www4.fsane*.com.br/revista
Rev. FSA, Teresin*, v. 12, n. 4, art. 1, *. 03-13, jul./ago. 2015
ISSN *m*r**so: 1806-6356 ISSN E*e*rô*ico: 2317-2983
ht*p://dx.doi.or*/10.128*9/2015.12.4.1
A Prática Nas Organizações A Pa*tir De U*a Visão Sócio-Culturalista E Con*t*utivista
*ra*tice I* *rganizations **om A Socio-Cu*turist And C*nstr*t*vist Pers*ective
Luiz H**riqu* Rezende M*cie*
Douto*a*do em Ad*inistração pela Uni*er*idade Federal d* **vras
Mest*ado em Educação *isíca pel* Universida*e Federal de Mina* Ge*ais
Professor d* Universi*ad* Federal ** Lavras
*-ma*l: lhrmaciel@*o**ail.com
M*nica Carvalho Al*e* Cappelle
*outorado em *dministração pel* Uni*ersidade Fed*ral *e M*nas G*rais
Prof*ss*r* da Univer*ida*e Federal de La*ras
E-mail: edmo@dae.ufla.br
Jéssi*a Campos dos San*o*
G*a*ua*da em *dmi**stração pela Uni*e*sida*e Federal d* Lavras
E-**i*: jecampos8@yahoo.com.br
G*briel* P*ince Ribe**o
*rad*anda em A*ministraç** pela Uni*ersida*e Federal *e Lav*as
E-mail: g*bi_princ*_ribei*o@hotmail.**m
Rafaell* Cristina Camp*s
Me*t*ado em Administraçã* p*la Univ*rsidad* *edera* de Lavras
Professora *a Facu**ade Presbiteriana Gammo* de Lavra*
E-mail: rafaella_ccampos@h*tmail.*o*
Endereço: *uiz Henri*ue R*z*nde *aciel
Depart*mento de Educação Fís*ca - Campus *niv*r*itári* da UFLA, Caixa postal: *037. Lavras/*G.
C**:37200-0*0.
Ende*eço: Mô*i*a Car*alho Alves Cappel*e
De*artamento de Ad*inistração e Eco*o**a - C*mpus Univ*rsitário da *FLA, *aixa postal: *037. Lavras/*G.
CEP:37200-000.
Endereço: Jéss*ca *am*os dos Santos
NEORGS - Departa*ento d* Adm*nistração e Economia - Camp*s Universi*ári* da UFLA, Ca*xa postal: 3037.
Lavras/MG. CEP: 37*00-000.
End**eço: Gabriela Prince Ribeiro
N*O**S - D*partame**o de *dm*n**tração e E*onomi* - Campus U*iversitári* d* UFLA, Ca*xa postal: 3037.
Lavras/MG. C*P: *7*00-000.
Ender*ço: Rafaella Cri*t**a *a**os
FAGAMMON, P*aça Dr. Jorge, 370, ce*tr*. Lavr*s/MG - 3720*-000
Edito*a-chefe: *ra. Marlene Araújo de Carvalho/Faculda** Santo Agostinh*
Artigo recebido em 26/04/2*1*. Última v*rsão rece*i*a *m 17/05/2015. Aprovado em 18/05/20*5.
Avalia*o *elo sistema Triple R*view: a) D*s* Review pela Editora-Chef*; e b) D*uble Blind *ev*ew (avaliaç*o cega
por d*is aval*a*or** da á*e*).
R**isão: Gr*mat*c**, Nor*ati*a * de Fo*mata*ão
L. H. R. Maci*l, *. *. A. Capel*e, J. C. Sa*tos, G. P. R**e*ro, R. C. Campo*
4
RESUMO
A prática é tida c*mo um construto de foco sócio cultu*al, uma vez que relaciona o in*ivíduo
e o seu contexto, além disso, * vista *través do construtiv*smo como a*go i*disso*i*vel,
i*erente a esta interaçã* *ntr* os atores e*volvidos com *ma ação. Desta maneira, este ensaio
teór**o teve por objetiv*s identificar, defin*r e car*cterizar o conhec*mento sobre a prática nas
orga*izaçõe*, com *oco nas abordagens soc*ocultu*alista e co*strutivis*a. A pa*tir d*
refer*ncial teórico levanta*o, pode-se perceber a *sc*ssez de estud*s que relacionem as
a*ordagens ci*adas, sendo est* um campo férti* para o desenvolvim**to de estudos *o
contexto or*anizacional, tais com* a *nfluê*c*a e a importância da pr*tica nas o*ganizações.
Palav*as-c*a**: Prática. Sócioc*ltura*ismo. Cons*rutivi*mo.
ABSTRACT
The practi*e i* r*gar*ed as a soc*o-cultural const*uc* with *he focus to t*e i*divi*ual and i*s
c*ntext, moreover, ** seen thr**gh constructi*i*m as someth*ng i*se**rable inherent o*
t *e
interaction between
th* actors invo*ved with
an
ac*ion. Thus, *his
litera*ur* rev*ew aim*d to
identify, *efine *nd
characterize th* prac*ic* in
o*ganization* focusi*g on a*p*oaches of
co*s*ru*t*vist *nd social *ulturali*t theor*es. From th* theoretical raised it *an be notic*d the
lac* of studies that relate **e above appr*aches, an* that this is fertile ground for the a
*evelopmen* of stu**es *n the organiza*ional c***ext, su*h as the i*fluence and impor*ance *f
*he prac*i*e i* org*niza*i*ns..
Key-words: Practice. Social-cul*urist. Constru**ivism.
Rev. FSA, Ter*sina, v. 12, n. 4, a*t. 1, p. *3-13, ju*./*g*. 2015
www4.f*anet.com.b*/revista
A Práti*a N*s Organizações A Partir De *ma V*são Sóc*o-Culturali*ta E Constr**ivista
*
1 INTROD*ÇÃO
O t*xto apresenta um ensaio teóric* sobre * *rática nas o*ganiz*ç*** a *a*tir d* u*a
abor*agem sócioc*ltu*al**ta e constr*tivista contribuindo para a co*pr*en*ão e conhecimento
destas abo*dagens no co*texto organizaciona*.
A *us*a pe*a compreen*ão *e fa*o**s inerentes ao *o*em e a sua interação e* grupos
sociais apre*en*a *iverso* fat*res de int**es*e *s Ciências *o*iais Aplicadas, de*tre
****
*
Prátic* e as suas manifestaçõe* que surgem como forma de colocar em açã* *eorias
des**v*lvidas
*elos cie*ti*tas *o**ais. A
p*á*ica é ti** como um
con*truto de foco sócio
cu*tural,
uma v** qu* r*lac*ona indivíduo e o s*u context*, além *isso, é vista **ravés do o
co*strutivism* como algo i*dis*oc*á*el *nerente a esta i**e*ação entre os a*o**s envol*idos
*om
u* a
ação. P*rtin** d*sse contex** espec**ico das organizaçõe* surge o *eg*inte
prob*ema: como a
práti*a se aprese*ta no contex*o *os *stu*os organ*zaci*nais do ponto
**
v**ta dos e*foques sociocult*ralis*a e c*nstrutivi*ta?
Par*i*do **ssa p*emissa, a prática é vis*a co*o tendo dois pr*n*ípi*s: pri**iro, que os
r*sulta**s das **tratégi*s *ão *r*ssupõem, primordial*ente, um planejam**t* ou in*en*ão e,
*eg*ndo que a
est*at*gi* é um fe*ôme**
*ue não po*e ser gener*liz*do, sendo construído a
partir de cada situação e* funç*o
da prática cotidiana e da vi*ência de situações (CH*A;
HOLT, 2006). Nela, as nec*ssidade* cotidianas podem *er **stas co*o *stímu*os em bu*ca de
sol*çõ*s
*e *robl*mas, solu*ões *s*as qu* podem ser denomi*adas estratég*as e q** se
re**r*m à n**essida*e *e um det*rminado context*.
We*ck (2*01) *esta*a q*e o fortalecimento da abordagem *a pr**i*a e da estratégi*
c*mo prátic*, *e deu em função da *ecessidade *e abordagens nã* *omente *tn*g*áfic*s, de
inv*st*g*ções me*os centradas na ge*tão de a**ncias, e* *etri*ento dos at*r*s nela
en*olvidos, na
*ecessida*e d* um proces*o de pesq*isa m*n*s *escriti*o e com pouc*
apli*ação prática, a busca de uma met*dologia men*s d*cot*mic* entre o pr*cesso *
o
con*eúdo, da busca de pesquisas que tenh*m *igações expl*citas para o resu*tado d* *stra*égia,
e, finalmen*e, a i*portâ**ia de abordagens m*nos *eneral**adas, aument*ndo a possi*ilidade
do
acu*u*o de conheci*ent* a **rtir de
u*a visão mais ampla. * autor apos*a em
u* a
a*ord*gem mais comp*exa * *omp*eta,
buscando co*preend*r os f*nômen*s **s
organizações de maneira mais robusta. O tr*ço distin*ivo da es*raté*ia como pr*t*ca é * visão
soc*ológic* tr*zida **ra o *studo em est*atég*a, s**do que * p*incipal a*pe*to é o tratamento
de processos sociais a parti* *e *ontextos *a*s amp*os e, também, de maior*s possibilid*des,
R*v. *SA, T**e*ina, v. 12, n. 4, art. 1, p. **-13, *ul./ago. 201*
*w*4.f*a*et.com.br/*evi*t*
L. H. R. *acie*, M. C. A. Cape*le, J. C. S*ntos, G. P. Ribeiro, R. C. Cam*os
6
a fim de apr*ender um* visão menos i*tenciona* e inespe*ada dos **ocessos relaci*nad*s
à
estraté*ia como prática.
E*te estudo se *ustif**a pela importância de se definir e caracterizar a práti** nas
o*gan*zaç*es, tendo em vista que esta rep*esent* a aplicação dos conhecimentos empí*ico*
de*env*lvi*os com es*e foco. Isto, a part** de re***ências *ue tenham com* *oc* este aspect*
emergente d* Teoria das Orga*izações, bem com*, a necessid*de de *e contemplar a*pectos
re*ere*tes à prátic* a partir do* enfoques socio*ultural*sta * construtivista.
Os o*jetivo* de**e e*tudo fo*am *dentificar, d*fin*r e caracterizar a p**tica nas
organizaçõ*s c*m foco nas abordagens so*iocul*uralist* e c*nstrutivista.
* RE*ERENCIAL TEÓRICO
2.1 Os aspectos *ilosó*ico, *e*omen**ógico * m*to*ológico da p**tica social
De acordo *om *enger (1998), toda práti*a * uma prática social; at**v*s *a prática *
* ndi ví *uo
começa a sen*ir * mundo de *odo não ape*as me*ânico, mas também através de
experiências e significad*. A p*átic* para e*e *ão se des*in*ula da teoria, a prá*ica env**ve o
todo, o agir e o *e*sar.
Me*mo a teoria se *bjetivand*
em mes*a, ela não *e afasta si
da
prát*ca. A *a*ti* da apresent*ç*o das abo*dagens teórica e prát*ca, a prática é destacada *om*,
den*re *utros aspe*tos, uma fo*ma de *ontextualização das *eor*as estudadas e dese*vo*vidas
de f*rm* controlada por pesquisad*res da* ciências sociais. Seguindo uma dis*ussão baseada
*e*ta* abordagens pode-*e c*mpreende* as*ectos inerent*s à
pr**i**, bem como, sem ser
redundante, * sua aplicação p*ática. A prática será aqui, de aco*do *om Orlik*wski (2010);
Chia e Rasche (2010), desc*ita a pa*tir *e princ**ios *eóricos * m*todoló*ic*s.
Or*ikowski (20*0) apres*n*a a *rát*ca, considerando *oco sob o qual es*a é observada,
podendo este *e*: 1) Em*írico,
n* qua* a abo*dagem da *rática r*c*nhece a centralidade da
ação das *es*o*s co*o resultado org*nizacional,
q*e r*f*et* um
c*esc**en*o do
recon*eci*ento da importânci* da prática na continuid**e operaci*nal das organi*açõ**, *u
seja, os *nd*víduos envolvidos *m uma or*anização s*o co*sid*ra*os como *tore* principais
no pro*esso de desenvolvim*nto des*a; 2) Teó*ico, a abordagem
da prá*ica é
baseada no
conteúdo teó*ico exist*nte sobre o fenôme*o. Neste caso a *bor*age* pro*ura referê**ias aos
aconte*imentos práticos com ba*e nas teori**, sem *ubmeter *s sujeitos *ma *bordag*m a
empí*ica; 3) Filosófico, est* abordagem refo*ça
a pr*m**sa *ue a *eali**de social
é
Rev. FS*, Ter**ina, v. 12, n. 4, art. 1, p. 03-13, jul./ago. 2015
www4.*sanet.com.br/revist*
A Prática Na* Organizaç*es A Partir De *m* Visão Sóc*o-Cul**ralis*a * Const*utivista
7
fundamental *e*a**** da pr*tica, isto é, a prátic* surge d*s n*cessidades de um
gr*po
ou
*o*texto social.
Chia e Rasch* (20*0) destac*m a **ord*gem epistemológica, ten*o a vi*ã*, isto é,
a
possibilidad*, das ab*rdag*ns teórica e *m*ír**a. O qu* os a*tores buscam esclarecer é que
estas sã* dife*entes possib*lidad*s de que
os pesq**sa*ores podem se v*ler para estuda* os
fenômenos da prática nas *rgan**ações, sendo todas eficiente*, d*ven*o ser d*terminadas pelo
viés ou *oco que a p*squisa terá.
Vários **o os desafi*s a serem interpostos para por em prát*ca as teorias; um deles, é o
de *roblematizar e posteri*rmente teorizar o proc*sso co*stitutivo
de*t*s; ***ro, é *
de
e*contrar *ma linguagem lógica que expresse adequadamente *s a*ontecimentos recorre*te* e
relativos
das práticas cot**ianas. O ****r*ante é *e*tac*r
que, enquant* *s estudan*es
e
pes*uisado*es *êm aumentando * seu interesse em examin*r a açã* e s*us processos, mui*as
teori*s *as org*nizações mantê*-se focadas nas entidades. Tal afirmat*va ap*nta
p*ra uma
*vol*ção no conce*to de est*do* nesta área, tendo em v*sta que esta evolução, de a*ord* *om
os autore* est*dado* ne*t* s*ssã*, t*rna-se a cada
d*a mais eviden** e, acim*
de t **o,
necessári*.
Pelo que a*aba de ser expos*o,
pode-s* dizer *ue teóricos da
prática, freq*e**emente
ut*lizam *s entida*es de *o*ma analítica, o que acaba por c*nt***uir para a confusão q*anto à
metodologia p*r*
este tip* de pesq*isa. A p*r**r d* experiê*cia pes*oal apresent*da pe***
própri*s
autoras (FELDMAN; O*LIKOWSK*,
2011) em seu text*, suger*-s*, *elo menos,
duas ra*ões pa*a *sta confusão; a p*imeira, *orque as
t*orias práticas
pr*porcionam base a
para uma fo*te generalização teórica, e * segunda por que *s teori*s práti*as t*m a capacidade
*e ofe*e*er impor*antes implicações pr*t*cas par* os at*re* envolvidos no co*texto a ser ou
que es*á send* estudad* ou *bordado.
2.2 A abordagem *ociocul*ural*s*a
A teori* da prá*ica *, de acordo com Reckwitz (*0*2), s*cessora d* teor*a da aç*o de
Max Weber. Ambas consi*er*m a ação huma*a *omo f*co de es*ud*, des*a forma
podendo
ser *ratadas como teor*as
que necessi*am de abordagens *irecionadas c*m*reensão de a
asp*ctos ineren*es a*s indivídu*s, no c**o, a ação por eles produzid*s. Segundo e*te mes**
auto*, as teorias sóc*oculturalist*s surgem como formas de explicar e *ompreender a
aç*o,
tendo
como recurso estruturas simbólicas d* *ign**icado. Partindo do pres*up**to
Re*. FSA, Teresina, v. 12, n. 4, art. 1, p. 03-13, jul./ago. 2015
www4.fsanet.com.br/revista
*. H. R. *a*iel, *. C. A. Capelle, J. C. S*n*os, G. P. Ribe*ro, R. *. Campos
8
apresentado, pode-se cons*derar que a teoria da prática é *m exem*l* d* teoria
sóc*oc*lturalista, mas nem *odas as teor**s socioc*l*uralistas *ão a t**ria da prática.
O enfo*u* da sócioculturalista na *bor*agem da prática nos estudo* orga*izacio*ais
bus*a preencher a lacuna do que a prática é em relação aos processos e às ati*idades
individuai* (CHIA; MA*KA*,
2007). D*s** pr*sma, * prática é vista como um micro-
proc*sso e, *ortanto, é p*ess*po*t* se conhecer o que os atores fa*em. T*i* at*res s** ag*ntes
da práti*a e ao **smo tem*o, produt* da *rátic* social. Apesar deste en*e**imento, não está
c*aro * que a estra*égia, como prática, busca (E*P), s* é s*r uma perspectiva únic* de
aborda*em ou ser ma*s uma possibilidade de abordag*m em e*traté*ia, s*ndo que a estr**égia
est* sen*o considerada *omo um produto d* prática soci*l nas or*anizaçõ**.
Rasche e C*ia (2009), apresentam q*e no c*nt*x*o cul*ur*l da Teoria da Prát*ca, a
ECP * *ista *or seus **óricos com ênfa*e n* que *s p*ssoa* FAZ*M na* organiza*ões, * não
no que as or*ani*ações TÊM; dest* fo*ma fica evident* o foco nos *ndivíduos, co*s*derando-
se o co*texto e a sociedade
*a qual *stes se encontr*m. A teoria social bas**da na pr*tica
**presenta u* poss*vel *aminh* para teori*ar a *rát*ca, tal caminho passa *o* dif*ren**s
abo*da*ens *eterminad*s de *cordo **m o foc* do pesquisa*or ou d* estr*t**ista, sendo
a
cons***tivi*ta uma das **ssibilida*es.
2.3 A abordagem co*strut*vi*t*
Segund* a **rie Ideia* n.20 São Pa*lo
"Constru*ivismo significa a idéia de q*e nada, * rigor, est* *ronto, *ca*ado, e de
que, especif*came*te, o c*nhecimento n*o é *ado, em nenhuma ins*ância, como algo
te**inado.
Ele se consti*ui pela i*teraç*o do indiv*duo com o meio fí*ico e social,
com * *imbolismo hum*no, co* o **ndo *a* r**açõ*s so***is; e se constitui *or
força de sua ação e não **r qualquer dota*ão prévia, na b*gagem her*ditári* ou
no meio, de *al modo que podemos afirm*r que antes da **ão não há psiquismo nem
*onsciência e, muito menos, *ens**ento."
"En*endemos que constru*ivismo na Educação pode*á ser a forma teó*ica *mpla
qu* reúna as várias *e**ências atua*s do pensamento educa*ional. Tendências que
têm em comum a insatisfação *o* um sistema educ*cional que te**a (*de*logi*) *m
continuar essa form* pa*ticular de transmissão qu* é a Es*ola, que cons*ste
em
f*z*r repetir, recitar, aprender, en*in*r o que já está *ro*t*, em vez de f*zer agir,
oper**, criar, **n*truir a parti* da realidade vivida por a*u*os e *rofes**res, isto é,
pela sociedade - a próx*ma e, *os pou*os, as *istan**s. * Educação deve ser um
processo de
const*u*ão de conh*cimen*o *o
qual oc*r*em, em cond*ção de
compl*mentarid*de, por
um l*do, os alunos e profess*res *, *** outro, os
*roblemas soc*ais *tu*is e o conhecimento já *onstr**do (\acervo
cultural da
Humani*ade\)."
Rev. FSA, Teresina, v. 12, n. *, *rt. 1, p. 03-*3, jul./ag*. *0*5
*ww4.fsanet.co*.br/revis*a
A Prá*i*a N*s *rganiza**es A Partir De Um* Vi*ão Sócio-*ulturalista E Construtivis*a
9
"C*nstru*i*is*o, segundo pensam*s, * esta forma *e conceber o c**hecime*to: sua
gê***e e seu desenv*l**men** - e, po* consequência, um *ov* modo de ver o
*niverso, a vida * o mundo das relações socia**."
Segund* S*lom*n (1*94), o construtivismo tem sido *ma redescrição frutífera das
id*i*s dos alun*s.
"O que era l*gar comum e ind*gno de nota s* *ornou signific*nte; o que era bem
c*nh*cido *ara ser pensado como merecedo* d* comentários se tornou,
repentinament* a subs*ância de uma pe*q**sa iluminador*" (SO*OMON, 1**4,
* .6 )
De acord* com Gran*, Rüegg-Stür* e Von Ar* (*010) * c*nstrutivism* pos*ui *uatro
fundamentos **sicos: 1) Combate o
p*incípio da
dicot*mia presente *as
ciên*ia* sociais
rel*cion*dos ao micro e mac*o, i*dividualismo e coletivismo; *) Agênci* não
está
automaticamente relacionada a orga*iz*çõ*s individuais, mas deve ser estudada em cont*xtos
e dist*ibuiçõ** particulares; 3) Questiona * co*ceito de reali*a*e e ob*et*vidade, co*sidera
*
perspectiva *p*stemológ**a em s*as conside*ações; 4) Abo*d* estud*s so*re o conheciment*,
a relação d*ste com uma v*são *e mundo ou o status da criação do conhecim*nto *ientífico.
Tais fundamentos são apresentad*s com o int*i*o de dife*e*ciar o co*strutivismo *e outras
ab**dagens, p*r *xemp*o, o positivis*o no qual as po*aridade* são extremamente marcadas.
* construtivismo c*ntr* os *eus estudos no conhe*imento * na *ea*id*de, realidade esta
do homem, vi*e*ci*da e perc*bida pelo homem, na rela*ão e*tre *s *ndivíduos e o *on*exto
par* a criaç** e desenv*l*imento do co*hecimento sociológi**. Um aspecto c*ave, segundo
Ho*kin (20*1), é
e* como dar espaço simultâne* p*ra múl*ipl*s realidades e *aci*nalidades
ex*stent**, a pa*t** *as di*ere*t*s for*ações e aspectos r*feren*es à constituição pessoal
e
intelectual de c*da in*iv*duo, grupo ou org*nizaçã*. Segund* a au*or*, isto não deve
se r
con*idera*o como uma concepção de pluralismo libe*al. Tal fator é diretamente rela*iona**
ao construtivismo, como possib*lidade
de suavizar habilitar as diferentes perspe*tivas de e
mund* a part*r da *erce**ão *os i**ivíduos, *omo
indiv*duos ou enquanto grupos
(organizações). Hoskin afirma que a* pessoas seja* *tiva*ente presente* na
construção
do
mundo, a partir da* ativi**des e vivên*ias c*tidia**s. Alé* disso, a autora dest*ca que
a
"verda*eira idéia" é
que as perspectiv** *as ciências **ciais são articuladas em d*f*rente*
context*s e *ue variam em função dest*s.
Para Gergen e Joseph (1996), a const*ução do co*heci**nto parte da pre*issa de que
os posicionamentos d* cada indiv*duo partem da sua ob*ervação que lev* a d**iberação
raci*nal em função das nece*sidad*s do m*io. Tai* deliberações podem ser *r*duzidas como
as estra*égias desenvolvidas para as s*tu*ções proble*a. De aco*do com o autor,
os efei*os
**v. FSA, Tere*in*, v. 12, n. 4, art. 1, *. 03-13, j*l./ago. 2015 www4.fsanet.com.b*/r*vi*ta
L. H. R. *ac*el, M. C. A. Capel*e, J. C. Santos, G. P. Ribe**o, R. C. *a*pos
10
dest* pre*issa refere*-se a dois aspectos: pri*eir*, o
de que a ment* do tra*a*hador,
empregador ou g*sto* é um proeminente objeto de est*do, e s*gu*do, de que * conhecimen*o
da organizaç*o é *ons*derado um s*bp*o*uto d* racionalidade individual d* ci*nti*ta. A p*r*ir
diss*, pode-se dize* que o foco *o pesqui*a*or deve est** com as suas len*es voltadas para a
p*ssoa e, dela *ara * *rganização, e não o contrá*io. As pes**as passam * s*r e*carreg*d*s da
*rganização e qu* a sua capacidade de pensar, planejar, cr*ar, d*ntre outros, vai, efetiv***nte,
*irig*r ou nortear a or*a*iz*ção na qual estão inseridos.
Grand, Rüegg-Stürm * V*n Arx (2010), apresentam que a i*tuição é imp*rtan*e no
*onstrutivismo, porém dev* ser cu*dado*amente
d*linea*a e
delimit*da, p**a que *eja
rec*n*ec*d* como u*a con*ribu*ção efetiva à pesquisa * *ão com* u*a simples asp*ração ou
*lgo sem fund*mento teór*co ou epistemológico. Tal a*irmati*a en*atiza a r*levân*ia *as
pessoa* para as organiz*ções na abordagem epi*temo*ógica c*nstrutivista, t*ndo em vista que
a intuiçã* parte d** indi*ídu*s como sujeitos i**ividuais ou em grupos. Fica, pois, * quest*o
*om relação à dúvida
de qu* *e esta intuiç*o proveniente de uma inspiração pessoal é
e
*ndividual
** se ela é estimu*ad*, *ncorajada e
dese*volvida,
inclu*i*e, p*la* *rg*niza*ões.
*abe-*e
que há *rupo*
*e funcion*r*os *as organizaçõ*s q*e tr*balham, espec*ficamente,
no
desenvolvi*ento de
estr*tégia* e na busca de *o*uções i*ovadoras para as q*e*tões do seu
contexto *r*anizac*onal. Dest* forma, pod*-se in**rir *ue * int*i**o deste
grupo
de
tr*balhadores é part* da política d* desenv*lvimento e **uação de
várias organizaç*es,
pr*ncip*lment* aque*as de grande porte e *o* marcas conso**dadas no me*ca*o. A
racionali*ade, *u
*ogn**ão, com*inada à observação é que possibi*itam a criaçã* e
o
des*n*o*vimento de estr*tég**s e*icientes.
Estruturas cognitiva* são mutuamente d*pendentes, send*
*ue o pr*cesso
de
con*ec*mento é constr*ído e *ultipl*cado. Neste proce*so
*odas as inform*ções **o
im*ortante* e respons*veis **r mu*anças e pela evo*ução de concei**s, técnicas * estratégias.
A partir
da estru*uraçã* do *acio*ínio e
da ex*osi*ão deste rac*ocínio, atra*és
da
comunicação, *riam-se p*ssibi*id**es de atuação e ev*lu**o das *rganizações, u** vez que o
conh*cimento é disseminad* e dese*volvido *elo intercâ*bio de inf*rmações. D*sta maneira
*ode-s* di*er qu*
as orga*iza**es s*o *st*uturas vi*as, o* seja, que depe*dem desta retro
alimentação, sendo que el*s faz*m parte de
um meio ambiente soc*al, c***onentes de um*
estrutura formal que possui metas, anseios e necessidades (W*LF, 1958 apud *ERGE*;
JOSE*H, *99*). Parson (1956 ap*d GERGEN; JO*EPH, 19**) defin* as org*niza*ões como
um sistema social *rien*ado ao
al**nce de
determinados t*pos e*pecíficos *e m*tas
basicamente, rela*ionadas à soc*eda*e e ao *ontexto em si.
Rev. F*A, *eresina, v. 12, n. 4, art. 1, p. 0*-13, ju*./ago. 2015
www*.fsanet.com.br/**vista
A Prática Nas Organi**çõe* A Partir De *ma V*são Sóci*-Culturali*ta E Construti*i*ta
11
A s*ci*dade busca, fun*ame*ta*m*nt*, o seu desen*olviment*, fa*o qu* está p*es*n*e
no interesse das organizações, dese*vo**ime*t* este no que se ref*re à criaç*o de nov*s
tecnologias ou do atendimento aos anseios *e um grupo de pessoa*. Neste sentido, des*aca-se
a com*n*caç*o,
*omo um fator pre**nte *o
c*nst*utivismo, sen*o co*sidera** um elem**t*
básico dos sistemas sociais.
O processo de comunicaç** sofre infl*ênci* direta *o contexto. Em t*dos os tex*os
*est* *essão, os *utores a**esentam argumentos e concei*os que destacam a i*portância
da
comuni*açã*, s*ndo que l*nguagem é vista como ferramen** p*la qua* os pa**eiros,
a
a
o*
cole*as, se informam u**
*os *utros, e *am*ém com* o carreador e d*ssem**ador de
c*nhecimento, po*end*, *ste, *e* efe*uado de forma escrita ou falada. As*im s*nd*,
as
*rganiz**õ** d*vem buscar inclu*r dentre suas est*a***i*s, *specto* que fac*litem
e
desenvolva* a comunicaçã*, se*do que através do desenvolvimen*o e do apoio de pesqui*as
nesta área as *r*an*zações têm ma*s chances de prosp*rar. Gergen e *oseph (*996) desta**m
que, pela
apli*a*ão co*sis*ente da
raz** e *a observaçã* empírica t*nde-*e * at*ngir
um
au**nto na c*pacidad*
de *s organizaçõ*s inovar*m de *orm* positiv* e controlada, dentro
dos p*râmetros p*r ela estabel*ci*os como *etas.
3 CONCLUS*ES
Con*luind* es*e e*tudo, p*de-se cor**borar co* Law e Urry (20*4, apud Orlikowski,
2010) q*an*o estes a*gumen*am que, *eco*hecidame*te, o* métodos da* Ciê*cias *o*iai* t**
ef*itos *u* *aze* a diferen**, e q*e estes podem ser fer*a*entas ef**ivas n* intui** de ajudar
a encontra* soluções a*s problema* de pesquisa rel*cio**dos a esta e inclusive a outras áreas
*e c**hecimento. Além *isso, F*ldman e O*likowski (20*0) apresentam que focar as **n*es
da prát*ca para os est*dos organizac*onais *ignifica
uma grande *juda pa*a *e pe*ceber que
teorizar a prá*ica * a pró*ria prát*ca em *i.
Po*e-se d*zer que teoria e p*ática são aspe*tos q*e trabalham j*n*os (C*IA;
RASCHE, 201*), se*do que a efetivi*ade da **s**isa em estratégia c*mo prática está no *oco
e* que s* busca desenvolver tal *esqu*sa, e que, acima de tudo, há *árias alternati*a* para se
des*nvo*ver es*a ab*rdagem, s*jam elas e*istemológica, cie*tífica ou outras.
Infere-*e que * construtivismo *istêmico é uma epist*mologia o qu* s*gnific* que
n*nca há um* descr*ção final
par* um dete*minado f*nômeno, mas sim a
co*stru*ão
de
c*nhecimento a ele *elacionado qu* *bre caminho para f*turas explorações. O co*stru*ivi*mo
é uma perspectiva promissora dos estudos em ciências sociais,
c*m as sua* própria*
d*finições sobre ontolog*a, e*istemo*ogia, e m*todol*g*as, com o* *eus
próprios *nteresse* e
*ev. FSA, Te*esina, v. 12, n. 4, ar*. 1, p. 03-13, jul./ago. 2015
www*.*sa*et.*om.br/revista
L. *. *. Maciel, M. C. A. Cap*lle, J. C. S*nto*, G. P. Ribe*ro, R. C. Campos
12
possibili*ade*, tend* u* gran*e *ot*ncial para o est*do da realidade vivencia** a
p*rtir
do
co*texto *o co*idiano voltad* aos an*eios ne*ess*dade* de um indiví*uo, *e um grupo *
de
*essoas o* de uma or*aniza*ão. N*sta relação *cre*cent*-s* o sócioculturalismo como o mei*
aonde a prática ocorr*; ist*, partir das inf*uências das relações pess*ai* e do contexto em a
que e*tas interações oco*rem.
Partindo do ex*o*to até aqui, se *ug*rem novos est*do* que correlac*o*em *s
ab*r**ge*s const*utiv*sta e sócioculturalista, uma
v*z q*e neste es*ud* elas foram
apresen***a* *e for*a *istint*. Al*m diss*, iden*ificou-se, tam**m, u*a e**as*ez de estudos
*a áre*
da *rátic* e estratégia como pr*tica em âm*ito nacional, s*ndo estes campos
p*omissor*s pa*a a c*ndução de pesquisas.
REFERÊNCIAS
CHIA, *; MACKAY, B. Pos-processual challen*es fo* t*e emerging s*rategy-*s-prac*ice
p*rspective: **scovering strategy i* the logic of pr*ctice. Hu*an Relations. Sage
P*blications: Londres, p. 217-242, *007.
CHIA, *; R*S*HE, A. Episte*olo*ical *lternative* for resea*c*ing Strategy as Pr*ctice:
buildi*g and d*elling worldvi*ws. In: G*LS*R*HI, *. ROU**A*, *. SEIDL, D.
VAARA, E. (e*s.) The Cambridge *andboo* on Strat*g*
*s Practice. Cambridge
Uni*ersity Press: Cambridge, *p.34-45, *01*.
FELDMAN, M. S; ORLIKOWSKI, W. J. Theorizing Practice
and Practi*i*g Theory.
O*gan*zat*on Sci*n*e, 2*11.
GERG*N, K. J; JOSEPH, T. Organizati*nal *cien** in Postmod*rn Co*tex*. Jou*nal of
Applied *ehavioral Science, *. 3*, pp.356-378, 1996.
GRAND, S; RÜEGG-*TÜRM, J; VON AR*, W. Constr*c**vism e*iste*ologies in Strateg*
as Pr**tice res***ch. In: GOLSOR*HI, D; *OULEAU, L; SEI*L, D; VAARA, E. (eds.) The
Ca*bridge Handbook on Strat*gy as Practice.
Camb*i*ge University Press: Camb*idge,
pp.63-78, 201*.
HOSK*N, D. M. *elling *ales of Relatio*s: Appreciating Relationa* *o*s*r*ctionism.
Or*aniz***onal *tudies. S*GE, pp. 30-*5. 2011.
*RLIK*WSKI, *. J. *rac*ice *n Research: phenomenon, perspectiv* *nd philosophy. In:
GOLSORK**, D; ROULEAU, L; SEIDL, D; VAARA, E. (eds.) The Cambridge Handbook
on Str*t*gy a* Practice. Cambridge Universi*y Press: Camb*idge, *p.23-33, *01*.
*ASCHE, A; *HIA, R. Res*arc*ing *trategy Pr*ct*ces: A Genealog**al Social Theor*
Perspective. Organization Stud*es. Sage Pu*lications: Londres, p. 71*-734, 2*0*.
**v. FSA, Teresina, v. 12, n. *, art. 1, p. 03-*3, jul./ago. *015
www4.f*an*t.com.br/r*vist*
A Prática Nas Or*anizações A Partir De Um* Visão *ócio-Cu*tu*al*sta E C*nstr*tivis*a
13
RECKWITZ, A. To*ard a Theor* o* Social Practices: A **velopment in Culturalist
Theorizin*.
*uro*ean Journa* of **cial Theory. S*ge Publ**ations: Londres, p.243-263,
20*2.
**LOMON, J. Th* Rise and F*ll of Const*u*tivism. Studies in Science Education,
2*: 1-19. 1994.
SCHOMMER, P. C. Comu*idad*s de prát*** e art*culação de saberes na relaçã* entre
*niversidade e sociedade. FGV/EAESP, S*o Paulo, 341 p. 2005.
WENG*R, E. Commu**ties of practice. Lea*ning, meani*g a*d identity. New York:
Cambridge Univers*t* *ress, 199*.
Rev. FSA, *e**sin*, v. 12, n. 4, art. 1, *. 03-13, *ul./ago. 2015
www4.fsanet.com.br/*evista
Enlaces refback
- No hay ningún enlace refback.

Atribuição (BY): Os licenciados têm o direito de copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, conquanto que deem créditos devidos ao autor ou licenciador, na maneira especificada por estes.
Não Comercial (NC): Os licenciados podem copiar, distribuir, exibir e executar a obra e fazer trabalhos derivados dela, desde que sejam para fins não-comerciais
Sem Derivações (ND): Os licenciados podem copiar, distribuir, exibir e executar apenas cópias exatas da obra, não podendo criar derivações da mesma.
ISSN 1806-6356 (Impresso) e 2317-2983 (Eletrônico)