www4.fsane*.com.br/revista Rev. FSA, Teresin*, v. 15, n. 2, art. 9, *. 156-175, mar./abr. 2018 IS*N *m**esso: 1806-6356 ISS* E*et*ônico: 2317-2983 *ttp://dx.doi.*rg/10.1*819/2018.15.2.9 Inserção Escolar, Construçã* do Diag*óstico e Direitos de Crianças e A*o*escentes *m S*frime**o Psíquico sob * *tica de Seus *amiliares S*hool *n*ert, Const*uction of the **agno*is and Rig*ts o* Child*e* and Ado*escents in Psychic S*ff*ring Under the V*** of Their F*milies Georgia *arah Seme*hini Gradua*ão em Terapia Ocu*ac*onal pela Unive*sidade Fe*er*l de São C**los E-ma*l: g*orgia.f.s@hot*a**.com Brun* Lidia Tanõ Douto*a *m Educaçã* Especial pe*a Universidade Fe*era* de São Carlos *oce*te *o Dep*rtamento *e T*r*pia Ocupa*ion*l da Universid*de Federal do Espírito Santo E-m*il: BrunaTano@gm*i*.c*m *he*ma Si*ões **tsukura Doutora *m *aúde *ental pela *niversi**d* de São Paulo Professora *a Univ*r*idade Fed**a* de S*o Carlos *-mail: Thelm**atsukur*@gmail.c*m Endereç*: Geor*ia Farah S*meghini *ditor-*hefe: Dr. To**y Kerley d* Alencar Rod. Wa*hin*t*n Luis Km 235 São Carl*s, *ep: 1356*- Rodrig**s 905. B*asil. Endereço: Bruna L*dia Ta** Artigo recebido em 08/12/2*17. Últim* versão Av. Marechal Campo* 1468, M*r*ípe Vitór*a - ES, CEP: re*ebi*a *m 24/*1/2018. Aprova*o em 25/01/2018. 29043-90*. Brasil. En*ere*o: *helma *imões Matsukura Ava*iado pelo s*st**a Tripl* Revie*: Desk R*v*ew a) R*d. Washington Luis *m 23* São Carlos, Cep: 1*565- pelo Editor-C*e**; e b) *ouble Bli*d Review 905. *ras*l. (avaliação *ega por doi* avaliadores da área). Revisão: *ra*at*cal, Normativa e de Formataçã* Inser*ão E*colar, Construção do Diagn*stico e Dir*ito* de Crianç*s e Adolescentes 157 RESUMO Es*e estudo f**aliza famílias de crianças e a*o**sc*ntes em i**ens* so*r**ento psíq*ico qu* estão vi*culadas aos *e*tros de *tenção Psicossocial Inf*n*o-*uvenil (CAPS*j). Tem como objet*v* *d*n**ficar como es*es percebem/ident*fi*am as *nformaç*es relaci*nadas a* acompanhamento de seus entes, no que ta**e, especialment*, à comunicação sobre o dia*n*stico, e s*bre como p*r*e*em/conhecem os seus direitos c*ntrados *o *cesso à educação e a o*tros pr*g*amas e políticas sociais. *art*ciparam do *st*do 16 famil*ares/respo*sáveis *e*as **ian*a* e **olesce*tes *m **ten*o so*r*ment* psíq*ico, usuári*s ** CAPSij. * colet* de dado* *u*to aos fami*iares foi realizada por m*io de entrevistas semiestruturad*s, e a análise dos dados foi fe*ta por meio da técnica do Discurso *o Suje*to Coletivo. Como resu*tado, iden*ifi*ou-se q*e *s fam*liares têm dificuldad* *a co*preensão a*erca do diagn*stico de seus filhos, e discute-se sobre **mo esta realidade *mpacta na construçã* compa*tilhada dos proje*os de cuidado. Observou-se, aind*, a prese*ça d* defasagem de informaç*es em re*ação aos di*eitos dos u*uári*s sob*e a ins*rção escolar, o estudo e*idenciou que as cri*nç*s e adolescen*es com intenso sofri*ento psíqui*o enfrentam di*iculdades de p*rmanecer estudand*. *alavras-chav*: Saúde Mental. *riança. Adolescente. F*m*lias. S*r*iços de Saúde Mental. E*cola ABST*ACT This review fo*us o* f**ilies of childr*n and t*enagers i* intens* psychological distre*s w*o *rev*nculated *o the Psychosoci*l C*ild C*re Centers (C*PS*j). The *im is to i*en*ify how they per**ive/iden**fy thein forma*i*ns related *o th* at**ndance of the rel*t*ves specially in referen*e of diagnos*ics communic*tion as w*ll as how th*y p*rce*ve/kno* their rights *enter*d in the education a*cess *nd *the* programs an* social *olic*e*. Sixteen (16) r*l*ti*e*/resp*nsible ha*e partici*ated fo* the child*en and teenagers in int*nse psycho*ogical d*stress CAPSij users. Th* *ata collect*on toget*er with the relatives was performed *y means of s*mi str**tu*ed interviews *nd the d*** analy*is was pe*formed by Collect*ve Su*j*ct Disc*u*se *eth*d. As a *e*ult, was identified that the rela*ives have it di**iculties in the c*mprehensio* of t*eir ch**d *iagnosis d*scussing *bout this reali*y i*pact on shared constructi*n of *are pro*ects. Also it *as observe* * gap of i*formati*n in re*ation of us e r rights. About scho*ar ins**tion, the stu*y has e*i***c*d *hat t*e *hildr*n and teenag*rs w*th **tense psyc*ological distress have faced d*ff*cu*ties in keep studying. Key wor*s: Mental Hea*th. Children. Teenager*. F*mi*ies. *ental Heal*h S*rvi*e*. *chool. Rev. FSA, T*r*sina PI, v. 15, n. 2, art. 9, p. 1*6-175, mar./abr. 2018 www*.fs*n*t.com.br/*evi*ta G. F. Seme**in*, B. *. Tanõ, T. S. Mat*u*ura 158 1 INTRODUÇ*O As *****s polít*cas e programas de saúd* mental para crianças e adolescentes, i**eridas no S**t*ma Únic* de Saúde (*US) *o Br*s**, encon*r*m-se dir**ionadas pa*a as situações de tran*tornos men**is * o*tra* formas de sofrime*to psíqui*o por *eio da defes* *e um cuidado *ntegral e co*plexo que c*nsi*er* a* mú*tiplas singula**d*des dessas exp*r**ncias. N*sse c*min*o, obser*a-se u* *i*ecionamen**, por pa**e das normativas min*steria*s, p*ra que se p*oduzam variada* intervenç*es voltadas * e*ta *opu*ação nos *ifer*ntes níveis d* *t**ção em s*úde estabelecido* nos te*rit*rios entre *stes, a *t*nç** Bási*a representada, princ*pal*ente, pelas equ*p*s de *stra**gia de Saúd* da Fam**ia (ES*) * pelos Nú*l*os *e *poio à Saúde da Famíl*a (NASF), bem como pe**s *ervi*os *e at*nç*o psicossoc*al *st*atégi*os, n***es casos, *s Centros d* Ate*ção Psicossocial Infanto-juvenis (CAPSij) (BRAS*L, 201*a; 2013). Com relação à expressi*idade da importância *o delineamento de pol*ticas es*ecíficas para cri*nç** e adole*c*ntes c*m probl*mas deco*re*t*s *e sof*imento p*íqu*c*, estu*os formulados po* órgãos intern*cion**s na d**a*a pa**ada (OMS, *0*1; 2005) i*dicam a grande in*id*nci* de *come*im*ntos desta ordem e pontuam as imp*ica**e* em longo prazo q*e * falta de p**gramas de cuidad* em saúde e em *mbito interset**ial pod*m o*a*iona*, relaci*na*d*-se, incl*sive, ônus para a sa*de dura**e a vida **ulta * dificulda*e* de inser*ão no merca*o de traba*ho. *egundo in*ormaçõe* da OM* (2*0*), entre 10 * 20% de todas *s cri*nças e adolescentes do mundo n*cessitam de *co*pan*ame*to pontua* em saú*e men*al, e de 3 a 4% da mesma população neces*i*ará de apoio i*tensivo em saúde *ental ** deco*rer de seu desen*olv*mento. **bre as proposiçõe* de a*enção o**rtadas pelo* CAPSij, ain*a que cada serv*ç* conte com a p*ssi*i**dade de t*açar suas própria* estratégi*s de i*te*ven*ão, estão plan*fic**os n* campo da assist*ncia a n*cess*dade d* o**recer suporte para crianças e adolescente* em condiç*es agrav*das d* sofrimen*o *síq*ico e ou tr*nstorn*s m*ntai*, *omo * autismo, qua*ros d* de**essão *r*ve e síndr*me* ansiosas, surtos psicóticos, esquizofrenia e **t*os transt*r*os qu* comprometem a circ*lação e parti*ipaç*o *oci**, i*cluindo os dano* *au*ados por u** a*us*v* de subst*nci*s *omo *rack, *lcool e o*tras d*ogas. Entre as estraté*ias de cuidado *reconiz*das, ressalta-*e a import*ncia da a*ticula**o em rede, na pers*ect*va da inter*etorialidade, in*luindo, além *e dife**ntes setores pontos de atenção, a participação ativa da **muni*ade * da f*mília no planejamento, condu*ão e av*liação das dinâmicas de atenção est*bel*ci*as (B*ASI*, 2005, 201*a). Rev. FSA, Teresin*, *. 15, n. 2, ***. 9, p. 156-1*5, mar./abr. 2018 **w4.*sanet.com.br/*evista Inse*ção Escolar, Con*trução do Diagn*stico e Dir*itos *e Crianças e Ad*lescente* 159 * partir das m*danças par*digmáticas exp*rimenta*as p*r meio do movimento d* Reform* Ps**ui*trica e *a R*abilitação P*ico*social, a família as**me papel central tan*o n* cuidado do sujeito adoe*ido, co*o deve ai*da *er protagonis*a n*s ações de cuidado a serem constr*ídas c*let*v*ment* *or tod*s *s e*volvidos (BR**IL, 2004a; MELMAN, 2001; V*SC*NCELOS, 1999). A família * a *omunidade assumem, na* *e*s*ectivas a**inala*as como territ*ri*s fundam*ntais para *s tro*as sociais e de produção de valores (KINOSHITA, 2001). Espe*if*came*te no c*s* de crian*as * adolescentes em s*frimen** psíquico, a garan*i* de mec*nismos de apo*o e de cuida*o com a* família* assegura um cuida*o ma*s *ma*cipatório e *u*ônomo pa*a todo o núcleo famili*r. Assume-se, assim, a impor*ân*ia d* qu* os serviço* de saúde m*ntal *ara este grupo possam *omp*r com familiares e c*mu*idade no s*nt*do da oferta de espaços que *stimu*em à participação cidadã e a garant*a do acesso aos *i*ei*os fundamentais, *al *omo propo*to *m atuais polít*cas d* *a**e na esfera pública (BRASIL, 2*13). Todavia, estu*os sobre esta temática vêm apon*an*o que os s*rviços de pontos de atenção da re*e de ate*ção *sicoss**ial *inda enc*n*ram dif*cu*dad*s para a ela*oração * s*st*nta*ão de práticas qu* tenham como foc* a participação, cuidado e e*g*jam*nto das *amí*ias (D*MENSTEI* et al., 201*; R*IS et al., 2016). Tais diretrizes se c*lo*a*, por*anto, no sentido *e possibilit*r a *o*st*uçã* e/ou **co*strução d* laç*s sociais, direitos * cidadania para aqueles **e estiver*m historicame*te a***dos de ta*s p*ocessos, entre outr*s na sup*ração da ló*ica *e as*is*encial*smo t*adicionalmente o*ertada para as crian*as e ado*escen*es em situação de vuln*rabilidade no contexto naci*nal. Nesse *entido, ações que g*rantam, probl*mat*zem * ace*so ao pleno **idado à escola*ização e a outros direit*s sociais s** que*tões rel*vantes par* o c*idado n* perspe*tiva da atenção psic*ssocial (BRASIL, *005; 20*1*; *01*). Em s*nton** com estas prerro*ati**s, na perspectiva de uma atenção efici*nte qu e oportunize *idadania e o *cesso a dir*itos fundame*t*is a para c*ianç** e adol*s*entes *specificamente os rela*i*n**** à edu*ação e escolarizaç*o, difer*nt*s estudos e comunic*ções *a*ionais e internacionais *po*tam sobr* as **fic*ldades específicas qu e *rian*a* e adolescentes em sof*iment* psíq*ico e/ou com t*a*st**nos m*nta*s têm enfrentado para a inserção escol*r. Des*acam-se, subst*ncial*ente, as dificu**ad*s e desafios qu * professores e c*munidade escolar têm encon*rado **ra a garantia do direito ao ac*s*o à e*cola p*ra estes sujeitos (BELTR*ME; BOARIN* et al., 2013). Com relaç** aos proces*os educativos de crianças e adolesce*tes que se encontram em sof*imento psíquico intens*, a partir de 2003, o Minis*ério d* Educação (MEC), *o* m*** da R*v. FS*, Teresin* PI, v. 15, n. 2, art. 9, p. 156-175, mar./abr. 2018 www4.fsanet.com.*r/r*vista G. F. Semeghini, B. L. T*nõ, *. S. Matsukura 160 Secretaria d* *ducaçã* ***e*ial (SE*S*), ass*miu o comprom**so de fome*tar e di*semina* a p*lítica de cons*rução de sistemas educa*ionai* in*lusivos, garanti*do acess* e *erman*ncia de todas as *essoas com necessidades educaciona*s esp*ciai* no sis*ema *egular de en*ino (BRAS*L, 2*04a). A educação inclu*iva é uma ação política, cu*tur** social que v*sa o * dire*to *e *o*os o* a*unos de estar*m juntos. Ela s**ge das *ece**idades evid*nciadas n* sistema de ensi*o, a fim d* supri-*as e dar suporte a todos os al*n** (BRASIL, 20*8). Segu*do a Cons*itui*ã* de 1988, a educação é um direit* de ***os, e a Política Nacio*al de Educação Espec*a* (2008), tam*ém prez* pela g*r**ti* de acess*bilida*e e aprendiza*em do ***no com d*ficiência. Essas po*íticas a*seguram que as c*iança* e**ejam nas escolas, *ois a e*t*s não são apenas *m espaç* para apre*dizado, ela também *orma cidadãos, faz parte do d*senvolvimento psicossoci*l, e é um dos mais i*portan*es espa*os d* socialização. "*endo *s *ráticas *ducativas um espaço d* c*nvivên*ia de *od*s, acabam por cont*ibuírem de maneira *ignif*cante na *on*iguração das identida*es dos su*eito*" (M*RTINS; CU*HA; SOS*, 200*, p.8). Neste caminho, a educ*ç*o n* perspect*va da *ducaç*o inclusiva, tornando nec*ss*ria a supera*ã* dos p*radigm*s d* "nor*al" e "anormal", com a in*enção de estabele*er um novo luga* escolar que se af*rmar na defesa *a *iversidade, dim*nuindo a seg*ega*ão de aluno* e o di**anciamento entre famíli* escola. Ent*etant*, *inda *á uma escassez * de políticas p*blicas e de ações intersetoriais *ue sustentem es*as prerrogativas (SANCHES; OLIVEIRA, 2011). Veri**ca-s*, *ortanto, que as ações re*ac**nada* à atenção psicossocial para crianças e adolescentes, especialment* as *e*liz*das pelos Cent*o* de Atençã* Psi*ossocial Infanto- juvenis acumul*m certa responsabilidade pel* criaç*o *e *ispositiv*s d* cuidado, bem como de *rticulaçõe* *ociais q*e *ossam perm*tir, d* *erto modo, a garantia *e *ireitos de crianças e ado*esc*ntes. Assim como apontam Co*to e D*lgado (2*15), cabe * estas redes produzirem a abertura para enunciados, campos discursiv*s e ações que, de fato *roblem*ti*em os a*u**s m*dos *e vida e projetem coletivamente p*rspe*tivas de fu*uro *ai* a*tônomas para crianças e adol*sce*t*s e* sofr**en*o psíquico. De*taca-**, ainda, n*ma persp*ct*va mai* ampliada em relação ao *a**o dos direitos da* pes*oas com sof*imento psíquico, sejam cr*an*as * adolescentes ou não, qu* este deba*e, tem sido s*lenciado durante anos (EMERICH; *AMPO*; PASSO*, 201*), tornando-se d**initiva*ent*,e necessário e*idenciar tal co*juntura de mo*o que se*a possív** pautar no*as ações e articular *utro* at*r*s soc*ai*. Em composição a es*es apon**ment*s sobre **esso aos direit*s f*nda*en*ais, a *rga*iza*ão Mundia* da S*úde (2014), apont* em s*u relatório qu* fa*ta a de recursos *ev. FSA, Ter*sina, v. 15, n. 2, ar*. 9, *. 156-175, mar./abr. *018 www4.fsanet.com.*r/revi*ta Inserção Esc*lar, Construção do Di**nóstic* e Dir**tos de Cria*ças e *dol*scent*s 161 human*s, o e*tig*a que persegue as cri*n*as n*s es**las, a *al*a de *ransporte, * esc*ssez d* *nform*ção pública *obre s*úde m*n**l infanto-juveni*, * *obre *ireitos s** barreiras *mportantes para o t*atame*to *a* incapa*i**des na inf*ncia e ado*escência. A*sim, este estudo objetivou id*ntifi*ar como os **milia*es *e crianças e adoles*ente* acom*anhados dos C*nt*os de Atenção Psic*ssocial percebem/**entificam as infor*ações re*acion*das ao aco*panhamento de s*us entes, no que t**ge especialme*te a c*m**ica*ã* s**re o *iag***tico, e sobre como *ercebem/conhecem os seu* *ireitos centra*os no acesso à *ducação e * outros *rogramas e p*líticas sociais. 2 MÉTODO *ste estudo in**gra pesquisa mais ampl* acerca das práticas de cu*dad* *ealiza*as pelos CAPSij, real*zado junto ao Programa d* Pós-Graduação e* 201*, com apr*vação para exec*ç** pelo Comitê *e Ética em Pesquisa em *eres Humanos da Universidade vinculada, sob pare*e* 192 282 de fever*iro de 2013, be* *o*o p*las S**retarias Municipais *e S*úde relacionadas aos serv*ços c*ntatados pa*a o enco*t*o com as famílias e, ainda, de aco*do *om a Resoluçã* 46*/2*12 do Cons*lho Nacional ** Saúde. **é* destes proce*imentos, todos os familia*e* ent*evist**os foram previamente informad*s so*re as c*ndut*s rela**o*adas ao estudo e, na oportunidade, manif*s*aram conc*rdânc*a *om a part*c*pação, ass*nando també* o Termo de *onsentim*nto Livre e Esclareci*o. Pa****iparam d*sta etapa do e*tud*, 16 *amiliares e/ou respon*áveis* *e crianças e adolescentes em *ntenso sofrimento psíqu**o acomp*nhadas ** C*P*ij. O critério *ara part*cipaç*o *o e*t*do decor**u da indicação p*la *quipe do *APSij, a partir da premissa de *ue o* parti*i*an*es fossem respon*á*eis por cri*nças e/ou adol**centes *m intens* **frimento psí*u**o em **omp*nhamento pelo se*vi*o. Pontua-se q*e este critéri* para a inclusão das famíli**, por alg*m*s ve*es, *ão foi de consenso entre a equ*pe; a pesquisadora procedeu, entã*, p*la sugest*o do maior n*mero de profis*ionais. Uma v** que a participa*ão também se deu d* fo*ma es*ontânea em relação aos famili*r*s, os convites feitos pela pesquisador* foram *m número super*o* *os aceites. No g*ra*, as fam**i*s que se re*usaram p*rticipar d* estudo, * *ize*a* por motivo de *alt* de *empo. 1 Em virtude da **cilitação da leit*ra, todos os parti*ipantes serã* nomead*s p*r "familiare*" das c*ianças e adolesc*nt*s acompanhados, ainda que, em u*a das si*uações, a responsável pelo acompanhamento da *ri*nç* era uma educadora social do Serviço de Acol*imento Ins*itucio**l para Crianças e Adolesce*te*, ao qual a crian*a *stav* vi*culada. Re*. FSA, Ter*sina PI, v. 15, n. 2, *r*. 9, p. 156-175, **r./abr. *018 www4.fs*net.com.br/r*v*sta G. F. *eme*hini, B. L. Tanõ, T. S. Ma*sukura 162 *entre os dez*sse*s participantes tem-se 12 mães, 1 avó, 1 cuid*dor* de serviço de acolhimento institucional (an*igos abri*o*) e 2 pais. E* r*lação à i*ade, a faixa et*ria variou ** vinte e s*t* a ses*enta e três an*s. Sobre a form*ção/esco*aridade, 9 dos participante* possuíam o Ensino *édi* Co*pleto, 2 o Ensino Fund*mental *om*le*o, 3 * ensino Fundamental Incompl*t*, 1 n*o inform*u e outra possuía Super*or C*mpl*t*. Quanto aos se*vi*os, estes *stão di**ribuído* e* quatro muni*ípios do Estado de São **ulo; três, loc*lizados na reg*ão da G*and* São Paulo e um no interior d* E*tado. À *xce*ão deste últim* mun*cípio, os serv*ços em **la e*a* ** únic*s CA*S*j de c*da localidade. Imp*rta ai*da destacar que, embora em sua maioria únicos *esta *od*lidade, todas as *itadas *lencad*s no *st*do possuíam a época d* colet* de dados, mais de 500mil habitantes. Esta *scolha buscou abarcar as difer*nças * *imilaridades presentes nos se*viços que compõem a atual rede de saúde mental do Est*do de São Paulo *ituad*s em *rand** ce*tro* *rbanos. A*otou-se co*o base para a seleção dos serviços a listagem de CAPS, forne*ida no sítio d* *ecre*aria Estadual *e Saúde em acesso, no mês de abril de *012. Co** instrumen*o par* colet* *e dad*s foi utilizado rot*iro de entrev*sta semiestruturado para os f***liares, que a**rdava sobre o conheciment* d*s fami*iares ac*rc* das práticas de cuidado *esenvolvidas nos CAPSij, sobre a t*ajetória *o fam**iar de chegada a*s serviços bem como sobre o percu*so escolar *e cada criança/adol*scente e o refer*do **nhecimento ac*rca de acesso aos dire*tos. Es*e rot*iro, an*erior à sua aplicação na *e*quisa, foi submetido à *valiação por juízes especial*st*s na área con*emplad* a fim de que estivess* de **ordo com a* at*ais demand*s e apo*tamentos do campo. As entre*i*ta* foram *ea*izadas no es*aço dos CAPSij e no **mic*l*o dos famil*are* quando soli*itado, tiveram duraçã* méd*a de 30 minuto*, seu co*t*údo foi gravado e post*rio*mente transcrito. Os serviços *elac*on*dos no es*udo também f*ram caracteri*ad*s co* o objetivo *e f*s*em ca*acterizadas as informações *er*is d*stes, *a*a tanto *oram elabor*das ficha* de ident*f*cação dos C**Sij. As fichas t*veram a finalidade *e identifi*ar o**etivamente as principai* informa**es acerca *o* se*viços e* e*tud*, como também de c*racterizá-los quanto a determinados a*pec*os como população adsc***a, co*posi*ão técnica, núme*o *e u*idades de Atenção Básica de Saúde de referênc*a * quantidade de prontuários *tivos e moda*idad*s de *tenção disponibilizada (*rupos, *onsu*tas, ofic*nas, es*aços de amb*ênc**, hosp*talida*e *iu*n*, entre *utro*). A aná*ise dos dados das entre**stas f*i *ealizada, uti*izando a *écnica do Di*curso do Su*eito Coletivo (DSC). O DSC con*titui-s* por *er um mét*do de r*pr*sentação *ocial que tem po* objetivo identifica* reve*ar o pen*amento da colet*vidade, permitindo e obse*var o Re*. *SA, Te*esi*a, v. 15, n. 2, art. 9, p. 156-**5, mar./abr. 2018 www4.fsanet.com.br/*evist* I*serção Escolar, Constru**o do Diagnóst*co e Direitos de Crianças e Adolescentes 16* campo soci** pesquisado. Ne*sa **dalidade de anál*se, importam ta*t* os *ep**me*tos n*mer*cam*nte exp*essi**s, como aqu*l*s q*e ainda aparec*m n*rra*os por poucos *articipantes, mas que pod*m indicar pe*samen*os, sugestõe* e *ercepç*es relevantes par* o *ampo estudado, para c*m*osição *e discurs*s coletiv*s, nar**dos *m p*ime*r* *essoa a (LEFÈVRE; LE*ÈVRE; MARQUES, 2009; *EFÈVRE; LEFÈV*E, 2010). O* DSC´s têm co** objetivo a publicização d* toda* as pe*cepçõ*s, opi*iões e entendiment*s *resentes em d**erminada c*le*ividade a res*eit* d* um d**ermin*do assunto, incluindo tanto aque*as mais pronu*ciada*, c*m* as ainda incipi*nte*. *ar* tanto, efetiva-se na construção d* blocos de discur*os que trazem em **a comp*sição, excer*os *e narrativas d*s dif*rentes *ujeitos que se id*nt*ficam com seme*hant** opi*ões/refl*xões alme*ando, **m i s * o um a "escala col*tiva" de enunci**ão, em que ca*a DSC composto gerará uma opin*ão sob*e o *ema e* tela. O obje*ivo, *este modo de *rodução de e*tudos, se direcion* para o ap*ofund*me**o no pensamento d*s c**etiv*dades, a partir ** resgate das d*ferenças e semelhanç*s de op*niões en*re os sujeit*s que comp*em os grup*s (LEFÈVRE; LE*ÈVRE, *01*). A con*trução *os b**cos *e *is*ursos col*tiv*s se efetua a p*rtir de determinados recursos operativ*s, del*mitados pela técnica utiliza*a. En*** os principai* operadores instrumentais da técnica do Discurso do Sujeit* Coletivo tê*-se as *xpre*s*es-*have, as Ideias *entrais e a *ncora**m, como *ompon*ntes *os discursos que darão ori*em ao* DSC. Por E**ressões-Chave (ECH), ent*ndem-*e pedaços, t*ec*os dos relatos, que sin*etizam e expl*cit*m a id*ia em tela. Por veze*, e* um mesmo relato há mai* de um* ECH. Essas EC* referentes a* *esmo tema, são "recortadas" e **ser*das conjun*ame*te, a fim d* formarem o *SC, sendo respo*s*veis po* re*elarem "a essên*ia d* co*t*úd* do depoime*to ou disc*rs* ou t*oria s*bj*c*nte" (LEFEVRE, 2010, p.74). As Ideias Centra*s (I*) *ão a* e*pressões que det*rminam ma*s sucin*amente uma ideia ou ECH, e servem como etiquet*s para o discurso a s*r construído. Cada *ma das IC dá *r*gem * i*titula um DSC (ib**.) 3. RE*UL*ADO* E DISCUSSÃO 3.*. Inf*rmaçõe* *ecebid** p*los familiares sobre o diagnóstico das crianças e ad**escentes R*v. FSA, *eresin* PI, v. 15, n. 2, art. 9, p. *56-175, mar./*br. *018 **w4.fsane*.com.br/re**sta G. F. Semeghini, B. L. Tanõ, T. S. Ma*sukura 164 Com o ob*etivo de identifica* sob*e * inserçã* das crianças e adolescentes n** C*PSij, b*m com* *obre a com*reen*ão dos familiar** *ce*ca da ad*is*ão e do *companhament* real**ado nos s*rviços, estes f*ram **est*o*ado* quanto ao compartilhamento das i*for*aç*es *obre o d**g**s*ico e tratamento *ela equipe do CAP*i*. ** p*r*icipan*es desc*everam diferentes *ormas de tere* re*ebido as informações. Percebe-se *ue o modo como o diagn*stico é transmi*i*o p*ra a família o*orre com limitaçõ*s. Apenas doi* DCS ap*esentara* *nformações cl*r*s sob*e o d*agnóstico ** s*us familiar*s, tal como a *egu*r: *SC * - Sim, autis**. Ela est* aqui des*e o* 3 anos de idad* e recebe* o di*gnó*tico fec*ado depois dos 10 anos. DSC * - Ele tem TDA*. Pra gente era *sp*rado, el* apresentava s*ntoma* desde *s d*is *nos. Aí *s proble**s se inte*sificaram, e*e foi crescendo e os prob*em*s foram c*escen*o junt*. Em c*ntrapart*da, a *artir dos D*Cs a *egui* a*res*n**do*, veri*i**-se q*e os famil**re* parecem não entende* o *ue sua cr**nça/ad*lesce**e apresenta, ou mesmo *ão sabem o q*e é: DSC 3 - Olh* aqui ele tem que *u vi ** F90, F91, que eles marcam no papel. E ago*a e**á tendo esse F31. *SC 4 - El*s não exp*icam. A psiqu*atra que o atendeu, eu perg**t*i pra ela: "M*s o que o U. tem?" E *í ela falou ass*m, "Ele t*m transtorno disrup*ivo inf*n*il". A* a gente foi procurar na i*ter*et, e q*ase caím*s de c*sta*, ente*deu? Os diagnósti*os em psiquiat*ia co*umente apres*n*am c*mo base o Manu*l D*agnóstico e Est*tísti** e* *aúde Mental (DSM), que *e dilatou ao longo *e sua* 5 edi*ões e hoje, apresenta 30* cate*orias diagnósticas de*critas. Tal situa*ã*, não sem mot*vo, e *rient*da p*la atual *endência * medicalização e p*tologização das infânc*as e a*olescências pro*uz um sem fim de categ*rias nosoló*i*as (SANC*ES; AM*RANTE, 20*4) que o*trossim, conf*ndem fa*iliares * podem também difi*ulta* a comu*icação mais clar* e eficiente en**e as pessoas acomp*nhadas e profissionai* de sa*de. D*ssa forma, pode-se questionar o fato de que, para que um diagnóstico s*ja esta*elecido, *u *esmo uma comunicação en*re * equipe * a famíl*a sobr* o *ue aque** criança apre*enta, nece*s*ta de pou*o investiment* em recursos/tecnologi* *ar* al*m do encontro c**nico, empírico (*into, 20*1). As*im, é nec*ssário problematizar so*re a *ific*l*ade d*s *er*iços/técnicos e* valorizar o encontro clí**co, * clareza e * escut*, tec*ologias impor*antes *esta si*uaç*o. Nes*e sentido ai*da, * importan*e q*e se cons*dere, tal *ev. FSA, *ere*ina, v. 15, n. 2, ar*. 9, p. 1*6-175, *a*./abr. 2018 www4.fsanet.com.br/revi*ta Inserção Escolar, C*nst*ução do Diagnó*tico e Direitos de Criança* e A*olescentes 165 como a*ontam Santos, Cintr* Junior e Faria (201*), a* múltiplas si*gu*aridades, par*ic*laridades e c*m*ro*iss*s **ig*dos na c*ínic* em saúde mental com crianças e *do*escentes, *st*ategicamente mani***t**os na *e*icadez* e n* const*nte r*visitação da* *er*ez** e d*agnósticos c*nstr*íd*s. Dos m*itos profissionais *pontados *omo mediadore* do processo medic*lizador *a in*ânc*a, dois se destacam por serem mais procu*ados devido às suas especialida*es: o p*i*uiatra e neu*ologis*a (BRAG*INI, 2*16). Estas du** especialidades esta*am presentes c*mo médic*s dos serviços dos C*PSij em tela e, mesmo que os pai* confiem *a*s *as especia*ida*es do *ue nos médic*s general*s*as (Gomes et al, 2015), *sso não traz a *egura*ça de um diagnós*ico cl*ro. *o*o, n*sse **s*, * papel da equipe *eria o de ter uma *bordag*m difere*c**da, e tratar o assunto de fo*ma mais profunda, propor*ionan*o q*e a família pudesse compreender de forma mais concreta aq*i*o que as cr*anç*s e a*olesc*n*es *presen*am, facilitando, inclusi*e, a c*ntra**alização m*is ét*ca (L*MA; e* al., 2014) de um pr*jeto de cuidado art*c*lado e relacionado aos inte*esses e nece*sidades *e **do gru*o fam*liar. Sob este aspec*o, um d**curso qu* **ama a atençã*, é o D*C 4, em que os f*miliares precisar*m procurar na internet o s*gnificado do diagn*s*ico atribuído ao filho, re*atando o susto g*rado. *ons*derand* as atribuições * a gestão do cuidado em um CA**i*, o *i*positivo Gr*po de ***ilia*es, é um do* recurs*s de am*liaç*o da a*e*ção *ue v*i ao encontro com o cotidiano, por te* *omo centralidade a socia**zação, e é potente no sentido de que poderia favorecer o ente*d*men*o destes, quando do recebiment* de um diagnó*tico. *studo *ei** em um CA*S por San*in e *laf*e (2011), apon*a c*mo o grupo de fa**liares é um espa*o para que estes tirem dúvidas so*re o trata*ento e manejo com o usuá*io, as*i* **mo um local para que * cuidado* possa de*abafar su*s a*gústias * se co*ocar também com* pessoa, não só como cuida*or. Ain*a que to*os *s C*PSij d* estu*o tenh*m relatado desen*olver ativ*d*des direcionadas p**a os familiares, principalmente cent**das *as abordag*ns **upais, fica o d*safio d**tacado em transformar est*s **paços em p*tenciais *ncontros c*n*rados na oferta de informações, na cons*rução de espaços de escut* e de a*ticulaç** *o cui*ado, bem como na garantia da co*tratu*lização ética da atenção, por meio de *ma negociação mais ho*izontal**ada tanto das inform*ções trans*it*das, como da planificação do projeto te*a**utico (LI*A et al., 2*1*). *om r*lação a est* temá*ica, Pontes (2009), afirma que no* grupos é *om** qu* as dis*ussões se centralizem em tor*o dos sinto**s e, *or isso, é *mportante que * profi*si*nal que co*r*ena o grup* f*q*e atento às *ossibilidades e ao con**nto *e recursos que a família *ev. *SA, Teresin* *I, *. 15, n. *, *r*. 9, p. 15*-175, *ar./abr. *0*8 www4.fsanet.com.br/rev*sta G. F. Seme*hin*, B. *. Tanõ, T. S. Ma*suku*a 166 aprese*ta, e como c*da um se apro*im* dos seus problemas. Sendo as*im, o grup* *e familiares p*d*ria ofertar outras for*as de enc**tro com as class*ficações diagnósticas por meio do *ompartil*ament* *os enten*imento* e exp*r**ncias conjuntam*nte, n* que *e ve*ificaria co*o *m* mudança nos rumos d*s atua** f*rmas de comunicação entre profissionais de saúde e *amiliares, *m es*ecial na saúde m*n*al, o **e c*r*ament* exige um manejo adequado e *ontinente por parte da equipe t*cnica. *esmo que o* d**g*ós*i*o* em saúde mental para cri**ças * adole*centes d*vam ser con*iderad*s com c*utela, é import*nte que se criem condiçõe* nos serv*ços na *otina e de atendim*ntos, para que *s fami*i*res po*sam ***preender e até *esmo, nomear *quilo qu e s*us filhos apresenta* como for*a de pode*em, entre outras si*uações, organizar suas e*pec*ativas, rotin*s e an*ústias. As*im *om* ap*nta Taño (2014) o momento de di*cussão *cerca do co*partilh*mento de inf*rmações sob*e diagnóstico entre eq*ipe e familiare*, mesm* que este se*a um momento d* possí*el te*são, deve se* *onstr*ído e receb*r atençã*. Es**s momen*os são ca*azes de fa*orecer que a fam**ia se sinta particip**te e atuante na construção do cui*ado c*m seus e*tes e que *ossam t*r m**s chan*es de lidar me*h*r c*m a* *ituações que a vida tr*rá *ara o rel*cioname*to. 3.2. Sobr* os direit*s das crianças, adolescentes e suas famíli*s Os fami**ares foram questi*na*os quanto a* conheci*ento so*re os *ireitos de seus *nte* *m aco*pan*am*nto n* *APSij. Os resultados p**mitiram identificar q*e as pesso*s ace**am al*uns de s**s di*eitos básicos, como transp**te, medicação e ou*ros *erv*ços. *arte expressiva dos participantes *efere que r**ebeu orient*ções o* *om*u c***ecimento s*bre *eterminado direit* p*r intermédio de conh**ido* e col**as que *ão some*t* os profissionais dos servi**s qu* os acompanham, porém, não os reconhe**m e*qu*nto di*eito*, p*is **itas veze*, qu*ndo *uesti*na*os sobre, d*z*am que *ão co*heciam e não ob**nham, aind* que referi*sem recebe* medicamento, *ranspo*te, e alguns out*os *isp*sitivos de direitos. Em *omposição a **te tema, os part***pantes foram quest*onados a*nda sobre se fo**m ou não or*e*t*d*s e busc*r*m por se*s *ireit*s, uma *ez que muitos fami*iar** afirm*ram ter conhe*imento de seus direitos por in*ermédio de outras pesso*s: D*C 1 - Eu acho que sim. Dir*ito a edu**ção, m**icação, escol*. O U. tem o va*e tr*nsport*, medicamento *raç*s a De** e*es també* dão. *ev. FS*, Teresina, v. 15, n. *, art. 9, p. 156-175, mar./abr. 2018 www*.fsa*et.co*.br/revi*ta Inserção Esc*lar, Const*ução d* Diagnósti*o e Direito* *e C*i*nças * Adolesce*t*s 16* DSC 2 - *ntão, são *u*to pou*os q*e eu sei...até gostaria de *aber mai*... eu sei poucos, muito* eu não sei, *ó *eu assim alguns d**eit*s qu* eu corri at*ás, c*mo a ca*tpineirinha de ô*ibus os remédios também. Pouca c*isa a gente vai apr*ndendo com os problemas. Por exemplo, um dia U. deu um *apa e* um meni*o da mesma ida*e d*le, e a mãe do menino c*amou a *olícia. Ai eu fiquei sab**do qu* meu filho não po*ia ser process*d* porque *té os nove anos ele * ini*putável, e a F. até me *eu um li*rinho do ECA para que eu visse os dir*itos dele. Sob** *s orienta*ões, *odemos perc*ber que muitos famil*a**s não fo*am ori**tados pe*a equipe d* CAPS** e si* entraram *m c**tato com seus direito* atra*és de usuários dos CAP*ij, o que s* faz um p*obl*ma evidencia uma esc**se* nas informações passadas dentro dos serviços, considerando que, *obremaneira, t*is equipamentos de saú*e reúnem te*nologias e estr*tég*as *ue devem, a pa*tir de uma organização em rede, favorecer o aces*o aos direitos sociais, especialme**e, os que garant** aut**om*a e mais *articipação soc*al (*RASI*, *01*; TAÑO, 2015). T*davia, a n**rati*a ex*r*s*a no *SC *eguin*e i*d*ca que *m alguns serviços as informações * orientaçõe* têm sid* transmitid*s, mesmo qu* mais singelamente. DSC 4 - As pe*so*s que são atend*das *qui *e*tr*, * alguns p*of*ssionais *ambém, m* orienta*am sobre esse* direito*. Fiquei s*b*ndo sobre a ca*teirinha atrav*s do pe**oal daqui e * F. que é a *rofissional daqui me deu u* p*p*l pra eu *evar para *onseguir a passage*. *mp*rtant*s n*r*ativas e legisla*õe* como o **tatu*o d* Crianç* e Adolescen*e (BR**IL, 2005), a Política *acional de Ed*caçã* Esp**ial na Persp*ctiva da *d*ca*ão Inclu*iv* (B*ASIL, 20*8), a Const*tuição *e 19*8 (BRASI*, 2012), a Linha de Cuidados para a ate*ção *s pessoas c*m TEA * su*s *amília* d* re*e de a*enção *sicossocial do SUS (BRASIL, 2013), entre outros, têm, no campo das *o*ítica* sociais *rasileiras, *uscado a*segurar direitos de crianças * *dolesc*ntes, es*ecialment* **s *riança* e adolescen*es com *eficiências e *om transt*rnos mentais que, para *lém de par*i*em de uma população já tar*iamente in*luíd* nas políticas públicas, f*zem p*rte *am*ém de uma população marginalizada em rela*ão à soci**ad* atual. Por serem c*iança* e adolesce*tes, po* s* só, têm que lidar com * fato *e não ter*m voz *m mu*tos locais dos **ais *ar*ici*am. Qua*do fa*am*s en*ão de *dolescentes em inten** sofrimento psíquico, *ua voz * redu*ida ainda m**s. A Const*tui*ã* *e 198* preconiz* e* s** artig* 196, s**ão 3, *ue a *aúde é um direito *e todos e d*ver do e*t*do (BRAS*L, 20*2). Nos pre*e*tes resulta**s, aparent*m*nt*, a ma*oria dos familiares se mostr* s*ti*fe*to em r*lação ao *ten*imento recebido *elos CAP*ij. Outro *onto relevan*e a se* di*cutido, é a escass*z de informação qu* *s us*ários recebem estando dent*o d** CAPS*j. Uma vez vinculados a est* ser**ço, poderiam conta* com ele para o ace*so a informaçõ*s, porém obs*rvou-s* nesta **squisa qu* a pouca informa*ão q*e os usuár*os r**ebe*, *em sempre tem orig*ns na eq*ipe *u nos ges*ores d*s *erviço*. ***. FSA, Teresina P*, v. 15, n. 2, ar*. 9, p. 15*-1*5, mar./ab*. *018 ww*4.fsanet.*om.br/revista G. F. Semeghini, B. L. Tanõ, T. S. Matsu*ura 168 *mer*ch, **m*os e Passos (2014), em p*s*uisa com o objetivo de analisar a perspectiva de usuários e gestores de *APS a*e*c* dos dir**t*s dos usu*ri*s, r*v*l*m que há pou*o diálogo entre as leis, o conhecimento dela e as pe*cepçõe* d* que seriam os direitos d*s usuários po* par** d*s gestores. *ara *lém disso, nos **stra *u* os usuários reco**e*e* como *eus direitos bási*os: a re*usa ao tratam*nto, * acesso à *nforma*ão e o passe *ratuit* de ônibu*. entretanto, mesmo sabendo sob*e seu* direitos em r*l**ão ao a*esso a informaçã*, criticam a in*isponibilidade de gesto*es e *rofissionais do* CAP* de *onversa*em sobre esse as*unto com e*es. *ste* autores a*on*am *inda, que se pode despre*ar a *nfor*ação co*o *ondição básica para o exer*ício de d*re*tos, e *u*, portanto, não ba*ta apenas *nformar. Assim, "* suje*to de direitos é aque*e que tem a expe*iência de se*s direi*os encarnada e é r*conhec*do pe*o outro c*mo *al. (...) É n*cessário que *** seja legiti*ado co*o um suj*ito de dire*tos, cuja decisão dev* ser c*nsid**ada pelos *rofi*sionais de saúde e comun*dad*s" (EMERICH; *A*POS; PA*SOS, *0*4, p. *90). Por*anto, além de perm*t*r o acesso às infor*ações, * dever do profissional t*mbé*, explicar * que de*e ser fe*to com eles, *ompendo, p*rtanto, co* a histórica i*stitucionalização do sofr*mento ps*qu*co e com a frag*lidade de aces*o aos direitos civis, sociais humanos acompanha*os (BRASIL, 2005; 2014; EMERIC*; CAMPOS; PASSOS, e 2014). 3.3. In*erção das crianças e adol*scentes nas es*o*as Outro tóp*c* *e investigação deste *studo, bu*cou identificar *o*re a **serção e*col*r das cri*nças e adolescente* acompanhada* no* CAP**j. Ai*d* q*e ** *rate de outro **reito * s*r garantido a t*das as p*ssoa*, pela Const*t*iç** F*deral de 1*88, dada a r*l*v*ncia *a tem*ti*a, opto*-se por a*rese**ar e*tes resultados em **p*ra** dos resulta*os *nte**or**. A escola é um loc*l potente par* q*e c*ianç*s e *dol*scentes possam *e des*nvolv*r * p*rt*lhar o mundo. *este estudo, do total de 16 cri*nça* e adolescente* retr*tadas à época da coleta de dados, 3 *stava* fora da e*co*a, .3 frequentavam apena* es*olas especiais, e out*as 10 estavam *nseridas em escolas re*ulares, *e*do uma destas inseri*a no contratu*n* tamb*m em escola esp*cial. Os **sult*do* permitir*m i*enti*i*ar q*e a *edicação figur* c*mo **estão ba**ant* *elacionada ao *ema da po*si**lidade *e perm*nênci* na escola, sendo entendida tanto como Rev. FSA, Teresina, v. 15, n. 2, *rt. *, p. 15*-**5, mar./a*r. 2018 www4.fsanet.c*m.**/revi*t* I*serção *sco*ar, Const*ução do Diagnóstico e Dir*i*o* de *rianças e A*olescentes 169 um fat** que *o*e apo*ar ou *inda at*apalh*r a experiência de escolar*z*ção. Os D*C´s ap*esentados * seg*ir i*dic*m estas afirm*çõ*s: DS* 1 - Antes da *oença e*a s*mpre foi ótima *luna, comportad*, os cadernos d**a eram muito c*prichados. Ai depois do problema ela ficou bem preju**cada. Como o tipo da esquizof*enia *el* é resiste*te, ela troca mui*o de medicam*nto, então ela *uvia muitas vozes e por conta *isso não *onse*uia ficar na sala de aul*. O remédio está **ndo muito *ono * *gora ela re**ama que dorme todo d*a na sala de a*la. Ou *ntão *la fa* coisas errad*s, *i*a ag*ess*va, não se dá bem *om as c*ianças, com*ça a esconder * borrac*a e não para quie*a na sa** de aula. Por outro lado, outr** pa*ticipa*te* citar*m a medicalização de f*rma positiva: DSC 2 - Ai eu p*rce*i que *le esta*a mal na escola, falei com a *ou*o*a *aqui do CAPSij, então ela deu um reméd*o pra *o*ar de man*ã e ou*ro pra tomar a noite, e *gora el* está bem melhor. Segun*o *st**o desenv*lvido por Bel*rame e Boarini (20**) o medicamento vem **n*o uma das alternativas para que se mini*izem a agre*sividade e agi*ação das crianç*s, c*m a crença d* que isso *eja al*ado do en*i** e ap*endizagem. Com a di*ata*ão do DSM V (CRUZ; e* *l, 2016), a busca pela normali*açã* * *ormat*z*ção da vida e, conseq*entem*nte, el*minação dos estigmas, vem crescendo cada dia mais, tomando proporções a**ustadoras. Neste s*n*ido, tal com* apontam Collar*s e *oys*s (2*13), tudo aqui*o que se co*stitui em *iferença, g*nha s*cialmente o rót*lo de transtorno. O saber a respeito do apren*iz*do d* criança vem sendo *api**men*e medicalizad* dest*cando-se o fraca*so esc*lar como parte do proces** de me*icali*ação; assi*, A apr*ndizag*m e a não-aprendizagem se**re são *elatadas como algo i*dividu*l, ine*ente ao *luno, um elemento meio mágico, ao qu*l o professor não tem ac*sso - *orta*to, também n*o tem r*sponsabilidade" (COLL*RES; MOYSES, s/d). Os r**ult***s deste estudo revelam a possibilida*e de que existe* dois lados *m rel*ção às drogas medic*mentosa*, elas podem *e*hor*r ou a*rapalhar, conform* re*istra*o na primeira fala cit*da acim*, a alun* fi*a tão c*lma que chega a d*r*ir dur*nte a aul*. Por me*o dos relatos e*postos a **gui*, evidencia-se também q*e a inserção esco*ar não foi, ** aind* é uma tr**etó*ia f*cilmente p**corrid* para nen**m dos e*trevi**ados. A exc*usão é fortem*nte marca*a e, na **ior parte da* v*z*s, é re*liz*da pelos educadore* e pelas instituiç*es escolares, co*provados através da narrativa: DSC 3 - Aprovei*a*am o tamanho dele nessa *s*ola nova, porque ele era muito pequeni*inho *é, ** aum*n*a*a a *da*e, o *amanho e a série não. En*ã* el* fico* 3 anos no primeiro ano, um no segundo ano, *m d* terceiro e um ano no quarto ano. Rev. F*A, Teresi** PI, v. 15, n. 2, art. 9, *. *56-175, mar./a*r. *018 www*.fsanet.com.*r/re*ista G. F. Seme*hini, B. L. T*nõ, T. S. **tsukura 17* Neste *entido, o*tros *el*tos a*nda s*mam às afir*ações re**izada*: DSC 4 - A escol* começ*u * reclamar da agitaçã* de *. Os remé*ios es*avam dando bi*u*ice, por exemplo, e** ti*h* brinca*ei*a *e borbol*ta, daí tinha hora que o *. saia da classe e **c*va i**t*ndo * brinc*deira d* *orboleta lá fora sozinh*. Então a escol* co*versou comigo e falou que p*r conta da *gi*ação ele não *st*va a*renden*o e est*va atrapalhando os ou*ros *lun*s. Então *le pa*ou de frequ*ntar * *lasse * por 2 me*es fic*u faz*n*o aula soz*nh*. A escol* disse q*e se ele melhorasse ele voltava pra e*c*la, **n*o, terí*mos que *atalhar p*r uma escola especial. Eu me senti "meio as*im". Então ele *i*a*a ne*sa sala, ma* se ele de**e trabalho ela me ligava. No come*o, ele fica*a t*ês horas, d*pois foi diminuin*o, m*i* ho*a, 20 minutos, *té **e *le chegou a fica* 10 minuto* só e ela já *e ligava. Ai eu vi que *ã* dava, e ti**i el* da esco*a. DSC 5 - *le *s**dou a*é a sexta série, mas ai come**u a f*car agressiva e a pro*e*so*a não quis *ais ela. Ago*a *az mais de 4 anos que ele nã* está ma*s. Nós demos entrada na APAE, mas ela f*i reje*tada, não a aceitaram lá d*v*do a* problema dela. M*smo que a exclusão *eja reali*ada por **ucadores e t*cnic*s, a *ecisão da retir*da escolar cabe à fa*í*ia, que *ofre agora a exclusão di*farçada de i*clusão. A culpa po* s*r *iferent* *u ter um filh* diferente se transfo*ma em culpa ge*éti*a (COLLA*ES; MOYSE*, 2013), e tão *ogo, *mpo*s*vel de s*r s*perada pe*os atores env*lvi*os. A Polític* Na*ional de *d*ca*ão Inclusi*a propõe a i*u*ldade do direito de todos *s alun*s es*arem *untos, aprendendo e par**c*pando sem nenhum tip* d* di*cr*minação (Brasil, 2008). *nfe*izmente, não é o que os rela*o* deste estudo re*e*am, ond* a evasão dos alunos é marcada pela fal*a de exp*riê*cia dos professores em **d**em *om questões relaciona**s à saú*e men*al. De mo*o ger*l e co* rela*ão às orie*tações das nor*ativas é relevante destac*r *ue, ainda que advogu*m sobre a inclusão un*versal, *rianç*s e ad*le*centes e* so*r*mento psíq*ic* n*o são cont*m*l*dos nas ações de sustentação d* perma**ncia, com* os recursos Atend**e*to Educac**n*l E*pecializado, descrito* pe*a me*ma legislaçã* q** t*ata sobre a e**cação e*p*cial na perspectiva d* educação inclusiva, e *ef*ne *omo públ*co-*lvo *esta a* p*ssoas co* defi*iências físicas e *ensoria*s, c*m altas habil*da*es/supe*dotação e /*u com tr*nstorn*s gl*bais do desenvolviment* (BRASIL, 20*1b). A Constit*ição de 1988, arti*o 205 da *e**o 1, prec*niza que a edu***ão * um *ireito de todo* e de*er *o Estado. No seu artigo *06, ainda na seção 1, es*abelece "igual*ad* de condiçõ*s de acesso e p*rmanência na *sc*la" (Brasil, 2012). *ss* um pont* *e*icado é na atual conso*idação d*s aç*e* *e educação tal como propõe a po*íti*a b*asileira. I*so porque, nos resul*ados aqui apresent*dos, algumas crianças s* encontram fora da esco*a e *uit*s familiares clamam por esc*las especiais ou atendiment* educacional esp**ializado, assim ***o auxiliares para seus filhos dentro *as salas de aula. Esses temas são aborda*os e garantidas p*la Política *ac*ona* de Educação E*pecial (BRASIL, 2008), q*e não se fazem R**. FSA, Te*e**na, v. 15, n. 2, art. 9, *. *5*-17*, *ar./abr. 2018 www4.fs*net.com.br/revista *n*erç*o Es*o*ar, Co*strução do Diagnóst*c* e Dir*it*s de *rianças e *dolescente* 171 valer, t*lvez pela desorien*açã* e desinfor*ação da* famílias, que, *ão sa*e*do de seus direi*os, nã* podem lutar por eles. Em pesq*i*a realizada por So*res e colaborador*s (2014), f*ita com 3* ***fe*sores ** ensi*o funda*ental e médi* de uma escola es*ad*a* do mun*cípi* d* São Pau*o, os edu*a*ores af*rmaram q*e p*uco s*be* sobre o a*sunto d* saúde menta* e também que **t*riai* informativos *s a*u*am, po*s nece**itam ter um* bagagem *on*eitual. Esse d*s*on*e*imento *az co* qu* acabem po* excluir, aind* *u* **tilme*te, os alu*o* ** sala de aula. No *resente estudo, *bserva-se tal s*tuaç*o nos D*C´s 4 e 5 a*resentad*s *c*ma. C*b* dest**ar que a a*ual *olítica nacio**l de educa*ão especial (BRASIL, 2008), prevê que a* crianças e adolescentes com ne*e*sidades educacionais e*pe**ais devem ser *c*mpanhadas em escola regular, com oferta de atendimento educ*cional espe*i*lizado quan** necess*rio. D*s** forma, não são mais *reconi*adas em esfe*a *úbl*ca, escol*s e*peciais separad*s. To*a**a, *al p****ica não abarca *a*te da população q*e frequenta os CA*Si*. Essa s*t*ação pode, em gran*e medida, cont*ib**r para a estigmati*ação das cria*ças e adolesc*ntes em sofrime*to psíquico e pro*uzir situaçõ*s no a*b*ente e*colar que, d* forma profunda, co*tribuam para s** ev*são. O *edido recorrent* para a inserção em esco** especia*, revela, *ortant*, a dificuldade com que as cr*anças e ado*es*entes em grave so*rime*to psíquico têm em se mante* i*se***as e res*eita*as nos espaços regu*ar*s de educaçã*. S*tuação esta, que tem raízes *rofundas *as **rm*s *e cuidado e de ap*e*di*a*em segregadoras que foram produzid*s no país. 4 C*NSIDERA**ES FINAIS O p*ese*te art*go tev* como objetivo identifica* a perce*çã* e opinião de famili*res de crianças e *dolescentes inseridos e* CAPSij acerca da garantia e a*e*so aos direitos, esp*c*al*ente o* centrados na inserção es*olar, bem como sobre * c*nhec*m*nto e comparti*hamento *as info*maçõe* r*lacionadas ao *co*p*nham*nto de seus ente* nes*es serviços. *s resul*a*os evid*nc*ar*m que parte *o* famil*a*e* desc*nhec* o diag*ósti*o de seus filhos *u, ain*a, qu* mantém r*lev*ntes d*vida* qua**o a estes. De*e*de-se neste trabalho, que * acesso à hori**ntalidad* na comunic*çã* entre trabalh*d*res d* saú*e pessoas e aco*panhadas r*s*de, tam*ém, n* *ons*rução compartilhada sobr* *iagnósti*o*, su*s problemat*zações e ent*nd*m**tos. Ne*se se*tido, entende-s* que, de certa forma, este Rev. F*A, Teresi*a PI, v. 15, n. 2, art. 9, p. 156-175, mar./abr. 201* www*.fsanet.com.br/revi*ta G. F. S**egh**i, B. L. Tanõ, T. S. Matsukura 172 desc*nhec*mento pode resultar em *i*iculdade d* circ*la*ão e perm*n*ncia em out*as *olít*cas s*c**is com* * de educação. Quando q*est*onados sobre o t*ma da escolarização, m*itos resultados ap*ntaram par* as di*icu*dade*, não nece*saria*ent* des*acadas no mom*nto d* *ntra*a da* crianças *as e**olas, outrossim, para a m*nutenção d*sta *erman*nci*. A*nd* que o relata*o aponte pa*a a imp*rtânc*a dos CAPSij nessa med*açã*, segue o enorme desafio pa*a a *onst*uç*o de pol*ticas * açõ*s q**, de fato, contemplem as cria*ças e a*o*e*centes em so*rimento psíquico c*mo públic*-alvo de pro*ramas **e faci*item * acompan*am*nto e per*ença e*co***. Sobre o*tros d*reitos das c*ianças, jovens e suas f*mília*, percebe-se q*e essas info*mações não chegam até a famíli*, que *ão se reconhecem *omo sujeit*s de direit*s, ficando, ent*o, dificultada * busc* por aqui*o que ainda não conhec*m. Ap*nta-se qu* esta dimensão, relativa ao empoderam*nto e organização dos **mi*ia*es, na *erspectiva do reconhecimento d* sujeit*s *e direitos, *eve estar presente nas açõ*s *e cuidado e intervenção junto a e*ta p*pul*ção a se*em oportun*zadas p*los C**Sij, mas não soment*, outros*im por tod* a Rede Int*r*et**ial eng**ad* na pr*moção de *idadania e de qualidad* d* vi da d e *rianças, adolescen*es, suas famílias e comunidades. *et*ma-se ainda, que as barreiras ap*ntadas por rel*tórios inte*na*ionai* estiveram apresentadas ne*te es*udo, * pod*m indicar, de*ta forma, a relevância da temática * da con*truçã* de ferr*m*ntas * dispositivos so*iai* *ue o*ortu*izem acesso * di*eit*s e garantia do exe*cício da cida*an*a. Por fim, apo*ta-s* a im*ortância de que outros e*tudos *nfoque* s*br* como os serviços que devem *aran*i* os d*re*tos des*a pop*lação têm trab*lhado e percebido as deman**s e nec**si*ades d* famílias com crianças e adolescentes e* inten*o s*frimento *síquico, espe*ialment* aqueles *e*tr*do* na discussão ac*rca da e**olarizaçã* e ins**ção educacional *e *rianç** e adolescente* em sofrime*to p*íquico n* ensino regular. REFERÊNCIAS BE*TRAME, M. M; BOARINI, M. *. Saúd* Ment** e I*fânc**: Re*lexões Sobre a D*manda Escolar *e um Ca*si. *sicologi*: *iê*cia e P*o*is*ão, v.*3, n.2, p. 336-349, 2013. BRAGHINI, S. Medicalizaçã* da Infânc*a: Uma a*áli*e bibl*og*áfica. 2016. Di*sertaçã* (Saúde Coletiva: Polí*icas e Ge*tão em Saú*e) Fa*uldade de *iê*cias Médicas da Univer*idade Estadual de Cam*in*s. Rev. FSA, T*resina, v. 15, n. 2, art. 9, p. 156-1*5, mar./*br. 201* www4.**anet.com.br/*evista Inserção Esc*lar, Co*strução do Diagnóst*co * *ireitos de *rianças e Ado*escentes 173 B**SIL. 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Ca*ernos de Terapia Oc*pacional da UFSCar, Sã* Carlos, v. 23, n. 2, p. 43*-447, 2015. Com* R*fer*nciar es*e Ar*igo, confor*e ABNT: SEMEGH*NI, *. F; TANÕ, B. L; MATSUKURA, T. S. Inserção Es*ol*r, Cons**ução do Diagnóst*co e Direitos *e Cr*anças e Adol*scente* *m Sofrimento Psíq*ico sob a Ótica de S*us F*mi*ia***. Rev. FSA, Teresina, v. 15, n. 2, art. 9, p. 156-17*, mar./a*r. 201*. Contrib*i*ão dos Autores *. F. Se*egh*ni B. L. *a*õ T. S. *a***kura 1) conc*pção e pl*ne*amento. X X X 2) anál*s* * interpret*ção dos d*do*. X X 3) elaboração do rascun*o ou na revisão críti*a do c*nteú**. X X X 4) par*ici*ação na apro*aç*o da versão fina* do manuscr***. X X X Rev. FSA, Tere*ina PI, v. 15, n. *, art. 9, p. 15*-*75, m*r./abr. 2018 www4.fs**et.co*.br/r*v*sta

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