Centro Unv*rsitário Santo Agostinho www*.fsanet.com.*r/revista Rev. FSA, Tere*i*a, *. *5, n. 5, art. 4, p. 69-87, set./*u*. 20*8 ISSN Impresso: *806-6356 I*SN Ele*rônico: 2317-2983 http://dx.doi.org/10.12819/20*8.15.5.4 D*senvolvimento Econômico Local * G*stão Públ*ca *mpree**edora: um Estud* *e Caso do Pro*eto "Fomenta *rês R*o*" Local Eco*omic Develop**nt an* Public En*rep*eneur*a* Manage*ent: a Case Study of th* "Fo*enta Três Rios" L***ardo Souz* Soares Mestrad* em Gestão * Estratégia (*PGE/ICSA) da UFRRJ *ra*uação em Admini*tração pe*a U*iversid**e Feder*l R*ral do Rio de *a**iro E-mai*: lss.net@bol.com.br *a*iel Ribei*o de Oliveir* Doutor em Economi* pel* Universidad* Fed*ra* Flum*nense Pro*es*o* do Depart*men*o de Economia e *o PPGE/ICSA da UFRRJ E-mail: danie*.eco@uol.com.br En*e*e*o: *eo*ardo *ouz* *oares Câmara Mun*c*pal d* Paraíba do *ul, Praça **r*ia, n° 96, Centro, Paraíba do *ul - RJ, C*p.: *5850-000 T**.: (2*)226*-7412 / 740*. Brasil. End**eço: Dani*l Ribei*o de Olive*ra Ed*tor-Chefe: *r. Tonny K*rley d* Alencar R**rigues Ar*igo recebido e* 29/0*/2*18. Última versão rec*b*da em 11/*6/2018. A**ovado *m 12/06/2018.
BR-465, Km 7 S*ropéd**a-Rio de Janeiro, CEP. 23.897- *valiado *elo sistema Triple Revie*: Desk R*v*ew a) 000 Br*sil. pelo E*ito*-C*efe; * b) Double Blin* Review (avaliação ceg* por dois a*ali*d*res da *rea). Revisão: Gramati*al, Normati*a e ** Format*ção
L. S. *oares, *. R. *live*ra 70 RESUMO Este a*tig* busca discutir * processo de dese*v**vi*ento econ*mico local i*duz*do por meio d* iniciativ*s adotadas pelo poder públic* lo*al. *specificamente, faremos um e*tudo d* cas* do projeto "Fomenta Três Ri*s" que busco* art*cular uma *érie de iniciativas, tais como: * Academia ** Empreendedor, o Observatório *a* *eq*enas e Mi**oem*re*a* (*PEs), a Casa *o Empr*endedor, * Escritório *e *rojeto* e Eventos e a Agência de Fi*a*c*amento, com v*stas à criação d* u* *m*i**te propício a* empreendedorism* e, c*nseq*entemen*e, ao desen*olvime*to econômico daquele município. Anali**mos dados de emp*ego, renda e número de empr*s*s, destac*ndo as mic*o*m*resas que compõem o segmento p*odutivo *a *ndústria de transfo*mação e*t*e os anos de 2010 a 2015. Pal*vra*-Chave: Proj*to "*omenta Trê* Rios". Empre*ndedor*s*o. M**roe*p*e**. Desenv*lvi*e**o Ec*nôm*c* Loca*. Indú*tria de Tra*s**rmação. *BSTRA*T This a**i*le seeks to *iscuss the process of loc*l economic development induced by *nitiatives adopted by loca* government. Specifically, we will *ake a c*se study of the "Foment* Três Rios" *roj*ct tha* s*ught *o articulate a series o* *nit*atives, suc* as the Entrep*eneur Academy, the Small and Microente**rise Observatory (*PEs), the Casa do Empre*ndedo*, the Projects and E*ents Office and the Financing *gency, w*th a *iew to creating an envi*onment *onducive t* entrepren*ursh*p and, *onseq*ently, to the economic d*velopment of that m*ni*ipality. We an*lyzed data on employ*ent, income a*d number of com*anies, highlig*ting the microente**rises that ma*e up the produ*tive segment of the ma*u*actur*n* industry between the *ears 2010 *nd 2015. Keywords: "F*men*a **ês Rios" Project. *ntrep*eneurshi*. Micro e*terprise. Local Econom*c D*v*lop*ent. Trans*ormation indust*y. R*v. FSA, *eresina, v. 15, *. 5, a*t. 4, p. 6*-87, set./ou*. 20*8 www4.fsanet.co*.*r/revist* *esenvolvimen*o *conômico L*cal * Ge**ão Pública Empre*n*edora: 71 1 INTRODUÇÃO O mu*icípio de Tr*s Rios tem sid* palco de *niciativa* em*ree*dedor*s induzidas p*r meio *e projetos liderad*s pel* po*er p*blico local. * caso de *aior *e*taque é o pro*e*o "F*m*nta T*ês Rio", que *eúne uma s*rie de m*didas vol*adas para criação de um *mbiente em*reended*r, que permita alavanca**ns de renda e *mprego n* município. Neste artigo, buscaremos *nalisar o p*ojeto "**me*ta Três Rio" por *eio de u** *erspe*tiva teó*ica baseada na lit*ratu*a *specia*i*ad* que *rata *a *emática sobre desenvolvimento *conômico loca*, *ercebido como co*strução fle*íve* e orie**a*o "de baixo p*ra cima". Di*idimos o artigo *m q*atro seções, além desta bre*e in*roduçã*. Na seção 2, di*cutiremos **mo a lit*ratura e*pecia*izada orienta a geração de estí*ulos n**essários pa*a que o* a***e* l*cais (*m*resas, *onsumidore*, órg*o p**licos etc.) p*ssam assumir o protagonismo do *es*nv*lvimento de caráter endógen*, mediante um *mbiente institucion*l *oc*l pr*pício as at*vi*ade* p**dutivas e de ge*a*ão de emprego. Na terc*ira seção, faremos um *st*d* de caso *o pr*jeto "Fome**a T*ê* Rios" com ba*e *os indicadores as*oci**** * empreg*, renda real e número de e*presas, buscando analisar o comportam**to das micr**m*resas l*gadas in*ús*ria *e **ansfo*m*ção ins**lada à no mu*icípio de Três Rios. Po* fim, na quar** se*ã*, far*mos alguns coment*rios fina*s com *ase nos resu**ados obtido*. 2 Aspectos T*óricos Do D*sen*ol*i*en*o Econômico Loc** I*duzido Todo pr*c**so de De*envo*vim*nto Eco*ômic* *o*al Induzid* *usca g**ar condições favorá*eis par* o a*biente de *egócios e contr*buir para o *ortalecime*t* do *erc*do local. *ssa t*mática, que ou**o** visava *iscutir o process* de des*nvo*vimento no *ontex*o *ac**nal, p*ssou a apontar govern*s lo*ais como atore* i*por*ante* *a explicaç*o do su**sso d* *ertas re*i*es (*M*RAL FILHO, 1996). Neste *ontexto, segundo **t*e (200*), o d*sen*ol*imento econ*mi*o l*cal po*e se* **finido c*mo o conjun*o de *stratégias e ações para a (re)construção da base *rodu*iva local, visando à ativação *a economia local e pod* provocar impactos no *erritór*o. A ideia de local, p*r s** vez, pod* s*r ente*dida co*o um muni*íp*o, *a*te de *unicípi*, um c*n*unto *e municípios, um e*tado ou mesmo u*a reg**o. Ain** d* aco**o com a a*t*ra, a ges*ão do desenvolvi*en*o lo*al *ode s*r d*ferenciada e discutida pela aná*ise **s *ções e estratég*a* de desenv**vimento Rev. FSA, T*resina PI, v. 1*, n. 5, art. 4, p. 69-87, se*./*ut. 2018 *ww*.f*anet.*om.br/re*is*a *. S. Soare*, D. R. Oliveira 72 imp*ementa**s por vá**os ag*ntes, em esp*c*al o gove*no local, pe*mitindo a*al*ar seus re*ultados *conô*i*o* e também *bservar co*o oco*re a materialização dessas es*ratégias. Na *is*o de *lor*ns (2001), o d*senvo*vime*to econômico local é destacado com* s*ndo um proces*o de desenvolvim*nto ec**ômic* e mudança estru*ura*, que co**uz a uma melhoria d* nív*l de vid* *a população *ocal, no qua* podem ser dist*n*uidas vária* dim*n**es: a) Econ*mica dimensão na q*al os empre*ário* lo*ais *sam sua capac*dad* *ara *rganizar os fat*res pro*utiv*s loca*s **m níveis de produtividade, para ser competi*ivos no me*cado; b) Re*urso* humanos d*m*nsã* na qual os *tores e*uc*cion**s e d* capacitaçã* nego*ia* *om os e*p*eendedor*s l*cais a adequação de conhecimentos de inovaçã*; *) S*ciocultu*a* dime*são na qual os valor*s e as institu*ções *o*ais **p*lsionam ou apoi** o p*óprio pro**s*o d* d*senvolv*men*o; *) Pol*tica-*dminist*ativa *imensão na qual a gest*o local e regio*al facil*ta a articula*ão públic*-privada *avoráv** ao desenvolvim*nto *rodutivo e *mpresarial; e e) Am*iental dime*são na **al se inclui a atenção às características específicas **tenc*ais * lim*tantes do meio natural, a fim d* asseg*rar a sustentabilidade do meio ambi*nte. *es*a fo*ma, o *rocesso *e desenvolvimen** loca* **duzido *xige, necessa**am*nte, a criaçã* de uma estra*égia que permit* a criação de alg*ma vantage* comp*titiva local, m*terializ*da p*r meio de uma *stratégia *em definida, que *eja pass*vel *e acompanhamento po* indica*or** e m*tas. Par* Me*er-Stamer (200*), os g*vernos locais vêm s* *ornando mais pró-ati*os, *tilizando instrumento*, tais c*mo a prom*çã* ao empreended*ri*mo, criação de incubadoras de emp*esas e *e te*n*logi*, *lém de *n*en*ivos a artic**ação de clusters. Aind* de *cordo com Meyer-Stame* (2*04, p. 17), as estratégias * *e*e* adotadas **dem se* percebidas da* se*uintes f*rmas: a) Estr*tégi* como plano: referente ao curso de ação pretendido (reali*ad* com a*teced*n*ia, desen*ol*ido conscienteme*te e com ** propósito defin*d*); b) Estr*tégia como ma*obra: desti*ada a v*ncer obs*áculos, buscando a*apt*r *s a*ões diante d* c*mportam*nto de concorrentes; R*v. FSA, Teresina, v. 15, n. 5, art. *, p. 6*-87, s*t./o*t. 2018 www4.*sanet.com.*r/rev*sta Desenvolvimento *con*mico Local e Gestão *úb*ica Empre*nd*dora: 73 c) Estratégia como p*drão: v*ltada para a consistência de compo*tamento. Isto é, *e*e-s* estabelecer e ma*te* as "regras *o j*go" ao longo do p*oces** d* *esenvolvimento; d) Estratég*a como posição: v*ltada para a identificar oport*ni*ades a pr*ori e fortalece- las em um context* maior d* des*nvolvi**nto; *) Estraté*i* como pe*sp*cti*a: referent* a um mod* a*ra*gad* de perceber o mun*o (cultura, visão, *aráter, ideologia; a perspe*t*va d*ve ser c*mpa*tilh*da, deve a*ender ao *n*eresse coletivo: indivíduos uni*os *o* pen*amentos ou comp*rtamentos co*un*). C*be *est*car **e e*sas estra*égi*s não são excludent*s entre si, uma vez que, ao l**go do proc*sso de desenvo*vim***o econôm*co *ocal, podemos encon*rar tra*os caracte*íst*cos *sp*cífico* atua*do de forma conjun*a. Isto o desenvolvim*nto eco*ômico *, local induzido é, por d*finição, flexível, cabendo ao *oder loca* gerar o estímulo n*cessário par* que *s at*res *ocais (empr**as, consumidor*s, órgão públicos, etc.) pos*am assumir * *rot*gonismo *o desenvol*im*nto. Des*a manei*a, o desenvolvimento *conômico local *nduzi*o **o s* apo*a no d**envolvimento co*cen**ador e hierarquizado, baseado na gran*e empresa industri*l localizad* em grandes *idades, mas si* n* fomento d* açõe* *ue ger*m *mpuls*s sobre os recursos pote*c*a** ** cará*er endógeno, tratan*o de rec*ia* um ambiente instit*cion*l *ocal propício às ativida*es *rodutiv*s e ** ger*ção de emprego (MEYER- STA*ER, 20*4). *stá claro que o desenv*lvime*to ec*nômico loca* i*du**do é, f*nda*entalmente, de caráter "de baixo para ci*a" e é s*stentado por *atore* não apenas eco**mi*os, mas também s*ciais, culturai* e territoriais. Esse tipo de *esen**lvimento econômico tem um ca*á*er l*cal ou *egional baseado em recu*sos endóg*nos e quase sempre c**duzido por *equenas empresas com pouco apoio pol*tico ou administrativo po* partes dos gestores púb*icos. É igualmente clar* que o a*oio dos gesto*e* p***ico* loc*is e o des*mpenho dos mesmos para o fomento econômico terri*or*al são, com toda certeza, *at*res decisivos nessas inicia**vas de d****v*lvime*t* eco*ômico local i**uzido. Par* Lloren* (2001, p. 7*): "[...] é t*mbém fundamen*al a articulação estrat*gica e*tr* os atores socioe*onômico* l*cais (a*sociações de em*resários, instituições financeiras, *entr*s de c*nsult*ria *ara empresa, *niversi*ad* e institutos de P&D et*.) visando à incorporação d* ino**ções tecnol*gic*s e or*an*z*c*ona*s *o tecido empr*sarial e prod**ivo lo*al". R**. FSA, Teresin* PI, v. 15, n. 5, a*t. 4, p. 69-87, set./out. *018 www*.fsane*.com.br/revista L. S. Soares, D. R. O*i**ira 74 De a*ordo c*m o Quadr* 1, enq*a*to as teorias e políticas de d*se***lvimento concentra*or "de cima para baixo" *n*icam o cr*scimen*o quan*i**ti*o a maxim*zação e *o PIB como gui*s do d***nvolvi*ento, as estratégia* de desen*olvimento econ*mico l*c** "de baixo para cim*" mostr*m *aior interesse * preocu*ação com a *atisfação das nec*ssidades básicas das pesso*s, a melhoria do emprego, da re*da e da qualidad* de vida, *ssim co*o a c*nservação da b*se de *e*ursos na*urais e do meio ambien*e. *uadro 1 - *nfoq*es *o Desenvolvimen*o como estratégia D*senvo*vimento *e "c*ma para baixo" Desenvol*imento d* "baix* p*ra cima" C*escim*nto *uantitativo como Guia (*a*im*zação da t*xa de *resci*ento do PIB) Maior preocup*çã* com a distri*u*ção d* renda, s*st*nta*ilidade ambiental, *ualidade de vida e *atisfação das *ecessidades bás*cas da populaç*o *stratégia Base*da no Apoio E*ter*o (investim*ntos **trangeiros, ajuda extern*) Potencial*zação **s rec*rsos próprios *om articulaçã* do tecido produtivo territorial; *aior vinculaçã* do tecido empresarial local; maior controle d* *roc**so de desenvolvimento *or **ores *ocais Tese do Transbordamento ou Difusão do Crescimento a Partir do* Nú*l*os C*ntrais (tese da *o*omotiva: o* paí*es centrais, que arrastam os demai* países em desenvolvimento) Es*ímulo * i*i*iativas de *es*nvolvimento local *ais como emp**endedor*s*o, formação *e clu**ers, etc. Fonte: LLOREN* (2*01, p. 75). Adaptado pelo auto*. Um a*pecto importante para nos*o obj*tivo ne*te arti*o diz respeito à percepção do empreendedorismo como elemento propul*or do desenvolvime*to econ*mi*o loca* i**uz*do. S*gundo Bernardo et. al. (2013), os paíse* estã* aprendend* a pe*ce*e* no empreendedorismo uma fon*e de *e*aç*o de r**ue*a e desenvolv*ment* *conômi*o e socia*. As*im, o cr*scimento econômico re*l**e o aumento da cap*cid*de produti*a da economia e, logo, da pro*uç*o d* bens e serviços de dete*minada re*ião, contri*uindo para melhorar as condiçõ*s de v*da da p*pul*ção. Neste sen**do, o empr*end*dorismo se rel*ciona diretame*te com a capac*dade de *etermin**o governo *ocal estimular a cri*ção e * de*e*volv*me*to de negócios sus*entáve** de mé*io e lon** prazo (SOUZA; JUN*OR, *010). *ev. *SA, Te*esi*a, v. 1*, n. 5, art. 4, p. 6*-87, s*t./out. 2018 www4.*san*t.com.br/revist* De*envolvimento E*onômico L*cal e Gestão P*b*ica Empreende*ora: 75 3 Desenvolvi*ento E*onômico Local I*duzido no município ** Três Ri*s: um b**ve estudo d* caso *o Pr*jeto "F*menta Três *ios" * Agê*cia de Desenvolvime*t* Mun*cip** Fome*ta *rês *ios foi cri*da a*ravés ** Lei Mu*icipal nº 3.9*7, de no*embr* d* *013, e tem como fun*** esti*ular o des**volviment*, a inovação e o empre*ndedo*is*o *ocal. O p*p** da Agênci* é oferece* uma ampla g*ma de serviços aos cidadãos e *s empr*sas, espec**lment* mi*ro e pequenas, desen*ando * exec*tando projet*s d*versificados par* reforçar o tecido **onômico da cidade, b*m como a q*alida*e de vida d* população loca*. O trabalho dese**olvido por ess* agên*i* *stá *o*a** no a*men** *a competitivida*e e da sustentabilidade ** empresariado l*cal, por meio d* estímulo *o empre*ndedorismo, * desburocratização e à fo*malização do* *egócios existentes no *unicípio, o estimulo à cri*ção ** novos n*gócios, qualificaçã* em gestão e áreas afins, à *ncubação de emp*esa* à de int*resse do desenv*l**mento socio*conômico local: estim*lo ao acesso à informação e à inovação para as MPE, a*é* do acesso a outr*s mercados, at**v*s d* even**s como feiras e rodada* de *egócio. A agência Fomenta T*ês Ri* possui um Co*selho D*r*tor, formado por representant*s d* sociedade ci*il * p*r integra*tes da admini**ração **b*ica, e está div*dido em cinco áreas: Acade*i* do E*preen**dor, Observatório das Pequenas * Mic*oempr*sas (M*Es), Cas* *o *mpreendedor, Escritório de Projetos e *v*ntos e Agê*cia de *i*anciame*t*. A Academi* do Empreend*dor tem a r*sponsabi*idade de realizar con*êni** **m órgãos *úblicos, univ*rsi*ad*s e instituições de fo*ento p**a disponibilizar palestras *ursos e de extensão, gradu**ão e pós-*raduaç** e* g*stão da MPE, in*vação, cr*ativi*a*e e *m*reended**ismo, por meio da *on*essão de *olsas de estudo para qualifi*açã* das mi*r* e p*quenas empresas * d*s empreend*dores indivi**ais. Out*as atrib***ões dessa áre* e**lob**: (a) fi*mar convênio par* im*lantação de *scritório Mod*lo, campo de estágio dos cur**s de Adm*n*str*çã*, Economia e Direito da UFRRJ - C*mpus Três Rios, para atendimento * o*ientação *os empreen*edores do muni*ípios; (b) form** grupo de consul*ores sênior, empr*sá*ios d* município, denominados Anjos *m*reendedores, para orientação de novos * futur*s empresários *o **nicípio; (c) prom*ve* capac**a*ão para os *equenos *egócios lo*ais; (d) ca**cit*r *ervidores pú*lic*s; (e) *romover capacitaç** em inovação e tecn*logia; (f) particip*r de projetos * progra*as *e instituiç*es de *nsino como SENAI, *EN*C, SENAR e SEBRAE. Rev. FSA, Teres*na PI, v. 1*, n. 5, art. 4, p. 69-87, set./out. 2018 www4.fsanet.com.br/re*is*a L. *. Soares, D. R. Oliveira 76 O Observatório das MP*s, outra áre* do Proj**o Fomenta Três Rios criado *el* governo munic*p*l, gar*nt* apoio ao c*operat*vismo e à repr*s*ntação em**esar*al, fortale*endo as ins*i*uiçõe* exi*tentes e fomenta*do a criaçã* de novas, de a*ord* com os setores econômicos do município, a*ém d* realizar missões, visitas técnicas, caravan*s empresa*i*is e part*c*pação em *xposições e f*iras nacio**is e inte*n*cion*is para a prom*ção dos peque*os negóc*os. Tem foco no modelo de prát*cas de sucesso par* est*mu*ar o cooperativismo. *utras a*ri*ui*õe* dessa área englobam: (a) promov*r *en*hmarket*ng entre as MPEs; (b) fomen*ar a *rom*ç*o da sociedad* da *nformaç*o com aç**s que vão *e*de a criação *e empresas até o impul** à pesquisa; (c) *omentar a cria*ão de c*nsó*cios e associações de pequ*n*s negó*ios *om foco no aten*ime*to à Administ*ação P**lic* e ***resa* pri*a*as lo*ais regionais; (d) fi*mar pa*cerias com instituições associativas de e p*quen*s n*gócios; A Casa do *mpreen*edor, ou*ra á*ea *o Projeto Fomenta Tr*s Rios, *ria ou racionaliza estruturas de atend*mento aos empresários, em espec*al de **quenos negócios, e operacional*za ações de orientação e desburocratização. Sua fun*ão também é dar *gilid*de à *iber**ão *e do**mentaçã* e taxas pa*a a emissão de alvarás, licenças, baixas e qualquer outro pr*cedimento ne**ssár*o para abrir, fa*er funcionar ou fechar uma empres*. Integ** várias açõ*s, com *oco no **tor i*formal, e promove ac*sso simplifi*ado à formalização. O Escritór** *e Projetos e **entos tem a responsabilid*d* de dia*nostica* os *undos de investimentos *acionais e internacionais, públi*os e priva*os, el**orar e projetos *ue garantam a implementação e a m*nutenção d* Smart City em Três R*os, com projetos *re**rencialmente *as vertentes digital, *uríst*ca, su*tentá*el, cultural, esportiva, e*u*ativa, inclusiva, saud*vel e produtiva. Já a Agência de *in*nciamento b*sca est*belecer parcerias p*bl**o/privada* pa*a financia* impla*tação a e/ou incubação de em*r*sa* e empr*en*edores do mu*icípio em qualque* *amo *e *tividade, e* esp*cial aquele* de base tecnológica d* int*resse social, * além d* g*rar postos de trabalh* e ga*antir sustentabilidade aos e*pree*di*entos lo*ais. É respon*ável, ainda, por *er*r o F*ndo de Fome*to *u*do e d* Tecnologia, entre outras fun*õe*. Cab* dest*c*r que a A*ência de Des*nvolvime*to Munic*p*l Fomenta T**s R i os é operac*onalizada pelos se*ores admin*str**ivo e financeiro do Poder *xecutiv* *unicipal, * t*m p*r final*d*de p*omover inovaçã* na gestão pública e na iniciativa priv*da, p*r meio de novos projeto* ** emp*eend*dorismo, possib*l*ta*do maior empregabilidade à população. Rev. FSA, *e*esina, v. 15, n. 5, art. 4, p. 69-87, set./o*t. 2018 www4.f*anet.*om.b*/revista Desenvolviment* Econô*ico L*cal e Ges*ão Púb*ica Empree*ded**a: 77 D* ponto d* v*st* d*s resu*tado*, de ac*rdo com o Gráfico 1, pode**s obse*v*r que, no perío*o entre 2*10 e 2015, a ci*ade de Três *ios apresentou um crescim*nto de 1*,1% (pa*sou de 1.7*4 para *.96*) no número *e empresas regi*tradas, enquanto no Es*ado d* Rio de J*neiro, o aumento *oi de 12,8% (passou de 255.611 *ara 288.**4). Em r*laç*o aos setores eco**micos, verifica-se que os segmen*os do c*m*rcio e serviços apresen**ram um melhor *esempenho no município de Três Rios, com tax*s de cresci**nto de 10,6% e 20,9%, *es**ctivamente, quan*o comparado ao *s*ad* do **o d* Jane*ro, q*e re*istrou *o per**do 2010/20*5 *s r*spectivas tax*s d* 8,8% e *5,5%. No setor in*ustrial, verificamos que * cresciment* regis*rado no Esta*o *o Rio de *aneiro (10,3%) foi sup*r*or ao registrado na c*d*de de Tr*s Rios (3,8%). J* no segmen*o da c**str*çã* civ*l * *atamar de crescim*nto observado tan*o no Estado do *io de Ja*eiro quant* *a Cidade de Três Rios foi eq*ival*nte (3*,7%) entr* os an*s analisado. Gráfic* 1 - *rescimento d* *úmero de em*re*as no Municíp*o de *r*s Ri** e no Es*ado do Rio de Janeiro entre 2010 e *015 (em %) Fonte: R*IS/MTe. *l*b*ração própria. E* rel**ão *o número de empregados registra*os, podemos obser*ar, segundo a Tab**a 1, que *ouve um aume*to *e 10,8% no municí*io de *rês Rio* entre os anos de 2*10 * 2015, saindo de *2.836 **ra 2*.303 post*s de traba*ho. En**ant* isto, no Estado d* Rio de Janeiro * *axa de cres*imento registrada foi de 9,04% e*tre os *no* anal*sados. Cabe *est*car que, no pe*íodo em ques*ão, os setores de Se*viço (aum*nto de *4,9*%) * construção Civi* (cr**cime*to de 7,09%) foram ** que registra*am as maiores taxas no *nterv*lo de tem*o estudado n* municípi* de Três Ri*s. Rev. FSA, Ter*sina *I, v. *5, n. 5, a*t. 4, p. 69-8*, set./**t. 20*8 *ww*.fsanet.co*.br/r*vista L. S. Soar*s, D. R. Oliveira 78 Já no Estado do Rio de Jane*ro, os *egmentos econômicos que mais *e de***caram foram o *a construção civil e de comércio, cujas taxas registradas fo*am de 16,54% e 1*,33%, re*pect*v*me*te, entre os ano* de 2010 e 20*5. Em pa**lelo, v*rific*mos q*e o setor agropecuário foi * que r*gistrou * *ior desempenho, tanto *o mun*cípio de Tr*s R*os quanto no âmbito do *stado do Rio d* Jan*iro. T*bela 1 - Cresciment* d* número de empregos no *unic*pio de Três R*o e no Estado d* *io de Janeiro entre 2010 e 2**5 (em %) *rês Rios Ri* de J*neiro 20*0 2015 Var. (%) 2*10 2015 Var. (%) Ind*s*ria 6 .0 8 * 6 .0 * 1 0 ,0 5 % 5 2 9 .3 1 6 5 2 * .7 6 8 * ,0 9 % *o*st*ução Civil * .1 5 6 1 .2 3 8 7 ,* 9 % 2 * 4 .6 6 * 2 6 1 .8 1 * 1 6 ,* 4 % *omércio 6 .0 4 1 6 .1 6 3 2 ,0 2 % 7 8 8 .7 5 0 8 7 0 .2 4 8 1 * ,3 3 % **rvi*o* 9 .2 2 1 1 1 .5 2 3 2 4 ,9 6 % 2 .* 1 4 .1 8 5 2 .7 6 * .2 3 2 9 ,9 1 % *gropecuária 330 288 -12,73% 2 3 .1 6 9 2 3 .8 0 0 2 ,7 2 % Tot*l 2 2 .8 3 6 2 5 .3 0 3 1 0 ,8 0 % 4 .* 8 0 .0 8 2 4 .4 4 8 .8 5 9 9 ,0 4 % *onte: RAIS/M*e. *lab*r*ção própria. É cl**o qu* an*lis*s de indicado*es r*lacion**os ao nú**r* de empresas e emprego no conjunto das atividades eco**micas não s*o suf*ciente* para se determ*nar o suce*so *u nã* *o projet* "Fomenta **ês Rios", nem mesmo permite ila*ões sobre o estimu*o a atividades empre*nde*o*as. Contu*o, podemos verificar que o dese**e*ho des*as va**áveis foi *aior *o município de T*** Ri*s do que * ob*ervad* no âmbito do Es*ado d* *io de Jan*iro. Cabe desta*ar q**, con*o*me m*ncionamos, um processo de desenvo*vim*nt* su*tentad* *n**z*do envolve mudan*a estrutural do t*c*** p*o*utivo. N*ste sen*ido, embora o segmen*o industrial *en*a apresentado indicadores abai*o dos registrados no *mbito do Estado *o *io *e Janeiro, fiz*mos a opção de anal*sar o compor*ament* das micro**presas ligada* a *ste s*gme*to, tendo em **n*e a capacida*e da indúst*ia e* g*ra* a mudança* *strutu*ais, bem c*mo *feitos trans*ordamen*o pa*a tr*s e para f*ente ao longo das cadeias *rodutivas. *onforme Oliv*ir* (2011), o s*tor industria* possu* maior *ap*ci*ade de *ndução a* *rescime*to sustenta*o e está menos suscetíve* a f*utuaçõe* de ren*a no cu*to p*azo, em raz*o da* caracterí*tic*s que *o* s ui * . 1 **r O*ivei*a (**11, c*pítulo 3).
R**. FS*, Teresina, v. 15, n. 5, art. 4, *. 6*-87, set./ou*. *018 ww*4.fsan**.com.br/revista
Desen*olvimento *conômico L*cal e Gestão Púb*ica **preendedora: 79 Para Oliveira (2011) a* tr**sformações est*utura*s implic*m mudanças n* localização setorial do **t*r trabalh*, ensejando ma*or cresciment* quand* essa alocação é dire*ionada *o* set*res modernos (tecnologi*ame*te di*âmicos). D*sta f*rma, * impo*tante analisar a *volução da pro*utiv*dade, buscand* c*pta* a influência *es*as mudanças est*utura** s**re o emprego das mic*oempresas da indú*tria *e tra*sformação no municípi* de Tr*s Rios. De acordo com Tim*er e Szirmai (2000), *a*gerberg (20*0), Ro*ha (200*) e Ca*valheir* (2005), n Pt1 = *t1sit1 i=1 conside*amos que a produtividad* no pe*íodo inicial é de*inida por como , sit1 = E* em que E é a pa*t*cipaçã* do em*rego do s*tor (ou *rupamento) i n* empreg* total e
P*t1 i g é a produtivi*ade d* setor (*u grupamento) . Se é * taxa de cresci**nto da P t 1 t i s Pit1*it1 i produtividade, te*emos: * i t 1 * 1 s i . Logo, fica claro que dois fatores podem estar
influenciando o a*mento d* produti*i*ade. Por um lado, a produti*id*de intr*-setori*l pode *s*ar vari**do, e de outro, p*de haver v*r*ação da d*stribuição da *ntersetorial do empre**. Co* is*o, pode-se expre**ar o crescimen*o da pro*uti*idade p*r: g g s + ... 2 (1+ g)Pt1 = (+1(+1+1g)P(1)(+1+*g)P1)*ts11*t+* (1+ g2 )(1+ *2 )*2 P * t 1 t 1 P s t 1 t 1 s * n n n n (1)
giP g is Em que é a ta** de *rescimen*o da pr*dut*vidade do seto* (ou gru*amento) * , e éa * taxa *e crescimen*o d* parcela d* em*rego do s*tor (ou gr*pamen*o) . Ma*ipulando al*ebr*came*t* (1), teremos: n g = g P i Pit1sit1 + n g s Pi*1sit1 + n g P g s Pit1sit1 * 1 i
1* 244 14 2P 4 1442*43 i=1 4 P 3 1 4 4t13 1 i i Pt1 i= i= E*ei*o Eficiencia Intrase*orial EfeitoCompo*ição Efeito Espec*a*ização Dinâm*ca (*)
A equação (2) mo*tr* que, sem mudan*a *st*utu*a* (*u s*ja, sem a*tera*ão na participação do fator tr*ba*ho de cada *ub*etor no total do tra***h* *mpre*a*o nas mi*ro*mpres*s do s*gmento indus**ia*), ta**o o *feito compos*ção q*an*o o efe*to especialização d*nâmica se*ão nulos. Com is*o, a única causa do c*escimen*o da *ev. F*A, Teresina PI, v. 15, n. 5, art. 4, p. 69-87, set./out. 2*18 www4.fsanet.com.br/revista
L. S. S*ares, *. R. *liveira 80 p*odutiv*dade t*rá si*o intra-set**ial devido a alteraçõ*s na eficiênci* das empr*sas (o efeito eficiê*cia intra-setorial ou efeito *ecnológ*c*). N* caso em que * pro*utiv*dade de cada *ubsetor t*n*a se mantido const*nte, alteraçõ*s na co*posição do empr*go far*o c*m *ue * pro**t**idade se altere (*feito composiç*o ou efe*to estát*c*). *sse tipo de evento pode oc*rrer quando determinad* subse*or *or exemplo, indústrias de alta produtividade contratam m*i* do que seg*ent*s in*ústri*s *e b*ixa pro*utividade, ainda que não *aja *udan**s em suas pr*duti*ida*es i*dividuais. Já n* caso em que ocorrem *l*erações simultâneas da pro*utividade i*tra-seto*i** e na co*posi*ão intersetorial d* empr**o, surge u* **rceiro efei*o de *specializa*ão dinâmica (ou efei*o dinâmico) que resume a di*eção da especializ*ç*o da economia. Para exempl*ficar este últi*o efe*to, s*ponha a *xistência de do*s setores com a mesma parti**p*ç*o *nicial na pr*duti***ade. C*nsidere *ue o pri*eiro s*tor t*nha a*t* tax* de c*escimento da produtividade e o seg**do baixa taxa de crescime**o da produtividade. Se houver incrementos na participação *o *eto* de alto crescimento da produt*vidade no em*rego, * efeit* di**mico se*á positi*o ou, *o ca*o contrári*, ne*ativo. Cabe esc**recer que traba*har com dados do setor industria* no âmbito *unicipal é um grande de*afio *m ***ção da indisponibi*idade. O I*GE não pr*duz este t*po *e inform*ção. D*ante disto, adot*mos salário real como pr*xy da p*odutiv*da*e p*ra dos *álcu*os. A o r*muneração média *ensal, obti*a *a RAIS, foi corrigid* *elo IPCA para valores constantes de 2**5, el*minando o e*ei** inflacionár*o. Além d**to, agrupamos os segmentos *n**striais d* acordo co* a tipologi* p*oposta por Lall (2000) e classificamos o* segmentos da indústria d* tran*formaçã* * *rês d*gitos em produtos baseados e* recur*os naturais, baixa tecnologia, média *ecnologia e alta tecn*logia2. D* *cordo com a Tabela 2, e*tre os anos *e 2*10 e 2015, o crescimento real acumulado *a **ssa de sa*ários (p*o** da p*odutivida*e) no s*gmento das microempresas do *etor ind*st**al *o muni*ípio de Três Rios foi de 11,29%, s*ndo eficiê**ia *ntra-set*rial a respons*vel po* ce*ca de 88% do *r*scimento *e*l *egistrado *o período analisado, en**ant* o efeito composição fic*u r*sponsável **r *2%. Es**s *ados *ost*am que *s *icroempresas ficaram *ais eficie*tes, *e* como houv* uma m*ior contrat*ção por mi*roempresas *ai* produtivas em relação às me*os produ**vas. Quando obs*r*amos a evolução dos ind*cadores ** um ano para outr*, fica clara a tendência de predomín*o do efici*ncia i**ra-setor*al sobr* os ef*i**s composição e es*ecia*iza*ão d*nâmica. 2 Ver *n*x* 1. Rev. FSA, Teresina, v. *5, n. 5, ar*. *, p. *9-87, set./out. 2018 www4.fsanet.com.br/revista Desenvol*imento Eco*ômi*o Local e Gestão *ú*lic* *mp*e*ndedo*a: 81 Tabela 2 - Decomposição *o salário real (proxy da produti*idade) *as microe*p**s*s d* i*d*stria de transformação ** Trê* Rios d* 2010 a 20*5 (em %) Efeito *015/201* 2014/2*13 2013/2012 20*2/2011 2011/2010 2015/2010 *ficiênc*a Tota* -0,002 0 ,0 3 4 -0,017 0 ,0 2 * 0 ,0 4 6 0 ,1 0 0 Int*a-seto*. % 7*% 82% 64% 7*% 80% 8*% **eito Total -0,00* 0 ,0 0 4 -0,014 0 ,0 * 4 -0,005 0 ,0 1 4 *ompos. % 51% 11% 52% 11% -9% 12% E*. Esp. Tota* 0 ,0 0 0 0 ,0 0 * 0 ,0 0 4 0 ,0 0 8 0 ,0 1 7 -0,00* Dinâmica % -21% 8% -16% 19% 29% 0% Cr*sc.d* Total -0,23% 4 ,2 1 % -*,62% 3 ,9 * % 5 ,7 3 % 1 1 ,2 9 % P*od*t. % 1*0 1*0% 100% 100% 100% 100% Fonte: RAIS/M*e. Elabo*ação própr*a. Em rela*ão aos grupa*entos indus*riais das microempres*s registradas n* muni*ípio de Trê* Rios, a Tabela * mostr* que o *onjunto de **tores *esponsáve*s pela pr*du**o de ben* de alta i*tensidad* tecnológica ap**sentou, entre os anos ** 2010 e 2015, resultados positivo* tant* na efic*ência in*ra-seto*ia*, *uanto *os efeitos co*p*si*ão * *specialização dinâm*ca, *azendo c*m que est* grupamen*o registr*sse um crescimento acumulado dos ganhos r*ais (prox* *a produtividade) d* 65,*4%. Nos biêni*s 2011/20*0 e 2015/*014, o *feito tecnológ*co p**sou a *tua* de *orma **sfavorável, o que suge** perda de eficiência co*junto das *icro**pres*s agrup**as n*ste setor. Já o grupamento d* *icroempresas qu* com*õem *s se*ores produtores de bens de média e ba*xa intensi**de tecnológ*ca reg**tr*u, a* **ngo do perí*do e*tudado um decrésci*o *e renda real na ordem ** 2,07%, *orte**nte in*luenci*d* pelo efeito composição que **min*iu em 2,35%, o que indica uma contrataç** em *ai*r magn*tude *o* mi**oempresa* me*os e*icien*es *ue fazem p*r*e dest* grup*mento. Em paral**o, o conjun*o das micro*mpresas qu* compõem seto*es prod*tores de bens d* ba*xa i*tensidade tecnológic*, bem como os i**ensivos em tra***ho e recursos natur*is apres*ntaram aument** de renda r*a* d* 2*,38% e 11,2*%, r*specti*a*ente. C*ntud*, pode se observar q*e o g**pamen*o das microem*resas que compõem o segmento d* produtores de bens de ba*xa *ntensidade tecnoló*ica regi**rou u** redução de Re*. FSA, Teres*na P*, v. 15, n. 5, a*t. 4, p. 69-87, set./o*t. 20*8 www*.*s*net.com.b*/rev*sta L. *. Soares, D. R. Oliv*ira 82 228,62%, via eficiência i*tra-*etor*al, que f*i compensada pe*as expans*es reg*stradas po* meio dos ef**to* c*mpos*ção (199,41%) * d*nâm*co (58, *9%). No caso *o *rupam*nto *e microempresas produ*oras de b*ns intensivos em tr*balho e re*u*sos naturais for** reg*str*dos cresci*ent*s nos t*ês elementos de d*composição do crescimento da r*nda real entre os a*os de 2010 e 2015. Tabela 3 - Decomposição do salário *eal (p*oxy da p*odutividade) *as *icroempresas da in*ústri* de transformação de ac**do co* os grupamentos *ndustriais (gr*u *e inten*idade tecnológic*) no M*nicípio de Três Ri*s de 201* a 2015 (em %) Grupamento produtor de be*s de alta Inte***dade Tecn*lóg*ca Efeito Ef*ciência Intra- Cresc*m**to da Ef*ito Co**osição E*pecializ*ção s**ori*l Produti*id**e dinâmica 2011/2010 -1*9,53% 1*3,89% 4 6 ,2 7 % 4 0 ,6 3 % 2012/201* 1 1 ,4 9 % 2 4 ,3 * % 1 1 ,5 7 % 4 7 ,* 4 % 20*3/2012 7 7 ,0 9 % -122,26% 2 4 ,8 * % -*0,3*% 2014/2013 0 ,7 2 % 6 ,9 6 % 0 ,5 7 % 8 ,2 5 % 2015/2014 -2,82% -5,18% 0 ,3 9 % -7,61% 2015/2010 1 3 ,4 2 % 3 1 ,* 6 % 2 0 ,4 6 % 6 5 ,2 4 % Gru*amento produtor de ben* de média In*ensidade Tecno*ógi*a E*eito Eficiê*cia Intra- Crescimento da Efeito Composição Es*ecialização setorial Produtivid**e dinâmica 201*/*010 -**,87% * 0 ,1 1 % -3,69% -*6,44% 2012/2011 -3,73% -*,46% * ,0 7 % -5,1*% *01*/2012 9 7 ,6 0 % -7*,17% -9,98% 1 3 ,* * % 2014/*013 * 6 ,* 0 % * ,5 8 % 2 ,* 9 % 3 * ,7 8 % 201*/20*4 * ,0 6 % 3 ,4 2 % * ,1 6 % 4 ,6 4 % 2015/2010 0 ,2 3 % -2,35% 0 ,0 5 % -2,07% Gru*amento prod*tor de b*ns de baixa I*tensidad* Tecnológica Efeito Eficiên*ia *ntra- Crescime*to d* Efe*t* Co**osição E*pe*ializaçã* setori*l Produt*vidade dinâm*ca 2011/2*10 5 ,9 2 % -2,6*% -0,*8% 3 ,2 1 % 2012/201* 1 1 ,8 1 % 0 ,7 0 % 0 ,0 9 % 1 2 ,6 * % 2013/2**2 -1,13% 3 ,3 3 % 0 ,0 * % 2 ,2 7 % 201*/2013 -20,53% 2 7 ,4 3 % 2 ,6 1 % 9 ,5 1 % 2015/*0*4 -*,04% -0,56% 0 ,* 0 % -0,60% 2015/*010 -228,62% 199,41% 5 8 ,5 * % * 9 ,3 * % Grupa*en*o *rodutor de bens i*te*sivos ** trab*lh* e recur*os naturais *fei** Eficiência Intra- *rescimento d* Efei*o Co**osição Espe*ializaç*o *et*rial Pro*ut*v*dade di*âmica 20*1/2010 2 * ,2 7 % -2,*6% -0,44% 1 7 ,* 7 % 2012/2011 -0,07% -0,54% 0 ,0 0 % -0,60% 2013/201* 0 ,2 4 % * ,8 1 % 0 ,0 4 % 2 ,0 8 % 2*14/20*3 -3,*2% -*,79% 0 ,1 6 % -5,*5% *ev. *SA, Te*esina, *. 15, n. 5, art. 4, p. 69-87, set./out. 2018 www4.fsanet.com.br/revista Desen*o*vimen*o Econôm*co Local e Ge*tão Públ*ca Empreendedora: 83 2015/2014 -*,*1% -1,23% 0 ,0 * % -4,49% 201*/2010 1 0 ,5 4 % 0 ,* * % * ,0 * % 1 1 ,2 9 % Fo*te: RAIS/MTe. E*abora*ão própria. Ape*ar dos res*ltados desfavorávei* entre os v*r*os biênios analisados, po*e-se argume*tar q*e alongo do período de 201* a 201* oco*re*am melhoras tecnológicas (microempresas *ais efic**nt*s) e realocações d* fator *rabalho na *ireçã* d*s ramos mais produt*vos d*ntro des*e con*unt* de setores que **mpõ*m a *ndú*tria d* tran*fo*maç*o. Des*a forma, possível supo* *ue o conjunto de medid*s volt*das é *ara o estim**o das açõ*s em*r**nded*ras no mun*c*p** de Trê* Rios **nha* con*ribuído, ainda qu* ligeiram*nte, par* u*a mudan*a po*itiva no *e*ido produti**. 4 CONSIDE*A*ÕE* FIN*IS Neste artigo observamos q*e * li*er*tura e*peciali*ada *ue trata da temát*ca assoc*ada ao pr*cesso de dese*volv*me*to econômico loc*l vem apontando pa** nec*ssidade de criação de instr*me**os ca*azes de induzi-lo, porém de *orm* *lexível. Isto é, ger*r o estímulo nece*sário para que *s atores lo*ais (em*resas, **nsumidor*s, órgão público* etc.) *ossam ass*mir **ota**nismo do desenvol*imento *e ca*áter end*geno, m*d*ante um ****ente o institu*ional lo*al pr*p*cio às a**vidad*s produt*vas e de geração de emprego. Este desenvolv*mento e*onô*ic* *n*uzido deve surgir "d* b*ixo para cima" e ser sustentado por fatores não apenas econômicos, mas ta*bém s*c*a*s, cultu**i* e territ*ri*is. *o *a*o em especí*ico do município de Três Rios, nosso objetivo foi a*alisar * c*so do projeto "Fomenta Tr*s Rios", que se m*ter**l*zou por mei* da c*iação de uma a**ncia, *u*o conselho diret**o * f*rmad* por representant*s da so*iedade civil * por *ntegran*es da ad*inistraçã* públic*, e está di*idida em cinco frentes de atua*ão: Ac*demia do Empr*e**edor, o *bservatório das *equenas e Mic*oempresas (MPEs), a Casa do E*pre*ndedor, o Escritó*io d* Pr*jetos e E*entos e a Agênci* de Financ*am*nto. *bservamo* qu* o o*jetivo do projeto foi p*opo*cion*r um amb*e*te propício ao empreended*rismo, ar*ic*land* i*iciativas de po*ta-a-ponta (*esde a qualifi*ação *té as feiras de negóc*os). De uma forma *eral, a análi*e dos da*os de emprego e nú*ero de e*pres*s mostra*am *ue, en*re os anos de 2*** e 2015, o dese*penho *o cresc*mento dess*s indicadores no mun*cípi* de Tr** Rios foi m*ior d* que o observado no conju*to d*s municíp*o* que Re*. FSA, *e*es*na PI, v. *5, n. 5, art. 4, p. 69-87, se*./o*t. 2018 www4.fsanet.*om.br/r*vista L. S. Soares, D. R. Olive*ra 8* compõem o *stado *o Rio de *aneiro. Val* destacar *ovamente *ue análises d* indicadores relacionados *o número *e e*presas e empr*go no conjunto *as atividades econômicas não são suficientes p*ra se determinar o sucesso *u não do projeto "Fomenta T*ês Rios", nem mesmo permite* ilações sobre * e*timulo a ati*i**des empreendedoras. D*ante dis*o, e tendo em mente *s *imi**ções de d*dos *ndustri*is de âmbito munici*al, buscamos q*al*fic** o de*a*e *e***pondo o ganho ** renda *e*l (usado como pr*xy da pr*duti*idade) do se*o* in**s*rial, e obs*rvamos qu*, e*b*ra te*hamo* re*ultad*s desfa*oráv**s em *ários biênios ana**s*do* *á, sim, melhor*s t*cno**gi**s (microempresa* mais eficien*e*) e r*aloc*çõ*s do *ator trabalho n* dire*ão dos *a*o* ma*s produtivo* dentro deste conjunto de set*res *u e compõem a in*ústr*a de transformação no município *e Três *ios. Essa* mu*anças, ainda que incipi*nt*s, revelam que o conju*to de medidas *oltadas para o estimul* das açõ*s *mpreendedoras no mu*icípio de Trê* R*os co*tribuiu para u*a mudan** posi*iv* no tecido *ro*utiv*. R*FER*NC*AS AMARAL FILHO, *. D*se**olvimen** reg**nal endógeno e* um ambie*te **derali*ta. In: P*aneja*ento e políticas públicas. Brasília, IPEA, n. 14. dez, 1996. BERNAR*O N. *. R.; VI***A, E. T.; AR*ÚJO E. A. S. A relevânci* d* *tivi*a*e *mpreen*edo*a para o d*senvolvimento econômic* d* u* pa*s. Revista C*entífica On-line Tecn**ogi*, G*stão * Huma*ismo. FA*EC Gua*atinguetá, v. 2, n. 1. 2013. CARVA*H*IRO, N. Ob*erva*ões sobre p*odu*ivi*ade *o trabalho no *ra*il a *urante os *nos nov*nt*. VII Encontro N*cional de Econo*ia Política, C**itiba/PR, 2005. *AGERBERG, J. "Technological progress, structural cha**e and productivity growth: a *ompa*at*ve study". S*ructural Chang* and Economi* Dynamics, 11: 3*3-411, 2000. LLORENS, F. A. Desenvo*vimento *conô*ico Local: Caminhos e De*afios para a Co**trução de *ma N**a Agenda Po**tica; tradução de An*ônio Rubens *ompe* Brag*. Rio d* Janeiro: BNDE*, e*. 1, *001. *EYE*-STAMER, J. Por qu* o Dese*volviment* Econômico Lo*al é tão *ifícil, e o qu e po*emos f**er para torna-lo mais efica*? *ná*ises e P*op*stas, 2*04. Disponível em: <http://*ibrary.fes.de/pdf-files/b*ero*/bras*lien/05*26.pdf> Acesso em: 23 de jan. 2*17. *L*V*IRA, D. R. O processo de mudança estrutu*al no *ó*-1990: Uma *náli*e da heterogeneidad* produt*va na perspectiva kal*o*ia**. Tese de D*utorado não p*blicada, R io de Ja**iro, CPGE / Faculdad* *e *conomia-UFF, 2011. Rev. FSA, Teresina, v. 15, n. *, art. 4, p. 69-87, *et./out. 2018 www*.fsanet.com.br/re*is*a Desenvol*imento E*onômi*o Local e *e**ão P*blica Empreended*ra: 8* ROCHA, F. Produti**dade do trabalho e mudança *str***ral na* i*dústrias brasilei*as ext*ativa * de transformação, 1970-2001. Revista de Economia Política, vol. 27, nº 2 (106), **. 221-241, abril-junh*/2*07. SOUZA E. C. *; JUNIOR, G. S. Empre*nd*dor*sm* e Desenvolv*mento: uma *elação em *berto. VI En*ontr* de Estudos sobr* Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Emp*es*s. Re*ife/PE. Abr. 2010. TIM*ER, M. * *ZIR*AI, A. (2000) "Produ*tivi*y Growth in Asia* Manuf*cturing: th e structural **nus h*pothe*is examin*d". Str*ctural *hange and Economic Dyna**cs, 11: 3*1-392. VITTE, C. C. S. Gestã* do Dese*volv*mento E*onômico Local: algumas considera*ões. Revista Internaci*nal *e Des*nvolvimen*o Loca*. v. 8, n. 13, p. 77-87, Set. 2006. A*EXO 1 - LISTA DE SET**ES P***UTOS DE ALTA INTENSIDADE TECNOLÓGIC* 24.5 Fabricaçã* de produto* farm*cêuticos 24.6 Fabri*ação de d*fensivos a*r*col*s 30.1 *abricação de máqu*na* para e*critório 30.2 Fabrica*ão de má*uinas * eq*ipame*tos de sistemas *l*trôni*os para p*ocess*mento de dados *2.1 Fabri**ção *e material eletrônic* básico 32.2 Fabri*ação de ap**elho* e equip**ent*s de *elefonia e **diotel*fonia e d* *ransm*ssore* *e televis*o e rádio 32.3 F*bricação *e apa**lhos recept*r*s *e rád*o e t*levisão e de reprod*ção, gravação ou am*lificação de so* e vídeo 32.9 Manutenção e reparação de aparel*o* e equipamentos de tele*o*ia e radiotelefonia e de transmissor*s de t*l**isã* e *á*io - *xc*to *elefones 33.1 Fabrica*ã* de *pare*hos e instrumentos para usos médicos-h*sp*talares, odontológicos e de labora*órios e a**relhos ortop**icos 33.2 Fa*r*cação d* aparelhos * ins*rumentos de *edida, te*te e c**trole - exce*o equi*amentos *ara c*nt*ole d* proc*ssos indus*riais 33.* *abric*ção de máqui*as, apa*e*hos equipamentos de *is*emas el*trôni*os dedicados * a*tomação e indust**al * c*ntrole *o p*o*esso pro*utivo 33.4 Fabricação *e aparelhos, ins**u*ent** e *ate*iais ó*ticos, f**ográficos e cinematogr*ficos 33.9 Man*te*ção e reparação de equipam*ntos médi*o-h*spitalares, *ns*rum*ntos de *recis*o e ópticos e equipame*tos *ara *utomaç*o ind*strial 35.3 *onst**ção, mo*tagem e *epara*ão de *e*onaves PR*DU*OS DE MÉ*IA INTE*SIDADE TECNOLÓGICA 23.3 Elaboração *e *om**s*íveis *uclear*s 24.1 Fabr*cação de produtos químicos inorgânico* 24.2 Fabrica*ã* d* pro*utos quím*cos orgâ**cos 24.3 Fabricação de resinas e *lastômer*s 2*.4 Fabrica*ão de fibras, fios, c*bo* e *il*mentos cont*nu** a*tificiais e sin*éticos 24.* Fabricaç*o de sabões, deterge*t*s, produt** de l*mpeza e *rtigo* de *e**umar*a 24.8 Fabricação de tinta*, *ern*zes, esmaltes, lacas e *r*du*os afins 2*.9 Fabricaç*o *e produtos e preparados q*ímicos *iversos 25.1 Fabricação de artigos *e borr*cha 25.2 Fabricação de pr*d*tos *e plástico 27.1 P*odução de ferro-gu*a e de ferr*ligas R**. FSA, Teresin* PI, v. 1*, n. 5, *rt. 4, p. 69-87, set./ou*. 2018 www4.fsanet.co*.b*/revis*a L. S. Soares, D. R. Oliveira 8* 27.2 Siderur*ia 27.3 Fabricaçã* d* t*bos - exce** em siderúrg*cas 27.4 Metalurgia de *etais não-fer*oso* 27.5 Fun*ição 28.1 *abricaçã* de e*tru*u*as metá*ic*s e obras d* caldeiraria *esa*a 28.2 Fabric*çã* de tanqu*s, *al*eiras e res*rvatórios *e*álicos 28.3 Forjaria, esta*paria, *eta*urgi* do pó e serviços de trat**e*to de metais 28.4 Fabr*c*çã* de *rtigos de cutelaria, *e se*ralheria e ferramentas m*n*ais 28.8 Manuten*ã* e repa*ação de tanques, caldeiras e reservat*rios me*áli*os 28.9 Fabricação de pr**u**s d*versos de metal 29.1 Fab**cação *e mot*res, bom*as, co*pres*ores * equipame*tos de transmi*são 29.2 Fabricação de máqu*n*s e equipamentos de *so geral 29.3 Fabrica*ão de tr*tores * de má*ui*as e equi*am*n*os para a ag*ic*l*ura, avicu*t*r* e obtenção de produtos animai* 29.4 Fa**icação d* máquinas-ferrame**a *9.5 Fabric**ã* de *áquinas e equipamento* de *so n* extração min*r** e *onstrução 2*.* Fabric*ç*o de outras máquinas e *quipamentos de uso es*ec*fi*o 29.7 Fab*ic*ção *e arma*, m*nições e *quip*mentos militares *9.8 Fabri*aç*o de eletrodo*és*icos 29.* Manutenç*o e repa*ação de *áqu*nas e equipamentos indu*triais 31.* Fabricação *e geradores, tran*formad*r** e motor*s elétricos 3*.* *ab*ic*ção de equipam*nto* pa*a distribuição e cont*ole de energia elétr*ca 31.3 Fabrica*ão *e fios, cabo* e condutores *létricos iso*ad*s 31.4 Fabricaç*o d* pilhas, **t*rias e acumuladores e*étricos *1.5 F*b**cação de lâmpadas e equipamen*os d* il*minação 31.* Fabricação de mate*ial elétrico para v*ículos - exceto bateria* 31.8 Manutenção e repar*çã* de m*quinas, aparelhos e materia*s elétricos 31.9 Fabricação d* outros equipame**os e aparelhos e***ricos 33.5 Fabricação de cronômetros * relógios 34.1 Fabricação de automóvei*, caminhonetas e u*ilitários 3*.2 F*bri*ação de camin*ões e ônibus 34.3 Fabr*cação de cabin**, carro*e**as e reboques **.4 *ab**cação de peças e ac*ssórios para veíc*l*s au*omo*o*es 35.* Construção e repara*ã* de em*ar*açõ*s 35.2 Cons*rução, monta*em e repara*ão de veículos ferr*viá*ios 35.9 Fab*icação *e outros equi*amen*o* de transporte 3*.9 Fab*icação de produtos diverso* P*ODUTOS DE BAIXA IN*ENSIDADE TECNOLÓ*ICA 17.1 *enefici****to *e fibr** têxt*is natu*ais 17.2 Fiaç*o 17.3 Tecelagem - *nc*u*ive fi*ção e *e*elagem *7.4 Fabr*c*ção de a*tefatos *êx*eis, i*cl*indo tec*lagem 1*.5 Acabament*s em fios, tec**o* e art*gos têxteis, po* te*c*iros *7.6 Fab**cação de ar*efatos t*xt*is a partir de *e*id*s - *xceto v*stuá*io - * de outros *rtigos têxte** 1*.* *abric*ção de te*i*** e artigos de ma*ha 18.1 Confecçã* de artigos do v*stuá*io 18.2 *abrica*ão de aces*ó*i*s do *e*tuár** e de segu*anç* profissional **.1 Curtime*to e outras preparações de couro 19.* Fabricação de artigos para via*e* e de artefatos diversos *e c**ro 19.3 Fabric*ç*o de calçados 21.2 Fabricação de papel, papelão liso, cartolin* e cartão 21.3 *a*ricação de e**alagen* de pa*e* *u papelão 21.4 Fabr*cação d* artefatos d*v*rso* de papel, *ap*lão, cartolina e c*rtã* 2*.* E*içã*; ***ção e impressã* 2*.2 Impressão e ser*iços conexos par* te*ceiro* 2*.3 Reprodução de m*teriais grav*do* *6.1 Fabricação de v*dro e de produ*os do vidro Re*. FSA, Teresina, v. 1*, n. 5, art. 4, p. 69-87, set./*ut. 2018 www4.f*anet.*o*.br/rev*sta Desenv*lvimento Econômi*o Local e Gestã* *úb*ica E*preendedora: 87 2*.2 Fabricação de ciment* *6.3 Fabri*ação de *rtefat*s de concreto, cimento, fibr*cimento, ge*so * estuque 26.4 Fabr*caçã* de produtos cerâmicos 26.9 *p*re***mento d* pedr*s e fabricação de ca* e d* outros prod*t*s de minerais não-metálico* 34.5 Recon*ic**na*e*to ou recuperaç*o *e m*t*res para veículos automotores 36.1 F*bricação d* artigos ** mobiliário *7.1 R*cicla*em de s*catas metálicas 37.2 Recic*agem de *uc*tas não-metálicas P*ODUTOS INTENSIV*S EM TRABALHO E RECURSOS N*TURAIS 15.1 Abate e preparaçã* d* produtos de carne e *e *es*ado 15.* Processamento, preserva*ão e produção de con*e*vas d* f*utas, legumes e *utros ve*etais 1*.3 Prod*ç*o de óleos e gor*ur*s *eget*is e animais 15.4 *ati*ínios 15.5 Mo*gem, fab*i*ação de *ro*ut*s amiláceo* e *e raçõ*s *a*ance*das p*ra ani*ais 1*.6 Fabricação e r*fino *e aç*car 15.7 T*rre*ação e *oage* de c**é 15.8 Fabri*a*ão de outros produtos al*mentícios 15.* *abricaçã* de bebidas *6.0 *abricação de p*o*utos *o fu*o 20.1 Desdobra*ento de mad*i*a 20.2 F*bri**ção *e produtos de madeira, cort**a e materi*l *ra*çado - exceto *óveis 21.1 Fa*ri*a**o de ce*ulos* e outras pasta* para a fabricação de papel 2*.1 Coquer*as 23.2 Fabricação de produtos der*vad*s do petróleo 23.4 P*oduçã* *e ál**ol Fonte: adaptado de LALL, S. (200*). Como *eferenciar este Artig*, c*nforme ABN*: SOAR*S, L. *; OLIVEIR*, D. *. Desenvolv*me*to Ec*nômi*o **cal e G**tão Pública Empreen*edo*a: um Estudo de Ca*o do Projeto "Fomenta T*ês Rios". Rev. FSA, Tere*ina, v.15, n.5, a*t. 4, p. 6*-87, s*t./out. *018. Cont*ibuiç*o do* Aut*res L. S. Soares *. R. Oli**ira 1) *onc*pção e pla*eja**nto. X X 2) análise e inter*retação do* dad*s. X X 3) e*abo*a*ão *o rascunho o* na revisão *rític* do con*eúdo. X X 4) participaçã* na a*rovação da versão final d* ma*uscr*to. * X Rev. FS*, Teres*na P*, v. 1*, *. 5, art. 4, p. 69-87, set./out. 2018 ww*4.fsan*t.*o*.br/revista

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ISSN 1806-6356 (Print) and 2317-2983 (Electronic)