Centro Unv*rsitário Santo Agostinho
www*.Unifsanet.*om.br/revista
Rev. FSA, T*r*s**a, v. 23, n. 9, art. 6, p. 107-1*0, *et. *026
ISSN Impres*o: 1806-635* ISSN E*etrônico: 2317-2983
http://dx.doi.org/10.12819/*026.23.9.*
Oficina de Fanzines e Objetivos *e *esenvolv*me*to Sus**ntável: Relato* *e Extensão
F*nzines and t*e Sus*a*nable Dev*lopment Goal*: *xten*ion Repor*s
La*s Pere*r* Martin*
Graduanda em Psicol*gi* pela Universid*** Estadual *o Ceará
E-mail: la*s.martins@*luno.uece.br
*arina Machado da *ri*dade
Pós-gradua*da em Arte*er*pia e Art*-*ducaçã* na *niversidad* d* *ortalez*
Graduada em Psic*l*gia pela U*iversidade *stadual do Ceará
E-*ail: *arinamdtrin*ade@*ma*l.com
*na Julia L*ma *e*xeira
Gra*uan*a em Psicologi* pela Universidade Estadual do *eará
E-mail: juli*.t*i*e*ra@*luno.*ece.**
Debora da Silva F*i*osa
G*aduanda em *sicolog** p*la Universidade Estadu*l do Ce*r*
E-mail: sil**.f*ito*a@aluno.u*ce.br
Fábio **nheiro P*checo
D*utor em Ps*colo*ia pela Un*versida*e Fede*al do Cear*
*rofessor *o curso de Psic*log*a *a Universidade Esta*u*l do Cea*á
E-mail: **bio.pa*heco@uece.br
Endereço: *ays Pe**ira Martins
Avenida Dr. Si*as Mungu*a, 1700, Serviço de Psicolo*ia
Edi*o*-Chefe:
Dr.
T*nny
Kerle*
de
A*e*car
*plica (SPA), Blo*o P, - Itaperi, Fortaleza - *eará, CEP
R*dri*u*s
- 6071*-903.
Endereço: Marina *achado da T*in**de
Arti*o rece*ido em *1/*7/202*. Última
versão
Ave*ida *r. Silas Munguba, *700, Serviço de Ps*c**og*a
Aplica (S*A), Bloco P, - Ita*eri, *ortaleza - Ce*rá, CEP
- 6071*-903.
Endereço: Ana Julia Lima T*ix*ir*
Avenida Dr. Silas Munguba, 170*, Servi*o de *sicologia
Aplica (SPA), Bloc* P, - Itaperi, F*rta*eza - Ceará, *EP
- 60714-903.
Endereço: Debora d* Silva Fei**sa
Avenida Dr. Silas Munguba, 17*0, **rv*ço de Psi**log*a
A*l**a (SPA), Bloc* P, - Itap*ri, Forta*eza - Ceará, CE*
- 6*714-903.
*ndereço: Fábio Pinheiro P*c*e*o
Avenida Dr. *ilas Munguba, 17*0, **r*i** de Psicologi*
Aplica (SPA), Bloco P, - *ta*eri, F*rtaleza - *eará, CEP
- 6*714-903.
*ecebida em 05/08/2026. Aprovado em 06/08/2**6.
Avaliado pelo *istema Triple Review: a) De*k *eview
pe*o Editor-C*e*e; * b) Double Blind Review
(avaliaç*o cega po* d*is avaliadores da ár*a).
Revis*o: *ramatical, Normativa e de *orm*tação
L. P. Ma*ti*s, M. M. Trinda*e, A. J. L. Teixe*ra, D. S. Fe*t*sa, *. *. Pac*e*o
**8
RESUM*
O pr*j**o de *xte*s*o "Fan*ines * conscient*z**ão:
proc*ssos g*upais d* *e*gate histó*ico e
transformação de id*ntidades" tem como objetivo promov*r processos de conscientiz*ção
crítica em contextos de vulne*abili*ade social, a partir de *ficinas d* fan*ines c*m* estr*tégia
metodológica
vo**ada * expressão *ubjetiva,
ao d*álogo e à
construção coletiva de senti**s.
Diante disso, est* trabalho consiste e* um rel*to das experiênci*s das oficinas de
fanzines
rea*izadas *elo *rojeto, em diálogo com a* dimens*es
da Educa*ão, Cultura, *irei*os
Hu*anos e *idadania. Para isso, for*m utilizadas as inf*rm*ções registr*das em
diário de
camp* de 20 oficin*s realizadas n* período de 202* a 2026. Os resultado* *videnciam
o
f*rtaleciment* de vínculos, o protago*i*mo dos *a*ticipantes e a relevâ*cia da ext*nsão
universitár*a na *r**oção de transfo*maçõe* sociais e *ormaçã* crítica.
Palavras-chav*: Ex*e*são *niversit*ria. Participaçã* So*ial. C*nscientiza*ão.
*BSTR*CT
The ou*re*ch project "Fanz**es and Co**cientization: *r*up Process*s of *is**rical
Rediscove*y *nd Identity Transformat*on" aims to pr*mote process*s of crit*cal awaren*ss *n
co*texts *f social vuln*rabil*ty,
through fanzine *orks*op* as a *ethodologi*al stra*egy
f*c*sed on subje*t*ve *x*ress*on,
dialog*e,
and the c*llecti*e constru*tion of meaning. In
ligh* of this, thi* study co*sists of an account of t** experience* from the *anzine workshops
conducted
by the p*oject, in di*logue **th *he dimensions *f Educa***n, Cult*re, Human
*ights, and Citizen*hip. T* t*is end, i*f*rm*tio* reco*d*d in field notes from 20 workshop*
held between 2**4 and 2026 was use*. The results *igh*ight t** s*rengtheni*g of bonds, *he
active role o*
pa*ticipants, and the relevan*e of *nivers*ty extensio* programs i* *romoti*g
social *ransf*rmation and critical educatio*.
Keywo**s: Universit* Exten*i**. *o*i*l Par*i*ipati*n. Conscient*zat*on.
**v. FSA, Teres*na, v. 23, n. 9, art. 6, p. 107-120, set. 2026
w*w4.*ni*sanet.com.br/revista
Oficina *e Fanzines e *bjetivos de Desenvol*i*en*o Su*tentável: R*la*os d* E**ensão
109
1 INT*O*UÇÃO
A Extensão Univ*rsitária "[...] é um proces*o i*t*rdisci*lin*r, educati**, cu*t*ral,
cientí*i*o e político que pr*mov* * ***eração *ransformadora (FORPRO*X, 2012, p. 28),
sendo um dos pilares da forma**o acadêmic*, *r*iculan*o ensino * pe*qui*a, **ra pro*o*er a
int**ação dialó*ica entre universida*e e socieda**, a p*r*ir d* troca de saberes e * construç*o
de p*áticas volt**as à transfo*mação socia*. Em seu exer*íci*, há *m* in*eração da
comun**a*e acadêmica co* a **ciedad*,
comp*een*endo-se, *ntão, * *t*ação da
ext**são
un**ersitária como
"um in*trumen*o e*etivo de m*dança tanto da u*iversidad* quanto da
so*i*da*e, or*entando-*e em d*reção à justi** s**ial e ao *profundamento
da *emocr*cia"
(*ORPROEX, 20*2, p. 7)
Ne*s* pe**pect*va, as ações de extensã* uni*ersitária são *o*ceb*das a **rtir de
obj*tivos **e vão **ém da
sim*l*s e*e*ução de atividades, b*scando produzir
**p*ctos
*ig*ifi*at*vos na reali*ad* so*ial vi*enc***a pelos p*rticipant*s. As*im, sua organização
orienta-se pelo compromiss*
com p*rticipação social e constru*ão compartilhada
a
a
d*
conhecimentos. Para v*abiliza* esses propósitos, * ex**nsão po*e *ssumi* difere*tes form*to*,
s*n*o um d*sses, a re*liz*ç*o de o*icinas.
Nessa per*pectiva, o proj*to "Fa**ines * *o*sci**tizaçã*: P*ocesso* grupais de resga*e
h*stó*ic* e tra*sf*rmação
de identidades", desenvol*ido ** L*boratório de Pe*q*isas
e
Int**venções em
Psico*ogia Social
*
Comunitária (LA**SC) da Un*ve*s*dade *stadua*
do
*e*rá (UECE),
*om apoio da Pró-Rei*oria de **tensão (**OEX/U*CE), constit*i *ma
inici*tiva exten*ionista
q*e p*omove diá*ogo entr* Univ*r*i*ade e Com*nidade. De m*do
ma*s específico, o projeto realiz* oficinas de *an*ine* que *bjetivam *romov*r
a
co*scientização em grupos sociais qu* v*venciam situ*ções de vulnerab*lidad** e
pro*essos
de desigu*lda*e.
Fanz**e é uma mídia alter*ati*a e uma t**nica comuni*acional qu* mobiliza
a
cri*t*vidade das p*sso*s ** perspec*iva de uma
atuação *ocial e de u*a exi*iç*o au*oral,
possibi*ita**o a c*nstrução de uma
*dentid*de au*ônoma (*A**LHÃES, 1993). Enquanto
produção independent*, constitu*-se como u*a fer*amenta pa*a * exp*essão de v*vência*,
id*ias e **sic*onamentos; e *tili*aç** em con*e*tos a
exte*si*nistas favorece o diálogo,
a
troca de experiên**a* e a proble*a*izaç*o de questões socia*s, contribuin*o par*
o
*ese**o*vimento do pens**en*o crítico **s *ar*i*ipantes (*RIN*A*E et *l., 202*).
No campo *a Psic*logia Social e Comuni*ária, a realiza*ão de ofi*inas de fanzi*es
pode se* entendi*a como u** atividade
comu*itá*ia. Segundo *óis (2005), essa ati*idade
é
Rev. F*A, Tere**na PI, v. 23, n. 9, art. 6, p. 107-120, set. 2026
www4.Unifsanet.com.br/r**ista
*. P. Ma*tin*, M. M. Trindade, A. J. L. Teixeira, D. S. F*itosa, *. P. Pacheco
110
prática, coletiva e ori*nta*a p*lo s*nti*o que a co*unidade atribui * *i mes**, *ortale*endo a
identi**de *ocial, a cons*iência e a re*ponsabilidade *omunitária. A at*vidade com*nitá*ia
atua como me*iadora no *ese*volvimento *a consciên*ia dos moradore*, por meio *e su*s
duas dimensões, sab*r, I) Dime*sã* *ns*rument*l, a
*ela qual há a e*abo*ação e o uso de
ferra**ntas
necessárias à t*an*formação objetiva e fun*ionam*nto da co*un*dade; e a II)
Dime*sã* comunicativa, pela qual se obser*a o diá*ogo, * e*pres**o de se*t*me*tos e
a
coope**ção entre os moradore*, al*ejando alcançar os ob*e*ivos da atividade com**i*á*ia
e
favor**er o de*envolvimento *as *elações *ociais da c*muni*ade.
A partir das dimensões, a atividade comunitária con*ri*ui pa*a o des*n*olvimen*o d*
consciência soci*l e para * *rticulação entr* o*jetiv*s coletivos e *nteresses *ndivi*uais
(GÓI*, 2005). Ressalta-se, a*nda, *u* o t*po de ativid*d*
não exer*e influência
na
trans*ormação na consciência, *oi* "[...] qua*qu*r tipo de at*vidade co*unit*ria pode levar ao
dese*vol*imento da consciên*ia *os morado*es" (*ÓIS, 2005, p. 193). Nesse sentid*,
simpl*s fanzines, enquanto mídia alterna*iva e
crítica (d*m*ns*o instrumental), o*er*cem um
esp*ço *ara que os part*cipa**e* *xpressem ideias grupalmen*e, reflitam sobr* diferentes
temas e transforme* ex*eriênci*s
e sentimentos em produções
cri*tivas (d*men*ão
comu**cat*va).
Sob es*a *tica, as *fi*ina* favorecem *rocess*s *e c*nsc*entização, enqua*to
a
capacidade *os sujeitos de compreende* c*iti*amente * rea*idad* e atuar s*bre ela (F*E*RE,
1980).
Esse processo
envolve nã* ap*n*s as*ectos cognitiv*s, mas também i*pl*c*çõ*s
po*íti**s l*gadas à fo*ma c*mo o sujeito conhec* e se posiciona diante da **alidade (V*EIRA;
XIMENES, 2*08; P***ECO; BOMF*M, 2*22). Dessa forma, a cri*ção de f*nzines fav*rec*
um e*pa*o de exp*essã* subjetiva e refle*ão crítica,
potencia*izando * forta*ecimento
de
vínculos * o sentimento de pertencimen*o.
Dessa ma*eira, compreensão *as oficinas d* fan*ine* com* práticas e**ensionistas a
*oltadas conscientizaç*o e à transf**maç*o à
socia* encontra r*sp*ldo na P*icolog*a Social
Crítica lat*no-americana (BO*FIM; PE*R**A;
P*CHE*O, 202*).
*essa perspectiv*,
def**de-se
uma Psicologia comprometida co* a realidade concre*a dos povos l*tino-
ameri*anos, capaz de
*o*per com
a r*prod**ão acr*t*ca de m*delos importados e
de
co*t*i**** para *s processos de eman*ipação *oc*al (MARTÍN-BARÓ,
1996; *OMFI*;
P*TROLA; PACHECO, 2022). Para M*rt*n-Baró (19*7), a **uaç*o da Psicologia deve est*r
ori*n*ada para a compreensã* das co*diçõ*s histórica* d* op**ssão *ive*ciadas pelos sujeitos
e para o fortale*imen*o de seu prota*onism* na construção ** tr*nsformações c*letivas.
Assim, a* favorecer espaços
de expre*são, d**logo e reflexão crítica sobr* a *eal*dade, a*
Rev. FSA, Teresina, v. 23, n. 9, a*t. 6, p. 107-12*, set. 2026
www4.Unifs**et.com.br/re*ista
Oficina de Fanzines e Objetivos *e Desenvolvimento Susten*ável: Relatos de Extensã*
111
oficinas de fanzin*s apro*imam-se dessa *e*s***tiv* ao r*conhece* os participantes como
sujeitos ativos na produç*o d* conhecimentos e na con*tr*ção de estratégias coletiva* *e
enfre****e*to das *e*igu*ldades socia**.
Ressalta-*e ainda *ue as aç*es *o projeto são i*plementadas considera*do o tr*pé
*cadêmico (pesqui*a-ensino-*x*ensão). *o ensino, juntam*nte com a monitoria do Programa
de Mon*tori* Acad*mica (P*OMA*/UECE), o proje*o contri*ui *a disciplina de Psic*logia e
Comunidade, que te*
car** horária
de
e*ten*ão
ob*ig*t*r*a co*f*rme o Projeto *edagógico
do **rso. Na *esq**sa, com bolsa* de Inicia*ão Científica d*stribu*das pe*a Pró-Reitoria
de
Pós-Gradua*ã* * Pesquisa (*ROPGP*/UECE), ana*isam-*e
*s significados e sentidos do*
di***rsos presentes nos f*nzines produzidos n*s *ficinas.
*esses c*ntext*s, ** at*vidades *êm se de*envolvido al*nhad** *os Obje*ivos de
Desenvolvi*ento Sus*entável (ODS). Est*belec*d** pela Organizaçã*
das Na*õ*s Unidas
(ONU)
por *eio da A*enda 2030, *s ODS são definido* como um plano de ação global
*oltado à promoção do
desenv*lvimento socia*,
econôm*co e amb*ent*l de forma inte*rada
(*N*, 2015). Os 1* ODS1
constituem um re*e*encial *ara e*fr*ntamento de desa*ios o
contemporâne*s, como * redução
*as *esigualdades, a promoç*o da educ*ção d* q*alidade,
*a saúd* e be*-estar,
da igualdade de g*n*ro * da constr*ção d* socie*ades mais justas,
inclusi*as * sustentáve*s (*NU, 20*5).
A exte*sã* uni*ersitária, nesse ce*ário, desempenha u* papel estraté*ico ao
aproximar *niversidade e *o*iedade, permiti*do que o conh*cim*nto acadêm*co se**
construído
em diálogo
co* as
demanda* concr**as do* territórios e *ontribuindo p*ra
a
implementação local da Agend* 2030 (FORPROEX, 2*12). Assim, as oficinas de fanzines
desenvolvid** pel* *rojeto evidenciam
com* as
**ões e*tensionistas podem materializar
os
ODS por meio de práticas partic*pa*i*as d* conscientiza*ã*, fortalec*men*o comunitário
e
promoção da cidad*nia, aspecto que orienta os rel*tos ap*e*e*tados nest* tr*balho, os quais
busc*m esforços
g**bais e lo*a*s para a con*truç** de sociedades justa*, i*clusivas
e
sustentáveis, *end* a
extensão universitária *m imp*rtante *eio de c*ncretização dessas
diretrizes nos territórios.
Nessa direção, as ati*idades desenvolvi*as pelo *ro*eto tê*
b**ca*o ma*erializar
os
princípios da exten*ão
un*versitári*, da P*ic*l*gia Social Comunitária e dos *bje*i*os
*e
1
Os ** Ob*etivos de Des*nvol**mento S*stentáv*l (O*S) são: 1) *rradicação da pobreza; *) F**e zero e
agricult*ra s*stentável; *) Saúde e bem-estar; 4) Educaç*o d* qu*lidade; 5) Igualdade de g*nero; 6) Águ*
potável e s*neamento; 7) Energia acessível e *impa; *) Traba*ho d*cente e cresc**ento eco*ômi*o; 9) Indústria,
i*ovação e infrae*trutura; 10) Re*ução da* desigua**ades; 11) Ci*ades e comunidades s*sten*áv*i*; 12)
Co*su*o e produção respo*sáveis; **) Ação *ontra a **dança global do *li*a; 14) *id* na ág*a; 15) *ida
*errestre; *6) Pa*, justiça e inst*tui*ões eficazes; e *7) P*rcerias e meios *e impleme*tação.
Rev. FSA, *e*esina PI, v. 23, n. 9, *rt. 6, p. 107-120, set. 202* www4.U*ifsanet.com.br/r*vista
L. P. Martins, M. M. T**ndade, A. *. L. Tei**ira, D. S. Feit*sa, F. P. *ach*co
112
*esenvolvi*ent* Sus*entável por meio da r*a*iza*ão d* *fici*as *e fa*zines
em di*ere*tes
te**itóri*s e contexto* socia*s. Ao l*n** de 2024,
2025 e
202*, **ram r*alizadas ** oficinas
c*m públicos diverso*, inclu*nd* a*olesce*t**, adultos e *dosos, em
c*munidades, *scolas,
universidades
e equi*ament*s de saúde * *ssist*nc*a social. Em cada
ofi*ina f*ram
p*oduzidos, em m*di*, três fanzines, pos*eriormente fotoc**iados e distribuíd*s entre
o*
parti*ipantes, a*pliando
a circu*ação das produç**s e das reflexõ*s con*t**ída*
c*l**iva*ent*. * *esse contexto qu* se insere o
presente rel**o de experiênci*, que
busca
ref*etir sobr* as ofic*nas
de fanzi*es a partir das dimensões *a Educação, da **ltura, dos
Direitos Hum*nos e da Cidadania, eviden*ian** as cont*ibuições dessa prát*ca extensionista
para o* processos de co*sci*ntizaç*o, participação *o**al e fortale*imento comunitário.
2 *ROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Trata-se de um relat* d* experiência de *tividades ex**n*io*ista* *ealizadas em quatro
c*nt*xtos. De modo geral, cada açã* do pr*jeto ocorre *m quatr* e*contros: I) Apresentação
da ofi*in* aos particip*nt*s: *omento de*tinado
ao aco**iment* *o *rupo, em que
as
*xtensionistas se aprese*t*m, co*hecem **
participantes e compartilham *s ob*etivo*, a
met*dolog** e * proposta da atividade. II) Escolha e
dis*u*são
da tem*tica: E*a*a mediad*
p*r rodas de
*onversa din*micas dis*aradoras, *om o objetivo de ident*fic**, **nto e
aos
*articipante*, as p*ob*emáticas que atraves*am sua **alidade coletiva. Discute-se *omo essas
questões são
pe**ebidas, *e que fo**a *ê* sido vivenci*das e qua*s as po*s*bi*i*ades de
i**ervenção na com*ni*ade, culm*nando na definição
do tema ce*tra* ser a
a*o*da*o nos
fanzines;
II*) C*nstrução d*s fanzines: En**ntro vo*tado par* * *laboração co*e**va d** fan*ines
em pequenos *ru*os, de forma l*vre e autoral, u*ilizando recursos como re**rtes, co*a*ens,
*es*nhos, pinturas e escrita. As pr*duções expressam as reflexões c*n*truídas d*rante
as
di*cussões e poss*bilitam mat**ialização das e*periências, sent*me*tos e *osicionamentos a
dos partici*a*tes. IV)
Entrega e
partilha do fanzine: Mo*ento e* que as extensi*n**tas
devolvem a* pr*duçõe* *m*ressas (có*ias) aos p*rticipant*s. Estes, **r su* v*z, socializam
*uas *br*s com o grande grupo, **plicitando os ele*entos, significa*os e reflexõe*
crític*s
c*ntidos no ma*eria*, favorecendo a di*tr*buição e a divulgação das ide*as prod*zidas.
Após a experiência prática, são feitos r*gi*tr*s em Diário de Campo, uma ferramenta
que perm*te a escrit* detalh**a e aprofundada sobre obse*va*ões e vivência* q*e se d*st*cam
por se* caráte*
psicossocia* e *elação
co* * fenô*eno estuda*o (MONTERO, 2*0*). Os
Rev. *SA, T*resina, v. 23, n. 9, art. *, p. 107-120, se*. 2026
www4.Un*fsa*et.com.br/revista
Oficina de Fanzines e Ob*eti*os de Desenvolvimento Sustentável: Relatos *e Extensã*
1*3
regist*o* das expe*iências de 20 *ficinas re**izadas e*t*e 202* e 2026, anotad*s em diário de
*ampo, for*m analisados com suporte da *nálise de conteúd* tem*ti*a (BARDIN, 1977),
a
parti* da qual *or*m d*li*eadas quatro categorias de d*s*us*ão em con*onância com Objetivos
*e De*env*l*imento Suste*tá*el, a sabe*, I) Fanzi**s e Paz, ju*t*ça e institu*ções eficazes; II)
Fanz**es e Redução *as desigualda*es; III) *anz*nes e Igualdade de gênero; e *V) *anzin*s e
E*ucação de qual*dad*.
3 RESULTADOS * DISCU**ÕES
*.1 ***ato d*s At*v*dade* desenvolvidas
As *xperi*ncias desenvolvidas evidenciam o potencia* das o*ic*nas de fanzines *omo
prá*icas ex*ens*on*stas comprometidas *om a fo*mação crítica, a expressão de subjetivi*ades
e fortalecimento o
da
part*cipa**o social. Ao possibilitar a prob*ematização da realidade e
a
construção coletiva de
*onhecimentos, *ais at*vid*des f**or*cer** process*s
de
consc*entização e fortalecimento dos sujeitos em seus context*s sociais. Nes** sent*do, em
consonân*ia com
os Objetivos de Desenvolvi*ento S**tentável (O*S), os r*latos * *egui*
evidenciam a potên*ia de transfo*mação da extensão universitá***.
3.2 Fanzines * *az, justiça e instituições *f*cazes (*DS 16)
O OD* 16 *usca promover sociedad*s pacíficas e inclusivas para o de*envolvim*nto
s**tentável, a part*r
do acesso à justiça
para todos, c*nstrução d* instituições efic*zes,
responsáve*s e **clusivas; e, ent*e
as metas, almeja a red*ção de
*orma* de vio*ência e
o
fortaleciment* d* instituições para pr*venção de conflitos (Nações Un*da* Brasil, [s.d.]). a
N*sse sen*ido, realizou-se uma o*ic**a com estu*an*es (criança* e adol*scentes) da Escola
Areninh* d* Ba*ra do C*ar*, a fim de refl*tir sobre a "Cultur* *e pa*".
P*ra Dupret (2*02), a *ultura de pa* diz respeito a um conj*nto *e valores e pr*ticas
*u* promovem a convivênc*a ha*moniosa, o respeito mútuo e a ju*tiça *oc*al. Além
d*
violência, e*se conceito en*lo*a ta*bém atitud*s q*e *avor*cem o diálogo, a resolução
pac*fi*a de *onfl*t*s e a
inc*usão. Com bas* nisso, ini*ialment*, b*scou-se com**eender as
perc*pções dos
estudant*s acerca da *onv**ência escolar e das forma*
de
resol**ão
de
conf*i*os. *s discu*s*es r*velaram uma nat*ralização das dinâmicas de violência, *ant* física
quanto verbal.
R**. *SA, T*resi*a PI, v. 23, n. 9, art. 6, p. *0*-12*, set. 2026 www4.Unifsanet.com.br/revista
L. P. Mart*n*, M. M. Trindade, A. J. L. Teixeira, D. S. *eitosa, F. P. Pa*heco
*14
A*ós a oficina, na represent*ção da "*ultu*a de paz", f*ram es*olhidas pa*avr** como
"*arinho", "*u*da*o", "*roteç*o" e "am*r", com *esenhos que represent**am fam*l*as
e
momentos *e lazer, t*is como "assi*tir ao jogo *e futebol", "olhar para o céu" e "*r ao mar".
*cre*ita-se
qu* a ofic*na *ossibili*ou a expressão d* diferentes concepçõ*s sob*e a paz
e
*ontribuiu para * reflexão sobre formas me*os viol**tas d* con*ivência no ambie**e escolar.
Nesse sentido, observ*ram-se *r*ses como "Respeite o próx**o", "Respeite a p*z
do
próximo" e "Procure resolver as coisas no *iálogo".
Com **se nas concepç*es **eireanas, entend*-se que a oficin* p*om*ve*
*
pr*blem*tiz*ção *e práti*as e d**cursos na*u*al*zados no cotid*an*, fav*recendo a
ref*exão
crítica e a construç*o coletiva d* alter*ativas para * r*soluçã* de conflitos (FREI*E, *980).
De modo semelhan*e, *óis (200*) compreen*e a
ativid*de co**nit*ri* com* u*
*rocesso que forta*ece a participaçã*, o diálogo e a c*nstruç*o comparti**ada de significados,
contr*buin*o par*
o dese*volv*mento da consciênc*a *rítica e para * *ortalecim*nt* dos
vínculos *omu*i*ári**. Assim, *o criar um espaço de escuta, expre*são e coopera*ão, a of*c*n*
ultrapassou tr*nsm**sã* de conteúdos sobre cultura de pa* e possibilitou q*e crianças a
e
ad**escen*es assumiss*m u*a
postura mais *tiva *iante d*s relações estab*le*idas em seu
con*exto **col*r, contri*uindo par* a pro**ção *e
relações mais *espeitosas e c**perativas,
*m consonância com os objetivo* da ODS *6.
3.* Fanz*nes e Reduç*o da* desigualda*es (ODS 10)
O OD* 10 almeja reduzir * desigua*dade d*nt** dos países e entr* el**, foca*do no
empodera**nto e na promo*ão da inclusão social, *conôm*ca e polí*ica de todos,
*ndepende*temente d* idade, gêner*, defi*iê*cia,
r*ça, etni*, ori**m ou *e*ig*ão
(Nações
*nid*s Brasil, [s.d.]). A
p*rtir dessa perspectiva, relatam-se as ofi*inas *ealizadas com um
grupo de idos*s da ***ociação de Mo*adores do Conjunto Tancredo Neves, nas quais
discutiu-se a im*ortância do* vínc*los c*m*ni*ários e das red*s de apoio p*ra a pr**oção d*
saúde *enta* e do bem-estar na velhice.
Pa*te da* partici**ntes associou essa et*pa da *ida a um per*od* de descanso, após
anos *edicados ao t*aba*ho; em *ontrapartida, out*a* relataram ainda
acum*lar m*itas
respon*abilidades c**idianas. Essas vivências s** atr*vessadas p*las *mplicaç*es psicoss*ciais
da pobre*a, *uja per*pe*tiva multidim*nsi*na* u*tr*passa a
ins*ficiênci* de *end* e envo*ve
*i*itações no acesso a direitos, recurso*, pa**ici*a*ão social e quali*ade de vid*, produz*ndo
impactos significativos sobre os proce*sos de saúde e bem-es*ar (XIMENES et al, 20*6).
Rev. FSA, Te*e*ina, *. 2*, n. 9, art. 6, p. 107-120, **t. 20*6 w*w4.U*ifsanet.com.b*/rev*sta
Ofi**na de Fa**i*es e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Rela**s de Extens*o
115
*urante *s oficinas, tod*s destaca*am *
imp**tância d* lazer, da **nvivência e das
atividades e*ternas como fonte* de bem-estar e preser*açã* d* saúde me*tal. Essas vivências
evidenci** q*e as de*igua**ades não s* rest*ingem às condiç*** ec*nômica*, ma* també* se
expressam n*s
opo**unidade*
de
participaç*o so**al, a*e*so a* lazer, fortalecimento dos
víncul*s e p*om*çã* da saúd*.
*u**n*e a produção dos f*nzines, a ativida*e ** *e*u*nos gru*os favo*eceu o
fortalecime*to dos laços, p*is *s
participantes identificaram *emelhanças em seus r*latos,
apoiaram-*e *ut*amente nas di*iculdades e compa*tilharam ex*eriên*ias de vid*. *onforme
Menes*s (*014), a* red*s sociais d**e*penham funç*es fundame*tai* d* ap*io emocio**l,
compa*hia soci*l e *ortalecimen*o do sent*men*o de *ertenci*ento, constituindo impor*antes
recu*sos para a pro*oç*o da saú*e e da qualidad* de vid*. Além d*ss*, ap*io soc*al o
poss**ilita qu* os sujeitos *e sintam acolhidos, valo*iz*dos e rec*nheci*os em s*as r*lações,
fo*tal*cendo sua a*toe*tima * s*a ca*a**da*e de e*f**nta* situaçõe* *e v*lnerabilidade.
Com e*e*to, as obs**vaçõe* das of**inas indicam que a co*unidade, en*uanto espa*o
de trocas afet*vas,
**mbólicas e de apoio mútuo, atua não ap*na*
*omo cenário de
c*nvivê*cia, mas c*mo agente at*vo na promoção da saúde e d* *u*lidade de *ida na velhic*.
A experiência *ambém *videnciou que o fort*lecime*t* dos *ínculos comunitários e *as r*des
d* apoio co*stit*i um* estr*tégia
concreta p*ra prevenir o
i*olam*nto social, am*l*ar o
*entimento de *er*encimento e
enf*entar **s**ualdades que se man*festam para além d*
dime*são e*onômica, contribuindo *ara a *fetivação dos objetiv*s propostos pela *D* 10.
3.4 Fanzi*es e *guald*de d* gênero (O*S 5)
O ODS 5 v*sa alcançar a igua*dade de gênero e empoder*r tod*s as mulheres
e
me*inas. Ele foca na elim*nação de for*a* de disc*imin*ção e vio*ência, *lém de garant*r
a
part*cipação *lena e efetiva das *ulhe*es e a i*ualdade de oport*nidades para a **derança em
todos o* níveis de decisão (Naçõ*s Uni*as B*asil, [s.d.]). Nesse sentido, de acordo com Del
Priore (2020), apesar da conqu*sta de d*reitos, a* m*lheres ainda vivenciam *ir*unstân*ias
arc*icas c*m* a violê**ia contra a mu*her e desi*u*ldade de *ênero. Entreta*to, a a
autora
defende qu* * pr*nc*pio de igualda** é um dos pontos *e apoio *ara *ções tr*nsformadoras e
aborda a i*por*ânci* d* equi*a*e d* gênero, na medid* em que tal igualdade se ap**se*ta
como um *os pri*cíp*os basilares à *onstr*ção de u*a so*ieda*e verdadeir*me*te igual, j*st*
e democr*tica (DEL *RIORE, *020), *pontamento* con*onan*e* com os objetivos do ODS 5.
Rev. FSA, *eresina PI, v. 23, n. 9, art. 6, *. 107-*20, set. 2026
www*.Unifsanet.com.br/revista
L. *. Ma*tins, M. M. Trindade, A. J. L. T*ixeira, D. S. Feitosa, F. *. Pacheco
116
Sob es*a *erspectiva, e* co*formidade co* es*e objetivo, re*a*a-s* a of*c**a c*m
mulhe*es es*udantes da Universidade Fede*al *o Ceará (UF*) e d* UECE, com a temática **
"*e**stên*i*". As part*ci*antes *bser*aram que resi**ir *ão ** li*ita a grandes *tos d*
op*sição
*u
confrontos direto*, mas també* se manifesta e*
ações cotidianas *iante de
*esa*ios *essoais e sociais. Esse entendimento a*pliou a visão de que a resistênci* pode *e*
silenciosa, *omo per*istir *m uma *rajetória **adêmica, manter-se fir*e em suas convi*ções
ou l*tar por espaços de e*pressão e voz.
Em conformidad* com tais
*d*i*s, Santos et *l. (20*4), tom*ndo como bas*
o
pensame*t* de Angela Davis, po*tuam que, em um *ontex*o histórico mar*ado pe*a
b*u*al*dad* *o **stema escravis*a e pelo racismo * sexism*s instit*c**nalizados, a luta das
mulh*res negras
pela educaçã* torno*-se *m símbolo de resistência. Dessa maneira,
a
educação pode se* u* processo *e au*oco*hecim*n*o e *e resis*ência à opressão estrut*ral,
*om o o**etivo de fo*tale*er a*
com*nidades margi*alizadas, presente* n* atualidade,
como
demonstra * temática es*olhida p*l** estud*ntes *a oficina.
Ademais, a *onst**ção do fa***ne permitiu * exp*essão dessa* vivências, evidenc*ando
a resistência
como u* processo multifac*t*do
contra as exclusões, co*preendendo que *s
exp*riê*cias co*partilhadas ta*bém são formas de resistên**a, *e*a *a busca por v*sibi***ade,
n* superaç*o das di*iculd*des d* adap*a*ão a *m no*o ambiente, seja na afirmação da pró**ia
identidade. Com efeito, **ividade favoreceu a a
conscientização das
participantes *c*rca *e
seu contexto social, alinhan*o-se à perspe*tiva *reire*na ** reflex*o crític* (FRE*RE, 1*80).
Assim, a o*ic*na contribuiu ** reconheciment* de
que s e
apropriar e ocupar espa*os são
for*as de resistência cont*a um s*s***a gerador de sofrim*ntos e op*essões i*tersecci*na*os.
3.5 Fan*ines * Educação de qua*idade (ODS 4)
O ODS 4 visa as*egura* a educa*ão *nc*usiva * equi*ativa * de qualidade, e pr*mover
opor*u*idades de aprendiz**em ao longo
da vida para todas e todos (N**ões *nidas Bras*l,
[s.*.]). *essa forma, ta*
objeti** também é observado como
um *o* *ireitos e *arantias
*undamenta*s *stabelecidos na Constituição Federa* (1988) do nosso país, a qual r*conh*ce a
educ***o com* um direito fundamental e ess*ncial *ara o desenvolvimento da pessoa e
do
*eu preparo para exerc*cio da ci**dania. Além disso, Che*hi e Mattos* (20*4) reforçam o
a
importância da educação
*e **alidade *a forma*ã*
*os i*divíduos e *a con*trução de uma
sociedade mais *usta igu*li**ri*. As aut*ras ainda e
ratificam que a de*esa do dire**o
à
*ducação *xige uma abord*gem
qu* co*bata as de*i*ualdades *o *i*tema educa*ional,
de
Rev. FSA, Teresi**, v. 23, *. 9, art. 6, p. 107-120, set. 2026
w*w4.*nifsanet.c**.b*/rev**t*
Ofic*na d* Fanzi*e* e Objetivos de Desenvo*vimento Su*ten*á*el: Relato* de Ex*ensão
117
fo*ma que não *aja só o reco*he*imento dessas disparidade*, mas que s**am tomadas
med*d*s afirmativas para pro*oção da i**lusão e da igual*ade de oportunidades para grupos
h*storicam*nte ma**inaliza*os (CHEC*I; MAT*O**, 2024).
Nesse senti*o, rel*ta-s* a ex*eriência no *r*g*ama Integração, des*nvolv**o *ela
UECE e a Secretaria Municipal de Educação de For*aleza,
que o*ere*e atividades
pe*a*ógi**s, e*p*rtiva* e
culturais no contraturn* escolar para estudantes da red* públi*a
municip*l ** e*si*o. *m *025, foi observada a redu**o da *ssidu*dade
dos *lunos, o que
*obiliz*u dese*volvimento da *ficina junto aos discent*s da disc*plina *e Psicologia o
e
Co*unidade, com 5* crian*a*/adole*cen*** participante* do Integraç*o.
A temátic* da oficina convidou * público * pensar e* como a Universida*e e
o
projeto poderiam se* mai* agradáveis a *les. A* amizades, *s a*bi*nt*s de partilha/atividades
fí*icas e o *rocesso de *nsino-ap*endizagem s* mostram com* elementos positivos. N*
entanto, observ*ram-s* afetos neg*tivos relaci*nados *o cal*r, à presenç*
*e m os q*i t os ,
ao
téd*o, ao cans*ço * * necess*dade de u*a melhor a*imentação. Dess* *aneira, Amâncio et al.
(**22) defendem que tais condições p*ecár*as e des*avoráve*s de con*or** no amb*ente
educaci*n*l p*de*
*casionar desestímul*, re*ultando *m baixo d*sempenho *os estuda*tes.
Miranda et al. (2016) também pontuam que e*tender e**es fatores, como a i*fl*ência
de
as*ectos fí*icos e q*alit*tivos dos espaç*s ed**acio*ais *a a*rend**agem, são de fundament**
importância para o des*nvolvime*to de
**ões d* políti**s pú*licas efetivas no campo e
d*
*ducação.
Nesse se*tid*, os r*sul*ados das atividades extensionista* foram tran**ormados em
r*latór**, qu* fo* **tregue à co*rde*ação do Programa. Co* e*eito, os fanzines, ao
p**por*iona* *m espa*o de pro*a*onismo
para alunos, tornam-s* *err*mentas aliadas no
desenvolviment* *o p*ns*mento *ríti*o * tr**sformaçã* da *eal*dade, c*nt*ibuindo c*m
*
ODS 4, p*ra co*struir e melho**r instala*ões física* para educa*ão e ambiente* de
apre*dizagem segur*s e *ão v*olentos, inclusivos e e*icazes.
4 CON**DERAÇÕES FINA**
*s oficinas
ultrapa*saram o â*bito da expres**o individ*a*, c*n*ertend*
d*mandas
*d*ntifi*adas *elos participant*s em **ões co*cretas,
como a *laboração
de relatórios
inst*tucionais
para a gestão *ni*ersitária, o fortale*imento d* *íncu**s comunitári*s e
a
ampli*ção *e espaç*s de diálogo e*tre *nive**i*ade e soc*eda*e. O pr*tagonismo con*tituiu o
eixo
central
das
med*açõ*s,
per*itindo
*ue
os
extension*stas
vive*ciass*m
a
Rev. FSA, T*resina PI, v. **, n. 9, *r*. 6, p. 10*-120, set. 20*6
*ww4.*nifs*net.com.b*/r*vista
*. P. Ma*tins, M. M. Trindade, A. J. L. Te*xeira, D. S. *eitosa, F. P. Pacheco
1*8
indisso*i*bilidade entre e**ino, *esq*isa e exten*ão, e*quant* os participante* das oficinas se
reconheceram c*mo produtores de c*nhecimento e agentes de transformação social.
Ne*se se*tido, as *ções desenvo*vi*as aproximam-se
da
p*rspec*iva
da Psicologia
Soci** Crít*ca latino-ameri*ana ao compree*d*r a atua*ão profissional c*mo
u*a prática
vincula*a
às rea*idades concretas das populações e *rientada par* * *ransform*ção *as
condiçõe* que produzem
desigu*l**des e so*rimen** social. O* impactos *as ex**riê*cias
exte*si**istas, fundamentadas *essa *erspectiva, evidenci*m-se na fo*mação d*s es*udantes,
ao favorece**m a *onstrução de uma postura crítica comprometida com e
os territór*os,
ampliando a *ompreensão sobre o pap*l social da *sicologia para *lém *os *spaços
trad*cionais de atuação. Para os participantes das o*icinas, as ações possibilitaram es**ços de
escuta, e**res**o, r*conhec*mento
de suas exp*ri*ncia* *on*trução col*tiva de s**tido* e
so*r* s*as p*óp*ias re*li*a*es.
Por *im, os relatos apresentados demon*tram que a ex*ensão u*iversitári* constitu*
uma estratégia para a implem*nt*ção local dos O*jet*vos *e *es**volvime*to *ustentáv*l, ao
tra*sformar *iretrizes gl*bais em p*áticas c*n*truídas
cole*ivamente com as *omuni**des.
Mais do *ue esta*elecer uma correspondênc*a *n*re as of*cinas e os *DS, o projeto eviden**a
q*e a uni*er*i*ade pode
atuar co*o a*ente d* *rans*or*ação so*ial ao artic*lar **sino,
pesquisa e ex*ensão em açõe* comp*ome**das com a pro*oção da c*d*da*ia, da par*ic*p*ção
soc*al e da re*ução da* des*gualda*es. Dessa forma, a aproximação entr* ext*nsão
unive*sitá*ia, *g*nda 203*
e *om*romi*so soc*al da Psicologia reafirma a
potência
da
universidade como
e*p*ço de p*odução c*mpartilhad* de
conhe*imento e construção
de
socied**es mais *ustas, i*clusivas e ***t*ntávei*.
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XIMENES, V. M. et al. Pobreza multidimensi*na* e se** *spect*s subjetivos em con*e**os
ru*a*s * urbano* nor*estinos. *studos de Psicologia (Nat*l), *. 2*,
n. 2, *. 146-156, abr.
*016. https://doi.org/10.59**/167*-4*69.20*6001*
Como Re*erenc*ar este Artigo, conforme AB*T:
*. P; MARTI*S, M. M; T*INDADE, A. J. L; *EIX*IRA, *. S; FE*TOSA, F. P. PACHE*O.
O*ici*a de Fanzi*es e Obj*ti*os de Desenvol*imento Sustent*vel: Relatos d* *xtensão. Rev. F*A,
Teresina, v. 23, n. 9, art. 6, p. 107-120, set. 2026.
Contribuiçã* *os Autores
L. P. Martins
M. M. Tri*dade
*. J. L. *eixeira
D. *. Feitosa
F. P. Pach*co
1) concepç*o e planejame*to.
X
X
X
X
X
2) análise e interpre*ação dos *ados.
*
X
X
X
X
3) elaboração do ra*cunho ou na rev**ão crític* do c**teúdo.
X
X
X
X
*
*) participação na ap*ovação da ve*são f*nal d* manu*crito.
X
X
X
X
X
R*v. *S*, Ter*sin*, v. 23, n. 9, art. 6, p. 10*-120, se*. 2026
www4.U*ifsanet.com.b*/revist*
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