www4.fsane*.com.br/revista
Rev. FSA, Teresin*, v. 14, n. 6, art. 5, *. 95-108, nov./dez. 2017
ISS* I*p**sso: 1806-6356 ISSN *l*tr*nico: 2317-2983
h*tp://dx.doi.o*g/10.12*19/2017.14.6.11
A Interdisciplinaridade En*re Ciên*ia da Informação e Comunicação: u*a *nálise da
*nf*rmaçã* *a Geração do Co**ecimento
Th* Interdisci*lina*i*y Between *nformation S**ence *nd Commun*cat*on: an A*a*ysis of
*nformation in the Ge*er*tion of Knowled**
*driana Al*es Rodrigues
Do*torado em *iência da In*ormação pela Uni*er*idade Federal d* Paraíba
M*st*e em Comu**cação e *ul*uras Contem*o**neas pel* Universidade Fe*e*al da Bahi*
E-mail: adria*acontemporanea@g*ail.*om
Fabiano Sé*gio *e A*aújo *errano
Me*tr* e* Ciência d* Inf*rmação pela Un*versidade Federal da Paraíba
G*aduação em Jorn*l*s*o *el* Univ*rsi**de Federal da Par*í*a
E-ma*l: fabiserr*no@gmail.**m
*diene Souza de Lima
Mest*e em Ci*n*ia da Info**a*ão p*la Unive*sidade Fed**al da Par*íba
Gra*uação em B*blio*economia *ela Univ*rsida*e Federal ** Paraíba
E-*ail: edienesou*ah@g*a*l.com
Edvaldo Carval*o *lves
Do*torado ** Ciênc*as Sociais pela Unive*sidad* *ederal de São Carlos
Prof*ssor do P*ograma de Pós-Graduação e* Ciênc*a *a Informa*ão na UFPB
*-mai*: e*val*oalves@gmail.*om
Endereço: Adriana A*ves Rodri*ues
*n*versi*ade Federal da Paraí*a s/n - Castel*
Br**co III, J*ão Pes*oa - PB, 5*0*1-900.
*ditor Científico: *onn* Kerley de Alenc*r Rodrigues
Ende*e**: Fa*iano Sérg*o de Araújo S*rra*o
Artigo rec*bido em 06/0*/2017. Última
versão
Universi*ad* Fe*eral da Paraíba s/n - Castelo
re*ebida *m 17/*9/2017. Aprovado em 18/09/201*.
Branco III, *oão *essoa - PB, 5*051-900.
Endereço: Ediene Souza *e Lima
Uni**rsidade Federal da Paraíba s/n - *a**el*
Branco I**, Joã* Pe*s** - PB, 58051-9*0.
Ende*eço: Edva*do Carvalho *l*es
Univ*rsidade Federal da Paraí*a */n - *astelo
Bran*o III, João Pesso* - P*, *8*5*-*00.
Avaliado p*lo sistema Triple *ev*ew: De*k Review *)
pelo Edit*r-Chefe; * b) Double Blind Review
(avaliação cega p** dois avaliador*s da área).
Revisão: Gramati*a*, Normati*a e de Form*t*ç*o
A. A. Rodrigues, F. S. A. Serrano, E. S. L*ma, E. C. Alv*s
*6
RESUMO
Pretende-se *xplora* i*terface entre Ciência a
d* Inf*rmação e Co*un*cação e sua *elação
com * interd*s*ip**nar*d*d* *o tocan*e à g*s**o de *onh*c*ment*. Tamb*m são apres*n**das
as c*racte*ística* *e*ultantes d*
informação e seus aspect*s interdisciplinares, a partir
das
*ontribuições dos principa*s teóricos da área. Reflete-se sobr* os asp*ctos que compõem os
pr*cessos
in*orm*tivos * a *nter*ção que ocorre entre am**s. Co*o procedim*ntos
metodol*gicos, adotou-se a pesquisa de natureza **bliográfica e doc*mental, perpassando
*mbas a* áreas de conhecim*nto. Os resultados demonstram *ue esta
*nte*face
propicia
o
desenv*lvimen*o científi*o para a ger*ção d* conh*cimen*o em um processo integr*dor.
Palavras-chave: *iê*cia da Inform*ção. Interdisciplin*ridade. Comu*icação. Inform*ção.
Campo Cien*ífico.
ABSTRACT
t is **tended to exp*ore the inter*ace between Informat*o* Scien*e *nd Communication and *ts
relati*n with interdisci*lin*r**y in terms of kno*ledge *anagemen*. It pres*nts the
characteristi*s r*s*lti*g from the *nformation and i*s i*terd*sciplinary *sp*cts f*om
t he
co*tr*butions of the m**n theore**cians of the ar*a. *t reflects *n th* as**cts that make up t*e
*nformation processes an* the interac*ion that take* place be*ween both. I* co*sid*rs tha* this
interfa*e prov*des the scientific *evel*pm*nt f*r the genera*ion of k*owle*g* in
an
integr*t*ve *r*cess.
*eywords: I*formatio* Scienc*. Interdis*iplinarity. Communica*ion. Inform*tion. Sci*ntific
Field.
Rev. FSA, Te**sina, v. 14, n. 6, a*t. 5, p. 95-10*, nov./dez. 2017
www4.fsanet.com.br/revis*a
A Interdi*cipli**ri*ade Entre Ciên*ia da In***mação * Comunic*ção Conhecimento
*7
1 IN*R*DUÇÃO
O *e*ôm*no d* info*m*ção tem sido objeto de estudos ci*ntíficos, tent**do
estabelecer a* definições *onc*ituai*, *o*enclatura*, origem, us*s,
impactos e pro*es*os,
a
partir de um contexto e* con*tante m*tação e remo*elagens. Es** fato fi*ou mais a*entua*o
quando
o
cientista
americano *annev** Bush, ainda
n* décad* d* **4*, i*enti*i*ou
o
pr*blema do gra*de v*lu** de informa*ão na sociedade e criou o memex c*mo *ma *roposta
de solução. Desde ent*o, as diversa* conceituações sobre *n*or*açã* inseridas *m d*fer*n**s
áreas demons*r*m que o mesmo fenômen* mantém aspecto inte*di*c*plinar *a ge*ação de
co**ec*m*nto na comu*i*ade científica - em*ora *** **onteça *em ausência
de conflit*s
e
embates - e vai se reestruturando ao s**or das muda**a* conjec*urais.
As*im, *erc*b*-*e uma i*t*ração c**stante ent*e pesquisa e aplicaçã*, entre teor**
e
p*á*ica *entro do campo da C*ência da i*form*ção (CI), mas qu* *ão está long* de apresent*r
questões *onf*it*n*es. *rookes (1980) dis**t* o problema da i*f**mação e *eu es*ado *eórico,
*azen**
u*a comparaç** desta **m o surgimento de uma *iência *m g*ral. Cada e*trutura
teóric* da ciência *unca é compl*t* ou
*ech*da, mas pe*mane*e sempre aber**, o**recend*
novos problemas. O *utor a*ont* os problem*s bási*o* da ** que s*o antigos, desde a teor*a
de
*latão
e a lógic* d*
Ari*tóte**s como tamb*m prob**mas a**indos da *i*os*f*a ou
neurobiologia e *o campo da Comuni**ç*o. Em p*rt*cul*r, a* áreas de CI e
*om*ni*ação
t*lve* **ja umas d*s que mais e*tab*lecem
diálogos transversais e,
portanto, merec*m ser
*studadas de modo mais esclar*cedor do ponto de vist* epistemológico.
Port*nto, part*-se do pressuposto *a i**eração *n*re ess*s duas á*eas mant*m a*p*c*os
se*elhante* par* a *eraç*o de conheciment* e pode contrib*ir pa**
os av**ç*s ci**tífico*
a*vindos *esse processo ev*lu*ivo * un*fica*or. *este modo, o artigo pretende disc*tir
*
*e*evância da
inte*a*ão entre a**as as áreas de con*ecimento nu*a perspectiva d**lógica
*
in*e*rado*a para a
*er*ç*o de con*ecimento. Como
met*dologi*, *tiliza**s a
pe*quisa
bibl*o*ráfica s*bre a temát*ca em ques*ão. *ssim, o tra*alho est* divi*i*o *m dois mo*entos,
em qu* o pri*eiro, debate a interseção entr* ciência da c*mu*ica*ão e *iência da *nform*ção,
c*m ênfase em seus aspectos
epistemo*ó*icos e interd*sciplinares. E no *egund* *omen*o,
reforça-se a di*cus*ão com * *specto
interdisc*pli*ar na
bi**ioteconomi* e jornalis*o,
áreas
correl*t*s da Ciência *a In*o**ação e da *omunicação.
Rev. FS*, Teresina P*, v. 14, n. *, ar*. 5, p. 9*-108, nov./dez. 20*7
ww**.fsa*et.com.br/revist*
A. A. Rodr*gues, *. S. A. Ser*a**, E. S. Lima, E. C. Alves
98
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 *nterseçõ*s Entre C*ênci* da Inform*ç*o e C*ência da C*munica*ão
* Ciên**a da *nformação s* conf*gu** em uma *r*a do conhe*im*nto que se preocupa
com a produção, seleção, org**i*ação e dis*e*inaç*o da informação ins*rida em vário*
ângu*o* de a**r*agens. Com carac**rí*tica inte**i*ci*l*nar, atri*uto* t*mbé* pres*ntes em
o*tras á*eas, este campo ganhou *orça no âmago d* revoluç*o científica *o período *ós-
Segun*a Guerr* *undial 1(SARACE*IC, 1*96). Dentre u* dos marcos histó*icos que se
p*de apo**ar para a formação
do campo está o artigo célebre de Vann**ar Bu*h as *e ma*
think,2 de 1945, (BARRETO, 2012). A *ênese *ontemporânea da Ciência da Informa*ão
a*vé*,
por*ant*,
da
"explo*ão
informaciona*"
*ós-gu***a
(PINHE*RO,1999;
NEPOM**EN*, 2011), que,
de a*ordo com Sar*cevic (1996, p.47), a *iência da
Infor*ação se con*titu* em "um campo ded*cado às qu*stõ*s científic*s e à prátic*
profissional, v*ltadas p*ra o* problemas de efetiv* comuni*aç** do *onheci*en*o e de
registr*s de *onhecimentos entr* *eres humanos, no cont*xt* social, institucional o*
indiv*dual do u*o e *as necessidad*s d* informação". Borko
(1968) tem a preo*upaçã*
de
d*f*nir o **e é a CI * c*mo *sta se relac**na com a Bibliotecono*ia * a Documentação. Ele
fo*n*ce uma definição do qu* *e*i* Ciência d* *nform*ção.
É a discipl*na
*ue inves*iga as prop*ieda*es e o comportamento
informacional, as forças que gover*am
*s flu*os de i*f*rmação, e *s
s*gnificados do pro*essame**o
da informação, v*s*ndo à
a*essibilidad* e
a
usabili*ade ót*ma. A Ciên*ia da Informação e*tá p*e*cu*ada com o cor*o *e
conhec*mentos
relacionados
*
origem,
coleção,
organiz*çã*,
arm*ze*amento, rec*peração, i*terp*etação, transmissão, t*ans*ormação,
e
utilizaç*o d* informaç*o (B*RKO, 1968, p. 1).
Essa questão in*lui-se *a pesquisa sobre a representação d* informação em *m*os *s
sistemas, tanto *at*rais quan*o a*tificiais, uso *e cód**o* *ara a transmissão eficient*
da
1
"Nascida for*almente em 1962, em uma reunião d* Ge*rgia Ins*itute of Technology, foi definid* como "a
c*ênc*a que in**sti*a as
prop*i*dades e *
co*por*amento da i*formaç*o,
*s f*rça* que governam o fl*xo da
informaçã* e os meios de processament* d* inf*rmação *ara *cess*bilidad* e usabil*d*de ótimas. Os processos
incluem a
*er*ç*o, di*seminação,
cole*a, organizaçã*,
ar*a*en*men*o, re**pe*ação, inte*pre*ação e uso da
inform*ção. A área é derivada de o* *elaciona*a à matemática, *ógi**, *inguíst*ca, *sicologia,
tecnolo*ia
comp*tacional, p*squ*sa o*er*cional, *rtes *ráficas, comunica*ões, biblioteconomi*, admini*traçã* algumas e
outras área*" (BRAGA, 1995, p. 4).
2 Saracevic (199*) destaca d*is aspectos
impor*antes para o f*ito *e Bu*h: "(1)
d*finiu suci**amente um
prob*ema crítico que estava
p*r muito tem** na c*beça das *essoas, e (2) p*op*s uma so*ução qu* seria um
ajuste tecn*lógico, em conso*ância *o* * es*íri*o do t**po, além de estrat*gic**ente atrativa. Além disso,
Bush "identi*icou o problema da e*plosão info*macional- o *rreprimível *r*scimento *xpon**cial d* i*forma*ão
e de seus registros, pa*t*c****ment* em ciência e tecnol*gia" (p. 2).
R*v. F*A, Teresina, v. 14, n. 6, ar*. 5, p. 95-*0*, nov./dez. 2017 www4.fsanet.c*m.b*/revista
* In**rdi*ciplinaridade Entre Ci*ncia *a *nformação e Comunica*ão Con*ecim*nto
99
mensa*e*, be* *omo o *stu*o do processamento e de técnicas aplic*das a*s computador*s e
seu* sistemas de pr**ra*ação. Para o aut*r, trata-se de uma
*iência interdisciplinar o*iund*
*e outras áreas de conhecimen*o * que *stão r*lacionadas como a Matem*tica, Psic*logia,
Engenharia d* *rodução, Bi*lioteconomia, Artes Gráficas, Comuni*ação, Ciência da
Computaçã*, entre outras. "Têm ambos c*mponentes, de ciência p*ra vis*o que investi*a *e*
**jet* sem *onsider*r sua aplicação, e um componente de ciência aplica*a, v*sto que
desenvolve ser*iç*s e produtos" (BORKO, 1968, p. 2). Em o**ras pal****s, *orko q*e* diz*r
que, conhece* * signific*do da CI* inclui * in*estigação, as r*presentações da inform*ção
ta*to *o sistema natura*, como no a*t*ficia*, o uso de códigos *ara uma eficiente transmissão
de men*agen* e o es*udo do* ser*iços e técni*as de pro*es*amento
da informaçã* e
seus
sistemas de progra*açã*.
*esta
direçã*,
out*os
pe*qu*s*d*res
*p*ntaram as pro*lemáticas e d**iniçõ*s da
**formação de*tro da CI c*m
perspectivas *iferen*iadas, *omo a de ser
uma "necessidade"
(*E **ADIC, 1996), *omo "co*sa" (BUCKL*ND,
19*1), "*omo um sistema
de
comunicaçã*", (SH***ON; WEAVER, 1949), sobre*udo, em "usar a informa*ã* é trabal*ar
com a *atéri*-p**ma \*nformaç*o para o*ter um efeito *ue sa***faça um* necessidade a
de
in*ormação" (*E COADIC,
1996, p. 2*). Ao ana*i**r a informação na *ocied*d*
contemporânea * seus de*dobramen*os, Barreto (2002) af*rma que as tecnologias digi*ais
alteraram as caracterí*ticas essencia*s da con*ição da *nfo*mação da comun*caçã*, q*ais e
sej*m: espaço e tempo, inter*ç*o entre *miss*r e *eceptor, os estoq*es e receptores
da
i*forma*ão. Além d*ss*s características apo*tadas, a v*loci*a*e em que a*
infor*açõ*s
são
construídas tamb*m *e c*nfigura c*mo um *lemen*o em potencial dentro das *ed*s de alta
vel*c*dade. *este en*re*eio *ientífico, a inform*ção também se most*a como um fenôm*no
pertinente no *ampo da Comuni*a*ão com suas
nuan*es, caracter*sti*as semelha*tes
n* *I.
Trata-se, portanto,
de um o*jeto que na*ega em **mpos *íbridos, com
va*iadas formas
d*
abordagens e contextos multifac*tados, em
que a tr*nsversalidade perpassa as áreas
de
conhecim**to, p**movendo diálogos inte*ca**iáve*s no campo científico.
Tomando como fundamento que a Comunicação é
um *nt*r*âmb*o de mensagens,
*
p*ocesso co*uni*acional pode ser considerado
c om * um a
"práxis" objetiva, isto é, "tra*a-se
de *m* h*bilidade q*e s* aprende, uma habili*ade exclusi**mente hu*a*a. Ela ocorr* atra**s
da linguagem, que é t*m*ém capacidade pertencen*e ao *omem" (HOLFELDT, 2004, p. 61).
3 Em *ssên*ia, a Ciê*cia da I*formação investiga as propriedades e o comportamento da informação, * uso e a
transmissão *a infor*aç*o, e o pr*c**sa*ent* da informação, visando uma armaze*agem * uma
recupe*açã*
id*a*. (BORKO, 1968, p.4)
Rev. FSA, Teresin* PI, v. *4, *. 6, a*t. 5, p. 9*-*08, *ov./dez. 2017
ww*4.fsa**t.com.br/*evista
A. *. Ro*rigue*, F. S. A. Serrano, E. S. Lima, E. C. A*v**
100
As pesquisas *ien*íficas em C*municação remontam desd* as *es*uisas de Aristóteles p*r
voltado *éculo
II A.C
(*REIRES, 2007; MELO, 1977), período q*e ant*cede
a
*nst*tucionaliza**o do camp* de c*nhecimento au*ônomo. Mas, a part*r da década de *930 é
qu* têm iníc** as pesqui*as científicas \inst*tuci*na*i*adas\ *om * Escola de Chicago *ue
inau**rara* o termo "**teracionismo s*mb*lic*". De* anos *epo*s, vá*ios pesqu*sad*res da
Escola d* Pal* Alto, oriundos *e o*tras áreas como *ntropolo*ia, Linguísti*a, *atemática,
Soc*ologia, abrem porta* para o* estudos em Comu*icação (ARAÚJO, 2004). S* *nalisa*mos
b**, no seio da f*rmaç*o, a C*munic*ção também *pre*ent* características in*e*dis*ipl**ares,
*ua*do v*rios olhar*s es*avam d**ecion*dos em estud*r, sobr*tudo,
*s **eitos da mídia na
***unic*ção de mas**,
o
que se con*encionou chamar
de *ass Co*mu*i*ation R*s**rch4.
"Pode-*e até dize* que foram n*s anos de 1930, nos Estados Uni*os, à
oc*sião das e**ições
*me*icanas, que a comuni*ação *merg*u" (MIÈGE, 2009, p. *).
Um *os primeiros mode*os comunicaciona**, Teoria Matemática *a Comuni*ação, d*
Shannon e *eaver (1949), que, n* verdade, postul**a uma sistemat*zaçã* d* *roc*s*o
**mun*cat*** (figura 1) através *e uma logística meramen** técnica, enfati*ando dados
qu*ntitativ*s. Aqui, a *omunicação *
revelada como processo d* transmissão ** uma
mensagem, através d* um canal para chegar ao de*tin**ário. Pa*a Araújo (2004, p. 122) "to*os
esses conceitos e os e*ementos do proc*sso *ão enca*xados em teorem*s **e utilizam m*trizes
e logaritmos n*m estudo puramente matemático e quantitativo".
Fi*u*a 1 - Modelo da Teo*ia Matemátic* *a *om*nica**o
Fonte de
Transmisso*
Ca*al
Receptor
Destinação
in*orma*ão
(Codifica*or)
(Deco*i*icado
Fonte de
Ruído
Fonte: Ela*or*ção dos autor*s; a*a*tado de Sh*nnon e Weaver (**49).
Os e**u*os em Comunic*ção no Brasil datam no fim *o *écu*o XIX, q**ndo tentavam
registrar a traje*óri*
dos jo*nais * revis**s *om perspectiva historiográfica. Cont*d*,
a
4
Essa tr*dição *o* estudos * i*tegrada p*r abordagen* e autores *om formaç*es variadas como psic*log**,
**ciologi* política, cog*içã* e o* efeitos que as mensag*ns pro**gandísticias exerciam nos i*divíduos em
sociedade.
Re*. *SA, Tere*ina, v. 14, *. *, a*t. *, p. 95-108, nov./de*. 2017 www*.fsane*.c*m.b*/r*vista
A I**erdisciplinar*da*e Entre C*ência da Informação e Comuni*açã* Conhe*i*en*o
101
institucio*a*ização com*ça a partir da **cada de *940, mome*** em que a indús*r** cul**ral
*omeça a se desenv*lv*r no país, cuj* marco é fundaç*o do Ibope, em 1942, época em q** se
inst*l*m no *ra*il algumas empresas que vão c*letar dados para as organizaçõe* m*diáticas *
também, par* as organizaçõ*s de anuncia**es e formadores *e opinião públic*. O
d*senv*lvimento da
pesquisa em Comun*c*ção no Brasil não ocorre de modo tradic*onal,
a*sim como outro* p**ses, com início
*a i*prens* *s*rita. A pes*uisa vai *e desenvol*er
atra**s do *á*io da televis*o, nã* só *om foco na e
audiênc**, mas direcionando *ara
os
hábitos de *onsumo. Poste*iormen*e, c*rsos e congr*ssos *oram criados e fo*ta*eceram a área
(MELO, 2006).
A simb*ose ent*e os campos da Ciência da Informação e Comunic*çã* po*e ser
considerada como uma experiência que *anha senti*o em cam**s diferenciados do saber. A
*ss*ncia da inform*ç*o e da *om*nicação t*m carac*erísticas "po*i*ônica e pl**alis*a", tendo
em v*sta a gama d* m*ltipl*s es*udos empíricos q*e
englobam * realidade (P*IVA,
*002).
Neste sentido, a interdisciplinarid*de é *ma característica que marca fortemente os d*is
campos *i*ntífico*
n* rol das c*ências human*s e que "é a ma**festaçã* d* uma
t*ansformação *pistemológi*a em curs* e apontam-se aquelas que nos *arecem ser as suas
*uas *on*equências
principa*s: o alar*am*nt* do *onceito de ciência e a transf*r*aç*o
da
Univ*rsidade" (POMBO, 2005, p.
1). D*ste *odo, *a*ha relevânci* os *ubcampo*
do
Jorn**ismo
e da *i*lioteconom*a, cuja integração e pr**icas cientí*icas podem agi*
mutua*ent* no fomento à gestão da info*m*ção, te*do c*nsequência na *era*ão
de
conheci*entos **vin*o* ** inte*dis*i*lina*idade de ambas as
á*eas, de*tre outros
desdobramentos.
3 RESULTADOS E DI*CUSS*ES
*.1 Bibliotecono*ia e Jor*alismo: *nte*ra*ão e Práticas de Gest*o da In*ormação
Os desenhos rupestres, a utiliz*ção do papiro no Egito e do papel *anus**ito na China
são exemplos de com* o homem sempre buscou, desde os primórdios, formas de *egistrar sua
h*stóri*. De a*ordo **m G*nti** (2004), os r*gistros a*queológicos mostram que, ao longo do
tempo, os seres humano* interagiram **m seu* semelhantes a*ós perceberem que o mundo ia
além d*s pare**s das caver*as e d*s saíd** em bu*ca de alimento, pois *ertos instan*es como
o de preservar a espéci*, **tavam em jog*.
*o século XV, surge na Europa, * r*voluç*o midiát*ca *om a tipografia, inventa*a
pelo artesão Johannes Gutenber*, que const*uiu a **ensa para impre*são das letras. Sua a
Rev. FSA, Teres*na PI, v. 14, n. 6, *rt. 5, p. 95-108, nov./dez. 2*17 www4.fsanet.c*m.b*/*evista
A. A. Rodr*gues, F. S. A. Serrano, E. S. Li*a, E. C. Al*es
10*
inven*ão substituiu métodos a*é *ntão usados para a pro*ução de livros. Com isso, é possí*el
*ntendermos * import*ncia das letras de me*al **iadas por *ut*nberg
para * evolu*ão da
cultura escrita e da m*d*a d* sécul* XX* (fig.2). Poster*ormente, no
século ** Ste*e *obs,
nos rem*te a *evolução
da* indústrias da tecnol*gia *a informação *om com*u*adores
pessoais, film*s de *nimação, música, telefones, tab*ets e *ub*icação d*gital. Nesse *specto,
Levy (19*9), a*irm* que as imag*ns, *s *alav*as, as construções de linguag*m e*tre*eava*-
s* nas alm*s humanas, fo*necem mei*s e razõe* d* viver aos h**ens e suas inst*tuições são
recicl*das por gru*os o**anizados e
instrumental*zadas, co** também po* c*rc*ito de
c*m*nic*ção e memórias a*tificiais. Portanto, percebemos modif*caç*es determinantes nas
e***utu*as so*iais em diverso* a*pe*tos, sobretudo no que é tocante a sociedade da
i*f*rmação, balizada pelo uso fr*nético da in*orma*ão, f*zendo surgir uma revoluç*o nos
p*oces*os de com*nicaç*o e dissemi*açã* *o con*ecimen*o, *an*o *nício * um no*o mod*lo
de sociedade, a chama** "socie*a*e da informaç*o" (CASTEL*S, 1999). Nessa *erspectiv*,
A expressão \Sociedade da I*formaç*o\ re*ere-se a u* modo d* de*envolvim*nto
social e eco*ómico em que a aquisiç*o, arm*zename*to, processamen*o,
valorização, transmiss*o, distr**uiçã* e di*seminação de inf**mação conducente à
criação de c*nheci*e*to e à satisfação das nec**sidades dos c*dadãos e das
empresas, desempenham um papel *entral na a**vidade económ*ca, ** criação de
rique*a, na definição *a *ua*id**e d* vida *os c*dad*os e das *uas p**ticas cul*u*ai*.
(MINISTÉRIO DA *IÊ*CIA * TECONOLOGIA, *997, p. 5).
Percebemos, assim, q*e a sociedad* atual *xige novas m*n*iras de *erar e transmitir
*o*hecimento e se carac*e*iza pel* inovação *a
informa*ão e c**uni*aç*o. Ne*s* *entido,
entre outr*s aspectos, destac*mos a
aplicaç*o das pr*ticas bibl**teconômicas que tornem
o
a*esso, *so e d*ssemi*ação *uando
integradas à *i*guagem da
com**icação atr*vé*
do
jornalism*, mar*e*ing, **blici*ade, editoração das demais e
área* correlacion*das à C*ê*c*a
da Informação.
*sse **oc*sso ocorre por meio do mapeament*, coleta, recupera*ão,
processamen**, armaz*namento, dis*ri*uição, facilit*ndo a *roduçã* de conteúdos atr*vé* do
planejamen*o, por **io d*
análise, *o control* e coo**ena*ão da
informaçã* em um ciclo
con**nuo.
Rev. FSA, *eresina, v. 14, n. 6, art. 5, p. 95-108, nov./*ez. 201*
ww*4.fsa*et.com.br/re*ist*
A Interdisc*plinaridad* Entre Ciência da I*formaçã* e Comu*ic**ão Conhecimento
*03
**gura * - Tipos Móveis c**ado por Johan*es Gutenberg no sécul* XV.
Fon*e: Google *mage
Confor*e Le Coadi* (2007, p.107), *o percorrer * cicl* da *nfor*ação, de*ect**-se
t*ê* re*oluções q*e af*tam os três te*pos desse ciclo: o tempo da produção da inf*rmaç*o; o
da comunicação e o uso. Desta*a, ai***, três revoluç*es
científicas que ocorreram ou estão
em curso, dando origem * três
novos p*radi*mas c*e*tí*icos: o trabalh* coletivo, f*uxo e o
**uário. *ssim, e*tend*m-se as técnicas bibliotec*nômi*as como p**ticas que estabelece*
méto*os e facili*am *s processos de planej*r, organizar, c*ntr*lar, c*ordenar e monitor*r
*luxos de informação. D*ste m*do, essas prá*icas, associa**s às ferramentas administ**tiv*s
da comuni*açã*, buscam o*imizar ser*iços e atrair o *s*ário, be* co*o conquistar n*vos
*úb*i*os*. Entretant*, o acesso à *nf*rma*ão e a s*a t*a*sformação em conhecimento até
chega* ao **uár*o *inal são valores *e relacio*amento, *ntegração e compartilhamento.
Nesse aspect*, compartilhar é ess*ncial quando nos r*ferimos ao *e*env*l*imento da
Socie**de d* In*orm*ção. Quanto ao *orn*lismo, u** área co**e*ata da Comunicação,
a
aquisição, o tratamento, a organi**ção e as for*as de *cesso à *nformação est*o relacio*ad*s,
à h**tória da *mprensa, **e surge com a necessidade que * homem tinha de se c*municar,
5
Pode citar *omo *o* exemplo, * marketing de relacionamento. **s*e modo *ompr**nde-se que * mark*ting de
relacio***en*o é um pr*ce*so con*ínuo de identi*icaç** e criaçã* de novos valor*s co* *suá*i*s [...] e o
*ompartilhamento de seus benefíc*os d*ra*te *ma vida **t**r* de parcerias (GOR*ON, 2002).
Rev. FSA, Te*e***a *I, *. 14, n. 6, ar*. 5, p. 95-10*, nov./dez. 2017 www4.fs*net.com.br/rev*st*
A. A. Rodrigues, F. S. A. Serrano, E. S. Lima, *. C. Alves
104
através d* processo de se i*f*rm*r ou de inform*r algo a alguém. Not*, neste ponto, * relaç*o
simbiót**a entre ambas a* á*eas n*m pr*cesso de in**g*ação histór*ca.
Esse pro*ess* t*m i*ício apen** no sécu*o XV, com a *ri*ção da impres*ão com ti*os
m*vei* por Gute*berg, conforme destacamo* anteriorm*nte, surgindo *s f*lhas pe*iódicas. O
prec*rsor d* prime*ra *ub*icaçã* é o austr**co Migue* Von Aitzing, *ue lança, em 1583,
a
Relati* Hi*tórica, u*a publ*cação *eme*tral. Logo *pós, *urgem os jo*nai* com u*a
*req*ê**ia *egul*r ** tir*gens em Ve**za, *lemanha e Holanda
(OL*V*IRA,
2003). *
*mpren*a no Br**il tem seu início em 1*08 com a che*ada da famí*ia real portugu*sa a*
*rasil sendo, até então, proibida toda * qu**quer atividade *e impr*nsa, foss* a publicaçã* de
jornais, livros ou panf**t*s. Esta era *ma peculiari*ade da América *ortug*esa
pois, nas
demais
c*lônias *u*ope*as
no continente, a impre*sa s* fazi* present* desd* o sé*ulo X*I
(OLIVEIRA, 2003).
P*ra Nicholas (19*7), com* os jornais sã* o* res*onsáveis por *ot*ciar vários tem*s, é
fun**m**tal a necessidade
d* os jornalistas se *spec*aliz*rem em qualquer área do
*onhe*imento. Portanto, cada t*po de jornalismo *e* suas exigê*cia* e nece*sid*des de
in*ormação c*racterística às s*as funções especificas. *s dem*ndas de informaç*o se
modificam de aco*do com duas v*r*áveis b*sica*: as carac*eríst*cas estrutur*is
do me*o de
comu*icação para o qual *raba*ha (rád*o, imprensa e tele*isão); e a modali**de de jornalismo
e* que desenvolvem sua pr*fiss*o (jo*nalismo especializado jornalismo generalista,
jornalismo cien*ífico, j*rnalism* i*vestigativo, etc.). As ativ*da*es de ca*a tipo d* jorna*i*ta
6
se c**plementam, ta*to no que s* r*fere às n*cessidades de *nformação, quanto às fo**as *e
a*esso e tipos de **ntes utilizad*s.
E na av*lia*ão de Fu*ntes i Pujol (1995, p. 135), são *o me*mo te*p*
prod*t*re*
e
receptores de *nformação e, para difundi-**,
ne*essitam t*mar co*hec*mento dela
pre*iamen*e, ou sej*, nut*em- se *e informaçã*; em *ista
diss*, fo*mam um gr*po com
ca*acter*sti*as particul*res; *orém, *s *studos de usuário da informaçã*, na
área de
jornalismo, *ão
e*cassos na lite*atura internacional, e
pra*ic*mente inexistentes
n* esfera
nacional.
A i*formação está rel*c*onada ao jorn*li*mo no que se
re*er* à divulgação,
*
q*an*ida*e, **o n*cessar*amen*e se preocupando se aquela inf*rm*ção
notic*ad*
vai gerar
6
O jornal***a * *m dos *r*fissio*ai* que ma*s tem *ecessidade d* *ma *as** qu*ntidade de in*orma*ão, *ois
vi*e sob a pressão de est*r bem info*mado e saber bu*cá-la de forma rápi*a e preci*a, fa* par*e de suas
atividades laborais. Além dis*o, precisa, ao mesmo tempo, lidar co* uma d*v*rsidade de f*ntes e c*m as TI*s
(Tec*ologias da **formação e Comunicaç*o) para produzi*, em tempo *ábil, novas informa*ões. Os jornalistas
são, segun*o Nichol*s (*9*7), os usuári*s qu* mais *emandam inf*rmação e u*u*lmente a solicita* no último
min*to.
Rev. *SA, Teresina, v. 14, *. 6, art. 5, *. 95-*0*, no*./dez. **1* *ww4.fsanet.com.b*/revista
A Inter*iscipl*naridad* E**re Ciência da Informação * Comunicação Conhecime*to
105
*on*ecimento, mas sempre visando o coletivo, o plural. Logo, ques*õ*s polític*s, ec*nôm*cas
e s*c*ai* propic*aram a proliferação da i*for*ação **ravés de jo*nais, *ele*isã*, revistas, rádi*
e internet e a parti* d*sse contexto, passa-se a vive*ciar o
que se *onvenci*n** chama*
de
So*iedade da Informaç*o (CAS**LLS, 1999). * **sultado des*e "tu*bilhão info*macional" é
o surgim*nto de grandes desafios l*gados ao gerenciam*n*o de informação. Assim, a ge*tão da
informaç*o dis*õe-s* a estab*lecer parâmetr*s, estágios sistematizado*, *l*n*j*dos
e
estrut*rado*
**s
qua*s os flux*s infor*acion*is sã* resp*n*áve*s. Ca*tells (2001,
p. 501)
possui uma visão a r**peito de fluxos. Para ele:
F**xos não representam apenas um elemento da organização soc*a*: são * expressão
dos processos que d*minam nossa *ida e*onômi*a, p**ítica e *imbólic*. [...] Por
*lux*s, entendo a* se*uências inten**onais, repetiti*as e programáveis de intercâmbi*
e interaç*o entre posições fisic*ment* d***rticuladas, mantid*s por ato*es socia*s nas
estr*tu*as econô*ica, p*lítica e simból*ca da sociedade (CASTELL*, 2001, p. *01).
Dian*e d*ss* cenár*o, a Ge*tão da *nformação pode s*r fundamen*a* para a eficiência
d* *rodução, acesso e
uso da informação so* *oni*oramento
c*ns**nte desses fl*xos
inf**macionais através de ferr*m**tas que pr*piciam a i*entificaç*o, * armazenamento,
a
disseminação entre o*tras atividades que perm*tem c*nhecer o ***port*mento e necessidades
da soci*dade d* informação.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
* artigo buscou discut*r a relaç** interdisciplinar e*tre Ciênci* da *nformação
e
Comunicação. Percebe-se a a*r**imação n* constr*ç** din*mica da rel*ção e*tre
a
informação e o conhecim*nto no qu* se **fe*e à apr*priação social. Contudo, é imp*escindíve*
*or*ar a info*mação disponí*el
de m*ne*ra eficaz * o*jetiva, po* m*i* de métodos
*e
sistematização para * *ces*o e uso pelo usuário. Entr* el*s podemos d**t*car * *l*bora*ão d*
lingu*g*ns, processos técnicos *e áreas esp*cíf*c*s como a Bi*liot*conomia que *acilitem
*
localizaçã*, id*ntificação,
disseminação,
a*esso e mo**toramento dos *l*xos voltados para
a
sat*sfação d** necessidades d* usuário.
Para tanto, podemos entend*r que a Ciê*cia da **formaçã* e a Comu*icaç*o **scam
evidenciar * aspe*to s*mân*ico
da infor*a*ã*, a fim de forma a esta*elece* * s*ntido.
Conforme Nonaka e Takeuchi (1997, p. 64) o aspecto *emântico
d* inf*rmação mais é
Re*. F*A, Te**si*a *I, v. 14, n. *, art. 5, p. 95-108, nov./dez. 2017
ww*4.fsanet.com.br/revista
A. A. Rodri*ues, F. S. *. Serrano, E. *. L**a, *. C. A*v*s
*06
importante para a cri**ão d*
conhe*imento, u*a vez que se *oncent*a no si*nificado
tran*mitido. Como aspecto salu*ar, a simb*ose de *mbas as áreas, cada *ma com seus
co*texto* d*feren*iad** *
particulares, *odem atuar j*ntas
em um
p*ocesso de
retroalim*ntação q*e pode nã* apenas fortalece* o campo científico com u* vié* unificador,
c*mo ta*bém traze* es*ud*s c*ncretizados que solidifiq*em os av*nços cient*ficos e s*ciais
na Ciê*cia da Infor*ação e na Comunicação.
A *nterface entre *s cam*os motiva a *esquisas des*fiado*as pa*a que novos **gulos
*e abordage*s possam *er **is bem d*lineado* e interpr*tados no rol das **ências Humanas
e Soc**is, e posiciona essa relação
num p*tama* discur*ivo rico *e debat*s
t**ricos *e e
pesquisa p*á*ic* ap**cada. A convergência d* am*as as áre*s demarc* que o diál*go pode se*
enriquecedor e favorecer os marcos teóri*os e iníc** de uma relação que *mp*ifique
os
e*paços di*cursiv*s, pro*uzindo novos fo*os e **vos p*rad*gm*s no c**po científico.
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Co*o Referenciar este Artig*, con**rme ABNT:
RODRIGUE*, A. A. A Interdiscip*inaridade Ent*e Ciência d* Infor*ação e **municaçã*: uma
Análise da I*for*ação na Ge*açã* *o Co**ecimento. Rev. FSA, T*resina, *.14, n.*, art.5, p. 95-*08,
nov./*e*. 2017.
Co****buição dos Aut*res
A. A. Ro*rigu*s
*. S. A. Serr**o
E. S. Li*a
E. C. Alve*
1) concepção e planejamento.
X
X
X
X
2) análise * interp*eta*ão **s *ados.
X
X
X
X
3) elabora*ã* do rascunho ou na revisão crítica do conteúdo.
X
X
X
X
4) participação na ap*ovaç*o *a *ersão f**a* do manus*ri*o.
X
*
X
*
R*v. FSA, Teres*na, v. 14, n. 6, art. 5, p. 95-108, nov./dez. 2017
www4.fsanet.com.b*/revist*
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