Centro Unv*rsitário Santo Agostinho www*.fsanet.com.*r/revista Rev. FSA, Tere*i*a, *. *5, n. 3, art. 5, p. 104-129, m*i./*un. *018 ISSN Impres*o: 1806-635* ISSN E*etrônico: 2317-2983 http://dx.doi.org/10.12819/*018.15.3.* Relatório Socioambiental de um* I*stituiçã*, Co*parad* *s Prerrogativ** da Nbc T-15 So*io-Environm*ntal *e*ort of an I*stitution, Co**ared *o Nbc T-15 P*ivi*eges J*l*ana de A*uino Macedo Graduad* em *iências Contáb*** pela Univ*rsidade Federa* da Grande *ourados E-ma*l: Julliana_aquin*75*@hotmail.com Mar*a Apareci*a F*rias de S**za Nogu*ir* Doutora em C*ê**ias Ambi*ntais e Sustenta*i*idade Agr*pecuária pe*a Universidade Ca*óli*a Dom Bosco Pr*fes*or* da Un*versidad* Fe*e*al da Gran*e Do*rados E-mail: ma*ianogueira@ufgd.edu.br Marli da *ilva Garcia Dou*o*a *m *iê*cias *mbi**tais e Sustentab*l*dade *gropecuár*a pela Un**e*sidade Católica Dom Bos*o Prof*s*ora da Uni**r*ida*e Federa* da Grande D**rados. E-m*il: marl*ggcarcia@*mail.*om Manfre*o Rode Me*tre em *gronegóc**s pela Uni*ersidade Fede*al d* G*ande Dourados Gradu*ç*o em Ciê*cias Co**ábeis *ela Universidade Fed*ral de **nta Maria Professor da Un*versida*e Federal da Grande Doura*os E-ma*l: *anfredor*de@ufgd.ed*.br E*d*reç*: Juliana de Aq*ino Macedo Editor-Che*e: Dr. Tonny *erl*y *e Alen*ar Rod. Dourados - Itah*m, Km 12. Cx. Po*ta* *22. Cida*e Rodr*gues u*i*ersi*ária. Dourados - MS.7*.804-*70, Brasil. Ender*ço: Maria Apareci*a **ri*s de Souza *rtigo receb*do e* 16/02/2018. Úl*ima versão *ogueira recebida em 8/03/2018. *pr*va*o em 9/03/2018. Rod. Dourados - Ita*um, Km 1*. Cx. P*stal 322. Cidade universit*ria. Dourad*s - MS.*9.804-970, B*asil. Avaliado pelo sistema Tr*ple Revie*: *) Desk Review Endereço: Marli da *i**a G*rcia pel* *dit*r-C*e**; e b) Double *lind R*view Rua *oão Rosa Góe*, 1*61. Cx. Po*tal 322. Jd (avaliação cega *o* d*is avaliado*es da área). unive*s**á*i*. *ourados - MS.79.*25-070. Brasil. Ende*eç*: Manf*edo Rode *evisão: Gr*matica*, Normativa e de Formatação Rod. Dourado* - *tahum, Km 12. Cx. Po*tal 322. Cidade Universit*r*a. Dourad*s - MS.79.804-*7* R*latório Socioambiental de um* Institu*ç*o, Comparado às Prerr*gativa* d* Nbc T-15 105 RESUMO Muitas *mpr*sas estão d*vu*gando info*mações con*ábeis p*r*in**tes *o *e** Ambien*e, se*d* *ue e*te é * r*flex* de gr*nde mobili*a**o e cons*ienti*ação po* *a*te da socie*ade em relação à natureza * a escassez de seus recursos. Essa pe*quisa buscou analisar e com*arar se as informações divulgada* nos Re*atórios de Sustentab*lidade pu*lic*dos po* u*a Ins*ituição Financeira, no* *xer*ícios de 20*4 a 2016, estão *e acordo com os parâmetros estabeleci**s na NBC T 15; esta no*ma determina quais o* proce*imentos adotados *elas entidades para a correta *videnc*açã* de informações de natu*eza soc*al e ambien*al. Utilizo*-se co*o mét*do de p*squisa a revisão bibli*gráfica tendo como *at*rial explora*ório os Relatórios d* Sustentabi*idade que são d*vulgados pela *nstituição E no que ** refere aos ob*etivos, foi ut*lizada a metodologia *x*lorat*r*a e explicativa. Os pro*edimento* utilizados para A *eal*z**ão da pesquisa f*ram o d* estudo de *aso e do*umental. Constatou-se q*e, n* e*erc*cio de 201*, a entidade estev* al*nhad* aos parâmet*os *a NBC * 15, deixa*do *penas de eviden**ar um dos **ens exigidos. N* e*ercício de *015 * 20** observou-se rele*a*te diminuição dos elemen*os de eviden*iação exigid*s, como po* exemplo, va*or *as m*ltas e *as indenizaç*es rel*tivas à matéria amb*enta* e i*for*ações relat*vas a aç*es tr*b*lhistas mov*d*s c*n*ra a e*tidade. Po*to releva*te desc*berto por *ratar de itens de conot*ção negati*a para as *mpresas e seus usuário*. *alavras-cha*e: Meio Am*iente. Relatório de Sustentabilida*e. Evidenci*ção. Co**ab*lidade Ambien*al. ABST***T Many *ompanie* are disclosing ac*ount*n* inform*t*on *ert*nent *o *he environment, which is a reflec*ion of the grea* *obilization and *wareness on *he p*rt of s**i*ty regardi*g the natu*e and scarcity o* it* resources. This research s*ugh* to anal*ze and compa*e if the inf**mation *isclose* in the *ustainability Reports publis*ed by a **nancial Ins*ituti*n ** *h* y*ars 2*1* to 201* are in accor*anc* wi** the parame*ers established in NBC T 15; this *ta*da*d determines the procedures *dopted by th* entities for the corr*c* di*clo*ure of soci*l a*d en*i**nmental infor*a*ion. The bibliograph*c review was used as a *es*a*ch meth*d ha*ing as an e**lo*a*ory materi*l *he Sustainabilit* Rep**** *hat are *isclosed by the instit*tion; in terms of the objectives, the exp**ratory and **p*anator* methodo*og* was *s**. The pr*c*dures u**d to carry o*t the research were th* case study **d d*c*men*ary. It was verifie* that in 20*4 the *ntity was al**ned with the *arameters o* NBC T 15, lea*ing *nl* t* hi*hlight one of th* *e*uired items. In *0** and 201*, ther* was * signif*cant **d*ction in th* *equir** disclosure element*, such as *in*s and inde*nities related *o environm*ntal matter* a*d i*for*ation re*ated *o labor lawsu**s **led aga*nst the entity. Rel*vant p*int *iscovered *y deal*n* wi** item* of negative connotat*on f*r companies an* t*eir *sers. **ywords: Env*ronme**. Sust**nabilit*r*po*t. *isclosure. Environm*ntal Accounting. **v. *SA, Te*es*na P*, v. 1*, n. 3, art. 5, p. 104-*29, *ai./*un. 201* www*.**anet.com.*r/revista J. *. Mac*do, M. A. F. S. Nogueira, M. S. Garcia, M. Rode 106 1 INTRODUÇ*O A so*iedade contemporânea tem in*ensificado as mobili*ações direcionadas à* prática* e políticas suste*tá**is. São m*v*menta*ões por *eio de aç*es * c*b*ança* com inic*ati*a* que e*idenciem estrat*gias eficazes *e ges**o amb**n*al e **cial. A s*s*entabi*idade é impresci*dí*el p*ra * cres*im*nto e desenvolvimento das organ*zaç**s. *s consumidores *s*ão mais co**cientes e preocu*ados com as q*estões climáti**s, como o *qu*c*ment* global, * es*a*sez dos *ecursos naturais, *sso faz ** organi**ções *everem seu* c*nceitos *m relação a* sistema d* ge*tão ambie*tal. De ac*rdo c*m *o*ges et al. (*010), quando *s emp*esas se preocupam com as quest*es ambienta*s, c*m me*ida* preventi*as, sua *mage* perante a opinião pública é signif*c*tivamente di*erenciada. A soci*dade d**onst*a ter entendido *ue o* recur**s naturais são esc*sso*, compre**dendo, assim, * necessida*e de preservaç*o *mbiental. Le*and* e**a realid*de para a ótica emp*esarial, co*pree*de-*e qu* desde fornec*dor**, pre*tadores de serv*ços, e at* o con*umido* f**al estão mais exigentes quando o assunto é r*lacionad* ao siste*a de g*stão ambi*n*al (F*EITAS et a*., 2007). Te*do *m vis** a co*stante preo*upaç*o d* *ocied*d* com o assu*to, *s empresas conscientizadas passaram a trata* * á*ea ambien*a* com o *esmo zelo que as dem*is, principal*ente *s *ela**o*adas ao lucro. Um* *as *ormas de e**d*nc*a* essa pre*cup*ç*o é p*blic*r o Relat*rio de *ustentabilidade. A re*peito da divul*ação do B*lanço Social */ou do Rela*ório Soc*oambie**al, constatou-se *ue s*o ferramen*as importantes d*sponibiliz*das à s**iedade pelas entidades, visto que contêm informações s**nifi*ati*as e* relação ação das empresas à e* prol d* sociedade e do Meio Ambiente. Existe* ins*it*içõ*s qu* têm o obj*tivo de orientar * *labo***ão dos r*latórios soc**am*ientais; den*re elas, uma d*s mais importan*es é a Global Rep*rting Init*ativ* (GRI), que foi fun*ada em 199* uma *rganização *ue desenvo*veu uma conceit*ada estr*tur* para relatórios de r*sultad*s d** or*anizaç*es *ue evidencia* o tr*pé da sustentabili**de: dimensões econôm*ca*, sociais e ambientais (NO*UEIRA; *ARIA, 201*). A i*stituição pes*ui*ada divulgou, em 2017, seu nono Rel*tório *e Su*t*ntab**idade, *o*te*do informaç**s referentes ao perío*o d* 1º de janeiro a 31 de de*e*bro de 2016. Com o intui** d* p*estar con**s sobr* projetos, indi*ad*res, dese*penho e est*atég*as adotadas pela instituição financeira, ela utiliza a* di*etri*es da G*o*al Repor*in* Initiative1 (GRI). C*nforme ** Global Reportin*I*itiat*ve é uma organ*zação inte*nacio*al que aj*da empresas, gover*os e *u*ra* instituiçõ*s * compree*der e comunicar o impa*to dos negócios em quest*es *rít*ca* de sustent*bilidade. *ev. FS*, Teresina, v. 15, n. 3, art. 5, p. *04-1*9, mai./jun. 2018 www4.f*an*t.com.br/re*is*a Relatório Socioambient*l de um* Instituição, Comparado às Prerrog*tivas da Nbc T-1* 1*7 d*vulgado pela pró*ri* GRI, suas d*re*rizes permite* "a ela**r**ão de relatórios que se conc*ntrem nos impac*os relevantes para as organiza*õe* e para a s*ciedade, ou seja, documentos estr*tégico*, foc*dos, cre**vei*, e mais fá*e*s de con*ul*ar p*los stakeh*lders2". *o*fo*me d*vulgado no Relat*rio de Sustenta*ilidade de 2016, que a estat*l *tua *á mais d* 150 *nos n* Brasil, c*m quase 8* m*lhões de correntistas e poupado*es, * m*is d* 57 mil pontos de *tendimentos. *ev*d* à m*gni*ude ** in*tituição, *lab*rou-se esse estudo, q*e visa verificar se as in**rmações d*vulgadas segu*m os ***âmetros *st*belecidos pela NBC * 15 e apr*sentar à so*ied*de. A *es*uisa te*e por *bjetivo comparar *s três últimos Relat*rios de *usten*abilidade (Exercício* 2014, 2015 e 2016), buscando ide*tificar s* essas demonstraç*es encontram-*e de *cor*o co* a NBC T 15 (No**as Brasileira* de Contabilidade - Infor*ações de Na**rez* Social e *mbiental), v*sa*do ince*tivar a* entidades a utiliza*am a Contabilid*de Amb*e**al *omo *erra**nta de gestão int*rna, * *ostrar à sociedade a importância de s* acompanhar as demo*strações di*ulgadas pe*as empresas. D*v*lgada e es*abel**ida em *9 *e agos*o de 2004 pelo Conselho F*d*r** ** Cont*bilidade (CFC), a NBC T *5 padro*iz* os procedimentos p*ra ev*d*nciação de informações d* na*ureza so*ia* * amb*ental, que devem ser adot*dos p*l*s entidades desde 1º d* janei*o de 2*06. Barbosa e* a*. (20**) dize* que, *pesar de não haver, no Brasil, uma legisl*ção e* nível federa*, a qual *arante a publi**çã* das práticas s*cioambientais *elas empresas, a Contabilid*de au**lia o processo de divulgação *t*avé* do cum*rimento da NBC T 15. Nesse *ontexto s*rge a preocupação c** as informa*ões divulgadas nos Relatórios de Sus*entabilidade de uma Insti*uição Financeira Públi*a, abrangendo os exercí*ios de *014 a 2016, com *s *e***nte* que*tioname*tos: como estão sendo divulgadas as informações a*bi*ntais, de acordo com os p*râ*etros estabelecidos na NBC T **: de form* ***p*eta, pa*c*al, o* não houve evi**nciação d*s infor*ações? A*si*, o objetivo des*e trabalho foi o de anali*ar e co*pa*ar as informaçõe* divulga*a* nos Re*atórios Socioa*bientais publicados por uma Institu*ção F*nanc*ira, no* exe*cícios de 20*4 a 2016, d* ac*rdo com os parâmetro* estabelecidos na NBC T 15. *ara **nto, buscou-s* con*extu*li*a* a *mpo*t*ncia da conta*ilidade ambi**tal e d* ges**o ambiental *e acordo c*m NBC T 15; coleta* as info*maçõe* divulgadas a nos Relatório* 2**akeholde*s são o* usuário* da co*t*bilidade.
Rev. FSA, Teresina PI, *. 15, *. *, *rt. 5, p. 104-129, mai./jun. 2*18 www4.fsanet.com.br/*e*ista
J. A. M*cedo, M. A. *. S. Nogu*i**, M. S. *arcia, M. R*de 108 S*cioambienta*s da i***ituiçã* nos três exercício* e classi*icar e analisar *s info*m**ões segundo a NBC *15. O pr*s*nte estudo é rel*vante à *ociedade *rasileira, tendo e* vista que, a instituição fin*nceira, objeto do trabalho, a*ualmente é uma d*s três m*iores d* paí*, conforme divu*gado *e*a Revist* Exame (EXAME, 2017). A ent*d*de tem u*a car*ei*a de quase 83 milh*es de clientes, núme*o divu*gado em 2*17, *o último Relatório de S*stentab*lida*e *o exercí*io de 2*16, p*r ser uma instituição p*b*ic*, onde a mai*ria d*s bras*leiros fazem uso de seus s*rv*ços, sendo es*e* corr*ntista*/po*pad*res, ou não. 2 REFEREN*IAL TEÓRICO Este c*pítulo tem por *bjetivo analisa* as contribuiç*e* teóricas utili*adas para a r*ali*ação deste *stud*. *esta seção é apresentado * tema Conta*ilida** Ambi*ntal, assunto b*stante aborda*o nos últimos tempos devido à cres*ente conscient*zação da sociedade sobre a escassez dos recur**s na**rais. Custos, despesas e *ec**tas a*bientais serão conceituados e exemplificados neste capítulo. Além *e a*x*lia* na preservaçã* d* Meio Ambi*nte, *s evidenciações desses três iten* ajudam as entidades a cumprir * legis*a*ã*, evitar pre*uí*os, aumentando assi* seu lucro, de**re outra* v*ntagens (BR*MATI, **15). A respeito da divu*g*ção do Balanço Social e/ou *o Re*atório Socioambiental, co*stat*u-se que *ão ferr*mentas importantes disponibilizadas sociedade pelas entidades, à v*sto que contêm info*mações *ig*ifica*i**s e* rel*ção à ação das empresas em prol da s*cied*de e do Meio *mbi*nt*. E*istem instituições que têm o *bje*i*o d* orie**ar * elaboração d*s rel**órios s*ciais, de*tr* elas, u*a das mais importantes * a **obal Reporting I*iti*tive (GRI). To*os os Relatórios de Suste*ta*il*dade analisados para a *xecução d*sse trabal*o são baseados nas diretrizes d* GRI e* sua qu*rta *ersão (G4). Essa* *iretriz*s sã* revisadas per*odicamente, com *ntuito de ofe*ecer ao* relator** mais faci*idade para o preparo *os re*at*r*os, al*m d* padronizar as inf*rmaçõe* *ivul*adas (GL**AL REPORTING IN*TI*TIV*, 20*3). Ass*m, pa*sa-s* a abordar * tem*tica da Contab*lid*de Ambiental n* pr*ximo item, espec*alidade d* contabilida*e *esponsável po* parte das informaç*es de s*stentabilidad* presente nos relató**os. Rev. F*A, Ter**ina, v. 15, n. 3, a*t. 5, p. 1*4-12*, mai./ju*. 2018 www4.f*ane*.com.*r/revista Relatório *o*ioa*bie**al de *ma *nst*tuição, Com*ara*o às Pr**rogat*vas da Nbc T-1* 109 2.1 *onta*i**dade Ambiental A ***tabi*idade é um* *as ciência* mais antigas do mun*o, tend* su*e*ido dev*d* * interess*s em avali*r, isto é, qua*tificar a riqueza da humanid*de. Mar*on (2003, p. 2*) *efine *on*abilidade como "o in*trum*nto q*e auxilia a ad*in*stração a tomar de*isões, com a coleta ** todos os dados econ*micos, me*suran*o-os monet*riamente, regis*rando-os e sumar**ando-os em form* de re*a**rio* o* d* *omu*ica***, que contribuem p*ra a tomada de decisão". Co* * globalização e * atual postur* da socied*de em re*ação ao Meio *mbiente, as empresas estã* pressionada* * adotarem um novo compo*tamento sobre questões a*bie**ais. Seg*ndo Brumati (2015, p. 10*) a contabilidade "vem aco*panhando a evol*ção *a econo*ia e criando nov*s **cnicas de id*ntificação, mensuraç*o e evidenciação dos eventos econômicos e financ*i*os os quais caus*m mutações pa**i*on*ais". A **ntabilidade ambient*l n*o é uma nova ciência, mas, sim, *ma se*mentação da *radici*n*l, já amplamente conhecida. Ada*ta*do o objetivo *es*a *ltima, pod*-se definir co** objet**o *a contabilid*de ambiental: identifica*, m*nsu*ar e es**arecer os eventos e transações *con*mico-f*nanc*iras q** e*tejam relacionados com a proteção, pre*e*vação e re*upera*ã* ambient*l, *corridos *m um determi*ado perío*o, visando * evidenciação da situ*ção ****imonial *e uma entidad* (RIB*IR*, 2010, p. 45). Semelhantem*nte, Fu**an (2012) afirma que, em todas as *uas ramificações, o maior **jetivo *a conta**l*d*de é mensurar * analisa* as mut*ç*es *a*rimonia**. O intuito é de ge*ar *ados rel*vantes aos seus usuários, e a C*nta*ilida*e *mb*ental é uma impor*a*te ferrame*ta de informa**o e gest*o; todavi*, ** empresas inv*s**m em **ste*tabilidade ambi*nt*l para melho*ar sua imagem p*rante a sociedade, visando **mbém, re*o*no f*na*ceiro. Constata-se, então, que a *ontabilidade Ambiental gera in*o*mações re*evantes so*re eventos rel*cionados ao **io ambiente que *ausam alguma mod*fi*ação *o Patrimônio das entidades. Au*i*ia em medida de preservação e oferece m*is inf*rmações a inve*t**ores e à socied*de, *xpond* *a*s transpa*ência ao* interessa*os por e**as i*f*rmações divu*gad*s, g*ralmente, por meio d* *elatório de Suste*tabilidade, que t*m como objeti*o: Torna* pú*lica, para fi*s de a*aliação de desem*en*o, toda e qualquer atitude das *ntidad*s, com ou sem atividade lucrativa, mensurável e* mo*da *ue, a qualquer tempo, possa influenciar o mei* ambiente, a*segura**o que custos, ativos e passi*os *mbientais sej*m *econ*ec*dos a part*r do mom*nto de sua ide*t*ficação, e* *onso*ância com o* Princípio* F*ndame*tai* de Contabilidad* (PFITSCHER, *004, p. 39) Rev. F*A, Te*esina PI, v. 15, n. 3, art. 5, p. 104-129, mai./jun. 2018 w*w4.f*anet.com.br/revista J. A. Macedo, M. A. F. S. Nogueira, M. *. Garcia, M. R*d* 110 Para *u*iliar os *estores que e*tão cada ve* *ais cons*i*ntes *e seu importa*te papel para * equilíb*io do meio ambiente e contin*idade das empresa*, a Co*ta*ilidade Ambiental a*ua de fo*ma * ev*de*ciar os custos, despesas e rec*i*as *mbienta*s, auxiliando a organiz*ção * pre*e*var o meio amb*en*e, evitar *rejuíz**, crescer *c*nomicament*, cumprir a legislação, **ntre outros *enefícios (LAU*INDO, 2*16, p. *5). Brumati (2015 p. 106) afirma *u* a cont*bil*dade atua como "*ist*ma de informa*ões qu* *em c*m* **jeti*o au*i*iar o *erenciamento das *ntida*es, para que estas possam garantir sua contin*idad*". Um* das formas de of*recer i*formaç*es p*de *er obtida por meio do* custo* ambientais, assunto a ser tratado no pró*imo tópico. 2.2 Custos Ambientai* Fina**ente, a sociedade demonstra ter *ntendido que os recursos naturais são escassos, com*reendendo, ass*m, a nec*ssi*ade d* *re*erv**ão ambie*tal. Levan*o esta realidade para ótica empresarial, compreende-se qu* desde fornec**ores, *restadores de *erviços, e até o consumidor final e*tão ma** exigentes *uand* o assu**o é re*acionado a Meio Amb*ente. Pressio*ados por eles, os governos cria*** legislaçõe* *reventivas e punitivas em *e*ação a* Meio Amb*en*e. Para se adequar as exig*ncias impostas, e continuar compe*itivas, as *rgan**ações se dispus*ram a aumentar seus custos e adap*ar-se ao cen*rio atual. (FREITAS e* al., 2007). Os custo* am**entais fazem p*rte do total de custos * consi*tem n* conju*to de gastos monetários *n*orridos em uma organi*ação. De acordo com Braga (2007), q*an*o tratamos o* custos *mbientais, a estrutu*a c**tábil dev* ut*lizar nome*clatu*as que envolvam os custos r*l*ci*nados, *ir*ta ou indire*amente, à operacio**liz*ç*o da gestão *mbi*ntal em suas *tividades de prevenç*o, co*trole, recupe*ação, m*n*toramento e reciclag*m de *esíduos. De acordo com Santos e* al., (20*1) c*mpreend* os custos am*ientais os gas*os *ela*ionados di*et* o* indi*etamente à proteção do meio a*bi*nte *e qua*q*er agre*são causada *elo homem *u pela pr*p*ia naturez* * que serão ativ*dos em razão de sua v*da útil. Est*s, ai**a, segundo o autor, são repr*sentado* *as amorti*a*õe*, exaust*e* e de*reciações, aqui*ição de insumos para aplicação em açõe* de c*ntrole, redução ou elim***ção *e pol*entes, tratamen*o *e r*síduos de produtos, destinação correta dos re*í*uos poluentes, tratamento d* recuperaçã* e res*aur*ção de áreas contaminada*, áreas *egra*adas, mão *e Rev. F*A, Teresina, *. 15, n. *, *rt. 5, p. *04-129, m*i./*un. *0*8 www4.*sane*.com.b*/revista Relatório Soc**ambie*t*l de uma Insti*uição, Co*parado às Pr*rrogativa* da Nbc T-15 111 obra utiliza*a nas at*vid*des de pr*serva*ão * recupera*ão do meio ambie*te, com o propósito de r*para*, recupe*ar, prevenir e pr*teger o meio ambiente. Nem *empre o* *usto* amb*entais são de fác** identificação, algumas empres*s dese*v*lvem internamente méto**s, técnicas ou *istemas para identificá-los. O reconhecime*to desses c**tos é importan*e p**a que a empresa po*sa calcular, ma*s *re*is**en*e o qu*nto *stá *nvesti*do em **io Ambien*e *ar*, consequentem*nt*, atr*buir esse cus*o ao preço do bem ou serviç* oferecido, p*ra obt*nção de resu*t*dos não *istorcidos. (BRAND*L* et al., 2015) Para Morae* (2*00, p. 10), o* gastos re*acionado* dire** ou i*di*eta*e**e à proteção ambie*tal são custos, e se*ão ativados e* função *e sua vida ú**l: Amortização, exaustão e d*prec*ação; *quisi*ão de *nsumos para contro*e, *edução ou eli**nação de po*ue*tes; Tratamen*o de *e*ídu** dos pr*dutos; Disposição dos resíduos p*luentes; Trat*mento* d* r*cuperação e res*aur**ão *e áreas contaminadas; Mão de obra *tilizada nas ati*idades de contr**e, pres*rvação e rec*pe*ação do meio am*ient*, etc. Cus*os ambientais co*pr*endem os gasto* refe**nte* ao geren*iamento d* mane**a re*ponsável dos im*actos no desen**lvimento d* atividade empresarial no mei* ambie*te. *u sej*, qualquer c*sto *ecorrente d* alguma ação *oluntária, ou inco*rido par* atend*r a** objetivo e exigê*ci** ambi*ntais dos órgã** reguladores, *econhecidas no momen*o da id*ntifica*ão (BERGAMIN*, 2000). Como *xemplos d* custos ambi*ntai* po*e-se c*tar: o tr*tam**to d* r*sí*uos que se*ão d*scartados na *atureza, a fim de diminuir a degradação am*ient*l, a reutilização de materiais *pli***os no process* produtivo aumentando, assim seu, ciclo de vida e a recuperaçã* ou manutenç*o do m*io am*i*nt* (MORAES, 2000). Em *ua maioria, *s cust** ambie*tais s*o int*ngíveis, ou seja, apesar de s*rem p*rceptív**s, são difíceis de quan*ific*r. Em geral, c*mo *á foi mencionado, são g*stos diretos *ue a *ntid*de tem com proteçã* d* meio ambiente. Porém, e*tão p*esentes nas *emonstraçõe* *ontábeis de várias empres**, com* é caso da In*tit*ição obj*to desse o e*tudo que, mesmo *ã* usando *ec*rsos naturais *omo *ec*s*id*de direta p*ra presta*ão *e se*s serv*ço*, s* dispôs de recursos financeiros para *ss* *ina*i*ade. Rev. FSA, Teres*na PI, v. 15, n. *, art. 5, p. 1*4-129, mai./jun. 2018 www4.fsanet.com.br/revista J. *. Macedo, M. A. F. S. Noguei*a, M. S. Garcia, M. Rode 1*2 2.3 Despes*s *mbi*n*ais As despesas **bie*ta*s sã* gastos relac*ona*os com a **eserva**o *a natureza mas, diferentemente dos custos ambientai*, *ão está rel*cion*do com o *rocesso produ*ivo da emp*es*. Fur**n (2012) re*salta a i**ortância de distinguirem-se *ustos de despesas, *ara se identificar "o *alo* d*stinado * preservação, redução ou elimi**ç*o dos i*pact** ambienta*s na p*odução e para sa*** o g*sto com * re*upera*ão e reparação *e dan** ambient*is ocorridos a*ter**rme*t*". Rib*iro (1998, p. 95) cita algumas áreas co*uns *s e*pr*sas, que **d** g*rar despesas amb*entais. [...] todos os g*s*** e*v*lvidos *om o ger*nciamento ambient*l, consumidos *o p*ríodo e incorridos na área admin*strativa. Qualquer e*presa necessit* d*s s*rviços de um d*partamento de rec*rsos humano*, ou do d* compras, f**anceiro, de rec*p*ão e a*mox*rifado, e es**s *reas desenv*lvem ativi*ade* i*er*ntes à pro**ção do m*io ambie*te. *ara melhor en*endimen*o, Ca*val*o (2008, p. 1*0) resume despesas ambien*ais em algu*s exemplos: To*os *s gasto* relacionados *om as p*lític*s i*te*nas de *reserva**o ambien*al, como fold*rs, cartazes, cartilhas e *ut*os; Salár*os e en*argos *o pe*soal empr*gad* na área de p*lít*cas i*t*rna* d* *re*erva*ã* *mbi*ntal; Todo* *s g*stos relacionados c*m *reiname**o na ár*a ambi**tal como: horas-aula d* instrutor * aquisição *e material de ex*edi**te; Aquisição de equipamentos de pro*eç** ambiental; Desp*sa com *eprecia*ão do materi*l permanente utilizado p**a *dministr*ção na área am*iental; Despes* com co*pensação ambiental; *espesa *o* rec*peração ambiental; Dano *mbi*ntal; *espesa c*m aud*tor*a amb*ental; Consultor*a para elabora*ão de *IA/RIMA; Despe*a *om l*cenças ambie*ta*s; Despesa com mu*tas e i**e**zações ambientais. *egundo Moraes (201*) as de*pesa* ambientais podem afet*r as d*monstrações contábei* em duas situaçõe*: c*mo despesa* do e*ercíc*o co*rente, qu*ndo há gas*o com preservação, *or exemplo, e como result*dos a*teriores, quando *o exercício atual se *ev. FSA, Teres*n*, v. 15, n. 3, a*t. 5, p. 1*4-129, mai./*un. 201* www4.fsanet.c*m.br/rev*sta Rela*ório Socioambien*al de *ma Ins*ituição, Compara*o às Prerrogat**as da Nbc T-15 113 de*cobre a existência de d*spes*s, cu*o fato gerador ocorreu em períodos anteriores. Neste caso, a obriga*ão é rec*nhecida, *e*istrando- a como evento d* ex*rcício* anteri*res. 2.4 *e*eitas A**ientais O pro*unciamen*o *PC (Comit* de Pronunciam*ntos Contábeis) nº 00 - Es**ut*ra *onceitual Bás**a para Elabora*ão e Apr*sen*ação da* Demonstrações Contábei* (CPC, *008, p. *4), *m seu *t*m 7*, define receita *omo "aumentos nos benefíc**s e*onômicos *urant* o pe*íodo contábil *ob a fo*ma de en*rad* de re*ursos ou aum*nt* de ativos *u d*minuiçã* de passi*os, que *esu*tam em aumen*os d* patr*m*nio líquido que não sejam e prov*nientes de aporte dos *rop*ietários da en*idade". O objetivo da implan*aç*o de uma gestão ambien*al nas entidades nã* é gerar lucro, e sim *e* um maior cont*ol* de produção, m*no* degradação d* n*tu*eza, *u**ri* as leis *once*nentes à proteção ao meio ambi*nt*, etc. No ent*nt*, algumas empresas t** *m **ovei*o *conômi*o c*m sua u*iliz*ção. Segundo T**oc* e K**em*r (2008, p. 187), as *ecei*as *mbien*ais decorrem de: Pres*ação de se*viços especia*izados em gestão a*biental; *end* de p*odutos elaborados com sobras de insum*s do processo produtivo; Venda de *rodu*o* reciclados (*s recic*ados p*dem s*r tanto ven**dos como matéria-prim* para outras em*resas, co*o reutilizados pel* entidade em seu processo pro*utivo); Re*e*t* de aprovei*ame*to de *ases e calor; *edução do *o*sumo de matérias-p*imas; Redução *o cons*mo de energia; Re*ução d* co*s*mo *e ág**; P**ticipação no fa*uramento total *a empre*a que se r*c**hece como sendo devida a s*a atuação responsável c*m o mei* am*iente. 2.5 Gestão Ambiental Com a conscientização da socie*a*e em relaç*o à p*ese*vação *o *ei* Ambien*e, as empresas tiveram qu* se a*apta* * um novo cen*rio, b*sca*do e*tar de acordo c*m a legislação e com *o*rança de atitudes por meio d* clientes e i*vestido*e*. * Gestã* Ambi*ntal é uma das princ*pais **mas para * **xílio às ent*dad*s, e os Relató*ios de Rev. FSA, Teres*na PI, v. 15, n. 3, art. 5, p. 104-129, m*i./jun. 2018 www4.fsan*t.*om.br/revista J. A. Macedo, M. A. *. S. Nogueira, M. S. Ga*cia, M. *ode *14 Sust*ntabilidade, o p*incipal instrumento da so**e*a*e *ara verific*r as a***udes *a mesma. N*ste sen*ido Ti*oco e *raem*r (*008, *. 114) *izem que a: Gestão Ambiental é o sist**a que inclui a estrutura o**anizacional, atividades de planejamento, responsabilida*e*, prá*icas, procedimentos, processo* e recursos p*ra de*envol*er, **plemen*ar, ating*r, an*lis*r criticam*nt* e manter a polí**ca ambiental. É o *ue a empresa faz para minimizar o* eliminar *s efeitos negativos pr*voca*o* ** meio ambiente por s*as ativi*ades. [...] ela *onsiste e* um *onjunto *e med*das que visam te* controle sobre o impact* ambie*tal de u*a a*iv*dade. N*rmal*ente, a* empresas estão i*plementan*o * Gestão Ambiental p**a desenvolver políticas acerca dos p**ble*as ambient*is, * *im de evitar c*stos ne**e ramo, como pagamentos de m*l**s e indeni*ações, pro*enientes d* d*gradação ambiental por exemplo. No ent*nto, mesmo não tendo como f*co pr*ncipal a ***ação *e receitas, nada impede que a e*presa *btenha vantagens econômicas deste *rocesso (BRUMATI, 2015). *.6 Relató**o Socioambiental Qu*ndo uma det*rm*nada empresa passa a adotar medidas de *r**eção amb*ental, n*t**alm*nte visand* a boa *magem perante a sociedade, a m*sma irá q*er** di*ulgar *s investimentos feitos dura*te o exercí**o s*cial. Uma *aneira adequa*a de de*on*trar este* i*vestimen*o* é *través dos *elatórios contábeis. O **esc*mento da consciência am*ie*tal tem se t**n*do u** a*ma fu*dam*ntal p*r* preservação da nature*a, e as empre*as p*e*isam aten*er a e*sa exigênci* do mercad* através de a*õe* legítimas e verdadeiras. Co*sequent**ente, divulgam *e*s atos benéficos crian*o, assim, u* *írculo virtuos*. Essa publicidade, toma-se um instru*ento de ed*cação **biental *ue por s*a vez, *o**ribui para aumen*ar o n*mer* de c*nsumidores *e*p*nsáveis (BARBIERI, 1*97). Na a**l*ação de Martin e De Luca (1994, p. 25). As informações a ser*m divulgad*s pe*a contabilidad* v*o de**e o* i*vesti*entos, seja com nível de aqu*sição de bens permanentes de pr*teção * danos eco*ó**c*s, d* d*s*esas de manutenção ou co**eçã* de efe*tos ambi*ntais do ex*rcício *m curs*, de obrigação c*ntraídas e prol do meio am*iente, e a*é de me*idas físicas, quan*itativas e qu*litat*v*s, empr*end***s para sua recu*eração e pre*ervação. É d* interesse da socied*de que as *mpresas *ivulguem além do d*sempenho econômico, tam*ém a* contribuiçõ*s soc*ais e ambi*nt*is. *ai* informações devem ser tran*parent*s, de fácil a*esso, sim*les, porém co*pletas, para *acilitar o entendimen*o dos Rev. FSA, Ter*sina, *. 15, n. 3, art. 5, p. *04-129, mai./jun. *018 ww*4.fsa*et.com.br/re**sta Re*atório Soc*oambien*al ** uma Ins*ituição, *omparado *s Prerrogativa* *a Nbc T-15 115 diverso* *úblicos. Várias empresas brasil*iras *á fazem, *á algum t*mpo, a di*ul**ção, de*sas informaç*e* at*av** da divulgação de Bala*ço *ocial e/o* Relatór*o Socioam*iental. Ap*sar de a contabilidade possuir o Balanço S*cial com* *erramenta para di*po*ibilizar i*formaçõ*s socia*s, ape*as esse relatór*o nã* *era a *oss*bi*idad* *e analisar, ou mesmo co**arar as ações realizad*s pelas em*resa* *om os *esulta**s di*ulgados nos demais relató**os, como por exemp*o, os *esu*tad*s contidos no relatório de sustenta*ilidade. (IG**ASHI et al., 20*4, p. 35). C**pl*me***ndo, de acor*o co* Tinoco e Kraemer (20*4, *. 32), Balanço social é u* *nst*umen** de ges*ão e de i*f*rmações que visa evidencia*, *e fo*ma mais transparente possível, inf**ma*õe* finan*eira*, e*on**icas, ambi*nt*is e *ociai*, do *esempenh* d*s enti*ades, *os mais difere**iados usu*rios, seus p*rceiros so*iais. O relató*io de su*tentabilidad* re*ela *s práticas adotadas pe*as entidade*; *or esse motivo * **is abrangente que o *alanço S*cial. Segundo p**licação d* G*I (*0*3, p.3) O re*a*o de sus*e*tabil*dade *uxilia as organiz*çõe* * estab*lecer metas, a*erir seu desempenho e gerir mu*anças com vistas a torna* su*s operações mais sus*entávei*. *elat**ios de susten*abilidad* div*lgam in*ormações sob*e os *mpac**s *e uma org*niz*ção - s*jam positivos *u negativos - sobre o meio ambi*nte, * soci*dade e a *conomia. Assim, e*es dão for*a tang*vel e concr*ta a questõ** ab*t*atas, *judando a* o*gan*zaçõ*s a compr*e*der e g*rir *elhor os efeitos do des*nvolvim*nto da sustentabil*dade sobr* s*as atividades e e**rat*gia*. 2.7 NBC T 15 D*vul*ada em *9 de agosto de 200* a NBC T 15 padroniza os procedim*ntos para evidenc*ação de informações de natureza social e ambient*l, que *evem se* adotados pel*s e*tidades desde 1º de *aneir* de 2006. Apesar de sua im**rtân*ia, as normas, dif*rente das leis, *ã* têm car*ter obrigatório. B*ure*, Nascimento e Roch* (2013) es*larecem que as informações ambien*ais são compl***ntares às *emo*strações co*tábeis e, apenas, abra*g** as comp*nhias **ertas qu*, de acordo *om a L** n° 6.4*4/76, são ob*ig**as a publicá-las. Furla* (2012) *omplementa que, por nã* existir *ma lei e*pec*fica, entendimento o **rí*ico é pela não obrigatoriedade da apresentação do Balanço Ambie*tal pelas empr*sas potencialmente po*uentes no B*asil, mesmo que e*te f*to *epresente u* retrocesso diante dos compromissos internac*onais assumidos pelo Brasil das ex**ências cada ve* *ais **te*sas e do *ercado global. Re*. FS*, Tere**na *I, v. 15, n. 3, art. *, p. 104-129, **i./jun. *018 *w*4.*san*t.c*m.br/re*is*a *. A. Mace*o, M. A. F. S. Nogueira, M. S. Garcia, M. Rode 11* Como já menc*onado, n*o há uma norm*lização q*e submeta as entidades a evid*nc*ar as informaç*es a*bie*t*is ** nosso pa*s; d*ante diss*, Sousa, B*eno e Alv*s (2013) observ*m que a di*ulgação *o*untária não c*nta com um padrã* a ser s**uido pelas *mpresa*, dificultando, por vezes, a c*m*a*ação en*re elas e a *onfiabilidade das **fo*maçõe* ap*e*entadas, além de i*ce*tivar * *pres*nt*ção de m*ior número d* que**ões positivas que *egativas. No i*em 15.* da N** T 15 - Informa*ões de Na*u*ez* Social e *mb*e*tal - são *specifi*adas as *nfo*mações * serem divulgadas pelas entidade*, con*orme estab*leci*o p*l* Consel*o *ed*ral d* Conta*ilidade (CFC): Distribuição de Riqueza; Recursos humanos; Inte*a*ão da E*tidade c*m o Ambiente *xterno; e *nteração com o Meio Ambiente. O **adro 1 a*resent* em breves d***l*es os co*ceitos e obj*tivos *e cada informa*ão que com*õe o conjunto de evide*ciação am*i*ntal exigida na NBC T 15: Qu*dro 1 - Conce*tos e *bjetivos das informaçõe* da NB* T.15 *ip* de informações Conceitos e objetivos (i) Ge*ação e Di**ri*uição de Riqueza * rique*a gerada e d*strib*í*a pela entidade dev* ser a*resenta*a con*orm* a demonstraçã* *o va*or *dic*onado. (*i) Rec*rs*s Hu*anos *ados referentes a fun**onários, informações *omo a r*mune*ação, benef**ios, comp*siç*o ** corp* funciona*, c*n**ngênc*as e p**siv*s tr*balhistas da emp*esa, como t*mbém aç*e* trabal*ist*s. (iii) Int*r*ção com o mei* *xterno Ne*t* ca*po c*bem as informações de relaci*n*me*to *a empr*sa com a c*mun*dade, com os clien*es e os fo*necedor*s incluindo t*mbém *nc*ntivos decorren*es dessa interaçã*. (*v) In*eração com o meio ambiente C*be* * esse *tem as informações da ent*dad* *om o meio ambiente, *elativas a seus i*vestimentos e *astos com a *ature*a, com e**cação amb*ental, com Proje*os a*bientais * tod** as o**ras ações que se en*aixem n* que*tão de pr*serva*ã* ambien*** *ue a empresa pr*tique. Fo*te: Kr*g*r et al. (2**4) Adap*ado da NB* T.15 (2004). O conjunto de informações requis*tadas p*la N*C T.** (2*04), contempla a gera*ã* e distribuição de riquezas. Este conjunto é evidenciado a partir da ela*oraç*o *a *emonst**ç*o do Valo* Ad*ci*n*d* (DVA), observ*-se que a DVA passou a ser obrigatória a partir da Le* 11.638/2*0* para as empresas de gran*e porte e de ca*ita* *b*rto (DOMENI*O et *l., s.d.). De acordo **m o Co*i*ê de Pronunciame**o* C*ntáb*is - Pronunciament* Técni*o CPC 09 (CPC, 20*8, p. 1*) - os princ*pais co*ponentes n* formaç*o da riqu*za das instituições financei*as sã*: a) Receitas de *n**rmedi*ção financeira - i*clui as recei*as com operações de crédi*o, ar*endamento merca*til, *es*ltados d* câmbio, títulos * valores m*bi*iár*os e outra*. b) R*ce*ta de prestação de serv*ços - *nclu* as rece*t*s relativas à cobrança de t*xas Rev. F*A, T*resi*a, *. 15, n. 3, art. 5, p. 104-1*9, mai./jun. 2*18 www4.fsanet.*om.br/*evista Relatório So*ioambiental d* uma Institu*ção, Com*arado às Prerrog*tivas d* Nbc T-*5 117 por *re*taçã* de serviços. P***isão para cr*ditos *e liqui*ação duvid*sa - Constituição/Rev*rsão - *nclu* *s valores *elat*vos à constituição e bai*a da *rovisão. c) *u*ras re*eit*s - *nc*ui par*e dos valores rea*i*ados de ajustes de *valia*ão patrimonial, valores *ela*ivos à con*truçã* de ativ*s na própri* entidade, *tc. Inclui *ambém valore* considerados fora das ativ*dades pr*nc*pais da entid*de, tais como: ga*hos e perdas na baixa de imobilizados, ganhos e pe*das na baixa de investimen*os, etc. Ainda de acordo com * CPC 09 para as empresas em *eral, utiliza-s* u* modelo de DV*, d**ominado como modelo I *elo próp*io pronunciamen*o; *oré*, *ara enti*ade* com ativ*dades específicas, *omo institui*õe* fin**cei*a* - r*m* ** atividade da **presa *m *studo - utiliza-*e um mod*lo di*erenciado, *e*om**a*o modelo I*, disponív*l *o *NEXO * dest* es*udo, pa*a melho* ente**ime*to. O segundo conju**o *e i**ormações co*té* dad** qu**titativos em re*ação ao quadr* d* fu*cion*ri*s da *mpresa, como gas*os co* salár*o*, b*ne*ícios, e tamb*m algumas informações quali*ati*as, como o total *e adm*ssões no exercício, faixa etária * grau d* escolar*da*e do quadro funcional e* ge*al, além de informaçõ*s concernent*s a ações trabalhistas *ovidas *o*tra a entidade. Em res*mo, o terceiro * q*arto *onjuntos de in*ormaçõ**, apes*r d* serem ite*s s*para*o* na N*C T *5, se correlacio*a*, po**, muitas a**es t**adas pelas ent*dades be*ef**iam tan*o públ*co ext*rno, como meio ambiente, e vice-versa. Podemos citar como exemp*o s*nea***to bás*co, projetos ambien*a** que f*v*r*cem fam*lia* carente*, a comunidade e o Meio Ambi*n*e. *es*es dois últ*mos itens, fica também **ter*i*ado q*e as e*tidade* divul*uem informações referent*s * reclam*ções, *enúncias e *ult*s mo*ida* e pagas contr* a e*pre*a, a favor d* usuári*s e*ternos e por de*radação ambien*al; no entanto, **r não haver ob*igatoriedade de cumprimento das normas, como já foi **ncionado, a instituição em e*tudo *ra*icamente *e absteve de men*ioná-las. Tod*s os itens abo*dados na NBC T 15 são de suma im*ortânci* para * sociedade; porém, para a *resente pesqu**a, serão ap*ofu**ados os con**rnentes à Interaçã* com o Meio Am*ient*, rela*iona*a no item 15.2.4.* d*s *orm*s, os *uais devem ser *viden*iados: a) inv*stimentos e g*stos co* manutenção nos *roces**s operacionais para a melh**ia *o meio a*bi*nte; b) i*vestimentos e gastos *om a preservação e/ou rec*per*ção d* ambien*es degradados; c) investim*nt*s * g*stos com a educação ambiental para e*preg*d*s, tercei*izad*s, autônomos e admini*trador*s da entidade; d) invest*m*nt** e gastos *om educação a*biental para a co**nidade; e) investim**t*s e gastos com outros projetos ambient*is; Rev. FSA, T*resina PI, v. 15, n. *, art. 5, p. 104-129, ma*./ju*. 2018 www4.f*anet.com.*r/revi*ta J. A. Mac*d*, *. A. F. S. *ogueira, M. S. Garcia, *. Rod* 118 f) g) h) i) quanti**de de processos ambientai*, adm***strat*v*s e judiciais movid*s cont*a a ent*dade; valor das multas e das indenizações relativas à matéria ambienta*, *eterminadas admi*i*trativa e/o* judicialmente; *as*ivo* e c*ntingência* ambienta*s.
3 METODO*OGIA A meto*olog*a usada na pesqu*sa foi a revisão bibliográfica. Segundo os a*to*es C*rvalho et al, (2004, p. *) a co**ult* das fontes con*iste *m " [...] identificaçã* das fo*tes documentais (docume**os au*iovis*ais, docum*ntos *artogr*ficos e documentos text**is), na a*álise das fontes e no *evanta*ento *e infor*ações. Os autores ainda defendem q*e a pesquisa bibliográ*ica * a bus*a de uma pro*lemat*zação de um projeto de *esquisa a partir ** ref***ncias publicadas, analisando e discu*indo as contri*uições cul*urai* e científicas. Ela c*nstitui *ma excelen*e *écn*ca pa*a fornecer ao pesq*is*dor a b*gagem teórica, de conh*ciment*, e o tre*na*ento c*entífico que ha*i*itam a *rodução *e trab*lhos originai* e pertin**tes. *o que se refere aos obj*tivos, foi utiliz*da a metod**ogia *xplora**ria * exp*icativa. Gi* (*007, p. 43) *nsina qu* * tipo d* pesqu**a explora*ória tem como *inalidad* dese**olver, escla*e*e* e mod*fic*r conceitos e ideia*, tendo em vista a fo*mulação de prob*emas mais precisos. Habitualmente, envolvem *e*antamento bibliográf*c* e documental. Beuren et al. (2010, p. 80), sal*enta* q** uma *a*a*te*ís*ic* interessante da pesq*i*a e*plor*tória consiste no aprofundamento de c*nc*itos preliminares sobre determin* temátic* *ão contempla** de modo sat*s*atório *nteriorme*te. A*sim, contrib*i para o e*clar**imento de q*estõe* superfi*ialm*nt* abor*adas *obre o assu*to. Já a pe**uisa e*plicativa, a*nda na *i*ão de Beuren et al. (201*, p. 8*) é relev*nte po*s o seu grau de *a*uridade está no d**al*a*ento co* qu* e*se tipo d* pesquisa procura res*onder à questão-**o*lem*, * q*e nã* ocorr* na pesq**sa exploratória e na des*ritiva. Os pro*ed*mentos utilizados para a r*alização *a p*squisa fora* o e*tud* de caso * docum*ntal. Vergara (2000, p. 49), *m su* def*nição d* estu*o de caso, re*ume q** o proc*diment* se lim*ta a u*a *u poucas u*id*des, ent*ndidas *ssa como uma pessoa, um a família, um pr*d*to, **a *mpres*, um órgã* público, u*a comunidade ou mesmo um país. Tem caráte* de profundi*a*e * det*lhamento. * pesquis* *ocumental foi realizada atrav*s dos dado* en*ontrados *os Relatórios de S*st*n*ab*lidade, divu*ga**s *ela instituiçã* financei*a em seu si*e oficial. Rev. FSA, Te*e*ina, v. 15, n. *, *rt. 5, *. 104-129, *ai./jun. *01* w**4.fsa*et.com.br/revista
Relatór** Soc*oambiental de uma In*t*tu*ção, Compa*ado às Prer*o*ativas da Nbc T-15 119 A aná*ise do p*oblema é quali-quantitativa. Richa*dson (1*99, p. 80) defende que os est*d*s qu* empregam uma me*odologia qualita*iva podem *escrev** a complexid*de de *et*rminado proble*a, analisar a intera*ã* de cer*as variáveis, compreend*r e classifi*ar processos din*m*c*s vivido* *or grupos so*iais. Na pesquisa qual*tativa conce*em-s* anális*s mais pr*fundas em *ela*ão a* f*nômeno *ue *stá sendo *studado. A abo*dag*m qualitati*a v*sa desta*a* ca*acterísti*as não obse*v*das por meio de um estudo q*antit*tiv*, haja *ista a superficialida** d*ste último (BEUREN, 20*0, *. 92). *ic*ardson (1999, p. 70) afir*a qu* a abordagem quantitativ* s* caracteriza pe*o *mpreg* de quantificação "tanto nas modalida*es de co*eta *e informações, quanto n* *r**am*nto delas por meio de té**icas e*tatí*ticas, d*sde a* mais *impl*s como per*entual, média, d*svio-padrão, às mais comple*a*, como coeficiente d* correlação, análise *e regre*são, et*". A amo*tr* da pesqu*sa *o*am os Relat*ri*s *ocioambi*n*a*s divulgados por uma Institui*ão Fin**ceira pú*lica brasileira, n** e*ercícios ** 2*14 * 2016, em consonância co* NB* T 15. *la determina *u**s *s procedime**os adot*d*s pelas entidades par* a correta evidenciaç*o d* in*ormaçõe* de *atu*eza so*i*l e ambie*tal. C*nforme divulgado *a NBC T 15, *nt*nde-se por inf*rm*ções de *atureza s*cial e a*bienta*: a) ge*ação e a distribuição de *iqueza; b) o* recursos hu*anos; c) a interaçã* da enti*a** com o am*iente extern*; *) * in*er*ção com o meio a*bie*te. *ais especificamente, *oi abordado o item d d*ssa resolução, *ev*do ao cenár*o de grande pr*ocupação com * ec*ssistema, busc*nd* instig** o* leitores a desenvolv*rem aind* mai* o **nso de averiguação do cumprim*nto *as *ormas ambi*ntais pelas entida*es, tendo em vista qu* cabe a todos a responsa*ilidade de cuidar do no*so *abi*at. Foram utilizados os Indi*adores constantes na NBC T-15, *nformações de na**reza social e am***ntal, alínea d, em relação à interação c*m o meio ambiente. Os dados foram extraí*os dos dois Relat*rios Socioa*bi*nta*s divulgados *ela instituição fin*nceira. Foram e**tuada* a**lises dos ite** v*sa**o identificar se h*uve alguma variaç*o *e um *xer*í*io pa*a outro, medindo por m*i* de an*li*e ho*izontal e *ertical. Par* tanto, foi e*aborado o Quadro 1, c*nte*do identif*cação d*s variáveis d*s a re*u*sitos de divulg*ção o* elemento de divulgação (ED), s*g*ndo a NBC T-15. Rev. FS*, Teresina PI, v. 15, n. 3, *rt. 5, p. 10*-129, mai./j**. **18 *ww4.fs**et.co*.br/revi*ta J. A. Macedo, *. A. F. S. Nogueira, M. S. *ar*i*, M. Rode *20 Qu*d*o 2 - Elem*nto de d*v*lgação (*D), segund* a N*C T-15 *od. *ar. Defin*ção Var*ável em anál*se: ED. 1 Inv. e g**t*s c/ ma*ut. nos process*s o*e*acio*ais, p/ a **lhoria do M*io Ambie*te *D. 2 Inv. e gasto* c/ * pr*s*rvação */ou re*up*ração de a*bientes degr**a*** ED. 3 In*. e gastos */ e***ação ambienta*, p/ empregados, te*ceirizados, au*ônom* e adm d* entida*e ED. 4 Inv. e *a*t*s c/ e*u*ação **biental *ara * comunidade ED. * *nv e gasto* c/ outros projetos sociais e ambien*ais ED. 6 Qtd de processos ambien*a*s, adm e judiciais movido* co**ra entidade E*. 7 *alor das multas e das indenizações relativas à matéria ambi*ntal ED. 8 Pas*i*os e conting**cias am*ient*i* *D. 9 Informações re*erente* aos gastos r*l*cio*ados ao c*rp* funcional da ent*dad* E*. *0 *nfo****ões relativas * c*mposição de recu*sos humanos ED. 11 *nf*rmaçõ*s *elativas a ações *rabalhistas *ov**as contra a entida*e ED.12 Inform*ções relativ*s a interação co* cliente Fonte: Ad*ptado da NBC T.*5 (200*). O* dados *as variáve*s foram realizado* por meio de cod**ic*ção d*s atributos exig*dos pela NBC T-15 nesta a**riguaçã*, sendo u*ilizad*s "0" e "1", de acordo com legenda *a Quadro 3. Q*ad*o 3 - Codificação d*s atr*butos Codificação dos atr*b*to* * *ignifi*ados *lementos não divul*ad*s 1 Elemento* p*rcialmente divulgados 2 E*ementos d*vu**ad*s *onte: Adaptado d* B*rb*s* et al (2010). 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES *a análise d*s dados d** informaçõe* dos *elató*ios da *nstituição pesquisada, on*e os ele*en*os encontrados for*m suficientes, ut*lizou-se a ferramenta Mic*osoft Excel para gerar os grá*i*os apresentados na *n*li*e dos r*sultados. Os dados estão a*resentados por exe*c*cio, n* s*quência. 4.1 Exe*cício De *014 Os d*dos co*e*ados no Relató*io *o *xerc*cio de 2014 apre*ent*ram os segui*tes ele*e*tos, con*or*e F*gura 1: Rev. F*A, *eresi*a, *. 1*, n. 3, ar*. 5, p. 10*-129, ma*./jun. 2*18 www4.fsanet.c*m.br/r*vis*a Relató*io S*cioam*ient*l de **a Institui*ã*, Comparado às Prerrogat*vas da Nbc T-15 **1 Figura 1 - *lemento de *iv*lgação (ED), segu*d* a NBC *-15- e*ercício de 201* Fonte: Elab*r*do pel* aut**a, co* dados da pesquisa. Pode-se v**ificar po* m*io *a Figura 1 qu*, em 2014, dos d*ze *l**entos *e div*lgação utiliz*dos na pesquisa, sete foram t*talment* apresentados pela empresa: os inv*sti*entos e gastos com *anute**ão n** processos operacionais para * melh*ria do Meio Ambiente, in*e*timentos e *asto* co* a preser*a*ão e/ou recu*er*ção d* ambi*n**s degr**ados, investimentos * gas*os com educação *mbiental para comuni*ade, investimentos * gastos com *utro* pro*etos *ociais e *mbien*ais, *uan*idade de proc*ssos **bien*ais, *dministr*tiv** e judiciais movidos co*tra a entid*de, v*lor da* mul*a* e i*denizações *elativas à *atéri* ambie*tal e passivos e conti*gên*ias ambientais. Foram div*lg*dos p*rc*alment* os inv*sti*en**s e gastos com educação amb*ental *a*a *mpregados, t*rceirizados, autôn*mo e admin*stração da *ntida**, infor*açõe* relativ*s à *omposiç*o de re*ur*** humano*, infor*ações relat*vas a ações trabalhis*as mov*das contra e*tidade e a in*ormações relativas a interaç*o co* cliente. O elemen*o não divul*ado é o que d*z respeito ao *orpo funciona* da en*idade; ne*se item, treze tópicos *eve* ser veri*icados como, por exemplo, gastos com al*mentação, gastos com t**ns*or*es, ga*tos com previdência privada, ent*e outro*. C*nforme ite* 15.2.2.3 da NBC T 15, estes dado* p*ecisam estar expressos monetar*ame*te, p*lo valo* total do ga*to com c*da it**, sendo ainda neces*ário es*ecificar * quantia d* e*pr**ados en**lv*dos b*neficia*os. A atividade exercid* p*la empr*sa pesquisada não é *otencialmente poluidora, mesm* as*im, em relação ao elemento de di*ulgação seis, n* que diz resp*it* à quan*idade de processos ambient*is mo*ido* con*ra a entidad*, ela se mostrou alinhada as exigên*ias da *ev. FSA, *eresin* P*, v. 15, n. *, art. 5, p. 104-129, mai./*un. 2**8 ww*4.fsa*et.com.br/rev*st* J. A. M*cedo, M. A. F. S. Nogueir*, M. S. Garcia, M. Ro*e 1*2 NBC T 15, inf*rma*do e* seu relatório que não ho*ve cas* de proc*s*os *u indenizações ambientai*. 4.2 Ex*r*íci* De *015 Em r*laçã* ao exercício d* 2015, os dados coletados es**o apre**nt*dos na *igura 2. Figura 2 - Elemento de divulgação (*D), segu*do * NBC T-15, ex*rcício de 201* Fonte: El*borado p*l* au*or*, com dados da pes*uisa. An**isando a Fi*ura 2, **de-se notar que me*o* da met**e dos elemento* de divulga*ão f*ram evid*nciados de forma completa: os in*estimentos e gast*s com *anut**çã* nos p**ce*sos operaciona*s para melhori*s do Me*o A*biente, in**st*mento* e *as*os c*m a preservação e/ou recuperação de ambien*es degrad*dos, in*est*mento* e g*stos com educ*ção ambi*ntal para comunidad* e invest*mentos e g*sto* com outro* pr*jetos sociais e ambien*ais. Em 2014, apenas uma *nf*rmação nã* havia sido divulgada; em *015, e*se núm*ro pa**ou para cin*o: quantidade de proc*ssos a*bientais, administr*ti**s e judicia*s movidos con*ra entidade; va**r das mul*as e das ind*nizações relativas à matéria ambien*al; pass*vos e contingência* amb*entais; i*formações refere*tes ao* gastos re*acionados *o *orpo fu*c*onal ** entidade e informaç*e* relativas a a*ões trabalhist*s mo*i*as co*tra entidade. *rês element*s for*m divulgados *e for*a parci*l: Investimentos e gastos com educa*ã* a*biental *ara e*p*e**dos, *erc**riza*os, autôno** e administraçã* da en*idade, inform*ções relativas à compo*ição de recursos hum*nos e as inf*rmaç*es relativas à interação *om *lien*e. **v. FSA, Te*es**a, v. *5, n. 3, art. 5, p. 104-129, mai./j*n. 2*18 www4.fsan*t.com.br/revista Relató*i* *ocioambien*al d* u*a Instituição, Co*para*o às Pre*rogativ*s da Nbc T-15 1*3 Outro fato que *e*p**ta a *n*lise *ão os meios *e co*unic*ção: nã* rarame*t* divul*a* ma*éria* relacionadas às ações *rabalhistas, e *s institu*ções f*nanc*iras quase *empre li*er** *sse rankin*. Em 20*3, fo* d*vulgada pe*a **vista Exame, um* mat*ria com o título "A* empresas que mais frequentam a Jus*iça do Tra***ho", *endo que, da* dez em*resas listadas ** matéria d*vulgada *el* Revista, *inco *ão *n*titui**es finan*eiras. * e*presa pe*qui*ada é uma dela*; po*ém, conforme d*v*l*ado no próprio Relatório de Sus*ent*bil*d*de de 2015, a entida*e considera *igilosa* as informaçõe* r*f*ren*es a *s*e *ssunto. 4.3 Exercício De *016 Em **l*ç*o ao ex***ício de *016, os dados col**ados estão **re**n*ados na Figura 3. F*gura 3 - El**ento de div**gação (ED), segu*do a NBC T-*5- exercício de 2016 Fonte: El*b*rado pela a*tora, com dad*s da pe*quisa. N* ú*timo e*ercíc*o anal*sado, não houve v*riação *m relaçã* a* a*terior, po** a *mpr*s* o**ou e* *anter o mesmo padr** de d*vulga*ão onde, noto*ia*ent*, se **ioriza a evidenci*ção de "boas a*ões". En*re estas estão os investimentos * gasto* *om man*ten*ão nos proce*so* operacionais para melhori* do meio ambiente, com a p*eser*açã* e/ou r*cup*ração de a*bientes de*radados, gasto* co* educação ambiental para emp*egado* e p*ra a comunidade, bem c*mo gastos com projetos so*iai* e ambien*ais. Da mesma f**ma do exercício anteri**, a instit*ição c*nsidero* si*ilosa a in**rmação a respeit* de aç**s trabalhistas movi*as contra ela. Logo, o* resultados ***lanados demonstra* a *ecessidad* de se realizar n*vos es*udos em relaç*o ao assunto, visan*o R*v. FS*, Teresina PI, v. *5, n. 3, art. *, *. 104-129, mai./jun. 2018 www4.fsanet.com.br/revi*ta J. A. Mace*o, M. *. *. S. Nogueira, M. S. Garcia, *. Rode 124 ve*ifica* se as *mpresas re*lment* estã* usando o Relatório de Sustent*bil*d*de para s*a finalidade, ou se estão som*nte buscando u*a autopromoç*o. 4.4 Re*umo Dos *ad** *ara melhor visualização dos dados coleta*os, seg*e a F*gura 4. *igura * - Resumo dos E*ementos de divulgação (ED), segundo a NBC T-*5- exercí*io d e *014 a 2016 *o**e: Elaborado pela aut*ra, com dados *a pesquisa. D*an** da *igur* *, ca*e ress*ltar que a ent*dade man*eve o mesm* padrão *e divulgação nos cin*o primei*o* itens de evi*enc*a*ão, todos eles referente* * alg*m investimen*o o* g*sto feito pela empresa par* benef*ciar o Meio Ambie**e. Os elemen*os de evid*ncia*ão 6, 7 e 8 *oram divulgados *e forma completa em 2014 (informando a n** incid*ncia), já em 2015 * 2016, a empresa o**o* pela não publicação dos itens; o motiv* não f*i explanado, mas *od*s s*o r*ferentes a p*ocessos * va**r de multas envolven** qu*s*ões a*bientais. Apesar de os serviç*s *rest*dos e p*odutos ofe*ecidos *el* institui*ão não oferecerem risco* à na*ureza, a não publicação dos Elem*n*os de Divulgação 6, 7 * 8 pod*m de*x*r ma*gem para o surgimento de *úv*das e* relaç*o à emp*esa * de*radaç** a*bie*tal, donde se justi*ica * importânc*a da di*ulgaç*o completa das informações. Rev. FSA, T*resi*a, v. 1*, *. 3, art. 5, p. *04-129, mai./jun. 2*18 www4.fs*net.c*m.br/revista Rela*óri* Socioambienta* *e uma Instit*ição, Com*arado às Prerrogativas da Nbc T-15 12* *essa forma, o conju*to de figu*as numerados de 1 a 4 co*te*plam a dem*nstraç*o da p**ticipação e *a resp*nsabilidade a*bi*n**l da es*ata*, em confor*i**de com as exi***cias da N*C T-15. 5 CON*IDERAÇÕES FINAIS A análise do conteúdo comprov*u que a instituição investigad* *eve * pr*ocupação de d*vulgar e evidenciar as diretrizes e polít*cas sustentáveis desenvol*idas. Os elemento* de evidenciação mais destacados pela i*stituiç*o banc*ria inves*i**d* nos perí*do* de 20*4 a 201* foram *s *nve*timent*s e gastos com manutenç*o nos proce*s*s operacionais par* mel*oria do Mei* Ambiente, *om a pre*ervação *u recupera*ão de amb*en*es *e*ra*ados, com e*ucação am*ient*l *ara a co*uni*ade e *utros pro**tos soci*is e ambie*tais. A contabilidade é uma aliad* para eviden*iaçã* das prát*cas ambientais e socia*s, a**avés da* suas *emonst*ações Contábe*s, mais esp*cificame*te Relatóri* de Sustentabi*id*de e/ou Balan*o Socia*. Assim, o o**eti*o geral d* pes*uisa foi analis*r e *omp*rar ** *n**rmações *iv*lgadas nos Relatórios S*ci*ambientai* publicados por uma Inst*tuição Fi*anceira, nos *xercícios de 2014 a 2016. De acor*o *o* o* *arâmetros estabelecido* na NBC * 15, chegou-s* ao resultado q*e elas *ão evi*enc*adas *arcialmente, ana*isando os três exercícios; pode-se, ainda, concluir que há uma tendên*i*, a *ada exerc*cio que se passa, d* menor e*i*enc*ação das inf*rmações estabel*cidas pela norma. Po*e-s* *o*sid*rar *ue o Re*atório referente a 20*4 est* satisfatório pois, do* doze *lem*ntos de divulga*ão, a*en*s um deixou de ser explanado, sendo se*e *eles apresentado* de *orm* com*leta, e quatr* de form* incomp*eta, ou sej*, mes** as *nformaç*es que *ã* fa*oreciam à **sti**ição foram evidenc**das, demonstrand* t*ansparência e cordiali*ade com a *B* T 15. Já as info**ações d*v*lgad*s r*f*rente* a*s exercícios de 201* e 2016 *ofrera* *m declínio, uma vez *ue, mu*tas ações so*ioambientais *or*m d*vulgadas pela *mpresa, de*onstrando comp*omi*so co* * po***açã* e o M*io *mbien*e, como p*o*ra*a* de saneament* básico, projetos de capacitaç*o, recup*raçã* de ambientes *egra*ad*s, m*smo nã* s*ndo * *nstit*ição *esp*nsá*el pel* degradação. *orém, informações co*o *ções trabalhis**s movidas co*tra entidade, f*r*m consideradas sigil*sas pela inst*tuição. *ev. FSA, Teresina PI, v. 15, n. 3, art. 5, p. 1*4-129, m*i./ju*. 2018 *ww4.fsanet.com.br/re*ista J. A. Macedo, M. A. F. S. No*ueira, M. S. Garcia, M. *ode 126 Dian*e *o ex*osto, e co*sid*rando as fa*has encontra*as *ela falta de padronização e obrig*to*iedad*, *esquisas futura* relacionada* ao m*smo assunto *odem co**ribuir para a regu*amentação da evid*nci*çã* ne***sária das informações, a fim de que a* empr*sas n*o utiliz*m * Relatório Soc*oam*ien*al ap*n*s pa*a ***ulgar o que * mais con*en*ente. REFERÊNCIA* A**RADE, M. M. Com* prepara* tr*balhos para cursos de pós-*raduação: noções prá*icas. *. Ed. Sã* *aulo: Atl*s. 20*2. BARBOSA, E. S. *t a*. Evidenciação d*s Informaç*** Ambientais seg*ndo a NBC T-1*: Um Estud* *as E*presas do Setor d* *apel * Cel*l*se de 2*** * 2010. REUNIR, v. 4, n. 1, p. 19-41, 2014. BARBIER*, J. C. Comp*titi*i*ade Inter*acional e Normal*zação A*biental. In: Encontro Nacional sobre Gestã* E**r*sarial e Meio *mbiente, *, 1997. **ais... São *aulo, n*v. 1997. BERGAMINI **NIOR, S. C*s*o* emergente* na contabilida*e ambien*al. Pensa* Contábil, Rio *e Jan*ir*, n.9, p.3-11, ago-out. 200*. *EURE*, I. M. 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