www4.fsane*.com.br/revista Rev. FSA, Teresin*, v. 14, n. 1, art. 4, *. 79-105, jan./fev. 2017 ISS* I*p**sso: 1806-6356 ISSN *l*tr*nico: 2317-2983 h*tp://dx.doi.o*g/10.12*19/2017.14.1.4 O Modelo de Decrescimento, Cre*ciment* e Desenvolvimento Sustentável *i*nte do Par*di*ma de S**tentabilidad* *he Decrease *odel, Growth *nd Su*t*inable De*elopment in F**nt of *ustainab*lit* Parad*g* Sonia A*arecida de Carvalho *ou*orado em Ciênci* **rídica pe*a Universidade *o Vale do I*ajaí Mestra *m Direito pela Un*ve*sidade de Santa *ruz do Sul *ma*l: sonia.a**.2008@ho*ma*l.com Sérgio *i**rdo Fern*ndes de Aquino Do*t*r em Ciênc*a Jurídica p*la Universidade d* Val* do Itajaí Pro*ess*r d* Univ*rsidade d* Va*e *o Itajaí E*ail: *ergiorfaquin*@gmail.com Endereço: Sonia Apare*ida de Carvalho *n*e*e*o: E*crit*rio ** Advocacia, Escri*ó*io de *ditor Cien*ífico: To**y *erley de Alencar Rodrig*es Adv*c*cia. Rua: Ma**m*lia*o de Alme*da nº 237/ Av**ida: Afon*o Pena n* 88 salas 0*/03 Ed*fício Lag*a. Artigo *ecebi*o em 13/10/2**6. Última v*rsão Centro. 95*000*0 - *agoa Vermelha, RS - rec*b*da em 10/*1/2016. A**ovado *m 11/11/2016. Brasil Ava*iado p**o sistema Triple Review: D*sk Revie* a) Endereço: Sérgio Ricard* Ferna*d*s de Aquin* pelo Edit*r-Ch*f*; e b) D*uble Blind Re*iew Endereço: Faculda*e Meridio*al, F*c*ldade *eridional, (avaliaçã* cega por do*s a**liador*s da ár*a). Esco*a *e Dir*ito - Programa de Pó*-Gra*uação. Rua Senad*r Pinheiro, 304,Vi*a **dr*gues,9907*220 - Passo Re*isã*: Gramatical, *ormativa e *e Formatação Fundo, RS - Brasil *. A. C*rv*lho, S. R. F. Aquino 80 "O ser humano *prend*u a d*minar a natureza muito ant*s de ter apr*ndi*o a domina* a si mesmo".1 RESUMO Esse artigo *nvestiga * *odelo de decrescimento, cresc*m**to, *esenvol**men*o s*s**ntável a p*rtir d* sustent*bilidade lo*a* e globa*. O objetivo geral do artig* c*n*iste em inve*tigar, a evoluçã* d* *o*c**to de decresc*mento e crescimen*o e*onôm*co e soci*l, a noção d* padrão *e desenvolvimento sustentável e do pa**digma de susten*abilidade econômica, soc*a*, ambient*l e/ou ecol*g*c*. Os objetivos específicos pre*endem es*u*ar a evolução e os efe*tos do d*c*escimento e crescimento *nte * desenvolv*me*to, como a ex*ectativa d* um novo *a*rã* *e so*i*d**e suste*táv*l **sea*o no *o*elo d* decr*scimento; p*s**isar o p*ogres*o do con**i*o de desenv*lvimento sustentável pe*ante o paradigma de sustentabilid*de; investigar o paradigma d* sustentabilidade e a dimensão ec*lógic* do desenvolvimento s*stentáve*, na s*cieda*e *oder*a. Na investigação do ar**go, a*otou-se o mé*odo indutivo, *nstrumentalizado com as técnicas do r**erente, da categor*a, do conceito operac*onal e *a pesquisa biblio*ráfica. Palavras Chave: Decres*imento. *res*imento. Desenvolvimen*o Suste*tável. Sust*ntabilida*e. ABS*RACT *he stu*y article investigate* degrowth model, gro*th, *ustainable d*velopment and susta*nability in *ocal and globa* scale. The over*ll objective of thi* *rticle is to i*vestigate th* evolution of the conc*p* of deg*o*th and social and econ*mic growt*, the standard noti*n of *u**ainable develo*ment a*d the para*igm of e*onomic, social, environ*en*a* and / *r ecologi*al. The specific o*je*tive* aim t o s t ud y * he *volu*ion and e*fe*ts of degrowth a** growth b**ore the develo*m*nt as the ex*ect*ti** of a new standard *o* sustainable society bas*d on degrowt* model; search *he progr*ss of susta*na*le d*velop*ent to the par*digm o* sustainability; in*esti*at* the *aradigm of s*staina*ilit* a*d the enviro*m*nt*l *imen*ion of sus*ainable d*velopm*nt in mode*n society. In the articl* research, a*opted th* inductive method, inst**mented with *he techn*ques of the referent category, the op*rational c*ncept **d l*terature. Keyw*rds: Dec***se. Gro*th. Susta*nable developmen*. Sust*i*abilit*. 1 *CH*EIT*ER, Al*e*t. Prêmio Nobel da Paz.
Rev. FSA, Tere*ina, v. 14, n. 1, art. 4, *. *9-105, jan./fev. 2017 *ww4.fsanet.c*m.br/*evist*
*o*elo de Decr*scimento, *rescimento e De*en*olvimento Sustentável 81 * INT*ODUÇÃO * artigo obje*iva invest**ar a evo*ução do m*delo d* decrescimento, crescimento e d*senvo**imento sust*ntáve* d***t* d* para*i*ma de S*stentabili*ade.* Ne**a perspect*va, o artigo propõe questionar s* o p*dr*o de decrescimento, crescime*to e desenvo*vimento sustentável *e*an*e o p*radigma de *us*ent*b**idade, constit*i *odo de desenvolvime*to e processo de prod*çã* s*stentá*el, n* âmbito lo**l e *u*dial. Inici*l*ente, o artigo divi*e-se ** ***s etapa*, a saber; na primeira eta*a, o artigo pesquisa a evolução do conce**o do modelo ** d*cresci*ento e cr*sc*men*o **onômi*o * social **te o desenv*lvimento, a perspecti*a do decres**me*t* com* molde de sociedad* sustentá*el e o* efeitos do m**elo de decre*cimento e cr*scimento, n* mei* am*i*nt*, na economia e na **c*edade, em escal* g**bal. Pos*erio*men*e, na seg*nda e**p*, o artigo es**da o pr**resso e a noção do con*eito de *es*nvolvime*to sustentável *erante o pa*adigma de su*t*nt*bil*dade, com* a imp*rtância da su**e**abilid*de na dimensão soc*al, eco*ômi*a, ambienta* e/ou ec*l*gi**. Fina*mente, na terceira eta*a, o a*tigo investig* o *ara*igma ** sustentab*lidad* * a dim**são ecol*g*ca *o *esenvolvimento sus*entável, na socie**d* mode*na. *or f*m, n* que se refer* à m*to*ologi* uti***ada no ar*igo cientí*ico, *dotou-se o método indutivo, instrumentalizado *om as *écnicas do referente, da cate*oria, do conceito oper*cional e da pesquisa b*bliográ*ica.3 2 REFERENCIA* TE**ICO 2.1 O *e*resci*ento e o *rescime*to *e*a*te o d*senvolv*men*o: * soci*dade sustentáve* como o modelo d* decr**cime**o * pla**ta Terr* v*ve um pe*íodo de intensas *ra*sfo*ma*ões s*ci*is, econômicas, ambientais, cultu*ais * *o*íticas, e o aumen*o *essas mud**ças ocasionam de*equilíbrio* 2 Para fins dest* *rtigo, u*il*z*r-se-á, *omo um a*or*o *emânti*o, o seguinte Conce*to Oper**ional p**a est* Categoria: "* a *ompreen*ão ecosófi*a acerca d* re*iliência *a relaçã* entr* o* s*res e o am*iente para *e det*rminar - de modo sincrônico e/ou *iacrônico - q*ai* são *s at*tudes que *avore*em o r*conhecimento da Natureza como "ser *r*prio", a sobrev*vência, a prosper*dade, a **apta*ão e a manutençã* da v*da equ**ibrada, seja human* ou n*o human*, *or meio da in*egração e i*terdependênc*a *ntre os crit*rio* b**lógicos, *uímicos, físicos, i*formacion*is (ge*ét*cos), *ticos, territ*ria**, cul*urais, jurídico*, políti*os, te*nológ*c**, científicos, ambientais, históricos e econ*micos. 3 PA*OLD, Cesa* Luiz. *etodolog*a *a Pe*quisa Jur*dica: te*ri* e prá**ca. 1*. ed. rev. São Pa*lo: Co*ce**o
Edit*r*al, 2011, p. 2* a 1*5. Rev. FSA, Teresina PI, v. 14, n. 1, art. 4, p. 79-105, jan./fev. **1* www4.fsan*t.*om.br/*evista
S. A. Carvalho, *. R. F. Aquino 82 e*ológ*c*s qu*, *e *ão forem limita**s, a*eaçam a vi** d* to*o* os seres *ivo*, p*inc*palm*nte o eco*siste*a. Consequentemente, o* modos de vida h*mana ind*vidual e cole*iva evolu*m no sent*do de um* *rogressiva det*rio*ação do pla*eta, em escala glo*al. O problem* ambie**al e ecológico adquiriu importância no século XX, em dec**rênc*a do *ume*to dos efeitos da poluição, do *vanço *os danos ambientais, do aumento dos u*os d*s r*cur*os n*turais e *as implicações d* *ção h***na no me*o ambiente. Os **ei*os dos danos *o Meio Ambie*te a Natureza ul*rapassam o domí*io local e g*obal, *stendendo-se e *m escala p*ane*ária, causan*o desequil*brios ecológic*s no âmbi*o mu*dial. "Estes desequil*brios e*ol**ic*s em esc*la *lanetária e o* pro*essos de degradaçã* *mbiental decorrem d* de*envolvimento progress*vo das *orças pr*du*ivas e destrut*va*",4 fundada na economia capitalis*a e no m*del* d* dese**olvim*n*o e*onômico5. De**e modo, a crise de civil*za*ão, "a degradação ambie*t*l, o risco do colapso ec**ó*i*o, a global**ação e * avanço da desi*ua*dade e da *obreza são *inai* eloquentes da crise do mundo globalizado",6 ou seja, são s*na*s da c*ise am*i*ntal e/ou *co*ógica que ocasion*m a dete**oração e o colaps* p*anetá*io no meio amb*ente. O decr*scime*to não é u* conceito e, não é o o*ost* s*mé*rico do cres*i*ento, com* também não é o crescim*nto negativo. O decresci*en*o "é u* sl*gan políti*o provoca*or qu* visa, principalmente *nfa*izar a importância *e a*andonar o *bj*tivo de crescimento pelo c*escim*nto, objetivo desprovido de sentid* cujas consequ*n*ia* são desastrosas *ar* o meio amb*en*e".7 Desse modo, "o *ecre**i**nto não é o oposto simétrico *o crescimento e *spécie 4 LEFF, Enrique apud ROCH*, Je*ferson M*rçal da. Sustentabilidade em que*tão: eco*omi*, socied**e e
m*io ambie*t*. Jundia*: Pa*o Ed*torial, 201*, p. 12. Tre*h* pu*lic*do pela doutoran*a no artigo: CARV*LHO, Sonia Aparecida de; RAM*R*S, Ce*so Cost*. Par*digm*s de decr*sciment*, c*escimento, desenvolvimento sus*en*á*el e *ustentabilida*e: caminho, prá*ic* o* te*ria, *eal**ad* ou utopia *o sé*ulo XXI? Justiça do D*reito, v. 29, n. 3, p. 554-562, set./**z. 2015, p. 54*-546. Disponíve* em: h***://www.upf.b*/se*r/index.php/rjd/arti*le/view/*609. Acesso *m: 20 *br. 2*16. * "[...] O proce*so ec*nômico está solid*mente arrimado a uma *ase mat*rial q*e está submetida a
con*trangimentos bem precisos. É *or causa d*sses constrangim*ntos que o pro*ess* eco*ômi*o comporta **a evolução irr*vogável de sentido únic*. No mundo ec**ômi*o, só a moe*a circula n*s d*is sent*dos de u* setor econômico par* outro (se bem, na v*rdade, *e**o a *oed* metá**ca gasta-se lenta*ent*, *e tal modo que o seu stock deve ser cont*nuamente reaprovi*onado atrav*s da extraç*o de jazidas d* m*nerais. Re*leti**o nist*, f*ca pat*nte que os economistas d*s *u** **ediê*cias sucumbiram ao *ior fet*ch*smo econômico. O fet*chis*o *a moeda". GEORGESCU-ROEGEN, *ic*olas. O de*re**ime*to: entropia, ecologia e e*onom*a. *radução de José Duart*. Lisbo*: Inst*tuto Piaget, *0*3, p. **-58. 6 L*FF, E*rique. Saber ambiental: sustentabilid*de, ra*ionalidade, c*mplex*dade, poder. Tra**çã* de Lúcia
Mathi*de Endlich Orth. *. ed. Petrópolis: Vozes, 2011, p. 9. *rech* *ublicado pela doutoranda no *r*igo: *ARVAL*O, Sonia Aparecida de. Jus*iça socia* e ambiental: um inst**mento de co*solidação à sustentabilidade. Revis*a Eletrônica Direito e Pol*tica, Itajaí, v. 9, n. 2, p. 755-77*, mai./agost., 2014, p. 990- 991. *ispon*vel em: http://ww*6.*n***li.b*/see*/index.ph*/rdp/article/view/6029. Acesso em: 20 abr. 2016. 7 LATOU*HE, *erge. O decrescimento. P*r q*e e como? In: LÉNA, Philippe; NASC**ENTO, El**** P*nheir* d* (org*.). Enfrentando ** limites d* cresci*ento: su*te*tabilidade, de*rescimento e prosperid*de. Rio *e J*neiro: Garamond, 2*12, p. 45. Tr*c*o publ*cado pela douto*anda no artigo: CARVALHO, Sonia Aparec*da de; *AMIR*S, Cels* Cos*a. Paradigma* de decre*ci*ento, crescimento, de*envolvimento sustentáv*l e R**. FSA, Teresin*, v. 14, *. 1, art. *, p. 7*-1*5, *an./f*v. *017 www4.fsan*t.com.br/revis**
Model* de D**rescimento, *rescimen*o e Desenvolvim*nto Sus*entáv*l 83 de crescimento negativ*".8 **mbém, "o dec*escim*nto não é * cont*á*io do crescimento, mas sim uma *ro***da mudança de valore* de civilização",9 por*u* propost* do mode*o de a d*c**sc*mento ap*nta no s*ntido de uma s*cied*** de pros*eridade sem cresci*ento e de *iminuição da pe*ada ec*l**ica, na medida em q*e a peg*d* ecológica10 "ev*luiu e p*ssou a ser *sada para a mensur*ção de outros tipos de press*o sobre o planeta".11 Além dis*o, não se trata so*ente de *m sloga* pol*tico pautado p*lo de*l*nio da di*ensão material, pois p*s*ui alta* impl*ca*ões teóricas, sim*ólicas e culturais".*2 Nest* sentido, "* de*rescimento se pauta po* aspecto* posi*i*os també*, no que *iz r*speito ao padrão de cre*c*me*to, progre*so e d*senvo*vimento, para um novo mode*o d* sociedade",1* e*tret*nto, "o te*mo *o de*rescimento induz à *erspectiva do cre*cimento negat*vo",14 pautado por *spectos negat*v*s pelo declínio *a dimensão m*ter*al. sustent*bili**de: caminho, prática ou teo*ia, realida*e ou ut**ia no *éculo XXI? Just*ça do Direito, v. *9, n. 3, p. 554-562, set./dez. 2015, p. 546. Disp*nível em: http://ww*.upf.br/seer/index.php/rjd/article/view/5609. Ace**o em: ** abr. 2016. 8 LATOUCHE, Ser*e. O **cres*imento. Por que e como? In: LÉNA, Philippe; NASCIMENTO, Elimar Pinheiro do (*rg*.). E*fre*tando os limit*s *o crescim*nto: *ustentabilidade, decrescimento * prosperidade. p. 45. Trecho publ*cado p*l* d*utoranda n* ar*igo: CARVALHO, Sonia *parecida de; **MIRES, Ce*s* Costa. Para*igma* *e decrescimento, cre*c*mento, desenvolvimento s*ste*tável e sustentabilidade: *amin*o, práti*a ou teo*ia, realidade ou utopia no século XXI? Justiça do Direito, v. 29, n. p. 554-562, s*t./dez. 2015, 546. 3, p. Dis*onível *m: h*tp://www.*p*.*r/s*er/i*dex.php/rjd/article/view/5609. Aces*o em: 2* abr. 2016. 9 L*NA, P*il*p*e. Os limites do crescimento e*onô*i*o e * busc* *el* sustentabil*dade: **a intro*ução ao
d*ba*e. In: LÉ*A, Philippe; NASCIMENTO, *l**ar Pinheiro do (or*s.). En*rentando o* limites do crescimento: s*st*nt*bilidade, decrescimen*o e prospe*idade. p. 33. T*echo publicado pela doutorand* no ar*igo: CA*VAL*O, Sonia Apare**da de; RAM*RES, *elso Costa. Par*digmas de decre*cimento, cres*imento, *esenvol**mento sus*entável e sustentab*lida*e: c*m*nho, p*át*ca ou teoria, reali*ade ou u**pia n* século **I? Justiça do Dir*it*, v. 29, *. 3, p. *54-56*, set./*ez. 2*15, p. 546. Di*pon*vel em: h0ttp://ww*.upf.*r/seer/index.ph*/rj*/article/view/56*9. Acesso e*: 20 abr. 2016. 1 "A *e*ada ecológica *e um país, de uma cida*e ou de *ma pessoa, corre*ponde ao tamanho do t**ritóri*, nece**ário à prod*ção d* ben* e serv*ços demand*dos *or u* determinado modo de *i*a". BU*SZT**, Mari* Au*ust*; BURSZTYN, M*rce*. Funda**ntos d* política e g*stão a*bien*a*: *aminhos para a su***ntab*lidade. Ri* *e Janeiro: G*ramond, 2012, p. 61. "A pe*ada ec*ló*i*a mede a *r**são que a h*manidade *stá exerce*do sobre a biosfera, represen*ada pe*a área bio**gicam*nt* produtiva [...] que seri* nece*sári* para a provis*o d*s recursos natura*s utilizados e par* * assimilação dos re*eitos. [...] A p*gada e*ológica v*sa a medir a pres*ão exercida pel* *onsumo das pop*laçõ*s **bre *s *e**rso* nat***is". VEIGA, José Eli *a. Para entender o desenv**vimento susten*ável. São Paul*: Editora 3*, 2015, p. 1*2. 11 BURSZTY*, Maria Augusta; BURSZTYN, M*rcel. Fundame**os de política e gestão *mbiental: caminhos p2ara * sus**ntabil*dade. p. 61. 1 RUSCHEINS*Y, Aloísio. Sustentabili*ades: concepçõe*, prá*icas e u*opia. In: GUERRA, A*t**io Fernando
*ilveira; FIGUEIREDO, M*ra Lúcia (orgs.). Sustentabilidades em diálogos. Ita*a*: Universidade d* Vale do I3taj** - U*IV*LI, 20**, p. 79.
1 RUSCHEINSKY, Alo*si*. Sustentabilidades: conce*ções, *ráticas e ut*pia. In: G*E*RA, Antonio Fernando
S4ilveir*; FI*UEIREDO, Mara *úc*a (*rgs.). Suste*tabilidades ** diálo**s. *. 81. 1 RUSCHEIN*KY, Aloísio. Sustentabili*a*es: c*ncepç**s, práticas e utopia. In: GUERRA, An*oni* Ferna*do
Si*veira; **G*EIREDO, Mara Lúcia (orgs.). Sustentabilid*d*s em diálo*os. p. 79. *e*. FSA, Tere*i*a PI, v. 14, n. 1, *rt. 4, p. 79-105, j*n./fev. 2017 *ww4.fsane*.com.br/revista
S. A. Carv*lho, *. *. *. *quino 84 * termo decres*ime*to *e imediato produz a im*ressã* *e se tratar de propositura co* incidência de análise da **ciedad* predom**a*t* a partir de e s*bre o cam*o da ec*n*mi*. D* fato, a pr**cupação com a su*te*tabilid*de remete aos campos da cultu*a, do *mbien*a*, do *ocial, do polític*, d* equidade, s*mpre sob a per**ectiva *e estabe***er interface* e **mpl**ent*ridade. [...] Existe um* pr*ximidade en*re sustentabi*idade uma sociedade do e de**escime*t*, uma *ez *ue ambas requerem um pensame*to criativo contra a asc1e5nsão *a *rraciona*idade e con*ra uma cultura *uicida ou um* *conomia do absu*do. O decrescimen*o é *m pro*eto político o qual propõe que *e*a concretizado o círculo de oito R: Reav*liar, R*conceituar, Re*s**uturar, Redist*ib*ir, Rel**a*izar, Redu*ir, Reuti*izar e Reci*lar. Est** oit* R *ão independe*tes *ue *e reforçam mutuame**e e são capazes de d*sencadear um pro*esso de decre*ciment* se*eno e susten*ável *ara uma sociedad* in*ependente. O decrescimento t*ata- se, p*is, de acrescimento, não se pretende regredir, m*s p*ra* de crescer, porque a humanidade já atingiu c*rto grau de *esenvo**imento insustentável.16 O *ro*eto político d* u*opia *on*reta do de*rescim*nto consiste *o* oito R: Rea**liar, *econceitu*r, Reestrut*r*r, Relo*ali*ar, Redistribuir, *elocaliza*, Reduzir, Reu*ili*ar e Reciclar; três dos quais, reavaliar, re*str*turar e redistribuir, especialmente atuali*a esta crí*i*a. A reest*u*uração, s*bre tudo, leva*ta a questã* *oncreta *a *uper*ção do capita*ismo e da reco*versão d* aparato produtivo que deve *daptar-se a mudanç* de p*ra*igma.17 Devido às con*equênc*as *a c*is* econômica e ambiental e/ou ec*l*gi*a e de esc*ssez daquilo que ofere*e o M*ndo *a*ural, em nível *lo*al, não é p*ssível **a socied*d* de crescime*to em um sistema que se **seia na lógi*a do capitalis*o. "O dec*esc*mento só é possível em uma s*c*edade *e cr*scimento, isto *, den*ro de um siste*a que s* *ase*a ** *5 RUS*HEI*S*Y, Alo*sio. Sustentabili*ades: c*ncepções, práticas e utopia. In: GUERRA, Antoni* Fern*nd*
S6ilveira; FIGU*IREDO, M*ra Lúci* (org*.). Su*tentabilidades em d*álogo*. p. 78. 1 LATOUCHE, Serge. Pequeno tratado do *ecrescimento sereno. São Paulo: *arti** Fontes, 2009, p. 42. Trecho publica*o pela doutoranda no artigo: CARVALHO, Sonia Apareci*a de; RAMIRES, Ce*so Cos*a. Pa*adig**s d* dec**sciment*, crescime*to, desenvolvimento sustentável e sustentabilidade: cam*nho, prática o* *eori*, realidade ou u*opia no século XXI? Justiça do Dire*to, v. 29, *. *, p. 554-562, se*./dez. 2*15, p. 54*. *ispo*ível em: http://www.upf.*r/seer/index.p*p/rjd/article/view/5609. Acesso **: *0 abr. 2016. 17 **adução livre do trecho: "El p*o*ecto p*lítico d* la *topía concreta del decr*cimiento consiste en "las ocho R": Re*valuar, Re*once**ualizar, Reestr*cturar, Relocalizar, Redistribu*r, Reducir, R*utilizar y Recicla*; tres de las cual*s, r**valuar, reestr*cturar y redistribui*, actua*izan *speci*lmente esta crítica. La r*e*tructuración, sobre t*do, plantea la cuestión concre*a d* la superaci*n del ca*italismo y de la reco*ve**ión del ap*ra*o producti*o que d*be adaptarse al cambio de p*r*di*ma". DI D*NA*O, Monica. Dec*ecimiento o barba**e. En*r*vista a Ser*e La*ouche. Tradu*ción de Eric Jalain Fe*nán*ez. Papeles, Ma*rid, n. 1*7, *. 159-170, 2009, p. 168. Disp*nív*l em: http://www.fuhem.es/media/cdv/*ile/b*bl*oteca/En*revistas/En*revista_Serge_*at*uch*.pdf. Acesso *m: 2* a*r. 201*. Trecho publicado pela douto*an*a no *rtig*: C*RVALHO, *onia Aparec*da de; RAMI*ES, Celso *o*ta. Paradig**s de decrescim*nto, crescimento, de*envolvime*to s**tentável e sustentabili*ade: cami**o, prática *u *eo*ia, real*d*de o* utopia no sécul* XXI? Justiça do Direito, v. 29, n. 3, p. 554-562, s*t./de*. 2015, p. 547. Disponível e*: **tp://w*w.upf.*r/seer/index.php/*j*/ar*icle/view/5609. Acesso em: 20 abr. 2016. Rev. FSA, Ter*s*na, v. 14, n. 1, art. 4, p. 79-105, jan./fev. *017 www4.fsa*et.co*.br/r*vista
Modelo de Decresci*ento, C*esci*ento e De*envol*imento Sus*ent**el 85 *utra ló*i*a".1* A *conom*a cap*tali*ta pode se desenvolver ** situa*ã* de crise econ*mica e am*iental e/ou e*ológica e e* período de escassez de rec*rsos na*ura*s, ou seja, *m outr* ló*ica de sis*ema econômico e *apitalista19. O decre*cime*to cons*ste em inverter * relação entre a produção *o bem es**r e o P*odu*o Interno Bruto (P**)20 e promover a redução do bem te* para m*l*orar o bem estar, pois o ob**tivo do decre*cimento é reduzir a pegada ecológica,21 o hi*erconsumo * * desperdício d*qu**o que é oferecido *ela Natureza.2* N*ss* li**a d* pens*men*o, o o*jetivo *o dec**scimento * a*in*ir a Sustentab*li*ade *a presença do *er humano na Terra, no enta*to, o objetiv* do cre*cimento não * s*stentá*el porque é contrá*i* aos limites da biosf*r* e do pla*eta Terra. * crescime*to in**nit*, es*eci*l**nte o econômico, de*trói a Terra e prov*ca uma crise d* civili*ação mundi**; o planeta e a biosfera estã* sofr*ndo u* acele*ado p*ocesso de 18 Traduç*o *ivre do trech*: "*l decrecim*en*o tan sólo res*lta *o*ibl* *n una s*ciedad del decrecimiento, es
dec*r, en el marco d* un sis*e*a *ue se base en otr* lóg**a". D* DONATO, Monica. Decrecimiento o b*rbarie. Entrevis*a a Serge Latouc**. Tradu*ción de Eric *al*in Fernández. P*pele*. p. 166. Tr*cho publicado pe*a d*utoranda no ar*igo: C**VAL*O, Sonia A*arecida d*; RAMI**S, Ce*so Costa. Paradi*mas de decresc**ento, cresc*mento, desenvolvimento suste*tável * su*tent*bilidade: c*min*o, prática ou *eoria, reali*ade ou utopia no sé*ulo XXI? J*stiça *o D**eito, v. 29, n. 3, p. 554-5*2, s**./dez. 2*15, p. 547. Dispon**el e9m: http://ww*.upf.br/seer/index.php/r*d/arti*le/view/5*09. Acesso em: *0 abr. 2016. * Para Lato*che, "Três ing*edie*te* são n*cessár*os p**a qu* a *oc*edade de c*nsu*o possa pross*guir na sua ronda diabólica: a publicidad*, que c*ia o desejo de consumir; o crédi*o, qu* **rnece os meio*; e a obsolescência acelerada e programada dos produtos, que r*nova a neces*idad* dele*. E*sa* três molas pro*ulsoras da *ocied**e de cr*scime*to sã* verdadeiras \incitações-a*-crim*\". LATOUCH*, *erge. Pequeno tratado *o d0e*resciment* se*eno. Tradução de Cláud*a Berliner. Sã* Pau*o: Mar*ins Fontes, 2009, p. 1*-1*. 2 "[...] Washington anuncia *riun*antemente q*e em 2012 a qua**idade de gases com efeito d* *stu*a emitida p*r ca*a dólar p*oduzido pe*a economia ame*i*ana ser* re*uzida de 18 por *ent*. Ma* o *IB *erá aument*do entre 3* a 4* por *ento! D*u-s* a *ste fenômeno o nome de [...] \paradoxo de Jev*ns\. **m ef*i*o, nos finais do sé*ulo XIX, o e*onomis*a neoclássico William Stanley Jevons tinha *otado que as caldei*as de vapor consum*am cada vez *e*os c*r*ão devido aos ap**fei*oa*ent*s técnicos, ma* que * consum* *lobal d* *a*vão continuava a aumentar devido ao aumento de seu nú**ro [, ou seja,] [...] A *asa e*tá bem m*is isolada, pou*amos dinh*ir*, com**amos um s*gundo ca**o. As lâmpadas fluocompactas *onsomem menos ele*ricidade, deixamo-la* ace*a*. A intern*t desmaterializa o acesso à in**r*ação, i*prim**os mais pa*el. Há *ais autoestrad**, * tr*nsito a*me*ta...". LAT*UCHE, Serge. O de*afio ** decresc*mento. Traduçã* de A**óni* V*ega*. Lisboa: Instituto Piaget, 2012, p. 42-*3. 21 "*e c*ns*derarm** a **g*da ecológica do n*sso modo de vida, e* t***o* d* área te*restre *u de espaço bioprod*tivo necessá*io, *omo índice de seu peso sobre o mei* ambiente, chegamos a *esultados insu*t*nt*veis do ponto *e vista da capacid*de de regene*ação d* biosfera, **pacidade que j* f*i sup*rad* em 40%". LATOU**E, *erge. O decre*cimento. Po* que * c*mo? *n: LÉNA, Phi**ppe; NAS*IMENTO, E*im*r Pinheiro do (*rgs.). Enfr*nta*do o* limites *o crescimento: sustentab*lidade, dec*escimento e p*os*eridad*. Rio de Janeiro: *aramo*d, 2012, *. 46. *re*ho pub*icado pe** doutora*da no artigo: *ARVALHO, Sonia Aparecid* de; *AMIRES, C*lso Co*ta. Par*dig*as de decr*sci*ento, cresc*men*o, des*n*olv*m**to *uste*t**el e *ustentab**id*de: caminho, prática o* t*oria, rea**dade o* utopi* *o século XXI? Justiça *o Direito, v. *9, n. 3, p. 554-56*, set./dez. 2015, p. 54*. Dis**nível em: http://www.upf.br/seer/index.ph*/rj*/*rticle/view/560*. Acess* em: 20 abr. *016. 22 LATOU*HE, Serge. O decrescimento. **r *ue e como? I*: LÉNA, Philipp*; NASCIMENTO, El*mar
Pi*heiro do (orgs.). Enfren*ando os *i*ite* do crescimento: sustent*bil*dade, *ecresci*ento * pro*peri*ade. p. 48-49. Trecho *ublicado pela *outo*anda no artig*: C*RVA*HO, Sonia Apar*ci*a de; RAMIRES, Cel*o Cost*. *a**digmas de decresci*ento, crescimento, *esen*olvi*ento sustentável e sus*enta*ilidade: caminho, práti*a ou teoria, reali*a*e ou utopia *o sé*ulo XX*? Jus*iça do Di*eito, 29, n. 3, *. 554-562, set./dez. 201*, 547. v. p. Disponível em: htt*://www.u*f.br/seer/index.ph*/rjd/article/view/560*. Acesso em: 20 *b*. 2016. Re*. FSA, T*resina P*, v. 14, n. 1, *rt. 4, p. 79-105, ja*./fev. 201* www4.fsa*et.com.br/revista
S. *. Carv*lho, S. R. *. Aquino 86 destru*ção pelas açõe* *os países ricos, em *scala global, em conseq*ênci* do a*elerado desenvolvimento e produção do capitalismo.23 "É necessár*o e urge*te alcan*a* um decrescimento que pa*e e *ecuper* o plane*a dos d*n*s causa**s, e que seguem *ausando p*l* crescim*nto mencionad*".24 O crescimento econô**co *ef*ne-se como a ati**dade econômic* global, *omo * Produt* Interno Bruto (PIB) que med* a pr*duçã* t*tal d* b*ns * serviços a taxa * de crescimento de um país. "* *re*cimento e*onômi*o, en*endido como o a*mento *a renda *ota* ou pe* capita e med*do *asicamen*e s*bre o PIB, *em sido o *ilar f*nda*ental das te*ria* econ*m*cas do desenvolvimento social".*5 O objetivo do desenv*lvi*ento econômic* e social é a qualidade do ní*el *e vida da população e a *eprodução da socie*ade sem que haja qu*l*uer espécie d* pr*ocupação com * Na*ureza. O cresc*m*nt* fun*a**nt*-se no si*tema *conômico para ampliar o capit*li*mo para to*o o *laneta, transforma*** a **ture*a * as rela*õe* socia*s em m*rcadorias. A b**e d* si**em* "é a teoria eco*ômic* do*inant* que constitui a prin*ipal caus* dos problemas *ociais e ecológic*s",26 na so*ied*de m*derna. A teoria econômica impõe o domín*o mundial e o decrescimento se im*õe co*o *ma necessid*de de co*ter o s*stem* e de contro**r a teoria econômica d*minante. Nesse *aso, "o cre*cimento não é apena* um meio poderoso de multipli*ar os ben* d*s*oníveis, se*do t*mbém *m important* fator de c*i*ção de desigualda*es"27 sociais, *conôm*cas e ambientai*, em esc*la *l*ba*. A so**e**de é dominada pe*a economia de cr*scimen*o, sendo i*p**sível manter o meio ambie*te ecologicamente equi*ibrad*, co*o também trazer o bem estar e a qualidade de vida à populaçã*. É *ecessári* que*tio*ar os o*j*ti*os e os v*lores da sociedade de 23 *4 CA*ARER*, *ulio Garcí*. El de*rec*mie*to feliz y el de*arrollo humano. Mad*i*: Catarata, 2010, p. 27. Tradução *ivre do trec*o: "Es nece*a**o y urg*nte c*nseguir un decreci*ient* *ue frene * **cupere al pl*net*
de los daños *ausados, y que se sig*en causando por el mencio*ado crecimiento". CA*A*ERO, Julio García. El decre*imiento feliz y *l des*rro*lo huma*o. p. 28. 25 Traduçã* livre do trecho: "El crecimi**t* e*o*ómico, enten*ido c*** el in*remento *e la ren*a tota* o per
*apit* y *edi*o bá*icamente sobre o PIB, ha sido el pila* *undamental de las teoriz**iones económicas d el desarrollo social". PARDO, Mercedes. El *e*arr*llo. In: BALLESTEROS, Jesús; ADÁN, *osé Pérez (or*s.). S6o*iedad * me**o ambie*te. Madri*: Edi*ori*l Trotta S.A., *00*, p. 188. 2 RIST, Gil**rt. O decrescime*to para todos? In: LÉNA, Philippe; NA*CIMENTO, E*imar Pinheiro do (orgs.). E*fren*a*** os limites do cresc*mento: su*tentabi*idade, dec*es*imento e *rosp*ridade. p. 142. Tre*ho publicado pela douto*anda n* artigo: *AR*AL*O, Soni* Apar*cida d*; RAMIRES, Celso Co*ta. Paradig*a* de decrescimento, c**scimento, desenvolvimento sustentá**l e s*stentabil*da**: caminho, prát*ca ou te**ia, realidade ou utopia no s*c**o XXI? Just*ça do Dire*to, v. 29, n. 3, p. 5*4-*62, set./dez. 2015, p. 548. Disponível e7m: htt*://www.upf.br/seer/index.php/r*d/art*cle/view/***9. Ace*so em: 20 abr. 2016. 2 RIST, Gilber*. O decr*scimento para todos? In: LÉNA, Philipp*; NASCIMENTO, Elimar Pi*heiro do (**gs.). Enfrentando os li*ites do cre*ci*ento: sustentabilidade, decresciment* e **osperid*de. p. 143. *r**ho p*blicado pe*a dou*oranda no artigo: CARVALHO, So*ia Apare*id* *e; R*MIRES, *elso Costa. Paradigmas de dec*escimento, **es*imento, d*senvolviment* suste*tá*el e suste*t*bilidade: *a*i*ho, prática *u teoria, realidade ou u**pia *o século XXI? Justiça do D*re*to, v. 29, n. 3, p. 5**-5*2, se*./*e*. 2015, *. 548. *ispon*v*l em: http://www.upf.br/seer/*ndex.php/rj*/art*c*e/view/560*. Aces*o em: 20 abr. 20*6. Rev. FSA, T*resina, v. 14, n. *, ar*. 4, p. 79-105, jan./fev. 2017 www4.fs*net.com.b*/*evista
Modelo *e *ecrescimento, Crescim*nto e Des**volvimento Sus*entável 87 crescimento, como també* é preciso *econs**uir a soc*edade c*m bas* e* *utros valores. O m*delo *e so*ied*de de cresci*e*t* (infinito) não é sust*ntáve* *o*que causa o aumento de desigualdades e injustiças, b*m como prom*ve a *xpansão do capi*a*ism*. *ão *x*ste qu*lquer condição de se estim*lar Justiça, especialmente a Ec*lógic*28. O cresc*m**t* ac*l*r*do da economia global ac**ret* conse*uências *rreversív*is à soc*edade * ao meio ambien*e. O aumento da poluição, o a*anço de d*nos e d* deterioração do m*io ambiente o*asion*m *mplic*çõe* **ciais, econômi*as e ambient*is, como tam*ém implica que a soci*dade ou c*vilizaç*o não é capaz de sal*ar a crise que separa o fu*cio*amento dos si*tema* econômic*s d*s s*st*mas naturais. Desse modo, não * possív*l alcançar *ma econo*ia global ec*logicament* sustentável, pois uma e*onomia sustent*vel r*presenta p*eocupação nã* apena* com a *s gerações **esent*s e futuras *u com o be*-es**r e a qua*idade de *ida, mas de *oda a manutençã* *a teia da vida. O cresc**ento da atividade econômica aca*reta * aument* da utili*ação de *ec**sos na*urais, o avanç* d* de*ra**ção ambiental e do dan* ec*lógico, e* escala l*cal e glob*l. Embora o *vanço do crescimento econômico negativo *ignifiq** o aumento do uso do *un*o Natural, o *umento d* cresci*ento *conômico posit*vo n** impl*ca a *im*nuiç** da sua (desmedida) util**ação. Não obstante, "o pro*lema do es*otam**to do* recurs** nat*rais não é diretamente pro**rcional ao aumen*o ou *imi*uiç*o do crescimento econômico",29 pois o *sgotament* *os recursos *atura** es*á d***tamente vi*cul*do à forma de utiliz*ç*o desses recursos e a** pro*esso* *e dese*volvim*n*o e produção. Nessa linha de p**sam*nto, é impossível equilibrar o cres**me*to *conôm*co e o *e*o a**iente eco*og*cam*nte pr*se*vado, já qu* e*se apa*ente *aradoxo denot*, *e um lado, a *eta de se al*ançar o des*nvolvimento *mbient*lmente susten*áv*l e, d* outro, o desenvolvimen*o que implic* *udança, evoluç** * progresso. Crescim*nto não s*gnifica aumen** e expansã*, t*m*o*co melh*r*as civi*i*acion*is. É n*cessária a transi*ão d* *resci*ento no uso de *ecursos naturais e na escala d* economia para alcançar * de*envolvimento quali*ativo, na **dida ** que a escala d* economia *eve *er equi*ibrada 28 "A pr*xim*dade ** e*oncentr*smo *om a s*stentabilida*e ecológica é o caminho mais p*omi*sor p*ra uma
t*oria funcional *a justiça *cológ*ca. [...] Para se t*rnar um con**it* v*rdad*iramente *c*lóg*co, a j*stiça pr*c*sa che*ar a* mundo não humano. [...] Não é o *uficien*e cuidar dos seres h*manos que *i*em hoje e amanhã, q**ndo *s pr*cessos nat*rai* que su*tentam a vida est*o em risco. Há uma necessidade de *dentificar e reco*hecer a importância ética e jurídica da integrid*de ec*lógica". *OSSELMANN, Kl*us. * princípio da suste*tabil*dade: transformando di**ito e *overnança. Trad*ção de Phillip *i* França. *ão Paulo: Revista d*s T9*ibunais, 2015, p. 129. * DERANI, *ristiane. Direito ambiental econô*ico. 3. ed. São Pa***: Saraiva, 2*08, p. *8. Rev. FSA, Ter*sina PI, v. 14, n. 1, art. 4, p. 7*-1**, jan./fev. *017 ww**.fsanet.c*m.br/revis*a
S. A. C**val*o, S. R. F. Aqui*o 8* *om a capacidade regen*rati*a do sistema natural q*e susten*a a vida *e to*os os seres vi vos 3 0 . O **cr*scimento implica a mudança no modo de vida da população, desse mod*, o decrescimen*o não é uma alternativa, *as várias a*ternativas que *bre* es*aços para no*os projetos políticos, em razão de que não é poss*vel propor um único modelo de socie**de de decresci**nto, **nt*do é pos*ível propor um mo*de *e soc**da*e que reduz* ou elimi** os ef*ito* n*g*tiv*s d* cresc*me*t*.31 "O de*rescimento deverá ser organizad* não somente *ara pre*ervar o meio *mbiente, m*s também para restaurar o mín*mo *e justiça soci*l se* a qu*l * pl**eta está *on*enado a um* explos*o".32 Os li*ites dos recu*sos natu*ais ou do *a*rimônio natu*al do planeta Te*ra são **oblemas de *quidad* intergeracional e de just* d*s*ribuiç*o entre os *embros vivos da hum**id*de. "O de*re*c*mento não é um cre*ci*ento n**ativ*, [...] ma* supõe u*a organizaç*o to**lmente diferente, [...] *nde as relaçõ*s soc*ais **nham primaz*a sobre a *r*du*ão e o con*um* d* produt*s".33 Assi*, o decre*cim*nto sup*e uma organização distinta, onde a* rel*ções socia*s e am*ie*t*is ou ec*l*gi*as te*ham pr*oridade sobre o capitalismo e a economia. O crescimento econ*m*co inf*nito é o o*jetivo prin*ipal da s*ciedade capitalista. Essa con**ção aca*reta a d*gradação p***r*ssiva d* seres human*s, não h*manos e dos eco*sistemas *o âmbito global. O mode*o de cresc*m*nto insustentável e ilim*tado causa * cris* econômica mundial, como t*mbém *cas*on* a crise ambiental global34. Desse modo, 30 G*ODLAND, R**er*. La tesis de que el *undo e*tá en sus lí*ites. I*: G*ODLAND, Robert; DALY,
*erma*; SERAFY, S*lah E*; DRO*TE, Bernd Von (or**.). Med*o a*bie*te y de*arro*lo *ost*nibl*: más allá del Informe B**ndtland. Traducción d* Carlo* Mart*n y Carmen G**zález. Ma*rid: *d**oria* Trotta S.A.,*9*7, *. *3. Trec*o pub**cad* pel* doutoranda no ar*igo: CARVA*HO, Soni* A*arecid* de; R*MIRES, Ce*s* Costa. Parad**mas de dec*e*ci*ent*, crescimento, desenvolvimen*o *us*en*ável e *ustenta*ili*ade: caminho, prát*ca ou teo*ia, reali*ade ou utopia *o séc*lo *XI? Justiça do Dir*ito, v. 29, n. 3, p. 554-562, **t./de*. 2015, p. 548. Disponível em: htt*://ww*.*pf.br/*eer/index.php/rjd/article/*iew/**09. Acesso em: 20 abr. *016. 31 LATOUCHE, S*rge. O decresci*ento. Por qu* e como? *n: LÉNA, **ilippe; NA*CIMENTO, Elimar *inh*iro do (org*.). Enf**nta**o os limites do cre*ciment*: sus*entabil*dade, d*c*escime*** * prosperidade. *. 48-49. Tre*ho pu*l*cado pe** douto*anda no a*tigo: CARVALHO, Sonia Aparecida de; RAMIRES, *elso Co*ta. P*ra**g*as de decresciment*, c*escimento, desenvolvimento sustentável e sustentabilidade: caminho, *ráti*a *u *eoria, r**l*dade ou u*op*a n* s*c*lo XXI? Just*ça do Direito, v. 29, n. 3, p. 554-562, set./dez. 2015, p. 549. Disp*nível e*: h*tp://www.upf.br/seer/index.p*p/rjd/article/*iew/**0*. Acesso em: 2* abr. *016. 32 Traduç** livr* d* trecho: "El decrec**i*n*o deb*rá ser organizado *o sola*ente para pre*erv*r el medi* ambien*e, sino tamb*én para *estaura* el mínimo de justicia social s*n el c*al el planeta *s** conde*ado a una explosi*n". LATOUCHE, Se*ge. Decrecimiento y posde*arr*llo: el pensamien*o cr*at*vo contr* la economía d3e* absurdo. T*ad*cci*n de Aldo A*dr*s C*sas. Barcelona: El Viejo *opo, *011, p. *7.
3 Trad*ç*o livre do trecho: "El decrec*miento n* es *n cre*i*iento negativo, [...] *ino supon* una organizac*ón
to*almente distinta, [] do*de las relacio*es sociales *engan p*imacía sobre la p*oducci*n y el *onsumo d* pr*duct*s". LATOUCHE, Se***. Decrecimie*to y po*desarr*llo: el pens*miento creativo con*ra la *cono**a d4el abs*rdo. p. *8.
3 É interessante nota q*e es*e debate q*a*e não o*orr*u *ev*do a bo*cote dos países d* T*rceiro Mundo, já qu*
os int*resses entre nações des*nvo*vidas e su*desen*olvida* eram opost*s. Nesse ca*o, veja-se o *ue rememora S*avedra: "[...] desde o início, quand* surgiu a *on*ocação para a *onferência do *eio Ambiente Humano em 1972, os países em desenvo*vimento ou do Terceiro Mun*o não se sentiam confortá*eis com ela e manifestara* Rev. FSA, Teresi*a, *. 14, n. 1, art. 4, p. 7*-1**, jan./fev. 2017 www4.fsan*t.com.br/r*vista
Modelo de D*c*esc**ento, Cre*cim*nto e Des*nvolvimento Suste*tável 89 para *on*ili** o cr*s*i*e*** e a proteção d* *eio am*i*nte, baseia-se n* eco efi*iênc*a do desenv*l*im**t* sustentá*el. Trata-s* d* r*duzi* a deg*ad*ção am*iental * util**açã* a de recursos natu**i* at* *tingir um ní*el *omp**ív** com a capacidad* de renovação * r*ge*eraç*o d* rec*rsos naturais n* plan*ta. Por *o*s*gu*nte, o decres*imento é um projeto político *lob*l, no qual a ques*ão do *roduto Interno Bruto (PIB) está em *egund* plano, po*qu*nto o projeto político *o d*crescimento tem em c*mum a justiça *ocial sem esquecer os l*mites e*o*ógicos. O modelo pred*minante do de*r*scim*nto é a dimensã* ambien**l, des*e m*do, a dimen*ão *conô*i*a so*en*e pode se desenv*l*er ** medida e* *ue n** afetar os recu*sos natu*ai* *u bens a*bient*is, poi* é necessário conciliar o crescimento econômico e proteção *mb*ent**. * a mode*o de desenvolvimen*o **sten*á*e* deve re*onh*cer que e*istem limites ao crescim*n*o *co*ômico, e que *sses limites devem es**r ba*e*dos n* capa*idade l*mitad* do planeta de renovar seus *e*ursos n*tura*s. 3 RESULTA*OS E *ISC*SSÕ*S 3.1 A evoluçã* do *ese*volvimen*o suste*tá*el diante do pa*adigma de suste*tabilidade A** o final do ano *e 1970, o conceito de Desenvolvimento Sustentável f** usado para evocar possibil*dade *e u* ecossist*ma não perder su* resiliênci*35, ou seja, a ca*acidade a que tem um sistema d* enfrent*r as t*nsões, mantendo suas fu*ções e estrutu**s. A partir *o an* *e 1980, quan** o conceito de desen*olvimento s*sten*ável *omeç*u a ser usado p*r* q*ali*ica* o desenvolvim*nto e, a*ós sua legi*imação na Con*erênci* das Nações Unid*s para **ande desconfiança das ver**de*ras int*nç*es que *arregavam para a Conf*rência os representant*s do* país*s desen*olvidos ou do Primeiro Mu*do. *a*t* importante desta desconfiança é ex*lica*a *ustamen*e pel* caráter malthusian* e antid*senvolvimentista ex*r*ss* *eletiva*ente no discu*so ambientalist* *o Primeiro Mundo n* *i*al dos anos 40 em diante, [...] ao qual se adici*nava o fato *e que, além da su*osta \explosão d*mo*ráfica\, os p*íses des*nvolv*dos most*a**m in*eresse na poluiçã* e de*radação ambien**l, produtos de sua alta indu*tri***zação, *e* levar em considera*ão de m*neira *dequada os problemas da pobreza e do subdesenvolvimento". SAAVEDRA, Fer**ndo Estenssoro. Hi*t*ria do deba*e ambiental na p*lí*ica *un*ial 15945-19*2: a perspe*tiva lati*o-american*. Ijuí: *nijuí, 2014, p. 124. * "É a capacidade de um ecossistema de absorve* as *ens*es ambientais sem, *erc**tiv*lmente, mudar s*u
est*do ecológico pa*a um es*ado diferente". VEIGA, Jos* *li da. *usten*abilidad*: a leg*timaçã* de um novo valor. 2. ed. São P**lo: Sen*c, 2010, p. 11. Trecho pub*icado p*la do*torand* no artigo: CARVALHO, Sonia Apareci*a de; SANTOS, Wagner Cami*o do*. A gov*rnança tra*snaci*nal da sustentabilid*de e do desenvolv**ent* **stentável. In: ANAIS DO V FÓRUM DE SUSTE*TABILIDADE IN*VAÇÃO TECN*LÓGI*A E SUSTENTABILIDA*E: DESAFI*S E PERSPEC*I*AS. C*uz Al*a-RS: Unicruz, 2015, v. *, p. 1-*5, p. 5. Di*ponível em: http://www.fo*umdesu*tenta*il*dadeu*icruz.com/. Acess* e*: 20 abr. *016. "Resi*iênci* é a capacidade *e se recu**rar *u de se adaptar às muda*ças. Quando a resi*iência de ** ecos*istema * *omp*da, i*so quer diz** que ele *erdeu es** capac*dade e **saparece*á". VEIGA, José E*i d a; ZATZ, L*a. Des**volvimento *u*t*ntáv*l: qu* bicho é esse? Campin*s: Autores Associa*os, 2008, p. 68. Rev. F*A, Teresina PI, v. 14, n. 1, art. 4, p. 79-105, jan./fev. 2017 w*w*.fsanet.com.br/revista
S. *. C*rvalho, S. R. F. Aquino 90 o Meio Ambiente e *esen*o**ime*t*, e* 19*2, o *on*eito de Sustentabili*a*e p*ecis* de um longo prazo para que seja usado co*o a *egitimação de um novo valor36. Ness* caso, é pr**iso insistir: * *erra, com os *e*s ecoss*stemas e bi*div*rsidade, não *erá salv*37 po* *enhum huma*o. Se en*endida c*mo um *up*rorg*nism* vivo, um dia, *orrerá. N* *ntant*, e a partir da*uilo q*e *reconiza a Sustenta*il*dade, o q*e se pr*tende a parti* d*ssa cooperação e**ló*i*a é dimi*ui*ã* da veloc*dade38, na qual a essa d*ta virá a ocorre*, *u *eja, "[...] * *u* rea*mente *stá na b**linda não é a salvação do *laneta, ou da b*os*era, mas o encurtamento do p*azo de val*da*e da espécie *um*na3*". Desde a *onfer*ncia das Nações Unida* par* o De*envolv*ment* e Ambiente, *e 199*, *s Rela*órios d* Organ*zaçã* d*s Nações U*id*s (ONU) de*tacava* que a poluição do meio ambiente e a de*r*da**o *mbien*al alca*çaram o ní*el máximo de destruição de ecossistema*. A poluição d* a*b*ent* e a degrad*ção ambi**tal põem em risco a sua própria e*istência, *u s*ja, a nossa *ivilização,40 poi* "nã* s* po*e crescer in*in**a*ente num mundo f*nito41". A s*ciedade n*o pode buscar infin*t*mente o c**sci*ento, a e*onomi* e o *r**ress* econômico, quando o plane** se e*contra em declínio e *m *ol*pso, em nív*l mundial. 3* V*IGA, José Eli da. Sustentab*lidade: * legitimação de um novo valor. p. 11-12. *recho *ublicado pela doutoran*a *o ar*igo: CARVALHO, So*ia Aparecida de; SA*TOS, Wagne* Camilo **s. A governan*a tra*sn*cional da suste*tabilidade e do des*n*olvim*nto sustentável. In: ANAI* DO V FÓRUM DE *USTENTABILIDAD* I*O*AÇÃO TEC**LÓGICA E SUS*ENTABILIDADE: DESAFI*S E PERSPECTI*AS. C*uz Alta-*S: Unicru*, 2015, v. V, p. 1-*5, p. 5. *isp*n*vel em: h*tt*://www.forum*esustentabi*ida*eunicruz.co*/. Ac*sso em: 20 *b*. 20*6. 3 "Os avanç*s econômic*s, *ociais, culturais, tecnol*gicos, *eve* \salv*r a humanidade e o plane**\. E*sa
salvação é muito b*m *bs*rv*da, ainda, pela tecnol*gia, *mbora a mencionada palav*a - \*alvação\ - seja es*r*nha pa*a a condição (e natureza) humana. A salva*ão virá *elo *rogresso, pelo crescim**t* *es*edido, infinito. Ora, com* * possí*el co*ceber \S*sten*abil*dade\ *omo cresc*mento sem limi*es num planeta visivelmen*e *inito? Como é possív*l acreditar que \Sust*ntabil*dade\ d*stin*-se *penas à p*es*r*ação do Hum*no, *e*am as pres*n*e* ou futuras gerações? Novament*, a insi**ência da *rrogância humana **b*e os outro* *e*es *ivos - não humanos - os qua*s h*bit*m a Terra. Essa *m**e* de \progress* *nfinit*\, i*terpretada por meio d* Sustentabilidade, cr*a u* no*e vazio". A*UI*O, Sé*gio Ri*a*do Ferna*des d*. A importância da s*stentab*li*ade como crit*ri* de dese*volvimen*o do con*tituci*nal*smo latino-americano. In: *QUINO, Sér*io Ricardo F*rnandes de; DE BAS*IANI, An* C**stina (o*gs). As andaril***en* da *ustentabilid*de n* s8*culo XXI. Florianópol*s: Empório do Direito, *015, p. 206-207.
3 D*ve-*e, nesse mom*nto, trazer a a*vertência de *at*uche: "Para onde *am*s? De car* *o*tra o muro".
3 L9ATOUCHE, *erge. Peq*eno *r**ado do decrescimento sereno. p. *III. *EI*A, José Eli d*. Sustentabilidade: * legitimação de um n*vo valor. 2. ed. São Paulo: S*NAC, 2010, p. 4 303. LÉNA, Phi*ip*e. Os *imites do crescimento econ*mico e a busca pela sustentab*lidade: uma intro**ção ao debate. In: ***A, Philippe; NASCIMENTO, Elimar Pinhei*o do (orgs.). Enfrentando os limites do cre*cimento: sustent*bilidade, de*re*cim*nto e prosper*dade. p. 23. Trecho publ*cado pela dout**anda n* a**igo: CARVALHO, **n*a A**recida de; RAMIRES, *elso Costa. Paradi*m*s de *ecr*s*imen*o, crescimento, desen*o*vime*to *ust*ntável e s*stentabili*ade: caminh*, prática ou teoria, r*ali*ade ou utop*a no séc*lo XXI? Justiç* do Di*e*to, v. 29, n. 3, p. 554-56*, set./d*z. 2015, p. 552. Disponível em: h1*t*://www.upf.br/seer/ind*x.php/rjd/article/v*ew/5609. *cesso em: ** **r. 2*16. 4 LÉ**, Phil*ppe. Os l*mites do cre*cimento econôm*co * a *usca p*la su*t*ntabil*dade: um* i*troduç*o ao deba*e. I*: LÉNA, *hi*ippe; NAS*IMENTO, *limar Pinhe*ro do (orgs.). En**e*tand* os limites do c*es*i*ento: *usten**bilidade, d*crescim*nt* e prosperida*e. *. 23. *r*cho pub*icad* pe*a doutora*da no artigo: C**V***O, Soni* Apareci*a **; *AMIRES, Celso C*sta. Paradigmas *e decrescimen*o, cre*cimen*o, Rev. FS*, Teresina, *. 1*, n. *, art. *, p. *9-105, **n./fev. 201* www*.fsanet.com.br/r**ista
Mode*o de Decrescimento, Crescimento e D*senvolvimento Sustentável 91 * d*senvolvimento sustent*ve* *omente pode s*r *ntendido como um processo que propõe restrições à exploraç*o dos recurs*s, *ujo crescim**to deve *nfat*z** os aspectos quali*ativos, *elacionado* c*m a e*uidade e * us* de recursos natu*ais. *e**e *ent***, "* desenvolvime*t* sustentável con*erte-se num proje*o d*stina*o * erradicar a pobr*za, satisfaze* as **cessidades básic*s e melhorar a *ualidade de v*da da população".*2 Igualmente, o pr*cesso de dese*volv*m*nto co* sustentab*lidade promove um* nova racional**ad* soci*l baseado na demo*ratização da sociedad*. * desenvo*viment* susten*ável é um projeto social e p*lítico que *po*ta para o ordenam*nto e*ológico e a descentraliza*ã* te***torial *a pro*ução, assim como par* a d*versificaç*o *os tipos de desenvolvimen*o e dos mod*s d* *id* d*s populações qu* h*bi*a* o planeta. Neste sentido, oferece nov*s princípi*s aos pro**ssos de demo*rat*zação *a soci*dade [...] na apropriação e tran*formaç*o d* seus recursos 43 am*ientais. Desse mo*o, para entender a sustent*bilidade socioambiental, é p*e*iso que "o desenvolv*m*nt*, para s*r sustentável, deve usar o* recursos renováve*s * um ri*m* inferior ao da *ua repro*ução; e o* não re*o*áveis procura*do *n*esti* os rendimentos *ele* obtidos par* o desen*o*viment*."44 *ev*-se, nesse ca*o, *e modo *r*a*ivo e *stra*égico, *dent*ficar condiçõe* de pr*moç*o global *o de*envol*imen*o su**entável, em *o*go prazo. A Sustentabili*ade, nessa lin** de pensam*nto, deve se* o c*itério de orie*t*ção d* Des*nvolvimento S*stentável * n*o o inv*rso, **mo o*orre historicamente, ou se**, a primeir* d*ve *er duradour* para esclar*ce* a **portâ*cia d* medida equita*ivas. Por esse motivo, é a dese*volvime*to sustentável e sustentabilida*e: ca*inho, prática ou te*ria, re**ida** ou utopia no século XXI? Justiç* do Di*eito, v. 29, n. 3, p. 554-562, set./*e*. 2015, p. 552. D*spon*ve* em: h2ttp://*w*.upf.br/seer/*nd*x.php/*jd/ar*i**e/view/**09. Acesso em: 20 abr. 20*6. 4 L*FF, Enrique. Sabe* ambiental: sustentab*lidade, racionalid*de, complex*dade, *ode*. Trad*ção de Lú*ia
Mat*ild* End*ich Orth. 8. ed. P*tróp**is: Vo*es, 2*11, p. 60. Tre*ho p**licado pela doutorand* no artigo: C*RVA*HO, Son*a Ap*r*ci*a de; SANTOS, W*gner Camil* dos. A g*verna*ça transnacional da s*ste*tabilidade e do desenvol*im*nto s*st*ntável. *n: ANAI* DO V *ÓR** DE SUSTENTABILIDADE INOV*ÇÃO TE*N*L*GICA E SUSTE*TABILIDADE: DESAFI*S E PERSPE*TIVAS. Cruz *lta-RS: **icruz, *015, v. *, p. 1-15, p. 4. D*sp*nível em: *ttp://ww*.fo***desust*ntabi*idadeunicr*z.com/. Acesso em: 230 abr. *016. 4 L*FF, Enrique. S*ber ambient*l: sustentabilidade, racional*dad*, complexidade, po*er. p. 57. Trec*o
publicad* pela doutora*da no artigo: CA*VALH*, Sonia Ap*recida de; SANTOS, Wagn*r Ca*ilo dos. A *overnança transnacional da sustent*bilidade e do desenvo**im*nt* sust*ntável. In: ANAIS DO V FÓRUM DE SUST*NTABIL*D*DE INOVAÇÃ* TECNOLÓGICA E SUSTENTABI*I*ADE: DESAFIOS E PERSPECTIVAS. Cru* Alt*-RS: U*icruz, 2*15, v. V, p. 1-15, p. *. Dispon*vel e*: *4ttp://www.forumdes*stenta*ilidadeu*icruz.com/. *c*ss* *m: 20 abr. **16.
* CAVA*CANTI, Cl*vis. Só existe desenvol*i*ento su*tentável: a economi* como parte da natureza. In:
LÉNA, P*il*ppe; NASCIMENTO, Elimar Pinhei*o do (orgs.). Enfre*tando os lim*te* do cre*cimento: sustentabilidade, *ecre*cim*nto * prosperida*e. Rio de Janeiro: Garamond, 2012, p. 18*. Trech* publi*ado pel* d*utor*nda no artigo: CAR*ALH*, *oni* Apar*cida de; RAMI*ES, *els* Costa. Paradigmas *e decrescime*to, *rescimento, *ese*vol*imento sustentável e su*tenta*ilidad*: c*mi*ho, prática ou teoria, reali*ade o* u*opi* no *éculo X*I? Jus*iça do Direito, *. 29, n. 3, p. 554-562, set./dez. 2015, p. **1. Disp**ív*l em: ht*p://www.upf.br/seer/index.php/rjd/article/vi*w/5609. *ce*so em: 20 ab*. 2016. Rev. FSA, T*resina P*, v. 14, n. 1, ar*. 4, *. 79-*05, *an./fev. 2017 www4.*sanet.c**.br/revista
*. A. Car**lho, S. R. F. Aquino 92 *a*e do mo**lo de desenvol*imento. Par* se d*senvolv*r uma visão integral, interdepe*dente, ecosófica, i*tra e *nter**ra*iona* *a s*stentabilidad*, no âmbito glob*l, nenh*ma *e suas bas** co*stitu*i*as *ode *er ignorada ou desprezada por interesses *etoriais. * lógic* da S*stent*bi*idade, pautad* na sua ma*riz ecológica, é o bem *omum par* humanos e *ão h*manos. A pa*ti* da crise ambiental e/ou *cológica e da crise ec*nô*ica causa*a pela instabilidade fi*ance*ra, no i*ício ** década de 1*70, Clube de Roma, "[...] cham*u o a at*nção do mundo sobre u* pr**lema que at* então pratic*mente não tinh* *ido obje*o de debate *úblico: o problema dos limites do cres*imento".*5 O modelo dominant* de d*senvolv*mento ignora todo * limit* natural e *eopolític* d* planet*, c*mo ta**ém o limite ecológic*, c*ltural, polít*co, econômico, so*ial * m*ral. É *ecessário re*tringir o mo*elo d* crescimento *conô*ico que *ão respeita esses limites, pois "os l*m*t*s do plan*ta sã* e*i**nte* pel* *resc*mento eco**mico, enquanto d*fini*o pelo volume *e reservas de recursos *aturais não renováv*is que estã* disp*níveis e a velocidade de r*ge*eraç*o ** biosfe*a a**av*s de recursos renováv*is".*6 Os limites *o crescimento são os ef*i**s da socieda*e mo*e*na, em escala glob*l. Dia*te dess* cenário, * preocupaçã* com os limites d* c*e**ime*t* econ*mico dos pa*ses, *nsej*u a bus*a pela S*s*entab*l*da*e glo*al. "A noção de sustentab*lidade surgiu * partir da *oção d*s lim*tes do uso p*odutivo *e e***ques de rec*rsos *ísi*o* renovávei* e ** recursos não r*nov*veis".47 A Sustent*bilidade tem uma noção mais ampla, "a *reservaç** *os *cossistem*s, cuja *ermanência pod* *er ameaça*a pelo us* pr*dutivo".4* Ness* se*t*do, 45 T**dução li*re do t*e*ho: "[...] llamó *a at*nción del mun*o s*bre un proble*a *u* hasta entonces
prácticamente *o ha*ía s*d* objeto de debate p*blico: el pro*lema de l*s límites del c*e*i*ien*o". CA*E*L*, Juan Ramón apud GONZÁL*Z, Serg** P*r*z. El De***ho en la *ociedad global **l riesgo. Re**st* *l*ctrónica de Dere*ho de la U**versidad d* *a Rioja - REDUR, *a Rioja - E*paña, n. 6, diciembre, p. 95-108, 20*8, *. 967. 4 Tradu*ão livre do t*echo: "L*s límit*s *el pla*eta se *acen e*identes por el c*ecimie*to econó*i*o, * a la vez se **f*nen *o* e* *olu**n de las reservas d* *ecu*sos na*urales no re*ov*ble* qu* *stán a disposició* y por la velo*idad d* regeneración de la biosfera a tr*vés de **s recu*sos *enovables". L*TO*CHE, Serge. Límite. Traducció* de Rodrigo Molina Zava*ía. Bu*nos *ires: *dri*na Hidalg* Editora, 20*4, p. 60. Trecho pu*li*ado pela doutoranda no artig*: CARVA*HO, *onia Aparecida de; RA*IRES, Celso Costa. Paradig*as d* decresc*mento, cresci**nto, desenvolvimento s**tentáve* e sust*ntabili*ad*: caminho, p**tica ou teoria, re*lida** ou utopia no século X*I? Justiça do Direit*, v. 29, n. 3, p. 554-5**, *et./dez. 2015, p. 552. Dis*o*ível em: htt*://www.upf.br/seer/i*dex.ph*/rjd/article/v*ew/5609. Acesso em: 2* ab*. 201*. 47 ROCHA, Jeff*rson Ma**al da. Sustentabilidade em questão: econom*a, socieda*e e **io ambiente. Jundiaí: *aco Editor*al, 201*, p. 14. T*echo publi*ado pe*a dou*oranda no artigo: CARVALHO, Son*a Ap*r*cida d e; R*MIRES, Celso Costa. Paradigm*s de decrescim*nto, crescime*to, des*nvolvi*en** *ustentável e sustentabilidade: caminho, p*ática *u te*ria, re*lidad* ou utopia no *éculo XXI? Justiça do Direito, v. 29, n. 3, p. 554-*62, set./de*. 2015, *. 552. Dispo*í**l em: http://www.upf.br/se*r/index.php/r*d/article/vi*w/5**9. A*esso **: 20 *br. 201*. 48 ROCHA, Jeff*rson Mar*al da. Sust*ntabil*dade em questão: econ*mia, soci*d*de e meio amb*ent*. p. *4.
Trecho publicado pela **uto*anda no artig*: CA*V*LHO, Sonia Aparecida de; RAM*RES, Ce*so Costa. Rev. FSA, T**esina, v. 14, n. *, art. 4, p. 79-1*5, jan./*ev. 2017 *ww4.fsanet.com.br/*evista
Modelo de Decrescimento, Cresc**ento e *esenvolvimen*o Sustentável 9* * e*onomia é considerada contraditória *om o m*io ambiente, poi* o e*ui*íb*io está send* ameaçad* pe** uso produtivo. A comp**en*ã* sobr* a Sustentabilidade está lig*d* à pro*eção d* Natureza e * desenv*lv*mento é co*siderado contraditóri* com * preservação dos recursos e a ma*u*enção dos equilíbr*os na*ura*s.*9 Os *bjetivos do desenvolvi*en*o vão *lém da *ultip*ica*ão *a riqu**a *ois, *m vez de aumentar o *res*imento do P*oduto *ntern* Bruto (PIB), o objetivo maior consiste *m pro*ove* * iguald*de, de forma a re*uzir a pob*eza. O *esenvolvimento *xig* o equilíbrio da* *imensões, co*o também *xige que se evite o crescimento dest**tivo baseado na ut*lização d* recursos naturais.50 "* cr*scimento * uma con*ição **cessária, ma* de for*a alguma sufic*en*e, **ra se a*can*ar a meta d* u** vida melhor, ***s feliz e *ais compl*ta para todos".51 O crescimento, mesmo que acelera*o, não reduz a pobreza e não atenu* * des*gu*ldade social * econômica. A definição de Desenvolviment* Sustentável passa por uma r*lação intertemp*ral, ao vincular a atividade presente ao* resulta*os que *odem reti*a* * u*ufruir a* fu*uras *eraçõ*s. O des*n*olv*mento s*stentável baseia-se na *xpansão da *t*vidade econômica, v*ncu*ada à Suste*tabilida*e, tanto *conômic* quanto eco*ógica, co*o t*mb*m * su*tentabil*dade é con*ição *e*essári* par* o cre*cimento e**nômico.5* No entant*, o crescimento da economia é nece*sário para e*pand*r o bem-es*ar da coletividade, bem *om* *issemi*ar a J*stiça S*cial53. O cresc*mento eco*ômico dev* avaliar os c*itérios ligad*s a* bem estar; ta*bém, pre*isa anal**ar o* efeitos *mbi*ntais do Paradi*ma* de d*cre***m**to, cresc*me*to, desenvolvimento sus*en*ável e sust*ntabilidade: caminho, pr*tica ou te*ria, realida*e ou utopia no século XXI ? Justiç* d* D*r**to, v. 29, n. 3, 554-562, set./dez. p. 2*15, p. 55*. Disponíve* em: http://www.upf.*r/seer/*ndex.p*p/rj*/arti*le/view/5609. Aces*o em: 20 abr. 2016. 49 ROCHA, Jefferson Marçal da. Sustentabilidade em q*e*t*o: economi*, sociedade e meio *mbient*. p. *4.
Tr*cho publica*o pela doutorand* no artigo: CARVALHO, *on** A*are*ida *e; RAMI*ES, Celso Costa. Paradi*mas d* decrescimento, cresc*ment*, des*nvolvimento su*ten*áv*l e sustentabilidade: caminho, práti*a *u teoria, realidad* ou *top*a no *éculo XXI ? Ju*tiça do *ireito, *. 29, n. 3, 554-5*2, se*./*ez. *. 2015, p. 55*. Dispo*í*el *m: http://www.**f.br/**er/index.php/rjd/art**le/view/5609. Aces*o *m: 20 abr. 2016. 50 SACHS, Ign*cy. Desen*o*vimento: incl**ente, su*t*ntáv*l, s*s*entad*. R*o de Janeiro: Garamo*d, 2008, *.
113-14.
5 ** 53 SACHS, Ignacy. De*envo*vimento: inc*udente, susten*áv*l, s*stentado. p. 13. D*RANI, Cris*iane. Direito am*ien*al ec**ôm***. 3. ed. *ão P*ul*: Sarai*a, 2008, p. *1*-11*. P*sold, sobre o t*ma, destaca: "[...] O verdadeiro desti*atário *os ap*los à JUSTIÇA *OCIA* é o *eu *gente:
- * t*do s**ial, ou *eja, a *oci*dad*. A JUST*ÇA SOCIAL so*ente apresentará co*d*ções de realiza**o eficiente, *ficaz e efetiv* s* a Sociedade, no seu con*unto, estiver *ispost* ao preciso e precioso mister de *ontri*uir *ara q*e cada pessoa receb* o que lhe é devido pela *ua condição huma*a. E, da parte d* E*tad*, caso ele *xer*a uma efeti*a, contínua e l*gí*ima Função Social. Neste contexto, *es*aco tr** pontos estratég*cos: 1º - a noção *e JU*TIÇA SOCIAL *ão pode **r presa a esquemas *ixados a priori e c*m ri*id*z i***scutível; 2º - a conduta do Estado não *ode s*r pat*rnalist* p*ra com os neces*ita*os e *rote*o*a ou *o***ente para c*m os priv*le*iados; 3º - a respon*a**lidade pel* consecu*ão *a JUSTIÇA SOCIAL na sua co*dição de destinação *a FUN*ÃO SO**AL, deve s*r pa*tilhada por *od*s os componente* da Socieda**". *ASOLD, Cesar Lui*. A função so*ial do Es**do c*ntemporâneo. 4. ed. **ajaí: *niv*r*idade ** **le do Itajaí - UNIVALI, 2013, p. 55. Rev. FSA, *eresin* PI, v. 1*, n. *, art. 4, p. 79-1*5, jan./fev. 2017 www*.fsanet.*om.br/revista
S. A. Carvalho, S. R. F. Aquino 94 cre*c**e*to como medid* para o au*ento ** bem est*r.54 "O d*senvolvimento s**tentáv*l *m*lica, então, * ideal de um dese*volvime*to harmô*ico da econom*a da e*ol*gia, que e deve ser a**stad* nu*a correlaç*o de valores e* que o m*ximo econôm*co reflita igualmente um máximo ecológico".55 O Des**vo*vimento Sustentável p*opõe ga*antir a man*t*nção da ba*e da produção do *er *u*ano * de sua *tividade, assegu*a u*a re*ação satisfat*ria entre o ser humano * * meio ambi*nte, bem co*o, implica **tabelecer o* instrumen*os fun*ados no aumen*o da qualidade *6 de vida e na condição de exist*ncia da **pulação . As *inalidad*s d*s Relatórios da Organização das N*ções Uni**s (ON*) e os O*jetivos de Desen*ol*imento *uste*tável (ODS) vi*am promove* o crescimento econômico *ustentad*, inclusivo e su**entável. É ess*nc*al sustentar o crescimento econômico p*r capita de acordo com o Pr*duto Int*rno B*uto (PIB) nos países subd*senvolvi*os. A *genda 2030 p*opõe ini*iati*a* e metas para *esenvolver med*das do progress* d* **senv*lvimento sustentável que co*plem*ntem o P*oduto Int*rn* Bruto (PIB) * apoiem a capaci*ação dos países em desenvo*vimen*o. *s desafios e *o*promi*sos *os *bjetivos de *esenvolviment* Sustentável (ODS) sã* int*r-relacio*ados e *xigem *oluções inte*radas dos *aí*es, *ois "o *esenvol*imen*o susten*á**l reconhece *ue a erradi*ação da *obreza em toda* as suas formas e dimensões, [...] * preservação do pl*neta, a criação do *rescimento econ**ico s*stentado, inclusivo e sustent*vel e a p*omoç*o da *nclusão soci*l estão vincul*d*s uns ao* outr*s e são interdepende*tes".5* Desse mo*o, o de*envol*ime*to *con*mico deve p*oporc*onar o aumento do bem es*ar so*ia* e suprir as n*ce**idades *a socie**de, mantendo o estoque de re*ursos naturais, * qual deve ser mantido co*st*nt*, para qu* * economia mantenha os objetiv*s de *atisfação social. O desenvo*vimento suste**ável *eve indicar **didas *e *roteção e conservação para * *anutenção dos recursos naturais per**te o crescimento *conômico. 54 55 56 57 DERA*I, Cristiane. **r***o ambiental econômico. 3. ed. São P*ul*: Sa*ai*a, 2008, p. 11*-114. DER*NI, Cr*s*iane. Direito am*iental econômico. p. 113. D*RANI, Cristiane. Di*e*to ambi*ntal e***ômico. p. 155-156. ONU. Orga*iza*ão das Nações *ni*a*. ODS - Ob*etivos de Desenvo*vime*t* Sustentáve*. *ransform*ndo
*o*s* Mun*o: A Agenda 20*0 para o *esenvolvimento Sustent**el. p. *. D*sponí*el em: https://na*oesunidas.or*/pos2015/o*s8/. Acesso em: 30 abr. 20*6. Rev. FSA, *ere*ina, *. 1*, n. 1, art. *, p. 79-1*5, jan./fev. 2017 *ww4.fs*net.com.br/revista
Modelo d* Decrescimento, Cres*imento e Desenvolvim*nt* *uste*t*vel 95 3 .2 O paradigma de sustentabil*dade * a d*mensão *coló*ica do d*senvolvimen*o s**tentável A e**lução da definição de desenvolviment* sust**tável surgiu no fina* do *éculo XX. A expressão desenvolvi*ento su*tentável *assou * s*r utilizada a partir do Relatório de Brundtland, n* década de 1980, pela Com**sã* Mundi*l *ara o M*io Ambiente e Desen*olv*mento. A expressão tornou-se uma *spéc*e de sloga*, *ob*et*do, a part*r da R*o- 92, pois antes da d**ada de 90, o *esenvol*imen*o *usten*ável era a*en*s uma expressão sem muito significado.58 Foi na Conferência *as Nações Unidas sobre o *eio Ambiente, em 1972, que *e in*e*i* a ques*ão ambiental na ag*nda mundial, e q*e se *sta*eleceu a respons*bilidade dos *aí**s pela conserv*ção do meio a*bien*e. Na *éca*a d* 7*, já ex*stia * dicotomia entre a*uel*s que d*fen**am * desenvolvimento *con*mico s*m controle e os que def*n*iam o desenv*lvi*ento sust*ntável co* contr*le59. A pa*tir *essa c*n*ição, a sociedade "co*eça a perceb** *ue a s*stentabilidade, em s* *m v*lor estát*c*, passa a se* alg* dinâmico, qu*ndo se *erifica q*e o **radigma do c*nceito de **sen**lvime*to mudou",60 ou *e*a, quando *e perce*e que o mod**o do conceito de desenvolvi*e*to evoluiu e tr*nsf*rmou para sus**n*ável. A Sus*e*tabilidade surgiu a partir de *970, por meio da Orga*ização das Nações Unid** (*N*), quando a preocupa*ão dos l**ites do crescime*to coloco* e* crise o a*ual **d*lo d* desen*o*v*mento e produção em qu*se todos os países, e* e*cala *l*bal. Na década de 1980, a sociedad* per*ebeu que o modelo de *e**nvolvime*to e prod*ção comprom*ter*a * eq*ilíbrio do uso d* Mund* Natural, em **cala *lobal, o que l*vou a sociedade rep*nsar, a noção *e De*e*volvimento *ustent*vel. A part*r **s noções de e*o desen*olv*me*to *a *écada *e *970, e depois, de dese*volvimento sustentável no Rela*ório de Brundtland, na déca*a de 1980, a soc*edade perc*beu a necessid*de de compa*ib*liz*r o d*senvol*iment* com a Sust*ntabilidade. O Re*atóri* de Brundtland pautou no cre**imento econômico, na *qu*dade social e *o 5* KLABIN, Israel. Des**volvim*nto sus*ent*vel: u* *onceito *i*al e con*raditório. *n : *YL*ERSZTAJN, David; *INS, Clarissa (orgs.). Sustenta*il*d*de e g era çã o de valor: * transição para o sé*ulo XXI . Ri* de 5 *9an*i*o: E*sevie*, 2010, p. 1-2.
KLABI*, Israel. *e*env*lvim*n*o s**tentáve*: um c*ncei*o vital e c*ntradi*ó*io. In : ZYLBER*ZTAJN, Dav*d; LINS, C*arissa (o*gs.). Susten**bilid**e e g e*a çã o d* *alor: a trans*ção p*ra o século XXI . Rio de 6 *0aneiro: Elsevier, 20*0, *. 3.
KLABIN, *sra*l. Desenvolvimento sustentável: um conce**o vital e contraditório. In : ZY*BERSZTAJN, David; *IN*, Clarissa (**gs.). Sust*ntab**ida*e e g era ç* o d* valor: * t*ansição para o s*culo XXI . Ri* de Janeiro: E*sevie*, 2010, *. 4. Rev. FSA, Tere*i*a PI, v. 1*, *. 1, art. 4, p. 79-105, ja*./fev. 2017 w*w4.f*ane*.com.*r/revista
S. A. *arvalho, *. *. F. Aqui** 96 eq*ilíbrio ecol*gico, apo*t** caminhos pa*a o d*s*nvolvi*ento *ust*n*ável *, para a a*o*ã* de estratégias no at*al *odelo de crescimento *través da m*da*ç* do cr*scimento, do atendimento às *ecess*dades humana* básica* e da co*servação e melh*ria de recurso*. * definiçã* de Susten*abilidade está *i*a** à c*pacidade de conti*ua* *esenv*lve*do ciclo* *e *r*scimento, em ra*ão de que os *esultados econômicos sã* essenc*ais para viabilizar o crescimento sustentável. "A noçã* de des*nvolvimento *nvolve dinâ**c* e, p*r*ant*, *ovime***. Já a noção *e sustentabilidade su*entende *m* *ituação est**i*a, *ue press*p** pe*manência61". O Des*nvolvime*t* S*stentável deve *er est*bele*ido de acord* com os limites dos recursos nat*rais * a susten*abilidade *eve ser funda*a no equilíbrio, p*ote**o e conservação do M*io Am*ie*te ou/e Natu*eza. "* noção de suste**abilidade evoluiu no sent*do *e *ncorporar dim*ns**s d*versas além daquel* r*lacionada aos rec*rsos natura*s",*2. Além d* Sustentabilidade incorporar a dimensão ecol*gica, também i*corpo*a a d*mensã* social, econômica e amb*e*tal. A **s*entabilid*de c*nsiste em todas as ações *estinadas à manutenção das condiçõe* físicas, qu*mi*as * b*o*ógi*as que s*st*ntam os se*es *ivo*, os seres humano* e, especialmente a Terra, porque não ba*ta à manutenção, é neces*ária * coe*o*ução de t*dos os s**es vivos. Es*a expressão p*opõe obte* a continuidade e * sobrevivênci* das *sp*cies, *obre*udo, das p*e*en*es e futuras ge*aç*es. * su*te***bil*dade signif*ca: *od*s as ações des*i*adas a manter *s co*dições energéticas, *nformacionais, físico- químicas que sustenta* todos os s*res, especialmente a Terra viva, a comunidade de v*da e * vid* humana, visand* *ua co*ti*uidade e **nda atend*r as n*ce*s*dades das gerações prese*tes e da* fu*ur*s, d* tal forma **e o capital n*tural sej* mantido e enri*uecido em sua capacidade *e *ege*eração, reprodução * coevolução.63 61 KLABIN, Isra*l. Desenvolvimento sustentável: um conceit* vital * c*ntraditóri*. I*: ZYLBERSZTAJN,
David; LINS, Clarissa (orgs.). Sustentabilida*e e geração de *a*or: a tran*ição par* o **culo XXI. Rio d* Jan*iro: Elsevier, 20*0, p. 1. Trecho pu*li*ado pela doutoranda *o *rt**o: CARVALHO, Sonia Aparecida de; R*MIRES, Cel*o Co*ta. Pa**digmas d* de*re*c*mento, crescimento, desenv***iment* sustentáve* e sustentabilidade: cami**o, prática ou teor*a, re*lidade ou utopi* no sé*ulo XXI? Justi*a *o Direito, v. 29, n. 3, p. 554-562, *et./dez. 20*5, p. 55*. Disponí*el em: http://*ww.upf.br/seer/index.p*p/rjd/article/*iew/5609. Acess* em: 20 ab*. 2016. 62 ROCHA, J*fferson Març*l da. Sus*entabilidade em que*tão: economia, s*cie*ade e meio ambient*. p. 15.
Trecho publ**ado pela d*ut*ran*a no artigo: CARVAL*O, Sonia Apare*ida de; RAMIRES, Celso Co*t*. Pa*adigma* de decr*sc*mento, cre*cimento, dese*vo*vimento sustentável e s**tentabil**a**: caminho, prática ou *eo*ia, re*lidade ou ut*p*a no s**ulo X**? Justiça do *i*e*t*, v. *9, n. 3, 554-56*, *et./dez. 20*5, 55*. *. p. Disponív** em: http://*ww.upf.br/se*r/index.p*p/rjd/a*ticle/vi*w/5609. Acesso em: 20 *br. 201*. 63 BOFF, Le*nar**. *u*tentabilidade: o que é: o que *ão é. Pet*ópolis: *ozes, 20*2, p. 107. Trecho *ublicado
pela doutoran*a no artigo: CARV*LHO, S*ni* Aparecida de; RAMIRES, Cels* C*sta. Pa*adigmas *e decrescim*n*o, c*e*cimento, d**env*lvimento suste*t*vel e sustentabilidade: cam**ho, prát*ca *u teoria, re*lidade *u utopia no sé*ulo *XI? Jus**ça do D*reito, v. *9, n. 3, p. 554-562, set./dez. 20*5, p. 553. Disponível e*: *t*p://www.u*f.br/***r/index.php/rj*/art*cle/vi*w/*6*9. Acess* e*: 20 abr. 2016. R*v. FSA, Teres*na, v. 14, n. 1, a**. 4, p. 7*-105, *an./fev. 201* www4.fs**et.com.br/revis*a
Mo*elo de *ecres*imento, Cres*ime*to e Desenv*lvimen*o Sustentável 97 Ne*se se*tido, a *ustentabil*dade co*st*tui * atual paradi*ma de civiliz*ção, igual*ente "o atual par*digma *e h**anidade é a su*tentabili*ade".64 E*sa também representa "[...] uma nova socie*ade capaz de **rpet**r-se *o *empo em condições dignas65". Para as presentes * f*turas gerações, a *ustent**ilidade *onstitui um novo paradigma ** humanidade ca*az de perm*necer indefinidamente no *empo e no *spaço, porque si*tetiza *ssa i*tegração en*re t*dos os *eres *ue habitam a Terra e p*r*i*em, pelas suas interações, dese*volver c*ndições equilibradas * *anifestação da vida, n* seu sentido mais *mplo. A ló*ic* da *ustentabilidade requer novas e*tr*t*gias, de longo *razo, em esca*a* múltiplas d* tempo * *spaço e, n* dimen*ão social, econômica e ambie*tal e/ou *cológic*, para s* m**igar o ideal *e um perpétu* crescime*to *conômico. Sob igual c*itério, * Suste*tabilidade busca outr** horizontes, "[...] outra* estratégias, d* cur** prazo, que levam ao crescimento a*bientalmente d*strutivo, ma* soci*lmente benéfico, ou *o cresc*men*o ambientalmente benéfico, mas socialmente des**utivo".66 O Desenvolvimento Sustentável, cuja m*triz *e a*ão é a *u*t*ntabilidade, propõ* limit*r o proces*o e*onômico para *v*tar os efe*tos de dan*s no meio ambie*te, como tam*ém p*opõe *imitar o crescimento *con*mi*o para **e*ecer melhor q**lidade de v*da, proteção, conservação e *reserva*ão do ambiente. Des*e modo, "[...] a sustenta*ilid*de introduz o conce*to d* a**iente e o caráter do direito limita *s nece**i*a*es básic*s *a economia e, ao *esmo tempo, li*i** determinad** for*as de crescimento econômico".67 A Suste*tabili*ade é inc*mpatíve* com * desenvolvimento do sistema econômico **e *roduz o mod*lo 64 FERRER, Gabriel Real. Calidad de vida, medio ambiente, **sten*b**idad y ciuda*a*ía ¿construimos junto* el
futuro? Novos Estudos *urídicos - NEJ, It*jaí-SC, v. 17, n. 3, p. 310-326, set./dez., 2012, *. 319. Disponível e5m: <*ttp://siaiweb06.univali.br/seer/index.ph*/*e*/article/view/4*02/2*13>. Acesso em: 20 ab*. 2016. 6 Tradução livre do tr*cho: "El *aradigma act*al de l* h*manida* es la s*ste*ibilidad". "Es una nueva socie*ad
capaz de perpetua*se en *l tiempo *n unas condiciones di*na*". *ERR*R, Gab*iel Re*l. Calidad de vida, med** a*bient*, sos*enibilidad * c*udadanía ¿construimos junt*s el f*tur*? Novos Es*udos *urídico* - *EJ, It*jaí- SC, v. 17, *. 3, p. 3*0-3*6, *et./dez., 201*, p. 319. Trecho pu*licado pela dou*oranda no a*tigo: *ARVALH*, S*nia Aparecida de; RAMIRES, Cel*o Co*ta. Pa*ad*gmas de decrescimento, cres*im**to, dese*volvim*nto susten*ável e su*tentabil*dade: caminho, p*ática ou teoria, *ealidade *u u*opia no século XX*? *ustiça do *ireito, v. 29, n. 3, p. 554-5*2, *e*./d*z. 2015, p. *58. Disponív*l *m: 6 h6ttp://www.upf.b*/seer/index.php/rjd/*rticle/vie*/5609. Acesso em: 20 ab*. 2*16.
VEIGA, J*sé *li *a. Desenvolviment* sustentá*el: o des*fio do sé*ulo XXI. Rio de Janeiro: Garamond,
2701*, p. 172.
6 Tra*uçã* li**e do t*e*ho: "La sos*e*i*ilid*d intro*uce en el co*cepto de medio ambiente, el c**ácter de
derecho limitado por las necesi*ad** ***icas de *a economí* y al mismo tiempo limi*ador d* de*erminadas *ormas de crecimie*to e*o*óm*co". PL*TA, Mi*uel Mor*no. Gé*es*s, evolución y tendencias del *ara*igma de* d*sarrollo s*stenib*e. M*xico: Miguel Ángel *or*úa, 2010, p. 285. Trech* publicado *e*a *outo*anda n* artig*: C*RVA*HO, Sonia Apa*ecida de; R*MIRES, Celso Co*ta. *aradigmas *e decr*sci*e*to, cr*scimento, desenvol*ime*to sustentável e sustentabil*dade: caminho, prát*ca ou teoria, realidade ou utopia *o século XXI? J*stiça do *ireito, v. 29, n. 3, p. 554-5*2, set./dez. 2015, p. 554. Dis*onível em: *t*p://www.u*f.br/seer/index.php/**d/article/view/5609. *cesso em: 2* abr. *016. Rev. FS*, Teresina PI, v. 1*, n. 1, art. 4, *. *9-1*5, jan./fev. 2017 www4.fsanet.com.br/r*vista
S. A. Carvalho, S. R. *. Aquino 98 capitalista *u eco*ômico e a degradação ou destruição da Nat*re*a, da biodiversidade, dos ecossis*emas em prol do benef*ci* e *a perma*encia *nd*fini*a do *er humano na Terr*. Desse modo, "a susten*abilid*de só ***á alcançada na med*da e* q** o cr*scimento quantitativo de transformaçã* de mate***is se*a substit*ído pelo des**vol*imento *ualitativ*, ma*tendo os fator*s de pr*dução ou consumo de recur*os".68 É nece*sár*a u*a mudança de e*cal* no cresc**e*to da economia g*obal e da *egradação ou de*t*ui*ão amb*e*tal, em razão de que o desenvolvimento sust*ntá*el *ão con*egue alc*nç*r a *u*tentabil**ade. Atualmente, a *u*tentabilid*de tem muitas definições, e estas defin*ç*es remetem * dimen*ão *mbiental */ou ecológi*a, a qual nasce d* co*ceito *a biologia de resili*ncia; à dime*são econômica, a articulação ent*e economia o *eio ambient*, a * qual sur*e do conceito de eco eficiênci* e; à d*mensão social, a q**l origina d* conceito de eq**dade so*ial.69 "Trata-se de c*nst*uir u* modelo de *ese*volv*ment* que pe*mite co*servar a natureza de f*rma qu* as futu*as geraç*es possam gozar de um meio ambiente equi*ibrad* e, ao mesmo te**o, *arantir *ue *odos os seres humanos **ss*m usufr*ir de u*a vida digna" e saudáve*.70 A s*sten*ab*l*dade signi*ica a evolu*ão simultân** e *orrel*tiva do própr*o ambiente, ecoss*ste*a e pl*neta, e o *esen***vimen*o susten*ável implica reduz*r a pobr*za e combater a *esigualdade social * ec*nômica. "O desenvolvimen** sustentável é entendido c*mo u* p*ocesso disposto a conseg*i* * cr*sciment* econômico e a melhora na *ua*idade de *ida dos se*e* humano* *em colocar em *erigo a preservaçã* do* equil*brios ecológicos do pl**eta".71 68 Tr**ução livre d* trecho: "L* sosteni*il*dad sól* se alcanza*á en la m*did* en *ue *e estabilice el cr*cimien**
cu*ntit*tivo de tran*formación ma*eri*l y se sustituya por el d*sarrollo cuali*ativo, m*nteniendo los factores d* la producción o co*sumo de recur*os". *OODLAND, Robert. La t*si* de *ue *l mundo está *n s*s l*mite*. I* : G*ODLAN*, Robert; *ALY, Herman; SERAFY, *alah E*; DROSTE, Bernd Von (orgs.). Medio ambiente y d*s*r*ollo sosteni*l*: más **lá *el Informe Bru*dtland. p. *2. 69 NASCIMENTO, El*ma* Pinheiro do. Sus*entabilidade: o campo de disputa de n*sso futuro civil*zac*onal. In: L*NA, Philippe; NASCIMENTO, Elimar Pinheiro *o (orgs.). Enfre*tando os li*ites *o crescimento: *ustentab*l**ade, d*cresc*m*nt* e prosperidade. Rio d* Janeir*: Garam*n*, 2*1*, p. 415. Trec*o public*do pela doutor*nda no artigo: **RVALHO, S*nia A*a*e*i*a **; RAM*RES, Ce*so Cost*. Paradigmas d* decr*scimento, crescim*nto, dese*vo*vime*to *u*ten*ável e sus*ent*bili*ade: cam*nho, **ática ou teor*a, realida*e ou utopia no *éc*lo XX*? Jus*iça do Direito, *. 29, n. 3, *. 554-562, set./de*. 2015, p. 554. Di*poníve* e0m: ht**://w*w.**f.br/seer/index.php/*jd/ar*icle/view/5609. Acess* e*: 20 abr. 201*. 7 NASCIMENTO, *limar P*nheiro do. **ste*tab*li*ade: o **mpo de d*spu** de nosso ***u*o civilizacional. I*: LÉN*, *hilippe; NAS*IME**O, *limar Pinheiro do (orgs.). E*frentando os *i*ite* do cresci*ento: sustentabilidade, decres*ime*to e p**sp*r*dade. p. 415. T*echo publicad* pela do*t*randa n* artigo: CARVALHO, Sonia Ap*r*cid* de; RAMI*ES, C*ls* Costa. Pa*a*ig*as de decrescimento, *rescimen*o, des*nvolvimento sustentável e *usten*abilidade: caminho, pr*tica ou teoria, r*alidade ou utopia n* séc*lo X*I? Jus*i*a *o *ireito, v. **, n. 3, p. 554-562, se*./dez. 2015, p. 554. D*sponível em: h*ttp://w*w.upf.br/s*er/index.p*p/rjd/article/vie*/5*09. Acesso em: *0 abr. 2016. * Tradução li*re do tre*ho: "El desarro*lo sos*enib*e es en*endido co*o u* proceso ten*ente a log*ar *l crec**iento económ*co y la mejor* en la calidad de vida de los seres hu*anos sin poner en peligro la prese*vación de lo* equi*ibrios eco*ógic*s del plan*ta". COEL*O, Juan So*to. Desa*rollo sostenible: la R*v. FS*, Teresina, v. 14, n. 1, ar*. *, p. 79-1*5, jan./*ev. 2017 ww*4.fsanet.co*.br/revi*ta
Modelo d* Dec*escimento, Crescimento e Dese*volvimento Sus*entável 99 O desenvolvi*ento sust*ntável deve garantir a po*sibil*dade de as prese*tes e futur*s *eraçõe* desfrutarem *e um meio am*iente *aud*vel * equi*ibrado, co*o também o *esenvolv*mento s*st*ntá*el *: Um pro*esso de mu**nça progr*ssiva na qu**idade de vida do ser human*, qu* *oloca como o cent*o e sujeito principal do de*envolvimento, por meio d* cre*cimento e*onô*i*o com equidade socia* e a tr*ns*orma*ão do* métod** *e produção * de modelo* de co*sumo e que se *ustenta no equi*íb**o ecológico [...]. Este *rocess* implica o respeito e a diver*idade étnica e *u*tur*l regi*nal, nacional e local, assim como [...] em con*ivência pac*fica e em harmonia co* a *atureza, s*m com*ro*eter e garanti*do a qualidade *e v*d* das geraç**s *u*uras.72 O conceito de s*stentabilidade e des*nv*lvim***o sustentáve* ***á rel*cionado e adquire impor*ância na medida q*e e*olui o conceito *e *mbos. * reconhecime**o de *ue o des*n*olvimen*o deve satis*az*r as necessida*es *uman*s *ásicas, especial*ente, do* pobres; pode *er rel*c*onado c*mo o aspecto socia* do desen*olvime*to sustentáve*, e o *e*onhecimento de q** o desenv***imento sust*n*á*el **ve satisfaz*r às nec*ssidades **ma*as essenciai*, d*ntro de limites eco*ógi*os, pode *er relacio*ad* *omo o aspecto ecológico do desenvolvi*en*o **stentá**l.73 As necessi*ad*s humanas somente podem ser alcançadas se os obj*t*vos a*bienta*s e/ou ec*lógicos e *e desenv*lvi**n*o forem exercid*s *m c*n*unto. Desse modo, *uestiona- *e como pode u* ambien*e p*ot*gido sa**s*azer às necessidades bási**s d*s pobres sem que ne*hum desenvolvim*nto ocorra e como o desenvolvim*nto pod* se* benéfico ao ambiente. D* ** la*o, o meio ambiente e, de outro lado, *es*nvolvimento, p*rquan*o preciso o é ma*t*r ambos *m equilíb*io. Esse questio**mento pro**e um *odelo d* duas e*calas de desenvo*v*ment* su*tent*vel.74 A pri*eira escala d* *ese*volvimento *uste*tável "*re*s*põe u*a separaç*o entre as esferas ambie***l e de de*envo*vi*ento [...]. O desenvolvim**to não é uma *nti*a*e *státic*, dimen*ión ***lógica d*l desarr*llo. El desarrol*o *e los p*eblos. Revista *ori*tios XI*I, Revis*a de *eo*ogí* y P2astoral d* la Caridad. Ma**id - Es*aña, n. 126, *. *9-131, abril/junio, 2008, p. 102. 7 Tradução li*re do tr*ch*: "Un *roceso d* cambio progresivo en la cali*ad de vida **l s*r *umano, que l*
coloca como *entro y s*j**o *rimordial d*l desar*o*lo, p*r medio del crec*miento económ*co *on e*u*dad social y *a trans*ormación de los mét*dos de prod*c*ión y de los *atrones de consu*o y que se *ust*nta en el *qui*ibr*o eco**gico []. E*te proces* imp*ica e* respet* a la diversidad étnica * *ult*ra* regional, naci*n*l y local, as* *omo [] en conv**encia pacífica y e* armonía co* la natural*za, sin co*pro*eter y g**ant*zando l* c*lidad de v*da de las gener*cion*s futuras". COEL*O, Ju** Sou**. Desarrollo *ostenible: la dimen*ión ec*lógi*a del desar*ollo. E* desarrollo de lo* p*eblos. Revist* Corintios XIII, Revista *e T*ología * Pastoral d* la Ca**dad. p. *02-10*. *3 74 BOSS*LMANN, Klaus. O pri*cí*io da su*tent*bilidade: transformando direito e governança. p. 51. BOSSELM*NN, Kla**. O princ*pi* da sustenta*ilid*de: transformand* *ireito e governan*a. p. 51.
Rev. FSA, Teresina *I, v. 14, n. *, art. 4, p. 79-1*5, ja*./fev. 2017 www4.fsan*t.com.br/revis**
*. *. Carva*ho, S. R. F. Aquino 100 nem o meio ambiente".75 Nesse sen*ido, "o objet*v* real d* desenvolvimen*o *ustent*vel, trazer a*bas *s es*eras em *onjunto, não pode ser refl*ti*o em um modelo que visa o equilí*r*o das *uas entid*des s*pa*adas".76 A **g*n*a escala *e desenv*lvime*to sustentável *res*upõe "* dimensã* de tempo, tão e*sen*ial para * su*tentabi*idad*",77 pois é *eces*ári* um modelo de desenvolvimento preocupad* com o equilíb*io das presentes e futuras *eraç*es e co* a proteção dos recurs*s naturai*. A sustentabilidade encontr*-se, portanto, [...] *ais diretamente vin*ulada à pro*eção do a*biente, o e*ui*íbrio amb*ental impli*a o uso ra*ional e harmônico dos recu*sos n**ura*s, de m*do a po* meio de sua degra*a*ão ta*bém não e*go7t8á-lo*, de *od* a assegurar a **brevivência e qualidade de vida das futuras **r*ções. Dessa manei*a, a s*stenta*i**dade adquire i*port*nc*a na medida que evolui a dim*nsão soci*l, *c*nôm*ca * ambiental. Estas três dim*nsões básic*s da su*tentabili*ad* são "o man*imen*o da integr*dade dos *istemas bio*í*icos, a vitali*ad* social, *tr*v*s d* sa**sfações soc*ais f*ndamentais e a au*o sufic*ência e*onô*i*a".79 * Susten*abil*dade **gnifi** o d**envolvimen*o equ*ibrado do ser humano co* nat*reza, a sa*i*f*ção * das necessi*a*es básicas com a qualidade *e vida, igualm*n*e disponib*lidade e utilização * *o m*io amb*ent* com a preser*ação e/ou pr*teç** dos recurs*s naturais. A sust*n*abilidade ambienta* e/ou ecológica * a manutenç*o do mei* *mbiente no *laneta Te*ra, mantendo a q*alidade d* vida * o ambie*t* em harmonia com ** pess*as. A suste*tab*l*dade a*bien**l é a capacidad* do meio *mbiente de *ro*er condi*ões de vi da favoráv*is aos se*es *um*nos * aos demais *e*es *iv*s, nas gera*õe* pr*s*ntes e futuras. A Sustentabili*ad*, * par*ir de su* matriz ecológic*, é a cap*ci*ade de utili**r o* recursos naturais do p*e*ente, sem *sgotar os recursos n* futuro, como a *abilidade *e adotar práticas *ue não agridam o m*io ambie*te e mant*nham a *uali**de de vida. *esse caso, a principal pr*ocupa*ão da *o*iedade m*derna nã* é "a destrui*ão da* *ondi*ões de vida na**ral"*0 e os *f*itos da crise ambiental e/ou ecol*gica e do *o*ap** do 75 76 77 *8 79 B*SSELMAN*, Kla*s. * princí**o da s*stentab**idade: tr*nsfor*ando dir*ito e gov*rnan*a. p. 51. *OSSELMANN, Klaus. O princ*pi* *a s*ste*tabilidade: tran*formando direito e gove**an*a. p. 51-52. BOS*ELMANN, Klaus. * pri*c*pio da sustentabilidade: transfor*an*o direi*o e gover*ança. p. 52. BO*SELMANN, Klaus. O pri*cípio da sustentabilida*e: *ransformando direito e gov***a*ça. p. *3. Tradução livre do t*ech*: "El mante*im*e*to *e la in*e*ri*ad de los sistemas biofísicos, l* vit**id*d social, a
t*avés de los *atisfactores sociales fundamentales y *a autos*ficie**ia económica". PLAT*, Miguel Mor*no. Géne*is, e*oluci*n y tenden*ias *el paradigma del desarrollo *osteni**e. *. 286. 80 BOSSELMANN, Klaus. O princí*io da sus*entabilidad*: transf*rmando dir*it* * govern*nça. p. 41.
Rev. *SA, Teresi*a, v. 14, n. 1, art. 4, p. 79-105, jan./fev. 2017 www4.fsanet.com.*r/rev*sta
Modelo de Decrescimento, Crescimento * Desenvolviment* Suste**áv*l 101 planeta, mas "a falt* de a*apta*ão à *volu*ão *as condições de vi*a, *u seja, a incap*c*dade so*ia* e econômica da civi*i*a*ão de viver dentro do* *imites *os s*s*em*s ecológi*o*".81 É fundam*ntal perceb*r a essência ecológica do conceito de desenvo*vime*to sustent*vel *erante a noção do paradigm* de sustentabilidade. * *erce*ção *a importância da dimens*o econômi**, social e *mbiental do conceito de desenvolvimento sustent*ve* é impera*i*o no **t*nto, o ma*o* obstác*l* do desenvolviment* su*tentáve* é al*anç** o limit* e o equilíbrio ecol*g*co e/*u am*ien*al, em esca*a planetária. 4 CONCL*SÃO A Hu*anidade *erdeu o *entido do seu *e**n*olvimento ao rompe* a su* relação com a Natureza e ao modificar exces*ivamente o mu*do. Nesse *aso, provoca-se desequilíbri*s que c**prom**em a perpetuação da vida em lo*go p*azo e *m nível g*obal. A noção do *a*adigma de Sustentabili*ade se *an*festa como apelo r*cional à mu*ança *e rum*s, d* modos de relação com *s *cossistemas, de forma a alcançar * eq*ilíbrio entr* a *usc* *o *e* e*tar no presente e res*eito à* p*óprias *ondições que asseguram * pos*ib*lidade de bem o estar às futuras *era*ões. Diante dessa *er*pectiva, os fundamento* teóricos apresentados po* est* ar*igo evidenciam que o modelo de decre*ci*ento é um proj*to pol*t*co que propõe **mi*a* o capital*smo; o cresc*me*to paut*-se na economia para *mpliar o capi*alis*o; * Desenvo*vimen*o S*ste*táv** é um *rojeto político soci*l q*e prop*e *rradicar a pobrez*, e s*t*sfa*er as n*cess*da*es *ásicas mel*o*ar a q*alidade de vida e; a su*t*ntabilid*de é *m e proje*o social, ec***mico, ambiental * político que prop*e equi*íbr*o ambiental e o us* o *aci*nal e harmônic* dos r*cur*os naturai*, d e * odo a ass*gur** quali*ade de vida *a* presen*es e futuras geraçõ*s. E*i*encia-se, aind*, que o decresc**ento, o cresc*me*to e o de*envolvime*to *ustentável são model*s *ns*st*n*áveis de desenvol*i*e*to * produção, d**nte do paradigma de sus*entabilidade, qu* é modelo s*s**ntáv*l de desenvol**mento e pr*dução, em escala global. A inv*stigação *o art*go dem*nstra * *eve* de eq*i*íb*io da dim*nsão da sustentabilidade s*cial, eco*ômica, ambiental e/o* *co**g*ca *om o ser humano ou socied*d* * meio *mbiente ou n**ureza. O *q**líbrio e*t*e as d*mensões da Susten*abilid*de * 8* BOSSEL*ANN, Klau*. O p*in*ípi* da sustent*bi**dade: transformando dir*i*o e gover*anç*. p. *1.
R*v. FSA, Teresina PI, v. 14, n. 1, art. 4, p. *9-105, jan./fev. 2**7 ww*4.fsa*et.c*m.br/revist*
S. A. Carva*ho, S. *. F. Aquino 102 necessário para a manutenção, a p*o*eç** e a sobr*v*vência da **da de todos os que *ompõe* * teia da vida. **r fim, * est*do do artigo **idencia que a sociedad* *eve adotar m*did*s sustent*v*** nos us*s dos recursos na*ur*is e nos processos da natureza. Sob ig*al fundamen**, *ompr*va-se que a soc*edade dev* l*mitar * utilização ins*st*ntável do Mundo Natural, fundado n* modelo *ominante de des**v*l*imento e c*esci*e*to e*onômico que provoc* o desequilíb*i* no me*o ambiente, *o ecoss*st**a e no planeta Te*ra dev*do aos interesses puramente egoísta* de pesso**, coletividades ou nações. É p*e*iso modifi*ar os modos de desenvolvimento *rescimento, os sistemas de **ono**a, os e uso* *a N*tureza e vincula* o paradigma de Sustent*bili*ade, na sua acepção ecoló*i*a, ao modo de vida h*mana e ao modelo de desen*olvimento e *r*dução n* socied*de atual. R*FERÊNCIAS AQUINO, S. R. 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Rev. FS*, Teresina PI, v. 14, n. 1, art. 4, p. 79-1*5, ja*./fev. 2017 www4.f*anet.com.*r/revi***

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ISSN 1806-6356 (Print) and 2317-2983 (Electronic)