www4.fsane*.com.br/revista
Rev. FSA, Teresin*, v. 14, n. 6, art. 7, *. 125-144, nov./dez. 2017
IS*N *m**esso: 1806-6356 ISS* E*et*ônico: 2317-2983
*ttp://dx.doi.*rg/10.1*819/2017.14.6.7
Balanceamento de Linha Prod*ção em u*a Indústria de Lácteos
Line Bala*c*ng Produc*io* in a Da**y Industry
Jul**ne de Freita* Battisti
Me*trad* e* Engenhar*a de Produção **la Un*versidad* Fed*ral de *a*ta Mari*
Graduada em Engenhe*ra *e Produção pela ***versidad* Tecnológica Fe*eral do Pa*aná
E-mail: ju*ianedefreitasb*tt*sti@gmail.com
An*reas Ditt*ar *eise
Dou**r em Eng*nh*ria Civil pe*a **iversid*de Federal de San*a *atarina
M*stre em Indu*trial Engineerin* and -*anagement - Un*ver*it*t Lei*zig
E-mail: *ei*e@*s21.de
Jov*ni P*tias
Mestre em *ngenharia de Produção pela Uni*ersidade Feder*l *e *a*ta *aria
*rad**do em Administra*ã* pelo *nstituto F*deral Fa**o*pilha
E-mail: jovanipati*s@gmai*.c*m
Endereç*: *u*ian* de Freit*s Battisti
**a Armand* Colomb* 490 - CEP: 85*84-00*,
Medianei*a - PR, Bras*l.
Ende*eço: Andre** Dittmar W*ise
Av. Roraima *º 10*0, *idade Universitári*. B*irro
Ca*obi - San** Maria - *S.
Endereço: Jovani Pat*as
Rua **iuti, 434 - Centro - CEP: 98940-*00, Tupar*ndi -
RS, Brasil.
Editor Cien*ífico: *o*ny Kerley *e Alencar *odr*g*es
A*tigo recebid* em 07/08/2017. Últia ver*ão recebi*a
em *8/*9/2017. *provado em 19/09/2017.
*valiado pe*o s**tema Tr*ple Re*iew: a) D*s* Revi*w
pelo Editor-Chef*; e b) D*uble Blind Revi*w
(avaliação cega *o* *oi* avaliado*es da área).
Re*isã*: Gramatical, *ormativa e *e Formatação
J. F. Battisti, A. D. W*is*, J. P*tias
126
RESUMO
O mercado est* cada v*z ma*s competitivo e com isso as *mpresas pr*cur*m aperfei*oar seus
recursos com interes*e em aumen**r seus lucros. Realizando um tr*b**ho
*etalho, o**êm-s*
um* b** base teór*ca da
p*odução, e *sso fazem co* q*e utili*e melhor todos os recurso*
e*v*lvidos. O tra*alho teve como o*j**i*o
**ral realizar *m balanceamento
e
*im*nsio*amento d*s ativida*es em um* indústria de lacticínios localizada ** região oeste do
*araná. E como objetivos es*e*íficos m*pear a áre* e* e*tudo, realizar a cronoanálise *as
ativi*a*es
envolvidas, levan*amento* h*stóricos de vários fator*s qu* interfere *a p*odução,
def*nição da de*anda pa*a *pl**açõ*s *o* *esulta*os e *o**fic*ção *o *ayou* da li*ha. Como
mat*r**is e mét*dos, ut*lizou-s* * f*rramenta d* plano mestre de produção * indicadores
de
utilização, eficiê*cia produtividade utiliza*as na Gestão de Produtividade. Rea*izou-s* e
a
coleta de dados par* as anális*s co* intui*o *e ati*gir os objetivos espec**ico*. Os resulta*os
obtidos ne*te estudo denotaram melhoramento dos **cursos disponíve*s na
linha, e com isso
o*asion*u a diminuição de u*a
pessoa
na linha de produção r*adequa*do m*lhor seus
recursos.
Pal*vras-ch*ve: Dimensi*namento. Pl*no Me*tre. O*imiza*ão.
ABSTRACT
The market *s increasingly com*et*tive and comp*nies seek to improve *heir resour*es with an
inte*est in increas*ng their profits. By **ing a detaile* work, one obta*ns a good theoretical
*a*is
of p*o*uction, and this makes *t make bet*er use of all the re*our*e* *nvolved. The
obj*ctive *f this wor* was to c*rry out a balancing and
*iz*n* of t*e activit*es in a dairy
indu*tr* loca*ed in the wes*er* regi*n of Para*á. A*d as specific
ob**ctives m**
the area
under *t*dy,
conduct *he c*ro**analysis
of the a*t*vities involved, histori*al surveys o*
various fact*rs that i*terfere
in *ro*uct*on, def*nition of dem*nd
for *pplications of res*lts
a*d m*dif*cation in li*e layou*. As ma*e*ials and met*o*s, w* u*ed th* producti*n master
p*an tool *nd
utiliz*tion, efficiency and pr*ductivity
*ndicato*s used in Productivity
**nagement. Da*a were co*lected for the analyzes in order to a*hieve the s*ecifi* *bj*ctives.
The res*lts obt***ed in t*is study *howed an improvem*nt of *h* availa*l* re*our*es in *h*
line, and with that, the reduction *f a person in th* *roduction line i*proved
his r*sou*ces
be**e*.
Keywords: S*zing. Mast*r Plan. Optimiza*io*.
Rev. FSA, Teresina, v. 14, n. 6, art. *, p. 12*-144, nov./*ez. 2017
www4.*sanet.com.b*/*evista
*alancea*ento d* Linha Produção em uma Indústri* de Lác**os
127
1 INTR*DUÇÃO
* d***n*o*vime*t* indus*rial ocorri*o no* sé**los XVIII e *IX e início do século XX
proporc*on*ra* um grande avanço tecnológic*. Com a expans*o da rede ferroviária *e
*ra*spo*te, surgira* as *rim*i**s corporações, *u*
foram impulsionada* pela produção em
lar*a e*c*la e ger*ram *ma demand* *re*c*nte por pro*u*os e serviços em ex*ans**. *
**escent* aumento das empresas i*pôs grandes desafios de natureza tecn**ógica
e
adm**i*trativ*, exigind* do* ges*o**s uma m*l*or capa**tação
para *erir os processos
pro*utivos (OLI**IR*, 2*06).
A *istória da produç*o é destac*da pe*as diversas **rmas de se an*lisar o dese*penho.
Tayl*r de*en*o*ve* um método de ava**a* os indicadore* n**éricos, *elac*ona*do as en*rada*
* s*ídas, usada* *ara a d**erminação de tomada *e decis*o n* organiza*ão, este conceit*
é
muito uti*izado nas in*ú*tr*as. S*rgiram e*tão i*úmeros conce**o* * formas *e analisar
e
avali*r as or*ani*ações e a ca*acida*e
*e p**duzi* "mais com menos", surgin*o en*ão
o
conceito d* p*odu*ivid**e, que na vis*o de (AY**S, 200*) *ignific* q*an*i*ade de produtos e
ser*iços produzidos **m *s rec*rs*s ut*li*ados.
Com o me*ca*o c*mpeti*ivo ** *lta e as d*versas mud*nça* tecnológicas, as empresas
tem a necessidade de *star
*tilizando ferramentas que a*xiliam nos métodos de *estão da
produção nas *reas. A sa*isfação dos clien*es * *tingid* a*ravés *as adap*ações qu* a e*p*e*a
faz *ara prod*zir *r*duto* com melhor quali*ade.
Para a empr*sa at**gir o **j*tiv* *sperad*,
e*a preci*a estar sempre bu*ca*do n*va*
base* de *ompetição, trabalhando com nova* tec**l*gias ou novos se*v*ços, estan** sempre
em melhor*
contínua. Es*a melhoria impa**a diret*me*t* na qu*lidade *os *r*dutos
p*estados, nos preço* e prazo*, *azendo **m que * empresa se *o*re saía d*s demais.
A a*licação d* Ge*tão
da Pro*utivida*e nas
*m*r*sas é fun*amental, pa*a o
de*envolvimento e crescimento d* negócio. A co*co*rên*ia e*tá muito a*irrad*, e com *sso, a
Gestão da Produtividade está *e*do um meio de c*locar a
empresa à *rente **s seu*
concorrentes, a*rav*s de es**atégias para ganh* de m*rcado. A **tratégia ma*s utilizad* é
de
otimizar o* r*cursos nece*sár*o*, *tilizan*o o balanceamento * dimension*ment* do *roc*sso.
Para se ba*anc**r e d*mensionar uma l*nha ou u* proc*sso to*n*-*e necessário
realizar uma
análise no
local
*nde estão *endo exe*utad*s as ativi*a*es. A
*nálise en*olve
ma*ea* as ta**fas *a linha ou pr*cess*, ap**car os *e*pos crono*et*ados para dimensionar a
linha, estudar melhor**s *anto para * e*pres* como para os colabo*adores, e se po*síve*
a*lic** o* resultados.
Rev. **A, T*resina PI, *. *4, *. 6, a*t. *, p. 125-144, *ov./d*z. *017 *ww4.f*anet.com.*r/revi*ta
J. F. Battisti, A. D. Weis*, J. Patias
128
O p*esente e*tudo mostra e* detalhes, *omo foi r*alizad* *ste trabalho de
*ala*ceamento e *imensionamento *a linha em um* indús**ia de laticínio localizada na região
oeste do Paraná. De**aca-s* ain*a, qu* uma previa deste estudo foi a*resen*ada no 6º Fórum
Internacional Ecoin*var, *m S*nta *ari* - RS.
2 REFE*ÊNCIAL TEÓRICO
E**a seç** *erá div*dida em quatr* *ar*es iniciand* por gestão d* produtividade,
*alanceamento d* linha de pr*duçã*,
estudo de temp*s movimen*os e *or último pl*no e
mestre *e produção.
2.1 Ge*tão de pr*dut*vidade
É um indicado* muito e *ou** do*inado, p*de*do ser entend*do c*m informações
numé**cas, expressas em por*en*agens, referindo do se à
e*iciên*ia dos re*ur*os utilizados
(*AL*EDONNE, 2008). O autor ainda relata *ue um d*s ma*o*es er**s é rel*c*on*r
faturamen** com
custo
de produção. *la *ambém é vista com
uma m*d*da de eficiência
no
pr**e*s* produtiv* *e uma e*presa.
Davis et *l. (2*01) defin*m que a prod*tivi*ade são entradas de produtos que são
modificadas e torn*-se *m pro*uto ac*b*dos. Em ou*ra* palavras entrada* são tra**formadas
em saíd*s.
* produ*ividade vem s*ndo perceb*da mai* como uma *edida de eficiênc*a
do
*r*ce*so de produç*o *o que do p*ocesso produtivo de u*a empresa. É ainda comum a *is*o
de *ue * processo p*odutivo d* uma e*presa se restringe ao *eu p*ocesso de produção
(*AC*DO, 2012). O a*to* relata que a produtividad* se ref*re à
capacidade de a empresa
gerar p*oduto no seu pr*c*ss* produtivo.
A melh*ri* da produt*vi*ade reduz sign*fica**v**ente o consumo de matérias, d* mão
de obra, de eq*ipamentos e etc. (PARANHOS FILHO, *00*). Tendo es*es conceitos é
possível reduzir *s custo* da p*odução, **pan*ir o merc*d* e gerar *ov*s em*regos.
Conf*rme Alm*i*a, (2*06), a *rodutividade es*á ligada direta*ente com a qualidade,
um ele*e*to i*fluenc*a no *utro. *stá infl*ência se *á *ela busca permanente do equilíb*io
*u* se d*ve ser encontra*a em cada um do* po*t*s d* con*rol** de *m process* de g*stão,
visando garan*ir qualidade com produt**idade eco*omicamente vi*vel.
***. FSA, Tere*in*, v. 14, n. 6, art. 7, p. 125-144, *ov./dez. 2*17
www4.fsa*et.c*m.br/*ev*sta
Bal*ncea*ento de Linha Prod*ção em uma Indústria *e Lácte*s
129
2.* Balanceamento da lin*a de produção
A organização e*tá sempre *endo influenciad* pelo mercado,
* par* iss* são
*ndispensá**is diferencia*s competitivos. Através *a melhoria **ntí*ua de pro*essos e ges*ão
*ncontr*-se a mel*or forma de alcançar *sses diferenci*is. O ba*a**ea*ent* de li**a
de
produção é um* das **cnicas aplicadas para melhorar o pro*esso e simplificar * gestão
(DEMB*GURSKI et a*., 2008).
Para Roc*a, (*013) para r*aliz** o bala*c*ament* de uma linha de produção,
*
i*p****indí*el adequar-se a nece*sidade *a d*manda, utilizando o *áxim* d*s seus postos de
trabalho *u e*tações d* tr**alh*, buscando unificar o tem*o uni*á*io de execução do prod*to
em s*as su*essivas ope*a*õe*.
*embo*urs*i et al., (2008) destacam que existe divers*s tip*s de linha da p*oduçã*,
que levam a dif**en*es aplicações *a técnica de bal*nceamento, qualquer altera*ão no
**biente de trabalho deve-se se* l*vad* em con*ideração.
A rotina de tra*alho em um* linha de produção é **mples e alt*mente repetitiva. Uma
l i nha
de produç*o
possui extensões variad*s, dependendo das operaç*es necessárias que
env*lvem o *roduto. Na mai*r*a *** vez*s o c*mprimen*o da linha determina a quantidade de
postos de tra*al*os existente. A sequênc*a d* realização das tarefas em um* *inha de ****u*ão
é de*i*ida * imposta pelo **oduto a se* fabric*do (PEIN*DO, *007).
Segundo Ca*ravilla (1988) classific* o bala*ce*mento, como conju*tos oper*c*onais
*ivididos em
est*ções de trabalho, otimizando utiliza*ão de *ão de *bra e e*uip*mentos a
evi*ando tem*os *ciosos.
As linhas que *ossui um balanceamento e*uil**rado aprese*tam *luxo *ua*e
*
c*ntí*u* de trabalho, p*is os colabor**ores r*ali**m as ativida*es no mesm* ritmo, obtendo-
s* maior g*au de a*licação possível da mão de o*r* * dos equip*mento*. A grande *ific*l*ade
de se balancear uma linha, *st* ** formação de tarefas, *u conjuntos de taref*s *ue tenha* o
mesmo *empo d* d**aç*o. Quando *e tem ta*efas longas d*rant* * *rocess*, pode ser feita a
div*são, ou qu*ndo há tarefas c*rtas q*e **dem ser agrupada*, depen*e*do da tarefa
exe*utada.
2.* Estudo de *empos e movimento*
O estudo de tempos e métodos *raz dados estatísticos rea*s e é uma metodol*gia que
*usca at*ngi* os níveis elev*dos d* p*odutivi*ade. Este método
é real*z*do atra*és do*
Re*. FSA, Teresina PI, v. *4, n. 6, art. 7, p. 125-144, no*./dez. 20*7
www4.fs*ne*.com.br/revista
J. F. Batti*ti, A. D. Wei*e, J. Pa*i*s
130
lev*ntame*tos *écnicos que admite uma *e*ho*ia contín*a do p*ocess* produtivo, além de
melhor*r a *xecução de t*r*fas r*alizad*s
p*los *olaboradores e a or*anização em
geral. *s
tempos são es*udados cronomet*ados e
com intu*t* de diminuir oci*sidades, rac*ona*izando
ain*a fad**as dos operadores, pois re*uzindo ess*s falh** prod*ção será otimi*ada (PERONI,
198*).
Para Barnes (1977) relata que
o estu*o de tempos e mét*dos, estuda também
materiais, ferramentas e eq**pam**tos empregados
na prod*çã*. *irec*onando uma
padronização dos métodos de trabalho, e ainda avalia qual *el*o* man*ira de utilizá-*o, *
determin*ndo *s tempos necessários de realizaç*o das tarefas de maneira efici*nte.
Um* f*r*amenta mui*o u*ilizada no estudo d* tempos é a cr**oanális*. É *m método
ut*liza** para medir e control*r *statisticamente a taref* a se* realizada, calculando o te*po
pa*rão (TP) q*e deter*ina qual a capacidade produtiva da organização. O tempo padrão
ainda e*volve fatores como *elocid*de *o oper*d** pa*a ex*cução da tarefa e seu rendimento
c*m tol*râncias em *orc*nt*g*m, fadiga do operador, e ainda a* nec*s*id*des p**so*is do
operado* (PEIN**O; GRAEM*, 2004).
2.3.1 *ro*oanál*se
É utilizada para cro*o**trar e analisar o *emp* que um oper*dor necessita
para
desem*en*ar *lguma tarefa no fluxo d* produção, *ermitindo-*hes um
tempo de tolerância
para *eces*idade* fis*ológicas, que**as de maq*iná*io e demais fat*res.
Durante a co*eta de dados, i*úmeros *atores p**em interf*rir o andamento da me*ição,
*pr*s*ntan*o "t*mpo
ocioso". Este "te*po ocio**" tem q*e ser de**artado, para que
*os*eri*rm*nte n*o ap*reç* irregula*ida*e em comparaçã* aos *utros e com alt* de*vio
padrão. Port*nto, todos *s problemas q*e *ossivelmente *odem ocorrer devem *er lev*dos em
consider*ção do lado
positivo * *o lado
n*gati** como os aut*res e*pli*am
(MAR*INS;
LAUGEN*, 200*).
A cr*noanálise pode ser d*t*rmi*ada **mo um *ét*do a*licado par* que *eja de**nido
o *empo em que u*
funci*nári* d**e utilizar para r***izar *ma determ**ada tarefa *om um
nível de compo*tamen*o ó*i*o. Essa f*r**menta de m*dição de t*mpos utili*a como o próprio
nome já diz a c*onome*ragem. (ABR** et al., 2*06).
* tempo usado pelo fu*cion*rio e* cumprir dete*mi*ada operação é cha*ado de
tempo padrã*. *ependendo do obser*ador, ess* tempo *ode varia* de acordo com a a*aliação
feita p**a as atividade* sere* r**aci*n*d** ou n*o ao
***cesso
que deve se* realizado pelo
Rev. FSA, T**esina, v. 14, n. 6, art. *, p. 125-144, nov./d*z. 2017
www*.fsanet.*om.br/revist*
Balanceamento de Linha P*odução em uma **dústria de Lácteos
131
*rabalhador. A experiênci* é um* *orma de *stabelecer tempos p*drões mais corretos e me*os
diferentes.
2.* Pla*o mestr* da produção
A ut*l**ação do Plan* Mestre da Produção (PM*) está envolvida em diversas áreas,
especialmente
*a*a
aquelas que po*suem um conta** c*m a *anuf**ura, possuindo o
propó*it* de tomar
alguma decisão ou *e
uti*izá-lo como f*rramen*a
*e
gestão. Atualmente,
não basta *pe*as trabalhar *om *m *om planej*mento e contr**e da pr**u*ão. Para mante*-se
no mercado competitiv* é *rec*so apr**orar a utilização de recursos, o* cus*os pro*utiv*s, os
te**o* de trocas e requerimentos não atendid*s. *or este mo*ivo, in*m*ras
técn*c*s têm
apar*cido tentan*o resolve* o problem* da criação de planos o*
pro****as de pro*ução.
Assim, o d*sen*ol*imento
do PMP auxilia * acele** o processo
de planejamento e
*a
programação
da produçã* *om a fin*lidade ** d*m*nuir custos e *umentar * produ*i*id*d*
(VILAÇA, 2**0).
Os autores Vie*ra, *oares e J*nior (2002) descrevem que o pla*eja*ento m*s*re * uma
afirmação do *u*
a empresa d*ve produzir j**tament* com o qua*** de trabalhad*r**
nec**sár*o. É um programa qu* es*á ligado dir*tamente à prod*ção e que com ele existe uma
**rie de d*c*sõe* de *lanejamento. Os autores aind* apresentam que, para
uma pequena
*m*resa, o pla*o mestre po*e ser feito com *ase na exper**ncia
e conhecim*nto dos
processo*, ma* para *mpresas de médio a grande port* q*e possui uma grande diversidade de
pro*utos e *árias linhas d* p**dução, deve-se a*ha* um pla**j*mento mes*re que se*a
competen*e, isso n** é um* t*refa fácil, po*s en*ol*e muito tempo e muit* *rabalho.
Estudos a*licados
visam ge*ar informaçõ*s para s*lu*ionar probl*mas e*pecíficos.
Além d*ss*,
necessita de dados que podem *er
cole*ados de inúmeras formas: pesquisas em
laborat*ri*s, p*squisa de campo, entrevistas, questionário*, e também fo*mulári** (VILAÇA,
2010).
O PMP é designa*o a *eparar os plan*s *rodu*iv*s
estraté*icos de
*m pequeno
per*o*o, em plano* *spec*ficos de pr*dutos acab*d*s para *édi* período, "direcio*ando as
eta*as de
progra*açã* e execução das atividades realizadas na *mpr*sa a fim de direcionar
etapas para que possa f*zer uma pr*g*amação e *m *imensio*amento de ati*idades e de **o
de obra" (*U*INO, 2*07). O autor per*ebe que dific*lmente a* empresas possuem um critér*o
de avaliação par* que *os*am ter uma produtivi*ade máx*ma, *u s*ja, *proveitamento total de
todo * q*al*uer recu*so disponível.
Rev. FSA, T*res*na P*, v. *4, n. 6, art. 7, p. 125-*44, *ov./dez. 20*7 www4.f**net.com.b*/r*vista
J. F. Bat*isti, A. D. Weise, J. Patias
**2
3 METODOLO*IA
A metodolog*a é con*ide*ada um processo de pesquis* c*entíf*ca q*e procura conh*cer
*s operações e *écnic** que *r***rcio*em a *o*stat*ção do estudo (GIL, 2*08). Nes*a
compreensão,
descrevem-se os
passos a serem *egui*os *e forma/técnica *ue resu*tará
no
*roc*ss* de averiguação, come*ando p*lo entendimento da temática, até a apres*ntação dos
resultados e consid*raçõ** finais.
O estudo alcança seu obj*tivo quando segue os padrões metodológicos, por mei* de
recomendaç*es de m*tod*s e té**ic*s pa** a obtenç*o dos dado*, quando seleciona e localiza
a fonte informação, corrobor*ndo com a conf**uraç*o
do
universo d* pesquisa e técnica
de
amostragem (*ERVO; B**VIAN; SILVA, *007).
3.* Tipo d* *esqu*sa
A metodologia a s*r empregada
p*ra a realização desta pesquis* **rá o Método
d*
*studo de Caso dos indicado*e*.
Esta p*squisa c*ra*teriza-se por ter um
cará*er exploratório-descritivo, qual*tativo
e
q*anti**tivo. Pesquisas *xploratórias são
aquelas que tê* por
objeti*o especificar
e
pro*orcionar maior *nt**dimento de
um d*do problema. Nesse tip* de pes*uisa,
*
pesqu*sador busca maiores inf*r*ações sobre o tema em e*tudo (GIL, 2008).
"A etimologicame*te * palavra mét*do deri*a
do latim methodus, e *o g**go
method*s, c*jo signifi*ado é "c*minho através do qual se pr*c*ra *hegar * al*o ou um modo
d* fazer algo". O autor **fin* o *étodo de pe*qui*a como sendo *m caminho para chegar *os
o*jetivos pré-d*termi*a*o na elaboração da pes*uis* (TURATO, 2003, p.149).
Gil, (2009) obse*va qu* um *om estud* de caso não é *ma tarefa fáci* de *er a*ingida,
dev*-se *s*ar at*ndo circunstâncias em que de*er*o se* segu*d*s, para q*e o todo o tra*alho
não s*ja inval*d*
no final da **squisa,
para qu* os quais os resulta*os obtidos *ão s**am
possíveis fazer uma an*lise ou s**uer uma in*e*pr*tação.
3.* I*str*mento da pesqui*a
Os instrumentos
de pesquisas neste e*tud* foram: pesquisas de
cam**
*tra*és do
*étodo observac*o*al *m planilhas específica e também entrevista c*m * responsável
do
setor visan*o avaliar os *ados *o pl*no mestre.
Rev. FSA, Teresin*, v. 14, n. 6, *rt. 7, p. *25-144, no*./dez. 20*7 www4.fsan*t.co*.*r/rev*sta
Bal*n*ea*e*to de L*nha P*oduç*o em uma Indústria de Lá**eos
13*
O *étodo observ*cional é *m dos mais em*regados na* ciências sociais e aprese*ta
algu*s as*ectos im*ortan*es. *ode ser co*siderado como o *ais primitivo e,
conse*uent*mente, o *ais incerto. Mas, *or outro lado, pode ser tid* como um **s mai*
mod*rnos vistos ser o **e possibilita o mais elevado gr*u de pr*c*são nas ciências sociai*.
(*IL, 2009).
Desta*a-se que o método observacional difere do ex*erimental ** apenas alguns
*sp**tos na relação en*re eles: nos exp*r*me*to*, *
ci*ntis*a to*a pr*vidênc*as pa** que
algum* c*is* ocorra, a fim de *bs*rva* o que se segue, *o passo que, no estudo por
o*servação, ap*nas ob*erva algo qu* a*ontece *u já aconteceu (GIL, *0*8).
3.3 Coleta dos dados
* c*leta do* dados aco*teceu de d*as ma**ira*, a p*ime*r* *oi por meio de entr*vista,
a segunda pa*te ocorreu
co* a análi*e do Plano M**tre da Produção e por fim, a c*leta *os
te*pos.
3.3.* Entr*vista
Antes de inic*a* as atividade*, *ealizou um* en*revista com o *upe*v*sor
**dústr*a
verificando quais seriam os re*ultados espe*ados.
3.*.2 *l*no Mestre da Pro*uçã*
*ar* o
levantamento dos dados foram f*itas observaçõe* das atividades **m como
*
análise de t*mp*s das mesmas e e*entu*is pesq*isas de históric*s d* produção. Para *ada
a**vid*de obser*ada, foram *ecol**das *mostras para a c*onoanálise, ob**ndo-se um a m*dia,
onde a mesma foi tomada com* padrã*. Pl*nilh*s
do Micros*ft E*cel foram ut*lizadas par*
coleta dos tempos.
* instrum*nto ut*li**do para análise d*s d**os fo* o Plano Mestre. * *igura 1
demon*tra a Interface ferra*enta.
R*v. FSA, Ter*sina PI, v. 14, n. *, art. 7, p. 125-*44, nov./dez. *017
www4.fsa*et.co*.br/*evis*a
J. F. Bat*ist*, *. D. We*s*, J. P*tias
134
F*gur* 1 - Interface d* Plano Mestre de Produção
Fonte: Autores.
3.*.3 Tom*das dos tempos
Quando o colabo*ado* **aliza apenas *ma atividade durante o processo, as mesmas
podem ser chamada* de atividad*s úni*as, ex*r*id* durante toda a *ornada
de t*abalh*,
*
ferra*enta q*e foi *tilizada para a observaçã* nest* caso é ap**sentada na Figura 2 qu*
most*a a tabela d* to*ada de tempos onde for*m observadas *s at*vida*es que se repetem a*
l*ngo do dia. Com as infor*açõe* colhidas, fo*am feitas as m**ias dos tempos e anexados
e**as i*formações *o pl*no mestr*.
Figura 2 - To*ada de tempos p*r* tarefa* ún*cas
Fonte: Auto*es.
R*v. F*A, *er*sina, v. 14, n. 6, *rt. 7, p. 125-1*4, n*v./de*. 2017
w*w4.*s*net.com.br/revista
Balanceamento de L*nh* *rod*ç*o em uma Indústri* de Lácteo*
135
Qua*do o colaborador realiza diversas atividad*s durante o process*, não são
considera*as tarefas *n*cas, *x*rcida durante t**a a j*rn*da d* trabalho, a fe*ram*nta que **i
utili**d* para este caso é apresentada na Figura 3 que mostra a t**ela de flux* de ro*ina ond*
foram observa*as divers*s a*ivi**des dura*te todo o **ríodo de trabalho.
Figura 3 - Fl*xo de rotina
Fonte: *utores.
4 RESULTADOS * DIS*U*SÕES
Os d*dos foram coletados com base n* *e*odolo*ia es**cificada. *m pri*eiro
momento fo* **al*zada a e*tr*vista *om o responsáv*l pel* *inha de p*odução da indú*tri* *m
es*u*o, pa*a levantar e analisar os dados rel*van*es *ar* andame**o ** t*abalho.
Com relaç*o à coleta dos dad*s, ***l*s*u-se uma *inha de *nvase de iogurte ba*deja
contend* 6 u*idades. A linha do produto em estu*o possui uma divisão *ma "parede", que
se*a*a a *rea de envase *nde a matéria prim* "iogurte" est* dispo*ta em ferm**teiras, com a
ár*a *o pro*uto *cabado "env**a*o" produto já *isposto na* ban*e*as *rontas pa**
o
consu*o. A linha *ra *omposta por 6 *uncioná*ios *m ca*a turno. D*sses 6 colaboradores,
uma *essoa oper* a máquina (est* co*aborad*r fica alocand* na áre* de env*se), *ua* pesso*s
montam ** caixas (e*ses colabor*dores ficam na área do pr*du*o acabad* um de f*ente p*ra o
*utro na me*a), os *utros dois *loc* os pr*d*tos *a **ix* (os fu*c**nár*o pegam as **ix*s
montadas alocam os *r*dutos de**ro das *esmas, **ses colaboradores f*cam alocad*s na e
parte *o produto acaba*o), e p** fim uma pessoa etiqueta e monta os pa*et** na área do
produ*o acab*do confo*me a Figura 4 *onforme a descrição das a**v*dades.
Rev. *SA, Teresina P*, v. 14, n. 6, art. 7, p. 12*-144, no*./dez. 2017
www4.fsanet.*om.br/re*i*ta
J. *. Battisti, A. D. Weise, J. Pati*s
13*
Figu*a 4 - Layou* do pr*ces*o
Fon*e: Autores.
Para Aq*ilano e Chase (1*99), fl*xograma indi*a *ma r*produção grá*ic* de um
determina*o proc**s* *u fluxo de trabalho, *xecutado geralme*te co* recu*so a figuras
geométric*s nor*alizadas e a setas unin*o essas figuras g*o*étricas. Pe*o me*o dest*
rep*esentaç*o gráfica * possível compree*der de forma rápida e fác*l a tr*nsição de
inform*ções ou documentos e*tre os eleme*t*s que se *oma p*rte no pr*cesso *m
causa. O flux*grama d* Figura 5 *ostra como as ativ*dade* eram r*alizadas. Onde o n*mero
1, é identi**cado como operado* de máquina, o 2, é identif*cado *omo *ontador de caixas, 3,
colaboradores que alocam os produtos dentro d*s caixa* e 4, é o col*b*rador que etiqueta
e
mon*a o* palete*.
Rev. FSA, *eresi*a, *. 14, n. 6, ar*. *, p. 125-144, nov./d*z. 2017
www*.f*anet.com.*r/revista
Bala*ceamento de Linha Prod**ão *m u*a Indústria de **cteos
137
Figu*a 5 - Flux*gra*a do pro*esso
Fonte: Autores.
Após a*áli*e do p*o*esso, *e*li*ou-se a coleta do* tempos das atividades at**vé* da
ferram*nta de *ron*análise. Foi po*sível *bserva* que *s ati*idades eram *ep*radas em
a*iv*dades ún*cas e ati*idade* não *nicas confo*me m*ncio*a*o anteriormente. As atividades
*nicas são quando o fun*ion*rio realiza ap*nas uma atividade no seu po*to *e trabalho, sendo
elas *bservadas a tarefa *e alocar a produçã* n*s caixas, mont*r a* caixas e etiq*et*s e montar
os p*l*te* con*o**e a *igura 6. *á as a*ividades não únicas foram obs*rv*das como s*nd* as
atividades do op***d** de má*u*na, pois *le *ealiz* dive*sas atividad** du*an** o p*ocesso, os
dad*s obt*do* dessa *arefa encontram-se n* Figura 7.
F*gura 6 - Tomada d* tempos - atividade* únicas
F*nte: *uto*es.
Rev. FSA, Teresina PI, v. 14, n. 6, art. 7, p. 125-1*4, nov./dez. 2017
www4.fsanet.com.br/r*vist*
J. *. Battisti, A. D. *eise, J. P*tias
1*8
As a*ividades d* *igura 7 são tarefas di*rias realizad*s pelo co*aborador que opera* a
máquina de envase. O colabor*dor real*z*r *0 atividad*s du*ante * dia.
Figura 7 - *luxo de ro*i*a do operador de má*uinas - ativid*des nã* únicas
Fonte: Au*ores.
D*po*s *e r*ali**d** todas as anális*s e levantament* de temp*s utiliz*u * *erramenta
de trabalho Pl*no Mestre de Produção e a*exou t*do* os dados levantamentos à ferramenta.
A utilização do Plan* M*stre da Pr*duç*o es*á rela*i*na*a em div*rsas
áreas,
principalme*te p*ra aq**las que pos*uem u* con*ato *om a manufatur*, possuindo o
propós*t* de tomar
alguma decisão ou d* utilizá-lo c*mo ferra*e**a de ge*tão. A*ualmente,
não basta *pena* *rabalha* **m um bom plan*jam*nto e contro*e da produção (VILAÇ*,
2010). A figura 8 apresenta * plano mestre de pro*u*ão.
Rev. FSA, Teresina, v. 14, n. 6, *rt. 7, p. 125-144, nov./*ez. 20*7
ww*4.fsane*.com.br/revista
B*lanceamento de Linha Prod**ã* e* u*a Indústria *e Lác***s
139
*igura 8 - P*ano mes*re de p*oduç*o
Fon*e: *uto*es.
R*v. FSA, Teresina PI, v. 14, n. 6, art. 7, p. 125-14*, *ov./dez. 2017
www4.fsanet.co*.*r/revista
J. F. Battisti, A. D. Weise, J. Patias
140
Para o dimension*m*nto * balanceamento da linha, foi re*lizado cálc*los a*ravés *a
f**rament* para à em*res* em e*tudo. Com is*o f*i possível ver**icar e analisar * utilização%
de todas as atividad*s.
De acord* com Silva (2007) a utiliz*ção é *m *** índices
de indicad*res, que n*da
mais é * relação à* ho*as dispo*ívei* para realizaçã* da atividade do equipam*nto du*ante o
p*oc*ss* produ*ivo e *em a
fu*ção de apontar
pa*adas opera*i*nais. Este indicado* *valia
e
identifica as causas de parad** no p*ocesso, par* qu* *ossa fazer me*horias ** mesmo.
Com os dados levanta*o* * observad*s foi poss*vel calcul*r * utilização de cada
atividade
envolvi*a no processo. Para a ativi*ade d* monta ca***, trab*lha 4 pessoas, que
executa ess* taref*,
sendo 2 pessoas por turno, a utilizaç*o de
cada funcionário * de 47,3%
se**o quase a metade da pr*dutividad* es*ipulada pelo encarregado e superviso* d* *rea,
conf*rme a fi*u** 8.
As *tividades *e alo*ar produtos na
caixa, também t*abalha c*m 4
**ss*as par*
conseguir realizar essa tar*fa, sendo 2 p**so*s por tur*o, a utilização *essa t*re*a é de 93.7%
p*r* cada func*o*á*io. Não pode*do ser acrescentada ne**uma *tividade para este
func*on*rio.
As ativ**a*es d* *p*rado* de m*quina, *e*essita 2 colaboradore*, sendo 1 col*bor*d*r
por turn*, a
uti*ização de
ca*a operado* é de 62.5%. Pode*do *er acrescentada algumas
at*vidades **ra este funcio*á*io até atingir uma util*zação de **%.
E por fim a ativi*ade de etiquetar e montar páletes, n*cessita d* 2 pess**, sendo
1
p*ssoa po* turn*, p**sui uma utilizaç*o de 7*.1% Po*end* ser acresce*t*d* algumas
atividade* para e**e *uncionário até atingir uma utilização de 90%.
Com o di*ensioname*to, v*rificou que a ta*e*a
de **nt*r *aixa e *ra
possível em
números exe*utar a atividade com apenas uma *essoa *or turno o*t**d* ní*e* d* utilização de
94,6%. O segu**o pa*so
foi *ealizar *m teste par* ter cer*eza qu* era possível d*sempenhar
determinada
a*ividade, *oi
est*dada a linha, e maio* problema enc*ntrad*, é * falta *
de
e***ço, e com isso o f*ncionário t*ria a dific*ldade em se deslocar *e um lado *ara o out*o
para fornecer ca*xa montadas para
as duas *ess*as que alocam
*s
pro*utos dent*o d*la. *
ap*icação do teste seguiu da se*uinte f*rma:
O quadr* de funci*nário se red*ziu de 6 para * pessoas por turno como *egue a figura
9 e *0. lay*ut e o O
flux*grama estão e*umera*os e d*scriminad** por fu*ção
que são: *-
para ope*ad** de máqu*na, 2 - mont*dor de cai*as, 3 - colaborado* *ue aloca os produtos
**ntro das caixas e 4 - para colabora*or qu* etique*a e monta *s palet*s.
R**. FSA, Te*esina, v. 14, n. 6, a*t. *, p. 1*5-1**, nov./dez. 2017 www4.fsan*t.c*m.br/revi*ta
Balan*eamento d* Linha Pro*ução em uma Indústria de Lácteos
141
Depoi* de todos
** levantamentos ne*es*ários, foi p*ssível m*difica* o lay*ut e o
fluxogram* da l**ha co*for*e a *igur* * e 10.
Figura 9 - Layout mo**ficado
Fonte: Autores.
F*gura 10 - Fl*xogr**a mod*ficado
**nte: *utores.
O teste foi acompan**do e avaliado dur*nte *uas *ema*as, para verificar se não havia
probl*mas ergonô**cos, fadiga e *emais **to*es *** interfere* na s*úde do colaborador.
*o *inal de todos os test**, ent*o, con**guiu-s* efetiv*r * redução de uma pessoa por
tu**o pa*a ativada de montar caixas. Realizo*-*e u* le*antam*nto d* d*do* *e forma ve*ba*
com * RH, par* co*statar qu*n*o que u* func*onário custa p**a a empres* um auxilia* de
Rev. FSA, T*resina PI, v. 14, *. 6, art. 7, p. *25-144, nov./dez. 2*17 *ww4.*sanet.com.br/revista
J. F. *attisti, A. D. W**se, J. Patias
142
***dução, o valor aprox*mado é de *$
2.000,00. Com est** dados é po*s*v*l *stimar *u*
a
empre*a *btive*se um* redução de custo d* apr**imada*ente R$ 26.000,0* ano com o estudo
realizado. Val* salientar que o funcion*do *ue foi retirado na li*ha em est**o foi **alocado
em ou*ra área da *rod*ção.
5 CO*SIDERAÇÕES F*NAI*
O bal**c*amento d* lin*a con*iste em dividi* as operações de trabalho em e*eme*tos
d* trabal*o que possam ser *xecutado* de mod* independe*te. O levant**en*o *os te*pos
nós mo*t*a
qu*nto é *reciso
p*r* reali*ar d*terminada tarefa e tam*ém apres*nta o tempo
padrão p*ra cada um *o* elementos de tra**lho, *or m*io da crono*nál*se, e co* esses dados
pode-*e definir as sequências de tare*as da melhor manei*a possível.
O trabalho aferiu seu objetivo geral
q*e era (*nalisa* as
atividade* re*lizadas,
o
volume pr*duzid* com observações de tem**s das *esmas) foi concl*ído com sucess*. E *s
objet*vos específicos q*e er*m mapear a área em e*tudo, re*lizar a cronoanálise das
atividad*s envolvidas, ***antament*s hi*tóricos de v*rios fatores que
int*r**re na pr*dução,
**finição
*a demanda *ara a**ica*ões dos re*ul**dos e modificação no l*yout *a linha. A
partir da col*ta de dad*s, foram *eal*zadas análises que d**am *undamento para concluir
os
objetivos específicos analisando a *artir desse tr*balho que a aplicação d* cronoanál*se como
método d* red*zi* custos desn*cessários sendo viável para a empresa, uma vez q*e ela serve
para mensurar e estabel**er reais capac**ade* *ro*utivas *roporcionando l*cr*tivi**de *ara a
mesma. *present**-se o l*you* m*d*fic*do *a linh* já *a*ancea*a, onde foi comprovado em
números q*e era possív*l a redu*ão de um cola*orador. Co* os levantamentos realizado*, fo*
possível adeq*ar a *inh* d*
pr**ução
par* o v*lume que a *mpresa *stava op*rando
no
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Como Referenciar est* Artigo, conforme ABNT:
BATT*STI, J. F; WEISE, A. D; PATIAS, J. Ba*anceamento de Linha Prod*ção em uma Indú*t*ia de
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Cont*i*uiç** dos Auto*es
J. *. Battist*
A. D. Weise
J. Patias
1) c*ncepção e pla*ej*men**.
X
X
2) *n*l*s* * *nterpretaçã* *os dad*s.
*
X
3) elaboração *o rascu*ho ou *a revisão c*í*ic* *o *onteúdo.
X
*
X
4) partic*p*ç*o na a*rova*ão *a vers*o final *o man**cri*o.
X
X
X
Rev. FSA, Teres**a, *. 14, *. *, art. 7, p. 125-14*, no*./dez. **17
**w4.fsanet.com.br/*evista
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