www4.fsane*.com.br/revista Rev. FSA, Teresin*, v. 15, n. 1, art. 1*, p. 218-231, jan./fev. 2018 I*S* I**resso: 1806-6356 IS*N *le*rônico: 2317-298* http://dx.do*.org/10.*2819/2018.15.1.13 Linguagem, Cinema, Romance * a Figur* Feminina Language, Cinema, Roman*e *nd Female *ig*re She**a Debastiani R**os Graduaçã* em Pedagogi* pelo *e*tro Unive*sitário Inte**acio*al E-mail: S*eil*dbt.ra*o*@gmail.c*m Magali de Moraes Me*ti *outorado em Let*** pela Univ*rsidade Federa* do Rio Gra*de do Sul Pro*essora Universi*ad* Estadual do Rio *rande do S*l E-*ail: Maga**@lingua.*om.*r Endereço: S*e**a Debast*ani Ramos Endere*o: *aculdade *ergs, Unidad* em Porto Alegre - Ca*pus *entral, Aveni*a Be*to *onça*ves, 8855, A*ro*o*ia. Porto A*egr* - RS - Editor Cien*ífico: Dr. Tonny Kerley de Alenca* Rodrigues
Bras*l. *1*4*-00*. Arti*o re**bido em 28/09/2017. *l*ima v*rsão Ender*ço: Magal* *e *oraes Menti recebida em *7/10/20*7. *provado e* *8/*0/20*7. Endere*o: Faculdad* *ergs, Uni*ade em P*rto Alegr* - Camp*s Central, *venida B*nto Go*çalves, 88**, Agronomi*. Porto Alegre - R* - Bra*i*. 91540-000. Avaliado p*l* sistem* Triple **view: D*sk Review a) pelo Edito*-Chefe; * *) Double Blind Review (aval*ação ceg* por dois avaliadores da á*ea). Rev*s*o: Gramati*al, Normat*va e *e *orm*tação
Lingua*em, Cinema, Romance e a F*gura Femi*ina *1* RESUM* Este trabalho trata *e percepçõ*s s**re os te*as lin*uagem, *i*ema e *omance em relação * fig*ra feminina. O ob*etivo é analisar *o** a m*lher é ret*atada na míd*a du*ante a trans*ção dos séc*los XX e XXI. Para tanto, foi rea*iz*da *ma pesquisa bibliográfica b*seada *m re*erenciais teóricos. É um tr*balho com a*ord*gem quali*ativa de tipo exploratória e d*scritiva **m base em procedimentos técni*o* *ib*iográfi**s e d*cu*e**ais, tendo *omo pr*posta ap*esentar a tr*j*tória d*s mulheres na linguagem d* c*n*ma. A pesquis* constatou que e*t* *e*u**ento tecnoló*ico exibe certa co*tr*diçã* no modo c*mo aprese*ta um "pe*fil feminino" durante a transição dos s**ulos XX para XXI. *ercebe-se um retrocesso o *e *alores p*opagados *o* e*te tipo de produção em relação *o papel f*m*nino na sociedade. Es*e traba*h* também apresenta questõ*s co*o: a constru*ão *a identida*e, e as relaç*es entr* o *ex** e o l*i*o*. *alavra*-Cha*e: **lhe*. Cin*m*. Ling*agem. *dentidade. *B**RACT Th*s work *eals wi** p*rceptions *bout the themes language, *inema and romance in relation to th* female figure. The goal is to *nalyze how women are portrayed in *he med*a during the transiti*n of the 20*h an* 21st c*n*urie*. For this, bibliographi**l re*earch was c*rried out a ba*ed on theoretical references. It is a qu**itative work of ex*loratory and descri*tive t*pe based on techni*al bibliographical and docum*ntary p*oce*ures, with the purpose o* presen*ing the tra*ectory of w*men i* the l*nguag* of cinema. The research *ound that this tech*ol*gical follow-*p shows some contrad*ction in the *ay it presents * "female profil*" during the transit**n from the 20t* to the 21st ce*turies. There is a regr*s*ion of *a*ues propagated by thi* type of pr*duction in relati*n to *h* *eminine role in *ociet*. This work *lso pre*ents questions such as *he *o*str*ction of i*entity, and the re*at*onsh*p between th* te*t and *he reade*. Ke*words: Woman. Mov** Theater. **nguage. Identi*y. *ev. FSA, Tere*ina *I, v. **, n. 1, art. 13, p. 218-231, *a*./fev. 2018 www4.fsanet.com.b*/revista S. D. R*mos, M. M. Menti 2*0 1 INTRO*UÇÃO As nar*at*vas *rais e*tão sempre pr*sente* na história da huma*idad*, de*de q*e o homem com*çou se c*muni*a*, percebendo *u* co*t*ndo h*stórias e*e tinha o p*der a de *ntender, c*iar, inventar e modific*r a realida*e sua vol*a. As pessoas vivem cerc**as de a histó*ias e mui*as destas narrativas auxiliam e faz*m parte da i*entid**e i*dividual e do g*upo ao q*** perte*cem (RODR*GUES, 2010). O saber q*e se f*r*ava, por *r*s d*que*es co*t*tos com a leitura da literatura, c*ntribuía para * *esenvolvimento *a criança e a *azi* "pensa* *o *undo". A lógi*a dos acon*ecimentos faz p*ns*r que isso deveria continu*r ne*se cami*ho: prazer, de*cobertas, c**hecime*to e sabe*. Tudo i*so tendo, na leitura, seu ponto de *artid* (*OIS, 2010). Tan*o Bart*e* (**7*) q*anto *e*ger e L*ckmann (2003), *ons*de**m que o ser h*mano é socialmente "moldado" por *ma *ea*idade construída durante o p*ssar dos ano*, transformando mitos *m *ea*ida*e através d* aç*es q*e ** tornam reais. R*c*nhece-se aí a existên*ia de uma realidade s*ci*l*ente co*str*ída, em vir**de *e *ue são as pr*p*ias pessoas, por me*o de **** *nteraç*es e ações, que a legitim*m como realidade objetiva e que, subjet**amente, int**n*lizam e*sa reali*ad* ao l*n** de inú*e*os proc**sos de soci*lização (BERGER; LUCKM*NN, 2003). Par**nd* d* pre*suposto de que nar*ativas sã* capa*es de estabe**cer postura* bem como dar *entido a to*o um *on*e*to *ocial, esse estu** f*i baseado em um* p**quisa s*b o pr*ces*o de con*truç** s*cial em rel**ão à de**nição de comportame*tos (LOI*, 20*0). Neste se*tido, a condição *e "atores so*iais" é defin*d* pe*a so*iedade a*ravé* do poder de co**ç** (força) q*e ela exerce sobre *s indi*ídu*s, exigindo *eles a *b*di**cia e * eles atribuindo papé*s (co* funções espec*f*cas, *igni**cados e exp*ctati**s dis**ntas) e co*t*mp*a*do previamente (como *etorno) com respo**a* espe*ad*s. O p*de* social opri*e, r*gu*a e mod*la a* **lações, o* comportam*nto* e os papéis sociais (MICHALISZYN, 2011, p. 24). Segui*do pe*a mesma linha de pesquisa, ade*tra-se em torno de perc*pções - à leitura - relat*vas ao pa*el designado à fig*ra **minina *r*sente *m obras *inemato*rá*i*a*. O ext*ato dest* tra*a*ho fa* parte de uma mono*rafia com o mes*o tít**o, apr**e*tad* *o curso *e *specia*ização em teoria *rá*ica *a f*rmaç*o d* leitor como requisito parcial e *ara **t*nção do título d* e*pecialis**. Rev. FSA, Teresina, *. 15, n. 1, art. 13, p. *18-231, jan./fev. 20** www4.fs*ne*.c*m.br/r*vista L*ng*a*em, Cine*a, Romance e a Figur* Femini** 221 2 RE**RENC*AL TEÓRICO *.1 *eitura e *elação tex*o-leitor S*gu*do Paulo F*eire (198*), a lei*u*a *e mundo p*ecede a lei*ura d* palavra; daí que a posterior le*tura deste n*o p*ssa *res*indir da c*ntinu*dade *a leitura daquele. Linguagem e real*d*de se prendem *inamicamente a c*mpree**ão do *exto a ser alcan*ada *or sua **itura crítica imp*ica * percep**o das relaçõ*s entre tex*o e contexto. O a*t*r acredita q*e, an*e* *e aprend*rmos a palavra esc*ita, antes d* serm*s a*fab*tizados, apre*dem** a le* mundo que está a *ossa vo*ta. É o * leitu*a ** m undo imediato, segundo autor, que se mistur* com a cons*rução da *dent*dade. A lei*u*a o d* palavra, d* frase, d* se*tenç* *ão d*ve signific*r uma *up**ra com * l*itura do m *nd* (FREIRE, 1989). Sendo assim, a leitura é um process* *e *nteração *n*re o l*itor e o texto, sua fi*alidade está *iret*m*nte **l*cionada com o ob**ti*o que se te* *o *e l*r: *antasia*, dev*n*ar, i*agin*r, viajar *tc. Dep*ndendo do gênero text*al, esse objeti*o será al*ançado, ou não, *orque "os g*neros ap*esenta* *udanças, em sint*nia *om o sistem* da literatura, a c*njuntura so*ial e o* *alores da cada cultura" (SOARES, 2007 apud MENTI, 2016, p. 11). L**o, a le*tur* é, po*s, uma atividade de interação *ltame*te complexa de produção de sentidos, *ue s* re*liz*m at*avés de b*ses linguística* *rese***s na sup*rfície textu** e n* sua forma de *rganização, *orém requer uma *ama de saberes n* interior d* even*o comunicativ* (KOCH, 2008). *est* sentido, a co*cepção de l*itura proposta *este tra*alh* será a construção de *entido*, ba**ad*s na lei*ur* de imagens e n* lin*uística textual de **lmes construindo, pa*a t*nto, significados basea*os tam*ém, em exp*ri*ncias anterio*es *o leitor. 2.2 Cinema e Romance Quan*o se tr*ta d* t*ma ci**ma, Aus*i* (19*3) nos diz que * *receito empírico, nun*a s* compreende ou se sent* a*ertamente como algo m**e*i*l, mas simp**sment* com os sentido*, ou *s própri*s ideias, im*ress*es e percepções. Assegura que não existe apenas uma cois* a s*r per*ebida, *a* várias d*la, *ssa percepção um c*njunto * *e fatores que tal*e* possa *er reduzido p*la busca ci*ntífi*a, e não pe*a filosofia (AUSTI*, 199*). R*v. F*A, Teresina P*, v. *5, n. 1, art. 1*, p. 218-231, jan./fev. 2018 w*w4.fsanet.com.br/revista *. D. R*mos, *. M. M*nti 222 Est* autor rel*ta qu* o ser humano normalme*te n*o vê sentido em just*fi*ar a exist*nc*a de crenças e apesar de ter *onsci*ncia de que os sentidos podem engan*r, não desconfi*m *e q*e os mesmos sejam *ig*os de conf*an*a (AUSTIN, 1993). S*uza (1**4) **redita que "o cinema oferece *ma nova forma de *rte adequada a uma sensibilida*e s*turada p*la experiência do choque". Acredi*a que, at*avé* do cine** e re*pondend* a *ma nova * in*isp*nsável nec*ssidad* d* es*ímu*os, a linguagem ci*ematográfica i*á reproduzir um novo tipo d* e*per*ência q*e o a*tor c*nsidera *omo vivê*c*a-violência quanto ao cotidiano *o h*m*m, e q*e vai se incorpo*ando cada vez *ai* a* mu*do a*ual (**UZ*, 1994). Poré*, ape*ar da crítica em rel*ção à forma de arte produ**da pelo ci*ema, contesta a* cen***as que o i*en*ificam como uma art* manipu*ação. Não ac*edi*a qu* se *estine * indu*ir as massas a se co*portar de forma real*zar a ta*efas q*e não iriam desempenh*r, caso não estivessem em esta*o de "dispe*são" ocasionado pe*a utilização *ont*nua *ess* formato de **dia (SOUZA, 1994). *brantes (2004) acredita q*e, pegando c**ona *o cinema *uito se pro*uz*u em rel*ção a en*edos de comédia ou dr*mas românticos, *nde os *e**s a*ord*dos s** a busca da felici*ade, * *appy end e a ideia de que a realização p*ssoal vem com o amor (*BRANTES, 200*). Esses valo*es são desenc*d*ados pela *ultu** de mas*a * consu*idos por uma sociedade q*e *e* ** *ntre*enimento uma fuga p*ra as pr*ss*es cotidianas. Pode* tamb*m *er considerados feminin*s p*rque pri*il**iam * emoção em detrimento da *azão (...) *a *ociedade de hoje, amar *inda f*z sof*er, mas esse s*n*im**to é v*sto *cima de tudo como sinônimo de felicida*e. Enc*ntrar a cara-m*tade é * caminho para a **al*zação pessoal (*BRANTES, 2004). Pe*cebe-se, então, bem marcada a l*nha d**isória que, ao mesmo tempo neg* o *ine*a como *m indutor de comportame*tos, mas o c*racteriza como a "fu**" de uma real*dade não idealizada pelas pessoas qu* vivem em determinada soci*dade. Visualizando a mul*er como uma telespecta*ora ma*s ativa deste *i*o ** *olh*tim, *brantes (*004) descreve as heroínas - personagens centrais n*s c*médias românticas - com* ap*ixonadas e sofredoras, onde o **ice da s** **a*izaçã* d* vid* será o beijo d* *ocinho. Mo*in (2000) *os diz q*e o *inema traz em s* a totalidade do erotism* unida * ps*que, desenterran*o os anti*o* herói* produzidos na d*cada de 30 e os transformando; aqui a mu*her g*nha a*es oci*ent*is e aparece "*imultan*am*nte como amante, comp*nheira, alma- Rev. FSA, Teres*na, v. **, n. 1, art. 13, p. 21*-231, *an./fe*. 20*8 *w*4.fs*n*t.com.br/revis*a Linguagem, C**ema, Ro*anc* * a Figura Fem*nina 223 i*mã, mulher-crian*a e mulh*r-mãe e * homem como protetor e prote*i**, fraco e fo*te" (MOR*N, 2000). O c*sal p*i*cipal neste contexto irá apa*ec** *ntegrado na questão *atente ao romance, on*e *uestões *amilia*es, dev*r** pú*licos ou *olític*s raramente a*arec**, *u então *ão superados pelo "a*or supre*o" existente ent*e este *a**l (MORIN, 2000). Assi* se dá o *i*cuito entre o fi*me e a vi*a, entre o i*aginário e o real: a *ecessidade de amor experim*ntada no decorrer da vida en*ontra no filme s*us mode*os, seus *uia*, seus exemplos; *stes *a*sam a par*cer na vida e dão forma *o *mor mod*rno (M*RI*, 2000, p.136-137). Est* autor apresenta a i*eia de *ue as pes*oa* reproduzem modelos qu* conside*am ma*c*ntes em o*ras pr*duz*das por folhetins e pel* c*ne*a, incorpo*ando * sua vi*a comportamentos, vestes * re*roduzindo f*l*s e tr*jeitos. *. ME*ODO*OGIA O extrato dest* trabalho faz part* de uma monogra*ia com o mesmo tít*lo, apresentad* a* curso de especi*lização em t*ori* e prática d* form**ão do leitor, como requisi*o parcial p*ra obt**ção d* título de espe*ialista. É um tr*balho com abordagem qualitativa *e tipo explorat*ria e descritiva com base em procedimentos té**ico* *ibliográficos e docum*nt**s, ten*o como proposta apresentar a trajetória das mulheres na linguagem d* ci*e*a. O i*teresse da pes*u*sa de camp* est* voltado para o estudo de indivídu*s, grupos, comunidades, institu*ções, e*t*e *utros camp*s. E*ta 1ª fase consisti* em uma pesqu**a biblio*r*fica; a 2ª fa*e det**minou, de acordo com a *a*ureza da pesquisa, as técn*cas *mpregadas na coleta de dad*s e na *eleção *a amost*a; e a 3ª fase definiu as técnicas de registro destes dados e as técnicas *ue serão utilizada* em sua a*ál*se. Seg*n** Mi*ayo (*999), a pesquisa qualitativa respo*de a q*estões par*icu*ar*s * se preocupa com o nível da rea*ida*e *ue *ão po** se* quantificad*. Trab**ha com u* univers* de *ignif*cados, motivos, aspiraç*e*, *renças, valores e *tit*des, o que co*responde a um espaço mais *ro*un*o, dos processos e dos fe*ômenos qu* não podem s*r reproduzidos à operacionali*ação *e vari*vei*. Demo (2004) dei** claro qu* tra*alhar com pesq*isa qualitativ* não é tão simp*ista co*o se cost**a acredit*r, tornando uma metod*logi* ar*i*cada * ba*tante exigente pa*a o inve**igad*r. Certa**nte que um dos pr*me*ros *as*os pa*a a r*ali*ação de um *om t*abalho Rev. FSA, *ere*ina PI, v. 15, n. 1, ar*. 13, *. 218-231, jan./fev. 2*18 www4.fs*net.com.br/rev*s*a S. D. Ramos, M. M. Me*ti 224 utilizando e*sa met*dologia, perpas*a pela desmistifica**o de que * pesq**sa qualita*iva p*de s*r feit* por qualqu*r um, *em g*andes preocupações *o* o mé*odo. **mo pr*ce*ime*tos para pe*qui*a fora* *tiliz*das informa*ões bi*liog*á**cas, pesquisa de c***o e es*udo de cas*. * RESULTADO* E DISCUSSÕES 4.1 A Mu*her no* Sé*u*os XX e X*I **rvalho (20*4) verific*u, em sua aná*ise que o mundo experimenta u*a evol*ção contí**a do va*or *ocial das mulheres, *orna*do-as *tualmente, do*as *e suas vidas, tendo * possibilidade de **colher o caminho qu* seguirã*. O mesm* autor acr*dita que estes f*tos "(r) evolucion**ios" foram tran*port*d** par* f*l**s e a*ima***s infantis (CARVA*HO, 2014). Porém, nem sempre **i assim. Segundo *allard (2008), d*rante o sé*ulo XX, "o *apel das mul*eres apresentou grandes *ransformaçõ** sociais e as maiores re*lizações" (MALLARD, 2008). As *ulh**es pude*am ser emancipadas, a*sumiram o poder com o com*romisso em toda* as e*apas de *ua vida e também *a**iveram post*ra diante às exigênci*s relacionadas às responsabilidades assumidas (*A*LARD, 2008). Linde*ann (2013) cons**e*a q*e a ma**r libertação das mulh*re* ocorreu logo após a primei*a gue*ra mundial q*ando, co* o *urgimento dos métodos contra*ep*ivos a mulher *as*o* a ter maio* autonomia so**e seu c**p* e sua sexuali*ade (LINDEMANN, 2013). Magal*ã*s (20*2) dest**a que no Brasil, nos anos 1960, e me*mo 1*70, do s*culo *X, "se um* *u*her com idade inferior 21 a anos "fugia p*r* casar", mes*o que n*o *ivesse c*n*umado a re*ação carnal, *inha que c*sar para n*o ficar isolada ou neg*ige****da à soli*ão e estigmat*zad* co*o "prostituta" (MAGALHÃ*S, 2012). **ndemann (2013) acredita que a m*lher do século XX foi "ensi**da" a acr*ditar e **c*n*iderar fator*s e fragi*idade* q*an*o *e trata d* *igura masculin*. En*ende que *ssa mensagem de aceitação - da *amí*ia fel*z, *nd* o amor vence tudo - *e* de novelas * filmes holly**odiano* que pass***m e ainda pass*m * *ens**em d* como deve ser a ve*da*eira mulher (*inda e bem-disp*sta). Mas acredita que esse a**lo com a*t* pod*r d* influência e mudança compor*amental era mais forte nos anos 5*; h*je aparec* de uma form* mais velada (LI*DEMANN, 2013). **v. FSA, Teresina, v. *5, n. 1, art. 13, p. 218-23*, ja*./fev. 2*18 www4.fsanet.com.br/revista L*n*uagem, Cinema, Romance e a Figura Femini*a 225 A*ui mais uma vez, *e**ebemos a impor*ân*ia das **l*culas no c*tidiano *as pessoas; *sta aut**a, ta*b*m, destaca a in*luê*ci* da mídia no comport**ento social do ser *umano. Tedeschi (2*12) apresenta * import*nc*a da "dimensã* da li*guagem, d os discu*so*, na história das mulheres ond* passa a *er uma ferramenta de análise importante", pois *rá *ur*ir como um modelo de significados e não como *orma de rep*esenta* *lgo real (TEDESCHI, 2012). A li*gu*gem não é só voc*b*lári*, ma* também di*curso, i*to é, um conjun*o *e formas c**ceit*ais, cultur*lmente est*b*lecid*s, de *erceber, aprende* e fazer int*ligível nos*o co*texto, nosso cotidiano. Em conseqüência, o* con*eitos lingüísticos não simplesmente se ref*rem à real*d*de e a des*g*am, como t*mbém contrib*em para a el**oração d* i*agem *ue temos dela *, portanto, inf*uem na ma*eira em que experimentamos * mundo e nosso luga* nel* (TE*ESCHI, 2012, p.11). As mul*eres de*or*ra* a a*rimorar o nível de suas leitu*a*, po*s a socie*ade patriarcal dissem*nav* que *s *ivros ideais *ar* o sexo fe*inino d**eriam se* o* moralistas * religiosos, por esse m**ivo elas tin*am o acesso à ed*cação *em r*strito. As leituras servia* p*ra ent*ete*imento, sendo b*bas * de má qualida*e. Livr** que *x***ssem * ref*e*ão so*re política, cálcu*o, hist*ria, geografia era destinado ao marido, à espo*a cab*ri* apenas cuidar d* lar (LAJ*LO; ZILB*RMA*, 19*9). Devido a isto, as nar*ativa* históricas que ditam um discurso de "imp*odutividade" às mulheres, não po*em se* *valiadas, sem a procura pelos as*ectos que fundamen- taram o imaginário social na his*ória naquele p*ríodo. *em c*mo as **pr*sen**ções que * ditaram, e* certos contextos históricos, que as mulheres eram seres d* silêncio por **a pró*ria natureza o* que, na divisão do trabalho, tenham *icado **m as tarefa* do co*po, da p**cria*ão, da casa, da agricu*tura, da domes*icação dos animais, do servir-c***ar-nutrir, pe**endo assim sua capacidade *o*o suje*to (TEDES*HI, *012). Tedeschi (2012) const*ta que a história funcionou desta *orma trad*cion** por muito tempo, *ão havendo espaço para as memóri*s e obras el*boradas por mulher*s; considera que "*ma **stória fora da *istória, tem relação d*reta c*m a pe*da da m*mória histórica das mul*e*es e sua ausência no ce*ário humano" (TEDESCHI, 2012). Vas*on*elos (2012) co*tempor*za, pois acredita que, *om ** desdobra*en*os realiza*os nas *ltimas décadas na teoria l*t*rá*ia, na l*ng*ística e na f*losofia da lingua**m, pe*m*tiram-se, en*ão, p*ra as mulher*s, novas perspectivas *a le*tura de texto*, suger*n*o, muitas vezes, implic*çõe* inusitadas ou surpreendente* (VASC*NC*LOS, 2012). *ev. FSA, Teres*na PI, v. 15, n. 1, art. *3, p. *18-2*1, jan./fev. 20*8 w*w*.fsan*t.com.br/revista S. D. Ramos, M. M. Me*ti *26 P*rém, s*g*ndo Bor*onal e Fortu*a (2011): O pa*el femin*n* estabelec**o pela socieda*e patriarcal na qua* vivemos, ai*da d**ermina as principais atr*buições **e devem se* r*al*zadas p*l*s mu*heres no decorr*r de suas vidas, entre elas estão à mater*ida*e, o cuidado da casa, dos f***os e * resp*nsabilidade do *f*to *om toda a família. É quase como uma obrigação a m*l*er sentir-se realizada no es*aço domésti*o (BOR*ONA* E FORTUNA, 2011, p . 4 ). Magalhã*s (2012) *lust*a que: A in*roduç*o do princí*io d* *gual*ade pre*e*te *a *onsti*uiçã* Fede*al de 1988 muda o concei** anter*o* fincado na re*erência *o "homem". O emp*ego da pala*ra "pessoa" amplia o âmbito e *nsere a *ulh*r. Essa mu*ança c*ns*dera os av*nços presentes *a Constituição Feder*l de 1*88, que e*tabelece que "ho*ens e mulheres são iguais *m direi**s e ob*iga*ões". No novo Códig*, *s mulheres são vistas como cida*ãs, suj*i*as de direitos e deveres. **ora a mulher, a* casar, não apenas "assume a condição de compa*heira do ma**do nos encargo* de **mília, cumprindo-*he velar pela d*r*çã* ma**ri*l mor*l e d*sta" (*rt. 240 d* Códi** de 1916), ma* p*ss* a exercer dire*to* e de*eres baseado* na comunhão plena de vida * na igualdad* entre *s cônjuges (M*G*LHÃES, 2*12). Porém, Valle (200*) n*s alerta que "quando u*a *nstitu*ção elabo*a leis que *la me**a nã* cu*pre, *õ* *m risco sua razão d* existir e a própri* democracia" (V*LLE, 200*). Durante a v**ada do século, através de vá*ias c*rren*es e lu*as fe*inistas ocorridas *i*da no século X*, *btivemos m*it*s conquistas: * Lei *a*ia d* *enha1, *ambém um aumento de ministras de *stado e em pre*idênc*a *e *mpresas e órgão* púb**co*, como no Instituto Brasileiro de *eografia e Estat*stica - IBGE e na P**robrá*, a primeira m*lh*r para a presid*ncia *a Repúb*ica, entre outras *qu*sições. Segund* o IBG*, *ntr* 1996 e 20*6, o percen*ual d* *ulh*res responsáve*s pelos domicí**os aumento* de 10,3 milhões para 18,5 milhõe*. O aume*to *a che*ia feminin* oco*reu princip*lmente nas f*mílias compostas *or casal *om ou s*m f**hos. Em 2001, a Fund*çã* *erse* Abramo realiz** uma pesquisa *obre chefia familiar, * const*tou que 6*% das família* são chefi*das por ho*ens e 34% por m*lher*s. J* em ag*sto de 2*10, a **sma *e*qu*sa identi*ico* mudanças, a ch*fia masculina representa 62% e a feminina *8%, o qu* significa que o percentual da* fam***as chefiadas *or mulheres subiu quatro pontos percentuais (BORDONAL E FOR*UNA, 2011, p. 6). 1 *ei nú*ero 1*.3*0, d* 7 de agosto de 2*06, cria mec*nismo* *ara co*bir vi*lênc*a doméstica e familiar a
co*tra a *ulher, no* *ermos do § 8o do art. 226 d* Cons*ituição Fe*er*l, da Convenção sobre a *liminação de *oda* as Fo*mas de Discrimina*ã* contra as Mulheres e d* Conv*nção Intera*ericana para **evenir, Punir e Erradicar a **olê*cia contra * Mul*er; dispõ* sobre a cri*ção dos Juizad*s *e Violê*ci* Doméstica e Fa*ili*r c*n*ra * Mulher; alt*ra o Códig* de *roc*sso Pe*al, * C*digo Penal a Lei de Execução Penal; e dá *ut**s e p*o*idências. Dispon*vel: <https://*ww.plan*lto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11*40.htm>. Rev. FSA, Teres*na, v. 15, n. 1, art. 13, p. 21*-231, jan./fev. *0*8 ww*4.*sanet.com.br/rev**ta
L*ng*age*, Cinema, Roman*e e a *igura F**inina 2** O *ue se percebe, entretanto é um retrocesso: tanto midiá**co, referen*e ao p*pel ret*atado da mulhe* em socied*de; * rel**ivo ao au*ento da v**lência contra a mulher dentr* dos seus lares. Se a *ídia não induz compo*tam*n*os como a*ontado por Souza (1994), porque s* *e*cebe q*e os m**os de comu*icaç*o têm relegado a ***he* a uma po*iç*o de co*djuvante? Por q*e a vi**ência em *elação à mulhe* tem **esc*d* tan*o nos últimos anos, principalment* por *ri*es *assion**s? **b*ra as estatístic*s detectem avanç*s ***o*t*ntes em *ários s*tores, o lugar da mul*er brasileir* ai*da reflete o domínio do homem sob*e a vida dela. O Mapa da *iolência 2015, d*v*lg*do pela Facul*ade Latino-Americ*na de Ciênci*s Soci*is, aponta **e 55,3% das morte* v*olen*as d* mulheres s** c*metidas no a*biente dom*sti*o * 33,*%, por parce**os ou ex-*arceiro*. Os *úmeros são da *ase de da*os d* Min*stério d* Saúde em 2013. (...) Mas a tarefa *a mudança n*o é simples. No *ap* Mulher*s na Política 2*15, apr*senta*o p*la *NU no a*o passad*, * Brasil o*upa uma das ú*timas posições na lista *e 1*8 países *esqui*ados q*ant* à partici*açã* feminina n*s Pa*lame*t*s (BR*S**, 20*6). Roc*a (**14) r*produz a i**ia *e que a tolerância "é a *i*tude da m**erna d*mocra**a pluralista". Acredi*a que a "tole*ância vers*s intolerância, *gua**ade versus desigualdade, homogenei*ad* *ersus diferenç*, indiv*dualism* versus cole*ivismo são oposições con**i*uintes do *ebate e da pol*tica contempo*ânea e* diversas áreas do co*hecime*t*", igu*lmente como do senso com*m (RO*HA, 20*4). É funda*enta* for*ular *uas questões em r*lação ao princ*pio d* igualdade. Em *r*mei*o lugar, igual*ad* entre quem e em s*gundo, **u**dade em quê? A ideia d* que "todos são igua*s, por*m alg*ns são mais iguais do qu* outr*s" é crucial para a propo*ição de que se faz *e*essário "tr*tar *s desi*uai* de forma *esigual", p*r meio de política* e ações afirmativas. O ob*etiv* principal das aç*es afirmativas2 é re*tituir ou at*n*ir uma i*uald*de que fo* rompi*a ou jamais ex*stiu (RO*HA, 2014). V*lle (2006), porém, acr*dita *ue dev*mos ter cuidado a* reforçar as vo**s feministas, pois *penas assumem a antiga *eori* de q*e homens são seres superiores. Faz-se preciso, hoje, fugir de estereó*ipos de *ucesso e *o*preender as reais neces*id*des das *ulhere*, procu*a*do equi**brio para não *umentar o *b*smo entr* o que se é e o que *e deseja ser (VALLE, 2006). * *ão *ol*ticas pública* *eitas pelo gov*rno ou p*la i*iciati*a privada com o objetivo d* cor*igir *e*igua*d*de*
raciais presen*es na sociedade, acumulad** ao *ongo de an*s. Uma a*ão a*irmativa busc* ofere*er igua*dad* de op*rtunidades * to*os. Dispon*ve*: < www.sepp*r.gov.br/a*sunto*/o-qu*-sao-acoes-af*rma*ivas> *e*. FSA, Teresina PI, v. 15, n. 1, art. 13, p. 21*-231, jan./fev. 2018 www4.f*ane*.com.br/revista
*. D. Ramos, M. M. Menti 228 Esta au*or* traz um ponto de vista *iversificado, no qu*l pondera que a soc*e*ade acaba car*ct*rizando as pe*so*s, utilizando * d*sc*rso *o "**mp*e foi as*im". Ac*edita que a melhor forma de que*ra* paradigm*s é *onsiderar o que cad* **s**a, com* s*r socia* e i*serid* é cap*z de produzir ** fa*er, **ai* são suas habi*idad*s e *aract*rísticas, independe*temente d* seu gênero ou c*asse. Só assim, será *ossível *nic*ar u* processo de desconstrução de estereó*ipos. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Est* arti*o *onstatou qu*, relati*o ao pe*fil f*minino exi**do em películas telev*sivas existe c*rta cont*adição no modo como * apresenta, percebe-se uma dis*repânci* m*i*r durante a *ran*ição *os séculos X* para o XXI. *e*gen (2008) destaca q*e teorias vál*das so*re o comportame*to soc*al *o*st*tue* *i**ificantes inst*umentos de cont*ole soc*al. Na med*d* *m que o comportamento de u* indivíduo é previsível, *le tor*a-s* vulnerável. Outros podem alterar as condições ambientai* o* seu própr*o co*por*ament* e* re*ação a e*e a fim de obter um máximo *e re*ompe**a com um mín*mo de *ust* (GER*EN, 2008). Às veze*, uma história ilust*a *emores de que padecemos; out*as, encarnam *deais ou *e**jos qu* nutr*mos, em certas ocasi*es il**inam can*** obscuros do *oss* ser. O certo é *ue escolhemos aque*es enredos que nos falam d* perto, mas não neces*a*iamente de forma direta; p*de ser uma ident*fica*ão t*ngenci*l, enviesada (COR*O; CORSO, 2010, p. 20). Esta propo**a *b*e *spaço para q*esti***ment*s em trab*lhos fu*uros a *espe*to de * q*em i*ter*ssa essa submissão feminina, ou até **smo em que impacta a nossa **ciedade esse retrocesso de comportamentos propagados. Ou, *n*ão, e* que sentido os produtores ou e*presas cine*atog*áfica* im**em suas *oncepçõ*s na* obr*s veiculad*s. O* desdobrament** realizados nas *ltimas décadas na teoria literá*ia, na ling*ística e na filosofia d* ling*a*** permitem novas per*pectiva* na leitu*a de texto* hi*toriogr*fico*, sugerindo muit*s vezes sugestões inusi*adas o* surpre*nd*nt*s (VASC*NCEL*S, 2012). *s relações por nó* estabelec*d*s em sociedade são d**inidas através de estruturas sociai*, *ue s* organizam *or **io de institu*ções so**ais. O comportamento socia* é **sultado d* maneira c*mo organiz*m*s as relações sociais que estabelecem*s e pelas regras de condut* e val*res por n** *eter*inados e considerados como e*ement*s fundamentais para a construção da *ida social, econômica * polític* (*UERREIRO, 2001). Rev. FS*, Teresina, v. *5, n. *, art. 13, p. 218-231, jan./fev. 2018 www4.fsanet.*o*.*r/revist* Lingua*e*, *ine*a, Romance e * Figu*a Feminina 229 Não acredito q*e exista *m p**fi* espec*fico feminino a ser traçado, o* caracteri**do *m nossa s*ciedade atual, *penas *if*rentes fo*m*s de repre*e*t*ção dentro *o aspecto social e cult**al d* cada mulher. Porém, é prec*so *ue se tenha **n*ciê**i* de su* imp*rtânc*a * do que representam den*ro da nossa *oci*d*de, dos vár*os pa*éis que as mu*heres car*egam, de suas *es*onsabilidades, de suas luta*. E deve se* *sse conjunto q*e *s individualize e forn*ça motiv** que as façam fel*zes, e não a dependência ou aceitaçã* de algo ou *lguém. **FERÊNCI*S ABRAN*ES, A. A. *m **nto de fadas cont*mpor*neo: * com*dia românti*a. *u*z de Fora: UFJF, 2004. A*STIN, J. *. *e*tido e Percepção. Tradução de Armando Manuel Mora de *liveira. Sã* Pau*o: Martins Fonte*, 1*93. 1** p. C*l*ção Tó*icos. BARTHES, R. Mitologias. *radução de Rita Buongermino. Ri* de Jan*iro: DIFEL, *0**. B*RG*R, *. L.; *UCKMANN, T. A construção s**ial *a real*dade. Pet*ópolis: Voz*s, 2003. B*ASIL, S. *ugar de mulher *ambém é na política. Brasí*ia: Agênc*a Sena*o, 2016. Disponível: *ttp://www12.sen*do.leg.*r/*otici*s/ma***ias/2016/03/08/l*gar-de-mulhe*- tambem-e-na-*olitica. Acesso: 04.01.*017. BORD*NAL, L. M; FO*TUNA, S. L. A. Empodera*ento: processos decisór*os d*s mulheres ch*fes d* família n* pe*sp*ct*va de gênero. In: II Simpósio G*nero e P*líticas Pú*licas. An*is... Universi*ade Estadua* de Londrina, 2011. CARVA*HO, A. E. A. Personag*ns fe*ininas em a*imações do es*údio D*sney: *ransforma**es de p*rfis em mul*eres com*le**s. Porto *legre: UF*GS, 2014. CO*SO, D. L.; CORSO, M. Fad** no divã. Porto Alegre: **tmed, 2006. DEMO, P. Pesquisa e infor*ação *ualita*iva: apor*es meto*ol**icos. 2. *d. Campinas, SP: *d*to*a P**irus, 135p. 2004. FREIRE, *. A i*portânc*a do ato d* ler. São Pa*lo: Cortez, *989. KOCH, I. V. ELIAS, V. M. 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Como Referenciar este Artigo, *onforme ABNT: ***OS, S. D; MENT*, M. M. L*nguagem, Cin*ma, Romance e a Figura *e**nina. Re*. FSA, Te**sina, v.15, *.1, art. 13, p. 2*8-231, **n./fe*. 2018. Rev. F*A, T**esina, v. 15, n. 1, art. 13, p. 21*-231, j*n./fev. 2018 www4.fsanet.*om.br/rev*sta Lin*uag*m, Cinema, Romance e a F**ur* Feminina 231 Contribuição dos Autores S. D. Ramos M. M. Menti 1) concep*ão e planejame*to. X X 2) análise e interp*etação dos *ados. X X 3) elabor*ção *o r*scunho ou na *evisão crítica do conteúdo. X X 4) participação n* aprovação da versão final do manus**ito. X X Rev. FSA, T**esi** PI, *. 15, n. 1, ar*. 13, p. 218-231, jan./fe*. 20*8 www*.*sa*et.com.br/re*ista

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