www4.fsane*.com.br/revista Rev. FSA, Teresin*, v. 13, n. 6, art. 1*, p. 220-242, nov./dez. 2016 I*S* I**resso: 1806-6356 IS*N *le*rônico: 2317-298* http://dx.do*.org/10.*2819/2016.13.6.13 O Programa Saúde na Escola, *om Enfo*ue em Drogadição: As Percepções d* C*munidade *sc*lar Th* *ealth Assista**e at School, W*th Focus on D*ug Ad*c*tion: Perc*ptions of the **hool *ommunity *iní*ius de *b*eu Muss* Gaze Doutor em Ciênc*as *a Educação pela ***versidad* Evangélica do P*raguay Pr*fessor da Un*versidade Euro-a*er*cana Email: vini*iusgaze@y*ho*.com.br Jo** Vicent* Li*a Robaina Do*t** em Educa*ão pela Universi*a*e do Vale d* Rio dos Sino* Professor da Univ*rsi*ade Federal d* Rio *ra*de do *ul Email: j*se*o*aina1326@*mai*.com Endereço: V*nícius de Abreu Mussa Gaze Ende*eço: Sqs 113 Bloc* D *p*o. *06 *sa Su* Bra**lia- DF. Cep 70.376 - 0*0 *nder*ço: José Vic*nte Lima **b*ina Endereço: Rua Silvio *oares, *4*6 Casa 135 **i*ro E*itor Cie*tífico: Ton** Kerley d* Alenca* Rodrigue* Arti*o recebid* em 25/08/2*16. Últ*ma versão **cebida em *5/09/2016. Aprov*do e* 1*/09/2016.
Camaqua Port* A*egre-RS *EP 91.92*-*60 Ava*iado pelo sistema Tri*le Rev**w: Desk Review a) pelo Edito*-Chefe; e b) *ouble Blind Review (avali*ção ce*a *or dois av*liadores *a ár*a). *evi*ão: Gramatica*, Normativa e de Format*ção.
O Prog*ama *a*de na E*cola com Enfoque em D*ogadição: A* Pe**epções *a Comu*idade *s*olar *21 RESUMO O Progra*a Sa*de na Escola é um* política públic* f**er*l pactuad* entre as áre*s de *aúde e Educa*ão, com a fin*lidade de prestar atendimen*o b*si*o de saúde direto nas escolas *úblic*s mu*icipais. O objetivo da pesq*isa foi de a*ali*r as perce*ções da comunidade escolar so*re os resu**ados do Programa, com enfoque n* d**ga*ição e ve**fic*r o* r**ultados r*lativ*s à reint*gração soci*l *os jove*s. A metodologia aplicada *o* u* estudo de ca*o utilizando os *r**s*p**tos da pesqui*a qualitativa, com *ét*do he*menêuti*o, analíti*o, descr*tivo e observacional, tendo na análise ** conteúdos as té*nicas de análise e interp*e*ação dos *ados, atra*é* d* aplicação de questionários c*m pergun*a* abertas e análise de *onteúd* d*s respostas acerca das aç*es p*evistas. Na *op*lação pesq*isada, fora* incluí*o* os **mbr*s *a **munida*e lo*a*, *s pr*fis*i*nais *o Pro*rama, os alu*o* *a escol* envol*idos co* *r*gas ilegai* e os professores. Os resul*ados mostraram os efeitos positiv*s da ação, pois uma parte dos m*mbros da comunidade reconheceu a* ações *e combate às drogas na *omunidad*. Os g*store* i*dica*am resultados positiv** com *s jovens dr*gaditos que t*veram apoio familiar e buscaram ajuda **s profissionais l*gados ao Programa. Os *lunos *ndicaram que houv* diminuição do uso e tráfico de *rogas d*ntr* da escola e confirmara* que as v*gas para os *rupos de ap*io e t*atam*nto es*ão sendo oferecidas. Os *rofessores confir*ar*m que o uso de d*ogas diminuiu naque*a escola. Con*lui-se que os re*ultados posit*vos das ações foram **rcebidos pel* comunidade e*colar. Palavras-chave: *r*gadiç*o. *aúde. Educação. Políti*as Públic*s. ABSTRACT The Sch*ol H*a**h Program is a fe*eral p*blic poli*y agree* between the areas of he*lt* a*d ed*cation, in *rder to provide p*im*ry ca*e direct hea*th *n pub*ic schoo*s. T*e objective was ** evaluat* *he perception* o* the school *omm*ni** about the result* o* the program, focusing on d*ug addictio* and verify th* results *or the soci*l r*int*grati*n of young peo*le. The *ethodology used wa* a cas* st*dy u*ing the assu*ptions *f qua*i*ative resea*c*, wi*h *erme*eutic, ana*ytical, de*cripti*e and obse*vational method, and th * content an*lysis te*hniques of analysis an* *nterpretat*on of dat* through questionnaires with open q*estions an* analy**s c*ntent of the an*wers ab*** the pl*nned act*ons. In the studied *opul*t*on, the m*m*er* wer* incl*d*d in the local community, the prof*ssionals of th* *rogram, the schoo* students in*olv*d with **l*gal drugs a*d teacher*. The results sho*ed *he positive effects of act*on, a* a part o* community m*mbers reco**ized th* anti-dru* actio*s in the community. Managers ind*cated **sitive resu*ts wit* y***g *r*g add*c*s who h*d family sup*ort *nd **ught help f*om professionals linked to the *ro*ra*. Students indicated a decrea*e in the use a*d trafficking of drug* w*th*n th* school and *on*irm*d **at the places f*r *upport groups and tr*atment are being off*re*. T*achers *onf*rmed that **ug *s* has declin*d *n that school. It wa* con*****d that t*e positive results of a*tions were perceived by the school com**nity. Keywo**s: *rug Add*ction. He*lt* Edu*a**on. Pub*i* Policy. **v. FSA, Teres*na PI, v. 13, n. 6, art. 13, p. 220-*42, nov./dez. 2**6 w*w*.fsa*et.com.br/revista V. *. M. Gaze, J. V. L. *obai*a 222 1 INTRO**ÇÃO A gestão *ública no Br*sil, ao long* de s*a H*s*ór*a, sempre enfren**u *ificuldades p*r **lta de r*curs*s ou *á gestã* nas á**a* sociais. O a**ndime**o público de saúde, po* exempl*, er* restrito *os trabalhador*s com regis*ros formais, * q*e d*ixa*a a popul*ção a*tônoma à marg** d* *istema *e Saúde (RIBEIRO, 20*0). Essa *eal*dade se mod*ficou *t*av** da pr*mulgação da Constitu*ção *ederal de 1988, *o* a cr*ação ** Sistema Ún*co de S**de (SU*). * normati*o *ro*o*eu a garantia da pres*ação de serviços ** s*úde p*bl*ca c*mo *ireito de to*os * de*er do E*tad*. * *ocument* regulamen*ou a* obrigações do Estado para com a Educação Públi*a. Com* consequência desse process*, as áreas de assistênc*a social enfrentaram * fragmen*ação e a má gestão d*s P**íticas *ú*licas. *o entan*o, a nova G*st*o *ú*lica, *ocument* ela*o*ado p*ra definir as dir*trizes e ações *om o o**etiv* *e *ode**izar a a*m*nistra*ão da coisa públi*a, i*cen*iv*u a cr*aç*o de Programas de Governo que con*emp**s*em a integraliz*ç*o dos serv**os prestados à po*ulação (TINO*O, 2010). A atuação ** Estado * fu*d*ment*l para c*mb*t*r o prob*ema. A gestão dos re*ursos p**licos d** área* de Educaçã* e *aúde é pr*mordial pa*a o cumpri*en*o das obri*ações Co*stit*c*o*ais do Es*ado Brasil*iro n* área social. Os governos Feder*l, Estadual e *un*cip*l vê* criando, n*s úl t i * os an*s, alternativas para elaborar, prog*a*ar e avaliar p*líticas pública* com o o**etiv* de aperfeiçoar *s ín*ices d* *ualidade dos serv*ços *úblico* *fertados ao* cidadãos. A *esfragmentaç*o *as política* púb*i**s mostra-*e como uma alterna*iva intere*sant* pa*a o E*tado atingir *uas **rig*ções para com os *idadão* e ame*izar e*s* *uadro (RIBEIRO, 2010). Assim, foi criado Progra*a Saúde na *scola (PS*), com o*jetivo de * p*omo*er a quali*ade de v*da *as cr**nça* em idade esc*lar q*e u**lizam *s *erviços p*bl*cos educacionais (BRASIL, 2007). O Programa cons**t* na presta*ã* de se*viços de Atenção Bá*ica de Saúde p*lo Es*a*o na* *s*olas públicas. D**tr* os divers** s*rv*ç*s de saúd* ofe*e*ido* pelo *SE, desta*a-se o a*endimento de Saúde Me*tal, que trata d*s jovens *suários de dr*gas (BRASI*, 2013). A dr*gadiçã* * um tema desafia*te p*ra a socied*de atual. O assunt* pos s ui um a v*rieda** de opiniões sobre como abordar o problema do crescente **nsum* de d*oga* no Brasil e no mundo (ROBAINA, 2*07). É fa*o que o comércio de drogas ilícitas m*vim*nt* val*res *entávei*, com estimativas ** que o* **nsumid*res gastem ce**a d* 150 bilhões *e dólares na *ompra de entorp*centes por ano. T*is valores *efle*em o poder que r*presenta *ste *ev. FSA, Teres*na, v. 13, n. 6, ar*. 13, p. 220-242, nov./d*z. 2016 ww*4.fs*net.com.br/revista O P*ograma *aú** na *scola c*m E*foque em Drog*diç*o: As Percepções da C**unidade Escolar 223 *om*rcio, mostrando a gigant*sca pe*etração *es*as substância* no *undo (BARROS; PILLON, 2007). Diante d* expos*o ap*e*enta-** o prob*e*a d*sta pesquis*: *s percepções da comun*da*e escolar sobre os res*l*ados do PSE a cerca da d**g*d*ção indic**am res*ltados favorá*ei* à reinte*ração soci*l dos *ovens? Como forma de responder a essa pergunta, o objetiv* ge*al do *rabal*o *oi de ana*is*r as percepções do* membro* *a comunidade esc*l*r e dos *epresentant*s da socied*de env*lvidos n* Programa Saúde na *sco*a, *m r*lação à drog*d*ção e os r*sultados referentes * reintegração dos joven*. Os *bje*iv*s específi*os incluí*am co*hecer as percepções d*s pa*s sobre o PSE em rela*ão * criação e *es*ltados dos Grupos de Famíl*as Sol*dárias, diante da redução ou elimin*ção do uso de dr*g*s p*los jovens; anali*ar *ção a esse*ci*l dos mediador*s do P**/G** de criação de grupos inters*toriais de disc*ssão de ações de saúde mental/dr*ga*ição no t*rritório escolar, referente à re*ução ou *lim*nação d* *so d* drogas p*l*s joven*; in*erp*etar a ação *ptativ* d* PS* de c*iação de grupos d* jovens diante d* manejo de conflitos no amb*e*te e*colar, e* rel*ção à *edução o* elimina*ã* do us o de drogas pelos mesmos; con*ec*r *s cu*sos de Capacita*ão /EAD do PSE d*sp*n*ve*s ao* pro**ss*res e sua i*por*ância no combate ao *so de drogas pelos joven*. *essa form*, diante da impo*tân*** da temát*ca *ue envolve o uso de s*bstânc*as ilegais *elo* jov*ns *suário* dos s*rviços públicos d* educação, a presente *esquis* teve o*jetivo de avaliar as a*ões do PSE, com enfoque em drog*dição. Est* artigo origina-se *a Tese de Dout*rad* em C*ênc*as da Educa**o defendida na *niversidade Evangélic* do Paragua*, *m ja*eiro de 2*16. Esta tes* ab*rda o Pr*grama S*úde na Escola de mane*ra mais ampla, no *ue se r*f**e a* apo*te te**ico e outras refl*xõe*. * REFERENCIAL TEÓRICO Uma das grandes *udanças provocada* pelas teori*s de Pestal*zzi, Froebel e *e*bart foi a *ubst**uição *a *enomi*ação de mestre por educa*o*. E****nto o *estre foi até então * respon*áv*l pelo ensino e pela *nstr*ç*o dos conteúdos escolare*, ao *ducador *or**spo*dia, além das tarefas do m*stre, *s *e ensinar aos educand*s os se*time*tos de amor, b*n*ad*, *oral * fra*ernidade. Mediante a educação, homem o d*veri* se converter *m um me*bro proveitos* *a s*ciedade (PESTA*OZZI, 2006). Da mes*a forma, todos os meios que ut*liza**em a Rev. FSA, Teresina PI, v. 13, n. 6, *r*. 13, p. *20-242, *ov./dez. 2016 www4.fsanet.c*m.br/revis*a V. A. M. Gaze, J. V. L. Robai** 224 educaç*o elementar deveriam estar construí*os sobre a fé e o amor. Além da *ropagação das qualidad*s técnicas, os novos mod*los do*entes coinci*i*a* **m a e*igê*cia de ce*tas qualidades humanas. Assim, virtudes como, mora*, so*ial, obediência à hiera*qu*a escolar e governamental, ca**nho, amo* * **c*ção pa*s*ram * compor as qua**dades nec*ssária* ao trab*lh* docente (DURÂE*, 2011). De acordo com sua do*trina, * ap*endizagem em uma *ala de au*a *epend*ria de um ambien*e facilitador, em que o professor deve*ia as*umir *titud*s hu*anistas dur*nte a rea*iz*ção de suas práticas *ocentes. A didática centr*da n* *essoa valor*zar*a o pr*fe*s*r * o al*n* como indivíd*os. Seu trabal** argum*nto* *ue a relação *ducacion*l pode existir e* um clim* de res*eito mútuo, onde cabe ao prof*s**r dar ao al*no con*ições fa*oráv*i* para desenvolver seu potenc*al ***electual e afetivo. E* relação ao contexto *e*te traba*ho, são m*itas a* c**tr*buições *o autor *ara a educaçã* e a sa*** (ROGERS, *974). O educador tem o *apel de a*eitar a pessoa d* aluno, *s **us sentimentos, a* suas o*i*iões com valor p*óprio, c*nfiar nel* sem o julgar. É uma c*nfiança no organismo e huma*o e uma crença nas suas capac*dades como pess*a. Ainda *e acord* com *ua filosofia, o *duca*o* deve mos*rar-se como uma pessoa *e*l, sem má*cara *a r*lação com o aluno. *ssa atitude levari* a rela*ão de pes*oa *ara pessoa, não de um pap*l de prof*ssor *a*a um pape* de alu*o (RO*ERS, 1974). Logo, essa dout*i*a é *dequada a* cont*xto ne*essário para lidar com a t*má*ica das drog*s *ntre *s joven*. Se *s co*dições facilitado*as descritas pelo *sicólogo esti*erem presentes n* relação, o indi*í*uo entra num pro*esso de acei*açã* de si própr*o dos **us e sentimentos, tornand*-se a pessoa *ue des**a ser, *ais flexível n*s suas percepç*es e mais capaz de aceitar os outro*. Ao modificar su*s características pessoais de modo construt**o, o s** humano adota um compor*am**to ma*s ajustado à sua realidade (ROGERS, 1974). No entanto, são muitas as dific*ld*d*s en*ontradas pelo *s*ado ao pro*er S*úde e Educação de qualidade para s*a população. Os fatos mostram q*e a ciê*c*a, *o longo de s*a h*stória, evoluiu, qua*do contempl** o conhec*m*nto empíri*o em d**rimento da racional*d*de científica. No entanto, *sse *odelo atravessa uma crise, *ue po*e ser co*statad* pelo processo de transformação social sofrido pela sociedade conte*porânea. Como exemp*o, temos * po*reza e*t**ma *e pa*te significativa da população mu*dial, * aumento da* des*gu*l*ades sociais, a degradação am*ien*a* e a *usên**a d* soluções par* esse* *roblem*s (SANTOS, *00*). Rev. FS*, Teresina, v. 13, n. 6, art. 13, p. *2*-*42, nov./dez. 2016 ww*4.fs*net.com.br/r*vista O Programa Saúde na *sc*la *om Enfoque em Drogadiç*o: As Perce*ções da Com*nidade Escolar 225 Em virtude d*s dif*culda*es d* mundo atual, o **manismo *eto*a a visão holís*ica da Medicina *ara todos os d*termin*ntes de s**de das pop*lações. Essa ação inc*ui a r*va*o*izaç*o d*s variantes socia*s, cultu**is, ét*cas hum**as dos processo* de *aúd* e e *oenç* dos *ndi*íduos e da* com*nidades, no sen*ido *e aproximar o c*id*do em saúde das n*cessidad*s das populaç*e* (BINZ, 2010). Assi*, emergem as propost*s da hu*anização, tomad* como política, orien**da po r p*incí**os e compro*etid* não *penas *om ideais t*óri*os, m*s também com modos de *a*er, c*m pr**esso* ef*tiv*s de transf*rma*ão e co* * criaç*o de novas re*lidad*s. Nos *l**mos anos, importa***s pas*os foram d**os para rev*talizar os valores *umaní*ti*o* na saúd*, e **sim, const*uir uma po*ítica naci*nal de humanização como obje*ivo de *ualifica* * SUS (BI*Z, 2*10). Os achados do pre*ente *esqu*sa indicam re*ul*ados positivos em *elação a esses obj**ivos. 3 METODOLOGIA *este tra*alho f*ram utili*ados os fundame*tos vinculados ** pesquisas qua*itat*v**. Uso*-s* o **tod* Her***êutico, por meio d* Técnica da Análise de Co**eúdos, que é base*do em categor*as princi*ais que, *onsequente*ente, darão origem às cate*orias especí**cas, construídas pela i*terpretação das ideias p*ese**es nas q*estões abertas ofer*cidas para serem respon*idas pela amost*a (OA*GEN, 199*). As categorias p*i**ipais que, co*sequentemente, darão *rigem a categorias específicas construídas pel* i*terpretação da* ideias. Utili**u-*e a *nter**etação do discurso. Ta*bé* se abordou o Método Hermen*utic*, acompanhad* da técn*c* da análise de conteúdos. Os ind*ca*ores usados s* co*s*ituem nas *ategorias pr**cipai* * o* registros ma*s significativos consti*u*rão *s cate**rias específicas para cada fal* (OAI*EN, 199*). Esta *etodo**g*a foi escolhida por se enquadrar nos pr*p*sitos des*e trab*l*o, tendo o* m*canismos *recisos par* elaboraç*o e execuç*o do projeto, principa*men** **r propor*ionar a utili*açã* do *étodo de análise de co*teúdo **ra efetuar a análise dos dado* coletados nas entrevist**. Assim, o *resent* *r*b*lho adotou pr*cedimen*os car*c*er*s*icos das **squisas qualit*ti*as, valen*o-se da análise de conteúdo co*o fo*ma de o*g*ni*ar e sistematiza* o* dados cole*ados. Ela busc**, ao mesm* tempo, in***pretar os sig*i**cad** das *xpressões dos Re*. FS*, Teresina PI, *. 13, n. 6, art. 13, p. 22*-242, nov./dez. 2016 www4.fsane*.*om.br/re*i*ta V. *. M. G*ze, J. V. L. Robaina 226 sujeitos e*trevistados, agrupando-as em cat*g*rias temá*icas ou dim*nsões, que emer*em das teori** em que a pesquis* se apoia e nas fal*s d*s int*rlocutores. O plano de análise *o* realizado através da seguinte forma: o *rimei*o passo consis*i* *a leitura das e*tr*vista*, *o* o objetiv* de obter *ma compree*são ger** da s*t*ação. O segund* pas*o f*i a transcrição do c**teúdo. Na terceira *tapa, deve-se faze* a leitura do m*terial *om * finalidade *e ide*tificar suas cat*go*ias, enquanto no quarto passo *labora-*e a síntese final. Esta é feita com a subdivisão *m c*te*orias, dimensões ou temas (GONÇALVES, 2005). A p*pulação da *esquis* *ncluiu a comunidade escol*r e *oi constituíd* p*r pai*, ge*tores do P*E, joven* e professore*. F*ram entre**stad*s três indi*íduos em ca*a *rupo. E*ses *oram ouvidos com * objetivo d* compreende* os s*beres que esses atores sociais possuíam *obr* a problemática da drogadição e como o PSE imp*ctou essa *e*lidade. I*D *1/2014 - Me*bros da Comun*dade. Quadr* *- ICD apli*a*o aos *embros da com*nidade CATEG*RIAS PRI*CIPAIS/INDICADORES (CP) TÓPI*O PROPOSTO CP 1.1 - Co*hec*me*tos que as famílias p*ssuem s*br* dr*ga*. Concepções s obr e drogas: us o, *b*so, *ependên*ia e qualidade de vida. C* 1.2 - C*nhe*i*entos adquir*do* nos grup*s de apo** à saúde m*n*al e combate *o uso de drogas do PSE. C**o as família* trabalharam o* objet*vos *o grupo de compartilhar os *a*ores e *tit*des que podem s*r de*cobertos nos *ncont**s, co*o, ** * exem*lo, c*n*ianç*, estima, cuidado, li*ar com *moções ambíguas, reconhecer-se na fala do out*o e po*er *xpressar os pró*rios se*timent*s. Co*he*imentos sobre droga* adqui*idos nas ações dos grupos solidários co* os agentes do PSE. CP 1.3 - Relacion*ment** adolescentes/família/comunid*de. Relacionamentos da família com adolescentes us*ários de droga* Ocorr*nci* de re**çõ*s en**e a escol*, família, c*munidade e sociedade sobre drogas. CP 1.4 - Resultados das at*vidades Houv* *uxíl*o às famílias a *inimizarem os Rev. FSA, Teresina, v. 1*, n. 6, art. **, p. 220-242, no*./dez. 2*16 www*.*sane*.com.br/revista O Pro*rama Saúde na *scola com Enfoque em Drogadiç**: *s Percepçõe* *a Comunidade Escolar 227 d*s *rupos *olidári*s d* PSE. fatores de tensão na *elação com seus filhos, identific*ndo fator*s e at**udes protetora* na prevenção de riscos para o des*nvolvimen*o da criança e estim*lar a integraçã* de **ns hábitos no c*tidiano das relações *amili*res? H*uve re*ução ou eliminação do us* d* drogas pelos jovens d*corrente da participação das *am*lias nos gru*os de ap*io do PSE. Fonte: Adapt*do ** Robaina (2*07). *CD 02/2014 - M*diado*es dos grupos intersetori*i* de *iscus*ão *e ações de sa*de mental no terri**rio *s*olar. Quadr* 2- IC* aplicado ao* gestores/mediadores *o PS*. CATEGORIAS P*INCIP*I*/INDICADORES (CP) TÓPIC* PRO*OSTO CP 2.1 - Conhecimentos que o* memb*os *os GTI po*suem sobre d*ogas. Conhecim*nt*s qu* possui sob*e d*o*as. Co*hecimento sobre o(s) tipo (s) de d*og*s qu* cheg*m * escola * como chegam. *P 2.2 -.Avali*ção e dif*c*ldades enc**tradas durant* o trabalho de impla*tação dos g*upo* *e trabalho intersetoria* do PSE. O g**po foi uti*i*ad* como es*a*o de *perfeiçoament* de pessoas e instituições para a reali*açã* de um trabalho comum, si***mát*co, ju*to aos próprios *r*ba*hadores de saúde e educação, ampliando sua cap*c*dade de compreensão e inter*enção sobre * mund* e so*re si mesmo? Por meio dos gr*pos, os *rofi*sionais *e saúd* e educação *nco**ram-s* para si*t*ma*i*ar, ref*etir * orga*izar coletivamente a p**moção *a *aúde mental n* territó*io escolar? H*uve demand* de encaminhamento pela eq*ipe de s*úde *e algum j*vem pa*a o*tros serv*ços? Esse atendi*ento foi implicado ou *eduz*u-se a um *rocedimento bu*ocrático? Rev. FSA, Teresin* PI, v. 13, n. *, *rt. 13, *. 220-*42, nov./dez. 2016 ww**.fsanet.com.br/revista V. A. M. Gaze, J. *. L. Roba*n* 228 Em caso de encaminha**nto implicad*, o responsável participou ativamente de to*o o process* *e chegada do ca*o a **u novo destino? O m*diador perman*c*u a*en** e a*ivo n* aco*pan*amento *a sit**ção, artic*l*nd* e construindo *ma *ede *e atenção int*gral? Fonte: Adaptado de Ro*aina (2007). IC* 03/201* - Jovens Quad*o *- ICD apl*cado aos jovens dr*g*ditos da escola em qu*s*ão. CATE*ORIAS PRI*CIPAIS/IN*ICAD**ES (C*) TÓ*ICO *R**OSTO CP 3.1 - Conheci*entos sobre droga*. Concepção so*re drog*s: us o, abuso, **pendência e qualidade de v*da. Ac*sso e *quisi*ão de *rogas: conheciment*s *xistentes pr**iamente e o* ad*uiridos. Hist*ric* d* seu **esso a* consumo de drogas. Influências q*e definiram s*r um us*á*i* de drogas. CP 3.2 - R*açõ** e s*ntomas do uso de drogas. Situaçõe* em que sente nece*sidade de usar a **oga. Re*ções que sen*e q*ando utiliza d*ogas. *P 3.3 - Per*pectiva de vida/f*tu*o xuso de droga*. Pers**cti*a de vida *omo usuár*o de d**gas. *P 3.4 - Relações do* adolescentes * * consumo de *rogas na escola. Relações que e*tabel*ce *o ser *m usuário, q*ali*ade de vida e * vida atual (r*lações intra e int*rpessoa*s). CP 3.5 - *va**ação dos grupos e*tr* *ares *o PSE, para fome**o do protagon*smo da infância, adole*cênci* e juvent*de no manejo *e conflit*s no ambie*te escolar, p*ra es*ol*s do e*sino fu*dam**tal * A *ro*oção da sa*de m*ntal junto a c*ianças, adolescentes e jovens obteve suc*sso n* objetivo de construir múltip*as r***ções de inter*ependência e de protagonismo? Foi atingido o objetivo da cri*ção de grupo* Rev. F*A, Ter*s*na, *. 13, n. 6, art. 13, p. 22*-242, nov./dez. *016 ww**.fsane*.com.br/*evis*a O Programa Saúde na Escol* com E*foque em **ogadição: As Percepçõ*s da C*munidade E*co*ar 229 médio. entre par*s para manejo *os c*nfli*os na escola, valor*z*ndo o ato reflexivo pa*a a co*strução col*tiva de camin**s de solidariedade e inclu**o? Fo*te: Adaptad* de R*baina (20*7). ICD 04/201* - Professores Q*a*ro 4- ICD *pl*cado aos profe*sor*s. C*T*GO*IA PRINCIP*IS/INDICA*OR*S (CP) *ÓPICO *RO*O*TO CP 4.1 - Conhecimentos sobre drogas. C*nh**ime*t*s que possui sobr* drogas. Co*hecime*to sobre o(s) tipo (s) de drogas que chegam à escol* e como chegam. CP 4.2 - C*nhecimentos adqu*ridos. Font* d* obt*n*ão e/ou caminhos **ra o *ce*so a*s conhecimen*os s*bre dro**s. CP 4.2 - C**h*cimentos adquiridos - avaliação dos cursos de capaci**ção aos pro*esso*es vinc*lados ao PSE. Op*nião sobr* os *urs** de capac*tação vi**ulados ao PSE, CP 4.3 - Conhecime*tos da experiênci*. Como se relaciona co* ado*e*centes q* e usam drogas, no cotidiano da e**o*a. CP 4.4 - *elac**namentos *dole*centes/família/***un*dade. Op*ni*es dos *rofessores so*re o c**sumo de d*ogas pelos ado*esc**tes. *i*tór*co em relação ao uso e/ou vivência c*m dr*ga* e/o* usuári**. D**i*uldades encontr*das no relaciona*e*** c*m *dolesc*ntes qu* usam drogas. CP 4.5 - Pr*venção ao uso *e d*ogas. C om o você trata em suas aula* da prevenção ao uso d* drogas. Opinião *o*re *s práticas pe*agógicas na escol* sobre o uso d* droga*. Rev. FSA, Te**sina PI, v. 13, n. 6, a*t. *3, p. 22*-242, *ov./dez. 2016 **w*.fsanet.com.b*/revista V. A. *. Gaz*, J. *. L. R*baina 230 **nte: Ada*tado de R*ba*na (2007) 4 RESU*TADOS E D*SCU*SÃO *s result*dos das entrevistas com o* pais de alu*os, membros da *om*nidade, *ostram uma com*nidad* que já *om*ço* a perc*ber que e**ste algu* tipo de apoi* governamental para o tr*ta*ento das *rogas, *pesar *e se*tir essa a*uda *inda dista*te, d*s trê* e*tre*i**ad*s, doi* r**ata*am total d**co*hecimento das ações *o *rograma. ** entan*o, As en**evistas mostraram q*e o conheci*ento sobre *rogas da comuni*ade * *autado no senso comum e na casuístic* de **ber que certa vi*inha t*nha um fi*ho que usava *rogas, porém o Estado nada **z *or ele, por *xemplo. Aqui, e*tão, temos uma l*mitaç*o do estudo. Ao escolh*r a abor*a*em q*alitativa do estudo de c*so, n*o tem*s um núme*o exp*ess*vo de *ntrevistas com o* participante* para *erificar se r*a*men*e não houve ap*io *o Programa, ou se * famíl** e**revistada não teve *cesso por desconh*cime*to da* suas atividades. No ent*nto, a *antagem da entrevista *ualitativa foi p*d*r se aprofu*dar *os diz*res *os indiv*duos. Um me*bro da comunidade *firmou, de forma positiv*, que c*nhecia as ações d* combate à drogadiçã* do Programa, *e*terou q*e os c*rsos são *ferec*dos para os qu* procur*m ajuda e *ensa que o consumo *e dro*as dim*nuiu naquela esc*la. Assim, podem** observar que o res*ltado pode ser conside*ado p*sit*vo, uma vez que existe um início de trabalho promissor dos grupos de *poio e t*atament* p*ra as famílias e jovens. O *ra*alho de *ammes (2*05) rea*i*ma a imp**tância do tra*amento do* i*divíduo* através dos gr*pos de trabalho inters**or*ai*. É conhecido qu* * objetivo das a*ões que *omb*tem a dr*gadição é diminuir ao máx*mo o *úmer* d* usuá*i*s e *amília. Então, am*liar o atendimento aos jo**ns *suários, n*s níve*s pr*mário, secundá*io e te*ciário, *ind* é um i*portante de*af*o para qua*qu*r instit*ição que *enha o *rop*sito de prom*ver * comb*t* ao uso de drogas, segundo Ospina- *iaz e Manrique-Abril (2*14). P*r sua vez, os res*ltados com os servidores q*e a*uam no Programa indic*ram pontos positiv*s iniciais, bem com* a* dificuldade* en*rentadas. Os r*su*tados mostra*a* qu* os g*s**re* do PSE s* most*aram mais bem preparados para *id*r com a tem*ti*a das drogas do que o* **o**ssor*s. *elatar*m t*mbém q*e par*iciparam de c**so* of**ec*dos pelo pode* públ*co *omo fo*ma de educação conti*uada. Dos t*ês servidores *ntrevistados, uma *ra a prof*sso*a re*ponsável por coordenar o PSE na unidad* escolar, e acumulava suas funçõe* regu*a*es com as ati*idades *o Prog*ama. R*v. FSA, Teres**a, v. 13, n. 6, art. 13, p. 220-242, *ov./dez. 2016 www*.fsanet.c*m.br/revista O Progr*ma Saúde na Escola com Enfoqu* em Droga*i*ã*: As Percepç*es d* Comu*idade Escol*r 231 A edu*a*ora revelou que a e*cola se utili*a de fo*ça policial par* abord*r o* u*uá*ios * *p**ender as substâ*cias. A abordage* repres*ora está *e**o substituída pelo Progr*ma de Redução de Danos, de *cordo *om *efferman, (2006). A vantagem dessa abordagem é humanizar a fo*m* de lidar c*m a d*oga*ição, f*c*nd* as açõe* na prevenção e nas causa* do p*oble**. As demais e*trev*sta*as, u*a assistente s*cial e uma enfermei*a, *oram servidoras do posto de *aúde, no que t*abalham *m **njunt* com a *scola. Essas são as r*spon**veis pel* **renciament* dos *rupos de con*ivência interseto*iais que objetivam dar su*orte aos drogadito* e *amiliares. A interpretaç*o do conteúdo da* entr*vis*as indi*ou que a peça-cha*e para o sucesso da reabili**ç*o *o* jovens usuá*ios é * **tere*se das fa*ílias e* encam*nhar-*os ao *e*tro *e sa*de. Os relatos mostraram que os pais **teressados em tratar seu* *ilhos obtiveram sucesso, indicando que existe o aparato go*e*nam*ntal para auxílio do problema, *esmo que ain*a ins*ficie*te ** pouco d*vulgado. *sse* res*ltados são *on*istentes com o* *chados de Varga* (2013). A interpretação dos result*dos dos al*nos mostra que o usuári* de dr*g** * frágil, porque acha *ue algo r*im como a *roga pode *he *razer fe*icid*de, segundo Roba*na (2007). Esta constataçã* é tamb*m comen*ad* pe*os ado*esce*tes em *uas entrevistas. *firmam ele* q*e, se um jovem estive* *raco emocionalmente, este fator pode** lev*-lo ao uso de *ro**s. Situações c*mo esta* *ão comuns hoje no universo *o* *suários. E*tes adole*centes est*o *em vínculos, com autoestima baixa e sem *umo para as suas vidas, de a*ordo *om Robai** (*007). P*ecisa de ajuda e, na maioria da* vezes, *sta ajuda deve vir de casa ou da escol*, através de projetos d* prevenç** e tratamento, como o P*E. A entrevi*ta *om os alunos mostra o caráter multifat*r**l da drog*dição: c*u**s fa*iliares, so*ioec*nômicas e falta de apoio do Es*ado e ref*et* * di*iculd*de em reduzir a incidência do *roblema, se**nd* Barros e *illon (2007). Os r*latos *os *lunos ilu*t*aram as di*i*u*dades enco*tradas pelos atores po**tic*s ao lidar com a temática. *s a*unos entre**s*ado* *o*trar*m-se *ragil*z*dos pelo histórico do u*o de drogas. *ota-*e *ambém que *a com*nidade esco*ar o uso de *rogas dimin*iu *m relação um a passado recen*e. É um ref**xo de todos os e*f*rços em referente ao co*bate às d**gas feitas rece*temente. Porém, existe um viés: os alu*os usuári*s, que s** minoria, *omeçar*m a se* i**lados pelos dema*s jov*ns. E*se f*to em nada aj*d* n* reabilitação dos d*ogadi**s. *ev. FSA, Teresina PI, v. 13, n. 6, art. 13, p. 220-242, nov./dez. 2016 w*w4.fsanet.c*m.br/*evista V. A. M. Gaze, *. V. *. Rob**na *3* Está l*tente o desafio que a comun*dade escolar precisa enfrenta*. O obje*ivo deve s*r **i*te*r*r *sses jovens à sociedade ** for*a saud*vel, resp*itando o se* humano. * um des*fio possível d* ser vencido. O sentimento *o pesqui*ador é *e que o conhecimen*o dos educado*es é pa*c*al, ger*ndo ***es passivas de *nfrentar o p*oblema. A qu*stão da drogadição p*rece ser *m proble*a paralelo, distan*e ou desfragmentado da r*tin* escolar. A fal*a de c*pacitaçã* do* pr*fe*sores no assunto os impede d* ter uma *ção mais pr*ativa, pr*ventiva e ef*caz para lid*r com o problema. É impor*ante destacar q*e os c*rsos de cap*citação ofer*cidos *elo P*E, foram dis**nívei* para os edu*adores. P*ré*, *enhum p*ofessor *aquela es*ola se inscreve* *o curso. Infelizment*, *ão foi possível avaliar a qualid*de do* cursos, *orém dev*-se dest*ca* *ue est*vam disponív*i*. Ta*bé* *xiste a intersetoria*id*de com a U*idade de *aúde e os p*ofission*is da assistência social. Fisicamente, as u*idades d* *nsino e saúde tamb*m s*o próximas * existe o *ntercâ*bio e*tre os serviços. *s re**tos m*str*m f*eque**es reuniões e palestr** com os alunos voltados *ara as açõ*s do P**. O cen*rio amo**ral *oi de um trabalho que está n* *nício, porém prom*sso*. Pod*mos *maginar uma estrutura pronta para f*ncionar, fa**ando apenas *m bom "o**ra*or". * **teressant* rel*tar o sentimento de *u* o uso e, principalmen**, o tr*fico ** droga* dentro *a *scola parece diminuir. Os us**rio* são identificados, porém ainda pre**sa* re*eber a*ençã* e*pe**alizada, c*id*dos *ue são * fo*o das açõe* d* Saúde *enta* do Programa. Um* *ificulda*e notada fo* a carga hor*ria da respon*ável pe*o Programa naq*el* Uni*ade. A professora encar*egada de coo**enar o PSE tamb** *ossui atribuições, *lém das e* questão, o que d**iculta mu*t* a *m*lantaç*o *as açõe*. L*go, o PS* func*ona como um encarg* par**elo na *á atribulada *ida profissional desse indiv*duo. Com a realização des*a p*squisa, alguns aspec*os relev**tes p**mitem que sej* levado em *ons*deraçã* quanto à temá*ica *as dr**a*, e como o p*der *úbli*o pode auxilia* no seu enfrentamento. Partin*o de*ta pr*missa, é *ossível recome*dar um tra*alho m*is amplo de *ivulgação ** pr*b*emát*ca das dro*a* na c*muni*ade leig*. E*sa açã* é im*ortante para prevenir *s novos c*sos de drogadição e *uxiliar n* t*atamento dos jov**s dr*gad*tos. Rev. FSA, *ere*ina, v. 1*, n. 6, art. 13, p. 220-242, *ov./dez. 2016 www4.fsanet.com.br/re*ista O Programa Sa*de na Escola com Enfoque em Drogadição: As Percepç*es da *omunid*de Escolar 23* 2.1 *nálise e Discussão: *nstru*ento de Coleta de Dados **/2014 - *amílias Dos Jov*ns Quadro 5 - Apr*s*ntação *os resultados CAT*GOR*AS PRINCIPAIS/IND*CADORE* (CP) RESPOSTAS DOS ENTREVISTADOS CP *.1 - Conhecimen*** que as fam*lia* possuem sob*e drogas. As drogas af*t** a quali*ade de **da das fa*ílias dos *suár**s (3/3). *P 1.2 - Conhe*im**tos adquiridos nos gr*pos d* apoio à saúde mental e *ombate a* uso de d*oga* do PSE. O curso é ofere**do, *as deveria ser melhor divulgado (1/3). O curso não é oferecido (2/3). CP 1.3 - *elacionament*s adolescentes/famíli*/comunidad*. A problemática *as d*og*s destrói o a*biente familiar (3/3). CP 1.4 - Resultados das ativid*des dos grupos solidários do PSE. A p**blemática das **oga* *st* aument*ndo, apesar dos es*or*os do **ve*no (3/3). Fonte: *daptado ** Roba*na (2*0*) 2.* Aná*is* e Disc*ss*o: *nstru*ento de Coleta de Dados 02/2014 - Ges*ores dos gru*os de tr*balho Quadr* 6 - Apresen*ação dos resultados CATEGOR*AS *RINCIPAIS/IND*CAD*RES (*P) *ES**STAS DOS *NT*EVISTADO* A secre*aria de e*ucação já dis*onibili*ou algun* c*rsos a respei*o do uso, da depen*ência. **s procuram*s nos at*alizar a respeito, por esta* l*d*ndo com *sso dentr* da escola (2/3). Rev. FSA, **re*ina PI, *. 13, *. 6, *rt. 13, p. 220-242, nov./*ez. *016 ww**.fsan*t.c*m.br/rev*sta V. A. M. Gaze, *. V. L. R**aina 234 CP 2.1 - Conh*cimentos que *s mem*ros **s GTI possue* sobre dr*g*s. N*o tive tr*in*m*nto par* atuar na *emátic* das *rogas (1/*). Maconha é a droga mais utilizada, s*bem*s os efeito* que c*us*m (*/3). O crac* e * ál*ool s*o drog*s que afetam indivíduos de todas as idades, devido ao fácil ac*s*o (1/3). O u*uário de *rack aprese*ta eleva*os índices de dependência (2/3). O* *suário* vendem *e tudo, até m***o *eus fil*os, por causa *a drog* (1/3). Os alunos le*am a droga *r a dentro da escola (2/3). *uando nec*s*ário, pedimos auxílio pol*cial para r*vist*r a escola (1/3). CP 2.2 - Avaliaç*o e di*icu*da*es encontradas durante o trabalho de impl*ntação d** gr*pos de trabalho i*terse*orial do PS*. Os pro*i*sionais da Assistê*cia S*cial e da *aúd e *stã* presentes nas **ões *o P*E (3/3). *m rela*ão às *ro*as, a *itua*ão amenizou bastante. **sa é uma política da di*eção d* esco*a de coibir * *so de dro*as, i*d**ende*te do PSE o *o*b**e já vi*ha se**o fe*to (3/*). Fazemos operaçõ*s conjunt*s com a p*l*cia mil*tar, *or inici*t*va da escola. **sas opera*õ*s p*ssu*m alguns entraves, mas uma ope*a*ão *ev. *SA, Ter*sina, v. 13, *. 6, ar*. 13, p. 220-242, nov./de*. 2016 www*.fsanet.c*m.br/revista O *rogr*ma *aúde na Escola co* Enfoque em Drogad**ão: A* Percepções da Comunidade E*co**r 235 *ficaz são as operações co* os c**s da polícia (1/3). Est*mos executando p*lestras infor*ativas nas *scola* com pe**oas que já *oram us uár i os e *ão s*o mais (3/3). O* jov**s qu* *uscam tratamento, *ue vest*m a c*misa, apr*senta* b*ns resu****os (3/3). Nós temos * auxilio *o cen*r* de saúd*, *igado *o Progra*a. A nossa maior dificuldade é a família do j*vem (3/3). A* dem*is **i*idades do PSE foram *m*lantadas, como a avaliação oftalmológica dos meninos e a odontológica, *ue sã* a* o*tras aç**s *o PSE (1/3). E*is*e o *r*b*ema de falt* de acesso ao CAPS (2/3). Fonte: Adaptado de Robaina (200*) 2.3 Anál*s* e Discussão: Instrument* de Coleta de D*dos **/2*14 - Jovens Q*adr* 7 - Apresentaç** dos r*s*ltados. CATEGORI* *R*N*IPAI*/INDICADORES (CP) RE*POSTA* DOS ENTREVIS*ADO* CP 3.1 - Con*ecimen*os dos jove*s sobre *rogas. Dr*gas é o contato com qualquer su*stân*ia, não seja le*a**zada, q*e afetam a vida da* pessoas, prej*dicando a saúde (3/3). Rev. FSA, *ere*ina PI, v. 13, n. 6, art. 1*, p. 22*-24*, nov./dez. 2*16 www4.fsanet.c*m.br/revis*a V. *. M. Ga*e, J. V. L. Roba*na *36 *á fui usuário de drogas (*/3). A m*conh*, trazid* d* forma escondida pelos alu*os para d*nt*o da e*c*la, é a droga mais *sada (3/3). CP *.2 - Reações e sin*omas *o uso de drogas. Influ*ncia do grupo s*cial como fa*or dese*cadeante do uso (3/*). O jovem *e sen*ia agres*iv* e alt*rado psicolo***amente (3/3). CP *.3 - Pers*ectiva *e vida/futu*o x uso de drogas e as r*laçõ*s dos **olescent*s e o c*nsumo de drogas na escol* Os j*vens us uá* i *s não p*s s u* r *o p*rspec*iva de vida (3/3). Jov*n* usuários sofrem p*econc*ito dos demais colegas (3/*). CP 3.* - Avaliaçã* dos gr*pos ent*e pares do P*E, para fom*nto do pro*agonismo da i*fância, adolescência e juve*tude no m*ne*o de conflito* no ambiente es*olar, para escolas do ensino fundamental e médio. *á tive acesso aos grupos de *poio entre os colegas, mas *ão quis ir. (2/3). Nunca partic*pei, nunca me of*r*ceram para p*r**cipar do curso 1/3). CP 3.5 - *revençã* ao uso de drogas. A *i*icu**ade peda*ógi*a é grand*, As práticas pedagó*icas se resum*m a *lgu**s pa*e*t*a* **bre drogas (3/3). **mo pre*e*ção, procura or*entar u* ando *tividades *m *al*, *s *rejuízos *ue a droga *a* (3/*). O gov*rno p*de*ia dar *elhor o*ient**ão a*s professores, cri** u*a s**ana de ativi*ad*s so**e o **sunto (1/3). Fonte: A*aptado de Rob*i*a (2*07) Re*. FS*, Ter*sina, v. 13, n. 6, art. 1*, p. 220-*42, nov./*e*. 2*16 *ww4.fsanet.c*m.br/revista O Programa Saúde *a Es*ola com Enfoqu* em Dr*gadição: As Percepções da Comuni*ade Es*olar 237 *.4 A*álise e Discussão: Inst*um*nto de Coleta de Dado* 04/2014 - Profe*sores Quadro 8 - Apresen*ação do* r*sultados. CATEGORIA *RINCIPAIS/IN*I*ADOR*S (CP) RESPOSTAS *OS ENTR**ISTA*OS *P 4.1 - Conhe*im*ntos *o*re d*og*s. CP 4.2 - Conhecim*n*os **quirido*. *rog** é contato com q*alquer s*bs**ncia, qu* não se*a lega*izada, que os alunos possam usar (1/3). O conhecimento nós buscam*s n* int***et (3/3). A *aconha, trazida de f*r** esco*d*d* pelos a*uno* para den*ro da escola, é a droga mais *s*d* (3/3). *m relação à *ualidade de vida, eles **cam *g*essi*os, pe*sam que * que fa*em é o correto (1/3). CP 4.3 - Conhe*i*entos d* expe*iência. O co*sum* est* dim*nuindo aqui, m*s n*s sa*emos que e*es aind* us*m (1/3). Os jovens u*uários acabam e*teriorizand* * uso (1/3). A últim* apreensão de drogas foi há cinco anos (1/3). Em relação à **rma de lidar com esses aluno*, proc*ro *ão separa* esses jovens Re*. FSA, Teresin* PI, v. 13, n. 6, art. 1*, p. 220-242, nov./dez. 2016 www4.fsa*et.com.br/*evis*a V. A. M. Gaze, J. V. L. Robaina 2*8 dos outros al**os (3/3). CP 4.4 - *ela**onamentos **olescentes /famíli*/ comunidade. *s alu*os us*m dro*as por falta d* o*i*nta*ão, f*lta de apoio fa*iliar * más influê*cias (3/3). Os men*nos são * maioria dos usu*rios (1/*). *m dos maiores problemas da **og*dição é * in*requê*cia escolar (1/3). Uma das *ausas do uso de drogas é a *aix* cond*ção soc*al e a facilidade de obter * dr*g* (2/*). Os relacionamentos são difíceis, os *luno* f*cam viol*ntos, *gressivos e desinte*essado* em fazer as aulas (3/3). CP *.5 - *re**nção ao u*o de drogas. A d*ficuldade pedag**ica é grande, As prá**c*s pedagógicas se resumem a algumas pal*stras sobr* drogas (3/3). Como *revenção, procu*a o*ientar usa*do ativi*ades e* sala, os p*e**ízo* que a droga faz (3/3). O *ove*no poderia dar m**hor orientação aos profes*ore*, **iar um* s*mana de atividades *obre o *ssunt* (1/3). Fonte: Adaptado de Robaina (2007) 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Rev. FSA, Teres**a, v. 13, n. 6, art. 13, p. 220-*4*, nov./dez. 201* www4.fsanet.com.*r/r*vis*a O *rograma Saú*e na Escol* com Enfoq*e em Drogad*ção: A* Percepções da C*munidade Escolar 239 Existem ações públic*s, c*mo o *SE, que podem auxil*ar n* *omb*te às drogas, ma* são d*sconhecidas pe*a comu*idade. Podem-se alcançar ** famí*ias at*avés de ca*panh* antidr*gas na televisão, veícul* *uito u*ilizado pelo perfil *a comun*dade * ser ins*ruída. Pode-se ampliar o campo de at*ação dos grupos de apoi* int*rdis*iplinar pr*movid*s pelo poder público, a*ravés de instruç** das ***ílias dos drogaditos e conscientiza*ão da importân*ia das famí*ias n* recuperação dos jo*ens. Os se*vidores do *r*gra*a con*eguiram conscien*iz*r as fa*ílias através de visi*as espe*ífica* ao* lares *os jovens droga*i*os. Açã* que já oc*rre no *rograma Saúde *a Famíli*. *s vi*itas devem ser amplia*. Impõe-se fixar um *ducador p**a cui*ar excl**iva*ent* do Program* *aúde na *scola. Es** condu*a serv**ia tanto p*ra os profess*res da esc*la qu**to para os se*v*d*res d* pos*o de saúde. O trabalh* desses profissio*ais fica prejud*cado pelo acúmulo de funções e os jovens deix*m, *ssim, de receber a atenç*o *ecessária. Convém uma gratificação s*lari*l **ra o *e*v*do* qu* se *ispuser a ficar exclu*i*am*nte n* Programa. Outra sugestão é iniciar a im*le*entação do Programa de Redução de D*nos na Un**ade Escolar p**quisada e n*s *emais e*colas da re*e pú*lica. Como vi*to, a abor*agem **pressora a*nda es*á presen*e. Pod*-se *nsta*ar um* enfermari* em cada u**dade e*colar, com o a*ompan*a*ento de um enfermeir* fi*o e médi*o em es*ala de rodízi*, p*ra acompanhar os **ve*s. *ode-se f*rt*l*cer o tra*alho de inclusão soci*l dos drogadito* *o *mbi**t* esc*lar, pe*a divul**ção dos grupos de apoio e*tre os pares. F*z-s* necessário estimular os j*vens não e*vo*vidos na tem*ti*a a a*xiliar *a recu*eração dos colegas qu* apr*sen*am o pro*lema. * inclusão s*cial * *em-vin*a nesse *aso. No*sa pe*q*isa mostr*u q*e muito* jovens *saram drogas motivadas pelo exempl* d*s i**i*íduos *os grup*s de convi*ência. Muitos desses jovens possuem fam*lias estrut*r*d*s, qu* não os dei*aram se a**ofundar na drogadição. O sentim*nto deixa*o p*r essa col*ta de dados indico* um *ú*er* menor de jov*ns **m *roblemas sever*s de estru*uração fa*iliar e sinais clín*c*s de prof**da d*ogadiç*o, caso* ma*s **mple*os de serem tratados. Como **sto, *xistem muitos fator*s *ue *ontribue* para o uso d* d*ogas entre os jovens, mas n*m todos *e encontram ao alcance dos gestore* do Pro*rama. No entanto, estimul*r *s pr*fessores a se ca*acitar é um deles. V*em-se difi*uldade* * serem venci*as, po*ém *ota-se a possibi*idade real de atend*m*nto ao* jovens dessa escola do b*irro de Ceil*ndia, DF, se forem e*p*e*ados mai**es esforços *e todos os atores polí*icos envolvi*os n* proces*o. Rev. FSA, *eresina P*, v. 13, *. 6, ar*. 1*, p. 220-24*, no*./dez. 2016 w*w4.fsanet.com.*r/re*ista V. A. M. Gaz*, J. V. *. Robaina *4* Fi*ura1 - Escol* pesquisad*. F*gura 2 - Comprovação das at*vidad*s do *SE na *scola. REFERÊNCIAS BAL**N*, T. S. L.; OLIVEIRA, M. L. F. Uso *e *ro*as *e abuso e evento sent*nel*: construindo uma propost* p*ra avaliação de *o*ítica* públicas. Texto contexto - enferm, Flor*anópol*s, v. 1*, n. 3, p. 488-494, set. 2007. BAR**N, *. *ná*ise de conteúdo. Lisboa: **. 70, 197*. BARR*S, M. A; PIL*ON, S. 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Rev. FSA, Teresina, v. 13, n. 6, art. 13, p. *20-242, nov./d*z. 2016 ww**.fsanet.com.b*/rev*sta

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