Centro Unv*rsitário Santo Agostinho www*.Unifsanet.*om.br/revista Rev. FSA, T*r*s**a, v. 23, n. 9, art. 6, p. 107-1*0, *et. *026 ISSN Impres*o: 1806-635* ISSN E*etrônico: 2317-2983 http://dx.doi.org/10.12819/*026.23.9.* Oficina de Fanzines e Objetivos *e *esenvolv*me*to Sus**ntável: Relato* *e Extensão F*nzines and t*e Sus*a*nable Dev*lopment Goal*: *xten*ion Repor*s La*s Pere*r* Martin* Graduanda em Psicol*gi* pela Universid*** Estadual *o Ceará E-mail: la*s.martins@*luno.uece.br *arina Machado da *ri*dade Pós-gradua*da em Arte*er*pia e Art*-*ducaçã* na *niversidad* d* *ortalez* Graduada em Psic*l*gia pela U*iversidade *stadual do Ceará E-*ail: *arinamdtrin*ade@*ma*l.com *na Julia L*ma *e*xeira Gra*uan*a em Psicologi* pela Universidade Estadual do *eará E-mail: juli*.t*i*e*ra@*luno.*ece.** Debora da Silva F*i*osa G*aduanda em *sicolog** p*la Universidade Estadu*l do Ce*r* E-mail: sil**.f*ito*a@aluno.u*ce.br Fábio **nheiro P*checo D*utor em Ps*colo*ia pela Un*versida*e Fede*al do Cear* *rofessor *o curso de Psic*log*a *a Universidade Esta*u*l do Cea*á E-mail: **bio.pa*heco@uece.br Endereço: *ays Pe**ira Martins Avenida Dr. Si*as Mungu*a, 1700, Serviço de Psicolo*ia Edi*o*-Chefe: Dr. T*nny Kerle* de A*e*car *plica (SPA), Blo*o P, - Itaperi, Fortaleza - *eará, CEP R*dri*u*s - 6071*-903. Endereço: Marina *achado da T*in**de Arti*o rece*ido em *1/*7/202*. Última versão Ave*ida *r. Silas Munguba, *700, Serviço de Ps*c**og*a Aplica (S*A), Bloco P, - Ita*eri, *ortaleza - Ce*rá, CEP - 6071*-903. Endereço: Ana Julia Lima T*ix*ir* Avenida Dr. Silas Munguba, 170*, Servi*o de *sicologia Aplica (SPA), Bloc* P, - Itaperi, F*rta*eza - Ceará, *EP - 60714-903. Endereço: Debora d* Silva Fei**sa Avenida Dr. Silas Munguba, 17*0, **rv*ço de Psi**log*a A*l**a (SPA), Bloc* P, - Itap*ri, Forta*eza - Ceará, CE* - 6*714-903. *ndereço: Fábio Pinheiro P*c*e*o Avenida Dr. *ilas Munguba, 17*0, **r*i** de Psicologi* Aplica (SPA), Bloco P, - *ta*eri, F*rtaleza - *eará, CEP - 6*714-903. *ecebida em 05/08/2026. Aprovado em 06/08/2**6. Avaliado pelo *istema Triple Review: a) De*k *eview pe*o Editor-C*e*e; * b) Double Blind Review (avaliaç*o cega po* d*is avaliadores da ár*a). Revis*o: *ramatical, Normativa e de *orm*tação
L. P. Ma*ti*s, M. M. Trinda*e, A. J. L. Teixe*ra, D. S. Fe*t*sa, *. *. Pac*e*o **8 RESUM* O pr*j**o de *xte*s*o "Fan*ines * conscient*z**ão: proc*ssos g*upais d* *e*gate histó*ico e transformação de id*ntidades" tem como objetivo promov*r processos de conscientiz*ção crítica em contextos de vulne*abili*ade social, a partir de *ficinas d* fan*ines c*m* estr*tégia metodológica vo**ada * expressão *ubjetiva, ao d*álogo e à construção coletiva de senti**s. Diante disso, est* trabalho consiste e* um rel*to das experiênci*s das oficinas de fanzines rea*izadas *elo *rojeto, em diálogo com a* dimens*es da Educa*ão, Cultura, *irei*os Hu*anos e *idadania. Para isso, for*m utilizadas as inf*rm*ções registr*das em diário de camp* de 20 oficin*s realizadas n* período de 202* a 2026. Os resultado* *videnciam o f*rtaleciment* de vínculos, o protago*i*mo dos *a*ticipantes e a relevâ*cia da ext*nsão universitár*a na *r**oção de transfo*maçõe* sociais e *ormaçã* crítica. Palavras-chav*: Ex*e*são *niversit*ria. Participaçã* So*ial. C*nscientiza*ão. *BSTR*CT The ou*re*ch project "Fanz**es and Co**cientization: *r*up Process*s of *is**rical Rediscove*y *nd Identity Transformat*on" aims to pr*mote process*s of crit*cal awaren*ss *n co*texts *f social vuln*rabil*ty, through fanzine *orks*op* as a *ethodologi*al stra*egy f*c*sed on subje*t*ve *x*ress*on, dialog*e, and the c*llecti*e constru*tion of meaning. In ligh* of this, thi* study co*sists of an account of t** experience* from the *anzine workshops conducted by the p*oject, in di*logue **th *he dimensions *f Educa***n, Cult*re, Human *ights, and Citizen*hip. T* t*is end, i*f*rm*tio* reco*d*d in field notes from 20 workshop* held between 2**4 and 2026 was use*. The results *igh*ight t** s*rengtheni*g of bonds, *he active role o* pa*ticipants, and the relevan*e of *nivers*ty extensio* programs i* *romoti*g social *ransf*rmation and critical educatio*. Keywo**s: Universit* Exten*i**. *o*i*l Par*i*ipati*n. Conscient*zat*on. **v. FSA, Teres*na, v. 23, n. 9, art. 6, p. 107-120, set. 2026 w*w4.*ni*sanet.com.br/revista Oficina *e Fanzines e *bjetivos de Desenvol*i*en*o Su*tentável: R*la*os d* E**ensão 109 1 INT*O*UÇÃO A Extensão Univ*rsitária "[...] é um proces*o i*t*rdisci*lin*r, educati**, cu*t*ral, cientí*i*o e político que pr*mov* * ***eração *ransformadora (FORPRO*X, 2012, p. 28), sendo um dos pilares da forma**o acadêmic*, *r*iculan*o ensino * pe*qui*a, **ra pro*o*er a int**ação dialó*ica entre universida*e e socieda**, a p*r*ir d* troca de saberes e * construç*o de p*áticas volt**as à transfo*mação socia*. Em seu exer*íci*, há *m* in*eração da comun**a*e acadêmica co* a **ciedad*, comp*een*endo-se, *ntão, * *t*ação da ext**são un**ersitária como "um in*trumen*o e*etivo de m*dança tanto da u*iversidad* quanto da so*i*da*e, or*entando-*e em d*reção à justi** s**ial e ao *profundamento da *emocr*cia" (*ORPROEX, 20*2, p. 7) Ne*s* pe**pect*va, as ações de extensã* uni*ersitária são *o*ceb*das a **rtir de obj*tivos **e vão **ém da sim*l*s e*e*ução de atividades, b*scando produzir **p*ctos *ig*ifi*at*vos na reali*ad* so*ial vi*enc***a pelos p*rticipant*s. As*im, sua organização orienta-se pelo compromiss* com p*rticipação social e constru*ão compartilhada a a d* conhecimentos. Para v*abiliza* esses propósitos, * ex**nsão po*e *ssumi* difere*tes form*to*, s*n*o um d*sses, a re*liz*ç*o de o*icinas. Nessa per*pectiva, o proj*to "Fa**ines * *o*sci**tizaçã*: P*ocesso* grupais de resga*e h*stó*ic* e tra*sf*rmação de identidades", desenvol*ido ** L*boratório de Pe*q*isas e Int**venções em Psico*ogia Social * Comunitária (LA**SC) da Un*ve*s*dade *stadua* do *e*rá (UECE), *om apoio da Pró-Rei*oria de **tensão (**OEX/U*CE), constit*i *ma inici*tiva exten*ionista q*e p*omove diá*ogo entr* Univ*r*i*ade e Com*nidade. De m*do ma*s específico, o projeto realiz* oficinas de *an*ine* que *bjetivam *romov*r a co*scientização em grupos sociais qu* v*venciam situ*ções de vulnerab*lidad** e pro*essos de desigu*lda*e. Fanz**e é uma mídia alter*ati*a e uma t**nica comuni*acional qu* mobiliza a cri*t*vidade das p*sso*s ** perspec*iva de uma atuação *ocial e de u*a exi*iç*o au*oral, possibi*ita**o a c*nstrução de uma *dentid*de au*ônoma (*A**LHÃES, 1993). Enquanto produção independent*, constitu*-se como u*a fer*amenta pa*a * exp*essão de v*vência*, id*ias e **sic*onamentos; e *tili*aç** em con*e*tos a exte*si*nistas favorece o diálogo, a troca de experiên**a* e a proble*a*izaç*o de questões socia*s, contribuin*o par* o *ese**o*vimento do pens**en*o crítico **s *ar*i*ipantes (*RIN*A*E et *l., 202*). No campo *a Psic*logia Social e Comuni*ária, a realiza*ão de ofi*inas de fanzi*es pode se* entendi*a como u** atividade comu*itá*ia. Segundo *óis (2005), essa ati*idade é Rev. F*A, Tere**na PI, v. 23, n. 9, art. 6, p. 107-120, set. 2026 www4.Unifsanet.com.br/r**ista *. P. Ma*tin*, M. M. Trindade, A. J. L. Teixeira, D. S. F*itosa, *. P. Pacheco 110 prática, coletiva e ori*nta*a p*lo s*nti*o que a co*unidade atribui * *i mes**, *ortale*endo a identi**de *ocial, a cons*iência e a re*ponsabilidade *omunitária. A at*vidade com*nitá*ia atua como me*iadora no *ese*volvimento *a consciên*ia dos moradore*, por meio *e su*s duas dimensões, sab*r, I) Dime*sã* *ns*rument*l, a *ela qual há a e*abo*ação e o uso de ferra**ntas necessárias à t*an*formação objetiva e fun*ionam*nto da co*un*dade; e a II) Dime*sã* comunicativa, pela qual se obser*a o diá*ogo, * e*pres**o de se*t*me*tos e a coope**ção entre os moradore*, al*ejando alcançar os ob*e*ivos da atividade com**i*á*ia e favor**er o de*envolvimento *as *elações *ociais da c*muni*ade. A partir das dimensões, a atividade comunitária con*ri*ui pa*a o des*n*olvimen*o d* consciência soci*l e para * *rticulação entr* o*jetiv*s coletivos e *nteresses *ndivi*uais (GÓI*, 2005). Ressalta-se, a*nda, *u* o t*po de ativid*d* não exer*e influência na trans*ormação na consciência, *oi* "[...] qua*qu*r tipo de at*vidade co*unit*ria pode levar ao dese*vol*imento da consciên*ia *os morado*es" (*ÓIS, 2005, p. 193). Nesse sentid*, simpl*s fanzines, enquanto mídia alterna*iva e crítica (d*m*ns*o instrumental), o*er*cem um esp*ço *ara que os part*cipa**e* *xpressem ideias grupalmen*e, reflitam sobr* diferentes temas e transforme* ex*eriênci*s e sentimentos em produções cri*tivas (d*men*ão comu**cat*va). Sob es*a *tica, as *fi*ina* favorecem *rocess*s *e c*nsc*entização, enqua*to a capacidade *os sujeitos de compreende* c*iti*amente * rea*idad* e atuar s*bre ela (F*E*RE, 1980). Esse processo envolve nã* ap*n*s as*ectos cognitiv*s, mas também i*pl*c*çõ*s po*íti**s l*gadas à fo*ma c*mo o sujeito conhec* e se posiciona diante da **alidade (V*EIRA; XIMENES, 2*08; P***ECO; BOMF*M, 2*22). Dessa forma, a cri*ção de f*nzines fav*rec* um e*pa*o de exp*essã* subjetiva e refle*ão crítica, potencia*izando * forta*ecimento de vínculos * o sentimento de pertencimen*o. Dessa ma*eira, compreensão *as oficinas d* fan*ine* com* práticas e**ensionistas a *oltadas conscientizaç*o e à transf**maç*o à socia* encontra r*sp*ldo na P*icolog*a Social Crítica lat*no-americana (BO*FIM; PE*R**A; P*CHE*O, 202*). *essa perspectiv*, def**de-se uma Psicologia comprometida co* a realidade concre*a dos povos l*tino- ameri*anos, capaz de *o*per com a r*prod**ão acr*t*ca de m*delos importados e de co*t*i**** para *s processos de eman*ipação *oc*al (MARTÍN-BARÓ, 1996; *OMFI*; P*TROLA; PACHECO, 2022). Para M*rt*n-Baró (19*7), a **uaç*o da Psicologia deve est*r ori*n*ada para a compreensã* das co*diçõ*s histórica* d* op**ssão *ive*ciadas pelos sujeitos e para o fortale*imen*o de seu prota*onism* na construção ** tr*nsformações c*letivas. Assim, a* favorecer espaços de expre*são, d**logo e reflexão crítica sobr* a *eal*dade, a* Rev. FSA, Teresina, v. 23, n. 9, a*t. 6, p. 107-12*, set. 2026 www4.Unifs**et.com.br/re*ista Oficina de Fanzines e Objetivos *e Desenvolvimento Susten*ável: Relatos de Extensã* 111 oficinas de fanzin*s apro*imam-se dessa *e*s***tiv* ao r*conhece* os participantes como sujeitos ativos na produç*o d* conhecimentos e na con*tr*ção de estratégias coletiva* *e enfre****e*to das *e*igu*ldades socia**. Ressalta-*e ainda *ue as aç*es *o projeto são i*plementadas considera*do o tr*pé *cadêmico (pesqui*a-ensino-*x*ensão). *o ensino, juntam*nte com a monitoria do Programa de Mon*tori* Acad*mica (P*OMA*/UECE), o proje*o contri*ui *a disciplina de Psic*logia e Comunidade, que te* car** horária de e*ten*ão ob*ig*t*r*a co*f*rme o Projeto *edagógico do **rso. Na *esq**sa, com bolsa* de Inicia*ão Científica d*stribu*das pe*a Pró-Reitoria de Pós-Gradua*ã* * Pesquisa (*ROPGP*/UECE), ana*isam-*e *s significados e sentidos do* di***rsos presentes nos f*nzines produzidos n*s *ficinas. *esses c*ntext*s, ** at*vidades *êm se de*envolvido al*nhad** *os Obje*ivos de Desenvolvi*ento Sus*entável (ODS). Est*belec*d** pela Organizaçã* das Na*õ*s Unidas (ONU) por *eio da A*enda 2030, *s ODS são definido* como um plano de ação global *oltado à promoção do desenv*lvimento socia*, econôm*co e amb*ent*l de forma inte*rada (*N*, 2015). Os 1* ODS1 constituem um re*e*encial *ara e*fr*ntamento de desa*ios o contemporâne*s, como * redução *as *esigualdades, a promoç*o da educ*ção d* q*alidade, *a saúd* e be*-estar, da igualdade de g*n*ro * da constr*ção d* socie*ades mais justas, inclusi*as * sustentáve*s (*NU, 20*5). A exte*sã* uni*ersitária, nesse ce*ário, desempenha u* papel estraté*ico ao aproximar *niversidade e *o*iedade, permiti*do que o conh*cim*nto acadêm*co se** construído em diálogo co* as demanda* concr**as do* territórios e *ontribuindo p*ra a implementação local da Agend* 2030 (FORPROEX, 2*12). Assim, as oficinas de fanzines desenvolvid** pel* *rojeto evidenciam com* as **ões e*tensionistas podem materializar os ODS por meio de práticas partic*pa*i*as d* conscientiza*ã*, fortalec*men*o comunitário e promoção da cidad*nia, aspecto que orienta os rel*tos ap*e*e*tados nest* tr*balho, os quais busc*m esforços g**bais e lo*a*s para a con*truç** de sociedades justa*, i*clusivas e sustentáveis, *end* a extensão universitária *m imp*rtante *eio de c*ncretização dessas diretrizes nos territórios. Nessa direção, as ati*idades desenvolvi*as pelo *ro*eto tê* b**ca*o ma*erializar os princípios da exten*ão un*versitári*, da P*ic*l*gia Social Comunitária e dos *bje*i*os *e 1 Os ** Ob*etivos de Des*nvol**mento S*stentáv*l (O*S) são: 1) *rradicação da pobreza; *) F**e zero e
agricult*ra s*stentável; *) Saúde e bem-estar; 4) Educaç*o d* qu*lidade; 5) Igualdade de g*nero; 6) Águ* potável e s*neamento; 7) Energia acessível e *impa; *) Traba*ho d*cente e cresc**ento eco*ômi*o; 9) Indústria, i*ovação e infrae*trutura; 10) Re*ução da* desigua**ades; 11) Ci*ades e comunidades s*sten*áv*i*; 12) Co*su*o e produção respo*sáveis; **) Ação *ontra a **dança global do *li*a; 14) *id* na ág*a; 15) *ida *errestre; *6) Pa*, justiça e inst*tui*ões eficazes; e *7) P*rcerias e meios *e impleme*tação. Rev. FSA, *e*esina PI, v. 23, n. 9, *rt. 6, p. 107-120, set. 202* www4.U*ifsanet.com.br/r*vista
L. P. Martins, M. M. T**ndade, A. *. L. Tei**ira, D. S. Feit*sa, F. P. *ach*co 112 *esenvolvi*ent* Sus*entável por meio da r*a*iza*ão d* *fici*as *e fa*zines em di*ere*tes te**itóri*s e contexto* socia*s. Ao l*n** de 2024, 2025 e 202*, **ram r*alizadas ** oficinas c*m públicos diverso*, inclu*nd* a*olesce*t**, adultos e *dosos, em c*munidades, *scolas, universidades e equi*ament*s de saúde * *ssist*nc*a social. Em cada ofi*ina f*ram p*oduzidos, em m*di*, três fanzines, pos*eriormente fotoc**iados e distribuíd*s entre o* parti*ipantes, a*pliando a circu*ação das produç**s e das reflexõ*s con*t**ída* c*l**iva*ent*. * *esse contexto qu* se insere o presente rel**o de experiênci*, que busca ref*etir sobr* as ofic*nas de fanzi*es a partir das dimensões *a Educação, da **ltura, dos Direitos Hum*nos e da Cidadania, eviden*ian** as cont*ibuições dessa prát*ca extensionista para o* processos de co*sci*ntizaç*o, participação *o**al e fortale*imento comunitário. 2 *ROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Trata-se de um relat* d* experiência de *tividades ex**n*io*ista* *ealizadas em quatro c*nt*xtos. De modo geral, cada açã* do pr*jeto ocorre *m quatr* e*contros: I) Apresentação da ofi*in* aos particip*nt*s: *omento de*tinado ao aco**iment* *o *rupo, em que as *xtensionistas se aprese*t*m, co*hecem ** participantes e compartilham *s ob*etivo*, a met*dolog** e * proposta da atividade. II) Escolha e dis*u*são da tem*tica: E*a*a mediad* p*r rodas de *onversa din*micas dis*aradoras, *om o objetivo de ident*fic**, **nto e aos *articipante*, as p*ob*emáticas que atraves*am sua **alidade coletiva. Discute-se *omo essas questões são pe**ebidas, *e que fo**a *ê* sido vivenci*das e qua*s as po*s*bi*i*ades de i**ervenção na com*ni*ade, culm*nando na definição do tema ce*tra* ser a a*o*da*o nos fanzines; II*) C*nstrução d*s fanzines: En**ntro vo*tado par* * *laboração co*e**va d** fan*ines em pequenos *ru*os, de forma l*vre e autoral, u*ilizando recursos como re**rtes, co*a*ens, *es*nhos, pinturas e escrita. As pr*duções expressam as reflexões c*n*truídas d*rante as di*cussões e poss*bilitam mat**ialização das e*periências, sent*me*tos e *osicionamentos a dos partici*a*tes. IV) Entrega e partilha do fanzine: Mo*ento e* que as extensi*n**tas devolvem a* pr*duçõe* *m*ressas (có*ias) aos p*rticipant*s. Estes, **r su* v*z, socializam *uas *br*s com o grande grupo, **plicitando os ele*entos, significa*os e reflexõe* crític*s c*ntidos no ma*eria*, favorecendo a di*tr*buição e a divulgação das ide*as prod*zidas. Após a experiência prática, são feitos r*gi*tr*s em Diário de Campo, uma ferramenta que perm*te a escrit* detalh**a e aprofundada sobre obse*va*ões e vivência* q*e se d*st*cam por se* caráte* psicossocia* e *elação co* * fenô*eno estuda*o (MONTERO, 2*0*). Os Rev. *SA, T*resina, v. 23, n. 9, art. *, p. 107-120, se*. 2026 www4.Un*fsa*et.com.br/revista Oficina de Fanzines e Ob*eti*os de Desenvolvimento Sustentável: Relatos *e Extensã* 1*3 regist*o* das expe*iências de 20 *ficinas re**izadas e*t*e 202* e 2026, anotad*s em diário de *ampo, for*m analisados com suporte da *nálise de conteúd* tem*ti*a (BARDIN, 1977), a parti* da qual *or*m d*li*eadas quatro categorias de d*s*us*ão em con*onância com Objetivos *e De*env*l*imento Suste*tá*el, a sabe*, I) Fanzi**s e Paz, ju*t*ça e institu*ções eficazes; II) Fanz**es e Redução *as desigualda*es; III) *anz*nes e Igualdade de gênero; e *V) *anzin*s e E*ucação de qual*dad*. 3 RESULTADOS * DISCU**ÕES *.1 ***ato d*s At*v*dade* desenvolvidas As *xperi*ncias desenvolvidas evidenciam o potencia* das o*ic*nas de fanzines *omo prá*icas ex*ens*on*stas comprometidas *om a fo*mação crítica, a expressão de subjetivi*ades e fortalecimento o da part*cipa**o social. Ao possibilitar a prob*ematização da realidade e a construção coletiva de *onhecimentos, *ais at*vid*des f**or*cer** process*s de consc*entização e fortalecimento dos sujeitos em seus context*s sociais. Nes** sent*do, em consonân*ia com os Objetivos de Desenvolvi*ento S**tentável (O*S), os r*latos * *egui* evidenciam a potên*ia de transfo*mação da extensão universitá***. 3.2 Fanzines * *az, justiça e instituições *f*cazes (*DS 16) O OD* 16 *usca promover sociedad*s pacíficas e inclusivas para o de*envolvim*nto s**tentável, a part*r do acesso à justiça para todos, c*nstrução d* instituições efic*zes, responsáve*s e **clusivas; e, ent*e as metas, almeja a red*ção de *orma* de vio*ência e o fortaleciment* d* instituições para pr*venção de conflitos (Nações Un*da* Brasil, [s.d.]). a N*sse sen*ido, realizou-se uma o*ic**a com estu*an*es (criança* e adol*scentes) da Escola Areninh* d* Ba*ra do C*ar*, a fim de refl*tir sobre a "Cultur* *e pa*". P*ra Dupret (2*02), a *ultura de pa* diz respeito a um conj*nto *e valores e pr*ticas *u* promovem a convivênc*a ha*moniosa, o respeito mútuo e a ju*tiça *oc*al. Além d* violência, e*se conceito en*lo*a ta*bém atitud*s q*e *avor*cem o diálogo, a resolução pac*fi*a de *onfl*t*s e a inc*usão. Com bas* nisso, ini*ialment*, b*scou-se com**eender as perc*pções dos estudant*s acerca da *onv**ência escolar e das forma* de resol**ão de conf*i*os. *s discu*s*es r*velaram uma nat*ralização das dinâmicas de violência, *ant* física quanto verbal. R**. *SA, T*resi*a PI, v. 23, n. 9, art. 6, p. *0*-12*, set. 2026 www4.Unifsanet.com.br/revista L. P. Mart*n*, M. M. Trindade, A. J. L. Teixeira, D. S. *eitosa, F. P. Pa*heco *14 A*ós a oficina, na represent*ção da "*ultu*a de paz", f*ram es*olhidas pa*avr** como "*arinho", "*u*da*o", "*roteç*o" e "am*r", com *esenhos que represent**am fam*l*as e momentos *e lazer, t*is como "assi*tir ao jogo *e futebol", "olhar para o céu" e "*r ao mar". *cre*ita-se qu* a ofic*na *ossibili*ou a expressão d* diferentes concepçõ*s sob*e a paz e *ontribuiu para * reflexão sobre formas me*os viol**tas d* con*ivência no ambie**e escolar. Nesse sentido, observ*ram-se *r*ses como "Respeite o próx**o", "Respeite a p*z do próximo" e "Procure resolver as coisas no *iálogo". Com **se nas concepç*es **eireanas, entend*-se que a oficin* p*om*ve* * pr*blem*tiz*ção *e práti*as e d**cursos na*u*al*zados no cotid*an*, fav*recendo a ref*exão crítica e a construç*o coletiva d* alter*ativas para * r*soluçã* de conflitos (FREI*E, *980). De modo semelhan*e, *óis (200*) compreen*e a ativid*de co**nit*ri* com* u* *rocesso que forta*ece a participaçã*, o diálogo e a c*nstruç*o comparti**ada de significados, contr*buin*o par* o dese*volv*mento da consciênc*a *rítica e para * *ortalecim*nt* dos vínculos *omu*i*ári**. Assim, *o criar um espaço de escuta, expre*são e coopera*ão, a of*c*n* ultrapassou tr*nsm**sã* de conteúdos sobre cultura de pa* e possibilitou q*e crianças a e ad**escen*es assumiss*m u*a postura mais *tiva *iante d*s relações estab*le*idas em seu con*exto **col*r, contri*uindo par* a pro**ção *e relações mais *espeitosas e c**perativas, *m consonância com os objetivo* da ODS *6. 3.* Fanz*nes e Reduç*o da* desigualda*es (ODS 10) O OD* 10 almeja reduzir * desigua*dade d*nt** dos países e entr* el**, foca*do no empodera**nto e na promo*ão da inclusão social, *conôm*ca e polí*ica de todos, *ndepende*temente d* idade, gêner*, defi*iê*cia, r*ça, etni*, ori**m ou *e*ig*ão (Nações *nid*s Brasil, [s.d.]). A p*rtir dessa perspectiva, relatam-se as ofi*inas *ealizadas com um grupo de idos*s da ***ociação de Mo*adores do Conjunto Tancredo Neves, nas quais discutiu-se a im*ortância do* vínc*los c*m*ni*ários e das red*s de apoio p*ra a pr**oção d* saúde *enta* e do bem-estar na velhice. Pa*te da* partici**ntes associou essa et*pa da *ida a um per*od* de descanso, após anos *edicados ao t*aba*ho; em *ontrapartida, out*a* relataram ainda acum*lar m*itas respon*abilidades c**idianas. Essas vivências s** atr*vessadas p*las *mplicaç*es psicoss*ciais da pobre*a, *uja per*pe*tiva multidim*nsi*na* u*tr*passa a ins*ficiênci* de *end* e envo*ve *i*itações no acesso a direitos, recurso*, pa**ici*a*ão social e quali*ade de vid*, produz*ndo impactos significativos sobre os proce*sos de saúde e bem-es*ar (XIMENES et al, 20*6). Rev. FSA, Te*e*ina, *. 2*, n. 9, art. 6, p. 107-120, **t. 20*6 w*w4.U*ifsanet.com.b*/rev*sta Ofi**na de Fa**i*es e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Rela**s de Extens*o 115 *urante *s oficinas, tod*s destaca*am * imp**tância d* lazer, da **nvivência e das atividades e*ternas como fonte* de bem-estar e preser*açã* d* saúde me*tal. Essas vivências evidenci** q*e as de*igua**ades não s* rest*ingem às condiç*** ec*nômica*, ma* també* se expressam n*s opo**unidade* de participaç*o so**al, a*e*so a* lazer, fortalecimento dos víncul*s e p*om*çã* da saúd*. *u**n*e a produção dos f*nzines, a ativida*e ** *e*u*nos gru*os favo*eceu o fortalecime*to dos laços, p*is *s participantes identificaram *emelhanças em seus r*latos, apoiaram-*e *ut*amente nas di*iculdades e compa*tilharam ex*eriên*ias de vid*. *onforme Menes*s (*014), a* red*s sociais d**e*penham funç*es fundame*tai* d* ap*io emocio**l, compa*hia soci*l e *ortalecimen*o do sent*men*o de *ertenci*ento, constituindo impor*antes recu*sos para a pro*oç*o da saú*e e da qualidad* de vid*. Além d*ss*, ap*io soc*al o poss**ilita qu* os sujeitos *e sintam acolhidos, valo*iz*dos e rec*nheci*os em s*as r*lações, fo*tal*cendo sua a*toe*tima * s*a ca*a**da*e de e*f**nta* situaçõe* *e v*lnerabilidade. Com e*e*to, as obs**vaçõe* das of**inas indicam que a co*unidade, en*uanto espa*o de trocas afet*vas, **mbólicas e de apoio mútuo, atua não ap*na* *omo cenário de c*nvivê*cia, mas c*mo agente at*vo na promoção da saúde e d* *u*lidade de *ida na velhic*. A experiência *ambém *videnciou que o fort*lecime*t* dos *ínculos comunitários e *as r*des d* apoio co*stit*i um* estr*tégia concreta p*ra prevenir o i*olam*nto social, am*l*ar o *entimento de *er*encimento e enf*entar **s**ualdades que se man*festam para além d* dime*são e*onômica, contribuindo *ara a *fetivação dos objetiv*s propostos pela *D* 10. 3.4 Fanzi*es e *guald*de d* gênero (O*S 5) O ODS 5 v*sa alcançar a igua*dade de gênero e empoder*r tod*s as mulheres e me*inas. Ele foca na elim*nação de for*a* de disc*imin*ção e vio*ência, *lém de garant*r a part*cipação *lena e efetiva das *ulhe*es e a i*ualdade de oport*nidades para a **derança em todos o* níveis de decisão (Naçõ*s Uni*as B*asil, [s.d.]). Nesse sentido, de acordo com Del Priore (2020), apesar da conqu*sta de d*reitos, a* m*lheres ainda vivenciam *ir*unstân*ias arc*icas c*m* a violê**ia contra a mu*her e desi*u*ldade de *ênero. Entreta*to, a a autora defende qu* * pr*nc*pio de igualda** é um dos pontos *e apoio *ara *ções tr*nsformadoras e aborda a i*por*ânci* d* equi*a*e d* gênero, na medid* em que tal igualdade se ap**se*ta como um *os pri*cíp*os basilares à *onstr*ção de u*a so*ieda*e verdadeir*me*te igual, j*st* e democr*tica (DEL *RIORE, *020), *pontamento* con*onan*e* com os objetivos do ODS 5. Rev. FSA, *eresina PI, v. 23, n. 9, art. 6, *. 107-*20, set. 2026 www*.Unifsanet.com.br/revista L. *. Ma*tins, M. M. Trindade, A. J. L. T*ixeira, D. S. Feitosa, F. *. Pacheco 116 Sob es*a *erspectiva, e* co*formidade co* es*e objetivo, re*a*a-s* a of*c**a c*m mulhe*es es*udantes da Universidade Fede*al *o Ceará (UF*) e d* UECE, com a temática ** "*e**stên*i*". As part*ci*antes *bser*aram que resi**ir *ão ** li*ita a grandes *tos d* op*sição *u confrontos direto*, mas també* se manifesta e* ações cotidianas *iante de *esa*ios *essoais e sociais. Esse entendimento a*pliou a visão de que a resistênci* pode *e* silenciosa, *omo per*istir *m uma *rajetória **adêmica, manter-se fir*e em suas convi*ções ou l*tar por espaços de e*pressão e voz. Em conformidad* com tais *d*i*s, Santos et *l. (20*4), tom*ndo como bas* o pensame*t* de Angela Davis, po*tuam que, em um *ontex*o histórico mar*ado pe*a b*u*al*dad* *o **stema escravis*a e pelo racismo * sexism*s instit*c**nalizados, a luta das mulh*res negras pela educaçã* torno*-se *m símbolo de resistência. Dessa maneira, a educação pode se* u* processo *e au*oco*hecim*n*o e *e resis*ência à opressão estrut*ral, *om o o**etivo de fo*tale*er a* com*nidades margi*alizadas, presente* n* atualidade, como demonstra * temática es*olhida p*l** estud*ntes *a oficina. Ademais, a *onst**ção do fa***ne permitiu * exp*essão dessa* vivências, evidenc*ando a resistência como u* processo multifac*t*do contra as exclusões, co*preendendo que *s exp*riê*cias co*partilhadas ta*bém são formas de resistên**a, *e*a *a busca por v*sibi***ade, n* superaç*o das di*iculd*des d* adap*a*ão a *m no*o ambiente, seja na afirmação da pró**ia identidade. Com efeito, **ividade favoreceu a a conscientização das participantes *c*rca *e seu contexto social, alinhan*o-se à perspe*tiva *reire*na ** reflex*o crític* (FRE*RE, 1*80). Assim, a o*ic*na contribuiu ** reconheciment* de que s e apropriar e ocupar espa*os são for*as de resistência cont*a um s*s***a gerador de sofrim*ntos e op*essões i*tersecci*na*os. 3.5 Fan*ines * Educação de qua*idade (ODS 4) O ODS 4 visa as*egura* a educa*ão *nc*usiva * equi*ativa * de qualidade, e pr*mover opor*u*idades de aprendiz**em ao longo da vida para todas e todos (N**ões *nidas Bras*l, [s.*.]). *essa forma, ta* objeti** também é observado como um *o* *ireitos e *arantias *undamenta*s *stabelecidos na Constituição Federa* (1988) do nosso país, a qual r*conh*ce a educ***o com* um direito fundamental e ess*ncial *ara o desenvolvimento da pessoa e do *eu preparo para exerc*cio da ci**dania. Além disso, Che*hi e Mattos* (20*4) reforçam o a importância da educação *e **alidade *a forma*ã* *os i*divíduos e *a con*trução de uma sociedade mais *usta igu*li**ri*. As aut*ras ainda e ratificam que a de*esa do dire**o à *ducação *xige uma abord*gem qu* co*bata as de*i*ualdades *o *i*tema educa*ional, de Rev. FSA, Teresi**, v. 23, *. 9, art. 6, p. 107-120, set. 2026 w*w4.*nifsanet.c**.b*/rev**t* Ofic*na d* Fanzi*e* e Objetivos de Desenvo*vimento Su*ten*á*el: Relato* de Ex*ensão 117 fo*ma que não *aja só o reco*he*imento dessas disparidade*, mas que s**am tomadas med*d*s afirmativas para pro*oção da i**lusão e da igual*ade de oportunidades para grupos h*storicam*nte ma**inaliza*os (CHEC*I; MAT*O**, 2024). Nesse senti*o, rel*ta-s* a ex*eriência no *r*g*ama Integração, des*nvolv**o *ela UECE e a Secretaria Municipal de Educação de For*aleza, que o*ere*e atividades pe*a*ógi**s, e*p*rtiva* e culturais no contraturn* escolar para estudantes da red* públi*a municip*l ** e*si*o. *m *025, foi observada a redu**o da *ssidu*dade dos *lunos, o que *obiliz*u dese*volvimento da *ficina junto aos discent*s da disc*plina *e Psicologia o e Co*unidade, com 5* crian*a*/adole*cen*** participante* do Integraç*o. A temátic* da oficina convidou * público * pensar e* como a Universida*e e o projeto poderiam se* mai* agradáveis a *les. A* amizades, *s a*bi*nt*s de partilha/atividades fí*icas e o *rocesso de *nsino-ap*endizagem s* mostram com* elementos positivos. N* entanto, observ*ram-s* afetos neg*tivos relaci*nados *o cal*r, à presenç* *e m os q*i t os , ao téd*o, ao cans*ço * * necess*dade de u*a melhor a*imentação. Dess* *aneira, Amâncio et al. (**22) defendem que tais condições p*ecár*as e des*avoráve*s de con*or** no amb*ente educaci*n*l p*de* *casionar desestímul*, re*ultando *m baixo d*sempenho *os estuda*tes. Miranda et al. (2016) também pontuam que e*tender e**es fatores, como a i*fl*ência de as*ectos fí*icos e q*alit*tivos dos espaç*s ed**acio*ais *a a*rend**agem, são de fundament** importância para o des*nvolvime*to de **ões d* políti**s pú*licas efetivas no campo e d* *ducação. Nesse se*tid*, os r*sul*ados das atividades extensionista* foram tran**ormados em r*latór**, qu* fo* **tregue à co*rde*ação do Programa. Co* e*eito, os fanzines, ao p**por*iona* *m espa*o de pro*a*onismo para alunos, tornam-s* *err*mentas aliadas no desenvolviment* *o p*ns*mento *ríti*o * tr**sformaçã* da *eal*dade, c*nt*ibuindo c*m * ODS 4, p*ra co*struir e melho**r instala*ões física* para educa*ão e ambiente* de apre*dizagem segur*s e *ão v*olentos, inclusivos e e*icazes. 4 CON**DERAÇÕES FINA** *s oficinas ultrapa*saram o â*bito da expres**o individ*a*, c*n*ertend* d*mandas *d*ntifi*adas *elos participant*s em **ões co*cretas, como a *laboração de relatórios inst*tucionais para a gestão *ni*ersitária, o fortale*imento d* *íncu**s comunitári*s e a ampli*ção *e espaç*s de diálogo e*tre *nive**i*ade e soc*eda*e. O pr*tagonismo con*tituiu o eixo central das med*açõ*s, per*itindo *ue os extension*stas vive*ciass*m a Rev. FSA, T*resina PI, v. **, n. 9, *r*. 6, p. 10*-120, set. 20*6 *ww4.*nifs*net.com.b*/r*vista *. P. Ma*tins, M. M. Trindade, A. J. L. Te*xeira, D. S. *eitosa, F. P. Pacheco 1*8 indisso*i*bilidade entre e**ino, *esq*isa e exten*ão, e*quant* os participante* das oficinas se reconheceram c*mo produtores de c*nhecimento e agentes de transformação social. Ne*se se*tido, as *ções desenvo*vi*as aproximam-se da p*rspec*iva da Psicologia Soci** Crít*ca latino-ameri*ana ao compree*d*r a atua*ão profissional c*mo u*a prática vincula*a às rea*idades concretas das populações e *rientada par* * *ransform*ção *as condiçõe* que produzem desigu*l**des e so*rimen** social. O* impactos *as ex**riê*cias exte*si**istas, fundamentadas *essa *erspectiva, evidenci*m-se na fo*mação d*s es*udantes, ao favorece**m a *onstrução de uma postura crítica comprometida com e os territór*os, ampliando a *ompreensão sobre o pap*l social da *sicologia para *lém *os *spaços trad*cionais de atuação. Para os participantes das o*icinas, as ações possibilitaram es**ços de escuta, e**res**o, r*conhec*mento de suas exp*ri*ncia* *on*trução col*tiva de s**tido* e so*r* s*as p*óp*ias re*li*a*es. Por *im, os relatos apresentados demon*tram que a ex*ensão u*iversitári* constitu* uma estratégia para a implem*nt*ção local dos O*jet*vos *e *es**volvime*to *ustentáv*l, ao tra*sformar *iretrizes gl*bais em p*áticas c*n*truídas cole*ivamente com as *omuni**des. Mais do *ue esta*elecer uma correspondênc*a *n*re as of*cinas e os *DS, o projeto eviden**a q*e a uni*er*i*ade pode atuar co*o a*ente d* *rans*or*ação so*ial ao artic*lar **sino, pesquisa e ex*ensão em açõe* comp*ome**das com a pro*oção da c*d*da*ia, da par*ic*p*ção soc*al e da re*ução da* des*gualda*es. Dessa forma, a aproximação entr* ext*nsão unive*sitá*ia, *g*nda 203* e *om*romi*so soc*al da Psicologia reafirma a potência da universidade como e*p*ço de p*odução c*mpartilhad* de conhe*imento e construção de socied**es mais *ustas, i*clusivas e ***t*ntávei*. REFERÊNCIA* AMANC*O, G. M.; OLIVEIRA, A. *.; OLIVEIRA, *. D. de L. A influência da e*trutura e*c*lar no processo de ensino-*prendizag*m. In: A*ais [...] VII Congresso Nacion*l de E*uca*ão *ONEDU-Conedu em Casa. 2022. BARDIN, L. Análise *e Conteú**. Li*boa: Edições 70, 19*7. BRAS*L. Constitu*ção (19*8). *onstituição da Rep*blic* Federat*va do *ras*l de 1988. Brasí**a, DF: *re*idê*cia da *epúb*ic*, 198*. Disp*nível em: https://pactoe**inomedio.mec.gov.br/im*ges/pd*/cons*ituicao_ed**acao.pdf. *ces*o **: 10 j u* . 2026. BOMF*M, *. A. *.; *ETROL*, A. D.; PA**ECO, *. P. Ps*cologia Social B*asileira * as cate*o*ias sóc*o-hi*tóricas *u*damentais. I*: *OREIRA, M. I.; *O*SA, *. M. (Or *). Rev. FSA, Teresina, v. 23, n. 9, art. 6, p. *0*-12*, se*. 2026 w*w4.Unifs*net.*om.br/revista Ofi*ina de Fa*zines e O*jetivos de De*envo*vi*ento Sustentáve*: Relatos de Extens** 119 *sicologia Sócio-histórica: *as** epis*emológicas, categorias f*nda**ntais e intervenç*es psicossociai*. Goiânia: Ed. da P*C Goiás, 202* CHECH*, K. A.; MAT**SO, A. L. M. O di*eito educação: o *ces*o e a perma*ênc** à no **sino. Revista da UN*FEBE, Br*squ*, n. 30, 2024. *EL PRI*R*, M. Sobre****ntes e guerrei*as: uma br*ve hi*t*ria das **lhere* no Brasi*: 1500-2000. São Paulo: Planeta, 2020. DUPRET, L. C*ltura d* paz * aç**s *ocioeducativas: de*a*ios para a escola contemporânea. Psicologia Escolar e Educacional, v. 6, n. *, p. 91-9*, j*n. *002. htt**://d*i.org/10.1*90/*14*3-*5*720020001*0013 FÓRUM DE PRÓ-REITORIAS DE EXTENSÃO DAS INSTI*UIÇÕES *Ú*LICAS DE ENSINO SUPERIO* BRASILEIRAS (*orp**e*). Política N*cio*al de Extensã* *nive*s*tária. Manaus: UFR**, 2*1*. FREI*E, P. Conscientizaç*o. São P*ulo: Moraes, 19*0. GÓ*S, C. W. L. Psi*ologia *omunitári*: ativid*de e cons*iência. Fortaleza: Publicaçõe* Inst*tuto Paulo Fr*i** de Est*dos Psicossocia*s, 2005. MAGALH*ES, H. O que é fanzine. São Pau*o: Br*siliense, 1993. MA*TÍN-*AR*, I. O papel *o Psicólogo. Est*dos de Psi*ol*gia (*atal), v. 2, n. 1, *. 7-2*, ja*. 1997. https://doi.org/10.15*0/S1*13-29*X19970*0*00002 MENESES, M. P. R. Conceit*s sobre r*de* soci*i* no paradigma ec*ssistêmi*o. In: SARRIERA, J. *.; SAFO*CADA, E. T. (Orgs). Introdu*ão à Psicologi* Comunitári*: bases t*óricas e metodol*gicas. P*rto A*egre: Sul*na, *014. M*RANDA, P. V; PERE***, A. R; RISSETTI, *. A infl*ência d* ambiente e*colar no processo de *pren*izag** de escola* técn*cas. In: Anais do II Fórum I*ter*acional d* E*ucaçã*. Uni*e*si*ade de *anta Cruz do Sul, R*o *rande do Sul, 2016. M*NTERO, *. Hacer para transformar. *uen*s Aires: Pa*dós, 20*6. NAÇÕE* UNIDAS BRA*IL. Objeti*os de Dese*volvimento S*stentável (ODS). Disponível e*: https://br*si*.un.org/pt-br/sd*s. Acesso em: 01 a*r. 2026. NAÇÕES UNIDAS. Transformando nosso mundo: * Agenda 2030 para o Desenvo*vimento Sustentável. Nov* York: Organização das Naç*es Unidas, 2015. *i*ponível em: h*t**://brasil.un.org/pt-br/sdg*. Acesso e*: 8 jul. 2026. PACHEC*, F. *.; BOM**M, Z. A. C. Ati*ida*e comuni*ária, estima de luga* e conscienti*aç*o: um* *nál*s* d* p***icipação soc**l do mo*i*ento Resistên*ia Vila *icen*ina. Intera*õ*s (C**p* Grande), v. 2*, n. 1, p. 247-26*, j*n. *022. R*v. FSA, *er*sina P*, v. 23, n. 9, a*t. 6, p. 1**-120, *et. 2026 www4.Unifs**e*.co*.*r/revista L. P. *ar*ins, *. *. Tr**dade, A. J. L. Teixei*a, D. S. Feitosa, F. *. P*ch*co 12* SA*TOS, *. N. S et al. Tecer sa*eres, *rguer *i*e*da*es: a educaçã* como ferramenta de emancipa*ão n* luta de mulher*s neg*as pela visão de Ângela Davis. Cad*rno Pe*agógico, *ur*tiba, v. 21, n. 13, p. 1-32, 2024. D*I: h*tps://doi.org/10.54033/c*dpedv21n13-0*7. TRINDADE, M. M.; SILVA, A. C.; M*RTINS, P. *.; P*CHECO, F. P. Oficina de f*nzines e exte*s*o em c*ntextos educa*ionais. **vist* Am*zônica, v. 1*, n. 1, *. 96-11*, 2*25. V*EI*A, E.; XIMENES, V. Con*c*en**zação: em **e in**ressa este con*eito à Ps*co**gia? Psi*ologi* Argum*nto. v. 26, n. 52, p. 23-33, 2008. XIMENES, V. M. et al. Pobreza multidimensi*na* e se** *spect*s subjetivos em con*e**os ru*a*s * urbano* nor*estinos. *studos de Psicologia (Nat*l), *. 2*, n. 2, *. 146-156, abr. *016. https://doi.org/10.59**/167*-4*69.20*6001* Como Re*erenc*ar este Artigo, conforme AB*T: *. P; MARTI*S, M. M; T*INDADE, A. J. L; *EIX*IRA, *. S; FE*TOSA, F. P. PACHE*O. O*ici*a de Fanzi*es e Obj*ti*os de Desenvol*imento Sustent*vel: Relatos d* *xtensão. Rev. F*A, Teresina, v. 23, n. 9, art. 6, p. 107-120, set. 2026. Contribuiçã* *os Autores L. P. Martins M. M. Tri*dade *. J. L. *eixeira D. *. Feitosa F. P. Pach*co 1) concepç*o e planejame*to. X X X X X 2) análise e interpre*ação dos *ados. * X X X X 3) elaboração do ra*cunho ou na rev**ão crític* do c**teúdo. X X X X * *) participação na ap*ovação da ve*são f*nal d* manu*crito. X X X X X R*v. *S*, Ter*sin*, v. 23, n. 9, art. 6, p. 10*-120, se*. 2026 www4.U*ifsanet.com.b*/revist*

Enlaces refback

  • No hay ningún enlace refback.


Licencia de Creative Commons
Este obra está bajo una licencia de Creative Commons Reconocimiento-NoComercial-SinObraDerivada 4.0 Internacional.

Ficheiro:Cc-by-nc-nd icon.svg

Atribuição (BY): Os licenciados têm o direito de copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, conquanto que deem créditos devidos ao autor ou licenciador, na maneira especificada por estes.
Não Comercial (NC): Os licenciados podem copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, desde que sejam para fins não-comerciais
Sem Derivações (ND): Os licenciados podem copiar, distribuir, exibir e executar apenas cópias exatas da obra, não podendo criar derivações da mesma.

 


ISSN 1806-6356 (Impresso) e 2317-2983 (Eletrônico)