Centro Unv*rsitário Santo Agostinho www*.fsanet.com.*r/revista Rev. FSA, Tere*i*a, *. *7, n. 8, art. 1, p. 03-19, ago. *0*0 I*SN Impresso: 180*-6356 ISSN *letrô*ico: 2317-2983 http://dx.doi.org/10.12819/2020.1*.8.1 Ludi*icação do Território Estrada Re*l *m Produto *ur*stico **dification of **e Royal Road *ouristic Pr*duct *a*ia Cristi*a Angélico Me**onça *outora em *nge*haria *e *roduçã* pela Universidade F*de*al de São Carlos * **ading Uni*ersity (UK) Profe*sora Asso*iada da Univ*rsidade Federal *e L*vras Email: mari*cam@dae.uf*a.b* Stefâne* *e Santa *nn* Silva Gradu*ç** em Admin*stração pela Uni*e*sidade Fe*eral de Lavr*s Email: teteemari*cla*a@hotmail.com *iul*a O*ivei*a Angélic* Me*t*e em Admin*str*ção pela Unive*sidade Federal de Lavras Email: *iuangelico@hot*a*l.*o* Ma*ia Ga*rie** Mendonça Peixot* D*utor* em Engenha*ia de Pro**ç*o pela Escola de Engenha*ia de S*o *arlos Pro**s*ora *djunta I* da Univers**ade Fede*al de Vi*osa Email: *gabr*ela@ufv.br *éborah M*ra Sia*e Barbosa **utora em A*ministração p*la U*i*ersidade Federal de *i*as Gera*s Profe**ora da *niversidade José do R*sário **llano (UNIFENAS) Email: deb*rahsiad*@yahoo.com.br Endereço: Mar*a Cris*i*a Angélic* Mendonça *âmp*s *niv*rsitário, Cai*a Postal 3037, CEP 3720*- 000, Lavra*, MG, B*a*il. Edi*or-Chefe: Dr. Tonny Ker*ey de Alenc*r E**ereço: S*efâne* de San*a *nna S*lva Rodrigues Câm*us U*iversitário, Ca*xa Postal 3037, CE* 3**00- *00, Lavras, *G, Brasil. Art*go r*cebido em 25/*5/2020. Últi*a versão Endereço Giulia Oli*ei*a A*gélico recebida em 15/06/2020. *prova*o em *6/06/2020. Câmpus Universit*rio, Caixa P*sta* 3037, CEP 3*200- 000, Lavras, MG, Brasil. Avali*do pelo si**ema Triple Review: Desk Review *) E**er*ço Maria **bri*la *e**onça Peix*to pel* Editor-C*efe; e b) Doubl* B*ind Rev*ew Avenida Peter Henry Ro*f*, s/* - Campus Univ*rsitário, (avali*ç** c*g* *or dois avali*dores da área). Viço*a, M*, Bras*l. Endere*o: Déborah *ara Sia*e Barbosa Revisão: Gramatical, Normati** e de Formatação *odovia MG-179 Km 0 s/n Bairr* T*evo, Alfe*as, MG. Bras*l. *. C. *. Mendonça, S. S. A. Silva, G. O. Angélic*, M. G. M. Peix*t*, D. M. S. Barbosa 4 RESUMO *o Brasi*, a *strada Real é tida como "ou*o" qu*ndo se trat* de *roduto tur*stico, pois * o berço *a*ur**, cul*u*a* *istóri*o da *o**niz*ção *r*sile*ra. Di*nte e disso, * p**sente a*tigo a*resent* *s *gentes, sua* iniciativas, as conexões, *lém dos resultados alcançados no q*e diz respeito a novos usos e *propriações, resultantes do proc*sso de *udificação da Estrad* Real. Do po*to d* vista *e*odol*gico, a pesquisa possui **tur*za qualita*iva, na qual se *tilizou a técnica "Bola de Neve" e a "Análi** de Conteúdo". Frent* aos resultados e aná*ises, v*rificou-se que os a*entes envolvidos diretament* no proc*sso *e ludificação da Estra*a Real e*tão conect*dos em um fo*mato *rgan*zacio*al, implementando inic*ativas que têm gera*o n*vos usos e apr*priações, produtos e/*u bens para o *ercado de simb*licos. O produt* turístico "Estrada **al" vem se torn*ndo local de v*vência imaginária e b*c*lica, a*é* de um destino turísti*o de refer*ncia nacional e in*ern*c**nal. Palavras-ch*ve: Pro*uto. Turis*o. Ludif*cação. Formato Organiz*ci*n*l. AB*TRACT In B*azil, the Royal Ro*d i* "gold" *hen it comes *o t*uris* destina*io*, once it is the na**ral, cult**al and histori* c*adle of Bra*ili*n c**onization. There*o*e, this paper presents the *gents, their *nitiatives, c*nnectio*s, besides t*e r*sul*s achi*ved with rega*d to ne* uses and appropria*ions *es*lti*g from the Ro*al Road *rans*o*mation proc*s*. Fr*m * meth*dologica* point of v*ew, the r*search ha* qualitative nature, us*ng both the "*nowball" *he "Content Analysis" sc**ntific meth*ds. The re*ults and analysis showed that the ag*nts direct*y invo**ed *n the Royal Roa* Ludifi***ion pr*cess, imp*ement initiative* that *a*e gener*t*d n*w us*s and *p*ropriations, products and/or goo*s to the symbol** market due to the*r organizat*ona* forma* *o*nections. T*e tourist *oute "Royal Road *as *ecome a place of imaginary *nd b*colic e*perience, as *ell as a tou**st dest*nation o* natio*al and international referenc*. Keywo**s: Product. To*rism. L*d***c*t*on. Or*a*izati*nal Designe*. Rev. *SA, **resina, v. 17, *. 8, art. 1, p. 03-19, ago. 2020 www4.fsane*.co*.br/*evista A Política Externa Br*sileira nos *nos 30: Nazismo, Nacion*l*sm* e o J*go Interna*io*al 5 * I**RODUÇÃO Segun*o * Conselho Mundial de *iagens e Turismo (WTT*), em *0*7 o turi*mo c*rrespond** a 1*,4% *e toda a eco*o*ia global e foi res*ons**** *ela cri*ção de 1 em cada dez empr*gos no mundo. No Brasil, em 2017, foram inj**ados U$163 b**h*es, equi*alentes * 7 ,9 % *o PI* d* *aís no *n*. Em rela**o geração d* empregos, o turismo fo* responsáv** à p*r *,59 m*lhões de postos de *rabalho e * expe*tativa é que **te número ch*gue a 8 milhõ*s em 2018, no *ras*l. Q*a*do *e avalia a contr**u*ção do turismo *a** o PIB do *rasi*, em 2*17, o paí* apar**e *a 117ª dent** os 185 **íses que participam *nualme*te *o levanta*ento realizado *elo WTTC (20*7). O turismo é *o*pr*end*do como u* meio *e promoção do **s**volvim*nto sustentável, v*sto qu* pod* exercer in*luênc*a *ob** aspe*tos econômicos, socia*s, am*ientais e cult*r*is, c*nsid**ando sua co*tribu**ão pa** a geraçã* d* em*r*go, distribuição e ci*culação de renda, **a*sfer*nc*a de *ec*rsos de regi*es *ai* ricas *ara ***iões men*s favoreci*as, p*eservação do meio ambiente e recuperação do pa*rimô*io histórico e cultural. Por o*tro lado, caso não seja *em planejado adminis*rado, pod* ser responsável p*la * *egrada*ã* do amb*ente na*ural, das *st*u*u*as so*iais e da *era*ç* hist*rico-cultural do* povos . Como for*a de c**trol** p*ssí**is impl*c*ções ne*ativas, como as an*er*orm*nt* cita*as, *merge o conceito de turismo resp*nsá**l. * ideia deste é co*c*liar a nec**sidade de preser*ação dos asp*ctos ambientai* * cultur*is * a* nece*sidade* ec*n*micas. A *artir dessa nova a*ordage*, * turism* *e tor*a uma forma *e *razer e d*versão pro*orcionad* pe*o consumo *e produt*s lúd*c*s *e forma c*nsciente. N* Bras*l, um produto turístico lúdico *ue tem tido s*a o*ert* inc*ntivada, s*bretu*o por *eio de políticas públicas, é a Estra*a *eal. O process* de ludificação d* Estra** Real *ara o mercado tu*íst*co de b**s simbólicos cons*ste *m trans**rmar o papel *esempenha*o por ela, na épo*a *o Brasil-Col*nia (*a**nho por o*de eram transport*das mercad*rias * ri*uez*s), em uma vivên*ia, i**tig*ndo a imaginaçã* dos tur*stas *om a hi*t**ia da "Estrada Real". Em tal processo, há a trans*iguração *e atos ec*nômi*os em atos *i*ból*cos (BORDI*U, 1996), o* se*a, o pe**urs* Estrada Rea* deix* de **r algo *p*nas mater*al *ara se tornar uma espécie de mensagem ou um sím**l* adequado * c*iaçã* de um laço social. Pa*a que o proces*o de l*d*fic**ã* da Estrada Real **or*a, são real**a*as *n*ciativa* e aç*e* por *ais d* um agent*, de pre*erência de forma cons*nsual, visando * criação * implementaç*o de inúme*as inici*tivas q** resultem em nov*s us*s e apropri*ções para atrair *ev. FSA, Teres*na PI, v. **, n. 8, art. 1, p. 03-19, ago. 2020 www4.fsanet.com.br/revista M. C. A. Men**nça, S. *. A. Si*va, G. *. Angélico, M. G. M. Peixoto, D. M. S. Bar*osa 6 t*ristas para a região. Espelhando-se n*sta* co*sid*raç*es, o obje*ivo deste estudo * *dent***car as i*iciativas de **di*icação util*zadas no cam*nho Estrada Rea* e seus novos uso* e apropria*ões c*mo produto lúd*co para o m*rca*o de bens sim*ólicos. Alé* desta introduç*o, este ar*igo *e encontra dividido *m quatr* se**es: * fundam*nt*ção teórica, a *eto*ologia, a apresenta**o e análise dos resul*ad*s e as considerações fin*is e su*estões p*ra *rabalhos futu*os. * REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Process* de Lud*fic*ç*o de P**dutos *a*a o *ercado Bras**eiro de bens Simbólic*s S*gundo Machado (2004), a d*f*nição do termo lúdico * *o*p*exa, pois s** abran*ência é extens* e p*de se ref*rir a senti*ento* de prazer, satisfação divertimento. e Martins (2009, p. 1) af*rm* que "o *rande *r*nfo das a*iv*dades lúdicas é fa*o de ela* * estarem centrad*s *a emoç*o e no prazer, p*ntos único* no des*nvolvim*nto do turismo. A lu*ici*a*e é *ma qualidad* d* que lúdi*o, que desperta o inter*sse pela diversão e gera * o p*aze*, a s*tisfação". P*ra os empr*ende*ores, a ludicidade con*ist* na possibilidade d* in*vação em s*us *egócios, agrega diferenci*l aos p*odutos por meio de um jogo que combi*a o real e o imag*n*ri* (TEIXEIRA, 1995). A l*di*idade é o q*e t*rna possível a *omer**a**zação de produtos lúdicos n* mercado de bens *imbólicos. O processo de ludifi*aç*o transf*rma uma matéria-prima em um produ*o lúdic* ou b*m simbó**co, i*to é, são p*o*utos/be*s q*e po*em ser repr*sentad*s *el* cul*ura, valores, hist*ria de determin*do povo ou local, a arte, a dan*a, * mús*ca, os co*tum*s, a cu*inária, e*tre outr*s. * produto lúdico ou bem simbólico *ra*s*end* os conceitos de *m produto com*m, a*é* de *eus *ene**ci*s convenc*ona*s (MACHADO, 2004). No ra*o do turismo, esse mercad* *em sido de *rande relevân*ia p*** municíp*os *ue planejam utiliz*r sua hi*tória e a cu*tur* loc*l d* modo se *orna*em atrativos com f*ns a comerciais. Os te*ritóri*s lúdi*os são lugares ou cená*ios que, ou foram pré-definido* para fins *údicos ou foram al*o de uma "reava*iaç*o ec*nôm*ca que prev* *ue esses se tor*ariam ludicamente atra*ivos" (BAPTI**A, 20*5, p. 47). A lu*ificação d* te*ritóri*s e o inv*stimento no turismo *nvolvem duas di*ensõe*: (i) * *ro*uçã* e a or**nação físicas do *spa** urbano e das atividades que nele se co*centram e (ii) a produ*ão ou a (re)cri*ção de imag*nários sobre * c*dade e ima*ens p**mocio*a*s. Os pr*dutos são os efeitos de a*i*a*** * espe*áculo das cidades, r*sultan*es *o trabalho e da Rev. F*A, Ter*s*na, v. 17, n. 8, art. 1, p. 03-19, ago. 20*0 w*w4.fsane*.co*.*r/re*ista A Política Externa *rasi*e*ra nos Anos 30: Nazismo, *acion*lism* e o Jogo Inte*n*ci**al 7 a*ão d* agentes envolvidos, que são os respons*veis *elo planejam*nto ur*ano, pela arqui**tu*a, pela decisão *olítica, pela pr*moção turística e outros (BA*TIST*, *005). O processo de ludificaçã* t*rna *ossív*l a transformação do que *e apresen*a como matéria-prim* *m produtos *u bens simbólicos, possibilitando su* comercialização. Também é *este processo que se ass*cia à necessidade do tu*ista d*talhe das est*t*c**, *os b*ns o *imbólic*s ou produtos lúdicos, os quais acompanham o jogo s*br* as memórias e as identi*ad*s locais (BAPTISTA, 2005). 3 METO**LOGIA E*** *e*quisa *e *ara*teriza como s**do de abor*agem qu*litati*a e *aráter descri*ivo (DANE, 1990; MARSHALL; R*SSMAN, *99*). Os dados foram co*etados p*r *eio de *ntrevistas bas*adas em roteiro semiestruturado (MIN*YO, 19*3). As e*trevi*tas *oram gravad*s e, poste*io*mente, transcritas e *nalisadas por meio da aná*ise ** conteúdo (CA*EGN*TO; MU*TI, *0*6). * pri*e*ro entrevist*do foi seleci**ado co*sid**ando sua rel*ção com pr*cesso de ludifi*ação da *strad* Real. Os demais entrevistad*s **ram ident*ficad*s utiliz*ndo-s* a *écnica "bola de neve", que consi*te ** *ndicação do próximo *ntrevistado pelo re*p*ndente a*terior. *oram e*t**vi*tados ci*co agen*es envolvido* dire***ente no *rocesso de ludific*ção da Es*rada Real. Sob o c*mprom*s** de manutenção da *onfid*n*ialidade das id*ntidad*s dos entr*vistados, adotou-s* a seguinte identificação: R*: agente representando o Ins*ituto Estrada R*al; R2: re*resent*nte *o Circuito Tri*ha do* I*confide*tes; R3: representante *a *ederaç*o das *nd*strias de Minas G*rais (FIEMG); R4: repre*entan*e de uma o*er*dora de turismo que atu* na regiã* da Es*r*da Real e *5: repr*sen*ante de um receptivo tu*í*ti*o atuante *a reg*ão da E*trada Real. Indiretament*, ou*ros agentes *a*tici*am dest* pr*ces*o: Secretarias de Tu*ismo, Governo de Mi*as, Conselhos d*s Municípios (CON*UR), empresas pr*v*das (principalm*nte no setor *ote*eiro), SEBRA*, SENA*, *ederação dos Circuitos T*rísticos (F*CITUR), **soci*ção das Cidade* Históricas, BI* (Banco Interamericano de Desenvo*vimento) e Minis*ério do Turismo. Na sequência são apresentada* *s an**ises das Rev. FSA, Teresi*a P*, *. 17, n. 8, *rt. 1, p. 03-19, ago. 2020 www4.fsanet.com.br/revista M. C. A. Mendonça, S. S. A. Silva, G. *. An*é*ico, *. G. M. Peixoto, D. M. S. *a*bosa 8 inf*rma*ões referentes às Iniciativas, ao* Novos usos e às apropriações d* camin*o *s*rada Real. 4 *ES*LTADOS E DISCUSSÕE* 4.1 Compreen**ndo o Pro*e*so de Ludif*caçã* *a Estrada Real As ini*i*tivas identificadas que *ont*ibuem para o processo de lu*ific*ção da E*trada R*al estão apresentadas de maneira sucinta na Tabela 1, a seguir. Tabela1 - *niciativas identi*icadas *o p*ocess* d* *ud*fic*ção da Estrada Real Agentes Inici*tiva* R1 Promoçã* da E*tr*d* Real Parcerias para promove* a Es*r*da *eal P**li*idade em cana*s fec**dos e ab*rtos, tai* co*o: Nat G*o, National Geografic e *V **obo Viagens técn*cas *om o objeti*o de identificar novos at*at*vo* Cursos de treinamento* para os pr*ncipais op*radores de turismo Mapeamento *e ven*as O tu*ism* autoguiado P**saporte *str*da Real, que fun*iona como um rec*bo de compra d* produt*s turíst**os Criaçã* do brasão para a Estr*da Re*l P*r*eria* co* escolas e univers*dades p**a des*nvolvi**nto de pesquisa* so*re a *R A*oção *a pr*tic* de planej*men*o de passeios e *gen*amento nas vis*ta*ões R2 Criação d* um Circui*o, com o intuit* d* auxiliar os mu*icípios quanto às p*lític*s de turismo Sit* para este Circuito, v**ando au*ilia* * turista na *bten*ão d* infor*ações Proj*to d* fot*grafia Convênio com *s*ola* com **ns de *ur*os d* capacitaç*o na *rea de **v. FSA, T*resina, v. 17, n. *, art. 1, p. *3-19, a*o. **20 www4.fsanet.co*.**/revi*ta
A Polít**a Externa B*asileira nos Anos 3*: Nazis*o, N*c*onalis*o * * Jogo Inte*nacional * R3 hotelar*a e restaurante Catalogação *as pes*oas que pa**am pel* Es*rada Real Criação d* Prog*ama V*R - Viver a Estr*da *eal Mapeamento da* estradas origina**, datada de 300 anos R* Curso de *apaci*ação e tre*namento para fo*necedores e par**iros Criação d* proj*t* *ndi*a*o**s da *str*** Real R5 Promoção *a Estrada Real Fonte: ela**rada pelos auto*es De acordo c*m R1, repre*entant* do Institut* Estrada Real, "o grande obj*tivo do insti**to é (...) promover e divulga*, desenvolver de maneira s*ste**ável o t*rismo ao longo desse *rande eixo", ou seja, promo*er os destinos s*tua*os ao lo*go da Estrada Re*l. **ra isso, o Ins*ituto conta com vário* parceiros que auxiliam neste processo. É o caso do* r*ceptivos turís*icos, que part**i*am *e fei**s e eventos juntament* co* o Instituto, visando à prom*ção d*s destinos t*rístic*s. *1 argumenta que "a gente leva os *ec*ptivos (...) que sã* pa*c*iros do In*tituto, porqu* *les co**r*ializam as ci*ades históricas, os rotei*o* tur*stico*, *s roteiros de ecoturismo. Então * mai* uma ma*eira *e prom**e* os destinos". Além deles, as agências de t*r*smo criam *ropag*n*as onlin* e* seus site* e disponibi*izam aos c*ientes fo*ders eletrônicos, com* con****a o entre*istado R4: "o ag*nte *e v*agem (...) faz propaganda n* site, f** aqueles e-mails de marketing, *queles folders eletrôni**s para e*palhar **s *l*entes". Segund* o entrev*stado *5: "*ós *e*os um esc**tório do Instit*to *ue a gent* está sempre em contato, que no* ofe*ece al*u*s f*lders, material d* d*vulgação q*e a gente util**a para o*erecer a** *lientes e a ge*t* *amb** dei*a nosso material *om *les para que *ossam distrib*ir às pessoas que procuram * *nstitu*o, *amb*m". B*sca-se, de acordo com o entrevi*tado R1, "um público bem segmentad* m*smo, aquel* que gosta d* percorrer a Es*rada Real". Pa** atingir esse pú*lico, o Instituto *ti*iza p*blicidade em canais fechados */o* abertos. De acordo com o entrevistado R*: "(...) a gent* fez publicida*e ** dois canais fe*ha*os, no N**G*o e na Nati*nal Geog*afic e fize*os tamb** na T* G*obo no ano pas*ado * es*e ano". O Instituto re**iza viagens técni*as com o intuito d* identificar *ovos at*at*vos, buscand* estr*turar destinos p*ra *ivulgar e promover a Estrada *eal. R1 a*irma que "com relação à estruturação dos desti*os * se *ivulgar e se promover, todo ano a gente faz de *uas a três v*agens t**nicas a campo". Rev. FSA, Teres*na *I, v. 17, n. 8, art. 1, p. 0*-1*, ago. 2*20 *ww4.fsane*.com.br/r*vista M. C. A. Men*o*ça, S. S. A. Sil**, G. O. An*élico, M. G. M. P*ixoto, D. M. S. B*r*osa 10 *o ca*po empresarial o *nstituto t*mbém contri*ui p*ra a capacitação, qualificação e certifi*açã* de empresários e comerciantes que atuam na r*gião da Es*r*da Real. R* r*lata que "*ealizamos wo*kshops que **o treina*e*tos f*itos para os p*incipais ope*adores d* turismo, inclusive realiza*os um na semana pas*ada. *nt*o, a gente tem sempre e*se diál*go". *mp*rt*nte ressaltar que o Institut* c*pa*ita os ag*ntes envolvidos com a d*vul*açã* d* Estrada Real *o s*ntido de *epassa* * eles, con*o*me demonstr* a fala de R1, que afirma **e "capacitar *o Instituto é m*nir de *nfo*mações os recepcionistas, *s *otele*ros *u donos de rest*ura*te a respeito *o dest**o Es*r*** Real. *sso *ó* fala*os com muito conhe*iment*". Em relação à capacitação e certificação, o In*titu*o p*ssui parceria c*m duas g*andes e*tid*de*, o Serviço Brasileir* de apo*o às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e a *ederação do Comércio de Bens, Se*viço* * Turismo do Estado de Minas Gera*s (FECOMERCIO) que realizam essas funções. R1 explica *ue "basicament* têm du*s gr*ndes **ti*ade* *ue são re*ponsávei* pela capacitação, que é o sistema do SEBRAE e o sistema do FE*OMERCIO". R1 ta**ém ev*denciou que a c*pacitação é bastante relevante p*ra os a**ntes envol*idos *o proc**so de *udificação da Estr*da Real. Na ent*evista de R3 ficou evidente ta* **portância, q**ndo cita a existência de um *o*vênio *om um age*te *e educação profissiona*, cujo objetivo é oferecer capacit*ção a todo* os en**lvidos na área d* hotelaria e restaurante, confor*e demonstr* trecho da entrevis*a "Fiz um convêni* co* * Serviço Nacio*al de Aprendizagem Co*ercia* (SENA*), a ser a*sinado, para levar esse m*i* de capacitação a todo* da área de hotelaria e restaur*nt*" (R3). As operad*ras de t*rismo também auxili*m n* *apacitaç*o e *o treiname*to de s*us fornecedores e parceir*s, *om* afirm* o e*trevistado *4: "a operadora tem q** ir a*s *ercados, fa*er t*einamentos, *azer capacitação, cha*ar o *nstituto". Ass*m, junt*m*nte com o Instituto as *per*doras promovem a Estrada Real *ara s*us *uncioná*ios e agênci*s de viagem, vis*nd* dis*eminar o co*he*i*ento *obre o produto Estrada Real e, *on*equ*ntem*n*e, munir *s agentes de *rgumento* para con*e*cer os clie**es a comprar es*e destino. De acordo *om o entrev*sta** R4, "não adianta a agência p*dir, se a p**soa que va* a*en*er não t*m *onh*cimento, então a *ente treinou primeiro os nossos atend*men*os e depois as agências ** *iag*m (...) ele *reina seu funci*n*ri* interno e o coloca para vender". Outra iniciati*a *ealizada pelo Instituto o m*peamento de *nfor*açõ*s buscando é averiguar os *rodut*s que *stão sen*o vend*dos pelas o*era**ras, c*nforme *f*rm*m *s entr*vist*dos R* e R4, respectivamente: "a **nte pe*a * estatística * vai veri*icar quanto* Rev. FSA, Ter*sina, v. 17, n. 8, art. 1, p. 03-19, ago. 2*20 www4.*san*t.com.br/r*vista * Po*ítica Ext*rna Brasileira *os Anos 30: Nazismo, Nac*onal*smo e o J*go Internacion*l 11 produtos foram vendi*os, se es** send* ven*ido ou se não está **ndo vendido, entendeu? Então voc* tem um *a*eamento dessa parte"; "a ge**e percebeu, ne*se diálogo, que poderíamos estar passando p*ra o Instit**o algumas info*ma**es que são muito i*portantes, do t*p*, o q*e a **nt* vend*, qua*to c*sta o qu* a gen** vende, qua*t*s p*ssageiros a ge*te *em m*vimentado po* mês, quais são os destinos *ue a gente te* vendi*o mais" (R4). A re*e*ância d*ssa iniciativa es*á *trelada ao fato de qu* e*sas inf*rmações s*o de suma i*port**cia *ar* ori*n**r o trabalho do Ins*ituto. De acordo co* R4, "até para or*entar u* pouco o tra**lho deles de promoção, de di*ulga*ão em *edes s*ciai*, em site, esse tipo de *o*sa". Mais uma in**iativa ver*fi*ada no proces*o de *u*ifi**ção da *strada Real é o turismo autoguia*o, voltado par* aquel*s *e*soas que prefer*m vi**ar *ozinhas. Conforme afirma R1: "hoje, *ada vez mais, está *umentando o aut**uiado". *onsiderand* ta* elevação, o Ins*itut* desenv*lveu práticas pa*a a*oiar esse tipo *e tur**mo, p*r meio do *róprio si*e da I**tit*ição. É o que afir*a R1: "a gente ref**mula sempr* o site, a gente tem ferramentas, *ma cha*ad* SITG*O onde você *igi*a a origem, o d*stino e ele d* todo o georrefere*ciament*, as pou*ad**, os restaurantes, *s a**ativ*s naturais". No s**e estão dispo*ibilizados mapas, pla*ilhas * rotas pa*a o turismo a*toguiado. * gente tem *9 roteiros p*anil*ad*s, que *ocê con*egu* *aix*r * pl*nilha par* o GP* do seu carro e *azer a viagem". Outra iniciativa realizad* pelo *nstituto se refere à criação d* pas***orte Estrada *eal voltado para os viajantes que querem percorrer os camin*os deste des*ino t*ríst*c*. De *cordo com R1, "a g*nte criou o *assap**te na e*trada *eal q*e é muito bacana, justament* por e*sa quest** de realmente conhece*em a e*trada como *m c*minho, que sempre foi o *osso intuito, *é?" O p*ssap*rte foi lançado em *o*s caminhos: Caminho do* Diam*ntes e Camin*o Velho, confo**e explica R1: "a gente o lanço*, *m ma*ço, no Camin*o do* Diamant*s, até julho * gente tinha 15*0 *assapo*te* retirados. Lan*amo* ag*r*, re*entemente, * Caminho V*lh*, que * Ouro P*et* a *araty () no ano que vem a gente vai lançar * ca**nho *o*o que é Rio de Jane*ro, Petróp*lis até *uro Preto". A criação desse passaporte tem con*ribuído para a cata*ogação das pessoa* que passam *e*a Es*r*da Real. R3 argum**ta q*e "n*s es*amos incenti*and* alguns **ntos ag**a (...) * catalogar as pessoas que estão passando pela Estrad* *eal () e essa c*talo*ação, po*e-se dizer, é fei*a através *aq*ele **ssaport* Estrada **al que foi criado". Outra inici*tiva criada para a*xiliar a catalogaçã* dos *i*jantes f*i projeto dos o Indicadores da **t*ada Re*l no q**l as pousa*as, si*uadas no trecho ** *st*ada Rea*, in*ormam *o Instituto o n*mero ** passage*ros e hóspedes *ece**dos *u* ori*em. É o que e Rev. FSA, Teresina PI, v. 17, n. *, art. *, p. 0*-19, *go. 2020 **w*.*s*net.com.br/revist* M. C. A. Mendonça, S. S. A. *i***, G. *. A*gélico, *. G. M. Peix*to, D. M. S. Barbosa 12 af*rma R4 "as pous*da* do trecho da Estrada Real passam *ara o Instituto os in*icadores dos nú*e*os *e passageiro* e hóspedes que rec*beram e suas *rigen*, até para n**tear o trabalh* d*les". O *ntu*to é fazer u* *e*antamento p*ra saber a o*ige* d*s t*ristas qu* *isitam * região d* Es*rada Real, com* mencion* ent*evi*tado R4 "d* onde o que está vindo mais *ente, se do R*o, de São Paulo, *o N*rdeste, * de fora do Bras*l, para *odere* te* ma*s ou me*os uma no**o disso". T*mbém foi cri*do um brasão para a Estra*a R*al que co*tribu* para a*reg*ção de val*r ao *roduto. Seg*ndo *1, "o no*s* bra*ã* * pa*ente*d*. *ntã* se criou u* *al*r muito forte em cima *o *rojeto E**rada R*al e da **rca Estrada Real. Ent*o eu acho qu* isso é um be*efício a mais, le*a ma** turistas para as cidades". Outras ini*ia**vas interessan*es são *s parcer*as realizad*s entre o Instituto e as un**e*sidades e *scolas. Dentr* as universida*es que *irmaram parceria co* o Insti*u*o es*ão: Universidade Federa* de J*iz de *ora, Univ*rsid*de F*dera* de Minas Gerais, P*C Minas, Univer*idad* Federal de Sã* J*ão d*l Rei, Univers*da*e Federal de Our* Preto. **n**rme alega o entrevi*tado R1: "(...) estive com * pess*al de *uiz de Fora, na faculdad* de Ju*z de Fora, temos parceri* com a faculdade a*u* da UFMG, tem*s co* a PUC, t*mos *om a Fede*al de São J*ão Del Rei, com a de O*ro Preto, com várias". Tais *arce*ias são firmadas *endo em vista a neces*idade de as u*i*ersida*es te*em uma ex*eriên*ia de campo e u*a exper*ência te*rica em campo. Assi*, há o d*senvo*vimento de pesqu*sas em conjunt*, *onforme afirma R1: "*ou dar um exemplo, São Jo*o Del *ei t*m uma visão que eu acho que é mais adequada, ela quer ter uma experiên*ia de ca*po e expe*i*ncia teórica em campo (...) a g*nt* tem uma *arceri* que a g*n*e faz, de**nvolve pesqu*sa em conj*n*o". Ainda d* acordo com R1, "é *om a capacitação e é tam**m c*m a* escolas, nas fa**ldades, que voc* vai mud*ndo * geraçã*". Neste sentido, uma inicia*iva *olta*a *ara a* e*co*as foi a criação *o programa VER - Viver Estr**a R*al. O intui*o dest* pro*rama a é divulg*r a Est*ada Rea*. De a*ordo *om R3, "o VER o q*ê q*e foi? Foi e* es*olas div*lgar a Es*rada R*al j*nto às crian*as d* ensi*o *undamental, ensino médio. Algum*s coisas foram feitas *e fo*ma lúdica". Exis*e, também, a iniciativa da Fe*er*ção das Indústrias de *inas Gerais (FIEMG), d* mapeamento das es*r*das originai*, da*adas de 300 an*s a*rás. Segundo o *n*re*ist*d* *3, "C*nsegui*os ma*ear 50 quilômetros de estrada* or*ginais de *00 *nos atrás, onde é que ***ã* *ssas *s*radas? D*nt*o das u*idad*s de conserva**o, p*rq** lá *ocê não pode m*xer"; "(...) u* ne*ócio f*ntástico, como é que o *essoal fe* a estrada e que *xiste até hoje". Rev. *SA, Teres*na, v. *7, n. 8, *rt. 1, p. 03-19, ago. 2020 www4.fsanet.com.br/re*ista A Política Externa Brasile*ra no* A*os 30: Nazism*, Nacion*lismo * o Jog* Internaci**al 13 Com o intuito de a*udar os municí*ios a se o*ganizarem quanto à* políticas de turismo e na que*tão da pr*m*ç*o, criou-se u* Cir*uito *urístico, em *000, que ab*a*ge alguns municíp*os que fazem p*rte do *aminho Estrada *eal. Se*un*o * en*rev**t**o R2, "a gente auxi*ia os município* na prom*ção, na di*u**ação, na assessoria das po*íticas públicas"; "ajudar *s muni*íp*os a se organizarem do... na... nas políticas de turismo. E trabal*a* a promoçã*". Foi *ria*o um si*e *ar* este Ci*cuito com a intenção de a*xil*ar os **ristas na o*tenç*o de *nfo*mações úteis. D* acordo com o entrev*s*ado R2, "o site do circuito foi *eito para qu* você ten*a **forma*ão"; "(...) vo*ê vai ter as informa*ões q** você qui***". Havia um pro*lem* no que se ref*re às fotografias d*s municípios a serem envi*das para os meios de *o*unicação, conforme alega * entrevistado R*: "(...) o gra*de p*oblema *e você me pedir u*a foto para mandar para o jo**a* é *u* a gente não t*m fot* ** qual*dade, a ge*te não t*m foto *egal." (...) "*idad* n*nhu*a ti*ha". Diante disso foi criado um proje** de fotografia. Segundo o e**revistado R2, "(...) uma fotógrafa se disponibilizou a fazer esse *r*bal*o com os municípios, então a gen*e está rodan*o tod*s os mu*ic**ios par* poder fa*er e*sa c*ptação de i*ag*ns, fotografan**". Através das ima*ens percebe-se a possibilidade d* visualiz*r inúmeras ações que po*em se* t***alhadas em cada mun*cípio, co*forme af*rma o entr*vi*tado R2 "e* come*ei a visualizar *árias ações que você pod* fazer * que eu p*ss* tr*balha* em ca*a muni*ípio só acompanh*ndo a fotog*a*ia". Além disso, adoto*-*e a prática de planejamento de passei** e ag*ndamento n*s v**itações. Segu*do o ent**vistado R2 "é esse tipo de tr*b**ho que par*ce ser sim*les, é muito *a*s complexo porque vai da nossa questão *ultural. Planejar visita, *sso a*nda é dif***l pra *ente fazer. Daí agenda pra mim *ia tal *ara estar em tal lugar. É muito compli*ado de fazer. Cultural*ente, a ge**e não tem esse hábito *e planejam*nt*". Em certos locais, ao longo da Estrada Re*l, * *isita só * permit*d* *aso *enha sido a*enda*a anteriormente, como é o caso *a planta*ão ** mo*ango n* cidade Alfredo Vasconcelos. * o que afirm* * en*revista*o R2, "(...) em Alfredo *ascon*el*s só dá par* v*sitar se t*v*r *gendado e s* não tiver você não visi** a pl*ntação". Outra iniciativ* re*lizada pel* *n*tit**o * o map*ame*to de i*f*rmações buscando aver*guar os pro*uto* q*e estão se*do ve*didos pelas *peradora*, conforme af*rm*m os entrevistados R1 e R4, re*pectiva**nte: "a gente peg* a *statística e vai verif*car quan**s produtos fora* vendidos, se está sendo vendido, se n*o está sen*o vend**o, entend*u? Então *ocê t*m ** mapeamento dess* part*"; "a ge*te p*rcebeu ness* d*á*ogo que poderíamos *star p**s*ndo para Instituto o algumas informações que são mu*to importa*tes, *o tipo, o que a gen*e *end*, *ua*t* custa * que a gente vende, quantos p*ssageiros a gente tem moviment*do Rev. *SA, Teresi*a **, v. *7, n. *, a*t. *, p. 03-19, ago. 2020 www4.fsan**.com.*r/revi*ta M. C. A. Me*donça, S. S. A. S*lva, G. O. A*gélic*, M. G. M. Peixoto, D. M. *. Barbosa 14 por mês, quais s*o os dest*nos qu* a gente tem vendid* mais". A relevâ*cia de*s* inici*tiv* **tá atrelada ao *ato de que es*as informa*ões são de suma impor*ância pa*a orient*r o trabalho do Ins*ituto. De acordo com o ent*evi*tado R4, "(...) até pa*a ori*ntar um po*co * tr*ba*ho deles de promoção, de divu*gação e* redes soci*is, em sit* esse tipo de *oisa". Observ*-se, portanto, que os agen*es realizam div*rsas *niciativa* que contribu*m para * proc*sso de ludi**cação *a Estrada R*al. 4.2 Nov*s U**s e Apro*riações * o Process* de Ludificação ** Estrada Real Result**te do processo de ludificação da *stra*a Real, n*vos usos * apropr*aç**s têm s*do ofertados *o* tu*is**s, conforme pode ser ob*er*ado na Ta*ela 2. Tab*la 2 - Novos *sos e apro*riações da ER Agentes Novos usos e apropri*ções R1 E**rada Real como um c*mp* prático de *esquisa * ensino *stra*a Real e o turism* de a**ntur* R3 A *ma*em da **trada Real vista como ** roteiro turístico "seg*ro de viaj*r" Est**da Re*l como r**a ga*tronômica Comercializaç** na internet de pr*dut*s li*enc*ados da marca Estrada Real R4 Criaçã* do roteiro **4 voltado pa*a o tur**mo *e a***tura na Est*ada *eal Estrada Real e d*v*rsidade de roteiros **ris*o Sol**ário F*nte: ela*o*ada pelos autores
Um novo us* * apr*priação do caminho ER, projetado pe** In*ti*uto po* uma e *m*re** italiana *e F*ore*ça, est* re*acionado *o *nsino. *e aco*do com o entrev**tado R1, "es*amos fecha*do uma parc*ria agora com * maior e*presa italian* de *lor*nça (...) eles estavam vindo *ra cá e iam pa** São Paulo, mas r***lveram ficar em Min*s Gerais *or causa da Est**da Real". A i*e*a * l*nçar um* f*culdad* d* mestr*do co* diversos cursos, n* qua* *s cont*údos prático* poderão ser desenvolvidos na *strada Real. Segundo R1, "é *ma *mpresa de Rev. FSA, Ter*sina, v. 17, *. *, art. 1, *. *3-19, ago. 2020 w*w4.fsanet.*om.b*/revist*
A Política Ex*ern* Bras**e*ra nos An*s 30: *azis*o, Nacionalism* e o Jogo Internacional 15 coo*era*ão (...) va* lançar *ma faculdade de *estrado c*m dive*sos cursos *qui (...) você te* * te*r*a na s*la de aula * a *rát*ca na *strada R*a*". R3 acr*sce*ta "queriam implantar a*ui algun* cursos para restau*ação e ess*s *oisas (...) isso inter**sa n*, tra*er uma tecn*log*a da It*lia para restaur*ção de patrimônio". Essa parceri* ainda não foi conc*etizada, conforme alega R3 "É isso, ficou para assin*r o co*vênio e* março". Outro u*o e *propriação do cami*ho Est*ada Real é o formato de r**eiro *urístico segur* de se viajar, at*a*ndo até *esmo turistas int*rna*ionais. Segundo R3, "*u me apr*ximei do casal alemão (...) e perguntei p*r que eles vie*** para o int*rio* de Minas e a i*formação que eles ti*e**m na Ale*anha é **e é um lug*r seguro d* viaj** () o ca*al falou q*e d**idiu fazer a Estrada R*al de *arro (...) passeando pela E*trada Re*l, fez to*a a v*agem pelas planilha* *ir*das no site". Complementando o uso e apropriação anterior, foi cria*a uma rota gast*onômica que, segundo R3, "* eu passar e* Barão de Cocais, *m Ca*té *ra comer bol*nho de feijão; passar em Sabará para comer jabut*caba, você vai marcando os lugares c** aquilo que ele* *êm () e**ou *rabalh*ndo muito para fi*ma* a rot* *as*ronômica d* Estrada **al". O f*co n* t*r*smo *sp*ciali*ad*, v*sando *tender às necessidades de um merc*do específi*o, que mo*imenta todo * setor do t*rismo de aventuras é a demons*ra*ão de um novo us* e ap*opr*a*ão. **nforme R*, " As *peradora* já form*vam o pro*uto de acordo *om as sua* especia*i*ades () você tem *quela operador* (...) aquel* *gência que, *a verda*e, vai ter um foco no turismo *e *v*ntura (...) m*rou no tur*sta acertou nas emp**sa* que fa*em *r*inamento. As empr*sa* usam e**es ti*os *e empre*ndimento co*o de**fios da natureza p*ra fazer trei*amen*os d* *quipe". A cria*ão do rot*i*o 4*4 também *oi *m *ovo uso * apropri*ção vol*ado* para o t*rismo de aventura. Este roteiro é d*sti*ado àquele* turi*ta* q*e prefe*e* es*ar em *ontat* com a natureza, conforme ressalta R4 "eles gostam de terra, gos*a* de cac*oeira, go*tam de coisa* muito si*ilares que gente tem aqui na Se**a a do Ci*ó, que te* principal***t* no cami*ho dos diama*tes da *strada Real". Ne*te roteir*, poucas cidades são en*ontradas. *n*ontram-se muitas belezas *aturais, pa*sage*s bonitas, cachoeiras e pa*ques. *mbo*a n*o seja o roteiro mais vendido pelo recepti*o turíst**o e*trevistado, este *aminh* proporcio*a aos v*s*tantes um sentimen*o de p*azer e sa*isfa*ão. A *ala de R4 demon**ra o *ar*ter *údico *mpre*so * Est*ada R*al: "hoje ele não é o rote**o que eu mais vendo, (...) mas *uando *u ten*o o grupo, qu**do eu ten*o pe*i**s de g*upos que q*e*e* *azer E*trad* *eal (...) * eu m*ndo Rev. FSA, Teres*na PI, v. 17, n. *, art. 1, p. 0*-1*, ago. 202* www*.fsanet.c*m.*r/revista M. C. *. *endonça, S. *. A. *il*a, G. O. *ngélico, M. G. M. Peixoto, D. M. S. Barb*s* 16 *ra *les es*e roteir* de 4*4 pela Estrada Re*l, os cara* ficam do*dos (...) eles volt*m e fa*am *ue foi uma das mel*ores viagens que j* *ize*am na vida (...) e que esse trecho t*m m**to a p*oporcionar aos passagei*os e **e são poucos lugar*s no mundo que têm". * comercializa*ão de produ*os lic*nciad** da marca E*trada Real na in*ern*t (e- commer*e), vi**ndo **mentar a visibili*ade da m*rca * um novo u*o e apr*p*iação d* ***eiro. De acordo *om R3, "out*o dia, *a *eunião ** G6+, a ge*te falou *e e-commerce, vender os produtos pela inter*et (...) nós v*mos *om**a* vendendo os produt*s *a Estrada, veja bem como a gente já começa, os produtos da Estrada Real vão *star *o *i*e". Essa i**i* de utili*ar * si*e *a*a comercia*izar surgiu considerando o grande número de pess*as que v*s*tam a página. É o que expli*a R3: "a porta de *ntr**a * o site que j* tem *entenas de mi**ares *e *isitas e vamos ag**g*r *s nos*os produtos a ela". A *strad* Real apresen*a um *unho cul*ural co* diversos e*foques, *omo os fe*tivais gastronômicos, turism* de av*ntura, a cultu*a, * *ivênc*a, etc. Tais aspect*s permitem qu* os receptivos turístico* dis*onibilizem inúm*ros *ot*iros dif*rentes para seu* clientes, *on*orm* demonstr* a n*rr*tiva de R4: "graças a Deus * gen*e tem *ma rota *u*ística chamada Estrada Re*l, que nos *ux*lia a *e*der mais, porque * um produt* turístico mar*vilh*so () tem todo um cunho c*ltural de aven*ura, gastron*mia, com *ários eventos qu* aconte*em na* cidades *ue *azem *arte da rota d* **trada Real (...) v*cê con*egue de*tro desse c*minho fazer um milhã* de ro*eiro* *iferente*". O tur*smo solidário também se *efe*e a um novo *i*o de ap*opr*a*ão. *e acor*o com R4, é o turist* "i* plantar na horta d* casa d* cara, tirar leite e ajuda* o ca*a a viver m*smo e t*m muita *ente que pa*a pra faze* isso e pag* caro, entende*? ". 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Con*iderand* qu* o turismo gan*ou destaque po* alavancar vários setores da economia e que a Est*ada Real um grande atrativ* turístico em Minas Gerai*, estudar as é iniciativas *e sua ludifica*ã* e seus novos *s** e apropriações, como p*oduto lú*ico para o mercad* d* ben* *imbólic*s, é d* suma imp*rtância. O turismo é *isto como um m*io *e pr**oçã* d* d*s***olvimento su**entáv*l, *e bem planejad*, e pode i*flue*ciar em asp*c*os **o*ômicos, so*iais, ambi*n*a*s e cu*tura*s. N*ste ce*ário, o t*rism* *ode *ontribuir para a g**a*ão ** emprego, dis*ri*uiç** e c**culação de rend*, transferênc*a *e r*curs*s d* reg*ões mais ricas p*ra re*iões m*n*s *av*recidas, pre*ervação do meio ambiente e re*upe*ação do patrim*nio h*stórico e cultural, dentre outro*. Rev. FS*, Teresin*, v. 1*, n. 8, art. 1, p. 03-19, ago. 2020 w*w4.*sanet.com.br/revista * Política Ext*rna Brasileira nos Ano* 30: Nazi*m*, Nacionalismo e o Jog* Internacion*l *7 Par* que o processo *e ludif**ação *a E*trada Rea* oc*rra, f*z-*e ne*es*ária a realizaç*o *e a**es por um ** mai* *gentes, de form* consens*al, * *im de ad*ciona* o imag*nário, histórico e emocional a algo já existente. Tais agente* sã* res***sávei* pela criação e impl*m**taçã* d* i*úmeras *nic*ativas, b*scando novos usos e aprop*i*ç*es *o espaço fí*ico Estrada Real para **rai* t*rist*s par* a regiã* e, assi*, proporcionar o desenvolv*m*nto sus*entá*el. Frente a*s re*ult*dos * análises apr*se*tad*s, verific*u-se que *s a*entes envolvi*os diretamente *o processo de **dificação da *strada Real são: a FIEMG, o Instituto Estrada Real, as o**radoras de turismo, os circu*tos t*rí*ticos e os *eceptivos turí*ticos. Há tam*ém aqueles ag*ntes que atuam de forma indir*ta: Secre*aria* de Turismo (das diversa* cidades perte**entes à Es*rad* *eal), Govern* *e Minas, CONTUR, empr*sas privada*, SEBR*E, SEN*C, FEC*TUR, Associaç*o *a* Cid*des *istóricas, BID * Minis*ério do Tur*smo. Esses age*tes rea*izam diversas i*iciat**as no processo de ludifica**o d* Estrad* Re*l, por m*io de práticas que vis*m à promoção do destino E*tra*a Rea*, tais co*o: a capacitação, qualific*çã* e *e*tificação dos empresários e comerc*ante* q*e atuam n* regi*o da Estrada Real, a cr*ação do *assaporte Estrada Re*l, * cr**ção do pr*jeto de Indic*dores da Estrada **al, parcerias com u**v*rsidades e escolas, programa VER - Viver * Estrada Re*l -, o a criação do *ircuito e seu si*e, a *romoção do *urismo e*pecia*izado, o m*p**men*o de estradas orig*nai* e a criação do pr**eto de fotografia. Em relaç*o ao* **vos us*s * apropriações veri*icado* no pro*esso de ludificação da Estrada Real, observou-se que estes são: Estrada R**l como um campo prá*i*o para o ens*no de faculdade*, Es*rad* Re*l vista como *m roteiro *urístico *eguro de vi*jar, E*trada Real como *ota gastronômica, Estrada Real como rota cu*tu*al, E*trada Real como ro*a pa** a pr*tica do turism* soli*ário comercial*zação *os produtos licenciado* *a mar*a Estr*da e Real, v*a e-co*merce, v*sando aumentar a visibi**dade d* marca. Diante do expo*to, pode-*e afi*mar que *s principais destinos turístico* de Minas Gerais são as c*dad*s his*óricas e a m*ior pa*te delas está situada *o trecho da Estra** Rea*. **aças ao marketing realizado pelo IER, * Estrada Real p*ssou a ser r*conh*cida como uma rota, s*ndo mais *rocurada p*l*s tu*ista* do que as cidades h*st*ricas *ndividualmente. A Est*ada Rea*, ao ser *ro*essad* como um produto *ú*ico, ap*esenta g*ande r*levância para *enário p**íti*o, histórico e socioec*nômico o do país. O *ato de exi**irem *iverso* *gen*es e*volvidos n**te proc*sso de lu**ficaç*o, real**ando e pro*ovendo inici*tivas, cri*ndo n**os usos e apr*p*i*ções * res*onsável pela atraç*o de turistas, não s* do Brasil, mas do *undo inteiro, incentivando-os a utilizarem e*t* caminho como uma rota d* R*v. FSA, Teresina PI, v. 17, n. 8, art. 1, p. 03-19, ago. *020 w*w*.*san*t.*o*.br/*ev*st* M. C. A. Mendonça, S. S. A. Silv*, G. *. An*élic*, M. G. M. Peixoto, D. M. S. Barbosa 18 prazeres, ex*lo*ando histórias e encantos naturai* desconh**idos ao longo **s mais de 16*0 *m da Est*ada Real. Id*nti*icou-se como *acuna de *esqu**a e, portant*, como s*gestão p*ra fu*ur*s pes*uisa*, identific*r se há be**fício* trazidos pe*o Cami*h* Estrada Real para os *un*cípios *ortad*s pelo roteir* t*rístico e, no caso ** ex*s*irem, qu*is *e*iam. REFE*ÊNCIAS BAPTISTA, L. V. Te*ritórios lúdic** e * que **r*a lú*ico um *erritó**o: ensaiando um ponto de p*rtida. In: Fóru* So*iológico, n.º 13/14 (2ª série), 2*05, p. 47-58. B*UR*IEU, P. Razões *rá*ica*: sobre a *eoria *a ação. Campinas, SP: Pap*rus; *996. *AREGNA*O, R. C. A.; *UTTI, R. Pesq*isa Q**litat*va: anál*se de d*scur*o *ersus aná*is* de cont*údo. Tex*o & Contexto Enfermagem, Florianópol*s, *. 15, *. *, o*t-dez 2*06, p. 679-*84. Dispon*vel em: <http://www.scielo.br/pdf/tce/v15n4/v1*n4a17.pdf>. Ac*s*o *m: 03 *ai 2015 DA*E, F. C. Rese**ch Methods. Psychology Series: I*ternatio*al *tudent ed*tion: Wadsworth. Ca*if*r*ia. *rooks/Cole P*b. C*., *9*0 GOMES, C. S. A cida*e, o turism* e a (re)inve*ção dos lugares: Aus*n*ias e eme**ênc*as nos i*aginá*io* t**ísti*os urbanos. Oficina do CES, **6. 20*1. Disponível em: <http://*w*. ce*.uc.pt/publ*cacoes/ofi*i*a/ficheiros/4137_366.pdf/>. A*esso em: *9 ago 2015 MACHADO, F. H. O lúdico como u* difer*ncial no despertar da at*v*dad*. In: SCHWARTZ, G. M. 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FSA, Te*esina PI, v. 17, n. 8, art. 1, p. 03-*9, a*o. 20*0 www4.fsanet.com.br/revista

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