Centro Unv*rsitário Santo Agostinho
www*.fsanet.com.*r/revista
Rev. FSA, Tere*i*a, *. *5, n. 5, art. 4, p. 69-87, set./*u*. 20*8
ISSN Impresso: *806-6356 I*SN Ele*rônico: 2317-2983
http://dx.doi.org/10.12819/20*8.15.5.4
D*senvolvimento Econômico Local * G*stão Públ*ca *mpree**edora: um Estud* *e Caso do
Pro*eto "Fomenta *rês R*o*"
Local Eco*omic Develop**nt an* Public En*rep*eneur*a* Manage*ent: a Case Study of th*
"Fo*enta Três Rios"
L***ardo Souz* Soares
Mestrad* em Gestão * Estratégia (*PGE/ICSA) da UFRRJ
*ra*uação em Admini*tração pe*a U*iversid**e Feder*l R*ral do Rio de *a**iro
E-mai*: lss.net@bol.com.br
*a*iel Ribei*o de Oliveir*
Doutor em Economi* pel* Universidad* Fed*ra* Flum*nense
Pro*es*o* do Depart*men*o de Economia e *o PPGE/ICSA da UFRRJ
E-mail: danie*.eco@uol.com.br
En*e*e*o: *eo*ardo *ouz* *oares
Câmara Mun*c*pal d* Paraíba do *ul, Praça **r*ia, n°
96, Centro, Paraíba do *ul - RJ, C*p.: *5850-000
T**.: (2*)226*-7412 / 740*. Brasil.
End**eço: Dani*l Ribei*o de Olive*ra
Ed*tor-Chefe: *r. Tonny K*rley d* Alencar
R**rigues
Ar*igo recebido e* 29/0*/2*18. Última versão
rec*b*da em 11/*6/2018. A**ovado *m 12/06/2018.
BR-465, Km 7 S*ropéd**a-Rio de Janeiro, CEP. 23.897-
*valiado *elo sistema Triple Revie*: Desk R*v*ew a)
000 Br*sil.
pelo E*ito*-C*efe; * b) Double Blin* Review
(avaliação ceg* por dois a*ali*d*res da *rea).
Revisão: Gramati*al, Normati*a e ** Format*ção
L. S. *oares, *. R. *live*ra
70
RESUMO
Este a*tig* busca discutir * processo de dese*v**vi*ento econ*mico local i*duz*do por meio
d* iniciativ*s adotadas pelo poder públic* lo*al. *specificamente, faremos um e*tudo d* cas*
do projeto "Fomenta Três Ri*s" que busco* art*cular uma *érie de iniciativas, tais como: *
Academia ** Empreendedor, o Observatório *a* *eq*enas e Mi**oem*re*a* (*PEs), a Casa
*o Empr*endedor, * Escritório *e
*rojeto* e Eventos e a Agência de Fi*a*c*amento, com
v*stas à criação d* u* *m*i**te propício a* empreendedorism* e, c*nseq*entemen*e, ao
desen*olvime*to econômico daquele município. Anali**mos dados de emp*ego, renda e
número de empr*s*s, destac*ndo
as mic*o*m*resas que compõem o segmento p*odutivo *a
*ndústria de transfo*mação e*t*e os anos de 2010 a 2015.
Pal*vra*-Chave: Proj*to "*omenta Trê* Rios". Empre*ndedor*s*o. M**roe*p*e**.
Desenv*lvi*e**o Ec*nôm*c* Loca*. Indú*tria de Tra*s**rmação.
*BSTRA*T
This a**i*le seeks to *iscuss the process of loc*l economic development induced by *nitiatives
adopted by loca* government. Specifically, we will *ake a c*se study of
the "Foment* Três
Rios" *roj*ct tha* s*ught *o articulate a series o* *nit*atives, suc* as the Entrep*eneur
Academy, the Small and Microente**rise Observatory (*PEs), the Casa do Empre*ndedo*,
the Projects and E*ents Office
and the Financing *gency, w*th a
*iew to creating an
envi*onment *onducive t* entrepren*ursh*p and, *onseq*ently, to the economic d*velopment
of that m*ni*ipality. We an*lyzed
data
on employ*ent, income a*d number of com*anies,
highlig*ting the microente**rises that ma*e up the produ*tive segment of the ma*u*actur*n*
industry between the *ears 2010 *nd 2015.
Keywords: "F*men*a **ês Rios" Project. *ntrep*eneurshi*. Micro e*terprise. Local
Econom*c D*v*lop*ent. Trans*ormation indust*y.
R*v. FSA, *eresina, v. 15, *. 5, a*t. 4, p. 6*-87, set./ou*. 20*8
www4.fsanet.co*.*r/revist*
*esenvolvimen*o *conômico L*cal * Ge**ão Pública Empre*n*edora:
71
1 INTRODUÇÃO
O mu*icípio de Tr*s Rios tem sid* palco de *niciativa* em*ree*dedor*s induzidas p*r
meio *e
projetos liderad*s pel* po*er p*blico local. * caso de *aior *e*taque é o
pro*e*o
"F*m*nta T*ês Rio", que *eúne uma s*rie de m*didas vol*adas para criação de um *mbiente
em*reended*r, que permita alavanca**ns de
renda e *mprego n* município. Neste artigo,
buscaremos *nalisar o p*ojeto "**me*ta Três Rio"
por *eio de u** *erspe*tiva teó*ica
baseada na lit*ratu*a *specia*i*ad* que *rata *a *emática sobre
desenvolvimento *conômico
loca*, *ercebido como co*strução fle*íve* e orie**a*o "de baixo p*ra cima".
Di*idimos o artigo *m q*atro seções, além desta bre*e in*roduçã*. Na seção 2,
di*cutiremos
**mo a lit*ratura e*pecia*izada orienta a geração de estí*ulos n**essários pa*a
que o* a***e* l*cais (*m*resas,
*onsumidore*, órg*o p**licos etc.) p*ssam assumir
o
protagonismo do *es*nv*lvimento de caráter endógen*, mediante um *mbiente institucion*l
*oc*l pr*pício as at*vi*ade* p**dutivas e de ge*a*ão de emprego.
Na terc*ira seção, faremos um *st*d* de caso *o pr*jeto "Fome**a T*ê* Rios" com
ba*e *os indicadores as*oci**** * empreg*, renda real e
número de e*presas, buscando
analisar o comportam**to das micr**m*resas l*gadas in*ús*ria *e **ansfo*m*ção ins**lada à
no mu*icípio de Três Rios. Po* fim, na quar** se*ã*, far*mos alguns coment*rios fina*s com
*ase nos resu**ados obtido*.
2 Aspectos T*óricos Do D*sen*ol*i*en*o Econômico Loc** I*duzido
Todo pr*c**so de De*envo*vim*nto Eco*ômic* *o*al Induzid* *usca g**ar condições
favorá*eis par* o a*biente de *egócios e contr*buir para o *ortalecime*t* do *erc*do local.
*ssa t*mática, que ou**o** visava *iscutir o process* de des*nvo*vimento no *ontex*o
*ac**nal, p*ssou a apontar govern*s lo*ais como atore* i*por*ante* *a explicaç*o do su**sso
d* *ertas re*i*es (*M*RAL FILHO, 1996). Neste
*ontexto, segundo **t*e (200*),
o
d*sen*ol*imento econ*mi*o l*cal po*e se* **finido c*mo o conjun*o
de *stratégias e
ações
para a (re)construção da base *rodu*iva local, visando à ativação *a economia local e pod*
provocar impactos
no *erritór*o. A ideia de local, p*r s** vez, pod* s*r ente*dida co*o
um
muni*íp*o, *a*te de *unicípi*, um c*n*unto *e municípios, um e*tado ou mesmo u*a reg**o.
Ain** d* aco**o com a a*t*ra, a
ges*ão do desenvolvi*en*o lo*al *ode s*r
d*ferenciada
e discutida pela aná*ise **s *ções e estratég*a* de desenv**vimento
Rev. FSA, T*resina PI, v. 1*, n. 5, art. 4, p. 69-87, se*./*ut. 2018
*ww*.f*anet.*om.br/re*is*a
*. S. Soare*, D. R. Oliveira
72
imp*ementa**s por vá**os ag*ntes, em
esp*c*al o gove*no local, pe*mitindo a*al*ar seus
re*ultados *conô*i*o* e também *bservar co*o oco*re a materialização dessas es*ratégias.
Na *is*o de *lor*ns (2001), o
d*senvo*vime*to econômico local é destacado com*
s*ndo um proces*o de desenvolvim*nto ec**ômic* e mudança estru*ura*, que co**uz a uma
melhoria d* nív*l de vid* *a população *ocal, no qua* podem ser dist*n*uidas vária*
dim*n**es:
a) Econ*mica dimensão na q*al os empre*ário* lo*ais *sam sua capac*dad* *ara
*rganizar os fat*res pro*utiv*s loca*s **m níveis
de produtividade, para ser
competi*ivos no me*cado;
b)
Re*urso* humanos d*m*nsã*
na
qual os *tores e*uc*cion**s
e d* capacitaçã*
nego*ia* *om os e*p*eendedor*s l*cais a adequação de conhecimentos de inovaçã*;
*)
S*ciocultu*a* dime*são na qual
os valor*s e as institu*ções *o*ais **p*lsionam ou
apoi** o p*óprio pro**s*o d* d*senvolv*men*o;
*)
Pol*tica-*dminist*ativa *imensão na qual a gest*o local e regio*al facil*ta a articula*ão
públic*-privada *avoráv** ao desenvolvim*nto *rodutivo e *mpresarial; e
e)
Am*iental dime*são na **al se inclui a atenção às características
específicas
**tenc*ais * lim*tantes do meio natural, a fim d* asseg*rar a sustentabilidade do meio
ambi*nte.
*es*a fo*ma, o *rocesso *e desenvolvimen** loca* **duzido *xige, necessa**am*nte, a
criaçã* de uma estra*égia que permit* a criação de alg*ma vantage* comp*titiva local,
m*terializ*da p*r meio de uma *stratégia *em definida, que *eja pass*vel *e acompanhamento
po* indica*or** e m*tas. Par* Me*er-Stamer (200*), os g*vernos locais vêm s* *ornando mais
pró-ati*os, *tilizando instrumento*, tais c*mo a prom*çã* ao empreended*ri*mo, criação de
incubadoras de emp*esas e *e te*n*logi*, *lém de *n*en*ivos a artic**ação de clusters. Aind*
de *cordo com Meyer-Stame* (2*04, p. 17), as estratégias * *e*e* adotadas **dem se*
percebidas da* se*uintes f*rmas:
a)
Estr*tégi* como plano: referente ao curso de
ação pretendido (reali*ad*
com
a*teced*n*ia, desen*ol*ido conscienteme*te e com ** propósito defin*d*);
b)
Estr*tégia como ma*obra: desti*ada a v*ncer obs*áculos, buscando a*apt*r *s
a*ões
diante d* c*mportam*nto de concorrentes;
R*v. FSA, Teresina, v. 15, n. 5, art. *, p. 6*-87, s*t./o*t. 2018
www4.*sanet.com.*r/rev*sta
Desenvolvimento *con*mico Local e Gestão *úb*ica Empre*nd*dora:
73
c) Estratégia como p*drão: v*ltada para a consistência de compo*tamento. Isto é, *e*e-s*
estabelecer e ma*te* as "regras *o j*go" ao longo do p*oces** d* *esenvolvimento;
d) Estratég*a como posição: v*ltada para a identificar oport*ni*ades a pr*ori e fortalece-
las em um context* maior d* des*nvolvi**nto;
*) Estraté*i* como pe*sp*cti*a: referent* a um mod* a*ra*gad* de perceber o mun*o
(cultura, visão, *aráter, ideologia; a perspe*t*va d*ve ser c*mpa*tilh*da, deve a*ender
ao
*n*eresse coletivo: indivíduos uni*os *o*
pen*amentos
ou comp*rtamentos
co*un*).
C*be *est*car **e e*sas estra*égi*s não são excludent*s entre si, uma vez que, ao
l**go
do proc*sso de desenvo*vim***o econôm*co *ocal, podemos encon*rar tra*os
caracte*íst*cos *sp*cífico* atua*do de forma
conjun*a. Isto o desenvolvim*nto eco*ômico *,
local induzido é, por d*finição, flexível, cabendo ao *oder loca* gerar o estímulo n*cessário
par* que *s at*res *ocais (empr**as, consumidor*s, órgão públicos, etc.) pos*am assumir
*
*rot*gonismo *o desenvol*im*nto. Des*a manei*a, o desenvolvimento *conômico
local
*nduzi*o **o s* apo*a no d**envolvimento co*cen**ador e hierarquizado, baseado na gran*e
empresa industri*l
localizad* em grandes *idades, mas si*
n* fomento d* açõe* *ue ger*m
*mpuls*s sobre
os recursos pote*c*a** ** cará*er endógeno, tratan*o de rec*ia* um ambiente
instit*cion*l *ocal propício às ativida*es *rodutiv*s e **
ger*ção de emprego (MEYER-
STA*ER, 20*4).
*stá claro que o desenv*lvime*to ec*nômico loca* i*du**do é, f*nda*entalmente, de
caráter "de baixo para ci*a" e é s*stentado por *atore* não apenas eco**mi*os, mas também
s*ciais, culturai* e territoriais. Esse tipo de *esen**lvimento econômico tem um ca*á*er l*cal
ou *egional baseado em recu*sos endóg*nos e quase sempre c**duzido por *equenas
empresas
com pouco apoio pol*tico ou administrativo po* partes dos
gestores púb*icos. É
igualmente clar* que o a*oio dos gesto*e* p***ico* loc*is e o des*mpenho dos mesmos para o
fomento econômico terri*or*al são, com
toda certeza, *at*res decisivos nessas inicia**vas de
d****v*lvime*t* eco*ômico local i**uzido. Par* Lloren* (2001, p. 7*):
"[...] é t*mbém fundamen*al a articulação estrat*gica e*tr* os atores
socioe*onômico* l*cais (a*sociações de em*resários, instituições financeiras,
*entr*s de c*nsult*ria *ara empresa, *niversi*ad* e institutos de P&D et*.) visando
à incorporação d* ino**ções tecnol*gic*s e or*an*z*c*ona*s *o tecido empr*sarial e
prod**ivo lo*al".
R**. FSA, Teresin* PI, v. 15, n. 5, a*t. 4, p. 69-87, set./out. *018
www*.fsane*.com.br/revista
L. S. Soares, D. R. O*i**ira
74
De a*ordo c*m o Quadr* 1, enq*a*to
as teorias e políticas de
d*se***lvimento
concentra*or "de cima para baixo" *n*icam o cr*scimen*o quan*i**ti*o a maxim*zação e
*o
PIB como gui*s do d***nvolvi*ento, as estratégia* de desen*olvimento econ*mico l*c** "de
baixo para cim*" mostr*m *aior interesse * preocu*ação com a *atisfação
das nec*ssidades
básicas das pesso*s, a melhoria do emprego, da re*da e da qualidad* de vida, *ssim co*o a
c*nservação da b*se de *e*ursos na*urais e do meio ambien*e.
*uadro 1 - *nfoq*es *o Desenvolvimen*o como estratégia
D*senvo*vimento *e "c*ma para baixo"
Desenvol*imento d* "baix* p*ra cima"
C*escim*nto *uantitativo como Guia (*a*im*zação da t*xa de *resci*ento do PIB)
Maior preocup*çã* com a distri*u*ção d* renda, s*st*nta*ilidade ambiental, *ualidade de vida e *atisfação das *ecessidades bás*cas da populaç*o
*stratégia Base*da no Apoio E*ter*o (investim*ntos **trangeiros, ajuda extern*)
Potencial*zação **s rec*rsos próprios *om articulaçã* do tecido produtivo territorial; *aior vinculaçã* do tecido empresarial local; maior controle d* *roc**so de desenvolvimento *or **ores *ocais
Tese do Transbordamento ou Difusão do Crescimento a Partir do* Nú*l*os C*ntrais (tese da *o*omotiva: o* paí*es centrais, que arrastam os demai* países em desenvolvimento)
Es*ímulo * i*i*iativas de *es*nvolvimento local *ais como emp**endedor*s*o, formação *e clu**ers, etc.
Fonte: LLOREN* (2*01, p. 75). Adaptado pelo auto*.
Um a*pecto importante para nos*o obj*tivo ne*te arti*o diz respeito à percepção
do
empreendedorismo como elemento propul*or do desenvolvime*to econ*mi*o loca* i**uz*do.
S*gundo Bernardo et. al. (2013), os paíse* estã* aprendend* a pe*ce*e* no empreendedorismo
uma fon*e de *e*aç*o de r**ue*a e desenvolv*ment* *conômi*o e socia*. As*im, o cr*scimento
econômico re*l**e o aumento da cap*cid*de produti*a da economia e, logo, da pro*uç*o
d*
bens e serviços de dete*minada re*ião, contri*uindo para melhorar
as condiçõ*s de v*da da
p*pul*ção. Neste sen**do, o empr*end*dorismo se rel*ciona diretame*te com a capac*dade de
*etermin**o governo *ocal estimular a cri*ção e * de*e*volv*me*to de negócios sus*entáve**
de mé*io e lon** prazo (SOUZA; JUN*OR, *010).
*ev. *SA, Te*esi*a, v. 1*, n. 5, art. 4, p. 6*-87, s*t./out. 2018
www4.*san*t.com.br/revist*
De*envolvimento E*onômico L*cal e Gestão P*b*ica Empreende*ora:
75
3 Desenvolvi*ento E*onômico Local I*duzido no município ** Três Ri*s: um b**ve
estudo d* caso *o Pr*jeto "F*menta Três *ios"
* Agê*cia de Desenvolvime*t* Mun*cip** Fome*ta *rês *ios foi cri*da a*ravés **
Lei Mu*icipal nº 3.9*7, de
no*embr*
d* *013, e tem como fun*** esti*ular
o
des**volviment*, a inovação e o empre*ndedo*is*o *ocal. O p*p** da Agênci* é oferece* uma
ampla g*ma de serviços
aos cidadãos e *s empr*sas, espec**lment* mi*ro e pequenas,
desen*ando * exec*tando projet*s d*versificados par* reforçar o tecido **onômico da cidade,
b*m como a q*alida*e de vida d* população loca*.
O trabalho dese**olvido por ess* agên*i* *stá *o*a** no a*men** *a competitivida*e
e da sustentabilidade ** empresariado l*cal, por meio d* estímulo *o empre*ndedorismo,
*
desburocratização e à fo*malização do* *egócios existentes no *unicípio, o estimulo à cri*ção
** novos n*gócios, qualificaçã* em gestão e áreas afins, à *ncubação de emp*esa* à
de
int*resse
do
desenv*l**mento socio*conômico local: estim*lo ao acesso à informação e
à
inovação
para as MPE, a*é* do acesso a outr*s mercados, at**v*s d*
even**s como feiras
e
rodada* de *egócio.
A agência Fomenta T*ês Ri* possui um Co*selho D*r*tor, formado por representant*s
d* sociedade ci*il * p*r integra*tes da admini**ração **b*ica, e está div*dido em cinco áreas:
Acade*i* do E*preen**dor, Observatório
das Pequenas * Mic*oempr*sas (M*Es), Cas* *o
*mpreendedor, Escritório de Projetos e *v*ntos e Agê*cia de *i*anciame*t*. A Academi* do
Empreend*dor
tem a
r*sponsabi*idade
de realizar
con*êni** **m órgãos *úblicos,
univ*rsi*ad*s e instituições
de fo*ento
p**a disponibilizar palestras *ursos e
de extensão,
gradu**ão e pós-*raduaç** e* g*stão da MPE, in*vação, cr*ativi*a*e e *m*reended**ismo,
por meio da *on*essão de *olsas de estudo para qualifi*açã* das mi*r* e p*quenas empresas *
d*s empreend*dores indivi**ais. Out*as atrib***ões dessa áre* e**lob**: (a) fi*mar convênio
par* im*lantação de *scritório Mod*lo, campo de estágio dos cur**s de Adm*n*str*çã*,
Economia e Direito da UFRRJ - C*mpus Três Rios, para atendimento * o*ientação *os
empreen*edores do muni*ípios; (b) form** grupo de consul*ores sênior, empr*sá*ios d*
município, denominados Anjos *m*reendedores, para orientação de novos
* futur*s
empresários *o **nicípio; (c) prom*ve* capac**a*ão para os *equenos
*egócios lo*ais; (d)
ca**cit*r *ervidores pú*lic*s; (e) *romover capacitaç**
em inovação e tecn*logia; (f)
particip*r de projetos * progra*as *e instituiç*es de *nsino como SENAI, *EN*C, SENAR e
SEBRAE.
Rev. FSA, Teres*na PI, v. 1*, n. 5, art. 4, p. 69-87, set./out. 2018
www4.fsanet.com.br/re*is*a
L. *. Soares, D. R. Oliveira
76
O Observatório das MP*s, outra áre* do Proj**o Fomenta Três Rios criado *el*
governo munic*p*l, gar*nt* apoio ao c*operat*vismo
e
à repr*s*ntação em**esar*al,
fortale*endo as ins*i*uiçõe* exi*tentes e fomenta*do a criaçã*
de
novas, de a*ord* com os
setores econômicos
do município,
a*ém d* realizar missões, visitas técnicas, caravan*s
empresa*i*is e part*c*pação em *xposições e f*iras nacio**is e inte*n*cion*is para a prom*ção
dos peque*os negóc*os. Tem foco no modelo de prát*cas de sucesso par* est*mu*ar
o
cooperativismo. *utras a*ri*ui*õe* dessa área englobam: (a) promov*r *en*hmarket*ng entre
as MPEs; (b) fomen*ar a *rom*ç*o da sociedad* da *nformaç*o com aç**s que vão *e*de
a
criação *e empresas até o
impul** à pesquisa; (c) *omentar
a cria*ão
de c*nsó*cios
e
associações de pequ*n*s negó*ios *om foco no aten*ime*to à Administ*ação P**lic*
e
***resa* pri*a*as lo*ais regionais; (d) fi*mar pa*cerias com instituições associativas de e
p*quen*s n*gócios;
A Casa do *mpreen*edor, ou*ra á*ea *o Projeto Fomenta Tr*s Rios, *ria ou
racionaliza estruturas de atend*mento aos empresários, em espec*al de
**quenos negócios,
e
operacional*za ações de orientação e desburocratização. Sua fun*ão também é dar *gilid*de à
*iber**ão *e do**mentaçã* e taxas pa*a a emissão de alvarás, licenças, baixas e qualquer
outro pr*cedimento ne**ssár*o
para abrir, fa*er funcionar ou fechar uma
empres*. Integ**
várias açõ*s, com *oco no **tor i*formal, e promove ac*sso simplifi*ado à formalização.
O Escritór** *e Projetos e **entos tem a responsabilid*d* de dia*nostica* os *undos
de investimentos
*acionais e internacionais,
públi*os e priva*os, el**orar e
projetos *ue
garantam a implementação e a m*nutenção d* Smart City em Três R*os,
com
projetos
*re**rencialmente *as
vertentes digital, *uríst*ca, su*tentá*el, cultural, esportiva, e*u*ativa,
inclusiva, saud*vel e produtiva.
Já a Agência de *in*nciamento b*sca est*belecer
parcerias p*bl**o/privada* pa*a
financia* impla*tação a
e/ou incubação de em*r*sa* e empr*en*edores do mu*icípio
em
qualque* *amo *e *tividade, e*
esp*cial aquele* de
base tecnológica d* int*resse social, *
além d* g*rar postos de trabalh* e ga*antir sustentabilidade aos e*pree*di*entos lo*ais.
É respon*ável, ainda, por *er*r o F*ndo de Fome*to *u*do e
d* Tecnologia, entre
outras fun*õe*. Cab*
dest*c*r que a A*ência de Des*nvolvime*to Munic*p*l Fomenta T**s
R i os é
operac*onalizada pelos se*ores admin*str**ivo e financeiro do Poder *xecutiv*
*unicipal, * t*m p*r final*d*de p*omover inovaçã* na gestão pública e na iniciativa priv*da,
p*r meio de novos projeto* ** emp*eend*dorismo, possib*l*ta*do maior empregabilidade
à
população.
Rev. FSA, *e*esina, v. 15, n. 5, art. 4, p. 69-87, set./o*t. 2018 www4.f*anet.*om.b*/revista
Desenvolviment* Econô*ico L*cal e Ges*ão Púb*ica Empree*ded**a:
77
D* ponto d* v*st* d*s resu*tado*, de ac*rdo com o Gráfico 1, pode**s obse*v*r que,
no perío*o entre 2*10 e 2015, a
ci*ade de Três *ios apresentou um
crescim*nto de 1*,1%
(pa*sou de 1.7*4 para *.96*) no número *e empresas regi*tradas, enquanto no Es*ado d* Rio
de J*neiro, o aumento *oi de 12,8% (passou de 255.611 *ara 288.**4). Em r*laç*o aos setores
eco**micos, verifica-se que os segmen*os do c*m*rcio e serviços apresen**ram um melhor
*esempenho no município de Três Rios, com tax*s
de cresci**nto de 10,6% e 20,9%,
*es**ctivamente, quan*o comparado
ao *s*ad* do **o
d* Jane*ro, q*e re*istrou *o per**do
2010/20*5 *s r*spectivas tax*s d* 8,8% e *5,5%. No setor in*ustrial, verificamos que
*
cresciment* regis*rado
no Esta*o *o Rio de *aneiro (10,3%) foi sup*r*or ao registrado na
c*d*de de Tr*s Rios (3,8%). J* no segmen*o da c**str*çã* civ*l * *atamar de crescim*nto
observado tan*o no Estado do *io de Ja*eiro quant* *a Cidade de Três Rios foi eq*ival*nte
(3*,7%) entr* os an*s analisado.
Gráfic* 1 - *rescimento d* *úmero de em*re*as no Municíp*o de *r*s Ri** e no Es*ado do
Rio de Janeiro entre 2010 e *015 (em %)
Fonte: R*IS/MTe. *l*b*ração própria.
E* rel**ão *o número de empregados registra*os, podemos obser*ar, segundo a
Tab**a 1, que *ouve um aume*to *e 10,8% no municí*io de *rês Rio* entre os anos de 2*10
* 2015, saindo de *2.836 **ra 2*.303 post*s de traba*ho. En**ant* isto, no Estado d* Rio de
Janeiro * *axa de cres*imento registrada foi de 9,04% e*tre os *no* anal*sados. Cabe *est*car
que,
no pe*íodo em ques*ão, os setores
de Se*viço (aum*nto de *4,9*%) * construção Civi*
(cr**cime*to de 7,09%) foram **
que registra*am as maiores taxas no *nterv*lo de tem*o
estudado n* municípi* de Três Ri*s.
Rev. FSA, Ter*sina *I, v. *5, n. 5, a*t. 4, p. 69-8*, set./**t. 20*8
*ww*.fsanet.co*.br/r*vista
L. S. Soar*s, D. R. Oliveira
78
Já no Estado do Rio de Jane*ro, os *egmentos econômicos que mais *e de***caram
foram o *a construção civil e de comércio, cujas taxas registradas fo*am de 16,54% e 1*,33%,
re*pect*v*me*te, entre os ano* de 2010 e 20*5. Em pa**lelo, v*rific*mos q*e
o setor
agropecuário foi * que r*gistrou * *ior desempenho, tanto *o mun*cípio de Tr*s R*os quanto
no âmbito do *stado do Rio d* Jan*iro.
T*bela 1 - Cresciment* d* número de empregos no *unic*pio de Três R*o e no Estado d*
*io de Janeiro entre 2010 e 2**5 (em %)
*rês Rios Ri* de J*neiro
20*0
2015
Var. (%)
2*10
2015
Var. (%)
Ind*s*ria
6 .0 8 *
6 .0 * 1
0 ,0 5 %
5 2 9 .3 1 6
5 2 * .7 6 8
* ,0 9 %
*o*st*ução Civil
* .1 5 6
1 .2 3 8
7 ,* 9 %
2 * 4 .6 6 *
2 6 1 .8 1 *
1 6 ,* 4 %
*omércio
6 .0 4 1
6 .1 6 3
2 ,0 2 %
7 8 8 .7 5 0
8 7 0 .2 4 8
1 * ,3 3 %
**rvi*o*
9 .2 2 1
1 1 .5 2 3
2 4 ,9 6 %
2 .* 1 4 .1 8 5
2 .7 6 * .2 3 2
9 ,9 1 %
*gropecuária
330
288
-12,73%
2 3 .1 6 9
2 3 .8 0 0
2 ,7 2 %
Tot*l
2 2 .8 3 6 2 5 .3 0 3
1 0 ,8 0 %
4 .* 8 0 .0 8 2
4 .4 4 8 .8 5 9
9 ,0 4 %
*onte: RAIS/M*e. *lab*r*ção própria.
É cl**o qu* an*lis*s de indicado*es r*lacion**os ao nú**r* de empresas e emprego no
conjunto das atividades eco**micas não s*o suf*ciente* para se determ*nar o suce*so *u nã*
*o projet* "Fomenta **ês Rios", nem mesmo permite ila*ões sobre o estimu*o a atividades
empre*nde*o*as. Contu*o, podemos verificar que o dese**e*ho des*as va**áveis foi *aior *o
município de T*** Ri*s do que * ob*ervad* no âmbito do Es*ado d* *io de Jan*iro. Cabe
desta*ar q**, con*o*me m*ncionamos, um processo de desenvo*vim*nt* su*tentad* *n**z*do
envolve mudan*a estrutural do t*c*** p*o*utivo. N*ste sen*ido, embora o segmen*o industrial
*en*a apresentado indicadores abai*o dos registrados no *mbito do Estado *o *io *e Janeiro,
fiz*mos a opção de anal*sar o compor*ament* das micro**presas ligada* a *ste s*gme*to,
tendo em **n*e a capacida*e da indúst*ia e* g*ra* a mudança* *strutu*ais, bem c*mo *feitos
trans*ordamen*o pa*a tr*s e para f*ente
ao longo das cadeias
*rodutivas. *onforme Oliv*ir*
(2011), o s*tor industria* possu* maior
*ap*ci*ade de *ndução a* *rescime*to sustenta*o
e
está menos suscetíve* a f*utuaçõe* de ren*a no
cu*to p*azo, em raz*o da* caracterí*tic*s que
*o* s ui * .
1
**r O*ivei*a (**11, c*pítulo 3).
R**. FS*, Teresina, v. 15, n. 5, art. 4, *. 6*-87, set./ou*. *018
ww*4.fsan**.com.br/revista
Desen*olvimento *conômico L*cal e Gestão Púb*ica **preendedora:
79
Para Oliveira (2011) a* tr**sformações est*utura*s implic*m mudanças n* localização
setorial do **t*r trabalh*, ensejando ma*or cresciment* quand* essa alocação é dire*ionada
*o* set*res modernos (tecnologi*ame*te di*âmicos). D*sta f*rma, * impo*tante analisar a
*volução da pro*utiv*dade, buscand* c*pta* a influência *es*as mudanças est*utura** s**re o
emprego das mic*oempresas da indú*tria *e tra*sformação no municípi* de Tr*s Rios. De
acordo com Tim*er e Szirmai (2000), *a*gerberg (20*0), Ro*ha (200*) e Ca*valheir* (2005),
n
Pt1 = *t1sit1
i=1
conside*amos que a produtividad*
no pe*íodo inicial é de*inida por como
,
sit1 = E*
em que
E é a pa*t*cipaçã* do em*rego do s*tor (ou *rupamento) i n* empreg* total e
P*t1
i
g
é a produtivi*ade
d* setor (*u grupamento)
. Se
é * taxa de cresci**nto da
P
t 1 t
i s Pit1*it1 i
produtividade, te*emos:
* i
t 1 * 1
s i
. Logo, fica claro que dois fatores podem estar
influenciando o a*mento d* produti*i*ade. Por um lado, a produti*id*de intr*-setori*l pode
*s*ar vari**do, e de outro, p*de haver v*r*ação da
d*stribuição da *ntersetorial do empre**.
Co* is*o, pode-se expre**ar o crescimen*o da pro*uti*idade p*r:
g
g
s
+ ...
2
(1+ g)Pt1 = (+1(+1+1g)P(1)(+1+*g)P1)*ts11*t+* (1+ g2 )(1+ *2 )*2 P * t 1 t 1 P s t 1 t 1
s
*
n
n
n
n
(1)
giP
g is
Em que
é a ta** de *rescimen*o da pr*dut*vidade do seto* (ou gru*amento) * , e
éa
*
taxa *e crescimen*o d* parcela d* em*rego do s*tor (ou gr*pamen*o)
. Ma*ipulando
al*ebr*came*t* (1), teremos:
n
g = g
P
i
Pit1sit1 + n g s Pi*1sit1 + n g P g s Pit1sit1
* 1 i
1* 244 14 2P 4 1442*43 i=1 4 P 3 1 4 4t13 1 i i Pt1
i= i=
E*ei*o Eficiencia
Intrase*orial
EfeitoCompo*ição
Efeito Espec*a*ização
Dinâm*ca
(*)
A equação (2) mo*tr* que, sem mudan*a *st*utu*a* (*u s*ja, sem a*tera*ão
na
participação do
fator tr*ba*ho
de cada *ub*etor no total do tra***h* *mpre*a*o nas
mi*ro*mpres*s do
s*gmento indus**ia*), ta**o o *feito compos*ção q*an*o o efe*to
especialização d*nâmica se*ão nulos. Com is*o, a única causa do c*escimen*o da
*ev. F*A, Teresina PI, v. 15, n. 5, art. 4, p. 69-87, set./out. 2*18 www4.fsanet.com.br/revista
L. S. S*ares, *. R. *liveira
80
p*odutiv*dade t*rá si*o intra-set**ial devido a alteraçõ*s na eficiênci* das empr*sas (o efeito
eficiê*cia intra-setorial
ou
efeito *ecnológ*c*). N* caso em que * pro*utiv*dade
de cada
*ubsetor t*n*a se mantido const*nte, alteraçõ*s na co*posição do empr*go far*o
c*m *ue *
pro**t**idade se altere (*feito composiç*o ou efe*to estát*c*).
*sse tipo de evento pode oc*rrer quando determinad* subse*or *or exemplo, indústrias
de alta produtividade contratam m*i* do que seg*ent*s in*ústri*s *e b*ixa
pro*utividade,
ainda que não *aja *udan**s em suas pr*duti*ida*es i*dividuais. Já n* caso em que ocorrem
*l*erações simultâneas
da pro*utividade i*tra-seto*i** e na co*posi*ão intersetorial d*
empr**o, surge u* **rceiro efei*o de *specializa*ão dinâmica (ou efei*o dinâmico) que
resume a di*eção da especializ*ç*o da
economia. Para
exempl*ficar este últi*o efe*to,
s*ponha a *xistência de do*s setores com a mesma parti**p*ç*o *nicial na
pr*duti***ade.
C*nsidere *ue o pri*eiro s*tor t*nha a*t* tax* de c*escimento da produtividade e o seg**do
baixa taxa de crescime**o da produtividade. Se houver incrementos na participação *o *eto*
de alto crescimento da produt*vidade no em*rego, * efeit* di**mico se*á positi*o ou, *o ca*o
contrári*, ne*ativo.
Cabe esc**recer que traba*har com dados do setor industria* no âmbito *unicipal é um
grande de*afio *m ***ção da indisponibi*idade. O I*GE não pr*duz este t*po *e inform*ção.
D*ante
disto, adot*mos salário real como pr*xy da p*odutiv*da*e p*ra dos *álcu*os. A o
r*muneração média *ensal, obti*a *a RAIS, foi corrigid* *elo IPCA para valores constantes
de 2**5, el*minando o e*ei** inflacionár*o. Além d**to, agrupamos os segmentos *n**striais
d* acordo co* a tipologi* p*oposta por Lall (2000) e classificamos o* segmentos da indústria
d* tran*formaçã* * *rês d*gitos em produtos baseados e* recur*os naturais, baixa tecnologia,
média *ecnologia e alta tecn*logia2.
D* *cordo com a Tabela 2, e*tre
os anos *e 2*10 e 2015, o crescimento real
acumulado *a **ssa de sa*ários (p*o** da p*odutivida*e) no s*gmento das microempresas do
*etor ind*st**al *o muni*ípio de Três Rios foi de 11,29%, s*ndo eficiê**ia *ntra-set*rial a
respons*vel po* ce*ca de 88% do *r*scimento *e*l *egistrado *o período analisado, en**ant* o
efeito composição fic*u r*sponsável **r *2%. Es**s *ados *ost*am que *s *icroempresas
ficaram *ais eficie*tes, *e* como
houv* uma m*ior contrat*ção por mi*roempresas *ai*
produtivas em relação às me*os produ**vas. Quando obs*r*amos a evolução dos ind*cadores
** um ano para outr*, fica clara a tendência de predomín*o do efici*ncia
i**ra-setor*al sobr*
os ef*i**s composição e es*ecia*iza*ão d*nâmica.
2 Ver *n*x* 1.
Rev. FSA, Teresina, v. *5, n. 5, ar*. *, p. *9-87, set./out. 2018
www4.fsanet.com.br/revista
Desenvol*imento Eco*ômi*o Local e Gestão *ú*lic* *mp*e*ndedo*a:
81
Tabela 2 - Decomposição *o salário real (proxy da produti*idade) *as microe*p**s*s d*
i*d*stria de transformação ** Trê* Rios d* 2010 a 20*5 (em %)
Efeito
*015/201*
2014/2*13
2013/2012
20*2/2011
2011/2010
2015/2010
*ficiênc*a
Tota*
-0,002
0 ,0 3 4
-0,017
0 ,0 2 *
0 ,0 4 6
0 ,1 0 0
Int*a-seto*.
%
7*%
82%
64%
7*%
80%
8*%
**eito
Total
-0,00*
0 ,0 0 4
-0,014
0 ,0 * 4
-0,005
0 ,0 1 4
*ompos.
%
51%
11%
52%
11%
-9%
12%
E*. Esp.
Tota*
0 ,0 0 0
0 ,0 0 *
0 ,0 0 4
0 ,0 0 8
0 ,0 1 7
-0,00*
Dinâmica
%
-21%
8%
-16%
19%
29%
0%
Cr*sc.d*
Total
-0,23%
4 ,2 1 %
-*,62%
3 ,9 * %
5 ,7 3 %
1 1 ,2 9 %
P*od*t.
%
1*0
1*0%
100%
100%
100%
100%
Fonte: RAIS/M*e. Elabo*ação própr*a.
Em rela*ão aos grupa*entos indus*riais das microempres*s registradas n* muni*ípio
de Trê* Rios, a Tabela * mostr* que o *onjunto de **tores *esponsáve*s pela pr*du**o de ben*
de alta i*tensidad* tecnológica ap**sentou, entre os anos ** 2010 e 2015, resultados positivo*
tant* na efic*ência in*ra-seto*ia*,
*uanto
*os efeitos co*p*si*ão
*
*specialização dinâm*ca,
*azendo c*m que est* grupamen*o registr*sse um crescimento acumulado dos ganhos r*ais
(prox* *a produtividade)
d* 65,*4%. Nos biêni*s 2011/20*0 e 2015/*014, o *feito
tecnológ*co p**sou a *tua* de *orma **sfavorável, o que suge** perda de eficiência co*junto
das *icro**pres*s agrup**as n*ste setor.
Já o grupamento d* *icroempresas qu* com*õem *s se*ores produtores de
bens
de
média e ba*xa intensi**de tecnológ*ca reg**tr*u, a* **ngo do perí*do e*tudado um decrésci*o
*e renda real na
ordem ** 2,07%, *orte**nte in*luenci*d* pelo efeito composição que
**min*iu em 2,35%, o
que indica uma contrataç** em *ai*r magn*tude *o* mi**oempresa*
me*os e*icien*es *ue fazem p*r*e dest* grup*mento. Em
paral**o, o conjun*o das
micro*mpresas qu* compõem seto*es prod*tores de bens d* ba*xa i*tensidade tecnológic*,
bem como os i**ensivos em tra***ho e recursos natur*is apres*ntaram aument** de renda r*a*
d* 2*,38% e 11,2*%, r*specti*a*ente.
C*ntud*, pode se observar q*e o g**pamen*o das microem*resas que compõem o
segmento
d* produtores de bens de ba*xa
*ntensidade tecnoló*ica regi**rou
u** redução
de
Re*. FSA, Teres*na P*, v. 15, n. 5, a*t. 4, p. 69-87, set./o*t. 20*8
www*.*s*net.com.b*/rev*sta
L. *. Soares, D. R. Oliv*ira
82
228,62%, via eficiência i*tra-*etor*al, que f*i compensada pe*as expans*es reg*stradas po*
meio dos ef**to* c*mpos*ção (199,41%) * d*nâm*co (58,
*9%). No caso *o *rupam*nto *e
microempresas produ*oras de b*ns intensivos em tr*balho e re*u*sos naturais for**
reg*str*dos cresci*ent*s nos t*ês elementos de d*composição do crescimento da r*nda real
entre os a*os de 2010 e 2015.
Tabela 3 - Decomposição do salário *eal (p*oxy da p*odutividade) *as *icroempresas da
in*ústri* de transformação de ac**do co* os grupamentos *ndustriais (gr*u *e inten*idade
tecnológic*) no M*nicípio de Três Ri*s de 201* a 2015 (em %)
Grupamento produtor de be*s de alta Inte***dade Tecn*lóg*ca
Efeito
Ef*ciência Intra-
Cresc*m**to da
Ef*ito Co**osição
E*pecializ*ção
s**ori*l
Produti*id**e
dinâmica
2011/2010
-1*9,53%
1*3,89%
4 6 ,2 7 %
4 0 ,6 3 %
2012/201*
1 1 ,4 9 %
2 4 ,3 * %
1 1 ,5 7 %
4 7 ,* 4 %
20*3/2012
7 7 ,0 9 %
-122,26%
2 4 ,8 * %
-*0,3*%
2014/2013
0 ,7 2 %
6 ,9 6 %
0 ,5 7 %
8 ,2 5 %
2015/2014
-2,82%
-5,18%
0 ,3 9 %
-7,61%
2015/2010
1 3 ,4 2 %
3 1 ,* 6 %
2 0 ,4 6 %
6 5 ,2 4 %
Gru*amento produtor de ben* de média In*ensidade Tecno*ógi*a
E*eito
Eficiê*cia Intra-
Crescimento da
Efeito Composição
Es*ecialização
setorial
Produtivid**e
dinâmica
201*/*010
-**,87%
* 0 ,1 1 %
-3,69%
-*6,44%
2012/2011
-3,73%
-*,46%
* ,0 7 %
-5,1*%
*01*/2012
9 7 ,6 0 %
-7*,17%
-9,98%
1 3 ,* * %
2014/*013
* 6 ,* 0 %
* ,5 8 %
2 ,* 9 %
3 * ,7 8 %
201*/20*4
* ,0 6 %
3 ,4 2 %
* ,1 6 %
4 ,6 4 %
2015/2010
0 ,2 3 %
-2,35%
0 ,0 5 %
-2,07%
Gru*amento prod*tor de b*ns de baixa I*tensidad* Tecnológica
Efeito
Eficiên*ia *ntra-
Crescime*to d*
Efe*t* Co**osição
E*pe*ializaçã*
setori*l
Produt*vidade
dinâm*ca
2011/2*10
5 ,9 2 %
-2,6*%
-0,*8%
3 ,2 1 %
2012/201*
1 1 ,8 1 %
0 ,7 0 %
0 ,0 9 %
1 2 ,6 * %
2013/2**2
-1,13%
3 ,3 3 %
0 ,0 * %
2 ,2 7 %
201*/2013
-20,53%
2 7 ,4 3 %
2 ,6 1 %
9 ,5 1 %
2015/*0*4
-*,04%
-0,56%
0 ,* 0 %
-0,60%
2015/*010
-228,62%
199,41%
5 8 ,5 * %
* 9 ,3 * %
Grupa*en*o *rodutor de bens i*te*sivos ** trab*lh* e recur*os naturais
*fei**
Eficiência Intra-
*rescimento d*
Efei*o Co**osição
Espe*ializaç*o
*et*rial
Pro*ut*v*dade
di*âmica
20*1/2010
2 * ,2 7 %
-2,*6%
-0,44%
1 7 ,* 7 %
2012/2011
-0,07%
-0,54%
0 ,0 0 %
-0,60%
2013/201*
0 ,2 4 %
* ,8 1 %
0 ,0 4 %
2 ,0 8 %
2*14/20*3
-3,*2%
-*,79%
0 ,1 6 %
-5,*5%
*ev. *SA, Te*esina, *. 15, n. 5, art. 4, p. 69-87, set./out. 2018
www4.fsanet.com.br/revista
Desen*o*vimen*o Econôm*co Local e Ge*tão Públ*ca Empreendedora:
83
2015/2014
-*,*1%
-1,23%
0 ,0 * %
-4,49%
201*/2010
1 0 ,5 4 %
0 ,* * %
* ,0 * %
1 1 ,2 9 %
Fo*te: RAIS/MTe. E*abora*ão própria.
Ape*ar dos res*ltados desfavorávei* entre os v*r*os biênios analisados,
po*e-se
argume*tar q*e alongo
do período de 201* a 201* oco*re*am melhoras tecnológicas
(microempresas *ais efic**nt*s) e realocações d* fator *rabalho na *ireçã*
d*s ramos mais
produt*vos d*ntro des*e con*unt* de setores que **mpõ*m a *ndú*tria d* tran*fo*maç*o. Des*a
forma, possível supo* *ue o conjunto de medid*s volt*das é
*ara o estim**o das açõ*s
em*r**nded*ras no mun*c*p** de Trê* Rios **nha* con*ribuído, ainda qu* ligeiram*nte, par*
u*a mudan*a po*itiva no *e*ido produti**.
4 CONSIDE*A*ÕE* FIN*IS
Neste artigo observamos q*e * li*er*tura e*peciali*ada *ue trata da temát*ca assoc*ada
ao pr*cesso de dese*volv*me*to econômico loc*l vem apontando pa** nec*ssidade de criação
de instr*me**os ca*azes de induzi-lo, porém
de *orm* *lexível. Isto é, ger*r o estímulo
nece*sário
para
que *s atores lo*ais (em*resas, **nsumidor*s, órgão público* etc.) *ossam
ass*mir **ota**nismo do desenvol*imento *e ca*áter end*geno, m*d*ante um ****ente o
institu*ional lo*al pr*p*cio às a**vidad*s produt*vas e de geração de emprego. Este
desenvolv*mento e*onô*ic* *n*uzido deve surgir "d* b*ixo para cima" e ser sustentado por
fatores não apenas econômicos, mas ta*bém s*c*a*s, cultu**i* e territ*ri*is.
*o *a*o em especí*ico
do município de Três Rios, nosso objetivo foi a*alisar * c*so
do projeto "Fomenta Tr*s Rios", que se m*ter**l*zou por mei* da c*iação de uma a**ncia,
*u*o conselho diret**o * f*rmad* por representant*s
da so*iedade civil * por *ntegran*es da
ad*inistraçã* públic*, e está di*idida em cinco frentes de atua*ão: Ac*demia
do
Empr*e**edor, o *bservatório das *equenas
e Mic*oempresas (MPEs), a Casa
do
E*pre*ndedor, o Escritó*io d* Pr*jetos e E*entos e a Agênci* de Financ*am*nto.
*bservamo* qu* o o*jetivo
do
projeto foi
p*opo*cion*r um amb*e*te propício
ao
empreended*rismo, ar*ic*land* i*iciativas de po*ta-a-ponta (*esde a qualifi*ação *té as feiras
de negóc*os).
De uma forma *eral, a análi*e dos da*os de emprego e nú*ero de e*pres*s mostra*am
*ue, en*re os anos de 2*** e 2015, o
dese*penho *o cresc*mento dess*s indicadores no
mun*cípi*
de Tr** Rios foi m*ior d* que o observado no conju*to d*s municíp*o* que
Re*. FSA, *e*es*na PI, v. *5, n. 5, art. 4, p. 69-87, se*./o*t. 2018
www4.fsanet.*om.br/r*vista
L. S. Soares, D. R. Olive*ra
8*
compõem o *stado *o Rio de *aneiro. Val* destacar *ovamente *ue análises d* indicadores
relacionados *o número *e e*presas e empr*go no conjunto *as atividades econômicas
não
são
suficientes p*ra se determinar o sucesso *u não do projeto "Fomenta T*ês Rios", nem
mesmo permite* ilações sobre * e*timulo a ati*i**des empreendedoras. D*ante dis*o, e tendo
em mente *s *imi**ções de
d*dos *ndustri*is de âmbito munici*al, buscamos q*al*fic**
o
de*a*e *e***pondo o ganho ** renda *e*l (usado como pr*xy da pr*duti*idade) do se*o*
in**s*rial, e obs*rvamos qu*, e*b*ra te*hamo* re*ultad*s desfa*oráv**s em *ários biênios
ana**s*do* *á, sim, melhor*s t*cno**gi**s (microempresa* mais eficien*e*) e r*aloc*çõ*s do
*ator trabalho n* dire*ão
dos *a*o* ma*s produtivo* dentro deste conjunto de
set*res
*u e
compõem a in*ústr*a de transformação no município *e Três *ios. Essa* mu*anças, ainda que
incipi*nt*s, revelam que o conju*to de medidas *oltadas para
o estimul* das açõ*s
*mpreendedoras no mu*icípio de Trê* R*os co*tribuiu para u*a mudan** posi*iv* no tecido
*ro*utiv*.
R*FER*NC*AS
AMARAL FILHO, *. D*se**olvimen** reg**nal endógeno
e*
um ambie*te **derali*ta. In:
P*aneja*ento e políticas públicas. Brasília, IPEA, n. 14. dez, 1996.
BERNAR*O N. *. R.; VI***A, E. T.; AR*ÚJO E. A. S. A relevânci* d* *tivi*a*e
*mpreen*edo*a para o d*senvolvimento econômic*
d* u* pa*s. Revista C*entífica On-line
Tecn**ogi*, G*stão * Huma*ismo. FA*EC Gua*atinguetá, v. 2, n. 1. 2013.
CARVA*H*IRO, N. Ob*erva*ões sobre p*odu*ivi*ade *o trabalho no *ra*il a
*urante os
*nos nov*nt*. VII Encontro N*cional de Econo*ia Política, C**itiba/PR, 2005.
*AGERBERG, J. "Technological progress, structural cha**e and productivity growth: a
*ompa*at*ve study". S*ructural Chang* and Economi* Dynamics, 11: 3*3-411, 2000.
LLORENS, F. A. Desenvo*vimento *conô*ico Local: Caminhos e De*afios para
a
Co**trução de *ma N**a Agenda Po**tica; tradução de An*ônio Rubens *ompe* Brag*. Rio
d* Janeiro: BNDE*, e*. 1, *001.
*EYE*-STAMER, J. Por qu* o Dese*volviment* Econômico Lo*al é tão *ifícil, e o
qu e
po*emos f**er para torna-lo mais efica*? *ná*ises e P*op*stas,
2*04. Disponível em:
<http://*ibrary.fes.de/pdf-files/b*ero*/bras*lien/05*26.pdf> Acesso em: 23 de jan. 2*17.
*L*V*IRA, D. R. O processo de mudança estrutu*al no *ó*-1990:
Uma *náli*e
da
heterogeneidad* produt*va na perspectiva kal*o*ia**. Tese de D*utorado não p*blicada,
R io
de Ja**iro, CPGE / Faculdad* *e *conomia-UFF, 2011.
Rev. FSA, Teresina, v. 15, n. *, art. 4, p. 69-87, *et./out. 2018
www*.fsanet.com.br/re*is*a
Desenvol*imento E*onômi*o Local e *e**ão P*blica Empreended*ra:
8*
ROCHA, F. Produti**dade do trabalho e mudança *str***ral na* i*dústrias brasilei*as
ext*ativa * de transformação, 1970-2001. Revista de Economia Política, vol. 27, nº 2 (106),
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SOUZA E. C. *; JUNIOR, G. S. Empre*nd*dor*sm* e Desenvolv*mento: uma *elação em
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TIM*ER, M. * *ZIR*AI, A. (2000) "Produ*tivi*y Growth in Asia* Manuf*cturing:
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VITTE, C. C. S. Gestã* do
Dese*volv*mento E*onômico Local: algumas considera*ões.
Revista Internaci*nal *e Des*nvolvimen*o Loca*. v. 8, n. 13, p. 77-87, Set. 2006.
A*EXO 1 - LISTA DE SET**ES
P***UTOS DE ALTA INTENSIDADE TECNOLÓGIC*
24.5 Fabricaçã* de produto* farm*cêuticos
24.6 Fabri*ação de d*fensivos a*r*col*s
30.1 *abricação de máqu*na* para e*critório
30.2 Fabrica*ão de má*uinas * eq*ipame*tos de sistemas *l*trôni*os para p*ocess*mento de dados
*2.1 Fabri**ção *e material eletrônic* básico
32.2 Fabri*ação de ap**elho* e equip**ent*s de *elefonia e **diotel*fonia e d* *ransm*ssore* *e televis*o e
rádio
32.3 F*bricação *e apa**lhos recept*r*s *e rád*o e t*levisão e de reprod*ção, gravação ou am*lificação de
so* e vídeo
32.9 Manutenção e reparação de aparel*o* e equipamentos de tele*o*ia e radiotelefonia e de transmissor*s
de t*l**isã* e *á*io - *xc*to *elefones
33.1 Fabrica*ã* de *pare*hos e instrumentos para usos médicos-h*sp*talares, odontológicos e de labora*órios
e a**relhos ortop**icos
33.2 Fa*r*cação d* aparelhos * ins*rumentos de *edida, te*te e c**trole - exce*o equi*amentos *ara c*nt*ole
d* proc*ssos indus*riais
33.* *abric*ção de máqui*as, apa*e*hos equipamentos de *is*emas el*trôni*os dedicados * a*tomação e
indust**al * c*ntrole *o p*o*esso pro*utivo
33.4 Fabricação *e aparelhos, ins**u*ent** e *ate*iais ó*ticos, f**ográficos e cinematogr*ficos
33.9 Man*te*ção e reparação de equipam*ntos médi*o-h*spitalares, *ns*rum*ntos de *recis*o e ópticos
e
equipame*tos *ara *utomaç*o ind*strial
35.3 *onst**ção, mo*tagem e *epara*ão de *e*onaves
PR*DU*OS DE MÉ*IA INTE*SIDADE TECNOLÓGICA
23.3 Elaboração *e *om**s*íveis *uclear*s
24.1 Fabr*cação de produtos químicos inorgânico*
24.2 Fabrica*ã* d* pro*utos quím*cos orgâ**cos
24.3 Fabricação de resinas e *lastômer*s
2*.4 Fabrica*ão de fibras, fios, c*bo* e *il*mentos cont*nu** a*tificiais e sin*éticos
24.* Fabricaç*o de sabões, deterge*t*s, produt** de l*mpeza e *rtigo* de *e**umar*a
24.8 Fabricação de tinta*, *ern*zes, esmaltes, lacas e *r*du*os afins
2*.9 Fabricaç*o *e produtos e preparados q*ímicos *iversos
25.1 Fabricação de artigos *e borr*cha
25.2 Fabricação de pr*d*tos *e plástico
27.1 P*odução de ferro-gu*a e de ferr*ligas
R**. FSA, Teresin* PI, v. 1*, n. 5, *rt. 4, p. 69-87, set./ou*. 2018
www4.fsanet.co*.b*/revis*a
L. S. Soares, D. R. Oliveira
8*
27.2 Siderur*ia
27.3 Fabricaçã* d* t*bos - exce** em siderúrg*cas
27.4 Metalurgia de *etais não-fer*oso*
27.5 Fun*ição
28.1 *abricaçã* de e*tru*u*as metá*ic*s e obras d* caldeiraria *esa*a
28.2 Fabric*çã* de tanqu*s, *al*eiras e res*rvatórios *e*álicos
28.3 Forjaria, esta*paria, *eta*urgi* do pó e serviços de trat**e*to de metais
28.4 Fabr*c*çã* de *rtigos de cutelaria, *e se*ralheria e ferramentas m*n*ais
28.8 Manuten*ã* e repa*ação de tanques, caldeiras e reservat*rios me*áli*os
28.9 Fabricação de pr**u**s d*versos de metal
29.1 Fab**cação *e mot*res, bom*as, co*pres*ores * equipame*tos de transmi*são
29.2 Fabricação de máqu*n*s e equipamentos de *so geral
29.3 Fabrica*ão de tr*tores *
de má*ui*as e equi*am*n*os para a ag*ic*l*ura, avicu*t*r* e obtenção de
produtos animai*
29.4 Fa**icação d* máquinas-ferrame**a
*9.5 Fabric**ã* de *áquinas e equipamento* de *so n* extração min*r** e *onstrução
2*.* Fabric*ç*o de outras máquinas e *quipamentos de uso es*ec*fi*o
29.7 Fab*ic*ção *e arma*, m*nições e *quip*mentos militares
*9.8 Fabri*aç*o de eletrodo*és*icos
29.* Manutenç*o e repa*ação de *áqu*nas e equipamentos indu*triais
31.* Fabricação *e geradores, tran*formad*r** e motor*s elétricos
3*.* *ab*ic*ção de equipam*nto* pa*a distribuição e cont*ole de energia elétr*ca
31.3 Fabrica*ão *e fios, cabo* e condutores *létricos iso*ad*s
31.4 Fabricaç*o d* pilhas, **t*rias e acumuladores e*étricos
*1.5 F*b**cação de lâmpadas e equipamen*os d* il*minação
31.* Fabricação de mate*ial elétrico para v*ículos - exceto bateria*
31.8 Manutenção e repar*çã* de m*quinas, aparelhos e materia*s elétricos
31.9 Fabricação d* outros equipame**os e aparelhos e***ricos
33.5 Fabricação de cronômetros * relógios
34.1 Fabricação de automóvei*, caminhonetas e u*ilitários
3*.2 F*bri*ação de camin*ões e ônibus
34.3 Fabr*cação de cabin**, carro*e**as e reboques
**.4 *ab**cação de peças e ac*ssórios para veíc*l*s au*omo*o*es
35.* Construção e repara*ã* de em*ar*açõ*s
35.2 Cons*rução, monta*em e repara*ão de veículos ferr*viá*ios
35.9 Fab*icação *e outros equi*amen*o* de transporte
3*.9 Fab*icação de produtos diverso*
P*ODUTOS DE BAIXA IN*ENSIDADE TECNOLÓ*ICA
17.1 *enefici****to *e fibr** têxt*is natu*ais
17.2 Fiaç*o
17.3 Tecelagem - *nc*u*ive fi*ção e *e*elagem
*7.4 Fabr*c*ção de a*tefatos *êx*eis, i*cl*indo tec*lagem
1*.5 Acabament*s em fios, tec**o* e art*gos têxteis, po* te*c*iros
*7.6 Fab**cação de ar*efatos t*xt*is a partir de *e*id*s - *xceto v*stuá*io - * de outros *rtigos têxte**
1*.* *abric*ção de te*i*** e artigos de ma*ha
18.1 Confecçã* de artigos do v*stuá*io
18.2 *abrica*ão de aces*ó*i*s do *e*tuár** e de segu*anç* profissional
**.1 Curtime*to e outras preparações de couro
19.* Fabricação de artigos para via*e* e de artefatos diversos *e c**ro
19.3 Fabric*ç*o de calçados
21.2 Fabricação de papel, papelão liso, cartolin* e cartão
21.3 *a*ricação de e**alagen* de pa*e* *u papelão
21.4 Fabr*cação d* artefatos d*v*rso* de papel, *ap*lão, cartolina e c*rtã*
2*.* E*içã*; ***ção e impressã*
2*.2 Impressão e ser*iços conexos par* te*ceiro*
2*.3 Reprodução de m*teriais grav*do*
*6.1 Fabricação de v*dro e de produ*os do vidro
Re*. FSA, Teresina, v. 1*, n. 5, art. 4, p. 69-87, set./*ut. 2018
www4.f*anet.*o*.br/rev*sta
Desenv*lvimento Econômi*o Local e Gestã* *úb*ica E*preendedora:
87
2*.2 Fabricação de ciment*
*6.3 Fabri*ação de *rtefat*s de concreto, cimento, fibr*cimento, ge*so * estuque
26.4 Fabr*caçã* de produtos cerâmicos
26.9 *p*re***mento d* pedr*s e fabricação de ca* e d* outros prod*t*s de minerais não-metálico*
34.5 Recon*ic**na*e*to ou recuperaç*o *e m*t*res para veículos automotores
36.1 F*bricação d* artigos ** mobiliário
*7.1 R*cicla*em de s*catas metálicas
37.2 Recic*agem de *uc*tas não-metálicas
P*ODUTOS INTENSIV*S EM TRABALHO E RECURSOS N*TURAIS
15.1 Abate e preparaçã* d* produtos de carne e *e *es*ado
15.* Processamento, preserva*ão e produção de con*e*vas d* f*utas, legumes e *utros ve*etais
1*.3 Prod*ç*o de óleos e gor*ur*s *eget*is e animais
15.4 *ati*ínios
15.5 Mo*gem, fab*i*ação de *ro*ut*s amiláceo* e *e raçõ*s *a*ance*das p*ra ani*ais
1*.6 Fabricação e r*fino *e aç*car
15.7 T*rre*ação e *oage* de c**é
15.8 Fabri*a*ão de outros produtos al*mentícios
15.* *abricaçã* de bebidas
*6.0 *abricação de p*o*utos *o fu*o
20.1 Desdobra*ento de mad*i*a
20.2 F*bri**ção *e produtos de madeira, cort**a e materi*l *ra*çado - exceto *óveis
21.1 Fa*ri*a**o de ce*ulos* e outras pasta* para a fabricação de papel
2*.1 Coquer*as
23.2 Fabricação de produtos der*vad*s do petróleo
23.4 P*oduçã* *e ál**ol
Fonte: adaptado de LALL, S. (200*).
Como *eferenciar este Artig*, c*nforme ABN*:
SOAR*S, L. *; OLIVEIR*, D. *. Desenvolv*me*to Ec*nômi*o **cal e G**tão Pública
Empreen*edo*a: um Estudo de Ca*o do Projeto "Fomenta T*ês Rios". Rev. FSA, Tere*ina, v.15, n.5,
a*t. 4, p. 6*-87, s*t./out. *018.
Cont*ibuiç*o do* Aut*res
L. S. Soares
*. R. Oli**ira
1) *onc*pção e pla*eja**nto.
X
X
2) análise e inter*retação do* dad*s.
X
X
3) e*abo*a*ão *o rascunho o* na revisão *rític* do con*eúdo.
X
X
4) participaçã* na a*rovação da versão final d* ma*uscr*to.
*
X
Rev. FS*, Teres*na P*, v. 1*, *. 5, art. 4, p. 69-87, set./out. 2018
ww*4.fsan*t.*o*.br/revista
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