www4.fsane*.com.br/revista Rev. FSA, Teresin*, v. 13, n. 5, art. 1, *. 03-25, set./out. 2016 ISSN *m*r**so: 1806-6356 ISSN E*e*rô*ico: 2317-2983 ht*p://dx.doi.or*/10.128*9/2016.13.5.1 Recursos para Vantagem Compet*tiva Su*tentável no Segmento da Constru*ã* Civil Res*ur*es to S**tainable Comp**itive Advan*age in Build*ng Or*a*izations *abiana Rutze* *radu*da em Admi*ist*ação p*l* Instit*to Blumenauense de E*si*o Superior Emai*: **bi_rutzen@*otmail.com Mich*el Samir D*lfovo Douto* em Administraçã* e T*rismo pela Univ*rsidade d* Va*e do Itaj** Profes*or *a Universid*d* *stadual *e Santa Catarina *m*il: msdalf*vo@gmail.com *irian Magnus Mach*do D*utora em Ciên*ias *on*ábei* e Adminis*ra*ã* pela Fund*ção *niversidade R*gional de Blumenau Professora *o Instituto Blu*e*a*e*se *e Ens*no S**erior Email: miri*n*agnu*@gmail.com A*dressa G**ç*lves Mestra em Administ*ação p*l* Fundação **i*ers*dade Reg*onal de Blu**nau Prof*ssora d* Universi*ade S*ciedade E*ucacion*l de Sa*ta Catari** Email: des*a.cool@gmail.co* End*r*ço: Fabiana Rutzen En*e*eço: Rua *andiá C**ógera*, 272, Bairro Jardim Blu*enau, B**menau - SC. CEP: 89010-350. Edi*or Cient*fico: Tonny Kerley de Alen*ar Rod*i*ues Ender*ço: Michae* Sam*r *alf*vo Endereço: R*a Pandiá Calógeras, 27*, Bairro Ja*dim *r*igo re*ebido em 29/06/2016. Úl*ima versão *lu**nau, Blu*enau - S*. CEP: 89*1*-350. r*cebida em 16/07/201*. Apr*vado em 17/07/201*. Endereço: Mirian *a**us *achado En*ereço: Rua Pa*diá *alógeras, 27*, Bairro Jar*im Blumenau, Blumenau - SC. CEP: 8*01*-35* Endereço: Andressa Gonçalve* Ender*ço: R*a Pandiá Calógeras, 272, Bai*ro Jardim B*ume*au, Blumen*u - SC. CEP: 89010-350. Avaliado pel* sistema T**ple Review: Desk Review a) pelo E*i**r-C*efe; e b) Do**le B*in* R**iew (avali*ção ce*a por doi* avaliadore* d* área). Re*isão: Gramatical, Normati*a * d* Formatação
*. Rutzen, M. S. Dalfo*o, *. *. M*c**do, A. Gonçalve* 4 RESUMO O present* es*udo t*m como ob*etivo ana*isar os *ecursos organizacionais do setor da c**strução civil q*e contribuem para a vanta*e* competi*iva suste*t*v*l. A abordagem de base desse est*do se dá p*l* teoria da Visão base*da em Re*u*sos, especificamente com * mod*lo VRIO. A pe*qu*sa se carac*erizou com* método *i*to, **ran*e*d* *ombina*ões * a**rda*ens *o* méto*os qu*ntitativo* e **alitat*vos, pr*porcio**n*o uma maior *ompreensão do problema p*squisado. O estudo trilhou pela pes*uisa exploratória e pela pe*quisa descritiva, tendo usado com* base, o* dados obtidos por fon*es de dado* sec*ndári*s, *bser*ação e adaptação de um q**sti*nário já va*idado. A amost*a se deu em 58 empresas do segmento da co**trução civil no es*ado de Santa Catarin*, espec*ficamente com con*trutoras e incorporadoras. Co*o princ*pai* resultados obtidos, de*tacam-s* os recurso* organizac*onai* com m*ior pe*cepção de influência p*ra a vantagem compe*it*va sustentáv*l. O recurso humano fo* considerad* com menor inci*ência de influ*ncia para alcance d* *antagem comp*titiva, apesa* da importância a ele a*r*buída *o* diversos autores. Os r*cursos fí*icos e organizaci*nai* a**esentaram, de ac*rdo co* a percepç*o dos re*pondentes, as maiores m*di*s, *est*cando-se i*ens como: Ética e r*sp*ito, Q*alidade dos *ro*utos *m relaçã* à c*ncorrência e Ac**so aos ge**ores da empres*. P*lavras-cha*e: Va*ta**m Competitiva Su*t*ntável. Visão Baseada em R*cursos. Cons*rução Civil. A*stract T*e present s*ud* aim* to ana*yze the organ*zatio*al features of the c*nstr*ct*on i*dustry that *ontrib*te to *u*tainable co*p*ti*i*e adv*ntage. The *asic appr*ach of t*is study i* given by the theory of v*sion -based *esource*, specifically with VRI* *odel. The res*arch was *haracterized as mixed method, compr*sing combi*ation* *nd *pproaches of q*antita***e and q*alitati*e methods, providi*g a gr*a*er unde*s*an*ing *f the *r*blem researched. The study trod b* exploratory a** descriptive res*arch by, and u*ed a* a basi*, *h* data obtai*ed from se*ondary data sou*ce*, observation and adaptati*n of * questi*nnaire vali*ated. The sa**le was p*rformed *n 58 co*panies in the construction ind*stry i* *he state of S*nta Ca*a***a, *p*cifi*a*ly wit* builders an* dev*lo**rs. As main r*sults, we highlight the organiz*ti*na* resources with greater perc*ption of inf*uence for sustainabl* c*mp*tit*ve advanta*e. T*e hu*a* *esource is con*i*ered a lower inciden*e of influence to rea*h c*m*etitiv* adv*ntage, des**te *h* importanc* a*tributed to him by *eve*** **thors. T*e physical and organiz*tional resources presented, accordin* *o the perce**i*n of the *esponde*ts, *he h*g**st ave*a*es, high**ghting ite*s such as: ethics and co*pliance, qu**it* o* pro*ucts in relation t* competit*on an* access to ma**gers compan*. Keywords: Su*tainable C*mpe*it*v* Ad*antage. Resouce **s*d View. Buildin*. R**. FSA, Ter*sina, *. 13, n. *, art. 1, p. 0*-25, se*./*u*. 2016 www4.f**net.co*.*r/revista Recursos p*ra Vant*ge* Competit*va Sustentável *o Segmento *a Construçã* C*vi* 5 1 I*TRODUÇÃ* Para *s empresas se **s**ntarem *o mercado necessi*a de pe*soa* para execu*ão e al*a*ce **s obj*tivos da empresa. Dada * imp*rtância do cap*t*l hu*ano c**o fator com*etiti** no me**ado, cada *e* ma*s *s estudos são direci*nados à influênc** d* conh*ci*ent* do *essoal no pa*ri*ôn*o das e*pre***. As organ*zações pod*m re*orrer ao recurso capital humano para prover me*hore* soluções e práticas, de forma *ustentar os a negócio*. Essa realidade é enco*trada em *rganizações do se*me**o da con*t*ução c*vil. A co*strução *iv*l *ã* é cap*z de entr*gar *e*s pro*utos e serviços a*s seus cliente* sem o **port* *o *ecu**o capit*l *umano. R*curso este, que ex*ge *omp*tê*cias *ss*nciais em termos de conheciment*s, ha**l*dades e atitude* p*ra prover **lhor vantagem co*petitiva. Ao *asso que o capit** humano * um *e*urso *ecessá*io *a*a suste*tar organizações *o segme**o da con**ruçã* civil, é imp*r*ante con*iderá-lo em *studos pa*a i*vestigaç*o do proc*sso d* g*s*ão de pes*oas e relev*ncia *ercebida por gestores da área. * capital hum*no *uan*o at*elado aos *olabo*ador*s da organização permite uma visão *n*ógena da orga*ização. Nesse con*exto, i**ere-s* a teoria da Visã* Bas*ada em **cursos (VBR) que pre*ê a a*ocação ** recursos pa*a alcance d* vantagem comp*t*tiva susten*áve*. S**tentar-s* por meio de vantag*m competit*va re*ue* ter *m diferencia* com**tit*vo em relação à c*ncorrê*cia. O *ifere*c**l competitivo pela VBR pode ser explorado p*r modelo c*mo o VRIO, *crôn*mo das pal*v*as n* língua in*lesa va*ue, *are, i**tat*on, organiza*iona*. A a**rdage* V*IO precon*za *ue para alcançar vantagem competitiva suste**á*el é preci*o *er ac*sso a um recurso que *eja valioso, r*ro, de *i*íci* *m*tação e não subs**tu*vel. Porta**o, *cr*d*ta-se que * cap*t*l hu*ano e* organiz*ções d* segmento da construç*o civil seja um *ecurso q*e possa levar * vantagem *ompetit*va sust**tável. Esse estu*o po*sui relevâ*cia acadêmica ao *ontribuir c*m estu**s da RBV no segmento da construção civil, bem como social, **ra au*ili*r as *rganizações deste setor a re*ensar*m a prática da gestão de pessoas e a po*sib*li*ade *e vi*lumbrar *o capital humano ** recu*** para al*ançar vantag** co*petitiva su*tentável. O a*tigo está divid*do em quatro cap*tulos: o pre*ente *apítulo intro*uz o tema e *ont*xtualiza a p*squisa. O se*undo capítulo a*resenta *s pr*ncipais estudos que *orteia* a á**a e *ue fora* ba*ilares para f*rma*ão dos procediment** metodológicos que, p*r s*a vez, perfazem o terceir* capít*lo e desc*ev*m os processos *ue *nvolveram a fase empírica da Rev. *SA, Ter*sin* P*, v. 13, n. *, *rt. 1, p. 0*-2*, se*/out. 2016 www*.*sanet.com.br/revista F. *ut*en, M. S. Dalfovo, M. M. Macha*o, *. Gonçalves 6 pesquisa. ** c*p*tulo segu**te são *presentados o* pr*ncipais *esultados, *egui*o das considerações finais desse estudo. 2 REFERENCIAL *EÓ*ICO 2.* Recur*o* para Alc*nc* de Vantagem Compe*itiva S**tentável As orga*i*ações *êm sofrendo c*m as rápida* e cons*antes mu*anças impostas pe*o am*i*nt* externo a qu* e*tão expo*tas e com isto buscam a*rimorar seu ambiente or*an*zac*on*l de forma a *quilibrá-*o enf*entando, assim, estes d*saf*os. Dependendo como *st* inserido * da* informações recebidas na *rgani*ação, cada individuo é capaz de anal*sá-la de difere*t* ma*eira. Para o desen*ol*imento do *li*a nas organiza*ões, S**n**der (1990) cita que existem tr*s maneiras: inic*ar processo de recrutamento e s*le*ão, reten*ão e nivelamento de responsabil*dades e*tre *s integ**nte* da organ*z*ção; ali*ha* com *odos os int*grante* a* me*mas *aracterísticas * objetivos e; pro*over interações sociais e*t*e os *ntegra*tes *a org*nização (*CHNEIDE*, 1*90). Santos (1999) compreende que as *rg*n*zaç*es buscam por ef*cácia, qu e pod* se* a*ca*çad* hav**do *daptação *om o *mbiente externo, e e*iciência que, por sua vez, **de ser mel*orada através *e um ***ma organ*za*ional que atenda às *ecessi*ades dos in*egr*nte* da *rganiz*ção, b*m como motive e dir*cione para que se ati*jam os o*jetiv*s organizacionais es*erados. Oliveira (2001) comple*enta que e*tratégia é a arte d* utilizar de f*rma *cer*ada *s recursos **cnológicos, fi*anceiros, físicos human*s, visando m**imi*ar probl*mas e e maxi*iz*r oport*nidade* que se destacam no am*iente da empres*. Godoy *t **. (20*8) ap*ntam **e a velocidade da* mud**ças é cada vez mais intensa e os recurs*s tangíveis não são *uficientes *omo fatore* de vantagem c*m*etitiva s*sten**vel po*q*e são r*pidamente copiados pel*s *o****rent*s. Para tanto é neces*ário ge*ar *ecursos intangíve*s e in*r*nsecos para a organizaçã*, se*do estes *e d**íci* imitação. Na Resource Ba*ed Vi*w (*BV) ou Visão Baseada em *ecurs*s (VBR), * pressupost* b*si** é a im*ort*ncia dos recursos para definir estrat*gias * também para d*finir * vantagem comp**it*va das organiz*ções. Sua aborda*em é focada nos recursos tan*ívei* * intangíveis das organizaçõ*s, *omo *efend*m vários autores como Pe*rose (1959) * Barney (1991). Esses d**s tipos de r*cursos são definidos por Penrose (195*) e Wernerfelt (1984) da segui*te forma: Recursos Tangí*eis, são mais fáceis de s*rem ob*ervados, gera*m*n** *ncl*em r*cursos f*sicos e humanos; e recursos Intangíveis são mais d*fí*eis de serem Rev. FSA, Ter*si*a, v. 13, n. 5, art. 1, p. 03-25, set./out. 201* *ww4.fsa***.*o*.br/rev*s*a Re*ursos para Va**agem Comp*titiva *ustent*ve* no Segmento da *onstrução Civil 7 ident*ficad*s e *ualificados e no*malment* i*cluem *s recursos rela*ionados ao conhecimento organizaci*nal. P*nros* (1959) f*i um* das primeir*s a perce*er * empresa como uma ent*dade administrativa e um *onj**to de recurs*s, se*do es*es * b*s* par* a *stratégia de *iversificaç** e para * cre**imento das o*ganizaçõ*s. Ainda, sugeria *ue, para *s empr*sas, a lucratividade e o cres*i**nto não er*m prov*nientes *omen*e *e produtos, mas da posse e da ut*li***ão produtiva de recu*sos heterogêneos ún*c*s. A defin*ção de r*curso* s**un*o Barney (*991), é um *onjunto de at*vos, p***essos o*ganizacionais, cap*cidades, *nformação e con*ecime*t* *a organização. De *cordo *o* a literatura da *dminis*ração Est*atégica e de Marke*ing, distinguem-se os recurs*s baseados no mercado (RBM), do* recursos de sup*rte ao m*rketin* (RSM), *odendo ser o pr*meir*, i*ediatam*nte utilizado no merc*d* para cr*ar ou *an*er vantagem comp*titiva direta; o out*o, serv* para apo*ar *s atividades de market*ng e cont*ibui *e *orma ind*reta n* van*agem competitiva (BARN*Y, *99*). De acordo *om Ba*ney (19*1), no desenvolvimento da v*nt*gem competi*i*a da o*ganiza*ão, *em t*dos os recursos pod*m ser igualados em *rau de importâ*cia. Os que realme*te geram vanta*e* são os que prova* valor super*or p*ra os clien*es. Pa** sustentar a vantagem com*etitiva fo* desen**lvid* de maneira per*anente por Pet*raf (1993) o modelo de quatro condiç*es essenciais p*ra vantagem competitiva sustentável, confor** des**cado a seguir. A heterog*ne**ade d*s recursos vem de diferentes estágios de eficiência, da escassez de f*to*e* pro*utivos ou de re*t*ições, que *ire*ionam a desigualdade relativa (PE*ERAF, 1993). A mobilidade imperf*ita do* r*c*rsos a segu*da * suposição que perm*te sustenta* * vantage* c*mpetitiva *entr* *a organização. Se não *o*em comercializados os re*urs*s podem ser considerados d* mobi*idade i*perfei*a, tem mais valor na empresa onde são utilizados do que em outra (PETERAF, *993). O limite ex-post * a prime*ra *as dua* c**di*ões *ara haver vantagem competitiva e *uste*tar os ganh*s. É n*ce*s*rio que a diversidade seja pr*ser*a*a, p*ra qu* *aj* limites à com*etiç** por ess*s recurs*s, p*otege*do-os, isolando-os, crian*o **rças de defesa e q*e im*eçam a imit*ção garantindo, assim, os g*nh*s (P*TERAF, 1993). A segunda co*dição par* vantagem c*mpetitiva sustentável é o limi*e ex a*te a co*pet*ção, para que o* *anhos nã* sej*m corroídos pe*os custos. Deve h*ver uma compe*ição li*itada po* *ecursos, d*vido imperfeições d* merc*do *o*o ass*me*ria de informaçõe* (BARNEY, **91). Se* estas i**erfeições, afir*a P*ter*f, (1*93), as *ev. F*A, Te*esina PI, v. *3, n. 5, *rt. 1, p. 03-25, set/o*t. 20*6 www4.fsanet.c*m.b*/revista F. Rutze*, M. S. Dalfov*, M. M. Machado, A. G*n*alves 8 organi*ações só teriam gan*os méd*os. Os resultado* econômicos obtidos **pendem *ão so**nte dos gan*os ge*ado* atrav*s da estrat*gia, *as t*mbém pelo custo de se *m*lem*nta* *sta e*tr*tég*a (BARNEY, 19*6). Se*undo F**raz, Ku*fer e Haguen*uer (19*5), com*e**tividade é a capa***ade q*e a empres* *em de criar * por em prática estr*tégia* qu* l*e permi*a* *e forma du*adoura ma*ter o cresc*mento ou manter-se em posição *usten*ável no me**ado. A v*sã* baseada em recurso* vem d*mons*rar a importâ*ci* de fatores organi*acionais para a cr**ção da vantagem com*etitiva, *ireci*nando seu *oco nas condiçõ*s internas da em**esa, em como são *plic*d** e co*b*n**os o* rec***os, divergindo de *ma visão meramente indu**rial ou de merca*o (COLLINS; MON*GOMERY, 19*5). Para a*quirir e def*nder vantagem competiti*a é necessári* *esenvolver mecanismo* de proteção que atuam con*ra a **itação. * reputação da marca, o *elacionamento com cana*s de distribuiç*o e o*ientaç*o para o mercado *ã* *ecursos que *aracterizam o modo de *er da cada empresa, construídos gradualmente e em*a*ados em confian*a nas habilid**e* e c*nhec**ento tácito bem como n* en*olvimento complexo com ou*ros r*cursos (HOOL*Y et al., 2*0*). A abordagem da RBV pode ser apl*ca*a para analis*r p*s*oas como f*tor de compet**ivida**, p*r meio de comp*tências raras, valiosas e *o*em s*r cons**eradas como recursos com mobil*dad*, em esp*cial * que de**n*e, principalmente, do recurso humano, a e*e*plo da pre*tação *e *erviços. *a*a uma anál*se da possib*lidade de *onversão *e um recurso em vantag*m co****itiva, Ba*ney (2002) dese*vol*eu *m modelo conhecido co*o VRIO (**lioso, Raro, Inimitável e Orga*izado). 3 MÉTODO A pesquisa ** classi*ica com* *é*o*o misto e desc*itivo Cr*swell (*0*0) s*l*enta que **te tipo de pesqu*sa *e popula*izou pelo desenvolvimento e *egi*imida*e *as *ombinações e abo*d*gens dos mé*odos quantit**ivos e q*alitati*** nas ciências *o**ais * *uma*as; essa metodolo*ia *ontinua evo*uir e desenvol*er-se. Segundo Cervo, Bervia* * Silva (2*0*), a a m*da*idade da pesquisa descritiv* observa, registra, analisa e rela*i*na fatos o* fenômenos, *ntretanto sem *ue estas var**veis sejam mani*uladas; procura d*sc*brir *requência com a que o fenômeno *c*rre com outros, sua natureza e caracter*stica*, sempre com a ma*o* *recisão possí*el. *ev. FSA, **r*sina, v. 13, n. *, art. 1, p. 03-*5, set./out. 20*6 www4.f**net.*o*.br/revista Re*urs*s p*ra Vantagem Compet**iva Sustentável n* Segmento da Cons*rução Civil 9 *tilizo*-se, *ortanto, par* este *studo, o método de *ur*ey, para obter informações ba*eados n* interrogatório dos participantes, sendo rea*iz*da* perguntas de três formas: verbais, por escri*o ou via com*utador **bre seu comportamento, int*nç*es, atitudes, pe*c*pção, *ot*vações, ca*acterí*ticas demogr*f*cas ou mes** esti*o de vida. O q*estionári* g*ralme*te é *struturado de fo*ma padroni*ada no proce*so d* coleta de dados e destinado à obtenção/es*rat*ficação de informações específicas dos ent*evistado* (M*LHOTRA, 2*0*). Para a re*lização do es*udo foram u**lizados *a*os pr*mários e dado* secundários. * pesquis* foi subsidiada pela aplica*ão de um questioná*io a*ap*ado do Modelo VRIO. Pa*a ident*fi*ar *ec*rsos que levem vantagem, util*z*u-s* um quest*onário adaptado de Pav*o, Se*nem * H*ffmann (2011) e *ra*dt (2013) c*m 36 que**ões fech*d*s. As questõe* possuem uma escala de **portância d* 10 pontos. Sua a*licaç*o oc*rreu por meio eletrônico, t*l*fonem*s e i*quérito pesso*l co* gestores e di*igent** das *o***ruto*as i*c*rpor*doras e situadas n*s regi*es Leste, Norte, Oeste, Sul e Vale do Itajaí, no es*ado d* Sa*ta Catarina. Uti*izou-se *inda a t*cni*a d* entrevista junto ao* dirig*ntes de empresas do segmento da constru*ão civil para identificar a per*epçã* *estes sobre os recursos da orga*ização e o entendimento sobre vantagem competitiv* sustentável. A *mostr* sel*cion**a p*ra e**e estudo * por conve*iência e não probabilística. Ao todo foram coletados dado* de 58 empresa* *o seg*ento da constr*ção, abrangendo as principais emp*esas n* *anking da c*nstr*ção ci**l. Os d*dos foram analisad*s por meio de g*áficos, e pela técnica de estat***ica descrit**a. Creswell (2010) afirma que * a*álise *escriti*a d*s dados são as variáveis *e um estudo que incluem a descriçã* dos resul*ados **r meio das média*, desvios padrão e variação das po*tuações. 4 R*SULTADOS E DISCUSS*ES Para melhor e*te**imento do pres*nte estudo faz-se nece*sária *ma me*hor co*preensão sobre a difere*ç* entre Construtoras e *ncorporadoras. O responsável *el* processo de *ncorpo*ação de um imóvel jun*o a* *artório d* re*istro de im*veis d* projetos residenciais, mu*t*fa*iliar*s o* de condomín*os é denominado de **cor*o*adora ou in*orp*rador, sendo *e sua responsabilida*e to*a a articulaç*o do em*r*endimento que compre*nde * desenvolvimento dos projeto* de ar*ui*etura e d*mais projet*s, a contrataçã* de *m a c*nstrutora */ou *e *mpre*teiras de mão-de-obra e a comer*ia*iza*ão da* u*idades *inda em plan*a. Rev. FSA, T*resina P*, v. *3, n. 5, art. 1, p. 0*-*5, set/out. 2016 w*w4.fsanet.com.br/rev*sta F. Rutze*, M. S. D**fovo, M. M. Machado, A. Gonçalv*s 10 A con**rutora, po* s*a v*z, é a emp*e*a co*tratada e respo*sável para executar os empreendiment*s do *rojeto incorporado de ***rdo *om as *specificações *é*ni*as, o memorial descritivo e prazo contratual, q*e *ontempla o prazo de conclus*o e entrega d* obra, *onf*rme as normas técnicas vi*entes. *ão de *ua respo*sabil*dade os ris*os i**rent*s à cons*r*çã*. (P*DREIR*O, 201*). Segu*do a Receita Federal (20**) as reg*õ*s com o maior n*mero, tan*o de incorpo*ação quant* de construção, compreende* a regiã* Sud*ste e reg*ão Sul *o p*ís. Dados d* FIESC - Federaçã* das Indústrias do Est*do de *anta Ca*arina, a indústr*a da Construção Civil no e*tado de **nta C*tar*na empregou apro**madamente 105.238 trabalhador*s, em se*s *stimados 12.169 estabel**imentos, atua*tes neste segmento. (FIESC, 2011). Outro fator i*portante, n* *ual o setor da c*ns**ução civil vem te*do uma partici*a*ão *ep**se*tati*a, é d*sta*ado pel* perc**tual de 5,7% *m *el*ção ao PIB tota* Br*sil, *onforme info*mação publicada no banco *e dados da CB*C - Câma*a Brasileir* d* Indúst*ia da Construção (2*1*). Isto vem comprovar q*e, *avendo * crescime*to deste s*gmen** tam*ém * paí* s**tirá expressivo c*escimento econôm*co. O segmento, *a const*ução civil **m mantendo uma média de 5,7% n*s últ*mos 0* anos, q*e com*reendem 2010 2012. E*t*s a inferênci** demonstra* a i*portância do *egm*n*o da **nstru*ão civil para o desenvolvimento * crescimento *o país. *o*t*nto, essa pesqui*a se **se*e na relevância de analisar os re*ursos das organi*ações deste set**. Com ba*e nos dados l*va*tados neste es*udo, f*rmulou-*e a Tabela 1 a segu*r, q*e consiste em u* comp**ati*o entre i*formaçõe* do se**ent* da construção c*vil permitind*, *esta forma, *ma relação entre diferentes v*riáve*s, u*iliz*ndo a técni*a de *orrelação d* Pearson e ge*ando, desta forma, u*a anàlis* mais c*ns**tente entre os da*os **urad*s. Tabela 1 - Comp**ativo de info*mações do Setor Recei*a Patr*m. n o ç Tot*l de Pessoal *ruta em Lí*uido eImc*rpnramãeon*os e C*ns*ruçã* de Regi*o pr** di t *m*re*ados Grad*ado * 0 1 1 ( R$ x 2 0 1 1 ( R$ x *difícios imobiliários 1.000) 1.000) Sudest* 376.8*8 40.221 57.620.771 40.990.693 5 .9 7 * 39.4** *ul 8 .2 3 3 688 1.9*5.464 1.328.166 3 .1 9 7 22.762 Centro- Oeste 4 .3 9 9 97 1.044.818 846.784 * .0 9 8 8 .8 6 4 Nor*este * .4 4 4 7* 3*7.3*7 424.910 1 .9 4 9 1*.646 No r t e 0 * 0 0 296 * .* 3 2 Fon*e: Adap*ado d* pesquisa junto ao Banco da*os CB*C (2011 & 20**). Rev. FSA, Teresina, v. 13, n. *, art. 1, *. 03-25, set./ou*. 20*6 www4.fsanet.com.br/re*ista Recurso* par* Vant*gem Competitiva S*s*entável no Segmento d* Cons*rução Civil *1 Na Tabela 1, f**am cruzadas informações c**sta*tes das 500 *ran*es da Con*trução no B*asil - 2012 e do N*m*ro de Es*ab*lecimentos po* Gru*o d* A*iv*dade Econô*ica da Con*tr*ção *ivil, t*is *o*o: total de empregados, pessoal gradua*o a**ant* n* segmento, receit* bruta, pat*imônio *íquido, número de incorporações de empreend*mentos, construção *e edifícios, separ*dos pelas r*g*ões *o *rasil. Com base n**tas *nf*rma*ões, foi possí*el f*zer uma **rrelaç** d* Pearson, a fim de verificar a relação de interdependê**ia dos dado* expo*tos, apr*sentada na Tab*la 2 a segu*r: T*bel* * - Correla*ão Entre **dos Da Construção Civil. REGI*O Receita Patrimô*io Incorporação de T*tal *e *essoal B*uta em Líquido Construção emp**e*dime E*preg**os Gradua*o 2 0 1 * ( R$ x 2 0 1 1 ( R$ x de edi***io* ntos 1.0*0) 1.*00) imo*iliários Tota* de Em**egados P*ssoal Graduad* Rec**ta B*u*a em *011 (R$ x 1.000) Patrimônio Líquido 20*1 (R$ x * .0 0 * ) In*orpora**o ** e*preendimentos i*obiliários Cons*r***o *e *difíci*s 1 0,999*7 1 0,99994 0,99987 1 0,*9995 0,99987 0,*99*9 1 0,88245 0,88146 0,88578 0,88560 1 *,85688 0,85595 0,85970 *,85985 0,99464 1 F*n*e: D*dos da pesqui*a. Vale ressaltar q*e, conforme p*econi*ado por Ha** Jr. et al. (2005), pa*a *ma re*açã* significa**v* forte, devem *er conside*ado* n*ve*s acima ou **aixo de (*,7). De acor*o c*m a Tabela 2, ob*erva-se e*ist*r co*relação *orte em todos os itens abo*dados, send* que foi dando *nf*se aos d*stacados acim* em gri*o aos q*ai* se *ossa d*zer que t** maior co*relação ent*e si; são eles: Existe fort* co*relação *ntre o *otal d* emp*egados e p*sso*l graduado (*,999*7). Iss* s*gni*i** qu*, em or*a**zaç*es da cons**uç*o civil, quanto maior * n*mero de e**regad*s tend* * ser maior a quantida*e de pessoa* graduadas *tuantes. Isto co*fir** a importância e a necessidade do apr*nd**ado contínuo e a *ormaç*o de prof*ssionais gr*duados no segmento, em fun**o *a atuação *a construção *ivil, sua parti*ipaçã* no âmbito econômico *ara cre*c*men*o do país e da grande part*cip*ção n* contrat*ção d* pes*oas; T*mbém existe fort* correlação en*re o t*tal de empreg*d*s e a *eceita bruta *as *ev. FSA, Teresina *I, v. 13, n. *, *r*. *, p. 03-25, set/out. 2016 w*w4.fsanet.com.br/re*ista *. Rutz*n, M. S. Dalfovo, M. M. Machado, *. Gonç*lves 12 empresas do seg*ento (0,99994). Com o *a*or investi*ent* neste *eto*, existe a *ecessida*e de maior contrat*ção de empregados que, po* sua v*z, tem efetiva par*icipação no aumento *a receita br*t*. Esse da*o res*alta a im*ortân*ia do capital *umano p*ra contr*buição na receita *as or*aniza*ões. No entanto, é p*eciso ter pess**s com capital inte*ectual necessário, o qu* se co*fir*a na próxima correlação. Forte também é a correlação entre o pessoa* gradua*o e a rece*t* bruta (0,99987). Quanto mai*r f*r a rece*ta brut* de uma *m*resa, ma**r deverá ser s*u control*, p*anejame*to e investime*to em ações futuras. Des** fo*ma, * participação ** pessoas gradu*das, com *onh*ciment* mais aprofundado e uma vi*ão e*pree*d*dora, *e*mi*irão uma admini*tração mais ativa e compe**nt* do negóci*, contr*bui*do como fator d* vanta*em comp*tit*va su*tentável; A c*rr*lação ace*tu*da entre * total de *mpreg*dos * o patrimôni* líq*ido (0,*9*95), vem comprovar que, quanto mai* empregados, mais empr*end*mentos são efe*ivados e, em consequência a *st* crescimento, também o *atrimônio líquido *a empresa aumenta * q*e lhe garante *os*ibilidade de *nv*stimento em n*v*s a *roj*t**, me*horia s*lari*l, treinamentos, etc. e uma certa *ra*quilidad* de *ue com pessoal atua*** n** obra* p*derá ho*ra* com se*s com*romissos, pri**ip*lm**te *o que tange ao *umpr*me*to de p*azo de entrega. També* o pessoal *raduado tem fo*te correlação com * patrimô*io l*qui*o (0,99987) pois, quanto mais pessoal grad*ado atuante no segmento que real*za um *o* planejamen*o e acom*anham*nto, f*ca a empres* *ssegurada em decisõe* mais assertiv*s em inve*timentos futuros. A *orrelação (0,99999) entre patr*mônio lí*u*d* e receita b*uta, *emon*tra clarame*te que, com * a*mento significat*vo da receita *ruta d*s empresas do se*mento *a c*n*tr*ção **v**, também seu capi*al acompanha es*e cresc*mento.Na *o**elação entre incorporaç*o de empreendimentos e c*nstru*ão *e edifícios (0,99464), retrata-se a inter-relação existente e*t*e incorpo*ado*as e *onstr*t*ra*. Sendo q*e uma depende diretamen*e da *utra, **is à primei*a som*nte *abe * incorporação *e empreendimentos, * à *egunda, a efetiva construçã* do empreend*mento já *n**rpora*o. Seu *rescimento demand* em es**la propo***onal para os *ois *egmentos de *tuação. 4.1 Identifi*ação da forma como os recu*sos das empresas sã* p*rcebidos sobre a sua cont*ibuição para a v*ntag*m co*petiti*a sustentável e* Santa Catarina. Na sequênc** s*o *p*esentados d*dos p*** iden*ificar d* que for*a os re*urso* das e*p*esa* são *ercebidos a cerca da sua contribui**o para a vantagem competi**va sustentável em Santa Catarina. Rev. FSA, Teresina, v. 13, n. 5, ar*. 1, *. 03-2*, set./out. 2016 www4.fsanet.com.br/*evista Recu*sos p*ra Van*ag** Compet*tiva Sus*ent*vel *o Segmento *a C*nstrução Civi* *3 Gráfico 1 - Médi* Geral dos Recursos por Segmento *onte: Dado* da pesquisa. Constatou-*e no, G*á***o 1 que, na média gera*, dentre o* segment*s de const*uç*o e incor*oraç*o pesquisados, d*stacaram-se, obtendo van*agem c*mpetit*va *us*entáv*l, o re*urso d* capital físico e *apital org*n*zacional, em relaçã* *o recurso de capital humano.Analisan**-se o* valores po*tu**os entre os se*mentos **nstrução e incorporação, s*o **lativame*te muito p*óximos com *é*ias entre 8,1 e 8,8 pontos, portanto faz-se *ecessário, uma visualiza*ão ma*s detalh*** de ca*a recurso. Gráfico 2 - Estratif*cação *o Recurso Capital Físico Legenda: Mé*ia 1.1 Média 1.2 Média 1.3 *édia 1.4 M**ia 1.5 Média 1.6 Média 1.* Média 1.8 Mé*ia *.9 Média 1.10 Média 1.11 Local em que a empr*s* *stá inst*lada Pr*d**os q*e a empresa *abri*a Gestão integrada da qualid*de Equip*me**os *ue a em*resa possui As tecnologias a*otadas nos **oc*sso de pr*dução Investi*entos *ue * empresa f*z *ara mante* s*u* equipamen*os e toda sua estrutura * *gil*dade do processo de comp*a d* matéria pr**a *ara **b*icar *s pe*as pro*u*idas pela empresa Étic* e respeito *o cl*e*te Qualid*de do* produtos em *elação à c*ncorrência *ua*idade do meio ambiente Os me*os de tra**porte (veículo*) q*e a empresa utiliza
Fon*e:Dados d* *esquisa. No Gráf*co 2 foram estratificadas as média* obtidas n* pesqu**a que abr*ngem o r*curs* d* *apital físico, pa*a mel*or e*ten*imento foi c*i*d* a legenda com descr*ção de **d* item abordado neste recurso. Nela, o item "Ética e resp*ito" foi pon*uad* como sendo o Rev. *S*, Ter**in* P*, v. 13, n. 5, *rt. 1, p. 03-25, set/out. 2016 www4.*sanet.com.br/revista
F. Rutzen, M. S. *alfov*, M. M. Machad*, A. **n*al*e* 1* de maior importância, se**ndo *s resp*ndentes *a pesquisa, *tingin*o a méd*a de 9,5, seguido *o item "Qualidade dos prod*tos em re*ação à *oncorrência", que a*ingiu média 9,*. Pode-s* c*nclui* que ** *mpresas do seg*ento da cons*rução civi* primam pela imagem p*rante o m*rcado, bu*cando legitimida*e de seus negócios e prod*tos. *s demais iten* cons*antes nes*a e*tr*ti*icação obtiveram médias qu* variar*m entre 8,3 m*dia míni*a e 8,9, média m*xima, que pod*m ser consideradas ind*cadores satisf*tóri*s que, de aco*do com Grant (1*91), par* se es*abelecer u** vanta*em competi*iva sust*nt**el é nec*ssário q*e a organi*ação tenha uma e**ala de produção efic**nte, baixo custo na matéria- prima, *ecno*ogia at*alizada * salári*s b**xos. Gr*fico 3 - Estrat*f*ca*ão ** Recurso de Capital Hu*an*. Legenda: *édia 2.1 M*dia 2.2 Méd*a 2.3 Média *.4 Média 2.5 Média 2.6 Média 2.7 Média 2.8 Média 2.* Média 2.1* *édia 2.11 Média 2.12 *ra*alho em equ*pe As ava*iações *eita* pela empresa Os *ene**cios *fer*ci*os pe** empresa Ambiente de t**balho Segurança do tra*alhador O* trei**ment*s ofere**dos *ela empresa Os recursos hu**nos (funcionário* da e*pre*a) In*entivos ao crescimento profission*l O conheci**nto técnico *os fun**on*ri** *elhoria co*tín*a As rotinas para de*e*volver as atividade* *o di*-a-dia * *ualid*de dos s*r*iços prestados aos cliente*
*ont*: Dados da pesquisa. Da mesma forma, no **áf*co *, const*ta-se *u* ex**te uma par*da*e na* média* ap*esentada*, q*e perm*iam d* 7,7 como a mínim* *a questão "*s treiname*tos oferec*dos pela empr*sa" e o má*imo de 8,9, no ite* "Qu*lid*de dos serviços presta*os aos clien**s". Este último c***do e mais os itens "Am*iente de *rabalho", com mé**a 8,8 e, sequ*n*i*l*ente, o i*e* "Segura*ç* do tra*alho", *om média 8,7 são as t*ês c**acter*sticas em des*aque na estratificação do rec*rso de capital humano. Re*. FS*, Teresina, v. 13, n. 5, art. 1, *. 03-25, set./**t. 201* *ww4.fsanet.co*.br/revist*
Rec*rsos pa*a Vantagem Co*pet*tiva **s*entável *o Se*ment* da Construção *ivil 15 Pode-se perceber que o* fat*res c*mo ambi*nte de trabalho * seguranç* do tra*alho neste *egmento sã* *is*o* pelo* responde*t*s de *leva*a import*n*ia e ve* ao e*contro com as consider*ções de B*rnardi (2003) que afi*ma que, ao e*i*tir a falta de con**çõe* ade*uadas de tr*bal*o, a mot*vação e a produti*idade dos indivíduos podem red*zir, ocasionando c*stos não visíveis e um ambiente desfavorável de t*abal*o, somen*e percebidos * mé*io longo e prazo e qu* podem *erar resultados catas**ófic*s. Um fator preoc*pante apresen*a*o nesta *stratificação é a *édi* mínima de 7,7, que ve* demons*rar ainda pouco interesse deste se*mento em inve***r em trein*men*os para o qua*ificação de seus col*b**adores. *sto ve* *e encont*o à correl*ção a**ese*tada nest* tr**alho onde se constato* a exi*tência de uma forte re*ação ent*e o pess*al g*aduado e a receita br**a, o *ue constata que, quanto maior for a receita bruta de uma empresa, ma*or deverá ser s*u controle, planejamen*o e investi*ento em ações fu*ura* e, a*sim sendo, a p*rticipação de pessoas graduadas permitirá um* administração mais ativa e compet**te do negócio, c**tri**in*o como f*tor de vantagem c*mp*titi** su*tentável. G*áfico 4 - E**rati*ica*ã* d* Rec*rs* de Cap*ta* O*ganiz*cional Legenda: Média 3.1 Média 3.2 M*dia 3.3 Média *.4 Média *.5 Média 3.6 Mé*ia 3.7 Médi* 3.8 Média 3.9 Média 3.10 Nível de *ep*tação da empre*a en*re o* c*ie**es A coop*ra*ão existe*te entr* todos os *etores Respo*sabilid*de socia* M*nuais, fichas *écnicas, instru*ões de **abalho par* as ativ*dades realizadas. Acompan*a*e*to das a*ividades *ue são realizadas d**ri*mente * ma*c* do(s) produto(s) da e*pr*sa O ní**l de s*fi*ticaçã* tecnológic* com **e a empresa opera e* relação aos c*ncor*ent** A capacidad* de inova*ã* da *mpresa A*es*o *os gere*tes e dir*tores d* emp*esa Com*nicação interna
Fonte: Dados da pe*qui*a. Diante do *ráfi*o 4, *b*ervou-s* q*e a* cara*terís*icas no recurso de capital organizacional estão muito próx*m*s, pont*ado em mé*ia 8,0, mínima *o item "Ma*uais, Rev. FSA, Teresina PI, v. 13, n. 5, **t. 1, p. 03-2*, set/out. *016 www4.fs***t.*om.br/re*ista
F. Rutze*, M. S. Dal*ovo, M. M. Machado, *. Gonçalve* 16 fichas técnicas, in*truções d* t*abalho para as atividade* realizada*" e a mé*ia máxima de 9,4, no item "Ace*so ao* ger*nt*s e diretores da empresa". Esta máxima demon*tra a ace**ib*lidade do escalã* baixo * médio ao es*alão a*t* das empresas do seg*ento, * que refl*te um* int*r-relação e int**dep*nd*nci* posit*va no* pr*ces*os co*strutivos e administ**tivos em geral, que vem *uferi* vant*gem o compe**tiva sus*ent*v**.Outr*s dois fat*r*s **ualad*s com **dia *,9 sã* "Nível de reputaç*o da empre*a entre *s *liente*" e "A m*rca do pr*d*to da empres*"; *mbos cara*t*ri*am a *ercepção dos respondentes c*m * im*ge* da emp*esa e de s*us p*odutos como vant*gem comp*titiva s*stentável no *egme*to *a construção civ*l, visto o crescent* *ume*to deste segmento e sua impo*tâ**ia, no *ue tange participação na *con**ia do país, conform* informação publ*cada no banco d* dados da CB*C - Câma*a Bras**eira da In*ústria da Const*uçã* (2012). Hool*y et **. (200*) *enciona que são re*ursos q*e ca*acteriz*m o mod* d* ser da c*** *mpresa a reput*ção da ma*ca, o r*l*cionam**to com *anais de *istribuição e orientação para o mercado, c*nstruí*os g*ad**l*ente e embasados em *o*fiança nas habilidades e conhecimento tácito, bem como no envolviment* comp*e*o *om outr** r*cursos.O *ec*rs* h*m*no foi o que *presentou as menores médias em relação aos demai* recurs*s *e capital físico e organ*zacional. Acr*dit*-*e *ue este ind*cad*r demonstra q** o cap*t*l humano, por ser o **c*r*o men*s tangível, é perce*ido co*o o recurso de *eno* importâ*cia pel*s gestores. *ráfico * - Compara*ivo entre Recursos x Tempo de a*uaçã* Fonte: Dados d* p**quisa. *iante do Gráfico *, visualiza-se *ue, mesmo em diferente tem*o de *tuação dos segme*tos *e c*nstruçã* e incorporação *ue compre*nd*m em*resas com *-5 a*os, *-10 anos e mais de 11 anos *e at*ação, * pontua*ã* dos recursos físico, human* e organi*ac*onal *ã* crescentes. Tam*ém é perce*tível que, com a *atur*dade do negócio, nest* caso em mais de *1 anos de atu*ção na c*nstrução civil, o *ecurso *e cap*tal huma*o é * que, a*esar de ter a m***r pontuação, *prese*ta, em co*trapartid*, a maior variação per*entu*l de c**scimento *o Rev. *SA, Teresina, v. 13, n. 5, art. 1, p. *3-25, *et./out. 201* w*w4.fsa*et.c*m.*r/r*vista *ecursos para Van*a*em Competitiva Su*tentá*el no Segmento da Constr*ção *ivil 17 lo*go do t*mpo de a*uação, cerc* de 10%, send* que o de re*urso físico a*resenta 7% e o de recurso orga*izacion*l, c*rca de 8%. Gráfi*o 1 - Comparativ* Recursos x Tempo de atuação x Segmento Fonte: Ela*orado a partir da pesquisa. *ara uma análise mais apro*undada de recursos em rel*ção ao tempo de *t*ação foi ela*o**do o Gráfico 6, com a sep*ração de*tas informações *o* seg**nto.Dian*e de*te, const*ta-se que, no segment* da construçã*, a p*ntu**ão e*t*a*i***ada é relativ**ente t*n*o no quesito re*ursos, q*anto *o tempo de a*u*çã*, *p*esentand* variaçõe* p*r*entu*l em t*rn* de 3 dé*imos. Já *o seg**nto *ncorporação, esta* *o*tu**ões oscilam *m t*dos ** re**rsos, sendo o mai* conceituado, *e*un*o os r*sp*nde*tes, o recurso or*aniz*ciona*, e* u*a m*dia de 8,8. Os r*cursos perdem sua força como *ant*gem competiti*a ao l*ngo do tempo (recursos físicos e h*manos). *ssim, acr*di*a-se que a força para alc*nç*r a vantagem competi*iva, no que tan*e à percepção dos respo*dentes, *s*á atrelada aos recur*os de capital *r*aniz*cional que man*iveram **as mé*ia* com uma va*ia*ão de *p*nas *2 d*cimos. Por meio d* c*rr**ação de P**rso* *laborou-se a Ta*ela 3, na q*al **o anali*ados, e* espec*fico, os itens de correlação com alcance acima de 0,8, sendo os m*sm*s de***cados *ara melhor visuali*a**o. Rev. *S*, T*resina *I, v. 1*, n. 5, art. 1, p. *3-25, set/out. 2016 www4.fsan*t.*o*.br/*evista F. Ru*zen, M. S. Dalfovo, M. M. Mach**o, A. G*n*alve* 18 Ta*ela 3 Co*relaç*o dos recursos Rev. FSA, Tere*i*a, v. 13, n. 5, *rt. 1, p. *3-25, set./out. *016 *ww4.*san*t.com.br/revis*a R*cur*os para Va*tagem C*mp*titiva Susten*ável no Segment* da Construçã* *ivil 19 Legen*a: 1 .1 Local em que a empresa está instalada 1 .2 Produto* *ue a empresa fabrica 1 .3 Gest*o int*gr*da da qual*dade 1 .4 Equipam*ntos que a em*resa possui 1 .* As tecnologias adotadas nos *rocesso *e pro*ução 1 .6 Investimentos *ue a empresa fa*, *ara mante* seu* *quipament** e toda sua estrutur* 1 .7 A agilida*e do p*oces*o de c*mpra de matér*a *r*ma, p*ra f*bricar as peça* produ*idas pela e*presa 1 .8 Étic* e respe*to ao cliente 1 .9 *ualid**e dos produtos em relação à **nc*rrênci* 1.1* Quali*ade do meio ambiente 1.*1 Os meios de transporte (*eíc*los) q*e a empr*sa utiliza 2 .1 Trabalho em *qu*p* 2 .* As avaliações feitas pela empresa 2 .* Os be*e*ícios of*reci*os pela empresa 2 .4 Am*iente d* trabalho 2 .5 Seguranç* d* tr**alhador * .6 Os treiname*tos oferecidos p**a empresa 2 .7 Os rec**s*s humano (funcionários da empresa) 2 .8 In*entivos ao *rescimento pr*fissional 2 .9 O c*nh*cimento té*nico dos *uncio*ários 2.1* M**hor*a contínua 2.11 As r*tin*s para desenvol**r as atividades no dia a dia *.12 A ***lidad* d*s serviços prestad*s aos c*iente* 3 .1 Nível de reputação da empresa entre os clientes 3 .2 A cooperação exis**nte entre todos os *e*ores 3 .3 Res*onsabilidade s*ci*l 3 .4 *an*ais, fichas t*cnicas, in*truções d* trabalho p*ra as *tividades real*zadas. 3 .5 Acompanhamento das atividades qu* sã* rea*izadas diariamen*e 3 .6 * *arc* do(s) produto(s) d* empr*sa 3 .7 O nível de s*fisti*ação tecnológica com qu* * empr*sa ope*a em relaç*o aos *oncorr*ntes 3 .8 A capacidade de i**vação *a empresa 3 .9 Acesso a*s geren*es e d*retore* da empresa 3.10 Comunicação inter*a A partir da Tabela 3, po*e-se *erce*er que exis*e fort* correlação entre o it*m Gestão integra** da q***idade com Trabalho em equipe (0,810). Ist* demonstra que *ara as empr*sas d* segmento da constr*ção civi*, o capital h*m*no n*cess*ta de que haja uma i*te*ração *as diversas funções q*e compr*endem *es*e o esc*lão baixo até o e*c*lão al*o da empr*sa. Ber*ardi (2003) afir*a que as p**soa* são responsáveis dir*tas pelo bom anda*ento e suc**so da *mpresa **r at*are* diretamen** em tudo *esde seu **ício, d*senvo**imento e c*nclusão; A mes*a correla*ão é e**ressiva ain*a *o *tem G*stã* integrada da quali*ade com As avaliaç*es feitas pela e*presa (0,820). Isso significa que, havendo além d* t*abalho em equipe fazem-*e *ecessárias avaliações das competên*ias d*s **vol*i*o*, va*id*nd* a gestão da qualidade. *e*if*cara*-se, ainda, a forte correlação no item As t*cn*logias adotadas nos F. Rutzen, M. S. Dal*ovo, M. M. Ma**ado, A. Gonçalv** 20 process* d* produç*o com O níve* de s*fisticação *ecnológ*ca co* *ue a empres* opera *m relaçã* aos c*nc*rren*es (0,8*6). Isto refo*ça o pens**ento d* Grant (1991) d* neces*i*ade de escala produt*va, *aixo cu*to e te*nologia avan*a*a para estabelec** va*t*gem com*et*t*va; Ainda *o item Trabalho em equ*pe constatou-se **r*e co**e*açã* com qu*tro out**s itens: com Avaliações f*itas na empre*a (0,*57), Os recursos humanos (fun*ionários *a e*presa) (0,819), M*lh*ria *ontínu* (0,832), A* rotinas para desenvo*ver *s at*vidade* no di* a dia (0,860). A *las s* *tribu* novame*te a im*ortâ*c*a do capit*l h*mano fo*ado par* a criação de competência, como para o *r*in**e*to e de*envolv*mento em t*da escala hierárquica da organização, c*nforme sali*n*a*o po* autores c*mo Milko**ch e Boudreau (2000) e França (2010); * expressi*a t*mbém a cor*elação entre Trab*lh* e* eq*ipe com item * ma**a * do(s) produto(s) da *mpresa (0,8*1). A reputa*ão da marca, segundo *o*ley et al. (**05), é *onstru*da gra*ua*m**te em*asada em confiança nas ha**lid*des e conhecimento t*c*to * existent* em cada emp*e*a. Existe correlação fort* entre o *tem Os treinamentos oferecidos pe*a empr*sa com Melhoria contínu* (0,*48) e * item Manuais, fi*has técnicas, inst*uções de t*abalho **ra atividad*s rea*iz*das (0,842). Conclu*-se que todo treinam*n*o ofer*cido é uma melhoria cont*nua de todo o *rocesso e que dev* f*z*r parte d* *ultura da em*resa. Existe forte cor*elação entre * ite* Incent*vos ao cr*scimento *rof*ssi*n*l com ou*ro* quatro it*ns: Melhoria c*ntí*ua (0,848), As ro*in*s para de*e*vo*ver as ativ*dades no di*-a- *ia (0,824), O nível de sofisti*ação t*cno*ógic* que a empresa opera em r**a*ão aos concorrentes (*,8*2) e * ca*acidade de inovação *a em*resa (0,812). Estas correlaç*e* vêm ao encontro *o *ue abo*da o autor Antonello (2005) em outro que*tão de a*ren*izagem são identifica**s **is *nfases: socialização d* *prend*zage* organi*acio*al, pr*cess*-sistema, c*ltura, gestão d* conhecimento, melhoria co*t*nua e inovação; Ao it*m Melhoria contínua *ambém f*i atri*uída *or*e correl*çã* c*m As rotina* pa*a *esenvolv*r *s *tividades no dia a dia (0,891), com *anuai*, *ichas té*nicas, instruções ** t*abalho pa** a* at*vidades realizadas (0,8*3) e *om A *apacidade de *n**a*ão da empres* (*,801). Tam*é* se confirmou correla*ão no item As rotinas p*ra *es*nvolver *s a*ivi*ades n* d*a a dia co* o ite* Manuais, fichas té*nicas, in*tr*ções de traba*ho *ara as a*ividades *ealiza*as (0,843) * o it*m A marca do(s) produto(s) da *mpresa (0,8*3). Isto vem ca*acterizar que na* empres*s * *ecessá*io que haja in***ti*en*o direto nos pr*ces*os * rotinas, que isto seja *nserido na cultura d* empresa aliad*s a *ua marca no *ercado. Que pa*a adquirir e d*fe*der vantagem c*mp*titiva * *e*essário desenvolver *stratég*as d* p**teção Rev. FSA, Teresina, v. 13, n. 5, a*t. 1, p. *3-2*, set./out. 201* www4.fsanet.com.br/r*vista Recursos par* Vantagem Competitiva *ustentável no Segment* da *ons*rução Civil 21 que atuem con*ra a imitação, segundo afirma *olley et al. (2005). E ** questão de estr***gia, Oliveira (2001) complementa que é u*ilizar de forma acertada os recursos t*cnológicos, fina*ceiros, físi*os * hum*nos visando, n* ambiente organizac*onal, minimiza* *roble*a* * maximizar op**t*ni**des; Por último a co*relação entre o it*m * nív*l de *o*isti*ação tecnológica qu* a *mpre*a o*era *m relação *os concorre*tes com A ca*acidade de inovaçã* da e*presa (0,864) *em most*ar que o segme*to de*e *e manter atuali*ada n*stes quesitos, para superar *s *ecessidades do me*cado, ou mesmo se an*ecipar * eles, cri**** no*os pro**tos e *rocess*s que possam *er vistos como t*nd*n*ias e a*sim, g*r*ntir va*tagem c*m*etitiv* sustent*ve* nest* se*mento 5 C*NSIDER*ÇÕES FINAIS *or meio da CB** - C*mara *rasileira da I*dú*t*ia da *onstr**ão percebe*-se que o s*to* da Construçã* C*vi* n* Brasil *em pa*ti*ipação ex*ressivament* *a** * aumen*o do PIB t*t** *o país. Que seu a*anço caracteri*a o setor como u* dos c*rros c*efes do *rescimen*o *c*nôm*c* no Br**il, com ge*açã* de mais empreg** e estímul* ao consumo. Observou-se que, para os r*cursos apontados, os valores po*t*ados entre segmentos co*st**ção e incorpo*a*ão são relativamente muito próximos, com médias entre 8,1 e 8,8 *ontos. Nas es*r*tificações **alizad*s das *é**as obtidas, para o r*curso d* capital fís*c* rec*beu dest*qu* o item "Ética e res*eit*", p**t*ado **** sendo o de maio* i*portância, ating*ndo a média de 9,5, s*gu*do do i*e* "Qualidade dos pr*dutos em rela*ão * *oncorrência" que a*ingiu média 9,*. Os demais ite*s constantes ne*ta estratificaç*o obtiveram m*dias *u* varia*am entre 8,3, *édia mínima e 8,9, mé*ia máxima, que p**em *er co*siderados indic*dores satisfatórios. N* *stratif*cação d* recurs* de capital humano, houve pa*idade nas m*di*s que permeiam de *,7, com* a mínima, na questão "Os trei*a*en*** oferec*dos p*la empresa" e o máxim* de *,9, no item "Qua*i*ade dos serviços prestado* aos clien*es". **mb*m *s itens "Ambient* d* tr*b*lho", com média 8,8, e sequencialmente o *tem "Segura*ça do tra**lho", com médi* 8,7, s*o as tr*s cara*terísticas em destaque na *strati*ic*ção do recurso de ca*ital humano. Na es*ratificação do recurso d* capital organizacional as m*d*as estão muito próx*m*s, p*ntuad* em 8,0, mínima no item "Manua*s, fichas técnicas, i*s*ruçõ*s *e trabalho par* as ativi*ades re*lizad*s" * a média máxima *e 9,*, n* item "*cesso aos geren*es e *iretores da *. Rutzen, *. S. *alfovo, *. M. M*ch*do, A. Gonçal*e* 22 emp*e*a"; *sta ú*tima *emons*ra a a*essibilidade d* esca*ão b*ixo e méd*o ao *scalã* alto *as e**resas do se*m*nto, o que reflete uma int*r-relação e in**rdependê*cia positi*a n*s processos co*s*ruti*os e *dministrativ*s em geral. O*t*os doi* fat**es i*ualados com média 8,9, são "Ní**l de reput*ç*o d* empresa ent*e os cliente*" e "A *a**a do pr*duto *a empresa", ambo* caracterizam percepção do* respond*ntes, relativamente à imagem da a e*pre*a e de seus produto* como v**tag** competitiva sustentável no s*gmen*o da construção civil. A*n*a foram est*atif*ca*os em for*a *e gráficos *s s*gmen*os da *o**truçã* * incorporação por te*po d* atuação, cuja po*tuação dos recursos f*sico, humano e organ*zacional é *resc*nte. * perc*ptível q*e, com a *atu*ida*e do negócio, o *ecur** de ca*ita* humano é o *ue, a**sar de ter a menor pontu*ção, aprese*ta, e* contr*par*i*a, a *aior variaç*o percentu*l de cr*scime*to ao longo do tempo de *tua*ão, cerca de 10%, sendo que o d* re*urso *ís*co apre*enta 7% * o de *ec**so organizacional cerca d* 8%. De fo*m* i*dividual, co*statou-se, que no seg*ento da co*strução, a p*ntuaç** estra*ific*da apres*nt* variaçã* perce*tu** *m torno *e 3 déc*mos. Já no seg*ento incorporação, es*as pon*uações osci*am em todos o* recursos, sendo o mais conceit*ado, *egundo os respon*entes o rec*rso organi*acional em um* média de 8,8. As c*ract*rística* que se obtiveram maio*es c*rrelaçõ*s destacam-se no recurso físico à gest*o integrada da qualid**e c*m o*tros *tens do recurso humano, como trab*lho em e*u*pe e avalia*ões realizadas pela empre*a. *ambém o recurso físico no que tan*e às *ecn*logias *dotadas no* proces*os de **odução, apresenta *orrela*ão com rec*rso organ*z*ci**al quan** ao *ível *e sofist*cação tecnológica em r*l*ção aos *oncorrentes. No rec*rso humano destacaram-se sete i*en* que se correlacionam entre si, *ais como: traba*ho em equipe, *va*iaçõe* feitas pela empresa, treina*ento* ofe*eci*os, recursos *umanos, incentivos ao cresciment* profi*siona*, melhor*a *ontí*ua e rotinas para *ese**olv*r as a*ividades do *ia * dia. *presentou-se corr*lação existe*te *ambém com o r*cur*o hu*ano e o recurso organiza*ional *ntre no*e *te*s: trabalho em equipe, trein*ment*s *fer*ci*os pela *mpre*a, incentivos a* crescimento profissiona*, *elhor** co*tínua, *otinas para desenvolver as atividades *o dia a *ia, *anuais, fi*has técnicas, *nstruçõ*s de trab*l*o, a *ar*a do(s) produto(s) d* empres*, * nível de so*isti**ção tecnológica *m *elaçã* *os concorrent*s e, por últi*o, a c*pacidad* de inovação da empresa. Para est*dos futuros, suger*-se a a*lica**o d*ste t**ba*ho em outras org*nizações da co*struç*o c*vil nas de**is *egiõe* d* Br*sil, * fim de obter um comparativo. Rev. FSA, Teresi*a, v. 13, n. 5, ar*. 1, p. 03-2*, set./*ut. 201* ww*4.fsanet.com.b*/revista *ecursos para Vantag*m Compet*tiva Sust*ntá*el no Segm*nt* da Construção Civil 23 *EFERÊNCIAS ANTONELL*, C. A.(*005). A meta*orfose da aprendizagem *rgan*zacio*al: um* *evisão crí*ica. Porto Alegre: Boo*man. BA*NEY, J. B. (1991). Firm reso*rc** and sustai*ed competiti*e advantage. Jo**nal of Ma*agement, 17(*), 99-120. BARNEY, J. B.; HESTERLY, W. S. (2007). Admi*istraç*o estratégica e van*age* competi*iva. São Paulo: Pear*on Pre*tice Hall. *ARNEY, J. B. (19*6).*trateg* f*ctor **rkets: expectations, *u*k and busines* strategy. Manag*men* S*ienc*, 32(10), 1231-124*. BARNEY, J. (200*). Gain*ng and Sustai*ing C*mpetit*ve Advantage. New Jersey: Prentice H*l*. B*RNARDI, L. *. (2003). *a*u** do e*pre**dedo*ismo e ges**o: fundamentos, e*trat*gias e dinâmi*as. São Paulo: Atlas. CBIC. (*015). Câmara Brasilei*a da Indúst*ia da *onstrução. Estabelecime*to* na co*s**ução. 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Contribuição dos Autores F. R**zen *. S. D*lfovo M. M. Mach*do A. Gnçalves 1) concepção e planejamento. X * X 2) análise e interpretação *os dados. X X X 3) ela*oração do rascunho ou na revisão crític* do conte*do. X X X * 4) partici*a**o *a aprova*ão *a ver*ão fin*l do ma*u*cri*o. X X X X

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