Centro Unv*rsitário Santo Agostinho www*.fsanet.com.*r/revista Rev. FSA, Tere*i*a, *. *7, n. 8, art. 7, p. 149-172, a*o. *02* ISSN Impresso: 1*06-6356 IS*N Elet*ônico: 2317-2983 http://dx.doi.org/10.12819/202*.17.8.7 O U*o de Expressões Pejorativas em R*l*ção a Gêne*o e *exual**ade na Perspec**va de Futuro* Professore* The U*e *f Derroga*ory Expressi**s in R*lation to *end*r and S*x*ality i* the Perspective of F*tu*e Teachers Luca* ** Souza Ort*lan Licenciand* em Ciênci*s Biológica* pela Universida*e F*deral do Triâng*lo Mineir* E-m*il: lucas_**tolan@h*tm*il.com Danie* S**za Possa*i Licenciando em *i*ncias Bio*ógicas pela *niversidade Fede*al d* Triângulo Mi*eir* E-m*il: da*ielpossa*i@g*a*l.com Vict*r Ga*riel Paes Lice*ciando em Ciências Biológicas *ela Universida*e *e*e*al *o Tri*ngu** Mineiro e-mail: vi*t*gpae*@yahoo.com.b* Luís Gus**v* da Conceição Galego Dou*or em G*n*tica pela **i*ers*dade Est*dual Pauli**a "Júlio d* Mesqui*a Filho" Pr*fess*r Associa*o I/Unive*sidad* Federal d* *riângulo *ineiro E-mail: l*is.g*l*go@uftm.edu.br Fernan*o *ourenç* Pereir* *outor *m Imunologia pela Uni*ersid**e de São Paulo Professor A*junto IV/*niversidade Federal, do T*iângu*o *ineiro E-m*il: fernan*o.pe*e*ra@u*tm.edu.br Ende*eço: Lucas de Souza Ort*lan ICENE/*FTM - *v. *andol*o Borges Jr., 1400, Univ*rdecidade, *EP: **.064-200, *berab*/MG, Bra*i*. Ende*eço: Daniel Souza P*ssa*i ICENE/UFTM - Av. R*ndolfo Borges Jr., *4**, Un*verdecid*de, CEP: 38.064-*00, U*eraba/MG, Bra*il. Endereç*: Victor Gabriel Paes Editor-C*ef*: Dr. *onny Kerley de Alencar Rodri*ues Ar*igo *ecebido em 07/04/2020. Últim* versão rec*bid* em 29/04/20*0. Aprovado em 30/04/2020.
ICENE/U*TM - Av. Rand**fo Borges Jr., 1400, Avaliado pel* s**te*a Triple **vie*: De*k **view a) Uni*erdec*dade, CEP: *8.064-200, Ube*a*a/MG, Bra*il. pelo Editor-Chefe; e b) Do*b*e *lind Review *ndereço: Luís Gu*t**o *a **nceição Gale*o (avaliação cega p*r d*is av*liadore* da área). IC*NE/UFTM - *v. Randolfo Borges Jr., 1400, Univerdecid**e, CEP: 38.064-200, U*eraba/MG, Brasil. Revisão: G*a*atical, N*rmativa e *e *o*matação Endereço: Fernando Lo*renço Pe*e*ra ICENE/UFTM - Av. Rand*lfo Bor*e* Jr., 1400, Univerdecidade, C*P: 38.*64-200, Uber*ba/*G, Brasil.
L. S. *rtolan, D. S. P*ssari, V. *. P*re*, *. G. C. G*l*g*, *. L. Perei*a 15* R**UMO *s pa*r*es he*eron*rmativos s*o **evalen*es nas *ocieda**s *ontemporâ*eas, em especial no contex*o brasileiro. Esses padrões podem a*arretar uma subjugação de o*tros, produzindo a propagação de p*econc*itos mascarados em fo*ma de expr*ssõ*s e pia*a* em re*ação a gênero e sexuali**de. N*sse sentid*, o objetivo de*te trabalho foi sensibilizar futuros **ofessores, usando *omo metodologia ofi*inas d*namizadas, realiz*das com os licenciandos dos cu*sos de c*ênc*as biológicas, química, *ísica e *atemática *o ICENE/UFT*, nas q*ais f*ram co*etadas as percepções d*s sujeitos em relaç*o a* gênero e a sex*alidade a partir de e*pressões li*guísticas uti*izas em contex*os diversos. Os resu**ados podemos *ndicaram um p*sicionamento contrá*i* ao uso *e *xpressões pejorativ*s em qualq*er contexto da soc*eda*e, **bretudo o escol*r, e que * tratamen*o de con*eitos relativos à dive*si*a*e se*ual deve o*orrer de forma cu*da*os e n*o estereoti*ad*. Cons*atou-se q*e o* futuros profes**res e tod** os profission*i* da educaçã* pre*is** de conhecimento* a*erca da educação para a se*ualidade, ta*to durante su* formaçã* inicial qu*nt* na c*ntinu*da, para que po*sam ef*tivamente lidar co* as di*cr*min*ções e preco*ceitos *ue ai*d* são perpetu*d*s c*n*ra co*portamen*os e atitu*es não h*teronorm*tivas. Palavras-Chave: S*xualidade. *iadas de *ênero. Formação Inicia* *e Professor*s. ABSTRA*T Heteronormative patterns are pre*alent in co*tempo**ry *ocieties, espe*ially i* **e Braz*lian con*ext. These pattern* can l*a* to subj*g*ti*n a o* othe*s, *roducing the spread of masked pr*judices in the **rm of expression* and jokes ab*ut g*nder a** s*xuality. In *his sense, *he objective of *hi* work was to sensitize futu*e te*chers, u*ing as metho*ology dyna**c works*ops, held *ith th* graduates of the biological sc*ences, **emistry, phy*ics an* m***e*a*ics c*u*ses at *CENE / UFTM, in *hic* th* *ubjects' pe*ceptions regarding gender wer* co*le*ted. and sexuality based on li*guistic exp*essions used in diffe*e*t c*nte*ts. The resu*ts *an i*d**ate a position *o*trary to the use of pe*orative expression* in *n* contex* of s*ciety, esp**ia*l* the school, *n* that the treatmen* of c*****ts rela*ed to sexual diversity * us t occur in a careful and not stereoty**d way. It was **u*d that f*ture tea*he*s an* a** educa*i*n profe**ionals nee* knowledge about sexu*lity educa**on, *o*h du*ing their initial *nd contin*ing e*ucation, so t**t they can ef*ectively de*l with the d*scr*mi*a*io* and prejudices **a* are still perp*t**ted aga*nst b*hav*ors and *ttit**e* non-hetero**rmati**. KEYWORDS: Sexuality. *ender J*ke*. Initial T*acher Training. *ev. FSA, Tere*ina, v. 17, n. 8, ar*. 7, *. 14*-172, *go. 2020 w*w4.fs*net.com.br/rev**t* * Uso de E*pressões Pejorat*vas em *ela*ão a Gênero * Sexua*i*ad* *a Per*pectiva de Futuros Pr*fes*ores 151 1 INTR*D*ÇÃO * soci**ade contem*orâne* *ssum* *omo padr*o *ce*t*vel a heteronormati*idade (SARAIVA; SA**O*; PERE*RA, *020). * he*eronormati*id*de *stá as*oci*** com uma l*nha de pens*men*o que considera as relações de heterossexuali*ade e *eus desdobramentos no gêner* como normas dentro de *ma sociedade (WARNER, 1*93; ALMEI*A, 2002; ANDREOLI, 20*1; C**RIERI e* a*., 2013), d* forma q*e um suje*to *u* f*ge de*ses padr*es, e*p*essõ*s e argumentos pr*conceituosos *ão de**ncad**d*s e e**dencia*o* no coti*iano. De fato, Port* e F*ito*a (2*17) af*rm*m que a naturalização da heteros*exu**i*ade descarta qu*l*uer diver**dade, estigmatiz*ndo os sujei*os que não se enq**dram ne*sa *o*ma. Os *adrões *a h*t*ronorm*tividade podem se* reprod**idos no **tidi*no escolar, * p*nto de es*es serem co*siderado* o ú*ico compo*tamento "*orma*" e *c*itável (L*URO, 1999; GA*CIA, 2*09). De fato, qualquer comportam*nto que não s*ga * "nor*a he*erossexu*l", na qu*l pos*uras viris e masculinas apresenta* m*ior valor soc*al do que as demai* e a hie**rqui*ação de gênero (h*men*>mulhe**s) é uma constante. (M*SSE, *996; CON**L, 1997; KIMME*, 1998; LAMON*, 2000; BUTLER, 20*3; *OLTER, 2004; H*LE, 2*1*; *ORTO; FEI*OSA, 2017). Uma das ma*eiras dess*s pad*õe* ser*m reforçados * por **io d* linguagem, e den*minaçõ*s pej*rativ*s ** relação aos sujeitos não- heteronormativo* contribu*m para a m*nute*ção desse* p*drõ*s (COSTA, 19*2; DIAS, 2*00; *OURO, **00; M*URA, 2008; JUN*UEIR*, 20**; PORTO; *E*TOSA, 2017), * pr*duzem uma severa autocensura nesses sujeito* *o*a do padrã* (P*RTO; F*ITOSA, 2017). O cotidi*no escolar to*na-se, *e*se s**t*do, um espaço de m**ut*nção dos p**r*es *e*eronorm*tiv*s, *uit*s vez*s reflet*dos no* códigos verbais e não *erbais com os q*ais a com*nidade se com*nica. Os pr*fessore* em form**ão, que em breve o*upa*ão esses es*aços, devem refle*ir sobre ess*s ques**es. A proposta deste trabalho surge a partir da percepçã* *e um g*upo *e es*udantes do curso de Licencia*ura em *iências Biológicas da Universidad* Fed*ra* do T*iân*ulo Mine*ro (UFTM, Uberaba, M*) *cerc* ** questã* dos padrões h**er*normativos * as expressõ*s pejorativas r*lacionadas ao g*nero e à sex*alid*de. Nas discipl*nas de "Est*do e *esenvolvim*nto de Proj*tos I e II", um grup* de três d*sce*tes, sob a supervisão *e dois d*ce**es, *ropôs a *ea*ização de ofi*ina* sobre o tema, que for** ministradas a outro* fu*uros professores, oriun*os das *icencia*ur*s em Ciências B*ol*gicas, Física, Matemática e Quími*as que *ão o*e*ecid** no "Ins*i*ut* de Ciências **atas e Naturais e Educ*çã*" (ICENE/UFTM). Rev. FSA, Ter*s*na PI, v. 17, n. 8, art. 7, p. 149-1**, a*o. *020 www4.f**net.co*.br/revista L. S. O*to*an, D. S. Pos*ari, V. G. Pire*, L. G. C. G*lego, F. L. Pereira 152 O objetivo dessas oficinas foi sens*bi*izar *s futu*o* profess*re* acerca de preconc*itos re**cionados aos pad*õ*s não-h*teronormati*os, perpetu*dos po* meio de e*pressões pejorat*vas *m *el*ção ao gêner* e *exualid*de. Além disso, foram re*lizadas análises e refl*xõ*s so*re * perspecti*a desses l*cenc*andos em relação ao te*a, e d* que maneira o padrã* he*eronorma*iv* pode interferir na dinâmi*a soci*l dentro da escola e como discussõe* dessa naturez* p*de* propiciar aos pr*fe*sores em f*rm*ção reflexões *obre **a **ática docente. 2 REFERENCIA* TEÓRICO O uso de *xpressões pejorativas relati*as * gênero e * sexualidade no ambiente escola* é inten*o. Pi*das, rid**ula*izações, *r*ncadei*as, *ogo*, apelidos, i*sinuaç*e*, ex*res*ões desqualific*ntes e desumani*antes são frequentemente *t*liz*das por *lun*s e, po* vezes, po*
profess*r*s. Tratamentos preconceituosos, *ed*d*s di*criminatórias, *fensas, const*an*i*en*os, a*eaç** e a*ressões f*sic*s ou verbais têm sid* uma constante na rotina **colar de u* sem-número de p*sso**, *esde mui*o c*do expostas às múlt*plas es*ratégias d* pod*r e a *eg*mes de c*ntro*e e vigilância (JUN*UEIRA, 2012). Pode-se re*saltar *ue tai* piadas e expressões d*famatórias não direcionada* somente a *omossexuais ou qu* apresentam o*tro* pad*ões *ue não o het**onormativo, de *orma que muitas vezes um *ndivíduo h**ero*sexual, a* apresenta* um* postur* ou um co*portamento que fuja *esse padrão, tam*ém se t*r** al*o de *reco**eito (SOUZA et al., 2*16). G**oi (2013) acredita que multiplicidade * de piadas, nomes joc*sos e gozaçõ*s possívei* demonstram a *i*tinção de *oder ** uma he*e*onorm*tividade estabelecida, *m *o****pont* a tudo aquilo que fu*a a ela. S*gu*do o autor, não é nece*sári* s*r homossexual, bissexual, *ra*sexual o* tr**est*, mas apenas parecer fugi* dess* r*gra. A escola é um dos re*ponsá*eis p*incipais pa*a * pr**esso *e de*construções de preconceitos e a disse*inaç*o da igualdad* entre *s pessoas. Poré*, *ui*as vezes a inst*tuição e os prof*ssionais não se mostram pre*arad** para tratarem do assunto de f*r*a di*na, rot*neiramente ignorando o* fatos, de f*rma que a diversida** sexual é co*stantemente ignorada nas escolas, se*do a heterossexualidade e *eus estereótipos a únic* manifestação sexual p*ssíve*, desqualific*n*o ** *utr*s fo*mas de ex*ressão sexual (JESUS, 2015). Nesse meio educacional, *s p*econceitos muitas vez*s n*o se revelam diretamente. A vi**ência n** * *o*ente f*s*ca, m*s principalm**te verbal. *orges e* al. (2011, * .2 6 ) *onsideram que *ssas manifestações pre*oncei*uo*as: Rev. FSA, Teresi*a, v. 17, n. 8, a*t. *, p. 149-1*2, ago. 2020 www4.f*anet.com.br/revista
O Uso de Expressõe* Pejo*ativ*s em Re*açã* a Gênero e Se*ualidad* na *erspectiva de Futur*s Professores 153 [...] desvel*m-se ** formas mais *uti*, como *s d* v*o*ênc*a *elada (simból*ca), ou seja, atr**és de p*ada*, *rincadeira* jocosas o* mesmo comentár*os e ins*nuaçõ*s de desejo de afastamento d* p**soas reco*hecid*s como ho*osse*u*is. Mesmo essas formas sutis p*de* **oduzir consequênci*s psicológicas aos s*j*itos que *s viven*iam. Mu*t** in*tituiçõ*s de ens*no não sabem l*dar c** *ssas si*uações, permitindo *ue essas *njúrias se perp*tuem. J*s** (2015) afirma que h* carên*i* na formação doc*nte de e*tudos que *nglobem as temáti*as como diversidade sexual, *omossexualidade e homofob*a, de forma que @s d*centes *intam-s* des*reparados par* disc*t*r esses a*suntos em sala de aula. *a* situaç*o con*ri*ui com a omissão d*sses temas no espaç* escol*r, acarre*an*o diversas práticas ho*ofóbica* (agre*s*es físic*s e/ou v*rba*s, exclusões, ameaças si*b*li*as, entre o*tros) *ontra *s indivíduos que se decla*am *ontrários a* p*drão *eteron*rm*tiv*. Assim sendo, o silen*iamento e/ou negaç*o da diversida*e sexual na escol* contribui par* o *naltecimento d*s manifesta*ões *e preconce*tos. D**sa forma, Junqueira (2012, p.*6) afirma qu*: [...] a esco** se mo*tra como insti*uição forteme*te empenhada na reafirmação e na g*rantia do êxito *os processos de heterossexualização compul**ria * *e incorporação das nor*as ** gêne*o. Muitas instituições de ensino corroboram para que as piadas acont*ça*. D*ret*res, funcionár*o* e profess*res *mitem em seus discursos expressõ*s inapropriadas e tendencios*s. É pre*i*o *ue os docen*es *ejam preparados e f*rmados para **ir corre*a*ente e não i*nore* *s julgamentos e into*e*âncias, e nem os estimulem. *ssa* "brincadeiras" não podem se* cons*derada* natura*s. Jesus (2015, p.22) ressalta: [...] O educador pode, a partir de suas atitudes, ser * primeiro modelo no *ombate * ho*ofobi*, n** pe*mit*ndo comportamentos discriminat*rios *ntre os alu*os, s*ja *m *uas falas ou até mesmo em usos *ejo*a*iv*s de n**es, *u quaisquer o*tros **pos de c*nduta qu* le*em à de*valorização do indiví*u* *omossexual. Dess* mod*, a educação *em um papel fundamental p*ra * pr*pagação da igualdade, d* question*r a hierarq*ia da heterossexualidade e pro*over * cidad*nia. *essa forma, o e**cador pr*cis* reconhecer su* função como age*te crucial ne*sa luta *ara assi* *rovidenc*ar medidas cabíveis *ara f*tu*a* tran*fo*mações no que diz r*speito * *sses *omport**entos. Jesus (201*) pr*põe *ue *m pri*eir* pas*o é identi*ica* os argumentos * res*eito da sexual*da*e que permeiam n*ssa cultu*a e então comb*t*-los tendo em vi*ta o combate à discr*minaç*o e ao preconcei*o. O autor afirma aind* *ue a esc*la é u* *ev. FSA, Tere*ina P*, v. 17, *. 8, art. 7, *. 149-172, ago. *020 *ww4.*sanet.com.br/revista *. S. *rto*an, D. *. *ossa*i, V. *. Pir*s, L. G. C. Galeg*, F. L. P*reira **4 espa*o de sociali*ação d* dive*s**ade sexual e deve ***cret*zar seu co**romisso co* a igualdade. O uso de *xpres*õe* p*jorati*a* *o ambient* escolar a*resenta um *orte caráter preconceituos* que de*e ser exte**inado *a n*ssa sociedade. "Para *e ser *iado", "*lha que gayzi*ho", "*nda igual homem", "bi*hinha", "baitola", "sap**ão", "ela se veste igua* um homen*inho", "s*nta igual *ocinha" são algu*s exemplos comu** de expressões *esse *i** e es*ã* r**aci*nad**, *m suma, com qualqu*r forma de existência de **entidade de gên*ro ou de sexua*idade dif*rente d* heteronorm*tiva (GODOI, 2013). Esses pad*ões heterono**ativos precisam ser re*ensados, discutidos e res*ign**icados *o ambiente escolar, e *m momento importante pa*a esse processo *eri* durant* a formação inic*a* *e professor*s. 3 METODOLOGIA O trab*lho foi desenvolvido a partir da realização de tr*s *ficinas sobre o *so de express**s *ej*rati**s em relação ao gênero * à s*xualidade oferecidas a li*enci*ndos dos cur*os de Ci*n*ias Biológicas, Física, Matemá*ic* e Química do I*EN*/U*TM. Cada of*cina foi dese**olvid* *o* diferentes a*ordagens metodológicas, *e*urs*s e ins**umentos avaliativos, o que poss*bil*tou a i*enti*icaçã* *e *ma variedade de resultados, além de apr*x*mar a temá*ica co* a* diversa* a*tidões do* alunos part*cipantes. *pós cada o*icina, os realizadore* da o****na reali*avam anotaçõ*s em *m d*ário de campo, no qual r*digia* *uas impressões e reflexões s*bre o que acontecera em ca** uma del*s. A divu**a*ã* das oficinas *correu a*ravés *e *ar*a*es (Figur* *), que foram espal*ad*s pelos m*rais do ICENE/UFTM. Os cartaze* for*m conf*c*io*ados com o objeti*o *e desperta* curiosidade **s leito*es pelo t*** e ao mesmo tem*o **sti**r fu*uros professore* a p*rticiparem *as oficinas. Um *ódigo QR foi desenvolvido * *ua ades*o *o ca*ta* possibilitava que os discen*es interessados pudessem reali*a* instanta*eamente in*crições onlin* através de s** smartphone. Cer*a de 20 discentes *a U*TM re*lizaram sua inscrição. Dentre *l*s, 15 alunos participaram efetivament* das of*cinas, sendo el*s: * *icenciandos d* cu*so de C**n*ias Bioló*icas, 4 li*enciandos *o curso ** Mat*m*tica, 2 licenc*and*s d* curso de Química e 1 **cenciando do curs* de Física. As insc*ições, além de *ossibi*it*rem o acesso *s inf*rmações pessoai* do* participantes, permitiu ain*a colet*r, por meio de um questionário avaliativo do Go*gl* (Fi*ura 2), a opinião dos participantes sobre a te*ática. Rev. F*A, Teres**a, v. 17, n. 8, art. 7, p. 149-172, ago. 20*0 w*w4.fsanet.com.b*/r*vist* O U*o de Expre*sões Pe*orativas em R*l*ção a Gêne** e Sex*alidade na *erspectiv* d* Futur*s Pr*fessores 155 Fig*ra 1: Cartaz *e divulgaçã* das *ficinas Figura 2: Questionário para a ins*riç*o nas oficinas. Rev. FSA, Teresina PI, v. 17, n. 8, art. 7, *. 149-172, ag*. 2*20 www4.f*a*et.com.br/*evista L. S. Ort*lan, D. S. Poss**i, V. G. Pire*, L. *. C. Gal*go, F. L. Pereira *56 A primeira *ficina f*i "Sensibilizando futuros p*ofessores", e teve c*mo o*je*ivo a utilização de r*cursos *ud*ov*su*is para promover a sensibili*a*ão *os licen*iandos presentes na of*cin* sob*e * temática das *xp*essões p*jorati**s e como e*a* estão inser*das em muitos discurs** do cotidian* escolar e na so*iedad* em g*ral. Para essa oficina, real*z*mos um * rod* de conversa ap*s a e*posição de um *ídeo p**duz*d* **los i*teg*a*tes d* grupo (https://youtu.*e/gNb1*NLxbec, acesso em 06/04/2020). Esse vídeo demost*ava s*tu*ções cotidiana* que aco*tecem c*mum*nt* entre amigos colega* no e âm*ito escolar, quando as expressões fazem *arte dos diálogos de inúmeras p*ssoa*, *amufladas em suas falas, passan*o despercebidas pelo olhar da sociedade e não ganha*do notoriedad* quand* col*cada* *m q*est** as conse*uências d* preconceito no que se refere à diversidade sexual. Vale le*brar que o víd** evid*nciou que os re*eptores das expressões não neces*ariam**te possuía* uma o*ienta**o sex*al caracterizada p*la homossexu*lidade, mas sim, por qualquer in***íduo que fug**se do padrão heteronormat*v*. Dessa *orma, no v*de*, foram demonstradas sit*ações em que tanto heterossexuai* como homo*sexu**s escutavam "pia*as" ou "brincadeiras" sobre gênero * sexualida*e, simplesmente por *emostrar uma po*tu**, atitude ou com*ortamento que distin*uisse *a het*ronor*atividade. Jovem que não *a* a festa para estudar, é *otulado de "gayzinho". Mulher qu* se*ta com as per*as aber*as, é chamada de "sapat*o", p**s ela deve*ia "*entar igua* moça". S*tuações como essas ilustr*m *om* as rea*õe* das pessoas *ue sofrem dessas p**voc*ç*es podem va*iar, *ma vez que a r*cepção dela é subjeti*a e i*dividual. Ess* vídeo *o* um mobilizador de sen*açõ*s nos licenciandos e cataliso* a dis*us*ão da rod* de conversa, *a qual todos os *re*ent*s expusera* qu*l *oi su* sensação ao assistir ao víde*, ge*and* refl*x*es sobr* a temática. A *egunda of*cina, int*t*lada "Paród**s pejorativas", *oi realizada com o o*jetivo de s* pro**zir paródias pelos licen*iandos, e**imulando-*s * cr*ar letr*s *om e*pressões pejor*tivas utilizando como referência son*ra m*sicas já existentes. In***alm*nte, f*i reproduzido o *l*pe *e "Indestrutível", canção do cantor Pabllo Vitt*r (*ttps://www.youtube.com/watch?v=*8B72HzTuww *cess* em 0*/04/2020) que retrata homof*bia, bu*lyin* e agress*o físi*a, mas també* apr**enta *os prim*i*os *e*undos *o cli*e alg*mas expressões pejora**vas, co*o "*ayzão", "viado" e "*cho que e*sa coca é fan*a". Em seguid*, foi reproduzida uma paród*a, colet*da d* platafo*ma You*ub*, nomeada "P*ródia 24 horas p*r di a - Alô, família trad*cion*l brasi*eira" (https://www.y*utube.com/watch?v=p_xzMSAj*ts aces** em 06/*4/20*0), da música "24 hor** por dia", da Ludmilla (https://www.yo*tube.c*m/*atch?v=a-kSUQBKgSM , acess* *m Rev. FSA, Tere*ina, v. 17, n. 8, art. 7, p. 149-172, ago. 2020 www4.fsanet.*om.br/revis** O Uso de Expres*õe* *ejorativas em Re*ação a Gênero e *e*ua*id**e n* Pers*ect*va d* Futuro* Prof**sores 157 *6/*4/2*20) para inspir*r o* pre*entes no mome*to da sua posterior compo*ição. Tal par*dia ex*cutada engl*b*u diver*os temas dentro da *i*ersidade sexual e ev*d*nciou p*ssoas que *parentem*nte s**era*am *s pr*c**ceitos sofridos c*ntra sua orientaç*o sexual. Dess* forma, o* licencian**s foram divididos em dois g*upos *ue el*borar*m, cad* um, uma paródia. Após *l*borarem a let**, cada grupo *pr*sentou a paró*ia p*r* os c**egas. A *erceira oficina, foi denominada *e "Balões prec*nceit*o*o*", e teve como prin*ipa* *bj*tivo mimetizar nos licenciando* o papel daqueles *ue sofrem o prec**ceito. *ara isto, bal*es (*exigas) cheios *e ar r*cebera*, em seu interior, p*pé*s com situaçõe* que r**rat*vam prec*nceitos e *ompo**ame*tos em relação a *uem sofre prov**ações em re*ação ao gênero ou à sexualidad*. As sit*aç*es fo*am as segui*tes: *OU HOMOSSEX*AL - ME DÊ UM AP*LIDO PEJORATIVO E *IQUE LON*E DE MI* SO* *ETEROSSEXUAL - ME *Ê U* *PELI*O PEJORATIVO, M** SEJA MEU AMIG* SOU PRECONCEITUOSO E *REPOT*NTE - TENH* MEDO SOU PRE*URSOR DE D*SCURSOS P*JORATIVOS - M* CONS*IE*TIZE *U VISTO *OUP** "INA*E*UA*AS" PARA O M*U GÊ*ERO - ME DÊ UM AP*LIDO PEJORATIVO EU NÃO TENHO UMA POSTURA *E ACO*DO COM O "PADRÃO" PARA O MEU GÊNER* - ME D* ** APELIDO PEJO*ATIVO MINHA VOZ É DIFERENTE DO "PADRÃO" PARA O MEU GÊNERO - ME DÊ U* APELIDO PEJ*RATI*O SOU *O*OS*EXUAL - ME IGNOR* SOU TRANSE*UAL - ME ** UM APE*IDO PE*ORAT*VO PELAS MINHAS COSTAS EU N*O TEN*O UM COMP**TAMENTO DE ACORDO COM * "PADR*O" PARA O MEU *ÊN*RO - ME DÊ UM APELIDO PEJ*RATIVO SOU HO*OSS*XUAL - *AÇA PIADAS Cada pe*s*a escolheu um número c*rres*ondente a um *alão, e em segu**a o estourou. O papel com a si**açã* foi aderid* à te*ta do par*icipante, d* forma que ele n*o *onsegu*a s*ber qual era, ma* os d*ma*s *ic*nciandos, s*m. Dessa fo*ma, * ind*víduo *ue *s*ourara o balão era categorizado em um *ru** de i*e*tidade de gênero *u sexuali*ade e os *emais deveriam agir como a situação solicit*va. Por exemplo, o pap*l "Homossexual" Rev. *SA, Teresin* P*, v. 17, *. 8, *rt. 7, p. 149-172, ago. **20 w*w4.*san*t.com.br/revis*a L. S. *rtolan, *. *. Possar*, *. G. *ires, L. G. C. Galego, F. L. Pereira 158 deveria ser tratado pe**s demais co*egas *om "piad*s". Quando todos *stavam co* as *itu**ões em su*s testas, **iciamos a dinâmica. Ambos int*ragiram uns com os *utros por um tempo de *pro*i*adament* 5 minutos. Quando alguém se apr**i*ava de *m ind**íduo deve*ia tr*tá-lo de acordo c** * qu* estava *ot*lado e* sua testa. Assi*, cada ** recebeu *m tratamento d*fer**te e *ô*e se *olocar no lugar das pessoas alvo d*ssa* pr*vo*ações n* *i * * d*a. Porém, os partic*pantes não sabia* o ***q*ê *e escut*r aquil*, até que descobriss*m a personali*ad* que lhes fora atribuída. Após a di*âmica, uma roda de con*ersa foi organi*a*a p*ra que as situ*ções fossem discu*idas, bem com* as sen*ações viv**ciadas pelos l*c*ncia*dos *as situaçõ** d* provocação. * análise do* dad*s *oi *ealizada * *artir d*s inform*çõ*s coletadas n* questio*ári* onl*ne aplic*do nas inscrições das ofi*inas, nas re*lexões regis*ra*as no di*rio de campo, na* paród*as ela*or*da* na ofi*ina 2 e na* *bservaç*es das atitu*es e discursos dos licen*ia*dos part*cipan*es das *fic*nas. 4 RESU*TAD*S E DISCUSS*O Os *ujei*o*-par*i**pa*tes d*s **ici*as corres**nd*ram a 70% de mulheres e *0% *e homens, **m pred*mínio ** heterossexuais (67%), e*quanto os d*mais (33%) se i*entificaram co*o ho**ssexuais (20%) ou bissexuais (13%). A média *a i**de dos particip*ntes f*i 23 anos, *endo que o ma*s novo tinha 18 anos, e o mai* *e*ho, 45 anos. *o geral, os par*icipantes rel*taram *unca terem sofrido n*nhum pr*c*nce*to relacionado à sua ori*nta*ão se*ual. As ex*ress*es p*jora*ivas do cotidian* mais citadas p*los l*cenciandos f*r*m "bi*ha", "viadinho", "m*lh*rzinha", "gay", "boio*a" e "sap**ã*". *ntendemos que as ex*ressões pejorati*as em *elaç*o a gênero e sexualidad* se pr*pagam nas mais variada* formas e atingem *s *ais divers*s in*ivídu*s, po*ém, anali*ando tais *ermos preconceit*osos apresentados pelo *rupo *e licenciandos e* que pautamos nossa p*squisa, perc*b*mos que *o amb*ente soc*al em q*e eles estão i*serido*, essas "br*ncadeiras" são dir*cion*das, em *ua maioria, para p*ssoas do gêner* *asculino. A social*zação masculina é cara*teri*ada *or situações nas quais o homem deve evitar comportamentos e padrõ*s heter*normati*o* atribuídos a mulheres, p*ra *er cons*derado *m home* (B*TLER, 20**; PERROT, 2007; V*RGAS; CARV*L*O, 2011). O f*minino se torn* até o polo de rejeição c**tr*l, o *nimigo interi** que deve ser co*batido *ob p*na de se* considerado uma mulher s*r (ma*) trat*d* como *a* (WE*ZER-LANG, 2001). Em *ista e Rev. FSA, Teresina, v. 1*, *. 8, a*t. 7, p. 149-17*, ago. 20*0 ww*4.fsanet.com.br/*evist* O Uso de *xpr*ssõe* Pejorativa* em *elação a G*ne*o e Sexua*idade na *erspe*tiv* de Futuros P*ofe*sore* 1*9 disso, é frequente que os indiv*duos do gênero mascul*no p*opaguem e, ao me*mo tempo, sejam receptores *o p*econceito e alvo de zo*barias com mais int*nsidade, pois estã* i*seridos em um *ei* que impõe com* de*e ser o compor*a*en*o de *m "**me* de verd*de", e q*em foge desses padrões é o alvo. *al *ator é adv*nd* de um contexto hist***c*-*ultu*a* em que n*ss* socie*ade s* desenvolveu, ** qu*l a **lt*ra do machism* perp*tu*-se até *oje com grande magni*ude. E em me*o a essa social*zação masculina, h* uma luta *ons*ant* em seguir os padrões heteronormativo*, para que esses sujeitos do sexo m*scul*n* não sejam af*tados p*las ex*ress*es pejorat**as e pelas chacotas, co*o apontado por *enzer-La*g (2001, p. 465), que conc*ui "[...] é necessário sempre se dis*inguir d*s *r*cos, das fem*azi*has, d*s "veados", ou s*ja, daquel*s *ue podem ser consi*erados como n*o-home*s". Os licenciand*s acre*it*m, *in*a, qu* *b**dar questões so*re sexualidade * gênero *o âmbito *s**lar traz uma maior consci*ntização sobre o tema, in*trume*ta*izando os futuros professores para agir diante das situa*õ*s preconc*itu*sas. *ara el*s, *ui*os caso* são provenientes do amb*ent* esco**r, sendo ass*m, dis*uti* ess* problemática *oderia reduzir o nú*e*o de agressores e sujeitos p*opagadores *esses pr*c**ceito*. De fa*o, é na escola que se o*serv** casos ca** *ez mais freq*ent*s na mídia, si*uações de preconce*to que geram comportamen*os discriminatóri*s *iante das mais diversas d*ferenças (BORGE* et al., *011). *uando q*estionados se p*esenciaram algum preconc**t* s*x*al com uso de *alav*** pejo*ativas n* univer*idade, * maio* part* d*s pa*tic*pantes das oficinas disseram te r p**senciado e que suas sensa**es ao testemunharem foram de incômodo, irritação e alguns r*l*tar*m até que intervieram, pois se s*ntiram empá*icos *om que* es**va sofr*ndo tal a*o, po*s en*endem que t*is *iscriminaçõe* *odem acarretar *uitas consequências n a vi da das *essoas af*tadas. Nesse sentido, Go*oi (20*3, *. **) ressalta que "[...] ser ob*eto de ri*adas alh*ias const*tu* frequen*emen*e uma fonte de do*es e sofrimentos psíqui*os, já q*e viola* ex*ec*ativa* exis*encia*s de reconhecime*to coletiv* d* dignidade pessoal". **rtanto, é plausível dizer que os senti**nto* e as reaçõe* do* *lvos de preco*ceito c** uso de expressões pejorat*v** sejam dis*repantes, *ois as impl*c*ções variam de sujeito para sujeito, e m*smo em alta ou baixa escal*, é not*rio que m***as de*as acarretam sérios danos ao* indiv*duos-alvo das provocações. A questão *o posicionamento dos *icencia**os, enquanto profess*res diante *as *ituações de provocação, dividiu as opi*i**s: parte d*les sen*e **e ai*da não poss*em fo*mação teórica e prática de sa*a de aula *ar* *od*r inte*vir em um assunto delicado co*o este; outr** ac*editam s* sentirem segu*os par* po*er combat*r *al ato, poi* e* s*a formação *ev. FSA, Teresina PI, v. 17, n. *, *rt. 7, *. 149-172, ago. 2020 www4.fsa*et.*om.br/revis** L. *. Ort**a*, D. S. Po*sar*, V. G. Pir*s, *. G. C. Galego, F. L. Pereira 16* procuram p*rti*i*ar de pale*tras, *ficinas e at* mesmo rod*s de convers*s q*e podem ser úteis para sua co*scienti**ção e para cons*g*irem tratar o tema com m*is preci**o de uma e maneir* mais adequada. As oficinas realiza*as neste t*abalh* *ontempl*m um asp*cto i*p**tante do preconc*ito e* rel*ção *o gênero e à s*x*a*idade na escola: a ut*lizaç** d* expressões pejorativas. A primeira oficina permit*u que os ins*rit*s pudessem comp*e*nde* * te*a *borda*o através do vídeo executa*o, no qual foram ilustradas dive*sas si*uações do *o**d*an* e* q*e expressões pejorativ** são *tiliz*das. Algu*as dessas i*pressõ*s (I) são *ranscritas a s*guir: I1: "A sensação ao ver c*nas de di*crimi*ação e preconceit* é de extrema i*digna*ã*, pois é *ame***vel saber que a*itudes como *stas ainda *ão muito presentes e* nosso co*idiano, e *em que haja nenhum *ipo de punição ao agress*r, ou *ualquer tipo *e con*cientiza*ão *ar* al*erar essa realidade. \\ I2: "É tri*te e ao m*smo tempo r*voltant*, pois se para*mos para ana*isar situações como es*a ocorrem diari*ment* e muitas ve*es as pessoas *ão per*ebem * impacto qu* *sso po*e ocorrer n* vida das *ít**as\\ É not*vel que o *reconcei*o referente a gê**ro ou sexualidade ai**a é muito praticado no meio escol*r ou a*adêmic*, é cometi*o impun*me**e devi*o à falta de co*h*ci*en**, ou até mesmo pela ação *a h*teronor*ativida*e imposta *elo senso *omum. Nesse sentido, Souza (2016, p.112) conclu* que: "Uma d** instituições em q*e t*rna-se bast*nte visí*el a div*rsid*de é justamente * esc**a ond* pre*om*na a p**ralidade de gêneros e **entidades sexuais, em g*ande part* das v**es, ce*ceadas **los *uros e amarras, que tentam e**uadrar todos/as n*m pa*rão *oci*l arbitrário que limita e oprime o di*eito de ser * *xpressar, de *orma s**ur* e d***crática, as *ife*enças." A ofensa é pra*i*ada por uma pessoa qu* *e se*te ma**r, seja *isicam*n*e ou socialmente, gerando gr**des *mpactos na vida dos oprimidos, pois **ev*le*em nes*es ca*o* a a**rmação de *od*r e v*ntade * qu*lquer cus*o *e humi*har o *róximo (GRILLO; **NTOS, 2015). *ev. FSA, Tere*ina, v. 17, n. 8, a*t. 7, p. 149-172, ag*. 2020 ww*4.fsanet.com.br/*ev*sta * Uso de Expressões Pejo*ativas em Re**ção a Gênero e S***alidade na Perspec*iva de Fu*uros Professo**s 161 Tais *m*r*s*ões exp*i*em o des*o*forto *os li*enciandos com a fa*ta d* *uniçã* do agressor. D* mesmo modo que pessoas se sent*m incomodadas, existem a*ue*as que são empáticas *os agred**os, co**orme pode ser *otado nas *mpr*ssões a *eguir: I3: "Fiqu*i tr*ste, p**s *sta real*dad* faz c*m que muitas pe*soas sofram, muitas vezes em s*lên*io, po*endo ac*rretar em conse*uências d*ástic*s e até o sui*ídio. \\ I4: "Um s**ti*e*to de *ulpa por u*a* exp*essõ*s da soci*d*de atu*l se* saber como pode machuc*r e ferir *ma pessoa, muitas ve*es por bri*c*deira as pessoas **aba* fer*ndo os sent*men*os de p*ssoas que carreg*m um peso muito grande nas costa* como faculdade, tr*balho e a própria família, devemos pensar no que fa*amos.\\ *5: "Após a *nálise do víd*o p*rcebe-se o quanto al*umas \b*incadeiras\ de mal gost*, *uins * desagradáveis *uiam um signif*c*tivo de*conforto com o pró*imo *ausando péssimos *entime*tos com as pessoas que a escuta. \\ I6: "Eu *enti vergonh* * *rustraçã* tan*o por assist*r e ver que há pessoas *a**osas, qu*nto pr**encialm*nte. As pes*oas t** que *er consci*nc** que não somos iguais, t*mos g*stos distintos e isso *os torna *nicos e *spe*iais. \\ Existem leis qu* *om*atem tais atrocidades, como a Lei 18.185, de 6 de novembro de 2015, que *nstituiu o Pro*rama de Combate à intim*dação Sist*mática (bullyin*). Est* pr*grama conta *om uma equipe que capacita os docentes e equipe* pedagógicas para lidarem com todo* *s desrespeito* *ome**do* com as v*timas do heteron*rm*tism*. * in*uito desta *ção é tor**r o mu*do u* l*g*r me*ho*, sem di*cr*m*nação * preconceitos, tentando conscien*izar todas a* pessoa* que um dia fo*am ou serã* submetidas a um ambiente div*rs* (SILVA; BORGES, 2*18). O *ela*o * se**ir sinte*iz* uma perce*ção bem *finada a *sta perspect*va: I7: "A gr*nde maio*i* das expressõ*s mostradas no v*deo sã* *requentem*nte uti*izadas e muitas vezes com m*i*a *atural*dade. Sexu*lidade e gênero que **r m*ito te*po *o* um tabu, hoje, vem t*ma*do esp**o. Pri*ci*alment* enquanto ma*s jo**ns, as pessoas tend*m a brincar e n*o sen*ir i**ômodo nenhu*. Com pass*r *o t*mpo, com u* po*c* o Rev. FS*, Teresin* PI, v. 17, n. *, art. *, p. 149-17*, ago. 2020 www4.fsanet.com.br/revist* L. S. O*tolan, D. S. Po*sari, *. G. P*r*s, L. G. C. Ga*e*o, F. *. Pere*ra 162 *ais de conhecimento, presenciar isso começa a causar certo d*s*onfor*o e muita* vezes repul*ante. Ent*etanto, para aqueles que sofre* *s danos, *númera* vezes, são m***r*s. A desp*ito dessa pe*spect*va empática, al*uns licen*iandos não considera* a utiliza*ã* das expressões pejorati*as uma agre*são a* sujeito. Um deles afirma, p*r exe*plo: *8: "A*esar de saber que acontece muito, não obser*o ou pres**ci* o uso dessas expr*ssões *o meu cotid*ano, pe*o *enos não com uma fre*uênc*a percep*ível *ara *im. Com conside**ção * is*o, nã* senti *mpat*a o* nen*uma p*oximidade com realid**e a exposta. " É compreen*ível q*e haj* uma divers**ade em re*açã* à* *pini*es sobre a* e*p**ssões *ejor**iva* e ao *reconceito, mas a *aioria de*as visa * i*ualdad* e ao *em-estar *e*al, notando -s* *ma certa c*n*ci*nci* sobre o tema. A segunda oficin*, p*r s*a v*z, poss*bilitou * pro*ução de paródias *ntegran*o as expr*ssões pejora*ivas *m s*a composição. Uti*izamos o método de **ród*a para essa oficina pois os j*go* *juda* a criar um entusiasmo sob*e co**eúdo a ser trabalh*do, a fim o de consi*erar os intere*ses e as mot*vaçõe* dos ed**andos em e*pressar-se, agir * int*ragir nas *tiv**ade* *údicas realizada* (CHAGUR*, 200*; BARCELO*; JACOB*C*I, 2011; A****O, 2018). As paród*as reali*adas *a *ficina **ram tr*nscrita* abaixo, possibilitando a discussão e obse*vação d* com* os **u*os integraram o tem* n*ssa atividade e quais foram as expressões mais decorrentes utilizada*. A pri*e*r*, basead* *a *úsica "Do*a M*ri*", d* T*iago Brava (*ttps://www.youtube.com/watch?v=qaPDDTLkB2U , acesso e* 06/04/20*0) * a segunda, "Vai Malandra", d* Anitta e cola*ora**r*s (https://www.*out*be.com/watch?v=**hptB*_-V*, acesso em 06/04/20**): P*r*dia g*upo 1: Me desculpa v*r aqui *esse jeito Di*ere*te do tra* seu con*eito De cam*sa larg*, o que mul*er não faz Caminhoneira, sapat*o, me d*z o que mais¿ Eu *a**ém ten*o os meus direito* Ser diferent* não é um defeito E o que mui*os f*lam, todo mundo fa* Rev. *SA, *eresina, *. 17, n. 8, art. 7, p. 149-1*2, ago. 2020 *ww*.fsa*et.com.br/r*vi*ta * Uso de Expressões Pejo*ati*as em *elação * G*nero e Sexualidade na Pers*ectiva d* Fu*uros *r*fessores Mas ho*e eu não vo* aceitar levar *m não *ra casa Dona Maria De*xa eu namorar a *ua filha Ser *ésbica *ão é putaria Homo*óbico n*o ent*a no céu D*na *aria *eixa eu namor** * sua filha De*xa de l*do essa *ua homofob*a Homofobia não é um b*m pap*l Par**ia grupo 2: *ai bi*hinha, an an Ê tá louca, tu d*ndo *sse bumbu* T* pedin*o, an *n *e m* olhar *u vou te descer mi*h* mão Cê aguenta, an a* Com tr*s murros com certeza vai *ro c*ão Bicha. B*itola, *iado Se *u te pego te *rrebento *e começar *e engraçar co*igo é Taca, taca, taca, taca 163
*uando ap*ic*mos atividad*s lúdicas em sa*a temos que ter a consciência de que não há possib*lidade de dar receitas, uma *ez que a atividade propos*a estará envolvida com mú*tiplos fatore* s*ciais, os qua*s **ão variar de acordo co* o grupo (C*AGURI, 2006; BARCE*O*; JAC**UCCI, 201*; ARA*ÃO, 2018). A *aródia é um exercíc*o interessan*e p*ra d**ons*r*r, *e***sentar e apli**r os co*t*údos teóricos, *onstit*indo-*e em uma for*a *ri**i*a e crític* de encara* o *p*endi*ado d* fo*ma prá*ica (XAV*ER, 20**). As d*as paródias parti**m *ar* *ercepções d*fe*ent**, ob**rvamos que o gru*o 1 utilizou a* e*pr*ssõe* pe*ora*ivas com o intui*o de c*nscie*t*z*çã* em relação à *omossexualidade, também par* mos*rar que ainda e*iste *m estereótipo construído em vol*a do se*o femini*o, c*mo o jeito de ser, de se ve*ti* e em como a sociedade *ossui essa vi*ão heteronormativa. O s*gundo g*u*o, abordando também o *ema da homoss*x*alid*de, utiliza em s*a paród**, expr*ss*es coloca*as *ara e*i*enc*ar * agressão ao Rev. *S*, Te**sina PI, v. **, n. 8, a**. 7, p. 149-172, ago. 2*20 www4.f*an**.com.br/r*vista
*. S. Orto*an, D. S. Possari, V. G. Pires, L. G. C. Galego, F. L. Pereira 164 homossexual: \\*e m* olh** *u vou t* descer minha mão\\ \\co* t**s mur*o* c*m certe*a va* pro chão\\, *lém de expressões pejora*i*a* re*acionadas *o gênero e à sexualida** com* \\b*chin*a\\, \\bai*ola\\, \\via*o\\ que t*mbém são um tipo de agressã*, e *inda co*umen*e são usada* em n*sso *oti*iano, sem a vis*o d* com* isso pode *nfluen*ia* na vida de pess*as que sofrem so*re tais ações. ** agredidos ge*almente expressam vergonha e culpa simplesmente p** "serem", e são frequentemente *ensu*ad*s e contro*ados, e há uma per*pectiva de q*e a sexualida*e do outro é uma questão indiv*dual, e a d*mens*o social e política da q*estão é ignora** (LOURO, 200*). O fe**meno do pre**nceito e discrimin*ção contra h*moss*xuai*, biss*xuais e trans*ê*e*os (a*nda *ue essa seja um* nomen*latura ain*a sem amplo ac*rdo, uti*izada aqui como *nglob**te para travestis e transe**ai*) aconte*e e* diver*os locais da vida em so*iedade, no trabalho, na fa*íli*, nas i*stitui*ões de ensino, no acesso a s*rv*ç*s *úblicos ou privados (GODOI, 2013). A cri*ção d* e*paços pa*a deb*ter sobre isso, intro*uzir es*a discussão no ambien*e *e e**ino, mesm* que de uma for*a mais dinamizad* * prática, como no ca** d* utilização das paródias, é dar um passo *ara supera* esse preconce*to: "[...] ao longo da ex*st*ncia do ser *umano, a p*ática *e associ*r **alq*er disciplina à mú*ica *empre foi basta**e utilizada e demonstrou m*ita* **tenci*l*dades como fator au*iliar *o apre*dizado, podendo ainda despertar e desenvolver nos alunos sensibilida**s mais aguçadas na *b*ervação de *uestões própri*s à *isc*pl*na alvo, além *e melhora* a qualida*e do ensino * apre*dizado, uma vez q*e estimula e motiva professores e alunos. (ME*O; A*SIS, *013, p.4.)". Os futuros d*cen**s de*em saber integ*ar me*odologias ativ*s e div*rsificadas de ensino pa** que h*ja eng*jamento p*r par*e dos es*udantes nas questões qu* *reten*em ser abordadas, no c*so dest* trab*lho o pr*conceito em relação à diversidad* sexual e ao gênero. Essa* met*dolo*ias podem e*timul*r o pensamento crític* e o ato reflexivo, * *ue s***ifica desenvolver a capacidade de ob*ervação, análi*e, crítica, a*tono*ia de pensar e de ide*is, ampli*r os horizo*t*s, to*nar-s* agente ativo nas t*an*forma*ões da sociedade, busc*r inter*gir co* a r*alida*e. (MARIA, 2009) A te*c*ira of*cina pos*ibili*ou que os parti*ipantes **des*em experienciar o pre*onceito de forma *ireta e in**nsa, c*locand*-*e no *uga* das milhõe* *e vítim*s que cot**ianam*nte so**em com as a*ressões real*zadas por *eio d** expressões *e*o*ativ*s, al*m de revelar a esses *icenciandos uma s*til amostra de s*nsações que tais receptores do preconceito *i*enciam, levando-os a ima*i*ar as possíveis consequências que os *tos d*s**imi*a*ó*io* - ad*in*os principalmente no *m*it* esco*ar - podem desencadear. Rev. FSA, Teresina, *. 17, *. 8, art. 7, p. 149-172, ago. 2020 www4.fsanet.*om.br/rev**ta O Uso de Exp**ssões Pejo*a*ivas em *elação a Gê*ero * Sexualidad* na Persp*ctiv* *e Futuros P*ofess*res 165 A *inâm*ca *os ba*ões d*sencadeou, *m um prim**ro mom*nto, o "riso" do* parti*i*antes, causado sobre*ud* pelo es*ranha*ento ao receb*r*m tantas injúria* * ex*r*ssões d* ba*x* calão qu*ndo se deparavam com o* outros partici**n*es n* *e*tat*va de d*scobri* *ual seria sua personali*ade na dinâmi*a. P*rém, assim que perceberam a *agnitude *o q*e estavam es*ut*ndo * relaci*naram *ssa experiência com o* div*rso* precon*eito* existente* cont** indiv*duos qu* fogem *os pa*r*es hetero*or*ativos, *m clima *e seriedade foi invadindo o ambient*. A*ós * *e*mino d* dinâmi*a, quando o* licenciandos foram questionados sobr* suas sensaç*e* a* esc*tarem as e*pressõe* *ejorativas, os participantes s*ntiram-se *fe*didos, con*trangidos e oprim*do* c*m o *ue ouviram. E*es **l*taram que não go*tariam de *scutar ta*s expressões se rea*m*nte poss**sse* tal per*onali*ad*, c**port*mento ou gênero em questã*. *oi p*rceptível que o impa*t* da *inâmica n*ssas pesso*s *oi de grande expressivid*de. Noto*-se uma certa tensão e comoção, quand* inici*da a roda de conversa da o*i*ina. *m participante, *ue foi sorteado co* a situaçã* de "Sou h**ossexual - me *xclu*", re*atou sentir um g*ande desespero nos *o*cos mi*utos da atividade, pois q*ando os dema*s integrantes da *i*â*ica se de**ravam com el*, o ignoravam. Esse proc*sso de exclus*o é u*a das di*ensões d* homofobi*. A ho*ofo*i* na esco*a g*ra grande *mpacto na vid* de q*em sofre ess* ti*o de viol*n*ia * essa se man*festa nos s*n*imentos, na dignidade, no s*cesso *u fr*cass* escolar, tornando o ind**í*uo excluído do círcu*o *oc*al *scolar e o fazendo po* vez*s até mudar de escola e até *e*mo abandonar os *s*udos. (P*RUCCHI; CORRÊA, 2013). Madureira e Branc* (2007) re*sal*am que a escola, em conju**o **m o*tras instituições soc**is, pod* cria* e refor*ar pr*conc*itos * Garcia (20*9) revela que os *omoafetivos experiencia* d*rante sua trajetór*a na escola violênci* e discr*minaç*o na f*rm* de preco*ce*t*s flagrant*s e *u*is, este úl * i * o *nclusivo pelo corpo docente, c*nstit**ndo o que *unqueira (2009) cha**u *e pedagog** d* in*ulto. O preconceito por *ar*e da *ociedade con*r* *s *omoafetivo* *rovoca-*h*s um grande sofriment* psíquico, pois estes v*m e* um *onflito *nt*e os *eus se*t*mentos e *esej*s e os valores norm*s impost*s p*la sociedade *o q*e diz re*peito à se*ualida*e. Tal so*rim*nto e não está no fato de s*r homoafe*ivo, mas sim p*las consequênci*s que o p*e**nceito *raz para a vi d* **ss*s p*ssoas no medo d* ser *ej*itado pela família pe*a sociedade em geral. * e Observa-se qu* es*e sofrimen*o psicológic* é causado pel* pr*conceito e pel* re*eição a **e * submetido o homoafet*vo nos se*s me*o* *ociais. (HONORATO, 2009) Rev. FSA, T*res*na *I, v. 17, n. 8, art. *, p. 149-172, ago. 2020 ww*4.fsanet.com.br/revi*ta L. S. Ortolan, D. S. Possar*, V. G. Pires, L. G. C. Galego, F. L. P*re*ra 1*6 Compreendemos que cada in*ivíduo reage às expressões p*jorativas de uma **neira, os danos s** *mprevisíveis e atingem todos que fog*m da heteronormatividade. Porém, em rel*ção aos/às jovens *ão-heteross*xu*is, h* indícios de p*ssíveis efeitos em s*a saúde, no toca**e às co*s**uências das d**e*en**s formas de violên*ia (da injúria à agr*s*ão f*sic*) s*frid*s no período escolar. (*E*UCCH*; CO*RÊA, *013) Os pro*essores dev*m se sentir *lenamente prepara*os p*ra intervi* e media* tais situaçõ*s, e es*a* questões relat*vas à *exualidade humana sejam di*c*tidas desde a form*ção inicial e apri*oradas *o longo d* ***re*ra e na* *orma*ões con*inuadas em e*ercício. Os curs*s d* f*rmaçã* inic*a* precis*riam re*e* seus pr*jetos pe*ag*gico* e o *urrícul*, assim c*mo a formaçã* continuada ** s*rviç*, de forma que a e*uc*ç*o da s*xuali**de fosse ab*rdada de *or*a mais efetiv*, c*m a *n*erção d* disc*pl*nas relac*onadas à sexu**i***e, por e*emplo. O o*j***vo seria prepa*ar os futuros ed*cadores para a*uar d* forma *ntenci*nal e emba*a*a *as s*t*açõe* *ue envol*am a*ões de educaçã* *ara a sexu*lidade (MAIA; RIBEIRO, 2011; LEÃO et al, *013). O trabalho de formação inic*a* dos professores será ex*to** caso ele tamb*m *eja desenvolvido a posteriori, ou seja, com base nas dificuld*des enfrent*d*s no cotidia** da sala *e aul* d**ais espaços da esc*la, nem s*mpre e clara*/p*rce*tíveis p*ra *les. Para tanto, é i*por*a**e *omp** **m as propostas "*r*estabelecidas", q*e utilizam estra*ég*as hom*g*neas e que são vol*adas à formaç*o e* *assa, e centrar as e*tratégias co* base na escut* dos professore*. É fundamental sa*er o que os pro*esso*e* pensa* sobre a edu*ação, sobre as expr*ssões de sexua**da*e que *correm cotidian*mente na escola e sobre * *odo como *idam co* essas e*pressões (GESSER et al., 2012). *s professo*es, *esmo os preparad*s par* atuarem e intermediarem s*t*aç*** discri*inat*rias na sala de aula * no *mbiente esc*l*r propriamente dito, podem *ofrer uma *pr**sã* p*r parte das inst*t*iç*e* escolares, diretores, coordenadore* e até mesmo *os pais, q** podem proib*-los *e abor*ar tem*s relacionados à sexualid*de na sa*a d* aula ou interrompa* seus conteúdos p*ra qualquer explicação q*e fuja do tema, deixando "brinc*d*iras" discriminató*i*s p*ssare* despercebidas: O excesso *e responsabilidad*s *xpõe *m* possível razã* para que *rincad*irinh*s * alguns enfren*am*n*os em *ala de aula acab*m po* ser tolerad*s e/ou ig*o*ados, po*s o *em*o que se lev* d*scuti*d* u*a bri*cade*rinha *ode s*r o tempo necess*rio p*ra v*ncer o co*teú*o. (BORG*S et a*., 201*, *.33) Rev. FSA, T*r*sina, v. 17, n. 8, art. 7, p. 149-172, *go. 2020 www4.f**net.com.br/*evista O Us* de *xpressões Pej*r*tiva* em R*lação a Gênero * Sexualida*e *a Pers*ect**a de *uturos Professores 167 Al** disso, mui*o* pr*fessores sã* precursore* de *a** discu*sos p*jorativos em r*lação a gênero e sexualidad*, e utiliz*m de tais recursos para se mostrar*m br*ncalhões e/ou cati*arem a **enç** dos alunos. As piadas, gozações * o esc*rnio estão presentes c*m* metodolog*a ped*gó*ica, por p*o*issionais *ue *reci*am do *i** e da co**dia para entreter se*s di*centes, uma vez q*e manutenção da disci*lina em sala de aula *ão tem mais *uste*to s* acon*ece nece*saria*ent* pel*s vias da repr*ssão * *o aut*rit*rismo (GOD*I, 20**). É inadmissível que qua*quer profi*sio*al da e*uca*ã* pr*pague as exp*essões e "pi*das" pa*a as cr*anças, adolescentes e *ove*s. Seu papel como o próprio *om* suge*e é *ducar, e *ão for*ar m*is **dadãos intolerantes com a* difer*n*a*. Muitas veze*, as instituições de *nsino e os *rofission*is da e**cação *ão po*suem con*ec*mento qu* tais q*es***s, segun*o os Pa*âmetros Cur*iculares Nacionais, d*vem se* abordadas s*mpre que nec*ssário no âmbito escolar: Com r*laç*o aos Parâmetros *urricular*s Nacionai* (PCNs) - que indi*am que questõe* de gê*ero e sex*alidade devem ser tra*ada* de forma *ransversal -, estes são, de maneira gera*, conhecidos superfic**lm*nt* pela *scola. Nossas informantes são un*nimes q*a*do falam da *ecessidade de uma formaçã* e*pecífica e continuada a esse res*eit*, a fi* de inst*umentaliz*r essa d*retr**. Destacamos ainda *ue, para *lém do con*ecimento *a* di**trizes **re*enta*as nos PC*s no item intitulado or*e*tação s*xual, é necessário p*rceber como, também neste docum*nt* oficial, a diversidade sexual * abordada de fo*ma sutil. (BOR*ES *t al., 20*1, p.34) Finalizando, se presen*iass*m al*uma *titude de pr*conceito fora de sala de aula, a mai*r part* dos en*olvido* c*m as o*icinas descreve*am q** int*rvir*am na ação do *gr*sso*, buscando a consci*ntização. Por*m p*rte deles re*ato* que *alvez não iria interfer*r, por e*emplo, p*l* fa*o de a sociedade ser muito a*ress*v*, e qu* a i*terven*ão po*eria acarreta* em uma discussão ou até mes** briga. **s o*tros c*mentaram que sua reação dependeria da s*tuaçã* e d* contexto *m questão. Em m*io a tais *rgument*s, * po*sí*el refletir que *ombate* *titudes pr*conc**tuosas na prátic* é *ma tar**a árdua, e muita* vezes peri*osa. * um proce*so que acontece a longo prazo, e s*o derivados de mud*nças *ue de**m s* inte**if*car na educação *ásica e prosse*uir no *es*nvolvime**o d*s indi*í*uo*. Em v* s t a disso, os educadores têm papel fundame*tal na for*ação d*sse* cidad*os * são chave ess*ncial pa*a fazer a diferença e *ermitir *ue futura*ent* nossa soc*ed*de seja menos agressiv* e mais pacífica com as *if*renças. No *rasil, além de serem raro* os pr*grama* de ed**ação sexua* nas escolas, há um ref*rço à p*odução de masculini*ad** e feminili*ades não-tran*gressivas dos **tálogos *dentitári*s reconhecidos socialmente, pressup*ndo a he*erossexualidade c*mo n*rma, a Rev. *SA, Teresina PI, v. 17, *. 8, art. 7, *. 149-172, ag*. 2020 www4.f*a*et.com.b*/r*vist* *. S. Ortolan, D. S. Possari, *. G. *ires, L. G. C. Gale*o, F. L. Pereira 168 *ont* d* tudo *quilo que est*ver fora del* ser t*atado como de*vian*e. Ou sej*, até mesmo os programas de educação *e*u*l na esco*a rep*o*u**m o p*oce**o da h*teronorm**ividade. Assim s*ndo, a*olescentes s*o quase sempre margina*izados em sala de aul*. Por esse m o* i vo, a* escolas são vistas com fr*qu*ncia *o** locais *ns**ur*s para pessoas com ess*s c*racterísti*as (LOURO, 2000; MOURA; EMÉ*I**, 2011). Por ess* mot*v*, permitir que fut*ros p*ofesso*es sinta* o preconcei*o é fundamental *a*a **spe*t*r nel*s empatia p*los *ndiv*duos d*scrimi*a*izado*, e *on*egui*te, capacitar professo*es que não perm*tam que ta*s atos * excl*sões ocorr*m no ambi*nt* **colar. Os pr*fess*res *e*em estar pr*p**ados para atua*em a*ivamente na busc* de um ambiente igualitário e que re*peite as d***re*ças. 5 CONSI*ERAÇÕ*S FINAIS A sensi**lização d*s futuro* pr*fessore* que p*rt*c*param **s oficin*s e col*t* de expre*sõe* pejorativas *m r*lação a gêner* e *e*ualidade por meio de oficinas q*e pe*mit*m *prendizagens ati*as e momento* coletiv*s de reflexão p*d*m *er u*a al*e*n*tiva para a formação in*cial e **n*i*uada d* **ofesso*es no que tange à **ucação par* * se**a*idade. Percebemo* que o gru** de licenci**dos do ICENE/U*TM possu*m um maior esclarecimento s*b*e o grande t*ma diversid*de sex*al, ou se*a, *odos o* parti*ipant*s respeitam as d*ferenç*s e busca* e* s*a formaçã* *o*nar*m-*e **ofi**ionais íntegros e **e pe*siste* em aniquila* os *rec*nc**tos e os atos discr*minatórios *ecorr*ntes de tal diversidade. Constat*mos ta**ém que *s ex*ressões mai* de*otadas entre eles foram: "bic*a", "viado" e "boiola", e que sã* dest*nad*s em s*a ma*oria para *ndivíduos *o gênero mascu*in*. Por meio das oficinas, podemo* inten*if*car as reflexões a re*peito do tema e abrir os ol*os d*s partic*pantes em rel**ão às expressões pejor**ivas, uma *ez que *sses pre*on*eitos pas**m tão despercebi*os qu**do estão disfarçado* em meio às piadas, "br*ncadeiras" e ***ações. Foi possível *e*ostrar, tam*ém, os impactos q*e tais *ções ofensiv*s podem gerar em um *ri*eir* momento nas v*timas, e **steriormente na sociedade, afetando prin*ipalment* o â**ito escolar. Constat*mos que os u*os das *xpre*sões de bai*o calã* estã* intimamente relacionados co* os p*d*ões hete*onormativos, impostos por n*ssa sociedade * derivada de u* conte*to hist*ri**-*ultural em que os comportamentos machist*s prev*lec*m até o* dias a*uais. Sendo a*sim, não necessariamente atingem os hom*ssexuai*, mas t*dos os ind*v**uos que possuem comp*rtamentos, p*sturas e açõ*s q** se *ifer** do* padrõ*s heterossex*ais. Rev. F*A, Teresin*, v. 17, n. 8, a*t. 7, p. 149-172, ago. 2020 w*w4.fsane*.c*m.br/revista * Uso *e *xpressões Pejorativas ** Rel*ção a Gênero e *ex*a*idade na Perspectiva de Fu*uros P*ofessores 169 É p**ceptível, t*mbém, que a*ós o d*senvol*imento desse est*do, a formação dos futuros professores **ecisa *er repensada n* que diz respeit* * d*versidade sexual e propagação de pre*once*tos, além de capa*it*r p*of*ssionais qu* saibam i*te**ir quando se deparar** co* a *ntol*rância e brincadeiras impró*r*as no *ue se r*fere a gêne*o e sexu*li*ade. É indi*pensável também uma for*açã* específica com professores já *m *xercício, diretore* e coo*den*d*res, *ssim como qualquer prof*ss*onal *a área *a educ*ção. *st* posto, **p*ram*s que o presente ar*igo *jude na sen*ibili*ação d* outros profissionais na área da edu*ação, *lém ** contri*uir para que a l*ngo prazo *ais e*pressões pejora*iva* sejam erradica**s do ambient* escolar, *efletindo assim em toda sociedade. R**ERÊNCIAS ALMEIDA, *. V. Senhore* de si: uma interpretaç*o a*tropológ*ca da ma*culi**dade. Lisboa: *im de S*culo, 2002. ANDR*OL*, G. *. *epres*nta*ões de mas*u**nidade na da*** contemp*rânea. Rev*sta Movimento, v. 17, p. 159-175, 2011. ARAGÃO, H. T. Educaç*o em saúde como estratégia de in**rve*çã* pedagógica a*erca do Zika vírus sexualidade. 2018, 145 f. D*ssertação (Mestrado em Saúd* e Ambiente) e - Univ*rsidade Tiradentes - Aracaju (SE). Disponí*el em: <htt*s://open*it.grupot*r**e*tes.com/x*lu*/bits*ream/h*ndle/s*t/*104/*ERIFRA*IA%20TO URINHO%20ARAG%c*%83O.pdf>, ace*s* em 06/04/2020). BARCEL*S N. N. *. E, JACOBUCC* D. F. C. Estra*égias d*dáticas *e educação *exual na *or*aç*o *e p*ofessore* de Ciênci*s e Bi*l*gia. Rev*sta *lect*ónica de E**eñanza d* las Cienc*as, v. 10, p. 334-345, 2011. BORGES, Z. N.; PAS*AMANI, G.R.; OHW*ILER, *.I.; BULSIN*, M. Percepção de profess*ra* *e ensin* médi* e funda*ental sobre a h*mofobia n* escola em *anta Maria (R*o Grande do Sul / *ra*il). Educar em *evista. *uritiba, *.*9, p.2*-38, 2011. B*TLE*, J. Problemas de G*ne*o: fe*ini*** e **bversão *a i*entidade. Trad. Renato Ag*ia*. Rio de Jane*ro: Civilização Brasile*ra, 2003. CA*RIERI, A. P et a*., Gender and work: representatio*s *f *e**ninities and masculinit*es in t*e view of wo*en Brazilian e*ecuti*ies. Br*zil*an Ad*inistration Rev*ew, v. 10, p. 281-303, 2013. CHAGURI, J. P. O uso de atividades lúdicas no proce*s* d* ensino/ap*endizagem de esp*nhol co*o *íng*a estrangei*a para aprendize* brasileiros. Dispo*ív** e*: < htt*s://ww*.unica*p.br/iel/site/alunos/pu*lica*oes/textos/u00004.htm>, *cess* em 0*/ 04/ 2020. 2006. Rev. *SA, T*re*ina PI, v. 17, n. 8, art. 7, p. 149-172, ago. 2020 ww*4.*sanet.com.br/revis*a L. *. Ort*lan, *. S. Possari, V. G. *ires, L. G. *. Galego, *. L. Pereira *70 C**NE*, R. W. La org*nizac*ó* so*ial de la m**cul**idad. In: VALDEZ, T.; OLA**RRÍA, J. (Eds.). Mascul*n*dad/es: poder y crisis (pp. 3*-48). Santi*g*: Ediciones de **s Mujer*s, *997. C*ST*, J. *. A inoc*n*ia e o vício: estudos *obre o *om o ero**smo. Rio de Janeiro: *elum* Dumará, 1992. *ARCIA, M. R. V. Homo*ob*a e *eterossexism* nas escol*s: Discussão dap*odu*ão ci**ti*** a no *ras*l e *o mund*. In: Anai* d* IX *O*GRESSONACIO*AL DE PSICOLOGIA ESC OLAR E EDU*ACIONA*, São P*ulo, 2009. GESS*R, M. et *l. P*ic*logia *s*ola* * forma*ão co*tin*ada *e prof*ssores em gê*ero e sexualidade. Ps*c*logia Escolar e **ucacional. P*raná, vol. 16, n. 2, p. *2*-236, 2012. GODOI, R. L. C. A re*ulação da sex*alidad* e da identidade de gênero atrav*s do ri*o: As *iada* nas escolas. 2013. 94 *. Dissertação (Bachare*ado em Ciências S*ciais) - Unive*s*dad* de Brasí*ia. B*asília, 201*. GRILLO, M. A.; SAN*OS, *. C. S. Bullying nas escolas. Colloqui*m H*manar**, Presidente Prud*nte, v. 12, n. 3, p.61-*4, 20*5. HALE, H. C. The *ole of p**ctice in the devel*pment of military *asc*li*it***. Gender, Work & Organization, v. 19, p. 699-*22, 20*2. HOL*ER, O. G. Soc*a* theories for r*sea*chi*g men *n* mas*u***ities: dire*t gender *ie*archy and struct*r** inequalit*. In:KMMEL, *. S.; H*ARNM J.; CONNELL, R. W. (Orgs.). Han*book of studies on me* & masc*lini**es (pp. 15-3*). Cal*fornia: Sage, *00*. HONORATO, E. J. S. Pa*a entender * **mofobia como si*toma de gru*o, por mei* *a sé*ima arte. Ciência & **da. Sã* Pau*o: *scala, ****. JESUS, C. C. Homossexualidade nas Esco*as: as Co*cepç*e* de Educad*res acerca da Hom*fobia n* Contexto Escolar. Boletim Historiar. Serg*p*, *.0*, p. 19-32, 2015. JU*QUEIRA, R. *, Homo**bia nas *scola*: um problema de to**s. In: JUN*U*I*A, R. D. (Org.). Div*rsidade Sexual *a Educaç*o: proble*atizações so*re a h*mo*obia na escola, Bra**lia: M*ni*tério da Ed*cação, 2009. JU*QUEIR*, R. D. A Pedagog*a do Armário: heterossexismo e vigilância de gêner* *o c*tidiano escolar. Educa*ão On-li*e PUC-RIO. Ri* d* Janeiro, n.*0, p. 64-83, 2012. KIM*EL, *. A. *rod*ção si*ultânea de mascu*in*dad*s hegemônicas * subalternas. Horizon**s Antropo*ógicos, v. 4, *. 103-118, 19**. LAMONT, M. The *ignity of w*rking *en: morality a*d the boundari*s of race, class, and immigratio*. Cambri**e: Harvard U*iversity *re*s, 2000. Rev. FSA, Teresina, v. 17, n. 8, art. 7, *. 149-172, a**. 202* www4.*sanet.com.br/revi*ta * Uso de E*pres*ões Pejorat*vas em Rela*ão a Gênero e Sexualidade *a Perspec*iva de Futuros **ofessores 17* LE*O, A. M. C. et al. Sexualidade e orientação sex*al na escola em foco: algum*s reflex*es so*re a formação de profes*ores. Linh*s, v. 1*, n. 1, p. 36-52, 201*. LOURO, G. L. *edag*g*as da sexual*dade. In: LOURO, G. L. (*rg.). O corpo educa*o: ***agog*as da sexualidade, Belo Horiz*nte: A*têntic*, 1999. LOUR*, G. L. *orpo, esco*a e identidade. P*rto Alegre: Educação e Real*dade, 2*0*. MADUREIRA, A. *. A.; *RANCO, *. U. Id*nt*dades sexua*s não-hegemônic*s: processos identi*ári*s e estrat*gias p*ra lid*r com o precon*eito. Psic*lo*ia, *eori* e Pesqui*a, Bra*ília, 200*. M**A, A. C. B.; RIBEIR*, P.R.M. Educaç*o sexua*: princípios pa*a ação. Doxa: Revista Brasil*ira de Psicologia * Educação. Araraq*ara, v. 15, n. 1, p. 75-84, 2**1. MAR*A, G. Pensamento Crítico Reflex*vo em En*erma*em. U*iversidade E*tadual de Juiz *e *ora, Fac*ldad* de Enfermagem. Juiz d* fora, *. 1-5, 2009. M*LO, T; A*SIS, M. P*ród*a M*sic*l Como Ferr*menta *a Educação Ambiental E*cola*. Pr*grama Insti*uc**nal de B*lsa de I**ciação à Docência - PPGECM/U*PB. Paraíba, p.1- 11. *isponível em: < http://www.ed*to*ar*alize.c**.br/revistas/eniduepb/trabalh*s/Mo*alidade_6datahora_04_10_ 201*_11_40_57_idinsc**to_64*_f471c7534a**65bbf*0*18bdfd226bf9.pdf>, acesso em **/ 04/ 2020, 2013. MOURA, H. C; EMÉRITO, M. F. B. A hom**obia na escola e a* consequências psicoss*ciais. Revis** F**. *eresina, n. 8, 2011. MOSSE, G. The imag* of *an: *he *reation o* modern *ascu*i*ity. Oxford: Oxfo*d University Press, 1996. *OURA, H. C.; EMÉRITO, M. F. *. A *omofob*a na es***a e as consequências ps*cos*ociais. Revis*a F*A, *. 8, p. 347-*61, 2008. PERROT, M. Mi*ha hi*t*ria das mulh**es. São Pau*o: Co*t*x*o, 20*7. PERUCCHI, J.; *ORRÊA, C. *. Uma análise psicossocia* *e ex*e*iênci*s de violênci* homofóbica v*vidas por *ovens LGBT no períod* escolar. *ova *ers*e*tiva S*stêm*ca. Rio de Jane*ro, n. 46, *. 81-99, 2013. PORTO, J. L.; FEITOSA, *.A. "Põe a cara no sol, mon*": a heteronormativida*e n* *xerc*c*o da profissão do jornalista gay. SBP*or (VI* En*ontro N*cion*l de Jov*ns Pesquisad*re* *m Jornalism*). *isponível em: http://sbpjor.org.br/congre*so/in**x.php/jpjor/JPJor201*/pa*er/view/922/249, acesso em 02/ 04/ 202*. SARAIV*, L. A. S.; SANTO*, L.T.; PER*I*A, J. R. Heteronormatividade, masculinidade e preco*ceito em aplicativos c**ul*res: o c*s* do Gri*dr em uma cidade bra*ile*ra. Brazilian Business Review, v. *7, p. 11*-131, 2020. R**. FS*, Te*esina PI, *. 17, n. 8, *rt. 7, p. 149-172, ago. 20** www4.fsan*t.com.br/r*vist* L. *. Ortol*n, D. S. Possa*i, V. *. Pires, L. G. C. Galego, F. L. Pereira 172 SILVA, L. O.; BORGES, B. S. Bullying n*s escolas. Direito & Reali*ade, v.6, n.5, p.27- 4 0 ,2 0 1 8 . SOUZ*, E. M.; M*R*E*, M. W. P. S.; D*ARTE, P. P. P.; HIGASHI, R. * produção cien*ífi*a so*re masculinidad* na administr*çã*: *nálise dos tra*alhos publi*ados *o de*êni* 20*1-*010. G*stão * Sociedade, V. 6, p. 199-*18, 2*12. SOU*A, E. J. **LV*, J. P.; SANTOS, C. Divers*dad* Sexua* e homofobia na escola: (*e*)conhecimen*o e v*vências d* docentes. *ducaç*o em Ques*ão. N*tal, v. 5*, n.*1, p. 111-138, 2016. TEIX*IRA-FILHO, F. S.; ***RETT*, C. A. R. Homossexualida**s, h*mofobia e *e*tativas d* sui*ídio em adol*scent*s LGBT1. Fa*en** Gênero 8 - Cor*o, Violênc** e po**r. Flor*anópolis, p. 1-8. *0*8. VARGAS, *. R.; CARVA*HO, R. S. Prob**matizando discursos heter*n*rmativos de pr*fes*ores/as dos an** i*iciais do *n*ino fundamental: algumas ques*ões para pensar a fo*mação. Revista Espaço A***ê*ico, v. 123, p. 93-101, 20*1. XAVIE*, *. A. G. O uso de paródi*s em abord*g*ns conce*tua**: v*vên*ia na f*r*a*ão inicial para a docê*cia. Seminário inte*n*cion*l *e Educação Superior da Univers*dad* de Sorocaba - Uniso. S*r**aba, p. 1-10, 2*14. WARNE*, M. (Ed.). Fear of a *uee* p*an*t (6th ed.). Minneap*lis: U*iversity o* *inne*ota, 1993. WEN*ER-LANG, D. A construç*o do masculi*o: do*i*ação das mul*eres e h*mofobia. E*t**os Feminist*s. vol. 09, *.2, p. 4*0-4*2, 2*0*. Como R*f*renciar este Artig*, conforme ABNT: ORTOLAN, L. S; POSSAR*, D. S; PIRES, V. G; GALEGO, L. G. C; PERE*RA, F. L. O Uso de E*pressões P*jorativas em R*lação a Gên*ro * Sex*ali*ade na P*rspec*iva de Fut*ros Professores. *ev. FSA, *eresina, v.17, n. 8, art. 7, p. 149-172, **o. 2020. Contribuição *os *utores L. S. Ort*la* D. S. Possari V. G. Pire* *. G. C. Gale*o F. L. Per*ira *) conc**ção e pla*e*amento. * X X X X 2) anál*s* e i*terpretação do* dados. X X X X X 3) elaboração do *as*u*ho ou na revisão crít*ca do conteúdo. X X X X * 4) partici*açã* na a*r*va*ão da v*rsão final do m*nuscri*o. * X Re*. FSA, T*r*si**, v. 17, n. 8, ar*. 7, p. 1*9-172, *go. 2020 ww*4.fsane*.c*m.br/revista

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Ficheiro:Cc-by-nc-nd icon.svg

Atribuição (BY): Os licenciados têm o direito de copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, conquanto que deem créditos devidos ao autor ou licenciador, na maneira especificada por estes.
Não Comercial (NC): Os licenciados podem copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, desde que sejam para fins não-comerciais
Sem Derivações (ND): Os licenciados podem copiar, distribuir, exibir e executar apenas cópias exatas da obra, não podendo criar derivações da mesma.

 


ISSN 1806-6356 (Impresso) e 2317-2983 (Eletrônico)