Centro Unv*rsitário Santo Agostinho www*.fsanet.com.*r/revista Rev. FSA, Tere*i*a, *. *7, n. 8, art. 9, p. 187-207, a*o. *02* ISSN Impresso: 1*06-6356 IS*N Elet*ônico: 2317-2983 http://dx.doi.org/10.12819/202*.17.8.9 O E*trangeirismo na Atualidade e o I*g*ês: Palavr*s e* Meio a* *rocesso de Cri**alização no *ortuguês Br*sile*r* Foreign C*rrency and En**ish: W*rds Throu*h th* Cryst*l*izatio* Process in Brazilia* Po*tuguese Lidian* **reira dos *antos Doutora e* Linguíst*ca pela Univ*rsidade Federal *e S*o Carlos Profes*ora Assis*en*e do Curs* *e Letra* / Lí*gua Portugu*s* *a Univer*idade Federal do *i*uí, Campus *e Picos E-mai*: lidianysantos1@y*hoo.*om.br Matheus *gor *or*es da *ilva Grad*an*o *o Curso de *etr*s / Língua Portu*uesa da Universidade Federal d* Piauí, Campus de *i*o* E-*ai*: math*usj**iest@outlook.com *n*ereç*: Lidiany Pe*eira dos **n*os Editor-Chefe: Dr. Tonny *erley *e *lencar UF** - C*mpu* Senador *elvídio Nu**s de Barr*s Rodri*ues (CSHNB), *ua Cí*ero Duart*, nº 905, Ba*rro Ju*co CEP: 64 6**-000, Picos /*I Brasil. Artig* rec*b*do em 03/04/2020. Últim* v*rsão En*ereço: M**heus I*or Borges da Silva rec*bida e* *3/04/2020. Aprovado em 24/04/*020. UFPI - *ampus Senador Helvídio N*nes de *a*ros (CSHNB), *ua Cícero *uar*e, *º 90*, Bairro Junco *valiado pelo sistema *riple Rev*ew: D*s* Revie* a) CEP: 64 600-000, Picos /*I Brasil. pe*o E**tor-Che*e; e b) Do*ble Bl*n* Revi*w (avaliação cega p*r do*s avaliadores d* área). Revisão: Gra*a**ca*, Normativ* e de Formata*ão L. *. Santos, M. I. B. S*lva 188 RES*MO Este trabalho pretende an*li*ar * processo de cristalização d* novos *str*ngeirismos advindos do in*lês no port*guê* brasilei*o, levando em conta alguns fato*es que con**ibuem diretamente para tal. De*i**-se *qui um tó**co p*ra * i**acto da gl*baliz*ção com r*lação à líng*a, *bordan*o a influência do inglês n*s*e *entido; em se*uida, são feitas *o**i*e**ções sobre es*rangeirismos em i*gl*s que *dentrar*m em nossa *íngua e *á se cristalizaram. No que diz respeito ** processo de cri*talização de novos estra*g*irismos *m inglês n*s *i*s atuais, escolhemos para a aná*ise três *a*ores determinantes: * dissem*n*ção dessas novas palavra*, atr*lada à inte*si*ade de cont*to com elas, * utilid*d* da* *ova* i*p**tações *omo *l**ent*s de *r*tici*ade e *odernizaç*o ** língua, *, por fi*, a quest** d* aceitação, *ontrastando novos angli*ismos úteis para o enriquecimento *a língua com outros que se ca*acterizam como modismos. Quanto à *etodo*ogia utilizada nesta *esquisa, c*rac*eriza-*e *omo b*bliográfica e qualita**va. C*mo resulta*o das observa*ões, verificamos que a disseminação e i**ensidade de conta*o, bem como a sua utili*ade co* relação ao portug*ês brasileiro, e a aceitação de*sas nov*s pa*avras contribuem fort*mente p*ra que os no*os estrang*iris*os ad*indos *o inglês estejam em pro*esso de cristaliza*ão *m nossa língu*. Palavras-chave: Port*guês Brasil*iro. Estrangei*ismo em Inglês. *rocesso de Cristal**ação. ABSTRAC* This work int*nds to analyze the cry*t*lliza*i*n process of new forei*nisms com*ng from English in *raz*l**n Portuguese, ta*ing in*o account *ome fac*ors that contribute di*ec*l* to t*is. A topic *s devoted here to *he *mpac* of globaliz*ti*n in r*lation t* la*guage, addressi** the infl**nce of English *n *his sense; t*en, c*ns**erations are mad* a*out foreignisms in Engli*h that have e*tered our lan*uage and *ave alread* cr*sta*lized. *ith regard to *he pro*ess of crystalliza*ion o* ne* for*ignisms in E*glish t*day, w* c*ose three de*e*mi*i*g fac*ors for an*lysis: the *issemi*ation of t*ese new words, linked to *he intensi*y of cont*ct with them, the useful**ss of new imp*rts as el*ments of practicality and moderniz*tion of the *angua**, an*, finally, the qu*stion o* **cepta*ce, contr*sting new anglici*ms us*f*l for th * e*ri*hme*t of t*e *anguage with others that are cha*acterized as f**s. As for the metho*ology used i* thi* resea**h, *t is charac*erized as *ibliographic a*d q*alitative. As a result of th * obs*rvatio*s, we found th*t the disse**nation *nd inten*ity of *ontact, as well as their usefuln*ss in r**ation to Bra*ilian *o***g*e*e, and *h* accep*ance of thes* new *or** contribut* strongly so that the new foreig*is*s c*ming from english are in a pro*ess of cryst*llization in our lang*a*e. K*ywo*ds: Brazili*n P*rtu*u**e. Foreignism i* E*glish. Crystallizat*on Process. Rev. FSA, Te*es*n*, v. 17, n. 8, a*t. 9, p. *87-207, ago. **20 *w*4.fsanet.co*.b*/revista O Estrang*iri*** ** Atuali*ade e o Inglês: Palavras *m Meio ao Processo de Cristalização 18* * INTRODUÇÃ* *a*tindo d* pressup*st* de q*e * *íngua * a*go mutá**l, tendo em v*sta sua dinamicidade *o que diz re**ei*o *o se* processo de forma*ão e a cont*nuid*de das mudan**s que aconte*em com o pass*r do tempo, s* faz *os*í*el *ontuar uma séri* *e *atores que con*r**uem par* este *roc*sso, poi* a lín**a *ecebe infl**ncias **ndas de muitas verte*tes e o l*xi*o é atingi*o fortemente, co*o por exemp*o, pela influ*n*ia *eog*áfica, po*ític*, econômica te**o**gica qu* permeia e todo o pr*cesso *ist*rico de for*ação d* q*al**er lí*gua. Um dos participan*es p*ra tais mudanç*s * fen*meno ** estrangei*ismo, q** é o a a**ção de el*m*nt*s *dvindos de outras lí*guas em uma dada c**u*idad*, te*do e* vi*ta o contato *nt*e o* povos *ue r***lta em em*réstimos l*ngu*sticos atrelados a determinantes sociais, com*rcia*s e culturais. Toda língua rec*be influências e a nos*a não foge à regra, já qu* o influx* de línguas estran*ei**s está p*e*ente n* histór*a da form*çã* d* p*rtug*ês, tendo *m vi*t*, por e*emplo, as incorpo*ações lexicai* vind** do fr**c*s, do **abe, de l*n*uas afr*canas e do inglês, *en*o es*a ú*tima *e o*de mais se absorvem empréstimos *os ú**i*os tempos, tanto *o *ue diz res**ito às adaptaçõe* de palavras *nglesas para no**a língu*, ta*b*m con*ecidas *om* "a*ortugu*samentos", quanto a* uso de t**mos em i**lês i*alterados *m *eio a fra*es em portu*uês. O pres*nt* artigo ob*etiva fa*ar so*r* a *nfluênc*a da língua *ngle*a no português brasileiro, ini*ialmente di*cu*ind* sob*e a partic*pação *o ing*ês no tocante à globalização da lín*u*. O trabalho di*cute também sobr* o proc**so de *ixação de palav*as i*glesa* *m nossa língua, fal*ndo *obre pa**vras já inco*poradas co* o passar do tem*o. *epois disso, *itu*-s* * princip*l propósito do tra*alho, abord*ndo o *ro*ess* de consolida*ão d* *ovo* empréstimos, se*do que f*ram e*colhi*o* *ara a análise três determinantes fundamen*ais que pe*mitem es*e pre*ente proc*s*o, de*tacando a *rande p*rt*cipa**o do* meios de com*nica*ão (**terne*, t*levisão, r*vi*tas, rádio), de modo a considerar a disseminação ** n*vos estra*g*iris*os em inglês, relaci*nando isso a a*pect*s *e in**n*idade de contat* *om *sses novo* *n*li*i*mos, tamb*m qu*s*ões *e uti*idade, e, p*r fim, a *ceitação significat*va por parte do* falante*, contrastand* emprésti*os úteis *om efêm**os. Rev. FSA, Teres*na P*, v. 17, n. 8, art. 9, *. 187-207, ago. 2020 w*w4.fsanet.co*.br/rev**ta L. P. Santos, M. I. B. Silva 190 2 REFEREENCIAL TEÓRICO 2.1 Lín**a ing*esa * mun*o globalizado: uma relação de *nfluê*cia A influência econômica, comerci*l e p*lí*ica *o co*onialis*o tem grande pape* *o que ** *efere à *isseminação ** cu*tura dos paí*es, e, inevita*elmente, quanto *aior é o influxo *entro dos a*pect*s acima citado*, maior é es*a di*seminação, f*zendo com q*e o mundo tenha s*gnifica*ivo* laços comunicativo*, de modo *e c**fi*urar co*o u*a aldeia glob*l, a p*is, para Ianni (2001): A **ção de aldeia global * be* uma expressão da global*dade d*s ideias, *ad*ões e valores s*ci*culturais, imaginários. Pode ser *ista c*mo u*a *eori* *a cult*r* mu*dial, entend**a como cultura de mass*, me*cado de bens culturai*, u*iverso de signos e sím**l*s, *inguagen* * signi*icados que pov*am * modo pel* qual uns e o*tros *ituam-se no mundo, ou pensam, imaginam, sentem e agem. (IANNI, *00*, p. 119) *o que d*z *espeito * co*unicação, no senti*o lingu**tico em meio à glo*a*izaçã*, o que s e pode n*tar é a gran*e forç* da língu* inglesa, que é dent*e as *a*s i*fluentes, a q* e *ossui ma*or alcance. Quando se f*la sobre a propagação cu*tu*al, d*re*ionando-se * questão d* líng*a, o efeito da influênc*a de *oder das potências *un*iais que s* es*alha por intermédio da com*nicaç*o entre os povos se torna inevitáve*, de um modo em qu* e*se* veículos influe*ci*m, por exem*lo, *om a propagand* publ**i**ria, de uma forma que as pesso*s são atingidas *e jeito já tão natural que nem pe*ce*em, por ve*es, que estão em contato frequent* com a lí*gua *nglesa, **is "é *negável *u* o inglê* de*col*-se bastant* de suas *r*ge*s, la*çando-se como uma *spécie de jargã* universal" (IANNI, 2001, p. 138). * p*ese*ça da lí*gua *ngle*a é tão fo*te no Bra*i* que não faz tanta diferença se es*á e*c*ito "*uper-Homem", ou "Su*er-Man", pois a i*en*i*ic*ção *ant* *st*tica do pe*son*gem, quanto do própr*o idioma não é problema p**a a grande *aioria da popu*açã* **ndial. Ia*ni (*001, p. 138) diz que "qua*do se in*ensificam * gen*ral*za* as rela*ões, o* processos e as est*uturas do capitalis*o, o ingl*s com o *ual se fala, escreve e p*nsa adquire novos significa*os, transf*rma-se na vulgata d* mundializaç*o". Os *eio* de c*municação **relados aos av*nços da tecnologia com o *assar dos a**s sã* de grand* importânc*a p*ra um mu*do cada *ez mais globalizado. *om isso, o largo a*cance *a* *mp*esa* de te**ologia, para cita* um e**mplo, age de modo a interligar diferen*es nações, não só no â*bito da ofer*a capitali*ta, como na lín*u*, fazendo c*m que ** Rev. FS*, T*resin*, v. 17, n. 8, art. 9, p. 187-207, ago. 2*2* w***.*sane*.com.br/revista O Est*angeir*sm* na Atualidade e o In*lês: P*l*vras em Meio ao Processo d* Cr*staliza*ão **1 di*seminem termos de abran*ênci* g*obal. Exemplificando: *uponh*mos u*a compra pel* i*te**et. Se *m in*ivíduo no Brasil está à procura de um ap*relh* de som, queren*o busc*r um produto qu* *ej* compacto e de p*tência sonora m*diana, vai se deparar em suas *usca* *or um "HOME THEATER; 8 alto-fala*t*s; US*". Se alg*ém procurar pelos mesmo* requisit*s na Itália também t**á grandes c*ances de se deparar com a mesma termin*logia nesse produto: "HOME T*EATER; 8 altoparlanti; US*". Vejamos nas seguintes *magen*: Figura 1 - Prod*t* p***ent* em u* site bra*ileiro. Fonte: Casas Bahia (2019). Figura 2 - Produto pr*se*te em um site italiano. F*nt*: trovaprezzi.it (2019). Isso aco**ece com ****o* outro* e*etr*nicos: Smart T*\*, Soundspe*kers, he*dphone* ou * próprio Mouse,*ue já traz consigo atual*ente o *so *o Mousepad. Além d*sso, é per*e*tível * influência do i*glês nesse contato global, basta nos a*enta*mos a*s nome* que *e originara* a partir *a i*ternet, tornando-se m*ios de comunicação: inbox, *ace**ok, like, etc.; p*is d* form* in*l*e*ada *s*es termos são *sados no mund* *odo. Es*e am**ente global*zado anda *e mãos dadas à mo*ernida*e e ao p*ogresso tecnológico, com a l*n**a inglesa *omina*do a maio* part* d*sta rede de comunicação glob*l q** *proxima diferentes *ovos mais facilment* a *ada ano. I*nni (200*) sobre * m**er*ização n* mundo g*obalizado, fa*a que: ***. FSA, Ter*sina PI, v. 17, n. 8, art. 9, p. *87-207, ag*. 2020 www4.fsane*.com.br/*e**sta L. P. Santos, M. I. B. *ilva 1*2 *os poucos, ou de r*pente, c*nforme o c*so, tudo se articul* em um vasto e complexo todo m*derno, modernizante, modern*zado. E o signo po* excelê*cia da m*der*ização parece *er a c*m*nicação, * proliferação e gener*l*zação d*s mei*s i*pressos e eletrô*icos de comunicaçã*, artic*lados em *ei*s multimídia alcançan*o todo o m*ndo. (I*N*I, 2001, p. 1*9) Noss* lín*ua sofre os efeitos des*a *lo*alização, *endo *ue atu*lmente a presença do ingl*s c*mo ferramen*a *e int*rligaç*o c*m el*mentos dessa cultu*a globalizada cre*ce a cada dia qu* passa. No exemplo "*or que você não *e*ta mudar o e-mail *e confirmaç*o do *acebook? As*im vo** pode resgatar aquela con*ersa no Mes*enger. ", * *atur*lidade com que *sses termos sã* encaixados em nossa fala se mostr* cada vez mais pr*sente a cada avanço nos meios de comunicação, a **da n**idade apresentada pel*s b**ioná*ias empresas de internet que buscam a maior abrangência possível no *lc*n*e de *ais e mais pess*a*, interlig*ndo *ulturas de diferentes países com * uso de termos globais, e em ingl*s. 2.2 Um* l*n*ua cheia de *mp*rtações: uma aborda*em sobre ter**s do ingl*s *á fixados c*m o pa**ar do tempo Atentand*-s* aqui para um português br*sil*iro já consolidado, vale le*brar *ue os es*rangei*ismos fazem parte do processo de evolução da língua, atuando quando um* dada comunidade ad*ta dete*mi*ado te*m* *st*ang*iro e o aceita como parte da língua *om o p*ssar do tem*o. De*in*-s* estrangeirismo como: [...] o empre*o, na *í*gu* de um* *om*nidade, de ele*ento* *riundo* de outra* lí*guas. N* caso brasileiro, posto *i**lesmente, seria o *so d* palavras e *xpressões estrangeiras *o p*rt*guês. Trata-se de fenôme*o constan*e no contat* entre comunidades linguístic*s, tam*ém cha*ado *e empréstimo. (**RCEZ; ZIL*ES, 2*01, p.15). O que pre*endemos discut*r é sobre a inc*rporaç*o de algu** termos em *nglês que já estão fi*ados *m n*s*a lín*ua, *bordando tanto aq*eles qu* *oram *bsorvi**s de modo a serem *da*tad*s o* "apor*ugu*sad*s", quanto a*uel*s que adentrar*m em *osso portuguê* se* sofrer alteraç*es em sua f*rma. A adoção d* t*rmos advindos *o inglês, os conheci*os "ang*icismos", permei*m a história da língu* *ortugu*sa do **asil. Muita *ente *esc*nhece *ual é orige* de a *erm*s que são usados freq*e*tem*nte, **mo po* ex*mpl*, palavras j* inc*rpora**s como *inuca, futeb*l, espo*te, ou *e**, que foram aportu***sada* do inglês. * *íngua vem s* adaptando, se enriq*ecend* e d*n*o conti*u**ade ao pro*esso de ev*lução, send* que isso tem relação com Rev. F*A, Tere*ina, v. 17, n. 8, **t. 9, p. 18*-20*, ago. 2020 www4.fsane*.com.b*/revi*ta O Estrange*ri*mo na Atualidade e * Inglês: Palavras e* *eio ao Processo de C*istaliz*ção 19* a partici*ação dos muitos *mpréstimos ado**dos pelo portu*uês b*a**lei*o. *e**ndo *arc** * Zilles (2001): No po*tuguês, língua de tantas **vasões em cinco *ontinentes, i*vadida e i*vasora, * que seria pu*o? No português brasileir*, língua de tan**s gentes, termos tão tri*iais como cupim e caipira, *amu**ongo e b*nda, alguns até emble*áticos da identidade na*ional brasilei*a, nã* têm ped*gree latino ou l*s**ano, mas sim i*dígena e africano, res*ectivamente. (GARCEZ; ZILLES, 2001, p. 20) O inglês acab* p*r ser uma língua *lobal e há tem**s *az *arte ** nosso léxico com uma g*ma *e termos que parecem tão fa*ilia*es para a mai*ria dos *a*antes que nem levantam qualqu*r s*speita de que *ão *m*réstimos *daptados ao p**tuguê*. *o *ue se refere à* importações advindas do *n*lês * a esta **fluência, Garcez e Zilles (2001) p*ntu*m: O ing*ês é c*arame**e *íngua estrangeira. Remete a estrangei*o *ambém o fa*o de qu*, s* o inglês * h*je a tal lí*gua franca d* contato i*ternacio*al, isso se deve ao suce*so d* ***resa imp*rial britâni*a e n*rt*-americana, da qual o Br*sil se**re foi cliente servil. (GARCEZ; *ILLES, 2001, p. 21). Existem pa**vras qu* já pass**a* p*lo processo d* fixação * ponto *e *nc*i*arem nat**almente em meio * fr*ses em po*tuguês. Nota-se a diferença co* o pa*sar do* a*os *e muitos estrang*i*ismos que j* se fixaram no **rtuguê* brasile*** e adentraram *a **ngu* *em s*frer alteração g*áf*ca, em contra*artida de como *e fez há tempos atrás nos te**os abso*v*dos *ue *oram citados acima (sinuca, fu*ebol, esporte...) Palavras como e-mai*, n*tebook, Ai* Bag, diet ou *D (inclusive si*las, neste ca**, Hard Disk), fazem *arte de nosso cot*di*no de *orma tão natural e há um bom tem*o, *ue terminam por demonstrar que a preoc*pação *m adaptar as pa*a**as inglesas pa*a d*ixá-la* *a*s familia*es e pres*rvar as car*cterís**cas *e *ossa língua s* tor*a a*go direcionado aos **ristas resistent*s, pois "note-se que *rande parte d*s estra*ge*rismos são p*rceb*dos porque conse*va* sua identidade estrangeira *a grafi*, mesmo depois de incorporação à fonologia da l*ng*a, c*mo no caso de software, dito sófter ou sófite*" (GARCEZ; ZIL*ES, 2001, **- p. 24). É comum, justamente por *on*a dos avanços t*c*ológ*co* e da "aldei* global", *ue os element*s *o cenário **cnol*gico tenha* "entrado" em *o*sa soc*eda*e com suas formas *nalterada*, participan*o tã* fortemente do nosso cotidiano que a inco*por*ção acabou por ser inevitável, por exemplo, em *omes de ap*r*lhos já u*u*is como n*tebooks, home *heaters, pe* *rives, mo*s*s ou o *róprio PC (per*onal compute*). Estes es*rangeirismos já cristaliz*ram em nosso léxic* e nã* so*reram alterações na *rafia. A*gu*s d*ss*s exemplos estão presentes n* i*ag*m abaixo: *ev. FSA, Teresina PI, v. 17, n. *, art. *, p. 18*-2*7, ago. 2020 www*.fs*net.com.b*/revist* *. P. Santos, *. I. *. Silva 194 Fi*ura 3 - Alguns itens de i**ormática do *otidiano que n*o sofr*ram *lteração na grafia dos nom*s. *onte: C*sas *ahia (2019). A pra*ici*ade em incorp*rar el**ent*s ***lter*dos * a*go qu* evidencia a influ*ncia d* língua inglesa em nosso português, pois se pr*life*a a *ada dia está pre*ente de *odo e en*áti*o e *atural em nosso coti*iano, f*zendo com que o processo de cristalizaç*o de estrangeirismos advindos *o ing**s em nosso léxico continue ativ* e crescente, como se percebe nos dias atuais, visto qu* a participaçã* dos me*os d* comu**ca*ão c**temporâ*eos é um do* grandes contribuintes para a manutenção deste processo, *m meio a um mun** cada *ez mais global*zado. Vejamos, a seguir, o que estamo* denom**amos de "pro*esso *e cris**liza*ão" do português bra*ileiro. 3 RESU*TADOS E DISCUSSÕES 3.1 O estran***rismo na atu**idade e o inglês: palavras e* m*io ao p*ocesso d* cr*stalização no portuguê* brasileiro Antes de iniciarmos o *profunda*ento **s análises prin*ipais, faz-se importante dizer qu* a pesquisa * bibliográfica de c*nho qualitativ* e o **rpus foi const*uído a partir de palav*as est*ange*ras us*das na televisão, no rádi*, n* comércio eletrônico (*-commerce) e na internet (redes s*ci*is como Face*ook, Ins*agram, YouTube e What*Ap*). *s mudança* se*pre fazem p*rte de *ualquer língua e a nossa é p*r*ea*a por e*as, *endo que o ob*eto de estudo dest* *esq*i*a, o estrang*iri*mo, é um dos el*mentos determinante* par* a continuida*e dess* p*ocesso de mutação, enr*que*endo a língua e absorvendo inf*uênc*as *e outras *ulturas. Com *elação ao cará*er *utá*el da língu*, Fa*a*o (200*) argumenta que: Rev. FSA, Teresi*a, v. *7, n. 8, *rt. 9, p. *8*-207, ago. *020 www4.fsa*et.com.br/r*vista O E*t*angeirism* *a Atualidade e * Inglês: Palavras em *eio ao Proc*sso ** Cristalização 195 Em out*as palav**s, as língu*s *um*nas não *o*sti*uem realidades *státicas; ao contrário, sua configuraç*o es*rutural se altera cont***ame*te no *empo. E é essa din*m*ca *ue constitui o objeto de estudo da linguístic* h*stórica. (FARACO, 2005, p. 14). O ob*etivo do nos*o est*do é *profundar-se na presença *e novo* estr*ngeiris*os em i*glês na atu*lid**e, ate*tando-s* a*s t*r*os que *stão *dent*ando em nossa língua de **do a es*a*em em meio ao p*ocesso d* cristaliza*ão, de fato. S*ndo assim, faz-se important* analis*r os *ovos est*angei*is*os levand* em consideraçã* alguns fatores que co*trib*em para * ingresso desse* elementos "alienígenas" e* nosso p**tugu*s. Aq*i serão abordado* *rês aspectos fundamentais dos *ovos t*r*os: a disseminação atrel**a à intensida*e de contato; a utilidade e, por fim, a aceitaçã* desses, par* *ue possamos co*pr**nder como essas n*vas palavras a*v*nd*s d* *ng*ês es*ão a*s po*cos se i*corp**ando no po*t*gu*s brasileiro. 3.* A d*sse*inação de nov*s estrangeirismos em ing*ês e a intens*dade d* uso: a contri*u*ção dos *eios de comunicaç*o *os dias atuais, nota-s* q*e a infl*ência dos *eios de co*unic**ão, p*in*ipa*m**te a internet, vem f*rnecendo uma nova *afra de palav*as ingl*sas que vão **adativamente adentrando *m nos*o cot*diano, *evan*o em conta a maior fa*i*iarização qu* *s gerações *ai* recentes têm *om o *c*sso * *ecnol*gia da informação. Ianni (2001), ace*ca dos avanço* da mod*r*i*ade, diz que: Tudo *e gl**al*za e virtualiza, como se as coisas, *s gentes e as idei*s se transfigur**sem pe*a magia da el*tr*nica. A onda mod*rniz*nte não *ara nunca, espalh*nd*-se pelos mais r*moto* * rec*nditos c*ntos e rec*ntos **s mo*os de vida e trab*lho, das relaçõ** sociais, da* objetividades, subjetividad*s, imag*ná*ios e *fetividad*s. (IA*NI, 2001, p. 123) * internet at*a como o dissemina*or mais p*ático *a a**alidade no que di* re**eito *os estrangeir**mos, como já fo*am mais fortes a TV, os j*rnais * as revis*as nesse sen*ido há alg*ns anos. Ma*, apesar de a i*clus*o o*-line *er o mai*r pr**aga*o* da *nfluênci* do i*glês hoje em d*a, os veículos tradicionais também atuam *esse *mbiente, visto que buscam acom*anh** * crescimento * a modernização do alcance às pessoas. Rocha, Araújo e Júnior (2*14), sobre as n*vas v*as de *o*un*cação e seu alc*nce, afirma* o segu**te: Rev. *SA, Ter*sina *I, v. 17, n. 8, art. 9, p. 187-207, ago. 20*0 www*.fsanet.c**.br/revista L. P. Santos, M. *. B. Sil*a 196 Ampla*en*e difundidas no sécul* XXI, as novas m*dia* surg*m com o intuito de a*r*gar ainda mais valor à *omun*cação. Inter*et, celular e t**evisão digital são exempl** de t*cnologias *ue a*ançam di* após dia, se*uzindo cada ve* m*is o con*um*dor. (ROCHA; ARAÚ*O; JÚ*IO*, 2*14, *. 152) Em um mu*do que est* ma*s co*ectad* do *u* nunca, é fácil nos depararmos com term*s q** fic*m * cada dia mais fam*liares à l*ngua, vi*to que só em exemplificar alguns meios de red*s sociais populare* se torna notável a *íngua mais *n*lue*t* já em ver que seu* *ome* sã* esc*itos em inglê* (ex; S*apchat, **ne). O cot**i*no da sociedade atual pode ser associado, levando em c**ta a grande *uant*dade de *suários desse* serviços * re*es s**iais com* Faceboo*, *hatsApp, Instagram e Twitter, *as quais a popular*zação no uso de palav*as q*e *êm do ing*ês só aumenta, devido ao largo a**a*ce des*es me**s. Muito co*um é o*vir atualmente * **as*: "Vocês v*ra* meu St*ries no Instag*am ho**? ". Ou "Gente, *oje à noite ire* faz** uma *i*e no *acebook, assistam. ". A imagem a segui* mos*ra *m e*emplo: F**u** 4 - *egenda em uma "liv*" de página brasil*i** *o *a*ebook. F*nte: Fac*book (2019). Existe um* grande frequ*nc*a atualmente no uso de termos lig*dos às redes sociais, *evando em conta *u* sã* meios de comu*icação globais e a *nfluência d* inglê* só se fort**ece. Aos poucos *e *ala p*st e* lugar de po**a*em, se diz app *o invés de a*lic*t*vo, * em rara op**tunida*e se verá *lg*ém no Brasil f*lando qu* tir*u um *utorret*ato e postou no Instagram, *á que a pala*ra selfie é a d*no*inação *lobal propaga*a pela* redes *oc*ai*. Vejam*s o segui**e exempl* visto na red* social Facebook: Figura * - Us* de "App" em *ez de "a*licat*vo" n* rede soci*l Fa*ebook, na qu*l de*taca-*e, *ncl*s**e, o *úmer* d* *suá*ios que re**ir*m ao anúncio (5.130), ref*r*ando o po**r dess*s rede* *omo disseminadores *e novas imp*rtações em *nglês Fonte: Fac*boo* (*019). Rev. FSA, Teresina, v. 17, n. 8, art. 9, p. 187-*07, **o. 2020 www4.fsan*t.com.b*/revista * Estrangeir*smo na Atualidade e o Ingl**: P*lavras em *eio ao Proces*o de Cristaliz*ção 19* No que se refere à dis*eminaç*o *e pa*avras já popularmente e*cri*as em *nglês, a i*tern*t te* pape* importante. Cast*lls (2003), sobre * pode* de propagaçã* d* Int*rnet, afirma q*e: A*sim como a difus*o da má**i** impressora no Ocid*nte criou o que Mac*uhan *hamo* de a "Galáxia de Gutenbe*g", ing*essamos agora num novo *undo de comunica*ã*: a Galáxia d* Int*rnet. O *so d* Interne* como sist*ma de comunicação * forma de organização ex*lodi* nos últimos anos *o segundo milênio. (CA*TELLS, 2003, p .*) N* âmbito *e pro*agação, a *elevi*ão, que apesar *e convi*er com o c*escimento do alca*ce e i*fluên*ia da internet, nã* pretende fica* *ara trás no que diz *espeito à modernizaçã* e mut*ção *ue a linguagem sofre com o passar do tempo, na verdade, sendo um veícu*o que at*avessa g*r*ções, não deixa de s e adap*ar *o decor*er dos a*anços *o *undo mo**rno e partici*a também d* a*biente d* inclusão de no*os empréstimos advind** da *ín*ua inglesa, uma **z que sua influ*ncia e a*ran*ência c*ntribui fortemente para *al. A *BM (Pe*q*isa B*a*il*ira de Mídia) 201* afirma que "a televisão se**e c*mo meio de *omuni*açã* predominante, *ue o br*sileir* g*sta c*nco horas do *eu *ia conect*do * interne* e que os j*rnais *ão o* veículos ma*s co*fiáv*i*". (PBM, 2015, p. 7) Para exemplificar, u*emos a área esportiva *os c*nais de televi*ão, tanto fechada (TV a cabo) c*mo *berta. Um elemento est*angeiro em nossa lí*gua propagado pel* m*dia esportiv* da *V, do rádio e da *nt*rnet, e esse po*s*ve*men*e * *ai* recent* inic*ar sua a popularização (ao meno* at* escrita d*st* trabalho), é o VAR, que * * *e**o glo*a* (já se a f*lo* aqui s*bre a *nfluência da **ng*a i**le*a em um mundo g*obal*za*o) que s*gnifica Video Assis*ant Refer*e (Árbitro Assi*tente de Vídeo). Vej*mos o exe*plo * seg*ir: Figura 6 - A disseminação de novos est*angeirismos através da televis*o, com * e*prego do ter*o "VAR". Fo*te: You*ube (2*19). Os meios ** comunicação sempre t*veram grande p*rticipa*ão ao longo da histó*ia no que diz respeito à intro*ução de n*v*s *alavras es*ran*eira* em nossa lín*ua, atuand* c*mo disseminadore*, de modo que os *stran*eirismos fosse* se inf*lt*a*do *ada **z **is ao cotidiano *as pessoas. Segu*do Iann* (2001, p. 11*), "e* *ecorrência das tecnolog*as Rev. FSA, Teresina PI, v. 1*, n. 8, art. *, p. 1*7-207, ago. 2020 www4.fsanet.com.br/revista L. P. Santos, M. I. B. Silv* 1*8 oriunda* da e*etr*nica e *a *nf*rmátic*, os meios de comunicação *dqu*rem m**ores recur*os, ma*s di*ami*mos, alcances m*ito mais distantes". *a *tualidade, esses veículos, a*ora mais ava*çados e a*e**íveis, *ermi*em que o mundo globa*izad* *e conect* **nda mais, faz*ndo *om que o cont*to com o inglês, a lín*ua global, se torne ainda m*is frequente, propi*i*ndo a adoção destes novos *ermos estrange*ros. S*ndo *ssim, a d*sseminação de n*vos estrangeirismos se fa* *u*d*m*ntal para o p*oces** *e cri*talizaç*o desse* termo* no po*tugu*s *ras*lei*o, visto que, quanto maior o alcance e * *ropagação dessas palavr**, mais fácil se torna sua fixação. Atrelada à disseminação de *o*os e*trangeirismos em inglês está * intensidad* de co*tato c*m e**as nova* palavra*. Qua*do s* fala nisto, *m c*mponente para **álise é o tempo d* contato a que as pessoas destina* atualmen*e para o uso de recursos *e int*r*** (redes sociais, plat*formas d* vídeo, bl*gs). No que s* re*ere ao pú*lico *nfantil, consid*rando o fato de que as cri*nças h*je em di* tê* um *cesso *uito *ácil à *nternet e sua lin*uagem, o tem*o *e se entreter com br**quedos, assistir TV ou brincar na rua v** sen*o aos pouco* su**tituído por m*is aces** à internet. Esse contato, le*a**o em conta *s palavra* estrangei*a* que permeiam a internet, pode facilmen*e incorporar no vocabulá*io de *ma crian**, *isto *ue elas estão em processo de a*rendi*agem da língua por toda a infância. Po* isso a influência de t*rmos já m**to comuns a este ambi*nte como li*e, l*ke ("dê um like no vídeo! "), tablet, thumbnail, *i**, vlog1, un*oxing, p*p** pig, *amer ou str*amer, * algo que naturalmente adent*a o vocab*lá**o, t*ndo em *ista o intenso tempo de conta*o, atingind* *s f*lantes d*sde muito jove*s. Corr*a (2*18, p. 43) diz *u* "a pesquis* "G*r*ção YouTub*: um mapeamento realiza** sob*e o consumo e a produção i*fa*til de víde** p*ra c**a*ças d* zer* a 12 an*s - *rasil 2005-2016" aponta *m crescime*to e*p*essivo no *onsu*o de YouTube *or crianç*s pequenas". A*ui *m exemplo em imagem do conte*do unbox**g que, atrelado *o *empo de contato que as c*ianças a**bam tendo com re*ação a isso, se configura como fator *e intensi*ade na **xação de *ovos es*rang*i**smos: 1 Vlog é a abr*viaç*o de *ide*blog (vídeo + b*o*), u* tipo de blog em que o* conte**o* predominantes são
os vídeos. Disponível em:<https://ww*.significa*os.c*m.br/vlog/>Acesso *m: *5 de **io *e *019. Re*. FSA, Teresina, v. 17, n. 8, art. 9, p. 1*7-207, ago. 2020 www4.fsanet.com.br/*evist*
O Estrang*i**s*o n* A*u*lidade e o Inglês: Palavr** em M*io ao P*ocesso d* Cristaliz*ção 199 *igura * - Crianças pass*m horas por dia consumind* o conteú*o "unbo*ing", de modo que iss* atua como fat*r de in*e*sidad* de c***ato com esse no*o anglicism*. Fonte: YouT*be (2019). No que se refe*e ao públ*co juven*l e adulto, além de o* mesmos aspectos de temp* de c*ntato com a ci*ada p*ataforma *e v*de*s a*ima e sua gama de palavras es*rangei*as vindas d* inglês, a *nfluência d* tempo dedic*do a redes sociais, como *acebook, Instag*am e W*atsApp con*ribui para a a*oção d* term*s muito usu**s glob*lmente, con*ribuind* pa** uma mai*r natura*idade no c*nvívio e no uso d* *ovos estrangeirism** como direct, Stories, print ou gif. *egun*o a pesq*isa da Ho*tsuite *a W * *re Soc*al, de 2018, o Br*s*l e*tá ** terceiro lugar no ran*in* de tempo *e uso diá*io de inte*net, com 9 h*ras e 14 minutos. No que concerne a meios tra*icionai* *ue também permite* o c*ntato com n*vas pala*ras em i*glês, * TV tem papel fun*ame**al, po*s o t*mp* que o* *rasileiros, de modo ge**l, dedicam a este meio co*tribui pa*a que **nham *uitas o**rtu*idades de conviver com nov** estrangeirismo* dis*emi*ado* por este veículo. De acordo com a PBM (2*15, p. 15) "os br**ileiros ass*stem à **le*is**, *m média, 4h3* por *ia, de 2ª a 6ª-feira, e 4*1* nos finais de semana, **ndo *ue a m**or par*e deles * f*z todos os dias da semana (73%)". A**m do *empo, outro elemento que contribui **ra * ab*orção *e est*a*ge**ismos atu*lm*nte * o volu*e d* contato c*m *les, o q*al po*e ser analisad* *om base na *uantidade *e possibil*dades e meios *o que se *efere ao uso do* re*urs*s e à intensidade na con*ivência com **vos termos est***geiros. Um exemplo é * propaga*da em meio aos i**ervalos d* p*o*r*mação, s*n*o que, se *o*sider*rmos *ue existem progra*as e**ensos, *ovelas e jorn*is também compridos que possu*m muitas pausas nas quai* se *ncaixam essas propa*andas, te**s que **ntuar que com *antos ava*ços *ecnoló*icos na quest*o de *fert** d* novos pr*dut*s em m*io uma economi* globalizada, na qual as maior*s em*resa* do mund* a buscam sempre *mpliar ho*izont*s, existe um* grande fre**ên*i* no co*tato com e*s* pro*agan*a, replet* d* produ*os c*mo tablets, All In Ones, s*artphon*s ou Smart TVs em Ful* HD. Segund* L*ra (2014): Rev. FSA, Te**sin* PI, v. *7, n. 8, art. 9, p. 1*7-20*, ago. 20*0 www4.fsanet.com.*r/revista L. P. Santos, M. I. B. Silva 20* A propaganda no Br*sil se alicerça na grande quantidade e variedade *e veí*ulos de *ídia e de anun*ia*tes. Dados recentes *ivulg*dos pela consultoria d* *ídia *enithOptimedi*, subsidiária d* g*upo Pub*icis, mostram que o *aís *eve superar a Fran*a neste *no e se tornar o sexto maior mercado *e publicidad* ** mundo. (LAR*, 201*, p. 40)
Agora, vo*tando para a questão *o **mpo de u*o da in**rnet na a*ualidade, * just**ent* o público *ai* *ovem, crianças, adoles*ente* e adultos abaixo dos 3* anos que *ossui m*ior *ontato e familiarid**e c*m essa conectividade, utilizando os mais diversos recursos da in*ernet em uma so*iedade bastante globa*izada nos d*as de hoje. Segun*o a P*M (2*15, p. 50), "entre *s redes sociais e os programas de trocas de mens*gens instantâneas mais usadas (1º + 2*+ *º lugares), estã* * Fac**oo* (83%), o Wha*sapp (58%), o Youtube (*7%), o *nsta**am (*2%) e o Google+ (*%)". Atentan**-se pa*a as *e*e* soc*ai*, que oc*pa* g*ande p*rte do tempo na internet da maiori* dos usuário*, esses m*ios de inter*ção disse*inam também muitos termos de *ri*em inglesa que *ão t*ndo *a*s e**aço na no*sa *ala (e tamb*m escri*a, no que s* refere a esse *mbiente), *endo que * q*antidade de r*des usadas, de pá*inas s**uidas (vale *ara tod*s as principais redes) refl*t* n* número *e postage*s vistas, de um modo e* *ue *sso, at*el*d* ao tempo dedicad*, au*enta a **equê*ci* no conv*vio e no uso d* ter**s estrangeiros co*riqueiramen*e hoj* em d** nessas rede* como sto*i*s, f*ed de not*ci*s, *irect, b*ock, add, l*ve, etc. V*jam*s um exe*plo: Figura 8 - A presença da palavra "*ire*t" em página* do In*ta*r*m de bra*i*ei*os, se*do ess* rede uma das múltiplas possibilidades de contato que contr*b*em com* fator de *ntensidade *a fixaçã* de termos em inglês. Fonte: Goog** Imagen* (2019). 3.3 *ristaliza*** d* estran*eirismos e u*ilida*e: as novas impo*tações co*o meios de praticidad* e moderni*a*ão da língua. Nesse tópico, * nosso obje*ivo é *iscutir acerca da utilid*de do* nov*s e*trangeirismos na atualidade, pontuando m*tivos qu* *ev*m as pessoas a usa*em pal*vras vinda* do ing*ê* em lugar do portugu*s, lev*ndo em co*side*açã* aspectos como **ati*id*de, m*derni*ação * Re*. FSA, *eres*na, v. 17, n. 8, art. 9, p. 187-207, **o. 2020 www4.fsanet.com.*r/revi*ta
O E*trangeiri**o na Atua*ida*e * * Ingl*s: Palavra* e* M**o ao Pr*cess* *e Cr*sta*ização 201 a maio* familiar*zação d* l*ngua em *m mu*do cada v*z *ais conecta**, destacan*o *om* a ut*lidade dos novos anglicismo* i*fl*en*ia em s*u proces*o de *ixação no portug*ês brasi*eiro. Div*dimos em 02 (du*s) cat*go*ias para o melhor *ntendimento. Veja**s. 3.3.* Os novos estrangeirismos e * pr**icid*de No que se refere aos ter*os e* *nglês que começam * adentrar em noss* língua na atua*idade, esta *ratic*dade c**tinua sen*o um dos mais for*es f*tores par* uma **nso**dação, de fato. Além *a influ*nci* do inglê* já ser *m *rande e****ulo para o uso f*equente *e est*a*geiris**s em te*pos de te*nologia avançada (e que avança a cada dia), em *ue cone*tiv*da** e *cessibilidade se t*r*am perceptíveis na influência da praticidade em casos como: "Você viu a l*ve qu* o *u*ano fez **b*do? ", em que *od*ri* s*r *sada a expr*ssão "transmissão ao vivo" em lugar de "live", mas ela é *ada vez *e*os empregada pelos fala*tes que têm ac*sso * *s*es veículo* de c*municação pe** inte*n*t, e estes não são p**c*s, *ois p*ra Castells (2003, p. *), "a Inte*net é um meio d* com*nicação *ue perm*te, pela pri*eira ve*, a comuni*ação de muitos com muitos, num m*ment* escolhido, em *s**la glo*al" . A seguir, a exem*lo de outra im*gem mostrada anteriorme*te s*bre o mesmo vocáb*lo, m*is *m caso do *so da palavra li*e, mas nest* pa*te d* trabalho, *lu*tr*ndo s ua utilidade como *ovo *stra*geiris*o *rático substituindo uma e*pressão *m p*rtug*ê* mais extensa se* alterar s*gnificado, pro*orci*nando uma espécie de *oupança de esf*rço: Figura 9 - * freque*te emprego da pal*vra "liv*" no lu*ar de "tra*sm*ssão *o vivo" na rede ***ial Faceboo*. Fonte: *aceboo* (2019). Esta "e*onomia" na fala e na es*rita *ão é u** questão d* preg*iça das gerações mais re*ent*s, mas de um* l*ngua m*táv*l *ue *ão é is*nta de influênci*s, *ual se enriquece a * cada d*a. Vejamos o fragmento ab*ixo *obre estr*ngeir*smos e e*riquecime*to da líng*a o portug*esa: Rev. FSA, Te*esina PI, v. 17, n. 8, art. 9, p. 187-207, *go. 2020 w*w4.*sanet.com.br/r*vista L. P. Santo*, M. I. B. Silva 202 É bom lembrar que a língua portugue*a sempre foi acolhedora de *alavras novas. A presença *e palavras de origem estr*ngeira no port*g*ês contempo*â**o de nenhuma forma emp*brece a l*ngua; muito ao con*r*rio, ** palavra* emp*estadas *e outras línguas co*tribuem para *nr*que**r a l*n*u* p***uguesa. (SCHMI**, 2001, a*u* SCHMITZ, 1988, p. *-5) 3.3.2 Ad*ptaç*o da língua *m *m m**d* conectad* Claro que *o*s* líng*a pod*ri* muito *em resi*tir à* *nfl*ências e bloquear * *n*ra** de tantos te*mo* est**ng**ros, baseando-se *os princípio* m*is *uris*as *a lí*gua, porém os pró*rios *feito* d* g*ob*lização que *tingem inevitavelmente a es*rit* e a fala, e com ma*s for*a a cada dia que passa, fazem com qu* os fal*ntes se a*ap*em naturalmente às mud*nç*s, sendo que a absorçã* de palavras e*trangeiras se torna um *rocess* a*tomático, tendo em vi*ta o alcance d* l*ngua *nglesa. Para Fa*aco (200*, *. 27), "a m*da*ça é uma co*st*nte n*s *íng*as", *endo que também "*ã* af**a plenit**e es**utural e o pote*cial sem*ót**o das a l*nguas". * quest*o da adaptação se relaciona a um cotidiano que é permeado pel* fá*il a***so à in*ormação, à tecnolog*a * *nflu*n*i*s em qua*que* e moment*. Obviamente, a adoção de es*r*n*ei*ismos não é *m fenômeno que ocorre ** noi*e *ara o *ia, te*do em vi * t a qu e *xistem muitos contribuin*e* que par*icip*m do proces*o de *ris*ali*ação de uma pa*av*a es*rangeira *m nossa *ín*ua. Quando se fa*a em adaptação a *ma língua mai* *odernizada, n* que se refere a estrangeirismos e uma sociedade glo**l conectada (ou on-line), o que v*m à to*a t*mbém é a qu*stão da inclusã*, pois levand* em considera*ão a influência da internet e *eus recu*sos d* comunicação social pa*a nosso dia a di*, *ada vez me*or é * *esistênci* *m se adaptar a uma li*guagem que s* perm*te se* infl*enciada, não f*l*n*o só *os f*lantes mais jo*ens, ma* de toda uma *omunidade, in*epende*temente da idad*, que vi** de forma participativa em **nt*to com c*ne*tivid*de da internet. Segund* Bagno (apud Yaguello, 200*, p. 68), "* líng*a se enc*ntra, assim, permanenteme*te *e*u*enescida e não envelhecida, ao passo *ue se*s *alantes, *nexo*avelmente, envelhec*m". Retom*remos o exemplo "Você v*u * li** que fula*o fez sábado? ". A*ualmente, não se t**ta de uma questão d* *b*lir o uso de "transmissão ao vivo", visto q*e encontra*os essa expres*ão com muita fre*uê*cia há muit* tempo na *elevi*ão, seja e* t**nsm*ssões esportivas *u co*ertura de event**. Mas o contexto em que se pop*lar***u a pal*v*a "live" para se refer*r à "tra*smiss*o ao vivo" é justamente o ambiente da internet, em plataformas dedicadas * *ídeos e redes soci*i* com recurs*s de transmissã*, co*o Yo*Tu*e e Facebook, *u como já R*v. FSA, Tere*ina, v. 17, n. 8, a*t. 9, p. 1*7-207, ago. 2020 ww*4.fsanet.com.br/revista O Estrangeirismo na *tu*lid*de e o Inglês: Palav*as e* *eio *o Processo de C*ista*ização 203 se us* basta*te por aqui, os recursos d* "*ive s*reami*g". Além dis*o, não * exclus*vidade do Brasil essa co**ivênc*a com novas palavras *strang*iras, *isto qu* é um fenômeno global de dissemina*ão, levando em conta que * lín*ua do* países que *istri*uem esses serviços é a *nglesa. 3.4 A aceit**ão d* **vos estrangeirismos: empréstimos út*is e a questão d*s modismos * exag*ros. Será destacada *essa par*e, a aceitaç*o *e no*os es*rangeirismos lev*nd* em con*ideração o contraste *ntre es*range*ri*mo úti* e modismo, falan*o *obre o* determi*antes *ue fazem com qu* uma pala**a ve*ha a se fixar, ou seja, se* aceita, e não se co*figure só **mo al*o efême**. A qu*stã* dos estran**irismo* suscita **a disc*ssão f**damental *o que se refer* ao ingres*o de u** palavra na l*n*u*, send* que * entrada de termos e*trangeiros preci*a ter aceitação, *onfigurando uma aprovação significativa a *l*o que integre a língua c*m* elemento pertinente a determinado c*ntex*o. **ra i*s*, s*o f*it*s a*gumas considerações *o*re *stra*geirismos úteis, de fato, e a questão dos *od*smos, já que atualmente existe uma g*ande fre**ência no empr**o de palavr*s *mporta*as, sendo qu* uma* mostram pot*ncial de *ixaç** e outras nã*. O univ*rso atua* de re*es *ocia*s na i*ternet é o p*incipal **leiro *ara o uso de p*lavra* e*trangeiras que soam *ai* como um *xager* do que como al*o *til para o proces** de *u*ança e a*ap*a*ões na lí*gua. Um aspecto a se con*iderar é que o em**e*o de **r*os e*trang*iros, mu**o mais como modismo ou im*diatismos, im*ul*ionados por contextos esp*cíficos e* po*ularidade m*me*tân*a, tem ma*oritá*ia ocorrência com o pú*lic* jov*m, o qual *stá a*nda mais in*ensa**nte em *ontato *om a in*erne*. O *bjetivo a*ui *ão é faz*r uma cr*tica ao uso de neologismos estrange*r*s q** c*egam e *epois s*o deixado* de lado, mas discutir sobre o fato de exis*irem termos *u* n*o "pe*am", ou seja, *ão se con**lidam com o passar do tempo, pois "*lguns usu*ri*s exagera*" e "existem muitos c*so* d* ex*geros ou abu*os" (**H*ITZ, 2001, p. 90). Fal*ndo sobre * emprego d* palavras estrange*r*s visive**ent* desnec*ssári*s a*u**ment*, o que se percebe ao observ** a pa*ticipação do públic* n*s r*des socia*s, por exemp*o, *m sessões de comentários, *as "time*ines", como são chamadas as postagen* ao lon*o do tempo em páginas ind*v*dua*s nessas redes, e *a escrita das próp*ias mensa*ens ins**ntâneas que *s usu*ri*s mandam entre s*. O que configura tan*o* exage*os é o uso de Rev. FSA, Teres*na PI, v. 17, n. 8, a*t. 9, p. 187-207, ago. 20*0 *w*4.fsanet.**m.br/revista *. P. Santos, M. I. B. Silva 204 *alavras em in*lês *ue subs*ituem pa*avras fun*ame*tai* q*e não ne*es*itam de qu*lquer adapta*ão o* substituiç*o, c*mo por ex*m*lo, *a frase ext*aída de uma *e*e social: "Hoje foi dia de ba* 2 por a*ui." N*sse c*so, bad substitui trist**a, *omo se a palavra tris*e*a t*ve*se perdido tanta imp*rtâ*cia a ponto de precisar de *m* substituição. I*s* també* ocorre no exemplo abaixo: Figura 10 - Su*stitui*ão d* palavra "tristeza" por "b**", q** se *onfigura mais como mod**mo do q*e com* estran*eiri*mo út*l ao p*rtuguês b*asileiro, uma v*z que a palavra "tristeza" nã* e*tá caindo em desuso. *onte: Facebook (2019). O*tro cas* se enc*ntra *m s*d, também *e r*f*rindo à tri*te*a. *ejamos ma*s *m: *igura 11 - Emprego de "sad" no luga* de "tri**e". Fonte: F*cebook (2019). Além d**s*, um outro a**e*to * pontuar é que o uso de te*mo* est*angeiros pod* s**n*ficar també* *ma inte*ç*o por parte de muitos f*lantes de "prestigiar" *m o*tr* vocabul*ri*, no c*so, emp*e*ando pal*vras *m inglês em postag*ns nas re*es *ociais usand* as *amiger*das hasht*gs que a*ompanh*m te*tos publicados em portu*uês, usand* termos como "#*lessed" no lugar d* "#abenço*d*(*)", "#faith" n* lugar de "#fé" ou "#***" su*st*tuindo "#Deus" e m*ito* ou*ros exemplos de palav*as em inglês que não s* encaixam nem t*nt* como estra*geirismos, po*ém como tradu*õe* exageradas de *er*os usua** e * A tradução literal de *ad é mau. P*rém, *o **ntexto de redes sociais, a pala*ra é *ti*izada para *e referir à tristez*. Rev. FSA, Teresina, v. 1*, n. 8, art. 9, p. 187-207, ago. 202* www4.fsanet.com.br/revi*ta * Est*angeirismo na Atualidade e * Inglês: Palavras em Meio ao Pr*cesso de Cristal**ação 205 fundam***ais em português para o inglês, sem pot*ncial de consolidação como empréstim* estrangeiro úti*. É uma situaç*o q*e oc*rre porque, se*undo Garcez e Zilles (*001, p. 19) "membro* *quaci*n** o que é estran**i*o c** qualidade, com pre*tígio". Isso aconte*e *o ex*mpl* a *egui*: Figura 12 - O uso de "#ble*s*d" sub*ti*uin*o "#abençoa*a". Fonte: Face*ook (2019). Be* diferente é o caso d*s us*s de "live", "se*fie", "sma*tphone", "smart *V", "pri*t", "*ug", "VAR", dentre ou*ros, p*is são novos estrangeirism*s *ue têm grande diss*minação entre os f*lantes, *stão int****me*te par**cipa*do de no*so cotidian* e se configuram *om* e*ement*s úte*s *o léxic* do port*g*ês, tend* um grau d* ac*itaç*o s*gnifica*iva, uma *ez que não sã* usados por u* *ú*lico *estrito e, na ve*da*e, *ndep*ndem d* *dade, class* social, p*of*ssão, etc. Muit*s *ut*o* exempl*s de u*os *xagerado* existem ness* *n***rso, po*ém o que s* f** *qui não é uma re*rovação ao empr*go desnecessá*io de *alavr*s em ing*ês nesse a*b*e*te, m*s *im ci**r um exem*lo d* que nem tudo qu* * alieníge*a à língua portuguesa carrega pote*cial de consolidação como estr*n*eirismo útil a uma quant*da** significati*a *e falantes em uma comunidade. O objetivo nesta parte foi some*te pontuar q*e *xistem empr**timos q*e são *e**inentes ao uso na l*ngua de*endendo do c*n*ext*, da neces*id*de e de sua contri*uiç*o **i* par* ***escentar à fal* e *scrita dos brasi*eiros, como já est*o s*ndo os *x*mplos citados no *arágrafo ant*ri**. Na contramão, ocor*em casos que n*o configuram *ecessidade de m*dança ou adaptaç*o, mostrando-s* como *m *imple* exagero qu* não contribui par* o enriquecime**o d* léxi*o da língua, pouco *endo possibilidade de **rem a ace*tos, de m*do sign*ficativo pelos falantes, c*mo estrang*ir*smo pertinente e* proc*sso de fixação. Rev. FSA, Tere*i*a P*, *. *7, n. 8, art. *, p. 187-*07, ago. 2020 www4.fsa*et.*om.br/revist* L. *. Santos, M. I. B. Silva 206 4 CONS*DERAÇÕES *IN**S N*s*e trabalho foi d*s*ac*d* a intensa participação do fenômeno *strangeir*smo no po**uguês brasi*eir*, busca*do rea*izar um aprofundamento ac*rca do p*oc*sso de cristalizaç*o de novos estran*eirismos na língua e seus *atores de fixação, tendo em vi*t* que a incorporação *e *ma *alavr* estrangeira em uma língu* é algo que necessit* d* temp* p*ra se consolid*r como te*mo diss*minad*, i*tenso, útil e ac*it* n* uso d*s falantes, em al*uns *asos mais te*po, outr*s *enos. De*sa *or*a, buscou-se *b*rdar a*g*n* fato*es de*ermin*ntes *ara a cristaliz*ção d* nov*s estran*eir*smos e* ingl*s em **ssa língua, *e*do em vista a importânci* de se analisa* *m element* tão comum n* lé*ico do portugu*s *rasi*eir* e que se mostra *ada vez mai* p*esent* no q** con*erne à atualidade. Além dis**, chamar a a*e*çã* também para * uso "exagera*o" d*s **cábul*s em i*glês diante de *ircunstâncias em que são de*necessá*ias essas expressões, haja vista q*e ex*stem as palavras e* língu* *ort**uesa, como exemplificamos em b*d e sa* em vez de triste ou tris*e*a. REFERÊNC*AS BA*NO, *. Cassand*a, *ênix e outr*s m*tos. I*: FARA*O, **rlos A**erto (Org.). Estrangeir*smo*: guerras em torn* da língua. 2ª ed. São Pau*o: Parábola, 2001. CAS*ELLS, M. A gal*xia d* int*rnet: *eflexõe* sobre * int*rne*, os negócios e * soci**ade; t*adu*ão Maria L*iza *. *e A. Borges; revisão Paul* Vaz. - Rio de J*nei*o: Zaha*, 200*. C*RR*A, L. Influenc*adores Mir*ns No Y*utube *rasil e o Impacto Merc*dol*gico. In: TIC KIDS ONLINE BR*SI* 2017. *es*uisa so*re o us* da i*te**et por crianças e adolesce*tes no *r*s*l 2017. Coord*nação do Ponto BR, [ed*tor]. São Pa*lo: Comitê G*stor d* *ntern*t no B*asil, 201*. FA*ACO, C. A (Or*.). Estra*ge***smos: gu*rras e* torno da lín*ua. 2ª ed. São Paulo: Pará*ola, 20*1. FARACO, C. A. L*nguística h*stórica: uma introdução ao est*do d* história das lín*uas. São Pau*o: Parábola, *005. GARCEZ, P. M.; *ILLES, A. M. S. Estr*ngei*ismos: de*ejos e ameaças. In: FARA*O, Ca*los Albe*to (Org.). Estrangeirismos: guerras em to*no da língua. 2ª ed. São P**lo: *ar*bola, *001. IANNI, O. Teorias da globaliza*ão. Rio d* J*neiro: Civi*ização Brasileira, 2001. Re*. F*A, Teresina, v. 17, n. 8, art. 9, p. 187-207, ag*. 202* www*.fsanet.*om.br/revis*a O Estr*ngei**smo na Atualidade * o Inglê*: Palavras *m Meio ao P*o*es** de Cris**li*ação *07 LARA, L. *s Desafios da Publicid*d* Brasil*ira na Era do Conhec*mento. In: Ministério das Relaçõ*s E*teriores. Textos do Brasil. Bra*ília: Coordena*ão de Divulg*çã*, 2014. P*M 2015: hábitos de consumo de *ídia *ela *opu*ação brasil*ira. - Brasília: Secom, 2014. ROCHA, L. V; A*AÚJO, V; *ÚNIOR, *. G. S. Espi*a* do Si*êncio e Mídias So*iai*: * par*icip*ção da opini*o p*bli*a no Twitter. In: SOU*A, Rose Maria V*da* de; MELO, José *arq*es d*; MORAIS, Osvando J. de (Org.). T*orias *a Comun*c*çã*: Correntes de Pensamento e *etod*l*gia *e E*sino. Sã* Paul*: Intercom, 2014. *CHMITZ, J. R. A língua portugu**a e os e**ra*geiri*mos, D.O. Leitura. São Paulo, 7 de dezembro de *988. SC*MI*Z, J. R. O Proj*to de Lei nº 16*6/99 na im*rensa de *ã* Pa*lo. *n: FARACO, Carlos *lberto (**g.). Estrange*rism**: guerras em torno *a *íngua. ** ed. São Paulo: Pa*ábola, 2001. *omo *eferenc*ar este Artigo, conforme ABNT: SA*TOS, L. P; SILVA, M. I. B. O E*tran*eiri**o n* Atua**da*e e o Inglês: Pala*ras em Meio ao P*ocess* de *ristaliz**ão *o Port*g*ês *ras*leiro. Rev. FSA, Teresina, v.17, n. 8, art. 9, p. 187-207, *go. 2020. Co*tribu*ção *os Aut*re* L. P. Santos M. I. B. *ilva 1) co*cepção e planejamen*o. X X 2) aná*ise e inte*pre*ação dos d*do*. X X 3) elaboração do rasc*nho ou na revisão crít*ca *o conteúd*. X X 4) participação na apr*vaçã* da ver*ão fi**l do manusc*ito. X X Rev. FSA, Teresi*a PI, v. 1*, n. 8, art. 9, p. 187-207, ago. 2*20 **w4.fsanet.c*m.br/revista

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