www4.fsane*.com.br/revista Rev. FSA, Teresin*, v. 13, n. 5, art. 7, *. 116-130, set./out. 2016 IS*N *m**esso: 1806-6356 ISS* E*et*ônico: 2317-2983 *ttp://dx.doi.*rg/10.1*819/2016.13.5.7 Educação de Jovens e Adultos: *olític*s de Formação Youth and Adult Edu*a*ion: Train*ng *olici** Maria de Fátim* *chôa de Cast*o Macêdo Dou*ora e* E*ucação pe*a Universida** Fede*al do Cear* Pro*essor* d* Univer*idade Federal do Pia*í e-*ail: fuchoamace**@*ahoo.com.b* Endereço: Maria *e Fátima U*hôa de Castr* Macêdo Editor Ci*nt*fico: Tonny Kerl*y de Alenc*r R*drigues **dereço: *ua *rtur Soares *e**osa, 1211 *airro Ininga, 64.0*9-*40 Teresi*a - Piauí, Arti*o recebido em 28/06/*016. *ltima versão *ece*id* em 16/*7/2016. Apr*va*o *m 17/07/201*. Ava*iado pelo sist*ma Triple Review: Desk Review a) p*lo Editor-Chefe; * b) *o*b*e B*ind R*vie* (*valiação cega po* d*is av*liadores d* área). Rev**ã*: Gramatical, Normativa e *e Form*t*ção Educa**o *e Jo*ens e Adu*tos: Políti**s de Form*ção 117 *ESUMO Obj*tiva-*e, situar a *JA no atu*l cená*io políti** nacional, *esgatando asp*cto* d* sua evolução histór*c*; analis*r as pol**icas d* formação para o educa*or, com * *ntuito de perceber mudan*as ocorr*das nas últimas décadas; e *stabe*e*er correl*ção entre *JA e *i*ada*ia, concebida *omo chance de interve*ção no con*ext*. O *arco t*órico prioriza a Con*tituição F*de**l de 198*, o Docu*ento B*s* do PR*EJA, as Leis n. 9.394 / 1*96 e *. 13.005 / 2014. Incl*i, autores, como Al*e* *t a*. (2015), que d*screvem a V C*NFI*TEA, marco im*ortante pa*a a EJA, no Brasil; Paulo Freire (*98*, 20*2, 2006), estudioso essencial n* educa*ão d* adultos no país e Pedro Dem* (2006), que co*fro*ta o pensa*ento de Freire à chegada da lei*ura virtu**. O tema carece de maior aprofun*a**nt*, sendo di**uti*os *s **ntos cent*ais na *ntroduç*o. Nesse cont*x*o, a EJA e*erge como caminho natura* p*r* jovens e adu*tos retardatár*o* *o *a**r, que poderão *nfrentar, de forma *ai* igua*itária e *quânime o*ortuni*ades emergentes do mercado de trabalh* * as portas do ens*no superior que começam a *e *brir. Pal*vras-chav*: E*u*ação brasileira. Educação de J*vens e Ad*l*os. Políticas de Form*ção. ABS*R*CT This paper aims to plac* You*h and Adult *du*ation (EJA) i* the curren* nation*l *ol**ica* s*e**, rescui*g as*e**s of *ts h*s*oric*l evo*ution; anal*z* *rainin* polic*es for t** e*ucator in o*der to realize changes in *ecent decades; and establish corre*ation between adult a educa*ion and citizenship, conceived as * chanc* to intervene in conte*t. The theo*eti*al mil*s*one p*ioritizes the Federal **nst*tution of 1*88, PROEJA Bas* Document, the Laws n. 9,394 / 1996 and n. 1300* / *014. It includes au*hors such as Alves et *l. (2015), *escribing the V CO*FINTEA important milestone f*r adult *duc*tion in Brazil; Paulo Fr*ire (198*, 2002, 2006), e*sential sc*olar *n the *ountr* adult education and Pe*ro Demo (2006), who con*ro*ts the though* of Freire and the arr*val of virtu*l reading. The s*bject needs fu*ther deepening, dis**ssed the main *oints in the i*troduction. In this co*t*xt, EJA *m*rges as a natural way f*r young pe*ple and adults in t*e le*r**ng process that *ay fac* more equa* and equ*table emerging opport*ni*i*s in *he labor m*rket and the high*r e*ucat*on doors beg*nn*ng to *pen. Keyw*rd*: Brazilian educ**ion. Yout* *nd Adult Educa*i*n. Training *oli*ie*. *ev. FSA, Teresina P*, v. *3, n. 5, art. 7, p. 116-130, set/out. 2*16 www4.fsan*t.com.br/revis*a M. F. U. C. Ma*êdo 1 INTRO*UÇ*O 11* O home* iletrado che*a humi*de e culpado, mas aos *ouco* de*cob*e com orgulh* que tam*ém é u* "f*zedor de cul*u*a" e, *a*s ain*a, que a con*ição de in*eriori*ade não se *eve a uma incompetênci* sua, mas res*lta de lh* ter sido roubada a sua h**anidade. Pau*o Freire
* educação consiste em processo de tr*nsformaçã* socia* * in*ividual, em que * educan** *ncont*a na esco*a o espaço para des*nvol*e* suas ha*i*id*des *ão ap*n*s de ler e escrever, mas, sobretudo, *e aprimorar a p**tica cidadã e a de*ocracia, med*ant* inint**r*pto períod* de formaç*o. Isto evidenci* qu* a educação não cessa ao lon*o do *empo; ao *ontrário, fl*resce cont**uament* no decor*er da e*istência do ser humano, possibi*itand* *cesso a bens *ateri*i* * *m*t*riai*, d*ntre o* quais se des*aca * co**ciência po*ítica que sedimenta a atuação c*da*ã, i*dispensável para a consolid*ção da práxi* educativa no exercíc*o *ro*iss*onal de um e*uc*dor *m **das as dimensõ*s, *eja ela de natureza p*dagógica, tecnológi*a e *u*ana. O ed*cad*r brasile**o P*u*o Freire, em *u* vasta obra, argume*ta, c** ***mência, *ue o homem, a priori, se co*scientiza de sua condição social fren** ao outro e à **t*reza pa*a, em segu*da, *lfa*e**zar-se. *o*tanto, a **ucação de j*vens e adultos (EJA) não *onstitui m**o a*o *e en*inar, e, sim, constru*ão lenta, n* pers*ectiva de mu**nça do ser hu*ano, sentido *aior da edu*açã* em *u*lq*er nível e modal**a*e, ao tempo em qu* o **nhecim*nto r*sul*a da con*luên**a *e experiên**as ant**iores vivenciadas p*r cada u*, de*ominadas *e base informac*onal, à qual *e somam os no*o* sa*ere* que cons*itue* o repertório **g**tivo do* indivíduos. Dizen*o de ou*ra f*rma, só é con*ecime*t* a p**cela, *esmo que ínfima, dos el*men*os que causam a*t*raç*es no **pertório c*nceit**l do s** humano. D*n*re * m*nancial de informaç*es às quais se tem **e*so, só * qu* se c*ns*gue reter, ap*ee*de* e comp*een*** é conhec*mento. O con*eci*ento refere-se à informação como compreensão. E, *bvia*ente, tudo se dá como processo *umulativo, em que nova* leituras fundamenta*-se em lei*uras anteriores q*e a* *ransce*d*m. No co*texto d* EJA ou em *on*u*t*ras s*milares, * apr*n*izag*m é concebida com* fenômeno que p*rmit* *o edu**n*o re**cionar *o*os conh*cimentos com con*ec*men*os *nter*or*ente construídos e / ou como proce*so, s**u*do o qual inform*ç*es e habil**ades interagem e *assam a ter s*ntido para aque** determ*na*o *ujei*o, como p*ev*s*o no Doc*mento Base do próp*io Prog**ma Naci**al Re*. FSA, Teresi*a, *. 13, n. 5, art. *, p. 116-130, se*./out. 2016 w*w4.*sanet.com.*r/revist*
Educ*ç*o *e Jovens * Adultos: Po*ític*s de Formação 119 de Integraçã* da Educação *ro*iss*ona* com a Educ*ção Bá*ica n* Modalidade de Educação de Jovens e *d*ltos, PROEJA (B*ASIL, 2007). Como mo*alida** espe*ífica da educaç*o bá*ica, a E** atende a um públic* con*tituíd* *or jovens co* 15 ou mais a*os e / ou por adul*o* sem direito *nte*i** à educaç*o por razões diver*ificadas. E* 1997, *m H*mbu*go (Alemanha), a * Con**rên*ia Internacion*l sobre *duca*ão de A*u**os caracteriza a EJA como tipo de educação f*rmal e inf*rmal, uma *ez qu* abrange t*n*o a r*de oficia* de ensi*o, q*anto **vor*ce oportuni*ades *mp**s de ed*c*ção infor*al *ossível na esfera social. De fato, a V CONFINTEA **r*bui duas c*r*cter*sticas relevantes *ara a EJA: o dir*ito s*p*emo * *d*cação básica e à **uc*ção conti**a*a p*r* qualque* ind*v*duo. *omo d*corrênc*a, cons*lida preceitos apreg*ados pela Orga*ização d*s Nações Unid*s para a Ed*cação, Ci*ncia e C**tura (UNESCO) de q*e a e*ucação de a*ultos só se efeti*a mediante a *ção co**unta de organizações governamentais e não governamen**is, si*dic*tos, *niversidades e institutos d* pesqu*sa, meios de comunicação, igrejas, ass*cia*õe* civ*s e c*munitár*as, e assim sucess**amen**, *omo Alv*s et al. (2015) li**am. *al conquist*, no Brasil, co*struída há muit*s anos, graças ao* movimento* de ed*cação popular, *lcança, co* a Co*ferência, ma*or signifi*ado, com a ressal*a de que o* mov*mentos de educação p*pular, c*m ê**as* para os *ol*ados à alfabe*iza*ão, são prioritaria**nte inspirados nas i*ei*s de Paulo Freire. Seu mét*do de a*fabetiz*r p*opõe aprendiz*ge* através da adoção de círculos de *ultur*, em q*e * mest** é subs*i*uí*o pelo coord**ador de debates e o alu*o p*lo participante do cí*c*lo de cultura. Cartilh** e *i*ros de tex**s são t*ocados pelo tr*ba*ho com a l*nguagem co*rent* na localidade e pela discussão das experiências de vid* do* part*cipes *o* círculo*. A e*uipe de alfabetiz*dores c**eja os meios de vi*a * a ling*agem falada e* cada local*dade d* sua ação. *sto é, do conhecime*to o*t*do *obre a cultu*a * do unive*so vocabular da popul*ção, os alfabetizadores *xt*aem *s p*lavras ger*doras. Ana*ogam*nte, parte-se de uma bas* ant*rior, no caso, a cultu*a p*eexisten*e, à *ual vão sendo acrescidas n*vos sa*eres. Diante do exposto, objetiva-se *ituar a EJA no a*u*l c*nário político n*ci*nal, de mod* a (1) *esgatar aspec*os de **a **olução histórica, ainda que *ão exaustivame*te; (2) analisar as políticas de fo*ma*ão para o *ducador dessa modalidade de ens*no com o *ntu*to de pe**ebe* mudança* o*orrida* na* últ*mas década*; (3) estab*l*ce* cor*elação entre EJA * cidadania, aqui *oncebida como chance de in*e*ven*ão no co*tex*o. Par* a consec*ção de ta*s *ntentos, o marco teórico prioriz* do*u*ent*s oficiais, tais *omo a Constit*iç*o *ed*ral *e 19**, o D*cumento B*se d* PROEJA, a Lei n. 9.394 / 1*96 e a Lei n. 13.005 / 2014. Inc**i, Rev. FSA, T*resina PI, v. 13, n. *, art. *, *. *16-130, se*/ou*. 2016 www4.fsanet.co*.br/revi*ta M. F. U. C. Mac*do 1*0 ai*da, *utores, *omo A*ves et al. (2015), que d*screvem a V CONFINTE*, marco i*porta*te para a EJA, no Brasil; *aulo Freire (1987, 2002, 2006), es*udioso es*encial na educaçã* de adultos no *aís * Ped*o De*o (2006), que c**fronta o pensa*ento de Freire à chegada *a leitura v**tua*; além de o*tros mais. 2 *ES*ATANDO *SPECTO* DA EVOLUÇÃO DA EDUCA*ÃO DE JOVENS E AD*LTOS R*t**ar *spe*tos d* *volução históri*a da **A, como de qualquer outro fenômeno soc*al, contribui para a *ompreensão *ais acurad* do momento at*a*. Em se trat*ndo d* *istór*a *a huma*idade, sempre houve regi*t*o ** **em en*ina e de quem aprend*, seja em *or*atos pedagógicos s*stem*t*zados, seja em debates inf*rm*is. O sabe* er**ito, *m sistemas formais de ed*caçã*, s*mpre goza de reconhec*mento * de le*itimidade. A* r*da* *e con*ers*, distantes da escola formal, apesar de t*mbém *nsinarem e de*erem u* saber legitim**o p*r práticas cul*urais e sociais, *ão são reconhecidas pela ac*demi*. *u seja, o saber erudito legiti*a, *eco*hece e *ertifica. O saber inform*l é legiti*ado tão somente em c**a contexto *ultural. Sob tal ótica, percebe-se que a *istória da EJA coincide co* a história da própria hu*anidade. Como dito, semp*e há re*istro de algu*m (*a***iar, *or e*emplo) qu* orienta; que incute (representante eclesiástico, *or *xemplo); que impõe (gover*an*e, por exemplo); além dos meios d* *omunic****, o* quais *r*nsm*tem mensagen* *ue influe*ciam op*niões. N*ss* momento, é prec*so refletir sobre o perf*l do al*no *a EJA. Em geral, são *essoas p*b*es, cam*oneses ou seres *esfavorecidos do ponto de vista soci*l eco*ômic*. Porém, * não *ão eles nece*sariame*te, *esprovidos de intel*gência ou da capacidade d* apr**dizagem, tam*ouc* inca*az*s *e *osi*i*namento crít*co e político. * *ste re*pei**, Demo (2007, p. 1*) adverte: "[...] p*breza política *ão é apa*ágio e*clusivo dos pobres, mas de to*a **ssoa, rica *u dest*tuída, qu* se ma*t*m como massa de manobra, já que, *m v** *e construir suas pró*rias oportunidades, * m*rionete *as opor*unida*e* *os *utros." Em *utras p*lavras, a alfa*etiz***o impli*a qualidade formal, *ntendid* como o predicad* de teo* m**s técnico, inclui*do o ma*e*o de códigos e, ta*bém, qua*idade pol*tica, compreendid* como a habilidade de saber o *ue fazer com a leitura e a esc*ita, em especial, *ransfo*mar a re*lid*de social que c*rcun*a * indivíd*o. Não basta apenas ler / *o*preend*r o en*or*o, mas, essencialm*nte, no sentido polí*ico, se* capaz de *on*truir alternativas só*io- histó*icas *a*a modifi*ação d*ssa *ealidade em prol da col*t*vi*ade. Rev. FS*, Tere*ina, v. 1*, n. 5, art. 7, p. 116-130, set./out. 20*6 w*w4.fsanet.co*.b*/revi*ta Educ*çã* de J*vens e Adultos: Polí*icas de Formação 1*1 Do ponto de vi*ta legal, faz-se um *ecorte a parti* d* década de 30, com * Constituiç*o de *934, que pre*ê a ed**ação como direito de todo*, apesar de a*rebat**a pou*o depois, graça* à Constituiçã* de 1937, com a ditadura de Getúlio D*rnelles Vargas, *ue desobriga o Estado a manter e expandir o ens**o pú**ico. De qualquer modo ne*se **teri*, o Governo introduz a educação profissionalizante como meio de capa*it*r *ove*s e adultos par* o *etor indu*tri*l. Aos demais jovens reserva educa*ão propedêutica como forma de *repar*-l*s * para ocupa* al*os cargos da burocr*cia estatal. * *poca, pre*c*pa, ainda, ao *over** o futuro dos jovens q*e *estam sem qualquer leitu*a e e*crita. Vislumbra como solu*ão am*liar o n*mero de *scolas de EJA com a intenção de incrementar a base eleitoral, uma vez qu* o voto é, então, priva*ivo de h*me*s e mul*e**s a*fab*tizados. Assim, na década de 40, é pre*ente *lfabetizá-*os, e* ap*n*s 90 dias, mediante o lançamen*o de *a*pa*ha ma**ça *e educação de *dult** visand*, tão some*te, *ngros*ar quantidade de eleit*r**. Com tal empreita*a, a c*íticas e el*gios à aqui descrito: part*, EJ* pa*sa a ter um mínimo de est*utura de a*endimento, *omo a A oferta da EJA, nessa décad* de 19*0 (sic) s* exp*essou em vári** ações e p*ogr*mas oficiais, i*cluindo inicia*ivas nos níve*s estad*ais e loc**s, a exempl* da criação do Fundo N*cion*l d* E*sino *ri*ário em 1942, do Ser*iço de E**caçã* de Adul**s e da Campanha d* Ed*caç*o d* Adul*os, a*bos *m 1947, da C*mpa*ha de
Educação *ura* iniciada em 19*2 e *a Campanha Naci*nal de Err*dicação do An*l*abetismo em 19*8 (DI PIERRO; JOIA; RIB*IRO, 20*1, p. 59). Então, novo *asso é dado por Freir*, * quem ca*e des**volver um p*ogra*a na*ional *e alfabeti*açã* de a*ultos. O método Paulo *r*ire *ist**cia-s* do* par*digmas da e*uca*ão tra**ciona* e concentra-*e num p*radi*m* *edagógico pauta** *uma e*ucação di**ógica, como *erramenta princip*l de en*in*-a*rendiz*g**. A propost* metodoló*ica consis*e na superação entre teoria e *rátic*: quando o h**em des*ob*e que sua prática su*õe um *aber, *ercebe-se cap*z d* interferir na rea*idade e, assim, torn*-*e sujeito de sua his*ória. Den*re os e*emplos de *xperiências da *JA com Paulo Fre**e no comando, es*ão o M*v**ent* d* E**caç*o de ***e (MEB), o Movimento *e Cultura Popular do Rec**e, ambos de 1961; o* Centros Popu*ares de Cu*tura da *nião Nacion*l dos Estudantes, dentre o*tras iniciat**as de caráter regional *u local. Estimulados pelo *ome**o polít*co e pelo contexto cu*tural do período histór*co de então, há ac*ntu*da orga*ização de grupo* p**ulares arti*ulados a sindicatos e *utros a movimentos sociais, com a necessidade urg*n*e de investimen*o de uma EJA ma** c*ít*ca e v**tada para as questões *oc*ais. É o momento áureo do mod*lo pe*agógico que *reconi*a * Rev. FSA, Teresina PI, v. 13, n. 5, art. 7, *. 11*-130, set/out. 20*6 w*w*.fsanet.co*.br/revista
M. F. *. *. Macêd* *2* diálogo como *rincípio educativo e a co*s*ien*izaçã*, *or parte dos educandos jovens e *dul*os, de s*u pap*l de su**i*os da aprendizagem, capazes de atuarem *o*o produto*es cul*u*ais e tra*s*ormadore* de um mundo m*lhor. A alf*betizaçã* conscientizadora de *dul*** *ugerida *or Paulo Frei*e é b*st*nte simples e eficien*e: por m**o das palavras geradoras, jov*ns e adultos em processo d* *lfabet*zação r**l*t*m sobre o cont*xto onde *stão i*s*ri*o* e, portan**, buscam apreend*r s*us probl*mas e as causas. A seguir, busca* mei*s de su*e*aç*o. Só depois, se pre*c*pam com fon*tica e aspect** gráfic*s ou de gr***tica. Com a che*a** da D**adu*a Militar ao Bras*l, a*o 1964, Paulo *reire é afasta*o do Programa e os militare* *ssumem * c*ntr*le *a EJA, agora, sob um novo format* de alfabetização, o Movimento Br*s*leiro de A*fabetizaç*o, ano de 1967, at*avés da Lei n. *.*79. O MOBRAL dist*ncia-se totalmen*e d* prop*sta anterior. Sua meta princip*l * atender aos interesses políticos dos *ilita*es - mais uma vez, *n**ossar a massa e*ei*oral, c** a *ssinatur* na cédul* eleitoral - * à neces**dad* d* mercado de cr*ar m*o d* obra de baixo custo. **lo fiasco dos prop*sitos, vem ao fim, e* 1985, junto co* o térmi*o d* Regime Mili*ar. Em *eu lugar, surge a F*nd*ção Educar como apoio técnic* e finan*eiro às iniciativas de alfabetização então e*is*en*es, com a pretensão de fortalecer as ações de *unicípios * Estado* *ara que estes assumam a res*on*abilidade pel* o*erta *o e*sino supl*tivo, re*ulamentado n* a*o de 1971, p** meio *a Lei n. 5.692. *ela, educaç*o *e jove*s a e *dultos é contemp*ada no Art. 2* (Capítulo IV), *ue t*ata das condições básicas para a consoli*açã* da educação com a finalidade de suprir a esco*arização *e*ular par* a*olescen*es e adulto, qu* não a tenha* *eguido o* c*nclu*do na idade pr*pria. Na décad* seguint*, empreendem-se várias pesqu*sas sobre a língua *scr*ta *om reflexos sobre a E*A, sobre*ud*, po* co*ta da promulgação da Constit*i*ão *ederal d* 1988, e, também, mais adia*te, f*ce à *e* n. 9.394, de 20 de *ez*mbro de 1*96, que e**abelece *s *iretrizes e *ases da educação naci**al (LDB). Todos *sses são eleme*tos qu*, ain*a no século XX, acenam para u*a *ducaç*o co* acesso iguali*ári* a todos, inclu*ndo, ob**ame*t*, **vens * adu*t*s, com *cesso tardio aos b*ncos e*colares, o que significa valorização da EJA n* soci*da*e contemporâne*, por par*e de gov*rna*te*, políticos, educador*s e qua*quer cidadão. Rev. FSA, Teresina, v. 13, n. 5, art. *, p. 116-130, set./out. 2016 www4.fsane*.com.b*/*evista Educação de Jovens e Adu*tos: Políticas de Formação 123 3 POLÍTICAS DE FORMAÇ*O PARA O EDUCAD*R DE JO*ENS * ADUL**S O* fun**mentos d* política *e formação para o educador da EJA encontram-se dispostos d*sde a Carta Ma**a, qua*do esta determ*na literalmente que a educação é d*reito ** todos, cabe*do ao *stado **a ofe*ta. Do ponto de vista *egal, como men*ionado, a EJA é modalidade da ed***ção básica, n* *ível de ensino fundamenta* e *édio, c*mo expli*it*do no Art. 37 da Lei n. 9. 394 / 1*96: "A educação de jovens e adultos s*rá destin*da àq**les que não tive*am acesso ou continuidade de est*dos no ensi*o fundamental e méd*o na idade própr*a." O **t. 38 § 2º, por sua v*z, assegura a certific*ção: "Os *onhe*iment*s e habilidades adquiri*o* pelos educandos por m*ios informais serão aferidos * re*onhecidos m*diante *xames." O Art. 1º da mesm* Le* *rescreve *ue *ducação ab*ange o* processos a formativos qu* s* de*envol*em *a vida famil*ar, na convivência **man*, n* trabalho, n*s in*tituições d* ensino e pesquisa, nos *ovi*entos sociai* e orga*i*ações da sociedade ci*il e *as manifestações culturais, o* seja, *em*tem jove*s e adultos à *ecuperação da* op*rtu*idades per*id*s. *utra *olítica que dá suporte à educ*çã* nac*onal * o *lano Na*ional de Edu*ação (PNE), d*cênio 20*4-*024 (Lei n. 13.**5 / 2014), que traz *ara essa modalidad* de ensino m*tas * *erem atingidas mediante *stratég**s. Para a EJ*, a *et* nove pr*v* a pr*posta de elevaç*o da taxa de alfabetização da populaçã* com *5 anos ou mais para 93,5% e * **rad*caçã* do analfabetis*o *bs*luto até o final da vigência do plano (ano 2024), a*é* da redução de 50% da taxa de an*lfabetismo *unci*nal. *omo tática, assegura a ofe*ta gra*uita *a EJA a qu*m não c*nseguiu ac*sso * *duca*ão bási*a *a i*a*e próp*ia, as*egur*ndo, dentre outros iten*, * ofert* d* educação de j*vens adu*tos nas etap*s de ensino *undamental e e médio às pes*oas pri*ada* de liber*ade em *st*belecime*tos penais, gara*tindo formação espec*fica *os mest*es e a adoção de d*retrizes nacionais em re*ime de c**abor*ção. *om relação à meta **, a Lei n. 13.005 / 2014 oferece, no mín*mo, 25% d*s *atrículas da EJA nos ens**os fundament*l e médio na forma integrada à educação prof*ssional, co**orme Art. 37 § 3o d* Le* *.394 / 1996, que, incl*ído pela Lei n. 1*.7*1, d* 20** pr*ceit*a: "A e*uca*ão de jo*ens e **ultos dev*r* ar*icular-se, pref*re*cia*mente, com a ed*cação profissional, na fo*ma do regula*ento." C*mo estratég*a*, recome*da a manutenção de *r*grama nacional da EJ* v*ltado à *onclusão *o ensino f*ndam**tal * à f*rma*ã* *rofissional inic*al, de forma a estim*lar a conclus*o da edu*ação básic*. *uanto ao planejamento edu*acio*al pa*a os pr*ximo* anos, percebem-se in*v*ções que, se ad**adas, trarã* ba*tante benefí*io p*r* sig**ficat*va parcela da sociedade de baixo *oder aquisit*vo. Rev. *S*, T*resina PI, v. 13, n. 5, *rt. 7, *. *16-*30, set/out. 2016 www4.fsanet.com.br/*evista M. F. U. C. Macê*o 124 Decerto, as **nquis*as da EJA, nas *lt*mas décadas, co*eçam * aparec*r desde o Program* Br*sil Alfabetiz*do, em **03 c*m a luta o*ganizada *os ed**ado*es de EJA em fóru*s estaduais e r**ionais, o qu*, à época, chama atenção do Gover*o para * ne*essi*ade de inve*tim*ntos no seto*. Daí a import*ncia de fóruns est*duais e n*ciona*s e* *efesa da educaçã* pú**ica e *e qualidade em **das as modali*ades de ensino. Ainda s*b a óti*a legalí*tica, a EJA pa*sa a conta* com o cita*o PROEJA, não *ais l*mi*ando * abrang*nci* *os c*r*os *o ensino m*dio, *as com educaç*o profissional técnica de nível médio. In*titu*do pelo Governo Federal num co*tex** *e retomada da *iscussão sobre a oferta de cursos de nível médio, integrados * educação pr*fiss*onal, * P*OE*A se concretiz*, via Decret* n. 5.478, **o 2005, *eform*lado *m 2006 por meio do Decreto n. *.840, q*e instit** o Programa em âmbito n*cion*l e amplia s*a a*rangência para forma*ão inicial e c*nti*uada *e trabalhadores e *d*cação profissional t*cnic* de nível méd*o, consideran** as características dos jo**ns e *e adultos a*end*dos. De fa*o, o Program* Nacional de In*e*ração d* Ed*cação Profiss*ona* co* a *du*ação Básic* na Modali*ad* de E*ucaçã* de *o*ens e Adultos mantém seus alicerces n* co**erg*n*ia de três campos *a educaçã*, que con*ideram: a formação para atuação no m undo do tr*balho (EPT); o modo pró*rio de fazer a educ*ção, levand* e* con*a *s especificida**s do* jo*ens * adultos (EJA); e * for*ação pa** o exerc**i* da cidadania (educação básica). Ainda de acordo com Cla**ssa Meneze* de So*za (2015), *odos esses ava*ços são ev*de*tes **nquista* para a mo**lidade da EJA diante da chanc* de qualificação p*ofissional em nível *écn*c* para que* se manteve afastado da escola. **é* do mai*, a qua**ficação p*ofis*ional, ao longo d** *no*, consis*e e* tema r*corrente em to*no da **A. São açõ*s no sentido de *orm**ão, e* n*vel *e pós-graduação lato sensu, de doce*tes * ge*to*es em to**o ** n*cleos de pesquis*, visando à materi*l***ç*o *e redes *e colab*ração acadêmica. Pr*cedendo à V CO*FI*TEA, a Organização das Nações Uni*as (ONU) declara 1990 c*mo o "Ano Interna*i*na* da Alfabetiz*ção", quando da Conf*rência Mund*al de E*ucação pa** Todos, ocorrid* n* Tail*ndi*, com a parti**p*ção de 155 go*ernantes d* dif*r*nt*s nações, d**tre as q*ais o Bra*il. * compromisso *onsensu*l é a*seg*rar uma e*ucação básica de qualida*e a criança*, jovens e adul*os, *mbicio*ando a univers*lizaç*o do at*nd*me*to esc*lar. Com a * *ONFINTE*, firma-se uma *oncepção mais ampla de e*uc*ção de jo*ens e a*ultos, *xpo*ta na intr*duç*o e, posteri*rme*te, an*s *000, *m **ka*, o Fór*m **ndi*l sobre Ed**aç*o avalia a década da e*u*ação par* *odos (1*90). É o m**ento de apontar medi*as e ações p*ra a área no* próximos 15 ano*. No t**ante à EJA, especificamente, o Rev. FSA, *er**ina, v. 13, n. 5, art. 7, p. *16-130, *et./out. 20*6 www4.fsane*.com.br/revista Educação d* *o*ens e Adul*os: Políticas *e Formação 125 *ocume*to resultante do Fór*m sinal*z* a ne*essidade e os países par*ici*ante* se respo*sabi*iza*em em *ssegurar as dema*das de educaçã* de jo*ens e adultos, *l*m do *cesso iguali*ár*o à aprendizage* e às ha**l**ades para melhor qu*lidade de vida des*es se*ment*s populacionais. Sem dú*ida, n* Brasil, as mutações das *olíticas de form*ç*o para o edu*ado* da EJA *com*anham as *udanças d* legislação. Por ex*mplo, em maio de 2000, s e d á * homo*ogação do Parece* n. 11, do Conselho Naci*nal de Educa*ã* (CNE) e da *âmar* de Educa*ão Bás*ca (CEB), de auto*ia de Ca*los Robe*to Jamil Cury. O dit* Pare*er con*empla as diretri*es curricular** nacionais para EJ*. Nesse mesmo ano, mais um *nstr*men*o jurídico relevante é aprovado. Trata-se da Lei n. 10.172, sancionada *m 9 de ja*eiro de 2*0*, que aprova o Plano Nacio*al *e Educa*ão. Dent*e os ob*e*ivos, es**o: elevação do *ível de es*o*aridade *a população; me*horia da qualidade do e**in* em *odos os níveis; * *edução das des*gualda*es s*ciais e *egionais no tocante ao ac*sso * à per*a*ênci*. Q*an*o à EJA, a Lei prev* a integração de ações do p**er *úblico, co* o fim d* err*dicar o analfa*etism* atravé* da a*ticu*ação de recu*so* humanos e *in*nceiros *or parte *os gov*rno* e da socieda*e de*tro d* p*evisto na chamada Constituiçã* Cidadã, Art. 214 Inciso *I, al*sivo, em especi*l, à universalização do ate*di*ento escolar. 4 EDUCAÇ*O DE JOVENS E ADULTO* COM FOCO PARA A TRA*S*ORMAÇÃO SOCI*L E *IDADANIA Dem* (20*6) insiste ser *u*da*ent*l **en*uar a fa*e soc*al da alfabetização, direcion*da *o desafio *a c*dadania. Como deten*** d* *mpor*a*te pape* na *onduç*o da e*ucação em tod** os *ív**s e *odalidades d* ensi*o, o *rofes*or é um mediador dire*o e gerado* de condições p*ra o educando real*zar sua a*ren*iza*em, baseada em seus interesses, suas nec*ssidades e suas motivações que a*onte* p*ra uma reali*ade pec*liar, d*fere*te da cultu** letrada, como instrum*nto de poder e d* dominaç*o de uns sobre os out*os. Em consonância com Magda S*ares (200*), q*a*do discute * rel*ção e*tre alfabet*zação e ci*a*ania, leitura e esc*ita não são im*resci*díveis para a ci*adani*, co*s*de*and* *u* *sta independe d* uma e de outra. Af*nal, ant*s da escr*t* * da leitura, já existe gent* com capacidade de ler a r*alida*e c*rcundante para nela intervir. Além do mais, há quem insista *m *azer leit*ras *écn*cas, ma* s*m d*minar a *eitura política do mund*. Ist* porq**, a leitura d* mund*, de q*e ta*to fala Paulo F*eire e Pedro Demo re*o*a, antecede, Rev. FSA, Teresina *I, v. 13, n. 5, art. 7, *. 116-130, s*t/**t. 2016 *ww4.f*anet.com.br/revista *. F. U. C. M**êdo 126 i***itavelment*, a le*tura da escr*ta, além de ser essen*ial para a completude da l*itura e da escrita. H* d* se dizer que, embora haja c*dadania sem dom*nio d* esc*ita e da *eitura, não pode *aver educação sem consciê**i* c*d*dã. Não se pod* imag***r que *o profis*ional d* educa*ão de *oven* e *dul*os e*cape a compreensão de uma atuação c**sciente, política e democ**ticamente refletida, distante ou alheia do foco da cidadan*a. * edu*ação é o maior capital da human*dade e, ao mes*o tem*o, é um b*m c**um, haja *ista que * de t*dos * para todos. *aí * importância d* *xcelência na fo*mação do professor para a demand* de jovens * de adultos, como em toda * educ*ç** *ásica. Os alunos da E*A são jov*ns ou adu*tos que se *er*eram no c*minh* da vida educati*a e o reencontro precisa *er rec*eado de *co*hi*ento, c*mpet*ncia, p*ofissionalismo *, em sua essê*c*a, de amor por parte d* *scola. É um encontro quase maternal en**e al*no e escola, *nt** aluno e profe*sor. O al**o retardatário é como o fil*o **e debando* da famíli* e retorna. O *e*orno demanda acolhimento pedagógico *a escola tal como o afetiv* na fa*ília, de m*** a ass*gurar a permanência do jovem *u adul*o em cada espaço. Outro aspecto que me*ece atenção é o perfil *a EJA, nor**lmente marcado por d*sigualdad*s, c*mo ora sintetizado: A EJA, em síntese, tra*a**a com suj*itos ma*g**ais *o sistema, c*m atr*butos sempre acentuados em c*nsequên*ia ** al*uns fa*ores adicionais como raça / et*ia, cor, gêne**, en*re outro*. Negros, quilom*olas, m*lh*res, indíg*n*s, campone*e*, r*beirinhos, *escadores, jovens, idos**, sub*mpregados, desempregad*s, t*abalhador** i*for**i* são e*ble*ático* r*presentantes das múlt*plas apart*çõe* q*e a socied*de br*sileira, exc*udente, pr*move para
gr*nd* parte da população desfavo*ecida ec**ômica, social e *u*turalmente (BRASIL, 200*, p. 11). Assi* *endo, como Arroy* (2006) acrescenta, a EJA demanda, urge*temente, u* currí**lo crite*iosame*te es*a**lecido para capa*itar *eus *duc*dores no dom*n*o *e conhecimentos vi*os e co**e*tes com a realidade do século XXI. Tal realidade inco*pora infor*açõ*s acerca de área* c*áss**as * q*e perp*ssam a formação através do* séculos, como geografia, histór*a, mate*ática, bio*o**a, *di*m*s, *as precisa incluir noçõ** bás*cas so*re as ciê*cias socia*s / estra*ifica*ão social / excl*são, trabalho, estatístic*, tecnolo*ia / exc*usão digital, meio *mbiente, etc. e*c. São c*n*ecime*tos ***etivos que os i*divíduos ap*eendem em s*as lutas coletivas. S*o os sabe*es colet*vos sobre direito* e deveres coletivos que *a EJ* devem aprend*r a re*signific*r e * or*an*zar à luz do conhecimento hi*tórico. *ev. FSA, Tere*ina, v. 13, n. *, art. 7, p. 116-13*, set./out. 2016 *ww4.fsanet.com.br/revis*a
Educação de Jo*ens e *dultos: Pol*ticas de Form*ção 12* No en*anto, para b** parte *esse segme*to de apr*nd**es, a nec*ssidade *aior cont*nua sendo a leit**a técnica ou imediat**ta para suprir demandas informa*iona*s do dia * dia. A cid*dania, n* pe**pecti*a da EJA, é vist* c*mo *oi** rara. Isto porque, "[...] cost*mo *izer que * formaçã* de educad*r e da educ*dora de jovens e adultos sempre foi um pouc* pelas bo**as, nas próprias fr*nt*iras onde e*tava aco*tecend* EJA", s*gundo a palavra* lit**ais d* Arr*yo (*006, p. **) Isto é, salvo raríssim** exceções, o quadro de ed*cadores n*m rec**e for*ação ad**uad*, nem estímulo necessário p**a promover a EJA c*m fo*o pa*a tr*nsformação social significativa e *rática cid**ã, o que corre*ponde * *an*er, *** escolas, pr*fes*ores reflexivos ca*a*es de ajudar os aluno* * apr*nder** de tod*s as for*a*, inclusive a pensarem a part** de s*as vivências e de seu entorno para, s* *nt*o, p*rtire* para * m*nd*. * CONSIDER*ÇÕ*S FI*AIS Po* su* amplitud* e *omple*idad*, o tema Educaçã* *e jovens e *dultos: pol*ticas - de fo*mação - carece *e maior *profundament* qu* o ve*culo de comunicação, no *omento não f**orece. De qualq*** forma, os pontos cen*rais pro*ostos para dis**ssão e que *o*r*s*ondem a*s *bjetiv*s *nunci*dos n* introdução parec*m de**damen*e contemplad*s, no mínimo, como fonte para nov*s estudos e novas pesqui*as. * incontestável que s* trata de **máti** promissora p*r seu níve* de a*ualida*e e pertinênc*a nu*a soc**d*de cada v*z ma*s com*etitiva. Nesse *ontexto, a EJA emerge como cam*nho *atur*l para j*vens e adultos r*tardatár*os do s*ber que pod*rão enfren**r, d* f*rma m*is iguali*á*ia e *quân*me, as opo*t*nidad*s em*rgentes do mercado de t*abalho e *s portas do ensino s*perior qu* c*meçam a se abrir, a**avé* do E*ame Nacion*l do *nsino *édio (Enem), do sist*ma de cotas, de outras ou de novas *edidas govername*tais ou de iniciativas isoladas. Diante de quaisq*er po*sibili*ades, jovens e *du*tos agraciados pel* EJA po*erão reverter os índic** de ex*lusão social qu* rondam esse se*m*nto de a*rendiz e, de modo ge*al, p*derão contar com n*vas fer*amentas para o enfrentamento do mu*do de forma ma** *onsisten*e, re*orçando sua *onvicção de detento*e* *e direi*os soc**is, polít*cos e educ*cion**s, po*encializ*nd* *ua condição de ser his*óric* que constrói sua próp*ia condi*ão de ap*end*zagem. Afinal, alfabe**za* consiste em ensinar o uso da palavra. Logo, é urgente a implantação *e uma política *e formação mais e mais a*pla voltad* para a EJA. Esta d*ve f*vo*ecer a eleva*ão da escolaridade com profissionalização, a f*m de contribuir para a integração s**iolaboral des** sig**fi*ativo c*ntingente de cid*dã*s, com* *am*ém conectá-*os ao mer**do de *rab*l*o * fim *e a*segur*r m*l*or qua*idade de vida ao Rev. FSA, Teresina P*, v. 13, n. 5, art. 7, p. *16-130, s*t/out. 2016 ww*4.fsanet.c*m.br/revista M. F. U. C. Macêdo 128 i*di*íduo e à famíli*, res*ata*d* a c**dição de *id*dania ple*a a que t*dos têm d*reito suprem*. Em todo e*se panor*m*, a escola figu*a como um dos esp*ços em **e os educan*os dese*volvem a capacidade de pen*a*, l*r, inter*retar e re*nventar seu mundo p** me*o de aç*o r*f*exiva. Quer dizer, * es*ola de** agir *om* local d* mediação en*re e**cando e informaçõ*s transferid*s / con*eci**ntos assimi*ados, num *i*lo *ontínuo *e t*a*smutaç*o indiví*uos / ent*rno. *inaliz*ndo, assegura-se que, na visão da edu*açã* para a cida*ania - * id*a* dos ide*i* - a e*cola *omo of*cina e o professor como oficineiro, aprendizagem a emerge em *e*tido i*ualitár*o, como forma *e transf*rmação e de superação de desig**ldades *ociais * não como fo*** d* domina*ão do forte s*brepo*-se ao mais frac*. É notório *ue a falta do hábito de *eitura em*r*e como responsável pelo f*acasso esc*lar e, *or conseguinte, pelo frac*sso d* alu*o c*mo cidadão. E mais, a frustração do alunado r*flete a i**ap*cidade dialógic* do pro*essor e a in*ficác*a *as políticas educa*iona*s, em gera*, haja *ist* que a escola te**e a s* ma*ter *omo re*ém do *is*ema, * come*ar pelas condições qu**e sempre desfavoráve*s de tr*balh* para todos **e partic*pam *o **stem* educacio*a*. S** condi*ões q** obs*acu*izam a permanênc*a dos alun*s nos ed*c*ndário* e im*edes que *l*s usufruam o (**uco ou, exc*p*io*alm*nte, o muito) que lhes é disponi*i*iz*do. *EFERÊ*CIAS ALV*S, E. F. *t al. Alfabetizaç*o de jove*s e adult*s. 2015. (Plataf*rma S*st*ma de Informação *a Universidade Ab**ta d* Brasil - SisUAB). ARROYO, M. Form*r e**cado*as e educadores de jovens * adu**os. In: SOARES, L. Form*ção de educadore* de jovens e adu*tos. Belo Ho*izont*: Autên**ca / MEC /UNE*CO, 2006. BRASIL. C*nst*tuição da *epú**ica **derativa do Brasi*: 1988. Br*síl*a: Senado *edera*, 1*88. _________. 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Disp*nível em: <*tt*://www.p*a*alto.gov.br/cciv*l_03/_Ato20*7-2010/2008/Lei/*1174*.htm>. Acesso em: 3 mar. 20*6. _________. Lei n. 13.005, de *5 de junho de *014. Apr*va o Plano Nacion*l de Edu*ação (*NE) e dá ou*ra* prov*dências. Disp***vel em: <http://w*w.plan*lto.gov.*r/ccivil_03/_*to 2011-2014/2014/lei/*1300*.htm>. A**sso em: 15 m*r. 201*. _________. Ministério da Educação. *ons*lho Nacio*a* de Edu*açã*. C*ma*a de Ed*cação Básica. Par*c*r CNE / CEB 11 / 2000. Di*etriz*s curriculares naciona*s pa*a a educaç*o de jo*ens e ad*ltos. Dispo*ível em: <ht*p://portal.m*c.gov.br/secad/*rquivos/pdf/eja/legislacao/ *arecer_1*_20*0. pdf>. Acesso e*: 21 mar. 2016. _________. Pro*rama Nacional de Integração da Educação Profis*ional com a Educação Básic* na Modalidade de Educaçã* de Jovens e Adultos (PROEJ*). Formação inic*a* continuada / *n**no fundamental: docum*nto base. *rasília, 2007. Dis*o*íve* *m: <http://po*tal.*ec. gov. br/ *etec/arquivos/pdf2/*roeja_fundam*nt*l_ok.**f>. 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FSA, Teresina PI, v. 13, n. 5, art. *, p. *1*-13*, set/out. 201* www4.fsanet.com.br/rev**ta M. *. U. *. Macê*o 130 *omo Ref*renci*r este Artigo, conforme ABN*: M*CÊDO, M. F. *. C. Edu*ação de Jov*ns e *dul*os: P*líticas de Fo*ma*ão. R*v. FSA, Tere*ina, v.13, *.5, a*t.7, p. 116-130, set./*ut. 2016. Contrib*ição dos Auto**s M. F. U. C. Macêdo *) concepção e planejamento. X 2) análise e interpretaç** dos dados. X 3) elaboração do r*scun*o o* na revisã* crítica do cont*údo. X 4) parti*ipação na apr*vação da versão final do manu*crito. X
R*v. FSA, *eresina, v. 13, n. 5, art. 7, p. 11*-130, set./out. 201* *ww4.fsane*.com.**/revista

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