www4.fsane*.com.br/revista
Rev. FSA, Teresin*, v. 13, n. 6, art.3, *. 31-48, c 2016
ISSN Impre*s*: 1**6-6356 ISSN Eletrô*i*o: 2*17-2983
http://dx.d*i.org/10.12*19/201*.13.6.3
A Importância da Opinião Pública dos *isitan*es em Ambientes Museológicos: Mu*e*
Afro-Bras*le*ro
The **portance of Pu**ic Opinion o* Visitors in *nvir*n*ents Muse*ms: Museu Afro
**asil*iro
Anayl*on d* Jesus *e *ima
Pro*rama de Pós Graduaçã* em *useologia / Univ***idade Fed*ral da Bahia
Gra*uado em Tu*ismo e Hotel*ria pela Univers*da*e Estadual da Ba*ia
E-mail: a*li*a90@hotm**l.com
Gi*so* Magno dos Sa*t**
Doutor e* Teologia pela Po*t*fícia Uni*ersidade Gr*goriana
Professo* da U*iversidade F*der*l d* Bahi*
E-mail: mag*o.g*l*on@hotmai*.com
*ndereço: Anayl*on de Jesus de Lima
Endereço: End*reço: Pousada St*l*a *o*ic*l - Rua *idi*
*orja, 207, Stella M*r*s, CEP: *1.600-550, Sa*vador/
BA, **a*il.
Endereço: Gilson Magn* dos Sa*t*s
Editor C**n*ífi*o: Tonny K*rley de Ale**ar Rodri*ues
Art*go recebi*o em 2*/08/2016. Úl*ima vers*o
rece*ida em 17/0*/*016. Aprov*do em 18/09/2016.
*nde*e*o: Universidade Fede*a* da Bahi*, Instit**o
de Le*ras. Rua Barão de Gerem*abo s/n* *ampus
Universitário- Ond*na 40170-*90 - Salvador, BA -
Brasil.
Ava*iado p*l* sistema T*iple Revi*w: De*k *evi*w a)
pelo Edito*-Chefe; e b) Double Blind *eview
(ava*iaç*o *ega po* dois avaliadores da *rea).
Revisã*: Gr**atical, *ormat*va e de *o*mata*ão.
A. J. Lima, G. M. Santo*
32
R*SUMO
Este traba*ho tem como final*d**e a*alisar a i*portância d* opi*ião pública *os visitan*es nos
ambientes museológic*s, e*bo*ar um perfil de público visit*nte, ap*nta* ações a serem e
tomadas em f*vor do públ*co, u*ilizando *omo objeto de análise o museu A*ro-Brasil**ro
localizado em Salvador - Bah*a, ** Te*reiro de **sus. * re*e**ncial teó*ico fo* embasad* em
especial*s*as como *ortara (2005), Halbwachs (20*6), *u*ião (2001), Alv*s (2011) e,
Hohlfel*t (**1*). C**o metodologi* utilizou-se de pes*ui*a de g*binete, p*squisa aç*o junto
*os visitantes no museu com aplicação
d* *uestionários e *esquisa
qualitativa, por *e*o
de
entr*vista com
*s *e*tores. Do total de visitantes p*squisad*s, *erca de 96%
considera*am
muit* i*portante ou indispensáv*l a r*alização d* pe*quisas de o*inião publ*ca nos a*b*en**s
mu*e*l**icos. At*avé* d** res*lta*o* do tr*balh*, considera-*e **cessár*a a int*nsific**ã* das
pesqui*as de opinião publica nos *useus, almejando cada vez mais a sat*sfação e melhoria da
imagem *os ambientes museológicos, possi*ilita*do à sociedade um aces*o mais
flu*do
à
*ducaç*o, *lém d* uma possível revisão d** fic*as de regis*ro de visitan*es, incluindo novos
quesitos.
Palavras-**ave: Visitantes. Am*ientes Museológico*. Opini*o Pública.
ABSTRAC*
This work has the finality
to a*alyse t*e im*ortance of public opin*on of th*
visitors i*to
museums, *ketc* a vis*tor pu*lic profile, and to show *ctions to be taken i* fa*or of a public
*sing as an object
of a*alysis the M*seum Afro-Bras*lian
located i* Salvador-Bahia in t**
Terreiro de J*sus. The theor*tical framework was b*s*d in ex*e*ts as Mortara
(2005), Hal*wachs (200*), Julião (2001), Alves (*011) *n* *ohlfeldt (2015). T*e
meth*dology us*d was de*k research, action rese*rc* w*th v*sitors in
*he museum with
qu*st*onna*res and qual*ta*ive r*search t*ro*gh interviews w**h manage**. About 96% of the
*i*itors surv*yed *on**dered very impor*a*t or essential to carry ou* opinion pol*s published
i* museum e*vironment*. Th*oug* the re*ults of this w*rk, it i*
considered necess*ry th*
in*ens*fication of *pinion *olls
*n *he museums e*v*ro*m*nts, t* get the sa*isfactio* and to
i*prove the *mage of museums enviro*ments givi*g the soc*ety the possibility to **cess more
fl*id educa*ion, and a possible revision of the ch*p visitor l*g incl**in* new requireme*ts
Keyw***s: Visi*ors. Muse*m Environments. Pu*lic O*i*ion.
Rev. *S*, Te*esi*a, v. 13, *. 6, *rt. 3, p. 31-48, nov./dez. 2016
www4.fsane*.com.br/revista
* *mportância da Op*nião Públic* dos *isita**e* em Ambient*s Museoló*icos: Museu Afro-*ra*ileiro
33
1 INTRODUÇÃO
Ao l*ngo *os anos, *s museus têm *assado por **danças *ignific*tivas *iante dos
processos evolutivo* das so**edades mund*ais. Co* o ***e*t* da in*e*net e d*s
novas
tecn*log*as **sociado à m*dança comportamental das pess*as, *ob*etudo em relação
às
atividad*s
de entrete*imento, o museu tem
sur*i*o
c*mo u*a das opçõe* at*aen*e* *ara
captar vis*t*ntes potenciais.
A ca*ital baiana possui e* se* C*ntro Hi*tór*co uma sér** de *u*eus distri*u*dos sob
inúmeras t*mát**** * ambiçõ*s enaltecendo, inevita*elmente, a diversidade cultural e o
pat**mônio mate**a* e imate*ial do Es*ad*. O Mu*e* *fro-Br*s*leiro (o**eto de estu*o) foi
inaugurado em 07 *e janeiro
d* *98*, e* pré*io histórico, no ce*tro antig* de Sa*vador,
const**ído no local *nde funcion*u o Real Col*gio *os *e*uí*as, do século XVI ** X*III e,
mais tard*, e* *808, a pr*meir* Esc*la de Me*icin* *o *rasil (MAFR*, *016).
O M**eu fruto de um convên*o entre *s M*nistério* das Relações Ex*eriores e d* é
Educação e *u*tu*a, o G*verno do *stad* da Bahia, a Pre**i**ra da Ci*ade de Salvador e
a
*niver*ida*e Federal d* Bahia, *r*ão
** qual *e acha ligado através *o Ce*tro de Estudos
*f*o-Or*enta** (MAFRO, 2016).
*lém do **FRO, f**ciona ta*b*m n*s*e edifício
o Museu de *rqueologia
e
Etn**o*ia (MA*), te*do o *ro*essor Valen*im *al*eron, p*ime*** arqueól*go a realiz*r
a
p*squisa sistemática na Bahia, como doador de
vul*osa c*leção para esta casa museoló*ica,
mas que não a viu co*validada por ter morr*do antes *a sua inauguração (*AE, **14).
O seu *r*jeto o*iginal, *e 1974, co*ce*i*o *elo a*tropólo*o e f*t*graf* Pierre Verger,
fo* desenvolvido *ela a**uite** J*cyr* *swald e *e*a etnol*nguista Yeda Pes*oa *e Ca*tr*,
dent*e o*tros professores pesquisadore* da U**v*rsidade Federa* d* Bahia e co**ultores e
extern*s (MAFRO, 2016).
* museu possui lo**lizaçã* pr*v*legi*da no Ce*tr* H*stóric*
de Salvador, uma
da*
áreas d* *aior ap**o tur*stico na ca*i*al baian*. Por esse mo*ivo o espa*o a*rai
um vas*o
número *e vis*t*n*es de
out*as cidades, *stad*s e países que se impressionam *om
a
arquite*ur* do p*édi* e com as ri*as col*ções *xistentes nos dois museus ali situ*d*s.
Por se trata* de um equipament* que vi** o enr*quecimento da d*sse*inaçã* *a cultura
afro-bra*ile*ra e afr*-*riental, é im*ortante sa*er o que
as pess*a* que visitam *ste *s**ço
acham *os serviços
prest*dos e das ex*ecta*iv*s qu* eles possuem *e um **seu *om tal
proposta.
*ev. FSA, T*resi*a PI, v. 1*, n. *, *rt. 3, p. 31-48, nov./dez. 2016
www4.fsanet.com.br/rev*sta
A. J. Lim*, G. M. Santo*
34
Se*do assim, s*r*iu a *niciativ* de dese*vo*vime**o de*sa breve pes*uisa, *is**do à
co*f*rmidade d*s t*orias existentes acerca da importância das p**q*isas de op*n*ão pu*lica
junto ao públi*o museológic*.
A rea*i*açã* *e*te trabalho pod**á c*ntribuir **m * di*e*ão do mus*u pe*m*tin*o-lhe
*er uma vi*ão par*ial do perfil do seu pú*lico bem como
c*nhecer a*
demandas de q*e
necessi*am poden*o propo**ionar não apena* con*ecimento, m*s também confort* e
desejo
de r*torno * *elhorias para o espaço.
A obtenção desses dados pode aux**iar o*tra* uni*ades museais, norteando uma g*stão
m*is sustentável e consciente, possib*lit*nd* mel*or p*odutivi*ade do espaço e re**rno
s***sfatór*o para a socie**de.
* REFERENCIA* TEÓRICO
2.1 M*seus e Patrimôn*o Cultural
O mun*o é um emara*hado *e memórias, sig*os, símbol*s e r*stros, lembr*nças que
po*suem relevânci* e apreço *ara *s indivíduos. "Para ev*car seu *ró**io *assado *m g*ral a
pessoa p*eci*a recorrer a lembra**as de outros, e se tran*po*ta a pontos de referenci* que
ex*stem for* de *i, determinado* pe*a sociedade" (HALBWACHS, 2006, p. 72).
O* museu* pod*m *er co**idera*o* eq*ipamentos c** extrema capacidade d* ag*egar
as lembranças de *m *ovo, como uma pratelei** a*e*ta para co**ulta e *eleite da soci*da*e.
"A noção *ontemporâ*ea de *useu, embora esteja associada à arte, ciência e memória, c*mo
*a ant*guida*e, *dquiriu *ov*s significados ao *ongo da **stória" (JULIÃO, 20*1, *. 20).
Tem-*e notado a con*tante busc* das in*tituiçõ*s museais em se est*bel*c*re* como
espaço*
c*lturais *ue atraem
visitantes
*iversos para suas unida*es. *ssa *us*a pode ser
j*stificad* pela *oncepção, que se tem, de *ue o* museus, dentre outr*s f*nções, são *sp*ços
de lazer, diversão e ent*eteni*ento. André Desvallées e François M*iresse (2013) re*t*ra* a
definição de mu*eu *om base
no
*CO* (2007) para o qua* o mus** é **do como uma
instituição abe*ta ao público
qu* adquire, conserva, estuda,
expõe *ra*smite o p*trimônio e
material e imaterial *a human*dad* e do seu **io, c*m fins de *s*udo, edu*aç*o e d*leite.
"Conc*bidos c*m * fu*ção *e educar o povo de*de a Revolução F*ancesa, os museus,
no entant*, m*nti*eram-se *or l*ngo t*mpo como *ma espéc*e *e lugar sagrado, alheio
à
realida*e d*s *oci*dades nas quais *stavam inser*do*" (J*LI*O, 20*1, p. 2*). *ss* tendênci*
exe*rou do processo
uma *rande
parcela das naçõe* *ue constr*íram esse lega*o, me***os
que co*so*idaram a acumulaçã* de arte*atos histó*ico* da h*ma*idade.
R*v. FSA, *eresina, v. 13, n. 6, art. *, p. 31-48, nov./dez. 2016 ww*4.fsane*.com.br/*evista
A Importância *a Opinião Pública dos Visita*tes em Amb*entes Museológic*s: Museu Afro-B*asi*eir*
35
P*de-se enten**r como legado, p*trimônio ou herança as m*rcas deixa**s pe*o
homem
d*rante sua t*aj*tória n* terra. O *PAC (2016) define o
pat*imônio cultura* como
"t*d* *
qu* faz *arte ** construção hist*ric* * cultural do ser humano em um determin*do
espaço físico".
De *cordo com a c*nstituiçã* Federal (1988) "*o*stituem p*trim**io cul*u*al
bra*ileiro os bens de nature*a *a****al e i*aterial, tomados in*ividua*me*te ou em conjunto,
po*tado*e* de referência à identida*e, à *ção, à mem*ri* *os d*ferentes grupos formad*res d*
s*ciedade brasileira".
A* defin*ções *elatadas tr*z*m a **na um* sér*e de ações
que o
homem produz
e
reproduz *o lon*o da sua vida e *ue são *antidos ou pre**rv*dos de acordo c*m a relevância
q*e tais práticas
possuem par* um gr**o. Os elementos que compõem a g*l*ria *e
bens
*ulturais de um povo poss*em relaçã* direta com a identi**cação que o *ndivíduo tem com
estes bens.
Entende-s* "a identidade como um proce*so de identificações hi*toricamente
apropria*as que *onferem sent*d* a*
**upo" (*RUZ, *993 apud *ODRIGUES, 2001, p. 3).
Através dela é possível conside*ar
*s relações de pertenci*en*o a um povo ou
nação que
estabe**ce rela*** *f*tiva c*m *s me*bros. Mas a ide**idade não *e limit* a uma ún*ca
*ropagação. "Exi*te
em todas as sociedade* uma en*rm* variedade de ide*tidades (*u*her,
ho*em, hetero/homos*exual, jovem, adulto, \black/white\, etc)" (RO*RIGU*S, 200*, p. 3).
Ou s*ja, a *dentidade p*ssui ide*ti*ades.
Por um longo per*odo os museus se mantiver*m co** altares ina*ess*veis *os *o*o*
que
*e*eram a memóri*
e passado his**rico. A*nda *
*ue a Mesa Red*nda de San*iago
do
Chile, em *972, ten*a sido *onsiderada um marco de extr*m* *elevânci* para a *useolog*a,
as
m*d*nças esperadas não se concre*iz***m como
deveriam (JULI*O, 2001). No Brasil as
su*i* renovaç*es come*aram a *e**rc*tir nos a*os oite*ta, por meio de *nici***vas que
*uscavam revitaliz*r varias *nstituições, ad*quand*-a* *os parâmetros da *ova mu*e*logia.
Concorda-*e que o p*trimônio *ultural
está inti*amente ligado à identidade *
à
memória coletiva. Essas qu*lidades favore*em uma v*sta gam* de d*scussões, como *s
afi*i*ções e pe*tenças que cada indiv*d*o possu* e que * in*ere em um ambient* habitual, ou
não. Por*m, a pre*ente pes*ui*a propõe analisar a imp*rtância *a opi*i*o public* dos
vi*ita*tes nos museus, utiliza*d* di*erentes b*ses c*nceit*ais para elucidar o discu*so. * fim
de relac*o*ar
es*as conc*pç*es é *mportante discuti* a função que o muse* possui nos dia*
atuais e como o pú*lico pode faze* p*rte do processo.
*ev. FSA, Teres*na P*, v. 13, n. 6, art. 3, *. 31-48, **v./dez. 2016
www4.fsanet.com.*r/revista
A. *. Lima, G. *. *anto*
36
2.2 Turismo e *omunicação
As *númeras opções oferecidas no mus*u fazem com que e*tes equipamentos sejam
considerados atrati**s tu**sticos e culturais par* a s**ieda*e, concorrendo com outros espaços
de socialização e lazer. O turismo c*lt*r*l po*e ser consider*d* um dos seg*ime*tos
da
atividade turística que ma*s utiliza museus em seus rotei*os, por *i*p*r de elemen*os
*lternativos que in*rementam a e**eriênci* d* turista no *ocal **sitado.
O turismo cul*u*al é definido como um "conj*nto *e
atividades que se desenv*lvem
*om a fin*lidade *e facilitar para o turista alguns conhecimentos e ampliar sua cultur*, a partir
de uma pers*ectiva *e t*mpo li*r* * da *ivi*ização do lazer" (MONTEJANO, 2001 ap*d
SIL*A, 2009, p.41).
E*te s*gu*m*nto do turismo representa um* das *a*s a*tiga* *or*as de lazer as*ocia**
ao conh*cimento *a h*manid*de. Segundo o Ministéri* d* *urismo:
As viagen* de i*teresse cu*tural nasceram na Europa *ob * ég*de do renascimento
ita*iano, quan*o a aristoc*acia se deslocava interessada *m con*ecer o* sít*os
histórico* * arqueol*gic*s que inspirar*m artistas como *ichelangelo * Da Vinc* e
depois ** próprias *idades que foram o
be*ço do *ov*m*nto a*tí*tico (BRASIL,
2010).
D*sde o pe**odo
m*nciona**, os locais que re*gu*rda*am
*estí*ios *e me*ória
hist*ric* foram os princ*pai* atrativos tur*st*cos da aristocr*cia onde s* tinha a final*d*de de
lazer e in*piração sob o conhe*iment* da humanidade. P*de-se considerar a re**ção tur*smo-
c**tura-museu *ais a*tig* do que *e imagina, a*esa* de e*istirem na contempo*a*eid*de
p**adig*as *ue l*mitam essa *ela*ão.
De t**o modo, *endo em vist* a vari*dade *e **teresses e expec***ivas
*ue estes
p**licos poss*em em virtude da sua *ivers*da*e *ultura*, o* *useus pas*am a ter o p*pel de
comu*icar a todos os públicos de fo*ma equ*tativa e d**ocrát*ca * conhecimento e a me*ória
*a hum*nidade. Para i*so, * fundamental que s* faça uso de técnic** eficientes da
comu*icação, p*ra que * informaç*o possa chegar a* público.
O Pribe**m (2016) conceit*a com*n**açã* c*m* * prá*ica ** *ampo de estudo qu* se
debruça sobre a infor**ção, sua transmi*são, captação * impacto s*cial. An*ré Desvallé*s e
François Mairesse, com *ase no Cadern*
*e Conceitos-Chave de Mu*eologia, dizem
que "a
comun*caç** é a ação *e se veicular uma inf*rmação entre um ou vário* emissores e um o*
vár*os rece*tores, por meio d* u* *anal, segund* o modelo ECR de Lasswe*l (1948)"
(DEVALLÉES; MAIRESSE, 2013, p. 35). Apesar das dif*r*ntes sentenças *m cada concei**,
R*v. F*A, Ter**ina, v. 13, n. 6, art. 3, p. 31-48, n*v./d*z. 2016 www4.fsanet.com.br/re*ista
* Importânci* da Opin*ã* Pública dos Visitantes em Amb*en*es Museológi*os: *u*eu Afro-Br*sileiro
37
as **finiç**s *oncordam com * finalidade da comunicaç*o *m ex*or as i**ormações de forma
ampla no meio *oci*l.
O mus*u rep*esent* *a*a o ICOM o canal pelo qual a comunicação *n*re o emiss*r
(cole*õ*s) e o rece*t*r (visitan*e) será
estab*lecida, re*ultando n* interpretação
ou
rec*dif****ão dessa *inâmica entr* os e*em*ntos da comunicação.
A*dré De**allées e François Mairesse (2*13, p. 35) mencionam que:
No co**exto do* museus, * *o*u*icação apare*e simult*neame*t* co*o *
apresen**ção dos resulta*os *a pesqui*a efetuada sobre as coleções (*atá*ogos,
a*t*go*, conferências, ex*o*ições) e com* o acesso aos o**etos qu* compõem **
*oleções (expo*i**es d* *ong* duração e inform*çõ*s associada*).
Essa constata*ão reafirma o compromisso ** comuni*a*ão e* es*abelecer trocas entre
os env*lvidos na dinâmica observada.
"A c*m*nicação t*m de ser uma "*bra de arte", tão *mportante c**o as obras de art*,
que integram mus*u, e *s tor*a visíveis, lisíveis, acessíve*s * o
públicas" (ALVES, 2011,
p.283). Há de se conc*rdar o *uão important* à **municação dev* se* para o **b*ico e para
*s museus *ue podem e d*vem ori**tar * i*ter-relação
d*ret* ou *ndireta com a socie**de,
possibilitand* ao visitante int*ragir com o es*aço, adq*ir*ndo novas me*ória* e (ou)
reativando-a*.
De*e-se pensar o impacto da comun*cação d* museu como os efeitos dos meios de
comunicaçã* de *as*a que "por consequência influenciam sobre o *eceptor nã* a curto **azo,
como boa parte das anti*as *eorias pressu*u*ham, m*s a *édio e lon*o prazo (*OHLFELDT,
201*, p. *90).
Entret**to, es*a não é uma t*refa simpl*s *e se ex*cut*r. "Só a partir do fi*al do
sécul* XX é que ocor*era* mudanças substanciais em relação à comu*ica*ão entre museu e
visitante por meio da interp*etação de *r*blemas c*n*emporân*os" (NASCIMENT*, 2005
apud S**VA; SANTO* 2*11,
p. 3). *ste atraso po*e
ter gerado a *erda de a*anços
significativos para * valorização da cu*tur* e d* patrimônio e, por con*equênc*a, p*ra
*
so*iedade que visita espaços mu*e*ló*icos.
O le*antamento de pesquisa* de o*ini*o, * formação do
p*rf*l de públ*co, dent**
outras a*õ*s junto aos v*sitantes podem favor**er a melhori* dos serviços p*estad*s pe*o
museu e
a sobrevivência d*s*es. Par* iss*, é importante, a*tes *e tudo, entend*r
o
Rev. **A, Te*e***a PI, v. *3, n. 6, *r*. 3, p. 31-*8, nov./dez. 2016
www4.*sanet.*om.br/revista
A. J. Lima, G. M. Santos
38
funcioname*to de*sa *erramenta da co*unicaç*o (pesqu*sa d* op*nião) e sua aplicabil*dade
n*s museus.
2.3 Opinião Pública e Pesquisa d* Opinião no Museu
No tópico ante*ior a**esentam-se breves
característ*cas
das funções que os museus
desempenham na contem*oraneidade e a *mport*nci* que a **mu*ica**o possui *esses loc*is
por receber públicos diversos.
É
importante, nesse mome*to, debruçar s**re pe*quisa a
de
opin*ão como
possível ferramenta de
di*gnóst**o das parti*ular*dades **iste*tes entre o
público *e museus.
O Ins*ituto Brasileiro de Museu (IBR**, *013, p. 32) desc**ve no Estatuto dos
Museus, e* s*u arti*o 28, pará*ra*o
2ª , que
"os museus
deverã* promover estudos
de
público, diag*óstico de *arti**pação e avaliaç*es periódicas objetivando
a pro*ressiva
me*horia da qualidade *e seu funcionam*nt* * o atendimento *s necessidades dos vi*itant*s".
Enq*anto n* Brasil as pesquisas de o*i*ião de público nos mus*us possuem
pouca
base referen*ia*, em países da *uropa e *os Estados Unidos es*a p**tica se de*en*olve há um
p*ríodo *onsiderável. A primeira pe*q*is*, de opi*iõ*s pública, em *useus surgiram no*
*sta*o* Unidos no a*o de *920, onde era *tilizada a observaçã* de v*sitantes com* colet* d*
dados (MORTARA, 2012).
Es*es e*tudos,
inicialmente, se
baseav*m na p*ic*logia
co*portamenta* e serviram de i*sp*raç*o para outr*s p*s*uisa*.
Segundo Adriana Mortara (201*), as *bor*agen* e*nográf*cas favorec*ram a melh*r
compre*n*ão dos comp**tamentos dos
v*sitantes, assim com* o método de *emb**nça
Estimulada.
Pelo sens* comum, a p**quisa de o*i*iã* consis*e *a mé*ia de opinião fa*orável, ou
não sobre a visão que determi*ado *rupo possui de alguma s***açã*. Para *ierre Bourdieu *
o*in*ão pública não existe, partindo do pressupost* d* que todas
as opiniões se equ*valem:
"penso *er po*sív*l demonstrar que isto é ab*oluta*ente *also e qu* o fato *e acumular
*pin**es qu* não têm *b*ol*t*mente * mesm* forç* real leva a uma distorç** muito *r*funda"
(BOURDI*U, 1973 ap*d ARAUJO 198*, p. 7).
No entan*o, Adriana Mortara (2005, p. 31) *firma q*e:
Qu*nto mais *ouber*os *obre o con*exto pessoal do *isitante, mais podere*os
ap*rfeiço*r sua experiênc*a museal, de modo a instiga* sua ida * *eu re*orn* aos
museus, nos qu**s terá suas expectativas, seus d*sejos * n*cessidades mais
amplam**te respondid*s.
Rev. FSA, Teresina, v. 13, n. 6, art. 3, p. 31-48, nov./dez. 2*16
www4.fsa**t.com.br/revist*
A I**ortância da Opin*ão Pública dos *i*it*nt** em *mbie*tes *use*lógico*: Muse* *fro-Brasi*e*ro
*9
Ainda que as p*sq*isa* de opinião
po*sam apresentar imperfei*ões, concord*-se que
*sta é uma met*d*logia q*e se mostra bastan*e *ficaz na obtenção da* o*iniões *cerca de u*
problema, *or le**nta* um* sér*e ** indagações onde o *esquisado ficará *ivre para exp*essar
a *ua opinião.
**mo observado em outrora, os *useu* tem p*ssado *or co*sideráveis mudanç*s *e
público e fi**lidade. Par* qu* os museus pos*am o*e*ece* *m serv*ço que satisfaça as
expectativa* dos visitant*s, "é pre*i*o *ue se autoavali*m pa** cr*ar um bom conceito sobre
suas ati*idades e
identif*car
quais áreas **ecisa* de melhoria*" (MA*ER; CLARK;
MOTLE*, 2011 *pud GOS*ING et al., 2014, p. 66*). Co* base nisso, pod*-se en**ssa*
a
hipóte*e de que os *useu* *rec*sam ouvir o seu p*blico, proporc**nando a ele* a sensação de
importância e at*nção, p*r s*rem o *otivo prin*ipa* da existênc*a desses esp*ços.
Gosling, Coelh* e Resend* (2014, p. *60) **irmam que "é impor*an** ter a *onsciência
de **e apenas a rel*vância histórica
não * mais s*ficient*
para garant*r sobrevi*ência dos *
museus". A sat*sfaç*o d* visi*ante as*oci**a ao *e*ej* de retorn* ou p*ssibilidade *e
recomendação dependerá em muito das me*idas *dotadas pelos gestores, em rel*ção * **rma
como são t*abalhadas as criticas e elogios por parte do visitante.
"Enca*tar o públic* não r*quer *p*na* expor o acervo *o museu de f*rma di**rente,
*ois as *arac*erísticas subjetivas dos *bser*adores, i**luindo experiências *nter*ores, també*
es*ão envolvidas nesse p*ocesso" (SILVA; *ANT*S, 201*, p. 11).
Defende-se aqu* a *deia de que uma das man*iras *ais eficien*es de se comun**ar com
o público pode ser po* *eio *as pesquis*s de *pinião d*ntro do esp*ço expográfic*, o*de os
an*ei*s dos visitant*s es*ão *m *ro*esso de eme*são propi*ia*a pe*a visi*a.
A*é* das pesquisas de opinião, outras ferr*me**as p*d*m oportunizar pa*ticipaçã* a
ativa *o visitante. O IBRAM (2013, p. 32), em seu artigo 37, a*irma que "os museus d*verão
disponibil*zar um livr*
d* sug*s*ões e reclamaçõ** dis*os*o de *orma visível *a ár*a
de
aco**imento **s *isitantes".
Ainda sobre o estatuto (IBRAM, 2013), o artigo ** estabelec*, por m*io do Pl*no
Museológic* dos Museu*, a m*ssã* *ásica e a* funções **pecíficas na sociedade, onde *mas
das funções
pr*scritas
para o museu * a re*l*zação da *dentificação
dos públicos a q**m
*e
dest*na o t**balho dos *useu* e um detalhamen** *e d*versos *ro*ramas, *entre eles o se*or
de **squisa e * de comunicaçã*.
A id**tif*c*ção *os públicos do museu pode ser conc*bid* de *it*l impor**n**a *ara as
medidas pr*ssupostas
pela g*s*** m*s*al, por e*tender *ue é indispensável *aber qual
a
ca*ac*erística
ou perfil
do seu visita*te. Os
setores de pesq*isa e comunicaç*o *od*
ser
Rev. FSA, Te*esina PI, v. 13, n. 6, art. *, p. 31-48, nov./de*. 2016
w*w4.fsanet.**m.br/revista
A. J. *i*a, G. M. S*nto*
40
conside**d* os principa*s responsá*eis *o* es*e levanta**nto ide*titário
*ss*m colaborand*
com a dir*ção *m to*no das fu*uras providenciam em pro* do visitan*e.
Com base no e*ta*uto dos *useus brasile*ros, em *ue
vig*ra *
le*islaç*o museal
**blica ou *rivada do Br*sil, é possível nortear d*li*erações *ásica* que po*em p*oporcion*r
re*ultados sa*isf*tóri*s, *ant* p**a a *xpec*a**va d* visitant* *ua*to para o aumento
de
p*b*ico e mel**ria da *isibi**dade
e prestígio do m*seu. Sendo
a*sim,
foi pro*osta a
realizaç*o de **a breve pesquisa de opinião para elu*id** uma parcela das *rgênc*as que os
*isitantes p*ssuem e o quão importante **s* avaliaçã* pode ser para * direção do mus*u.
3 MET*DOLOGIA
Para a efeti*ação de*s* tra*alho fez-se necessária a *eal*zaçã* de pesqu*sa de *abi*ete,
a *im de confrontar * embasar as ide*as, us* da
pesquisa a*ã* jun*o aos visitan*es *o museu
com apli*ação d* *u**tionários,
buscand* a aquisição de dad*s qua*tita*ivos e qualitativos
co* ques*ões fechadas, semiaber*as e abertas para * n*ance de um p*rfi* do púb*ico. *oi feita
*ambém uma *ntrevista com os g*stores do museu pesquis*do, pa*a se obter a opini*o destes
em torno do t*ma analisad*.
A *mostra*em ut*lizada f*i a int*ncional, por s* ter def*nido pre*iamente o espaço e *
públ*co esp*cífico (museu-vis*tante), seguind*
*
critério de idade *ara os
respondentes
a
p*rtir *e 18 *nos. O equipamento escolhido foi o Museu Afro Brasileiro devido a s*a
local*zação pr*v*legiada no Centro Histó*ic* de Salv*dor e po* ser
um *u*eu que
r**ebe
distinto* públicos.
*o*am aplic*dos 60 questio*ários traduzidos em in**ês, *or*uguês, e espanh** entre os
dias
2* a 29 de a*ril *e 2016, p*ríodo em que o museu receb*u 65 *isit*n*es, ex*e*ua*do
grupos escol*res. Vale dizer que os prof**si*nais que
a*ompan*ara* os estudantes
*espon*eram ao *ues*ioná*io em virtud* da* suas idad*s (a*ima de 18). *s pergun*as
nor*eav*m informaçõ*s co*o ida*e, *exo, cor da pele, nacionalidade, e*colaridade, frequênc*a
de *isitação em mu*eu, dentre outras, a afim de, s*ti*mente, se obter uma fac* dos visitantes
des*e museu.
Rev. FSA, Ter*s*na, v. 13, n. 6, art. 3, *. 31-*8, nov./dez. 2016
*ww*.fsanet.com.br/*e*is*a
A I*p**tâ*cia da O*iniã* Pública dos Visitantes em Amb*en*es Museol*gi*os: Museu Afro-Brasi***r*
*1
4 RE*U*TADOS E *IS*USSÃO
*.1 Opi*ião Pública d** Vi*it**te* em Ambientes *useo*óg*cos: Mu*eu Afro-Brasileiro
O*servou-se *ue grande part* dos museus de Salv*dor - BA ap*sar *e po*suírem
coleções imponentes, temática* singulares, edifícios emblemát*cos e *o*encial sobr*ssalen*e
para *traç*o pública, e**es
museus não utiliza* ferramentas e*iciente* para a formação
do
p*rfil do seu público e não ofer*cem meio* p*r* que os visi*ant*s pos*am expressa* suas
opin*õ*s sobre os serviço* prestados pe*o muse*. Com isso surgiu * inici*ti*a *e r*ali**r
*
*esquisa para
ou*ir os visitante*, e saber
*e eles ac*a* *mportante a realização o* não
de
pesquisas de opin*ão púb*ic* junto aos visitantes nesses espaços. A pesquisa foi reali*a*a
numa son*age* exp*orató*i*, po* tentar *bter pistas sobre a opin*ão d*s vis**antes no mu*eu.
4.2 *nal*se d*s Questionári*s Aplicados
C om
bas* n*s informações obtidas pelo* questionár*os, ident*f**ou-se q*e, dos *0
visitantes pesqu*sado*, *2 deles e*** brasileiro* e 28 *strangeiro*. Apesar de não const*rem
perguntas sobre qual *idade residiam no B*a*il, pode-se considerar exp*essivo o número *e
tur*sta*, onde 46,*% dos visitantes *oram estrangeiros.
As mulh**e* r*p*esentaram m*iori*
**
públ*co visit*nte, sen*o 61,6%
d* tota*
visi*a*o, se*do c*sais e (ou) acompanhadas por amigos c**o grande maioria observa**. Um
dado que chamou atenção foi o baixo volume do público neg*o *red*minante no museu.
Apesar da tem*tica desse e*paço *er vol*ad* *ara a cu*tura afr*-ori*nta* e brasilei*a o *úblico
negro r**resentou
cerca *e 23,3% do total de visitantes, fica*do atrás d* público declarado
bra*co (65%) * à ***nte
dos respondent*s que não
*e consid*ravam
bra*co* ou negro*
(11,6%). E*sa variável pod* ser justificada pelo ní*el de e*colari*ad* do* visit*ntes *o muse*
analisado, onde a *aior parce*a *inha ensino superi** incompleto, superior completo e pós-
g**dua*ão respect*va**nte (21%, 35%, 41,6%). M*smo com ** avanços na educação
brasi*e**a, por meio *os progra*as de acess* à *niversidade, no Brasil, o público negro *inda
é minoria nas faculd*des, e * ausênci* ** polí*icas
públicas que favorecem * conhe*imento
deste público aos museus con*ribui para a permanên*ia desta **nstante.
Quanto à ida*e, notou-se q*e o *úblico que mais visitou este museu tin*a **ima de 46
*nos (35%). P*d*-*e en*ender que, p*r cor*esponder a um grupo etário qu* dispõe d* ma**r
R*v. FSA, T*resina PI, v. 13, n. 6, art. 3, p. 31-48, no*./dez. 2016 ww**.fs*net.com.b*/revista
A. J. Lim*, G. M. San*os
*2
tempo li*r* para viag*n* e *tividades *e entretenimento, e por **tar
*róximo à idade para
apos*nt*doria, ou já **o*ent**o, *ste g*upo *reque*t* museus com maior incid*ncia.
A tabe*a a s*g*ir aprese*ta co*o os respond*ntes conh*ceram o MAFR*.
Ta*ela 1 - Pesquisa direta
TABEL* 1 - COMO CO**ECEU O MUSEU
BR*S*LEIRO ESTRANGEIRO TOT*L
INTERN**
3
3
6
REDES SOCIA*S
1
0
1
AG DE TURISMO
2
7
9
INDICAÇÃO DE *MIGO
12
3
1*
RADIO
*
*
0
TV
1
0
1
J*RNAL
0
0
*
OUTR*S
**
13
28
Fonte: elabo*ação *róp*ia, 2*16.
Ao analis*r *s*e quesito, observou-*e
que a **ç*o Indicação
de
amigo, a opção e
Outros aparece com cer*o destaque *ian*e das outras
pos*i*ili**de* a*resen*adas. Os
visitantes brasil*iros que marcaram a opção Outro* relat*ram
que co*h**e*am * m*s*u por
meio de visitação l**re, g*ia tur*stico, pr*jeto socia*, e unive*sidad*. Já os estrange*ros
alegaram ter conheci*o o museu *travé* de guia turístico, *otel, guia
de t*rismo * v*sitaç*o
li***.
Apesar de se te* conhecimen*o do poder q*e os meios de comunic*ção de ma*sa como
r*dio, TV, internet e j*rnais possuem, um percen*ual *uito irrelev*nte d* pesquisa*os *le*to*
ter tido conhecimento do mu*eu por m*io dessas m*dias. É im*ortante rec*nhecer o qua*to o
museu indicado par* visitação info*mal (b*ca a boca), ma* o uso é
dessas *ídias *oder*a
incremen**r o vol*me de
visit*ntes nes*e e**aço, pos*ibilita*do maior v*sibilidade jun** ao
público local e ex**rior.
O público que visitou o muse* dura*te os di*s da pesq*isa pos*ue* *requê*cia
mediana d* v*si*aç**, considerando que a so*a d* visitan*es que fo* ao museu e*tre a 6
10
v*zes ao ano (24) e acima de 11 vezes ao ano (08) sup*ra o que v**ita entre 1 a 5 veze* ao *no
(27). Dessa *orma, é de *e
esper*r que *sses indivíduo*
pos**am ce*to c*nh*cime**o de
espaços museológ**os e aspiram a um serviç* de qualid*de qu* *ossa *uprir s**s ex*ectativas
ou superá-las.
Em**ra a literatura d* mus*us e *uri*mo revele que o museu apresenta, dent*e outras
fu**ões, a possib*lidad* *e e*pa** *e lazer, con*tat*u-se junto aos pesqu*s*dos que a Cultura
Rev. **A, Te*esin*, *. 13, n. 6, a*t. 3, p. 31-4*, n*v./dez. 2016 www4.fsanet.com.br/**vis*a
A Importância da Opinião Pública **s V*si*antes *m Amb*e*te* *useológi*os: *use* Afro-B*as*leiro
43
e * E*ucaçã* são c*tadas como os m**ivos de ma*or incidên*ia para a vi*ita a estes lo*ais,
seg*idos da Arquit*tu*a, co*o pode ser observado na *abela abaix*.
*abela 2 - Pesqui** *ireta
TABELA 2 - PORQ*E VISITA *USEU
BRASILEI**
ESTRANGE*R*
T*T*L
ARTIS*A
*
9
16
COL*Ç*ES
7
9
1*
ARQU*TETURA
12
6
18
AMBI*NTE
*
*
9
EDUC*ÇÃO
20
12
32
LA*ER
9
6
15
STATUS
0
0
0
CULTURA
28
2*
53
OUTROS
4
2
6
Fonte:elab*ra*ão própria 2016.
No en*anto, não ** deve **nsiderar ine*presivo o *olu*e de pes*oas que class*fic*m o
La**r *omo um
do* mot*vos p*ra se visitar m*seus porque, em pesquisas de o*ini*o,
é
po*sivel q*e certas inform*ções seja* encob*rtas ou pos*uam interp**ta*õ*s equ*vocadas.
M*r*ara (*005, p.
*9) alerta *a*a poss*vei* "generalizações sobre * perfil d*s visitantes do
mus*u - sejam ge*e*alizações de ida**, sex*, edu*ação, ou qua*que* outra *aracterística
-
p*dem levar a erros". O conceito de c*ltura pode ser fac*lmente interpretado de forma lúdica
e subjetiva *elos *ndivíd*os, sugerindo *nú*eras concepções.
A t*bela a *eguir apresenta os res**tado* sobre a indagaç*o referente ao *r*u de
imp*rtância da pesqui*a de *úblico para os ent*evista*os:
Tabela 3 - Pesquisa direta
TABELA *- GRAU DE IMPOR***CIA DA PES*UIS* DE PÚBLICO
B*ASILEIRO ESTRANGEI*O* *OTAL
N A *A
0
0
0 ,0 * %
*OUCO
0
0
0 ,* 0 %
MÉDIO
1
3
* ,6 0 %
MU**O
16
*2
4 6 ,6 %
INDI*PE**ÁVEL
15
13
4 6 ,6 %
Fonte: el*bora*ão Própria, 2016.
Com as *nformaç*es
da Ta*ela * foi possível interp**ta* a ideia que os visitantes
dispõem sobre essa questão, que pode ser *onsiderada o e*xo principal para a elu*idação da
p*squisa. Os númer*s mo*tr*m que a gradu*ção Muito ou Indispensável à realização das
Re*. FSA, Teresina PI, v. 13, n. 6, art. 3, p. 31-48, no*./*ez. 2016 www4.fs**et.c**.br/*evista
*. J. Lima, G. M. Santos
4*
pe*quis** de *pinião púb*ica nos m**eus
f*ram *s *a*s es*ol*idas p*lo* r*spond*ntes,
indicando consenso entre as *ases teóric*s refer*das em tópic*s anterio*es. Essa constatação
comprov*, de *aneira parcia*, a im*ort*n*ia **e o uso de*se *ecurso po*sui e o q*anto os
v*sitantes o co*sideram *elevant* p*ra os serviço* do museu.
O últim* quesi** do questio*ário fo* uma questão aberta em que s* p*r*untou o *ue os
muse*s precisariam ter p**a f*zer co* qu* o *isitante retorn*ss* e indi**sse o*tr*s pesso*s a
visitá-lo. *ntr* *s brasileiros,
20 d*les menciona*am a i*por**ncia de um gu*a ou moni*o*
pa*a esclar*ce* a* possív*is dúvid*s no per*urs* da visi*a, descrição do material utilizad* nas
*bras e lege*das c*ar*s.
*entre o* e*tr*ngei*os, os d*poimentos foram, em sua maioria, apoiados na questão da
tradu*ã*
das in*ormaçõe* e da dificul*ade em se *ompreender as obras relacion**as às
re*igiões *e matriz af***a*a, princ*palmente as *ituad*s na sala Caryb*.
4.3 Entrev*stas com os Gestores
A* pergunta* f*itas aos gestores foram e*caminhada* e res*ondidas via e-mail, em
virt*de da *nco*pa*ibilidade de tempo
entre o entrevistador * entrevi**ad* para realização *
da mes*a de modo pr*senci*l.
*om base nas respost*s, obs*rvou-se q*e a ge*tão *useal possui r**onh*ci*o
co*promi*so co* im*gem *ropo*ta do museu perante a s**iedade, além de uma ide*a
a
e
co*cisa *obre o que o* *isitant*s es*e**m enc*ntrar no m*s*u. ** relaç*o
ao q** pod*ria
*umentar a satisf*ção dos
vi*itante*, a *estão a*irm*u que o us* d* novas tecno**gias,
info*m*çõ*s so*re a temática, novas exposiçõ*s *em*or*rias, d*ntre out*as
a*ões poderiam
fav*recer a e*se incre*ento.
Quanto à *reoc*pa*ão da equipe do mu*eu em relação à
exp**iên*ia do visitante,
a
gestão ale*to* *ue is*o pode ser alcançado, ofer*cen** um bom
atendiment* ao visitante e
fo*necendo infor*ações base*das em *esqui**s de fonte* conceituadas.
N*o fo*am observ*das **spo**as relacionadas a *aior pa*tic*pação do *úblic* n*
espaço, **** que este possa *e comuni*ar de *o*ma mais **reta c*m o museu, *inda que
a
instituição preze por este tipo *e ação.
R*v. FS*, Te**s*na, v. 13, n. 6, art. 3, p. 31-48, *o*./dez. 2016
www4.fsanet.com.br/revista
A Importância da Opinião Pública do* Visi*a*t*s em Amb**n*es Museo*óg*co*: M*s*u Afro-Bras*leiro
45
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Apoiado nos dado* coleta*o* e em conversas com os vis*tantes do mus*u du**n*e a
pesquis*
obs*rvou-se recon**cime*t* o
da importância
** u* i*stru*ento de auxilio
ao*
usuár*os do museu so*re s*us ansei*s na vis*tação aos e*paços. N* momento *m que
o
visitante conhece o mus*u e co*strói
um a
con*e**ão sob*e determinado
fa*o, a chance de
c*rrigir, justificar
ou man*er a *ção se perde no mo*ent* em *ue o visi*ante sai do
muse*
sem expre*sa* seu* sentimen*os * po*icionamentos referen*e ao *quip*mento.
A *o*centagem amostral colhid* na pesqu*sa *ode s*r *onsiderada ins*ficiente *ara
determina* com p*ecisão a percepção d*
perfil do públ*co visitant* anual, m*s é possível se
te* uma vis*o int*rmediár*a d* públ*co visitante.
***avia, para es*e mome*to, os va*ores
encon*rados foram suficie*tes e *nsti**dores par* se de*ruçar em novas pesquisa* com *aior
apro*u*damen*o, on*e *er*o poss*veis a identific*ç*o de novas vertent*s do pú*lico.
Ainda que os órgãos *ue
r*gulam os m*seus e * patrim*nio
possua* limitaçõ*s
em
relaç*o às disposiç*es possíveis, ou não, nesses l*cais, dev*-se *er em mente qu* usuário o
prec*sa ao menos ter o direito de medir seu contento di*nte de um serviço prestado * ter
justificadas as razõ*s pelas quais seus anseio* não podem ser a*e*didos. É nece*s**io dar voz
aos visitan*es, receb*r deles um Feedba*k, *ara **e eles
no*em o *uanto su* presença
e
concepç*o são importa*te* no e**aço *u*e*l***co.
Em prol da d**ocrat*z*ção do conheci*ento
hu*ano, c*nsidera-se
*e*es**r*a
a
intens*ficação d*s *e*quis*s de o*in*ão nos *useus a*meja**o, ca*a vez mais, a satisf**ã* e
m**horia da ima*em *o es**ço **seológico, poss*bilitando à s*c*ed*de um *ce*so m*is
fluido a educ*ção. A *im de g*r*n*ir *ssa prática *mbasada no estatuto dos muse*s br*sileiros,
ao Ib*am ca*eria fiscalizar de forma periód*ca a re*lização *as *esquisas junto aos órg*os
*inculados ao patrim*nio cultural, *o qual o museu encontra-*e vincu*a*o.
Propõe-se à unidade *esquisada um* r*visã* nas fichas de r*gistro **s vis*ta*tes,
inclu*nd* ques*t*s co*o i*ade, escolarida*e, *or, **ntre out**s as**ctos, para que o
*useu
pos*a t** uma lei*ura ma*s clar* do seu
visitante. Além
disso, seria válida a implantação
de
li*ro* de S***stões * Reclamações, conce*e**o ao v*s*t*nte a po*sib*lidade d* apontar ainda
que de mane*r* p*rc*al suas con*epções sobre o conjun** da v*s*ta.
O c*ntat*
com o mu*eu dev* ser tido
como um investime*t* intele*tual *ue trará
re*ult*dos *roc*ssuais e de fo*ma
*ont*nuada.
Esp*rar o re*or*o com o imediat*smo
caracterís*ico das socie**des capitali*tas,
pós-revolução industrial, frustrará os gestore*
*ue
pretendem deixar suas ma*cas n*s m*seus.
Rev. F*A, Teresina PI, v. 1*, n. 6, art. 3, p. 31-4*, nov./dez. 2016
w*w4.fsanet.com.br/revista
A. J. Li*a, G. M. Sant*s
46
R*FERÊNCIAS
ALMEIDA, M. A. A *bservação de v**itantes e* mus**s: sobre rat** e seres humanos.
Rev*sta Museolo*ia & In*erdi*cipl*naridade, v.1, n.*, p.*0-*9, ju*./dez. *012.
Disponíve*
em:<htt*://periodico*.unb.br/index.p*p/museo*ogia/article/vi*w/7901>. **esso em 24 abr.
2016.
ALMEIDA, *. *. O c*ntexto *o v*sitan*e na experiência muse*l: semelhanças e diferen*as
e*tre m*seus de *iência e de arte. História, *iê*c*a*, Saúde, Manguinhos, v. 12, suplemento,
p.3*-53,
20*5.
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Como R**e**nc*ar este Artigo, conform* *BNT:
LI*A, A. J; S*NTOS, G. M. * Impo*tânc*a da O*inião Púb*ica dos Visita*tes em Ambientes
Museológ*c*s: Museu Afro-Brasil*iro. Rev. FSA, Teresina, *.13, n.5, ar*.3, p. 31-4*, nov./d*z. 2*16.
Contr*bu*ç*o dos Autor*s
A. *. L*ma
G. M. Sant*s
*) c*ncepção e planejamento.
X
2) aná*ise e i**erpreta*ão dos dados.
X
3) ela**r*ção do ras**n*o o* na revisão crítica do c*nt*údo.
*
X
4) participa*ã* *a *provação da **rsão fi*a* do manuscrito.
X
X
Rev. F*A, Teresina, v. 13, n. 6, art. 3, *. 31-*8, n*v./dez. 201*
ww*4.fs*net.co*.b*/revista
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