ramento feminino, considerand* tan*o as *i*ensões individua* quanto cole*iva de fo*ma integrada, l*v*n*o em *ont* c*n*extos específicos. Evi*ência* *e *s*udos c***arativ*s indicam que o e**oderament* *em**i*o apresenta vari*ções con**rme o conte**o em que ocorr*. Em áreas *urais, esse processo tende a *n*rentar mai*res limitaç*es, em r*zão da i*f*uênci* de fat*res ec*nômicos, educac*onais e *ulturai* q*e *ondicion** a* opo*t*n**ade* *e autonomia, parti**paç*o e ace*so a recurso* pe*as m*lh**es (ISHFAQ et al., 202*; SALCEDO et a * ., 2024). O *egundo eixo diz respeito a estud*r as pr**icas p*odu*ivas territ*ri*lizadas a partir das relaçõ*s entre empoderamento *emin*no, t*abal*o co*etivo e su*tentabili*ade. Os estudos *mp*ricos analisados evidencia* que in*ci*tivas lideradas por *ulheres, como agroindúst*ias *amiliar*s, cooperativ** extrativistas, associ**ões de pe*cador*s e movim*nt*s comunit**ios, articulam di*ensõ** sociais, econômicas * ambientais do dese*volvimento ***tentável (ARAÚJO; BA*R*S, 2024; CAST*ÑO et al., 2024; ROD*IGUES; *ENCI, 2025; SAN*OS, 2021; SARTIN; SÁN*HE*, 202*). Assim, recome*da-se in**stigar como os saberes locais, as práticas *e cuidado *om * *atureza e organizaç*o solidári* contr*buem * para model*s de de*envo*vimento que atendam os ODS. Em t*rce*r* lugar, in*ica-se a necessidade de apro*undar a compre*nsão sobre co*o acon*ecem as *in***cas internas de gestão dos empreendiment*s de ec*nom*a soli*ária l*derados por *ulheres e quais diferenciações e aprox*mações d*s lid*rados por *o**ns. Estudos destacam * relevância *a aprendiza*em **le*iva, d* *ut*gestã* e da gestão or*ânica de *onflitos *omo prá*icas emancipatória* que fort*l*cem o empode*ame*t* das mulheres (SOARES et a*., *023; *024) e de como a* mu*h*res são mais orientadas a o*jetiv*s sociais e preoc**adas com o b*m-estar do* outr*s do que *s homens, trazend* diferenças nas dinâmicas de gestão (BA**IDA et *l., 2024). O quarto *ixo refere-se a e**e*der as contradições do empoderament* ambi*alente (BARRIOS *t a*., 20*5; C*STIBLANCO-M*RENO; DUQ*E, 2**2), trazendo estudos q** in*o*pore* as percepções temporais e a d*v*são s*xual d* trabalho à* anális*s s*bre empod*ramento, economia solid*ria * desenvolvimento sustentável. *a*bém aprofundar os e*tudo* com *e*spe*tivas decoloniais a par*ir *e um o*har in*egrad*r da* re*lidad** d*s di*erentes mulheres, *o co*siderar mu*heres *uilom*olas, indígenas, ribeirinhas e de com*nida*es t**dicion*is. Os estudos a*alisados *ostr*ram que o Rev. FSA, T*res*na, v. 23, n. 8, art. 3, p. 4*-*1, ago. 2026 ww*4.Unifsa*et.com.br/revista Mulheres, Economia **lidária e Desenvo*vimento S*stentável: Uma Revisã* Si*temática *7 empod*rame**o feminino n*sses c*ntextos está d*re*a**nte as*oci*do à luta p*l* *erritório, a* **conheci*ento iden*itário e à resistência a formas históricas de do*inação colonial e patriarcal (A**UJO; *AR*OS, 2024; CASTA*O et al., 2024; HELD; CAMPOS, 2022). 5 CONSIDERAÇÕ*S FINAIS Este artigo buscou *ompreender, por m*io de uma revisão sistemática de estudo*
publica*os ent*e 2021 e 20*5, ** r*lações e*tr* empo*erame*to fem*n*no, p*áticas *e economia solidária e *esenvolvi*e*to sustentável. Par* a re*isão siste*ática, foi *dotado * protoco*o PRISMA 20*0. Os resu*ta*os *n*ic*m que a eco*omia soli*ária *e *onsoli*a co*o imp*rtante me** de promo*ão do empo*eramento feminino, tanto no camp* empírico qu*nto n* teórico. *s estudos analisados m*st**m que pr*tica* basead*s em organizaç*o coletiv*, autogest*o e particip*ção ampliam o a*es*o das mulher*s aos es*aços dec**óri*s e aos re*urs*s produtivos. Es*es *roc*sso* **v**ecem mud*nç*s nas relações de poder e *ef*rçam conce*ções críticas que compr*endem o em*oderamento *omo fenômeno relacional, proce*s*a* e **liticamente situado. Ade*ais, os *esultados *ndicam predom*nânci* de est*dos *o con*exto do Sul Globa*, evidenciando esses países, em especial o Brasil, como referências *m*o*tantes na *iscussão sobre e*onomia *o*idá*ia. O empoder*mento feminino, q*ando articulado à e*on**i* sol*dár*a, cont*ibui de maneira signi*icat*va para o desenvolvim*nto s*ste*tável, seguindo *s de*in*ções de Sachs (2002) e Veiga (2019), ao int*g*ar dimensões soci*is, *con*mic*s e ambienta*s. As evi*ências *mpíricas *nal**ad*s mostra* que mu*h*re* organiza**s em **preendimentos de e**nomia solidária *o*em obter benefícios que *ão além d* g*ração de rend* * inclus*o *ocio*ro*u*iva, ma* t*mbém fortalecem su*s comu*idades, **iste a valorizaçã* dos s*beres locai* e de práticas s*st*nt*veis na produç*o. Entreta*to, os achados re*ela* que a* *ar***ras *sso*ia*as às d*sigual*a*es *e *ênero, como so*recarga a do trabalho domésti*o, a esca*sez d* tempo, as norm*s soc*oc*lt*rais r*s*rit**as e a f*lta d* ace*so à *ducaç*o e renda per*istem, principalmen*e *o meio rural. Tai* *atores difi*ultam o efetiv* e*poderamento e indica* que a inserçã* das mul*eres em empreendimentos de eco*omia s*lid*ria, e*bora relevante, não * suficiente para gara*tir processos em*ncipatório* m*is a*plos. Por *im, c*m relação à *onstrução do *on*ecimento, observa-se certa fragil*da*e no co**unto de estudos a*alisados, em d*cor*ência da fal*a de pos**ionamento episte*ológico e da baixa *eco*rê*ci* ** autores. Rev. FSA, Teresina PI, v. 23, n. 8, a*t. 3, p. 4*-71, ag*. 2026 www*.U*ifsanet.com.br/*evi*ta
A. *. Marr*, R. *. Mar*a, *. *. *. Souza, V. P. An*os 68 Do p*nt* de vista teórico, *s** artigo con*ribui ao *is*ematizar evidências que *eforçam a necessida*e de c*mpre**der o emp*der*mento femin*no *omo um fenômeno *ultidimen***nal, contextual * intersecc*onal, sen**vel *s especificidad** terr*tor*a*s, cult****s e históricas. O artigo também contr*bui ao p*opor *m* tipologi* analítica com ci*co cate*orias de empoderamento feminino em conte*t** d* economia sol*dária e d*senv**viment* suste*tável. Em termos m**odológ*c*s, * revisão si*temática ampli* o estado *o conhec*mento ao inte*rar e*tu*os qualitativos, q**ntit*ti*os mistos, e*píricos e e re*isões *e literatur*, evidenciando aproximações, distanciamentos e qu**tõ*s ainda pouco explorad*s na lit*ratura. Qua*t* à questão *rática, o artigo *eú*e * org*niza r*sultados que dem*ns*ram * potencial tra*sformador da economi* *olidária *anto para * empodera**nto feminin* quanto par* o dese*volvimento s*stentável, por*m também traz seus limites e de*afios. N**se sentido, *ste estud* ta*bém contribui para subsidiar a fo*mulação ** pol*tica* públicas e práti*as *ociais *ompr*metidas com * equidade d* gênero, a justiça social e * sustenta*ilidade. Porém **o apresentad*s l*mitações dessa pesquisa, como o fato de a *evisão sistemática se ba*ear excl*siva*ente em artigos cientí*icos publ*cad*s em periódi*os index*dos d*s*oníveis ape*as nas três base* de dados seleci*n***s. Acr*scenta-se que, e o recorte temp*ral a*otado (2*21-2025), me*mo *endo apro*riado ao objeti*o, pode ter excluído pesqui*as ant*r*ores centra*s *ara a c*mpr*en*ão do fenôme*o. A predominânc*a de pesquisas qual*tat*vas e de es*udos d* caso t*rritorialme*te situad*s t*mb*m pod* implica* cert* limitaç*o **ra a general*zação dos a*hados, e*bora evidenci* a relevância da contextua*ização e da anális* aprofundada dos *rocessos sociai* *nves*igados. REFERÊNCIAS ANDERSON, *. (2022). Un*undl*ng f*male empower*ent. Canadian J*u*nal of E*onom*cs/Revue canadienne *\écon*mique, 55 (*), 1671-*701. AN*ERS*N, S. (*024). *he complex*ty of f*male empowerment in In*ia. St*di*s in Microec*no**cs, 12 (1), 7*-92. ARAU**, D. N; BARROS, N. (2024). Desenvolv*mento sustentá*el e Movimento das J. o Mul*er*s d*s Ilhas ** Belém (MMIB). Revista de Adminis*raç*o Contemporânea, 28, e240175. *RCIPRETE, A. P. R e* *l. (202*). Desenvolvi**nto su*t*ntável e empoderamento fem**ino em comunidades vulnerabilizada*: *m relato de exper*ência. Revista Brasilei*a de Enferma**m, **, *20240335. Rev. FSA, Teresina, v. 23, n. *, ar*. 3, p. *8-7*, ago. 2026 w*w4.Unif*anet.*o*.br/revista Mulh*res, Economia Solidária * Desenvolvimento *u*tentáv*l: Uma R***são Sistemática 69 BAQ*ERO, *. V. A. (2012). Empod*ra*e*to: Ins*rumento de emanci*ação *o*ial? Uma disc**são conce*tua*. R*v*sta *ebates, 6 (1), 17*-173. BAR*IN, L. (2016). Análise de conte**o. Ed*ç*es 70. B*RRIOS, A., TABOR*A, R; RUEDA, X. (202*). Time pove*ty: An unintended con*equence *f wo*en p*r*icipa*ion i* farmers\ asso*iatio*s. Social Indicators Resea*ch, 178 (1), 225-253. BASTI*A, M et al. (2024). Women lea*in* *he ch*r*e in the social and solidarity econo*y: A sn*ps*ot of ge*der p*rcepti*ns of entrepr*ne**ship. Annals ** Public and Cooperative Economics, 96 (2), *01-22*. *ERTH, J. (2019). Empodera*en*o: Feminismos plurais. Pólen. BRAN*ÃO, T. F. B., B*RBOSA, L. C. B. *; BERGA*A*CO, S. M. P. P. (2022). Organização social e gestão associa*iva rural entre mulher** no *emiár*d* sergi*ano. Revista de Econ*mia * Sociologia Rural, 61 (2), e249024. B*ENO, S. (*oord.). (2025). **sí*el * invisív*l: A vi*imização de mulhe**s no Brasi* (5ª ed.). Fór*m Bra*i*eiro d* Seguranç* Pú*lica; Datafolha Instituto de Pesquisa. https://publicacoes.fo*umseguranca.org.br/hand*e/123456789/269 CASTIBL*NCO-*O*E*O, S. E; DU*UE, J. A. P. (2022). Female *mpowerment an* com*uni*y-based producti*e associatio*s: A **stematic lite*ature revie*. Acta *olo*bia*a d* P*icol*gía, 2* (1), 9-27. CORNWALL, A. (20*8). Al*m do "em*ode**me*to light": Empodera*ent* femin*no, desenvolvimento n*o*iberal e jus*iça *lobal. Cad*rnos Pagu, (*2), e185*02. DOEPK*, M; TE*TILT, M. (*0*9). Does female empow*rment promo** *cono*ic development? Jour**l o* Economic *r*wth, 24 (4), 30*-343. *URAND, M. K et a*. (2021). P*ssibilid*de* * desafios pa*a o empode**men** femin*no: Perspecti*a* de mulhe*es em vu*nerabili**de social. Escola Anna Nery, 2*, e*0200524. https://*oi.o*g/10.1590/2177-**6*-EAN-2020-0*2* GUARNIERI, E; RAINER, H. (2021). Colo*ialism and female e*powerment: A two-sided l***c*. Journal of Develo*ment Ec**omics, 151, 102666. *ELD, T. M. R; CA*P*S, I. G. (2022). *uil**b*la w*men an* t*e *truggle for territor* from the perspecti*e *f dec*l*nial feminism. Revista Katálys*s, 25 (*), 560-569. ISHFAQ, S., ABE*U**AH; KOUSER, *. (2023). Mea*urement and *ete*m*na*ts of rural wome*\s emp*werment in **kist*n. Global Soc*al Welfare, 10 (2), 139-1*2. LAVILLE, J; S*LVA, *. T. (*024). A econom*a solid*ria além d* q**stão do trab*lho. Cad*rno* EB*PE.*R, *2 (3), e20*3-*029. Rev. FSA, Teresin* PI, v. 23, n. 8, art. 3, p. 48-71, ago. 2026 www4.*nifsanet.com.br/revista A. V. *arra, R. V. Marra, *. M. P. Souza, V. P. *njos 70 MEDEIR*S, K. A. H; CRUZ, C. (*02*). Eco*omi* solidá*ia e em*ncipação *e mulheres: Um est*do do c*nhecimento. Revista Brasil**ra da Educação Profi*si*nal e Tecnoló*ic*, 1 (25), 17066-17066. OR**NIZAÇÃ* DAS NAÇ*ES U*IDAS [**U]. (2015). Tr*n*forman*o nosso mun*o: * Ag*nda 2030 para o d*senvolvimento sustentáve*. OR*A*IZAÇÃO DAS NAÇÕES UN*DAS [ONU]. (2021). Ativis*as brasil*ira* par*i*ip*m das d*as etapas do Fó*um Gera*ã* Igu*ldad*. O*U M**heres. ht*p://ww*.onum*lheres.or*.br/noti*i*s/ativistas-*rasileir*s-parti*ipam-das-*uas-etapa*-*o- foru*-*erac*o-igua**ade/ PAGE, M. J., M*KENZ*E, J. E., BOSSUYT, P. M., BOUTRO*, I., HOFFMANN, T. C., MULROW, *. D., *HAMSEER, *., TET*LAFF, J. M., AKL, E. A., BRENNAN, S. E., CHOU, R., GLANVILLE, *., *RIMSHAW, J. M., HRÓBJARTSSON, A., LA*U, M. M., LI, T., LODER, E. W., M*YO-*ILSON, E., MC**NALD, S., ... M*HER, D. (**23). A *eclaraç*o P*ISMA 2*2*: Diretriz atual*zada para r*latar revis*es sis*emát*cas. Revista P*n*meric**a de Salud Públi*a, 46, e112. P*GE, N; *ZUB*, C. E. (1*99). Empowerm*nt: What i* *t? Jour**l of E*tension, 37 (5), n*. PIZARRO, *. M. (**23). Pan, tierr* y tr*b*jo. Un es*udio *e la* c*oper*tivist*s *e *a Economía Popular e* Ra*son, San Juan (Argentin*). ReHuSo: Rev*st* d* Cien*ias Humanísticas y Sociale*, 8 (1), 162-*83. RODRIGUES, *. C., & CENCI, *. (2025). A*roindústria Pa*aria da Terra n* *ssentame*to Valmir *ota de Oliveira *m *a**av*l-PR: Inovação e emp*de**mento *emi*ino na pr**u*ã* de alimentos p*ra aliment*ção escolar. Revista NERA, *8 (2), e103*1. SACHS, I. (2002). Caminhos para o desenvolvimento susten*ável. G*ramond. SALCE*O, M et al. (2024). **a*ur*n* mul**dimen***nal women\* empowerment with data *rom part*e**d women acro** 4* l*w- and mid*l*-*nc*me countries. Soc*al Indica*o*s *esearch, 176(3), 10*3-1119. *ttps://*oi.org/10.100*/s11205-024-03505-6 SANTOS, K. P. (202*). As mu*heres da *astanha do *lto Cajari: O e*poderamento pel* eco**mia solidária. Ambi*nte & S*ci*dade, 24, e00*61. S*RTINI, I; SÁNCHE*, *. C. (2021). Community organiza*io* a*d empowerment *f w**en: *he Mujeres Pescado*a* del Manglar coope*ative in Oax*c*, Mexico. *ocial Work, 66 (4), 307-316. SEN, G. (1997). Empowerment as *n approach to *overt*. In P*verty *nd human development (p*. 1*5-194). **M*N, V. P; BOEIRA, *. L. (20*7). Economia social e soli*ária e empoderamento feminino. Ciênc*as Sociais *m R*vi*t*, 5* (3), 53*-542. Rev. *SA, *eresina, v. *3, n. *, art. *, p. 48-71, ago. 2026 w*w4.Unifsanet.com.br/revista Mulheres, *conomia Solidária e De*envo*vim*n*o Susten*ável: Um* *evisão Sis*emática 71 SI*GER, P. (2002). *ntrodução à econ*mia solidária. *und*çã* Pers*u Abr*mo. SOARE*, M. *. M., R*BOUÇAS, S. M. D. P; LÁ*AR*, J. C. (*02*). A a***ndi*agem coleti*a e *m r*de desenvolv*d* em empreendi*ent*s formados por mulhe*es da economia solidária: Uma análise pós-colo*ialista s*bre uma prática feminista de autogestão. Organi*açõ*s & So*iedade, 30, 496-5**. SOAR*S, M. *. M., REBOUÇ**, S. M. D. P; LÁZA*O, J. C. (2*24). * g*stão orgânica de conflit*s desen*ol*id* em *mpreendi**ntos formad*s por mulh*res da economi* solidária: Uma análise pó*-c*lon*alista sobre uma pr*tica feminista de autogestã*. Cadernos EBAPE.BR, 22, e2023-0010. SOLER-I-MART*, R et al. (*0*1). The social *n* solidarity economy: An opportunity for young women\s wor* transitions. *o*ng, 29(5), 52*-548. VEIG*, J. *. (*019). O desenvo*vim*nto sustentáve*: O desafio do s*cu*o XXI (3ª ed.). Garamond. V*S*SH**, P; SINGLA, A. (2025). Self-help groups *nd women e*pow*rmen*: *evelopi*g a *ra*e*ork for sustainability of ***s. Inte*national Jo*rnal of Social Economics, **(12), 1725-1740. VENT*RA, A. * et al. (2021). Women\* empo*erment, resea*c*, and management: Their co*tributi*n to s*cial sus*ainabili*y. Sustainability, 13 (*2), 12754. https://*oi.org/10.3390/s*132212*54 WORLD COMMI*SION ON ENVIR*NMENT A*D DEVELOPMENT [WCED]. (1*87). Our common f*tur*. Oxford Universit* Press. Como Refe**nciar est* Ar*igo, *onforme ABNT: MARR*, A. V; MARRA, R. V; SO*ZA, M. M. P; ANJOS, V. P. Mulhere*, E*on*mia Sol*dária e *es*nvolvime*to Sustentáv*l: U*a Revisão Sistemática. R**. FSA, Teres**a, *. *3, n. 8, art. 3, p. 48- 71, ago. 2*26. *ontr*buição dos A*t*res A. *. *arra *. *. Marra M . M . P. S*u*a *. P. *n*os 1) conce**ão e plan*jam**to. X X X 2) aná**se e int*rpretação *os dados. * X X 3) el*boração *o rascunho ou na re*isão c*ítica do c*nte***. X * X X 4) participação na aprov*ção da v*rsão fi*al do ma*uscrito. X X X X *ev. FSA, Teresina PI, v. 23, n. 8, *rt. 3, p. 48-71, ago. 20*6 www*.Un*fsanet.com.br/revista

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Ficheiro:Cc-by-nc-nd icon.svg

Atribuição (BY): Os licenciados têm o direito de copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, conquanto que deem créditos devidos ao autor ou licenciador, na maneira especificada por estes.
Não Comercial (NC): Os licenciados podem copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, desde que sejam para fins não-comerciais
Sem Derivações (ND): Os licenciados podem copiar, distribuir, exibir e executar apenas cópias exatas da obra, não podendo criar derivações da mesma.

 


ISSN 1806-6356 (Impresso) e 2317-2983 (Eletrônico)