Centro Unv*rsitário Santo Agostinho www*.Unifsanet.*om.br/revista Rev. FSA, T*r*s**a, v. 23, n. 7, art. 1, p. 3-21, j*l. *02* ISSN Impresso: 1*06-6356 IS*N Elet*ônico: 2317-2983 http://dx.doi.org/10.12819/202*.23.7.1 A D*mensão da Inovação em Micro e Peq*e*as Empres*s d* Setor ** Serviços: Anál**e do Radar de *novação a Pa*tir d* P*ograma Al* The Dimensio* *f Inn*vation in *icr* and Sm*l* Enterp*ises in the Service S*ct*r: Analysis of th* **novation *adar Based on th* Ali Progr*m Lucas Math*us Macieira da Si*va *estrando em Pro*riedade I*te*ectual e **ansfer*nc*a de Tecnolo*i* *ara Inov*ção (PROFNIT) Univ*r*idade Fed*ral da Bahia (*FBA) E-mail: lucasma*iei*a_18@hotmail.c*m Ol*va* da Si*va Rabêlo *ou*o* em Econom*a pe*a Universidad* Federal de Pernambuco (UFPE) Pro*essor da Univer*i*a*e *ed*ral d* Bah** (UFBA) E-mail: oliva*r*belo@*mail.com En*ereço: Lu**s *atheus Macieira da Silv* PROFN*T - *niversid**e *ede*al da Bah*a (UFBA) Edit**-Chefe: Dr. *onny Ke*ley de Ale*car I*stituto d* Química - *ampus *niversit**io de Ondi*a Rodrigues Ru* Bar*o *e Jeremoabo, nº 147, Co*d*mínio E*ifício **mpus U*iversitário, Brasil. A*tigo r**ebido em 31/05/2026. Última *ersão On*ina, Salvador - BA recebida *m 15/06/*0*6. Aprovad* em 16/06/20*6. CE*: 4*170-*15 Endereço: O*ivan da Silva Rabêlo E*cola de Ad*ini*t*ação d* Universidade Feder*l da Avalia*o p**o siste*a Trip*e Revi*w: *esk R*view a) Bahia (EAUFB*). Esc*la de Administr*ção da UFBA pelo E*i**r-C*efe; e b) Dou*le Blind Rev*ew C*nela, 401109*3 - Salvador, *A - Brasil (avaliação cega por d*is *va*iadores da área). Revisão: Gram*tical, *orm*tiva e de Formatação L. M. M. Si*va, O. S. Rabêl* 4 RE*UMO A inov*ção ocupa posição relevante n* discussã* *obre competitividade empres*r**l, e*pecialm**te n* co*t**to das mic*o e peq*enas emp*esas (MPEs), qu* o*eram co* restrições de recursos e *o*t* dependênci* da capacidade d* a**p*a**o ao mercado. N* setor de serviços, * in*vaçã* frequen*emente se *anifes*a por meio de melhorias incrementais e* *rocessos, atend*mento, organização e rela*i*namento *om client*s. *e*se contexto, o presente artigo *eve por o*j*tivo analisar o comp*rtamen*o *a dimensão inovação em mi*ro e *equenas em*re*as do setor *e serviços *a cidad* d* Sa**ado*/B*, a **rtir do* res*l**dos *o Ra*a* de In*vaçã* obtidos no *m**to do Pr*grama *gentes **c*is de Inova*ão (ALI), executado pelo Seb*ae Bahia, no período de 2022 2024. Met*dologicamente, trata-se a de *ma pesquisa descritiva, de aborda*em qua*itativa, com apoio de p*ocedimen*os q*antit*t*vos, d*senvolvida por meio de **vis*o bibliogr*fica, análise *ocumental, prospecção tecnológica em **ses de patentes e c*mparação entre os re*ultad*s do radar inicial * final. Os resultados indicam a*anços e* con*roles gerenciais, mark*ting e t*ansformaç*o digital, e*quan*o a di*ensão *novação apresentou ev*lução mais limitad*. A p*ospecção tec*ológica evidenciou * existência *e métodos, ferr*mentas e soluç*es voltadas à gestã* *a inovação, re*elando um des*ompasso entre sua dis*o*ibili*a*e e a capacidade das em*resas de i*corporá-las de for*a es*r**urada. Conclui-s* que o f*rtalecim*nto da i*ovação em MPEs de servi*os *e*end* da integr*ção entre diagnó*ti*o org*nizacional, *on*tora*ento tec*ol*gico, experimen**ção e tom**a de decisão. Pa*a*ras-chave: I*ova*ão. **cro e Pequenas Em*r*sas. Radar de Inovação. Ges*ão da Inovaç*o. Prospecção *ecnológ*ca. ABSTRAC* In*ova*ion pl*ys a relevant *ole in *he discussion of bu*ines* co*pet*tiveness, es*eciall* in th* c*ntext of mic*o *nd *m*ll en*erprises (*SEs), which *perate *nder reso*rce constraints and de*end heavil* on their *bility to adapt to mark** demands. In t*e servic* sector, innovation often occurs thr*ugh increm*ntal i**ro*ements in proc*sses, cu***mer se*vice, org*nizational pract*ces, a*d *lient r*l*ti*nsh*ps. In *h*s context, this study aimed to ana*yze the behavi** of the innovatio* dimension i* mic*o and s**l* enterpris*s in the se*vice sector of S*lv*dor, Bahia, based on the resu*ts o* the Inn*vation Rada* obtained t**ough th* Local In*ovati*n Agents Program (ALI), implement*d by Se**ae Bahia bet*een 20*2 *** 2*2*. Meth*d*logic*lly, this is a *esc*ip**ve study wi*h a qualitative approach suppo*te* by *uantitative procedures, dev*loped throu*h a literature review, *o*um*nt a*alysis, tec*no*ogi*a* *rospecting ba*e* on patent databases, *nd a comparison betw*en *n*tial an* fin*l Innovat**n R*d*r results. T*e *indings indicate *dva**** *n manag*rial controls, marketi*g, and digital transformation, while th* *nnovation **m*nsion s*owed mor* li*ite* p**gress. *e*hnolog**al prospec*ing revealed the exis*ence of met**ds, *o*ls, a*d solutions aimed *t innovat*on ma*agement, hig**ighting a ga* between the*r availabi*ity *nd *h* ab*lity of firms to **c*rporate them i* a **ructur*d man*er. I* is conc*uded **a* strengthe**ng inn**ation in service-sec*or MSEs *ep*nds on the *ntegration of o*ganizatio*al diagnosi*, t*ch*olo*ical mon*tori*g, experiment**i**, and dec*sion-making. Keywo*ds: Inn*vat*on. Micro an* Small *n*er**ises. *nnovation Radar. Inno*ati*n Management. T*c*nol*gica* *orecastin*. Rev. FS*, *eres**a, v. 23, n. 7, a*t. *, p. 3-*1, *ul. 2026 www4.Unifsan*t.com.br/revista A **m*nsão *a I*ova*ão *m Micro e Peq*en*s E*presa* do S***r de Serv*ços: Anális* do R*dar de Inovação 5 1 INTRODUÇÃO A inovação tem si*o rec*nhecida como um elemento imp*rtante para a competi*ividade das organiza*ões e par* o desenvolviment* ec**ômico. N* p*ano co*ceitua*, o Manual *e O*l* d*fine *novação * par*i* da im*lementação de pr*dutos, process*s, mét**os or**n*zac**nais ou *r*ticas d* marketing novos *u s*gni*ic*tiva*en*e melhorados, o que amplia a compr*ens** d* fenômeno para a*é* da inovaç** tecnológica est*ita (MANUAL D* OSLO, 2018). No cas* *as micr* e p*q*enas *mpresa*, es*a *iscuss*o ganha ainda mais *elevân**a. Esse s**ment* possui for*e *eso na es*rutura emp*esarial b*as*leira e, ao *esmo tem*o, enf*e*t* maiores *ificuldad*s par* sustentar práticas inovador*s, especialm*nt* qua*do c*mparado à* empre*as de *aior porte (IBGE, 2024). Esse cenário s* t*rna especial*ente sensível no *etor d* *ervi*os. No recorte ba*ano, * setor **upa posição centr*l na *conomi* *stadual e te* apresenta*o crescimento *e*ente, o que re*orç* s** relevân*ia para a dinâmica *conômica e *ara a *is*uss*o sobre compe*iti**dad* empresarial (FE*OMÉRCI*-BA, 20*4). Do po*t* *e vista teórico, essa dificuldade pode ser c*mpreendi*a porque * inov*ção em peq*e*os n*gócios te*de a dep*nd*r men** de e*truturas fo*mais *e p**quisa * d*senvolvi*en*o e mais da capacidade de organizar processos, **r*nder com o *l*ente * transformar melho*ias em prátic*s con*i*ten**s. *essa direção, Dr**ke* (2002) trat* * i*ov*ç*o como di*cip*i*a, e n*o com* acontec*mento *asual. No contexto dos *erviços, essa d*scussão *dquire espec*ficidade* própria*. Kotler * *eller (2006) defi*em s*rviço como *m desempenho ess*ncialmente *ntang**el, o que ajuda a compreender por que a inovação nesse set** freq*ent*men*e se manifesta em ajustes na e*trega, *o atendimento e na relação com o clie*te. D*an*e de*sas *imitaçõ*s, instrumentos d* *iagn***ico gan*am importânc** po*que permite* identifica* o grau de maturi*ade das empresa* em diferen*es di*ensões e orien*ar priori*ade* de melhoria. *ntre esses *nstrumentos, de*taca-se o *ada* de Inovação, modelo o*iginal*en** pr*posto p*r S*whney, Wolcot* e Ar*oniz (2006), que passo* * ser utilizado como r*fe*ência para avaliar múlt*plas f*rmas de i*ov*ção nas organi*aç*es. No contexto deste estudo, o Rad*r de In*vaç*o * anal**ado a p*r*ir *e sua aplica**o no âmbito do Program* Ag*ntes Locais de Inovaç*o (*LI), executado pelo Seb**e *a*ia junto a **cro e p*quenas empres*s d* setor de *erviços da *idad* de Salvador/BA, no período de 2022 a 2024. Esse recorte é re*ev*nte p*rque p*r*ite obse*va* o comportamento d* dimens** Rev. FSA, Teresina *I, *. 23, n. 7, a*t. 1, p. 3-21, jul. 20*6 www4.Unif*anet.c*m.br/revi*ta L. M. M. Silva, O. S. Rab*lo 6 *n*va*ão em um conj*n*o de empr*sas acompanhadas por *m instrumento estrutur*do *e di*gn*stico e ori*ntação ge*enci*l (SEBRAE, 2022). A anális* con*olidada mostra que, *mb*ra tenham *co*rido ganhos mais claros em *ontro*es gerenciais, marketing e transfo*mação digital, * d*me*são inovação apr*se*tou evolu*ão *ais tímida (SEB*AE, 20**). E**e resultado é relevante por*ue sugere uma di*erença entre avanços mais oper*ci*nais e ge*enciais e a consolidação da inov*ção com* prá*ica con**nua *as micro * p*quenas *mp*esa* de serviço*. Em outr*s *al*vra*, as empresas pare*em conseguir me*horar a organização inter*a *om m*is faci*ida*e do q*e estrut*rar cicl*s *onsistentes de ideação, teste e i*pl*m*nta*ão de novas solu*ões, o que refo*ça * i*po*tân*ia d* *xp*rimentaç*o e d* aprendizagem no pr*cesso inovativo (RIES, 20**). Apesar do* avanços obser*ado* ** dimensõ*s l*gadas à gestão, mark*ting e t*ansformaç*o di*ita*, a d*mensão *nova*ão apresentou evo*ução mais limitada, i*dicand* possí*el desalinhamento en*re a disponibilidade de inst*umentos e *ecnologias volta*as à inovação * sua *fet*va i*corporaçã* *elas micro peq*enas empresas do setor d* serviços. e **ant* disso, o p*esente art*go *em por o*jetivo *nalisar o comportam*nto da dimensão *novaç*o ** mi*ro e *eque**s empresas do set*r de **rviços, a partir dos resultados do Rad*r de Inovação obtid*s no âmbito d* Programa A*entes Locais *e *novação (A*I), exe**tado p*l* Sebra* Bahia, no período de 2022 * 2*2*. ** *azer *sse recorte, o estud* busca d*sc*tir em que medida o d*semp*n*o mais limitado dessa dim*ns*o ajuda a *om**een*er os desafios da inovaç*o em p*q*enos negócios e a apon*ar cam*nhos *ara o fortal*c*me**o da g*stã* da inovação nesse contexto (SEBRAE, 202*). 2 REF*RENCIAL TEÓR*CO 2.1 I*ovação em micr* * pe*uenas empresa* A inovação ocup* posição central na discuss*o sob** competitividade empresari*l *orq*e se re*aciona diretamente à ca*acidade d* adaptação das orga**zações dia*te de mudanças econômicas, tecnológi*as e mercadológicas. No ref*rencial adotado neste e*tudo, o ponto de partida * o Manu*l de Oslo, que c*m*r***de a *nov*ção como * implementação de um produto, processo, método org*ni*acional ou prática de m*rk*ting nova ou significativam**te melh****a, *nfati*a*do q*e inovar não s* *esume à in*enção, m*s à Rev. F*A, T*resina, v. 23, n. 7, a*t. 1, p. 3-21, jul. 2026 www4.Uni*sanet.*om.*r/revista A Dimen*ão da Ino*a*ão em M*cro e Pequenas E*presas do Setor de Serviços: Análise d* Rada* de In*vação * inc*rporação ef*tiva de m*lh*rias no funcionamen*o da organização (MANUAL D* OSL*, *018). Essa def*niç*o é es*ec*a*m*nte *e*evante para o *ontexto das m**ro e pe*uen** empresas, po*s amplia a *ompreensão da i*ovação *ara al*m de estruturas formais de p*s**isa e dese*volvi*ento. Ao c*nsid*r*r inovação em produto ou serv*ço, ***cesso, organização e *arketing, o Manual de *s*o permit* reconh*cer a i*p**tâ*cia de me*horias *ncrementais, *lgo m***o mais a*erente à realidade *as MPEs d* que a ideia de in*vação *e**rita à tecnologi* de alt* c*sto (MANUAL DE OS*O, 2018). N* literatu*a de gestão, Drucke* (2002) trata a inovação como d*sciplina, e não como acontec*mento casual. Ne*sa pers*ectiva, *nov*r exige método, *bser*a*ão e expl*ração sistemática de *p*rtunid*des, o *ue *proxima a inovaç*o da prática gerenc*al e re*orça que *la *ode ser desenvolvida m*smo em or*aniz*ç*es de men*r port*, des*e que haja capacidade m*n*ma *e organiz*r pro*essos * aprender com a experiênc*a. E* complement*, T*ías d* Bes e Ko*le* (201*) defendem que inova*ões incrementais * recorrentes p*dem preparar o te*reno para tran*f*rmações mais am*las. Essa lei*ura * especialm*nte ú**l no caso das micro e peque*as empresa*, nas qu**s mud*nças graduais *eduzem riscos, *madurecem competências tornam m*is e viável a con*olidação de uma cultura de inovação no cotidi**o do **gócio. A dimensão de res*lt**o tam*ém é central nessa discussão. Para Serafim (2011), a inovação no ambient* em*r*sar*al precisa ger*r *alor econ*mic*, ou seja, não basta haver novidade; é *ecessário que a mudança produ*a efei*o* c*ncretos no *es*mpenho da organiza*ão. Essa form**ação é pa*t*cularment* impo**ante para as MPEs, que *p*ram sob maior pressão por *esu*tados imediatos e menor ma*gem p*ra expe*imenta*ões prolongadas sem retorno perceptível. 2.2 Inovação em serviços Kot*er e Keller (2006) def*nem ser*iç* como q*a**ue* ato *u desempenho essencialmente int*ngív*l que uma pa*te o*er*c* a outra, sem resultar necessa*iam*n*e n* pos s * *e u* bem, o que ajud* a ent**der por *ue inova*ão *esse s*tor frequentemente se * m**ifesta em mudanç*s na *xperiênci*, no atendimento e nos proc*ss*s d* prestação do serviço. E*sa partic*laridade s* torna ainda mais evidente nas m*cro e *equen*s em*resas. Em negó**os de men*r po*te, a inovação e* serviços pode e*tar associad* à melho*ia de pro**tos, Rev. FS*, Teresina PI, v. 23, n. 7, ar*. 1, p. 3-2*, ju*. 2*26 ww*4.U*ifsanet.com.br/rev*sta L. M. M. **lva, O. *. Rabêlo * *rocessos e rela*io*ame*to *om cl*ent*s, so*retudo em *ont*xtos nos quais * qua*idade da entre*a e * capacidade de a*aptação a* mercado são f*t*res decisivos. *essa realidade, ino*ar mui*as vezes signif*ca reorganizar roti**s, quali*icar * *tendiment* e uti*iza* melho* os recurso* dis*oní*eis (TAJRA; RIBEIRO, 20*0). *ove*ock * *irtz (*00*) arg*mentam que * ino*ação e* *erviç*s exige estr*tégia* espe*í**cas, justamente p***ue o v*lor entre**e depende d* combinação entre p*ssoas, *ro*e*sos e pe*c**ção do cli*nte. Isso s*gnifica qu*, em empresas de serviços, a ino*ação n*o pode ser **nsada *pe*as como criação de a*go no*o, mas *ambém como ap*im*ramento da forma c*mo o serviço é expe**mentado, percebido * sustent*do na r*tina orga*izacional. Tajr* e Ribeiro (2020) o**ervam que a ino*ação *m **rvi*o* p**e de*orr** *a criação de solu*ões inéditas, mas também ** recombinação d* tecnologias * práticas *á exist*ntes. Essa le*tura especialmente útil *ara o present* *studo, porque dialoga c*m a realidade das é micro e *equ**as empr*sas de serviços, nas q*ais a inovação tende a ap*recer menos com* rup*ura tec*ológica e mais c*m* *elhoria pro*ressiva, aplicada ao c*tidiano do negócio e orientada por problemas con*r*tos. 2.3 Radar de I*ovação como i**t*um*nto d* *iagnóstico O Radar de *no*ação foi desenvolvido por *awhn*y, Wolcott e A*roniz c*m* um modelo capaz de identifica* mú*tiplas forma* pe*a* quais as e*presas podem **ovar. S** c*ntribuição p*incipal está em oferecer *m* lei*ura mu**idimensional da inovação, afas*and* a visã* rest*ita de **e *novar significa apenas lançar novos p*o*utos. Ao re*resen*a* diferen*e* dimensõe* em um mesmo i*strument*, o radar pe*mite visualizar área* mai* ***envolvi*as e áreas mai* frá*ei* dentro da organizaçã* (SAWHN** et al., 2006). O Radar de Inovação *ode ser compreendido com* *m instr*mento d* *i*g*óstico da cap*cidade i*ovado*a *as *m*resas. Ne**a perspectiva, S*ra*im (2011) d*staca sua função de avaliar o *rau *e inov*ç*o o*ganizacional, re*o*çando que o *adar não serv* *penas p*ra regis***r uma situaçã*, m** tam**m pa*a orientar a leit*ra *a maturidad* das empresas e* relação às práticas inova**ras. Cav*l*ant* Fi*ho, Oliveira e Cavalcanti (201*) observam que a aplicação do rada* o*orre por m*io de quest*onários respo*didos pelos **rigentes das em*resas, gerando um* re*rese*tação visual que permite aval*a* o nível de inovação sem depender, neces*ariam*nte, de consult*r**s externas em t*da* as eta**s. *ssa carac*erístic* confere ao *nstrum**to R*v. *SA, Teresina, v. *3, n. 7, *rt. *, p. 3-21, jul. 2026 www4.U**fsanet.com.br/revi*ta A Dimensão da I*ovação em Mic*o e Pequ*na* Empresas do *etor *e Serviços: Análi*e d* Radar de Inovação 9 relevânc*a práti*a, especialmente em contextos de atendimento * mi*ro * pequenas empresas, nos quais simplicidade * aplicabil*dade sã* *undamentais. No contexto d*st* pesquisa, é imp*r*ante *on*iderar qu* a versã* utilizada nã* c*rrespond* *xata*ente ao mod*lo origina* d* doze d*men*ões. No âmbito do P*ograma ALI, * Radar de Ino*açã* foi adaptado para contemplar seis dimen*ões: *ontroles gerenciais, gestão das operações, g*stão de ma*k*ting, prá*i*as de ino*ação, transfo*mação digi**l e ambie*t*, soci*l e governanç*. Essa adaptaç*o eviden*ia que o instrumento pode se* ajustado ao conte*to d* ap*icação sem perder su* função *ia*nó*ti*a (SEBRAE, 2022). Neste artigo, o i*t*re*se centr*l no Radar de Inovação n*o es*á em *e*crever o inst*um*nto, mas e* compre**der o que *l* revela sobr* o comportamento da di**nsão inovaç*o nas micro e pe*uenas *mpr*sas de serviços. Nesse sent*d*, o rada* con*titui a base em*íri*a da análise, p*rmiti**o ob*e***r a di*ere*ç* entr* avanços mais evid*ntes e* dimensões gerenciais e menor evolução da di*ensã* in*vação, que se apr*senta c*mo a o pr*ble*a a*alítico central do e*tudo (S*BRAE, 2022). 2.4 Prospecção tecnológica A p*ospecção tecnológica pode ser *nten**da como uma atividade sistemát*ca de análise voltada à antecipação de desenvolvim*ntos científi*os e te*nol*gico*, *on*rib**ndo para * gestão da *novação e para a tomada de decisão estratégica (KUPFER; TIG*E, 2004). No cont**to da *novação, essa a*ordagem permite identificar ten*ência*, *apear tecn*logi*s emer**ntes * compreender a dinâ*ica de desenv*lvimento em diferentes áreas ** *onheciment*. *lém disso, pode contribuir *a*a a ide*tificaç*o d* oportunidades e para o d*recionamento de estratégias em c*nários ma*cado* *or mudanças e in*ertezas (AMPARO; RIBEIRO; GUARIEI*O, 2012). Aind* segundo Amparo, Rib*iro e Guarieiro (*01*), * análise de bas*s de patentes se desta*a ness* tipo *e estu*o, pois permite acessar i*f*rmações sobre tecnol*gias protegidas e acompanhar * de*envolvimen*o tecno*ógico em diferentes *re**. Nesse sen*id*, o uso de doc*mento* de patentes tem se mostrad* r*le*ante c*mo *erramenta d* apoio à prospecçã* *ecn*l*gica e à tom*da d* decisão. Des*a forma, a prospecção t*cno*ógica pode at*ar com* i*strumento complemen*ar a* diagnóstico organizacional, *ontr*bu*ndo para * identifica*ão de lacunas e *ar* a co*strução de *rá*i*as ma*s estruturadas de gestão da i*ov*ção. *ev. FS*, T*resina *I, v. 23, n. 7, art. 1, *. 3-21, jul. 20*6 www4.Un*f*anet.com.br/**vista L. M. M. Silv*, O. S. Rabêlo 10 3 METOD*LOGIA A pre*ent* *esquisa caracteriza-se c*mo um est**o de natur*z* ap*icada, c*m *bor*agem predomina*temente qualitativa e finalidade exp*ora*ório-descritiva. Pesqu***s de*sa na*ureza buscam co*p*ee*der fenômenos e gerar conhecimentos com pote*c*al de aplicação prática, esp*cialmente q*ando *olt*das à análise de processo* organ*zaci*nais e in*trume*tos de gest*o (GI*, *008). D* ponto d* v*st* d*s proc*dime*tos m*todológicos, o estudo f** desen*o*vido em duas e*apas com*lementares. * primeira e*apa consistiu na análise d*s resul*ado* obtidos *or mei* da *plicação *o Radar de Inova*ão em micro e pequenas *mpre*as do se*or de serviços d* cidade de Salvador, Bahia. * segund* *tapa *nvo*veu uma análise p**spectiva voltada à identifica*ão de t*c*ologias, metodologias e **luções relac*onadas à gestão da inovação em micro e peque*as empresa*, *ealizada com b*se ** plataforma Orbi* Intelligence (*0*6). 3.* Ba** em*íric*: Rad*r de *novaçã* A bas* *mpírica d* e*tu*o deriva da apl*ca*ão d* Radar de Inov*ção em micro e pequenas em*resas parti*ipant*s do Program* A*entes L*cais de Inovação (A*I), *xecutado pelo Sebra* B*hia, no p*ríodo de 2*22 a 2024. O *nstr**ent* ut*liz*d* *oi o Radar de Inova*ão, adaptado no con*exto do Progr*ma ALI p*ra contemp**r seis dimensões: controle* gere*ciai*, gestã* das o*erações, gestão de m*r*eting, prátic** de inovaçã*, tr*nsformação d*git*l * amb**nte, so*ial e governança. Cada dimensão é *valiada por m*io de i*d*c*dores que resul*am e* *ma *ontuação em escala de 1 a 5, permit*ndo observar o ní*el de maturidad* *as emp*esas em rela*ão *s práticas de g*stão * inovaç*o (SEBRAE, 2022). Par* fi*s deste artigo, * foco **alí*ico reca* sobre a di*ensã* *nov*ção, buscando co*preender seu c**portament* em comparação às demais dimen*ões av*li*das p*lo instrum*nto. * análise con*idera os res*ltados consolida*os das em*resas *ar**cipantes ao long* do **ríod* investigado, c** o objetivo de *dentificar padrões d* evolu*ão e poss*veis limita*ões relac*onadas à i*corporação *e prá*ic*s ino*adoras. *ev. F**, Ter*s*na, *. 23, n. 7, art. 1, *. 3-21, *ul. 2026 www4.U*ifsanet.com.br/revista A Dimensão da Inov*ção e* Micro e Pequenas Empresas do S*tor ** *erviços: Anál*se do Radar de Inovação 11 3.2 Procedimentos de prospecção te*nológica Co* o obj*tivo *e *om*lementar a aná*ise empíri*a, real**ou-se u*a etap* de pr*specção tecnológica volt*da à i*entific**ão de tecnologias, mét*dos e *oluções re*ac*onadas à gestão da ino*ação. A prospe*ção *oi co*duzida por meio da *l*taforma Orbit Intell*genc* (2026), que reú*e informaçõe* *rovenientes de bases inte**aci*nais de pat*nte*. A estrat*gia de busc* foi estrutura*a * partir *a c*mbinação de te*mos *m i*g*ês *elacionad*s ao tema, c*m u*o do* opera*or*s *ooleanos OR e AND, conforme a seguinte *xp**ssã*: ("i*novation manage*ent" OR "inn*vation *odel" OR "innovation framework") AND (tool OR met*od OR system). As busc*s foram realizada* nos campos *e *ítu*o, *esumo e palavra*-*hav*, de *odo * ampliar a abr*ngê*cia dos **sultad** r*cuperados. A aplicação dessa estratégia resultou em **3 document*s, que *ompuse*am a base de aná*ise da eta*a p*osp**tiva. A pa*tir dess* *onjunto, foram analisados in*icadores como evo*ução temporal dos de*ósi*o* de paten*es, principais países deposit**t*s, prin*ipai* *rganizaç*es de*ositantes e dom***os *ecnoló*ic*s asso*iados. Esses in*icad**es permi*iram identifi*ar t**dên*i*s e p*drões de desenvolvimento tecnol*gic* re*ac*onados * *e**ã* da inovação, cont*ibuindo para amp*i** * d*s*ussão d*s resul*ados obtidos na aná*ise empírica. *.3 P*ocedimentos de análise Os dados *rovenientes do Rada* de Inovação for*m *na*isados de for*a descritiva, busc*ndo identif*car o c*mportame**o da dimensão i*o*ação *m co*paração às **m*is dimensõe* avaliadas *elo *n*tr*mento. Pos**riorme*te, os res*lt*dos foram dis*utidos à *uz d*s ev*dências *btidas na prospecção tec*ológica, co* o objetivo de *om*reende* de que forma te*nolog*as, mét*do* e a*ordag*ns ident**icados n*s bases anal*sadas podem contribuir *ar* fortale*iment* o da ge*tão *a inovaçã* em m*cro e peque*as e*pres*s *o se*o* *e s*rviç*s. * *rti*ulação en**e o* resultados empíric*s * a prospe**ão tec*ológi** permitiu ampliar a c*mpreensão *o fenômeno *studado, combin*ndo **agnóstico organizacional e identi*ic**ão de tendência* tecno*ógicas. R*v. FSA, Teresi*a PI, v. 23, n. 7, art. 1, p. 3-21, jul. 20** w*w4.Unifsa*et.com.br/revi*ta L. M. M. Silva, O. S. *abêlo *2 4 RESULTADOS E DISC*SSÃO 4.1 *o*por*amento das dimensões do *ada* de In*vação A a*ális* dos *ados *btidos por meio d* aplicação do R*dar d* Inovação nas *i*ro e *equenas empr*sa* do setor de serv*ços de **l**dor permite observ*r diferenças rele*ante* entr* as dimensões avaliada*. O ins*rumento possibilita i*entificar o grau *e *aturidade *as e*presa* em d*ferente* aspectos *elacionados à ges*ão e à inovação organiza*iona*, contribuindo pa*a a compreensão das á*eas em que as *m*resas a*rese*tam maio* ou men*r desenvolvi*ento (SA*HNEY; WOL*OTT; ARRONIZ, 2006). A *igur* 1 apre*enta a represent*ção gráfica da* *imensões avaliad*s pelo Radar de Inovaçã*, cons*der*ndo os resultados consolidados obtidos no período de 2022 a 2024. F*gura 1 - R*dar de In*v*ção das micro e pequenas *mp*esas an*lisada* Fonte: *l*borado **lo autor com b*se nos dad*s *o ALI SEB*AE-BA (2022-2024). * leitura do Radar de Ino**çã* pe*mite observar **ferenças no co*portam*nto *as dime*sões avaliadas ao longo d* per*odo a*a*isad*. E*tr* as dimensões qu* apresentaram evolução m**s e*idente, de*tacam-*e co*troles gerenc*ais, ma*keting * tra*sfor*ação digita*, qu* registra*am *rescime*to mais c*nsist*nte *m comparaçã* às d*mais. *s*es resultados indicam que as em*resas analisadas ava*çar*m principalme*te em aspectos relacionad*s à *rganização interna, a* relacionamento co* o mercado e à incor*o*ação de ferra*en*as digitais. E* mu*tos casos, ess*s *va*ços *o**m e*tar ass*ciad*s Rev. FSA, Teresina, v. 23, n. 7, art. 1, p. *-21, *ul. 2026 ww*4.U*ifsanet.com.br/revi*** A **mens*o *a Inova*ão *m Micr* e Peq*enas Empresa* *o S*to* *e S*rviços: Análi*e do R*da* de Ino*ação 13 à melhoria de *rocessos *dministrativ*s, à adoção de instr*mentos d* con*rol* e ao uso mais estruturado de canais dig*tais para comunicação com clien*es. Po* o*tro lado, a di*ensão i*ovaçã* apre*entou evol**ão menos expressiva e* relação às dem*is dimen*ões avaliadas. Esse *esultado é relevante porque *videnci* u*a *iferença e*tre *s ava*ços observa*os em prát*c*s gerenciais e ope*acionais e a c*nsoli*ação de prática* inova*or*s *ai* est**t**adas nas empres*s analisadas. Es*e compo*tamento *e**rça a ideia de que melhori*s operacionais, embora i*porta*te*, não se configuram automaticamente como inovação, sendo n*c*ssário qu* as o*gan*zaçõe* d*se*volvam *ráticas mais estrutura*as o*ient**as à geraçã* de va*or, c*nfo*me discutem Dr*cker (2002) e De e Bes e *o*ler (2011). 4.2 Evolução da dime*são inovaçã* A compar*ç** entre * Rada* Inicial e o Radar Fi*al mo**ra que, no ***o específic* da d*mensão inov*ção, a pontuação méd*a passou de 2,25 para 2,75, em *ma escala de 1 a 5. Emb*r* esse resultado represen*e crescimento a*roxi*ado *e 22% em r*lação ao valor i*icial, o nível alcançado ai**a *e*m*nece abaixo *e um p***mar m*is estru*urado d* matur*dade *nova*o*a. Es*e re*ultado evidencia que, mesmo quando **orrem avanços em outras á**as da gestão empresarial, a consolidação da inovação como p*á*ica *istemática ainda enfrenta de*afios nas mi*ro e p*quena* em**esas. Pa*te dessa* dif*cul*ades pode e*ta* associada à au**ncia de process*s formais de experimentação, ao d*senvolvi*ento ainda limitado de *ovos *e***ços e à incorporaçã* pouco es*ruturad* de prátic*s i*ovadora*. Druc*er (2002) argumen*a que a inovação não deve *er com*reendi*a c*mo *m even*o oca*ional, *as como uma disci*lina que ex*g* organização, métod* * capacidade de aprendizagem. Nessa di**ção, * menor evol*çã* *a dimensão in*vação o**ervada no radar pode indic*r **e as empre*as analis*das avança*a* mais rapidamente em práticas gerenci*is e operacionais do que n* inco*poração ** *otin*s voltadas à geração e implem*ntaçã* sistemática de novas ideias. 4.3 Pros*ecção tecnológica ap*icada à g**tão da inovação Os re*ultados do *ad*r de Inovação indicam que, embora as emp*e**s analis*das ten*a* *van*ado em dime*sões *igadas à gestão, ao marketing * à transf*rm**ão *igita*, a Rev. FSA, Teresina PI, v. 23, n. 7, ar*. 1, p. 3-21, jul. 2**6 w*w4.Unifs*net.com.br/revi*ta L. M. M. *il*a, O. S. Rabêl* 1* dimensão *n*v*ção aprese*tou evolução mais limi**da. E*se comportamento suger* qu* a consolid**ã* da i**v*ção c*mo p*ática *i*temática ainda repres*nta um desa*io n* c*ntexto da* micr* e pequenas e*presas de *erviços. Dia*te *isso, buscou-se ampliar a aná*ise por m**o de uma etapa d* p*ospecção tecnológica, *om o obje**vo de identific*r tecnologias, métodos e soluções r*lacionad*s à ges**o da inov*ção. A in*ençã*, n**se caso, não foi su*stit*ir a *eit*ra do radar, m*s *o*plementá-la, de modo * compr**n*er se o desempenho mais limitado da dimensão inovaç*o ocorre em *m co*texto de escass*z *e so**çõ*s *u, ao co*trário, em um cenário no qua* já existem tecnologias dispon*veis, m*s ainda po*c* *n*or*o*a*as pelas empresas. A anál**e pr*spect*va foi re*lizada com *ase na p*atafo*ma Orbit Intel*igence (2026), a partir de bu*cas volt*das à i*entificação de te*dências tecn*lógic*s, *rinci*ais ***ses depositan*es e domínio* tecnológi*os associados à gest*o da inov*ção. Essa *tapa permitiu des*ocar a discussão do níve* est*itamente org*niza*ional par* um* pe*sp*ctiva mais ampla, voltada à c*mpreen*ão do ambie*te tecno*ógico relac*onado ao tem*. 4.3.1 Evolução temporal *as tecnologias * anál*se da evolu*ão temporal d*s depó*itos *e patentes **rmite *bservar o c*escimen*o d* *nteres*e tecnol*gico em so*uções relacion**as à gestão da inovaç**, conforme a figura 2. Rev. FSA, Teres*na, v. 2*, n. 7, art. 1, *. 3-21, jul. 2*26 www4.*ni**anet.c*m.br/revista A *i*en*ão ** Inovação em Micro e Pe*ue*as Empre*as do Set*r de Servi*os: Anális* do Radar de Inovação 15 Figura 2 - Evolução t*mporal d** depósitos de pate*te* relaciona*os à gest*o da ino*ação *onte: Orbit Inte*lig**ce (20*6). A e*ol*ção t**poral dos depósitos d* *atentes evidencia um c*esciment* ao lo**o do p*ríodo a**lis*do, com maior intensidade a **rtir da segunda m*tad* da s*rie. *bserva-se que, especialmente nos ano* mais recen**s, há aumento *o núme** de *eg***ros, indica*do m*ior interesse no de*e*volvimento de tecno**gia* rela**onada* à gestã* d* inovação. Esse comportamen** sug*re que o tema tem ganhado relevânci* *o a*bi*nte te*noló*i*o, r**letindo a *mp*iaç*o de so*uç*es voltad*s * organ*zaçã* de processos i**vadores, d*senvolvim*nto de méto*os e apoio à to*ada de d*cisão. O pico ob*er*ado *os anos mais recentes r*força a idei* *e que a gestão d* **ovação tem sido tra*ada de fo*ma cada vez mai* *strutura*a *o *a*po tecn*l*gico. 4.3.* P*íses c*m mai*r atividade tecno*ógi** Outro *ndicador rel*vante obtido por meio da prosp*cção tecnológica refer*-se *os países com maior a*ividade ** depó**tos de patent*s relacio*ada* ao tema. *ev. FSA, Teresi*a PI, *. 23, n. 7, **t. *, p. 3-21, jul. *026 *ww4.U*ifsanet.com.br/*evista L. M. M. Silva, O. S. Rabêlo 16 *igu*a 3 - Pr*ncipai* países deposit*ntes de pa*entes *a área de ge*tão da inov**ão *o*te: Or*it Intell*g*nce (*026). A *istribu*ç*o geog*áfi*a dos depósitos revela *orte con*entração em determ*nados paí*e*, com destaque par* * Chi*a, se*uida por Ín*ia e *stado* Unidos. Esse cená*io indica que a produção tecnol*gica relacionada * gestão da inovação está concentrada em economia* com e*evada c*pacidade de i*ve*timento em desenvo*vimen*o tecnológico. A presen** domi*ante desses paí*es sugere que o *v*nço em s*luções voltadas à *nov*ção está associad* a ambie*tes que combinam escala produtiva, *olíticas de i***ntivo e fo*te a*ticulação e*tre tecnologia e mer*a**. Em cont*aste, o**erva-se p*rticipaç*o mai* *imi*ada de out*os **íses, indicando uma di*trib*ição desigual da prod*ção tecn*lógica *ess* campo. 4.3.3 Principai* *rg*nizações depositantes A análise também permite identificar or*anizações res*onsáveis pelos depósi*os de paten*es, incluindo em*res*s, u*iversidade* e centros de pesquisa. Rev. FSA, Teresina, v. 23, n. 7, ar*. 1, p. 3-21, jul. 2026 www4.Unifsanet.com.b*/*evista A Dimen**o da **ov*ção em M*cro e Pequenas Em*re*as do **to* de Serviço*: Análise ** Rada* de I*o*a*ão 1* Fi*ura 4 - P*in*i*ais or*anizações depositantes Fonte: Or*it Intellig*nce (202*). A análise do* domínios *ecnológicos evidencia a pre*om*nância de área* rel*cio*a*as * *ecnolog*a d* informaç*o, com de*taque pa*a métodos de g*stão bas*ados em s*s*emas computa*ionais. Também s* obser**m contribu*ções de *reas como comunicação dig*t*l, *ontrol* e telecom*nicações, reforçan** o c*ráter *ra*s*ersal da gestão d* in*vação. **se re*ul*ado ind*ca que a inov*ção, ** contexto tecnoló*ico, está fort*ment* ass**iada ao uso d* ferrame*t*s d*gitais, s*st*m*s de inf*rmação e *oluçõe* bas*adas em *ecnologia. Ao mesmo tempo, a presen*a de *últiplos d*míni*s d*m*nstra q*e * ge*tão d* inova*ão não se restringe a um único campo, mas envolve a integração *e *ifere*tes área* do conhecim*nto. 4.4 An*lise integrada dos resultado* * anális* combin*da dos resu***d*s do Rad*r de Inovaçã* e da pr*specção tecno*ógica per*ite evidenciar uma re*ação impo*t*nte entre diagnóstico or*anizacion*l e te*dências tecnológicas. En*uant* o ra*ar *ndica que a dimensão inovação apresentou *volução **is *imitada nas empr*sas an*lisadas, a p*ospec*ã* tecnológica revel* a exi*tência d* dife*ent*s soluções, mét**os e *er*ame*tas vo*tada* ao *ort*leci*ento da gestão da inov**ão. Rev. FSA, Teresina PI, *. 23, n. 7, a*t. 1, p. 3-*1, jul. 2026 w**4.Unifsa*et.c*m.**/revi*ta L. M. M. Sil*a, *. S. **bêlo 1* Esse **ntr*ste *videncia que o de*afio enfr*ntado p*l*s micro * peq*enas emp*e*as não está n**essariam*n*e n* aus*ncia de tecnologias ou abord*g*ns *is*oníve*s, mas na d*fic*ldade de incorpo*ar essas *oluções * rotina organ*zaci*na* de forma estrutu*ada. Em outras pala**as, o*serva-se um distanciamento *nt** a dis*onibilidade de soluções *o am**ente tecnológico * a capacidade das *mpresas de int*rnalizá-la* no con*exto d* *estão. Nes*e sentido, instr*men*os de diag*óst**o co** o Radar de Inovaçã* podem d*sem*enhar pa*el rel*v*nte ao i****ificar lacuna* nas prát*cas e*p*esaria** e orie*tar proc*ssos de melhoria, na medida em que permitem *valiar * mat*ri**d* organizacional em *e*ação às práticas inovadoras (SERAFIM, 2011). Ao mesmo tempo, a prospecção t*cnol*g*c* amplia * *o*preensã* so*re * r*p*rtório de s*luções já existentes, contribuindo para a identi*icação *e *aminhos que possam apoi*r o desenvolv*men** d* práticas i*ova*oras, especia**ente *u*ndo apoiada em in**r*a*ões e*traídas de docume*tos de *atentes e vol*ada *o monito*amento *ecnológic* (AMPARO; *IBEIRO; G*ARIEIRO, 2012) A articulação en*re di*gnóstico org*n**acion*l e monitorament* tecnológico *ode, portanto, contribuir *ara * desenvolviment* de a*or*agens ma*s estruturadas *e gestão d* in*vaç*o, especia*me*te *o contexto das micro e p*que*as em*resas d* s*tor de serviços. 5 CONSIDER*ÇÕES FIN*IS * pres*n*e estudo teve co*o objetiv* analisar o com*orta*ento da dimensão ino*ação em micro e *equenas emp*esas do *etor de serviços *a cidad* de Sa*vador/BA, *om *ase n*s resultados ***idos por mei* da apl*cação d* Radar de In*vação no período de 2*22 a 2*24 pe** Sebrae-Ba. * anál*se evidenciou que, embor* ten*am ocorri*o *vanço* em d*f*re*tes di*ensões relacion*d*s à gestão empresa*ial, co*o controles gerenciais, *ark*ting e tra*sform*ção dig*tal, a dimen*ão inovaç*o apresen*ou evolução m*is restrita. Mesmo com cresc*mento ao *on*o do período a*alisado, o níve* alcançado permaneceu relativamente inferior *uando comparado às demais *imensões do radar. Esse re*ultado reforça a percepç*o de que a inova*ã* em micro e pe*u**as empresas, especial*ente no s*tor de serviços, a*n*a en**ntra bar*eir*s ligada* à organização inte*na, à limitaçã* de *ecu**os e * d*f*c***ade de transf**mar me*h*rias pontuais *m práti*as in*vadoras ma*s *st**t*radas, con*orme a per*p*c*iva a*otad* pe*o Manu*l de Osl* (MANU** DE O*LO, 2018). Rev. FSA, Ter**i*a, v. **, n. 7, art. 1, p. 3-21, *ul. *026 **w4.**ifsanet.com.br/r*vista A Dimen*ã* da *nova*ão *m Mi*ro e Pequenas Em*resa* do Set*r *e *er*iços: Anális* do Radar de Inovação 19 Nesse *ont*xto, o Radar de I*ovaç*o mostrou-se um instrumento rele*ante p*ra o diag*ós*ico da capacidade inov*do*a das empresas, permi*indo identif*car áreas de maior matu*idade e *i*ensões que ainda dem*ndam maior de*e*volv*mento (SERAFIM, *011). A et**a de p*os*ecção tec*ol*gica *o*tri*ui* para ampliar es*a *is**ssão ao e**den**ar a existênci* de tecno*og**s, métod*s e fer*ament*s voltadas à gestão da inovação em diferentes contextos org*ni*aci***is. A an*lise das bases de pa*e**es re*e*o* que dif*ren*es paíse*, instituições e organiza*õ*s *êm *esenvolvi*o soluções relaciona**s ao *e*a, dem*nstr*ndo cre*cente *nteresse tecnológico em i*s*rument*s e me*odologias *olt*dos *o fo*talecimento *a i*ova*ão. Além di*so, a lit*ra*ura indica que * uso de técnicas *e avaliação e **ospecção tec*ológica pode contribuir para ampliar a capacidade **s organizações de identifi*ar op*rt*nidades e *meaças futuras, *ortalecend* sua consciên*ia sobre o futuro e suas condi*ões de in*var (O*AKI; FONSECA; WRIGHT, 201*). A articulação **tre os res*lta**s empírico* *btidos por meio do R*dar de Inova*ão e a* evid*ncia* identificad*s *a *ros*ecç*o tecnológica *ermit*u observar *ue o desafio e*frenta*o pelas micro e p*quena* *mpresas pode estar menos r**ac*onado à *us*ncia d* soluções e mais à difi*uldade de incorporar es*as p*átic*s de for*a estruturada no cotidia*o o*g*n*zacional. Dessa forma, instrumentos *e dia*n*stico, al*ados *o monitoramento tec*ológic* e à adoção de métodos d* g*st** da inova*ão, configura*-se como elemento* *elevantes para o f**t*lecimento da capacidade inovadora da* micro e peq*enas empresas, *specialmente n* se*or de servi*os. Como l*mitaç*o da pesq*i**, des*aca-se que o estudo *e ba*eia em um recort* *specífico de empresas par*ici***tes de *m *rograma de apoio à i*ovaçã*, local*zado em um contexto regional delimitado. Pesquisas futuras podem ampl**r essa análise par* o*tros setor*s econômicos e r*gi*es, b*m c*mo investig*r de forma *ais aprof*ndada os fa*ores *rganizacionai* que influenciam o desenvolvimento da inov*çã* em p*quenos negócios. R*v. FS*, *ere*ina PI, v. 23, n. 7, ar*. 1, p. 3-2*, jul. 2026 www4.Un*fsane*.com.br/revista L. M. M. Silva, *. *. Rabê*o 20 RE*ERÊNCIAS *MPAR*, K. K. S.; RIB*IRO, M. C. O.; GUARIEIRO, L. L. N. Es**do de c*so utilizando mapea*ento de *rosp*cção te*nológica como principal ferrame*ta de busca científica. *ers*ecti*as em Ciênc*a da In*ormação, v. 17, n. 4, p. 195-20*, out./dez. 2012. CAVA**ANT* **LHO, A. M.; OLIVEIRA, M. R. G.; CAVALCANTI, A. M. Aná*ise do desempe*ho em inova*ão da* micro e pequenas em*resas de *IC em Perna*b*co. R*vist* Brasileira de Adm*ni*traçã* Científica, Aquidabã, *.3, n.2, p.41 *6, 2012. *E B*S, F. T.; KO*LER, P. A bíblia da *n*vação. *ão Paulo: *ua de P*pel, 2011. DRUCK*R, P. F. The d**cip*ine of innovation. 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