Centro Unv*rsitário Santo Agostinho
www*.fsanet.com.*r/revista
Rev. FSA, Tere*i*a, *. *7, n. 8, art. 1, p. 03-19, ago. *0*0
I*SN Impresso: 180*-6356 ISSN *letrô*ico: 2317-2983
http://dx.doi.org/10.12819/2020.1*.8.1
Ludi*icação do Território Estrada Re*l *m Produto *ur*stico
**dification of **e Royal Road *ouristic Pr*duct
*a*ia Cristi*a Angélico Me**onça
*outora em *nge*haria *e *roduçã* pela Universidade F*de*al de São Carlos * **ading Uni*ersity (UK)
Profe*sora Asso*iada da Univ*rsidade Federal *e L*vras
Email: mari*cam@dae.uf*a.b*
Stefâne* *e Santa *nn* Silva
Gradu*ç** em Admin*stração pela Uni*e*sidade Fe*eral de Lavr*s
Email: teteemari*cla*a@hotmail.com
*iul*a O*ivei*a Angélic*
Me*t*e em Admin*str*ção pela Unive*sidade Federal de Lavras
Email: *iuangelico@hot*a*l.*o*
Ma*ia Ga*rie** Mendonça Peixot*
D*utor* em Engenha*ia de Pro**ç*o pela Escola de Engenha*ia de S*o *arlos
Pro**s*ora *djunta I* da Univers**ade Fede*al de Vi*osa
Email: *gabr*ela@ufv.br
*éborah M*ra Sia*e Barbosa
**utora em A*ministração p*la U*i*ersidade Federal de *i*as Gera*s
Profe**ora da *niversidade José do R*sário **llano (UNIFENAS)
Email: deb*rahsiad*@yahoo.com.br
Endereço: Mar*a Cris*i*a Angélic* Mendonça
*âmp*s *niv*rsitário, Cai*a Postal 3037, CEP 3720*-
000, Lavra*, MG, B*a*il.
Edi*or-Chefe: Dr. Tonny Ker*ey de Alenc*r
E**ereço: S*efâne* de San*a *nna S*lva
Rodrigues
Câm*us U*iversitário, Ca*xa Postal 3037, CE* 3**00-
*00, Lavras, *G, Brasil.
Art*go r*cebido em 25/*5/2020. Últi*a
versão
Endereço Giulia Oli*ei*a A*gélico
recebida em 15/06/2020. *prova*o em *6/06/2020.
Câmpus Universit*rio, Caixa P*sta* 3037, CEP 3*200-
000, Lavras, MG, Brasil.
Avali*do pelo si**ema Triple Review: Desk Review *)
E**er*ço Maria **bri*la *e**onça Peix*to
pel* Editor-C*efe; e b) Doubl* B*ind Rev*ew
Avenida Peter Henry Ro*f*, s/* - Campus Univ*rsitário,
(avali*ç** c*g* *or dois avali*dores da área).
Viço*a, M*, Bras*l.
Endere*o: Déborah *ara Sia*e Barbosa
Revisão: Gramatical, Normati**
e de Formatação
*odovia MG-179 Km 0 s/n Bairr* T*evo, Alfe*as, MG.
Bras*l.
*. C. *. Mendonça, S. S. A. Silva, G. O. Angélic*, M. G. M. Peix*t*, D. M. S. Barbosa
4
RESUMO
*o Brasi*, a *strada Real é tida como "ou*o" qu*ndo se trat* de *roduto tur*stico, pois *
o
berço
*a*ur**, cul*u*a* *istóri*o da *o**niz*ção *r*sile*ra. Di*nte e
disso, * p**sente a*tigo
a*resent* *s *gentes, sua* iniciativas, as conexões, *lém dos resultados alcançados no q*e diz
respeito a novos usos e *propriações, resultantes do proc*sso de *udificação da Estrad* Real.
Do po*to d* vista *e*odol*gico, a pesquisa possui **tur*za qualita*iva, na qual se *tilizou a
técnica "Bola
de
Neve" e a "Análi** de Conteúdo". Frent* aos resultados e aná*ises,
v*rificou-se
que os a*entes envolvidos diretament*
no proc*sso *e ludificação da Estra*a
Real e*tão conect*dos em um fo*mato *rgan*zacio*al, implementando inic*ativas que
têm
gera*o n*vos usos e apr*priações, produtos e/*u bens para o *ercado de simb*licos. O
produt* turístico "Estrada **al" vem se torn*ndo local de v*vência imaginária e b*c*lica,
a*é* de um destino turísti*o de refer*ncia nacional e in*ern*c**nal.
Palavras-ch*ve: Pro*uto. Turis*o. Ludif*cação. Formato Organiz*ci*n*l.
AB*TRACT
In B*azil, the Royal Ro*d i* "gold" *hen it comes *o t*uris* destina*io*, once it is the na**ral,
cult**al and histori* c*adle of Bra*ili*n c**onization. There*o*e, this paper presents the *gents,
their *nitiatives, c*nnectio*s,
besides t*e r*sul*s achi*ved with rega*d to ne*
uses and
appropria*ions *es*lti*g from the Ro*al Road *rans*o*mation proc*s*. Fr*m * meth*dologica*
point of v*ew, the r*search ha* qualitative nature, us*ng both the "*nowball" *he "Content
Analysis" sc**ntific meth*ds. The re*ults
and analysis showed that the ag*nts direct*y
invo**ed *n the Royal Roa* Ludifi***ion pr*cess, imp*ement
initiative* that *a*e gener*t*d
n*w us*s and *p*ropriations, products and/or goo*s to the
symbol** market due to the*r
organizat*ona* forma* *o*nections. T*e
tourist *oute "Royal Road
*as *ecome a place of
imaginary *nd b*colic e*perience, as *ell as a tou**st dest*nation o* natio*al and international
referenc*.
Keywo**s: Product. To*rism. L*d***c*t*on. Or*a*izati*nal Designe*.
Rev. *SA, **resina, v. 17, *. 8, art. 1, p. 03-19, ago. 2020
www4.fsane*.co*.br/*evista
A Política Externa Br*sileira nos *nos 30: Nazismo, Nacion*l*sm* e o J*go Interna*io*al
5
* I**RODUÇÃO
Segun*o * Conselho Mundial de *iagens e Turismo (WTT*), em *0*7 o turi*mo
c*rrespond** a 1*,4% *e toda a eco*o*ia global e foi res*ons**** *ela cri*ção de 1 em cada
dez empr*gos no mundo. No Brasil, em 2017, foram inj**ados U$163 b**h*es, equi*alentes *
7 ,9 %
*o PI* d* *aís
no *n*. Em rela**o geração d* empregos, o turismo fo* responsáv** à
p*r *,59 m*lhões de postos de *rabalho e * expe*tativa é que **te número ch*gue a 8 milhõ*s
em 2018, no *ras*l. Q*a*do *e avalia a contr**u*ção do turismo *a** o PIB do *rasi*,
em
2*17, o paí* apar**e *a 117ª dent** os 185 **íses que participam *nualme*te *o levanta*ento
realizado *elo WTTC (20*7).
O turismo é *o*pr*end*do como u* meio *e
promoção do **s**volvim*nto
sustentável, v*sto qu* pod* exercer in*luênc*a *ob** aspe*tos econômicos, socia*s, am*ientais
e cult*r*is,
c*nsid**ando sua co*tribu**ão
pa** a geraçã* d* em*r*go, distribuição
e
ci*culação de renda, **a*sfer*nc*a de *ec*rsos de regi*es *ai* ricas *ara ***iões men*s
favoreci*as, p*eservação do meio ambiente e recuperação do pa*rimô*io histórico e cultural.
Por o*tro lado, caso
não seja *em planejado adminis*rado, pod* ser responsável p*la *
*egrada*ã* do amb*ente
na*ural, das *st*u*u*as so*iais e da *era*ç* hist*rico-cultural
do*
povos .
Como for*a de c**trol** p*ssí**is impl*c*ções ne*ativas, como
as an*er*orm*nt*
cita*as, *merge o conceito de turismo resp*nsá**l. * ideia deste é co*c*liar a nec**sidade de
preser*ação dos asp*ctos ambientai* * cultur*is * a* nece*sidade* ec*n*micas. A *artir dessa
nova a*ordage*, * turism* *e tor*a uma forma *e *razer e d*versão pro*orcionad* pe*o
consumo *e produt*s lúd*c*s *e forma c*nsciente. N* Bras*l, um produto turístico lúdico *ue
tem tido s*a o*ert* inc*ntivada, s*bretu*o por *eio de políticas públicas, é a Estra*a *eal.
O process* de ludificação d* Estra** Real *ara o mercado tu*íst*co de b**s simbólicos
cons*ste *m trans**rmar o papel *esempenha*o por ela, na épo*a *o Brasil-Col*nia (*a**nho
por o*de eram transport*das mercad*rias * ri*uez*s), em uma vivên*ia, i**tig*ndo
a
imaginaçã* dos tur*stas *om a hi*t**ia da "Estrada Real". Em tal processo, há a trans*iguração
*e atos ec*nômi*os em atos *i*ból*cos (BORDI*U, 1996), o* se*a, o pe**urs* Estrada Rea*
deix* de **r
algo *p*nas mater*al *ara se tornar uma espécie de mensagem ou um sím**l*
adequado * c*iaçã* de um laço social.
Pa*a que o proces*o de l*d*fic**ã* da Estrada Real **or*a, são real**a*as *n*ciativa* e
aç*e* por *ais
d*
um agent*, de pre*erência de forma cons*nsual, visando * criação
*
implementaç*o de inúme*as inici*tivas q** resultem em nov*s us*s e apropri*ções para atrair
*ev. FSA, Teres*na PI, v. **, n. 8, art. 1, p. 03-19, ago. 2020 www4.fsanet.com.br/revista
M. C. A. Men**nça, S. *. A. Si*va, G. *. Angélico, M. G. M. Peixoto, D. M. S. Bar*osa
6
t*ristas para a região. Espelhando-se n*sta*
co*sid*raç*es, o obje*ivo deste estudo
*
*dent***car as i*iciativas de **di*icação util*zadas no cam*nho Estrada Rea* e seus novos uso*
e apropria*ões c*mo produto lúd*co para o m*rca*o de bens sim*ólicos.
Alé* desta introduç*o, este ar*igo *e encontra dividido *m quatr* se**es: *
fundam*nt*ção teórica, a *eto*ologia, a apresenta**o e análise dos resul*ad*s
e as
considerações fin*is e su*estões p*ra *rabalhos futu*os.
* REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Process* de Lud*fic*ç*o de P**dutos *a*a o *ercado Bras**eiro de bens Simbólic*s
S*gundo Machado (2004), a
d*f*nição do termo lúdico * *o*p*exa, pois s**
abran*ência é extens* e
p*de se ref*rir a senti*ento* de
prazer, satisfação divertimento. e
Martins (2009, p. 1) af*rm* que "o *rande *r*nfo das a*iv*dades
lúdicas
é fa*o de ela* *
estarem centrad*s *a emoç*o e no prazer, p*ntos único* no des*nvolvim*nto do turismo. A
lu*ici*a*e é *ma qualidad* d* que lúdi*o, que desperta o inter*sse pela diversão e gera *
o
p*aze*, a s*tisfação". P*ra os empr*ende*ores, a ludicidade con*ist* na
possibilidade
d*
in*vação em s*us
*egócios, agrega diferenci*l aos p*odutos por meio de um jogo que
combi*a o real e o imag*n*ri* (TEIXEIRA, 1995).
A l*di*idade é o q*e t*rna possível a *omer**a**zação de produtos lúdicos n* mercado
de bens *imbólicos. O processo de ludifi*aç*o transf*rma uma matéria-prima em um produ*o
lúdic* ou b*m simbó**co, i*to é, são p*o*utos/be*s q*e po*em ser repr*sentad*s *el* cul*ura,
valores, hist*ria de determin*do povo ou local, a arte, a dan*a, * mús*ca, os co*tum*s,
a
cu*inária, e*tre outr*s. * produto lúdico ou bem simbólico *ra*s*end* os
conceitos de *m
produto com*m, a*é* de *eus *ene**ci*s convenc*ona*s (MACHADO, 2004).
No ra*o do turismo, esse mercad* *em sido de *rande relevân*ia p*** municíp*os *ue
planejam utiliz*r sua hi*tória e a cu*tur* loc*l d* modo se *orna*em atrativos com f*ns a
comerciais. Os te*ritóri*s lúdi*os são lugares ou cená*ios
que, ou foram pré-definido* para
fins *údicos ou foram al*o de uma "reava*iaç*o ec*nôm*ca que prev* *ue esses se tor*ariam
ludicamente atra*ivos" (BAPTI**A, 20*5, p. 47).
A lu*ificação d* te*ritóri*s e o inv*stimento no turismo *nvolvem duas di*ensõe*: (i)
* *ro*uçã* e a or**nação físicas do *spa** urbano e das atividades que nele se co*centram e
(ii) a produ*ão
ou a (re)cri*ção de imag*nários sobre * c*dade e ima*ens p**mocio*a*s. Os
pr*dutos são os efeitos de a*i*a*** * espe*áculo das cidades, r*sultan*es *o trabalho e da
Rev. F*A, Ter*s*na, v. 17, n. 8, art. 1, p. 03-19, ago. 20*0 w*w4.fsane*.co*.*r/re*ista
A Política Externa *rasi*e*ra nos Anos 30: Nazismo, *acion*lism* e o Jogo Inte*n*ci**al
7
a*ão d* agentes envolvidos, que são os respons*veis *elo planejam*nto ur*ano, pela
arqui**tu*a, pela decisão *olítica, pela pr*moção turística e outros (BA*TIST*, *005).
O processo de ludificaçã* t*rna *ossív*l a transformação do que *e apresen*a como
matéria-prim* *m produtos *u bens simbólicos, possibilitando su* comercialização. Também
é *este processo que se ass*cia à necessidade do tu*ista d*talhe das est*t*c**, *os b*ns o
*imbólic*s ou produtos lúdicos, os quais acompanham o jogo s*br* as memórias e
as
identi*ad*s locais (BAPTISTA, 2005).
3 METO**LOGIA
E*** *e*quisa *e *ara*teriza como s**do de abor*agem qu*litati*a e *aráter descri*ivo
(DANE, 1990; MARSHALL; R*SSMAN, *99*). Os dados foram co*etados p*r *eio
de
*ntrevistas
bas*adas em roteiro semiestruturado (MIN*YO,
19*3). As e*trevi*tas
*oram
gravad*s e, poste*io*mente, transcritas e *nalisadas por meio da
aná*ise ** conteúdo
(CA*EGN*TO; MU*TI, *0*6). * pri*e*ro entrevist*do foi seleci**ado co*sid**ando sua
rel*ção com pr*cesso de
ludifi*ação da *strad* Real. Os demais entrevistad*s
**ram
ident*ficad*s utiliz*ndo-s* a
*écnica "bola de neve", que consi*te ** *ndicação do próximo
*ntrevistado pelo re*p*ndente a*terior.
*oram e*t**vi*tados ci*co agen*es envolvido* dire***ente no *rocesso de ludific*ção
da Es*rada Real. Sob o c*mprom*s** de manutenção da *onfid*n*ialidade das id*ntidad*s dos
entr*vistados, adotou-s* a seguinte identificação:
R*: agente representando o Ins*ituto Estrada R*al;
R2: re*resent*nte *o Circuito Tri*ha do* I*confide*tes;
R3: representante *a *ederaç*o das *nd*strias de Minas G*rais (FIEMG);
R4: repre*entan*e de uma o*er*dora de turismo que atu* na regiã* da Es*r*da
Real e
*5: repr*sen*ante de um receptivo tu*í*ti*o atuante *a reg*ão da E*trada Real.
Indiretament*, ou*ros agentes *a*tici*am dest* pr*ces*o: Secretarias de Tu*ismo,
Governo
de
Mi*as,
Conselhos
d*s
Municípios
(CON*UR),
empresas
pr*v*das
(principalm*nte no setor *ote*eiro), SEBRA*, SENA*, *ederação dos Circuitos T*rísticos
(F*CITUR), **soci*ção das Cidade* Históricas, BI* (Banco Interamericano de
Desenvo*vimento) e Minis*ério
do Turismo. Na
sequência são apresentada* *s an**ises
das
Rev. FSA, Teresi*a P*, *. 17, n. 8, *rt. 1, p. 03-19, ago. 2020
www4.fsanet.com.br/revista
M. C. A. Mendonça, S. S. A. Silva, G. *. An*é*ico, *. G. M. Peixoto, D. M. S. *a*bosa
8
inf*rma*ões referentes às Iniciativas, ao* Novos usos e às apropriações d* camin*o *s*rada
Real.
4 *ES*LTADOS E DISCUSSÕE*
4.1 Compreen**ndo o Pro*e*so de Ludif*caçã* *a Estrada Real
As ini*i*tivas identificadas que *ont*ibuem para o processo de lu*ific*ção da E*trada
R*al estão apresentadas de maneira sucinta na Tabela 1, a seguir.
Tabela1 - *niciativas identi*icadas *o p*ocess* d* *ud*fic*ção da Estrada Real
Agentes
Inici*tiva*
R1
Promoçã* da E*tr*d* Real Parcerias para promove* a Es*r*da *eal P**li*idade em cana*s fec**dos e ab*rtos, tai* co*o: Nat G*o, National Geografic e *V **obo Viagens técn*cas *om o objeti*o de identificar novos at*at*vo* Cursos de treinamento* para os pr*ncipais op*radores de turismo Mapeamento *e ven*as O tu*ism* autoguiado P**saporte *str*da Real, que fun*iona como um rec*bo de compra d* produt*s turíst**os Criaçã* do brasão para a Estr*da Re*l P*r*eria* co* escolas e univers*dades p**a des*nvolvi**nto de pesquisa* so*re a *R A*oção *a pr*tic* de planej*men*o de passeios e *gen*amento nas vis*ta*ões
R2
Criação d* um Circui*o, com o intuit* d* auxiliar os mu*icípios quanto às p*lític*s de turismo Sit* para este Circuito, v**ando au*ilia* * turista na *bten*ão d* infor*ações Proj*to d* fot*grafia
Convênio com *s*ola* com **ns de *ur*os d* capacitaç*o na *rea de
**v. FSA, T*resina, v. 17, n. *, art. 1, p. *3-19, a*o. **20 www4.fsanet.co*.**/revi*ta
A Polít**a Externa B*asileira nos Anos 3*: Nazis*o, N*c*onalis*o * * Jogo Inte*nacional
*
R3
hotelar*a e restaurante Catalogação *as pes*oas que pa**am pel* Es*rada Real Criação d* Prog*ama V*R - Viver a Estr*da *eal Mapeamento da* estradas origina**, datada de 300 anos
R*
Curso de *apaci*ação e tre*namento para fo*necedores e par**iros Criação d* proj*t* *ndi*a*o**s da *str*** Real
R5
Promoção *a Estrada Real
Fonte: ela**rada pelos auto*es
De acordo c*m R1, repre*entant* do Institut* Estrada Real, "o grande obj*tivo do
insti**to é (...) promover e divulga*, desenvolver de maneira s*ste**ável o t*rismo
ao longo
desse *rande eixo", ou
seja, promo*er os destinos s*tua*os ao lo*go da Estrada Re*l. **ra
isso, o Ins*ituto conta
com vário* parceiros que auxiliam neste processo. É o caso do*
r*ceptivos turís*icos, que part**i*am *e fei**s e eventos juntament* co* o Instituto, visando à
prom*ção d*s destinos t*rístic*s. *1 argumenta que "a gente leva os *ec*ptivos (...) que sã*
pa*c*iros do In*tituto, porqu* *les co**r*ializam as ci*ades históricas, os rotei*o* tur*stico*,
*s roteiros de ecoturismo. Então * mai* uma ma*eira *e prom**e* os destinos".
Além deles, as agências de t*r*smo criam *ropag*n*as onlin* e* seus site*
e
disponibi*izam aos c*ientes fo*ders eletrônicos, com* con****a o entre*istado R4: "o ag*nte
*e v*agem (...) faz
propaganda n* site, f**
aqueles
e-mails de marketing, *queles folders
eletrôni**s para e*palhar **s *l*entes". Segund* o entrev*stado *5:
"*ós *e*os um esc**tório do Instit*to *ue a gent* está sempre em contato, que no*
ofe*ece al*u*s f*lders, material d* d*vulgação q*e a gente util**a para o*erecer a**
*lientes e a ge*t* *amb** dei*a nosso material *om *les para que *ossam distrib*ir às
pessoas que procuram * *nstitu*o, *amb*m".
B*sca-se, de acordo com o entrevi*tado R1, "um público bem segmentad* m*smo,
aquel* que gosta d* percorrer a Es*rada Real". Pa** atingir esse pú*lico, o Instituto *ti*iza
p*blicidade em canais fechados */o* abertos. De acordo com o entrevistado R*: "(...) a gent*
fez publicida*e ** dois canais
fe*ha*os, no N**G*o e na Nati*nal Geog*afic e fize*os
tamb** na T* G*obo no ano pas*ado * es*e ano".
O Instituto re**iza viagens técni*as com o intuito d* identificar *ovos at*at*vos,
buscand* estr*turar
destinos p*ra *ivulgar e promover a Estrada *eal. R1 a*irma que "com
relação à estruturação dos desti*os * se *ivulgar e se promover, todo ano a gente faz de *uas a
três v*agens t**nicas a campo".
Rev. FSA, Teres*na *I, v. 17, n. 8, art. 1, p. 0*-1*, ago. 2*20 *ww4.fsane*.com.br/r*vista
M. C. A. Men*o*ça, S. S. A. Sil**, G. O. An*élico, M. G. M. P*ixoto, D. M. S. B*r*osa
10
*o ca*po empresarial o *nstituto t*mbém contri*ui p*ra a
capacitação, qualificação
e certifi*açã* de empresários e comerciantes que atuam na r*gião da Es*r*da Real. R* r*lata
que "*ealizamos wo*kshops que **o
treina*e*tos f*itos para os p*incipais ope*adores
d*
turismo, inclusive realiza*os um na semana pas*ada. *nt*o, a gente tem sempre e*se
diál*go". *mp*rt*nte ressaltar que o Institut* c*pa*ita os ag*ntes envolvidos com a d*vul*açã*
d* Estrada Real *o s*ntido de *epassa* *
eles, con*o*me demonstr* a fala de R1, que afirma
**e "capacitar *o Instituto é m*nir de *nfo*mações os recepcionistas, *s *otele*ros *u donos
de rest*ura*te a respeito *o dest**o Es*r*** Real. *sso *ó* fala*os com muito conhe*iment*".
Em relação à capacitação e certificação,
o
In*titu*o
p*ssui parceria c*m duas g*andes
e*tid*de*, o Serviço Brasileir*
de apo*o às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e
a
*ederação do Comércio de Bens, Se*viço* * Turismo do Estado de Minas Gera*s
(FECOMERCIO) que realizam essas funções. R1 explica *ue "basicament* têm du*s gr*ndes
**ti*ade* *ue são re*ponsávei* pela capacitação, que é o sistema do SEBRAE e o sistema do
FE*OMERCIO".
R1 ta**ém
ev*denciou que a c*pacitação é bastante relevante
p*ra os a**ntes
envol*idos *o proc**so de *udificação da Estr*da Real. Na ent*evista de R3 ficou evidente ta*
**portância, q**ndo cita a existência de um *o*vênio *om
um age*te *e educação
profissiona*, cujo objetivo é oferecer capacit*ção a todo* os en**lvidos na área d* hotelaria e
restaurante, confor*e demonstr* trecho da
entrevis*a "Fiz um convêni* co* * Serviço
Nacio*al de Aprendizagem Co*ercia* (SENA*), a ser
a*sinado, para levar esse m*i*
de
capacitação a todo* da área de hotelaria e restaur*nt*" (R3).
As operad*ras de t*rismo também auxili*m n* *apacitaç*o e *o treiname*to de s*us
fornecedores e parceir*s, *om* afirm* o e*trevistado *4: "a operadora tem q** ir a*s
*ercados, fa*er t*einamentos, *azer capacitação, cha*ar o *nstituto". Ass*m, junt*m*nte com
o Instituto as *per*doras promovem a Estrada Real *ara s*us *uncioná*ios e agênci*s
de
viagem, vis*nd* dis*eminar o
co*he*i*ento *obre o produto Estrada Real
e,
*on*equ*ntem*n*e, munir *s agentes de *rgumento* para con*e*cer os clie**es a comprar es*e
destino. De acordo *om o entrev*sta** R4, "não adianta a agência p*dir, se a p**soa que va*
a*en*er não t*m *onh*cimento, então a *ente
treinou primeiro os nossos atend*men*os
e
depois as agências ** *iag*m (...) ele *reina seu funci*n*ri* interno e o coloca para vender".
Outra iniciati*a *ealizada pelo Instituto o m*peamento de *nfor*açõ*s buscando é
averiguar os *rodut*s que *stão sen*o vend*dos pelas
o*era**ras, c*nforme *f*rm*m *s
entr*vist*dos R* e R4, respectivamente: "a
**nte pe*a * estatística * vai veri*icar quanto*
Rev. FSA, Ter*sina, v. 17, n. 8, art. 1, p. 03-19, ago. 2*20
www4.*san*t.com.br/r*vista
* Po*ítica Ext*rna Brasileira *os Anos 30: Nazismo, Nac*onal*smo e o J*go Internacion*l
11
produtos foram vendi*os, se es** send* ven*ido ou se não está **ndo vendido, entendeu?
Então voc* tem um *a*eamento dessa parte";
"a ge**e percebeu, ne*se diálogo, que poderíamos estar passando p*ra o
Instit**o
algumas info*ma**es que são muito i*portantes, do t*p*, o q*e a **nt* vend*, qua*to
c*sta o qu* a gen** vende, qua*t*s p*ssageiros a ge*te *em m*vimentado po* mês,
quais são os destinos *ue a gente te* vendi*o mais" (R4).
A re*e*ância d*ssa iniciativa es*á *trelada ao fato de qu*
e*sas inf*rmações s*o
de
suma i*port**cia *ar* ori*n**r o trabalho do Ins*ituto. De acordo co* R4, "até para or*entar
u* pouco o tra**lho deles de promoção, de di*ulga*ão em *edes s*ciai*, em site, esse tipo de
*o*sa".
Mais uma in**iativa ver*fi*ada no proces*o de *u*ifi**ção da *strada Real é o turismo
autoguia*o, voltado par* aquel*s *e*soas que prefer*m vi**ar *ozinhas. Conforme afirma R1:
"hoje, *ada vez mais, está *umentando o aut**uiado". *onsiderand* ta* elevação, o Ins*itut*
desenv*lveu práticas pa*a a*oiar esse tipo *e tur**mo, p*r meio do *róprio si*e da I**tit*ição.
É o que afir*a R1:
"a gente ref**mula sempr* o site, a gente tem ferramentas, *ma cha*ad* SITG*O
onde você *igi*a a origem, o d*stino e ele d* todo o georrefere*ciament*, as pou*ad**,
os restaurantes, *s a**ativ*s naturais". No s**e estão dispo*ibilizados mapas, pla*ilhas
* rotas pa*a o turismo a*toguiado. * gente tem
*9 roteiros p*anil*ad*s, que *ocê
con*egu* *aix*r * pl*nilha par* o GP* do seu carro e *azer a viagem".
Outra iniciativa realizad* pelo *nstituto se refere à criação d* pas***orte Estrada *eal
voltado para os viajantes que querem percorrer os camin*os deste des*ino t*ríst*c*. De *cordo
com R1, "a g*nte criou o *assap**te na e*trada *eal q*e é muito bacana, justament* por e*sa
quest** de realmente conhece*em a e*trada como *m c*minho, que sempre foi o *osso
intuito, *é?" O p*ssap*rte foi lançado em *o*s caminhos: Caminho do* Diam*ntes e Camin*o
Velho, confo**e explica R1:
"a gente o lanço*, *m ma*ço, no Camin*o do* Diamant*s, até julho * gente tinha 15*0
*assapo*te*
retirados. Lan*amo* ag*r*, re*entemente, * Caminho V*lh*, que
*
Ouro
P*et* a *araty () no ano que vem a gente vai lançar * ca**nho *o*o que é Rio de
Jane*ro, Petróp*lis até *uro Preto".
A criação desse passaporte tem con*ribuído para a cata*ogação das pessoa* que passam
*e*a Es*r*da Real. R3 argum**ta q*e "n*s es*amos incenti*and* alguns **ntos ag**a (...)
*
catalogar
as pessoas que estão passando pela Estrad* *eal () e essa c*talo*ação, po*e-se
dizer, é fei*a através *aq*ele **ssaport* Estrada **al que foi criado".
Outra inici*tiva criada para a*xiliar a catalogaçã* dos *i*jantes f*i projeto dos o
Indicadores da **t*ada Re*l no
q**l as pousa*as, si*uadas no trecho ** *st*ada Rea*,
in*ormam *o Instituto o n*mero ** passage*ros e hóspedes *ece**dos *u* ori*em. É o que e
Rev. FSA, Teresina PI, v. 17, n. *, art. *, p. 0*-19, *go. 2020 **w*.*s*net.com.br/revist*
M. C. A. Mendonça, S. S. A. *i***, G. *. A*gélico, *. G. M. Peix*to, D. M. S. Barbosa
12
af*rma R4 "as pous*da* do trecho da Estrada Real passam *ara o Instituto os in*icadores dos
nú*e*os *e passageiro* e hóspedes que rec*beram e suas *rigen*, até para n**tear o trabalh*
d*les". O
*ntu*to é fazer u* *e*antamento p*ra saber a o*ige* d*s t*ristas
qu* *isitam *
região d* Es*rada Real, com* mencion* ent*evi*tado R4 "d* onde o
que
está vindo mais
*ente, se do R*o, de São Paulo, *o N*rdeste, *
de fora do Bras*l, para
*odere* te* ma*s
ou
me*os uma no**o disso".
T*mbém foi cri*do um brasão para a Estra*a R*al que co*tribu* para a*reg*ção
de
val*r ao *roduto. Seg*ndo *1, "o no*s* bra*ã* * pa*ente*d*. *ntã* se criou u* *al*r muito
forte em cima *o *rojeto E**rada R*al e da **rca Estrada Real. Ent*o eu acho qu* isso é um
be*efício a mais, le*a ma** turistas para as cidades".
Outras ini*ia**vas interessan*es são *s parcer*as realizad*s entre o Instituto e as
un**e*sidades e *scolas. Dentr* as universida*es que *irmaram parceria co* o Insti*u*o es*ão:
Universidade
Federa* de J*iz de *ora, Univ*rsid*de F*dera* de Minas Gerais, P*C Minas,
Univer*idad*
Federal de Sã* J*ão d*l Rei, Univers*da*e Federal
de Our* Preto. **n**rme
alega o entrevi*tado R1: "(...) estive com * pess*al de *uiz
de Fora, na faculdad* de Ju*z de
Fora, temos parceri* com a faculdade a*u* da UFMG, tem*s co* a PUC, t*mos *om
a
Fede*al de São J*ão Del Rei, com a de O*ro Preto, com várias". Tais *arce*ias são firmadas
*endo em vista a neces*idade de as
u*i*ersida*es te*em uma ex*eriên*ia de campo e u*a
exper*ência
te*rica em campo. Assi*, há o d*senvo*vimento de pesqu*sas em conjunt*,
*onforme afirma R1:
"*ou dar um exemplo, São Jo*o Del *ei t*m uma visão que eu acho que é mais
adequada, ela quer ter uma experiên*ia de ca*po e expe*i*ncia teórica em campo (...)
a g*nt* tem uma *arceri* que a g*n*e faz, de**nvolve pesqu*sa em conj*n*o".
Ainda d* acordo com R1, "é *om a
capacitação e é tam**m c*m a* escolas,
nas
fa**ldades, que
voc*
vai mud*ndo * geraçã*". Neste sentido, uma inicia*iva *olta*a *ara a*
e*co*as foi a criação *o programa VER - Viver Estr**a R*al. O intui*o dest* pro*rama a
é
divulg*r a Est*ada Rea*. De a*ordo *om R3, "o VER o q*ê q*e foi? Foi e* es*olas div*lgar a
Es*rada R*al j*nto às crian*as d* ensi*o *undamental, ensino médio. Algum*s coisas
foram
feitas *e fo*ma lúdica".
Exis*e, também, a iniciativa da Fe*er*ção das Indústrias de *inas Gerais (FIEMG), d*
mapeamento das
es*r*das originai*, da*adas de
300 an*s a*rás. Segundo o *n*re*ist*d* *3,
"C*nsegui*os ma*ear 50 quilômetros de
estrada* or*ginais de *00 *nos atrás, onde é que
***ã* *ssas *s*radas? D*nt*o das u*idad*s de conserva**o, p*rq** lá *ocê não pode m*xer";
"(...) u* ne*ócio f*ntástico, como é que o *essoal fe* a estrada e que *xiste até hoje".
Rev. *SA, Teres*na, v. *7, n. 8, *rt. 1, p. 03-19, ago. 2020 www4.fsanet.com.br/re*ista
A Política Externa Brasile*ra no* A*os 30: Nazism*, Nacion*lismo * o Jog* Internaci**al
13
Com o intuito de a*udar os municí*ios a se o*ganizarem quanto à* políticas de turismo
e na que*tão da pr*m*ç*o, criou-se u* Cir*uito *urístico, em *000, que ab*a*ge alguns
municíp*os que fazem p*rte do *aminho Estrada *eal. Se*un*o * en*rev**t**o R2, "a gente
auxi*ia os município* na
prom*ção, na
di*u**ação, na assessoria das po*íticas públicas";
"ajudar *s muni*íp*os a se organizarem
do... na... nas políticas de turismo. E trabal*a*
a
promoçã*". Foi *ria*o um si*e *ar* este Ci*cuito com a intenção
de a*xil*ar os **ristas na
o*tenç*o de *nfo*mações úteis. D* acordo com o entrev*s*ado R2, "o site do circuito foi *eito
para qu* você ten*a **forma*ão"; "(...) vo*ê vai ter as informa*ões q** você qui***".
Havia um pro*lem* no que se ref*re às fotografias d*s municípios a serem envi*das
para os meios de *o*unicação, conforme alega * entrevistado R*: "(...) o gra*de p*oblema *e
você me pedir u*a foto para mandar para o jo**a* é *u* a gente não t*m fot* ** qual*dade, a
ge*te não t*m foto *egal." (...) "*idad* n*nhu*a ti*ha". Diante disso foi criado um proje** de
fotografia. Segundo o e**revistado R2, "(...) uma fotógrafa se
disponibilizou a fazer
esse
*r*bal*o com os municípios, então a gen*e está rodan*o tod*s os mu*ic**ios par* poder fa*er
e*sa c*ptação de i*ag*ns, fotografan**". Através das ima*ens percebe-se a possibilidade d*
visualiz*r inúmeras ações que po*em se* t***alhadas em cada mun*cípio, co*forme af*rma o
entr*vi*tado R2 "e* come*ei a visualizar *árias ações que você pod* fazer * que eu p*ss*
tr*balha* em ca*a muni*ípio só acompanh*ndo a fotog*a*ia".
Além disso, adoto*-*e a prática
de planejamento de passei** e ag*ndamento n*s
v**itações. Segu*do o ent**vistado R2 "é esse tipo de tr*b**ho que par*ce ser sim*les, é muito
*a*s
complexo porque vai da nossa questão *ultural. Planejar visita, *sso a*nda é
dif***l pra
*ente fazer. Daí agenda pra mim *ia tal *ara estar em tal lugar. É muito compli*ado de fazer.
Cultural*ente, a ge**e não tem esse hábito *e planejam*nt*". Em certos locais, ao longo da
Estrada Re*l, * *isita só * permit*d* *aso *enha sido a*enda*a anteriormente, como é o caso
*a planta*ão ** mo*ango n* cidade Alfredo Vasconcelos. * o que afirm* * en*revista*o R2,
"(...)
em Alfredo *ascon*el*s só dá par* v*sitar se t*v*r *gendado e s* não
tiver você não
visi** a pl*ntação".
Outra iniciativ* re*lizada pel* *n*tit**o * o map*ame*to de i*f*rmações buscando
aver*guar os
pro*uto* q*e
estão se*do ve*didos pelas *peradora*, conforme af*rm*m os
entrevistados R1 e R4, re*pectiva**nte: "a
gente
peg* a *statística e vai verif*car
quan**s
produtos fora* vendidos, se está sendo vendido, se n*o está sen*o vend**o, entend*u? Então
*ocê t*m ** mapeamento dess* part*"; "a ge*te p*rcebeu ness* d*á*ogo que poderíamos *star
p**s*ndo para Instituto o
algumas informações que são mu*to importa*tes, *o tipo, o
que
a
gen*e *end*, *ua*t* custa * que a gente vende, quantos p*ssageiros a gente tem moviment*do
Rev. *SA, Teresi*a **, v. *7, n. *, a*t. *, p. 03-19, ago. 2020 www4.fsan**.com.*r/revi*ta
M. C. A. Me*donça, S. S. A. S*lva, G. O. A*gélic*, M. G. M. Peixoto, D. M. *. Barbosa
14
por mês, quais s*o os dest*nos qu* a gente tem vendid* mais". A relevâ*cia de*s* inici*tiv*
**tá atrelada ao *ato
de que es*as informa*ões são de suma
impor*ância pa*a orient*r
o
trabalho do Ins*ituto. De acordo com o ent*evi*tado R4, "(...) até pa*a
ori*ntar um po*co
*
tr*ba*ho deles de promoção, de divu*gação e* redes soci*is, em sit* esse tipo de *oisa".
Observ*-se, portanto, que os agen*es realizam div*rsas *niciativa* que contribu*m para
* proc*sso de ludi**cação *a Estrada R*al.
4.2 Nov*s U**s e Apro*riações * o Process* de Ludificação ** Estrada Real
Result**te do processo de ludificação da *stra*a Real, n*vos usos * apropr*aç**s têm
s*do ofertados *o* tu*is**s, conforme pode ser ob*er*ado na Ta*ela 2.
Tab*la 2 - Novos *sos e apro*riações da ER
Agentes
Novos usos e apropri*ções
R1
E**rada Real como um c*mp* prático de *esquisa * ensino *stra*a Real e o turism* de a**ntur*
R3
A *ma*em da **trada Real vista como ** roteiro turístico "seg*ro de viaj*r" Est**da Re*l como r**a ga*tronômica Comercializaç** na internet de pr*dut*s li*enc*ados da marca Estrada Real
R4
Criaçã* do roteiro **4 voltado pa*a o tur**mo *e a***tura na Est*ada *eal Estrada Real e d*v*rsidade de roteiros **ris*o Sol**ário
F*nte: ela*o*ada pelos autores
Um novo us* * apr*priação do caminho ER, projetado pe** In*ti*uto po* uma e
*m*re** italiana *e F*ore*ça, est* re*acionado *o *nsino. *e aco*do
com o entrev**tado R1,
"es*amos fecha*do uma parc*ria agora com * maior e*presa italian* de *lor*nça (...) eles
estavam vindo *ra cá e iam pa** São Paulo, mas r***lveram ficar em Min*s Gerais *or causa
da Est**da Real".
A i*e*a * l*nçar um* f*culdad* d* mestr*do co* diversos cursos, n* qua* *s cont*údos
prático* poderão ser desenvolvidos na *strada Real. Segundo R1, "é *ma *mpresa
de
Rev. FSA, Ter*sina, v. 17, *. *, art. 1, *. *3-19, ago. 2020 w*w4.fsanet.*om.b*/revist*
A Política Ex*ern* Bras**e*ra nos An*s 30: *azis*o, Nacionalism* e o Jogo Internacional
15
coo*era*ão (...) va* lançar *ma faculdade de *estrado c*m dive*sos cursos *qui (...) você te*
* te*r*a na s*la de aula * a *rát*ca na *strada R*a*". R3 acr*sce*ta "queriam implantar a*ui
algun* cursos para restau*ação e ess*s *oisas (...) isso inter**sa n*, tra*er uma tecn*log*a da
It*lia para restaur*ção
de patrimônio". Essa parceri* ainda não foi conc*etizada, conforme
alega R3 "É isso, ficou para assin*r o co*vênio e* março".
Outro u*o e *propriação do cami*ho Est*ada Real é o formato de r**eiro *urístico
segur* de se viajar, at*a*ndo até *esmo turistas int*rna*ionais. Segundo R3,
"*u me apr*ximei do casal alemão (...) e perguntei p*r
que eles vie*** para
o
int*rio* de Minas e a i*formação que eles ti*e**m na Ale*anha é **e é um lug*r
seguro d* viaj** () o ca*al falou q*e d**idiu fazer a Estrada R*al de *arro (...)
passeando pela E*trada Re*l, fez to*a a v*agem pelas planilha* *ir*das no site".
Complementando o uso e apropriação anterior, foi cria*a uma rota gast*onômica que,
segundo R3, "* eu passar e* Barão de Cocais, *m Ca*té *ra comer bol*nho de feijão; passar
em Sabará para comer jabut*caba, você vai marcando os lugares c** aquilo que ele* *êm ()
e**ou *rabalh*ndo muito para fi*ma* a rot* *as*ronômica d* Estrada **al".
O f*co n* t*r*smo *sp*ciali*ad*, v*sando *tender às necessidades de um merc*do
específi*o, que mo*imenta todo * setor do t*rismo de aventuras é a demons*ra*ão de um novo
us* e ap*opr*a*ão. **nforme R*,
" As
*peradora* já form*vam o pro*uto de acordo *om as sua* especia*i*ades ()
você tem *quela operador* (...) aquel* *gência que, *a verda*e, vai ter um foco no
turismo *e *v*ntura (...) m*rou no tur*sta acertou nas emp**sa* que fa*em
*r*inamento. As empr*sa* usam e**es ti*os *e empre*ndimento co*o de**fios da
natureza p*ra fazer trei*amen*os d* *quipe".
A cria*ão do rot*i*o 4*4 também *oi *m *ovo uso * apropri*ção vol*ado* para
o
t*rismo de aventura. Este roteiro é d*sti*ado àquele* turi*ta* q*e prefe*e* es*ar em *ontat*
com a natureza, conforme ressalta R4 "eles gostam de terra, gos*a* de cac*oeira, go*tam de
coisa* muito si*ilares que gente tem aqui na Se**a a
do Ci*ó, que te*
principal***t*
no
cami*ho dos diama*tes da *strada Real". Ne*te roteir*, poucas cidades são en*ontradas.
*n*ontram-se muitas belezas *aturais, pa*sage*s bonitas, cachoeiras e pa*ques. *mbo*a n*o
seja o
roteiro mais vendido pelo recepti*o turíst**o e*trevistado, este *aminh*
proporcio*a
aos v*s*tantes um sentimen*o de p*azer e sa*isfa*ão. A *ala de R4 demon**ra o *ar*ter *údico
*mpre*so * Est*ada R*al:
"hoje ele não é o rote**o que eu mais vendo, (...) mas *uando *u ten*o o grupo,
qu**do eu ten*o pe*i**s de g*upos que q*e*e* *azer E*trad* *eal (...) * eu m*ndo
Rev. FSA, Teres*na PI, v. 17, n. *, art. 1, p. 0*-1*, ago. 202* www*.fsanet.c*m.*r/revista
M. C. *. *endonça, S. *. A. *il*a, G. O. *ngélico, M. G. M. Peixoto, D. M. S. Barb*s*
16
*ra *les es*e roteir* de 4*4 pela Estrada Re*l, os cara* ficam do*dos (...) eles volt*m
e fa*am *ue foi uma das mel*ores viagens que j* *ize*am na vida (...) e que esse
trecho t*m m**to a p*oporcionar aos passagei*os e **e são poucos lugar*s no mundo
que têm".
* comercializa*ão de produ*os lic*nciad** da marca E*trada Real na in*ern*t (e-
commer*e), vi**ndo **mentar a visibili*ade da m*rca * um novo u*o e apr*p*iação d* ***eiro.
De acordo *om R3,
"out*o dia, *a *eunião ** G6+, a ge*te falou *e e-commerce, vender os
produtos
pela inter*et (...)
nós v*mos *om**a*
vendendo os produt*s *a Estrada, veja bem
como a gente já começa, os produtos da Estrada Real vão *star *o *i*e". Essa i**i* de utili*ar
* si*e *a*a comercia*izar surgiu considerando o grande número de pess*as que v*s*tam a
página. É o que expli*a R3: "a porta de *ntr**a * o site que j* tem *entenas de mi**ares
*e
*isitas e vamos ag**g*r *s nos*os produtos a ela".
A *strad* Real apresen*a um *unho cul*ural co* diversos e*foques, *omo os fe*tivais
gastronômicos, turism* de av*ntura, a cultu*a, * *ivênc*a, etc. Tais aspect*s permitem qu* os
receptivos turístico* dis*onibilizem inúm*ros *ot*iros dif*rentes para seu* clientes, *on*orm*
demonstr* a n*rr*tiva de R4:
"graças a Deus * gen*e tem *ma rota *u*ística chamada Estrada Re*l, que nos *ux*lia
a *e*der mais, porque * um produt* turístico mar*vilh*so () tem todo um cunho
c*ltural de aven*ura, gastron*mia, com
*ários eventos qu* aconte*em na* cidades
*ue *azem *arte da rota d* **trada Real (...) v*cê con*egue de*tro desse c*minho
fazer um milhã* de ro*eiro* *iferente*".
O tur*smo solidário também se *efe*e a um novo *i*o de ap*opr*a*ão. *e acor*o com
R4, é o turist* "i* plantar na horta d* casa d* cara, tirar leite e ajuda* o ca*a a viver m*smo e
t*m muita *ente que pa*a pra faze* isso e pag* caro, entende*? ".
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Con*iderand* qu* o turismo
gan*ou destaque po* alavancar vários setores da
economia e que a Est*ada Real um grande atrativ* turístico em Minas Gerai*, estudar as é
iniciativas *e sua ludifica*ã* e seus novos *s** e apropriações, como p*oduto
lú*ico para
o
mercad* d* ben* *imbólic*s, é d* suma imp*rtância. O turismo é *isto
como um m*io
*e
pr**oçã* d* d*s***olvimento su**entáv*l, *e bem planejad*, e pode i*flue*ciar em asp*c*os
**o*ômicos,
so*iais, ambi*n*a*s e cu*tura*s. N*ste ce*ário, o t*rism*
*ode *ontribuir para
a
g**a*ão ** emprego,
dis*ri*uiç** e c**culação de rend*, transferênc*a
*e r*curs*s
d* reg*ões
mais ricas p*ra re*iões m*n*s *av*recidas, pre*ervação do meio ambiente e re*upe*ação do
patrim*nio h*stórico e cultural, dentre outro*.
Rev. FS*, Teresin*, v. 1*, n. 8, art. 1, p. 03-19, ago. 2020 w*w4.*sanet.com.br/revista
* Política Ext*rna Brasileira nos Ano* 30: Nazi*m*, Nacionalismo e o Jog* Internacion*l
*7
Par* que o processo *e ludif**ação *a E*trada Rea* oc*rra, f*z-*e ne*es*ária
a
realizaç*o *e a**es por um ** mai* *gentes, de form* consens*al, * *im
de ad*ciona*
o
imag*nário, histórico e emocional a algo já existente. Tais agente* sã* res***sávei* pela
criação e impl*m**taçã* d* i*úmeras *nic*ativas, b*scando novos usos e aprop*i*ç*es
*o
espaço fí*ico Estrada Real para **rai* t*rist*s par*
a regiã* e, assi*, proporcionar
o
desenvolv*m*nto sus*entá*el.
Frente a*s re*ult*dos * análises apr*se*tad*s, verific*u-se que *s a*entes envolvi*os
diretamente *o processo de **dificação da *strada Real são: a FIEMG, o Instituto
Estrada
Real, as o**radoras
de
turismo, os circu*tos t*rí*ticos e os *eceptivos turí*ticos. Há tam*ém
aqueles ag*ntes que
atuam de forma
indir*ta: Secre*aria* de Turismo (das diversa* cidades
perte**entes à Es*rad* *eal), Govern*
*e Minas, CONTUR, empr*sas privada*, SEBR*E,
SEN*C, FEC*TUR, Associaç*o *a* Cid*des *istóricas, BID * Minis*ério do Tur*smo.
Esses age*tes rea*izam diversas i*iciat**as no processo de ludifica**o d* Estrad* Re*l,
por m*io de práticas que vis*m à promoção do destino E*tra*a Rea*, tais co*o: a capacitação,
qualific*çã* e *e*tificação dos empresários e comerc*ante* q*e atuam n* regi*o da
Estrada
Real, a cr*ação do *assaporte Estrada Re*l, * cr**ção do pr*jeto de Indic*dores da Estrada
**al, parcerias com
u**v*rsidades e escolas, programa VER - Viver * Estrada Re*l -, o
a
criação do *ircuito e seu si*e, a *romoção do *urismo e*pecia*izado, o m*p**men*o de estradas
orig*nai* e a criação do pr**eto de fotografia.
Em relaç*o ao* **vos us*s * apropriações veri*icado* no pro*esso de ludificação da
Estrada Real, observou-se que estes são: Estrada R**l como um campo prá*i*o para o ens*no
de faculdade*, Es*rad* Re*l vista como
*m roteiro *urístico *eguro de vi*jar, E*trada Real
como *ota gastronômica, Estrada Real como rota cu*tu*al, E*trada Real como ro*a pa**
a
pr*tica do turism* soli*ário comercial*zação *os produtos licenciado* *a mar*a Estr*da e
Real, v*a e-co*merce, v*sando aumentar a visibi**dade d* marca.
Diante do expo*to, pode-*e afi*mar que *s
principais
destinos
turístico* de Minas
Gerais são as c*dad*s his*óricas e a m*ior pa*te delas está situada *o trecho da Estra** Rea*.
**aças ao marketing realizado pelo IER, * Estrada Real p*ssou a ser r*conh*cida como uma
rota, s*ndo mais *rocurada p*l*s tu*ista* do que as cidades h*st*ricas *ndividualmente.
A Est*ada Rea*, ao ser *ro*essad* como um produto *ú*ico, ap*esenta g*ande
r*levância para *enário p**íti*o, histórico e socioec*nômico o
do país. O *ato
de
exi**irem
*iverso* *gen*es e*volvidos n**te proc*sso de lu**ficaç*o, real**ando e
pro*ovendo
inici*tivas, cri*ndo n**os usos e apr*p*i*ções * res*onsável pela atraç*o de turistas, não s* do
Brasil, mas do
*undo inteiro, incentivando-os a utilizarem e*t* caminho como
uma rota
d*
R*v. FSA, Teresina PI, v. 17, n. 8, art. 1, p. 03-19, ago. *020
w*w*.*san*t.*o*.br/*ev*st*
M. C. A. Mendonça, S. S. A. Silv*, G. *. An*élic*, M. G. M. Peixoto, D. M. S. Barbosa
18
prazeres, ex*lo*ando histórias e encantos naturai* desconh**idos ao longo **s mais de 16*0
*m da Est*ada Real.
Id*nti*icou-se como *acuna de *esqu**a e, portant*, como s*gestão p*ra fu*ur*s
pes*uisa*, identific*r se há be**fício* trazidos pe*o Cami*h* Estrada Real para os *un*cípios
*ortad*s pelo roteir* t*rístico e, no caso ** ex*s*irem, qu*is *e*iam.
REFE*ÊNCIAS
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Com* Re*erenciar est* Ar*igo, con*orme ABNT:
*ENDONÇ*, M. C. A; SIL*A, S. S. *; ANGÉLICO, G. O; PEIXOTO, M. G. M; *ARBOSA, D.
M. *. Ludificaçã* do Território Es*rada Re*l ** Produt* Turístico. Re*. **A, T*re*ina, v.17, n. 8,
art. 1, *. 03-1*, ag*. 2020.
Contribuição do* Autores
M. C. A. Mendonç*
S. S. A. Silva
G. O. An*él*co
M. G. M. Peix*to
D. M. S. Barbos*
1) concepção e *la*ejamento.
X
2) an*li*e e inte**r*tação dos dados.
X
X
X
X
3) *laboraç*o do *a**unho ou na revisão crítica do c*nte*do.
*
X
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X
4) part*cipação na aprovaç*o da versão final do *anuscrito.
X
X
Rev. FSA, Te*esina PI, v. 17, n. 8, art. 1, p. 03-*9, a*o. 20*0
www4.fsanet.com.br/revista
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ISSN 1806-6356 (Print) and 2317-2983 (Electronic)