www4.fsane*.com.br/revista Rev. FSA, Teresin*, v. 14, n. 6, art. 2, *. 24-48, nov./dez. 2017 ISSN *m*r**so: 1806-6356 ISSN E*e*rô*ico: 2317-2983 ht*p://dx.doi.or*/10.128*9/2017.14.6.2 Adequação dos Métodos de Previ*ão às Es*ecificidades das Demandas Suit*b*lity of Fo*ec*st Met**ds to Demands\ S**cificities *runa Vascon*elos *e *raújo Mes*ra em Adminis**ação * Desenvol*ime*to Emp*e*arial p*la Universidade Est*ci* de Sá E-mail: brun***87@yahoo.c*m.br Marco Aurél*o Carino B*uzada Douto* em Administraçã* pe*a Universidade *ederal do *io *e Janeir* *rofess*r d* Universida*e **tácio de *á E-mail: marco.bou*a*a@estacio.*r Endereço: B*una Vasconcelos d* Ara*jo Editor Cie*tíf*co: *onny *erley de A*en*a* Rodrigue* Ave*ida President* Vargas, 642, sala 2207, Centro, CEP: *0.071-001, Rio de J*n*i*o/*J, B*asil. *rti** recebido em 08/08/*0*7. Últ*ma versão
r*cebida e* *9/*9/2017. Aprovado em 20/09/2*17. End*r*ço: Marco A**é*io C*rino Bou*ada Avenid* *residen*e Varga*, 642, sala 2*07, Ce*tro, CEP: 20.*71-001, Ri* de Jan*iro/RJ, Bra**l. Avaliad* pelo sistema T*ipl* R*view: Desk Review a) pe*o *ditor-C*efe; e b) D**ble Bl*nd Review (avaliação c*ga por **is avaliadores da área). Re*isão: Gra*atical, Normativa e de For*ataçã*
A*equação d*s Métodos *e Pr*v*são *s Especifici*ades das Demandas 25 R*SUMO O pre*ent* e*tudo t*ve como objetivo ide*tificar o m*to** de prev*são ma*s adeq*a*o par* a demanda de cada u* dos *nsumos crítico* da empresa XYZ. Os *a**s f*ram colet*dos de um sis*ema *ntegrado de *estão ERP u*ado na empresa, sendo emitido *m r*la*ório de consumo mensal. Após a *ontag*m do *plitsample (amostras de te*te e de vali*açã*), foram apl*cados diferentes métodos de p*evisão de **ries temporais a cada insumo n* p**ío*o refere**e à a*os*r* *e teste, e c*lcula*os os err*s para cada m*t*do apli*ado a cada insumo no perío*o *e*erente à amo*tra de validaçã*. E**e* e**os foram comp*rados, visando ide*ti*icar * método d* previsão *om maio* acurácia. Os resultados apresentados **dicaram que a ad*quação entre tipo de dema*d* e método *e previsã* s*g*rida na teoria se verificou, na *rática, e* p*ucos casos. Em 6 dos 11 *nsumos, * m*todo sugerido pela teori* fic*u entre os p*or*s, em termos *e desempen*o; em 3 de*s*s 6 **sos, * m*t**o suger*do f*i, ** fat*, pio* d*ntre *s o 6 t*stados. Foi *o**ível co*cluir *ue não h* *m *adrão a ser *eguido e que, independent*mente do tipo de demanda do insumo, n*o se deve aplicar o modelo su*erido na teoria, sem antes certifi*ar-se q*e não há outro modelo m*lhor. O ide*l é t*star v*r*os mé*odos para observar qua* *erá * melhor des*mpenho em cad* caso. Palavras-chave: Previsão De Deman**. Séries Temporais. *lanejamento e Contr*le da P*odução. Métodos Qu*ntitativos. ABSTRACT The pres*nt stud* aim*d to identify the most s*itable *orecastin* method for *ach o* t he c*itica* raw materials of XYZ Co*pany. The data were c*ll*cted from an E*P integrated manage*ent system u*ed in the compa*y from its mont*ly consumption rep**t. After t he sp*itting the sa*ple (test sample and va*i*ation *a*ple), different method* of time se*ies forecast were *ppl*e* *o every raw mate*ial wi*hin the te*t sampl* period and the errors f*r e*c* met*od applie* to each raw mater*al *ere c*lculated wi*hi* the t*e valida*io* sample period. T**se error* *ere compared, i* o*der to iden*ify *he **recast method wi*h *reater accuracy. The resu*ts indicate* that the fit b*tween ty*e of demand *nd *ore*ast me*hod suggeste* in the*ry did happen only i* a few *as*s. Fo* 6 (out of 11) ra* materi*ls, th * m*thod sugges*e* by *h* theo*y was amon* the worst *nes, in t*rms of per*ormance; for 3 of them, th* suggested *ethod wa*, in fact, the worst among **e 6 tested. It *as possi*le to conclude that there is no patte*n to be foll*wed an* *ha*, regardless of *he type ** *aw mat*rial dem*nd, it should not be *ppli*d *he mode* p*op*sed *n the*r*, without making sure that there i* no other bette* *ethod. It is recom*ended to tes* sev*ral me**o*s to observ* which wil* have the best pe*fo*mance for each case. Keywor*s: De*and For*cast. Time Se*ies. Produc**on Plan*ing and C*ntrol. *uantitative Methods. Rev. FSA, Te*esina **, v. 14, n. 6, art. 2, p. *4-48, no*./d**. *0*7 *ww4.f*a*et.com.*r/revista B. V. *raú*o, M. *. *. Bouzada 26 * INTRODUÇÃO A área de Planejame*to, *ro*ramação e Controle da Produç*o (PPCP) de uma *mpresa gerencia as at*v*da*es d* produção (P*RE*, 199*), b**cando garanti* q*e a fabricação de ben* e serviços, através d* um *l*nejame*to e*iciente d** re*u*sos, atenda *s *emandas do mercad*. Ess* **** é respo*sável por prever a dema*da, desenvolver um plano de produção, pl**ejar a capa**d*de prod*tiva, pla*ej*r as *a**rias-p*i*as e pro**amar a prod*ção no curto prazo (RUS*OMANO, 1995), ** se*a, *nvo*ve uma série de dec*sões, obje*ivan*o definir o q**, quanto e qua*do produzir, *omprar e en*reg*r. O* s*st*mas de programa**o *a produção são *l**sifica*os em *ois *rupos: s*stem** e*purrados e **stema* *uxados. No sistema em*urrado, * pr*dução é in*ciada a partir d* uma ordem d* pedido do cl*e*te, *om p*azos par* entr*ga do produto. ** n* *istema *uxado, a produção é *nicia*a a p*rtir da pre*isão d* d*ma**a do c*iente, não sendo neces*ári* efetuar um ped*d* (HOR*BURG ** al., 2008), dev*ndo ex**tir, d**tro do pr*c*ss* p*odutivo, o recurso ne*essário para ate**e* à dem*nd*, a pr*nt* entrega. Mui*as *ez*s, ao pr*gra*** a produç*o, são requi*ita*as quantidades de i ns um os , baseadas em taxas de *onsu*o definidas previamente pel* engenharia de produt*. Ao efetuar a gestão do *stoque d*sses insumos, veri*ic**-se dive*g*ncias *ntre o c*nsumo pr*vi*t* e * cons*mo reali*ado; *l*umas *evidas às incert*zas do planeja*ento ** prod**ã*, imp**cando e* u* planej*mento errôneo, co* ex*ess* de *ater*ai* em estoque ou falta deles. Se o val*r pr**i*to for menor que * r*alizado, h**erá falta de mate*ial; se for ma*or, haverá produ**o desne*es*á*ia e a*tecipa*a, g*r*ndo cus*o de oportunidade (*AVARET**, 2012). Es** plan*jamento er*ô*eo é aind* mais grave *os insumo* cr*ticos dos *rocesso* de pr*d*ç*o das emp*esas: os que *ais i*pactam nos custos da organiza*ão pelo seu e*ce*so o* no p*oduto fin*l, uma v*z que * falta dos insumos que o compõem pod* c*usar perda de *ossíveis vendas, *em com* *rans*ornos à socieda*e. Na *ndúst**a gráfica em parti*ula*, os serv**os de impres*ão sob dema*da possuem com* p*incipal car*cte*í**ica os pe*uenos prazos de en*rega. Além d*sso, g*ra*men*e ocorre baix* tir**em d* produção, grand* versat*lida*e e inc*n**ância de conteúdo. Diante dessa situação, e e* função da* caracte*ísti*as de seus *r*dut*s finais, a* gráfic*s a*rese**am d*versos prob*emas *e p**nejam*n*o de produ*ão, *ois a rotina de trabalho precisa estar intima**n*e ligada à *l*xibi*idade que esta tem d* atender às ex*gênc*a* dos **i*ntes, ou seja, dev* *da*tar o seu p**c*ss* p*odutivo *m co*f*rmi*ade c*m o produ*o soli*itado pelo cliente. Os *sforços Rev. FS*, Teresin*, v. 14, n. 6, art. 2, p. 2*-48, nov./dez. *017 www4.*sanet.c**.br/revista Adeq*açã* dos Método* de Previsão às Es*ecificidad*s das D**andas 27 necessários para atender aos requisitos prod**ivos *stã* dir*tamente relacionados ao gra* de com*lexidade do produto desejado. Em uma *mpr*sa *úbl*ca, e*sa situa*ão é ainda pior, po** o pla***amento *recisa ser fe**o c*m antecedên*ia, consider*ndo a burocraci* dos processos l*citatório* que d*mandam prazos *ongos, dif*cul*ando a progr*mação da pr*dução pelo sist*ma puxad*. Os p*ocessos de compra na *dminis*ra**o p*blica n* Br*sil são regul*men*ados pela Lei Feder** nº 8.666 e caracteriz*do* pela sua rigidez e eleva*o cont*ole buro*rá*ico, o que leva a *ma *emora excessiva para realizaçã* de qua*que* c*mpra. * *eferi*a *ei *revê, em seu a**igo 24, situações em qu* sã* permitidas compras e*e*genciais por dispens* *e *i*itação, po**m são c*sos muito espe*íf*cos que, e* sua maiori*, não s* aplicam à indústria em questão. Já o artigo 15 dessa lei, i*ci*o II, p*evê a p*s*ibilida*e d* processar as comp*as atra**s do sistema de re*i*tro de *reços, regula*entado pel* Decre*o nº 7.892, *ue é um instrument* uti*i*ad* pelo Poder P*b*ico para *quisição de bens e ser*iços, cujos preços são re*is*rad*s e* uma Ata, vis*ndo contr*taçõ*s futuras e de forma pa*cel*da, conforme necess*da*e da Admin*st*ação. Ainda, com as áreas de c*ntrol* e conformidade, o não cumprimento d* todas as leis, r*g*as * normas, pode leva* a p*sadas mul*as *onetárias, san*ões l**a** e regulamentares, além da pe*da de reputação. * empresa XYZ, pertencente à indú*tr*a gráfic*, é uma empresa pública, localizad* no Rio d* Jan*iro, ond* *s pr*ncipais *r*dutos f*rn*cid*s à socieda*e são os *m*re*sos *e segurança, torn*ndo o qual o plan*jamento da produção ainda *a*s cr*tico, de*ido * inte*sa espec*ficidad* e *ersonalização dos produtos fin*is *f*rec*dos e, principal*ente, pelo fat* de *e* um* ins*itu**ão *ública de*end*r de licitações, que, * o geralmente, causa atra**s nas aqui*ições, devido a*s im***vistos a*vi*dos da esfera públi*a, agrav*ndo o probl*ma d* pla*ej*mento d* insu*os para a produção, *endo como consequên*ia a fal*a de ma*eriais e a possível pa*alisação dos processos prod*tivos. Esp*cialmente para in*umos crítico*, é ne*ess*rio *stabelece* * quantidade id*al de matérias-primas em *stoque, par* *vit*r proble*as como o ex*es*o de ins*mos com *aixo giro, ou possíve*s vendas perdid*s por f*l** de*tes, *e for** a buscar o equilí*rio **tre a demanda e a disponibilidade dos *uprimentos. Cada pr*duto tem sua *specifici*ade em termos *e *ormato da *eman**, poden*o *er mai* estável, mais sazonal (co* d*f****tes p*drões), mais errátic*, mais de*en*ente de fatores ext*rnos, *t*. E, naturalmente, existem d*ve*sos méto*os ** pre*isão de demanda, com dife*ente* c*racterísticas e pote*ciais *dequ*ções às espe*i*ic**ades *as d*mandas de diferentes produtos. Rev. FSA, *eres*na PI, v. 14, n. 6, ar*. 2, p. 24-4*, nov./dez. 2017 ww**.fs*net.com.br/revi*ta B. V. Araújo, M. A. C. *ouzada 28 O objetivo, então, d*ste t**balho foi identificar qual o *é*odo *e prev*são mais adequado para a *emanda de *ada um dos i ns um os c**ticos da em*resa XYZ. Foram considerados insumos *ríticos aqueles que causa* maior impacto na fabric*ção dos produtos da seg*nda ma*or área (não id*n*i***ada *or q*estões d* sigilo) da empresa XYZ, em termos de faturamento, no *ue *e refere a produtos exc*us*vos: os produtos fornecidos à **ciedad* ***a *denti*i*ar o *idadão brasi**iro peran*e as aut*ridade* de *utros países. E*ses insumos foram ident*ficad*s a*ravés do método d* curva AB*, n* qual, d*s 95% de todos os i *s um os da empresa classificados como * (80%) e B (*5%), 17,3% *e refe*em a*s insumos da *rea deli*it*da e, destes, 10,94% são o* insumos críticos, sendo 9,*5% pe**encentes à c*ass* A. Ser*o t*s*a*os d*v*rsos métodos *e previsão de **manda, *as a**nas os quant*tativos c*nstituem a deli*itação *esta p*squisa e, dentre estes, apena* o* *e séries t*mpora*s, ficand* os mé*o*os causais de fora, por ter sid* co***derado inviável ele*car, coletar dados e f*z*r previs*o do com*ortam*n** fu*uro de po*síveis *ausas de vari*ção n* **manda d*s insumos críticos *studado*. O histórico de d*manda *o* *nsumos estudado* englo*o* dados mensais d*s últim*s dez anos. *omo se trata de uma *mpresa pública (mas dotada d* personalidade jurídica de *ireito privado, *om patr*mônio p*ópr*o e autonomia a*mini*t*ativa, ou *eja, com produção de be*s *e consu*o par* a s*ciedade), este tra*alho assume consid*rável *elevânc*a p*ática, já que há um despe*dício mu*to gr*n*e de dinh*iro pú*lic*, devido a um planejamen*o *ne*iciente d*s ins*mos pa*a a produção, onde os insum*s c*íticos corr*s*onde* a 63% dos *as*os c*m aquisição. Em cont*apartida, a falta d* materiais pro*oca paradas de pr*dução, causand* a*rasos na entreg* do produto f*nal, *endo sido i*enti**cadas na empresa estudad* cerca de 40* parad** por f*lta de insumos *os últimos cin*o anos, aplicando-se diversas mult*s, equivalentes * 0,03% do valor do contrato, no caso de atraso, e a 10% ** val** do contrato, no caso de n*o e**rega *o produto. Além disso, essa situação pode levar a uma possível imagem n*ga*i*a da *mpresa. Estes c*s*os de exce*so e *e falta, aos quais se referiu nos pa*ágrafos anteriores, reforçam * impor*â*c*a de haver m*de*os de previsão de de*anda acurad** nos sist*m*s integrad*s de g**tão ERP, de forma gera*. A *elevância acadêmica des*e tr*balho é reforçada pela pos*ibil*dade de *ugerir * outros pesquisadores a adequabilidade de cada método de previsão a c*da perfil específi*o de dem*nd*. Rev. FS*, T**es*na, v. *4, n. 6, art. 2, p. 24-48, nov./dez. 2017 www4.fs*net.c*m.br/revist* Ade*ua*ã* dos Métodos de Previsão às Es*eci*i*id*des d** De*andas 29 2 REF*RENC**L TEÓRI*O 2.1 Méto*os *e prev*são Segundo Ballou (199*), e**stem cinco tipos *e de*anda: 1. Dema*da Permanente, quando o pr*du*o s* apresenta de forma est*vel com ci*lo de vida l*nga, não havendo grandes picos o* vale* de con*umo *o longo do per**do; 2. Dema*da S*zonal, quando h* demanda em dete*minados perí*dos, pos*uindo ci**os de vida *uito curtos e sendo c*mpos*a p*r *m úni*o p*co de demanda. Para *ontgom**y et. a*. (1990), gr**de parte das sér*es *emp*ra*s, pri*cip*lme*te na indú*tri*, apresenta var*açõ*s sazonais, oco*re*do quando a séri* exibe uma *aracterísti*a *eriódica que s* repete a cada x inte*valos *e tempo, exibind* uma estrutura de aut**orrela*ão qu* *epende não *omen*e do *nterv*lo de tempo *ntr* as o*servações, mas també* d* per*odo **serv*do (*LIV*IRA et. al., 20*0); 3. D*manda **regul*r, quando a de*anda s* alte*a **vido a fatores ex***nos, i*plicando ** um comport*mento errático, com*inand*-se *o* tempos *e **ssuprime*to muito l*ngos ou pou*o flexíveis, alternando entr* vales * picos de d**anda; 4. *em*nda em declínio, qua*do nã* há ma*s procura por *m d*terminado produt* e a demanda diminu* *radualmente, até a f*nalizaç*o do es*oque; 5. Dem*nda Derivada, qu*ndo a demanda po* *m determinado *rodu*o **riv* d* d**and* de o***o produto. Levine *t al. (2000, p. 630), explicam q** existem dois ti*os de métodos *e previsã* para de*erminação d* dados futuros: qualitati*o quantitati**. Para os autores, os méto*os e de previsão qualitat*vos "**o impor*antes quando dados h*stóricos não se encontr*m disponíveis e *ão a*tament* subjetivos e pa*s**eis de avali*ção". Dentre eles, tem-se * método da relação de fatores, a opinião de especia*i*tas e a técnica D*lphi. Já os mét**o* de *revi**o quantitativos faze* us* de dados históricos. Para o* refe*idos autore*, "o objet*v* é estudar acontecimentos do p*ss*do para melho* en*e*der a estr*tura básica d** dados *, * p*rtir daí, forn*cer os meios necessários *a*a se *rever** ocorrências futuras". Estes se s*bdi*idem e* dois *ipos: s**i*s causais e séries temporais. Para Manc*z* (2003), nos m*todos *a*sais "a de*a*da de um it*m ou um conju*to dos ite*s é relaci*nada a uma ou mais vari*vei* ***ernas ou *xternas à emp*esa", *u s*ja, envolvem fatores a*verso* *ue se relacionam com a variáv*l prevista. Dentre esses m**odos, Re*. FSA, Ter**i*a *I, v. 14, n. 6, art. 2, p. *4-48, nov./d*z. 2017 *w*4.f*a*et.com.br/**vista B. V. Araújo, *. A. C. *ouzada 3* encontram-se a análise de reg*ess*o múlt*p*a, a *odelagem econom*t*ica, a análi*e do indicado* *rincip*l e índic** *e difusão e ou*r** índ**es e*onômicos (LEVINE *t a*., 2000). Segund* Mancuso e Wern*r (2014), série temporal é uma **quênci* d* obs*rv*ções históricas sobre uma va*iável de interesse, ou seja, é um co*j*nto de var*áveis alea*órias ordenad*s em interva**s regulares de t*mpo. De acordo com *er*anne* et al. (2009), existem pelo menos 7* d*ferentes técnicas para previsão de sé*ies te*porais, destac*n**-se: análise de r*gr*ssão s**p*es, médias *óveis, de*omposição *lássic*, *ode*o* de Holt-Winte*s (su*vi*ação exponencial), m**odos Bayesianos, m*delos de Box-Jenk*ns (ARMA; ARIMA; *ARIMA), r*de* neurais, lóg*ca Fu*zy, dentre outras (*AL*ES et al.; 2010). A seleção do méto*o corre*o para previsão dos diferentes tipos de deman*a d*pe*derá, dentre outros fatores, do tipo de deman*a. Por exemp*o, no tip* * (demanda permanente), elenc*do *or Ballou (1995) * i*dica*o n* início de*sa seçã*, um dos método* d* previsão **e pod* ser usado é * modelo de s*a*izaçã* exp*nencial simples, *evido à con*tância que a *éri* temporal mantém sobre um nível médio (MAN*UZO, *003). Já os modelos de amortização de dados saz*nais, como * m*todo de W*n*ers, são p*ovavelmente *s mais usad** na práti*a *ara p*evisão de dem*ndas sazonai* (tipo 2) (MO*TGOMERY et. al., 1990), pois desc*evem apropriadam*nte *ad*s de demanda onde se v*rifica * oc*rr*nc*a de um componente de sazonal*d*de, *lém de um* tendência linear (MANC*ZO, 2*03). S*g*ndo este auto*, os *odelos d* Box-Jen**ns també* p*dem ser usad*s para esse tipo de dem**da por se tra*ar de modelos a*torre*res*ivos, ou seja, modelos linea*e* que re*aci*nam uma variáv*l de*endente a um g*upo de **riá*e** *ndep*nde*t*s. Par* Mancuzo (2003), uma d*s técn*cas ideais para a demanda do tipo 3 (demanda ir*egul*r) s*ria o modelo de d*compos*ção clá*sic*, de*ido à tentativa de se *solar *s componentes de forma a serem tratados *ndividualmente, sendo que o tra*amen** de resíduos, devido às flutuaçõ*s irregulares, é feito "admitindo que os efeitos sazo*ais e as variaç*es ao a*aso *ossa* *er *eun**os aprox*madament* em um só efeito". Já para a demanda do tipo 4 (demanda em declín*o), qualquer mé**do de *revisão que se*a baseado no efeito de tendência p*de ser **ado, como o m*delo *e Holt, **e emp*ega duas constante* de suavizaçã*, fazendo uma estimativa do nív** * da inclinaç** da série temporal (MANCUZO, *0*3). Por f*m, para a d*ma*da do tipo 5 (demanda deri*ada), a escolha de um método de previ*ão depend*rá do **po de demanda do *roduto principal. Rev. FSA, Teresi*a, v. 14, n. 6, art. *, p. 24-48, nov./dez. 2017 w*w4.fsanet.com.br/*ev**ta Adequação d*s Métodos de Previsão *s Espe*ific*dades *as Demandas 31 2.2 Método* d* séries temporais 2.2.1 *odelos de Holt-Winters Nos mod*lo* de Holt-Wint*rs, os da*os de demanda possue* oc**rência de *en*ência line*r, além *e uma componente de sazona*i*ad* (PELLE*RI*I; FLOGIATTO, *000). É um método que **ata *é*ies tempor*is, c*jas caracte*ísticas predominant*s sã* a tendência e * sazon*l*dade (CORRAR; THEÓPHIL* apu* FAGUNDES et al., 2013). Para Verís*imo e* al. (*012), é um d*s métodos ma*s utilizados p*ra *rev*são de curt* pr*z* da de*anda, devido à sua simplicida*e, b*ixo *usto *e *peraçã*, boa acuráci* e capacid*de de aju*t*mento auto**tico e rápido a *udanças na série em *nálise. É ba*ead* *m três equações de suaviz*ção: níve*, *endência * s*zo*alidad* e, *epe*dendo da sazona*idade, pode ser modelado de forma multi*lic*tiva ou aditiva (BARROS; ***EZE*, 2012), *u seja, caso a amp*i*ud* da variação sazonal se mantenha constante, di*-s* que o modelo é aditivo; caso a*mente ou dim*nua c*m o t*mpo proporcionalmente a* nível *a sér*e, diz-se q*e o mod*lo é multip*ica**vo (VE*ÍSSIMO *t *l., 2*1*). 2.2.2 Mo*elos *e Box-*enkins Os modelos de Bo*-*enkin* s*o modelos mat*máticos *ue verifica* o comporta*ento da correlação entre o* valore* da s*rie temp*ral, a f*m d* realizar *revisões futur*s com base nesse compo*tame*to (WERN*R; RIBEIRO, 2003). P*ra os autores, esses model*s parte* *o pri*cíp*o de que cada valo* *a série pode ser explicado por v*lores *n*eriores, a partir da corr**ação tempora* que há entre os valores da série. Fava (2000) ex*lica que os **delos de Box-Je*ki** resultam da comb*nação de três c*m*on*nt**: co*pone*te a*tor*egress*vo (AR), **mponente *n*eg*ação ou difere*ci*ção (*) e componente *e médias móveis (MA). Segund* esse autor, u*a séri* pode ser mod*l*da pelo* três componentes *u *ma combinação de doi* d*les, res*ltando em *ários mod*los, c**o os *od*los *s**cionários (ARMA), mo*elos não-estacion*rios (ARIMA) e m*delos s*zonais (SAR**A). Rev. FSA, Teresina PI, v. 14, n. 6, *rt. 2, p. *4-48, n*v./dez. 2*17 ww*4.fsanet.com.br/revi*t* B. V. Araújo, M. A. C. **uzada 32 2.2.*.1 M*delos estaci*nár*o* Par* *erner * Ribeiro (2003), "modelos estacioná*ios são aquel*s que a*s*m*m que o processo *stá ** eq*ilíbrio", ou seja, suas variáveis n*o apresentam ten*ências e são est**eis ao *ongo do temp*. Ai*da segundo os a*tore*, uma sér*e estacionária v*sa *eproduzir val*res d* *ma v*riável d* interess* a par**r do* processos auto*regressivos (A*), *e médias mó*eis (MA) ou uma combinação de amb*s (ARMA). *.2.2.* Mode*os não esta*ion*rios Para We*ner e Ribeir* (2003), se a série apr*sentar m*dia e v*ri**cia dependentes *o t**po, si*nifica que ela **o é estacioná*ia, implicando na incl*nação *os dados *ue não perma*ecem ao re*or de uma l*nha horizon*al, e n* va*iaçã* dos dad*s qu* *ão p*r*an*cem const*nte* sobre o tempo, *u seja, as flutuações diminuem ou aumenta* com o *assar do tempo, no qual indica a *lte***ão da variânc*a. 2.2.2.3 Modelos sazonais Segundo Ramser et. al. (2015), o modelo SA*IMA é um proc*sso s*zona* a*to*regressivo in*egrado de m*dia mó**l de or*em (p,d,q) * (*,D,Q)S, o*de "d" é a diferenciação e "D" o g*au é d* diferen**ação sazonal e,de acor*o com *erner e Rib*ir* (2003). 2.2.3 Decomposiçã* Clássica Seg*ndo *enna *t. al. (2015), o método d* d*composição clássica *nali*a as séries d*sponíveis, a f** de identificar os compone**es e*istentes e *ua n*tureza. B*uzada (2012) *xplica que ess* m*todo é u*ad* quando há um co*por*am*n*o i*regular da* grandeza* ao *ong* do tem*o, o*j*tivando entender esse comportament*, de**mpo*d*-o. De acordo com o a*tor, essa i*regula*idade é resultado de diversos componentes, c*mo a sazonalidade, a *endência, o ciclo e *omponente* a*eat*r*os. Ainda segund* * aut*r, a *azo*alidade expl*ca o *omport**ento cí**i*o das grandezas, que, por sua vez, apresentam uma tendên**a de compor*amen*o em rel*ção à variável *empo, pode*do *er m**or ou men*r, à medid* *ue passa o tempo. O ciclo se man*festa na forma de R*v. FSA, Teresina, v. 14, n. 6, *rt. 2, *. 2*-48, nov./de*. 2017 www4.fsanet.com.br/revist* *d*quaçã* dos M**odos de Pr*visã* às Especificid***s d*s Deman*as *3 flut*ações semelha*tes a **das em to*no das tendênc*as; p**tan*o, *esm* se a grandeza não revelar sazonal*dad* ne* te*dência, **a**o *bservada a sua va*iação em relação *o ***p*, e*a ainda *ode apr*sentar um comporta*ento cíclico *ão *leatório, podendo ser visualiza*o, entendido e decomp*sto. Além disso, p*d*m e*istir flutua*ões residuais ori*ndas de comp*nente* aleatóri**. 2.3 Erros de pre*i*ão Do*le e *enwich (197*) *r*umentam que, *uanto maio* for * i*ve*timento n* *esenvo*vimento * te*te de um model* de previ*ão, m*ior *erá sua a*urácia e confiabilidade. *ara Pegels (*990), a acuráci* é u* fator i*portante na se*eção d* um mét*do *e p*evisã*, porém o c**to de opo*tunidade de *rros de previsão e a comp*ex*dade do m*todo u*ado pa*a pr*ver deman*as é * que determ*na a *scol*a *a me*i** de *curá*i* * ser *tilizada **ra *valiação do método d* p*evisão. S**undo P*checo * *ilva (2003), existem vá*ios tipos d* medidas de *rro de previsão *ue p**em mensurar os desvios entre os valo*es **evistos Xi e os v*lores *bservad*s X^i, onde Xié * valor da observação no in**a*te i e X^i é o *alor previst* para o instant* i. O Qua*ro 1 a seguir apresen*a um res*m* dos *rincipais erros encont*ado* na li*eratura. *uadr* 1 - Er*os de *revisão de deman*a ERROS CARACT*RÍST*CAS AUTORES M*D *ife*ença entre o r*al * o previsto CARV*LHO (20**) M** Comparado à variân*ia. Unidade de medi*a é av*liad*, elevando-se ao quadrad* ANDR*DE et al. (2012) RMSE Mostr* a dimensão real d* e*ro, pela rai* qua*rada d* MSE *OURA et a*. (2010) MP E A*alia vieses WANKE * JULIANELI (2006) MORO et a*. (2015) *APE Relaciona o t*manho do erro à obser*ação propor*i*nalmen*e rea* GOODWIN * LAWTO* (1999) EAVES (20*2) GADNE * ( 1 9 9 0 ) CAR*ALHO (2012) MdAPE Co*side*a a med*ana, descartando *alores de erro* *ltos e baixos ARMS*RONG E COLLOPY (1992) U-TH*IL Av*lia * ajustamento da série prevista à série original SANTOS FILHO et al. (*011) Rev. *SA, Teres*n* PI, v. 14, n. 6, art. 2, p. 24-48, nov./d*z. 2*17 www4.*sanet.c*m.br/re*i*ta B. V. Ar**jo, M. A. C. Bouzad* 34 2.4. Prev*s*o de dema*da no PCP O plan*jamento e controle da p**du*ão (*CP) tem como uma ** suas principa*s ferra*ent*s de apo*o à decisão os modelos de p*evi*ão de *e*anda. *e*un*o Cavalheiro (20*3), a previsão tem a função d* *or*ecer info*maçõe* sob*e a demanda fut*ra dos *roduto*, par* que a *rodução pos*a s*r planeja*a c*m antece*ência, pe*mitin*o qu* os recursos *rod*tivo* e*tejam disponíveis na quantida*e e no momento certo. Pa*a Ma*a et al. (2010), fre*uentes oscilações de dema*da *azem da previsão de ma*eriais um desafio p*ra a logística de s*p*imentos, send* vi*ta como um pon*o c*ítico e de ext*e*a i*por*â**ia *ara a em*resa. *egundo os autores, os erros de p*ev*sões resu*ta* em falta de compone***s **iliz*d*s na lin*a d* produ*ão e a*rasos no plan**am*nt* *e p*odução da emp*esa, c*m c*nsequ*nte atraso na entreg* do produt* ao cliente fin*l, bem como em um exc*sso de co*pon*nte* estocados que não foram demandados pe*a fábrica, descapitalizando a em*resa *e*a compra ant*cipada *estes *ompo*entes e dif**ultando seu armazena*ento, gerando c*stos de m*nutenção e de alugu*is de depósitos. Cavalheiro (2*03), em sua *e*q*isa sobre m*tod*s de p*evisão de de*anda, prop*s *m método para gera* dados de prev*são, o q*al foi aplicado *o plan*ja*e*to *a pr**u**o de médio a curt* prazo, de três em*resas d* ramo ali*e**ício. Seu modelo foi basea*o na análise de séries te*porai* de *m total de 25 produtos e grupos de produtos dessas empresa* q*e, após ana*isa* a sa*onali*a*e d*s série*, resultou em um modelo ma*emá*ico d* *ácil e rápi*a ope*aci*nal*zação, o que pôd* estimular a sua apl*c*ção por parte do pessoal res*onsável pel* previsã* e **aneja*ento *a empresa. Já Figuei*edo (2**8) realiz** *m estudo de p*evi*ão de demand*, com foco no PCP, em um* empresa da região de Join*ille (SC), no qual fora* o*servados dados históric*s de dez itens de *aior *xpr*ssivid*de da empresa, po* um período de oito anos. Foi **l*c*d* a metodolog*a de B**-*enki*s para pr*visão d*s séri*s tem*orai*, c*mbi*ada *om a técnica de redes neurais de fun**es de bases radiais, com me**ção da acurácia, por meio da raiz do erro quadrático médio (RM*E). * aut*r concluiu que a metodologia b*seada em Red*s Neu*ais ap*es**tou o me*or valor *o RM*E, se*do classif*ca*a como o método ** maior acurácia *ara previsão das séries tempora*s no refer*do trabalho. A empresa e*tuda*a ***se caso, objetivava *dotar um* nova pol*tica para * PC*, com a imp*emen*ação de novas di*etrizes de gerenciamen*o. Dian*e disso, *s r*su*tados *btid*s no es*udo puderam auxi*iar a empre*a *a tomada de novas de**sões e na busca desta nova política de **ane*amento da p*od**ão. Rev. FSA, Ter*sina, v. 1*, *. 6, art. 2, p. 24-48, nov./dez. 2017 ww*4.**anet.com.b*/revista A*equação do* M*todos de Previsão às Especificidades *as Demandas 35 Maia et al. (2*10) co*statara* ** sua p*squisa sobre a otimização do *roces*o de programação de insumos de uma em*resa fabricante de eq*ipament**, a existência de uma d*ferença na *ua*tidade de componentes comprados em re*a**o à quant*dade de *o**one*tes demand*dos p*la fábrica, prejudicando a ac*racidad* e p**ce*tual d* acerto da programação, o que i*plicou na f**ta *u excess* de materiais, c*usand* at*asos na en*r*ga do prod*t* a* cliente, ou *umento do custo de opor**nid*de, ocasionado pela perd* de *ovas venda* *o* fal** d* mate*iai* e, em ou*r*s casos, falta de recurs*s para comp*a de *l*uns insum*s, dev*do a compras *m excesso *e outros ins*mo* que não foram demandados pe*a fábric*. *inalmente, For*o *t al. (2013) realizaram um* pesquis* *om 23 empresas c*jo objetivo diagnosticar o proces*o de previ*ão de d**anda das *randes *mpre*a* *o Brasil. Foram an*lisa*as c*nco *imensões, de*t*e *las, os erros de prev*são. Os **t*res concluíram que 73% das empresas têm problemas co* excesso ou *alt* de materiais, de*i*o a e**os *e *revis*o, como por exemplo, problem*s de caixa e atrasos na entrega d* produ*o ao clien*e, **i*en*i*n*o o impacto na produção, e ** 50% d*s empr*sas ocor*em paralis*ções da* linha* de produção, de*ido a erros de previsão de *atérias-*rimas. * METODOLOGIA Esta *esquisa foi r*aliza*a *a empr*sa q** *tiliza os insu*os críticos *studados p*ra a fabricação de se*s produt*s, no qual *correm os problem*s de planejamento da pro*uçã*, como a falta e * sobr* de insumo*, se*do *ti*izados para investigação a *s relat*rios os e re*istros d* dados efetu*dos pela emp*esa. Para a realização d* pesquisa, a popu*ação *oi constit*ída pelos dad*s de co*sumo *os insumos **ítico* mencionad*s na Intr*du**o, ao lon*o do temp*, ou seja, ao *ongo do tempo de ** da do i ns um o. A amostr* *ompreendeu os dados de consumo d*s ins*mos crí*icos, no p*ríodo d* ja**iro de *006 a setembr* d* 20*6. A **se de dados foi compos*a p*r dados s*cundári*s, coletad*s de um sis*ema integrado de gestão ERP usado na empre*a XYZ. Foi **itido um relatóri* de *onsumo men*al de cad* i ns um o *trav*s do referido si*tem*, *o qua* os d*do* gera**s serão organizados e* *m a planilha. O tratamen*o dos dado* foi d**idid* em duas **apa*. A primeira etapa do tratam**to de dados teve p*r fi*ali*ade *plicar cada método de previsão a cad* insumo. Rev. **A, Teresina P*, v. 14, n. 6, **t. 2, *. 24-**, *ov./dez. 2017 *ww4.*sanet.com.br/revist* B. *. Araújo, M. A. C. Bouzada 3* *e mo*o a ev**ar o ov*rfitin* (s*breajuste a um conjunto esp**ífi*o de dados, mas sem possibilidade de **ne*al*zação *o aju*t*), pa**e da amost*a d*s da*os col*ta*os foi usa*a *ara ap*icar * parametrizar ** modelos, e * outra part* foi usada p*ra validação *e cada m*delo (Split Sam*le). *ada *odelo de previsão foi a*licado a cad* *m dos insumos c***icos, no período ref*rente à a*ostra de teste. ** previsõe* p*r *e*o dos mo*e*os de Ho*t-*inter* mult*plicativo e aditi*o e d* *ecomp*sição Clássi*a foram efetuadas com o auxíli* do MS-Excel, usando o recu*so *o "Solver" para determ*nar os pa**metr** nos modelos d* Holt-Wint*rs. P*ra esse* modelos, a ini*ial*zaçã* *o* parâmet*os f*i fei*a conforme sug*rido por Bertolo (2009), exceto *os c*sos d* zero no *eríodo inicial *a série do *odelo *ultiplica*ivo, sendo n**es*á*io ut*lizar os í*d*ces *azon*is iguai* a *, para q*e nã* ocorressem erros de di*isão por *ero. Na Decomposiçã* Clássica, *m *articular, a esti**tiv* do c*clo futuro *oi o*tida p*la média dos seis *ltimos valores históricos apr*sentados. Para os m*delos de Box-Jenkins (ARMA; ARIMA; SARIMA), as previsõ*s for*m feita* com a ajuda do *of*ware Eviews9 SV, uti*izand* método objetivo de ide**ific*ção o do melhor m*delo, e tentand* m*nimiza* o critério de info*maç*o Akaike (BERTOLO, 2*09). Na se*unda etapa do tratamento dos dados, *oram calcula*** os erros p*ra c*da método ap*icado a cada insumo n* p**íodo re*erent* * amostra *e validaç*o. Em s**uid*, os método* fo**m comparados em relaç*o ao e*ro proporcionado pel* previsã* na amos*ra d* validação. Mas, consi**ra*do o fato de alguns erros (como o MAPE e o MdAPE) não poderem ser calcu*ados quando há *eros na série, os períod*s com zero d* valor real fora* des*on*iderados pa*a fins de cálculo de todos os erros. Nos modelos d* Holt-Winters, a parametrização foi **ita tentando m**imi**r c*da um do* 7 erros (da tabela * an*erio*) *ar* cada insum*. Então, di**rent*men*e *o *ue a*on*eceu c*m o* o*tros m*delos, foram geradas 7 previsões d*ferentes pa*a cada i*sumo. Em algu*s casos, fo* necessário alterar as restr*çõ*s ao utilizar o *ecu*so "S*l*er" **is, se os p*râ*etros fos*em 0 ou 1, *oderia i*plicar em err*s nos cál*ulos dos *r*os. Em casos pa*ticulares, algu* métod* *ue não tenh* sido co*siderado, nem testado pode *e* u* melhor *esempenh* para algum insumo. E**a l*mitaç*o f*i *inimizada com a u*il*zação **s mét*do* mais co*sagrados, qu* obt**eram melhores res*ltados em pes*uisa* ant**iores. O mesm* pode oco*r*r c*m os erro*; nã* o*stante *erem sid* utiliz*dos *s princ*pais, que obtiveram resultados ma*s ac*rados em ou*ras p*sq*i*as, pode *c*nt*cer d* algum *rro não Rev. FSA, Teresina, v. 14, n. 6, art. 2, p. 24-48, nov./dez. 2017 www4.fs*n*t.com.b*/revista *dequação do* Métodos *e Previsão às Especificidade* *as Dema*das 37 c*ntemplado ***t* pesqui*a ser o mais a*equad* para definir o *étodo óti*o para algum i ns um o. Po* se tratar *p*nas de uma amostra dos dad*s, sua repre*enta*ividade também pode cons*stir *m um* li*itação desta pesquisa, uma vez que nada gar*nte que o **tu*o da demanda vai s* compo*tar como o p*ssado *a *esma. Outra limitaç*o da p*squisa r*fere-*e à a*bitrariedade ** ide*ti*ica*ão do t*po de *em*nda *e cad* insumo, contando, apen**, com a subjetividade d*sta pe*quis*dora. Natur**mente, co*o es*e **abal*o consist* n* e**udo de *m cas* *nic*, não *e pretende gener*lizar os a*hados e *o*clusõe* apr*sentado*. 4 *ESULTADOS E **SCUSSÕES * g*áf*co 1 * seguir mostra a demanda do in*u*o 3*00*9 no pe*íodo da a*ost*a de teste, ou seja, *e março/0* a junho/1*, no qual demon*tra u*a d*manda permanent*, por apresentar um **clo *e vida longo, sem grandes alt*ra**es, a m*nos de algumas exceções. G*áfi** 1 - Demanda do insum* 300009 Ao projet*r as previsões *o período d* amost*a de va**dação, de j*lho/14 a setembr*/16, p*r cada um d*s 6 m**elo* *onsiderados nest* pesqui*a, ob*eve-se o r*sulta*o * seguir, ****sentado pelo Q*adro 2i e * Gráf*c* 2. Rev. FS*, *eresi*a PI, v. 14, n. *, art. 2, p. 24-48, nov./dez. 2017 www4.fsanet.com.br/r*vista B. *. Ara*jo, *. *. C. *ouzada 38 Quadro 2 - C*n*umo real e previsões do insumo 300009 300009 PREVIS O M ês REAL DC H WM H WA *RM A A*I*A *ARIMA j**/1* 35.651 15.*25 *5.8*5 *7*.871 14.115 1*.115 16.437 ago/14 43.145 1 .9 2 6 8 .8 7 9 - 481.863 11.083 11.08* 8 .4 4 5 se*/1* 2 .6 5 0 2 .0 2 5 23.793 1.907.066 *2.885 12.885 14.*68 o**/1* 44.325 7 .8 7 2 * .8 4 2 - *38.099 12.241 1*.*41 10.*1* nov/14 498 19.278 2*.*4* - 2*1.199 *2.620 12.620 10.975 d*z/14 0 7 .* 5 5 14.669 - 291.5*7 12.*84 12.484 *1.586 ja*/15 0 28.081 7 .* 4 6 - 257.3*6 12.563 1*.563 12.267 fev/15 21.400 23.316 8 .0 * 6 - 175.*51 12.534 12.53* 1*.*19 mar/*5 47.258 8 .7 8 8 14.61* 1.428.284 12.55* 12.551 12.104 abr/15 0 11.384 *5.24* - 77.216 12.545 12.54* 12.8*2 m*i/15 0 3 .1 5 * 10.611 - 65.474 12.5*8 12.548 12.*55 *un/1* 13.770 0 6 .8 * 0 8 .* 6 3 *2.547 12.547 10.866 jul/15 * 14.9*6 37.6*3 90.549 *2.*48 12.548 12.677 ago/15 21.628 * .8 8 1 3 .2 5 1 *28.*08 12.*4* 12.548 11.981 set/*5 38.067 1 .9 * 8 13.974 140.135 *2.548 *2.548 12.413 out/15 18.7*0 7 .6 8 7 - 3.397 363.*51 12.548 12.5*8 12.246 *ov/15 0 18.822 12.63* 168.712 *2.548 *2.548 12.3*9 d*z/15 6 .* 9 3 6 .8 8 8 9 .7 7 9 1**.*83 12.548 12.5*8 12.30* jan/16 0 *7.415 4 .2 2 6 1*3.047 12.548 12.548 12.3*3 fev/*6 23.9** 22.762 1 .6 4 * 166.5*1 12.548 12.548 12.323 mar/1* 29.3*7 8 .5 7 8 9 .9 2 * -1.*42.815 *2.54* 1*.54* 12.329 *br/16 23.682 11.112 *0.*00 128.141 12.548 12.*48 12.3*7 mai/16 42.876 3 .0 7 8 23.098 *21.9*8 12.548 12.*48 12.3*8 jun/16 *00 0 18.034 1.*10.454 12.5*8 12.548 12.*27 jul/16 22.48* 14.607 - 13.777 58.988 12.548 12.5*8 12.328 a*o/1* 0 1 .8 3 6 13.892 9*.295 12.548 12.54* 12.328 set/16 34.145 1 .9 3 0 8 .0 5 9 - 454.852 12.548 12.548 1*.328 Ã Rev. FSA, Teresina, v. 14, n. *, art. 2, p. 24-48, nov./dez. 2017 ww*4.fsanet.com.br/revista Ad*quação dos Mét*d*s de Previsã* à* *specificidades das D*mandas 3* Gráfico 2 - Consum* r*al e **evisões *o in*umo 3000*9 A previsão pelo mé*odo de Holt-Wi*te*s ad**ivo *o* r*t***da deste gráf**o para *e*hor visualiza*ão das o*tras *revisões, e* v*rt**e *os valore* altos enc*n*r*dos p*r ess* mé*odo. Fo*am calc*lado* *s er*os de cada método, c**f*rm* * Quadro 3 a se*ui*. Qua**o 3 - **ros dos métodos *e previsão ap*i*ad*s ao i*su*o 30*009 3 00009 MODE*O MAD *SE E RM*E *R* MP * MAPE MdAPE U-*heil Decomposição clássica *8.63* 555.526.498 23.5*0 2 ,5 9 * ,4 0 0 ,2 9 0 ,5 8 Holt-winters aditivo 4*.946 32*.827.426.6*0 1.*50.621 1 2 ,7 0 1.037,23 0 ,4 8 1.*68.*20,67 Holt-winters mu*tiplicativo *6.256 727.753.968 26.977 9 ,* 3 3 ,7 9 0 ,4 * 1*.128,97 Arma 15.312 307.*77.354 17.524 3 ,* 1 * ,1 6 0 ,5 * 0 ,6 1 Arima 15.31* 307.077.**4 17.5*4 3 ,* 1 3 ,1 6 0 ,5 3 0 ,* 1 S*rima *5.*40 3*8.0*2.387 17.833 2 ,8 6 2 ,* 8 * ,5 2 * ,* 3 Rev. FSA, **res**a PI, v. 14, n. 6, art. 2, *. 24-48, nov./*ez. **17 www4.*sanet.*om.br/r*vista B. V. Araújo, M. A. C. Bouzada 40 Os métodos foram comparados e* re*açã* ** erro p*oporcionado pela p*e**são n* a*o*tra de v*lid*ção. Entr*tanto, para determinar qu*l *é*od* obteve mel*or desempenho, consid**and* t*dos o* erro*, a média *ão pôd* ser usada, pois os erros têm *n*dades d* medi*a diferent*s (al*uns, *a pr*pria unidade *a g*and*za a ser pr*vista; o*tr*s são apresent*dos em termos pe*centuais). Opt**-se, portanto, p*r normalizar os erros antes de calcular a média entr* *les, conforme tabela 4 a segu*r; ou s*ja, *oi calcul*da a distância d* cada um dos v*lores da tabe*a 3 anterior, em desvios-padrã*, para a mé*ia da*uele erro, considerand* todos os métod**. Desta for*a, no **adro 4 a seg**r, os erros normaliz*dos estão to*os na *esma *nida*e e sua média p*d* s*r ca*cul*da. Quadro 4 - Err*s norm*lizados 30*00 9 MODELO MA* MSE RMS* ER MP E RO NOR MAP* MALIZ**O MdAPE U-theil Média dos er**s n*rmaliz*do* Decom*osição clássica -0,21 -0,*5 -0,44 -0,76 -0,45 -2,09 -0,45 - 0 ,6 9 H*lt-w*nter* aditiv* 2 ,2 2 2 ,2 4 2 ,2 4 1 ,7 3 2 ,2 4 0 ,1 9 2 ,2 4 * ,8 7 *o*t-*inters multiplicativo -0,44 -0,44 -0,43 1 ,* 5 -0,45 -*,2* -0,43 - 0 ,2 0 A*ma -0,5* -0,45 -0,46 -0,66 -0,45 0 ,7 6 -0,4* - 0 ,3 2 Ari*a -0,53 -0,45 -0,46 -0,66 -0,45 0 ,7 * -0,*5 - 0 ,* * Sarima -0,*1 -0,45 -0,45 -0,70 -0,*5 0 ,6 3 -0,45 - 0 ,3 4 Foi i**ntificado que, par* * i*sumo 300009, o método que errou menos e, p*rtanto, o qu* pode ser indic*do como mais ade*ua*o para real*zar as pr*visõe* para ess* i**umo, *oi a Decomposição *lás*ica. Esse proced**ento atende o objetivo da p*squ*** (ident*f*car qual o método de *revis*o mais *dequado para a demanda de cada um dos insumos críticos da empresa XYZ), no **e se refere ao insu*o *00009. Segu*do Mancuzo (2003), *ar* ess* ti*o de demanda (*ermanent*), o melhor m*todo de pre*isão *eria a suavizaç*o exponencial simples, por se tratar de séri* se* ten*ência e sem sazona*ida**. Ent*etanto, foi ver*fica*o neste exemplo *ue o me*hor método para uma Rev. F**, Tere*ina, v. 1*, n. 6, art. 2, p. 2*-48, no*./dez. 201* www4.fsanet.com.br/revis** Adequ*ção dos Métodos de Pr*visão à* Espe*ificid*des das Demandas 41 demanda perma*ente seria o método de D*com*osiç*o Clássica, *sada q*ando há tendência e sa*onalidade na sér**. Nes** *esquisa, a suavização exponencial si*ples não foi te*tada, mas si* os mo*elos Holt-Winters, c*nsidera*os aperfei*o*men*os da *uavização expone*ci*l simp*es. Mas eles tiveram os *ois pio*es des*mp*nhos n* previsão da dem*n*a dest* insumo. E*sa met*dologia foi re*licada p**a to*os os 11 insumos críti*os considerados *essa pesq**sa. Ab*ixo, o Qu**ro 5 *ost*a uma sumar**ação da *nálise d** resul*ados: Q**dro 5 - Suma*ização da aná*ise dos re*ulta**s Insumo Tip* d* d*mand* Mét*do(s) mais adequado(s) *egundo a teoria Ra*king desse(s) mét*do(s) nesta pesquisa Método mais adequado seg*n*o esta pesquisa 300009 *e*manente Suavização exponencial sim*les / H*l*-*int*r* 6 *ec*mp*si*ão clássica 300061 Pe*m*ne*te Su*vização exponencial simples / Holt-Win*er* 6 Box-Jenkins 300397 Sazonal Holt-W*nters Bo*-*enkins 3 2 Dec**posição cl*s*ica 300*02 Irregul*r De*omposição c*ássica 4 *ox-Je**ins 300403 *azona* Holt-Win*ers B*x-J*nkin* 2 3 De*omposição *lássica **0445 I*regular Dec*mposi*ã* clássica 6 Box-Jenki*s 3*0460 Ir*egula* Decomposiçã* c*ássica 4 Box-Jenk**s 3*6*69 Irre*ul*r *ecompos*ção clássica 4 ARMA 36*182 Irregular D**o*pos**ã* clá*sica 1 *ecompo**ção clássica 366184 Saz*nal Holt-Wint*rs *ox-Jenkins 2 1 ARMA 366194 S*zonal Hol*-Wi*ters Box-Jen*in* 1 3 H*lt-Wint*rs Com* pode ser observado, ap*nas *o ca*o dos 3 ú*timo* insumos a a*equa**o entr* tipo de *emand* e mét*d* de previs*o - s*gerida *a teori* - se verificou na prática. Em 6 dos 11 in*u*os, * *é*odo su*erido p*la teoria *icou entre os piores, em termos de desemp*nho; em 3 dess*s * c*sos, * método su*erido fo*, *e fato, o pior dentre os 6 testado*. A última c*lu*a do quadr* anterior atende a* ob*e*iv* da pesquisa. *on**r*e pode ser obser*ado, os mod*los de Box-*enkins (incluindo o *R*A) foram i**nti*icados *omo os *ev. *S*, *eres*na PI, v. 14, n. 6, art. 2, p. 24-48, nov./**z. 20*7 www4.fsanet.com.br/r*v*st* B. V. Araújo, *. A. C. Bouzada *2 *ais adequados na maioria *os caso*. Os modelos de Holt-Winters foram os *ais ad*quados somente em um cas*. P*dem*s perceber que a *eoria se confirmo* em poucos *asos, o q** sugere que n*o há u* pa*rão a ser seguid*. Independentement* d* tipo d* demanda do insumo, não se *eve aplicar * modelo sugerido *a *e*ria para **l tipo, sem an*es certificar-se que n*o há outro mod*lo m*lhor. O i*eal é tes*ar vários *éto*os p*r* observ*r q*al terá o m*lhor desempe*ho e* cada. Ao long* do *ratamen*o *os *ados, pôde s*r observad* a *agnitude dos erros que, em *lguns *aso*, apre*entaram valores eleva**s. *arte dessa falta de c*p*ci*ad* preditiva dos model*s te*tados deve-se à dificulda*e *e previsão quan*o *á muit*s zeros na série, como ocorrido com a ma*oria do* ins*mos trabalhados nesta **s**is*. 5.CONSIDERAÇÕES FINAI* * objet*vo de*ta pesq*isa f*i ide*tifi*ar qual o m*todo de previs*o mais adequado para a dema*d* de cada um dos insum*s críticos da empres* XYZ. Par* tal, fo*am ap*ic*dos algu*s m*t*dos de séri*s t*m*orais de p*e*i*ão de demanda a cada insumo crí*ico da **presa, me*surado seus erros ** p*evisão e c**p*ra*os os resultados obtid*s. V*le r*ssaltar a imp*r**n*ia de dividi* * amostr* e* subamostras para tes*ar e parametrizar o mo*el* em *m conjun*o d* dad*s e val*d*-lo em out*o (Spl*t sample), como foi f*ito nest* pe*quisa. Esse pr*ce*imento *vita o sob*eajust* do mode*o a u* conjunto de dados espec*ficos (ove*fitting), sem *apacidade de gen*ralizá-*o **ra dado* futuros de de***da. *ev*do às limitaçõ*s do* re*ursos técnicos e fina*ceiros na esfera púb*ica, degradand* a q*alidade do* gastos públi*os, o uso compa*ti*hado pelos órg*os *úblico* *o *odelo proposto poder* viabili*ar a *e**oria de gestão, já que alguns mé*odo* de *revisão tê* a capacidade de pre*er a demanda futura *or longos períodos, per*itindo um planejament* ma*s ef*ciente dos recursos, ou seja, *omprando insumos com qualid*de, na quantidade **rta, e no momento ***to, com o menor preço possível, reduzin*o os estoques ociosos e gerando econom*a para a administ*ação públic*. Al*m di*so, essa capac*dade de previsão par* longos períod** poder* f**ilitar o plan**a*en** da produção pelo s*stema puxado, util*z*ndo * sis*e*a de R*gistro de Preço, uma v*z *ue, ao *de*tif*car as nec*ssidades do* insumos co* antecedência, have*á o r*curso Rev. F*A, Teres*na, v. 14, n. 6, art. 2, *. 24-48, *o*./dez. 2017 www4.fs*net.c*m.br/revista Adequação dos M*t*dos de Previsão às *specificidades d*s Deman*as 43 nec****ri* para a**nder * demand* da pronta en*rega e evitará p*ra*a* de pro*ução *o* falta d* materi*l. *utra qu*stão tra*ad* que s*rá *enefici*da com o *odelo propo*to são as com**a* emer*enciais que se*ia* e*itad*s, uma v** que não hav*rá mais n*ce*sidade de con*u*ir *m* aquisi*ão po* di*pensa de l*citação, devi** a* **aneja*ento fei*o *** antecedência. *uanto ao excess* de zeros na sér*e, o qu* ocorr* é que os *étodos de *r*v*são *e *érie* *emporai* não "*ntendem" esses **ros e não c*nsideram os motivos pelos quais em *eterminados períodos não houv* c*nsumo. Esses métodos ape*as **servam o comp*r*amento da variável ao longo tempo, seguindo padrões tempora*s, projetam o* e *alores para ** determ*nado *e**odo a frente, repli*ando es*es padrões. M*s *ssa* ausênci*s d* consumo não ocor*em s*g**d* pad**** temporais; os z*r*s não acontecem a *ada 5 períodos ou *os *eses d* m*rço e novembro, po* exemplo. A exp*ic**ão para a ocorrênc*a de períodos *em consumo é, n* verdade, bem dif*rente. O fato de a p*squisa envol*er um* e*presa *ública, que *epende de licitaç*es para fazer a**is*ções *os insumos, pode s*r um dos fatores que con**ibuem pa*a a ocor*ência d* muitos zeros nas séries po*s, como em al*un* casos há uma demo*a na f*nalização do processo lic*t*tó***, podem o*orre* rupturas do estoqu*. Em *lguns casos, * p*eciso aguardar em torno de *m ano e mei* o d**fe*h* dos procedimen*o* li*i*atórios, fugindo totalmente do cron*grama plan*jado par* *tender entr* sei* e oito *eses, s*ja por burocracia interna, *eja por *al*a de tomada de decis*es, seja por fraca*so da licitação, seja por r*clamações de licitantes que *e*andam o retorno do p*o*es*o à áre* de planejamento e/ou enge*haria para rever es*e*ific*ç*es, dentre outr*s proble*as que, m*smo co* a* inúmeras cobr*nç*s *a áre* de planejament*, não *e resolvem a *empo de *ã* zerar o *st*qu*. Esse compo*t*mento *o*e *o pad*ão te*poral, *aven*o causas por trá* diss*. Ass*m, para es*e ti*o de pr*visã*, o id**l seriam os *é*odos causais, utilizado* quando a dema**a de um ite* é relacion*da * outras variáv*i*, tant* int*rnas como exte*nas à empre*a, *omo, po* exe**lo, p*ra prever a demanda de liga**es em uma c*n*ra* de atendime*to de serviç*s t*l**ônico* em fu*ção, dentre out*os, da chegada da conta telef*nica na r*sidência do cliente e do seu venci*ent*, como fizeram Bouz*da e Sa**by (2**9). Os autores usaram a Regressã* Múlt*pla que, segundo Tabach*i*k e Fidell (1*96) é u*a t*cnica ca*s*l que possi*il*ta a a*alia*ã* *o rela**onamento de uma vari*vel *ependente com d*versas variáveis ind*pendentes. Rev. FSA, T*resina PI, v. *4, n. 6, a*t. 2, p. *4-48, n*v./dez. 201* www4.f*ane*.com.*r/revista B. V. A*aújo, *. *. C. Bou*ada *4 Para pes*uis** futuras, sugere-se, entã*, utilizado* mét*dos ca*sai* p*ra *rever a dema*da desses o* outro* insum*s da empresa XYZ, consi*era*do que a demanda pelos ins*mo* da em*re*a em que*tão é i*flu*nc**da por diversos fatores ex*ernos, *o*o * cotação do d*lar, pois alguns ins*mos são im*ortados al*uns pr**utos f*nais *ão e expo*ta*os, e a oco*rênci* de ***itaçõe* demor*das, como já e*planado anteriormen*e. A cot*ção do dólar * a ocorrênci* de licitações demoradas pode*iam *er usadas como va*iáveis exp*icativas p*ra prever a de*anda dos insum*s em u* modelo c*usal, como a Regressão *últ*pla. Outr* sugestão para estudos futuros seria *eplicar esta pesquis* *om *ut*os mé*odos quantitativos de séries te*porais *ã* contempla*os aqui, seja nessa empresa *u *m outro órgão público, já que Kerk*nne* et a*. (2009) al*garam exis*ir pelo *enos ** técnicas de previ*ão de de*anda dife*entes. Alé* d*ss*, *sta pes**is* pode *er repli*ada com os mesmos métod*s, *u outro* julgados convenie*tes, porém usando outros erros d* pr*visão não contemplados aqui, c*mo por exemplo, * Mean Absolu*e S*aled E*ror (MASE) (HYNDMAN, 2006), usado *ara m*nsu*ar o *esempenho d* itens com demanda intermitente e * Track*ng Sig*al (TS), qu* u*iliz* um sinal de adver*ênc** que *á uma *ndicação da *cu*áci* da previsão (CORRÊ*; GIANESI; CAON, *00*). Além disso, p*dem *er r*alizados estudos integ*ando a* previs*e* de *emanda da empresa em quest*o com *s *rev*sõ*s de seu* clie*tes, objetivan*o criar melhorias na gestã* *a cade** de *uprim*ntos. Podem ser usados, também, os métodos *ualit*ti*os de prev*são de demand*, para os i*ens em qu* o* da*os *istóricos não s* encont**rem dispon*veis, ** métodos mistos, q*a*itati**s e quantitati*os, como con*ers*s com esp*cialistas, já que alguns insumo* não apresentam pa*rões *laro* *e c*mpor**me*to. REFERÊNCIAS *NDRADE, M. 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V. Araújo, M. A. C. Bouz*d* *8 Contribu*ção dos A*to*es B. V. Araújo M. A. C. Bouzada 1) *oncepção e planejam*nto. X *) anál**e e inter*ret*ção dos dado*. X X *) elaboração do r*scunho ou n* **visão crítica d* conteúdo. X *) partici**ção *a aprovação da ve**ão fi*al d* m*nuscr***. * X i Para os dois modelos Holt-Winters, *m que fo*am ca*c*ladas 7 pr*visões diferent*s para c*da insumo, os valores apresentados na tabe*a * *r*fico corresp*ndem à mé*ia da* * previs*es.
Rev. *SA, Teresina, v. 14, n. *, *rt. 2, p. 24-*8, *o*./dez. 2017 ww*4.fsanet.com.br/r*vista

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