www4.fsane*.com.br/revista Rev. FSA, Teresin*, v. 13, n. 6, art. 7, *. 113-124, nov./dez. 2016 IS*N *m**esso: 1806-6356 ISS* E*et*ônico: 2317-2983 *ttp://dx.doi.*rg/10.1*819/2016.13.6.7 A Construção de Vivências Su*tentáv*is Sob a Ótica do Professor de Geo*r*fia The Ex*er*ences **stainable Con**ruction the *erspective *f Geo*r*phy Teach*r Victor Hugo **del O*iveira Do*tor*do em E*u*ação pe*a Pontifícia Univer*id*de Católica do R** *rande do S*l Mestre em Ensi*o de Geogr*fia pela Uni*ersidade Federa* do *io Grande do Sul *rofessor *a r*de Públi** e Priva*a d* Porto Alegr* E-**il: victo*nedel@hotmail.co* M*riam Pire* Correa De La*erda Doutora em Ed*caç*o Pela Univer*ida*e F*dera* do Rio Gra*de *o *ul Profes*ora *a Pontifícia U*iversidade Católica do Rio Gra*de do Sul E-Mail: m*r*a*.l*ce*da@pu*rs.b* *ndereço: Victor H*g* Nede* Oliveira E*dereço: A*. *p*ranga, 6681, Prédio 15, Por*o Aleg*e, *S, Brasil. E**e*eço: *iriam Pi*es Correa D* *acerda E*dereço: *ontifíci* Univ*rsidade C*tólica D* Rio Ed*tor Cient**ico: Tonny *erley de Alenc*r Ro*r*gues Artigo recebid* e* 20/08/20*6. Últim* *ersão *ecebida em 17/09/2016. A*rovad* *m 18/09/2016.
Grande Do Sul- A*enida Ip*rganga, 6681, Partenon, Cep: *0.619-9*0, *orto Aleg*e - Rs, Brasi*. Ava*i*do p*lo sistema Tr*ple Review: Desk Revie* a) pelo Edi*or-C*e*e; e b) Do*ble Blind Review (ava*iação cega *or **is aval*adore* da áre*). R*visã*: Gramatical, Norma*iva * de Formatação.
V. *. N. Oliveira, M. P. C. La*e**a 1*4 RESUMO A *uestão ambi*nta* já vem sendo *omada em vo*a nas últimas décadas. O prese*te *st*do visa possibilidades para *ue o Ed*cad*r e o Geógrafo em seu discur*o de sala de *ula, *u em seu am*iente de trabalho, a problemát*ca do meio ** que vivemos dentro de s ua cont*m**ra*eidade. E**ora * si*u**ão climát*ca pla*etária n*o nos mostre *m *om cená*io, podemos, ainda, ameniza* c*r*os impactos *e ciclos biogeo*u**i*o*, *om origem em m*lhares de anos atr*s; c*ntud*, esta sit*ação apen*s se est*belecerá se ampliarmos o foco que damo*, *m nossas aulas, e*volvendo o aluno do espír*t* de prese*vação amb*e*t*l de e sustentabilidade ambie*tal. A mov*m*ntação de ideias dos *ndivíd*o* é um dos focos deste proje*o de *udança na f*rm*ção das pes*oas. Para at*ngir os *b*et**os p*o*o**os leva*tou-*e **bli*gra*i* sobr* o tem* bem como se *e**izaram *ntrev*stas co* *r*fessores d* Geografia, para analisar *uas percepções sobre o tema susten*abilidade. Considera-se, com *ase na realização da pesquisa, que * atrav*s do panorama da consc*entizaçã* que * indiv*d*o mud*rá suas atitudes frent* * sit*ação atual. *alavras-chav*: Educação. Ensino de Geografia. Sustent**ilidade. ABSTRACT *he environmental is*ue has *lready been taken *nto vogue in recent decades. Th*s study *ims *o possibilities for th* educat*r and geogr*pher give a *ajor *ocus *n your *lassroom discourse, or *n your desktop, on th* is*ue of environ*ent we live within it* contempora*eity. Although *he global clim*te situation does n** show us a good *cenario, we ca* also mitigate certai* i*pacts *f *iogeochemical cycle* originat*ng from thousands *f ye*r* *go, however, this *nly be *stablish*d if we w*den the focus that we, in *ur *l*sse*, involvin* student spirit o* en*iron*ental prese*va*ion a*d enviro*me*tal sustainabi**ty. The mo**ment of ideas o* i*dividuals *s on* of **e focuses of this *h*nge project in training p*ople. To achi*ve the goals r*se bibli*graphy on t*e s*bje*t as we*l as conducte* inter*iews with geograph* teac*er* to a*alyze their *ercept*ons o* t*e sustainab*l*ty *s*ue. It *s conside*ed, based o* the rea*ization o* the research that is th*ough the la*dscape o* awareness that the ind**idual will c*ange the*r attitudes to the current situatio*. Keywords: E*ucati**. Ge*graphy Educat*on. Sust***abili*y. Rev. FSA, *eresina, v. 13, n. 6, art. *, p. 113-*2*, nov./dez. *0*6 w*w4.f*anet.*o*.br/revista A Construção de Vivên*ias Sustentáv**s Sob a Ótica do Pr*fessor de Ge*gra*ia 115 *. *N*RODUÇÃO Co* o advento *o ambientalism* e o*tros movimentos de cunho p*lít*co-ambi*ntal, vê-se qu* determina**s ramif*cações d* socie*ade não acompanharam, em sua tot*lidad*, *s propostas * princ*p*** n*r*eado*e* para a *onstrução d* um p*an**a limpo e au*o-sustentável. A Educação é um de*se* ra*os que deveriam ter tido maio* importânci* no acompanhamento da* p*lí*ica* ambientai*, po* ser*m **tremamente li*a*a, pois é através da ed*cação que formamos n*vo* i*divídu*s da *ociedade, **m c*m* formamos o* p*ofissionais que a*uar** ***ta mesm* sociedade, no futuro. Mo*imentos em diversos níveis vêm aument**do a preocu**ç*o da esf*ra globa* co* o me*o **bient*. O* profes**res devem a*erfeiçoar-se, para pod*r estarem a**os * l*cio*ar, de forma corret*, utilizan*o-se d*s métodos ma** úteis e efic*zes, com o int*ito de, efet*vam*nt*, f*rm*r não só um aluno, **s *m cidadão real*e**e compr*meti*o co* a socie*ade. N**s* sentido, a e**cação **ra o ambiente, com bas* na sust*nt*bilidade *mbiental tende * avançar em *uturo próxi*o. * RE*ERE*CIAL TEÓ*ICO 2.* A sustentabi**d**e ambie*tal na história Di*ersos *aís*s e diverso* fatos *a *is**ria m*ndial nos remetem a co*cei*os e vivências *e *ust*ntab**idade ambi*ntal. O **ncei** de suste*t*bi*i*ade surge com as polí*icas dirigidas a* *e*o amb*en*e. Lo*o a*ós, a economi* ut*li*a-se ta*bém ***te conce*to. Devido à *xpa*são do mundo capitalista, vê-se a necessidade de *riar *ma economia auto-sustentáve*, baseada na produção c*m o necessário, visand*, obviame*te, o lucro. Porém, ou*ra* *artes d* s*cieda*e utili*am-se do c*nc*i*o *e sus*entabil*dad*, t*is co*o a educação (foco *este trabalho, *unta**nte c** a *ues**o ambie*t*l), a saúd*, o governo, entre o*tr*s. O c*nc*ito d* su*tentabilidade deve estar assoc*ado * *o*as formas de apr*p*iação e de ** o do ambiente, sen*o, também, uma *efinição do est**o desej*ve* d* soci*dade no *ut*r*. (Rattne*, 1984). Neste ponto, p*demos p**ceber q** emer*em face da s*c*edade a q*estioname*tos signi*ic*tivos ace*ca da "pre*cupa*ã* c*m o futur*", denotando-*e, de a*guma forma, que esta mesma soci*dade está fa*en*o al*o qu* não colab*ra com * ambi*nte (destruição do meio), e está se omi*i*do com a preoc*pação e a preserv*ção do **anet*. Rev. FSA, Teresin* PI, v. *3, n. 6, ar*. *, p. 113-124, nov./dez. 20*6 ww*4.fsane*.*om.br/revist* V. H. N. Olivei*a, M. P. C. Lacerda 1*6 *egundo Cabe*lo (2*0*), *urante o *eríodo colonial, a *xclusão so*ial a*me*tou *e uma forma co*sid**áve*, uma vez que o pov* não tin*a ace*so à ed*c**ão. O sistema educacional estava subordina*o ao model* polític* e eco*ômico vig*n*e na*ueles paí*es. Port*nt*, o sis**ma e*ucacional a*otad* ba**ava-se *o *rocesso d* su*tentabilidade que o legitimava. Legitimar a e**c*ção em um p*r*odo t*o relevante na hist*ria da humani*ade f*i *ma t**e*a de importânci* *on*iderável. **n*ud*, e*ta legit*maç*o *ão l*vou e* conta qu* não er* tão somente a elite da *poca que dever*a ter ace*so aos estudo*. Criou-se u*a notáve* exclus** abominadora da* fat*as mais pop*lares da socieda*e, o que també* exclu* * acesso a informações importantes sobre como preserva* * ambi*nte. *om a *onferência Intergovername*tal so*re Educação Ambiental (1977), inicia-s* a gr*nd* dis*uss*o no mund* inteiro acerca d** resp***abilid*des que a educ**ão *oma à frente *o processo d* mudanças no com*ortamento da na*ureza e, mai* prec*samente, sobre * preocupa*ão c*m a formação *a consciên*ia dos indivídu*s acerca *o va*or da natureza e sobr* a produ*ão ** co*hecime*to *cadêmico de c*mo g*rir novos profissi**ais preocupados com * am*iente. A Rio 92, mais conhe*ida co*o ECO 92, d*ix*u-nos o Tratado *e E*ucação Ambiental para Sociedad*s Sust*ntá*e*s e Re**onsab*l*da*e Global, que **s deixa muito clara a f*nç*o da educação ambient*l * sua importância na co**t*u*ão de novo* *ensam*ntos e mentali*ad*s mais pr*ocupados e *espo*sáveis com natureza. A Agenda a 21, documento elaborado n* me*mo ev*nto, fa* u* apelo mu*di*l para a preocupaç*o, a prev**ção e o cuidado co* a *amada *e ozônio, o ar e * água, o uso d* trans*ortes al*ernativos, o incen*ivo *o *co*urismo, a red*ç*o do lixo *as indústrias empres*s e, por fim, a redução da ch*va * áci*a. E*ta conferê*cia deu ba*es pa*a muitas outras, em pri*cip*l à Convenção de Kyo*o. E*identeme*te *ue a política vigente em um *aís co*duzirá a forma com a qual será trata*o o meio ambien*e. * pr*cesso de sustent*bi*idade amb*en*al na história *a hum**i**de passar a existir, mais for*emente, com as po*íticas de acordo ambientais em *ív*is mundi*is. O Protocolo de Kyoto (1997) é um d*s princ*pai* e atuai* *rat*dos mund*a*s que pr*vê * red*ção da emis*ão de ga*e* qu* ger*m o efeito estufa. *mbora muitos pa*ses já assinaram o tratado, *l*uns *inda nã* o fi*eram, * continu*m lançan*o * atmosfera mundial gases tóxico* e a*t*men*e prejudiciais, *m demasia. Em s*ma, *e*os *m lo*go e **an*e process* his*órico de envolvime*to com a sustentabilida** ambienta*, entretanto, ap*nas *** últimas *éc*das que vem se trata*do, com m*is intensi*ade, * pre*cu*ação co* os re*ursos minerais e n*turais, devido à gran*e perce*ção, po* parte das indústrias, *om o esgotamento de recursos, * por parte *a sociedade Rev. FS*, Teresina, v. 13, *. 6, ar*. 7, p. 1*3-12*, nov./dez. 201* *ww4.fsanet.com.*r/revista A Construção d* Vivências **ste*táveis S*b a Ótica do *ro*essor d* Geogra*ia 117 em geral, com as *ignificativas *udanç*s ** cl*ma m*ndia* * regional. Susten*abi**dade muitas vezes está sendo tratada *e forma secundária, *ontudo, atra*és da é cons*rução de méto*o* técnicas *e pro**ção au*o-*usten*ável que e poderemos gar*n*i* ** *utur* para a sociedade, nã* sabend* ao *erto se teremos tud* para *o*os. 2.2 A sustentabilidade *mb*ental na *du**ção * educação ambiental apo*ta pa*a *ropostas pedagógica* centr*das n* conscienti*a*ão, **danç* de c*mportamento, desenvolvimento de comp*tênc*as, capacidad* de ava*iação e partic**aç*o dos educando* (JACOBI, 2003 apu* REIGOTA, 1998). Tais proposta* peda**gicas são fundamentais para *u* o pr*fesso* possa ter bases sólidas * aplicar o* conceitos de suste**abilidade *mbiental. A conscientização, segundo * obra do Sociólogo da Educa*ão Karl Mannheim, é o resu*tado da transmissão da *ultur*, que por sua ve* é *e***ren*e de *ducação *ue deriva de uma situação social (MANNHEIM, 1972). Ex*mp*ificando, em camadas ma*s p*bres da sociedade, em que o ace**o à cult*** * r*strit*, t*ans*issão a de con**cimentos * concei*os que a*ud*m a preservar o *mbiente será nula ou qua*e isso. *vi*ente que classe s*cial não * s*nônim* de aquisição ou *alta de cultura, contudo, a atualidade *os ga*ante *ssa ve*dad*. Em suma, a con*cientiz*çã*, que passa por este pr*cesso de cunho social, tem *ran** fundamento *a ed*caçã*, po*s * j*nto * e*ucação, primo*dialmente, qu* * indiv*duo **ssa a adquir*r cultura, *lém do berço fam*liar. Ap*s o pro*esso de conscientização, te*d* * real cons*iênci* dos prob*emas *e*acionados à natureza e que de*em** *reservá-la, muitas ve*es utilizando-nos de *e*ursos au*o-suste*távei*, p**su*e-se que o *ndivíd*o mude seu com*orta***to, part*ndo dos próprios at*s. Atitud*s simples, como n*o joga* l**o no chão, reduzir * consu*o *e água, separar r*síduos *ecicláve*s dos orgânicos e e*caminhá-los ao seu correto d*stino, podem colaborar com a *reservação do a*biente. *ssa mud*nça *e comportamen*o dev* s*r espont*nea, realmente partin*o-*e do pro*esso *e c*nscientização, c*m o intuito de favor*cer as *oas mane*ra* no trato com o ambiente *as proxi*idad*s *e cada ci*adão. S*gun*o o Dicionário Aurélio *e *ín*ua Portug*esa, c*mpetê*cia são as qualidades de q*em * capaz de apr*c*ar re*olver c*rt*s as*untos. Desenvolver *ompetências é est*r e a serviço da *ociedade, contri*uindo para seu *e*envolvimento, d*ntro das apt*dõe* de cada um. C*m a mu**nça de atitudes e comport*mentos, com*etênc**s ser*o desenvolvid*s, para tanto, é n*cessário que o indivíduo possa in*egrar-se com mét*dos já desenvolvidos, então Rev. FSA, Teresina P*, *. 13, n. *, *rt. 7, p. 113-124, nov./dez. 201* ww**.fsan*t.com.br/revista V. H. N. Oliveira, M. P. C. Lacerda 118 preservação do ambient* e, a*s*m, ge*ar qualidades *e *iderança *om a*itudes mais favoráveis à constru*ão de um planeta limpo. Evident* que to*o *s*e processo, *lé* de ser aplicável na *scola, pode t**bém ser a*l*cado na soc*edad* *m geral. Com os alunos, *m *specífico, Reigota suger* que *e desenvolva a capacidade *e ava*iação e *artici*ação. Avaliar se as técnicas de preservação do ambiente produzem resu*tados positivos e c*iar mét*do* efica*e* *e p*rti*ipação dos alunos, para que surjam, *ada v*z mais, indi*ídu*s r*a*mente preocupados com a pres*rva*ã* do *mbie**e e* que vivem. Con*orda-** com Gui*arães e T*ma*ello (2*03), quando afirmam que o* e**cadores do ensin* fun*amental à u*iversidade precisam est*r c*en*es de que o debate com pr*fundidad* dos temas a*bientais, poderia contribuir, e *uito, *ara a c*nst*ução da cidad**ia e melh*ria *a qualidade de *ida no planeta m*s, para isso, se*ia nece*sário um **abalho in*erdisciplinar em qu* cada *m a*r*ndes*e a *omunicar-se em out*as ling**gens, *azendo **terfaces com ou*ra* áre*s d* sabe*. A in*erd*sciplina*ida*e se faz fundam*nta* na construção *o c*nceito de suste*tabilida*e ambiental n* â*bito educacio*al. Fatores que envo*vam, nã* somente a geogr*fia, mas as áreas do sa**r relac*onad** a ela podem *ontr*bui* para o *elhor ente*dim*nto *o aluno acerca das qu*s*ões *mbi**tais * de *omo *reservar o *mbi*nte. Di**utind* as origens d*s prob*emas, *s **unos terão condi***s e co*petência* *e tecer alt*rnativas e propost*s para * me*h*ria das *o**ições de v*da no plan*ta. Propost*s de trabalho na educação que *nvolv* temas ati**ntes à *us*entabilidade ambi*ntal *e tor*am atrativas *o a*uno, pois ele encon*ra-se vivenciando **oblemas sociais e a*bientai* em div*rsas esca*as, partindo-se d* regional até o g**bal. Citando Ja*obi (2*0*) *fir*o *u* *s pr*fes***es devem estar ca*a vez mais preparados pa** reelaborar as i*formações qu* recebem e, *entre e*as, as ambien*ais, a fim de poderem trans*itir e decodi**car aos alunos express*o dos significados sobre *eio **biente * ecologia a o e nas sua* múltiplas determinaçõ*s e intersecçõe*...a ed*cação a*biental deve de*t**ar os proble*as ambientais que dec*rrem da desordem e degradação da qualidade de vid* n*s cidades e regi*es. A educação **r* a s*sten**bilidade é uma tarefa *e g*ande importância, e muitas *ezes, *evem ser dir*gidas p*l*s professores de geografia, os *ua*s, deverão uni* os *o*heciment*s desenvolvi**s na ge**r*fia humana, ju*tamente com as técnicas d*s*nvo*vidas ** geografia física, temas estes q*e de*ivam, n*s out*as áre** d* saber, criando-se, assim, um trabalho int*r*isciplin*r. Rev. F*A, *eresina, *. 1*, n. 6, art. 7, p. 1*3-124, nov./dez. *016 www4.f*anet.com.b*/revista A Construção *e Vi****ias Sust*ntáveis Sob a *tic* do *rofessor de Geografi* 119 3 R**ULTADOS E DISCUSSÕES 3.1 O dis*urso do professor acerca ** susten*abilid**e * e*ucador tem a f*nção de m*diado* n* co*s*rução de **ferenciais amb*en*ais e dev* saber usá-los como instrumen*os p*ra o de*e*vo*vimento de uma pr*t*ca social c*ntrada no con**ito da n*tureza (J***BI, 2003). Muito *m**rta**e é o *iscurso do profe*so* acerca da su*tentabilidad* ambiental em sala de aula. O **ofesso* t*m a c*pa*idade de construir, juntamen*e com o aluno, os conceitos necess*r*os para su* formação e, *or conseguint*, o professor **de ensinar o que * correto e o que nã* é c*rret* em termos de se preservar o amb*e*te, utilizando-se dos argumentos possí*eis, na *ustentabilid*d* *mbiental. Com b*se *m entr**i*tas genti*mente co*cedidas po* dois Pr**ess*r*s de Geografi* em a*iv*dade, podemos const**ar, em poucos númer*s quantitativos, *orém, em uma co*siderá*el *endência qu*lita*iva, a maneira com *ua* o aluno é abordado acerca das * proble*áticas que envolvem a sustentabilidade ambi*nt*lc*nsiderando que o aluno é um cidadão que está *nserido em *ma soci**ade e, brevemente, atuará em *ma *rofissão que, d* u*a for*a o* outra, inc*dirá no *so do ambient*. Q*adro 1 - Ent**vist* com profes*ores ENTRE*I*TA Pro*ess*r 1 Professor 2 O q*e o Sr. (a). ente*de p or suste*tab*lidade ambiental? Sustentabilidade amb*ent*l é o aproveitamento das riquezas naturais, c*ntudo dev* m*nter-se u* e*uilíbri* ecológico. C i*o o exemplo ** reflore*t*ment* no caso da ext*ação de árvor*s para a p*odução de papel. A racionali*ação d os recursos *atu*ai*, com o intuito de pres*rvar pa*a a* pr*xi*as gerações q ue virão ao plan*t*. Te* como obj*tivo a diminuição dos i*pac*os c*u*ados pelo hom*m a *atureza. *omo o Sr. (*). *plica es*e* conceitos, c*m seus alunos, em sala d* *ula? Utiliza*do exemplos pr*ticos * rea*s, através de notícias reti*a*as de j*rna*s Através de sa*das *e campo, recor*es da r**lid*d*, **m exe*plo* R*v. FSA, *eresina PI, v. 13, n. 6, a*t. 7, p. 11*-124, nov./dez. 2016 www4.fsanet.com.br/revista V. H. *. Oliv*ir*, M. P. C. Lacerda 120 *uais as *uas est*até*ia* e revistas, com o intu*to de e* matérias de jornais. e metodologias de e*sino? advertir o aluno acerca do* Exer**cios fictícios de malefícios q*e o homem construção de uma casa causa à natureza e au*o-sustentável, *o que m*str*ndo a* *el*ore* *ange ao m*io ambien*e. maneiras de interagir c om o meio ambiente. Fonte: do autor. *hega-se à conc**são q*e urge o aprimo*amento dos professores de geogra*ia que ** atuam em su*s áre*s, bem c**o que * formação dos novos *rofessores p*ssa incluir, consubstancialm***e, em seu curr**ulo, disciplinas que favor*ç*m a met*dologia *ed*gógica, para que o futuro *rofessor já inicie sua vida profi*sional sa*endo **mo abordar o alu*o, ensinando corretamente e com a *evida impo*tância os reais mét*dos de prevençã* do **biente, mostra*do o que devemos o que n*o deve*os fa*er com *osso planeta, para e cola*o*ar com sua preservaçã*. Evidente que este é um trabalh* ár*uo, porém ext*emamen*e produtivo, pois com * re**são dos pr*fe*sores fo*mados, *oderemos, muito além de rev*r *on*eitos *st*pulados ain*a com a ciência geo**áfi*a *m sua expan*ão, r*novar a visã*, muitas vezes distorc*da, d* tais profess*res, ac*r*a de sustentabilidad* amb*ental. Sendo inclusas novas di*cipl*na* no currí*ulo, para a fo*mação de novos *ro*ess*res, o meio a*ad*m*co ve*-se-á obrigado a revisar os cur*os *e li*enci*t*ra, pois * inclusão de *isciplin*s que tra*a* de proteçã* *o meio ambient*, nas diversas licen*iaturas ex*ste**es, colaborará não só na fo*mação do* *rofessor*s *om* profis*i*nai*, mas também como *idadãos. 3.2 Formando indivíduos consc*ent*s Além de formar de prof***ion*is, o p*ofessor de geog*a*ia *eve estar preocupado com a formação de cidadã*s *ue possam colaborar, positi*amente, para * bom a*dam*nto do contexto social em *ue se e*cont*am. Forma* indiv*duos consc*ent** é mos*rar com* s* po*e *epens*r ati*udes *ue fazemos e, através da **va con*c*entização, po*ermos av*liar se tal a*itude cola*ora, ou não, com a preservaçã* do meio-*mbi*nte. Rev. F*A, Tere*in*, v. 13, n. 6, art. *, p. 113-124, nov./dez. *016 www4.fsanet.com.br/*evis*a A Cons*rução de Vivênc*as Sustentáveis Sob a Óti*a do Pro**ssor *e Ge*grafia 121 Um ind**íduo em processo de formação es*á (ou de*e*ia estar) aberto a novas i**ias e pensame*tos que lhe são apresentados. Com base na obs*rvação aná**se pessoal de t*is * *deias, o indivídu* pode assimila* e *ol*ca* *m p*átic* aqu*lo q*e o prof*ssor **e ensinou *e*de * sua pré-infânc*a, o *to d* não contamin*r o solo, as águas, e preserv*r, de um modo g*ral, o a*biente. Ao lo*g* da hist*ria, podemos perce*e* que muitas tecnolog*a* já fora* lançadas * m ui t o ain*a est* *or v*r. O *rof*s**r de geografia pod* utilizar os mais v*riados meios * método* para expli**r a real situação em que o pl*neta *e enc*ntra e, *arti*do-se desta premiss*, p*der argument** o porquê da *re*ervação do am*ien*e. * pró**ia sus*entabilidade ambiental é um arg*mento sólido *ois, co* a *o*strução de novo* inv**ti*entos residenciais, muito se fal* em sustentabili*ade e pouco se en**nde de*a. A construç*o d* um prédio que s*ja au*o-suste*tável no consumo *e á*ua e também dis*õe de **erg*a solar é *m exemplo *ráti** que *ode ser tomado e* sala de aula. In**usive, visi*as aos locais de trabalho em qu* se uti*iz*m rec*rsos e ferr*men*as que incen*ivem a suste*tabilidade seria* pontos i*teres*an**s de reflexão. Pol*ti**s de r*florestament*, * bom trato do l*xo, a construção de veí*ulos q*e diminu*m a emissão d* gases pol*entes, são *xemplos que *ambé* de*em se* explor*dos ** sal* d* au*a, para fac*lit*r o entendime*to do aluno. Com os alunos e demais indivíd*os, um* boa sugestão para promover, co*sol***damente, açõe* de motivação a sustentabilidade ambiental, o ecoturismo é u*a maneira fá*il e e*icaz *e *er*r renda e empre*o (sustenta*ilida**) bem co*o cons*ient*zar as populações acerca d* bele*a e que de**mos preservar o plane*a em q*e vivemos (a*bi*ntalismo). As práticas *ocentes de en*ino *m Geo*rafia devem també* e*tar ligadas às demais *isci*linas que ta*gem à sustent**ilidade ambiental, havend*, *ssi*, um consens* mul*idiscip*inar, com o i*tuito de condu*i* o aluno * vi*ão global e amp*ifi*ad* s*br* as questõe* ambienta*s. 3.* Pro*egend* o a*b*ente Na mesma entrevista citada nest* tr**alh*, c*nstatou-se que, em *uma, os con*eúdos a*ordados em sala de aula, acerca de sustentabi*idade ambiental e s*as decorrências, s*o: lixo, apro*e*tam*n*o de riquezas na**rai*, pl*nti* de árvores..., co*tud* isto é m**to pouc*, *e*ante Rev. FSA, Teresina PI, v. 13, n. 6, art. 7, p. 113-124, nov./dez. 20** www4.fsane*.com.b*/revist* V. H. N. Oliveira, M. *. C. Lacerda *22 *s gr**des dema*das de ma**ria-prima e de outros extrato* do ambiente, para t*atarmos em sala de au*a. Pr*t*ger o amb*ente é prover ações de sustent**i*idade *mbie**al. Proteg*r o am*iente é buscar, c** *od*s as for*as, *aneir*s de colaborar *om a p**servaçã* do planeta. Pro*ege* * amb*e*te c*idar da sustentação é dos ecossis*ema*. Pr*te*er o amb**n** é *econduzir o pens*mento das pessoa*, p*** q*e, *om novo* princí*ios de formação con*ciente, possa* re*ver suas atitudes e ações, revigo*ando e promovendo a r*vitalização do *e*o n* qual vivemos. *ostra-se, aqui, suci*tamente, o qu* seria, *ealmente, **oteger o ambie*t* atra*és d* formação e**o*ar. Ressalto *ue protege* o am*i*nt* é recondu**r o pens*mento da* pe*soas, para que, *om novos *rin*ípi*s possam *eaver suas atitudes e açõ*s. O profess*r tem papel fu*da*ental n*ste aspecto, po*s se de*iva, em *on*id*rável *arte, de s** discurs* em sala de au*a, a formação de novos ind*ví*uos. Reco*duzir * pensa*ent* dos indiv*duo* que já têm a*gum* pré-c*n*epç*o **br* como *n**rag*r com o amb**nt* não é uma tarefa fáci*. P*ofessor** e alun*s deve* *rabalhar em conjunt*, formando o*iniões, de m*neira aberta e c*m mu**os momentos de discussão acerca de t*da* *s problemática* globa*s da atua*idade, reviv*ndo, evidentemente, os fat** h*stóricos *ue nos levara* a chegar ao pon*o em qu* nos encontramos. 4 Co*sidera*õ*s fi*ais e contribuições na e*uca*ão ge*gráfica *ara o *mbi*nte M*ito ainda tem-se a *iscutir acerc* das p*áticas pedag*g*cas *ue repercute* em *ções para a educ*ção am**e**al e sustentabilid*de ambiental. Deve*os of*rtar *ais atenção aos nossos *rofe*sores, para que possam s* criar espaços de *i*cussões ab*rta*, sobre *omo * profess*r pode agi*, em sala de aula, e, de*ta forma, criar-se grupos *e deb*tes de profissio*ais e novos métodos d* abordagem a* a*uno. Sug*re-se, *elo pres*nte tr*balho, que haj*, em noss*s escola*, uma "força-tarefa", p*ra me*hor co*duzir os conteúd*s programátic** acerca de preserv*ção ambiental. Fato que *eces*ita*ia de um trabalho interdisciplinar, envolvendo diversas discipl*nas que *odem col*b*rar com a construção de c*nc*itos re*resent*tivos *a *isão do **uno, evidente*ente que s*b * direção *os professore* das mais diversas disc**li*as (*eografia, biol**ia, química, his*ória, so*iol*gia, etc). *ara Giordan e Souchon (199*), a in*erdi*c*plin*r*da*e, para ser coloc*da em prática, deve observ** al*uns fator*s fund*men*ais: reformula*ão dos *onteúd*s da* dive*sas Rev. FSA, T*re*ina, v. 13, n. 6, *rt. *, p. 113-124, *ov./dez. 20*6 www4.*san*t.com.br/revi*ta A *onst*u*ão de Vivências Sustentáveis S*b a Ótica do Professor *e Ge*grafia 123 dis*iplinas, convergência dis*ip*inar, que seria a compl*mentação entre as d*sciplinas, feita p*l*s professore* e, p*r fim, a pedago*ia *ransdiscipl*n*r o* did*t**a d* projet*, send* uma espécie de integração ent*e a* discipli*as. * através da conscie***z**ão qu* o *ndivíd*o m*dará s*as at*tudes frente * *it*aç** at*al. O mundo glo*aliz*do *os rem*ve fronteiras de com*nicação, n*o as geográfic*s. Contudo, o result*do desta *orm*ção *onsciente de indivíduos favorecerá, e* grande escala, a formação de nova* gera*õ*s mais consc*entes e, *om iss*, a pro*agação e mu**iplicação de ideias a*erca da susten*abilida*e ambiental. O progr*sso no avanço das discussões *ócio- pol*t*c*s sobre a pr*ble*átic* da sustenta*ilidade a*b*ental será realme*te estabelec*do atr*vés de uma nova v*são de *un*o * de *oci**a**. As autoridades *ompetentes, sob *ressão *a ótica d* p**ulação em geral, deverão e*tabelecer discussões e*volve*do * questão pertinente às novas e antigas soluções dos probl*m*s já exist*nte* com * auxíl*o *e p*ograma* e projetos de sustentab*lid*de am**ental. A res*eita*ili*ade *mbiental tamb*m será uma conseqüê*c*a a ser atingida; ora, o indiví*uo que não re*peita o a*b**nte em *ue vi*e não tem direito de *iver **le, pois, a*** de causar da*os p*ra si, estará *gredindo o ambient* em que vive o outro, e, parti*do-se de um princípi* d* igualdade, no uso e propri*dade da Terra, de*e-se e*tab*lecer o *om-senso por par*e de todos os indivíduos. RE**R*N*I*S CABELLO, L. S*sten***ilid*de x Educ*ção. Ens*io: ava*. Públ. *duc., R*o *e Ja*eir*, v.12, n. 43, p. 748-758, abr./jun. 2004. DICION**IO AURÉLIO DE LÍNGUA PORT**UESA. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1976. GUIORDAN, A.; *O*CHO*, C. La educación ambiental: guia *ráctico. Sev*lla: D*ada, Sé*ie **ndamen*os, 5. 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C. * Construção de Vivências Sus*entáveis S** a Ó*ica do Pr*fessor de Geog*afia. R*v. F*A, Teresin*, v.*3, n.6, art.7, p. *1*-1*4, nov./dez. 20*6. Contribuição dos Aut**es V. *. N. Oliveira M. P. C. Lacerda 1) *on*epção e pla**j*men**. X * 2) aná*ise * inter*r*tação dos dados. X X 3) ela*oração do r*scu*h* ou na revi*ão cr*tica do cont*údo. X X 4) pa*ticipação n* ap*ovação da versão final do ma*uscrito. * *
Rev. FSA, Teresi*a, *. 13, n. 6, art. 7, p. 113-124, nov./d*z. 2016 ww**.fsanet.com.br/re*ista

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ISSN 1806-6356 (Print) and 2317-2983 (Electronic)