www4.fsane*.com.br/revista Rev. FSA, Teresin*, v. 15, n. 2, art. 6, *. 110-124, mar./abr. 2018 IS*N *m**esso: 1806-6356 ISS* E*et*ônico: 2317-2983 *ttp://dx.doi.*rg/10.1*819/2018.15.2.6 Culturas Juvenis e Pertenci*ento Ur*ano: Mapeando os Fluxos Juvenis n* C*dade Juve*il* Cultu**s and Urban Per**rmance: Mapp*ng Juvenile *lows *n *he City Vi*tor Hugo Nede* *live*ra Doutor*do e* Educa*ã* pela Po*tifícia Universida*e C*tólica do Rio Gr***e do Sul Me*tre em Geografi* pela Univ*rsidade Fed*ral do Rio Grande *o S*l E-mail: victorn*del@hotma*l.c*m Miriam **res Cor*êa *e Lacerda Do*t**a em Educ*ção pela Univers*d*de Federa* do Rio Grand* do Sul Professora *a Un*versidade FE*VAL* E-m*il: mi*iam.p.c.lac*rd*@g*ail.com En*ere*o: Victor Hugo N*del Oliveira Editor-Chefe: Dr. To*ny Kerley de Ale*c*r *U*RS - *v. Ipi*ang*, *681 - Partenon, Por*o *legr* - Rodrigues *S, 90619-9**. A*tigo recebido em 09/12/20*7. Últi*a *ersão End**e*o: Mi*iam Pire* Corrêa de L**erda rec*bida em *4/01/2018. A*rova*o em 25/01/2*18. ERS 23*, 2755 - V*la Nova, No** Hamburgo - *S, 93525-075. Ava*iad* p*lo sistema Triple Re*i*w: Desk R*view a) p**o Edit*r-Chefe; e b) Double Blin* Revie* (*valiação cega por dois av*liadore* da área). Revisão: Gramatic*l, Norm*t*va e de For*atação Cu*tur*s *uve*is e Pertenci*ento Urbano: Mapeando *s Fluxos J*ven*s *a Cida*e 111 RESUMO Como os j*vens conte*po**neos se *propr*am do e*p*ço ur*ano? A resposta par* est* pergunta preco*iza denso aporte *e **sc*ssão teór*ca e de perce*çõe* das vivênci*s juvenis e* relação à cidade. O principal *bj*ti*o do estudo foi reconhecer a a*ropri*ção *o espaço urbano pelos jove*s contempo*âne*s, a fim de e*tender por quais espaços tran*itam e sua **lação com estes espaços, sejam *s**s p*blicos o* *riv*do*. T**tou-se de u* estud* qualita*ivo que, para *t*ngir os *bjetivos propostos, fez u*o *a *etodologia *e cartas. Para a a*á**s* d** dados, foi uti*izada análise de q*es*ões d*scursiv*s, aplicad* a esta p*squisa na análise das cartas escritas **los sujeitos. Os *chados do estudo apontar*m *a direçã* de difere*t*s *ormas de apropriação do espaç* urbano c*m *ecorrências signif*cativa*, c*mo por exemplo, que os três *uga*es mais cit*do* na cidade d* investiga*ão fora* l*ca** púb*i*o* *onheci*os; p*r**es/á*eas *e *azer * ócio. *s shopping* c**ters ap*recer*m com si**i*icativa re*evância nos dados de pesq*isa: dos lugares citados, sete foram *hoppings, o que nos leva àref*exão sobre os espaços e os modos de *onsum* da juventude contemp*rânea. Des*a fo*ma, con*l*i-se, a*nda, que no prelo, que os j**ens *ontemporâ*eos de escola *ública possuem significativas vivên**as urbanas; entret*nto, falta-lhes uma ma*or apr*priação deste esp*ço, com o intuito de melhor conh*cê-lo, se*s po*tos principais e suas q*estões *e ordem púb*ico e socia*. Pala*ras-c*ave: Jo*ens. Juventudes. Cidade. *ertencimento. Educ*çã*. ABSTRACT As c*ntemporary young pe*ple appropr*ate the urban s*ace? The answer *o this question cal** for heavy inv*stment of the*retical discussion a*d *erpep*õ*s of youth experience* in relati*n to the city. The ma*n ob*e**ive of the study *as to d*termine t*e appro*riation of urban space *y c*n*emp*rary youn* people in order t* un*erst*nd by which t*an*it sp*ces and t*ei* relationship w**h these s**ces, whether pu*l*c or privat*. Thi* wa* * qualitative stu*y, *hat to achieve the goals, t*ok the lette*s methodolog*. For data *nalysis, we *se* ana*ysis o* essay questi*ns, app*ied to this researc* in th* an*lys*s of letters *ritten *y the *u*jects. The st*d*'s f*n*ings *ointed to*ard diffe*ent for*s of urban *pace appropriation wi*h signific*nt recur*ences, such as the three **st cited pla*es in the *ity of research were public places t*at are know* parks / **is*re and enterta*nment a***s. The c*nters ma*ls appeared with s*gnif*c*nt impa*t *n t*e re*earc* d*ta: the aforementioned places, se*en were shoppi**, which leads us to *eflect on th* spa*es and **e *onsumptio* patterns *f contemporary *ou*h. Thus, it appears even in th* pre*s, the pu*lic school o* contempor**y young *eople ha*e sign*ficant urban experiences, howe*er, the* *ack greater *wners*i* ** t*i* spac*, i* order *o better kno* it, y*ur **in points a*d your points of order public an* so*ia*. Key words: Young. Youth. City. Be*onging. Educ*tion. Felício Dos Sant*s. *ev. *SA, T*resina PI, v. *5, n. *, art. *, p. **0-124, mar./abr. 20*8 *ww4.fsanet.com.br/rev*sta V. H. N. Oliveira, M. P. C. *ac*r*a 112 1 I*TRO*UÇÃO 1.1 DE **VE*S * DE PERTENC*M*NTO URBANO De que m*nei** * **vem con*emporâneo vem se aprop*iando do espaço urbano? Sabemos, de fato, **s percurso* *o *ovem na *idade? Qu*l a *ela*ã* *este t*m* com o en**no, em um mun*o globalizado e conte*porâneo? Pa** re*p*nde* estas perguntas, f*z necessá*ia um* profunda im**são na etnog*afia do jove*, contempor*neo. *ár*a* pe*quisas já apont** p*ra determinad*s **os do es*aço u*ban* pelo jo*em e c**o *les de apro**iam de**es espaços, utilizan*o-os das *ai* diferent*s formas. Este ar*igo trata-s* de um recort* d* pr*jet* de Tese d* Dout*rado que inve**i** as rela*ões que as juventu*es est*bel*cem com o es*aço ur*a*o, s**s des*obramentos e suas dis*uss*es. Há concordâ*c*a en*re os **nsadores (F*IXA, 19**; PAIS, **03; CARRA*O, *00*; S*ECANELA, 2010) de que a*bas as temáticas **n*rais *o a*tig*, qu*is sejam: juv*nt*de* e pert*nci***to/uso do *spaço urba*o, es*ão em voga e carecem de maiores discussões no âm*ito d* pesquisa. Por um lado, o melhor *ntendimento de quem é * jovem contemporâneo, *uais são *eus anseios e expe*ta**vas, o qu* e*peram *a socid*de e como *em *o*t*ibui*do com el*. Agr*g*-se ta*bém, a temática da *idade que, cada *ez ma**, ganh* *d*pto* * seguid*r*s, cosid*rando que a vida n*s g*and*s e *édia* ár*as urbanas vem se tornando mais d*fíc**, n* que se refere ao* m*is difere**es problemas, com*: mobildiade, *iolência, morad**, lazer, e*tr* o*tros. * princi*al *b*etivo d* estudo que gerou o *resent* *rtigo f** reco*hecer a apr*p*iação do *spaço urba*o pelos jo*en* contempo*âneos de *scol* p*b*ica, a fim *e entender *or qu*is espaços transitam e sua rel*ção com este*, se*am p*bli*os ou priv*dos. Es*e art*go organiza-se em quatro sessões, a s*b*r: Conceitos-C*ave para o estudo, *uadro **todo*ógico da invest*gaç*o, Anál**es dos achados, e Co*sid*rações. ** sessão "conc*itos-chave *ara o estudo" ap*e*entaremos o* doi* p**ncipais *locos de conceito* que embasa*am te*ri*ame*te o estudo em *i: cu**ura* juvenis contem*orânea* e a ap*opria*ã* *o espaço urbano. Já na sessão "quadro metodol*gico da in*estigaç*o" apr*senta-se a *e*odo*ogia empr*gada no *st*do, qu** sej*: metodologi* de ca*ta*. *a sess*o "*nálises d*s a*hados" são colocados os principais resultado* *e *esquisa d* e*tudo *ealizado e seus diá*ogos com os au*ores. *o* fim, * *e*são "consideraç**s" a*resenta a* *r*nc*p*is concl*sõe* q*e fo*am co*struída* a part*r do estudo realizado. *ev. FSA, Teresin*, v. 15, n. 2, ar*. 6, p. 110-124, mar./*br. 2018 ww*4.fsanet.*om.br/re**sta Culturas Ju*eni* e Pertenci*ento Urbano: Mape*ndo os Fluxo* Juven** na Cidade 113 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Conceitos-chave **ra o e*tud* Tra*tando-se de um estudo que prev*u por e* diálogo dois pontos fundamentais c*ltu*as *uve*is c*ntempor*neas e apropriaç** do es***o urban*, torna-se impo**an*e ampliar a d*scussão dos *esmos, tranzend* à tona os princi*ais autore* que d*alogam estes t*mas, seja i*div*dualmente o* em conjunt*. 2.2 Culturas Juv*nis Cont*mpo*âneas Ao entrar em um* sala de *ul* *u c*uzar co* os *esmos em outr*s es*aços não- escolares, * *mpossível não notar *ua *resença. Estão à nossa fr*nte, fa*am com li*gu*gem própria, ge*ti*ulam, utilizam vestimenta própr*a, escu*am m*s*ca, di**tam no *e*ul*r, reunem- se e* *rupo, expressam delib*ra*amente suas emoções: s*o *s jovens contemporân**s. *s*a temátic* *as cul*uras juvenis é *mp*amente t*abalhada e *pres*ntada por Feixa (1998, p. 32), quando afirma que: En un sentido *mp*io, la* cultu*a* juvenil*s s* refieren a la mane*a en que **s experiencias s*c*ales d* los jóvenes s*n expresad*s cole*tivamen*e mediante la cons*ruc*i*n d* estilos de v*d* distint*vos, localizados fund*mentalmente en el tiemp* li*re, o *n e*pacios int*rsticial*s de l* vida institucional. O*ser*amos, assim, nos estu*os *e Feixa (19*8), q*e as culturas juvenis se fo*mam na *oletividade. É claro que existem mu*tos espaços nã* f*rm*is de aprendizag*m, e *ue os ao me*mo *empo, se encont*am em **i**s outros espaços, geralment* urbanos. Outro i*portante autor, Pais (2003, p. 98) de*en*e que: [...] a ju*entude deve ser olhada "não apena* na sua a*are*te unid**e, ma* também n* s*a diver*id*de", p*is não há um *nico co*c*it* de j*ventude, que poss* envolver todos *s campos semânticos que a e*a *stã* associ*dos. *qui c*be desta*ar a noçã* d* que não se pode simplesmente hom*ge*e*zar *s juventudes co*temporâneas *om* u*a c*teg*ria **ic*, formada p*r um* massa de sujeitos- p*drões. Para se entender q**m é o jovem *ontemporâneo * o qu* **nsa, tamb*m é *ecessário entende* as part*cularidad*s de *ada *uj*ito ou d* cada *ub-grupo de que for*a, nas práticas cotid*anas do* mesmo*. Rev. FSA, Teresina PI, v. 1*, n. 2, art. 6, p. 110-124, mar./abr. 2018 w*w4.fsanet.*om.br/revista V. H. N. O*iveira, M. P. C. La*erd* 114 *o qu*stionar os **jeitos da pesq*isa sobre os espaços que *ais gostam ** fre*uentar a*ropria-se, e*tã* do conc*ito de "e*paço social pratica*o", já apresentad* por St*c**el* (201*, p.65) q**ndo afirma que [...] os "*spa**s sociais praticados", especialmente *o tempo livre dos jo*ens, contrib*em para a co*stituição de *e*es de soci*bili**de que, *o* sua ve*, ajudam na construção da* m*l****as id*ntidades juvenis, a *artir d* re*ação consigo, com o o*tro, c*m * grupo e com a cidade. Sob es*a ó*ica, ente*de-** que * jovem, em sua constituiç*o ide*t*tária cria as chamada* redes *e soc*abilidade, c*n*tr**ndo e*os e*tre seus pares e as outras pessoas. A aut*ra é e*fática ao afi*mar qu* esta relação t**bé* se dá com a cida*e, ou seja, a aprop*iação do espaço urbano. Há qu* se en**nder, neste contexto, que o uso *o *spa*o urba*o pelo jovem contemporâ*eo pode se *ar tanto no âmbito i**ividual, co*o no âmbito coletivo. O fato é que, indiv*dualmente ou coletivamen*e, o jovem transita pela c*dade para cumprir suas *ais va*iadas funçõe*: e*t***, tra*alh*, lazer... O t*nsionamento que surge a partir deste entendimen*o é: *erá que o jovem olha par* su* cidade ou apenas a vê como esp**o de trâ****o? *uais s*o, *fet*vamente, as re**ções do jo*em com s*a cidad*? 2.3 *propriação do *spaço Urbano Para que po*samos *on*truir o conceito *e apropr*a*ão do e*paço urbano, de m*neira a dar sentido de como a pesquisa * ente*de e o *tiliz*u, fa*-se necessár*a a const*tu*ção do entendimento *e quatro conceitos impor*ant** que, ao brico*are*-se, co*põ* o *o*aic*- e*tendimento d* "apropriação ** espaç* urb**o. São eles: es*aço geogr*fico, espaço urb*no, terr*tório * lugar. 2.3.1 Conceito de Espaç* G**gráfico E*paço G*ográfic* é o ob*e*o de estudo da Geografia, defi*in**-*e, assim, como o concei*o máximo da ciência. N* e*paço Geo*ráfico *stão c*n**mp*adas as r*lações *ntrínsecas e*tre n***reza e a *ociedade e suas con*equente* modificações a* longo * d* *empo. O coneito de *spaço *e*gráfico é defin*do por S*ntos (1997), *uando afirma ser: "u* conjunto indissociável, so*idário e também contraditó*io, de sistemas d* objeto* e siste*as d* ações, não cons*dera*o* isolada*ente, mas como o quadro *n*o no qua* a his*ór*a se dá". (p. Rev. FSA, Te*esina, v. 15, n. 2, art. 6, p. 1*0-124, m*r./abr. 201* ww*4.fsanet.com.br/revista *ulturas *uven*s * Pertenc*mento *rba*o: Mapeando os Fluxos Ju*e*is *a Cidade 1*5 51). D*ssa fo*ma, para poder entender co* me*hor proprie*a*e o es*aço urb*no, *az-s* necessário o enten*imento do que é o es*aço geográfic*, categoria mais a*rangente da Ge*g*afia, a qual incl*i, então, os pr*pri*s espaços u*bano*. *.3.2 Conceito de Espaço Urb*no A Geogra*ia Urb**a é a á*ea da Geografi* que se dedica a *studar os fenômenos socio- físico-*spaciais das ár*as urbanas e suas relações com mundo em consta**e co**trução, o reconstrução * de**onst*ução. Neste sentido, o espaço urbano é definido como "uma unidade de aná*is* c*nsi*tindo em um con*u*to de edif*cio*, atividades e população conjunta*ente reunidos no espaço" (CLARK, *991, p. 3*). F*c* clara a exp*es*ão do autor quando a*resenta uma **dade com* u* sistema de *bjet** - edifícios mas també* - c*mo um sistema de ações/mov*men*os - atividades e população; *ssim *endo, po*emos en*ender o espaço urbano pela lógica do próprio espaço geográfico. 2.3.3 Co*ceito de Territóri* Para a G*og*afia, a *o**o d* ent*ndimento do conceito de territór*o der*va do enten*ime*to *e *ma regra básica: território é * exp*e*sã* de qu**qu*r tipo de pode* sobr* *ualque* tipo de e*pa*o. Pode*os entender o territór*o **mo uma categoria *e an*lise geopo*ítica, por exemplo, ou simp*es*en*e como um conceito estr*turante d* geografia *as escolas. Haesbaert (2011), já no* apon*a para *uit*s visões de in**rpretar * cat*goria "territó*io". Seriam elas: m*terialista, n*turali*ta, econô**ca, jurídi*o-política, idealist*, inte*ra*o*a. O fa*o é *ue, em todas elas, a i*eia de p**er/ap*opiraç** sobre o espaço s* fa* pre*en*e, sen*ido *ste *deal para * con*trução concei*ual * que se propuse*a o *resente estudo, *a medida e* que tratamos *a *propriação do* espaços urbanos po* joven* contemporâneo*. 2.3.4 Conceito de Luga* * Lugar, n* Geog**fia, é uma ma*eira *ue s* tem de *nterpreta* o es*aço *eográfico - conceito *a*or e *bje** de es*ud* a pa*tir das rel*çõe* - de ide**idade * pertencime*to est*bele*i**s com o próprio es***o. Nes*e sentido, ** que se pond*rar, para o estudo, qu* a iden*if*c*ção com *e**rminados *spaços ur*anos diz mu*to sobre os pertencimentos d*s jove*s à e na cid**e. É imp*rt*nte aclarar que o es*aço q*e é lu*ar para deter*in*do sujeito, Rev. FSA, *eresina PI, v. 15, n. 2, a**. 6, p. 110-124, mar./abr. 20*8 www4.fs*net.co*.br/revist* V. H. N. Oliveira, M. P. *. Lacerda 116 pod* *ão ser para out*o, abr*n**-nos * d*s**ssã* dos ***aços topofílico* (lugares, de pertencimen**s) e os espaços to*ofóbicos (de e*tranhame*to). Nest* amplidão de *onceitos, o lugar compõe-s*, assim, da form* *ais próxima que o espaç* geográfico pode ser perc*bid* *elos su*eitos. 2.4 Amarrando o* conceitos Neste sentid*, ao apresentarm*s os *ois eix*s conceituais b*s**os da pesqui*a, culturas juvenis co*temporâneas e apropriação do espaço urbano, pode-*e *ompreender o qu*o interligad** e*tã* tais **nceitos, uma vez que o e*te*dimento dos usos-trânsito* juve*is no espaço *rbano p*s*a por uma filiação de identida*e (c*nceito de lug*r) e *o* sentimen*os de posse (co**eito d* *e*ritório). A com*reensão da ideia de Espaç* G*ogr*fico e **e este inclui por natureza o esp*ço u*bano, b*m com* que po**m*s identificar diferentes território* q*e se forma* e se de*f*rmam no a *u*lquer mom*nto, nos colo*a frente a* quão inqu*etante são estes estu*os. D* ***ma forma * compreensão *o co*ce*to de lugar e as difere*tes lu**rizações que se estabelecem *o espaço urbano pelos jov**s conte*porâne**, n* m*dida em que ci*aram, ao l*ngo da *e*qu*s*, espaços ** identificação. * ME*ODOLOGI* A pesquisa que resultou no pr*sen*e arti*o *ra*ou-se de um estudo *u*litativo q*e, para atingi* *s objet*vos prop***os, fez uso da m*t**olo**a de *artas. As cartas, n* hi*tória da hum*nidade, vêm cum*rindo papel de extrema imp**tância, *e*de a *es*oberta da linguagem até os te*pos contemporâneos, no mundo dig*t*l. Na reali*ade brasil*ira, conforme G*mes (2004, p.8): c**tas, diários ínt*mos e memórias, en*re *utro*, sempre tiveram autores e leit*r*s, mas na última década, no Brasil e no mun*o, ganh*ram um reconhe*i**nto e uma visib*ld*ade be* *a*or, tanto n* mercado *ditorial q*anto na **ade*i*. A despeito di*so, n*o s*o ainda muito numer**os os estudos que s* dedicam a uma ref*exão sistemá*ica sob*e e*te tipo de es*rito* [...] O estudo foi dese*vo*vido junto a trinta jovens en*re 15 e 2* anos que frequentam uma escola pública de um g*an*e c*dade brasileira: Porto Alegre, capital do es*ado do Rio G*ande do **l. Os sujeitos da pesquisa r*ce*eram a instruç*o *e que *co*heriam um *urista *indo do Rev. FS*, T*resina, v. 1*, *. 2, art. *, p. 110-124, ma*./abr. 2018 ww*4.*sanet.*om.b*/revista Cultura* Juvenis e P*rtenciment* Urb*no: Mapeando os Fluxos Juvenis na Cidade 1*7 ex*erior, e teriam que apresentar sua cidade par* este extr*n*eiro por *m *eríodo d* vinte e quatr* horas. Um pa**l de cart* f*i ent*egue aos suje*tos, o qual con*inha a se*uinte inscrição: "Prezado tu*ista, me chamo (fula*o) e t*re*os 24h juntos em minh* cidade, *or*an*o...". A *artir deste ponto, os sujeito* d*ve*iam escr*ver sobre seus trajeto* urb*nos. *i*ura 1 - Modelo d* pa*el de car*a entre**e aos suj*i*os da pesqui*a Solicitou-se, portan**, para os suje*tos da pesquis*, a conf*cçã* de uma carta que abordasse - *i*etame*te - u* dia de trânsit* urb*no em Porto Al*gre, ou **ja, a*u* ** colo*a- se * p*rspe*tiva da vida socia* na cid*de, já que os sujeitos levariam o turista hipo*étic* pa*a conhecer os po*tos tur*sticos */ou d* al*mentação da cidade. N*ste se*tido, Carrano (2003, p. 120) afirma que "a vida *ocial nas cidades indica para o* suje**os a experimentação de identid*des que colocam em jogo as múltiplas personalidade* requeridas pe*as rel*çõe* soci**s." P*ra a **álise do* dados, foi *tilizada análise de questões discursivas, aplicada a est* pesquisa na a**lise *as cartas escr*tas pelos sujeitos. O que foi escri*o, em su**, disse resp*ito a* panor**a da "e*crita de si", uma vez q*e os sujeitos *screveram sobre os seus espaç** *e identidad* * pertencimento. Para tanto, *s*á-se de *cordo co* Go*es (2004, p. 14), quando afirm* que: a escrita de si assume a subjet*vidade de *eu au**r como dimensão *ntegrante de sua linguagem, cons*ruindo sob*e ela a "sua" verdade. U*a vez que os jove*s- s**eitos da pesqu*sa afirmam a intencio*alida*e de l*var o h*potético turista para o* l*gares Rev. FSA, Teresin* PI, v. 15, n. 2, art. 6, p. 110-124, mar./abr. 2*18 *ww4.fsanet.c*m.br/rev*sta V. H. N. Oliveira, M. P. C. *ac**da 118 que *it*riam em sua* carta*, os mesmos criam seus espaç*s *e v*rdade, *ot*lizando dif*rentes trajetóri**. Cab* r*ssaltar, po* fim, *ue a pesquis* previu a livre aceita*ão d*s sujeitos na *artic*p*ção e a possibilidade *e qu* os mesmos saissem da pesquisa * qual*ue* momento *e sua constr*ção. Os sujeito* ma*ore* de 18 anos a*si*a*am o t*rmo de consentimento livre e *sc*are*ido e *s *ujeito* entre 15 e 18, *nos além d* assenti*e* à particip**ão na pesquisa, *eceberam autoriza*ão dos resp*nsá**is através da assinatura *o termo d* *onsentim*n*o l*vre e es*l*rec*do. Formando par*e integral do processo de consentimen*o li*re e esclarecido, houve * **uên*ia da *ireção da escol* n* qu*l se realizou a pesquisa, através da assinatur* d* termo de realização de pesq*isa acadêmi*a em a*bie*te escolar. Todos os refer*dos do*umen*os encon*ram-se *m posse dos *uto**s. 4 RE*ULTADO* E *IS*U*SÕES 4.* Anál*se do* achados de pesquisa Os **hados *o *studo aponta*am na dir*ção de difer*ntes forma* de apropriação do espaço u*bano co* rec*rrência* signi*ic*tivas, com* por exemplo, que *s três lugares mais ci*ados *a cidad* de investigaçã* foram locais públicos, co* 53% de ci**ções *est*s espaços, sendo c**hecidos parques/áreas de lazer * ócio, u*a *ez que os jovens inferem **stes espaços * serem apresentados a um turísta que por sua *idade tran**te. Desta class*fi**ção, destacaram-s* duas principa*s *at*go**as: *ma pa*a os *spa*os públ*cos (o* *arques e a* p*aç*s, com 33% de cita*õe*) e ou*ra para os esp*ços privados (os shopping*, com 20% de cit*ções). F*guras 2 e 3 - Gr*f*cos dos *ipos de espaços ci*a*os e das classificaç*e* mais ci*adas Rev. F*A, Teresin*, v. 15, n. *, *rt. 6, *. 11*-124, *a*./*br. 2018 www4.fsane*.com.br/revista Cul*uras Juvenis * Perten*imento Urb**o: Mapeando os Fluxos Juven*s na C*dade *19 O pr*ncip*l espaço vivenciad* p*los sujeitos-**vens da pes*ui*a, no que se ref*re à* á*eas **rdes, a* quais levariam um hipotético tu*ista é o Parqu* Farro*p*l*a (Redenção). Figu*a 4 - G**fi*o das áreas verdes citadas Espaç* da antiga Vila de *orto Alegre, o Pa**ue Far*oupilha já f*i á*ea de Várzea, qu* fica*a fora d*s muros e dos port*es *a cidade. Espaç* de cr**ção *e gado, de *mbates da *evol**ão F*rroupilha, de co*emorações - pre**ces - da abol*ção da escravatura, apenas em 1*27 foi *ec*arad* parque e, mu*to d*pois, em 1997, *ombado pelo *unicípio de Porto *legre co*o patr*mô**o histórico-cult*ra* *a cid*de. Figura 5 - Par**e Farroupilh* (Parque da Redenção) O P*rque F*rroupil*a é um espaço *e convivê*cia e mani*estações da* cult*ra* juve*is pres*nte* *m Po*t* Al*gre. Não no* sur*reendeu essa *esposta no questionário de pesquisa, qua*do pe*guntamos sobre os espaços da c*dad* **e são utiliza*os/ocupados/vividos pelos jovens urbanos contemporâneos. R*v. FSA, Teresi*a PI, v. *5, n. 2, a*t. *, p. 1*0-124, mar./abr. 20*8 www4.fsan*t.com.b*/*evist* V. H. N. Ol*veir*, M. P. C. Lacerda 120 Pereira (20*1) já n*s aclara** da importância do est*do da* vivências *o j*vem urbano, justament* no Parque Far*oup*lha, e*paço de pesquisa d* T*se intitulada "Doming* no Pa*que: notas so*re a experiên**a do ser jovem na contempor**eid*de". A autora *est*ca de man*ira clara a* vivências des*e* jovens * da* formas com o qu* ocu*am * P*rq*e Farroupi*ha nos mai* va*iad*s mold*s, p*r *xemplo: vivências semanais de grupos (*ri**s); a e*i*ição dos corpos o* expectad*res que *s estão assistindo; diversidade sexual e e a a "*egação" no parque; di*ersidade musical * o encontro *o* jov*n*; os jovens que a s* *mbr*ag*m co* vinho; a perfo*man*e de gru**s homos**x*ais; a performance de várias tribos; os eventos que ali **ontecem, co*o a pa*ada gay. *s shoppings ce*teres apa*ec*ram **m signif*cativa r**evância nos dados de pesquis*: dos lugares citad*s, sete foram shoppin*s, o q*e *os leva à *eflexão sobre os espaços e os m **o* de con*umo d* *uventude *onte*porânea. Com bas* **s d*dos col*ta*os, faz-*e necessária a *iscu**ão do qua*to as multinac*ona** imp*e*nam *ste desejo de consumo dos jovens, u*a ve* qu*, po* exempl*, *a** a *limentação, os lu*ares mais citado* f***m *r*ndes re*es de fa*t food, ou alimentaç*o rápida, a gra*de *aioria dentro dos shoppings cen*eres ou com lojas de r*a. Dos shoppings *a*s c*tados nas esc*itas, destacaram-s* os abaixo ex*licit*dos no grá**co. Figura 6 - Grá*i*o dos *hop*ings citad** F*lar em shopp*ng é, em um pr*mei*o *om*nto, marca* * necess*dade de u* si*tema capital*sta de pe*sar, *rqu*tetar, co*struir e manter "templos d* compras". Nã* se quer aqui f*ca* critic*ndo o sistema, a*é porq*e vivo *el*, fr*quent* shoppin** e, superf*cialmente, n*o enxergo tantos proble*as *ue mereç*m dest*que ne*te t*po de trab*lho. * fato é que o *hop*ing s* t*rno* u* *sp*ço de *i**nci* não só juv**il, *as também destes que *ã* os mais a**íduos *reque**adores destes espaç*s. Rev. FSA, Te*esina, v. 15, n. *, art. 6, p. 110-124, ma*./abr. **18 www4.fsanet.com.br/revista Cultur*s J**enis e Pertenci*ento U*bano: Map*ando os Flux*s Juvenis na Cidade 121 Em **r*o Alegre, o *hopping Prai* de Belas é o mai* frequ*ntado pelos sujeito* da pesq*i*a, co* 47% dos jovens consultad*s, af*rman*o levar u* turi*ta n*ste e*paço. Nossa princ*pal hipóstese *ara q*e tenha sido a*o*tad* este shoppin* é j*stamente pelo f*to de s** u* *ntre-caminho no tra*eto entre suas cas*s, a es*ola e *eus locais de trabalho (*stág*o). Figura 7 - Praia de Bela* Shopping Criado *m *992, o Praia *e Be*as foi *m do* primeir*s shoppin*s da capital gaúch*, juntamente com o Iguate*i, o qu*l atualmente é o a*ministrador deste s*opping. Rece*t*mente p*ssou *or obras *e ampl*ação, formata*do o esp*ço em trê* andares de lojas e *om a c*nstru*ão de um prédio ex*erno de estaci**amento, e de uma tor*e comercial ligada ao p*édio *rin*ipal do shopping. O shopping, nesse sentido, torna-se espaço de socia*ilizaç*o desses *o*ens, na medida em que o fre*ue*tam e qu* nele re*lizam *e*forman**s sociais, com* a do ultim*m*nte conh*cido "rolezinh*". Esse é o termo designad* *ar* a j*nção de jovens ** um shopping, qu* muitas *eze* é agend*da via online (Facebook, po* exe*plo). A *e*uir, p*d*mo* observar uma im*gem de um "rolezinho", que no* *sc*arece nos*a visã* sob*e a proposta. Fi*ura 8 - I*ustraç*o do *ovim*nto juvenil "*ol*zinho" Rev. *SA, *eresina *I, v. 15, n. 2, a*t. 6, p. 11*-124, *ar./abr. 2018 w*w4.f*anet.*o*.br/revista V. H. N. Oliveira, M. P. C. Lac*rda 122 Cabe ressalta* que, *esta performa*ce social do "rolezinho", o jo*em *erritorializa o espa*o do shopping, muita* vezes causando in*i*posições com * se*urança e os lo*is*as. Há o recent* c*so *e ou*r* *ho*ping, em *orto *legre que, nos finais de semana, *ar*ou a entra*a d* menores de 16 anos, s* **o **tive*s*m acomp*nh*dos do* pais *u responsáve**. So*re * *to *e o jovem terr*tori*li*ar o es*aço do shopping, faz-s* mais do qu* necessário re*omar o conceito de *erritór*o pr*pos*o por Haesbaert (2004, p. 1), quando afirma q*e: [...] território, assim, em qualquer a*epçã*, t*m a ver com po*er, mas n*o apen*s ao t*adicional "**der político". Ele diz r*speito tanto a* poder no *entido mais concre*o, de dominação, quanto ao pode* no senti*o *a*s simbólic*, de a*ropr*ação. Observ*ram-se, ain*a, *uestões de descon*ecimento de q*anto t*mpo se levaria d* um pon*o a *u*ro *a ci**d*, *omo questões de *esconheciment* do func*onament* d** espaços relatados, o que l*vou-nos a acreditar que a*guns j*ve*s apenas ouviram falar nos pontos turísticos citados, sem *u*ca haver e*tad* nos *esmos, *a*a a *ua situ*ção de origem socioecon*mic* que, p** sinal, nos p*rece *er m*ito *aixa. Os dados a*ontados nesta sess*o, *specialmente no que se refe*e ao pertenc*mento e à* v**ência* dos j*vens contemporâne*s em á**as verde* (**rque Farrou*ilh*, em especial) * em áreas privadas - s*oppings (Praia de Belas Sh*pping, em especial), c*r*oboram significativame*te com os achado* de pe*qui*a de Oli*eira (2015), em tra*alho intitulado: "Somos Jov**s: * e*s*no de Geogra*ia e a ***uta d*s Juvent*des", qua*do jus*amen*e afi*m* sob*e es*es espaços de territorialidade, pe**encimento e identidade d** sujeitos em relação à cidade. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Desta *o*ma, p*de-se afirmar que os jovens con*emporâneos *e esc*la púb*ic* *ossuem *ignific*tiv*s vi*ências urb*na*; entretanto, fa**a-lhes uma maior *propriação deste espaço, com o in*uito de me*hor conhecê-lo, seus pon*os pr*n***ais e suas questões *e ordem p*blica e s*cial. Cabe, * gu*sa da con*lusã*, recordar as imp*rtantes palavras de Car*ano, qu*ndo afi*ma *ue: *s cida*es se *prese*tam como territó*ios privil*g*ados da ação social ** juventude. Os jovens fazem a cada dia u** nov* cidade que, *m g**nde medida, é t*rra est**ngeira para aqueles que nã* c**partilha* dos mesmo* referenci*i* de identidade e se tornam impotentes p*ra reconhecer a multipli*idad* de sinai* **e ema*am de suas múltiplas prática*. (2003, p. *09). Rev. FSA, Teresina, v. 15, n. 2, art. 6, p. 110-1*4, mar./abr. 2018 www4.fsa*et.com.br/**vista Culturas Juve*is e Perten*im*nto Urbano: Mapeando os Fluxos Juvenis *a **dade 123 *ssim se*d*, *nte*de-se que, ef*tiva*ente, os jovens constroem a ca*a dia uma *ov* *id*de. Com *s amostras da pesquisa, sendo *onstruído **a c*rtograf*a dos jovens na *idade, *u s*ja, os trân*i*os dos mes*o* - p*ra além de s*as rotinas diárias - ao l**ar u* turísta para conhecer s*a c*dade os cri**d*, ass**, v*ncul*s de *denti*a*e e pertencimento aos d*ferentes e*paç*s. *s resulta*os de *ossos estud*s corrobo*am igualmen*e c*m as ideias do autor, quando a*onta que ** jovens que com*a*tilham os mesmos refer*nciais d* *dentidade (em no*so caso, escola pública, baixo nível *ocioecon*mico, m**adores d* regiõe* peri*e**féricas) tornam-s* impo*ten*es p*ra reconhec*r * m*ltiplicidade de si*ais qu* *m*nam de suas múltiplas práticas (ao não reconhecerem *odo o espaç* urb*no citado ou cit*r *spa**s q* e *unca f*equentaram, hipoteticame*te). Ao citar o parque e o shopping *omo gr*nde maior*a, **m* es*a*o* para levar um hipotétic* *uri*ta, o jo*em reafi*ma suas viv*ncias e* cotid*ano, ou seja, só p*demos falar na categoria *e cultur*s juve*is, como categoria *onceitual, na *edida *m *ue est*s jo***s exercem seus *spaços de id*ntidade (co*ceito de lugar) e de pe*tencime*to (conce*to território) em e*paços urbanos. O jovem é m*lti*lo, é efêmero, é *rban*, é transit*ri*. RE*ER*NCIAS CARRANO, P. C. R. Juventud*s e cida*es educado*as. Rio de *aneiro, Voze*, 2003. CLARK, D. *ntrodução à Geografia *rbana. Rio de Jan*iro: B*rtrand Bra*il, 1991. de
FEI*A, C. La c*udad *nvisible: t**ritór*os de las cu*turas ju*en**es. In: MA*GULIS, M.; C*BIDES, H.; VA*DERRAMA, C. Vivie**o a toda: jóvenes, terr**órios culturales y nuevas sensi*ilid*des. San*a Fé de Bo*otá: Uni*er**dad Ce*tral; Siglo De* H*mb*e, 1**8. GOMES, A. C. Escrita de s*, es*rita da H*stória: a *ítulo de p*ólogo. In: G*MES, A. C. (org.). Escrita de si, escrita da Históri*. Rio de ja**iro: Editora FGV, 20*4. H*ESBAERT, R. D*s múltip*os terr*tóri*s à multiterrit*ria**dade. *evi*ta *o PET. **rto Alegre: PET/GEA, 200*. *isponível em: (http://www.u*rgs.br/pet*ea/Ar**go/rh.*df). HAES**ERT, *. O Mito da Desterritoriali**ção: do fim dos ter*itó*ios * mul*iterritorialidade. Rio de Janeiro: B*rtrand Bra**l, 2011. OLIVE*RA, V. H. N. **mo* Jo***s: o Ensino d* Geo*rafia e a Escuta das *u*entudes. Porto Alegr*: *FRG*, 2015. **IS, J. M. C*lturas *u*enis. Lisboa: Imprensa Nacio**l-Ca*a da Moeda, 2003. Rev. FSA, Teresina PI, v. **, n. 2, *rt. *, p. 110-1*4, mar./*b*. 20** www4.fsan*t.c*m.br/*evist*
V. H. *. Oliveira, *. P. *. Lacer*a 124 *EREIRA, A. S. Domi**o no Parqu*: notas sobr* a experiên*ia de ser jove* na cont*mporaneidade. (*es* de D*utorado). Universidade *ederal do Ri* *rande do Sul. Fa***dade de Educação. Pr*grama de *ós-Graduação e* *ducação, P*r*o *l*gre, 201*. S*NTOS, M. A *a*ureza *o esp*ço: Técnica e Tempo. *azã* * Emoçã*. São Paulo: Huc*tec, 1997. STECANELA, N. Jovens e C*tidiano: trânsitos pela* cu*turas juvenis e pela *scola da **da. Ca**as do Sul: Ediu*s, 2010. Com* Ref*rencia* este Artigo, c*nfo*me AB**: O*IVEIRA, V. *. N; LA*ERDA, *. P. C. Culturas Ju*enis e Pertencimento Urbano: *ape*ndo o* Fluxos *uvenis na Cidad*. Rev. FSA, Te*esina, *. 15, n. 2, art. 6, p. *10-124, mar./a**. 20*8. *ontr*buição do* A*tor*s V. H. N. *liveira *. P. *. Lacer*a 1) c*ncepção e planejament*. X X 2) anál*se e interpretação *os dados. X * 3) *laboração do ras**nho *u na *evisão crí*ica *o cont*údo. X X 4) particip*ção na aprovação da versão fina* do manuscrito. X X R*v. FSA, Teresina, v. 15, n. 2, art. 6, p. 110-124, mar./abr. 2018 www*.fsan*t.com.br/*evista

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Ficheiro:Cc-by-nc-nd icon.svg

Atribuição (BY): Os licenciados têm o direito de copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, conquanto que deem créditos devidos ao autor ou licenciador, na maneira especificada por estes.
Não Comercial (NC): Os licenciados podem copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, desde que sejam para fins não-comerciais
Sem Derivações (ND): Os licenciados podem copiar, distribuir, exibir e executar apenas cópias exatas da obra, não podendo criar derivações da mesma.

 


ISSN 1806-6356 (Impresso) e 2317-2983 (Eletrônico)