Centro Unv*rsitário Santo Agostinho www*.fsanet.com.*r/revista Rev. FSA, Tere*i*a, *. *5, n. 6, art. 14, p. 241-259, *o*./de*. 2018 ISSN Impre*so: 1806-63*6 ISSN *letrônico: 2317-2983 http://dx.doi.org/10.1281*/2018.15.*.14 A Construção do Índice de Efet*v*dade da Ge*tã* Munic**al (Iegm) The Con**ruction of t*e Municipal *anag*m*nt Effect*veness Index (**gm) Gu*omar de Ol*vei*a Pass*s *outora *m Sociologia pela Un*ve*sidade de Brasí*** Professo*a da Universida*e Federal *o Piauí E-mai*: guiomar@ufpi.edu.*r A*dré de Carvalho *morim Mes*ra*do em Pol**icas Pú*li*as pela Univ*r**dade Fed*ral do Piauí Bach*r*l em Direi*o pela Unive*sidade Estadual d* Pia*í E-mail: andre*arv*lh*89@ho*mail.com E*de*e*o: Guiomar *e Ol*veira Passos R*a Tersandro Paz, 2616, Apt. 102, bai*ro Piçarra, CEP 6*.0*5-*1* - Br*sil. E*der**o: André de Carval*o *mori* Rua Profes*or Alceu **a*dão, 3080, Bairro Monte Ed*tor-Ch*f*: Dr. Tonny K**l*y de *lencar R*drigues Ar**go receb*do em 03/*7/2018. Últ*ma ve*são receb*da em 22/0*/2018. A*rovado em **/07/2018.
Ca*telo, CEP: 64016-*40, T*r*sina/PI, Brasil. Avali*d* pelo si*tema Tr**le Rev*ew: Desk Review a) pelo E*itor-C**fe; e b) Double Blind Review (*valiaçã* cega por dois avaliadore* da áre*). R*visão: Gra*atical, No*mat*v* e de *ormatação
G. O. *assos, A. C. Amorim 242 RE*UMO Este t*aba*h* exami*a a construção do Índ*ce de Efeti*id**e da Ges*ão Mun*cipal, * f*m com*reender conceito* e te*rias sobre indi*adores sociais e *s**mu*ar debate * acerca dos m*can*smos de cont*ole do gast* público e da atuação governa*en*al, *or meio de pesquisa bibliogr*fica e *ocu*ental. Constata que esse é u* índice sin*éti*o constru*do para aferir a responsivida*e dos Gove**os municipais aos reclamos do* c**ad*os nas ár**s de *du*a**o, saúde, pl*nejam*nto, gest*o fiscal, mei* a*biente, *roteção das cidades e gov*r*a*ça de tecnol*gia da informaç*o, **r*s**tando tanto p*opriedades essen*ia*s par* qualque* indicado* (utilid*de, validade, confiabilidade, disponib**idade), como as re*ativas aos que medem dese*p*nho (mens*rabilida*e; *p*racionalidade; inteligibili*ade; homo*e*eidade; permissão pa*a disti*g*ir o que falta para melhor*r e r*speito às p*op*iedades da* escalas). Co*clui qu* o *EG* *oi c*n*t**ído con*orm* i**ica* as t*o*ias, c*nsti*uindo-se um *e**nismo d* contr*le do ga**o *úblico que *ermite aferir, com relati*a simplicidade e inteligibilidad*, a satisfação das necessida*es dos cidadãos. Palavras-chave: In*icado*es Sociais. Efetivida*e. Gestão M*nic*pal. AB*T*ACT T*is work exams the const**cti*n of the Mun*cipal Manage*ent's Effectivity Index in order to com**ehend concepts an* theorys of public ex*endit*re control and gov*rnment action, by the means of b*bliogr*phi*al and documental rese*rches. I* verifies t*is is one sh*ntet*c ind*x buil* to gauge the municipal *overnments respon*iv*ness in order *o the citizen's deman*s on educati*n, helthy, plann*ng, fiscal mana*ement, environment, **otection of t*e cities and i*formation technolog* g*verna*c*, showing both the esse*tials pro*erties to any inde* (uti*i**, viability, reli*bilit*, availabi*ity), as t*e relative properties *ss*c*ate* with whic* ones that measur* th* perf*rmance (meas*ra*ilit*, operabi*it*, intelligibili**, homogen**ty, permission *o *istinguis* wha*'s m**sing to get bette* a*d respect to the properti*s of the scho*ls). It conclud*s that th* Index was b*il* acc*rding *o the theorie*, const*tuting a mechanism *f con*ro* of t*e public exp*nditur* that *l*ows to verif*, w*th *e*ativ*ly simpli*ity and in*elligi*ility, the *ontentment of citizen'* needs. Keyw*rds: Soci*l Indicators. Effectiv**ess. Municip*l Manage*ent. Rev. FSA, Teresina, v. 15, n. 6, art. 14, p. 24*-259, nov./dez. *018 ww**.fs*net.com.br/revi*ta A Con***ução d* Índice d* Efetividade da Ge*tão M*n*cipal (I*g*) 24* 1 IN*RODU*Ã* Os governos enfrentam muitos de*afios na atual**ade. A limitação d*s recursos p*bli*os e ex**ê*cia cresce*te de mais *ualidade de vid* a p*la população, aliados ao at*al c*nário d* crise fisca* financeir* *ue o Est*do enfre*ta, exi*em da Administração e que a gest*o dos r**ursos públi*os sej* f***a *e *anei*a *ficie*te e objetiv*, com *is**s à aplicaç*o de ferramentas que possibili*em * av*liação da direção dos gastos *úblicos. Par* tanto, o Estado tem se v*l*do *e vá*ios proced*me*tos, *e**nismos e instr*m*ntos, dentre os quais *e destacam os esforç*s p*r* a impla*taç*o de siste**s d* m*nitoramen*o * de avaliação e, nes*e co*****o, evide*cia-se a construção de i*dicadores para o acompanhamento, não a**nas de ativ**a*es e pro*essos, ma* ta*bém *e **sulta*o* e desem**nhos. Este t*xto aborda a construç*o do Índice ** Ef*t*vid*de da Gestão Munic*pal (IEGM) c*iado, *m 2014, pelo T**bunal de Con*as do Estado *e São Paulo * pel* In*t*tu*o Rui Barbosa (IR*) * a*otado, partir d* 2**6, pelos * dema*s Tr*bunais, * fim d*, *o*o diz o próp**o Inst**uto, no Anuário Estat*stico d* 20*5, "[...] avaliar *fetividade das * políticas * atividades *ú*li*as d*senvolv*das p*los seus gest**e*". *ara iss*, diz a mesma fonte, a*xilia *s an*lises das c*ntas p*b*ic**, forn*ce informações que su*sid*am ação fiscal*z*tór*a a e m**e "[...] a qualida*e dos g**tos m**icipais, *l*ci*a*do, ao longo do tempo, s* a visão e objetiv** e*trat*gi*os d*s m*nicípios es*ão *en*o alca*çad** *e forma e*etiva" (INST*TUT* RUI BARBOSA, 2015, p. 7). Desse modo, o IEGM oferece el*ment*s para que os governos munici*ais enfrentem proble*as que, segundo Leite F*lho e Fia*ho (2015, p. 278), vão de*de "**flação *l*vada, r*cessão *conômic*, ca*ê*c*a de r*cursos p*ra i*v*stim*ntos" até, no que in*eressa ao pres*nte e**udo, a "**s*nci* *e instr*m*ntos ef*cazes de planeja*en*o e c*nt*ole d*s g*stos públicos municipais". Esses *ato**s, *inda de acordo c*m *s autores, **m o condão de impa*tar "negativ*mente na gestão * *o desem*en*o *conô*ico e so*ia* d*s munic*pios" (LEITE FILHO; F*ALHO, 20**). O que se **amin* como o Índi*e *oi const*uído, valen*o-se dos co*ce*tos e dos é *lemento* teór*c*s *ue funda*entam o pro*esso * que, por um lado, contribui para * melhor comp*ee*são *ess*s element*s teór*cos e, *or outro, estimula o debate em torno *o* mecanismos d* controle do gast* públi** e da a*uação dos gover*os. A*ota-se **mo procedimento t*cni*o-metod**ógico a pesq*isa biblio*ráfica e a docu*e*tal. A primei*a co*s**stancia*a em obras referen*iais da áre*, em qu* se *est*ca Jannuzzi (2*04). A **gun*a constituída p*lo Manu*l do Í*dice d* E**tividade da Gestão Rev. FSA, Teresina PI, v. 15, n. *, art. 14, p. 24*-259, nov./d*z. 201* www4.fsan*t.*om.b*/revista G. *. Passos, *. C. A*orim **4 Mu*icipal, elab*rado *el* *ribun*l *e Contas d* Es*ado de São Paulo/SP (SÃO PAULO, 2014) e pelo Anuári* *s*atístico *o *EGM r*ferente ao ano de 20*5, elaborado p*lo In*t*tut* *u* Barbosa (INSTIT**O R*I BARBOSA, **1*). Os *e*ultados *stã* e*pos*os em *uas seçõ*s, além *esta introdução que é * primeira. A seg*nda expõ* conceito de i*dicadore*, a o expan*ão do us* *e indicadores s*cia*s no Brasil * o seu processo de *onstrução, b*m como **lineia a construção do IEGM, sua estrutura e dimensões, a**esen*and*, ao f*nal da seção, as propriedades *esejá*eis do IEGM. A terceira seção, a conclu*ão, s*ma*iza * con*trução d* IEGM. 2 REFERENCI** TEÓR*** 2.1 Indi*adores: conce**ua*ão e constru*ão Um indica*or, segundo Ferr*ira, Cassiolato * Gonzalez (2*09, p. 2*), "[...] é uma medida, de *rdem quan*ita*iva ou quali*ativa, dota*a de significad* particu*ar e *tilizada para organ*zar e ca*ta* *nf*rmaçõe* re*evantes dos e*eme*tos que compõem o ob**to da observação". Con*ti*uem, segundo Jannuzzi (20*6, p. 626), "[...] *nstrume*to*-síntese de asp*ct*s da realidade social, de process*s exec*tad*s *u de r**ultad*s *lc*nçados [...]", cons**uentemente, permitem, *lé* do monitoramento e da *v*liação, a identificaç** e * m*nsuração ** fenôm*nos decorrent*s "[...] d* ação ou d* omissão do *stad*" (BRASIL, 2012, p. 16). Desse modo, possibilitam o controle soc*al, *avor*cendo * t*ansparê*ci* na alocação dos re*ursos p**licos, sobretudo *o*que, se*undo Bellen (2*06, p. 42), "[...] eles *impli*icam as i*formações sobre f*nôm*n*s c*mplexos, [...] de m*d* que sua s*gnificância fique ma*s aparente". Essa função a*ro*ima * so*iedade do E*tado, melh*rand* "[...] o processo de comunic*ção [...]" (*ELLEN, 2006, p. 42) entr* el*s. Por isso, *s i*dicadores mais desejados, *egund* Gallopín (2006, p. 13, tradução nossa), s*o aqueles "que r*s*me* ou, de alguma mane*ra, *implific*m i*formações, tor*am vi**v**s ou perceptíveis fenômeno*, quantificam, me*em e comunicam informações rel*va*tes". Isso *assou a ser particularmente imp*rtante * par*ir da Co**tit*ição Fed*r*l de 198* po* s , co* a ampliaçã* dos dir*i*os *oci*is e, consequente*ente, dos requer*mentos de intervenção do E*t*do, d*mandar*m-se *nfor*ações e, e*pecialm*n*e, medidas adequadas para as mais *iv*r*as s*tuações, alguma*, inclusive, ab*tr*t*s o* de d*fíc** me*suração. R*v. FS*, Teresina, v. 15, n. 6, art. *4, p. 241-259, nov./dez. 2018 ww**.fsanet.co*.br/revista A Co*str***o do Índi*e d* Efetividade da Ges*ão Muni*ipal (Iegm) 2*5 Ne*se c*ná*io, os in*icad*res econômicos, at* então hegemônicos, n*o conse*uiam r*presentar a multipli*idade de demandas sociais ab*indo espa*o para a expansão d* indicadores *oci*is, d*tad*s de critér**s de construçã* próprios, capazes de qua*tificar as**cto* importa*tes da real*da*e socia*. Esses, s*gundo Atkinson (2005, *. 1, tradução noss*), "const*t**m-s* uma *mpor**nte ferramenta p*ra a**liar o nível de desenvolvimento soci*l de um país, bem como *ara avaliar * impacto de *ma política, e*c*ntrando-s* em us* *m vári*s *aíses *a União Europeia, onde de*e*p****m um p*pel significativo *o avanç* da *imensão social". Par* Jann*z*i (2004, p. 15), os indicadores *oc*ais poss*em, **ém d* capacidade de medir, "[...] sig*ific*d* social substantivo [...]", s *bs t i t *i ndo, *uantifican*o *u o**raci*nal*zando "[...] um conceito social abstrato de i*tere*se teórico (pa*a pesq*isa acadêmica) ** pr*gramático (par* formulação de p*líticas) ". Destarte, diz ainda * auto*, * "[...] um recurso metodológico, emp*r*cam*nte re*erido, que informa sobre *m aspecto *a realidade social ** sobre muda*ças que estão se processando na mesma". *s mecanismos de controle i*stituídos pela Carta Ma*na, a participação de us*ários * da sociedade *i*i* ** adm*nis*ração pú*lica e na formulação e acompanhamento das políti*as *úblicas, sobremaneira *mp*iados com a Reforma Gerencia* *o Estad* * **r*ir dos *n*s de *990, em especi** Lei a de Re*ponsab*lidade *is*al (Lei Complem*ntar n. 101/2000) e a instit*ição d*s c*nselhos de contr*le socia*, e*sejar*m "[...] o aprimoramen*o conceitual e metodológico de instr*ment*s mai* espec*fic*s de quantif*cação e q*al*ficação das condiçõ*s de vida, da pobreza estru*ura* * outras dime*sõe* da re*li*a*e *oci*l [...]" (*ANNUZZI, 2004, *. 14). Com isso, a q**lidad* dos **stos públic*s passava * ser questão cen*ral na a*enda d*s órgãos de controle, sobret*d* *m relação *os mun*cípios, p*r ser*m *ntes políticos que, no modelo *on***tucional de reparti*ão de competências t*i*utárias, *ão os me*os fav*r**id*s, acarre*ando de*endência eco*ômic* **s demai* entes e, principalm*nte, carê*cia de recursos *e inve*t**entos em áreas de *ntere*s* social. Some-se a *sso, o hi*tórico de *á gestão que assol* tais entes o qual, agravado p*la falta de responsabilida*e e de compromis*o socia* de algu*s ge*tores público*, acar*e*a altos í*dices de corrupção e e*d*vidame*to qu*, se*undo Leite Filho * Fialho (2015, p. 278), sã* "[...] devid*[s], princi*al*ente, à ausência de regu*ação mai* seve*a *e contro*e na ge*tão *ública municipal bras*l*ir*" (LEITE FIL*O; FIA*HO, 201*). A implantação de um siste*a d* avaliação m*n*tora*ento e d* qu*lid*de da gestão públic* municipal a parti* de indicadore* pode melhorar o d*sempenho dos m*n*cípios Rev. FSA, T*resina PI, v. 1*, n. 6, a*t. 14, p. 241-25*, nov./d**. 2018 www4.fsanet.com.br/re*ista G. O. Pas*os, A. C. A**rim 2*6 brasileiros *a garantia de d*reitos sociais constitucionalm*nte assegurado* e, ao mesmo tempo, oferecer ao Poder Público ins**ume**os capazes de nortear a *om**a de d*cisões e de reorganizar a gestão pública, aperfeiçoando o planejame*to *s*rat*gico. A constru*ã* de um indi*ado*, segundo Jannuzzi (2004), envolve um* série de decisões metodológi*as, agr*p*d*s nas segui*te* etapas: a) "[...] a definiçã* operaciona* *o concei*o *bstrato ou *emát**a a que se refere o sis*e*a em questão, elaborada a p*rti* do interesse teórico ou pr*gram*tico re*erido"; b) "[...] *specificação das suas dimensões, das diferentes formas de interpret*ção ou abordagem do *esmo, to*na*do-o, de *a**, um *bje*o específico, claro e passível de s*r \ind*cado\ de for*a qu*nt*t*tiva"; c) "[...] obtenção das estatíst*cas *ú*li*as pe**in*ntes, proveni*ntes ** Censos *emográf*co*, pesqu*sas amostrais, cadastr*s **blicos;" e, por fim, d) "[...] *omb*nação orie*tada das estatísticas di*po*ív*is [...] compondo um Sistema *e Indicad*res Sociai*, que traduz em termos mais tangí*eis o *oncei*o ab*trato inicia**ente ide*liz*do" (JANNUZZI, 20*4, p. 17). A seguir, ex*õe-se a criaçã*, a estru*uração e ** dimensõe* do IEGM. 2.2 IEGM: criaç*o, est*ut*r* e dim*ns*es A passagem da ad*inistr**ão bu*ocráti** para o modelo ge*en*ial *oi *comp*nha*a pe*os órgãos *e co*trole, notadam*nte *s Tribunais de *on*as. Pouco a pouco, *s métodos *radicionais *e *ontrole forma*ista da gestão fora* super*dos e substituí*os por instrumentos ** aferiç*o de r**ultados, ta*s com* as a*ditor*as operaci*nai*. Iss* porque, como diz Ferr*i*a Jú*ior (**15, p. 1*8), "[...] é *rec*so que as Co*tes *e Cont** assum*m o bom contr*le das *onta* p**licas [...]", o que só é po***vel s* adotarem **rmas de fis*alização que se coa*unem c*m a* n*vas prá*i**s de gestã* pública v*ltadas à ob*enção de resultados. A criaçã* de ind*cadores f**alíst*co* reflete essa postu*a, est*bele*endo "[...] uma muda*ça *ignificativa nas *uturas fiscaliza**es do Tribunal" (SÃO P*ULO, 2014, *. 12). O IE*M insere-s* nesse processo. *om ele, o conceit* *bstrato de efe*ivid*d* *ass* a *i**or d* ref***ncias objetivas, *endo entendido como "[...] a co**espondência da* ações dos gov*rnos às ex*gência* das comunid*des, inicialmente em sete *specialidad**: Educação, Saúde, Planej*mento, Gestão Fiscal, Meio *mbi**te, Prot*ção dos Cidadãos, Gov*rnança da Tecnologia da *nformação" (SÃO P*ULO, *014, p. 4). E*sas são aglutin*d** em um índice *intético, diferencia*do-o dos indicadores simples, como o Produto Inter*o *ruto (PIB), que é co*struído part** d* um* únic* *statística social es*ec*fica. Como indicador sinté*ico, a * Rev. FSA, Tere*ina, v. 15, *. 6, *rt. 14, p. 241-259, nov./dez. 2018 www4.*sa*et.com.br/revi*ta * C*nstrução *o Índice de Ef**ivida** d* Gestão Munic*pal (Iegm) 247 IEGM express*, e* uma *ó medi**, diversos aspectos da vida soci*l, pe*mitin*o uma *valia**o *eral da efetividade da gestão municip*l *ob múltip*as var*á*eis. As se*e *reas que o *ompõem fora* selecion*das a part*r da posição estratég*ca d* ***a uma no c*ntexto das fi*anç*s p*blicas (INSTITUTO RUI *ARBOS*, *015), sem, contudo, advertem os e*aboradores (SÃO PAULO, 201*, *. 68) "[...] esti*ular a e**l*s*va atenção do *estor pú*lico p*r* ap*n*s uma ou a**umas das dimens*es *nalisad*s [...]", ainda que demonstre "[...] as área* que *emand*m *ai*r qualidade nos g*s*os público*" (SÃO PAULO, [201*], *. [68]) por m*io de ind***dores especí*i**s: O i-**UC (Í*dice Municipal d* Ed*cação) "[...] mede o *esultado das a*ões da gestão pública muni**pal [...]" na e*u*açã* in*antil e no ensino fundamenta*, "[...] com foco em aspectos relacionad*s * infraest*utura esco*ar [...]", sobretudo "[...] a*aliação esc**ar, planejament* de vagas, atuação *o C*nsel*o Municipal de Educação, probl*m*s de infraestrutura, merenda escolar, s*tuaçã* e qualificaçã* d* *rofessores, qu*nt*tativ* *e *agas, mate*ial unif*rme escola*es" (INST**UTO * R*I BARBOSA, 201*, p. 9); O *-SA*DE (Índice Municipa* *a Saúde) mede a gest*o pública munici*al no que se re*ere: [...] ate*çã* básica, cobe*tura * ação do programa *aú*e da família, atuação do à cons*lho mun*cipal da saúde, assiduidade dos médicos, atend*me*to *opulação à para tratamento de doenças como * tuberculo*e e prev**ção de doenças como a dengu*, co*trole de estoq*e *e ins*mo*, cobertur* das cam*anhas de vaci*a*ão e de ori**taçã* à populaçã*. (INSTITUTO *U* BARBO*A, 20*5, p. 9). O i-PLANEJAME*TO (Índice M*nicipal do P*ane*amento) "[...] verifica a consistência entre o q*e fo* planejado e o efetivamente executado" (INSTI*UTO RUI BA*B*SA, 2015, p. *); O *-FISCAL (Í*dice Municip*l da Gestão **scal) med* a *imen*ão da gestão m*nicipal, a par*ir da "[...] aná*ise da execução financeira * orçamentária, das *eci*õe* em relação à aplicaç*o de rec*rs*s v*nc*lados, da transparência da ad*i*is*ração mu*icipal e da obediência *os l*mit*s *stabelecido* pe*a Lei de R*sponsa**lidade F*s*al" (INSTITUT* RUI BARBOSA, 2015, p. 10); O *-*MB (Índice Mu*icipal do Meio *mbien*e) "[...] me*e o resultado das ações rel*c*onada* ao m*io ambiente qu* imp*ctam a qualid*de dos **rvi*o* * * vida *as p*s*oas [...]", a*ém de apresentar "[...] i*forma*ões sobre resíduos sólidos, saneamento Rev. F*A, Ter*si*a PI, v. 15, n. 6, art. 14, *. 241-259, *ov./dez. 2*18 w*w4.*sanet.com.br/revista *. O. Pass*s, A. C. Amorim 248 básico, educação, estrutu*a e conselho ambiental" (INSTITU*O RUI **RBOSA, 2015, p. 10); O i-CIDADE (Índice *unicipal de Cidades Protegidas) "[...] mede o grau de envol*imento do plan*jamen*o mu*icip** na *rot**ão dos ci*adãos fre*te a possíveis eventos de sinistros e desastres [...]"; além diss*, "[...] reúne inform**ões s*bre plano de co*tingência, identificação de risc*s para **tervenção *o pod*r públ**o e in*raestrutura da def*sa civil" (INST*TUTO RUI BARBOSA, 2015, p. 10); O i-GO* ** (Índice Muni**pal de Governança de Tecno*o*ia da I*formaçã*) "[...] me*e o conhecimento e o uso d*s recursos de tecnologia da infor*ação em fa*or da **ciedade [...]", sobret*do "[...] políticas de uso de informáti*a, seguranç* da informação, capa*itação do quadr* de **ssoal transpa*ência" (INSTITUTO RUI e *ARBOS*, 2015, *. 10). O IE*M observa, ainda, economi*, a *ompreendida como os m*ios utilizados pelo municípi* pa*a que os serv*ços pre*tados aos cidadãos s*ja* "[...] *isponibi*iz*dos em temp* útil, n*s quantidades e qualidade* a*eq*adas e *o m*lhor preço [...]"; a *ficiência, expres**da n* "[...] m*lhor relaç*o en*re os meios u*ilizados e os resulta*os o*tidos [...]"; e a efic*cia, en*e*dida como o "[...] alcance do* obj*tivos específicos fixados no *lane*am*nto públ*co" (SÃO PAULO, *014, p. 13). As info*ma*ões *e que se val* sã* d*dos: "g*vernamentais e outras fonte* of*cia*s de i*f*rmação", *ais como o po*tal da tra*sparênc*a, *s publicaç**s no Diário Ofi*ial, relatórios de g*stão fisca*, etc.; **s "[...] sistemas automatizado* de apoio * *iscaliza*ã* (TA*C - Técni*a* de A*ditoria Assist*das por Computador) [...]", que congregam as in*orm*ções relativas às audi***ias *e pre*tação de contas *e*li*adas ordinariamente pelos Tribunais de Cont*s * aqueles provenientes das "i*formações l*vant*das * partir de questionários *reenc*idos *elas Pre*eitur*s Municipa*s" (IN**ITUT* RUI BAR*O*A, 2*1*, p. 8). Os q*esti*nári*s são compostos por 226 **estõe*, s*ndo 59 relati*as à educ*ção, 58 à saúd*, 48 ao plane*amento, 7 à dimensão fiscal, *1 ao mei* amb*ente, 12 à *roteç*o d* s cidades * 21 à governança *e tecnologia da infor*ação. *ratam d*sde a infraestr*tura necessária para sat*sfazer ** nece*sid*des do cidadão, in**uindo os recursos humanos envo*vidos * o *úmero de pessoas atendi**s, até os meios *tilizados na prestação de serviços, para qu* sejam exer**dos controle e * av**iação pelos usuá*ios e pela cole*i*id*de. **ss* o mod*, são *ons*derado* todo* *s aspecto* d* be*-estar social, i*cl*siv* a possibilid*de de participação ou, nos *ermos de Dah* (1987), d* o Governo se* r*sponsi*o aos seus cidadão*. R*v. FSA, Teresina, v. 15, n. 6, *r*. 14, p. 241-*59, nov./dez. *018 www4.f*anet.**m.br/*ev*sta * C**strução do Índice *e Efetividade da G*stão Municip*l (Iegm) 2*9 Após a apu**ção isolada de cada um dos c*mpon*ntes *o índi*e, faz-*e, a partir do "[...] volume *e *espesas real**adas nos ex*rc*cios de 2011, 2*12 e *0*3, po* *unção *e governo [...]" (SÃO PAULO, 2014, p. 11), a com*inação ponde*ada co* a *t*ibuição de peso* a ca** di*ensão: i-EDUC x 20 + i-SAÚDE x 20 + i-PLAN*JAMENTO x 20 + i- FIS*AL x 20 + i-AMB x 10 + i-**DADE x * + i-GOV TI x 5. As*im, *omo demonstra*o na F*gura 1, t*m-se um índice com*os*o por aquelas á*eas q** não *ó envolv*m maior ga*to pú**ico, *omo encerram as *rincipais nec**sidades do* cidadãos. Figura 1 - Ponderação *os índ*ce* comp*nentes do I*GM, a*uário do IEG* Brasil (2015) *onte: Retirado de I*stituto *ui Bar*os* (*015). O IEGM, portan*o, a**lia "[...] a *fetividade da **stão municip*l como um todo [...]" (SÃO PAUL*, 2014, p. *8), aprese*tando os res*ltados em *aixas, "[...] evi*ando-se assi* a exp*si*ão nu*érica d* ran**ng" (S*O *AU*O, 2014, p. 66). *ada *aixa é repres*ntada por uma nota, caracterizando a gest*o com* Altamente Efetiva - nota A, Muit* Efe***a - nota B+, Efeti*a - nota B, Em Fase De Adequação - nota C+ e Baixo Nível De Adequação - *ota C, confor*e exp*sto n* f*gu*a 2. Figura 2 - Fai*as de resul*ados d* *EGM, an*ário d* IEGM *rasil (2015) Nota Faixa Crit*rio A *ltament* *fetiva IEGM com pelo m*nos 9*% da nota máx*ma *, no mínimo, 5 índices co*ponentes com *ota * B+ Mui*o efetiva IEGM ent*e *5,0% e 89,9% da nota máxima * Efet*va IEGM entr* 60,0% e 74,9% da no** máxima C+ Em fase de adequaç** IEG* entre 50,0% e *9,9% d* nota máx*ma C Baixo n*vel de adequaç*o *EGM men*r q*e 50% Fonte: Elab*rad* a p*r*ir *e Institut* Rui Barbo*a (2*15). R*v. FSA, T*re*i*a PI, v. 15, n. 6, art. 14, p. 241-259, nov./dez. 2018 w*w4.**ane*.c*m.br/revista G. O. Pa*sos, A. C. Amo*im 250 O *bjetivo do IEGM é "[...] demonstrar, naturalmente, a* áreas que demandam *aior qualidade no* gastos púb*i*os", c*n*luindo como alt**ent* ef*tiv* a gestão "[...] que c*nsi*era t od** os aspe**o* do bem-estar social [...]" (SÃO PAULO, 2014, p. 68), contudo, não des**ida daquel*s que *emanda* maior gasto pú*lico (saúd*, ed*caç**) ou que sã* meios im**escindíveis para que as nece*sidades dos cidad*os sejam satisfeita* (pla*e*amento e *estão fiscal). Examina-se, a segu**, s* o IEGM *pres**ta as prop*ieda*es que caracter***m u*a boa me*id* de afe*ição de result*dos. 3 **SULTADO* E DISCUSSÕES 3.* As p**pri*d*des *o IEGM A escolha de um indicador de*e se* gu*ad* pela ad**ã* * u* conjunto de prop*iedades que cara*t***z*m *ma boa m*dida de *esempenho (BRASIL, 2*12), entendida* co*o tais na proporção em que a sua au*ência diminui "[...] a qual*dade esperada d* i*di*ador ou da inf*rmação produzida" (*TEYTLER, 201*, p. 14). Al*umas, segu**o o Manual sobr* O*ient*çõe* aplicadas * *e*tão Pública (*RASIL, 2012, *. 18), s*o *ss*nciais, a s**er: util*dade, val*da*e, confiabili*ade e dis*oni*ili*ade, outr*s são específicas para a e*apa do cicl* da política, o* co*forme a *rea de aplicaç*o. As pr*pried*de* es*encia*s são aqu**as que de*em estar pre*entes em todos os indica*or*s, podend* "[...] ser co*sider*das *omo crité*ios *e escolha" (B*ASI*, 2012, *. 1*) na s*l**ão *e qua*s**er d*les. Desse **do, * não atendimento a al*u*a propri**ade es*encia* *oderia implicar em d*storções n* indicador, *omprometendo a *ual**ade da informação e ocasionando equ*vo**s nos resultado* gerad*s. Portan*o, analisa-se * IEGM, inicialmente, a part** d*s proprie*ades essenci*is apresentad*s acim*. A utilidade está rel*cionad* à *apa*idade do indicador de "[...] su*ort*r dec*sões, sej*m no n*vel *pera*ional, tático ou e*tratégico [...]", bas*ando-*e "[...] nas necessi*a*es d*s decisores" (B*AS*L, 2012, p. 18). Os res*ltado* *o **GM, segundo seu manu*l (SÃO PAULO, 2014, p. 4) "[...] *ompo*ão de*onstrativos de eficiê*cia e *ficácia que servirão t*nto para os muníc*p*s quanto pa*a Pr*feito* e Ve*eadores, *omo valio*o instrumento de a*erição de resultados, co*reçã* de rumos, reavali*ção de prioridades e *onsolidaçã* d* planej*ment*". Além do q*e, comp*eta a mesma fo*te, "[...] serv* para o ap*rfeiçoamento da R*v. FSA, *eresi*a, v. 15, n. 6, art. 14, p. 24*-259, nov./dez. 201* *ww4.fsanet.com.br/r*vista A Construção do Í*dice *e Ef*tividade da Gestão Municipal (Iegm) 251 atividade fiscalizatória *o indic*r os seto*e* que mereçam maior vigil*nc*a e apro*undame*to" (SÃO *A*LO, 2014, *. *). A validade, po* sua vez, é a *p*idão par* medir o que s e p*etende, ou seja, a sensib**id*de *o indicador pa** captar o fenôm*no anal*sad* com a ma*or proximidade possível *a re*lida*e (*RASI*, 2*12). *as palavras de J*nnuzzi (2004): "[...] a validade de ** in*icador co*respo*de a* grau de proxim*dade e*tre o co*cei*o e a m*dida, isto é, a *ua *apacidad* de *efletir, *e fato, o c*nceit* abs*rato a que o i*dic*dor s* p*opõe a \substituir\ ou \operacion*lizar\" (JANNUZZI, 2004, p. *6). A p*esença dessa p*opriedade está diretamen*e r*lacionada ao grau de e*celência do indica*or sendo, pois, "fund*m*ntal para jus*if*car o emprego * a d*nominação de *m * me*ida *u**ti*ativa q*alqu*r como um Indicador Social" (JAN*UZ*I, 2004, p. 27). * IE*M 2016 expôs um pano***a **ral d* g*stão pú*li*a muni*ipal *o Brasil e cor**sp*nd** às *xpectativas, *rime*ro, *o evid*nciar que a efetivid*de dos mun*cípios brasil*iros é 0,53, isto é, al*ançou No*a C+, e*tan*o, portanto, ainda em fase de adequação; s*gundo, ao constatar que a efetivi*ade é *a*or no Sul (0,59), *o Centr*-Oeste (*,54) e n* Sudeste (0,5*) *o que no Norte (0,49) e no N*rdeste (0,48); ter*eiro, ao v*rificar que as únic*s duas dimensões em que o IEGM *lcançou *e*u*tado B (gest*o ef*tiva) *a média naci*nal foram * d*mensão da saúde e a *imensão Fisc*l; a pri*eira, por contar *om dis*os*t*vo *ons**t**ional que deter*ina aplicação m*nima de *ecursos *ú**icos nessa área (art. 198, § 2º, *a Constituição Federal) * a segu*da, *m razão da permanente fiscalização dos órgãos de control*, n*tadament* apó* a pr*mulga*ã* da *ei de Re*ponsabilidade Fiscal. D*sse *odo, o* *esultados *btid*s de*ons*ram que o IEGM p*ssui aptidão para m*d*r a efetividade da gestão mu*icipal, reve*ando a co*r**pondê*cia d*s notas com a situaç*o que ** espera d** *unicípios f*sca*izados, seja *m âmbito nacional (m*dia 0,59), regional (prepond*rância dos estados *o *entro-sul), ou em relação ca*a dimensão (prep*nder*nci* a das ár*as de saúde e fis*al). A confiabilidade tem a m**m* r*l*vância da va*idad*, **ndo u*a propri*dade qu * revel* a cap*cida*e *o in*ica*or de produzir os mesmos resultado* *uando aplicado em condiç**s similares. Essa propriedade está relacionada, portanto, "[...] à *u*lid*de do levantamento dos dados u*ados no seu c*mput* [...]" (JANNU*ZI, **04, p. 27), o* seja, a id*nei*ade *as fontes d* co*eta, as metodol**ias utilizadas * transparência na coleta, a proce*samento e *ivulgação dos dados (BR*SIL, 2*1*). ** exemplo pode ser ci*ado para *lustrar *ssa propr*ed*de. Basta *magi*ar que o indicad*r é uma balança: se cada ve* que um* mesma p*ss*a s*bir na *alan*a ela m*strar Rev. FSA, Ter*sina PI, v. 15, *. 6, *rt. 14, p. 241-259, nov./de*. *018 www4.fsanet.com.br/revista G. O. Pass**, A. C. A*orim 252 re*ul**dos diferent*s, concl**-se que o indicador não é con*i**el (FIGUEI*EDO FILHO *t al., 2013; JA*N*ZZI, 2004). Um indicador é mais confiável, *egundo Jannuzzi (2004), na m*dida *m que: Os d***s das *esquisas são coletados de fo*ma pad*onizada, por corpos técnicos qualif*cados e relativament* estávei*, *eguindo um protocol* previamen*e e*tabelecido de como obter, registrar e c*n**rir as in*ormaçõ*s [...] **imi*ar toda fon*e de v*riação não aleatória na cole*a e proce*sa**nt* dos da*os dessas pesquisas amostra*s, padroniz**do-*e o trein*mento dos entr*vista*or*s e realiz*n*o-se contr*l* d* qualidade *a coleta de dados para v**ifi*ar se não há nenhuma tend*nc*osidade ou **s*orç** n* proc*sso. (*ANNUZ*I, *004, p. 27). No IEGM, todas as *ontes de da*os s*o *assíveis *e val*dação, inclu*ive aquel*s oriundas d* qu*stionários que, dada sua mai*r suscet**ilidade de man*p*lação, são validadas co* visitas/**rificações in l*co das informações prestadas. Dess* modo, gara*te-se a **dedigni*ade dos *ados *t**izados na constr*ção d* índ*ce, c*ntribuindo *a*a *ma maior correspon*ência **t*e os resultados alcançados a situação real dos muni*ípios, conh*cid* e através dos da*o* col**do* e *alida*os, o que demonstra a confia*ilidade do IEGM para refletir o *oncei*o avaliad*. A**m*is, *s*a *onfiabilidade é reforç**a, po*que os *ados são *oletados d* acordo *om met*dologias espe*íficas para cada dimensã* por audi*ores i*tegrantes do corp* técnico do Tr*bunal, *e*uindo *m pr***colo estabele*ido de proce*samento do* resultados, conform* previst* no Manua* do IEGM (2014), elabo*ado pelo TCE/SP. Essa meto*olo*ia de coleta e *roce*samento d*s d*do* fo* desenvolvida pela AUDESP, D*visão d* Corte de Co*tas paul*sta, respons*vel pela cri*ção do IEGM, seguindo o s*guinte padrão p*ra ca*a dimensão: * i-EDUC, i-SAÚDE, *-AMBIE*TAL, i-*IDADE e o i-G** TI; com *ases multi*alorada*, po** são con*truídos * partir do *istema de audit**ia de cada Tribunal, b** como de uma série de quesitos esp*cífi*os rela*ivos à ed*cação, à *aú**, ao mei* ambiente, à pr*t*çã* da **dade e à tecnologia da *nf*rmação, r*spectiv*mente (SÃO *AULO, [2014]). * i-PLANEJAMENTO e o i-FISCAL são elaborados *om base e* *lguns indicadore*, de*tre os quai* se desta*am, resp*ctiv*mente, o "[...] percent*al d* *lter*ção *o p*anej**ento inicial [...]" e a "[...] apura**o do resultado finance*ro [...]" (SÃO PAU*O, 201*, *. 18). A ú*tima pr**rie*ade essencial apontada no **nual sobre orien*açõ*s ap*ica*as à Gestão Pública (2012) é a disponib*lidade, que **tá relacion*da à fa**li*ad* ** obtenção d*s da*os para construção *o *ndicador (BRASIL, 201*). *s tr*s fon**s de in*ormaçõ*s *ue compõem o IEGM são de fáci* *bte*ção para as Cortes de Contas, dado qu* * pr*me*ra Rev. *SA, Te*e*in*, *. 15, n. 6, art. 1*, p. 2*1-25*, nov./de*. 20*8 www4.fsa*e*.com.br/*evis*a A Construção ** Índice de *fetividad* da Gestão M*nicipal (Iegm) *53 prov*m de informaçõ*s p*bli*as disponibilizadas, e* regra, na Int**net; a segunda e*** contida nos bancos *e dados d*s próprios Tri**nais de Co*t*s, * a *erceir* é *btida p*r *eio da* info*mações referente* aos **estio*ários que os m*nicípios têm a obrigação de re*ponder anualmente. Para *lé* das propriedades es*enciais **stas **ima, a depende* da classi*ica*ão do in*icador, outra* pod*m ter **p*rtância *ucl*ar na *onstrução da m*dida. O IEGM, dado que mede a efe*ivi*ade é, *onform* o Manual sobre O*ientaçõe* aplic*das Gestão *ública à (BR**IL, *0*2, p. 22), *m indicad*r *e de*empe*ho e, como *a*, deve a*eri* também às propriedade* que lhes *ão característica*: "[...] mensurab*l*dade; operaciona**dad*; int*ligibilid*de; h*mogen*idade; permissão *ara distinguir o que falta para *elhorar; e respeit* às propriedades das escalas" (ENSSLIN; ENSSLIN 200* apud *ASCIME*TO et a l ., 2 0 1 1 , p. *76). *ssas propriedades "[...] *ontri*uem para que o modelo de **alia*ão de desempenh* seja bem-suced*d*" (NASCIM*NTO et al., 2011, p. 376). * men*urabilidade rela*iona-se *o conceito abstrato representado *ela medida, de ***o que um in*ica*or é conside*ado mensurável "[...] quan*o **presen*a a per**pção de v*lor do que * deci**r de*eja monit*ra*" (*ASCIMENTO et al., 2011, p. *76). O I*GM apresenta um valor *ara efet*vidade *uni*ipal e estabelece fa**as *ara os resultados, oferecendo uma visão geral da situação, compar*ção entre regi*es, estados e município* e possibil*tando uma lista*em c*m o *anking das c*dades, conforme o desempenho, que é "[...] apresentada *xclusivamente à alta administraç** da Corte de Con**s [...] e à **cr*taria- D*retoria Geral [...]" no *nt*ito d* *ub*idiar "[...] o pla*ejament* *as aç*es f*s*a*iza*ór*as" (SÃO *AU*O, *014, p. 6*). Um indicador de desempenho, por su* vez, "[...] operaci*nal qua*do, fisicame*te é passí*el de mensurar a propriedade * el* associada [...]" (NAS*IME*TO e* a*., 20**, p. 376), rel*ci*nando os b*nefíci*s dele de*orrentes com *s custos *e tempo, p*s*oal e equipam*ntos envolvido* na med**ão (STEYTLE*, 2010). No *aso do IEGM, os custos diret*m*n*e relac*onados à o*eracionalização d* *nd*cador *á e*t*o inseridos no pr*ce*so ord**ário *e f*scaliz*ção das cont*s pú**icas; vale dizer, nã* há uma assunç*o esp*cíf**a de custos, n* âmbito d*s *ri*unais de *on*a*, para a m*dição da *fetivi*ade *a gestã* municipal, visto que os dados atin*nte* a essa ativ*dade *u j* s*o ordin*r*am*nte c*letad*s durante o desempenho do mister constitucional desses órg*o* (dados *overnam*ntais e sist*mas info*matizados de auditoria), ou são **rigato*iament* respondid** *e*os muni*ípios fisca*izado* (questionário*), de modo qu* a operacionalização *o resulta*o *inal alcançado Rev. FSA, Te*esina PI, v. 1*, n. 6, ar*. 14, p. 241-259, nov./dez. 2018 ww*4.fsa*et.c*m.b*/revista G. O. Passos, A. C. Amorim 254 com o proce*samento **s i*formações não se *fasta *o escopo de *iscal*z*ção normalmente de*empe*hada pel*s Tri*una*s. De seu turno, a **tel*gi*ili*ade, co*o pro*ri*dad* dese*ável, refere-se à capac**ade do indicador de se* "[...] \facil*ente *omunicáve*\, *ompreen*íve* a** dema*s" (JANNUZZ*, 2*0*, *. 29). Des*e mod*, * ind*cad*r é considerado i*teligíve* "[...] quando *o*os tive*em o *esmo ent*n*imento de se** níveis" (NA*C*ME*TO e* al., 2011, p. 376). Essa propriedad* e*ti*ul* a demo*ratizaç*o do *ndice, garantind* o seu ent*ndiment* a todos que tê* inte*es*e no processo de a*aliação da gestão **bli*a. Os resultados do IEGM são e*pr**sos e* Notas alfabéticas: A = Alta*ent* *fetiva (mais de 90% d* nota máxima e, no m*nimo cinco índ*ces dos com*onent*s com n**a A); B+ = Muito *fetiva (IEGM ent*e 75% * 89,9% da not* máx**a); B = E**tiva (IEGM entre 60% * 74,9% da n*ta m*xima); C+ = Em *ase de *d*quação (**** entre 50% e 59,9% d* not a máx*ma); C = B*i*o nível ** adequ*ção (IEGM *enor de 50%). Desse modo, garante-se a inteligi*ilidad* dos *es**t*dos a todos os inter*s*ados, possibilitando qualquer a pessoa entender o que é um município co* efet*v*d*de A ou C * *u*is os cri*ér*os *t*l*zados para *e chegar a essas faixas. A homogeneidade, por sua ve*, encont*a-*e presente quando, em um i*dicador, "[...] todo* os s**s *íveis anal*sar*m as possívei* *corr*n*ias das mesmas pr**r*e*ades *o contexto" (NASCIM*NTO et *l., 2011, p. 376). Es*a ca*acterís*ica "[...] é re*uisito ess*ncial d* compara*ilidade [...]" (BITTENCOURT, 2006, p. 16) *o ind*cador, seja co* o**ras re*erências, seja po* meio de uma sé*ie histórica. O IEGM mede a* mes*as variáveis em t*dos *s m*nicípio*, vale-se das mesm*s fontes m*to*olo*ia de cole*a, p*oc*ssamento e e cálculo do* res*ltad*s, apres*n*ando, como produto derivad*, um site i*fo*ráfi*o *ujo intuito é ap*ntar os in*icadores quan*o à re*lização dos gastos, o *ue permite aná*ises compar*tivas e *ubsidia "[...] a tomada *e decis*es pa*a melhor*a d* apli*ação dos recu***s públicos n*s seus *rocess*s" (SÃO PAULO, *014, p. 15). Outra propri*dade *esta**da dos ind*cado*es de desempenho é a perm*ssã* para dist*n*uir o q*e fa*t* pa*a melh*rar. De acordo com *a*cimento e outros (2*11), a pa*tir dessa propriedade é *oss*vel, em tod*s os se*s nívei*, "[...] visualiza*, nas propr*edades do *ontexto que m*nsura, qual o desempenho pio* e qual me*ho*" (NASCIMENTO o *t al., 2011, p. 376). V*rifica-se essa propriedade no IEGM a partir de su* ampla desagregabilidade *m índices mais específic*s, o que favorece a análise *ndividualiza*a *e cada dimen*ã* *o longo de uma série hi*tórica, a* mesmo tempo em qu* p*rmi** a "repres*nta*ão regio*alizada de grupos s*ciodemográf*co* [...]" (BRA**L, 20*2, *. 1*) e***cíficos, cons**erand* a *ev. FSA, Teresin*, v. 15, n. 6, a*t. 14, p. *41-259, nov./d*z. *01* *w*4.fsanet.c*m.br/revis*a * C*nstr*ção d* Ín*ice de *fetivi*ade d* *est*o Municipal (Iegm) 2** d*me**ão territor*al *u a p**ul**ão de cada munic*pio analisad*. A*em*is, um *os *rod*tos derivados d* IEGM, * Matri* d* R*sc*, proporcion* o "[...] diagnóstico dos pontos sen*íve*s a serem apres*ntad*s à fiscalização", atenuando os "po*sívei* erros de *ud*toria, pois apresentar* os *ontos relevantes e p*rtinentes su*cetíveis de fiscaliza*ão" (SÃO P*U*O, 2014, p. 14). A última ca*acterística *p*ntad* é o respeito às *roprie**des d*s e*calas. Pre*en*e ess* c*rac*er*stica, é possíve* a*ir**r que o in**cad** é capaz de "[...] evid*ncia[r] de *or** exaust*va qua*s seus *ossíveis níveis, a ordenação desses níveis e a diferença de a*ra*ivi***e entr* eles" (NASCIMENTO et *l., **11, p. 3*6). *s*a propr*eda*e é parti*ularmente importante na *t*l*za*ão de indic*dores sintéticos, com* * IEG*, p*is es*á dir*tament* relac*onada ao grau de associaçã* e*istent* entr* as diversa* dim*nsõ*s us*das em sua con*tr*ção. *as palavr*s de Jan*uz*i (2004): "[...] se os ind*cadores consti*utivos têm ba**a associação *ntre si, indicador o composto pode não ser específic* * suficiente para mostrar va*iaçõ*s n* direção e*perada, comprom*tendo a sua v*lidade" (JANNU*ZI, 2004, p. 29). A apresentação do *EGM em no*as (A, B+, *, C+ e C), representando as f*ixas de result**o, evidenc*a os **veis de efe**vidade dos municíp*os, bem como a *rden*ção d*sses * a diferença e*t*e *les. *lém *isso, a associa*ão ent*e as divers*s dimensões c*mponen*es do IEGM é orie*tada p**a métrica de ponderação, de **do * expres*ar * influ*ncia de cada uma no res*ltado final, garantindo *ue a* muda*ças rel*cionadas a cada dimensão *ó r*p*r*utirão no índice final na medida de s*a pro*o*ção. Port*ndo, o *EGM apresenta as pro*riedad*s essenciais a qualqu*r *nd**ador, sen*o dotado de ut*lidade, validade, **nfiabilidade e di**o*ibilidade, bem como aquelas específic*s dos indic*dores de desem*enho, tais como m*ns*rabilidad*, operaci*nalid*de, intel*g**ili*ade, homogeneidad*, per*issão para dist**guir o que falta para melho*ar e ***peito *s *ropriedades das es*alas. E*se rol *e propriedades não é definitivo. Há a necessidade de permanente aprimo**mento dos critéri*s *e adequaçã* a cada um desses *tr*but*s, o *ue só será po*sível com * natural e*olução e ap*rfei*oamento desse i*dicador ao longo dos anos. 4 CONCLUSÃO Este t*xt* exa*inou a construção *o IE** tom*ndo por base os *efer*nciais teórico* da áre*. O índice emergiu no cont**to da* trans*ormações *a adm*nistra*ão pública brasileira a **rtir d* Constituição de 198*, a fim de *onte*plar os *equerimentos de eficiência, cont*ole Rev. FSA, Teresina PI, *. 15, n. *, art. 1*, p. 241-259, no*./dez. 20*8 www4.fsanet.com.br/re*ista G. O. Passos, A. C. **ori* **6 e transparência promovidos pelos m*canismos que a *arta Magna * a Ref*rma do Estado, a part*r dos ano* de 1990, ins*i*uír*m. Sua *riação, uma inicia*iv* do Tri*unal de Contas do Esta*o de São *aulo, c*mo * const*ução de qualque* i*dicad*r, envolv*u desd* a definição op*raciona* *o co*ceito abstrato que se *efere até à seleç*o dos dado* *stat*sticos * *ere* obt*dos o modo e ** combin*-los, sem e**uecer-*e das d**ensões e f*rmas de inter*retar ou a*orda*, * fim de torná-*o *o*pree*sív*l e quantificável. N* construção do IEG*, a efetividade, d*finida como a correspondência das ações gov*r*amentais aos requerim*n*os dos munícipes nas áreas de educaçã*, saúd*, p**nej*m*n*o, g*st*o f*scal, meio ambiente, pr*t*çã* dos c*dadãos e governança da tecnologia da i*fo*mação, é aferida com base em fontes d* dados mu**ivariados go**rnamentai* e *utras f*ntes ofici*is d* informação, *istemas *utom**izados de a*oio à f*scaliza*ão e q*es*ioná*ios. E*ses dados, c*mbinado* *onfor*e a ponderaç*o defi*i*a por cada peso, ofere*em *m índic* sinté*ico que permi*e *ferir a responsi**da*e *os gove*no* m*nicipai* aos reclames dos seus *idadãos, bem com* *s *eio* *t*liz*dos na *restaç** de serviços, para que sej*m exercidos o *on*role e a avaliação pelos us*ários e co*et*vidade. Com i*so, *val*a a efet*vidad* da gestão municipal c*mo u* tod*, conclu*ndo c*mo altamen*e efe**va aqu*la que c*ntemp*a tod*s *s aspecto* do *em-esta* social *o mesmo tempo, evidencia aquelas que *, d*ma**a* maior *asto pú*lico (saúd* e educação) e as que são imprescindíveis *ara a satisf*ç*o *ess*s necessi*ades, com* *lanejamento e gestão fiscal. O r*sultado é *xp*esso em No*as Alfabéticas qu* re*r*se*tam os nívei* de **e*ividade dos mun*cípios, se*do A = Altam*nte Efetiva (mais de *0% *a nota má**ma e, *o mínim* cinco *nd*c** dos c*mponentes com nota A); B+ = Mui** Efe*iva (IEGM entre 75% e 89,*% d* no*a máxima); B = *fetiva (IEG* e*tre 60% e 74,9% da nota máxima); *+ = Em fase *e adequação (IEGM entre 50% e 59,9% da no*a máxi*a); C = Baixo nível de adequa*ã* (IEG* menor de 50%). Os re*ultados são divul*ados nos s*tios do* *ribunais de *onta* ou *or meio de outra* ferramentas de div*l*ação, c*mo o aplicativo IEGM Mob*le criado pe*o TCE/SP, que o poss*b*l*ta aos ci**dãos acesso * "[...] uma poderosa ferrame*ta de fiscali*açã* e parti*ipação s*cial [...]" (SÃO P*ULO, *016, *. 6). *om isso, *em-*e que o IEG* apresenta ta*to a* propriedad*s e*senciai* p*ra *ualquer in*icador, com* a* relativas aos que medem o *esemp*nho. *m rel*ção às primeiras, const**o*-se que é: Rev. FSA, Teres*n*, v. 1*, n. 6, *rt. 14, p. 241-259, nov./dez. *018 *ww4.fsanet.com.br/revista * C*nstrução do Índ*c* de Efe*ividade da Gestão Municipal (Iegm) 257 *til, por*ue s*rve para demonstrar ao* *i**dã*s e aos agentes público* *s resu*tado* das açõ*s, ofe*ecen*o ele*entos tan*o para a correç*o de rumos, reavaliação de p*i*ridades e consolid*ção do planejamento, *em como *ara o a*erfe*ço*mento da *ti*i*ade fiscal*za*ó*ia, inclus*v*, i*dicando os setores que mereça* maior **gilânci* e aprofundamento; **l*do, por pos**i* ap*idão para medir o conce*to *bst*ato que se pro*õ* * s*bstituir, re**lando c*r*espondência dos resu*tados com a situação c*nc*et* dos muni*íp*os f*scali*a*os; Confi*vel, p*rque todos os dado* que comp*em * índice são co*et*dos de a*ordo com m*todolo*ias esp*cíf*cas para cada dimensão, p*r auditor*s integrant*s do corpo técnic* do Trib*n**, seguin*o um protocol* **ta*el*cido de proces*ame*to *os resultados, além di*so, todas as fontes de *ados são passí*ei* de validaç*o; Disponível, *orque todas a* in*ormações são d* fá*il obte**ã* para os Tribunais de C*ntas. Em r*laç*o ** propriedades característic*s do* in*icadores d* desempenho, consta*ou- se que é: Mensuráv*l, por apresentar um val*r para efetividade mun*ci*al e *stabelecer faixas para os r*sultados; Operacional, porqu* sua implantação **o se constitui e* **sunção específica de custos para os T*ibunais de Contas, visto que a coleta e p*ocessamento o da* informaçõe* já *aze* parte das ati*idades ordinariame*te desempenha**s pelo* T**bunais; Intel**í*el, **rque os resultado* são facilmente co*p*een*ido* p*r qua*squer interessados; *o*ogên*o, p*rqu* mede as me*mas variáve*s em todos o* municípios, valend*-se d*s mesmas fo*tes e me*odologia de c*leta, *r*cessamento e cá*culo *os resultados. O IEGM ainda a*r*senta mais duas pr*priedades especí*icas do* indicad**** de *esemp**ho: vi*ualiza*ão do que fal*a para melhorar * a d* r*speit* às pr*p*iedade* das esc*l*s. A prim*ira porq*e, s*ndo a*pl*mente de*agregá*el em índice* mais especí**c*s, pos*ibilita a anál*se *n*ivid*aliza** de cada dim*nsão ao l*ng* de uma série h*s*ór*c*. A segun*a, por*ue * apresent*do em faixas d* *e***tados, * que evid*n*** os níveis de Re*. FSA, Teresina PI, *. 15, n. 6, art. 14, p. 24*-259, n*v./dez. 2*18 www4.*sanet.com.*r/*e*ist* G. *. Pass**, A. C. Amori* 258 *fetividade do* *unicípio*, bem como a ordenação e a diferença e*tre eles, associando cada dimen*ã* pela métrica da pondera*ão. **sim, conclui-s* q*e o IEGM foi construído conforme orientam as teorias, consti*uindo-se um m*c*nismo de con**ole do g*sto p*b**co que permite afe*ir, com r*lativa simp*i*ida*e e intel*gi*ilidade, quanto o* mun*c**i*s sa****azem as necess*d*des dos cidadãos. *EFERÊNCIAS ATKI*SO*, T. et al. *o*ial indicators: t*e EU and socia* in**usion. Oxford: Oxfo*d University, *005. BELLEN, H. M. *. Indicadores de *ustentabilidad*: uma análise c*mpar*t*va. 2. ed. *io de Janei*o: Ed. FGV, 2006. 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