Centro Unv*rsitário Santo Agostinho www*.Unifsanet.*om.br/revista Rev. FSA, T*r*s**a, v. 23, n. 7, art. 3, p. 50-75, *u*. 20*6 ISSN Impresso: *806-6356 I*SN Ele*rônico: 2317-2983 http://dx.doi.org/10.12819/20*6.23.7.3 M*os no Leme, Olhos no Mar: Como a Face *o *onselho R*fl*te a Es**atégia Fiscal ** Empresa? Han*s on the Helm, *yes o* t*e Sea: How D*es the Face of **e Boa*d Reflect *he C*mpany'* F*scal St*ategy? Luise Vitoria *at*i Graduanda em C***cias Cont*beis pela (UTFPR) *-mail: luis*matei@gmail.*om Nicole Fioren*in *raduanda em Ciê*cias Cont*be*s pela (UT**R) Email: *ic*lefiorenti*@a**nos.utfp*.edu.br Ana Flavia *e*so Arendt *acharel em D*reito pela (FADEP) B*cha*el em Ciência* Con*áb*is (UT*PR) E-mail: f*av*a.*enso@hotm*il.c*m Luciane Dago*tini Doutora em Contabilidade *ela (UFPR) Profes*o*a *d*un*a do M*gis**rio Superior da U*i*ersi*ade Tecnol*gica Fed**a* do Paraná E-mail: lu.dagos*ini20*0@*mail.com E**e*eço: *uise Vit*ria Matei V** do Conhe*imento, */n - KM 01 - Fra*on, 85*03-390. Edi*or-Chefe: *r. Tonn* Kerley de **encar (46) 3*20-2511. Pato Br*nco - *a*aná - Brasil. Rodrigue* E*dereço: *icole F**renti* Universidade Federa* de Mat* *rosso (UFMT). Avenida Artig* recebid* em 26/05/2026. Última versã* Ferna*d* Corrêa da *osta, nº 2.3*7, Cu*a*á, Ma*o recebida em *0/06/2026. Aprovado em 1*/06/2026. Gr*sso, *r*sil - CE* 78060-900. Endereço: A*a Flavia Pe*so **endt Av*liado *elo si*t*ma Tr*ple Review: Desk Re*iew *) Universidade F*deral de Mato Gro*s* (*FM*). Avenida p*lo Editor-Ch*fe; e *) Double Blin* Review Fer*ando Corrêa da Costa, nº 2.367, C*ia*á, M*to (avaliação cega por dois av*liado*es d* área). Grosso, Brasil - CEP 780*0-900. Ender*ço: L*ciane Dag*stini Revisão: Gramatical, Nor*ativa e de **rmataçã Via do Conhecimento, s/* - K* *1 - F*aron, 855**-390. (*6) 3*2*-*511. Pato B*anco - P*raná - Bra*il. Mãos no Le*e, *lhos no *ar: Como a Face do Conselho *e*l*te a Estraté*ia Fiscal da Emp*e**? 5* R**UMO A pesquis* tem como objetivo *er*l ide*tificar * perfil do *onselh* de administração das empresas brasil**ras listadas qu* realizaram transações c*m *artes re*acionada*, l*c*lizadas em países considerad*s paraís*s *iscais. A abordagem m*todoló*i*a foi descritiva, documen*al e *uantitati*a, e*volvendo 3* empresas b*asilei*a* li**ada* n* B* *ue real*zar*m **ans*çõe* c*m par*es re*acionadas *m **íses cl*ssifi*ados co** p*raísos fis*ais, entre 2022 e 2024. Quan*o às características conselho de a*ministração, foram conside*ados o tamanho, independência, exp*rtise *inanceira, dualidade, *ênero e id*de. E*idenc*o*-se qu* os maiores volumes de t**nsa*ões com par*es relaciona*as concentram-se nos segmentos de NM e N*. *uanto ao perfil de *omposição do consel*o de ad*inistração das em*resas analisadas, apurou-se qu* atende*, em s*a maioria, às orientaçõ*s do IBG* em relação *o tamanho, i*depe*dênc*a, expe*tise financeira e dual*dade. Já a presença d* mu*heres, ainda é *iscreta. Quanto à ida*e média dos m*mbros, oscilou *ntre 54 e 60 ano*. Os achados apontam **ra um cenário *ujas prática* de planejamento trib*t*rio in*e*nacional estão prese*tes entre *mpresas brasilei*as d* c**ital aberto, ind*pende*temente d* nível d* GC em que estão alocada*. A s*f*sti*ação dess*s estruturas sua *er*istê*cia ao longo *o p*ríod* sugerem *ue *las são e parte i**egrante ** estratégia co*p*rativa, sup*rvi*io**das pelos consel*o* de administração, e não re*ultado de la*unas de contr*le. Isso é *m convite à *ef*exã* sobre *s limites e as *ossib*lidades da GC como m*cani*mo *e mo*eração do pl*nejame*to tr*b*tário agres*i*o n* c*ntex*o brasile*ro, em linh* com as p*eocupaçõ*s expressas pela OCDE (2*13) quanto à *rosão da *ase tributária global. **lavras-chav*: Paraíso* fiscais. Conselho de Administração. *overnança *orpor**iv*. Profit shifti*g. Trans***es com *artes re*acionadas. Planej*ment* t*ibutár*o. *BS*RAC* The o*e*all objective of this research i* to identify th* *rofile of the boa*d of directo*s of *isted **a*ilian comp*nies that *ave conducted t*an*actions with related part*es l*cated i* countries c*nsidered t** havens. *he metho*ologi*al approach was descriptive, do*ument**y, and quanti*ative, *n***v*n* 30 Br*z*lian c*mpanies lis*ed o* th* *3 that cond*cted transactions with relate* pa*ti*s in countries classified as *ax havens be*ween 2022 and 2024. Reg*r*in* the *haracteri*ti*s of *h* *oard of direct*r*, size, independence, f*nancial expertise, d*al*t*, gender, *nd a*e were con**de*e*. It was evid*n* that the largest v*lum** ** *ransac*ions with related part*es are concentrated in the NM and N2 seg**nts. Regard**g *he comp*sition p*of*le o* t** board *f *irecto** of the anal*zed companies, it was f*und that mo** me*t *he I*GC guidelines reg*rding siz*, inde*endence, fin**cial expert*se, and duali*y. However, t*e pr*se*c* of *omen is still di**r*et. The average *g* *f the me*bers *ang*d betwe*n 54 a** 6* years. The f**dings **int to a scenario in w*ich int*rn*tional ta* planning pract*ces are pre*ent among pu*l*cl* tra*ed Brazi*ian c*mpanies, rega**l**s of the *evel of corporate *overn*nce (*G) in which t*ey are *l*oc**ed. Th* sophistication of th*se s*ructures and t*e*r pe*sist**ce over the *eriod **gges* *hat they *r* an *n*egral part of corpor*te strategy, over**e* by bo*rd* of d*re*tors, and not *he *es*lt of c*ntr** *aps. This *nvites ref*ect*on on the limits and possibilities of CG as a mec*anis* for moderating aggressive t*x planning in the Braz*lian context, in line w*th the co*cerns expressed b* th* *ECD (201*) r*gardi*g the er*sion of t*e g*o*a* tax b*se. Keywo*ds: T*x *aven*. Board of Directo*s. Corporate go*erna**e. Pro**t *hif**ng. Rela*e*- party t*ansactions. Tax p*an*ing. *ev. *SA, Te*es*na PI, v. 23, n. 7, art. 3, p. 50-75, jul. 2026 ww*4.Un**s*net.com.br/revis*a *. V. Matei, N. F**rentin, A. F. P. Arend*, L. Dagostini *2 1 INTRODUÇÃO O **ntexto *ri*u*ário *e um det*rm*n*do país *ode ser decisivo p*ra que u** empres* *ecid* estabelec*r-*e nele pa*a realizar *uas ativi*ad*s, seja est* sob a for*a de i*c*n*ivos fis*ais conced*dos p*lo governo, seja pela diferenç* de alíquota* de *rib*tos *ncidente* sobre *ua op*ração (BARRIOS et al., 2012), uma vez que * c*rga tributár*a incidente sobr* as emp**sas p*de representar *m do* seus m**ores desembolsos *nua*s, se com**rada aos dem*is custos d*correntes da s *a *tividade op*rac*o**l (COOPER; *GUYEN, 2020). Por ess* motivo as e*pres*s f*zem *eu planejame*to t**but*rio, buscando po* incent*vos f*scais *u **r locais com tributação reduzida (BARRIOS e* al., 2012). Ne*se senti*o, a In*trução No*m*tiv* da Receit* Federa* do *rasi* (*FB) n.* 1.037/2010 es*abel*ce **ais pa*s*s são cons*de*ados paraísos fiscais, sendo eles locais que n** c*bram impo*t* sobr* renda ou tributam c*m a uma alíquo*a inf*r*or a **% (d*zessete por cen**). Ta*bém se inc**e* aq*e*es em que *nfo*m*çõe* como * composi*ão soc*etária da empresa, a id*ntificação do* sócios o* acionistas e * revelaçã* do benef*ciário **nal dos rendime*tos *ão mantida* em sigilo (BRASIL, *010). Na sequê*cia, a L** n.º 12.973, de 13 de maio de 2014, trouxe importantes avanço* *o com*ate *vas*o fiscal à internacional. Ess* lei es*abelece normas para padronizar ope*açõ*s r*lac*ona*as a preç*s de transferênc** e a tr***tação d*s lucros obti**s p*r empresas b*asileiras e* transações rea*izadas no exter*or. A referi*a lei *isa reduzir as *ráticas d* man*pulação de l*cros em tra*sações com part*s relaci*nad*s (TPR) localizadas em *araíso* fi**ai* (SILVA e* al., *025). Isso post*, tor*a-se necessário con**ituar o que são TPR. De *co*do com o Pronunciamento *écnic* CPC 05 (R1), *s T*R corresponde* à t*ansferência de recursos, serviç*s ou ob*iga*õ*s ent** entid*d*s o* pessoas rel**ionadas, independend* de *ma contraprestação. E*s*s operações podem est** a*r*ladas às e**ratég*as tributária* de *ealocaç*o dos lucro* trib*táveis para os paraísos fiscais, reduzindo o pagamento *e t*ibut*s sobr* o *ucro e ma*im*zando resultado g*obal do * *rupo, sendo conhe*i*o como *rofit shifti*g (RATHKE, 20*1). Esse *rocesso *corre por meio de d*fer*n*es *ecanismos c*m* a manipu*ação dos preços de tra*sferência em transaçõe*, tr*nsf*rê*cias de roy*lties e se*viço* entre partes relacio*ada*, além da alocação es*ra*égica de a*iv*s intangíveis para os para*sos fi*cais (RATHKE, 2021; COOPER; NGUYEN; BEE*; LOEPRICK, 2015). *o *nt*nto, destaca-se qu* o p* of i t shif*in*, em si, não uma es*raté**a **egal, sendo considerado um m*todo de é Rev. FSA, *eresina, v. 23, n. 7, art. 3, p. 50-75, jul. 20*6 w*w4.Unifs*net.com.br/revista Mãos no Leme, Ol*os no Ma*: Com* a Face d* *ons*lho Refl*t* a Estra*ég*a Fi*cal da Empr*sa? 53 pl*n*ja*ent* tributário que p*de ser utilizad* pelas empresas em transaç*e* rea*izadas *m gr*po ou *om parte* relacio*a*as (JACOB, 2018; RATHKE, 2021). De acor*o c*m *ørs*øv et al., (2018), cer*a de 40% dos luc*os *a* em*res*s mu**in*cionais s*o tr*nsferidos para par*ísos fiscais por meio de **áticas qu* remetem ao pro*it s***ting. Dia*te *isso, torna-se neces*ário in*estigar qu*is f*tor*s i*ternos *s org*nizações influen*iam a adoção dessas p*áticas. *esse c*nário, com um ambiente *egulatório e econômico cada *ez mais de*afiador, a governa*ça corporati*a (GC) *e to*na f*ndamental **ra as empresas, *endo a responsável pela *ua direção (**ANG, *022). O con*elho de adm*ni*tração (*Adm) des*mpenha um papel deci*ivo na gestão de *onfli*o* *e i*ter*sses, **ém de supervisio*ar e **laborar na tomada de decisões estrat*gicas (MARTINS, 2005; *IANG, 2022). Es*udos no con*exto interna*i*nal demon*tram **e as ca*a*terís*icas do CAdm como: tamanh*, g*n***, *xper*ise, dualidade e ind*pendên*ia *êm ligação direta c*m as p*á*icas de profit shifting (S*RI, *020; DELI* et **., 202*; ARMSTRONG et al., 2015), con*omit*n*e a isso, o CAdm, princip*l órgã* da GC, *xerce influ*n*ia **gnif*cat*va na tomada de decisões estratégicas * fisc*is das empres*s (IBGC, *023). No entanto, * *mb*ente regulató*io e econômico e* que foram realizados estes *stud** não se compara com o cenário b*a*ile*ro (MIN*ICK; NOGA, 2010; ARMSTRONG *t al., 2015), a*rindo precedentes **ra pesquis*s nesta área. Há, portanto, uma lacuna si*nificativa em estudos que *ntegrem a GC e explorem o *enômeno do profit shif*ing em *iferentes se*o*e*, **pos *e em*resas e j*risdições (RATHKE, 2021). Diante disso, surge a quest*o c*ntral deste estudo: Qua* o p*rfil do conselho de administ**ção das ****e*as bra*i*eir*s listadas qu* *ealizara* transa*ões com *ar*es relacionad*s localizadas em países *onsid*ra*os paraísos fisc*is? Conco*i*ante a *ste, o objetivo g*ral da pesquisa consiste em identifi*ar o p*rfil *o cons*lho *e administr*ção das e*pr*sas brasileiras lis*adas que realizaram tran*açõ** com partes r*lac*onad*s, l*c*l*zad*s *m países cons*derados para**os fis*ais. * *esquisa jus*ifica-se p*r três razões pr*ncipai*. Prime*ro, supre lacunas identific*d** na litera*ura br*sileira, *nde p*s*uisas sobre profit shifting *ão ***ipientes e estudos q*e integrem GC e práti*a* de profi* shifti*g são q*a** in*xistent*s (RATHK*, 2021). Segundo, * Bras** *ossui u*a das maiores carga* tributá*ias do mundo (JAC*B, 2018), * q** intensifica o in*entiv* d*s empresas para *dotar e*tratégia* de planejamento t*ibutário internacional, to*nando o tema relevante tant* academicament* quanto *ara a es*era *egulatória e f*scal *o *aís, um a v*z que essa transferên*i* dos luc*os pa*a o* paraísos fiscai* reduz a arrecadaçã* Rev. FS*, Teresin* PI, *. 23, n. 7, art. 3, p. 50-75, jul. 202* www4.Uni*sane*.c*m.br/revi*ta L. V. M*tei, *. Fiorentin, A. F. P. Arendt, L. *a*os*ini 54 por *arte *a Uniã*, comprometendo o investi*en*o em serviço* p*blic*s essen*ia*s e o *esenvolvimento do *aís (JOHANNESEN et *l., 2020; RATHKE, 2*21). Terceiro: exam*na, sob diversa* ó*icas, como o perf*l de composi*ão d* CAdm pode a*etar ** decisões estratégicas d*s empresas *ue pos**em TP* localizadas e* paraísos fisc*is, contribuindo para uma visão in*egrada de um fen*meno ainda pouco explorado no contexto brasi**iro (**NNICK, NOGA, 2010; ARMSTR*NG ** al., 20*5; RATHKE, 2021). 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 O uso de paraísos fiscais como *st*a*égi* tributária Co*o *arte da bu*ca p*la maximização do lucro global, em*resas multinacionais (EMNs) fr*quent*m*n*e adotam es*ra*égias de planejame*to tributár** que tran*c*ndem front*iras **cionais (BEUSELINCK; *I*RK, 2022). Dentre essas prát*cas, *estaca-se o profit shiftin*, que c*nsiste *a trans*erência de lucros tributáveis de jurisdições com alta carga fiscal p*ra países com alíqu*tas red*zi*as ou n*l**, ev*tan*o ou reduzindo o pagamento de trib*tos s*bre o lucro (*ARC*A-B*R*ARDO; JANSKÝ, 2024; RATHKE, 2021; *HAR*A*AL*, 2023). **es*r dessa práti*a ser **alizad* de manei*a l*gal, ac*rreta impactos econôm*c** e sociais consid*ráv*is, como a di*inuição das bases tribut*ri*s e, *onsequentemente, a red*ção nas re*eitas para * governo (KASPEROWICZ et al., 2023; *ARCI*-BERNA*DO; J*NSKÝ, 2024;). Ent**tanto, o g*ver*o faz uma análi*e estratégica d* situação, poi* valori*a sim a re**ita aufer*da com os tributos, ma* tamb*m s* i*tere*sa *ela quantidade de *MNs ins**lada* em seu p**s por conta dos b*ne*íci*s g*rado*, tai* com* a criação *e em*regos, salário* mai* elevados, reto*no *ndireto de trib*tação sob*e a renda e con*u*o, prestígio po*ítico, reeleição, en*re out*os (MONGRAIN et a*., 2023). Frente a isso, Ga**ia-Bern*rdo e **nský (2024) a*urar*m qu* no ano *e 2016, cerc* de u* tri*hão de dólares em luc*o* for*m tr**sfer*do* por *MNs para pa*ses *onsid**ados p*raísos fisc*is, res*ltan*o ** uma perda de rece*** trib*tária par* *s países de *rigem entre duzent*s e tre*en*o* bilhõe* d* *ólares em *odo o mund*, ratifican*o os achados de Tørsløv et al., (2*18), que *stimaram **e cerc* de *0% dos lucros obtido* pela* EMNs *ram transfer*do* para paraísos fis*ais por meio de prá**cas de profit shift*ng. Adema*s, a prá*ica do pro*it shifting cri* um cenário de co**orrência desl*al e c*d* *ez m*i* c**pet*tiv*, **neficiando gran*es empresas em detrimen** das pequenas e m*dias, Rev. FSA, T*resina, v. 2*, n. 7, art. 3, *. 50-75, jul. 202* www4.Unifsanet.com.br/rev*sta Mãos no Le**, Olhos no Mar: Como a Face *o Conselho Reflete a Estr*tég** Fiscal *a Empresa? 55 por não t*rem capacidade ou acess* às mesmas condi*ões *ue as em*resas multinac*o**is (CLAUSING, *020; RATHKE, 2021). Ainda, * maioria das empresas realiza o profit shifting e* p*íses popularme*te chamados d* "*a*aí*os fi**ais", visto que são econ*mi*s ainda pequenas, frequent*ment* ex-colônias *ritâni*a*, como Ilhas Cayman, Bermudas, Il*as *irgens Britâ*ic*s, *ersey, car*cterizadas p** siste**s *urídicos est*veis, baixos índices de co*r*pçã* e fort* *strutura de GC, o que aumenta sua *tra*ivida*e par* capit**s *nternacionais (DHARMAPALA, 2023; HARTF*E*D, LIU; SHEI*H, 2024). *s*o posto, a *t*lização d* paraísos fi*cais está *ntrinsec*mente ligada a transa*ões ****e partes *elacionadas *e um *es*o grupo econômico, ope*adas m**iante a manipulação de preço* de transferência, realoc**ão de at*vos int**g*v*is e transfer*ncia de v*ndas e*t*e j*r*sdições (**NSECA et al., 2024; *LM*TAIRI et *l., 2023). Também, empresas com al*a in*ensid*d* te*nológica e em con*t*nte expans*o de subsidiá**as tend*m a estab***cer filiais n*s**s ce**ros *ffshore para cap*ta*izar oportu*idades de meno* tributação (VINEETH; NIDHE**H, 2021; M*K*I et *l., 2*20; RATHKE, 2021; DHARMAPALA, 20*3; HARTFIELD, LIU; SHEIKH, 2024). Aind*, B*uselinck * Pierk (2022) *videnciaram q*e as empresa* *nvestem em plan*jamento tributá*io *omés*ico quando as práticas de prof*t *hifting são onerosas ou difíceis. Garc*a-Bern*rdo e Jansky (20*4) **antificaram a *ag*itude * * d*stribuiç*o geográ*ica da tran*ferênc** de l*c*os para paraí*os f*sc*is, evidenciando co** essa prática impa*ta a arrecadação *e nações de di*erente* ní*eis de renda * refo*çando a necessid*de *e equidade em reformas tribu*árias i*ternacionais. Diante desse contexto, Fuest et *l., (2*13) *nalisaram as táticas de planejamento trib*tário agre*sivo, fu**amentadas em propriedade *nt*lectual (PI) e pr*p*sera* so*uções reg*latóri*s coordenada* p*ra conter * *rosã* da base fis*al provoca*a* pelas *MNs. *oncluíram em def*sa da ampli*ção coorden*da d* retenção na fonte, como via técnica mais e*ica* para inibir o desvio de lucros via PI. Corrobo*am Mediat* e* al., (2025) q*e *e faz nec*ssário coope*ação inter**cional e *e*orma* globais para *itigar a elis*o transf*onteiriça, potencializada *ela erosão de base* tri*ut*rias em países com al*as alíq*ot*s s*br* o lucro. No Brasil, a Instrução *o*ma*iva (IN) da *eceita Federal do Bras*l (RF*) nº 1.*3*, publicada no *iá*io Ofici*l da Uni**, no ano de *0*0, lista os 61 *aíses ou dependência* *ue possuem t*ibutação favo*ecida * aqu*les que adotam regimes fis*a*s priv*leg*ados (comument* den*minados para*sos fi**ais). *a ***ela s*o ap*e*enta*os os países e suas * alíqu*tas tributárias incidentes sobre o lucro. Re*. FSA, T*re*ina PI, v. 23, n. 7, art. *, p. 50-75, j*l. 2026 w*w4.U*if*anet.com.br/revista L. *. Matei, *. Fiorentin, A. F. P. Arendt, L. Dagostini 56 Tab*la 1 - Relação de Paraísos Fiscai* e sua* *líquotas sobre o lucro País Tri*utação País Tributação Andorra 10% Ilhas Marshall 0% *nguilla 0% Ilha* Maurí*io 3% * 15% An**gu* e Ba**uda 25% Il*as Montse*rat 0% Aruba 25% Ilhas Solomon 30% Bahamas 0% Ilhas Turks e Caic*s 0% Bahrein 0% I**as Vi*gens American*s 2 3 ,1 0 % Barbados 1% a 5,5% Ilhas Virgen* Britâ**cas 0% Beliz* 1 ,7 5 % I*landa * * ,5 0 % Br*nei 1 8 ,5 0 % Kiribati 3*% Campione D' It*lia 0% Lebuan 3% Chipre 1 2 ,5 0 % Líba** *7% Curaçao 0% L**éria 25% Djibouti 25% Liecht*n*tein 1 * ,5 0 % Domin*ca *5% Macau 12% Emirados Árab*s Unidos 15% Maldivas 15% Federação *e São Cris*óvão * *evis 0% Mônaco 0% G*braltar 10% Nauru 0% Granada 30% Pan*má 0% a 25% Hon* Kong 8 ,2 5 % a 1 6 ,5 % Polin*sia Francesa 0% I*ha ** Man 0% Samoa Ame*icana 34% Ilha de São Pe*ro e Mi*uelã* 0% Samo* Ocidental 27% Ilha Niue 0% *a*ta Lúcia 30% Ilha Norfo*k 0% São Martinho 3 4 ,5 0 % Ilha Pitc*ir* 0% São Vicent* e Grana*inas 0% Ilha Queshm 0% S*yc**lles 15% Il*as *scensão 0% S*azilâ*dia 2 7 ,5 0 % Ilhas Bermudas 0% S*l*an*to de O*ã 1*% Ilhas Cayma* 0% Tonga 25% Ilhas Co** 0% Tr*s*ão da Cunha *% Ilh*s de Santa He*ena 0% Vanuatu 0% Ilhas d* Can*l (Alderney, Gu*rnsey, *e*sey e Sark) 0% a 10% Fonte: A*apt*do da IN RFB n. 1.037 (2010) e PWC (htt*s://tax*um*aries.pw*.com/quick-ch*rts/corporate- *nc*me-t*x-cit-rates). *ão *l*ssif*cados como paraísos fiscais, *ar* a IN *.037/2*1* em seu a*tigo primei*o, os paíse* ou depen*ê*cias que nã* *ributam a rend* ou que tributam à al*quota infe*ior * * 17% (dezessete por cento), ou *ue haja r**trição de *c*ss* às info*m*çõe* relacionadas à *essoa jurídica, como beneficiários nã* res*dentes, identificação * **mpo*ição *uadro societár*o. *at* este que torna mais complexa a atuação do Esta*o *iante do sigilo e opacidade *ue são carac*erís*ica* destas jurisdições, o que *ificu*ta a i*entific*ção e c*ntrole das *per**ões r*alizad*s *el*s (*ATHKE, *021). N* cená*io brasileiro, Rathke (2**1) cons*a*ou que as empr*sas bras*leiras apre*entam um ní*el elevado de TPR localiza*as em pa*ses *om baixa *ribut*çã*, principa*mente em paraís*s fiscais. Rev. FSA, Tere*ina, v. *3, n. 7, art. *, p. 50-75, jul. 2026 w*w4.Unifsanet.com.br/revis*a Mãos n* *eme, O*hos *o Mar: Como a Face d* *onselho Reflete a Estratégia F*scal d* E*presa? 57 Nesse contexto, * *resença de um* boa estrutura de GC incentiva que os contri*uintes dec**rem corretame*te **us tributos (MURS*ED, SAADAT, 2018). *m *on*ra**rt*da, ta*to a *lis*o quant* a eva**o fiscal d*c*rr*m de uma combin*çã* de f*agilidades n* GC (HOSSAIN et al., 2024), uma v*z que CAdm vo*tados *m complianc* t*ndem a s*r mais conservado*e* tributariamente (AR*S*RONG et *l., 2015). 2.2 O *apel do Co*selh* *e Ad*in*str*ç** nas Estratégias e* Paraísos Fiscais *o Brasil, o for*alecim*nto da GC oc**reu com a criação do Código *as Me*hore* Práti*as de *C, publicado pelo In*t*tuto Brasile**o de Govern*nç* Corporativa (*BGC, *9*9). Is** se deu *elo estabelecimento de normas q*e orientam as *mpres*s *u*nto à organizaç*o da **tr*tura de GC, a fim de que se tenham bo*s práticas de GC p*rante as partes **teres*adas, result*nd* em mais transp*rênc*a nas in*ormações divulg*da* (ALMEIDA et al., 2*20). Ne**e co*texto, Ji*ng (2022) po*icio** o CA*m como o cérebro *a empresa, enqu**to a GC func*ona como um fluxo vital que per*assa t*da * orga*ização. O CA*m é o *esponsável *or estabele*er diretrizes par* serem se*uidas, *st**elecendo estrat*gi** para *lcançar metas * *bjetivos, fic*ndo responsável pela *iscal*zação da *estão execu*iva, atuan*o como ins*rumento de m*nito*am*nto e *aranti*do q** as d*c*sõ*s estejam *e ac*rdo com os int*resses dos acionistas (IBGC, 2023). Ademais, * IBGC (*023) orienta quanto à composiç*o da ***rutura da GC d*s empresas, quais os mecanismos e como estes devem ser compos*os. Primeira*ente, *á a As*e*bl*ia Geral, que co*siste na in*tânci* *áxima, *nde os *ssoc*ados votam e definem diret*izes. *a sequên**a, encontra-se CAdm, que * comp*sto por mem*ro* eleitos, o com mandato* unificados e *eno*ávei*, avaliados anualm*n*e. Ainda se tem a direto*ia (Bo*rd), os Comitê* e Auditorias *, *or fim, os Princípios Norte**ore* (IBGC, 2023). A*ém d*sso, este *ecomenda q*e o CAdm seja co*p*sto por *in*o a nove membro*, de d*fe*e*te* formações, *brangend* ár*as c*mo adm*ni*t*ação, contabilidade, economia, direit* e e**eci*l*zações técnicas *elaciona*as ao se*or de atuação da empresa. Também orienta que a *aioria dos membros *eve ser independe*te, sem dual*d*de d* p*esidência e que **ja d*ve*sid*de de gênero e* sua *omposi**o (IBGC, 2**3). *m relação à importância do CAdm, Andrade et al., (2009) evi**nciaram qu* a com*osição *o conselho imp*cta mais o *al*r de **rcado qu* o lucro, c** eficácia dependente do port* e alavancagem da f*rma. Ainda, Edwards et *l., (20*3) *oncluír*m que Rev. FSA, Teresina PI, v. 23, n. 7, **t. *, p. 50-75, *ul. 20** www4.Unif*anet.*om.br/revista L. V. ***ei, *. Fioren*in, *. F. P. Are*dt, L. Dagostini *8 qua**o mais ro*usta a estrutu*a de **, men*s *spa*o existe para escolhas contábeis *isc*ic*on*rias vo**a**s * manipular resul*ados. Também Alme*d* ** a*., (2*20) dest*cam com* as informações pro*uzidas pela c*nt*bilidade fundamentam as escolh*s dos gestores, sendo * ferramenta que *r*ns*orma as regra* de GC em informaçõ*s concretas * confi*veis para * *ercado. Dessa f*r*a, é ev*den*e que a orga**z*ção e estrut*ra do CAdm i*flu*n*ia *iretamen** na qual*dade da G* da* instituiçõe*, afetand* não *ome*te fator*s como transparência, éti*a e alcance *e objetivos, m*s t*mbém es*ratégias fisc*is e gr*u de en*ol*im*nto da* empresa* *as práti*as de planej*mento tributário (ARMST*ON* et al., 201*). A infl*ência *o CA*m no plane*ame*to fiscal i*ter*acio*a* res*d* *a s*a cap*c**ade *e atuar co** me*anismo de controle o* i*dução de **ressi*idade **ibutária (PAVLOU et a*., 2025). Nesse *entido, o CA*m se relaciona c*m o u** de paraísos fiscais principalment* po* *eio de seu papel *a gove*nança e n* apetite por *stratégias fiscais agre**i*as. CAdms m*is independe*tes e atuantes *endem * restringir prática* abusiv*s *e pl*nejamento tributário (R*CHA*DSON *t al., 2013). *inda, *a pr*senç* de estruturas de *C sólidas, há um* tend*ncia de alinh*m*nto *ntre adoção d* po*tura fiscal da e*presa **m ** diretrizes globai*, tais como o projet* BEPS * as re*omendações da OCDE, den*tand* que o perfil dos consel*eiros define se a *C *tuará como *arr*ira ou *m in*entivo à* práticas *e profit shifting (*RMSTRONG et al., 2015; PAVL*U et a*., 2025). Além disso, a *iversidade de gêner*, formações a*a*êmicas *aria*as e expe*iênci* internacion*l no CAd* estão as*ociadas a maiores *ívei* de tra*sparência a e ao u*o moderado de p**aísos fiscais, dis*inguindo o planejamen*o líc*to d* práticas evasivas (PAVLOU et al., 2025). Richardson et al., (2013) demonst*aram qu* a indepe*d*ncia do CAdm, aliada a con*ro*es inte*nos rob*stos e *u*itoria* *e alta qualid*de, atuam c*m* um mecan*smo inibidor d* agressividade fiscal. ** Ve*lo * Martinez (2014), **idenciaram qu* o plane*ame*to trib*tário eficiente reduz o r*sco *e mer*a*o das *m*re*as na B3, desde qu* amparado por práticas ro**st*s de gover*ança q*e as*egurem a legit*midad* das est*até*ias a*otadas. Ahme* et *l., (2022) apu*ar*m que tan*o a conce*traçã* de a*ões quanto a *res*nça f*m*nina no CAdm reduzem o uso de par*ísos fiscais. Indican*o qu* estruturas de *ontrole fortes e CAdms com *ul*eres tendem a ser mais *autelosos, o que que*tiona a ideia de qu* o *lanejamento *ri*utário é apen*s u*a busca por ot*m*za*ão f*n**ce*ra. Enfi*, evid*ncia-se que a prática de profit *hi*ting vai a*ém *e uma questão puram***e **onôm*c*, está li*ad* a deci*ões e*tratégicas d* *dm*ni**ra*ão, ao perfil d*s Rev. *SA, *eresi*a, v. 23, n. 7, art. 3, p. 50-75, ju*. 2026 www4.*nifsanet.com.b*/revista Mãos no Le*e, Olhos n* Mar: *omo * Face do Conselho Reflete a Estratégia *iscal da Empresa? 59 conselhos e à *ostu*a *tica das org*nizaçõ*s dian*e das *egras fisc**s. A relação entre o CAd* e os paraísos f*scais é i*direta, mas intensa, *endo o CAdm, por meio da estrut*ra de GC, c*l*u*a de risco e *upe*visã* de controle* e auditor*a*, é quem, na prática, a*toriza, limit* ou rep*ova o uso de para*sos fi*ca*s *as *str**é**as tributárias *a companhia (ARM*TRONG e* al., 2015; A*M** et al., 2022; PAVLOU et al., 202*). Ainda, CAdms mais indepe*dente* e c*m presença feminina tendem a adotar uma postura mais cons*r*adora e de *omp*ian*e, redu*i*do * uso de p*raísos fiscais (RICHARD*ON e* al., 20**; AHMED et al., *022). 3 *ERC*RSO *ETODOLÓGICO O *bjetivo geral dest* p*squisa consiste em identif*car o perfil *o CAdm da* e**resas *rasi*eiras listadas que *eali**ram TPR l***lizadas em p*íse* considerad*s paraísos fiscais. *ara isso, utilizou-se uma a*ordagem metodológ*c* descritiva, quanto ao obj*tivo; quanto ao p*oced*men*o, como d*cumental e, em re*ação à natureza, caracteri**-s* c*m* quantitati*a. A se***ão da *opulaçã* compre*ndeu a* 434 e*pres*s *ist*das *a B3 - Brasil, Bolsa, Balcão. A definiçã* *a amostra se deu em fevere**o de 2023, por meio de análise das notas explicativas de toda* a* emp*esas listadas na B3. Foram cons*deradas na a*ostr* as emp*es** que ate*deram ao* cri*éri*s estabele*id*s para a seleçã*, *endo: (a) existênc*a de TPR no exterior; (b) existência *e saldos n*s TPR no exterior; (c) exis*ênci* d* **R sediadas em paíse* listado* como par*ísos fisc*is, *e acordo *om a I* RFB nº 1.037/2010. *o entanto, o período de an*lise c*mpreen*eu * pe*íodo d* 2022 * 2024. P*r fim, a amostra fi*al resulto* e* 30 empresas, confor** apresentado nas Tabelas 2 e 3. Tabela 2 - **pre*as que comp*em * *mostra Segme*to de Li**agem População Amostra NM *9* *2 N2 21 6 N1 *4 6 MB 10 0 M* 13 1 M2 3 1 DR* 4 * DR1 5 0 TRAD 161 2 Total 434 30 Legenda: (NM) *ovo Mercado; (N2) Nível 2 de G*vern*nça Corp***tiva; (*1) Nível 1 de Governança Corpo*ativa; (*B) Balcão Organizado Tradicional; (MA) *ovespa Mais; (M2) Bovesp* Mais - Nív** 2; (DR3) BDR Nível 3; (DR1) B*R Nível 1; Tr*di*ional (TRAD). Fonte: Elaborado pelos auto*e* (*026) Rev. F*A, Teres*n* *I, v. 2*, n. 7, art. 3, p. 50-*5, jul. *026 www4.Unifsanet.com.br/rev*sta L. V. Ma*ei, *. *io*entin, *. F. P. Arendt, L. Dagostini 60 Tabe*a 3 - Empresa* *ue *ompõem a *mostra Empres* Segme*to *e listage* E*presa Seg*e*t* de listage* Empresa Segmento de li**age* ABC BRASIL N2 EUROFARMA *2 L*PATECH NM A**E* S/A T**D *XITO *R3 M*NGELS *N*L TRAD AMBIPAR NM GERDA* N1 MARCOPO*O N2 *Z*L N2 GERDA* MET N* MARFRIG NM B*NCO BMG N1 *OL N2 PETROB*AS *2 BIOMM MA GP INVEST DR3 SMAR* FIT NM BR**ESCO N1 IMC S/A N* T*URUS ARMAS N2 BRF SA NM I*FRACOMM ** ULTRAPAR NM CCR *A NM ITAU UNIBANCO N1 VALID NM EMBRA*R NM ITAUS* N1 WDC **TWORKS N* Legend*: (NM) No*o **rcado; (N2) Nível 2 d* Gove*nan*a Co*porativa; (N1) *í*e* 1 de Governança Cor*orati**; (M*) Bovespa Mais; (M2) Bovespa Mais - Nível 2; (DR3) BDR Nível 3; T*adicional (*RAD). *onte: Elaborado *e*os a**or*s (*026) A d*finição da amostra tomou c*mo base o ano de 2023, sendo os dad*s cole*ados no pe*í**o *e 2*2* a *024. O levantamento dos v**ore* das TP* foi real*zado por me*o das no*as exp*icativas divu*gadas pelas empresas no w*bsite da *3, segu*ndo a metodologia *e Rathke (2021). *onsid*r*ndo ap*nas ** *aldos das tran*ações reali*adas com pa*tes relacionadas, lo*alizada* em paíse* considerados par*ísos fiscais de acordo c*m a I* RFB nº 1.037/20*0. Qua*to às cara*te*ís*ic*s relacionadas ao perfil do *Adm, for*m consider*dos para *sta pesquis* o tamanho, in*ependência, expertise *inanceira, dual*dade, *ênero e ida*e. Tendo esses *ados c*leta*os do formu**rio de *eferência (*tem - Item */7.3 - **mposiç*o e exper*ência pro*issional da adm**istração e do consel** fiscal), o tamanho correspondeu a* núme*o de mem*ros que c*mpõem o *Ad* (*RMSTR*NG et al., 2015); a *n*ep*nd**cia representa o núme*o d* membros *ndepend*ntes em re*ação ao to*al de membros do CAdm (RICHARDSON et al; 2013, *RMSTRON* *t al., 2015); a experti*e f*nanceira c*nsidera-*e o núme*o de m*mbros com conhe*ime**o em a*dit*ri* e fin**ças em relação total d* *embros do CAdm (ARMSTRO*G et al., 201*); a dua**dade *os memb**s é u*a variável dummy, em que o Pr**idente do CAdm nã* é o P*esi*ent* da Empresa atribui 1, se não 0 (IBGC, 202*); o gênero é a **oporção méd*a de mu**er*s e* **lação tota* de m*mbros no CAdm (AHMED *t *l., 2022) e a idade (RAO; TI**, 201*). Para * *nális*, utiliz*u-*e o suporte de tabelas para a **res*ntação e organização dos dados obt**os, *eg*ido da *iscu*s*o d** resultad*s d*vid*mente *st*uturada n*s *eguin*es et*pas: (i) compreen** as caract*rísticas d*s empresas *nalisadas no *ue tang* ao montante de *pe*açõ*s com países classific*dos como par**sos fiscais; (ii) ***esenta-se o perfil d* Rev. FSA, T*resina, v. 23, n. 7, a**. 3, p. 50-75, ju*. 2*2* w*w4.Unif*a*et.com.b*/r*vista *ãos n* Leme, Olhos no Mar: C*mo a **ce do C*nselho Refle*e a Estratégia Fiscal da Empre*a? 61 composição dos CAdm* da* empresas analisada*, conside**ndo o **manho, indepe*dência, ex*ert*se fina*ceira, divers*dad* de gê**r*, dualida*e de *unçõ*s e faixa etári*; e (iii) a relação entre o perfil *o CA*m e as *PR das e*presas listada* na B3. 4 ANÁ*ISE E D*SCUSSÃO DO* DADOS 4.1 Tr**sa*õ*s com *artes Rel*c*ona*as em *araísos *i*cais A *rim*ira parte da análise co*templa a* características d*s empresa* a*alisadas no que t**ge a* mon*ante de ope*açõ*s com p*rtes relacionad*s localizadas em países classi*icados como paraí*os fiscais, durante o período de análise. Tabela 4 - T*ansa*ões com *artes relaci*na*as localizadas em P*raíso* fiscais (valores em mil**es de *eais) Seg 2022 on*ante T 2023 PR 2*2* Quant 2*22 idade Pa Fiscai* 202* raísos 2024 Paraí*os fisc*is reportados no período NM 1 5 .6 4 1 ,0 * 4 9 .1 7 0 ,3 2 4 8 .5 8 * ,* * 10 10 10 Ba*bad*s, Curaçao, Em*rados Árabes Unidos, *l** Jersey, *lhas C**man, Ilha* Maurício, *lhas **rge*s Britâni*as, **landa, Panamá, Sultana*o de O*ã N2 3 0 .1 6 7 ,6 4 2 8 .7 0 3 ,1 9 3 * .7 9 4 ,6 4 4 4 * Emirad*s Ár*bes Unidos, Ilhas Cay**n, I*has Virgens Britânicas, Panamá N1 2 3 6 ,7 9 1 9 9 ,2 8 8 5 ,9 1 2 2 2 Ilhas Caym*n, Ilhas Virgen* Britânicas MA 2 4 8 ,7 4 2 3 * ,5 5 2 1 5 ,7 7 1 1 * Ilhas Virgens B*itâ*ic*s M2 2 5 ,3 7 1 1 ,7 * 1 2 ,9 2 2 2 Belize, Panamá DR3 - - - 3 3 3 Bahamas, Ilhas Cay*an, Panamá TRAD 8 7 ,2 4 7 9 ,2 8 1 4 0 ,9 2 2 2 2 I**as Virgens Bri**nic**, Pa*amá M
Le*enda: (NM) Novo Merc*do; (*2) Nív** 2 d* Governanç* Corpora**va; (N1) *íve* 1 *e *ove*na*ça Cor*or*t*va; (MB) B*lcão Organizado Tradicional; (MA) B*vespa Mais; (M*) Bovesp* Mais - Nível 2; (*R3) BDR Nív*l 3; (DR1) BDR Nível 1; Tradiciona* (TR*D). Fonte: Dados d* pes*uis* (2*26) ** dados ap*es*ntados na *abela 4 *evelam q*e os maiores v*lumes de *PR local*z*dos em paraís*s fiscais estão *oncen**ados em emp*esas no* melhores níveis de GC, send* e*e* NM e N2. C*nforme de*tacado por Rathke (2**1), e*presa* co* e*se perfil tendem * re*orrer * *rran*os *m juris*ições de bai*a tr**utação como parte *as suas Rev. FS*, Tere*ina **, v. 23, n. 7, art. 3, p. *0-75, jul. 2*2* ww*4.Unifsa*et.*o*.br/revi*ta
L. V. Mat*i, N. Fior*nti*, A. F. P. Are*dt, L. Dagostini 62 estratégias de p*ane*amento tri*utár*o i*t*rnacio*a*, e n*o com* práti*as pontuais ou isoladas dentro de suas operações. O segmento *o *M, que r*úne 12 da* 30 empresas *nalisad*s, foi o que apresentou o maior v**ume de T*R em par*ísos fisca**. *m *022, o va*or foi de R$ 1,5* bilhõ*s de reais, aume*tando con*ideravelmente para R$ *,92 bilhõe* d* reais em 2023 e mantendo-s* próximo de*se pa*amar em 2024, com R$ 4,86 bilh*es de *eai*. Es*e crescimento mostra uma expansão releva*te dessa* *pe*ações. Além disso, *s empr*sas deste s*gment* r*alizaram transaçõ*s em d*ferente* juri*diç*es considerad** com* pa*aís*s fisc*is no *er*odo *e aná*ise, tais como Ilhas Ca**an, Ilhas Virgens Brit*nicas * Irla*da. Locais c**hecidos *ela *a**a ou i*existent* t*i**tação, * que o* *orn* atr*tivos para estra*égias de p*anejam*n*o tribu*ári* (PWC, 2025). *o*as essas jur**dições fi*u*am *a li*ta da IN RFB n.º 1.037/2010 e são a*p*am*nt* citad*s na lite*atu*a como destinos p*eferenc*ais de pr*fit shifting (*ARCI*- BE*NARDO; JANSKÝ, 202*; TØRSLØV et al., 2018). * *2, co* 6 empresas na amostra, regis*ro* * segu*do maior volume acumulad* em t**nsações, superand* R$ 2,8 bilhões de re*is em todos os t*ês anos, com *eve cr*scime**o de R$ 2,87 b*lhões de reais e* 202* para R$ 3,08 *ilh**s de **ais em 2024. Difere*tement* do N*, o N2 adot*u estr*t*gia geo****icamente mais *oncentr*da, op*r*ndo com **enas q*atro jur*sdições consideradas como paraísos fisc*is, send* os E*ir**o* Árabes Unidos, Ilha* C*yman, IVB Panamá. Essa seletividade sugere estruturas offshore mais co*soli*a*a* e e poss**e*mente pe*ma*en*e*, c*nforme car*cterizadas por Huizinga et al., (2008) ao descrever o *so de dí*i*a intragrupo como mecan*smo recorren*e de **s*ocamento d* bas* tributável e**re ju*i*dições. O N1, també* *o*p*sto p*r 6 empresas, apres*ntou c*mportamento *pos*o ao das e*presas *o NM, cujos m*ntante* foram me*ores e seguiram trajetória de *ueda, *assando de R$ 2*,7 **lhões *e reais em 2022 pa*a R$ 8,6 milhões *e reais em 2024, sendo uma r*duç*o de aproximadam*nte *4% n*s três an*s analisados. Ta*bém, as tra*sa*ões *e concent*ar*m e* duas jurisdições cons*der*das c*mo para*s*s fiscais, sendo elas, Ilhas *ayman e I*B, i*dica*d* que, embora as es*ruturas e*istam, seu uso p*rece *star sendo progress*vamente reduz*do. O segment* DR3 apr*sentou montante *ero de v*lore* de trans*çõ*s nos *rês anos anal***dos, apesar d* as not*s expli*ativas men*ionarem haver trans*ções *m paí**s como Bah*mas, I*has Cayman e Panamá. Esse *ado *ugere que *s *mpres*s ma*t*m e*trutu*as societárias n*s*as jurisdições se* que ha*a saldos ativos registr*dos *as transa*ões do *eríodo. * que pode in*icar part*cipações *ocietárias s*m movimentação financeira *ecente R*v. F*A, Teresina, v. 2*, n. 7, art. 3, p. 50-75, j*l. 2026 www4.Unifsanet.com.br/revista Mãos no Leme, *lhos no Mar: Como a Face do Co*selho Reflete a Estratég*a Fiscal da Empresa? 63 ou e*entual limita*ã* na captação *e **formações via notas e*plicati*as. Uma restrição *n*orm**ional co*sis*ente com * que observa Rathke (*021), ao aponta* qu* emp**sas *r*s*l***as não divulg** diret*m*nte os preços p*aticad*s em t*ansações i*t*af**m* com paraí*os fiscai*, o *u* repr*sent* um* limit*ção ao m*peam**to d* mecanismos de pro**t *hi**ing a partir *e b*ses ** da**s contábeis. Os d*mais segment*s, *A, M* e TRA*, re*ist*aram volumes pr*porc*onalm*n*e *ed*zidos. O segm*nto TRAD exibiu crescimento *roe*inente em 2024, *om o m*ntante praticamente dobrando e* relaç*o a 2023, r*fl*tindo ampliação das op*ra*ões em IVB e Panamá. Na *equência, é ap*esentado o perfil de co*posiçã* d* CAdm das empresas an*lisadas. 4.2 Pe*f*l do C*nselho de Admi*istraç** Nest* pa*te da anál*se, *ão ap*e*ent*do* os dados relaci*n*do* *s caract**íst**as relacionad*s ao perf*l d* *Adm. Par* isso, f*ram co*siderados o tamanho, a independência, a expertise financeir*, a d*ali***e, o gên*ro e idade. Os dados a*r**enta*o* n* Tabela * 5 re*erem-se à *édia das característica* d* p*rf*l do CAdm da* empresas analisadas. **bel* 5 *erfi* de co*posiçã* do CAd* T aman ho Inde pendê ncia Ex*e* tise Fi* ance*ra Gêne ro F * m in*no D*a li* ade I dad e 1 2 3 * 2 3 * 2 3 1 * 3 1 2 3 1 2 3 N* 7 7 ,7 5 7 ,5 * ,3 3 * ,1 6 4 ,0 8 5 5 ,3 5 ,1 6 1 ,* 5 1 ,3 3 1 ,2 5 N N N 56 5* 57 N2 8 ,6 6 8 ,5 9 6 * ,* 6 5 ,6 6 6 6 6 ,1 6 1 1 ,* 6 1 ,3 3 N N N 57 57 57 N1 9 ,3 3 8 ,8 3 8 ,8 3 3 ,8 3 3 ,8 3 3 ,6 6 6 6 ,6 6 6 ,8 3 1 ,6 6 * ,* 6 1 ,5 N N N 61 59 60 MA 13 17 16 1 4 3 * 10 12 * 2 2 * N N 59 56 56 *2 9 9 9 5 4 5 5 5 5 3 3 3 * N N 54 55 57 DR* 7 7 7 2 ,5 2 ,5 2 ,5 4 4 * 1 1 1 N N N 60 61 61 TRAD 9 ,5 10 10 2 2 * 4 ,5 4 ,5 5 2 ,5 * ,5 2 ,5 N * N 52 56 56 M O DA 9 9 5 3 4 3 5 5 * 1 1 1 - - - 54 55 62 MÍN * * 5 1 1 1 1 1 2 0 * 0 - - - 45 ** 44 M ÁX 13 17 ** 11 11 11 11 11 12 3 3 3 - - - 6* 65 65 Seg. Leg*nda: (N*) Novo *erca*o; (N2) Nível 2 de *o*e*nan*a Co*porativa; (N1) Ní*el 1 de *overnança *orporativa; (M*) Balcão *rganizado Trad*ciona*; (*A) Bovespa Mais; (M2) Bovespa M**s - N*vel 2; (DR*) BD* Nível *; (DR1) BDR Nível 1; Tradic*onal (TRAD). Os anos são apr*sen*ados *a segui*te forma: (1) 2022; (2) 2023 e; (3) 20*4. F*n*e: *ados da pesquisa (2026) Rev. FSA, Teresi*a PI, v. *3, *. 7, art. 3, p. 5*-75, ju*. 2026 www4.Unifsanet.*om.br/re*ista L. V. Matei, N. Fioren*i*, A. F. *. *rendt, L. D*gostini 64 Em *elação ao tamanh* *os CAdms das empre**s *nalisadas, este apresentou variação e* todos os se*mentos. O IBGC (2*23) recomenda qu* o C*dm seja com*osto por *inco a *ove memb*o*, *end* evidenciado que a *aio*ia das empresas **alisadas apresentou quan*ida** *e memb*o* conforme a orienta*ão do I*GC. O NM *egistrou média de sete membros em 2022, com leve variação nos anos segui**es (7,75 em 2023 e 7,5 e* 2*24), mantend*-se dentro do int*rv*lo r*co*endado. O N2, o *1 e o M2 apr*sentaram *édias lige*rame*te superiores, e*tre 8 e 9 membros, ainda compatíveis com as bo*s p*áti*as de governança. A *xce**o ma*s significati*a foi *bservada no seg*ento B*vespa Mais (MA), cujo conse**o che*ou a 17 *embros em *023, s*ndo pra*icamente o dobro do limi** super*or recomendado pelo *BGC (202*). Ou se*a, CAdms *umerosos podem enfrentar dificu*dades de coordenação e *oma*a de d*cisão efic*ente, q*e o potencialmente di*ui a responsabil**ade ***ividual dos conselheiros sobre deci*ões estratégi*as, incluin*o aqu*las relacionadas a* planeja*ento tribu*á*io i*tern*cional (LIPTON; LOR*CH, *992). A i*dependência dos memb*os do CA*m é um d*s p*lares *a boa GC (IBGC, 202*), p*is con*elheiro* sem ví*culos com os ac*onistas **ntr*ladores ou com a gestã* tendem a exercer *upervisã* *ais r*gorosa **bre *s es*ratégias e**resari*is (Fama e **nsen, 1*83). Den**e os segme*tos analisad*s, o N2 dest*cou-s* *om a maior mé*i* d* memb*os i*dependentes, aprox*madamente 6 em cad* ano do triênio. O *M apresentou médias em torno de 4 membros ind*p*ndentes, com leve declí*i* ao longo do período (de 4,33 em 2022 para *,08 em *0**). Os s*g*e*to* TR*D e *R3 registraram os men*r*s í*dice*, com média de 2 membros independentes n* pe*íodo analisado, o que limita a capac*dade de s**ervisão autô**ma sobre de*i*ões est*atégicas (I*GC, 2*23). Todavia, é *elevant* nota* *ue, apesar d* o N2 ap*esentar *aior *éd*a de m*mbro* independe*tes no CA**, este s*gmento regi*trou o *e*undo maior volume de *PR *m paraí*os fis*ais ao longo d* p*ríodo analisado. **se *e*ultado *on*e*ge com Ar*strong et al. (2015), para *uem a independê**i* é co**i*ão n*cessá*ia, mas n** determinante, da modera*ão fiscal. A ef*cá*ia da GC no controle do plan*jamento t*ib*tário depen*e d* uma *ombina*ão de f*tores como cultura de *omp*ian*e, quali*ade d*s controle* inte**os a e a*etite e*traté*ico d* e*presa por *is*o tribu*ário, e n*o apenas da composição formal do CAd*. J* a e**e*tise f*nancei*a dos cons*lheiros compreende o número de membros *om formação *u *x*eri*ncia em au*itoria e **nanças, sendo relevante tanto p*ra a quali*ad* da superv*são contábil quan*o p*r* a c*mpreensão d* op**a*ões financeira* complexa*, como as Re*. FSA, Teresina, v. 23, n. 7, *r*. 3, p. 50-75, j**. 202* www4.Un*fsane*.co*.b*/*evis*a Mãos no Leme, Olhos no Mar: **mo a *ace do Conselho Refl*t* a E*tratégia *iscal da Em*r*sa? 65 transações interna*ionais *om partes relacionadas (DEFOND et a*., 2005). O *egmento MA apresentou o* m*ior*s valores absol*tos de expertise, c*egando à m*dia de 1* *onselheiro* com e*se *erfil em 2024. Co*tudo, como se trata d* u*a empr*sa (BIOMM) com CAdm atipic*mente amplo, * dado exige caute*a *n*erpreta**va em termos *elativos. Entre os dem*is segmentos, * N2 e *1 regis*raram mé*ias em tor*o de * mem*r*s com ex*er*ise finan*eira, proporç*o ra*oável em rel*çã* ao total *o *Ad*. O NM aprese*tou expert*s* média de 5 membros em um CA*m de 7 a * mem*ros, o *ue representa proporç** e*evada e favorável à q*a*id*de *o monitoramento. Os s*gme*tos TRAD e DR3, com médias m*n*res (4,5 e 4 membro*, r*spect*vamente), combinadas aos menores índi*es de in*epe*dência, podem apresent** l**it*ções na supervisão de o**raçõe* trib*tárias *nter*acio*ais d* maior com*lexidade, conf*rme discutido por Fich e Sh*v*asani (2006) ao anali*arem o papel da exper*ise do C*dm na q*alid*de *a superv*sã* f*nanceira. A *re*e*ça de mulh*r*s *os CAdms das empresas analisa*as é no**velment* baixa, mesmo com a o**e*tação do I**C (*01*), de que o CAdm tenha dive*si*ade *e gênero em su* c**p*sição, prima**o pela p*u*alidade de conhecime*tos experiências. Os r*su*ta*os e apon*ar*m qu* a médi* m*is eleva*a foi *e 3 conselheiras p*r empres*, ob*ervada em emp*es*s dos se*mentos MA * M2. O NM, q*e conce*tra * maior volume de TPR em pa*aísos fis*ais, registr*u média de apenas *,25 a 1,33 *u**eres po* CAdm ao longo ** *er*od* analisado. A me*or m*di* de participação femi*ina no CAdm foi apura*a no segmento D*3, c*m apenas um* conselheira *or empresa. Ai*da, *videnciou-se q*e, n* ano de 2**2, *lguns CAdms não conta*am com ne*hum* r**resentante feminina em sua co*pos*çã*. Ahmed et al., (*022) demonstraram e*piricamente que a p*esença feminina no CAd* está associada à menor *ti*iza*ão de paraísos fiscais, uma v*z que conselheiras tendem a a*otar postura mai* *autelosa e aves** *o risco em relação ao planejamento tr*butário agressivo. Nessa perspectiva, * escassez de cons*lheiras, esp*ci*lme*te no NM, segme*to que concentra os m*iores volumes ** TPR, po*e **r interpreta** c*mo **tor permissivo pa*a estratégias tri*u*ári*s ma*s *gres*ivas. A dualidade oco*r* quan*o o *res*dente do C*dm acumula t*mbém a funç*o de CEO, situação qu* fra*iliza o con*role in*erno, pois a me*ma pe*s*a que toma decis*es ex*cutivas também preside o ór*ã* que deveria super*isionar essas dec*sões (JE*SEN, 1993). * ***C (2*23) rec**enda *xplici*amente a sep*ração dessas fu*çõ*s *omo re*uisi*o *ásico d* presen*a *e boas p*áticas d* GC. *ev. FS*, Te*esina PI, *. 23, n. 7, ar*. 3, p. 50-75, jul. 2*26 www4.Unif**n*t.com.*r/revista L. V. Ma*ei, *. F*oren*in, A. F. P. **endt, L. Dago*tini 66 N* co*junto da amos*r*, ne*h*m dos se*ment*s a*resentou *ualidade em q**l***r dos t*ês anos a*a***ados, resultad* consistenteme*te positivo. Es*e dad* indic* que as 3* empresas *s*u*ada* p*eser**m ao meno* ess* dimensão de in**pendênci* estrutural, alinhando-se às recome*dações de boas práticas de GC (IB*C, *023). Contudo, conforme al*rt** Fama e Jensen (*9*3) e Jensen (1993), a separação formal entre presidência do CAdm * gestão exec*t*va represen** condiç*o nec*s**ria, mas não sufici*nte, par* exercício o *e *upe*visão ef*ti*a. Seus efeitos so*re a* d**i*ões ****atégicas, incl*i*do as de planejam*nto tributário, d*pe*dem, em *l*ima instância, de *omo o CAdm uti*iz* *ssa autonomia for*al. A idade méd*a dos conselh*iros estabelec*u-se entre 52 e 61 a*os na maior pa*te do* C*dm dos *egmentos a*alisados. Sendo qu* no N1 evidenci**-se *s con*elheiros mais ve*hos (média de 61 anos em 2**2), em cont*aparti*a, o segm*nto TRAD apresentou os con*elheiros m*is *ovens (52 anos em 2*22). Ao *ongo do período analisado, *o*ve *** variaç*o etá*ia pequena e estáve* en*re a faixa et*r*a dos conselheiros, com mín*mo observ*do **nd* o *3 anos e o máximo *7 *no*. N*sse sentido, Rao e Tilt (2016) destacam *ue no proce*so de dec**ão é importa*te a *inâmi*a dos g*stores mais novos, mas tamb*m salut*r a *xperiência e conhe*imento é dos que p*ssuem maior faixa etária. *inda Hafsi e Turgut (2013) pont*a* que conselheiros c*m *da*e mais *levada estão voltados ao *em-estar da socieda*e. *or ou*r* lado, a homogen*idade et*ria pod* estar *s*ociada à menor *be*t*ra pa*a abordagens ma*s co*temporânea* de comp*i*nce tri*ut*ri* e sustenta*i*idade *i*c*l, esp*cial*ente d*ante *e um cenário int*rnac*ona* de cresc*nte* press*es re*ula**rias, como o *r*jeto BEPS da OCDE (2013) e a* discussões e* *orno do im*osto mínim* gl*bal de 15% (TAX JU*T*CE NE*WOR*, 2023). 4.3 Relaçã* entre perf*l *o Cons*lho ** Adm*nistração e as transações **m partes o *e*ac*onadas das e*presas list*da* n* *3 Por f*m, a úl*ima parte da an*lise busca relacionar os mo*tantes d*s TPR do período com o perfil de com*osi*ão do CAdm das empr*sas an**isa**s. Na Tabela 6 são apresentados *s dad*s relacionados ao perf*l *o CAdm e à mo*imen*aç*o com par*í*os fiscais *or *egme*to de *i**agem. R**. FSA, Teresina, v. 23, n. 7, a*t. 3, p. *0-75, jul. 2026 www*.Unifsanet.com.br/revi*ta Mãos no Leme, Olho* no Mar: Como * Face *o Co*selh* Reflete * Estra*égi* Fis*al da Empresa? *7 Tab**a 6 - Pe*fil *o CAdm e a m*vim**tação com paraísos fis*ais por seg*ent* de lis*age* (v*lo*es em milhõe* de reais) Se* TPR Mé*ia ( 202* - 2024) Nº Paraíso s Fisc*is T*manho Médio (2022 - 2024) Ind*pe*dênc* a M*dia (202* - 2024) E*per*is* *édia (2022 - 2024) Gênero Femi*ino ( 20*2 - *0*4) Idade Médi* ( 2022 - 2024) NM 3 .7 8 0 ,0 0 *0 7 ,4 2 4 ,1 9 5 ,* 5 1 ,2 8 56 N2 2 .* 8 8 ,8 5 4 * ,* 2 5 ,9 4 6 ,* 5 1 ,1 6 *7 N1 1 7 ,4 0 * 9 3 ,* 7 6 ,5 1 ,6 60 *A 2 3 ,2 4 * 1 5 ,* * * ,6 6 1 0 ,3 3 * ,3 3 57 M* 1 ,6 7 2 9 4 ,6 6 5 3 *5 DR3 - 3 7 2 ,5 4 1 60 TRA D 1 0 ,* 5 2 9 ,8 3 * 4 ,6 6 2 ,5 54 Leg*nda: (NM) Novo M*rcado; (N2) Nível 2 de Governança *orp*rativa; (N1) Nível 1 *e Governan*a Corporat*va; (MB) Balcão O*ganizado Trad*cion*l; (MA) Bove*pa Mais; (M2) Bovespa Mai* - Nív*l 2; (DR3) BD* Nível 3; (DR1) BDR Nível 1; Tradicional (TR*D). Fonte: Dados da pesqu**a (2*26) *omo s* observa na Tabela 6, as empresas d* segmen*o *M apresent*ram a maior quantidade de p*r*ísos fiscais utilizados e a maio* méd*a de *PR (3,7 bi*hões) em 10 p*íses co*side**dos como paraísos *iscais: *arbados, C*raçao, Emi*a*os **abes Un**os, *lha J*rsey, Ilh*s Cayman, Ilhas Mauríci*, I*has Vir*ens Britânicas, Irl*nda, Panamá, Sultanato de Omã. O NM * o s*gmento de listagem da B3 com o m*is alto padrão *C. Desde sua c*ia*ão, o No*o Mercado firmou-se como o se*ment* des*ina*o à negociaç*o de ações de empresas que optam, vo*untar*ament*, por prá*i*as de *C além daquelas j* exi**das *ela l*gislação br*si*eir*. Sendo que o perfil (*édio) de compo*iç*o do CAdm des*as e*pre*as (NM) é de 7,42 membros, com *ais de */3 dos me*b*os *ndependentes (4,19) e com pos*uem e*p*rti*e f*nancei*a (5,15), *ossuem uma par*icipação feminina modest* (*,28 mul**re*) e faix* etária média de 56 anos. Sob a ótica de ori*ntaçã* do *BGC (2015; 2*23), apenas a pa*ticipaç*o femini*a *ão *te*de ao orientado, *as o IBG* (*015;2023) nã* orie**a quanto à quanti*a*e, mas s** quanto à prese*ça. Nesse se*tid*, Ahmed et *l., (2022) pontuam que a participaç*o feminina no CAdm *eduz * uso d* *ar*ísos **sc*is. Pavlou et al. (2*25) corroboram *sse ar*um*nto ao evi**nc*arem q*e * ma*or r*presentação feminina nos CAdms está asso*iada à men*r agre*siv*dade t*ib*tária. Fica ev*dente qu* cada CAdm vai levar e* conside*ação as pr*mis*as que env*lv*m risco e retorno frent* às operações por eles *ut*rizadas (J*ANG, 2022). Se a empresa pos*ui um* boa es*rutu** de GC, que fo*neça suporte para a t*mada d* decisões que envolv*m e**ratégias t*ibutárias, es*e limitará ou a**orizará *s transaçõ*s (DESAI; DHARMAPALA, 2006, ARMSTRONG et *l., 2015; A*MED et al., 2022; PAVLO* et a*., 2025). Não *ev. FSA, Teresina PI, *. 23, n. 7, a*t. 3, p. 50-75, j*l. 2026 www4.*n*fsanet.*o*.br/re**sta L. V. Matei, N. Fioren*i*, A. F. P. Arendt, L. D*gostini 68 have*do, a*s*m, um p*rfil único de *omposição d* CAdm *ue autorize o* não e*tratég*as tributárias que envolvam opera*õ*s *om paraí*os fi*c*i*. *amb*m, em **laçã* à idade mé**a dos membros do* CAdm*, entre 54 e 60 a*os, Rao e Tilt (2016) enfat*zam que a experiênci* e o conheci*ento *dquiridos são relevante* no *roce*s* *e decis*o, u** ve* que estes são contraí*os *ela vivênci* de mercado, refletindo *s**m maturidad* fre*t* aos negócios (HAF*I; TUR*UT,2013) * N2, na seq*ência do NM, a*resentou resul*a*o* *eme*h*ntes *os obtidos *ela* empr*sas do *M, com TP* m*dio (2.9 *i*hõ*s), que, *pesar de inferior, foi 1*1,78 vezes maio* que o regi*trado *o N1. Q*anto ao tam*nho, tant* o N* **anto N1 man*iver*m-se * d*ntro das or*e**ações quanto à *omp*sição do IBGC (201*; 2023), assim como na independência d* seus memb*** e e*pertise fi*ancei*a. O evidenciado ** quesito g*nero no N*, N1 * N2 se rep*te no* de*a*s segm**tos anal*sados. *e*otando p*uca *articipação *em*nina na compo*i*ã* do CAdm, apesar da orientação de *ue s*ja d*d* acesso para que as *ulheres pos*am assum*r cargos de lid*r*n*a na* emp*e*a*, podendo atuar diretam*nte no **o*e*so dec***rio (IBG* 2015; 2023) atuan** de forma ma** co**e*vadora frente às *ecisões **ibutárias **e envolvam ri*cos (AHME* et al., 2022; PAVLOU et al., 2025). U* a*hado impor*ante diz res*eito a* eviden*i*do no s*gment* MA, que *presentou com T*R média *e 23,24 mi*h*e* sendo pra**c*da e* a*e**s 1 p**aíso fiscal, as Ilh** Vir*ens Br*tânicas. Est* se*men*o, d**tre os demais anal*sados, é o que *ais se *istancia das práticas indicada* pelo I**C (2023) *uan*o à quantida*e d* membros do CAdm (15,33), aprese*tando uma quantidade d* memb*os d* 70,33% *cim* do limite *ndicado (at* 9 membros). No en*an*o, apesar disto, os membros con*idera*os *ndependentes repre*entam apenas 17,35%, não ate*den*o à orien*ação de que 2/3 **s membros fossem indep**dentes (I*GC, 202*). Além dis*o, é *ambém o 3° n**el com maior quan*idad* *e a mulheres present*s no conselho, colab*rando com o q** *ontuam Pavlou et al. (*0*5), em que a pr*sença de mulher*s nos c*nselhos tend* à adoção de prátic*s t*ibu*árias mais mo*estas. O **vel TRAD apresentou resultados semelhan*es aos do M*, qu**to à quantidade de me*bros no CAd* e sua i*depe*dência. O TR*D teve *ma TP* média de 10,25 milhões e utiliz*u ap*n*s paraís*s fiscais: Ilhas Virgens Bri*ânicas Panamá. *uanto ao tama*ho, 2 e u*trapas*ou *,**% acima do indicado pelo IBGC e, na independê*cia, fi*a co* a segu*da men*r quantidad* de membros independentes, sendo indepe*dentes a*enas *0,35%. Perde*d* *penas para o nível MA, *om 17,35%. Além *isso, foi o te*ce**o n*vel q** me*os rea*izou TPR, mas o *egundo c*m maior pr*sença d* mulheres no CAdm. Des*e modo, in*e*e-se que Rev. F*A, Te*e*ina, v. 23, n. 7, art. 3, p. 50-75, jul. **26 w*w4.Unifsanet.*om.*r/*evista Mãos no Leme, Olhos n* Mar: Co*o a Face do Consel** Reflete a E*tratégia *isca* da Empr*sa? 69 um CAdm com u*a quantidade expressiva de membros nã* * sinôn*mo de qualidad*, ou boas prática* *a *C, e que o evidenciado por Pavlou et al. (2*25) e A*med et al., (2022) co*fi*ma- *e e* todos os nív*is anali*ad**. 5. CONSIDERAÇÕES FIN**S A *e*quis* tem como objetivo geral iden*i*icar * perfi* do CAdm das *mpresa* br*sileiras *istadas que realizaram *PR l*calizadas em países considera*o* paraísos fiscais. F*i uti*iza*a *ma a*ordagem metodológica d*sc*itiv*, docum*ntal e *uan*it*tiva, e**o*ven*o 30 empresas bras*lei*as listada* na B3 q*e real*zaram TPR em países classificados c*mo pa*aís**, no perí*do compreendi*o entre 20*2 e 20*4. Quanto às carac*erí*ticas relacion**as ao perfil *o CAdm, fo*am considerados o tamanho, independ**cia, expertise fin*nceira, du*lidade, gênero e idade. *om *ase nos re*ultado*, pode-** estabelece* algum*s observações *en*r**s que d*alo*am com a li*e**tura. Primei**, *s maiore* volumes d* transações em paraísos fiscais se concentram e*atamente nos segmentos com cla**ifi*ad*s nos melhore* níveis de GC, NM e N2. Isso não significa que b*a governança incentiva o us* de paraísos fisc*is, mas indica que essas empresas, com est*uturas s*cietá*ias mais c*m**e*as e oper*çõ*s int*rnaci*nais m*i* div*rsific*das, naturalmente dese*volvem arr*n*os tributários sof*sti*ados. A GC, ne*ses casos, *arece a*uar mais *omo mecani*mo de leg*ti*aç*o * co*trole de r*scos do qu* como *a*reira a* pla*ejam*nto tribu**rio inte*nacional, *orroborando os achados de Desai * Dharmapala, (*006),A*mstrong *t al., (2015); Ahmed et al., (202*); Pa**ou et al., (*025). S*gundo q*e a independên*ia formal *o CAdm não *e mostrou, po* si só, um fator c*pa* de reduzir o *so de pa*aísos fi**ais. * N2, com a m*ior *édia de conselh*ir*s in*epe***n**s da amos*ra, *anteve volumes express*vo* de TPR ao lo*go do período analisado. *sse resul*ado reforça * argumento de Armstrong et al. (20*5) *e *u* * eficácia da GC no control* fisca* depende de *ma combinação *e fato*es, e nã* ape*as da *ndependência fo*mal. Terceiro, a baixa representação feminina em todos os segmento* d* a*ostra é um *chado estrutura*mente r*l*van*e. Considera*do que Ahmed et al., (*022) demonstraram a*so**a*ão e*tre *resen*a feminina no CAdm e me*or us* de paraísos fiscais, a *scas*ez d* conselheiras, e*pec*al*ente no NM, que concentra os maiores v*l*mes de TPR, pode ser *nt*rpr*tad* como fator p*rmissi*o das es*ratégias *rib**ár*as mais a*ressi*a* ob*ervadas. R**. FSA, **resina PI, v. 23, n. 7, art. *, *. 50-75, jul. 2026 www*.U*ifsanet.com.br/revista L. *. Matei, N. F*o*entin, A. F. P. Are**t, L. Dago*t*ni 70 *ua*t*, a ausê*c*a total de dualidad* em tod* a amost** representa um pon*o con*istentemen*e positivo de b*as *rá*icas de GC. A sep*ração ent*e presidência d* CAd* e ges**o e***uti*a na* 30 *mpres*s anali*a*as *r*serva uma das *ondições estruturais mais bá*icas pa*a o ex*rcício de sup*rvis*o i*de*enden*e, *ind* *ue seu* efei*os s*bre * plane*amento trib*tário dependam da fo*m* como o conselho **etivamente *tiliza essa au*o*omia formal (FAMA; JENS*N, 1983). Em conj*nto, os d*dos apontam para um cenário cuj*s prát*cas *e pla*ejamento tributár*o internacional estã* presentes entre *mpresas bra*i*eir*s de capi*al a*erto, indep*ndentemente *o n*vel de GC em que estão alocadas. A so*is*icaçã* *essas estrutura* e sua persist*nci* ao longo do p*ríodo s**erem que elas são p*rte integrante da *str*té*ia ***porativa, supervisionadas pelos C*dms, n*o res*ltado de *a*unas de contro*e. Es*e e a*hado *o*vid* à ***lexão sobr* os limit*s e *s possibilidade* d* *C como meca*ismo de m*de*ação do planejamento tri*utário agressivo no *onte*to br**ileiro, e* lin*a com as preo*up*ções expressas *ela OCDE (20**) * pelo Tax Justic* Network (20*3) quanto * *ros*o da base tributá**a glo*al. Q*a*to à li****ção da pesquisa, destaca-se a delimit*ção da a*ostr* e*colhida, a *ual se deu pelas e*presas *ue realizaram TPR em paraísos fiscais no a*o ** 2*23 e apenas em *m pequen* perí**o (2022-2*24). Alé* disso, outra limi**ção é qu* f*r*m consider*das apenas as no*as expli*ativas d*s empresas an*lisa*as *ara verificar a ad**ão de *rá*icas de pro*it shifting, n*o send* verificado* outros mecanismos que também são utilizados para * *rá*ica de profit shifting, *omo alo*ação dos at*v*s intangí*eis ou até mesmo *s c*n*rat*s de ro*alties. Para pesq*is*s fu*uras, recomend*-se que os demais mecan**mos de pro*it shifti*g sejam an**isados em co*junto com o* que já *ão evidencia*os em notas exp*icativas, aumentando o escopo *a análi**. Ademais, re*omenda-se *na*isar os demais mecanismos que com*õem estr**ura *e GC d*s empresas anali*ad*s, bem co*o o co*itê de a audi*oria e cara*terísticas de remuneraç*o dos gest*res, que podem s** um indicativ* de *ceitação ou minimização de riscos em op*rações que envolvem estr*tégias t*ibut*rias internacionais. A*ém disso, o *erí*do de anális* pode ser *sten*i*o, podendo ve*ificar se os dad*s são ou não cons*a***s e ev*denciados nos demais anos se*uint*s. REFER*NCIAS AHM*D, A *t al. (2022). H*w does firm owne*ship concentration and fe*ale di*e*tors influe*c* tax ha*en f*re*gn direct in*estment? Eviden*e from Asia-Pacific *nd O*CD Rev. 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