Centro Unv*rsitário Santo Agostinho www*.fsanet.com.*r/revista Rev. FSA, Tere*i*a, *. *5, n. 3, art. 8, p. 162-180, m*i./*un. *018 ISSN Impres*o: 1806-635* ISSN E*etrônico: 2317-2983 http://dx.doi.org/10.12819/*018.15.3.* Efeitos da Rede Colaborativa do *e*ueno Vare*o e* Seus R**acionamentos **m Fornecedo*es Small Ret*il Co*l*borative *etwork Effec** on Su*pliers Re*ati*nship* K*nyth Al*es de Freitas Doutor*do *m Administraçã* **la Fundaç*o Getúlio Varga* Mestre em *dministraç*o pela Universid*de *ederal de Minas *erais E-ma*l: k*nyth.fre**as@gmai*.co* Roberta de C*s**a Macedo *outorado em Admi*i*tração pe*a Universid*de Federal de Mina* Ger*is Mestra em A*min*st*ação *ela Unive*si*a*e Federal *e Mi*as Gerais E-mai*: roberta.c.macedo@gmail.com Brun* de Almeida Vile*a *o*t*ra*o em A*min**tração pela Univ*r*idad* Federal de *inas Ger**s *estre em Administração *ela Un*v*rsidade F**e*al d* Minas Ge*ais E-mail: b**noavile*a@gmail.*om Rui Fer*ando *orreia Fe*reira Do*torad* em Admini**ração pel* Universidade *ede*a* de Minas Gerais Mest*e *m Admin*straçã* *ela Un*versidade Federal de *inas G**ais E-mail: ruifernandof@g*ail.com R*ynaldo Maia Muniz Doutor *m Ciên*i* Política * Administ*açã* P*bli*a pela Univer*idad Complutense de M*drid Prof*sso* d* Unive*sidade Federal de Mi*as Gerais E-*ai*: *eynald*.maia@u*mg.br E*d*reço: *enyth Alves de Fre*tas *v. Nove de Julho, 2*29 - Bela Vista, CEP: *1**3-9*2. São Paul*/SP, Brasil. Ed*tor-*hefe: Dr. Tonn* Kerley de A*encar Endereço: Roberta de Cá*si* Ma*edo Rodrigues Av. Antônio Car*os, 662*, Cam*us Pampulha, Pampulha, CEP: 3*.270-901. Bel* Hor*zonte, MG, B*asil. Artigo recebi em 08/02/201*. Última ve**ão recebida Endereço: Bruno de *l**id* Vilela e* *7/02/*01*. A**ovado em 2*/02/201*. Av. Antôn*o Carlos, 662*, C*mpus Pa*pulha, Pampulha, CEP: 31.270-*0*. B*lo Horizont*, MG, Brasil. Avali*d* *e*o **stema Triple *eview: a) Desk Revie* En*ereç*: Rui Fern*ndo Corre*a Ferre*ra pelo Editor-Chefe; e b) Double Blind Re**ew Av. Antônio Ca*los, 6627, Campus Pampulha, *a*pulha, (av*liação ce*a *o* dois avaliadores da área). CEP: 3*.270-901. B*l* Horizonte, MG, Brasil. *ndereç*: R*ynaldo Maia Muniz Revisã*: Gra*atical, Nor*at*va e de Form*tação Av. An*ônio Ca*l*s, 6**7, Ca*p*s **mpulha, *amp*l**, CEP: *1.27*-9*1. Bel* Hori*onte, MG, Bra*i*. *feitos *a Rede *olabor**i*a do Pequen* Varejo em Seus Relaciona*entos com Fornecedores 163 RESUMO *s redes colaborativas são u*a estratégia de pequenas e médias *mpres*s do varejo para se man*erem vige*tes *o merc*d*, resi*tindo à competição com ** gra*des redes v*rejistas. A op*racionalização dessas redes se dá pel* *ssociação que pos*ibilita a compra con*unta d* mercadorias, elev*ndo seu volume e, assim, alteran*o o rela*ion*mento com os fornecedo*es. Tend* em vista o c*ntexto abo*dado, * obje*ivo de*se trabalho é analisar * aplicação dos conc*it*s de gestão da *ede de suprimentos a *ormação de r*des colaborat*vas do pequeno *arejo. Foi possível **entificar qu* a colaboraçã* entre os associados p*s*ui um c*r*ter transacional em u* primeiro *omento, mas essa vi*ão é *m**iada pelos bene*ícios *btidos pe*a forma*ão de redes. Palavras-ch*ve: *e*es c*laborati*as. Varejo. Fornec*do*es. Re*acionament*. AB*TRAC* Collabo*at*ve networks are * *trategy **r small and med*u*-sized reta*ler* to **ay current in the *a*ket, resisting competiti*n with large *etail chains. *his asso*iation all*ws *o jo*nt pur*hase of goods, *ncrea*ing volume and chan*ing r*la*ion*hip with sup*liers. T*e pro*o*e of this res*a*ch *s *o ana*yze if and *ow small r*tail co*laborati*e networks alter the re*ationship* between *ts members and their su**liers. It was *ossible *o identify that collaboration betw*en associa*es pro**ce* positive effe*ts in th* **gisti* perform*nce resulting in a *reat*r *evel of *o*pe*iti*enes*. K*ywords: Collaborative networks. *etail. Supplie**. Relationship. Re*. FSA, Teresin* PI, v. *5, n. 8, ar*. *, p. *62-180, mai./j*n. 2018 www*.fsanet.com.br/re*is*a K. A. Freitas, R. C. Macedo, B. A. Vi*ela, *. F. C. Ferr*ira, R. M. Muniz *64 1 INTROD**ÃO O var*jo tem co*o uma d*s principais características *er um s**or dinâmico * altam*n** *d*p*ável *s *ecess*dades dos cl*ent*s. N* *rasil, esse *etor é majoritariamente forma*o p*r p*quenas e médias empresas, emb*ra as receit*s se concentrem em pou*a* e e* gra*des empres*s. A *ntr*d* *e novas redes v*r*jistas multinacion*is nas últimas décad*s, a*i*da à pro*ife*ação de no**s f*r*atos (venda* o*line, lojas especi*liz****, *tacare*o, entre outros), tornara* o setor ainda mais dinâmico e diversif**ado (MARQUI, **1*). Nesse c*nário, a c*mp*tiç*o ** acirr*, f*zendo c** que as pequ*nas e médias empresas *ejam afeta**s d* f*rma *ais profunda (LAS C*SAS, 1999; P*RENT*, 2000). Simult**eamente, oco*reram alter*ções nos há*ito* do* c*ns*midores, tornan** a *atisfação da b*s** por con*eniê*cia * das res*riçõ** d* tempo fato**s deci**vos na compra. A dispo*ibilid*de *o produto *o tempo e no luga* certo se co*solidou com* u*a q*est*o primor*ial (P*RENTE, 2000). Es**s **ndênci*s também foram ide*tific*das *m uma pesqu*sa rea*i*ad* *elo i*stituto Euromonitor (*015), *ntitulado Glo*a* Con*umer **ends For 20*5, em qu* * valo**zação da *o*ve*i*ncia por parte do con*umidor se mostro* *e*ermi*an*e na *ec*são de compr*, re*ul*ando n* aum***o das com*ras pela in*ern*t e na volta dos consumidores ao comércio de bai*ro. No *ntanto, apesar do cenário de v*lta do consumidor ao c*mércio do bairro indi*ar uma va*tagem competitiv* pa** pequen* v*rejo, a* grande* redes já *st*o *e *eslo*ando o pa*a o c*m*rcio *ocal, por meio da c*iação de lojas *enor** ou ba**e*ras **pecífi*a* para at*ar nesse mercado. *ss* é o c*so *a red* Ca*refour, que criou a bandeira Carr*fou* *x*ress para opera* n*sse comér**o, com formato de l*jas com 200 m*, e cerca de 2,7 mil **ens bás*co* e *e con*umo ráp*do (*U*OMONIT*R, 2015). Sobreviver *esse me**ado com**titi*o se tornou *m *esafio p*ra as peque*as e média* em*resas, que *êm busca*do no*a* a*ternati*as para se m*nter*m vigentes. Assim, uma das alter*ativas enco*tr*das * a fo*mação de u*a rede *olab*rativa através da associação com o*t*as empresas d* mesmo setor de at*ação. N**sa es*ratégia, a rede d*fin* objet**os em comum como fo*ma d* alavan**r a particip*ção no merc*do dos membros *s*ociados, com*art*l**ndo risc*s e benefícios com *s demais me*bros (*AL*STR*N; VERSCHOORE, *016). * *niã* de pequenos var*jistas *m uma *ede co*a**rativa pode abrir novas oportunidades, com* adquirir *ercador*as em *onjunto. D*s*a fo*ma, a rede a*rupa a c*mp*a de p**uen*s volumes do* asso*ia**s obte*d*, assim, mai*r p*der de barganha diretamente Rev. FSA, Teresina, *. *5, *. 3, art. 8, p. 16*-1*0, mai./*un. 2018 www4.fsanet.*om.br/revista *feit*s *a Re** C*laborativa do P**ue*o Varejo e* *e*s R*l*cioname*tos *o* For*eced*res 165 c*m os fa*ricantes, e excluindo *ntermediário* da cadei* de distribui*ão, como at*cadista* e atrav**sadores (ZUCATT*, 200*). As redes co*aborativas pode* assumir dif*rente* *ormatos, dependendo do nível de integração definido pe**s emp*esa* par*icipantes. O mais comum é que o* membr*s da rede decidam se unir apenas com a *ina*id*de d* obt*r maior p*der de barganha j**to ao* **rneced*res, por meio d* *om*ras compart*lhadas. Ness* situação, os ass*ciados se ident*ficam para *s for*ecedores e cli*ntes como *ert*ncentes a um* rede; no ent*nto, cada vareji*ta perma*ece *om a sua individuali*ade em v*ri** at*vidade* da *mpresa (MACED* et a*., 2017; BALESTRIN; VER**HOORE, 2016). Dentro de*se *ontexto, o presente arti*o apre*enta uma *is*ussão temátic* ac*rca do relacionamento na rede de *uprim*nto* e*tre f**neced*r*s e *mpresas de p**ueno e médio porte que *st*o associadas a redes c*l*borativas. O estudo pr**õ* u*a discuss** teóri*a sobre a aplic*çã* dos conc*itos de ges*ão da *ede de suprimentos ao fenômeno recente de formação de r*de* cola*orati*a* de varej*. Es*e artigo está orga*izado d* *eguinte forma: a s*ç*o 2, bus*a descrever o *enômeno da* novas *edes de v*rejo. Aborda ainda *s co*c*it*s e teorias q*e *ormam a b*se conceitual sobre r*lacionamentos em redes *e s*pri*en*os. A seção 3 *presenta * caso *as redes colaborativ*s de *arejo. A seção 4 apre*en*a uma disc*ss*o interpretativa de como o *enôme*o de redes colaborativas do varejo *ode ser explic*d* pe*os conceitos rel*ti*os à gestã* e r*lacionamento* nas r**e* *e suprimentos apresentado* no artigo. Por fi*, traz-se uma breve conclusão sob*e o* achados *este trabalho e direcionamento* para fu*ura* pesqui**s. Po*emos con*i*erar qu* o t*ma p*oposto sej* releva*t* pa*a a a*ademia, o empresa*iado e a socieda*e, visto que a temática das r*d*s co*aborat*vas *inda * um assun*o recent* s*ndo, portanto, carente de novas pe*qu*s*s qu* forneçam um con*ecimento mai* pr*f*nd* ace*ca d* *em*. 2 REVISÃO *A LI*ERATURA 2.1 Relacio*amentos na rede de supri**ntos A est*atégia compet*tiv* **oiada em *ed*s de suprimentos su*giu da n*cessidade *as e*pre*as *m reduz*r seu* custos operacion*is por meio da diminu*ção dos *íveis *e estoque de produção. *ontudo, a redução de estoque c*iou uma si*uação de alto risc* para as Rev. FS*, Ter*sin* PI, v. *5, n. 8, art. 1, p. 1**-180, mai./jun. 201* www4.fsanet.com.br/revis*a K. A. Freita*, *. C. Ma*edo, B. A. Vi*ela, R. F. C. Fer*ei*a, R. M. Mun*z 166 em*resas, que passaram a *epender fortem*nte do* f**ne*edo*es pa** manter ativa sua *inh* *e produção (ZINN, 2012). O conceito de red* de suprimentos sur*e como uma ev*lução do co*ceito de logí*t*ca, incorp*rand* *s funç*e* do últ*mo e ampliando seu escop*. A *e**** da re*e de suprimentos po*e ser de*in*da com a coordenaçã* estr*t*gica e sistemática das fu*çõ*s de negó*io* * tát*cas no âmbito dessa rede (*ALLO*, 2*06; MENTZER et al., 2001). P*ra Bal*ou (20*6, p.28), signif*c* "co**car o* pro*utos ou serviços certos no lugar certo, *o mom*nto certo e na* condi*ões desejadas, **nd*, ao mesmo tempo, * melhor contrib*ição possível para a empres*". Assi*, * muito complicado separar a l*g*sti*a das e*presas das atividades d* rede de su*rimentos em termos **áticos. A ca*eia deve ser vista como emaranhado de *ornecedores de diversas c*madas (fornecedores de f*rnecedores) e múltiplo* clien*es (como també*, c*i***es d* cli*ntes), a o c*nceito de cadeia pode ser entendida com uma rede a*ra*gente (CHRISTOPHER, 200*). De *cordo com Christopher (2007, p. *), * concei** ** c*deia d* s*pri*entos pode se* *ntendido *omo "uma *ede de o*ga*izações conec*adas e interdependente*, traba*ha*do conjuntament*, em regim* d* coope*ação mútua, para *ontrolar, gerenciar e aperfeiçoar o f*uxo d* maté*ias-pr*mas * informação *os forne*ed*res para os clientes *inais". A estratégia da red* de s**rimentos en*olv* não a*en*s *s *ran*a*ões comercia*s entre as emp**sas pa*tic**antes, mas ta*bém a inte*ração de proces*os e a co*abora*ão entre as organizações at*a**s de um flu*o de se*viços, pr*duto* e *nformações. Por isso, a import*nc** *e gerenciar os relac*onamentos dentro da *r*pria red*. O segre*o do su*e**o d*sse gere*ciamen*o é estabelec*r um r***cionam*nto duradouro entr* cliente* e fornecedores (*ARLAN*, 1**6). Para isso, apena* fator*s *omo confiança e *omprom*timento p*dem não ser sufici*ntes isoladamente. De acord* com Narayandas e Rangan (200*), o relacionamen*o se man*ém no lo*go-p*azo apenas qua*do as *a*tes perc*bem que a relação traz *a*hos par* amba*. Ao *e abordar termo o *ede estendida, como *m emar*nhado de *or*ecedores de diversas c*madas (fo*nece*o*es de for*ecedo*es) e *últiplos clientes (com* t*mb*m, cliente* de cl*entes), * rede pode ser entendida c*mo *brangente (C*R*STOP*ER, 2007). *e a*ord* com Christopher (20*7, p.5), o conceito de r*de de suprimen*os pode ser enten*ido como "uma re*e *e organizações *onectadas e *nte*dependent*s, tra**lhando conjuntamente, em *egime de co*peraç** mútu*, para controla*, gerenciar e ap*rfeiçoar fluxo de matérias- o prim*s e informação d*s fornecedores para os clientes finais". Rev. FS*, *ere**na, v. 15, n. 3, art. 8, p. 162-180, m*i./j**. 2018 *ww4.fsanet.com.br/revista Efeitos da Rede Colaborativa do Pequeno Va*ej* e* Seu* Relacionamen*o* com Forne*edo*es 167 Para Ambrose et al. (2010), a com*reensão do relacionamento po*e ser a*o*a*a em duas im*or*antes teorias, a teo*ia do custo d* *ransaçã* e * teoria da t*oca s**ial. A primeira delas *f*rma que gerenciamento da* tro*as é correlacionado com as *spec*ficida*es de at*vos ou do grau do investimento envolvido, e da incerteza do ambiente tr*nsacional. A teoria *revê a a*ap*ação e *e**çã* na i*certeza, como chave para o sucesso *o rel*cionament*, red*zi*d* a possibilidade de ocorrer a*ões *p*rt*nist** de*tro da rede. A t*oria **s custo* de trans*çã* coloc* o problema econômico d* o**anização como o f*co c*ntral da co*tratação. Assim, comprado*es *ó a*cançam o diferencial c*mpetitiv* quando têm *m grande poder de barganha no me*cado (*ILLIA*SON, *985; DYER; SING*, *998). O con*eit* de valor trans*cional dado por *ajac e Olsen (1*93) fort*lece as b**es para a f*rmação do entendime*to da *bo*d*gem r*la*ional. Esses autor*s preco**zara* que a es**atégia das empr*sa* dev* en*atiz*r a m*xim*zação dos *alo*es gerados pel* rel*cionamento, em *ez *e se empenharem *m combate* comportamen*o *portunista e o * custo de transação. * persp*ctiva do valor t*ansacional é domina** pela hi*ótes* *e que o impa*to ne*ati*o de um *omportame*to o*ort*nista pode ocasiona* p*rda* de n**ócio* no *utu*o. O valor tr*nsa*ional **rado p*la troca e pe*a inte*depe*d**cia das empresas * * *ator *nibidor d* *omportame*to oportunista por *onseq*ên*i* e do cus*o ** transaçã* (ZAJAC; OLS*N, 1993). Part*ndo do conceito de valor tran*acion*l, Dyer e Si**h (1998) *pr*sentam os pressupo*tos d* visã* relacional q*e t*m como objetivo ex*licar os desempen**s obtidos pelas emp*esas: 1) in*estim*ntos em at*vos relacionai* específicos: qu**do parceiros c*merc*a** inv*s*e* *m de*erm***dos ativos da cad*ia de valor, combinando o* *ecursos de mane*ra única; 2) tro*a de conhe*imento (*nclui a apre*dizagem conjunta); 3) compl*mentaridade ** recursos; 4) governança *ficaz. A especificidade d* ati**s e a com*lementação de recur*os e competências podem *er exemplifica*as c*m as ali*nças entre orga*i**ções que vêm *xpandindo a sua impor*ância desde o início da década de 1980. Essas alian*a* são acordos vol*ntários entr* *m*re*as qu* *rocam, compartilham o* in*estem em recursos e que pra*icam * co-desenvol*imento *u *ornecimento de produtos, serv*ço* e tecnologia* (LA*I*, 2006; MIGU*L; BRITO, 2009). A **oca de **n*ecimentos é p*oporcionada pelo compar*i*ham*nto de **formação entre as empresas, som*ndo * integ*ação *a roti** e *tividades das empresas na rede de supr*m*ntos. Em su*a, rela*i*namento *n*re empres*s é possível, *uando os p*rceiros o *ombinam, trocam e inve*tem ** **ivos idi*ssincrático*, con*ec*mentos, recursos e Rev. *SA, Ter**ina PI, v. 15, n. 8, art. 1, p. 162-180, mai./*un. 2018 www4.fsanet.com.br/**vista K. *. Freita*, *. C. *a*edo, B. A. Vilela, *. F. C. Ferre*ra, R. M. M*n*z 1*8 *apacita**es além de empre*ar *ficazes *ecanismos de governança. A pr*sen*a e apl*c*çã* da governança im*l*cam a dimin*ição da práti** dos cus*os de tra***ção nas relaç*e* *ome**iai* (DYER; SINGH, 1998; W*LL*AMSON, 1985). D*er e Singh (1998) *firmam que uma unidade cad* *ez mais *o*te p*ra *nalisar e compreender a vant*gem competitiva está no relacio*a*ento entr* as empresa*. Quando os recu*sos e compet**cias endógenos *a empresa são com*in*dos e*tre os parceiros comerciais, i*s* pode gerar fonte de vantagem competit*va mai*r que as empres*s **e relutam em co*bi*á-los. 2.* *s *elaciona*entos ve*ticais e ho*izonta** A vi*ã* relacional é *ase*da *a teoria baseada no* *ecursos, visto que * mesma prega as po*sibilidades *e criaç*o d* valor atrav*s do u*o dos recursos e d* ca*acidade dos parceiros, não ap*nas nos *róprios recursos e na própria capacidade (CHA*DA*, 20*5). Portanto, a geração de vantagens competit*vas pode es*ar além **s limites da firma. De acord* co* Dyer e Singh (19*8), *xist*m q*atro pote*cias fo*tes de vantag*n* competit**as vi*das dos rel*cionament*s *ntero*gan*zacionais: ativo* específic*s de relacio*ame*to; rotinas de compartilhamento de conhe*ime*tos; recursos e competências complementare*; e governa*ç* efetiva. *s *anhos sã* concretizad*s quando oc**re reduç*o *o cus*o de transaçã* ou combinaçã* de ativo*, conhecimento ou competênc*as. O trabalho cond*zid* po* Skjoett-Larsen et al. (*003) pod* ve*if*ca* que os aspectos relevantes d* c*la*oração i*terorganizacional sã* der*vad*s *a teoria dos c*st*s de tran*ação e d* *erspect*v* das redes. Os *utores chegaram a um c**junto de var*áveis avaliad*s na se*uin*e ordem de importância: (1) co*f*ança, (2) *eta* em comum, (3) troc* de d*dos, (4) contrat*s form**s, (5) t*a***ções *e in*o*maçã*, (6) dependência mút*a, (7) tra*sações de produtos, (8) transações de pagament*s, (9) re*aç*es sociais e (10) i*vestim*ntos es*ecí*ic*s. A rede de supriment*s cola*orativa tem sido estudada extensivame*te, dada a sua amplitude de aplic*ção (S**ATUPANG; SRIDHARAN, 2002; BUSTAM*NTE, 2004; MACEDO et al., 2017). Assim, é comum diferenciar * rede de suprim*ntos c*lab*rati** em *erm** de sua es*rutura: a c*laboração vertical, a colaboração horizontal e a colabor*ção lateral (S**ATUP*NG; SRIDHARAN, 2*02; BUSTAMANTE, 2004). A colaboração *ertic** ocorre qua*do du*s ou ma** orga*izações que desenv*lvem ativida*es complementares (como o fabr***nte, o distri**idor, o transportador e o va*e*ista) c*mpartil*am *esponsabilidades, recu*sos e informação de desempenho pa*a atender * clie**e Rev. FSA, Teresi*a, v. 15, n. 3, art. 8, p. 162-180, mai./jun. 2018 *ww4.fsanet.*om.br/revista Efeit*s da Rede Colabo*at**a do Pequeno Va*ejo em Seus Relaciona*entos *om Fo*neced*res 169 final. Alguns exe*p*os da estrutura colab*rativa vertical são Estoque G*re*ciado pelo V*ndedor (*endor Management In*en**ry - VMI), Res*os*a Eficient* ao Cli*nte (Efficient Consumer Re*p*ns* - ECR), e P*an*jamento e Pr*visão Colaborati** de R*a*astecimen*o (Co*laborative *lanning, Forecasting *nd R*plenishment - *PFR) (SI*A*UPANG; SRIDHARAN, 2002; *UND*URKAR et al., 2014). Os objetivos r*leva*te* da colab*ração verti*al estão vincu*ad*s às *eduções: 1) d*s c*s*os de *nformação e de comunicação; 2) *o r*sco *elac*o*ado à in*lusão de nov*s produto* no merca*o; *) do tempo ne**ssário de tran*ferência de uma ino*ação do lab*rat**io para o mercado (BUSTAMA*TE, 2004; D**OÇÃ; MARTI*S, *01*). Já a col*b*raç*o horizontal oc*rre quando duas ou mais organizações, n*o re*acionadas ou concorre***s, co*pera* para partilhar *n*or*ações ou recursos particulares. Esse tipo de c*l*boração pode, ainda, acontec*r entre orga*izaç*es c*m o mesmo porte, que trabal*am em u* mesm* segment* e pode *nvolver ta*bém **stit*ições q*e *fe*e*am sup*rte à *tivi*ade empresarial (como, p** exemp*o, *s associaçõe* empresa*iais e sindi*atos entre *utros) (DEBOÇÃ; MARTINS, 2015; *IMATUP*NG; S*IDHARAN, *002; BU*TA*ANTE, 2004). *m exemplo de col*boração horizontal é *m cen*ro de di*tribuição únic* para dois varejistas, e se*s princ**ais o*jet*vos são: 1) diminui* *s custos de transação; 2) desenvo*ver es*r*tégias compartilhadas ** marketing; 3) c*mpras coletivas de matérias-primas; 4) compa*tilhament* *e instalações, *qu**amentos e inform*ções sobre o me*c*do; *) as**ci*ção n* des*nvo*viment* de no**s produto* e/*u p*ocessos (DEBOÇ*; MA*TIN*, 2015; SIMATUP*NG; SRIDHARAN, 2002; BUSTAM*NTE, 2004). Mor*an e Hu*t (1994) exemp*i*icam si*uações de relacio*a*entos horizontais, c*t*ndo as p*rcerias c*m os conco*rent**, com *mp*esa* s** fins lucrativos e *om o governo. Os exe*plos de parce*ias com *oncorrent** são alianças estratégica* como *lian*as tec*ológ*cas e globais. Já as p*r*erias com emp**sas sem fin* lu*rativos, como *ind*c*tos * *ssoci*ções, podem ser evidenciadas por *ções pública* como p*r*i*ipação em feira*, con**es*os, entre outros. As parcerias com * governo são moti*adas por pesqui** e dese*volvimento *o s*tor ou área de a*uaçã*. A colab*ração lateral te* co*o objetivo gan*ar ma** fle*ibilida*e por meio *a com**naç*o e do compartil*amento de recu**os em ambos *s modos, verticais e horizonta*s (SIMA*UP*NG; SR*DHARAN, 200*). A in*ensidade da *olaboração *epende do horizon*e de impa*to do d*se**enho na rede de su*ri**ntos: *ev. FSA, Teresin* *I, v. 15, n. 8, art. 1, p. *62-180, mai./jun. 2018 www*.fsane*.com.br/re*ista K. A. Frei*as, R. C. Mace*o, B. A. Vilel*, R. F. C. Ferreir*, R. M. Mu*iz *70 1) A *olabor*ção ** cur*o *ra*o (efeitos *obr* a performanc* operacional dentro de um ano) refere-se pr*ncip*lmente à cooperação entre os d*fer***es membros da *ede que visam satisfazer as necessidades comuns e incomuns, *anto para pr*duto*, quan*o *ar* serviços; 2) A co*aboração n* médio **azo (ef*itos s*bre a *erformance operacional d* um a t*ês anos) e**olve a partilha de res*onsa*ilidades p*ra *incronizar o projeto *o produto e ca*aci*ade d* logística para li*a* com as ofertas e deman*as cr*scentes par* o mercado. 3) A c**aboração em longo prazo (ef**tos *obre a perf*rma*ce opera*ional de do* s a cinco anos) v*s* à criaç*o d* um serviço sup*rio*, vi* d*fi*ição de pri*ridades c*nj*nta* e a par*il*a *e recursos (SIMATUPANG; SRIDHARAN, 200*). 2.3 **des *o*aborativas No Va*ejo Os pri*eiros e*tabelecimentos com caráter varejista próx*mo aos moldes do var*jo tradicional su*giram no in*c*o do *é*ulo XX no Brasil. **ena* na *egu*da metade do s*cul* foi que **rejo ga**o* dinamismo, com a vinda de redes estrangeiras e o surgi**nto o de for*atos *ais com*lexos, como loj*s especia*iz*das, **andes re*es varej**tas, o atacarejo, entre outros (*ATTAR, 2011). De acor*o com Couglan et al. (20*2), o c*n*eito de v*rejo pode ser definido como as **i*idade* envo**idas na ve*da de *ens e serviços, v***nd* o seu co*su*o pess*al. Portanto, o v*reji**a pode se* qualquer inst*tui**o qu* t*nha *or finalidade vender bens ou serv*ços *ar* o c*nsumid** f**a*. É importante ent*nder o peso econô*i** *u* o *etor va*ejista *ossui no cenário na*ional. Na últi*a d*cada, o setor cresceu apoiado no a*mento da renda da cla*se média. O aumen*o *o v*lume de negóc*os do setor vareji*ta saltou 77,*% entre *001 a 2016, **ima do avanço d* P*B no p*río*o, de 45,9% (IBG*, *0*6). Esse expre*sivo cresc*men*o *ef*etiu em ge**ção de v*gas que, n*ss* mesmo períod* subiu de *,3 mi*hõe* de empre*os formais diretos para 7,* milhões (IB*E, 2013). As muda*ça* no vare*o nas últimas d*cadas *ão fic*ra* re*trita* apenas a* *umento d* receita. De a*ordo com Parente (2000), o s*to* ganhou m*is din*mismo * as i*stituiçõ*s va*ejistas di*ers*fica*a* mui*o **u f*rmat* d* *tua*ão. O setor **re*ista possui a caract*r*stica de **r o vol*me de n**ócios concentrado e* poucas e gr*ndes empre*as. Como dito ant*rio**ente, o setor do varejo é um dos mais im*or**ntes para o país. *lém do *eu papel *conômico e s*cial, esse setor é alvo de i**e*esse acad*mico devido à* grandes alter*ções s*fridas nas últimas d*cadas. E*s*s al*erações são importante *ont* de Re*. FSA, Tere*ina, v. *5, n. 3, *rt. 8, p. *62-180, mai./jun. 201* www4.fsanet.co*.br/re*ista Efeitos *a *ede *olaborativa *o P*queno Varejo em *eus Re**c**namentos com Forne*edores 171 inform*ções *obre * definição das estraté*ias p*ra o setor e formação de *uturas política* p*blicas de d*sen*olvim*nto: *o longo d*s últimas *écadas, as institu*ções varejistas vêm atr*vess*ndo um intenso ri*mo de transformação. *e viajasse d* v*lta, pel* túne* do tempo, * desem*arcasse em um* metróp*le brasi*eira da década de 6*, se fi*aria s*rpreso ao verifi*ar que a maiori* *os atuais formato* de loja não existia naq*ela é*oca. *ão se encontrariam shopping centers, ou hipermercados, ou lojas de *onveni*ncia, ou c*u*es de compra ou autosser*iç*s de mat*rial de *onstr*ç*o, ou lan**onetes fast- f*od, ou rest*u*antes po* quilo, ou redes *e franquias ou locador** de *íd*o ou pet shops, n** lojas de infor*ática, n*m em*resas g*obalizadas como o Carref*ur, C&*, Wal-M*r*. Ao lo*g* de*ses 40 anos, muit*s modelos de lojas foram c**en*o lugar ao* novos *orm*tos, mais efici*ntes m*is adeq*ado* às no*as necessid*de* e do merca*o c*nsumido* (PARENTE, *000, p. 1*). Emb*ra esse seto* no B*asil *e*a formado por pequenas empresa*, a receita do mesmo é al*ame*te concentrad* em poucas e grandes organi*aç*es. Inicialmente, as ve*das eram realizada* apenas com o varej* t*adicional, a l*ja *ísica. A criaç*o e *opularizaçã* d* no*os m*i** de *omunic*ção e *istribuição, viabilizaram a v*nd* por meio d* te*efone, do correio e d* **t**net, s*m*re cria*do *ovos f*rmat*s para melhor **en*er ** no*as necessida*es do* cl*entes *inais (LEVY; WEITZ, 200*; PARENTE, 2*00). Os consumid*res brasileiros t*mbém est*o al*era*do seus hábitos de compra de alimentos * preferindo o varejo que oferece *ais c*n*eniência e r*pidez n*s comp*as: In *he largest **ties of Brazil, the tre*d of buying foo* in conve*ience stores and sm*ll grocery retailers, such as *raditio*a* n*ighborhoo* mar*ets, r*mains stron*, as consum*r* increasingly see* convenience *nd pra*ticality. Thus, t*ey fre*ue*t *ma*ler **o**s close to home o* work, which offe* a mix of *resh and *a**aged food to meet the cons*mption needs of one day o* week a* mo*t (EUROMONITOR, 2014). A competição do varejo brasileiro fic*u *ais agres*iva *ntr* os vár*o* fo*matos d*sponíveis no mercado. Is*o po*que, o* *rodutos es*ão di*pon*vei* ao consumidor *m diferentes canai* d* distribuição, oferecendo a *portunidad* do consu*i**r de re*liza* suas compras nos va*ejos **adicion***, nas lojas vi*tua*s ou na venda *ireta (NOVAES, 2007). O *rescimento do varejo de b*irro pode ser ident*f*cado em uma série de ações *mpreendidas po* dife*ent*s redes *arejistas. A red* Carrefour, por exemplo, já e**á *n*e*ida no comér*io da ***inha*ça desde *010, com * bande*ra Ca*refo*r *air*o. Em *014, deu-se início a uma nova investi**, agora sob a bandeira Carr**our Express. Outros grupos, como o Pão de Açúcar e espanhola D*a%, *á se *nseriram nesse mercado e plan*jam se expan*ir a (E*ROMON*TO*, *015). Rev. *SA, Teres*na P*, v. 15, *. 8, art. 1, p. 162-*80, *ai./jun. 2018 www*.*sanet.com.br/rev*sta K. A. Freitas, R. C. Macedo, B. A. Vilel*, R. F. C. Ferre*ra, R. M. Muniz 172 A entrad* das g*a***s redes varejistas *o comérc*o de bair*o pode ser *es*strosa p*ra as *equenas e média* empresas, tendo em vista *ue as p*imeira* co*ta* com ma*or ef*ciênc*a operacional e m*ior maturi*a*e no mercado. Sendo, p**tanto, a associação em uma rede colabo**tiv* uma estrat*gi* *ara se manter *igente ** mercado (MACEDO et al., 2017; B*L**TRIN; VERS*HOORE, 201*). As redes co*a*orativas, também conhecidas pelos ter*os "sociedade de empresas" *u "red*s associ***vas", c*nsistem em um agrupamento de *mpres*s. O principal objetivo é gerar compe*itividade para os ass*ciados, f**talecendo as ativid*des de cada *em*ro sem, necessariamente, estabelecer l*ç** finance*ros ent*e **, ou s*ja, mantend*-os in*ependentes (RIBAULT et al., 199*). A rede se *on**it*i juri*icamente como uma associaçã*, possuindo **PJ (*adastro *acional de Pes*oa Jur*di*a) próprio, *i*etoria e o*j*t*vos comuns. * tipo de objetivo de uma **de é *efinido internamente, s*nd* que os laço* *o*em a**u*ir as*ect*s técn*c*s, bem como mercadológi*os (BAGGIO, 2*09; R*B*ULT et al., 1*95). De *cordo com Ba*gio (2009), p*squisas rea*iz*das com empresários sugere* com quem ** redes oportun*z*m troca de experiência*, padroni**ção de instalaç*es, melhoria da marca, ações promoci*nais conj*ntas, a**m do mark*ting co*part*l**do com os demais p*rtic*pan*es d* rede. As rede* d* e*presas surgem por m*io do a**u*amento formal de empresas autônomas, com o objetivo *e realizar *tiv*dades comuns, pe*m*tin** qu* e*as se c*ncentrem apenas em suas at*vidades principais, core bus i n* s s (BAL*STRIN; VER*C**O*E, 2*1*; S*BRAE, 2004). Um aspecto com** de m*itas r*des é a cr*ação de uma *entral *e comp*as compartilh*da entre as empresas part*cipante*. Apesa* de a negociação e c*mpra ocorrer*m em co*j*nto, as *erc***rias adquirid*s são entreg*es diretam*nte nas lojas de cada *m dos ass*ciados (B*GGIO, 2009). Pode-se r*ssaltar ainda, que algun* dos *equenos vare*ista* sequer po*su*m a*es*o direto com fornecedores d* grande *orte quand* estão fo*a da rede. As r*des colabor*tivas podem suprir ele*entos que resul*am na *aixa compe*itividade da* peque*as e m*dias empre**s vare*istas. Como *xemplo t*m-s*, * reduzi*a escala *e produçã*, desconhecimen** do mercado de atuaçã*; *eduzido acesso às linhas de créd*to fi*anceir*; mão de ob*a pouco *sp**ializ*da, baixa ou in*x*st*nt* *estão da informação, e*tr* outras d*ficulda*es (BALEST*IN; VERSCH*ORE, 2016). As dificuldades limitações das p*quenas e **dias empresas var*ji*tas de e com*etir iso*adamen*e as m*tivam integrar *s re**s col*bor*ti*as. Co** salienta Meith (2010), a **se das redes, é unir esfo*ços indiv*duai* *m fun*ão da ne**ssi*ade de operar em uma escala **v. FSA, Teresina, v. 1*, n. 3, a*t. 8, p. *62-1*0, mai./jun. 2018 www4.fsanet.com.br/revi*ta Efeitos ** Rede Colabo*ativa ** Pe*ue** *arejo em Se*s Re*acionamentos com F*r*ecedores 173 maior, q** ofe*eça m**hores *ondiçõ*s *e negociação com os fornece**res * maior capacidade inovadora, garan**nd* vi*bilid*de co*p*ti**va. Para is*o é *ece*sária * co*peração. A *o*peraç*o se d*fine pela capa**dade das e*presas par*eiras em pl*nejar, gerir e *xecuta* estratégias e *çõ*s em *onjunto. Através dela, é *ossível est**elecer ajuda m***a entre as organiza*ões, resu*tando em aumen** da confia*ç* e *a *redibi*i*ade. A co*p*ração *rodu* benefícios não ap*nas **ra os s*us membros, ma* a toda a sociedade (BÜTTENBEND*R, 2009). A possibilidade d* ex*andir a capacidade i*dividua* * part** de uma expect*tiva cole*iva * consid*rada princip*l co*trib**ç*o a da red*. Alé* diss*, ocorre o aumen*o do poder de mercado, o que mel*ora *s con*ições d* aquisição de me*cadorias *m term*s de valore*, prazos, con**çõ*s *e pag*mento e pr*o*ida*e de e*trega pe*a*te for*ece*ores (ANTUNES; VERSCHOO*E; BALEST*IN, 2010). De acordo co* Balestri* e *erschoore (2005), e**ste* nov* principai* atr*butos *stratégicos da c*operação em uma rede colaborat*va: aprendizagem c*letiva; fluidez; economias de escala; ampliação de *erca*o; acess* a recursos; re*uç*o dos custos de tran*ação; m*lhoria do processo de t**nsaç*o; poder de merca*o e credibilid*d* organi*acional. 3 METODOL*GIA *sta pesquisa se ba*eou no m*todo da revisão bibliográfica da l*teratura dos ***pos de est*do d* varejo, do re*acionamento e das re*e* *olabor*tivas ** cadeia d* suprimen*os. De**a fo*ma, foi pos*ív** estabelecer uma visã* ampl*, oferecida pelos arti*os semin*is e de l*ter*tura recente, a respe**o d*s características do tipo de relacionamento entre fornecedore* e empresas de p*queno e médio porte, no c*ntexto das *edes colaborat*vas. *en*o assim, foi p*ssível entender mais claramente este fenômen* recente. De acordo Gil (2002), o que car**teriza uma pes**isa **bl*ográfi*a é o seu desenvol*im*nto a **rt*r de trabal*os já pub**cado* sob*e * t*ma p*op*sto. Se*do *s*im, ess* tipo de pesquisa permite relacio*ar uma exten*a série *e abordagen* utilizad*s por diversos autores, que se*ia *nviável serem *ela*ion*d*s p** outro mé*od*. Portanto, * revisã* bibliog*áfica da lite*atura po*e result*r *m um trabalho *otalmente orig*nal. Re*. *SA, Teresin* PI, v. 15, n. *, art. 1, p. 162-180, mai./jun. 2018 w*w*.f*anet.co*.br/revist* K. A. Freitas, R. C. Maced*, *. A. V*lela, R. *. C. F*r*eira, R. M. Muniz 174 * RE*ULTAD** E DIS*US*ÕES Por *eio das base* teó**cas e das discussõ*s levantadas *a lit*rat**a, é possível *ontar um* r*la*ão entre *s p*e*issas q*e susten*am as te*ria* da gest*o de redes de suprimentos e o novo f*nôm*no de redes *olab*ra*i*as no va*e*o. P*imei*ament*, na gestão das redes de suprimentos e nas redes colaborativa* n* varej*, pode-se i*entificar s*us membr*s como agentes autônomos. Logo, **r se tra*ar de ag*ntes autôn***s, *as com o*jetivos com*ns cla*amente defini*os, é possí*el verificar que a dis*osição de *a*ho individual não inviab*liza a gera*ão de *alor para rede como um tod* (ANTU*ES; V*RS*HOORE; BALESTRIN, a 2010). Assim, ao participa* de uma re**, a e*presa necessita *xpand*r seu foco e *ensar *l*m dos seus limites e*trut*rais. O se*undo *ont* a ser destacad* * nec*ss*dad* de int*graç*o d* pro*esso* e a de colaboração dos **entes da rede, seja da r*de de s*prim*ntos ou em r**es colab*rat*v** do va*ejo. Os obj*t*v** indiv*duai* *ess*s ag*ntes só podem ser *lcançado* caso ha*a *rocess*s co*rdenado* e*tre eles; cas* *ontrário, * e*tr*tég*a da rede de suprimentos pode *e* ma*su*edida. * base par* uma *aior coordenaçã* desses p*ocessos *as redes de va*ejo s*ri* a extensão do rel*cionamento entre ** ato*es pertencentes a rede (VILE*A e* *l, 201*). A teoria de custos de tran*açã*, *as redes colabora*ivas do varejo, tr*z um aporte teó*ico import*nte qu* expli** um ponto c*ntral do benefí*io d* se associ*r em **a re**: adquirir poder de *arganh* no m*rcado. Ta* teori* p*evê que****s, como a reduçã* de incer*ezas, *u* ocorre* *or mei* de compr*s coletivas com controle de um determinad* e poder *e ba*ga**a. *ssim, as redes de var*j* conseguem maior previsibilidade sobre seus custos com relação à conc*rrên*i*. D*ssa for**, t*m um gran*e i*ce*t*v* para agir c*njuntamente com os outros agentes dessa rede (MIG*EL, BRIT*, 2*09). Nesse sentido, o valor *ransacional *ela**v* à manutenç*o de*sas redes col**orat*v*s pode ser medida ** a*o*do co* o tipo de bens envo*vidos *essas redes. A*ém d*sso, só se*á bem-su*edida a est*atégia *e rede se *xistirem mecanismos que perm*tam q*e haja conhec*m**to com*artilhado, inves*imento de rec*rsos individuais na rede * mec*nismos de transp*rên*ia * governa*ça eficazes. A cl*reza das t*an*açõ*s realiza*as * fu*damental para o sucess* des*as re*es (SIMA*U*ANG; SRIDHARAN, 2002). Em term*s de clas*if*caçã* e*tre relacionam*ntos vert*cais, horizont*is e l*terais destaca-se qu* essas redes de *arejo, essen*ialmen*e possuem relaci*nament*s hor*zontais. *od*-se di*er isso, pois o *** objetivo pr*ncipa* é o de re*ução de cus*os de transação, e tal *arce*ia se ** entre pos*ívei* concorrentes. Ressalta-*e, po*ém, que, par* q*e estr*tég*a* Re*. FSA, Te*esina, v. 15, n. 3, art. 8, *. 1*2-180, mai./jun. 2018 w*w4.fsa*et.com.br/revista Efeito* da R*de Colabo*ativa *o Peque*o Varejo em *eus Relac*onamento* com Forneced*res 175 sejam duradouras, es*as mesma* re*es necessita* lançar mão de r*lacionamentos verticais, ao mesmo tempo (SIMATU*ANG; SRIDHARAN, 2002). Isto, po*que os relacionamentos v*rticais com seus fornece*ores desenvol*e* atividades *o**lementares, além de co*partilh*r responsabilid*d*s, re**rsos e in*orm*ção de de*empenho para atend*r o cliente fi*al. *o lo**o pr*z*, o *a*** dessa parcer** com fo*n*cedores é ampl*ado com* resu*tado de um a*r*nd**a*o simultâ*eo que se r*f*e*e em u* melh*r g*renci*mento d* conf**to e *o aumento do nível ** c*nf**nça entre as *rg*niz**õe* (*ARTINS, 2013). Tal *ipo de relaci*n*me*to po*e s*r fu*damental para a *ompe*ição n*o *ó *om*ntânea com a* grandes redes de varejo, mas t*mbé* pela possibil*dade *e crescimento desses novos grup*s cola*orativo* co*postos por pequenos va*ej*stas. Essa combinaçã* de relaciona*entos pode ser benéfic* para ob*e*ivos de longo prazo, c*mo apresenta*o *elas *eorias trazid*s neste **tigo (*IG*EL, BRITO, 2*09). *dici*n*lme*te *o valor transac*o*al, * *ossível **rce**r a importânci* da visão *el**ional, p*is as e*traté*ias interorganizacionais devem prezar por benefícios rec*pr*cos ***re os p*rceiros. Isso signi*i** que o *o*o *straté*ico * transfe*ido do custo de transação *a*a * va*or total ge*ado pela parceria. 5 CO**IDE*A*ÕES F*NAIS * presen*e trab*lho trouxe uma discussão s*b*e a apli*ação *os conceit*s de *est*o da *ede de suprim*nt*s à f*rma organ*zativa *as *edes de varejo *ncontradas na a*ualidade. A ge**ão das redes d* suprimentos, além de seus conceitos subjacentes, tr** um aporte consistente que n*o só d*sc*evem essa* redes, como pode* prescrever *ormas que mel*orem seus desempenhos. Os cus*os de tra*saçã*, que podem parecer como *oco central de **rmação da* red** colaborat**as do varejo, podem s*r identific*dos c*mo um* peça *e um objetivo *a*o*. Ist* por*ue as redes col*borat*vas podem s*r uma importa*te estr*tégia para empr*sas de **queno porte. Como salienta **st*lls (199*), as *rásti*as mudanças tecnológ*cas, associadas à global*zaç*o dos *ercado*, exigem uma constante atu*li*a*ã* das empresas em termos de informaçõ*s sob*e *rodutos * proc*ssos. As redes, então, n*o serve* aos membros apenas pa*a *ed**ir os cus*os com as comp*as e dividir os re**rsos, mas também sã* *m* importante fonte de redução de riscos * incerteza* ao organizar a*ões e investime*to* de forma co*junta. Re*. FSA, Te*esina PI, *. 1*, *. 8, ar*. 1, p. 162-180, mai./jun. 2*18 w*w4.fsanet.com.br/**vista K. A. Freitas, R. C. Macedo, *. A. Vi***a, R. F. C. F*r*eira, R. M. Muniz 176 Es*udos f*turos *evem seguir adiante com o aprofundamento dos conceitos aqui discutid**, e verificar a inte*s*dade da inf*uência de algun* de*ses *on*eitos no des*mpenho da* firmas. Co*o foi expos*o no e*tudo, o tema é de e*trema relevância teórica e empírica, devid* à a*ran*ência econômica d* var**o no *rasil, e recent* fenô*eno dessas nova* forma* associativas. No entant*, *ais e*tudos *evem volt*r-se p*ra o est*do dessas redes formada* *or peq*enas firmas, uma vez q*e o main*trea* de pesq*isa em administração tem maior fo*o na gestão de grandes f*rma*. REFE*ÊNCIAS AMB*OSE, E.; M*RSHALL; D.; LYNCH, D. Buyer *upplier perspec**ves ** *upply chain relationships. Internat*onal Journal o* Operation* & Prod*ction Management V. *0, N. 12, pp. 1*69-1290, 201*. A*TUN*S, J.; VE*SCHOORE, J.; BALESTR*N, A. *rátic*s de Gestão de Redes de *oopera*ão. São *eo*oldo: U*isinos, 2010. BAG*I*, F. Adel*r. Estrat*gia de *ooperação e Re*ações As**cia*ivas. Serie Livro-Text*. 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