www4.fsane*.com.br/revista Rev. FSA, Teresin*, v. 15, n. 2, art. 1, *. 27-47, mar./abr. 2018 ISSN *m*r**so: 1806-6356 ISSN E*e*rô*ico: 2317-2983 ht*p://dx.doi.or*/10.128*9/2018.15.2.2 Teoria da Contabilidade: Refle*ões Sob*e os 55 Anos de Positivismo Accou*t*ng Theory: *ef*ectio** on 55 Years of P**itivism Jos*mar Pires da *ilva *o*torado em *iências Cont**eis p*la Univer*ida*e de Br*s*lia Mes*re em Ciências Contá*ei* pela Universid*** de Brasíl*a E-mail: josimar*x@yahoo.co*.br Jorge Kat*umi Niyama Douto* em *ontroladoria e *ontabili*ad* pelo Uni**rsidad* de *ão Paulo E-ma*l: **rgekats*mi@gmail.com Rafa*l *artins No*iller Douto*ado em Ciências Co*táb*is pelo Unive*sid*de *e Bra*ília Mest*e e* A*ministra*ão p*la Universida*e Federal de Mato Grosso do Su E-m*il: rafael.mnori*l*r@*m*il.*om En*ere**: Josimar Pires da *i*va Un* - Brasília, D*, 70910-90*. *r*sil. Endereço: Jorge Kats*mi Niy*m* Universi**d* de B*asília, F*CE, Faculda** de Econo*ia, Admi*istração * Cont*bilidade. *ampus Un*versi*ário Darc* *ibeiro - Pr*dio da FA - 2° Anda* - Edi*o*-Chefe: Dr. Tonny Kerle* d* Alenca* Rodrig**s Arti*o recebido em 05/12/201*. Últim* *ersão recebida em 20/01/20*8. Aprova*o em 21/01/2018.
Salas B1-02, A*a Nort*; 7*910-900 - Br*silia, DF - A*ali*d* pel* sistema Trip*e Review: Desk Review a) *rasil. pel* Edi*o*-Chefe; * b) Double Blind Revie* Endereço: R*fa** Martin* Noril*er (ava*i*ção c*ga por dois avalia*ore* da área). UnB - Bras*lia, DF, 70910-900. B*a**l. R*visão: Gra*atical, Norm*tiv* e de Formata*ão
J. P. Silva, *. K. Nivana, R. M. Noriller 28 RESUM* O o*je*ivo deste estudo é apresenta* algum*s re*lexões em relação à Teoria *a Contabil*dad*, sobretud* acerca da relação entre Teori* Normativ* * Positiva em Contabilidade, no *n**it* de produ**r no*ma* c**tábeis qu* possi*ilitem m*lhor qualid*d* da info*mação contábil. Para atin*i* o *bjetivo par*iu-se do pressup*s** q*e **oria Normati*a e Positiva são in*is*ociá*eis, e, ana*isou-se cr*ticame*te ruptura entre a Teoria Normativa e P**itiva a em conta*ilidade. Entendemos que a* T*orias Po*itiva e No*m*t*va não são mutuamente exclude*tes e, por*a*to, são complementar*s, visto *u* a explicação deve ser seg*ida *ela prescr*çã*. Após 55 ano* de positiv*smo, mui*a* qu**tõe* p*r**necem s*m so*u**o ab*olu*a, * exem*lo da *ensuração *d**l do luc*o. Sobr*tudo, fa*-*e *ecessário *aior participação conju*ta entre teoria positiva e normati*a, para que se produza um arca*ouço teórico que dê suporte à elab*ração *e relatórios finance*ros de pro*ósi*o gera* d* alta *ualidade. Palavras-cha**: Teo*ia da Conta*ilidade. Teor*a Normativa. Teoria Positiva. ABSTRACT **e aim of this study *as to present some re*lecti*ns regarding the A*counting Theory, especially o* the rel*tio*ship between Normativ* Theory *nd Positiv* Accountin* in or*er to *roduc* accounting standards *hat allow better qu*li*y of accounti*g information. To ach*eve the goal *e started with *he assumption *hat Normative Theo** and Positive *re inextrica*ly linked and analyze* c*itica*l* the rupture between t*e Normati*e Theory and Posit*ve a*c**nting. We unders*and th*t the Posi*ive and *ormative theories are *ot *u*ual*y exclusi*e, and therefore a*e c*mple*entary as th* ex*lana*ion must *e f*llowed by presc**ption. Af**r 55 years of po*i*ivism, many *ues*io** remain without a* a*solute solution, such as t*e ideal meas*rement of pro*it. Above *ll, it is mos* ne*ess*ry joi*t participat*on bet*een positive and no*mati*e t*eor* in order to p*oduce a *heor*t*cal framewo*k *ha* s*ppor*s financi*l reporti*g gener*l purpose *igh quality. Key words: A*counting T*eory. Nor*ative Theory. Positive **eory. Rev. FSA, *eresina, *. 15, n. 2, art. 1, p. 27-47, mar./abr. 2018 www4.fsa*et.com.br/re*ista T**ri* da Contabilid*de: Refl***es Sob*e os 55 An*s de Positivismo 2* 1 INT*O*UÇÃO De*d* qu* os p*pers *e *all e Brow (1968) e Beaver (1968) fora* publicados, o d**ate acerca da cor*ente positi*ist* tem se **r*ado cada ve* mais inte*so. Diversas pes*ui*as têm apoiado a hipótese d* mer*ado efi*iente, bem co*o outras tê* *firmad* que, de fa*o, o mer*ado não é eficiente. Além disso, t*m-se qu**tionado a qu*lidad* e ***l*d*de da *n*ormaç*o contábil, e*ide*ci**a por meio d*s Financial Reporting. Naquela *po*a, a *eoria contábil, até então nor*ativa, foi ro*ulada como absolutam*n*e p*esc*itiva e, por*an*o, nã* s* *roduziam, por m*i* dela, normas contábe*s que embasassem Fin*nc*a* Report*ng q*e evidenc**ss*m *nformaçõe* f*nanceiras úteis. P*ra o* ****nsores *o positivismo, Ball e Br*w (1968), Beaver (1968), Watts e Zimmerman (19**, 1979, 1989) t**r*a contá*il dever*a e*pli*a* * predi*e* as prát**as a contáb*is, de modo que pudesse *ornecer in**rm*ç*es a*s diversos usuári*s da infor*ação *ontábil na t**ada de decis*es. Dessa for*a havia sid* cri*da *m* ru*tura entre o que ** h*via produzido *t* * década *e 196* e o q*e se pro*uzir** a *artir de en**o, i.e., cr**u-se uma ruptura entr* normat*vi*mo e o posi*ivismo. Contudo, *ma teoria c*ntábil não d*v*ri* ser *em exclu*ivam*nte normativ*, *e* *xclusi*amente positiva, c*mo afi*mam *s positivi*tas, i.e., *m* te**ia co*tábil somente é útil - d* pon*o de vista de at*n*er, a* reai* *ecessidad* dos us**rios ** informa*ã* co*t*bil - à medida que expl*ca, prevê e, por fim, **e*crev* pr*tic*s c*ntábeis com* fr*to *as con*tat***es advin*as com a exp*ica*ão de tais práticas. Dessa forma, a presente pesq*isa p*ocura debater as seguintes q*estões: é possível a Te*ria Positiva em Conta*ilidade *roduzir um arcabo*ço **órico q*e *ê supo*te à ela*oração d* re*a*ó*ios c*ntábeis *e al*a *uali*ade sem a prescri*ão? A prescriçã* desn**essá**a, * com* *nicial*e*te defe*dido pelos pesqu*sa*ore* po*itiv*st*s? Assim, o objetivo deste estudo é *vid**c*ar algumas refl*x*es refere**es às Teorias Nor*ativa e Posi*iva em Contabil**ade, no i*tu*t* de pr*duzir n*rm*s *ontábe*s que possibilite* melhor **alidad* *a inf*rmação con*á*il. Essa p*squisa se j*stifica d*vi*o à forte ê*fase dad* pelo* p*s*uisador*s ao positi*ismo, *s poucas que pesquisas têm sid* realizadas *m t*ori* nor*ativa; bai*a part*cipa*ão dos pesquisadores no processo n*r*ativo; e separ*ção realizada na *eoria * *a Con*abilidade, torn*ndo-* prati**mente mutuamente *xcl*dente e**re teoria no*mativa e po*itiva. Rev. FSA, T*r*sina PI, v. 15, n. *, art. *, p. **-47, mar./ab*. 2018 www4.fsanet.c*m.br/revist* J. P. Si*va, *. K. Ni*ana, R. M. Norill*r 30 * *esq*isa discute qua*ro tópi*os, ev*denci*n** os achados dos principais papers publicad*s referen*es a cada *ema, b*m como os p*n*os f*rtes e fra*os de ca*a u*. Por f**, dis*ute as princ*pais *on**ibuiç*e* do positi*is*o e se a teoria tem se utilizado da explicação e **e*ição, no se*t*do de *rescrever normas o*iundas das re*is ne*e*sid**e* das práticas co**áb*is. Na próx**a *eç*o, * de númer* 2 de*t*ca-s* o ref*rencial *oncei*ual: período normativ* - a busca por pri*cípios c*ntábeis, e, per*odo posit*vo; seção *, eviden**a a as discussõe* da p*squisa: rup*ura entre teoria *ormativa e p*sitiv*; *ficiência de mercado, divulgação contábil, retornos e m**cado *e ca*ita*s e qualidade do lucro, bem com* a part*cipação dos pesquisadores no proce*so n*rm*tiv* do I*SB; e, seçã* 4, considerações **erca ** *ecessi*ade de prescr**ão *e normas a pa*tir do posit*vismo. 2 REFEREN*IAL CONCEITUAL * década de 1*60 re*resentou um pe*íodo de gr*nde* avanços, por*m de mudanç*s no que diz resp*ito a Teo*ia d* Contabilidade. Foi n*ssa déc*da **e A*erican *cc*unting a Asso*iat*on - AAA, emitiu o prin**pal pronunciamento *á p*oduzido pela Teoria da C*ntabi*idade, i. e., * "A S*atement of Bas*c A*counting Theory ASOBAT". Foi tamb*m - ness* mes*a *écad* *ue os p*i*ei*os papers so**e a Teoria Positiva em *on*abilidade foram escr*t*s e publicados. Em sínt**e, *s*e período **prese*tava uma divis*o p*r parte d*s autores d* Teor*a da Contabilidade, i.e., havia aqueles que entendiam que a *eo*ia No*mativ* t*ria cria*o u* arcabouço teóric* que pud**se dar suporte a e*a*oraçã* de relatório* financeir*s útei* aos usuá*ios e, também, aquel*s qu* d*fe*diam o posit*v*smo, as no*as pesquisas, e afirma*am que, praticamente, as p*sq*isa* re*lizadas at* o momento *ão er*m úteis, do pont o de vi s * a qu* a teoria existente *vi*enciava u* mu*do ideal para a contabilid*de; no e*tanto não explicava e nem era base p*ra predição do* n*me*os contábeis. Des*a f*rma, com ba*e n*s pesquisas e p*oduç**s, * *ossível separar o período n*rmativo e posit*vo, em que primeiro teria o seu fi* o n* década d* 1960, e o segundo nascia nessa mes*a décad*. De a*ordo co* *ant*s; Dias e D*n*as (2014), *nt*e as *écadas de 1*30 e 195*, a *it*rat*ra contábil foi m*rcada pela norm*tização. Precisamente na d*c*da d* 1960, ob*erv*u-se u* notável *rescime*t* do que se pode chamar de teoria da *on*a*ili*ade, dada evoluç*o do pensamen*o c*n*áb*l em *ire**o à *onstruçã* de u*a fundamentação a R*v. FSA, Teresina, v. 15, n. 2, art. *, *. 27-47, mar./a*r. 2018 www4.fsa*et.c**.*r/revist* Te*ria da Contabilida*e: Refle*ões Sobre o* 55 A*os d* Po*itivis*o 31 e*inentemente teór*ca, independentemen*e de qua*quer p*ocesso normatizador (*ANTOS; DIAS; DANTAS, 2014). 2.1 A Bu*ca por pri*cípios contábeis * período que c*mpr*end* as d*cadas de 19** a 1960 (final da *écada de 1960) foi marcad* pela busca **r um *rcabouç* teórico qu* de*se supo*te à con*abilidade, por meio d*s princípios co*tábei*, o* *m g*upo *ara e**ssão de demonstr*çõe* *inanceiras que evidenciassem infor*ações úteis aos div*rsos grupos *e usuários. *ois grupos de *n*idades co*tábe** estad*n*dense* se destacaram nesse per*o*o: *) ***rica* Institute of Certi*ied Pub*ic *ccountants - AICPA (a*é 195* t*tulado de American Insti*ut* of Accou*ti** - AIA); *, b) American Accounting A*soci*t*on - AAA. Segundo Santos, *chmid* e Mac*ado (2005) uma *a*ac**ríst*ca p*culiar da escola norte-americana é a de *ue as *ssociações p*ofiss*onais desenvo**er*m a contabilid*de, principalme*te a AAA e a American Associa*ion o* *ublic Accountants - AAPA (Ante*e*sor* do AIA). *ários documentos foram *roduzido* pelos pesquisador** dos dois gr*pos de entidades, entre os quais, para a *eoria Contábil, se destaca* a série de monografias p*oduzidas pela AAA, evid*nciad*s no quadro 1, e * A*O***. Qua*ro 1 - *érie de m*nografias da AAA Série Titulo Autor Ano 1 Princip*es *f Public-Utility Depre*ia*ion Perry Mason 1937 2 Financ**l State****s *ortim*r *. Dan*els 1939 3 An I**roductio* to Corp*ration *cc*unting Standa*ds W. A. Paton e A. C. Littleto* 1940 4 *he *ntity Theory of C*nsolida*e* State*ents Maurice Mo*nitz 1942 5 Structure of Accounting A. *. Litt*eton *953 6 T*e Ph*losophy of A*diting R*be*t K. Mautz 1961 7 Na Inq*iry into the Nature of Acc*unt**g Louis Gold*erg *965 F*nt*: E*a*ora*ã* própria, com b*se em Zeff (196*). * exemp*o do **nteúdo expo*to nesses *ocumentos, Pato* e Littl*ton (19*0) destacam diversos concei*o* * definiçõ*s, tais *omo cust*, rece*t*, lucro, entidade de negócios, c*nt***idade das atividade*, verificabilidade, e * c*pítulo 7 (*scrito *penas *o* *at*n) destac* a reava*iação de inst*laçõ**, *.e., uma pe*uena semente para o *urgimen*o subsequente d* Valor *u**o. Além das sete mo*ograf*a* publicadas, a AA* foi res*onsável p*la emissão do prin*ipal documento produzido p*la Teoria da Contabilidade *a época, o ASOBAT, *m 1966, R*v. FSA, Te*esi*a PI, v. 15, n. 2, art. 1, *. 27-47, *a*./abr. 2018 *ww4.fsanet.com.br/revi*t* J. P. Silv*, J. K. Ni*an*, R. M. Noriller 32 o q*al destacava uma sé*ie de e*ementos *ue, *osteriormente, passar*am a ser i*corp*r*dos em ou*ros do*ume*tos, como é o caso do Rela*ó*io *e Trueblo*d, Est*utura *onceitual do FASB (SFACs), e *ai* recentemen*e * Estr*tura Co*ce*tua* do IASB. A título de e*emplo, algumas car*cterísticas q*alitativas e out*os elementos, c*m* relevância, ver*ficabilida*e, li*re de viés, q*anti**cabilidade, uniformidad* de prática* dentr* * entr* entidades, con*istência de pr*ticas contábeis no tempo, entre ou*ros, foram elenc*dos no ASOBAT. Outro destaque do ASOBAT (1966), di* *esp**to à abordagem "Decisio* Us**ulne*s", na teoria da contabilidade, considerando que, se não podemos prepar*r d*m*nst*ações finance*r*s teorica*ent* corretas, pelo menos podemos tent*r fazer demonstrações financ*iras m*i* ú*eis. Ao adot*r a *bordagem Decision *sefulness, d**s grande* q*estões dev*m ser **ordadas: Em primeiro *u*ar, quem são os usuários da* dem*nstrações financeiras? Em *egun*o lugar, *uais sã* os problemas de decisões dos usuários das demonstrações financeira*? Nesse contexto, ser*a útil c*te*oriza* o* *su*rio* em grandes grupos, como investido*es, fi*anciadore*, ges*or*s, *indicatos, organismos de nor*ali*a*ão * gove**os. *stes grupos f*ram c**mados d* eleitor*do *a cont*bilidade e, mais tarde, n* e**boração do quadr* con*eitual do F*SB, teve o foco principal a*te*ad* para os provedores de c*pitais, in*estidores *xistentes e potenciais e credo*es. Ao *ompre*nde* esses proble**s de deci*ão, c*ntadores esta*iam mais bem pre*arados para a*ender à* necessi**des de inf*rmações dos vários g*upos *e u*u*rios. *em*nstrações financ*iras po**riam, *ntão, se* *reparadas com b*se *est*s n*cess*dad*s de *nformaçõ*s. As *nformações fi*anc*iras, sob esse p*is*a, seriam adapta*as às nece*sidades espe*í*icas dos usuár*os dessas demonstr*ções e *evariam a melho*es tomadas de decisõ**. Desta f*rma, a* *emonstraç*es fi*anc*iras s* tornariam *ais *tei*. De fato, as contribui*õ*s do *erí**o nor*at*vo f*ram divers*s, po*ém mui**s crít*cas surgira*, princ*palm*n** por parte dos pos***vist*s, a exempl* *e Watts e Zi*merman (1978, 1979), qu* afirm*va* q*e a teor*a **é então ex*stente er* apenas pre*critiva e não resolvia probl*mas co*tábeis ex**tente* na *poca, visto que não e*a cap*z de e*plicar e pred*ze* a prática contábi*. Nesse ambiente, na**ia a Teoria Positiv* em Conta*ilida*e ou o perí*do positivista. *ev. FSA, Teresina, *. *5, n. 2, art. 1, p. 27-47, *ar./ab*. 2**8 ww*4.*s**et.c*m.br/***ista Teoria da Co*tabilidade: Reflexões S**re os 55 Anos de P*sitivismo 33 *.2 Teoria p*sitiva *m contabili*ade No final da década de 1*60, a contabil**ade sofria sérias crít*cas, sobretudo quanto ao s*gni**cado e u*ilidade da informaç*o que era gerada, e quanto * forma de avalia*ão d*ssa uti*idade. Críticos *a** contundent*s defendiam que a pesq*isa contábil normativa não era científica, e a teo*i* então desenvol*ida era estér**, p*is *uas p**posições não eram tes*áv*is e, portanto, não oferecia* expl*cação à real*dade co* e*a era. Fortemente apoiado no po*it*vismo econôm*co *e *ilton Fri*dman (1953), cuj** raíze* *e*ousam em Keyn*s (1891) o positivismo cont*b*l es*abele**u limites e diferenciou-se da pe*qui*a e teo*ia en*ão dom**a*tes (SANTOS; DIAS; DANTAS, 2014). As pesquis*s *ontábeis *xiste*t*s na époc* e*am basead*s em julgame*tos que nã* poderiam *er testados e validad*s em****camente (*OTHARI, 2001). H*via *es*inculação da teoria c*ntábi* * prática, em parte devido às ne*essidades de regulação p**posta p*la Secu**t*e* Exchange Com*ission (S*C), no in*u*to *e *riar um c**junto de padrõe* co*tábeis i*eais, que afastou a teoria da c*nta*ilida*e *a r*alidade. Um efeit*, t*lvez indes*jado, dessa mu**nça foi *ondicio*** a formulação *e **ori** nor*ativas às justif*ca*ivas requer*das pelos inte*esses prevalecentes no pr**esso po*í*ico *a r*gulação (SANTOS; DIAS; DANTAS, 2*14). Havia a necessidade de avalia* a *tilidade *os números *ontábeis pelo *xame de seu c**teúdo informac*onal e sua tempes*iv*dade (*ALL; BROWN, 1968). Nesse cenário, s*r*ia o positivismo, com a publicação de di*ersos *apers, entre os *u**s se destacam, B*ll * Brown (**6*), Beaver (19*8), Watts e *immerman (1*78, 1979), ** qua*s *oram seguido* por *iv*rsas outras pesqui**s com ênfase nas ár*as de estudo: anál*se fundament*l; teste* de *ficiência d* merc*do; papel dos núme*os *ontábeis em contratos e proc*ssos po*íticos; e avaliação de empresas. 3 DISCUSSÕES 3.* Ru*tu*a entre teoria normativa e positiva Apesar *a publicaç*o dos pa**rs de Ball e Brown (1968) Beav*r (1*68) que e examin*r*m a ut*li*ade dos nú*eros co*tábeis pelo e*a*e de seu co**eúdo *nformacio*al, sua temp*s*ivida*e e s* os investidores *m ações per*ebem o valor *nfo*macional dos lucros, foi na década seguin*e qu* o positivismo floresceu. Rev. FSA, Teresina PI, *. 15, n. 2, art. 1, *. 2*-47, mar./ab*. 2*18 www4.f*anet.com.br/re*ista J. P. Sil**, J. K. Nivan*, R. *. Nori*ler 34 Os trab*lhos de Watts * Zimmerm*n (1978) - Towards a Positive Th*ory of the Determi*ati*n o* Accounting Standar*s - e, Watt* e Z*mm*rm*n (1979) - The Demand for and Supp*y *f A*countin* Theories: The Market fo* Exc*ses - *e *ornaram um ma*co *nicial d* destaq** no que se *e*ere à litera*ura empírica positiv**ta. Os autore* ressaltaram d*versa* crí*icas às pesquisas contábe*s *roduz*das *té aquela data, * des*acaram a impo*tânci* *e mu*a***s nas *esq*i*as, pa*a que se pudessem p*oduzi* normas contábeis que dessem suporte a relat*rios *in*nceiros que des*acasse* inform*çoe* út*is aos usuários. As pe*quisa* empiricas no final da década de 1970 e dé*adas seguintes, foram fortemen*e inf**enciadas por Watts e Zimmerman (*978, 1979) pelo raciocínio analítico e destacando-se *elos autores e* outro* tra*alho*. *ss*m, ne**a seção, d*scutimos *uas críticas elencadas respectivamente nos papers de Wa*ts Zimmerman (**78) - To*ards a Positiv* e Theory of the Determination of A*count**g Standard* - e, Wat*s e Zim**rman (*979) - The Demand for a*d Supply of Ac*ounting Theories: The Market f** *xcuses. Em pr**eiro lugar, Watts e Zimmerm*n (*978, p. 1*2) - Toward* a P*sitive Theory of the Det*rmination of Accounting Standar*s, destaca * segu**te ideia, que nor*eia todo o desenvolvimento do pa*er: Normas c*ntábeis nos Estado* Unidos têm sido *es**tado de uma int*ração complexa entre *árias *arte*, inclu*ndo agências do governo *e*eral, comissões regul*doras estaduais, contadores p*bl*cos, normati*adores (*ommittee on Account*ng **ocedure (C*P), A*counting P*incip*es Board (APB), e o Financial A*c*un*ing St*nd*rds Board (FA*B)), e as diretorias d** emp*e*as. Essas pa*tes *êm gasto rec*rsos para influencia* a de*inição das no*mas co*t*beis. Moonitz (1974), Hor*gre* (1973), Armstrong (1976) e Zeff (197*) docu*en*am a pres*ão por vezes *ntensa exerci*a s*bre *s normatiz*do*e* cont*beis, CAP, APB e FASB. Dessa form*, bu*cam*s des*n*olver u*a teoria pos*tiva da de*erminaç*o * as normas c**tábeis. Essa te*ria vai ajudar-nos a *ompreende* mel**r a origem d as pressões qu* impulsi**am o proce*s* de *ormati*a*ão c*ntábil, os efeit*s de várias normas em diferentes grupo* de i*divíduos e da alocação ** *ecu*sos, e *or que vários gr*p*s e*tão dispostos a gastar recursos tentando afe*a* o processo de definição de n*rmas (traduç*o liv*e). Em *inha com essa ideia, as nor*as cri*das n*sse perí*do era* resultado *a in**raçã* das ent*d*de* d* class*s res*onsá*eis pela normatização ** época, * a* pressões ema*adas pel*s diversas p*rtes inter*ssadas em interferir no pr*cesso n*rma*ivo e obt*r norm*s f*voráveis * essas mesmas pa*tes. Dessa forma, a prop*sta s*ria ent*nder as pressõe* dos usuários sobre os nor*atizad**es pa*a qu* se pudessem cria* *ormas mais eficientes, possibi*itand*, d*ssa forma, menor alocaçã* *e recursos na *rodução delas. A segunda ideia, extraída de W*tts e Zimme**an (1979, p. 273-27*) - Th* *emand for and Sup*ly of Accounti*g *he*ri**: Th* Mark*t fo* Exc*ses, est* assi* *xpressa: R*v. *SA, *eresina, v. 15, n. 2, *rt. *, p. 27-*7, mar./abr. 2018 *ww4.fsanet.com.br/revista *eoria da Con*abili*ade: Reflexõ*s *obre os *5 Anos de Positivi*m* 35 A literatura que c*m*mente c*amamos de *eoria da c*ntab**ida*e f*nan*e**a é predominantem*nte prescritiva. A *aioria dos es*ritore* estão preo**pados com o que o conteúdo d*s dem*nstr*ções f*nanc*iras publicadas de*e *er; ou seja, com* *s empresas *ev*m contabiliz*r. No *n*ant*, * geral*ente concluído que a teoria da co*tabilidade f*nance*r* t*m tido pouco imp*cto **re*o substancial na prática de cont*bilidade ou de fo*mulação de polí**cas, ap*sar de meio s*cu*o de pesquisa. M*itas *ezes, a f*lta de impacto é a*ri*uída a insufic*ênci** met*dológic*s básicas *a pes**isa. *u, os remédios pr*postos são bas**dos em obje*ivos explícitos ou implícito* que mu*ta* veze* diferem en*re o* escritores. *ão só existe* pesquisadores qu* não cons*guem c*eg** a acordo sobre os *bj**ivos *as demonstraç**s financeira*, mas também discordam *obre o* métodos *e obtenção d *s prescri*ões dos ob*etivos. Uma c*ract*rí*tica *omum às *res**içõ*s * me*odologia* de c*ntabilidade *ropostas, no entanto, é a sua incapacidade *m sat*sfazer todos os contadores na *rát*** e ser aceito g*ralmente por órgãos normatizadores contábeis. Uma comissã* da AAA concl*iu re*ente*e*te *ue uma única te*ria da cont*bilid**e bási*a univ*rsal*ente aceito não existe nes*e mom*nto (trad**ão livre). Nesse contex*o, a pr*ocupação d*s e*tidades de classes es*ava voltada p*ra o *onte*do das demonstraç*e* financeiras. Em outra* pala*ras, o que se p*opunha, produ**a pouco impacto na prática **ntá*il. Além do m*is, n*o havia c*nvergênci* de opiniões en*r* os próp*io* autores e, em vi*tud* di*s*, as *oluções pr*postas em *ua*e 50 *nos de *es*u*sas não eram eficazes. Em síntese, a cor*en** nor*a*iva, em meio sécul* de pesqui*a, não ha*ia criado um conjunto coerente de padrões co*tábeis que fossem e*icazes na aplicaç*o prática, a *u*l re*u*taria em melhor **ali*ad* da i*formação pub*ica*a para o* *suário*. *s*as ideias foram amplamente aceitas pelos pesquisad**es positiv*stas *ue suce*eram a Watts e Z*mmerman (1*78, *979), * *mplamen*e difund**as no meio acadêmico. 3.1.1 Crít*cas as proposiçõe* de Watts e Zimmerman (*978, *9*9) As prop*sições de Watts e Zimmerman (19**, 1*79) pro*ocar** uma ruptu*a ent*e a teoria norma***a, o* docume*to* que ha*iam sido produ*idos **é o momen*o e a teoria pos*tiv*, *s pe*q*isa* que se seguiram a partir de então. O* aut*re* po*itivis**s, **t*s e Zimmerman e ou*ros que seguiram *u** *o*s*ataçõe*, viam os *ocumentos produzi*os no decorre* do *empo, em especial a busca por prin*ípios contábeis, mui*o distantes da p*á*ic*, e que não cons*guiam solucionar *roblemas co*tábei* existent** na época. Muito* c*ncei*os c*iados no pe**o*o normativo *oram de ext*ema *e*ev*ncia para * *voluçã* de norma* do *ASB do IASB, e p*incipal*ent* da E*trutura *onceitual. A e exemplo, alg*mas caract*rísticas qua*it*tivas q*e, de fato possi*ilita* a emis*ão *e d*monst*ações fi**nceiras *ais úteis ao* usuários: Rev. FSA, Teresi*a P*, v. 15, n. 2, ar*. 1, p. 27-4*, mar./ab*. 201* www4.fsan*t.co*.br/revista *. P. Si*va, J. K. *i*ana, *. M. **ri*ler 3* a) **lev*ncia - uma d** ca*acterísticas funda*e*tais ele**adas n* atual **trutura Conceitual, *avia sido d*stacada no *SOBAT sob o títu*o de **drões contábeis. Mais tarde a relevâ*ci* *iria a se tornar *aract*rística *ualitativa *, por conseguinte, caracte**s*ica quali*ativa fundam*ntal; b) Verific*bilid*de - a verificabilida*e, uma da* a*uai* características quali*ati*as de *elhoria, *ambé* hav*a sid* destacada no ASO*AT sob o título *e pad*ões contábei*; c) *omp*rabilidade - a*es*r do ASOBAT não m*ncion** a **racterística "comp*rabilidade", exist* a men*ão a c*nco orientações para a *omun*cação eficiente da inf*rmação contábil, *n*re as quais *e de*tacam * "uni*ormidad* de prátic*s dentro e entre as *ntidades" e "consistênci* de pr*ticas através do *empo". As definições d*sses elemen*o* estão e* linh* com o ent*ndime*to da compara*ilidad*; d) Decisi*n Usefulness essa *bord*gem, já - *estacada na fund*mentação teór**a, levaria a eleiçã* de usuários das demons*raçõ*s co*tábeis, em que, se preparando demonstrações financeiras para tais *suário*, atender*a * necessidade da maioria *os *suário*. Divers*s outr*s *ontrib**ções surgira* no períod* n*rmativo *lém desses cit*dos, como o Fair Value co** ba*e d* mensuração, as **finições dos e*emento* das *emonst*ações contábeis, os propó*ito* dos r*l*tóri*s *in*nceiros, entre o*tros. De fato, havia pressõ** so*re os norm*tizad*res, *AP, APB e FASB, as*im com* há nos d*as a*uais *om o IASB. No e*ta*to, o refin*me*to da Teo*ia Contá*il, em e*pec*al busca por *m ar*abou*o *eórico que desse suporte à cont*bilidade, em partes, se *eu d*vido à pressão *xercida sobre as entidade* co*tábeis da época. Para a *poca, a preocupação *om o que o conteúdo *a* demonstraçõ*s f*nanceiras pu*li*adas deveria *e*, a p*esc*i**o d* normas *ontá*eis, mesmo sofrendo pressão de *iv*rsas enti*ad*s da área, já represe***v* *erto *v*nço nes*a t*oria. A*ém di*so, muitos pro**em*s r**at*vos as contab*lida*es *xiste*tes na época, como o cá*culo do lu*ro contábil, ap*sar da evolução oc*rrida no* últ*mos *nos, ainda persistem até hoje, mesmo apó* 55 anos de pesquisa empírica, a ex*mplo *a* práticas de *erenci*mento *e res*ltados não **nimizadas pelas norm*s existentes. A *ítulo de *xemplo, os resultad*s da pesquisa de Paulo (2007) su*erem que *s *o*elos opera*ion*is de *stimação do* accruals *i*cricionários, fre*uentemente a*ordad*s na literatura, *m sínt*se, *ã* ap*ese**a* *undamentação t*órica adequada *, inclus*ve, algun* R**. FSA, Teresina, v. 15, n. 2, art. 1, p. *7-47, mar./abr. 2018 www4.fsa*et.com.*r/r*vista Teoria da Contabilidade: Reflexões Sobre os 55 Anos *e *ositivis*o 37 *ele* são fr*c*me*te espe*ificados e têm baixo pod*r pr*diti**, sendo sign*fica*iva*ent* afetados pelo *mbiente econômico. *e*sa forma, os remédios propos*os pela corr*nte posi*i**sta ai*da nã* foram suficientes *ara a **odução d* **rmas contáb*is q*e embasasse* relatórios financ*iros de propósito geral ú*eis aos usuários, al*m *o que já havia sido criado *elo Teoria Norm*tiva, *ma v*z que vi*ão dos a autores *ositivista era uma Teoria **n*á*i* puramente p*siti***ta, ab*ndonand*, de fato, * presc*ição. *.2 Efi*i*nci* de m*rcado Um dos sustentáculos da corr**te Positivista é a Hipóte** de Eficiência do Mercado - HEM. De acordo com essa hipótese, um *e*cad* é eficiente quando os preços d*s títulos (aç*es), a q*alque* mo**nto, ref*etem com*let*men*e todas as i*fo*mações dispon**eis (FAMA, 1970). De*sa forma seria impossível obter *anhos ano*mais persistentes, vis*o que *o** *nformação refleti*a no preç* estaria *isponíve* ao *ercado q*e se a*ustaria rapida*ente. A HEM pode ser class*ficad* de acor*o c*m a* infor*açõe* dispo*íveis em forma fr*ca, semifor*e * forte (FAMA, 1970, 199*; *EAVER, 1998). Na forma fraca, os preços de **tul*s refletem *ot**mente as info*mações **feridas pela sequência hi*t**ica de pre*os; na form* semiforte, *s *reços de títulos refletem todas as inf*rmações públicas dispon*veis; * na forma, ***te to*as as informações disponíve*s são r*fletidas nos preços de títulos (BEAV*R, 1998; FAMA, 1991; WATTS; *IMMERMA*, *986). Em geral, as pesqu*sas contáb*is *m mercados de capitais assumem que os m*r**dos são e*icient*s ** for*a semifort*, i.e., os *ercados precificam as ações *om base n*s i**or*ações *ublicamente disponíveis, so*retudo as i**or*ações co*tábeis (SANTOS; *IAS; DA*TA*, 2014). Assi*, o* preços da* a*õ*s vão agir c*mo se cada investidor s**bes*e que a empresa mudou det*rm*nado métod* *o*táb**, s*bend* o qu* esses *é*odos são, qual o impacto *ue têm sobr* luc*o* divulgad*s e as *mplicações *otenciai* para a motiv*çã* dos manejos para fazer tal m*dança. Re*. *SA, Teresina PI, *. 1*, n. 2, art. 1, p. 27-47, mar./abr. 20*8 www4.fs**et.com.br/revist* J. P. Silva, J. K. Nivana, R. M. Noriller 38 3.2.* Críticas * HME As **squisas *ontábe*s em m*r**do de capitais nã* são c*ncl*siv*s, no que se re*e*e * Hipótese de Eficiê*cia de **r*ado. Apesar de que as pesquisas têm demonstrado o con*eúdo infor*aci*nal dos números *o*táb**s, e * i*pacto *a nova informação no preço *os títulos, como é o caso de Ball e *rown (1*68), Beaver (*9**), e *s p*s*u*sas que sucederam, não é p**sív*l afir*ar que pr*ço dos títu*os inco*pora, i*ediatamente, t*das as informações o disp*níveis. D*versa* pesquisas, a exemp*o de, Ou e Penma* (1989), t*m *estac*do a ***stência de ret*rnos anorma*s persiste*tes, por certo períod*, a partir *a divulg*ção das informaçõ*s, sobretudo contábil. Um* vez *ue a nova info*maçã* não é imed*at*me*te *apturada pelos preços das a*ões, é po*sível exis*ir lucro* anormais pe*sistentes, p*r certo período de temp*, de forma que não *oder*amos afirm*r que o mercad* seria *ão ef*ciente qua**o dest*cado pela c*rrente p*si**vista. O *ercado r*age abaix* do informado às **formações contábei*. *s resultados, frequentemente, mo*trar*m que: um* grande p*rcenta*em **s reto*nos anormais *a*a a *st**tégia fundamentalis*a d*scrita p*de ser at*ibuída ao *eríodo de *m ano à frente das notícias de lucros; pode h*ver uma c**centração não com*m d* retornos a*ormais e* torno d* perí*do posterior à d*vul**ção d*s lu*ro*. Outr* *ato a ser destacado é o **renciamento de result*dos, frequ*ntem**te pe*quisad* *a li*eratura contábil. As pesqu**as têm evidencia*o a e*ist*nci* do comportamento oportunista dos g*stores, que **o é capturad* pelo m**ca*o, e* **versas jur*sdi*ões, seja com a adoçã* d* normas locais ou mes** com * adoç** do pad*ão IFRS. * q*e pode ser observado é que pr**lem*s contábeis, tais como, medida ideal ** lu*ro, *inda p*rsis*e*, me**o após 55 a*os *e pe*quisa* po*itivista*. O* pesqu*sado*es recentes tê* *e propost* a explicar * comportam*nto dos gesto*es, a rel*ção entre agen*e e *rin*ipal; no entanto não há p*oposição de **luções para es*** problemas, aos quai* os autor*s positivista* *nicialme*t* s* p*opunha* a *olucio*a*. 3.3 Rec*nhec*mento tardio e con*erv**orism* contábil Se, p*r um lado, a maior característi*a dos relatórios financ*ir*s a custo histórico é * reconhe**ment* *ardio, por out*o, o conser*ado*ismo é c*nsiderado a m*ior *arac**r*stica do* rel*tóri*s financeiros (*EAVER, 1998). O reconhecimento *ard*o pod* i nduz i * Rev. FSA, Teresin*, v. 15, n. 2, art. *, p. 27-47, *ar./abr. 2018 *ww4.fsanet.**m.b*/r*vist* Teoria da *o*tab*lida*e: Reflex*e* Sobre *s 55 *nos de Positivismo 39 s*bstanci*lmente lags nos núm*ros contá*e*s relativos aos p**ços *os t*tulos. Como *esu*tado, a* informações con*idas nos preços com respeito ao* dados contábeis p*dem ser maiores que um período de liderança, i.e., exi*te um* relaçã* lead-lag em qu* os *reços dos títulos l*deram *s lucros contábeis. Par* *rrud*, Vieira, Paulo e L*cena (2015), cons*r*adoris*o contábil consis*e na *ntecipação do rec*nhecim*nto de perdas, mas a não antecipação *o reconhecim***o dos lucr*s. En*re duas opçõ*s de mensuração dos c*m**nentes *as dem**straçõe* contábei* igua**ent* provávei*, pr**erência por aquela op*ão qu* a consista em menor va*or para o* ativos * mai*r valor para os passi**s. B*aver (1998) destaca que o comportamento conservador envolve esco*has mais baixa* para o reconhecimento *e receitas * mais altas para * rec*nh*cimento de d*spesas. Dessa forma, o conservadorismo contábi* levaria ao reconhecimento de perd** não realizada*, *as a* *ão *econhe*imento de ganhos *ão *eali**do*. No entanto, *ma manif**taçã* emp*r*c* do c*mp*rtame*to *o*serva*or é a persistência do valor contá*il abaixo do *alor de *ercado ao lo*go de um ce*to número de anos, de uma manei*a q*e não pode ser e*pli*ado *e*o r**onhecim*nt* posterio*. De acor*o com San*iago, Cavalca*te e Paul* (2015) o co*s*rvadorismo é *ma métrica de qu*lidad* *ue reflete *iretam*nte o resultado da empresa, *n*e *uas pro*ies traba*ham justamente com **ri*veis p*ov*n*entes do lucro, O c*ns*rvado**smo, o*je*ividad*, verificabi*ida** e outras convençõ*s limitam a ca*acid*de d* *ucro contáb*l em refl*t*r c*ntempor*ne*m*nte a re*isão do m*rcado, n* exp*ctativ* de futuros fluxos de caixa líquid*s. Sã* exemplos, o* efei*os *a* transa*õ*s d* vend*s - vari*ção líquida em contas a receber; o efeito de atividades de per*o*os ant*riores - d*spesa de dep*eciação; *esembolsos de caixa para inve**imento* qu e ger*m benefíci** *u*uros in*ertos - pesqu*sa e de*envolvimento * despesas *om publicidade; avali*ção de est*q*es - custo versus mercado; e *mobilizad* - Impa*rment test. Nesse context*, o com*ort*me*to conservador faria com que os números co*tábeis n** re*letissem a essên*ia eco*ômica das t*ansaç*e* e, portanto, a incapa*idad* do merca*o em i*cor*orar rapidame**e as *nf*rma*ões di*poní*ei* lev*riam * existência dos ganho* *normais, como já desta*ado na* pesq*isas empír**as. A esse *esp*i**, nem a *orrente n*r*a**va, bem *omo a **sit*va, f*i capaz de, isolad*mente, for*ecer, um *r*abouço *eór*co que pu*e*se resolver **ses e outr*s *ro*lem*s contábeis, mesmo com a adoçã* d*s n*rm*s inte*naciona*s de *ontabilidade em*tidas pe*o IASB. Re*. FSA, Teresina *I, v. 15, *. 2, a*t. 1, p. 27-47, mar./abr. 2*18 www4.fsanet.com.**/rev*sta J. P. Silva, J. K. Nivana, R. M. Nor*ll** 40 3.4 *nálise financeira funda*ent**ista, divulgação c*ntábil, retornos * mercado de cap*tais e qual*dade d* lucro **sde a publ*cação dos paper* de B*ll e Brown (*968) * *eav** (1968) diversas pes*uisas t*m de*onstrad* a impo*t*ncia do* ***eros contábei* em obter * valo* d* empres* *or mei* de previ*ões ou demonstrar a relação existente ent*e indic*dor*s d* *e*empenho, tais como í*d*ces de liquidez e preços dos títulos. A análise financeira fundamental*sta i*e*t*fica as**c*os das de*on*tr*ç*e* financeir*s que são relevantes para a tomada de decisões dos *nvesti*o*es, como destacado por Ou * Penman (1989); L*v e T**a*arajan (199*); Pio*roski (2000); Mo**nram (*0*4). O seminal traba**o *e *all e *rown (1968) e os pape*s que o* sucederam, in*ica* que o luc*o contá*il e seus co*ponent*s captur*m informações que não estão co*tida* nos preços da* a**es. Com *ase em uma extens* análise de de*onstrações financeiras, *eri*a uma medida resu*o da* de*onstraç*es financeiras *u e prevê f*tu*o re*orno das a*õe*. Es*a medida fundamental c*pta *alor*s patri*o*iais que não se refletem no* preços d*s a*ões. A *v*dência sugere q*e as demon*trações finan*eira* possuem informaçõe* que não se refl*tem nos preç*s (Ou e Pe*man, 1989; Lev e Thi*garaja*, 1993; *iotrosk*, 20*0; Moh*nram, 2004). Se o ***cado é efici*nte, to*as as in*ormações d* empresa são incorpo*adas *os pr**os das açõ*s, inc*usive informações sobr* o lu*ro. Se a div*l*ação d* luc*o *íq*ido ca*sa impacto no pre*o *e ação, seria esper*do que * divulgação de lucros lí*uid*s positiv*s caus*ria um a*mento no pr*ço da ação, * vice-vers*. Contudo, algu*s estudos empíricos mostra*am que o m*rc*do acionário *e antecipa à di*ulgação do lucro líquido e precifica a ação ao lo*go do período. Isso acarret* uma relação dinâmica ent*e o preço da ação (retorno) e * lucro líquido *o*tábil - efeit* l**d-lag (KOTHARI; SLOAN, 19*2; COLLIN*; KOTHARI, 1989; KOR*E*DI; L**E, 1987; LU*DHO*M; MYERS, 2*02). Em comparação co* os preços das *çõ*s, ou **cro, *o*t*n**, *êm uma capaci**de lim*t*da para reflet*r conte*pora*eamente ex*e*ta**v*s revisad*s do merca*o *o* flux*s de c*ix* futur*s. Em ger*l, os r**orn*s tendem a conduzi* *u*an**s nos lucros, *or*ue a **nt**ilidade, por mei* do processo h*s*ór*co de *en*ura*ão, não é capaz de *efle*ir ple*a*e*te *s expectati*as dos futuros fluxos de caix* líq*idos em tempo h*bil (K*THARI; SLOAN, 1992). Em vista das evi*ência*, a inform*çã* contábil possui valor *re*itivo, conforme dest*cado pela lit*ratura, mas reconhecim*nto tar*i* tem feito com que ess* informação o *e*. FSA, T*resina, v. 15, n. 2, a*t. 1, p. 27-4*, *ar./ab*. 20*8 www4.fsa*et.*om.br/*e*ist* Te*ria da Contabil*d*de: **flexões **bre ** 55 Anos de Posi*ivismo 4* te**a capac*dade l*mitad*, visto que o lucro contábil é antecipado pelas expectativas *o m*rca** * outra* informações dispo*í**is. A e*s* r*speito, * ado*ão do pad*ão IFRS tem por finalidad* m*l*or*r a qualida*e da informação contá**l po* m*io de *orma* de alta *ualid*de que possibilitem aos pr*p*radore* util*zarem um co*jun*o de *olí*icas e prátic*s c*ntá*eis que dê*m supor*e a *laboração e em*ssão de relatór*os financeir** de propósito *eral que atendam à necessidade da maioria dos usuár**s da contabilidade. Nesse co*text*, a e*emplo de L*ndholm e Lyers (2*02) que mostr*m que a ativid*de de disclosure tem um signi*icante i*pact* na relação entre retor*o e lucros futu**s, os resul*ado* *ostraram q** variações no discl*sure causam *aria*ões n* mont*nte de novas i*f*r*açõ*s no* lucros futuro* que sã* apreendid*s pelos retor*os. Dess* forma, como base *as pes**isas destacadas, mostramo* *ue *s pesqu*sa* posit*vistas têm apresenta*o s ua contribuição para * Teo*ia da *ontabi*idade e, consequentement*, pa*a * p*ática contábil, no entanto existe a n*cess*d*de de mai*r par*icipação conjunta a* normat*vismo, para estudo e em*s*ão ** normas q*e possibilit*m o melhorias na q**lidade da informa**o *ontábil. 3.5 Relação entre academia e pr*dução de no*mas contábeis * literatura pré*ia *ostra que a* pesquis*s posi*ivistas *ã* *ele*antes, visto que ap*ese*taram contribu**ões para o desenvolviment* da c***abili*a*e, no que diz respeit* a expl*car pr*dizer a prática contábil. No entanto, não foi suficiente para resolver e **guns problemas, ta*s *omo, melhor*r a comparabili*ad* dos *úm*ros contábe*s e fornec*r um arcab*uço teóric* que p*desse dar supor*e a emissão de relatórios financeiros mais *te*s ao* usuários. Com isso, *ode-** inf*rir que o posit*vism* só é útil em conj*nto co* o normativismo, i.e., a expl**ação *a prát*ca contáb*l pre*isa ser *companhada da elaboraç** de nor*as que tenham por fim *elhora* a qua*idade d* informação contábil. A esse respe*to, as pesquisas positi*ist*s dev*riam ser us*das pa*a promover a elaboraç*o de normas em nív** int***acional. No entanto, essa não tem sido a *nfase da acade*ia, visto qu* pouc*s pesquisadores pa*ticipam *o processo *o*mat*vo do *ormatizador inte*na*ional, * International Accou*ting St*ndard *oa*d - IASB. *estaca-se, a part*c*pação *a academ*a na em*ssão de 3 docum*ntos ela**rad*s pelo IASB, por meio do *nvio de comment l*tters: a) al**raçã* da IAS 1* - *eas*s (Ex*osure Rev. F**, Teresi*a PI, v. 15, n. *, *rt. 1, p. 2*-47, mar./**r. 2018 www*.fsanet.com.br/*evista J. P. *ilva, *. *. Nivana, R. M. No*i*l*r 42 D*aft *D/2010/9 Leases) (MATO*, 2013); b) alteração d* IFRS 4 - Insuranc* Contracts (Exposure Draft ED/2010/8 Insuranc* C*ntracts e Exposure Dra*t *D/2013/7 A revision of ED/2010/8 Insuran*e Con*r**ts), d*s*o*ív*l n* si*io eletrônico do IASB (*A*B, 2*16); c) a*teração da Conceptual Framework for F*na*cial Reporting (Discussion Paper - D*/2013/1 - A R**iew of the Con**ptual Fram*w*rk for F*nancial Re*ort*ng) (SILVA e NI*AMA 2015). *s tab**as 1 a 4 dest*cam a p*rticipa*ão do* pe*quis*dore* (academia) n* process* *ormat*vo do IASB. A t*bela 1 *v*dencia o resultado d* Ma*os (2013), * qual p*squisou a pro*o*ta de revisão da n**ma *e *easing *s c*m*ent lett*r referentes ao ED/201*/9 e - Leases; as tab**a* 2 e 3 **s*aca* a part*cipaçã* *os agentes na proposta d* alteração da *or*a de contratos de seguros, r*spectiva*en*e referente* ao *D/20*0/8 - Insu*ance C*ntracts e ED/2013/7 - A re*isi*n of *D/2010/8 *nsur*nce Contra*ts, el**orada* a parti* das in*orma*õ*s disponi*il*zadas n* sitio e*etrônico do IASB; e, a tabela 4 mostra o *e*ul**d* de Sil*a e Niya*a (2015) que *esquisaram a proposta de revisão da Est*utura Conce*t*a* atr*vés do DP/2*13/1 - A Rev**w of the Conceptual Framework f*r Financi*l R*porting. T*bela 1 - Quantidade *e R*s*os*as por Setor *e A**a*ão ED/2010/9 # Seto*es Quant. % # S*tores Qua*t. % 1 Serviços Profis*i*nais* 48 1*% *2 Au*itoria * 3% 13 In*us*r**l* 7 3% 1* Telecomunicação* 7 3% 15 Ól** e Gá** 6 2% 16 Produtos de Con*u*o* 5 *% 17 Academ*a 4 2% 18 Saúd** 4 *% 19 Seguros* 4 2% 20 Turismo e *ospita*idade* 3 1% 21 Outros 20 8% Total 262 100% * Insti*uição Financeira 19 7% 3 N*r*ati*ador 19 7% 4 Empre*as de Leasing* 18 7% 5 *arejo* 16 6% * Profis**onal 15 6% 7 Tr*nspo*te* *5 6% 8 Real Estate* *2 5% 9 Serviços Finan*e*ros* 12 *% 10 Energia e Utilidade* 1* 4% 11 Tecnolo*ia da Informação* * 3% *o*te : Matos (**13) * Setores m*is detalhados, inseri*os dentro dos "*rep*radore* Gerais", "A*sociação *e Em*res*s" * "Associ*çã* Profissi*nal". Rev. FSA, Te*esi*a, v. 15, n. 2, art. 1, *. 27-*7, mar./abr. *0*8 w*w4.fsanet.c*m.br/revist* T*oria da Contabilidade: Re*lexõe* Sob*e os 5* Anos de Positivismo 43 **b*la 2 - Quantidade de Re*p*st*s p*r Setor de Atuação ED/*013/* # Tipo de Respondente Quan*. % 1 *reparadores 14* 5*% 2 Norm*tizadores 20 8% 3 Atuários 19 8% 4 Outros *7 7% 5 Pro*iss*onais Contábeis 16 6% 6 R**u**do*es 16 6% 7 Auditores 10 4% 8 **uário* 10 4% T*tal 253 *00% Fo*te: El*bora*a a partir *as informaçõe* coletadas no sitio do IASB. *s *esultados encontr*dos têm demonstrado * baixa p*rtici*ação *a a*ademia n* pr*c*sso normat*vo *o *ASB, i.e., a ma*o* p*rticipação ocorreu na propos*a de re**são da Es*rutura Conceitua* *m *ue Silva e **y*ma (*015) destacaram que, das *0 c*mme*t letters rec*p**o*adas pelo IA** e que co*p*seram a amostra da pes*uisa, 8,75% (7 cartas) fora* en*ia*as da aca*em*a (ta*ela 4). A *c*demia, em *ese, d*veria ter partici*ação de d*st*que no proces*o n*rmativ*, em quaisq*er das p*oposta* de r*visão. A explicação e pre*isão da pr*tica contáb*l proposta pelas *esquis*s **sitivi*tas, deveria s** *eg*id* ao menos pela t*nta*iv* de prescrição, visto q*e a proposta inicial *o positivismo *ra, *ntre outra* coisas, soluc*onar problem*s c*ntábeis, tais c*mo * proteç** a*s investidores por in*ermédio *e um *r**bouço teórico que desse supor*e à e*is*ão de relat*rios de alta qualid*de. Tabela 3 - Quantid*de de Respostas por Set*r de Atuação ED/2010/8 # Ti*o d* Res*ondente Quant. % 1 Preparador*s 72 37% 2 Preparador/orgão rep*esentativo 30 15% * *ormatizadores ** *2% 4 Profissionais Contábeis 22 11% 5 At*ários 17 9% 6 Reguladores 13 7% 7 Auditore* 6 3% 8 Usuários 5 3% 9 *utros 3 2% 10 A*ad*mia * 1% Total 194 10*% Fonte: Elaborada a pa*tir das inform**ões co*e**das no sitio d* *A*B. R**. FSA, Teresina PI, v. 1*, n. 2, art. 1, p. 27-47, mar./a*r. *018 *ww4.*s*net.c*m.br/revista J. P. Silva, *. K. *ivan*, R. M. *ori*ler 44 Tab*la 4 - Quantid*de de Respo*tas por Setor de Atu*ção *P/2013/1 # Set*res Qua*t. % # Setores Qua*t. % 1 No*m*tizadores 22 27,*0% 8 Fe*eração das Indústrias 1 1,25% * A*sociação Profiss*onal 20 25,00% 9 Gás e *ndustr*a 1 1,25% 3 S****ço* Finan**iros * 11,25% 10 *roteção de c*ltivos e biotec*ol*g*a 1 1,25% * Audi*o*ia 8 10,0*% 11 Ind. e *o*. Tabaco * 1,25% 5 Aca*em*a 7 8,7*% 12 *ineraçã* 1 1,25% 6 C*ntabilidad* e Consultor** 4 *,00% 13 *etróleo e Ener*ia * 1,*5% 7 Me*cado d* *apitais 3 3,*5% 14 Cons*ru*ão e Engenhar*a * 1,2*% T*tal 80 1*0,00% F*nt*: Silva e Ni*ama (2015). A par**c***ção na *evisão d* n***a de Leasing, ED/*010/9 - Leases (tab*la 1) e revisão d* norm* de con*ratos d* seguros, E*/2*1*/8 - In*u*ance **ntracts (*abe*a 2) e ED/2013/7 - A r**ision of E*/2010/8 Insurance Contracts (tabela *) evidencia comportamento infe*i*r ao destacado em Silva e *iy**a (2015). Em Mato* (2*13), das 262 comment letters analisadas, apensas 2% (4 cartas) era* da academia. *u*nto a revisã* *a norma *e con*r**os de seguros, não f*i parti*ipação da ac*d*mia *m relaçã* ao *D/2010/8, e, apenas 1% (* car*a*) *e*res****ram a particip*ç*o referente ao ED/*013/7. Em linhas ge*ai*, a part*c*pação no process* normativo, co*o d**tacado nos result*dos das tabel*s 1 a 4, ocorrem *or parte dos pri*cipais interess*dos na propos*a de r*v*são de *eterminad* norma, a exemplo do *D/2010/9 - Leases, ** qu* as pa*tes afetadas (arr*ndadoras e arrendatár**s) foram a*uelas q*e mais e*viaram comment letters ao *ASB. 4 CONSI*ER*ÇÕES FINAIS A pes*uisa *m questão procurou debate* s* a T***ia Posi*iva e* Contabilidade pro*uz*u um acabou t*ó*ico que dê suporte à elabor*ção de rel*tó**os *o*tábeis de alta q*a*id*d* sem a prescrição, i.e., se a prescrição é *esnecessá*ia, como i**cialmente d*fen*ido pe*os pes*uisadores positivistas. O *bjetiv* de*te estudo foi evide*ciar algumas ref*exões em relação às Teori*s Normativa e P os i t i va em Con*a*ilidade, no intuito *e *ro*uzir n*rmas contábeis que possi*ilitem melhor qual*d*de da *n*ormação contá*il. Pode-s* conclu*r que - a*s*m como constat*do *e*os re*ultados das pes*uis*s prévias - as *esquis*s *ositiv*st*s d*sempenhar*m *mport*n*e *apel *o que *iz res*eito * evidenciar exp*icaç*es e *revisõe* da p*ática *ontá*il. A* *eorias Pos*t*va e Normativa não são Re*. FSA, Teresina, *. *5, n. 2, art. 1, p. *7-47, mar./abr. *01* www4.fsanet.co*.b*/revi*ta T*oria da Contab*lidade: Ref*e*ões So*re o* *5 An*s de Positivismo 45 mutuam**te exclud*n*es, *, portanto, sã* complement*re* v**to que * expl*cação deve ser *eguida pela prescrição. Mui*as quest*es permaneceram sem solução, mesm* apó* 55 anos de positiv*smo, co** é o c**o da mensuração do lucro. Assim, *m vir*ude das constatações m*s*radas pela *iter*tu*a prévia, *a*-se necessá*io *aior*s con*r**uiçõe* *onjuntas dos pesqui*ado*es positivista* e normativistas, para *ue se produza um arc*bouço teór*co qu* dê s*port* a elabor*ção de *ela*óri*s financeiro* de pr**ósit* ger*l de alta q*ali**de. REFERÊNCIAS AAA. 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Como Refere*ciar este Artigo, c*nf*rme *BNT: SILVA, J. P; N*VANA, J. K; **RILLER, R. M. Teoria da Contabilidade: Reflex*es Sobre o* 55 **os de Positivismo. Re*. FSA, Teresi*a, v. 15, n. *, art. 1, *. 27-47, mar./ab*. 2018. C*ntri*uição dos Autores J. P. Silva J. K . N*van* R. *. Norille* 1) concepção e planejamento. * X X 2) análise e i*terpretação *os dad*s. X X X 3) e*ab***ção do rascunho ou na revisão crítica do co*teúdo. * X X 4) *artic*pação *a aprovação *a versão final do manuscrito. X X X Rev. FSA, *eresina *I, v. 15, *. 2, art. 1, p. 27-*7, **r./abr. 2018 www4.fsane*.com.br/revis*a

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