www4.fsane*.com.br/revista Rev. FSA, Teresin*, v. 13, n. 6, art. 1, *. 03-17, nov./dez. 2016 ISSN *m*r**so: 1806-6356 ISSN E*e*rô*ico: 2317-2983 ht*p://dx.doi.or*/10.128*9/2016.13.6.1 Projeto Radam: (Re)Descobrindo o *rojeto *e Sensoriamento Remoto Aplicad* a* Mapeamen*o d* Amazô**a Radam Projec*: (*e)Discoveri*g the Remote *enso*i*g Project *pplied to the **ppin* of the Ama*on G*ilher*e *e Freit*s Borges Doutorado e* Ci*ncias Contábei* **la Univer*idade Federal d* Uberlând*a Mestre em A*ministração pel* Un*versidade Fede*al de Lavr*s P*ofessor ** Instit*to *ederal do Tr*â**ulo Mine*ro E-mail: guilher*e*orges@ift*.edu.br Raoni *uerra Lucas Rajão *out*r em Organisa*ion, *or* and T*chnology / *an*a*ter Unive*sit* Professor de E*genharia da Produção da Univer*idade Federal d* M*n*s *er*is E-m*il: r**niguerra@gmail.c*m *nder*ço: Guilher*e de Frei**s *orges Editor Científic*: Tonny *e*ley de Ale**a* Rod*igues En*ereço: Ende**ço: IFTM - A*enida T*rezinha L*ssi C*puano, n°. 25*, Chácara *as Ros*s, CEP: 38.74*-*00, Artigo *ecebido em 24/0*/201*. Ú*tima versão Patrocí*i*/MG, Bras*l. receb**a em 15/*9/2016. Aprovado em 16/0*/2016. E**ereço: Raoni Guerra Lucas *ajão End*reço: UFMG - Escola de Engen*aria, D*p*rtamento *e Engenha*ia d* P*odu*ão - Avenida Pr*sidente Antônio Carl*s, n°. 6627, Pa*pul*a, *EP: 301*1-010, Belo Horizonte/*G, Brasil. Av*li**o pelo s*stema *riple *e*iew: D*sk Review a) pelo Ed*tor-*hefe; e b) Double B*ind Review (avali*ç** ce*a por dois *valiadores *a ár*a). Revisão: Gr*matical, No*mativa e de Formatação.
G. F. Bor*es, *. G. L. *ajão 4 RESUMO Conhecer a fund* o terr*tór*o de uma nação é um passo imp*rtante par* se c*nseguir a *anutenção da segurança nacio*al e contr**uir para o desenvolvimento. O p*i**ir* esforço **gni*ic*t**o de um lev*ntame*to do ter*itório bras*l*iro oco*reu em meados dos governo* m*l*tares e fico* conhecido como *r**e*o **DAM. Este proj*to, apesar da sua no*or*edad*, relevân*ia grande *lcance, *ouco foi discutido e pesquisado pela a**demia. Sendo ass*m, e destaca-se a importânc*a *e estudo* que contr*b*a* para o debate sobre o territór*o brasil*i*o, em especial a Amazô*ia. Adem*i*, o objetivo principal des*e tr*balho é uma *en*ativa de re*onstrução *istóri*a *aq**lo q*e *o* *rojeto *ADA*, t**duz*do p*r *eio d* rela*o de o exper*ê**ia busc* a font*s primá**a*. Espera-se q*e essa pesquisa e contrib*a no sentido de preencher uma lacun* encontrada na bibliografi* até então produzida sobre o Proje*o RADA*, uma vez que foi possív*l descrev*r o p*ojeto, *p*esen*ar sua operacionalida**, rel*tar os epis*dios não publ*cados e verificar os alcances do proje**. Palavras-chave: RA*AM. Sensoriamento Re*ote. Am*zônia. ABSTRACT Kn*wing deeply the territory of a *ation i* an i*portant step to achiev* the nat*onal secur*ty\s mainte*ance *nd co*tribu*e to the country\s devel*pment. The first sig*if*cant effort s*emming from a survey *erformed wi*hin the Brazil*an territory o*curred in the middl* *f the militar* government a*d became known as the R*D*M Proj*c*. Despite the project\s *otoriety, *elevance and broa*-ran*i**, it has been scar*ely di*cussed an* resear*hed by the academy. Thus, *t i* h*ghl*ghted the *mportance of stu*ie* that *ontribute t* th* deba*e on the B*az*lian territory, **peciall* *he Amazon. More*v*r, the main o*jec*iv* *f this work is an a*t*mpt of historical recons*ruction of w*at the RADAM P*oject wa*, translate* by *xpe*ience *eports and se*rches *o primary sources. I* is ho*ed *hat *his researc* contri*ute t* f*lling a gap f*u*d i* t*e lit*rature so *ar produc*d about *he RADAM P*oject, while in which it *as possibl* to descr*be the project, present**g its operat*on, repor* the unpublished episodes and check *he scope of *he pro**ct. *eywords: RADAM. *emote S***oring. *mazônia. *ev. FSA, Teresina, v. 1*, n. 6, ar*. 1, *. 03-17, no*./d*z. 2*16 w*w4.fs*n*t.com.br/revista Projeto Radam: (Re)*escobrindo o P**jeto de Sensoria*ento Remoto *pli*ado ao **p*amento da A*azônia 5 1. *NTRODUÇÃO As di*cu*sões acerca do território *ras*leiro, e* especial a r*gião amazô**ca, veem *endo rei*erada* em diversos meios, a saber, acadê*ico, po**tico, econôm*co e de*e** *a*i*nal. P*r *écada*, e atravessa*do m*nd**os de gover*o, a questão da capacidade brasi*ei*a e* proteger o território da Ama*ônia é sempr* colocada em cheque, ap*i*do *elo* defensore* da "*nte*n**ionalização" d*s*a região. Nesse senti*o, conhecer a fundo o t*rr*t*rio de u*a na*ão é um pas** im*o*tante para *e *onseguir a manute*ção ** ***urança *acional e contribuir p*ra o desenvolvimento. O primeiro esfor** significa**v* de um le*antamen*o d* ter*i**rio br*s*leiro o**rreu em mea*os dos governos milit*res e ficou **nh*c*do c*mo projeto RADAM. O *rojeto RA*AM, e p*steriormen** chamado de R*DAMBRASIL, f*i um dos mai*res * ma*s *on*eituados esfor**s *amais realiza*o* *té à déc*da de *0 pa*a mapea* recu**o* naturais e **alisa* *mbientes ecológico* no Bras*l. O *rojeto in*ciou-se em 1968 c*m a ida de um *rupo de técn*c*s b*asi*eiros ao* Esta*os Unidos, ond* *i**ram con*ecimento das técn*cas de *ens*riamento r*moto a*l*ca** ao ma*eamento. Esse grupo re*res*ntava o Depart*m*nto *acio**l da Produç*o Mine**l (DNP*). *uando os *é*ni*o* retornaram ao Brasi*, foi criado o SERE (**n*oria*en*o Re*ot*) do DNPM para *es*nv*lver o* con***imentos *btidos, sen*o a p*imeira experiência de trabalho no Quadriláte*o Fer*ífero em que se obteve um exce*ente resultado. Esse f*to levou o Ministério *e Minas e *nergia a iniciar e*tu**s, em nov*m*ro de 1*69, visa*do à impl*nt*ç*o *e um p*ojeto de *eva*t*ment* de recursos natu*ais na Amazôni*, face * *eces**d*de d* *onheci*e*to da Ge*logia, Cartograf*a, V*get*çã* e dos *ol*s das áreas do Programa de Integr*ção **c*onal (PIN). Em outu*r* de 1970, at**vés da Portaria n°. *048, Ministé*io de Minas e Ene**ia o cri*u a *o*issã* Execut*ra *o *rojeto *ADAM (Radar na Amaz*nia) por **io de re**rsos *o PIN, com a f*n*lidade d* elaborar c*rtas Geol*gi*as, Geomor*ológica*, Fito*e*g*áficas, d* Solos, Topo*ráfi*as Planimétricas e de Uso Pote*cial da Terr*. O p*ane*ame*to inicia* previ* o lev*ntamento de uma área de 44.000 km², lo*a*izada próxim* ao Rio Tapajós. Em *unção ** qual*dade do materia* obt*do, o Pr**eto sofreu amplia*ões *ubsequ**tes: em setem*ro de 1971 f*i ampliado par* 2.*00.000 km²; em *utu*r* *e 1971, pa*a 3.800.000 km²; em ju*ho e de 1972 *ara 4.*00.*00 k*² (ROESSEL; GOD*Y, 19**). E, fi*almente, em 1975, * projet* foi a*pliad* p**a todo o Brasil, passando a chamar-se, então, Pr*jeto RADA*BRASIL. R*v. FSA, *eresina P*, v. *3, n. 6, *rt. 1, p. 03-17, *ov./dez. 2*16 *ww4.f**net.*om.br/revist* G. F. Bo*ge*, *. G. L. Raj*o * O projeto *AD*M, apesar da sua notoriedade, relevância e gran** a*cance, pou*o *oi di*cutido e pesquisad* pela academi*. Send* a*sim, **s*aca-se a importâ**ia *e estudos **e *on*r*buam par* o de*a*e so*re o t*rritóri* brasi*eiro, em especial a Ama*ônia. Ademais, o *bjetivo *rincipal des*e trabalh* é uma ten*ativa d* *econstrução hi*tór*ca daquilo *ue foi o Projeto R*DAM, traduzi*o por m**o de relato de experiência e busca a fontes primárias. 2. R**EREN*IAL *EÓR*CO 2.1. O Projeto RADAM O Projet* RADAM, *ue operou entre 1970 e 1985, foi dedic*do à *ob*rtu*a de *iversas *egiões do territ**io br***leiro p*r imagens aér**s d* radar, capta*as por avião. * uso do radar de v*sada lateral (SL*R, Side-Look*ng Ai*borne Radar) pe*mitiu col*er i*agens da sup*rfície, sob * densa cobertur* de nuven* e fl*restas (ALDRICH, 1979; *OESSEL; *OD**, 19*4). Com ba*e n* interpretaç*o de*sas imagens, foi rea**zado um amplo estudo *nt*grado do meio físico e bi*tico d*s regiõe* ab*angidas pelo p*oj*to, que inclui textos analíticos * mapas *emá*i*os so**e geol*g*a, g*omorfologi*, *edologia, vegetação, u*o p*tencial da terra e cap*c*dade de uso dos recurs** n*t*rais reno**veis, q*e até, hoje, é uti*iz*do como r*ferência n*s pro*ostas de zoneamento ecológico da Amazônia brasileira (*RA*IL, 19*6). Oper*c*onalmen*e, e* março de 1971, uma e*presa b**sileira foi cont*a*ada pa*a fazer o aero*evantamen*o, esta*elecer o *ontrole da terra e *ont*r *s m*saicos não c*n*rolados * semicontrolados de r*dar (SILVA, 1979). Foi solic*ta*a as*es*oria estra*geira par* auxi*iar na busca de uma mel*or m*todologia a ser apl*ca*a pelo RAD*M n* levantamento dos recurso* natur*is da Amazônia. Esta metodologia só *oi decidida se*s *es*s depois das disc*ss*es. Preval*ce* o ponto de vist* dos b**s**eiros, de que o êxito do traba*ho na região só s*ria alcançado se houvesse veri*ic*ção conv*niente das interpretações prel*minare* dos *osaico* *o pr*prio ter*e*o. Embor* es*a op*ão aumenta*se cust*s, *lo*gan*o também o tempo d* execução do pro*eto, os resultados seriam, n* e*tan*o, de mai*r gr*u de c*rteza. A p*rtir des*a *ecisão metodológica, os estudos *o R*D*M ti*eram início em f*vereiro de 19*2. N*s*e m*smo *no, a **m d* consolid*r as *esquisas no campo d* sensoriamento remoto, o **verno cri*u o Instituto N*cio*** de Pesqu*sa* Espaciais (INPE) que *assou a *ev. FSA, Tere*ina, *. 13, n. *, ar*. 1, p. 03-17, *ov./de*. 2016 www4.fsanet.c*m.br/revista Projeto *adam: (Re)*escob*indo o Projeto de Sens*riamento Remoto Aplicado ao *apeament* da Amazônia 7 obte* imagens de sa*éli*e. De*ta f*rma, o Brasi* *e tornou o prim*iro país fora da América *o Norte a te* *m pr*grama de *esquisa de *en*oriame*to remo*o (RAJÃO, 2011). Em uma pe*quisa empírica *mpree*d**a p*r Ra*ão e H**es (2009), foi ident*fic**o que o sistema de monitoramento da Am*zônia perpassa por *rês tipos de *oncepções *e controle, a s*b*r: militar, *conô**ca e ec*l*gica. P*rtanto, considerando o p*r*o** ** exec*ção do RADAM entre 1*70 e 198*, e a *erspectiva de anál*se do* a*tores, verifica-se que nes*e e*paço tem*or** vig*rou uma aliança entre as *once*ç*es de controle milita* e econ*mica, *m que o siste*a *e m**itor*men*o foi usado como uma ferramenta para ap*iar o *esmatamento, * fim de *elhor utiliza* *s r*cursos natura*s. A primeira fas* do projeto RADAM consistiu *a obt**ção das imagens de radar em fo*h*s de *º x 1º3*\ na escala de 1:250.000.A fi* de realiz*r a segunda fase, a do **peamento p*opriamente dito, foram organizados o* seguintes setores com as s*as respectivas atribui*ões: Quadro 1 - Setores e a*ribui*ões Setor Atr*b*i*** Geo*ogi* Mapeame*to Geológico Vegetação Mapeamento Fitoecológi*o S*los Mapeamento ao níve* ex*loratório de solos e sua inte**retaçã* ***a * mapa d* a*tid*o agrícola (ma**jo primit*vo e ava*çado) Ge*mo*fologia Mapea*ento Geomorfológico Ca*togra*ia *apeamento Topog*áfico Us* P*tenci*l da Terra Mapea*ento da capacidade natural da terra F*nte: E*abor*do pel* aut*r. Dados da pe*quisa (20*5). P*ra a atuação em nível *acional o RADAMBRASIL cr*ou p**tos de apoio *u ba*es em *at*l (*a*a o N*r*este), Goiânia (*ara o Centro-O**te), Flo*ian**olis (Região *ul), Rio de J*neiro (Região Su*este), es*abele*endo a sede do projeto em Sal*a**r, que tamb*m se en*arregar*a do m*p*amento de parte da Região Nor*es** * Sudeste. A aeronave "C*ravelle" norte-ameri*a*a fotogr*fou os 3.*00.000 *m* *o t*rritóri* brasil*iro. Pela prim*ira v** * Brasil *eve seu território *odo foto*rafado por rada*. Feito *s**, iniciaram-se as a*aptaç*e* do projeto orig*nal, con*iderando *s necessidades de *ada região. No Nordeste, por e*emplo, uma das partes mais im*ortantes do lev*ntamen*o dos re*urs*s naturais foi *evid*, e*clusiva*ente aos problemas de *g*a, visan*o rac*on*lizar os conheci*entos já existente* e defi*ir como d*ve* ser aproveitados os ma*anciais *e sup*r*ície e de *guas p*uvi*is. Já no Sul, um dos probl*m*s a *er estuda*o era * voçor*camento, um processo de er*sã* que afetava *e*ermi*adas re*iõ*s e c*dades do Paraná. No C*ntro-Oeste, o RADAM *edicou atençã* especial ao Pant*nal Matogross*n*e, com o objetivo *e oferecer s*ges*ões ao seu p*anej**ento agrícola e melhorar *s condiçõe* da pec**ria. P*ra isso tentou-*e Rev. FSA, Teres*na PI, v. 13, n. 6, art. 1, p. 03-17, nov./dez. 2016 *ww4.fsanet.com.b*/revista G. F. Borges, R. G. L. Rajão 8 descobrir os loc**s on** os rebanhos fiquem a sa*vo **s águ*s ou estudar um meio de drenar a água nas áreas sujeitas às inundações (*IL*A, *979, *. 3). Como suporte *s *tividade* des*nvolvidas pelos setores de recur*os naturais da terra, o Projeto *ontou *i*d* com as segu*nt*s seções: Quadro 2 - Se*ões de Apoio ** Projeto *e*ão Atribui*ão Lo**stica Encarregada d* t*do o processo relativo ao* tra*alhos de campo, tais como, tr*nspo*te, acom*dação, a*ertura de clareiras e trincheiras, programação e fiscalização das ae*onaves sob contrat*. Apoio T*cn*co Gru*o **sp*nsá*el pela orientação e fiscalizaçã* da qu*lidade das *mag*ns *b*idas. Banco de Dados Encarreg*do d* r*ce*ção e **st*ibuição de to*os os **dos do P*ojeto in*lu*ndo fo*ográficos e bibliográ*i**s. Administração *esp*nsável por *odos os aspectos burocrá*ic*s d* Projeto Fonte: Elabora*o pelo aut*r. Dados da p*squisa (2015). 2.2 Método de trabal*o apl*cado n* RAD*M A utilizaçã* *as image*s de *adar (que eram f*itas sob quaisq*er condições *e lumin*sidade, c**ma ou sobr* as nuvens) tinha como *bjet*vo * c*nhec*me*to inicial da área * o supri**nto d* defici**cia e escassez d* fo*ogr*fi*s aér*as e *apa* da região. *avi* obediência a u*a me*odologia gera* pa*a todas as divis*es do proj*to, pois já se a*u*ulava um conhe*imento consideráv*l e, por *nalogia, deduzi*-se o que representav** os cont*aste* *as imagens. *ntre*ant*, as fot*grafias ca*tad*s pe*o radar não eram tota*m*nte *lar** e obj*ti*as, e, *ortanto, er* nec*ssári* *r a cam*o coletar in*ormaç*es ma*s **atas. A fotointer***taçã* é uma técn**a bem evolu*da, mas não revela ta*to coi*a q*a*to se su*õ*. *ada etapa *essa meto*ologia é ve*cida através de recursos téc*icos e*pecífico*, *ue mui*as *ezes variam de inte*sida*e de u*ilização, de t*ma *ara tema e, mesmo, de *rea para área. As et**as do método de trab*lho segu*am a se*uinte ord*m: 1° Visão geral d* área: que corres**nde à imagem de *adar *a **cal* d* 1:*.*00.0*0. Es*** imagens recobri*m áreas com 6° no seu senti** dos meridianos * 4° no sentido d*s paralel*s, apres*ntavam-se co* imageamento referente a *6 folhas na es**la 1:250.000 e com uma áre* respectiva de 288.000 km² *pro**madame*te. 2° Pesquisas carto*ráfica e bibliográfica: *aseavam-se, prin*ipa*mente, n*s recursos disp*n**eis do banco *e dados referentes a c*da área a ser mapeada. Interpretação preliminar *a* folhas: na escal* 1:250.000, auxi**a*a p*r fai** de radar para estereo*co*ia, além da utilização de se*sore* auxiliares, *omo fot*s *e infra-vermelho Rev. FSA, Teres*na, *. 13, n. 6, art. 1, p. 03-*7, n*v./*ez. 2016 ww*4.fsanet.com.b*/*evist* *r*jeto Radam: (Re)*escobrindo o Projeto de S*n*ori*mento **moto Aplicado ao Mapeamento da *maz*nia 9 (p*eto e *ranco * *a*sa cor), na escala 1:130.000; fotos multi-es*e*trais; na e*cala d* 1:*0.000; fot*s *andSat, na *scala de 1:1.0*0.000; víde* tapes na e*cala de 1:23.000; e perfi* alt****ricos. 4° S*brevoo e trab*lho *e c*mpo: no sobrevoo, utili*ava-se ** avião bimotor. Os trabalhos d* campo, assim como os sobre**os, eram *ealiza**s *m *uantidade su*iciente *ara es*l*re*e* as dúvid** surgidas na int*rp*etação p*eliminar. Utilizavam-se estr*das *e roda*e* e n*vegação fluvial, *l*m de pontos *fetuados com **ertura *e clarei*** para pouso de *e**cóp**ro. A *orça Aérea Brasi*ei*a havia dese*volvido técni*as da descida na selva a par**r de um h*l*cóp*er*, com a finalidade de resgatar *essoas perdidas ou acidentadas, * e*sas técni*as foram ap*icadas pelo RA*AM no trabal** de pesquisa da t*rra amazônica, pa*a a*rir c*areiras onde pudessem e, poste*i*rmente, descer os técnicos para coleta *e amos*ras. Quatro cla*e**as eram aberta* po* dia, se**o *stas oper*ções pla*ejadas nos *eus mín**os d*t*lhes, e os home*s do *xé*cito, quando descia* *ara abrir clareir*s, estavam prepar*dos para sobr*viver i*ol*dos por até q*atro *ias, ou conforme o *ec*ssário. 5° Reinterpretação fi*al da es*ala de 1:250.000: após os esclarecimentos obtid*s n* so*revoo e trabalhos de campo, fazia-se a reinte*pretação, c*nsider**do os ajustes necessários *ar* se ter o docume*t* defi*it*vo e a colo*ação de *egendas. 6° Red*ç*o das inte**reta*ões para 1:5*0.000 e de 1:1.*0*.000, es*ala *e publicação: A re*ução era fe*ta automati*ame*te, de modo a evitar erros humanos. 7° Confec*ões *e mapas e relatórios: mapas, relatório, todo ma*erial con*e*cionado * e*a enviad* para a Divisã* de Publica**o para im*r*ssão. *onvém destac*r que durante *odo esse *rocesso de mapeamento havi* trocas de informa*ões *nt*e as Divisões respon*áveis p*lo* di*er*os temas e áreas. Esse fator de *n*is*ociabil*dade era fundamental p*ra a *rod*ç*o de mapas e re*at*rios con*isos e r**resenta*i*os da realid*de. 3. PROCEDIMENTOS ME**DOLÓGICOS Q*anto à forma de *borda*em d* problema, esta pesquisa ap*n*ou par* a re*lização de uma *esq*isa qualitat*va. A pe**uis* q***itat*va é *d*quad* quando buscamos c*mpree*der a perspectiva dos participantes (indiví*uos o* gr*pos pequenos de *essoas *ue serã* pes*ui*ados) sobre os fenôme*os que *s rodeiam aprofundar suas experiência*, pontos de vista, opiniões e sign*fica**s, isto é, verificar a forma como o* participantes percebem subjetivamente sua reali*ade ou fatos pa*sados. *egu*do Mi**yo (*011), "* *bjetivo *a Rev. FSA, T*resina PI, v. 13, n. 6, art. 1, p. 03-17, nov./dez. 2016 www4.fsanet.com.br/r*vista G. F. Borg**, R. G. L. R*jão 10 avaliaç*o qualitativa é permitir a compre*nsão d** processos * dos r*sulta**s, con*iderando- os como um *omplexo inte*rado por ideias (...)". Quanto aos obj***vos, o estudo ** mostra descritivo e explo*a*ório. M*lhotra (2*06) *ponta a pesquisa descri*iva como aquela que objetiva desc*ever ou de*inir **terminado fenô*eno, pelo qual o pesquisador obse*va, registr*, analisa, classific* e interpreta os *at**. E, segundo Hair *r, et al. (2009), a pesquisa *xplor*tóri* é orie*tada para descobertas e *a*tante útil aos pesqui*adores, quando se dispõe de pou*as *nformações. *tilizo*-se de entrevista sem*es**uturada p*ra *aracteriz*r a per*epção de um integrante da e*u*pe *écnic* so*re sua exper*ência no Projeto R**AM. A *m*stra foi se*eci*nada por cri*érios relacionados à *onv*niência e ace*sibil*d*de. O sujeito entrevis*ado, *tualmente aposentado, tem 83 a*os e t*ab*lhou por *5 anos no Pro*eto. Foi elabor*do *m ro*eiro de ent*ev*s*a ten*o em vista o objeto de estudo, o *ef*ren*ial t*ó*ico e qu*stões norte*doras. Tal *écnica f*i *elecionad* *or permitir ma*or liberdade do ent*evistador *m fa**r questionamentos que, po*sivelme**e, viessem * s*rg*r duran*e * ent*evista. Sob anuê*cia do indivíduo entrevistado, atravé* de T*rmo de Consentimento L***e e E*clar*cido, a entrevis*a* fo* gravada, transcrita integralmente e posteri*r*ente analisada pelo método *a Análise de *onte*do. A *nálise de conteúdo, segun*o Bard*n (200*), refere-s* um con*unto de téc*ica* * de an*lise da* c*mu*i*ações, *azen*o uso *e procedimentos siste**ticos * o*jetivos de de*crição d* conteúdo da* mensagens. *entre as comunicações, Bau*r e Gask*ll (2*02) indic*m que o* ma*eriais te*tuais escritos *ão os mais tradiciona*s na a*álise d* conteúdo, poden*o ser manipulados pelo pe*quisad** na bu*ca p*r respostas às qu**tões de pesquisa. No caso da pres*nte pe*q*isa, o material textual f** a transcriçã* da entrevista. A análise de conteúdo envolv*u três etap**, conforme suge*e B**din (2006), organiz*das da seguint* f*rm*: 1) p**-an*lise, *ase *m qu* se orga*iza o **terial, si*t*ma*izando as idei*s i*ici*is; 2) exploraç*o do material, definição d* categorias * a iden*ificação da* u*idades *e registro; e, por fi*, 3) *ratamento dos resul*a*os, infe*ências e i*terpreta*ões, f**e em *ue *cor*e * *ondensação e dest*que das informaçõ*s para anális*. No que t*nge aos pro**dimentos técnicos utiliz*dos, a *esqu*sa é do *ipo d*cumental e bibliog*á*ica. A fonte pr**cipal foi h*st*rica e teve co*o pr*n*ipa** tipos *e documentos os escritos oficia*s do período d* vigên*i* d* Projeto RADAM e *not**õe* pessoais do sujeito entrevista*o. E a pesquisa bib*iográfica teve **mo pri*cipal fonte *s p*blicações em l*vros, *ublica*ões oficiais do P*oj*to, papers, publ*caçõ** avu*sas e int*rnet, util*zada*, *o mo*ento inicial, pa*a identificar * *elevância *a pesquisa e os trabalhos publ*cados *ob*e o te*a. Rev. FSA, Te*esi*a, v. 13, n. 6, art. 1, *. 03-17, nov./dez. *016 www4.fsanet.co*.br/revis*a Proj*to **dam: (Re)Descobrin*o o **ojet* de Sensoriame**o Remoto Apli*ado ao Mapeamento da A*azôni* 11 4. ANÁL*SE DOS RESUL*ADOS Nest* sessão ap*esentam-se o* acha*os *a pes*uisa. Ap*s a l**tur* e*au*tiva do te*to d* cada entrevi*ta, foi possível agrupar as unidades de co*teúd* em grupos, categorias, constru*ndo, ***im, uma Matriz *a Análise de Conteúdo. Abaixo, se descrevem as categorias: Qua*ro 3 - Categor*as da *náli*e *e C*nteúdo Catego*ia Descriç*o Form**ão For*ação a*adêm*ca e trajetória profissio*al do *ntrevis**do Contexto Contexto *ara o *tart do pro*et* RADAM Método de Traba*ho Práticas a*lic*das n* execução do traba*h* técnico Habitantes d* Amaz*nia Contato *a equipe do pr**eto RADAM com indígenas e m**sio*ários Trag*dia* Acontec*mentos trá*icos durante a *x*cução d* pr*jeto. Fonte: Ela*ora*o p*l* au*or. Dados da *esquisa (2*15)
*s ca*egori*s r*c*beram a nomenclatura que melhor repr*se**ava * s*ntetizava a idei* do conteú*o das un*dades de textos atribuídas a cada uma. Assim, n*s linhas que se segu*m serão apresenta*as e analis*d*s as *r*ncipais falas d* *ntr*vi*tad*, explicitand* sua* percep**es, sent**o*, significados e experiências. Para manter o rigor met**ológico, o e*trev*stado n*o será identif*cado pelo *eu *ome **rdadeir*, e sim pel* *dentificação "Sr. Silva". 4.1. For*ação Iniciando a e*trevista julgou-se i*ter*s*ante sab*r, em primeiro momento, qual foi * *r*jetór*a de f**mação aca*êmic* e profissional *** cu*minou d* pa*ticip*ção no Projeto *ADAM. "... **bre minh* formação eu fi* Ciê**ias *o*iai* na federal, era o curso da moda na ép*ca. M*s f*i u*a porca**a, **n*a vi curso tão sem *inalidade, sabe? E *n*** e* f*z amiza*e com o p*ssoal da Geografia * da História. N*ss* época os cursos ainda eram junto*... o curso era tão bom qu* você saia sem sa*e* na*a de Geografi* e nem de História. D*pois disso s*param *s cursos, e **sim ficou técn*c*, muit* bom, * eu optei pe** G*ografia". Des*a forma, o Sr. *ilv* s* gr*duou em Ge**rafia. S*gundo o m*sm*, foi nessa épo*a que os t*aba*hos *e campo d*spertaram - lhe total inte*esse. Rev. FS*, Teresina PI, v. *3, n. *, art. 1, p. 0*-17, nov./dez. 2016 *ww4.fs*net.co*.br/*ev*sta
G. F. *orges, R. G. *. *ajão 12 E, *obre sua tra*etória profissional, o S*. Si*va inici*u sua c*rreir* com* docente, l*cio*ando na Fac*lda*e New*o* de P*i**. Po*teri*r**nte, *oi trabal**r n* Fazenda do Rosário, q*e *ra uma es**la par* crian**s "excepcionais" em Be*o Horizont*, em um curso *e especializaç*o de **ofessores rurais. Prosseguindo com *s i**ormações, o Sr. Si*va con*a sobre u*a grande opo*tunidade que teve e lhe re**e* boa exper*ência no exte*ior, para aplic*r no tr*balho técnico do RAD*M. "Eu gan*e* uma *olsa pra França, no Insti*ut G*ogra*hique Na*iona*, ... fui *ra Fr*nça, a bolsa era mu*to boa. Fui pra l* pra m* especializa* e* uma *rea que me sed*zi*... a interpretaçã* de fot**r**ias aéreas. Fiquei l* com bolsistas de m*is 30 *aíse*. Me convidaram para est*nder *inha estádia lá e fazer *m curso no Instit*t*es Hautes É*ude* d'Amér*que *atine, e u* dos maior*s geógrafos do mun*o era meu diretor, Pierre *onbe*g. Fiquei lá dois a*os com uma bolsa técn*ca. Terminei * c*rso e vo*tei p*ra o Bras*l para *rabalhar na F*ndação *oão Pinh*iro". Nessa época, o B*asil *ão pos*uía especialist*s na área de fot**nterpretação aér*a, pela falta de uso da té*nica *elo* órgãos de pesquisa geográfica. Foi então que logo que regressou da *rança, o *r. Silva f*i *omeado pelo Ministério *e M*nas e En*rgia a c*mpor a *q*ipe téc**ca do projeto *ADAM. "... aos f*n*is dos an*s 60, tive o conv*te de trabalhar no proj**o R*DA*. Pedi licença s** vencimentos e *ceitei * con*ite, gan*ava-se muito bem. Fiquei 15 *nos *o pro*e*o RAD*M, *o q*al mapeamos o Br*sil inteirinho. Quando ac**ou * mapeamen*o, fize*os u* trabalho tão b*m e est*vamos m*ito *em tr*inados, que o *BG* decidiu n*s a*sumir. De*ois vim p*a Belo *ori*onte trabal*ar n* Inst*t*to de GeoCiências Aplicadas, at* me aposentar". Na ocasi*o do *onvite foi apr*sentado aos técnicos um pr*-pr*jeto do que seria o Rad*r na Amazônia revel*ndo, deste então, um* i*iciativa ino*ad*ra e grandios*. Al*m de ter sido u*a *ro*ost* c** re*uneraç*o atr*tiva, o RADAM apresentava-se co* um * experiên*ia *rofissional única. *.*. *o**exto * e*trevis*ad* foi qu*stio*ado sobre qua* * ob*et**o d* governo bras*leir*, ao *e prog*amar e executar o pro*eto RADAM: "*h! ... estava se con*truindo a perimet*al norte, *ntã* ped*ram ao Ministério para fazer um levant*mento e demarcar cada estrada. Fo* tal s*c*sso que acab*mos o fa*endo o *apea*ento de tod* * Amazônia. Foi tal o suc*sso que nos con*rataram *ara fazer o Brasil i*teiro. Por este motivo, o proje*o passou * s* c*amar RADAM *RAS*L". Rev. *SA, Teresina, *. 13, n. 6, art. 1, *. 0*-17, nov./dez. 2016 www*.fsanet.com.br/*evist* Projeto Radam: (R*)Desco*ri*d* o P*oje** d* *ensoriamento R*moto Aplicado a* Mapeam*nto da Am*z**ia 13 Dessa forma, fica cla*o que a ideia de se mapear * terri*ór*o brasileiro iniciou-se com as obras do Programa de Integr*ç*o Naciona* (PIN), *o qu*l fazi* p*rt* o proje*o da Perimetral Norte, BR-*10, q*e ate**eria aos es*ados *o Am*zon*s, Amapá, Pará e R*raima. Sendo bem suc*d*da a fase de demarcação dess* rodovia fed*ral, os té*n**os est*nder*m os trabalhos ao te*ritó**o da Amaz***a e, posterio*men*e, a todo Bras*l. 4.3. Método de traba*ho "RADAM significa Radar *a Amazônia. A região *m*zônica fica muito nublad*, não se consegue *er na*a, po*tanto, n*o dá pra fotogra*ar. Aí se usa o radar, que emit* *a*x*s *ue atravess*m as n***ns... is*o a 6 mil m*tros de *ltura, *om us* de av*õ*s". Co*sti*uía a primeira fase dos trabalhos p**nejar as áreas a serem sob**voadas pelo "Caravelle", aeronave dotada da tecnologia de ra*a*. Com *s imagens obtidas, iniciava-se * interpreta*ão da* folha* po* *eio do E*tereosc*pio. *ste*eoscópio: i*st*umento que per**te a observação *imultânea, através de uma objeti*a binocul*r, de duas imagens de um o*jeto, *b***as com ângulos lige*ramente *iferent*s, produzi*do * sensaçã* de re*evo, de terceira *imensão. Figura 1 - Estere*scópi* Fonte: A*qu*vo *o entr*vist*do "A in*erpretação é fei*a através d* e*tereoscópio. Você t** que tirar pares estereográficos. São **as f*tos uma ao l*do ** outra, uma cob*indo a o**ra em 60%. Então você coloca a*s** a uma dist*ncia dos o*hos e você v* e* relevo". Rev. FSA, Teresina PI, v. 13, n. 6, art. 1, p. *3-17, nov./dez. 2016 www4.fsan*t.com.*r/revist* *. *. Borg*s, R. G. L. Rajão 14 Ao analisar a im*gem, pr*meiramente, se identificava a crist* das montanhas, os rios * seus afl**ntes. Estes eram os tr*ços mais vi*ív*is nas faixas do radar. Aquilo que não er* p**sível se *onclui* a**avé* da interpr*taçã* por meio do equipamento, era n*cessári* ir * *am*o para * coleta de informações mais p*ecisas. "Eu v**ja*a sempre *ro trabalho de *ampo. A *ar*e referen*e * vegetaçã* e*i*ia muito tr*balho de campo. Pra se fa**r a a*álise de vegetação a esc*la *eve ser 1:10*.*0* e a e**a*a era *:250.*00. Ent*o *ós interpretávamos ma* depois tín*amo* q*e fazer a v*sita *n loco com so*revôo a 20 *etros da cop* da* árvores. Junto a nós ia um car* da regiã* *ue conhecia to*o* os nomes vulgares, e cas* necessá**o, depois descía*os para fazer coleta de amostras de *lantas." Os *obrev**s rasant*s servi*m par* s* *azer fotografia* apur*das *a ve*etação, e qua*d* n*cessário, usavam-se *elicó**e*os para descer em terra firme, momento em que homens d* Aeronáuti*a ab*iam clareiras p*r* pou** e e*p*oraçã* dos técnicos. 4.4. Habitante* da Amazônia Em muitos dos traba*hos de *ampo real*z**o*, o S*. S*l*a destaca aqueles que ac**tec*ram em *lena flo*esta Amazô*ica, nos *uais o *ontato com ind*genas e missionários est*angeiro* eram f*equentes. "Na Amazô*ia tivemos co*tato c*m *uita t*ibo ***ígena. Algumas *á tinham tid* encontro c*m o homem branco, outr*s não. Ent*o quando *os sobrevoávamos *uito baixo eles flechav*m o n*sso avião. Tin*a uma *ribo onde *ra* to*os *us e ai nos pousamos as índia* viam, no* arrancava* todos os *cessórios, r*lógios, ócul*s, botões das camisas e e*as faziam uma ro*a em v*lta do heli*óptero e quer*am que *ós co*tássemos a**o, exis*ia um tradu*or e elas *ar**lhavam *e rir de q*alquer co*sa que falássem**. As ocas eram uma bele**, que limpeza e ordem. Tudo tem o seu *evid* lugar". M*s nem tod* contat* co* *s indí*enas foi tão a*i*to*o, c**forme relata: "Um dia fo*os *escer em *ma tribo. *ela estav*m apenas a* mulheres pois os homens haviam saído para *açar. Qua**o o helicóptero fo* ba*xar vôo os í*dios se a*roxima*am e a*identalmente c*rto* * cabe*a de *rê* índi**. Então eles prenderam ** técnicos do RADAM e que*iam matar. *oi um **sto p*ra a tri** lib*rtar os nossos 4 técnicos q** ficaram presos e* uma *aba*a. Ti*eram que levar presentes e mais pres*ntes para o* *iberar: enxa*as, pan**as. *lé* **sso as índi*s fi*eram fila para anda* d* helicóptero". Além da **nvi*ênci* *om ind*genas e*a *omum encontrar-se com grupo* *e mi*sionários norte-americanos, que ap**en*em*nte es*avam *m *is**o religio*a: R*v. FS*, Teres*na, *. 13, n. 6, art. 1, *. 0*-17, nov./*ez. 20*6 www4.fsanet.c**.br/revist* Projeto Ra*am: (Re)Desco*rindo o Proje*o de Sen*oriamento Rem*to *pli*ado ao Mapeamento da Am*zônia 15 "A ge**e percorria aq***as estradas ruins d* Amazôni* né?!, a perimetra* *orte não p*d* s*r *onstru*d* por que*t*es ope*acio*ais, e a gente sempr* enc**trava "*issionários"[*spas frisadas por gestos] amer*canos pra todo lado, prop*ga*do a religião. Era tud* laborat**io de **ologia, por ca*sa dos min*rai* atômic*s: urânio. Naqu*la é*oca a **a*ônia já e*a ch*ia de *ampo de aviaçã*, construída por esses tais mi*sio*ário*. Os aviõ*s deles eram ver*adeiros l*borat*rios. E em te*ra, ele tinh** gr*n*es tr*ilers tod* e*uip*do". Co*forme se *e*cebe a *res*nça estrangeira na Ama*ônia, rem*ta décadas passada*, sendo que *s *mericanos possu** bas*ant* conhecime*to s*bre re*evo e riquezas mi*erais do território amazônico. *esse sentido, o Sr. S*lva desabafa, "E infelizmente é assim... o Brasil vai p*rder * Amazôn*a, nós não damo* co*ta de controlar". 4.5. T*agédi*s Apesar da idade avanç**a, aos *3 anos, o entrevi*tado consegue *e *embrar * relatar com certo *íve* de detalhes vário* episód*os dos 5 anos vivendo em território *o Amazonas. Em *** parte da e*tre*ista ele dec*de falar sobre os aco*t**imento* trági**s, nos qua*s houve vá*ias v**ima* fatais. "Ho*ve **mbém um episódio tris*e. De u* lado do rio ficava a Ae*onáutic* e do out*o la*o os técnico do proje**. Em *ma noite em que era aniversário de um comandante um grupo foi para * outro lado do R*o para a comemoração, e, p*rtanto o he*icóptero da FAB *s le*ou. *o retorno, no *elicóptero haviam 2 oficias e 8 técnicos do pro*eto. Não se sabe o que aconteceu e o he**cóptero caiu n* *io e **do* morrer*m". "Houve também um *co*teci** de *m avião que *evava 5 t**nico* de A*g*a *os R*is *ara Ca*pi*a*. No tra*eto avião desapareceu. Até hoje nã* se tem notíc*a. o Não f*i achado des*roços do a*ião". Ainda segundo o Sr. Silva, o *úm*ro total de vít*mas *ata*s *oi ** um total *e 4* (quarenta), *ntre té*nicos do *inistério e o*iciais d* Aeronáu*i*a, durante os 1* anos do RADAMBR*SIL, po* *otivos de d*sastre* em barcos, helicópteros, av*õ*s *u acome*idos de ma*ária. 5. CONSIDERAÇÕ** FI*AIS A p*es*n*e pesquisa não te*e o *ntuit* *e esg*ta* o assun*o, mas sim (re)c*nta* * projeto através d* história ora* de um *art**ipante e por *eio de da*o* pr*mários c*le*a*os em fo*matos de *ublica*ões *a época. *ev. FSA, Teresina PI, v. 13, n. 6, art. 1, p. 03-1*, nov./*ez. 2016 www*.fsan*t.c*m.*r/revis*a *. F. B*rges, *. G. L. Raj*o 16 Por meio da análise dos resultados é possível concluir s*b*e a imp*rtância *o legado dei*ado pelo *rojeto RADAM. Os relatórios e c**tas Geo*ógicas, *eomorfoló***a*, Fitoge*gráficas, de *olos e *opográficas p*rmitiram *tualizar e avaliar me*hor a pote*c*alidade hidroelétrica, m*deireira, v*lume *ídrico, jazidas mineiras, *olos *gri*ul*áveis e os traçados de estradas que, ainda h*je, são ut**iz*dos por diversas *ntida*es. O Instit*to Nac*o*al de Colonização e *efor*a Agrári* (INCR*), por *xemplo, usou os **pas *o R*DAM*RASIL *ara d*te*min*r áre*s; a Superintendência ** Desenvolvimento da A*azôni* (SUDA*), para aloca**o de proj*to; e * D**M, par* a concess*o *e **ojeto* de la**as. E, *ind*, são utilizados p*los batal*ões de c*n*trução * eng*nharia d* E*ército e pel* *undação N*c*on*l do *ndio (FUNAI). Os dados coletado* p*r m*io *a entr*vista fo*am e*riquecedores il*straram *ários e p*ntos da pesqu*sa bi*li*gráfica. O relato *a experiência foi **por*ante para se alcançar infor*aç**s que *ão estão escritas ou publ*cad**, mas guardadas na m*mória daquele qu* foi peça na eng*enagem de u* grand* proje**. Ademais, r*gistram-se aqui, *s pa*avras de s*tis**ção ** entrevistado, alé* de demo*str*r seu enc*ntame*t* pelo te****ório amazônic*, ao ser pe*gunt*d* sobre o **e sign*ficou o R*DAM para ele: "Foi a melhor época da minha vid*. No proj*to R*DA* *o* onde eu aprendi a tr*b*lhar. Foi uma experiência fabulosa. A Amazônia indescritível, você vira *m é mi*r*b*o, tal a g**n*iosidad* de *ud*. A* á*vores nece*sitam de 14 homens para ab r açar , o s rios você não co*segue v*r * outra margem, os nossos r*os aqui são ri*eir**s *á.É maravil*osa, *om búfalos. A A**zôni* f*ca inundada por 6 **s*s *o ano, *ocê fica com água n* cintu*a. [...] Fiz muitos a*igo* e é um org*lho pra *im ter trab*lhado n* RADAM". Es*era-se que essa pesquisa tenha *ontr*buído no sent*d* *e pree*cher uma lacuna e*contrada na b*bliografia até então pro*uzi*a sobre o Projeto *ADA*, um* vez que f*i possível desc*ever o pro*et*, apr*sentar su* op*ra*ionalidade, relatar os *pis*dios *ão publ*c*dos e verificar os alcance* do proje*o. P*ra tr*b*lhos futuros su*erem-se in*estigações qu* apro*undem o tema, buscand* compreender o *rocesso sob * ótica d* outras metodolo*ias, tal *ual g*upo foca* en*re os *x- participan*** do RADAMBRA*IL. Rev. *SA, Tere*ina, v. 13, n. 6, a*t. 1, p. 03-17, nov./dez. 2016 *ww4.f*anet.**m.br/revis*a Pro*eto Radam: (Re)Descobrind* o Pr*jeto de Se*s*riame*to R*m*to *plica*o ao Mapeamento d* A*azônia 17 REFERÊN*IAS AL*RICH, R. C. Remote sensing o* wil*land reso*rces: A *tate-of-*he-art revi*w. USDA For. *erv. Gen. Te*h. Rep. RM-71, 56 p. *ocky Mt. For. and Range Exp. Stn., *ort Coll*ns, * ol o, 1979. BARD*N, L. Análise de c*nteúdo. Lisboa: Edições 70, 2006. BAUER, M. W.; GASKELL, G. *esquisa qualitativa com t*xto, imagem e som: um manual *rático. 2 ed. Petrópolis, RJ: *ozes, 2002. BRAS*L. *epartament* N**ional de Produção Min*ral. Proj*to RADAMBRASIL: l*v*nta**nto de re*urs*s natura*s. Folha n. 19, Pico da N*blina. Rio de J*ne*ro, 1**6. HA*R *R, *. F. ** *l. Análise mul**varia*a *e dados. 6 ed. Por*o Alegr*: Book*an, 2009. MAL*O*RA, *. *. P*squisa de *arketing: *m* o*ient*ção a*li*ada. Po*to Aleg*e: Boo**an, 2*06. MINAYO, M. C. de S. 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Ra*ão 1) *oncepção * planej*me*to. X X 2) análise * interpretação *os dados. X X 3) e**boração do ra*cunho ou na revisão crítica do conteúdo. X X 4) partici**ção na aprovação da versão f*nal d* ma*uscrito. X * Rev. FSA, Teresin* PI, v. 13, n. 6, art. *, p. 03-17, nov./dez. *016 www4.fsanet.com.br/revist*

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