www4.fsane*.com.br/revista
Rev. FSA, Teresin*, v. 12, n. 4, art. 5, *. 68-86, jul./ago. 2015
ISSN *m*r**so: 1806-6356 ISSN E*e*rô*ico: 2317-2983
ht*p://dx.doi.or*/10.128*9/2015.12.4.5
Monitoramento Eletrônico: Uma *lterna*iva Para Crise Vivida Pelo Siste*a
*enitenci*ri* Brasi**iro
Electroni* *onitoring: A* Alternativ* To Cr*s*s Lived By *ystem Brazil**n Pen*tentiary
*lon*o Pere*r* Duarte *únior
Mestrando em C*ên*ia Política pel* **iversida*e Federal do Pia*í
Bachare* em Direito p*la Faculdade San*o A*ostinho
Email: a*onsoduar*ea*v@hotmai*.*om
Moni*ue *enezes
Dout*r**o em Ciên*ia Política pelo *n*tituto Un*versitário *e Pesquisa do Rio d* Jan*iro
Professo*a da *ni*ersi*ade Feder*l d* P*auí.
Email: *oni*uemenezes@ufp*.edu.br
Endereço: Alonso Pereira *uarte Júnior
Av. *r*s*d*nt* Jâni* Qua**os, 420, Santa Isab*l, *EP: 64*53-390, Tere*ina/PI, Br**i*..
Endereço: Monique Menez*s
Univ*r*idade Fed**a* do P*auí, Camp*s Universi**rio Mini*tro Pet*ônio Port*lla, I*inga, CEP n* 6404955*,
Teres*na/PI, Bras**.
Editora-c*efe: Dra. Marlen* Ara*j* de Carvalho/Faculda*e *anto Ag*stinho
**tigo r*cebido em 30/04/2015. Úl*ima ve**ão recebida em 20/05/2015. A*rovado e* 21/05/2015.
Avaliado pelo s*stema *r*ple Revie*: a) Desk Rev*ew p*l* Edi*ora-Chefe; e b) D*uble Blind Review (ava*iação ceg*
por *o*s aval*adores da área).
Revis*o: Gramatic*l, N**mativa * de For*ataçã*
M*nito*amento Eletrônic*
69
R*SUMO
O artigo de*ate sobre a atual *i**aç*o do siste*a penitenci*rio *rasileiro, d*monstrand* que a
superpopulação carcer*ri*, al*ada a outros efeitos deletér*os, tem *rov*cado um inchaço
populacio*al nesse si*tem*, acarreta*do um efeito de dessocializaç*o sobre a v**a de pessoas
constitucionalm*n** in*centes. É **ntr* de*s* *roblemát*ca que *ntra o te*a Monitoram*n*o
Eletr*nico,
uma medida cautelar *o*a *nstituída
p*la Lei
12.403/11, q*e **d* s**vir como
alte*nativa para tenta* mu*ar
es*e
panora*a peniten*iário. O *bjetivo geral consiste em
descrever a **ilização do mon*toramento eletrônico co*o *ma alter*ativa ao
p*n*r*ma
de
crise do sistema peniten*iário. Os *b*etivos específicos *isam an*l*sar a
origem e as
caracter*sti*as dessa ca*te*ar; elencar *s experiên*ias int*r*ac**nai* d* s** uso; cit*r as *u**
pos*ibi*i*ades *e uti*ização e a s*a **nalida*e; e por *im, anal**a* essa caute*ar luz dos à
princípios co*stitucionais. O método de procedim*nto utilizado no artigo
con*iste
na
apreciação e interpretaç*o da ma*éria e o método de pesq*isa usado *nci*e na el*b*raçã*, por
meio de análise bib**ogr*fica, utili*ando-se das re*erências citadas.
Palavras-chave: Dire**o Processual
Pena*.
Monitoramento
Elet*ônico.
*rincípios
Consti*ucionais. Sistema Penitenciá*io.
ABST*ACT
*he article discusses a*out the *urrent sit*ation of th* Braz*lian *rison *ystem, showing that
pri*on overcrowding,
to*et*er with other *eleterious effects,
*as
caused sw*lling populat*on
in this syst*m, causing a desocia**zation effec* on the lives o* innocent people cons*i*ution*l*y.
It is within
t hi s
pro*lem enter*ng the theme Elect*oni* M**itoring, a new pr*cauti*nary
meas*re intr*duced by Law 12.403 / 11, wh*ch *a* ser*e as an alt*rnative to try to *ha*ge th*s
panorama p*is*n. The *verall o*je*tive is to descr**e the use
** electronic mo*i*oring as
an
*lte*na**ve to the panoram* o* the prison system crisis. *he specific *oals are to an*lyze the
*rigin and c*ar*cte*istic* of that preca*tiona*y; list the internat*onal *xp*rie*ce of its use; *ite
its *sabi*i*y and its pur*o*e; a*d *inal*y, to analy*e such a pr*tectiv* to the con*titutional
principle*. The method *f proced*re used
in the article i* *he analysis *nd inter*retation of
matter and the research *ethod used *ocuse* *n d*veloping, thro*gh lite***ure re*iew, usin*
the cited referen*es.
Ke*w*rds: Cri*i*al *roc*dura* L*w. Electronic Monitoring. Consti*utional princ**les.
Prison Syste*.
Rev. FSA, Tere*ina, *. 12, n. 4, a**. 5, *. 68-86, jul./ag*. 2015
www4.*sanet.com.br/rev*st*
A. P. Duarte Júnior, M. Menezes
*0
1 I*TRODUÇ*O
A escolha d* presente t**a deve-s* a crise p*la qua* passa o Sistema Penitenciário
*rasil**ro, que, segun*o dado* d***o*i*iliz*d*s pelo *onselho Nac*ona* de **stiça CNJ -
(h*tp://www.cnj.jus.br/images/imprens*/di*gn*stico_de_pessoas_presas_corr*cao.pdf), tem
a
*erceira maior popula*ã* ca*cer*ria do mund*, se*do q*e **% dela é compost* p*r presos
provisório*.
Nessa perspectiva, i*ic*a*mente, o *rti*o propõe-s* * an*l*sar os prin*í*ios
constitucion*is d* ****idade d* pessoa
humana, da propo*cionalidade e da presunção de
inocênc**,
para que, de **s*e
deste *reve con*ec*men*o,
** momen*o *osteri**, tenha-se
ca*acidade de examinar o* aspectos c**st*t*cio*ais dessa medida c*utelar de *onit*ramento
ele**ônico insti*uído pela Le* 12.403/11.
Po*ter*or*e*te, *erá feita uma ab**d*gem superfici*l **s inova*ões t*azi*as pela *ei nº
**.4*3/2011, com e**oque e**ecial na medida caut*lar mon*to*amento el*trônico, qual o
s*rge como um* alternativ* à *ri*e vi*ida pelo *iste*a penitenciá**o **asilei*o.
Por fim, na última *arte d*ste *rabalho se*á feit* u* es**do so*re o tema central dest*
tra*alho, que é o mon*t*ram*nto e**trônico. Em
*onseq**ncia **sto, será *e*ta *m*
análise
sobre o sist*ma, demonstrando **e, *trav*s d* exp*ri*ncia intern*ci*na*
dele, é
*oss***l
reduzi* a populaçã* car*erária, os efeitos do cárcere e as taxas de reinc*dênc*a.
Além disso, pelo estudo real*zado espera-se poder d*scutir os principais *ontos
a
r*speito do tema,
pos*ib**itando *m* melho* compre*nsão da s*a i*p*r*ânci* como opç*o
pa*a *plic*ção de medida cau*elar ao indici*do, al** de co**r*bui* *ara o de*a*e sobre
*
discussão de que, *om * mon*to*amen*o
e*etrônico,
estaria o Estado
contr*bui**o *om mais
uma medi*a *ara o comb**e à crise do siste*a prisional.
* REFERENCIAL TE**ICO
2.1. B*ev*s *omen*ários a*er*a *o conce*to de princípios
O* princí**os são a **se na *ual se asse*t* qualque* ramo do dir*ito, perme*nd* toda a
sua *plicaçã*. Eles *o*f*rem ao si*tema um asp*cto d* coerência e ordem, além de tamb*m
serem os pa*âm*tro*
de l*gitimida*e das l*is. Se*do assim, o Direito Penal e Direito o
*e*. FSA, Teresina, *. 12, n. 4, art. 5, p. 68-86, j*l./ago. 2**5
www*.fsanet.com.br/re*ist*
Monit**amento Eletrônic*
71
P*ocessu** Penal devem *star harmo*izados com os p*i*cípios e gar*nti*s **stituíd*s
na
Constituição *ederal, poi* é nel*s q*e en*ontraram o se* fun**men*o de validade.
De*ta form*, os pr*ncípi*s **o valores fundamentais que inspiram a cria*ão e a
manu*enção do *iste*a jurídic*, t*ndo *omo final*dade
am*ar*r con**itu*ionalmente *s lei*
in**acons*i*ucionais, *ar* que elas tenham a devida legitimidade e legal**a*e. Assim, el*s *êm
a f*nção de orientar o l*gislador ord*nári* c*m o o**e*ivo de delimita* * po*er puniti** e*ta*a*
concedi*o ao* ó*gão* apli*adores, i*pondo, *evidamente, garantia* aos cidadãos.
A*sim, no es*ágio atual da *iência do *ireito, c*nverge-** para a ideia de q*e os
*rincípios *ão podem ser cons*derados ape*as com* *eras aspirações
ou vagas diretrizes,
pois contêm inegá**l for*a no*mat*va, buscando, desta forma, evit*r as ar*itrariedades
e
excessos estatais c*m o f*to *e re*pei*ar os dir*itos fundamenta** disp***os na Bí*lia Política
(**TE*AM, 2013, p. 92).
2.*.1 Princípio *a Dignidade da P*ssoa Humana
A di*nidade da p*ssoa *umana, segundo *arroso (20*0), é o *alor e o prin*ípio
subja*ente ao grande m*ndament*, de o*igem religiosa, do re*peito a* pr**im*, elenca*o n*
Bíblia Sagra*a en*re os 10 mandamento*. *esse sentido, Masson (*01*) afirma que, somente
com o *dvent* do Crist*an*smo, é que houve *ma *aior percepção da importância p*lo
res*eit* a*s dir**tos fu*d*me*tais do home*, * qual passou a ser conc*bi*o como imagem e
semelh*n*a de Deus.
Ainda, segund* *a*r*so (2010), lo** após a *ª Guerra Mundi*l, a *ignidad* da pessoa
h*mana *eve a sua transposição dos planos religioso e ético par* o d*míni* do Dir*i*o. Desta
m*ne*ra, ele passou figu*ar a
ent** os documentos in*e*nacio*ais, dentre as *uais, como
e*emplo *em-se a De*laração dos Direi*os H*m*no* (1948). A Const*t*ição bra*ileira
de
1988, também *onhecida como Constitu*çã* Cid*dã, *ontempla, n* art. 1º, inc*so II*,
a
dignidade da pessoa *uma*a como princípio fu*da*ental, res*al*ando a importância confer*da
ao t*ma pelos Constituintes.
Estefam (20*3) assevera que * d*gn*dade da pessoa hu*an* é o mais im*or*ante dos
princ*pios **n**itucionais, e que, apesar de n*o ser princípio *xclusivamente penal, possui
el*va*a hierar*uia e privilegiada
posição no or*enamen*o ju*ídico, p** ter *ido elei*o *ela
Con*ti*uiç*o Federal c*mo fund*m*nt* da R*pública no seu ar*igo 1º.
Rev. FSA, Te*esina, v. 12, n. 4, art. 5, p. 68-86, jul./*g*. 201*
www4.fs*net.*om.br/*evista
A. *. Duarte J*n*or, M. Menezes
72
2.1.2. Princípio da P*op*r*ion*lidade:
Inicial*ente, a ideia d* pr*p*rc*ona*ida** es*ava ligad* tão *omente ao Direito P*nal.
Segundo Rogério San**es (2014) o C*digo
de Hamura*i tr***e a regra *o t*lião, no
qual
a
puniç*o passo* a ser gradu*da d* for*a a *e igual*r a of*nsa. Esta regra, tra*a-se da pioneira
mani*estaçã*
do pri*cípio da proporciona*idade, por representar trata*ento igua*itário entre
auto* e vítima.
Para *ass*n (20*2), es*e princípi* *unciona como
u*a verdadeira e forte bar*eira
impos**iva, *ma vez qu* impõe limi*es *o legis*ador. Ne*se mesmo sentido, Táv*ra (2013)
afirma q*e este *r**cí*io d*ve se* *isto como uma fac*ta d* *roibição de excesso, limitando
os arb*trios da atividade *statal, veda*do-se assim * atuação abus*v* do Estado *o enc**par a
b*n*eira d* combate ao crime. Em sent*d* a****, a pro*orcionalidade tem *or obje*iv*
reconhecer e valor*zar a *s*era individual em relaçã*
ao
*oder exe*ci** Est*do, de modo
a
estabelecer *ma ba*r*ira às ações instituc*onais *ontr* o indivíduo.
*o*cl**ndo t*do e*se emaranhado de ideias e pensamentos *xpos*os acima,
pode-*e
afir*ar, categorica**nt*, que a punição t*m que estar paut*da nos critérios
de
proporc*onal**ade razoabilidade. Ela não po*e *r al*m de su*s e
funções, que são: punir *m
indivíd*o pelo cometimento
** uma infraç*o penal e reprimir a reiteração
de
tal *onduta
(SILVA, 2012).
2.1.3. Prin*ípio da Presunção de Ino*ência:
O princípio da pr*sunçã*
da inocência *e* s** *arc* pri*cipal no *inal do século
XVIII, em pleno ápice do Iluminismo, *ua*do na Europa Continent*l s*rgiu à necessidade de
se insu**ir cont** * *i*tema p*o*ess*al penal inqu**itório (RA*GEL, 201*, p.24-25). D*st*ca-
se que neste *eríodo o acusado
era des*rovid*
de *oda e qualquer ga*antia. De*t* manei*a,
esse princípi* surge como a necessidade de se proteg*r o ci*adão *o arbí*rio *o Estado que, *
qualque* pr*ço, queria sua conden*ção, presumindo-o, como reg*a a c**pa.
A Revoluç*o Fr*nces*, oc*r*i*a em *7*9, consiste no *rimeiro gran** movim*nto **
valorizaçã* do ser hum*no. De acordo com *ocquev*lle (20*2), foi
uma revolução polític*
c** caracter*stica* religio*as, te*d* em vista que suas principais *ei***dicações centravam-*e
no Direito do Homem *o*o ser
uni*ersal e *ão no D*r**to
*o Homem F*ancês. E *oi neste
movi*ento ***olucio*ário, que a partir da *eclaraç*o dos Homens e do *idadã*, q** se deu a
Rev. FSA, Te*esina, *. 1*, n. 4, art. 5, p. 68-86, ju*./ago. 201* www4.fsan*t.com.br/revista
Mo*itoramento Eletrônico
73
p*esunção da inocência. A anál*se do documento, * partir *a conte*tua*ização do perí*do, no*
p*rmite ob*ervar um claro objeti*o *m limit*r o po*er *o Estado Absolut*sta.
Modernamente, o *rincí*io da pre*un*ão de inocência está ex*ressame*te pr*v*sto no
ar*. 5°, LVII, *a Co*stituição Federal, o qu*l *fi*ma que nin*uém s*rá con*iderado culpado
até o trâ*si*o em julgado *e *ente*ça pena* co*den*tória. Assim, tal pri*cípio
tem como
fun*ão garantir a p*oteção do acusad*.
A prisão cria u*a *arca
no indivíd*o, qual a
perm*nec* no decorre* do te**o.
P or
mais que o indivíduo *eja absolv*do ao f**al do *rocesso, sua ho*ra estará abal*da em virtude
de uma prisão realiz*da anteriormen*e (SILVA, 2012). A sociedade leva em consideração, **
mai**ia das vezes, o ato de ter *id* *reso *u não, pouco importando a condenação ou
a
absolvição.
Ainda sobre este *ri*c*pio, *essalta-se que * S*premo Tri*una* Federal (STF) em
julgamento realiz*do em 23/03/2010 no HC 99.914/SC, e o *uperi*r *r*bunal de Ju*ti*a (STJ)
em julgamento *ealizado em **/08/2014 n* H* 277.832/SP, r*conh**eram o direito de o ré*,
j* condenado em primeira ou *egu*da instância, recorrer em l*berd*de até o *rânsit*
em
julgado da sentença penal condenatória.
Em resumo, a partir desse no*o entendimento dos *ribuna*s S*perio*e*, *fe*e-se *ue a
regra no nosso ordenamento pa*sou a *er o acusad* ter *ir*i*o a recorrer
em liberdade e
a
p*isã* s* oc*rrer **po*s do trânsito *m
jul**do da se*tença pe*al *onden*tória. No entanto,
excep*i**almente, poderá h*ver *risão caut*lar -
em
flagrante, temporá*ia *u p*eventiva -,
desde que obe*ecidos os *ressupost*s exigidos pela legislação pen*l res*ectiv*.
2.2. U*a breve intro**ção sobr* a le* 12.403/11 e suas *novações
O Proc*sso Penal nec*ssita d*spor de i**trumento* e mecanismos que sej*m cap*ze*
d* cont*rn*r os efeitos delet*rios
do **mpo s*bre os
p**cessos. Daí vem i*po*tân*ia *
da
tu*ela *aut*lar, como i*str*mento adequad* par* se evitar a inc*dê*cia dos efeitos
*vassalad*res do tempo s*b*e a pretensão a *ual se visa obter at*avés d* processo.
Sendo *ssim, o estatuto pena*, *ara sup*ir es**s
efeitos d*leté*ios *vassa*adores, e
di*põe *e um *istema cautelar, o qu*l *xer*e su* *utel* ju*isd*cional atr*vés *e uma s**ie de
m*didas caute*ares p*evis*a* *o Código Process*** Pena* e na legis**ção
especi*l, para
instrumenta*izar, q*an*o *ecessá*i*, * exercíci* da jurisd*ção.
Segund* Lima (2011), sem dúvida alguma, a *rinci*al novida** trazi*a p*la Lei
12.403/11 fica *or co*ta da *riação
de med*da* cautelares de nat*reza pessoal dist**tas
da
Rev. FSA, Teres*na, v. 12, n. 4, *rt. 5, p. 6*-86, jul./ago. *015
www4.fsanet.*om.br/revista
A. P. **arte Júnior, M. M*neze*
7*
*ris*o, *s **ais *stã* **encadas de modo
a*écnico no Código de Proc**so Penal. O autor
*rgumenta, ain*a, que as mu*anças t*azidas pela*
cautelares diversas da p*isão seguem u**
tendência mundial con*olidada por diretrizes f*xad** nas Reg*as das Nações Unidas
*obre
penas não privativ*s de liberdade.
E*sas *egras r*fletem a percep*ã* *e que as medi*as cautelares, por pri*arem um dos
maiores bens do ser humano que é a sua li*e*dade, mesmo que t*nha uma natur**a *ro*isór**,
deve ser utilizada tã* so*ente
quando não for possív*l a ad*ção de outra *edida m*n*s
gravosa e de mesma eficácia, o* se*a, devem possu*r u* c*ráter de u*tima ratio.
Ca**z (2012, *.*8) *firma que A Le* entrou em vigor no dia 4 de *u*ho d* 2011 t**e
como escopo evitar o encarcer*men*o prov*sóri* do ind**i*do ou acusado, quando não houver
necess*d*de da pris*o.
Assi*, c*m o adven*o *esta nova *ei, encerra-s* a angusti*nte
dicot*mia entre o cárcere e a *ibe****e, os quai* eram dois ext*emo* ao *ongo da persecução
pe*al.
As m**idas constritivas do art. 319 *o Código de Processo Pena* *ão são, d* forma
n**h*m*, extremas qua*to à pris*o, e nem *ã* br*n*as quant* * liberdade, cond*ci*nando,
as*im, o agente ao mero compareci*ent* aos at*s *a p*rsecução penal.
N*s*e sentido, C*pez (2012) asse**ra que a* cautela*** têm um caráte* e**rit**ent*
excepcional da p*is*o preventiv*, a qual tem sido *m dos fatores determinant** da caus* d*
exc*ss* populacional ocasionado no *istema penitenciário brasilei*o. *este modo, *esmo que
a p*isão preventi*a seja impre**indível, ela só d*verá ser decreta*a s* não f*r possível a sua
substituição *o* outra medida cautelar menos gravosa.
A* medid*s cautelares d*v**sas da prisão e*tã* previ**a* no art. 319, *o Código
*e
Processo *enal. A a**lis*
d* referido art*go n*s p*rmite verificar qu* *ei oferece divers*s a
alternativas
*istintas da p*isão, de*tr* as quais pod*mos d*stacar: o compare*im*nto
periódico em juízo; restr*ção de l*comoção; proibição de contato com pessoas; hor*ri* pa*a
recolhimento domiciliar; monitoramento *letrônico, *entre o**ras. Essas opções restring*m a
*iberdade do ac*s*do, ma* nã* a exclui e* defini*ivo.
Não se pod* o*vidar apó* * anál*se desse ar*igo, que um a*p*cto al*ame*te
significativ*
da lei 12.40*/11 foi a melh*ria *e outras medidas cautelares que agora fo*nec*m
ao magistrado a possibilidade de uma medid* cautelar *d*quada ao *a*o concre*o, não ficando
*ngessado o **iz a
apen*s *uas o*ções, soltar o* prender. Ress*lta-se, ai*da, que
existem
pressuposto*
ou requisitos que *ond*ci*nam a decretação das *autela*es, *ão *le*: o fumus
comissi delicti e o pe*i*ul*m libert*tis.
Rev. FSA, Teresina, v. 1*, n. 4, a*t. 5, p. *8-*6, jul./ago. 2015
*ww*.fsanet.c*m.br/rev**ta
Monit*r*mento Eletr*nico
75
Lima (2011) desc**ve o fumus co*issi delicti c*mo sen*o a p*ausibilidade do direito
d* p*nir, ou *eja, *
aceitável qua*do s* trata de um fa*o
crim**oso, *o***atad* por *e*o
de
e*ementos de inform*ção qu* confirmem a presença de prova da materialid*de e
d* in*ícios
de autori* do deli*o. Em rel*ção *o p*essuposto periculu* liber*atis, ele pode ser
compreendido ou defin*do como o perigo concreto que a p*rman**cia do suspeito em
liberdade ac*rreta para investigação a
criminal, o processo pena*, a
efetividade *o
dire*to
p*nal o* * se*ura**a social.
*em a incid*ncia dos pressupostos acima não há possibilidade de decr*tação da pris**
prev*ntiva. Conclui-*e, então, que o magistrado, na aplica*ão da m**ida cautel*r que
*erá
co**nada *o agente que comete*a fato típico, *everá
observar, necessariame***
na hora de
es**lher a medida cabível, a ade*u*ção da *edida à g*av*dade do crime, e será apli*ada
de
forma isolada, cumulada ou a*ternada, o*tras **didas ao agente.
*.3. O monitoramento eletrônico
An*es de entra* na seara deste sist*ma, faz se necess*ri* *efinir o que se*a
o
monitoramento ele*rônic*. Tem-s* a idei* de que este sistema seja *m *parelho de vigilânci* e
observação de maneira contí*ua, *ninterrupt*. No enta*to, quando se fala nes*e s**tema, vem
l*go *m mente alg* relac*onado com um aparelho ou eq*i*am*nto se*el*ante a um
com*utador, celular, GP*.
*o es*u*o sobre dir*ito * tecnologia, *unior (2008, p. 31) asseve*a qu*:
(...) O monitorame*to ele*r*nico é uma espécie de p*isã* virtual, em que
a pessoa apenad* pass* a u*ilizar u* aparelho qu* permite seu ra*tr*ame*to
via saté*it*. T*ata-s* do Sistema de Acompanhament* de *ust*dia 2* h*ras -
SAC *4, que funcio*a através *e rádio f*e*uência e in**rmações
cript*grafadas forneced*ras de dado* sob** o posicionamento do apen*do.
Para M**hado (2009), * m*ni*oramen*o *let*ônico é uma medi*a de fiscalização extra
muros, de ordem *udi*ial, composta por um sis***a de *ontr*le a distância d* u*a p*ssoa em
um determinado lugar ou de sua ausênci* d* um local determinado por de*isão judici*l. Em
c*nse*uência destes conceitos, *ode-se *firm*r que a es*ência *o monitora*ent* * a
fis*alizaç*o *e p*s*oas qu* estã* cump*indo determinada medi** caute*a*, sob
tutela do
*stado.
Fe*ta essa desc*ição inici*l sobre conceito de monito*ação el*trô*ica, inte*essan*e o
*gora se fa* demonstrar sur*imento histórico des*e sis*ema. O pr*meiro disposit*vo de o
monitoramento ele*rônico **i des*nvo*vido nos anos 60 p**os irmãos Schwitzgebel, membro*
Rev. FS*, T*resina, v. 12, n. 4, art. 5, p. 68-86, **l./ago. 2015 www*.fsanet.com.br/revista
A. P. Duarte Júnior, M. Men*zes
76
do Sc**nce Committee *n P**chological Expe*imentation da *n*ve*si**de *e Har*ard,
*os
E*tados U*idos. **es criara*
u* si*tema de vigilâ*ci* rad*otelemétric* portátil, cuja
primeira e*periência s* deu co* um grupo de j*v*ns volu*tários, condenado* e *eincidentes
que usu*r*íam de l*berdade c*ndiciona* na ép**a. Es*es *esq*i**dores são conside*ados
os
pais da pri*ão virtual po* parte d* monitoram**to eletrônico e sua
vigilâ*cia v*a sat*lite
(O*IVEI*A, 2001).
Certo tempo d*p*is, em 1977, o Ju** Jack Love, d* Al*uquerque, Nov* Méx*c*/EUA,
**spira*o
pelo
episódio
da série Spiderm*n (Homem-Aranh*) e tamb*m *e*a localização d*
ani**is, *ensou no desenvolvimento do mon*toramento eletr*nico via satéli** de pre*os.
Assim, em p*rc*ria com o perit* em el*trônic*, Michael Goss, man*fa*uraram um disp*siti**
de m*nitoram*nto (OLIVE*RA, 20**).
Apó* ter que fazer um *xperimento de **ês semanas *m si mesmo, o Juiz Jack Love,
orde*ou que *in*o
del*nquentes f*sse* monitorado*. Essa decisã* data no ano de 1983,
*ançando * tona o *le**onic monitoring - *am**m cha*ado de tagging -
**e logo foi um
s*cesso e acabou por se e*pandi*-se por ou*ros Estados *mericano*.
A partir d* então, a solu*ão fo* im*lant*da de ta* sor**
que, *m *98*, havia
apr*xim*damente 2.300 *resos monitorados eletronicamente nos *stad*s Unidos, totalizando,
em vinte * sei* **tados o seu us*. Dez anos mais tarde, em 1998, o número de monitorados
havia alc*nçado a impr*ssio*ante *a*ca *e 95.000 pessoa*. Segundo Ol*veira, * *ascen*a do
mo*itor*mento eletrônico adveio d* prog*esso tec**lógico em
televigilâ*cia (O*IVEIRA,
200*).
2.3.*. Da experiência inter*acional do Mo*ito*amen*o Eletrônico
De ac*r*o com Oliveira (2001), no *níci* dos anos 200* mais de
quare**a e seis
Estados americano* *pli*avam o sist*ma d* monitor*mento elet*ônico. Os dados *o
*utor
mo*tr*m, ainda,
que, enq*ant* a m*n*te*ção de um pr*so encarc*ra*o cu*ta em m*di*
q*arenta e cinco
dólares, a de
um preso mo*it**ado *u*ta cerca de quinz* dólares
p*r dia,
in*luindo-se as
despesas e os gastos com o pessoa* que trabalha na adm*nistração e na
man*tenção dos *q*ipa*e*tos. Dessa forma, **ca p*rc*ptí*el a economia *ue a *dminis**ação
pe**t*nciária americana tem ao final das
contas com a aplic**ão
deste si*tema. *endo um
*xemplo bastan*e positiv* pa*a o E**ado bras*leiro.
De**mos destacar que nos EUA só po*e se beneficiar de *al sistema aquele in*iví*u*
que pass* por um exame
psicológico, para **r*ficar
*e ele * *apaz de se *dequ*r ao uso do
Rev. FS*, **re*ina, v. 12, *. 4, a*t. 5, p. 68-*6, jul./ago. 2015
w*w4.fs**et.com.br/*evista
Monito*ame**o El*t*ôni*o
77
monitoramento eletrônico e d*s re*ra* di*adas pe** j**z. *s crimes que caus*m maiores
incômo*o* * *o*i*dade nã* integr*m o sistema de monit*ramento.
A leg*sl*ção federal norte americana ade*uou o monitoramento *letrônico como *m*
al*ernativa ao s*rsis tradicional * à liberdade *ondic*onal. Essa*
*enalidades sã* a*lica*as
s*mente àque**s *ue possuem r*sidência f*xa. A*é* di*so,
os
esta**s ameri*anos ain*a
a*licam essa me*ida dura*te a *ase *nterior * sentença do processo pen*l.
Após o sur*imento do mon*to*amento *letrônico nos *stado* Unido*, e o *uc*sso
na
*ua aplic**ão, vário* países pass*ram também a adotar tal s*st*ma. A maio* parte *prese*tou
*omo base a* ori*ntações qu* for*m dad*s *os E*A, **st*rior*e**e, pa*sando a ap**cá-*as de
outras formas.
O*i*eira (200*) *ita qu* na Eur**a os primeiros
paíse* a adotarem * sistema fo*am a
Inglaterra * o Pa** de Gales, em 1989. Inicialmente, o disp*si**vo foi elaborad* como u*a
modali*ade de execu*ão da pena privativa de li**r*ade, cujos *ossíveis ben*ficiados
pass*vam po* uma avaliação para c*nstar a *x*stê*cia de alguns requisito* mín*mos, p*ra
a
adoç*o do m*nit*rame*to eletrônico. Es*e é o modelo ado*ado p*la maioria do* p*íse*, além
de algum*s e*pecificidades *ocais.
**n**e os países que empr*gam o monitoramen*o ele*rôni*o, pode-se mencionar:
Áfr*ca do *ul, Alemanha, Andorra, Au*trália, Bélgica, C*n*dá, China, Di*ama*ca, Esc*cia,
*spanha, F*ança, Hola*da, Inglaterra, Isr*el, Itália, Japão, Noruega, *ova Z*lândia, País de
Ga*es, Portugal, Singapu*a, Tailândia, *u*cia e Su*ça (FA*RIS, 2010).
*.3.2. Asp*ctos Gerais s*bre o Mo*itorame*to Eletrônico: imp*anta*ão,
car*cterísticas e a s*a finalidade c**o medida cautelar
* Monitoramento Eletrô*ico f*i in*tituído inicialmente no Brasil com a sanção da lei
ordinária nº
12.*58/10, a q*al conse*t*a o seu uso nas hipóteses *e a*toriza*ões de s*ída
te*p*rária n* *egime semiab*rto e na pr*s*o domici*iar. Posterior*ente, ele foi introduzi**
pe*a L*i
nº 12.403, de 04 ** maio de 2011, a q*al trou*e re*evante* alterações no trato
das
p*isõ*s e da *i*erda*e *ro*isória, cuidand* de inserir - felizmente - in**er*s alterna*ivas a*
cár*ere, no art. 319 d* Códig* de Proc*sso *enal (*ACELLI, 2014).
*rg*menta-se q*e c*m advent* desta no*a lei, h*uve *ma reforma n* sis*ema
d*
c*utelares existentes no estatu*o de processo penal. Se* pri*cipal
objetiv* foi transformar
o
quadro d* si*tema prisional brasi*eiro, dando uma maio* efetividade às me*i*as cautelare*.
Re*. FSA, Teresina, *. 12, *. 4, art. 5, p. 68-86, j*l./*go. *015 *w**.fs*net.com.*r/rev*sta
A. P. Duarte Júnior, M. Menezes
*8
N*sse senti*o, T*vora (2013, p. 670) afir**
*u* * moni*o*amento *le*rônic* é
um a
*as formas de c**te*ar** di*ersas da pris*o imp*an*adas p*la Lei nº 12.403/11 que *urgiram
c*m o escopo de au*iliar no combate c*ntra a su*erl*taç*o carcerária, e outros problemas
grave* do sistema penitenciário. Para e*e:
A te*n*logia també* deve se* utili*ada e* favor da pe**ecução penal. O
monito*amento eletrô*ico tem s*us contornos na déc*da de 60, ganhando
efetividad* nos idos *a *é*ada de 80, no*ada*ente *m territóri* american* e
*uropeu. No Brasil, e* que pese leis *stadu*is de duvidosa
c*nstit*ci*n*li*ade **a**ndo do tema, como *correu no Estad* de São P*ulo
(Lei n* 1*.*06/10), alterando a execuçã* penal, e inserindo o inst*tuto p*ra *
seguinte tratamento:
a) Saída temporária aos beneficiári*s *o regime s*mi-a*ert*;
b) Disc*p*in* da pris*o domiciliar.
Desta form*, acr*dita*-*e que a util*zaçã* des*a te*nologia em fav*r do direito penal,
c*n*ribuirá para uma maior efet*vidade da le* penal. Al*a** a isso, *onça*ves
(2012)
argumenta *ue o m**itorame*** eletrônico *pre*enta uma efi*az fiscalização do *ndiciado ou
do réu, na medi*a em que permite sua *o*alização imediata atrav*s do rastreamen*o via
*até*ite. Par* o autor, por se tr*tar de uma medida coerciti**, n*o * n*cessária a p*rmis*** do
ac*sado, des*e que nã* ocorr* cons*rang*m*nto*.
Seg*ndo Lima (2011), o monitoramento elet**nico possui uma tríplice **nalidade, qual
seja: a) detenção (assegura a permanência do in*i*idu* em
determinado lugar); b) restri*ão
(visa gara*tir q*e indi*íd** não fre*uente ce*tos *oca*s ou não se a*ro*ime de certas o
**ssoas, em especi*l testemunhas, vítimas e co-autor*s); c)
vigilâ*cia (permite o controle
*
acom*a***mento de todos os at*s pratic*dos pelo *onitorad* de *orma irr*stri*a).
Quanto ao praz* para a aplicação da medi*a, deve-*e desta*ar * pr*visor*edad* da
cau*elar. É important* ressaltar * q*e determina o art. 28* *o Código de Processo Penal, no
seu pará**afo *o, o qual
afi*ma **e O juiz poder* revoga* * medida cautelar ou substi*u*-*a
quando v*rificar a *alta de mot*v*
para que subsista, bem
como voltar a dec*etá-la, se
sobrevierem raz*es qu* a justif***em. De*ta maneira, percebemos clara*ente q*e o prazo de
aplicação da cautelar nã* é objetivo, algo fixo d* e
prazo p**viamente determina*o. Sendo
ass*m, e*a perdurará enquanto persistirem os m*t**os que le*aram a s*a **cre*ação.
Segun*o Oli*eira (2001), verifica-se que exi*tem quat*o f**ma* de uti*ização do
monitoramento ele*rônico, que **o e*as: pulse*ra, tornozelei*as, cin*os * microchi*. E*te
último *i*d* em fase de t*stes na Inglaterra e no* *sta*os Unidos. Como é necessá*io *m
suporte t**n*co d* *m *elef*ne f*xo na c*s* do monitorado, é fundam*ntal que o b*nef*c*ado
por es*e sis*ema possua r*sidência *ixa. Com os av*nç*s na área de Tecnologia da In*ormação
**v. FSA, Teresina, *. 1*, n. 4, art. 5, p. 68-86, jul./ago. 20*5 www4.fs**et.com.br/revist*
Monitoramento Eletrônico
79
há es*udos para *ubsti**ição par* um tele*one c*l**ar.
O Decreto Lei n* 7.627/*1, as*ina*o pela Presi*e*t* Dilma Roussef, regu*ament** a
*xecução da medida cautelar de monitoramento eletr*nico, de man*ira *nteiramente la*ô*ico,
**an*o *ão bur*crático. Com efeito, limito*-se a deixar
em mãos dos órgãos re*ponsá*eis
pela g*s**o *en*t*n*iária a administração, a **ecu*ão e o c*ntrole d*s medidas, e * garant*r o
res*eito à integri*ade física, moral e social *os monit*rados (*ACELLI, 2014, p. 517). D*ste
modo, embo*a seja *o*sível
*bse***r grandes bene*ícios para o *istema pen*tenciário
brasilei*o, a falta *e regula*entação do Decret* limita sua aplicabilid*de.
2.*.3. Monitorame*to El*trônico: L*i d* Ex*cu*ão Penal (Lei 7.210/84) X Lei
12.4*3/11
O mo*itorament* da LEP (Le* de Execução *enal) versa s*bre as penas privativa* de
liberdade. Ta* disp*sitivo
pre*ê a possibili*ade de *tili*ação de equ**ament* de vigilân*ia
indir*ta **lo cond*nado, nos *asos em qu* for beneficiad* *om as saídas temporá**as ou com
o cumprimento de sua pen* em re*ime dom*ciliar.
E* outro s*nt**o, o mon*toramento pr*v*st*
na **i
nº 12.403/11, trata-se d* me*ida
caut*lar some*te impost*, quando se *ratar de infração a que for cominada pena p*ivativa **
liberdade. Várias *ão *s divergên*ias entr* o monit*rame*to
eletrônico d*s du** leis,
*bse*va*do-se **e o elemento diferenc**dor principal, centra-s* no princí*io da **esun*ão de
in**ênc*a.
Pela LEP, verifica-se que h* *ma sentença cond*nat*ria *ert* para o apenado, ou seja,
ele já foi
devi*amente pro**ssado e julg*do, enq**nt* pe** *ei 12.403/11 *rev*lece ainda
a
inocên*i* do
ora acusado, pois e**ste* apen** eleme*tos de a*t*ria e materialidade, não
exi**ind* ainda uma sentença condenatória. D**sa *or*a, em co*sequ*n*ia **sta difer*nç*,
afi*ma-se q*e o *onitoram*n*o das d*as le*s tem procedim**tos disti*tos. Assim, e*es
têm
natu*ezas jurídic*s disti*tas.
A finalida*e d* sis*ema na LEP será direcio*ado aos pres** do regime aber** *
semiaberto que pos*uem as ca*acterísticas ** acordo co* o *r*j*to de mo*i*oramen*o. *ua
fin*lida*e é, então, resguard*r as **ssoas *ue estão na fa*e de execução da pena, ou seja, qu*
já foram devidamente se*te*ciadas e que, agora, es*ão cumpr**ento *
*ena que lhe fo*a
cominad*.
Enq*anto is*o, o monitoram*nto *revi**o *a Lei nº 1*.403/*1 é ut*lizado na fase
*rocessual como medida caute*ar, o*
seja, *eu obje*ivo, aqui, é resgu*rdar o dev*do
Rev. *SA, Teresin*, v. 12, n. 4, art. 5, *. *8-8*, j*l./ago. *015
www4.f*a*et.c*m.br/r*vista
A. P. *u*rte Jú*ior, *. Menezes
80
andamento d* process*. Resta,
então, claro i*equívoco, *u* monitoração ele**ôni*a
e
a
*
usado em am*os d*sposi*ivos em fases bem *istintas, o que demonstra a dife*enciação entre as
*uas naturezas.
2.3.4. Monitoramento Eletrônico: Van*agen* X Críti*as:
O monitora*en*o eletrônico aplic*do par* indivíduos à espera de **lgam*nto, em
prisão do*iciliar, em con*e*ação co* pena de curta dura*ão, o* ainda em cumprime*to de
pe*a na fase da execução penal, se mostr*u de imediato ** *ecanismo *deq*ado. De acord*
com Japiassú (2007), o m*n**oramen*o poss**ilita um* oportuni*ade a* *cus*do de pode*
co**inuar a
conviver com s*a com*nidade e, ao mesmo temp*, reduz a s*perlot*ção * os
custos do sistema **ni*enciário.
Parece-nos claro, que a função desta cautelar é funciona* como instrume*to adequado
para se evi*ar a incidê*cia dos efeitos *vas*al*dores do tem*o sobre a pretensão a que se visa
obter através d* processo. Desta maneira, se a intenç** dessas medida* * evi**r a *ncidên*ia
desses efeito*, po* que
e**ão *prisionar *essoas d* *aixa *eri*u*o*ida*e e
*ue com*te*
c*imes d* menor potencial ofensivo?
Daí sur*e a vantagem *essa ca*telar na vid* destes ti*os de acusados,
pois, com
a
apli*aç*o dela, o magist*ado *ont*i*ui** para a re*up*ração do a*usado, a* evitar o *eu
convívio
e* uma ambi*nte alta*e*te degradant* e que
não tem, na s*a
essê**ia, uma
fina*idade r*cuperadora e ressocializ*d*r*.
É impor*ante aqui *risar que o monitor**en*o elet*ôn*c* de presos não sur*iu *omo
um **cani*mo *e se tir*r todos os de*ent** das prisões, e sim, c*m o escopo de b*nefi*iar *
*ombate à sup*rlotaçã* c*rc*rária e a* al*o *ndice d* reincid*ncia. Do *ont* de vist* social, a
continuidade no convívi* em s*ciedade é a *rinc*pa* v*ntagem *a*a o *cusa*o.
A pri*ão aberta gera uma capacidade muito maior de ressocializaç*o *o apen*do. Isso
p*rque ela per*ite ao
co*denado manter
o convívio soci** com a su* famíli*, não
o
dista***a*do das n*rmas sociai* comun* à sociedade, e t*mbém porq*e permite que
ele
cont*nue traba*h*ndo, retirando do seu trab*lho o suste*to de *ua família. Neste sentido, *eve-
s* diz*r q*e o monitoramento
eletrônico de presos ir*
funcion** co*o um fator
ressoc*aliza*or
de pesso*s que p*d*riam estar presas
p*ovis*riament*, assi* com* ocorre
com o re**me a*er*o.
De *cordo *om Ma*in* (201*), outr* vantagem que a utiliz**ão do sistema de
monit*ramen*o iri* trazer, ser**
em relaç*o à e*o**mia d* Estado co* o* g**tos fe*tos
n*
*ev. F*A, Te*esina, v. 12, n. 4, art. 5, *. 68-86, jul./a*o. 2015
w*w*.fsanet.*om.b*/revista
*o*itoramento **etrônico
*1
*is*ema *risional. Isso porque, segund* o *ut*r, c*da pre*o do sist*ma p*nitenciário do B*asil
cus*a, em médi*, R$ 1,6 mil por mê*. Com o *so *o monitoramento, *sse
valor chegari* *,
apr*ximadamente, R$ 400 mensais. E*bo** não e*tejam inclusos os valore* nec**sários para
a real *anutenção da fis*alização do si*tema,
mas, se *ompar*ndo co* *utros paí*es
a
tendência é *ust*mente est* mes**, ou s**a, de reduzir as des*esas ga*tas *elo Esta*o dian*e
*o encar****mento.
Depois d* feita a a*ális* d* alguns **s pont*s positi*os do uso deste sistema, parte-se
agora para *xpor e e*fre*ta* *l*umas das principai* c*íticas feitas ao mesmo. Segundo Marini
(2010), o maior problema refere-se a*
esti*m* s*cial na **d* do infra*or *ue *s*á *ujeito ao
u*o desse sistema. A
visibilidade do aparelho aos de*ais mem*r*s da sociedade pode
acar*etar
um dano e*eti** n* vida do inf*ato*. Visando comb**er es*a *rítica, umas das
a**e*n*tiva* usadas na França, p*ra sol*cionar essa q*est*o, foi a ut*lizaçã* de disposi*ivos em
*iniatur* muito parecidos com relógio d* punh*, para evitar u*a **marca*ão ostensiva da
c*iminalidade *o indivíduo monitorado.
A *onf*abilidade do sis*ema *on*iste em o*tra crítica mui*o discuti*a. O *ont* é
a
questã* da *an*
no sistema de monitora*ão,
o* seja, *e ele é c*m *or cento seguro na
s ua
apli*ação, já q*e t*do si*t*ma computadori*ado pode f*car exposto a p*oble*as (NUNES,
2010). Visand* demonstrar um* saída para t*l quest*o, que se expõe pro*õe o mod*lo
é
e
*tilizad* pe*a Fra*ça.
Nesse mode**, * receptor ca*ta tod*s as ope*ações: reto*no, deslocamento, pan* ou
te*tati**
de violaç*o do a*arelho. Na falta de energ*a el*trica, o Ce*t*o
é igu*lme*t*
in*ormad*, e, durante a pane, o *e*eptor continua fu*ciona*do graças a uma bateria
q*e
as*egura 72 h*ras de *utonom*a. No caso de *orte na li*ação tele*ônica, o agent* do Centro de
Supervisão ent*a em cont*to *om a operador* para conhecer * estado da rede e determinar se
o defeito é proven*ente do lugar onde foi inst*lado o equipamento. Duran*e o tempo de
interrupção, o *eceptor regis*r* todos os aco*t**imentos em uma memóri* (capacid*de para
mil event*s) * tra**mite ao C*ntr* de Super*isão um relatório d*s atividades *a p*sso*
*oni*o*a*a, ***o que a ligaçã* *eja re*t*belecida (JAPI*SSÚ, 200*).
Perc*be-se então *u* mu**a* são as saí*as tecnol*g*c*s par* caso* de *ane el*trica n*
sist**a de *aptação e localiz**ã* do **usado. Desta *an*ira, **áv** se tornaria
o
mo*itoramento e*e*rô*ico.
R*v. F*A, Te*esina, v. 12, n. 4, art. *, p. 68-8*, jul./ag*. 2*1*
ww*4.fsanet.com.*r/revista
A. P. Duarte Júnior, M. M*nez*s
82
2.3.5. Anális* do Mo*itoramento Eletrônico frente a*s Prin*ípios Co*st*tucionais
De acordo co* a L*i de Execução Penal é *ever do Estad* proporcionar condiçõ*s
para a *n*egração do condenad* na sociedade, *l*m de s*r dever do Esta*o preve**r o cr*me
*ornecend* as*istê*c*a ao *cu*ado para o seu re*o*no * *onvivên**a em **ciedade, confo*me
obser*a-s* * seguir:
*rt. 1º. A *xecuç*o penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentenç*
ou *eci*** crimi*al e proporcionar c*n**ções *a*a * harmôn*ca i*tegraçã*
social do condenado e do i*t*r*ad*.
( ...)
Art. 10º. A as*istência ao preso e ao **ter*a*o é de*er do *stado, o*jetiv*ndo
prevenir o crime e orie*t*r o reto*no à c*nvivência *m so*ied*de.
P*rágrafo únic*. A a*sis*ência est*nde-se a* eg*esso.
Da anális* destes artigos, *bserva-se qua* *eja o dever do *stado. No entanto, diante
da
atual realidade em que se **contra o aparelho estatal, c*m os p*es*dios arru*nados, e
o
sistem*
penitenciá*io em crise, co*stato-se que o Estado
não está *endo
efi*az na* suas
tarefas. O sistema *arcerário, e, em **pecial, o b*asi**iro, aprese**a falhas
que denota* uma
ideia de *alên*ia. Ne*se se*tido, corrobo*a-*e *om o* arg*mentos de Zaff*roni (2*01) de que
as *adeias atuai* não res*ocializam os pr*sione**os, ao contrário, as condiçõ** de*radant*s à*
quais *s pessoas são exposta* resulta em uma deterior*ção *a dig*idade d* ser humano
Diante de tais *on*i*e*ações, é cabível afirmar que o sistem* peni*e*ciário b*asil*iro
alcançou sua fas* mórbid* de falência, em virtud* d* su* *strutur* funcional; e
d*
impossibilidad* *e garantir os dire**o* dos condenados principalmente, pela i*eficácia e* e,
alcançar os o*jetivos princi*ai* da pena, ger*ndo, por c*nsegu*nte, um au*e**o da *iolência e
da crim*nal*dade, além de efe**os indiretos, como a pobrez*, as e***emias * a *orrupção, além
de fe*ir os p*incíp*os constitucionais, como por exemplo, o da dignidade da pessoa humana.
Se**a,então mais cômod* p*ra o apenad* ficar esperand* um *ulg*me*to num siste*a
prision*l falido, c*jos proble*as já *oram anteriorm*nte citados por Zaffaroni, ou então, ficar
no *on*ívi* com a sociedade à e*per* *e um *ulgamento, uti*izan*o uma tornozele*ra? Alg*ns
defensores da incons**tuci*nalid*de do moni*oram*nto ele*rônico afirmam
que seri* *aso
de
*xclusão social, por e*tigma, a*dar c*m esse i*strumento exposto a todos.
No enta*to, com a intenção de res*lve* essa *uestão pro*lemát*ca, alguns teóricos
so*re o assunto
acre**tam, *** obtido o consentimento do
acusado pa*a a utilização
*o
equipame*to el*trônico de monitor*mento,
nã* mais estar*a *end* viol*do o fundamento
Re*. FS*, Teres*na, v. 12, n. 4, art. 5, p. 68-86, ju*./ago. 201*
www4.f*an*t.com.b*/revista
Monito*a*ento E*etrônic*
83
con*titucional da *ignidad* *a
pe*soa humana, uma
vez que *le estaria
aceit*ndo esta
c**diçã* para po**r sa*r do *stabeleci**nto pri*ional.
A i**ficiê*cia do **ráter ree*ucativo da pr*são caute*ar, a p**sionalizaç*o,
*
s*perl*taç*o dos presídios e a o*iosidade da popul*ção carcerária, * problema da reincidência
no sistema carcer*r*o, as facções criminosa* n* interior
dos
presídios
brasileiros, * excl*s**
soc*a* d* ac*sa*o, a*
condições mínimas
de *i*ie*e saú*e básica, são problemas que e
marcam a cr*se *o sistema penitenciário. Observad*s todos e**es problemas **rtinentes
*o
*istema *risional b*asi*eiro, por
que *ntão cer*ear a**uns direit*s fund*mentais *a pes*oa
*uman*, apli*ando medid*s tão des**oporc*onais a pess*as con*t*tucionalmente inoc*nt*s? Se
as m*didas *autelares tê* c*mo escopo a neces**da*e *ara apl*ca*ã* da medid* a gravidade
do
crime e * sua adequação, o**e*van** a* cir*unstâ*cias
do **to e condições pessoais
*o
indiciado o* ac*sado, não seria então despr*porciona* co*ocar pessoa* qu* com*teram c*imes
q*e causam menos prejuí*os à *oci*dade em *mbie*tes como es*es da* *enite*ciária*?
Atrav*s do m*n*torament*
el*trônic*, o Estad* poderia passar a dar
um tratamento
m*i* hu**n* e dign* ao enca*cerado, ap*icando-lhe uma medida cautelar, como por *xemplo,
o mon*t*r*men*o, que faci*itaria o **gresso deste acusado posterio*mente a so*ie*ade, mesmo
*ue fosse condenad*, po*s * fu*ção da medid* ou ** p*na começa a ser a*cançada, q*al seja,
re*ntegrar o individu* a *ociedad*.
*est* maneir*, o Esta*o e*t**ia nã* só respeitando o princíp** da p*oporcionalidade,
co*o *am*ém o da pre*unção de in*c*ncia, já que
não colocaria, *ntecip*damente, uma
pessoa para cumprir um* pena, s*m que fosse previamente *r*ces*ada e julgada.
De*taca-se
ainda, que, a*ima de tud*, o Estad* *staria resp*itan*o o
*rincípio
primo*dial e fundamental *a *onsti*uição Federal,
que é o pri*cípio da
dig*idade da
pessoa
h*m*n*.
3 CONSID**AÇÕES FINAI*
É
visível o caos e a cri*e em que se enc*ntr* o siste*a prisio*al brasil*iro. *ale
*e*saltar, *ue *ão é preci*o ser nenhum e*pec*alista ou es*ud*oso no as*u*to *ara consta*ar
que os pr*s*s têm diariamente nas pri*ões os *eus *irei*os fundamentais supri**d*s
e
violentados, não l*e* se*ur*ndo o que resguarda a *ons*ituição Federal, Decreto *e*, Leis
Ordinária*, e *utros.
*liado a isso, fica claro que faltam vag*s nos pr*síd*os, que as condições nos **s**s
s*o precárias, e que não
há **paraç*o ass*gurada *ela l*i ent*e os p*esos prov*sórios e os
Rev. *SA, Teresina, v. 12, n. 4, art. 5, p. 68-*6, *ul./ago. 2015
www4.fsa*et.com.br/revista
A. P. D*arte Jú*ior, M. M*neze*
84
*ermanen*es, *l*m de
outros *nú*e*os proble*a*. A *a percepção destes e
de outros
*roble**s, deixa b*stante claro para **d*s que o sis**m* pr*sional não tem condiçõ*s d* arc*r
com um dos se*s
**i*cipais obje**vos que * o *e ressocializar a mai*ria de presos. A
ressoc*al*za*ão passa, *ss*m, a s*r uma u*o*ia ideal*zada *elos legisladore* brasile*ro*.
Dentro dessa *es*a ótica, *anches (20*3), afirm* que som*nte *través
da
recuperação d* condenad* é
que faz
da p*na um instituto l*gítimo. *s**m, media*te
as
circuns***ci*s
d* sistema
penit*nci*ri* brasileiro, pode-se af*rmar que ele faz da pe*a
um
instituto *le*ítimo, já qu* fracassa na r*ssocializaç*o d* condenado.
Ten*an*o, então, **s*ar soluções para essa *rise, uti*iza*d*-*e de experiências
idealizada* em o*tr*s países e d* dispositivos já co*figurados no siste*a processual, é que se
ve* propor o monitorament* el*trô*ico, como uma arma na caçada, p*ra abolir esse caos.
Assim, aco*teceu em outros p**ses com a superl***ção nos presídios; alguns
desses
país*s conseguiram diminuir o número de det*ntos, fazendo uso *penas da tec*ol*gia. *epois
de veri*icar o êxito desse si*tema no estran**iro, fo* s**cionada, entã*, * L*i n.* *2.258/2010,
que trat* sobre o monitoram*n*o el*trô*i*o dos *resos já na fase de cu*p*imen*o d* pen*. Em
moment* posterior, f*i
sanciona*o a Lei n.º 12.403/2011, * qua* instituía * monito*amento
eletr*nico *o*o medida cautel*r div*rsa da prisão.
Contudo, por se *r*tar de uma legisla*ão nova para o sist*ma bras*leiro, nã* ** *om*
preve* *e vai *er um su*esso como no *strangeiro ou m*is *m* lei qu* não l*v* a lugar *lgum.
Só * t*mpo irá *razer es*a r*spos*a. E*sa lei so*re dura* críticas, já *ue alguns do**r*nado*es
entendem qu* el* n*o
obs*rva o p**ncípio fun*amental *a d*gnidade da pe*s*a h*m*na
disp*sto n* Co*stituiçã* Federal de 19**, p***,
qualq*er um que *a***e na rua portan*o
o
monitoramen*o,
seria taxado *om cr*minos*, foragi*o, e outros
*d*e*ivo* q*e man**am
a
honr* de u* indivíduo.
No
e**anto, apes*r das
críticas, é de notável importâ*cia,
aqui, frisar que em
outros
pa*s*s a utilização da soluçã* te**ológica de mo*i*oramento eletrônico dos presos foi
responsável
pela reduç*o do número
d* p*pulação car**rária, d* dimi*u**ão dos
gastos
públ*cos, da r*dução
da
rei*c*dên*ia em cri*es *aqueles que util*zam
* t**n*zel****
eletrônica,
se* d*zer que possibil*tou o convívio ha*mô*ico do *r*so com sua famíli*
e
sociedade,
d*nd* * oportunidade
par* que ele pudes*e
voltar a tra*alhar estudar d* forma e
digna e hu*ana, apesar de *star *u*prind* pena.
Desta *aneira, observand* o sucesso da mo**to*ação *letrônica em out*os países, é de
se espera* *ue essa m*dida se *orne um* válvula de escape para o fa*ido sistem* pe*itenciário
Rev. F*A, Ter*sina, v. 12, n. 4, art. 5, p. 68-86, jul./a*o. *01* **w4.fsan*t.com.*r/revista
Monitora*en*o Eletrônic*
8*
brasileiro, possibilitan*o, assim, qu* o p**so *o*sa cumprir efet*v*me*t* a medida cautelar
que lhe fora comin*da com um po*co mais d* *ignidade.
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fundamentai* e a construção do novo mod*lo. 2ª ed. São Paulo: Saraiva, 201*.
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ISSN 1806-6356 (Print) and 2317-2983 (Electronic)