Centro Unv*rsitário Santo Agostinho
www*.Unifsanet.*om.br/revista
Rev. FSA, T*r*s**a, v. 23, n. 9, art. 2, p. 27-51, *e*. 20*6
ISSN Impresso: *806-6356 I*SN Ele*rônico: 2317-2983
http://dx.doi.org/10.12819/20*6.23.9.2
Q*alidade de Vida no Trabalho em Al*o-*ar: Anális* de *rasil**ros no Setor de **uzeiros
Int*rnacionais
*uali*y *f Work Lif* at Sea: An Anal**is of *razilian *ork*rs in t*e *nterna*ional Cruise
Indust*y
E*uarda Alves Can**
*acharel e* Administração *ela Unive*sidade Esta*ual do Oeste do Pa*an*
E-mail: dudaalve*w@gmail.co*
Ce*ília Leã* *derich
*ou*ora em Admin*s**ação pel* Universidade Fe*e*al do Rio G*ande do Sul
P*ofessor da Univer*ida*e Estadual do *est* do *aran*
E-mail: cec*li*.o*erich@uni*est*.br
Gabrielle R*beiro Rodrigues da Silva
Douto*a em Administra*ã* p*l* Un*vers*dad* *ederal do Paraná
*r*fess*ra da Unive*sidade T**n*lógica do Paraná
E-mail: g*briel*e*@utfpr.edu.**
E*der*ço: Eduar*a Alves Can**
Editor-C*efe:
Dr.
T*nny
Kerle*
de
Al*ncar
Univ*rsidade
*stadu*l
do
Oeste
**
Paraná
-
Av.
*odrigues
Tarq*íni* J*slin dos Santos, 1300, *o*. Univer*itario **s
Amér*cas, Foz do Iguaçu/PR, Br*sil.
Ar**go recebido em 21/07/2026. Ú*tima ver*ão
Endereço: Cecília Leão *deric*
r*cebida em *3/08/2026. A*rov*d* em 1*/08/2026.
Unive*sidade
Estadual
do
Oe*te
do
Para*á
-
Av.
*a*quíni* Joslin dos Santos, 13*0, Lot. Unive*si**rio das
*valia*o pelo *i*tema *riple Review: Desk *evi*w a)
Américas, Foz *o Iguaçu/PR, Brasi*.
p**o E*itor-Chef*; e b) Double Bl*nd R*view
Endere*o: Gabriell* Ribeiro Rodrigues da Silva
(a*al*aç*o cega por dois avaliadores d* área).
U*ive*sidade Tecnológica do Par*ná - Av. Sete d*
Set*mbro, 3165, *ebouças, Curitiba/PR, Brasil
Re*isão: Gram**ical, Normativa
e de Formataçã*
E. *. *an*l, C. L. Oder**h, G. R. *. Si*v*
*8
RESUMO
E*te tra*alho ana*isou a Quali*a*e de Vid* no Trabalho (QVT) de 203 tra*a*h*dores
brasi*eiros
no setor
d* c**z*i**s internacio*ais em 13
companhi*s d*stin*as, utili*ando
o
ins*rument* QWLQ-bref. A pesquisa, de natureza quant**ativa e descrit*va, coletou os dados
por me*o *e questi*nário onl*n* e*tre outubro e novembro de 2025. *s result*d*s revelaram
uma perc*pção mo*e*ada de QVT, com o domínio ps*col*gico apres*nt*ndo a maior *édia e
o fís*co/saúd* a *en**. A an*l*s* *e variâ*cia *d**tif*cou *i*eren*as si*nificativ*s **nforme
*tatus *e traba**o, *om trabalh*dores ativos reportando *aior satisfação; idade, com maiores
*e 44 anos apresentando QVT s*perior;
empresa,
destacando Royal *aribb*an e Disney
Cruise com *elhores í*dic*s; seto*, c*m Adm*nistrativo superior a **ime*tos e Bebid*s;
e
tipo de col*borador, evidenciando Officers com QV* *ignificativamen*e maior que Staff
e
Cr*w. A int*ração entre tipo d* colaborador e carga horária r*velou q*e jo*nadas acima de 70
horas *emanai* impactam n*gativamen*e Sta*f e Cr*w, mas n*o Officers. As correlaç*es entre
domínios m*st*aram que Físi*o/Saúde opera de form* independen*e dos demais, su*erindo
limita*ões no instrumento **ra contexto d* trabalho emb*rcado. Conclui-se que a *V* nesta
*o*ulação é influenciad* por fator*s hierárquicos, or*ani*a**onais e de exper*ência
*rofissio*al. Reco*enda-se políticas
de
be*-es*a* dir*cionadas *os setores
opera*io*ais
e
*rabalhador*s d* níve* Crew.
Pal*vr*s-chave: Bem-Esta* *cupacio**l. Tripulantes *a*ítimos. Tra*alh* Em**rcado.
QWLQ-Bref. S*t*sfação Profissional.
ABS*RACT
This st*dy analyzed t*e Qualit* of Work Lif* (QW*) of 2*3 Braz*lian workers *mploy*d in
the internatio*al cr*is* ind*stry across *3 diffe*ent c*u*se companie*, u*in* t*e QWL*-bref
inst*ument. Thi* quanti*ative and *escriptive study coll*cted data t*rough an
*nl i ne
questionnaire b**ween Octobe* and Nove*ber 2025. The results revealed a
mode*ate
percep*ion of **L, w*th the psychol*gical d***in pre*enting t*e highest mean sco*e and *h*
physic*l/*ea*th d*main *h* lowest. Analysis of variance ide*tified signif**ant
differences
*ccording to *mpl*yment **a*us, with act*ve worker* reporting high*r s*tisfaction; age, with
parti*ipa*ts over *4 years old
p*esenting h**her QWL; *ompany, h*ghlig*ting Royal
Caribbean
and Disne* Cruis* *ine as
havin* the hi*h*** Q*L *core*; d*partm*nt, with
t he
A*min*st**tive depar*ment
outperforming Food and Be*er*ge; *nd employee category,
showin* that Office*s reported significa*t*y h*ghe* QWL than St*ff *nd C*e* *embers. The
int*r*ction between emplo*ee category and work*oa* r*vealed *hat *ork sched**es *x*eeding
70 h*u*s per week negativ*ly a*****ed Staf* and Crew members, but no* Officers. Correlations
among the QWL d**ains indic**e* that th* Physica*/He*lth *o**in ope*a*ed inde**ndently
fr*m the others, suggesti*g limitati**s o* t*e in*trument in the con*ext of shi*boar* work. It is
co**luded that Q*L in this pop*lation is i*flu*nc*d *y h*erarchical, org**i*ational, and
pr*f**sional *xper*enc*-relate* fact**s. *he finding* *uppor* *he implementation o* target*d
w*ll-being p*licies aimed at *perationa* department* a*d C*ew-l*vel empl*yees.
*eywords: Occu**t**nal Wel*-Being. Maritime Cr*w Memb*rs. S*ipboard Wo*k. QWLQ-
*r*f. J** Sati*faction.
Rev. FSA, Teres*na, v. *3, n. 9, art. 2, p. 27-51, *e*. 202*
www4.**ifsanet.co*.br/rev**ta
Qu**idade de *i*a n* T*abalho em Alto-Mar: An*lise de Brasilei**s *o Set*r d* Cru*ei*os Internac*on*is
*9
1 INT*ODU***
A Qualid*de de Vida n* Tra*alho (QVT) é um conceito discutido na
literatura
*cadê*ica e tem ganhado
crescente r*levância à medida que *s organizações recon*ecem
o
im*acto das condiçõe* de **abalho *o *em-est*r
dos co*aborado*es * n* p*odut*vidade
o*gan*z*cion*l. Segundo Chiave*ato (2020), a QVT e*tá di**tame**e *ela**onada à *a*isfaçã*
dos trabalhador*s e *nvo*ve *ator*s c*mo ambiente físico, segurança, re*açõ** i*terpessoais e
e*u*líbrio en**e vida profissio*al e pessoal. *ara o autor, a pro**ção da Q*T é *s*enci*l para
a *et*n*ão de ta*entos e para a manu*enção d* *m clima **gani*acional sa*d*vel.
No se*or de cruze*ros
inter*ac*onais, ond* os colab*rado*e* p*rmanece* longos
per*odos *fastados de suas famílias,
o te*a assume
um
p*pe* ain*a ma*s crítico. *sses
p*ofis*ionais lidam com jornadas extensa*, p*ucas folgas e *lta pressão para *anter * *adrã*
de excelência n* ate*dimen** ao cliente. Para os *ras*leiros **e
atuam ness* mercado,
so*am-se ainda des*f*os específi*os, c*m* *arreira* linguísticas, ada*tação a dif*rent*s
c*ltu*as e estilos d* ges**o, ge*ando uma ambigu*dade en*re a o*ortun*d**e de crescimento e
os severos desafios de be*-estar
imp*stos pel* ambi*nte de con*i*ame*to e
rotin*
ininte*ru*ta em **to-m*r (OLIVEIRA-M*NTEI*O, 2**8).
Apes*r *a relevân*ia *ocial dessa população, a literatura científi** b*asileira *a*ece d*
estudos empíricos *ue avaliem a Q*T nes*e
*ont**t* específico. Iss* *co*re porque
*
*e*me*t* de cruze*ros *r*que*teme*te é asso*iado a *ma narrativa de glamo*r e aventura,
qu* pode pre*udicar a perc*pção da re*lidade c*mplexa. **alidade essa qu* con*rasta com o
*egime de longas j*rnadas, isol*mento **cial e a rigorosa estrutura hierárquica que definem o
a**ient* de t*aba*ho em alto-mar, exigindo uma an*lise a*rofundada sobre a QVT a bordo.
Desta f*rma, *st* est*do t*m como ob*etivo geral anal**ar os ***ores qu* influenciam *
*ua*idade
de Vid* no Trabalho *os
brasileiros *o setor de cruze*ros intern*cion*is,
respondend* a seguint* que*tão: Qual a pe*cepção da Q*T de trabalhado*es brasi*eir*s no
setor de cruzeir*s inter*ac**na*s? Esta p*sq*isa explorat*rio-*escritiva se basei* *m uma
abordagem quan*it*tiva por meio da aplicaç*o de um *uestion*ri* a esses profis*io*ais,
utilizando análise cruzada *os dad*s pa*a *dent**icar c*r*el*ções releva**es.
Rev. FSA, Teresina PI, *. 23, *. 9, art. 2, p. 27-51, set. 2026
w*w*.Unifsanet.com.br/revi**a
*. A. *anal, C. L. Od**ich, G. R. *. Silva
30
2 REFE*EN*IAL TEÓR*CO
2.1 Quali*ade d* Vida no Trabalho (QVT) e Suas Relações no Setor
A qualidad* de *ida (Q*) é a per*e*ção que u* in*ivíduo tem sobre s*a
posiç**
dentro da socied*d*, consi*erando o cont*xto cultur*l, dos s*stemas d* valores, seus obje*ivo*,
e*pe*tativas e
pa*r*es (WHOQO*, 1994). Nesse sentido, Pa*va (2023), define
qualidad*
de
*ida *om* o bem-estar *m todas as *reas *a existência, abrange*do a*pectos físicos, men*ai*,
sociais, e*pi*ituais e de saúde, relacion*dos às *ecessidades essenciais do indiví*uo.
A avaliação
*a *ua*idade de vida é na*ur*lmente va*iá*el, pois está at*elad*
*s
**tivações, necessidades e
ex*ectativas de ca*a
pessoa, tornando-se, assim, um co*ce*to
dinâm*co, como destaca Carneiro (2018). Al*m
disso, * aut*ra enfa**za q*e a perce*ç*o
indiv*du*l
da *ualidade d* vida es*á *or*eme*te
ligada às expe*iências labora*s, já que o
trabalho exerce u* p*pel *mporta*te q*e inf*uencia d*retamen*e *eu bem-estar. Dessa forma,
há uma re*aç*o *ecí*roca entre qual*dade de vida e *ua*i*ad* de v*da n* *ra*alho (QVT). U*a
ve* que a maior parte da
*ida adulta é
dedicada ao **abalho, a
q*alidade das co*diç***
laborai* de*ermina boa parte do *em-esta* do indivíd*o.
A Q*ali*ad* de Vida *o Tra*alho refere-se a um *onjunto de práticas * condiç*es que
*isam promover o bem-es*ar dos trabalhadores, consid*rando fat*res físicos, socia*s
e
psicológi*os n* amb*ent* organizac**nal. Além disso, * QVT busca proporcionar *oas
condiç**s la*orais, me*horando a s*ti*fação e * engaja*ento dos colaborado*es
e
incentivan*o o equ*l**ri* ent*e vid* *rofissional e pe*soa*. *mbora existam
diversas
abordagens s*bre o conceito de QV*, todas conve*gem para a i*eia de que ele *e*e impacta*
posi**vamen*e *
exper*ência profissional dos
*n*i****os, pr*movendo seu bem-est*r
(CARNE*RO, *018). Essa convergên*ia en*r*
diversos aspectos
teóri*os *videnci*
a
i**ort*ncia de uma estratégia d* QVT n*o *penas para funcionár*os, mas *ara o*ganizações
*o*o u* *odo.
D* pon*o de vista da responsabilidade social, * QVT d*ve atuar na cr*ação d*
condições
que **vo*eçam o desenvo*vimento integr*l dos trabalhadores, cultiv*ndo u**
cultura organizacional em
q*e
*les *e sint*m valorizados. Essa pers*ectiva se *aseia na
aplicação ** chamada "fi*osofia humanista", proposta por Ferna*des e Gutierrez (1988), que
de*ende a melhoria das cond*ções de trabalho e o inc*ntivo
*o desenvolvi*e*t* **s
pr*fis*ionais.
R*v. FSA, Teresina, v. 23, n. 9, art. 2, p. 27-51, set. 2026
www4.Unif*an*t.com.br/revista
Qualid*de *e Vida no Trabalho em Alto-Mar: **álise d* ***s*leiro* n* Set*r de Cruzeiro* *nternaci*nais
31
*ara Con*e (2*03), a Qualidade *e Vida no Trabalho pode s*r vist* co*o um
programa que *usca ate*d*r às ne*essidades dos t*abalhadores no desempenho de suas
fu*ções *entr*
da org*niz*ção. Na visão *o autor, o *bj*tivo da QVT é harmoni*ar os
interesses dos cola*ora**res e das emp*esa*, de mo*o q*e * s*tis*a*ão do trabalh*dor
contribu* *ambém *ara * *umento da pr*dutivida*e. Essa sintonia *ntre be*-estar *ndividual
e produtividade *r**nizacion*l é crí*ica em am*ient*s *e trabalho especializados, c*mo
***rre no setor marítim*.
Em um ambiente confi*a*o de um na*io, essa *mport*n**a s* acentua: *em
a
pos*ibilidade de *air e "***jar a ca*eça", a pressão psico*ógica e o *esgaste físico *endem
*
c**scer, impactando * saúde * o *esempenho
prof*ssiona* (ALLIS; TEB*RGA DE PAULA,
2020; C*STRO, 2012). Estudos apontam q*e, ao comprometer a QVT com es*resse,
isolamen*o e fadi*a,
ocorr* uma *aior incidênc*a de e*r*s ocupac*onais, acidentes
e
abs*n*eísmo, i*pact*nd* na segurança a bo*do e nos resultados *o cruz*iro (LOPE*, 20*0).
Sem contar que falta d* sono e o d*sgas*e *ísico re*ulare* a
co*aboram com aumento o
da
*n*fi*iência na* ativ*dades (*ALAZINE, 2024).
Do ponto de v*st* emocional, o *s*lame*to e o co*ví*io d*ário em espaços red*zidos
favorecem q*adros de ansie*ade, depressão e b*rnout, impacta*d* as relações int*rpessoais e
* dis*osição dos *ripu**ntes. Com isso, programas d* bem-estar e *romoç** da sa*de
psicológic* desses trabal*adores são essenciais para mitig*r os impactos e m*nter uma
motivação saudável (NETTO; PACHECO; LO**ANN, **10).
As condições ambien*ai* *spec*ficas de um navio, como altos níveis de ruídos,
iluminação inadequada * va*i*çõe* de temperatur*, e*ercem rep*rcu*são direta no
desgaste
físico e me*tal dos funcionários. O ruído d*ário d*s *á*uinas e dos *qu*pamentos pode caus*r
fadiga aud**iva e int*n*ificar o es*ress*, *rejudicando a conce*t*ação e elevando o risco
de
*cid*ntes. Além disso, uma ilumin*ção i*sufici*nte ou e*cessiva colabora para a fadiga ocular
e a desregulação do ciclo circa*iano, o que dificult* o confo*to *érmic* e **me*ta o *esgaste
corporal, comprometendo * dese*penho e a sa*de a *on*o *razo (ALLIS; TEBERGA DE
PAULA, 2*20; B*E*A e* al., 20**).
O s*no de qualida*e e os **ríodos *dequado* de *escan*o são importantes para
*
p**servação da saúd* fís*ca e mental, *ssim como garantem a segu*an*a o*eracional a bordo.
A pri*ação ou fr*gmentação *o sono está ligada a déficits co*niti*os, len*idã* na tomada de
d**isões e q*eda *os reflexos, au*entando assim a *robabilidad* de erro* em taref** críticas.
*lém disso, a
falta de d*scan*o a*e*uado *on*ribui para o desen*olvime**o de d*enças
R**. FSA, Teresina PI, *. 23, *. 9, ar*. 2, p. *7-51, s*t. 20*6
ww*4.Unifsan*t.co*.br/revista
E. A. C*nal, *. L. Oderich, G. R. R. S*lv*
32
crônicas e co*dições ps*cológicas ad*e*sas, afetando a *apacidade de traba*ho e a m*tivação
dos tra*alhadores (BARROS, 20**; PALAZI*E, 202*).
*m navios e p*ataf*rma*
offsh*re, há
polít*cas *nst*tucionais voltadas * p*omo*ão
d*
*em-es*ar, *omo *ferta de co*sul*as psi**lógic*s, espaços de *tivid*des f*s**as e horários de
d***anso *brigatór**s, contribu*ndo
para a
diminuiç*o de ac*de*t*s, absen*e**mo e
maior
*etenção d* talentos (B*ENA
et al., 2011). Estudos prátic*s indi*am que mel**rar
a
c*mu*icação interna e a i*frae*trut*ra
dos navios *es*lta em uma maior sa*isfação
dos
tripu**ntes, influenciand*
diretam*nte no* níveis al*os de produtivi*ade e segurança
**eracional (ALL*S; TEB*R** DE P*U*A, **20).
D*ssa ***ma, promover uma Q*T em navios de cruzeiros **o é apenas uma qu*stão
legal ou *oral, mas u*a estra*égia que gar*nte o equilíbrio saudáve* entre a vida p**fissional
e o bem-estar *
bordo, especialmente nas *unç**s de alt* pressão (BAENA
et al., 2*11).
Assim, não é apenas uma *esponsabilida*e in*ividua*, mas institucio*a*.
*.3 Trabalho e* Cruzeiros Internaci*nais
Para o ser humano, o trabalho é primordial par* r*alização e exis*ência social (**R*,
19*5; 199*). *ontudo, a natureza e as *on*ições
de trabalho assumem *ma es*ecificidad*
diante *e *ontextos diferentes. Na indús*ri* de cruzeiros *nt*r*acionais, * trabalho tem
**spert**o *rande intere*se.
O setor de cruzeiros ma*í*imo* no Bra**l tem apresentado crescimento *ign*ficat*vo,
es*ecial**n*e durante a alta temporada,
contribuin*o *ara a
gera*ão dir*t* e indire*a
*e
emprego* em diversas *reas econ*micas e se*ores correlatos. Segu*do d**** da CLIA B*asil
em parce*ra c*m F*ndação Getúlio Varga* (FGV), te**orada 2024/2025 gerou 84.600
a
*
postos de trabalho, sendo *.*17 trip*lantes **a*i*eiros contra*ados dir*tamen*e *el*s
*ompanhi** marítimas (CLIA *RA*IL; FVG, 20*5). Este movimento reforça a im*ort*ncia
e*o*ôm*ca
do segmento pa*a * região e de*taca a relevâ**ia soci*l da ativ***de turística
*a**tim* (*RIT*, 2020). A divulgaçã* da* vagas nas re*es sociais é at*ativa, oferecendo
a
possib**idade d* s*lár*os *ltos, como de viajar pelo mund* e conhecer culturas diferentes,
*
q*e motiva c*ndidatos (B*LMONTE, 2018; CO*PORTO, 2015).
N* *niverso de um na*io cruzeiro, o dia * di* dos t*ipulantes foge da rotina conh*c*da
de escritório, não existem dias da se*ana, ap*nas locais que *e **contram, e há ap*na* turno*
*e*uidos de t*rnos. Pes*uisas foca*as no co**ina*e*to
em cruzeir*s de*on*tram que
os
trabalh**ores realizam um c*ntrato de 6 a 12 me*es, vivendo, tr*balhan*o e *escansando *o
Rev. *SA, Teresina, v. 23, n. *, ar*. 2, p. 27-51, set. 2026 www4.Unifsan*t.com.br/*evista
Qualidade de Vida no Trabalho em Alto-M*r: A*ál*se de Brasileiros no Setor de Cruzeiros Int*rnacionai*
33
mesm* *ocal (ALVAREZ; FIGUEIREDO; R*TE*BERG, 2010; ALLI*; T*BERG* DE
*AULA, 2020).
* jornad* diária de tra*a*ho costum* *aria* de 10 a 12 ho*as, acima do *o*ário p*drã*
da Consolidação *as Leis do T*abalho (CLT) d* 8 ho*as. O trabalho no navio não para, está
acont*cen*o 24 horas por dia, 7 dias por semana. Fazendo co* que o horá*i* semanal *o*sa
chega* 70 horas (NASC*MENTO; MEDE**OS, a
2023;
*I*EIRO, *011). Embora es*e
limite de 70 *oras sem*nais se aproxima do teto leg*l imposto pela Con*enç*o n* Trabalho
Marítimo (C*M/MLC, 20*6) - q*e e*ta*elece um máximo de 72 horas
tr*b*lh*das por
s*mana e um mínimo de 10 ho*as d* des*a*so em 24 horas, * si*ples cum*riment* *esses
mí*i*os é, na práti*a, um fator de exaustão.
**tudos refer*nte a longas jo*nadas, *or e*emplo o regime 12x36, mostr*m *ue lon*as
h*ras de trabalh*
est*o ligados com *aior
f**iga, *u***
de co*cen*r*ção, e *aior risco
de
acid*ntes (A*ELINO,
2019). Além da natureza do serviço
em
cru*eiro* qu* exige
flexibil*dade ho*ária co*sta*te *ara atender a situaç*es
imp*evistas,
eventos especiais
ou
emergênc*as, fazendo com que os tripulant*s fre**entemente trabalhem além de su*s jornadas
regulares (NETTO; PACHECO; LOHMANN, 2010).
O l*cal de
moradia * bordo *em u*
pape* *en*ral **ntro da p*rcepção d* conforto
e
bem-estar
do
trabalhador. As cabines utilizada* pelos tripul**tes
g*ralmente são
c*mpartilhadas, tendo um espaço ind*vidua* *e m2. Esse fo*mato *iminu* * espa*o 5
de
privacidade, p*dendo gerar d*sconforto. O pior, no entanto, sã* ** conflitos i**erpessoais e os
ruídos vin*o* dos
si*temas fu*ci*nais do navio, como o casc* ou o ar-condicionado
(ALVAREZ; FIGU*IREDO; ROT*NBER*, *010; ALLIS; TEBER*A DE PAULA, 2020).
Além disso, o isola*ento acúst*co limitado compro*ete a qualidade *o s**o, aumentando o*
níveis de estresse ao *ongo d* perí*do de e*barque (RIBEIRO, 2011).
A al*m*ntação oferecida aos *ripulantes segue cronograma* rí*idos que pod*m não
co*ncidir com os turnos *e t**balho, por
*on*a do foco no *tendi*ento ao público. Essas
refe*ç*es *ão ser*id*s em refeitó*ios coletivos, pod**do h*v*r variedad* res*rita de prat*s e de
qualidade nutri*ion*l. Estudos apo*tam qu* a *mpossibilidade de aj*sta* horários
de
alimentação à dis*onib*li*ade indi*idual e a fal*a de opções sau*áv*is a*ravam a sen*aç*o *e
fad*ga e prejudicam o desempenho *ab*ral (*ETTO; *A*HECO; LO*MANN, 2010).
Ju*tas, as con*ições de *o*adia e alim**tação estão co*ectadas diretamen*e com
a
QVT. U*a ve* *ue a limitação de espaço e *rivacid**e, somada à *f*rt* alimen*a* dis*onível,
contrib*i para o cansaço mental e físico dos tra*alh*dores, podendo intensi***ar p*ra um
*ev. FSA, Teresina *I, *. 23, *. 9, art. 2, p. 27-51, set. 2026 www4.Unifsanet.com.br/rev*s*a
E. A. Canal, C. L. Oderich, G. R. R. Sil*a
34
cansaço *rôni*o, o q*e reduz a motivação e impa*ta nos *elac*onament*s inte*pessoais
s*udá**is du*ante o c*n*ra*o (*ASTRO, *012).
O *agam*nto dos tripulantes de **uzeir*s *nternaciona*s é um pon*o que combin*
atração fi*anceira e desafios
contra*uais. Os *ont*atos
de t*abalh* sã* definido* por prazo
deter*inado e incluem remun*raçõ*s fixas *ensais,
junto de *orjetas gratificações p*r e
dese**enho (*OPE*, 2020). Além
do salá**o-base,
boa parte dos
navios util*za as p*l*ticas
de pooling de gorj**as, reunindo a* gorjetas dos passageiros e distribuindo-a* entre a equ**e.
Embora essa p*át**a aumente a renda *otal, o montant* f*na* se**re *epen*erá *a qu*ntidad*
de pa**ageiros e *o *om*ortamento dos *ós*ede* (NETTO; PACHEC*; LOHMANN, 2010).
Como benefí*ios indiret*s, estã* inclusos a a*o*odação, * alimentação, o ate*d*mento
médico e a segu*a*ça de
vi*gem, sem cu*to
adicio*al ao
**aba*ha*or. N* e**anto,
a
necessidad* de estar no navio p*ra usufruir d*s benef*cios limit* * acesso para tratar assunt*s
pes*oais *m folg*s e fe*iados em terra (LOPE*, 2*20). Por fim, o de**aque da rem*ne*ação é
o fato d* ser *a*a em **edas f*rtes, como o dólar americano ou eu*o, o que repres*nta um*
v*n*agem em relação * var**çã* do real. Isso faz com
que os tripul*ntes tenham
uma m*ior
estabilida** finan*eira durant* o c*ntrato, uma
vez
*ue se*s
ganho* são superiores q*an*o
convertidos *o rea* (*ETT*; PACHECO; *OHMANN, 20*0).
3
PR**EDI*ENTOS METODOLÓ*ICOS
Esta pesq**sa caracte*iza-se como um estudo descriti*o de na*ur*za qu*ntitativa,
*eli*eado
por mei*
de um levant*mento tipo survey. * populaç*o alvo *om**eendeu
trabalha*or** bras*leiros embarc**os e recém des*igados de cruzeiros i*terna*ionais. A
*mostra, de ca*áter não p*obabilís*ico, foi cons*ituí*a p*r 203 *artici*ant** ori*n*os *e
13
empre*as e *emporadas di*erentes de trabalho.
Para a coleta dos dad*s pri*ários, utilizou-se a escala QWL*-bre*, **strumento
va*idado e
amplamente reconhecido
na literatura
científica p*ra avaliaçã*
da qu*lida*e
*e
v* da
no
trabalho. * questioná*io
con**m
20 qu*stões *istr*buídas em quatro domínios:
*ísic*/Saúde (4 i**ns) - aborda saúde, doenç*s ocu*acionais e *áb*tos dos colaboradore*;
Psicológico (* ite*s) - rel*cionado satisfaç*o *essoal, motivação e au*oest*ma; Pessoal (4 *
itens) - enfoca **mília, crenças religiosas * *ato*es cultura*s; Pr*fission*l (9 itens) - vo*tado
para aspe*t*s organ*za*ionais (CHEREM*TA e* al., *0*1). A *scala de re*postas va*ia *e 1 a
* ponto*. Pa*a
*nterpretação dos escores, adotou-se a *eg**nte *l*ssificação: 0-22,5 (*uito
Rev. F*A, Teres*na, v. 23, n. 9, art. 2, p. 27-51, set. 2026
www4.Unifsanet.c*m.br/revista
Qualid*de de Vida no Traba*ho em Alto-M*r: *nál*s* de Brasileiros ** Set*r d* Cru*eiros Intern*cio*ais
35
i**atisfa**r*o); 22,5-45 (insatisfatório); 45-55 (neutro);
55-77,5 (satisfató**o); >77,5 (muito
*atis*atório) (*HEREMETA et al., *011).
O ques*io*ári* *oi autoa*licável * *isponibilizado online
via p*ataforma Google
F*rms, possibilitando *aio* a*rangênc*a da população dispersa em dif**e*tes em*resa*
*
temporad*s. A co*eta ocorreu ent** *2 d* outubr* e 1* de nov*mbro de 2025, co* divu**ação
do
l*nk por meio
de r*des **cia*s (*hat*App, Facebook, Instagram, LinkedIn);
*ont*do,
*
al*ance da **s**i*a deu-se principa*mente por meio de *e***t*m*nto de r*sponde*tes. Além
da divulga*ão espontâne*, em*regou-se a técnica de amostragem *m cadeia do tipo "bola *e
neve", na qual in*c*al*ente foram co*tatados
trabalha*ores
que atu*vam ou *aviam atu**o
em cruzeiros *n*erna*ion*is, e esses
p**t*cipantes fo*am convida*os a *n*ic*r outros
p**fissio*ais com o *es*o perfil, para
*s quais o
*ues*ion*rio tamb*m foi enviado. Foi
utiliza*o o plano pr*mium do Linke*In, *ue perm*tiu conexões d*retas *om pro*is*io*ais do
*etor,
inc**indo ges*ores e coord*nadores de diferentes á*ea*,
que cont*ibuír*m como
*esp*ndentes e *ivu*gadores da *esq*isa. E*s* est*a**gi* most*o*-*e fu*damental **ra *tingir
trabalhador*s *e divers** empre*as, fai**s etárias, setores e n*veis hierá*quicos. O Te*mo de
Consentim*nto **vre e Esclarecido
(TCLE) foi apresent*do ** introdução do f*rmulá*io,
garan*indo anonim*to, voluntariedade e conf**e*cialidad* dos dados (SOU*A; ALMEIDA,
2024).
*s dado* foram analisados me*iante o *o*twa*e estatístico JASP 0.95.3. *nic*alme*te,
reali*ou-se *nál*se de*critiva com cálc*lo
de medidas d*
tend*ncia central (*é*ia) e *e
dispersão (d*sv*o-padrão) para as *ariáv**s **ciodemográficas e *scores do QWLQ-bre*.
Post*rior*ente, foi realizada a cl*ssif*cação conforme critér*os de Cheremeta e* a*. (2020).
Para a*áli*e infe*enc*al, aplic*u-se a Anál*se de Variância (AN*VA) a fim de verificar
dif*renç*s significativa* nos níveis de QVT ent*e grupos esp*c*ficos (i*ade, g*nero, emp*esa,
te*po de experiê*cia, con*rato, set*r de atuação e carg* horá*ia), con*orme objetivos
e*pecíficos da p**quisa (TABACHNICK; *IDELL, 2007).
Como forma d* asse*ura* qualidade textual e o rigor acadêmico deste trabalho,
utilizou-se *ntelig*ncia art*f*cial (IA), especificament* Ge*ini e Pe*plexit*, como f*r*amenta
**xiliar na rev*são ortog*á*ica, gram*tical e de conf*rmidade com
as normas d* *ss*ci*ção
Brasileir* *e Normas Técni*as (ABNT). * imp*rtante *essaltar que a utilizaçã* foi *estr*t* na
re*i*ão *extual, não send* aplicada na geração de co**eú*o, interpr*tação
*e da*os
ou
elaboraç*o de an*lise. De*e-se *efor*ar, também, qu* a u*ilização *a I* é um apoi* e que não
*ubsti*uiu * revisão hum*na, s*ndo e*t* a forma
principal de confirmaç*o, validação e
correçã* de d*dos e conteúdo.
*ev. FSA, Teresina PI, v. 23, n. 9, ar*. 2, p. *7-51, set. 2026
www4.Unif*anet.com.br/revista
*. A. Canal, C. L. Oderich, *. R. *. Silva
36
4 APR*SE*TAÇÃO E ANÁLI*E D* RESULTADOS
C*m* ap*ese*t**o n* tópico *nter*or a amostra desta pesquisa fo* co*posta por *03
*rabalhadores bras***i**s que *t*am ou pa*ar*m de at*ar em *ruzeiros int**na*io**is, *ão
havendo pe*das d*ra*te a co*eta de dados.
A caract*rização s*ciodemográfi*a e ocupacional do* partici*ant*s, ap*esentados na
tabela 1, tem como foco con*extualizar os resultados encon*rado* e *ompreender * perfil *os
tra*alha*ores brasi**iros que atuam nos cru*eiros interna*ionais. N* amostra deste
trab*lho,
são evidenciadas inform*ções rel*v*n*es sobre se*o, fa*xa et*ria, status p*ofission*l,
*xperiência contr*tual, setores *e atua*ão
e jornadas de *rabal*o a *o*do. *sse* *a**s
fornecem supo*te para a interp*etação *os resul*a**s relativos à qualidade d* vida no trabalho,
possib*litan*o a*álises comparativas e a identificação de
padrões especí*i*os desse c*nte*to
l*boral.
*a*el* 1 - Carac*erização sociodemográ*ica * ocup**ional da am*stra
*ari*vel
*ategoria
nº
%
Se*o
Feminino
111
5 4 .6 8
*a*culino
92
4 5 .3 2
Idade
18-26
39
* 9 .2 1
27-35
94
4 * .3 1
36-44
5*
2 * .* 2
Maio*es 44
*9
9 .3 6
Status Atual T*abal**ndo
Entr* **ntratos
Des*iga*o
Contrato
1*
2º
3º
4º
5º ou mais
Em*resa
Carnival Cruise Lin*
Celebrity Cruise L*n*
Costa Crociere
Disney Cr*ise Line
MSC Cru*se
No*weg*an Crui*e Line
Princess *ruise Line
Royal Caribbea* *r*i*e*
Virgin Voya*es
Ou***s
Tip*
Officer
*t af f
79
*2
42
13
*1
36
3*
103
1*
6
*4
28
*3
26
*
30
12
10
44
98
3 8 .9 2
4 0 .3 9
2 0 .6 9
6 .4
1 0 .3 4
1 * .* 3
1 4 .7 8
5 0 .7 4
4 .9
2 .9 4
1 1 .7 6
1 3 .7 *
* 5 .9 8
1 2 .7 5
2 .4 5
1 4 .7 1
5 .8 8
4 .9
2 1 .6 7
4 8 .2 8
Rev. FSA, Teresina, v. 23, n. 9, art. *, p. *7-51, *et. 2026
www4.Unifsanet.com.br/r*vista
Quali*ade d* Vida n* Tr**alho em *lto-Mar: A*áli*e de *rasileiro* no *etor de Cruzei**s Internaciona*s
37
Crew
61
3 0 .0 5
Setor
Administr*tivo
29
1 4 .* 9
Alimentos e bebidas
5*
2 5 .1 4
*n***tenimento e ativid*des
49
2 4 .* 4
Hotela*ia e acomo*aç*o
29
1 4 .2 9
*ervi*os ao Cliente
29
* 4 .2 9
Outros
4
1 .9 4
Carga ho*ária M*nos de 5* ho*as *emana*s
16
7 .* 8
56 ho*as semanais
48
2 3 .* 5
70h horas *e*anais
89
4 3 .8 4
Mais d* *0 horas semanais
50
2 4 .6 3
Nota: Empresa* *ue t*veram meno* de * *espondentes *oram
a g * * p a d os e m " ou t r os " - H o l l a nd A m * r * * a , M y s t i c C * u i s e s , S c e * i c
Luxury C*u*se, Seabourn Cruise Line e Windstar Cru*ses. Fonte:
E l a b o r a d o p e l a * a ut o * a s ( 2 0 2 6 ) .
C*** apre*entado na tabela 1, a amostra f*i comp*sta em boa
parte por mulheres
sendo 5*,68% dos respondentes, c*m homens **presentando 45,32%. Em *elação a fa*xa
*tária, houve predominância entre 27 e 3* a**s corres*ondend* 4*,*1% do* responden*es,
se*uidos pela faixa de 36 a 44 ano* de 25,12%, 1* a 2* *no* de 19,2*% e maiores de 44 anos
(9,36%). Quant* ao status a**al *e trabal*o, 40,39% dos resp*ndent*s d*clararam *s*ar "entre
c*n*r*tos", 38,92%
en*ontravam-se "trabalhan**" ati*amente e 20,69% relataram *er *e
"desligad*", * p*rti* *e *025, d* ati*idade. * m*ioria dos participant*s apresent*u
ex*e*iência si*nifi*ativa na áre*, com 50,74% t*ndo realiza*o c*nco ou mais contratos,
enqua*to apena* *,40% estavam no p*i*eiro contrato. Em relaç*o ao tipo ** colaborador,
a
c*tegoria Staff representou 48,28% da *mostra, se*uida p** Crew com *0,05% e Of*icer *o*
*1,67%. A distribuiç*o por *arg* hor*ria semanal *e*e*ou que a maioria dos *rabal**d*res
cumpre jornada de 70
horas semanais (43,84%), sendo q*e 24,63%
trab*lha* mais de 70
horas *e*ana**, 23,*5% *umpre* 56 horas semanais e apenas *,88% trabalham menos de 56
horas s*manai*.
Referent* à **n*ia*i*i*ade interna do instrume**o QW*Q-bref
*
avaliaç*o foi feita
*tiliza*do os c*eficientes Al*ha de Cronbach () e Omega de M*Donald (), *alcul*dos para
todos os d*mínios e para *VT glo*a*. Os res*lta*** estão apresen*ados na tabe*a 2.
Rev. FSA, T*resina PI, v. 23, n. 9, art. 2, *. 27-51, set. *026
www4.*nifsanet.com.br/re*ista
E. A. Canal, C. L. Oderich, *. R. R. S*lva
38
Tabela * - Esta*ísticas d* co*fi*bi*idade da pesquisa
Coeficie*te
Erro *adrão
95% I C
*
Físico/*aúde
0 .1 1 8
0 .9 * 6
0 .0 4 8
0 .2 2 1
0.*24-0.211
0.523-1.389
Psico*ógico
0 .3 4 6
0 .1 6 6
* .0 7 0
0 .* 7 1
0.209-0.48*
0.170-0.502
Pes*oal
0 .8 * 2
0 .8 5 *
0 .0 1 5
0 .0 2 0
0.**3-0.901
*.815-0.893
Pr*fission*l
0 .* * 6
0 .9 3 3
0 .* 0 7
0 .0 0 7
0.*22-0.949
0.9*0-0.947
QVT
0 .9 2 4
0 .* * 8
0 .0 0 8
0 .0 0 8
0.908-0.939
*.*73-0.903
Nota: = Ômega de McDonald; = A*pha d* Cronba*h. Valore* 0,70 co*si**rados *ceitáveis; 0,*0
*on*; 0,** excelentes. Itens com *or*elação n*gativa: Q*, Q4, Q5 (glob*l); Q2, Q3 (fís*co); Q5
(psicológico). Fonte: Elaborado pelas a*toras (20**).
Os valores obtido*
pa*a os domíni*s pessoa* (=0,854; =0,*72) e p*ofissional
(=0,93*; =0,9**) indi*am a*ta *onsi**ência interna e confi**ilidade estatística, c*nforme a
l*tera**ra ps*cométr**a (CH*REMETA, 2011). A escala globa* *endo o =0,888 e o =0,9*4,
ta*bém *pre*enta índices elevados. Evidenciado *ue os itens
**aliam com co*rênci*
*
co*st***o de qualid*de d* vida no trabalho.
Co*t*do, o domínio físico/s**de c*m um A**ha ext*emamen*e *aixo (0,118), mesmo
com um Ômega **mer*camente alto (0,956), tem um intervalo ** co*fi*nça mu*to am*l*
in**cando uma
*ns*abi*idade *a e*timativa * f*lta de *reci*ão. Assim como, o
**m í ni o
psi*ológico qu* ambos os co*ficientes fo*am baix*s (=0,166; =0,346) in*ic*ndo
*nconsistência na esca*a. As questõe* *, 3 e 5 mostraram ***relações negativa* a este mo*elo.
Essa limit**ão psicom*t*i*a *ode ser *x*licada *e*as par*icul*ridades da amostr* ou a**
mesmo *e
uma necessi*ade de revisão das questões ap*icadas no contexto de tr*ba*ho em
cruzeiros.
Foca*do na QVT, * *vali**o foi realiza*a pela méd*a no* quatro *omínios do
in*tru*ento - **s*co/saúde, *sic*lógi*o,
pessoal e pro*issional -,
assim como da avali*ção
*loba* da QVT. O* resultados pod*m ser visu*lizad*s na Tabela *.
Tabela 3 - Es**tí*t*ca de*critiva d*s *omí*ios e *a QVT dos *e*ponde*tes
*ísico/Saúde
Psicológi*a
Pessoa*
Profissional
QVT
V*lidos
203
*0*
203
203
203
Ausen**s
0
0
*
0
0
M*dia
3 .1 1 3
3 .5 * 4
3 .4 * 1
3 .3 5 6
* .3 5 2
Desv. Padrão
0 .* 2 7
0 .4 8 9
0 .8 6 5
0 .8 3 4
0 .5 0 3
Variânci*
0 .1 8 2
0 .2 4 0
0 .7 4 8
0 .6 9 *
0 .2 5 3
Assimetria
0 .1 2 6
-0.217
-0.123
-0.328
-0.627
Erro pad*ão da
* .1 7 1
0 .1 7 *
0 .1 7 1
0 .1 7 1
0 .1 7 *
As*imetria
Rev. FSA, Ter*sina, v. *3, n. 9, art. 2, p. 27-51, set. 2026
**w4.Un*fsanet.com.br/re*ista
Qualidad* d* Vida no *rabalho em Alto-Ma*: Aná*ise de Brasileiro* no Seto* de Cruzeiros Internacionais
39
Ta*ela 3 - Estatís***a descrit*va d*s domínios e *a QVT dos respondent*s
**sico/Sa*de
Psi**lógica
P*ssoal
Pro*issi**al
Q*T
Curtose
* .5 8 *
* .1 2 6
-0.924
-0.963
-0.757
Err* padr*o da
0 .3 4 0
0 .3 4 0
0 .3 4 0
0 .3 4 *
0 .3 4 0
Cur*ose
Tes*e de
* .9 6 3
0 .9 5 3
0 .9 6 3
0 .9 5 2
0 .9 * *
Sh*piro-Wilk
P-value do
< .0 0 1
< .0 0 1
< .0 0 1
< .0 0 1
< .0 0 1
Shapiro-Wilk
M í ni m o
2 .0 0 0
2 .0 * 0
1 .5 0 0
1 .4 4 0
2 .0 9 *
Máximo
4 .5 0 0
4 .6 7 0
5 .0 0 0
4 .* 7 0
4 .3 1 0
Fon*e: Elaborado pel*s au*or*s (2026).
A anál*se dos domínios do instrumento QWLQ-bref revel*u uma percepção geral
moderada de q**lidade de vida ** tra**lh* entre o* participantes, c*m e*core **ta* médio (M)
de 3,*52 com o d**vio p*drã* (D*) d* 0,50* em *ma esc*la *e * a 5 pon*os. Este resultado
corrobora os ac*ados de Oliv*ira-Mon*eiro (2018), qu* identifi*ou uma dualidade
entres
quei*as
* benefícios re*ata*os p*r *ri**lantes b*as*leiros,
em*ora rec*nheçam
a*pectos
posit*vos como *alário, o*o*tunidades de *iagem e sociali*ação, o* *rabalhado*es tamb*m
encontram dificuldades *e*a*ionada* ao confin*mento, jornadas exa**ti*as e di*ta*c*amento
familiar.
* do*ínio p**coló*ic* aprese*tou a maior m*dia **tre todos os domín*os avaliados
*om M = 3,*34 e ** = 0,489, indica*do nívei* r*la*ivament* po*i*ivos de *em-estar
*mocion*l, se*timent*
de proposito e motivação entre os *ola*oradores. E*te re*ul*a*o
contr*d*tó*io às *ondiç*es adversas pode ocorrer por estratégias de coping utiliza*a*.
Rampe*otto e Ab*id (2011) iden*ificara*
que profissionais em
ambient** de alta
*ressão
*
isolament* **i*izam
de *áticas de Su*orte S*cial, Reavalia*ão Positi*a e Resolução de
Probl*mas, que aj*d*m a reduzir o impacto de ev*ntos estre*sant*s, favorecendo
o
entendim*nto p*sit*vo *as experiências vivenciadas. Além disso, O*iveira-M**te*ro (2018),
destaca q*e, os tr*balhadore* recon*e*em benefícios sign*fica*ivos com* salá*io c*mpetitivo,
opo**uni*ad*s de *iagem * dese*vo*vim*nto d* carreira internacio**l, fatores que contrib*em
par* sua s*tisfação p**cológic* e se*s* *e rea*ização
pe*s*a*. *stes e*emen**s sã* fat*res
potenciador*s de nívei* adequa*o* de bem-e*tar *sicológ*c*.
Enquanto ao **mínio Fís*c*/Sa*de e*ibiu a menor média de 3,113 e de*v*o p*dr*o de
0,4*7, reflet*ndo
*s desafios
inere*tes do tr*balho ma*ítimo. Este re*ulta*o a*inha-se
diretame*te com o estudo de L**man*, Netto e Pacheco (2010), que rep*rt**am qu* 93% dos
Rev. FSA, Teresina PI, *. 23, n. *, *rt. 2, p. 27-51, set. 2026 *ww4.Unifsanet.co*.br/revista
E. A. C*nal, C. L. Oder*ch, G. R. R. *ilva
4*
*ripulant*s trabalham set* dia* por seman*, com **nga* *ornadas de trabal*o, frequ*nte*ente,
ult*apass*n*o 70 hor** **manais. Na
pres*nte pesq*isa, o*s*rvou-se **e 68,47% *os
parti*ipantes
trabalham
70 horas ou mais por sem*na, dire*ame*te **g*da com as queixas
re*a*ionadas a cansaço físico, dificuldades de sono e aspectos relacionado* ao
de*c*n*o
inade**a*o. Olivei*a-M*nt*i*o (*018) também *dentificou que a falta de conforto é uma das
queix*s mais p*e*alentes entre os trabal*adores, inclu*ndo * *e*conforto d*s ca*ines,
a falta
d* *riva*i*ade, os espaços ap**t*d*s e as *ificuldades ergo*ômica* durante o rep*uso. *sses
fat*res são *tribuídos *ara a me*or avali*ção do domínio físico/saúde ob*erva*a nesse estud*.
T**ela 4 - r *e Pearson Correl*ções
r de Pear*on p
Físico/Saúde
-
Psicoló*ico
* .1 2 6
.0 7 3
Físico/Sa*de
-
P*ss*al
0 .0 4 7
.5 * 4
Físico/Saúde
-
P*ofission*l
0 .* 4 5
.5 * 6
Físico/S*úd*
-
QV*
0 .2 8 2
< .0 0 1
Psicológico
-
P*sso*l
0 .4 9 *
< .0 0 1
Psi*o*ógico
-
Profissional
0 .5 2 3
< .0 * 1
Psicol*gi*o
-
QVT
* .6 * 8
< .0 0 1
Pessoal
-
Pr*fissiona*
0 .8 4 6
< .0 0 1
Pesso*l
-
QVT
* .9 1 1
< .0 0 1
Profissiona*
-
QVT
0 .9 1 4
< .0 0 1
Fo*te: Elaborad* pelas a*toras (2026).
As cor*elaçõe* de Pe*rson ent*e o* domí*ios evidenci** *ma estrutur* fator*al
comp*exa da QVT
d* população. As correl*ções *orte**nte posit*vas e*tre Pessoal-QVT
(r=0,911), Pr*fis*ional-QVT (*=0,*14) Psi*oló*i*o-Q*T (r=0,69*) confirmam que es*e* e
três domínios sã* essen*iais na satisfação glob*l. A c*rrelação *otave*mente f*rte
entre
p*ssoal e pr*fissiona* (r=0,846), sugere *ue, para os tripulantes de cr*zeiros, o *qu*líbrio entre
* vida pessoal e *
profissional é importante para a percepção de b*m-estar. Além disso, se
obser*a o padrão diferente do do*ínio Físico/Saúde, que apr*senta correla*õ*s fracas ou n*o
**gnificantes com os
de*ais
dom í *i os ,
apenas com o Q*T *lob** (r=0,282) ap*ese*ta algo
s*gnificativo, mesmo *ue fraco. Este *ad*ão d* *omí*i* f*s*** sugere que as**ctos d* s*úde e
conforto *ísico n*o det*rminam nec*s*ar**m*nte a sati*fação com *s *e*ais a*pect*s d*
QVT.
Re*. FSA, Ter*sina, *. *3, n. 9, *rt. 2, p. 27-51, set. 2026
**w*.Un**sanet.com.br/*ev*sta
**al**ade de Vida no Tr*balho em Alto-*a*: An*lise *e B*asi*eiros no Setor d* Cruz*iros I*t*r*ac*onais
41
Des*a forma, esses dados podem ind*car *ue o instrumen*o QWL*-bref pode não ser
plenamente
ade*uado p*ra captu*ar
*
aspecto físico do trab*lh* embarcado ou que
os
t*abalhadores *o setor desenvolvem es*ratégi*s *e coping focadas sob*etudo nos asp*c*os
ps*cológicos, pes*oais e p**fiss*on*is, e não no *sp*cto f*s*co. E*te* resultados rel*c*on**-se
com os **dos ** validação do i*strumen*o a**esenta*os de C*ereme*a (2011), onde as
correlações do domínio profissional com o esc*re *lob** *oram p*sitivas e de magnit*d*
*oder*d* a *orte, as*im c*mo os res*ltados de Mello (2022) da co*r*l*çã*
do pessoal *om
escore global que t**bém *o*am el*vado*, demost*ando q*e a satisfação pessoal est*
a*tament* liga*a com quali*ade *
de v*da n* trabalho. E fo*an*o na *aixa corr*lação d*
do*ínio físico/sa*de com os demais, *bserva-se a re**ção com a suge*tão de Oliveira-
Monteiro (2018), sobre a necessidade d* *nstrumentos de avaliação d* QVT e* am*ientes
ex*remos,
por ident*ficar a mesm*
dissociação *ntre
os aspectos
físicos e ps*cossoci*is do*
tripulantes.
A compara*ão entre grupo* *ociodemo*ráf**os revelou **ferenças estatist*camente
sig*ific*tiva* em mú*tiplas
dimen*õ*s, *vid*nci*ndo que caract*rísti*as individ*ais
e
context*ais imp*ctam substanci*lment* * percepção de QVT entre tra**lh*dores b*as*leiro*
em cruzeiros interna*ionais. Quando feito a an*lis* da va*iância *atorial foi observado qu* o
s*x*, n* tabela 5, não influencia
nos resulta*os da *V* (F(1,195) =0,6*5; p=0,4*6;
²=0,003),
assim não é um *ator de*erminante de relevân*i* qu**idade de *ida no trabal*o a
nesta populaç**. Este achado diver** e*
partes de estudos em outras áreas, mas a*inha-se
com * trabalho emba*cado, onde as con*iç*es afetam i*ualment* homen* e mulher*s.
**bel* 5 - ANOVA do QVT de se*o e i*ade
Sexo
I d ad e
N
**dia
DP
Feminino
18-26
19
3 .2 0 *
0 .4 1 *
**-35
53
3 .* 2 *
0 .5 1 3
36-44
31
3 .4 9 2
0 .5 * 3
>44
8
3 .* 5 3
0 .3 3 *
Masculino
18-26
20
3 .2 1 7
0 .4 8 5
27-35
41
3 .3 9 6
0 .5 0 3
36-44
20
3 .0 4 1
0 .4 2 7
>44
11
3 .7 6 1
* .* 6 4
Nota: ANOVA fato*i*l. Post hoc G*mes-Howell indi*ou *ife*en*as signific*tivas
par* idade: 18-2* vs >44 (p=0,001); *7-35 v* >44 (p=0,003); 36-44 vs >*4
(p=0,003). Fonte: Elaborado pelas autoras (2026).
*ev. *SA, T*resina PI, v. 23, n. 9, ar*. 2, p. 2*-*1, se*. 2026 www4.Unif*anet.*om.br/revista
E. A. *anal, C. *. Oderich, G. R. R. Silva
42
A id**e apr*sento* um efeito *igni*icativ* (F(3,195) = 4,966; p<0,002; ²=0,067),
e**lican*o a variação de 6,7% na Q*T. O padr*o tam*ém dive*ge entre sexos,
entre
mulheres, hou*e um aumento linear da Q*T co* a ida*e, enquanto *om hom*ns ocorre uma
redução *a faixa de 36-44 an** seg***a de um aumento acentuado após os 44 an*s. A
interação s*xo*idade fo* sign*ficativa também (F(3,*95) = 3,510; p=*,016; ²= 0,048),
s*g*rin*o que * crise de média ida*e a*inge o* sexos de formas difer*ntes. O r*sulta*o s* casa
c*m os achados de O*i*eira-M*nteiro (2*18), que *dentificou as *ificuld**es
d* adaptação
entre jove*s adultos, assim, d*monstran** que a *xperiê**ia p*ofi*sional acu**lada se*ve
como f**or pro*etor, e**ecialmen*e para trabal*adores ma*s vel**s.
Na análise *o* c*rreç*o de *elch (houve heterog*neidade das variâ*cias F(2,188) =
6,833; *=0,001), mostrou uma diferença altamente signi*i*ativa entre status de t*a*alho
(F_Welch(2,99,99)=14,08; p<0,001), explica*do a v*r**ção *e *3,*%. Ad*ci*na*mente,
a
interação ent*e
*ta*us
e n*mero
de contatos foi significativa (F(8,*88)=*,870; p=0,067;
²=0,066), sugerindo que a exp*riência **ofissional i**acta a QVT d*f*rente d* status atu*l.
Ta*ela 6 - ANOVA d* QVT de st*tus a**al
Status
N
*édia
D*
Post Hoc
> *ntre *on*rato*
Trab*lhando
79
3 .* 6 9
0 .4 2 4
(p<*.*01)
> Des*igado (p<0.001)
*ntre c*n*ratos
82
3 .3 1 4
0 .4 4 2
> De*li*ado (p=0.0*7)
Desl*gado
42
3 .0 7 9
0 .* 3 *
Nota: ANOVA Welch **m c*r*eção de *et*r*cedasti*idade. Post hoc Games-
H*well indicou di**r*nça* *i*nif*cativ*s. Impor**nte: dados de "Entre contr*tos" e
"Desliga*o" r*ferem-se à avaliação retro*pectiva d* úl*imo contrat* de *rab*lho,
não *ituaç*o hipotética. Fonte: El*bor*do p*las aut*ras (2*26).
Trabalh*dore* *m ativ*dade re*ortar*m QVT *i*nificati*am*nte mai*r do que *emais
grupos, diferença de 0,255 em re*a*ão **t*e cont*atos e 0,*90
aos des*igados, evidenciando
que estabilidade *ontratual e * e*g*jam*nto ativo *ão prote**res da QVT. O grupo "entre
contrat*s" apresen*a n*vel inter*ediário, refletin*o a *n*er*eza e a ansie*ad* *o*re futuros
emba*ques
com b*se na expe*iência do
último co*t*ato, enqu**to o* deslig*dos mo*tr*m
**ior i*satisfação, possivelmen** ass*ciada a experiência* n*ga*ivas ou di*iculdade d*
r*integração ao mercado qu* motiva*am o desligamento permanente.
Rev. F*A, Tere*ina, v. 23, n. 9, art. 2, p. 27-51, set. *0*6
ww*4.Unifsanet.com.*r/revista
Qualida*e de Vida n* Trabal** em Alto-Mar: A*ális* de *rasileiros no S*tor de Cruzeiros In*e*nacio*ais
43
Tabela 7 - ANOVA do Q*T de nº de con*ratos e status (in*e*a*ão)
Statu*
*º de contrat*s
N
Média
DP
Desligado
* contrato
6
2 .6 * 0
0 .1 * 6
2 cont*atos
10
3 .* 0 6
0 .4 2 5
3 c*ntr*tos
*0
* .0 6 4
0 .6 7 *
4 c*ntratos
2
* .0 5 5
0 .0 7 8
5 ou m*is
1*
3 .1 3 4
0 .7 4 7
En*re *ontrato*
1 *on*rato
4
3 .6 8 0
* .1 5 0
2 contr*t*s
6
3 .1 9 0
0 .5 8 1
3 contratos
1*
3 .1 3 4
0 .* 3 0
4 *ontr*tos
14
3 .1 1 6
0 .3 2 2
5 ou mai*
*0
* .4 1 9
0 .4 8 1
Trabalhand*
1 *on*ra*o
3
3 .4 7 3
0 .0 6 7
2 contra*os
5
* .4 7 2
0 .4 5 7
3 contratos
8
3 .1 0 *
0 .* 0 2
4 contratos
1*
3 .* 3 6
0 .5 3 *
5 ou mais
49
3 .6 2 1
0 .3 3 6
Nota: Interação S*ATUS×CO*TRA*O: F(8,188)=2,050; p=0,043; ²=0,07*.
*m**rt*nte: para "Entre contrat**" e "Desl*gado", *úmero d* cont*atos *efer*-se ao
hist*rico do último *ontrato de trabalho reali*a*o. Post hoc Games-How*ll indicou que
traba*hadore* com 3 c*ntra*os *present*ra* Q*T signific*ti*a*ente infe*i*r *os com
5 ou mais contratos (p<0,00*). Fonte: **aborado *elas autoras (2026).
**b*ra o númer* *e *on*ratos isoladamente nã* te*ha i*pactado sign*f**a*ivamente,
a i**eração *o* status de atual foi re*evante (F(8,188)=1,870, p=0,0*7), m*st*ando que
*
ex*eri*ncia t*m *m impact* maio* de acordo com a sit*ação do t*ab*lho. Entre os c*nt*atos
at*vos, a QVT t*nde a au*entar c*nfo*me a quantidade de contr*tos, suger*ndo uma
adap*ação e maior sati*fação c*m * *ontinu*dade da profi***o. P*ra *s desligados, q*e ti*ha*
só um contrato
(M=2,680), r*lataram menor QVT, in*icando que a ex*er*ência inic*al pode
ser um *eterminante *ar* desligamento, *nq*anto ao* *u* acumularam mais cont*atos,
os
v*lor*s **bem levemente. Nos entre contr*tos (*=3,6*0), ocorre um* maior variação, mas
*uem tem muitos cont*atos mostra mais resil*ência. Esse padrão refo*ça *ue a *xperiência
é
protetora, mas
*rincipalmente para aqueles *tivos no setor, co**orme encontrad* **s
resultados de Allis e Terbega de Pau*a (2020).
A análise também revelou difere*ças significati*as entre emp*es*s (F(1*,189)=3,562;
p<0,00*; ²=0,0197), explicando 1*,7% da variação. O **ste de *e**ne indicou
ho**c*da**icidade marginal (*(13,189)=1,688; p=0,066).
R*v. *SA, T*res*n* PI, v. 2*, n. 9, art. 2, p. 27-51, set. 202*
w*w4.Un*fs*net.*om.br/revi*ta
E. A. Canal, C. *. Oderich, G. R. *. Silva
44
Tabela 8 - AN*VA d* QVT de empr*sas
Emp*esa
N
Média
DP
*SC Cr*i*e
53
3 .1 3 5
0 .4 8 8
Ro*al Ca*ibbean Cruises
30
3 .5 9 4
0 .4 2 8
*i*ney Cruise Line
28
* .5 7 6
0 .3 7 8
Norwegia* Cruise *ine
26
3 .3 * * *
* .5 3 *
Costa **ocie*e
24
3 .4 2 *
0 .4 7 8
Virgin *oyages
12
3 .4 5 3
0 .* 7 0
*a*nival *ruis* L*ne
9
3 .1 1 *
0 .6 1 1
Ce*e*rity Cr*ise Line
*
2 .9 * 0
0 .4 4 *
Pr*ncess Cr*ise Lin*
5
3 .4 4 0
0 .5 6 3
N*ta: Empresas **m *<5 omi*idas da anális*. Po*t *oc Ga*es-How**l indicou:
D*sney>MSC (*=0,0*2); Royal Carib*e*n>M*C (*=0,002). Fo*te: El*bo*ado
p e l a s * u t o r a s ( 2 0 26 ) .
A **t***genei*ade entr* e***esas (²=0,197) sug*re que práticas *e gestão, cultu*a
org*nizac*onal e i*vestimen*o *m *em-e*t*r var**m substa*cia*mente. Royal Ca**bbean
(3,59*) e Disney (3,576), líderes de mercado, ob*iveram uma percepção
de QVT sup*r*or,
indicando melhores c*nd**ões. Enquanto, * M*C Cruise, maior empregadora da amostra
(n=53), apresentou uma mé*ia menor ent*e *s grandes em**esas (M=3,*35), ev*d**ciando
desafios d* pessoa* em grande es*a*a. Es*es resul*ad*s se alinham com a *nál*s* *e *ach***,
*etto e Lohmann (*0*0), que descreve po*íticas de gestão *is*intas *n*re empresas
de
di*erentes
port*s, c** consequências di*etas na satis*ação e
nas con*ições de trabal*o
da
tripulação.
O*servando os s*tore* f*i poss*vel identi*icar diferenças s*gnificativas
**tr* eles
(*_Welch(7,10,22)=7,619; *=0,002; ²= 0,135), explicando * *ariação *e 16,5% na *VT. O
tes*e de Levene indicou hetero*eneidade d*s v*riâncias (F(7,195)=5,*26; p<0,*01).
Tabela 9 - ANOVA do QVT de s*t*re*
**tores
N
*édia
*P
Alimentos e bebid*s
5*
3 .1 2 0
0 .5 4 5
En*r*tenimento e atividades
49
* .3 7 7
0 .4 8 9
A*mi**st*a*ivo
29
3 .6 7 1
0 .3 3 2
*e*vi*o* ao cliente
29
3 .4 0 7
0 .4 0 4
Hotelaria e a*omodação
2*
3 .3 6 8
0 .5 3 *
*omercial
12
* .3 1 1
* .1 9 7
No*a: Enge*haria (n=2) e Manutenção (n=2) om*tidas
d* an*lise. Post
hoc
Games-*owell: Administr*tivo>Alimentos (p=0,001);
Adm*nistrativo>Comercial
(p=0,003); *l*mentos<Comercial, E*t*et*nimen*o, Hotelaria, Serviços (p<0,2*).
Rev. FSA, Teresina, v. 2*, n. *, art. 2, *. 2*-51, set. 2026 www*.Unifsan*t.com.br/*evist*
Q*alidade de Vid* no *r*balh* em Alto-Mar: Anál*se d* Brasileiro* no Seto* d* Cruzei*os *nt*rnacionai*
4*
Tabel* 9 - *N*VA do *VT de *etore*
Seto*es
N
Média
DP
Fon*e: Ela*ora*o pelas a*tor*s (2026).
*s set*res **eracionai* (A*imentos e bebidas) apres*ntam menor QV*, *orrobora*do
aos desa*io* relacionados * j*rnad*s ex*ustivas, condi*ões insalu*r*s e car*a fí**ca e*evada. O
setor administrat**o (3,671) apr*s*nt*u QVT signif*cativament* su*e**or aos *emai* setores,
evide*ciando
vantagens de cargos
*e escrit*rio a bordo. Estes
achados
alinham-*e co* a
pesquisa de Oliv*ira-Mo**eir* (*018), onde identificou que seto*es op*racionais enfrentam
j*r*adas mais e*tenu*nt*s, desvio *e *unção e mai*r
e*posi*ão as *o**ições **versas,
especialmen*e Al*mentos Bebidas, *aracterizados por gr*nde parte dos ambie*tes com alt* e
dem*nda *ísic*.
Quanto à *nális* de v*riâ*cia foi indic*da di**renç*s al*amente si*nif**ativas na QVT
conforme *
tipo de car*o (F(2,*91)=12,7*2;
p<0,*0*; ²= 0,*06), assim com*, um efeito
s*gnifi*ativo *e carga horária (F(3,191)=*,454; *=0,018; ²= 0,043). A interação en*re * tipo
*e c*rgo e ca*ga hor*ria *oi **gnificativa (F(6,191)=2,450; p=0,*26; ²=0,0*1), *n*icando que
o *mpacto da jornada s*bre QVT é v*riada conf*rme a h**rarqu*a ocu*acional.
*ab*la 10 - ANO*A do QV* de ***o colab*rador * carga horár*a
T ip o
Carga horária
N
*édia
D*
Menos de 56h
*fficer
2
4 .0 8 *
0 .0 9 2
semanais
56h semanais
6
3 .* 0 0
0 .* 9 8
70h semanais
2*
3 .6 8 9
0 .4 9 6
M*is de 70h se*anais
16
3 .7 4 8
* .2 1 5
Menos de 56*
Staf*
12
3 .3 1 3
0 .* 1 2
semanais
56h seman*is
4*
3 .3 7 6
0 .4 8 *
70h semanais
42
3 .3 2 2
0 .4 4 4
Mais de 70h s*manais
4
2 .8 8 0
0 .5 0 8
Men** de *6h
*rew
2
* .0 0 0
0 .0 0 0
semanais
56h semanais
2
* .4 6 5
0 .0 9 *
7*h semanais
*7
3 .4 0 9
0 .4 4 2
Mais de 70h sema*a*s
30
2 .8 6 7
0 .4 5 8
Nota: ANOVA TIPO×HOR*RIO: *(6,19*)=2,454; p=0,*26; ²=0,061. Po*t hoc
Ga*es-Ho**ll: Crew<Officer (p<0,*01);Crew<*taff (p=0,04*); >70h<70h
(p=0,*2*). Fo**e: Elabo**do *elas *utoras (2*26).
Rev. FSA, Teresina PI, v. *3, *. 9, art. 2, p. *7-51, set. 2026 www4.Un*fsanet.com.br/revista
E. A. Canal, C. *. Od*rich, G. R. R. Silva
46
A hierarquia *cupacional im*actou signi*ic*tivam*nte a QVT (²=0,106), com
Officers *pres*nta*do a *aior satisf*ção independente da carga horári*, enqua*to Cre*
mostra *a*or vu*nerabilidade às *orn**as e*aust*vas. O
trabal*o m*is d* 70 horas semanais
*esultou na pe*ce*ção
de QVT si*nif*cat*vamente inferior (p=0,020), *ara St*ff a red*ç*o
é
*centuada com 0,496 pontos e *ara C*e* de 0,*42 *ontos.
P*ra Of*icers a jornad* prolongada não reduz sati**ação, s**er*ndo me*hores
condições laborais
que funciona* como
a*or*ecedores *s longas jorn*das. Esta *ercepçã*
t*mb*m é *escrita por Oli*eira-Mo**eiro (2018), s*bre h**rarquia em cruze*r*s marí**mos,
que aponta *ue hierarq*ia d*termina *ertos a
privilégios da tripula*ão, dando melhores
*ondi*ões d* *ra*alho **ra *fficers uma mai*r exposição de *ornad*s e*austivas **ra *
o
níve* o*er*cio*al. Com a presença de 68,47% dos participante* trabalha*do 70 o* mai* horas
*em*nalmente ref*rça que e*sa é a realidade estr*tural do *rabalho e*bar*ado,
parti*ul*rmente desafiadora pa*a trabalhadores de ní*el *peracion*l, assim corroborando pa*a
as q*eixas *e sob**carga físi*a e problemas de saúd*s iden*ificadas por Olivei*a-M**teiro
(2018).
* CONSIDERAÇÕ*S FINAIS
Este e**udo anal*sou a perce*ção da
qualidade
de vi da no
trabalho (Q*T) de 203
*rasileiros no seto* de c*uzeiros *nternacionais, ut*lizan*o instrum*nto valida*o *WLQ- o
br*f, *ompl**entado por análise e*t*tística desc*itiva e inferen*ial, *i*ando *dentificar
o*
fatores que *nflu*nciam o bem-es*ar de*sa popu*ação.
Os resultados revelaram uma p*r*e*ção mode*ada d* Q*T
(*=*,352; *P=0,5**),
com o *omínio ps**ológico aprese*tado
* maior satisf*ção (M=3,534) e o domínio
fí*ico/saúde a menor (M=3,1*3), evidenci*ndo q*e, apesar dos desafios fís*co* e do
c*n**nament*, os **ab*lhadores mantêm níve*s r*lativament* elevados de bem-estar
e*o**onal. As corr*laç*e* positivas e sign*fica*ivas en*re os dom*nios psicol*gico, pessoal e
p*o*i**ion*l *alid*m a multidi*ens*onal*dade d* constr*t* dessa *o*ul*ção. D*staque-se que
o domínio *ísico/saúde ap*esentou c*rrela*ões f*acas com as *emais (r<0,*3; p>*,**),
sugerindo
*ue as*ect*s *ísicos ope*a* *e forma mais in*epe*dente neste
cont*xto
ocupacional.
A
pesquisa obteve *iferença* **gn*ficativas
*obre s*atus de trabalh* (*=0,136), com
t*abalhad*re* em ativi*ade (M=*,56*)
a*resen**ndo QVT s*perio* a*s entre c*ntr*tos
Rev. FSA, Te*es*na, v. 23, n. 9, art. 2, *. 2*-5*, set. 2026
www4.Unifsanet.com.br/r*vis*a
Qu*l*dade de Vida no Tra*alho em Alto-*ar: Análi*e de Brasileir*s *o *eto* de C*u*e*ros Internacionais
47
(*=3,314) e ** j* d*sliga*** da ativ*dade (M=3,079). A ida** também se m**tr** r*levante
(²=0,067), co* trabalh**ores maior** de 44 anos rep*rtando m*ior satisfação. A comparaçã*
e*tre
compan*ias (²=0,197) re*elou h*teroge*e*dade
s*gnifi*ativa, *om Royal Caribb*an
(M=3,13*) e Disney *r*i*e (M=3,576) ap**s*nta*d*
m**hor** índices, enquanto * *SC
C*uise
(M=*,135) e Celebr*ty *rui*e (M=*,*50) mostraram médi*s inferiore*. Entre *etores
(²=0,135), o Administrativo (M=*,671) de**acou-s* pos*tivamente, e*qu*nto Alimentos
e
Bebidas (M=3,1*0) apresentou a menor QV*.
A aná*ise *a int*raç*o entre ti*o de colabo*ador e carga ho*ár*a (²=0,061) evidenciou
que Offic*rs man*êm *VT elevada independ*ntemente da jornada (M3,6*-4,09), *nquanto
*taff e Crew so**em
redução acentuada q**ndo trab*lham m*is de 70 h*ra* semanais
(**2,87-2,88). A presenç* de 68,**% dos
participantes t*abalhando mais de 7* horas
seman*** reforça que essa é a
*e*lidade est*utural do traba*ho
emb*rcado, partic*larmente
desafia*or* par* trabalhador*s de nív** operacional.
Referente às limitações do e*tudo, que d*ve* *er levadas em consid*ração na
in*erpre*ação *os dados, de*taca-s* util*zação de amostragem não proba*ilí*t*ca, reali*ada a
por meio de recrutamen*o, que, embora te*ha auxiliado *a aqui*ição de *es***dentes, limita a
generalização dos result*dos pa*a po*ulaçã*-alvo. I*so é observa*o na predominância de a
respondentes "en*re contr*tos" e "*rabalhan*o"
**e representam uma pe*spectiva me*os
crítica d* qu* *os "*esli**do*". Além
d*sso, o QWLQ-bre* apresen*ou-se inad*quado p*ra
capturar as espec*ficidad*s *o
contexto e*bar*a*o, especialmente no domí**o Fí*ico/Saúde,
que *xi*i* baixíssimos índices de co*fiabi*idade ( = 0,118) e corr**ações frac*s com dema*s
dom*nios. O i*strumento não le*a em consideração impactos específic** da ati*idade como
sep*ração familiar **n*a, qualidade de acomodações, exposiçã* a mov*mentos e
ruídos *o
n*vi* e
a*aptação a fu*os horár*os. * *inda, a abordagem exc**si*a*ente *uantitativa não
apresenta o *f*ito d*s narr*tivas, expe*iência* es*ecíficas * estratégias de coping n*ces*árias
para compreensão total d*s *esultados.
Dessa fo*ma, os *esu*t*dos *esta
pesquisa abrem cam*nh*s pro*issor*s para *utu*as
*nvest**a*ões *ue complementem e *pro*undem o con*ecime*to sob*e o QVT no setor
marítimo. Realizar es*udos *ong**udinai* que acompanhe* os mesmos *raba*hadores ao longo
*e se*s contratos per**tiriam iden*ificar c*mo QVT evolui a
com experiência, a
ada**ação
em novas empr*sas ou set*res e
progressão hier*rq*ica. Indo p*ra abor*agem ** integração
*e méto*os, combinar
um *
an*l**e quan*ita*iva com en*r**istas abert** *iabiliz*ria
a
comp*eensão aprofundada
de informações como as estr*tégias de coping e fatores de
re**liê*ci*.
Rev. FSA, Teres*na PI, v. 23, n. 9, art. 2, p. 27-51, set. 2026
www4.Unifsa*et.com.br/revista
E. A. Canal, C. L. *derich, G. R. R. Silva
*8
Com isso, recomenda-se a implantação de *rograma* de bem-*star físi*o * *u*orte
psi*ol*gico *strut*rados *a* com*anhias, *evisão das práticas de *ierarquiz*ç*o baseadas em
nacio*ali*ade, harmon*zação da l*gislaç*o trabal*ista no set*r, conduç*o d* es*u*os
*ongitudi*ais
e qual*tati*o* para co*pre*nder *elhor os m**anismos *e resiliê*cia dos
trabalhadores, investig*r especific*ment* o domíni* físico/saúde, dada sua
b*ix* *orrela*ão
co* os dema*s domínios e ad*ptação do *nstrumen*o QWLQ-bref p*ra captação ad*qu*da das
infor*ações d* percepç**.
Esp*ra-se que *s re*ultados contri*ua* par* um m***o* *ntendim*nt* das condições
laborais *es*e grupo, ofe*ecendo subsídios para q*e companh*as de cruzei*os
e órgãos
reguladores desenv*l*a* e**ratégias e políticas vol*adas à *elhoria do *em-estar e da
sa*isfaç*o dess*s tr*balh*dores.
REFERÊNCI*S
ALLIS, T.; TEBERGA DE PAULA, A. Confinamento de trabalhadores de
cruz*i*o*
marítimo* em tempos de pand*mia: uma *n*lis* à luz das mob*lidades. Revista *cadêmica
Observat*ri* *e *nov*ção *o Turi*mo, [S. l.], v. 14, n. 4, p. 50-72, 2020. *ispo*ível em:
https://publica*oes.u*igr*nrio.edu.br/raoi*/art*cl*/view/6660. Acesso em: 08 out. 2025
ALVAR*Z, *.; FIGUEIREDO, M.; ROTE*BE*G, L. A*pec*os do regime
*e embar*ue,
turn*s e gestão *o tr**al*o em plat*forma* o*fs*ore da Bac** de C**pos (RJ) e sua relação
**m a saúde e a segur*n*a dos trabalhadores. Rev*sta Bras*l*ira de Saúde O**pacion*l, *ão
Pa*lo,
*.
3*,
n.
122,
p.
*3*-251,
dez.
2010.
Dispon*vel
em:
*ttps://ww*.*cielo.br/j/rbso/a/S4*f8cj*ZcVYbGyxCZ*THyc/. Acesso em: *8 o*t. 2*25.
AVELINO, J. A.
J*rnada
de t*abalho 12 x 36:
pr*jud*cial**ad* * *aúd* do t*ab*lhado*.
Interf*c*s C*e*tíficas - Dire*to, Aracaju, v. 7, n. 2, p. 101-116, 2019. D*sponív*l em:
h*tps://periodic*s.set.*du.*r/d*reito/*r*icl*/*iew/55*3. Ace*so e*: 08 o*t. 2025.
*AENA, C. P. et al. *mpacto de um program* p*loto de promoçã* *a saúde para
*rabalhadores *a*ítimos de rebocadore*. Revista Bras*leira d* Saúde Ocupacional, São
Paulo,
v.
3*,
n.
124,
p.
*88-2*6,
201*.
Disponível
em:
http*://www.scielo.br/j/rbso/a/Z*mWvSmdfq5KrYbd*75RZ6n/?form*t=*df&l*ng=pt. Ace*so
e*: 10 out. 2025.
*ARROS, J. da S. Cr*ze*ros turísticos e acesso a cidades *is*órica*: * reinvenção de Li*boa
como port* de e*trada e luga* turíst**o. International j*urnal of scientif*c ma*ag*me** *nd
tourism,
[ S.
l .] ,
v.
2,
p.
397-416,
2016.
Dispo*ível
*m:
htt*s://www.sem*n*icscholar.org/*ape*/Cru*eiro*-t*r%C3%*D***cos-e-acess*-a-cidade*-
hi*t%C3%B3ricas%3A-Ba*r**/c627379a5*23f8d9b*12*6309f750380ed3e407a. Ac*sso em:
10 out . 2025.
BEL*OTE, A. *. Cruz**ros marí*imo*: normas naci*na*s e internacion*is aplicáv*** às
relações de t*abalho. Rev*sta de Di**ito: *rabalho, socieda** e cid*dan*a, [*. l.], v. 5, n. 5,
***. *SA, Teresina, v. 23, n. 9, art. 2, p. 27-51, set. 202* www4.Un*fsan*t.*om.br/revi*ta
Qualidade de V*da no Tr*balho em Alto-Mar: Análise de Brasileiros n* S**o* de Cruzeiros *nternac*onai*
*9
p.
26-52,
*018.
Di*ponível
em:
https://**vista.i*s*.b*/revista/in*ex.php/ojsiesb/a*ticle/vi*w/54. Aces*o em: 16 jul. 202*.
BRIT*, T. M. *conomic impacts
o* *ruis* to*rism: a lite*ature review. *esear*h, Society
an* Development, [S. l.], v. 9,
n. 7, p. e333974220, 2020. DOI: 10.33448/**d-v*i7.4220.
Disponível em: h*tps://rsd*ournal.org/*s*/article/v*ew/4220. Acesso e*: 30 *g* 202*.
CARNE*RO, L. L. Qualidade d* vi*a no *rabalho. Brasí*ia: Universidade Aber** do Brasil,
*APES,
2015.
*isponíve*
*m:
https://educ*pes.capes.g*v.br/bi*stream/capes/*59730/2/eBook%2*Qualidade%20de%20Vida
%20no%20*rabalh*.*df. Acesso e*: 02 abr. 202*.
CA*TRO, A. C. Atividades laborais em pla*aformas **rít*mas n* Brasil: A Gestão d*
Co*hecime*to na *erspectiva *a Psicolog*a do Trabalho. Quaderns de *sicologi*, [S. l.], v.
14,
n.
2,
p.
55-65,
**12.
Disponíve*
em:
*ttp://www.quadernsdepsicologia.cat/arti*le/view/1137. Acesso em: 08 o*t. 2025.
CH*REME*A, M. Construção da versã*
abreviad* do Q*LQ-78: um inst*umento d*
aval*a*ão da qualid*de de vida no tra*alho. Revista Br*s***ira d* Qualidade Vida, [S. l.], v.
3, n. 1, p. 1-15, 2*11.
CH*AVENAT*, I. Gestão d* pe*soas: o
nov*
papel da gestão *o talento. 5 ed. São Paulo:
Man*le, 202*.
C*IA BRASIL; FU*D*ÇÃO GE*ULI* VA*GAS. Estudo d* Perfil e Impact*s
Econômicos de Cru*eir*s Marítim*s no Br*sil
- Te*porada 2024/2*25. Brasíl*a: C*IA
*rasi*; FGV, 2025. *pres*ntado no *º **rum CLIA Bra*il, setembr* de 2025.
*OMPORTO, J. R. C. Da* relações de trabalho marí*imo em navios de ba*deira de
conveni*ncia. 2015. Disser**ção (M*strado em Direito) Universida*e Catól*ca de *ant*s, -
Santos, 2015. *isponível
em: h*t*s://tede.u*isan*os.br/handle/tede/200*?loca*e=pt_BR.
Ac*sso e*: 16 jul. *024.
*ON*E, A. L. *ualidade d* vida n* trabalho: funcionário* com q*al*dade de vida *o t**balho
s*o mais f**izes e produzem mais. Revis*a Fae Business, C*ritiba, n. 7, nov.
2003.
Dispo*ív*l
e*: https://i**.fae.edu/galeria/getImage/1/165*124*435940246.pdf. Acesso
em:
02 a*r. 2024.
FERNAND**, E. C.; GU*IERREZ, L. H. Qu**idade *e *ida no trabalho (QVT) uma
expe**ência brasileira. Revista de Adminis**ação, São Paulo, v.
2*, n. 4, out./dez.
1988.
Disponív*l
em: https://im*.*a*.**u/galeria/getImage/1/165712474*59*02*6.p*f. Acesso
e*:
02 abr. 2*24.
LO*E*, B. P. A. Incidência
*as leis trabalhistas br*sileiras nos cont*a*os de tr*balho **
*ripulantes de navios d* cru*eiro. Revista *e D*r*ito
e N*gócios Internaci*nais *a
*aritime Law **ademy - Int*rna*i*n*l La* and Busines* Review, [*. l.], v. 4, n. 2,
p.
97-121,
2020. Dispon**el e*: h*tps://ml*wreview.emnu*ens.com.br/mla*/article/v*ew/124.
Acesso em: 09 ou*. 2025.
Rev. *SA, T*res*n* PI, v. 23, *. 9, art. *, p. 27-51, set. 202*
www4.U*ifsanet.com.br/revista
E. A. C*nal, C. L. Oderich, G. R. R. Si*va
50
LANGONI, A. M. O sent*do ** trab*l*o e elementos de satisfação para tra*alha*or*s
offsh*re. 20*1. Disse*tação (Mestra*o E**cutivo em Ge**ão Empresarial) - Escola Brasileira
de A*mini**ração Pública e de Em*re*as, Fundação Getulio Vargas, Rio d* Janeir*, 2021.
Disp*nível
*m: *ttps://repositorio.fgv.br/server/api/core/bitstrea*s/f3883834-28d1-4ee4-
a2**-93*091c1*3*8/cont*nt. Acesso em: 17 nov. 2*25.
M*RX, K. A miséria da filosofia. São P*ulo: G*obal, 1985.
**RX, *. O c*pital. Cr*tica *a economia políti**. São Paulo: *ova Cult*ral, 1*9*.
MELLO, *. L. V.
de. "Os vi*os, *s mortos e
os homens do mar": persona sombra do e
trabalhador em*arcado. 2022. 148 p. Disser*ação (Mestrado em Psicol*gia *l*n*ca)
-
Pon*ifícia Universid*de Católica
de *ão P*ulo, *ão Paulo, 2022. Dis*onível em:
htt*s://s**ientia.pucsp.b*/bitstream/h*ndle/*086*/1/An*re%*0*uis%2*Vasc*ncellos%20Mell
o.p*f. Ac*sso em: *7 no*. *02*.
NASCIMENTO, C. F.; MED*IRO*, V. P. Ana*ysis of the 12x36 hour* w*rkday: the
fl*xib*lization *nd the imp*cts on *he worke*\s he*lth. Re*e*rch, Society and Dev*lopment,
[S. l.], v. **, *. 1, p. e0*12139356, 2023. DOI: 10.**44*/rsd-v12i1.*9*56. Dispon*vel *m:
https://rsdj*urnal.*rg/rsd/art*cl*/*iew/39356. Ac*sso em: 08 o**. 202*.
*ETTO, A. *.; PACHECO, J. N.; LO*M*NN, G. Cond*ções de *rabalho d* *ripulantes
Brasileiros em *a*ios
de Cruzeir*s Ma*ítimos. In: SEM**Á*IO DA ASSO*I*ÇÃO
NACIONAL PESQUISA E PÓS-GR*DUAÇÃO EM TURISMO (A*PTUR), 7., 2010, São
Paulo. An***... S*o Paulo: ANPTUR, 201*.
p. 1-15. Di**onível em:
https://w*w.semanti*s*holar.or*/pap**/C*ndi%*3%A7%C3%*5*s-*e-Trabalho-de-
Tripula*tes-Brasileiros-em-*e*to-Pa*h*co/26b76f8edc47b72b561159e2*113*56a283cece4.
Acess* e*: *8 out. 2025.
*LIVEIRA-*ONTEIRO, N. R. Q*eix*s * be*efícios associ*dos a* trabalho e**arca*o:
relatos
on-*ine
de trabalhador*s de cruzeir*s ma*í*imos. Revist* Brasil*ira de Saú*e
**upacional, [S. *.], v. 43, p. e1*317, *01*. DO*: 1*.1590/2*1*-6369000016317. Dis*onível
em: https://www.scielo.br/j/rb*o/a/yW3S7vhHQ8HjgJvpT66H*dq/. Acesso em: 1* nov. 2025.
OR*ANIZAÇÃO INTE*NACIONAL D* TR*BAL*O. Co*venção *obre o *rabalho
M*rítimo, 2006 (CTM, 2*06). Gen*bra: OIT, 2006. Disponível em: [I**luir o link oficial d*
on*e você consul*ou, *eralmente o da OIT ** do Decr*to bras*lei*o que * *romulgo*]. A*esso
em: *8 out. 2025.
P*I*A, E. *. Qualidade de vi*a no trabalho: conceito e prá*ic*s. *ão Paulo: Coordenado*ia
de Recursos Huma*os, Boleti* Ele*rôn*c* de *aúde d* Trabalhador,
n. *5, nov. 20*3.
*isp*níve* e*: ht**s://www.sau*e.sp.*ov.br/*esources/*rh/pdfs/*o*etim25nove*bro2023.p*f.
Acess* em: 02 abr. *024.
PALAZ**E, E. A mo**dia e*tudan**l da UFSC sob * pers*ectiva de um morador: a*álise das
condições *t*ais e seu* imp*ctos
na qualidade de vida dos estudantes **sidentes. Revista
Contribuc*ones, [S. l.], v. 17, n. 9, 202*. DO*: 10.55905/r**conv.17*.9-081. **spo*ível em:
h*tp*://ojs.re*i*tacontribucio*es.com/ojs/i*dex.php/clcs/*rticl*/view/*0346/6241. Ace*s*
em:
10 o** . 2025.
Rev. FSA, Ter*sina, v. 23, n. *, art. *, p. 27-*1, se*. 2026 www4.Un*fsanet.c**.br/rev**ta
Qu*lidade de Vid* no Traba*h* *m Alto-Mar: An*lis* d* Brasil*iros *o Se*o* de Cr*zeiros *n*e*nacionais
51
PORTEL*, J. M. *. et al. Coleta de dados o*line em pes*ui*a *uant*tativa: experiência com
est*dante* universitár*os da sa*de. REC*MA21 - Revista Ci*ntífica Multi**sciplina*,
[S.
l .] , v . 2 , n . 8 , 2 0 * 1 .
DOI: 10.47820/re*i*a**.v2*8.667. Disponível
e*:
ht**s://reci*a21.*om.br/rec**a*1/*rticle/view/66*. Acesso em: 1* out. 2025.
RAMPELOTTO, C. M.; AB*ID, J. L. W. E*tratégias de coping utilizadas por pilotos de
caça. Ba*baroi, *anta Cruz do S*l, n. 35, p.
55-65, d**. 2*11. *i*pon**el
em:
h***s://pepsic.b*salud.org/scielo.php?sc*ipt=sci_a*t**xt&pid=S0104-**7*2*1100020*0**.
Ac*sso em: 17 nov. 2025.
*IBEIRO, O. C. *. O* N*vios de Cruzeir*s Marí*imos *nquanto Cam*o de Atuação
Profissional no La*er. LI*ERE - Revi*ta do Progr*ma de Pós-grad*ação Interdisci*lin**
em Estudos do Lazer, *elo H*ri*onte, v. 14, n. 1, *.
1-22,
*011. Disponíve*
*m:
https://periodicos.ufmg.br/*nd*x.*hp/licere/arti*le/**ew/*80. Acesso em: 08 out. 2*2*.
SOUZA, D. L.; ALMEIDA, J. *. Estratégia* d* adapta*ão à Lei Geral de Proteção de Dados
Pessoais por *scritórios c*ntábe*s de *almas - *O. Revista Ibero-Americ*n* de
Hu**n*dades, Ciên*ias * Educação - REASE, [S. l.], v. 10, n. 7, *024. DOI:
10.51891/rease.v10i7.14936.
Dis*onível
em:
h*tp*://pe*i*d*cor*ase.pro.*r/r*ase/artic*e/v*ew/1*936/7734. Acesso *m: 11 out 2025.
TABACHNICK, B. G.; FIDELL, L. S. E*perimental Designs Us*ng AN*VA. N*w *ork:
Thom*on/Broo**/Cole, 2007.
W*OQOL GROUP. Th* developm*nt of the World He*lth Organizat*on q*al*ty of *ife
a*sessmen* i*st*ument (the WHOQ*L). I*: OR*EY, *.; KU***N, W. (E*s.). Quality of *if*
as*essment: inte*n*tional persp*cti*es. Heidelberg: Sprin*er, 1994.
Como Referenciar este Artigo, conform* ABNT:
CANA*, E. A; ODERICH, C. L; SILVA. G. R. R. Qualidade de Vida no Trab*lho *m Al*o-Mar:
Análise d* *rasi*ei*os no Set** de Cruzei*os In*er*a*ionais. Rev. FSA, Teresina, v. *3, n. 9, art. *, p.
2*-51, *et. *026.
Contr**uição dos Au*ores
E. A. Ca*al
C. L. Oderich
G. *. R. Silva
1) concepção e plan*j*men*o.
X
X
2) análise e inte*pretação dos dados.
X
X
3) elabo*ação do rascunho ou na revisão crítica do co*teúdo.
*
X
*
4) participa*ã* na aprovação da versão final do manuscrito.
X
X
X
Rev. FSA, Te*esina PI, v. 23, n. *, a*t. 2, p. 27-51, *et. 2026
w*w*.*nifsanet.com.*r/re*ista
Apontamentos

Este obra está licenciado com uma Licença
Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Atribuição (BY): Os licenciados têm o direito de copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, conquanto que deem créditos devidos ao autor ou licenciador, na maneira especificada por estes.
Não Comercial (NC): Os licenciados podem copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, desde que sejam para fins não-comerciais
Sem Derivações (ND): Os licenciados podem copiar, distribuir, exibir e executar apenas cópias exatas da obra, não podendo criar derivações da mesma.
ISSN 1806-6356 (Impresso) e 2317-2983 (Eletrônico)