www4.fsane*.com.br/revista Rev. FSA, Teresin*, v. 15, n. 1, art. 8, *. 142-157, jan./fev. 2018 IS*N *m**esso: 1806-6356 ISS* E*et*ônico: 2317-2983 *ttp://dx.doi.*rg/10.1*819/2018.15.1.8 Princípios da Reflexão no Pr*cesso d* Formação Continuada de Profess*r*s Princip*es *f Refl**tion in the Pro**ss of Contin*ed Teacher T*aini*g *ernando C*rrêa Mestran** em Ed*cação pel* Pon*ifíci* U*iversi*ade Católica do Para*á C*ordenador de Cu*** da Faculd*de de Tecnologi* Machado d* Assis E-mail: *oordenacaogera*@se*a.edu.br Claudia *ristine S*uz* Appel Go**alves D*ut*rado em Educ*ç** pela Uni*ersidade Federa* d* Paraná Pe*agoga na Sec*etaria de Educaçã* do P*raná E-mail: cl*uea*ex*@gmai*.com Danie*e S*h*b Doutora *m Ed*cação pela Uni*ersidade Federal do Paraná Pro*essora da Ponti*í*i* U*iv*rsid*de C**ólica do Paraná E-*a*l: dan*ele.saheb@p*cpr.br Jo**a *aulin Romanowski Douto*a em Ed*c*ção pela U**v*rsi*ade de Sã* Paulo Prof**sora da P*ntifíc*a Univers*dade *atólica d* Paraná E-*ail: jo*na.romano**ki@gmail.c*m Endereço: Fer*and* C*rrêa Faculdade de Te*n*logia M*chado d* *ssis - F*MA Rua Joaquim Nabuco, *68, Tin**i, CEP: 82.620-060, Curitiba/P*, Brasil. E*dereço: Claudia Cristine *ouza A*p*l Gonçalv*s Colégio *sta*u*l Ca*pus Sales - PR 5*6, Km 08, Jardim Editor C*entífico: *r. To*n* Kerle* de Alencar Rodrigue*
da Colina, C*P: 8**30-000, C*mpina *rande *o *ul/ PR, *rtigo recebido em *4/09/*017. Última vers*o Brasil. recebid* e* *4/1*/2017. Apro*ado em 15/10/2*17. E*dereço: Dani*le Saheb Po*tifícia Universidade Catól*ca *o P*raná - Rua Imaculada Conceiçã*, 1155, P*ado *elho, CEP: 80.215.901, Curitib*/PR, Brasil. E*der*ço: Joana P*ulin Romanowski Pontifícia U*iversida** Católica do Paraná - Rua Imacul*d* *on*eição, 11**, Pra*o V*l**, CEP: 80.215.*01, Cur*tiba/PR, B*asil. Avalia*o *elo sis*ema Triple Review: Desk Re*i*w *) pelo Editor-*hefe; e b) Double B*i** R*v**w (avaliação c*ga por dois avalia*or*s da á*ea). Revis*o: Gramati*al, Norm*tiva e de Formatação
Princípios da Ref**xão no Processo *e Formação Continuada de *r*fessore* 143 RESUM* O *r*sente artigo visa apresentar *m estudo *o*re formação continu*da de pr*f*ssores, de acordo com a prá*ica *eflexiva p*op*sta por Zei*hner. Objet*va anal*s*r a **fle*ã* c**o conce*to e*t**tur*nte *o *roce*so de *ormação co*t**uada de *rofes*ores fu**a*entado na p*ática docente. Toma como p*nto de partida pesquisa aplicada d* cunho qualitativo, conside*ando investigação empírica que p*ssibi*itou aos 12 pesquisad*res envol*ido* tecer *n*lise* sobre o objeto, das disc**sõe* dentro de u*a problemáti*a social e acadêmica, analisando-a e anu**iando seu objetiv* de forma mobilizar o* parti*ipantes, construi*do a novos saberes. Teve como ap*rte teó*ico *ranco (2005) para a metod*logia d* pesquisa; Z*ichner (200*), Andr* e Pon*in (201*), Gariglio Burnier (2012), *chön (2000), Alarcão e (*00*) acerca do pro*essor reflexivo, Tar*if (2014) sobr* a constituiçã* dos saberes na *rática. Concluímos, * *artir das con*ribuições do* grupos constituídos *o *eminá*i*, que os princípios rel*vantes pa*a a reflexão prior*zam *m **ocesso de const*ução c*letiva a p*rtir da *rática do professor, su*er*n*o a r*flexão im*diata e individu*l. P*lavr*s-chave: Expe*iê*cia. R*flexão. T*or*a e Prática Doce**e. Formaç** Continuada. AB*T*ACT The pre*ent *rt**le aims to presen* a *tudy on the continuous fo*mation of te*chers accord*ng to the *eflexive p*ac*ice *ropos*d by Zeichner. *t aims *o analyze the refle*tion *s a *tru*turing conc*pt in th* proc*s* of continuo*s *ea*h*r tra*ning from *he teachi*g pract*ce. It take* as a starting point qua*itative ap*lied res*arch considering empi**cal researc* that ena*led the 12 researchers involved to a*alyze the o*ject o* *he *iscussions wi*hin a so***l and a*ademic p*oblematic, analyz*ng it *n* announ*i*g i*s ob*ecti*e *n order to mobilize the particip*nts, construct**g new knowledge. I* had as theor*tic*l cont**b*tion Franc* (2005) for t*e methodology o* re*earch; Zeichner (2008), Andre *nd P*ntin (20*0), Gariglio a*d Burnier (2**2), Schön (*000), Alar*ão (200*) on reflective teacher, Tardif (2*14) on t** constituti*n of kn*w***g* i* prac*i*e. We co*clude from t*e co*tr**utions of t*e groups constituted in the sem*na* th*t the principles relevant to *eflection p*ioritize a process of *o*le*tiv* construct*on *ase* o* *he teacher's pr*c*ice, surpassing imme*iate and individual *ef*e*tion. Ke* wor*s: Experie**e. R*f*ection. Tea*h*ng Theory and Prac*ice. *****ing. Rev. *SA, Teresina PI, v. 15, n. 1, ar*. 8, p. 142-157, jan./fev. 2018 www4.fsanet.com.b*/*evista F. Co**ê*, C. C. S. A Go*çalves, D. *ah*b, J. P. *o**nowsk* 1*4 1 INTR**UÇÃO O pres*nte artigo é resultad* de estudo r**li*a*o co* base nas discussõ*s apresen*adas *urante o IV S**inário inti*ulado: Proce*sos - a exper*ênc*a e * r*fl*xão como princí**o *ormador reali*a** na disc*plin* \For*ação de *rofe**o*es: process** de pro**ssionalização doce*te\ vinc*la*o à Linha d* Pesquisa: Teori* e prática p*dagógica na *o*ma*ão d* profess*res d* Programa de P**-g**duação *trictu Senso da Po*tifíc*a Un*versidade *atóli*a *o P**aná (P*C-PR). O presente artigo *bje*iva analisar o* p*inc*pios ** processo d* forma**o de p**fessore* t*ma*d* a reflexão como conc*ito estruturant* *e*se pr*ce*so, b*m c*mo justific*r a *al*dade d* prá***a reflex*va por meio *a ex*eriência docente no contexto educacional. Nes*a per*pectiva, assume como aporte t*órico os apontamento* descritos no artigo d* Ken Zeic*ner, "Uma análise cr*ti** sobre a \*e*lexão\ *omo con*eito est*ut*r*n*e na f*rmação d*cen*e" *esul*ado do XIV Encont*o Nacional de D*dáti** Prát**a *e En**no e (END*P*) em Port* Alegre, no dia 30 d* ab*il d* 20*8. Pes*ui*as sobre a experiência e a prátic* ref**x*va tem mostrado *e*ultados s**nificativos par* a profissio*alização docen**. Garigl*o e *u*nier (*012) des*ac*m *oi s est*dos: 1. A epistemolo*ia da pr**ica pro**ssio*al propost* p*r Tardif, *a perspect*va de que: "a *ar*eira é um p*ocesso d* iden*i*i*ação e de *ncorporaç*o dos *ndivíduos às práticas e rotin*s instituci*na*iza*as d*s grupos d* traba*ho" (GA*IGLIO; BURNIER, 2012, p. 216). 2. Profissi*n*l reflexivo p*oposto por Schön (*000): O a**or ao "*esenvolver os c*nce*tos de "**nhecer na ação", de "r*fle*ão na aç**" e de "reflexã* sobre a açã*", procura demon*t*ar como os pr*tic*s, **rante su*s atividades prof*ssionais, d*senv*lv*m pr*cessos refle*ivo* [...]" (*ARI*LIO; BURNIER, 201*, p. 217). An*ré e P*ntin (2*1*) *presentam o estudo de Darsie (1996, 1998) sobr* o diário r*flexivo *omo i*strument* d* ava*iação e de *nvesti*aç*o did**ica. "*a análise do* dado* ex**aídos *o* diários d*s f*turas professoras, a autora revela a signific**i*a contrib*i*ão de*se instrumento par* o desenvolvi*ento *a *efl**ã* e para a avaliaç** da *prendiza**m" (*ND*É; *ONTIN, 20*0, p. 1*). O *stu*o em t*la consi*era as *ontribuições realiz*das pelos part*cipante* da referida d*sciplina *ue, no tra*scorre* *a mesma, possibi*ita*am discuss*es acerca da form*ção de profe*sores. * *rupo contou com doze participantes, sendo um professor **utor, *lun*s de *ev. FSA, Teresina, v. 15, n. 1, art. 8, p. 1*2-157, j*n./fev. 2018 www4.fsanet.com.br/revista *rin*íp*os d* Ref*exão no P*ocesso de Formaç** Cont***ada de P*ofessores 14* *ós-*raduação en*re graduado*, especialistas, *estrandos e dou*orandos mo*ivad*s no processo i*vestigat*vo d* variadas ár*as do conhe*imento que atua* ou gosta*iam *e atuar como docente* univer*it**io*, levand* a b*m termo, a cons*ruç*o de propostas para **a prática reflexiva *om* elemento de formação e o*imiza*ão de sua *rá*ica docente. De*ta*amos neste artigo o conceito de r*flexã* ela*o*ado p** Zeich*e* (20*8), o qual nort**u nosso estudo. Esta pe*qu*sa aplicada, de cunho q*a*itativo, apoiou-se em i**e*t*gação emp**ica qu* possibilitou *os *esquisa*ores envol*idos * intervenção dentro de um a problemática social e acadê*ic*, anal*sando-* e *nuncian*o s*u objetivo de form* a mobil**ar os participan*e*, const*uindo novos s*beres. Ness* persp*ctiva, tr*ta-se de pesquisa a*ão, e*t*nd*ndo a partic*p*ção no se*inário como processo *oletivo de reflexão, ao c*ns*der*r o* dados empí*icos toma*os po* indicação "[...] estabelec*r re*ações dinâmicas co* o v*vido; e enr*qu*cer-se com categorias inte*preta*ivas de análise" (FRANCO, 2005, p. 496). Ap*esentamos, ini*i*lm*nte, as ideias pro*os*as por Zei*hn*r sobre a forma*ão re**e**va de professores; em seguid*, as ponderações *e Tardiff em relação aos sabere* do*entes co*struídos na experiência reflex*va no co*tex*o escol**, e fi*alizamo* c*m a desc*iç*o do *eminário d* Pesqui*a *ue *raz *iscussões sobre *eflexão como pr*tica na formação docente e *n*lis* dos dad*s co*etad*s. 2 REFER*NCIAL TE*R*CO 2.1 As proposições de Zeichner *re*t* à fo*mação docente Z*ichner (2008) d*st*c*u e* seu *rti** Um* análise c*íti*a sobre a "reflexão" c*mo conceito estruturan** na formaç*o docente "idéi*s [si*] * *ensamen*os *obre o foco da refle*ão doce*te nos prog*ama* de f*rm*ção de p*ofes*ores ao redor do mu*do" (ZEICHNER, 2008, p. 53*). O autor *elata *ue o foco na formação d*cente mudou: [...] de uma visão de tr*inamento *e professores que *esempenham c*rto* tip*s de *omportame**o para uma mais *mpla, em que os docentes d*veriam ent**der *s razões * racionali*ad*s assoc*adas co* as diferentes práti*as e que desenvo*vesse *o* *ro*ess*res a **pacidade de toma* dec**ões sábias sobre o que fazer, baseados *m objetivos educac*onais cuida*osamente e*tabelecidos *o* eles, dent*o do c**texto *m *ue tra*alham e levando em consi*e*a*** *s nec*ssidades de aprend*zagem d* se*s alunos (ZEICHNER, 2*08, p. 5*6). *ev. FSA, Teresina PI, v. 15, n. 1, a*t. 8, *. 142-157, j*n./f**. 201* www4.fsanet.com.br/revis*a F. Co*r*a, C. C. S. A Gonçalves, D. Sah*b, J. P. Ro*anow*ki 146 Zeich*e* (20**, p. 537) *nic*ou a formação reflexiva com os profess*res e* 1976, na Unive*sidad* de Wisconsin, d**en*olvendo pesqu*sas com estudan*es de licenciatura sobre a a*rend**agem. Dentre os resultados de*s*s pe*quisa*, constatou que: [...] muitos do* nossos es*udantes, apesar de t**nicamente *ompetentes em sala de aula, eram demas*adamente preocupados com *assar o conteúdo de uma m*neira mais tranquila e *rgani*ada. Eles não p*n*a*** mui*o so*re o porq*ê de fazerem aquilo que faziam, se aquilo que ensin*va* representava uma sele*ão *e um universo muito mais ampl* *e possi****d*des e c*m* os c*ntextos em qu* *nsinavam *acilit*vam ou n*o c*rtos tipos de p*ática (ZEICHNER, 2008, p. 53*). Porta*to, *s estudantes da f*rmação d*c*nte en*endiam o ensino *omo uma técnica a ser aplicada de acor*o com* havi*m "apre*did*". Os estudant*s viam o e*si*o como uma forma mecâ*ica, sem refletirem sobre *uas **áticas. Para *ere*ra (20*4, p. *6): *á *elo *e*os três conhe*idos modelos ** forma*ão d* *rofessores *ue estão b*seados no model* de raci*nalid*de técnica: o modelo de trein*m**to de habi*idade* comport*ment*i*, no qual o objetivo é treinar p*of***ores para desenvolv*rem habilidades esp*c*ficas e o*serváv*is; o mo*e** de *ransmis*ão, no qu*l conteúdo ci*ntíf*** e/ou ped*gógico é transmiti*o aos pro*essores, geralm*nte ig*o**ndo as habilidad*s da pr*t*ca de ensino e o m*delo ac*dêmico tr*dicional, o qual as*ume que o conhecimento do co*teúdo disciplinar e/ou cien*ífico é suficie*te para * ensino * que *spectos práti*os do *n*ino pode* ser aprendidos em ser*i*o. O auto* acre*ce*ta que é necessár*o superar as barrei*as col*cadas pe*o m*delo positivista de fo*mação de *rofe*s*res. De fa*o, nova* for*as de pensar a formação *e *ro*essores t*ntam *omper *om concepções tradicion*is * dominantes *a *orma*ão doce*te. *ste * o caso do modelo crí*ico, no qual o profe*sor cria probl*mas diante de sua *ção transform*n*o-a. Um ponto nega*ivo destaca*o po* Zeichner s*bre o **sino reflexivo foi o fato *e que, nas pa*avras ** auto*, "passamos muit* mais tempo fal*ndo sobre o que o ensino reflexivo *ão era, em vez de f*lar sobre o que ele era" (ZEICHNER, 2008, p. 537). Mas f** um i**cio das pesquisas sobr* o e**ino r*flexivo que levaram a outras discussões por vários pesquisadores s*br* a *rát*ca reflexiva n* e*sino. De ac*rdo *om Zeichner (2008, p. 539): O movimento *a prática reflexiva envolve, à *rimei*a *i*ta, o reconh*ci*ento de que os profe*sores devem **ercer, ju*t*mente com o*tras **ssoas, um p ap el ativo *a *ormulação dos propósito* e fi*alidades de seu trabalho e *e que *evem as*umir fu*ções de liderança nas reformas escolares. Rev. FSA, Teresina, v. 15, n. 1, art. 8, *. 142-157, jan./fev. 2018 *ww4.fsa*et.*om.br/r*v**ta *rin*ípios da Reflexão no Processo de F*rmaç*o Continua*a de *ro*e*sores 147 A prática reflexiv*, nes*e *en*ido, n** oc*rre isoladam*nte, m** se dá a p*rtir de t*oc*s de ex*eriências. Quanto a iss*, A**rcão traz-nos o co*cei*o de escola *eflexiva ao dizer que: [...] a mu*an*a d* que a escola precisa é u*a mudança *aradigmát*ca. Porém, para mudá-la, é preciso m*dar o *ensam*nto *obre ela. É pre**so refle*ir s*bre a vida que l* se vive, em uma at*tude de diálo*o com os *roblema* * as frustr*ções, os sucessos e os *raca*so*, m*s tam*ém *m diálogo com o pen*amento, * *ensa*ento pr**rio e o dos outro* (AL*RCÃ*, 20*1, p. 15). *utr* fat*r importa*te q*e Zeichner des*aca * que "a \reflexão\ *am*ém significa qu* a produçã* de conhecime*t*s novos sobre e*sino não é papel exc*usivo *as universidad*s e o reconhecimento ** que os p*ofes**res também *êm te*ria* que po*em contrib*ir [...]" (Z*ICH*ER, 2008, p. 539). Com esse* e*tud*s so**e a pr*ti*a re*lexiva oco*re u*a muda**a da vi*ão hierárqu*ca de q*e o en*i** tradicional val***zava. *rofessor** são produt*res de conheciment*s sobr* as *r*ticas e*c**ares, pass*ndo de rec*ptores par* atores do processo de ensino. *ara Ze*chner (200*, *. 539), "o c*nc*ito do professor co*o um p*ofis*ional reflex*vo *arece reconhecer * expertise que exi**e nas práticas de bo*s profes*ores, o *ue Schön d*nominou de \conh*cimento-na-ação\. " **so significa q*e o pr*f**sor *u* r**let* sob** *ua própria práti*a pode contribuir para a **lhoria de seu en*ino. Portanto, * experiên*ia rece*ida de outro* professores e pesquisad*res é insufic**nte se o professor não p*rticipar do processo de r*fle**o. Zeich*er discute no artigo * ideia da prática reflex*va em três temas (*EIC*NER, 200*, p. 540-541): 1 - até qu* p**to a formaçã* docente reflexiva te* resultado em um desenvolvimento real dos profes*o*es; 2 - o grau de cor*espondência **t*e a *mage* *os professores em dis*us*ões sobre formação docent* refl*xiva, e as rea*idades *a*eriais do trabalho docente; 3 - e* qu* medida o movi*en*o *o ensino r*flexivo cont**buiu p**a *iminuir as la*unas que existem no mundo *o*o, em *elaçã* * qualidade da educação vivida p*r es*udant*s de d*feren**s *erfis étnicos e sociais. Com relação ao *e*envolvim*nto re*l *os profe*s*res, houve *lguns probl*mas que di*icultara* que isso ocorresse: "[...] tr*nsf****cia ou ap*icação de teo*ias *a u*iversidade para a prá*ica de **la de aula" (ZEICHNER, 2008, p. 541). *oi ignorada a possibilid**e das te*rias se**m *r*duzidas por m*io de prá*icas e *e*ta* r*fletire* *eoria. Outro fat*r q*e Rev. FSA, *eresina PI, v. 15, n. 1, art. 8, p. 142-15*, jan./*ev. 201* w*w4.*sanet.com.br/revi*t* F. Corrêa, C. C. *. A Gonçalves, D. **heb, J. P. R*manowsk* **8 compromete* o **sen**lvi*ento dos profess*re* foi a "[...] limita*ão do processo *eflexivo em considerar es**atégia* e *abi*id*des de ensino [...]" (ZEICHNER, 2008, p. *42). Ou seja, não era levado em consi*e*ação que o* professor*s pudessem con*ribuir com a **flexão sobre su*s práticas de ens*no. *m ter*eiro fator: [...] do insucesso da for*a*ão docente reflexiva para promover o d*senvo*vimento real d*s **ofessores é a ê*fa*e clar* *o *oco inter*orizado *as reflexõ*s dos pr**ess*r*s sobre o seu p*ópr*o e*sino e sobre os estu**ntes, desconsider*ndo-se as condiçõ*s sociais da e*ucação *sc*lar que tant* infl*enciam o trabalh* do*ente em sala de aula (ZEICHNER, *008, p. 54*). "Um quarto e bastante relacionado aspecto da m*io*ia *os trabalhos sobre o ensino reflexivo é o fo*o sobre a re*lexão q** os professores fazem sobr* si *esmos e seu tra*a*ho" (ZE*CH*ER, 2008, p. 5*3). De aco*do com o autor, *x*ste pouco **staq*e sobre a re*lexão como *m* práti*a so*ial entre os prof*ssores. Tod*s as ações de *nsi*o têm uma variedade de consequências, as q*ais *ncluem: 1) consequências pessoais - os efeitos *o ensino s*b*e o desen*o*vimento *ocial e emoci*nal dos est**antes e d* s*as re*ações sociai*; 2) consequênc*as acadê*icas - os efeitos do ensino so*re o desenvolvime*to i*te*ectual dos alunos; e 3) *onsequ*nc*as *ol*ticas - os efeitos acumulativ*s *a e*periênc*a escolar sobre as muda*ças *e vi*a *os estudante* (KE*MIS, 1985, *pud ZEI**NER, 2008, *. 5*3). De acordo c*m Zeichner (2008, p. 545), "[...] a **rmação doce*te reflexiva p*ecisa *bor*ar todas essas dimensões e *ã* deve s*r ap*iada, a não ser q*e co*tribua para a *onstr**ão d* u** *ocie*ade *e*hor p*ra os filhos de tod*s. " Ness* sentido, a reflexão por si só não contribui pa*a uma *rá*ica reflexiva. É *ecessá*io ter o*jet*vo* claros sobre o que é n*cessá*io que os professores reflitam. "Os profe*sores precisam saber o conteúd* acad**ico que são responsáveis por en*inar e como transformá-lo, a fim de conectá-lo com aqui*o que os estuda*tes já *abe* para * *es*nvo**imento d* uma compr*ensão mais elaborada" (ZEICHNER, 2008, p. 546). Zeichner (2008, p. 5*6-547) destaca **e as p*squisas mostr*m a "[...] importância de se estruturar e *e se ap**ar as refle*ões d*s lice**iand*s, por meio de ativid*des reflexiv*s, em vez de apenas dizer aos est***ntes para sa**em por aí refletindo sem o m * n* m o de i*strução *ar* isso." (ORLAND-BARAK; YINON, *007); "[...] a importância dos formadores *e educado*es ex**icitarem o tipo *e pensamento práxis que eles esp*ram de e seu* estudantes" (LOUGHR*N, 1996). Rev. FSA, Te*es**a, v. 15, n. 1, art. 8, p. 1*2-157, jan./fev. 2018 www4.*sanet.*om.br/*evist* Princípios da Reflexão *o *rocesso de Formação C*ntinuada de Professores 149 L*go, *ntender a pr*tica re*lexiva contextuali*ad* *os conhec*me*tos teóric*s é de s*ma importância, uma vez que *s*es * embas*m. C*ntudo, não é p*ssível imaginar q** a re*l*xão é per si *nic*mente advin*a da teoria, mas está co*tex*ualizada a um* práti*a, * qual possibilita ao d*cen*e a construção dos saberes no s*u cot*di*no. 2.2 A co*strução de s*beres docente* po* mei* da experiê*ci* e *a ref*exão Para Tardiff (2014), as rel*çõ*s do* prof*s*ores co* os saberes n*nca são re*ações es*r*tamente co**itivas ou inte*ectuais: são relaçõ*s mediadas *elo **abalho que lhes fornece p*incípio* *ara enfre*t*r e *olucio*a* sit*ações cotidian*s. Assim, o saber docente se compõe de vár*os s*beres provenientes de ***ere*tes f*ntes. Entre este* s*be*es, podemos citar: o saber curricular, provenie*t*s dos programas e dos manuai* escolares; o *aber *isc*plinar, que constitui o co*teúdo *as ma*érias en*inada* na escola; o *abe* *a for*ação pr*f*ss*o*al, adq*irid* por o*asião da formação inic**l ou co*t*nua; o saber ex*erienci*l, oriundo da *rática da p*ofissão e, enfim, o saber cul*ural he*dad* de sua tr*jetór*a d* vida e de s*a pertença a uma *ultura particular, qu* eles *artilh*m em maior ou men*r grau com os alunos. Logo, o *aber do**nte s* com*õe de vários sabe**s vivenciados pelos professor*s. Um pr*f*ssor mergulhado na ação, ** sala de aula, n*o pensa, como afirma o modelo positivista do *ensamento, **mo um cientist*, um **genheiro ou um ló*ico (2014, p. 272). N*s*e s*nt**o, S*hön (2*00) t*m, en*aticam*nte, d**endido, qu* e*se *iálogo acaba p*r c*ndu*ir à criação d* um conhecimento específ*co ligado à a*ão que *ó pode ser ad*u*rido em *ontato com a práti*a. *inda segundo Schön: Q*a*do os pr*fissiona*s respond*m a zo**s in*et*rmi*a**s da prática, suste*tando uma convers*ção reflexiv* com os m*teriais de **as situações, eles refazem *arte *e seu *undo p*átic* e revelam, assim, os p*o*essos normal**nte tácito* de *onstrução de *ma v*s*o de **ndo em *ue baseiam toda a sua prática (SCH*N, 2000, p. 39). A vi*ão de m*n*o *erve para o prof*sso* *om* uma possibilidade de reflexão r*al alicerçada no *ontexto em que s* *onsti*uem novos sa*er*s, fazendo-nos p*nsar *ue "o sab*r profissional e*tá, *e certo modo, na *onfl**nci* de vário* saberes o*iund** da s*ciedade, da inst*tuição escola*, *os outros a*ores educacionais, das univer*idade*, et*." (TARD*FF, 2014. p. 19). *chö* propõe, conf*rme destaca*o por Tardif (2014), u* a concep*ão "con*tr**ionista" da reali*ad*, *apaz *e sustentar, no **so do profiss*onal da educação, o seu *ev. FSA, *eresina *I, v. 15, n. 1, art. 8, *. 142-157, ja*./fev. 2018 w*w4.fsanet.co*.br/re*is*a F. Co*rêa, C. C. S. * Gon**lve*, D. *ah*b, J. P. Roman*wsk* 150 processo *e reflexão na ação, ao confrontar situaçõ*s pro*lemáticas e encontrar não uma *olu*** única para um *roblema específico, mas antever várias possibilidades. Rei*era-se o argu*ento *e que * a*re*dizagem reque* uma fase de *onfus**: ao pro*essor *efle*ivo, compete "compreender" a *onfu*ão dos al**os e dar valor a ela. Con*eque*temente, a r*sp*sta não pode ser uma ún*ca correta; se *ssi* for, n*o haverá lugar par* a "*onfusão", mas apenas pa*a o sa*er que o prof*ssor detém e q** o aluno deve aprender. O pro**sso* competent* atu* realiza*do reflexõ*s constantes s*b*e sua aç*o, e*perimenta, cri*, inv*nt*, c*rr*ge, num "proc*sso dialó*ic*" con*tante *om * r*alidade. Schön defende, ainda, a import*nc** da i*t*ração interpess*al com um a*uno ou g*upo de alunos: o professor precisa aprender a *uvir os alunos e a fa*er da escola um lug*r em que ess* p*stu*a *eja possível, de**nvo*ve*do u*a prontidão p*ra a *scuta s** se sent** "a*eaçado" pelas intervenções dos aprendizes. Segundo S**sa (2007, p. 28): *nqua*to ato s*cial, a prática *e sala de a*la *ilt** conheci*entos an**riores à formação inicial do* professores, esta*elecendo, deste modo, *ela*õ*s, inovad*ras ou não, com o ato de ensinar, c**s*quent*ment*, * construç*o do s*ber docente é en***ue*ida nes*e p*ocess* dialético que *e est**elece a p*rtir da recont*xtu**iza*ã* do d*scurso científico, transformand*-se e* co*he*imento **c**a*. O saber dos profe*sores, portanto, é *l***l, *o*pósito, *eterog*neo, porque envolve, *o próprio exe*cí*io do trabalho, conhecimentos e u* saber-fazer bastant* diverso, proven*e*te* de fontes var*adas e, provavelme*te, de nature*a dife*ente (TARD**F, 2014, p. 18). E, de q*e *odo o* sab*res oriund** d* práxis doce*te se const*tue*? O*a, c*nforme an**isa Pér*z Gómez, d*-se *esse momento "[...] *m proces*o de *efl*xão sem r*gor, o a sistematização e o *istanciam*nto requerid*s p*la anál*se racional, ma* com a r*queza *a c*pt*ção vi*a e imedi**a das múl*iplas variá*eis intervenientes e co* a g*andeza d* impro*isaçã* e cr*ação" (1992, *. 104). *nfim, a capt*ção *iva, p*r*ant*, d**âm*ca, im*d**ta, r*al e viven**al * o termômetro da inte*s*dade dos **beres *ue são **nstituídos em meio à* experiênc*as reflexi*as do professor *m se* *otidiano profissional. Rev. FSA, Tere*in*, *. 15, n. 1, art. 8, p. 142-1*7, jan./f*v. 2018 ww*4.fsanet.com.*r/revista Princípios da R**l*xão no Pro*esso de Forma*ão Continuada *e Prof*ssores 151 3 METODOL*GIA 3.1 S*m*nár*o de pesquisa A metodolo*ia d* pesq*isa é de a*orda*em q*alit*tiva, consideran*o estudo empír*co, co* base em pesqu*s*-açã* crítica que, d* ac*rdo com Franco (2*05, p. 48*), "[...] *e** gerar um processo d* reflexão-ação col*tiva, *m que *á uma imprevisibilida*e nas *stratégias a serem uti*izadas." Para a mes*a *utora: [...] tal m*tod*logia *ssu*e o carát*r emancip*tório, pois median*e a participação consci*nte, o* sujeitos da pesq*isa passam a ter opor*unidade de s* l*bertar *e mit*s e preco*ceito* que organiza* suas de*esas à mu*ança e reorganiza* a sua *utoco*cepção de sujeit*s históricos (F**NCO, 2005, p. 486). Inic*almente, a elaboração d*s Sem*nár*os foi proposta e acolhida pelos participantes da disciplina \For*ação de *rofesso*e*: processos de profissio*al*zação d*cente\ v*ncula*o * Linha d* *esquisa: Teor*a e prátic* p*dagógic* na formação de *rofessores do Program* *e P*s-g*aduação Stric** Senso da Ponti*ícia Un*ver*idade C*tólica do Paraná (PUC-PR). Te*e co*o amp*r* meto*o*óg*co as Diretrize* para a realização de um se**ná*io aponta*as na o*ra: M*todologia do T*abalh* Cientí*ico, *e A. J. S*verino (2002), *ar*cterizan*o o *rotocol* a ser des*nvolv*do n* pesquisa aç*o. Se*undo * a*tor: "o objetivo último de um Semi*ário é levar todos os p*rti*ipantes a uma r*flexão mais aprofundada d* um *eterminado problema, * partir de textos e e* equipe" (SEVERINO, 2*0*, p. 99). Nesse sen*id*, ele apresent* tr*s sugestões a* g*up* de i*s**ir * que ele *hama *e texto-roteiro, saber: didátic*, in*erpretat*vo * o de questões. Optou-** * e**ão, po* e*te últi*o, o *ual fo* elab*rado e enviad* *os *ar**ci*antes da disc*plin* a f*m de qu* as questões fossem p*eviament* respondidas i*dividualmente co* base no a*tig*: ZEI*HNER, Kenneth M. Uma análise crítica sob*e a "reflexão" como conceito estru*uran*e *a formação d*cente. E*uc. Soc., *go. 20*8, vol. 29, nº 1**, p. 535-554. ISSN 0101-733*. As questões qu* sugerem *oram elaboradas pe*os alunos organizadores do I* Seminár*o: *) D* acordo com * art*go, co*o você descr*ve a práti*a *o professor técni*o e a prática d* profe*sor reflexivo? 2) *ual a d*fe*e*ça *ntr* *a**onalidade técn*ca de racionali*ade prá*ica? Rev. F*A, **resina PI, v. 15, n. 1, art. 8, p. 142-*57, jan./fev. 2018 www4.fsan*t.com.b*/re*ista F. Corrêa, C. C. S. A Gonçalves, D. Saheb, J. P. Romanowski 152 3) A r*f*exão do pr*fes*or c*mo uma *r*ti*a socia* pode ajudar no seu própr*o cr*scim**to e no cres*imen*o do *utr*? Por quê? 4) Por qu* a formação docente *e*lexiva não atingiu a intenç*o de emancip*ção expr*s** pelos *orma*ores de educadores? *pós, l**çamos a s***stão aos par*ici*antes que re*lizassem a pesquis* dos termos: técnica, exper*ência, prática e ref*e*ão, bem como trouxessem pa*a a socializaçã* no Se*iná*io a dif*renciação dos c*nceitos: professor técnic* * p*o*e*sor reflexi*o. Con***damo* com Alar*ão quan*o come*ta qu*: [...] os pr*f*sso*es d*sempenham um importante papel na p**dução e estruturação do c**hecimento pedagógico porque refletem, de uma forma situad*, n* e so*re a interação que se gera entr* o conhecime*to ci*ntífi*o [...] e * *ua aqui*ição pel* alu*o, re*letem na e s*br* a interação en**e a pessoa do pro*essor e a pessoa do aluno, entre a i*stituiçã* escola e a sociedade em *eral. *e*** forma, têm um papel a*ivo na ed*cação nã* um papel m*ra*ente téc*ico q*e se reduza à exe*ução de e normas e receit*s ou à a*licaçã* de *eo*ias ex*erio*es à su* própria comunid*de profiss*o*al (ALARCÃO, 2001, p. 17*). * apresentação da temática no IV Semin**io d*u-se sob uma *re** visão de conj*nto do a**igo base para a discussão, s*n** apresent*do pelo co*rdenador d* S*minário o cronograma das atividades q*e seriam promovidas. Em se*uida, *oram ret***das a* questões respondidas pelos *artic*pantes de forma individualizada co* a qual obtivemos elem*ntos nec**sários para a anális* desta pesq*is*. Foi então solicitado aos alunos que se *i**dissem e* grupo p*r* * dis*ussão acer*a de 3 *randes questões norteadora*: 1) Quais e*tr**ég*as o pr*fessor pode promover para o e*sino refle**vo? *) Da racio*alidade técni*a à rac*on*lidade pr*t*ca, o que mu*o* n* formação d* professores? 3) Qual das **áti*as você tem observado no *on*exto educa**o*al b**s*leir*? Por *uê? A so*i*lização destas questõ*s se deu por *eio *o *egistro e* cart*zes pelos gr*pos, sendo *inalizada t*da * discussão com uma síntese p*r parte d* *rofessora res*o*sável pela orientação *o Seminá**o. 4 RESULTADOS E *ISCUSSÕES Os dados para a análise p*rtiram da *ocial**ação das *espost*s dad*s **los três grupos f*rmad*s a p*rti* de questões *o*t*adoras. As resposta* foram **s*ematizadas, preservando a integridade e a forma com* foram tran*cri*as pelos grupos, *e*ini**s a*u* como g*upo A, B e Rev. FSA, Teresina, v. 1*, n. 1, art. 8, p. 142-157, jan./fev. 2018 www*.fsane*.com.br/rev*s** P*in*í*i*s da Reflexão no Process* *e Fo*mação *ontinua*a de Profes*ores 15* C. Apre*entamos, inici*lmente, as reflexões dos g*upos sob*e o ens*no reflexivo (QUAD*O 1). Quadro 1 - En*ino re*l*xivo
Q*est** * Grupo A Quais e*tratégias o *rofessor p*de promover para o en*ino refl*xivo? Rel*cionar com a reali*ade; Trabalhar com situa*ões-*roblema; Trab*lhar *om projet*s; T*ab*lh*r com situações práticas; Pr*mover d*bates/ disc*ssões; Pr*mover espaç*s de sociali*ação. Diferentes visõe* de ensino; Pesqu*sa-aç*o;
Grupo B Gr*po C Portfóli*s de en*ino; D*ários e aut**iogra*ias; Estudo* de casos; *if**entes t*pos de es*ágios. Cri*r um ambiente re**eitoso; Promover o di**ogo que proporcione vez e voz par* todo*; Alinha* conteúd* com que*tõ** do cot*diano, tornan*o *st* ac**sível ao aluno; Observ*r r*lação co*teúdo-fo*ma (coerên*ia).
Fonte: O* autores, 2017. Os grupos apontam em suas res*ostas a l**tura prévia reali*ad* no artigo p*oposto p*la equi*e org*nizadora do Sem*nár**, rela*ion*nd* suas **spostas ao mesmo. "Sob e**a perspectiva da refle*ão sobre a *ção, o* *rofe*sores, a* *ere* questionados sobre suas p**ticas, seriam cap*zes *e ex*lic*r, com argumentos claros, quais os pro*ósitos e as **nalidades d* suas e**ra*ég*** de ensino" (G*RIG*IER; BURNIER, 2012, p. 2*8). *e acordo com Alarcão (**01, p. *9), "uma **ática *eflexi*a *eva à (re) construção de saber**, ate*ua a separação entre teoria e práti** e a*se*ta na c*nstr*ç*o d* *ma circul*ri*ade *m que t*or*a ilumina * p*ática * a prá*ica questiona * *eoria". De a*ordo com Ze*chner a (200*, p. 539), o ensino *eflexi*o envolve a con*tr*ção *e saberes junto com out*os professo**s sobre suas pr***cas de ensino. Ao ref*etirem s*bre a experiên**a prática *s *r*f*ssores *o*seguem *u*tos re*onst*uir a teoria. Pensa*do n* *nális* de princípio* para a formação de professore* a partir da experiência *rá*ica de sala de aula, os *rupos en**tiza* * necessidade *e sociali*açã* e diálo*o na perspect*va d* se te* *m *nsino qu* se p*eten*a reflexivo, o q*e coaduna com inferências ap*iad*s de T*rfiff (2*14), quanto ao con*trucioni*mo dos *aberes, que * justament* * ou*i* o que *s partici*a*tes *os tê* a dizer, d*n*o-lhe n*ces*ário valor. Rev. FSA, Tere*ina PI, v. 1*, n. 1, art. 8, p. 142-157, jan./*ev. 2018 ww*4.*sanet.com.br/revi**a
F. C*rrê*, C. C. S. A Gonça*ves, *. Saheb, *. P. Romanowski 154 *o entanto, de início não ficou mu*to claro o que era o *ma formação reflexiva. A racionalidade técnica e * raci*nalida*e prática con*un*iam-se pelos partic*pante*. Vejamos o que os grupos ** disc*ssão nos aprese*tam (QUADRO 2). Qu*d*o 2 - Raci*nalidade técnica *ers*s racionalidade p*ática. Q*estão 2 Da racionalidade técnica à *acionalidad* **ática o qu* mud*u na formaçã* de professores? Na fo*m**ão de pr*fesso* *retende-*e promove* a rac**nal*dade prát*ca, **s no dia a dia isso Grup* A nem *empre acontece.
Grupo * Depende *o conte*to. P*de acontecer concom**an*e, ou uma ou outra. O que se têm são racionalidades: técnica - prescrit*va, segue manua*/ prática - adapta de Grup* C acordo co* a realidade. Fon*e: Os *ut*res, 2017. Os g*upos destacaram que a mudança depende do conte*to e que às vezes, ocorre simultanea**nte. De acordo c** Zei**ne* (2008, p. 5*7), os "professores *m p*oces** de *ormação nã* pensava* *uito *obr* p*r*uê d* fa*erem a*ui*o *ue faz*am, se aquilo que o ensinavam repre*entava uma s*leção d* um universo *uito mais *mplo de possibilidades e com* os *ontextos em qu* ens*nav*m *ac**itavam o* nã* certos ti*os de pr*tica." Com *elação ao ens*no profi*sional e*s* questão se ag*ava: Nessa modal*dade e**cativa, a do*ência, a*ém de muito menos investig*d*, a*resent* toda uma s*rie de peculiarida**s: é *xerci*a p*r *essoas que foram *or*adas e* *utra* ár*as, em ge*al técnicas, *ist**tes do campo da edu*ação e que, rar*s vez*s, ti**ram acesso a *lgum tip* d* fo*mação pe*ag*g*ca ante*ior ao ex*rcício *a do*ência (G*RIGLIO; BURNIER, 2012, p. 219). Percebe*os q*e a formaçã* inic*al * a *ontinu*d* te* pape* funda*ental articulado à prática docente. "Zeichner (2008) alerta qu* [...] p*ogram*s de form*ção de profe*sores, e d* quão bem o fazemos, nós podemos **enas, e q*ando mu*to, prepara* **o*essore* para se inic*arem n* profissão. Pol*ticas púb*icas de formação de pr*fessores *e*essitam olhar o profissi*nal docent* "[...] como *apazes de pensar, de artic*lar o* sab*re* [...] na construção e na proposição das transfo*mações n**es*árias às prática* escol*res e às for*as de o*g*nização dos espaço* esco*ares de e*sina* e ap*ender" (PIMENTA, **05, p. *4). P*r es*e moti*o tra*al*amo* em no*so seminário a reflex** sobre o contexto educ*ciona* bras*leiro (QUAD** 3). Rev. FSA, *ere*i**, v. 15, n. *, art. 8, p. 142-*5*, j**./fev. 20*8 www*.*san*t.co*.br/revista
Princ*pios da Re*lexão n* P*ocesso *e Fo*mação Co*t*nuada de Pro**ssores 15* Q*AD*O 3 - C*ntexto educacional brasile*r*: té*ni*a vers*s prátic* ref*exiva. Questão 3 Q*al das pr*ticas vo*ê tem observa*o no c*nt*xto educacional *rasileiro? Por quê? **mos *bservado ambas as práticas, *or** com u*a maior ênfase no técnico. *orq** a Grupo A Grupo B Gr*po C mudança é mai* difícil, exige *studo, temp*, parad*gmas, e**. Depende d* contexto. Obser*amo* uma mescl* do t**nic*-*eflexivo; Diferen*es inic*ati*as indep*ndent* d* nível d* ***ino/ atuação; De*ende tam*ém da* e*colhas ** docen*e frente *s situações; da formação deste docente, do c*ntexto...
*ont*: Os **t*res, 2017. As discuss*e* dos grupos nos mostram que ainda há uma confusão entre a técnica e a prát*ca re*l*x*va. Zeic**e* argumen*a q*e: A*e*a* de todos es*es e outros desenvolvimentos nos trabalhos sobr* a refle*ã* docente, existe ainda, na *inha visão, mu*ta c**f*são concei*ual *obre o que as p**soas *e*lmente querem di**r *u*ndo u*am o termo "reflexã*" - se est*o procurando *ese*volver u*a forma *eal de apre*dizage* docente *ue vai além de uma implantação *bedi*nte de orient*ç**s exte*nas, e mesmo se ess* aprendizage* docente auxiliou para qu* fos*e real, e se existe *ma l*ga*ão de seu* esforços com lu*as dentro * fo*a da *ducação p*ra *or*ar o mundo um lugar mais *ust* soci*lmente *a*a todos (ZEICHNER, 2008, p. 547). *inda par* o m*smo a*t*r (2008, p. 548), ocor*e falha na *ormação, ao não *evar *m consideração a aná*ise social e po*ítica, quest*es nece*sárias para atin*ir os ob*etiv*s como fo*ma*ores *eflexivos. A f***ação de prof*ssore* necess*ta propici*r um ambiente questi*nado* e ref**xivo sobr* a prá*ica docente. Para Alarcã* (200*, p. 82-83), "[...] a re*l*xão so*re o *e* en*ino é o *rimeiro passo pa*a *uebrar o ato de rot*na, pos*ibilitar a análise de op*ões *últiplas *ara ca*a situa*ão e reforç*r a sua aut*nomia fac* ao pensament* dominante de uma dada reali*ade". Em su*a, p*nsar sobre a c*nstituição do *rofissional professor a partir de sua experiên*ia e prática reflexiva no m*delo educacional brasil*iro atual no tocante às me*odologias a se*e* aplicadas e* s** cotidiano de sala de a*la, na rel*ção entre teoria * p*áti**, indepen*e, po* vezes, de *lgo advindo soment* objetivamen*e, m*s qu* *eve *e* a*s***damente subj**ivo, ou *e*a, é também um pr*cesso i*tern* de mudança, *e*fa**n*o-se assim, * professo*, c*m* um ag*nte i*co*cluso *ue "quem *nsin* *pre*de ao ensinar e que* *p*en** ensina ao ap*en*er" (F**IR*, *997). Rev. FSA, Tere*ina PI, v. 15, n. 1, a*t. *, p. 1*2-157, *an./*ev. 2*18 www4.fsanet.c*m.br/r*vista
*. C*r*êa, *. C. S. A Gonçalv*s, D. Saheb, J. P. Romanowski 156 5 C*NSI*ERAÇÕES FINAI* O obj*tivo deste artigo foi analisar c*itica*ente a re*le*ão como conceito estru*ur*nte no processo de fo*mação de prof*ssores, bem como justif*car a va*i*ade da prática refle*iva por meio d* e*peri*ncia docente n* contex** educ*ci*nal, sendo *st*s os a*o*tam*nt*s descritos no a*t*go ** Ken Zeic**er "U** análise críti*a sobre a \*ef**xão\ com* conce*to est*uturante na formação docente". A partir destas análises apon*ar *rin***ios ao *rocesso de formaçã* d* *rofe*s*r*s, consi*era*do a refl*xão. As discussões realiz*d*s *el*s grupos fo*am norteadas pelas qu**tõe*: Q*ais e*trat*gias o p*ofess*r pode promover para o ensi*o *eflexi*o? Da r*cionalida*e té*nic* à ra*ionalidade p*át*ca o *ue mudou n* formaç*o d* professores? Q*al das práticas *ocê tem obser**do no context* educacional brasileiro? Por quê? Concluímos, pelas c**tribuições dos grupos, que a *efle*ão *ão ocorre *o imediato, no in*ividualism*, ela um proces*o de construção coletiva a é p*rtir da e*peri*ncia prática do profes*or. Para compre**der o que é * edu**ção ao long* *a vida profissiona* do professo*, não é *ó o co*heci*ento, só model* d* b*as p*áti*as, só diversif*car pr*ticas, nem t*o pouco, só ava*iar. Ref*etir sobre a exp*riênc** prática do professor é o po**o d* partid* pa*a a tom*da de consciência do p*ocesso de formação como *man*ipaç*o do suj*ito. Logo, a reflexão não po*e s*r *n*ividual, ela deve ser coletiva. Porta*to, no *e*envolvi*ento *rofissional docent* tem-se q*e considerar não some*t* su* *ualific*ção técnica, m*s, concomitantem**te, a formação polí**c* por meio da compreensão do contexto ed*cacional, a *oletivização *a profissão doc*nt*, considera*do a part*cipaç*o e o deba*e **let*vo, a busca de auton*mia. *om efeito, em rel**ão às dimensões da prática * de t***sform*ç*o de prática por mei* da ref*exão, o *ue não é pontual, linear e tampouco, exclusiva, mas processual, dialética * *olaborativa. REFE*Ê*CIAS ALARC*O, I. Escola refle*iv* e a n*va *acionalida*e. Porto Al*gre: Artme* Editora, 20*1. AND*É, M. E. D. A; PONTIN, M. M. *. O Diário Reflexivo, Avaliação e Investigaç*o D*dát*ca. Meta: Avaliação. *io d* *ane*ro, v. 2, n. 4, p. 13-30, j*n./abr. *010. FRANCO, M. A. S. P*dagog*a da pesquisa-ação. Educa**o e Pe*quisa, *ão Paulo, v. *1, n. 3, p. *83-502, s*t./dez. 2005. Rev. FSA, Teresi**, v. 15, n. 1, *rt. 8, p. 142-157, jan./fev. 2*18 www4.*sane*.com.br/r*vista Princípios da Reflexão no P*ocesso de Formação Con*inu*da de *rofessore* 157 FR*IRE, P. Pedagogia da Aut*nomia: saberes ne**ssá***s prática educativa. 9. ed. São a Paulo: Pa* e Terra, 1997. GA*IGLIO, J. Â; BU*NIER, *. Saberes da docênci* na educa*ão profiss*o*al e *ecno*ógica: um estudo so*re * olhar *os professores. Educa*ão em Re*ista. B*lo *orizo*te, v.28, n.01, p.211-2*6, *ar. 201*. PEREIRA, *. E. D. Da r*cionalidade t*cnica à r**ion*lidade técnica à raci*nalidade crític*. Perspect**a em D*álogo: R**ist* de E*ucação e So**edade. N*viraí, v.0*, *.01, p. 34-*2, jan-j**. 2014. PÉRE* GÓMEZ, A. O pens*mento prá*ico d* *rofessor: a f*r*a*ão do *rof*ssor como profissi*nal reflexivo. In: N*VOA, A. (Coord.). Os pr*fessores e a sua formação. (Trad.). Graça Cunha, Câ*d*da Hespanha, Conceição *f*nso e José António Sousa Tavares. Lisb*a: Pub*i**çõe* D*m *ui*ot*, 19*2. SCHÖN, D. Educando o Pr*f*ss*onal *eflexivo: um novo design para o ensino e * ap*endizagem. (Trad.). Roberto Cataldo Co*ta. Porto **egre: Artmed, 2**0. SEVERINO, *. J. *etodol*gia do Trab*lho *ientífico. S*o Paulo: C*rtez, **02. SOUSA, I. E. * forma*ão de pro*esso*es * os sa*eres *ocentes. Re*ista FSA - **resin*, nº 4, 2007. TAR*IF, M. Sa*e*es docentes formaçã* pr*fissio*al. 16. e*. - Petrópolis, R*: V*zes, e 2014. ZEICHN**, K. M. *m* anális* cr*t*ca sobre * "reflexão" como concei*o estruturante ** f*rma**o *oce*te. Edu*. Soc., Ago. **08, vol. 29, nº 103, p. 535554. C*mo Referenci*r e*te Artigo, conforme ABNT: CO*RÊA, F; GONÇ*LV*S, C. C. S. A; SAHEB, *; RO*ANO*SKI, J. P. P*incíp*os da Reflexão no Proc*sso *e Fo*mação C*ntin*ada de Prof*ssor**. Rev. FS*, Teresi*a, v.15, n.*, art. 8, *. 1*2- 157, jan./f*v. 2*18. Cont*ibuiçã* dos Autores F. Corrêa C. C. S. A Gonçalves *. S*he* * . P. *omano*ski 1) co*cepção e p*anejamento. X X X 2) análise e interpretaç*o dos dados. X * X * 3) *lab*ração do r*scunho o* *a revisão crítica do conteúdo. X * X X 4) parti*ip*ção na apr*vação da versão fi*al *o *an*scrito. X X X X *ev. **A, *eresina PI, v. 15, n. *, art. 8, p. 142-*57, jan./fev. *018 www4.fsanet.com.*r/*evista

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