Centro Unv*rsitário Santo Agostinho www*.fsanet.com.*r/revista Rev. FSA, Tere*i*a, *. *5, n. 6, art. 6, p. 113-131, n*v./*ez. *018 ISSN Impres*o: 1806-635* ISSN E*etrônico: 2317-2983 http://dx.doi.org/10.12819/*018.15.6.* Custo Unitário Básico na Indúst*i* da Constr*çã* Civil: **fluência de In**cadores Eco*ômicos na Co*posi*ã* do Cub Bas*cs Unitary Co**s in t*e Civil Co*str*ction *n*ustry: I*fluence of Economic *nd*xes in the Compo***ion of Cub *ndreas Dittmar *eise Dout*r em Engenha*ia Civil pela Uni*er*idade Federal d* Santa Cat*ri*a Profes**r da Uni*er*idade Feder*l ** Santa Ma*ia E-mail: mail@adw*i*e.de Mathe*s Fernando M*ro Doutorado em En*enh*ria de Produç*o pe*a U*iver*idade Fed*ra* d* Santa Cat*rin* Mestre em Enge*haria de Produção pela Univers*dade Federal de *a*t* M*ri* E-mai*: mor**mi@hotmail.com Ca*i*a Cân*ida Compag*oni dos R**s *outorado em Engenharia *e Prod*ç*o pela Uni**r*ida*e Federa* de Santa Ca**rina Mes*re em En*enharia d* Prod*ção pela U*iversid*de Fed*ral de San** Maria E-ma*l: camilacompa*non*@g*ail.com Sandrine de A*m*ida Flo*es Mest** em Eng*nharia de Produção pe*a Univ**sidade Federal de Santa M*ria E-mai*: tutysandrine@gmail.com E*dereç*: A*dreas Dit*mar Weis E*ito*-C*efe: *r. Tonny Kerle* de Alencar Harburger *traße 6 - 21*14 - B*x*ehude, - *lemanha Rodrigues E*dereço: Mat*eu* *ernand* Moro C*mpus R*i*or Jo*o David Ferreira L*ma, s/* - Trindade, Artig* recebido em 12/06/*0**. Úl*ima versã* Florianópo*is - S*, 88040-900, Br*sil. recebi*a em 20/07/2018. Aprovado em 21/0*/20*8. E*dereço: Camila Candida Compa*noni d*s Re*s Campus Reitor João David *erreira Li*a, s/n - *rindade, A*aliado pelo sistema Triple Re*iew: Desk R**iew a) Florianópolis - SC, 88040-9*0, **as*l. pelo Ed**or-C*ef*; e *) *ouble Bli*d Revi*w Endere*o: Sandrine d* A*meida F*ores (avaliação cega por d*i* a*aliadores d* área). Av. Roraima, *0** - 7 - *a**bi, Santa Mari* - RS, 97105-900, Brasi*. Re*isão: *ramatic*l, Normati*a e de Fo*matação A. D. Weis, M. F. Moro, C. C. C. Reis, S. A. Flor** 114 RESUMO A est*utura do Custo Unitário B*s*co (CUB) da *onstruçã* c*v*l brasileira apresentou um a a*teração *a *ua composição nos úl*imos an*s, *eixando os materiais de s*r cu*to mais o si*ni*icativo pa*a dar lugar * mão de o*r* co** mai*r *u**o na com*osi*ã*. *est* for*a, * pres*nte e*tudo objet*v* *erific*r se in*icador** m*croeconôm*cos podem ter influencia*o nesta alteração. Definiram-se as v*riáveis a serem estudadas p*ralelas ao CUB a partir da revisão *e lite*atura, e os dados foram *btidos ab*ang*ndo o p*r*odo d* janeiro de 2008 a dezem**o de *017. Para al*ance do objet*vo, fez-se análise de regressão linear p** múltiplos quadra*os (OLS), e pode-se ident*ficar *ue o FIMOB e o IPCA t*m influência nos custos dos ma*eriais, *ssi* como da mão de obra. A par*ir dos r*sultados o*tidos, pode-*e afi*mar q*e o aum*nto de concessões de fi*anciamento imobil*ár*o e o aumento d* taxa de inflação dos *reços nacio*ais apresenta* maior nível ex*licativo para o com**rtamento do C*B mão de obra (9*,80% contra 97,44% no CUB m*t*riais) *v*denciando a alteraçã* da compos*ção do CUB a partir *os m*v**entos de oferta * deman*a no setor *a const*ução civil. Palavras-ch*ve: *u*to d* Construç*o. Indicadores Ec*nô*icos. *egressão Li*ea* Múlt*pla. Merc*do *mobiliário. ABS**ACT The s**ucture of Cust* U*itário Bás*co (C*B) i* *razilian civil c*n*truction sector has chan*e their comp*sition in the *ast year*, since that *at*ria*s was t*e most signif*cant c*st and now the work h*nd ar* th* hig*er cost in th*s compo*itio*. I* this way, the *r*se*t *tudy *ims to ver*fy if the m*croeco*omic inde*es could have some infl*ence over t*is chang*. The variables to study **th BUC were d*fined af*er the literature review and the dat* were obtai*ed com**is*ng the period o* Januar* **08 to D*cember 2*17. To achieve this *bjec*i*e the or*i*ar* lea*t squ*r* (OLS) regression was used, where we *ound that the F**OB and the IPCA ha*e influence *oth *n the m**e*ial costs a*d in the wo*k hand cost. From *he *esults obtained, we can say *hat *he incr*ase of conce*sions of re** estate *inancin* and an *ncrease in the rate of inflatio* for th* *omestic pri*es hav* a ***h*r *evel *x*lanat*on for the be*avi*r o* *UC work han* (98,80% against 97,44% in BUC materi*ls) *ho*ing the change in the composi*ion of the BU* from the movements of *u*pl* and *emand in ci*il *ons*r**tion sector. Ke* w*rds: Construction Co*t. Economic Indexes. M*lt*p*e Linea* Reg*ession. Re** Es*a*e Market Re*. F*A, Teresina, v. 15, n. 6, a*t. 6, p. ***-**1, nov./de*. 2018 www4.fsanet.com.br/*evista Custo Unitário Básico na Indús**ia da Const**ç*o Civil: *15 1 INTR*DU*ÃO A *n**stria *a *onstru**o Civil tra*a de um produto de alto *alor agreg**o, e *u* ati*idade econômica a*resentou *ma di*âmica posit**a no cenário *acional na ú*tima décad* imp*ls*o*ad*, entre outros fa**r*s, pelo aumento *a **erta de *rédi*o im*biliár*o, rec**s*s para fina**iamen**, estabilidade nos pr*ços, exp*ns*o das obra* públicas (com de*taque ao ac*ntecimento *e *ve*tos *omo a Cop* do Mu*do em 2014 e as **i**íadas e* 2016) e, ainda, progr*mas de *nce*tivo para a *quisi*ã* de **sa pr*pria entre a populaçã* de b*ixa renda (MEND*N*A, 20*3; MAC**DO; CERETTA; *IEIRA, **14). Pr**uz efeit*s *ig*i*icativos na emprega*ilidade, estando **t*e os s*to*es q*e m*is emprega m*o d* ob*a form*l. É r***onsável *or uma parc*la i*portante do Produto Interno Bruto nacional, co*trib*indo com cerca de 5,6% deste, apr*ximadamente R$255.2 bi*hões (IBGE, 2012). Destac*-se que a p*odutividade no se*or ** encont*a *m decl*nio dev*do, princ*pa*m*n*e, ao a*mento sa*ari*l *a mão *e obra empregada (*RASIL, 2018a), me*mo co* * fato ** e*te s**or apre*e*tar uma *rande participa*ão *e mã* de *bra n*o e*pecializada em termos de instru*ão f**m*l (ARAÚJO, 2012). Da*a *ua import**cia econômica e a*nda se trata*do-se de um produ** que rep*es*n*a gra*de inve*ti*e*to tant* para as empresas c*nstitu**tes do s**or, co*o para a pop*l*ção, é imp*escindíve* que, para s* ob*er uma oti*ização d*s rec*r*o* emprega*os em um dad* empr*endimento, tenha-se a existênc*a de um orçam*nt* det*lha*o e rigoro*o. O Cus*o Uni*ário Básico (CUB) é uma das metodolog*a* utilizadas n* Brasil para a ela*oraçã* *e est*mativas de cust*s, tr*tando ** fase inicial dos e*pre*ndimen**s, como viabi*idade e pla*ejamento (AZEV*D*, 2011). Balari*e (20*5, *. *) afirma q*e, nacionalmente f*lando, o CUB * o ind*xa*or m*is indicado, s*ndo **gal*ente aceito em c*ntrato* "de fi*ancia*e**o de longo prazo na atividade imobiliária". A* tratar do *ercado i*obil*ário, engl*b*m-se *móveis co*o produ*os, * este* *bra*gem, então, a c*deia *e m**eriai* e *istemas. O* se*a, tem-se uma relação sinérgica do mercado imob**i*rio com pl*n*jame*tos de obras, constr*ções, comerci*liza*õ*s e a** m*smo atividades ** pó*-venda, apr**e*ta*d*-se como u* set*r *lta*ente *apaz de i*pulsi*nar a economia nacion*l. Devido às mud*nças con*ideráveis qu* afetaram * indústr*a de inv**timento nesses *lti*os anos, e co*sequentemente a *ndústria da *onstr**ão civil, segundo dados históricos do CUB disponibiliz**os pe*a Câ*ara *rasileira da Indústria da Co*struç*o (CBIC), no ano de Rev. FSA, Teresina PI, v. 1*, n. 6, a*t. 6, *. 113-*31, n*v./dez. 201* www4.fsanet.com.b*/*evis** *. D. Weis, M. *. Moro, C. C. C. Reis, *. *. Fl*res 116 2011, * custo/m² de m*teriais deixou *e ser o mais sign*ficativo n* seto* da construção, *ando luga* ao c*sto/m² de mão *e obra. Com b*se neste cenári*, este tra*alh* tem como objetivo id*ntific*r i**ic*dores m*cr*econômicos q*e tê* influência indire** no CUB da construção *iv*l, buscando a possibilid*de de e*plicar o *us*o de mão de obra *er *uperado o custo relativo a mater*ais. Ju*tif*c*-se ai**a, pela *e*es*idade de enr**uecimento de dados e c*nh*cimentos relacionad*s *anto ao mercado imobi**á*i* como ao se**r da co*strução civil, *on*iderand* a importân*ia e a*to valor dos produtos em questão, bens de investimento, p*ra *ue se *ossam *b*er estud*s m*is precisos na áre*. Desta f**ma, para otimizar * a*resen*ação das info*mações, est* traba*ho é estr*turado, na sequênc*a, co* u* br*ve referenc*a* teórico, *o qual abordam-se info*mações e conceitos rele*an*es s*br* o mercado i*obiliári* e tam*ém sobre o CUB. Os aspec*os m*todológicos são en*ão *sclareci*os, *eguidos pela apresentaçã* dos re*ultados e respectivas discussões, *ncerrando-se c*m *s c*nclusões pertin*nt*s. 2 REFERE*CI*L TEÓRICO Nest* seçã* *b**dam-se aspectos importante* para breve ente*dimento das mudanças observad*s n* composi*ão do CUB, no período que compreen*e os ano* de 2*08 a 201*. *est* maneira, *o*textua*iz*-se a *espeito do *ercado *m*bi*iár*o e a indústria da *onstrução civi* na seção 2.1 seguido do cust* u*itá*io bási*o, es*ecif*camente *a seção 2.*. 2.* O Mercado Imobiliário e a Indúst*ia *a *ons*rução Civil Dat*da de 2008, a cr*se *i*an*eir* do m**ca*o imobili*rio *os Estados Unidos d* América, que chegou a ati**ir de mane*ra direta muit*s pa***s da Euro*a, m*strou-se como combu*tível p*ra pesquis*s qu* tin*am *omo foc* iden*ificar a possível *xistência ou tendên*ia à for*ação d* uma bolha especulati*a do mercado imobiliário nac*onal (MACH*DO; CERETTA; VIEIRA, *014). O governo *ras*lei*o at*a como prin**pal agente de f*mento do mercado imobil*ário nacio**l (ME*DONÇA, 20*3). Destaca-s* qu* o estud* do merc*do imobiliário bras*leiro para anál*se de p*s**ve*s oc*rrên**as ou tendência d* mov**ento em um tempo futuro apresenta-se c*mo deficiente, uma v*z que o merca*o é conside*ado ainda pri*á*io, enfren*ando **oblem*s *omo a e*cassez de dados, séries t*m*o**** rece*tes e, ainda, falta de *ev. FSA, T*re*ina, v. 15, n. 6, art. 6, p. 113-*31, no*./d*z. 2018 www4.fsanet.com.br/r*vi*ta Custo *ni**rio *ásico na Indústria da Co*stru*ã* Civil: 117 confiabili*ade em *ndic*dores de pre*o* (AB**IP, 20*0; MA*HADO; CERETTA; VIEIRA, 2014). O mercado imo*iliá*io não difere *e outr*s setores ao an**is*rmos sua dispo*ição em influen*iar variáveis macroeconôm*cas, c**o índice de pessoal ocupado, r*n*a, ta*a de ju*os, etc., da mesma forma que, *e contrap*rtida, recebe grand* *nfluência *as mesmas (PEREIRA, 2014). Estudos relac*onando variáveis, sejam el*s macro ou microeconômi*as, vêm sendo apresenta*os à co*unidade cien*í*i**. * Ass*cia*ão Brasi*eira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poup*nç* - ABECIP, utilizou variá*ei* como Índice de Preços ao Cons**idor Am*** - *P*A, Índi*e *aci*nal da Constr**ão Civil - I*CC, valo* (R$) do m² d*s i*óveis e SELIC p*ra analisar sinais da ex*stênc*a d* uma bolha imobil*ária na e*o*omia b*asileira, concl*indo a inexistência destes (ABECIP, 20*0). A fi* de ob*er uma *aio* compreensã* do merca*o i*obiliário brasilei*o, Lapeyrone (2012) realizo* uma **álise compa*ati*a ent*e o* d*d*s do *i*eZap, taxa SEL*C, IPTU em conj**to com *ado* *e despesas d* consumo d*s famílias. Mais *arde, Me*donça (*013) buscou analisar o volum* d* *rédito im*biliá*io e polí*ica m*n*tária, fazendo uso de variáve*s c*** INCC, IPCA, IVG-R, renda, *axa de desemprego, in*d*mplênci* e volum* de con*e**õe* de finan*iament* imobiliário. *pesa* ** conclu*ão mais a expressiv* dos resu*tados obtidos p*los au*o**s acima citados t*r sido * i*existência de i*dícios *e uma bolh* imobiliária no ce*ário nacional, nestas e em ou*ras literaturas (MENDONÇA; M*DRANO; SACHSIDA, *010; MEN*ONÇA; SA*HSI*A, 2012; MACHADO; *ERET*A; *IEIRA, 20*4) verifica-se que vari*v*is como *NCC, I*CA, *IB e SELIC são lar*amente utilizadas *m estu*os do mer*ad*. O lançamento do Progra*a Minha C*sa Mi*h* Vida (PMC*V), em ma*ço d* 2009 atrela-se notoria*e*te, *o aquecim*nto d* merca*o imobiliário nacional, t*nd* influência *i*eta n*s custo* vo*tad*s à indústria da con*trução, uma vez que * programa se de*tina apenas à aqu*sição de imóve*s *ovos (SORAGGI, 20*2). Mesmo com a *esa*eleração e*onôm**a registrada no ano de 200*, o Programa *e Acel**ação *o Crescimento (*AC) e o PMCMV pro*uziram efeitos positivos sobre o *etor da Constru*ão Civil (DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTA**STI** E ESTUDOS SOCIOECONÔM*CO*, *009). E* um cenário econômico mais atual, marcado pela instabilidade do gove*no, *l*a da *nflação e dos j*r*s, atraso n*s re*asses de obras do governo federal, *onstatam-se mudanças que vêm d*sfavo*e*e*do o setor d* co*strução civil, ocas*onando uma c**se que, se*u*do o presid*nte d* *BIC, José Carlos Mart*n*, é a maior em 40 anos (BRASIL, *018*). A taxa de Rev. FSA, Teresina P*, v. 15, n. *, art. 6, p. 1*3-131, no*./dez. 2018 www4.fsanet.com.br/revista A. D. Weis, M. F. Moro, C. C. C. Reis, S. A. Flores 11* desocupação regis*rada pe*o I*GE (201*) p**a o *ês d* julho foi de 12,4%, ou seja, subiu 0,6% em *elaç*o ao mesmo m*s do *no *n*erior. Concomitante a estas m*dan*a* na *onju**ur* de oferta e de*anda ** constr*ção civi*, é i*presc*ndível que se observem *u**nças relacionad*s ao* custos env*lvidos. 2.2. Custo Unitário *ás*co * Lei Federal 4.591, de 16 d* dezembro *e 1964 dete*mina que os custo unitários de c*nstr*ção de*em s*r calculados * *ivulgad*s, ca*endo aos sindi*atos estaduais *a indústria d* constr*ção civi* - *INDUSCON - * responsabilidade. A *etod*lo*i* adot*da *ara o cálculo é est*beleci** pela *ssocia**o Brasileira de *or*as T*cn*cas - A*NT, d*ven*o atender *ive*sas especific*çõe* (BRASIL, 2018c). D*st*ca-se o fato de qu*, por defin*ção, CUB é "cust* p*r metro quadra*o de o construção do *rojet*-padrão conside*ado, ... e que serve de bas* *ara ava*iaçã* * parte dos c*stos *e co*struç*o das edifi*açõ*s" (AS*OCIAÇÃO BRASILEIRA *E *ORM*S TÉ**ICAS, *00*, p. 5). O* seja, não co*sid*ra cus**s, p.ex., d* fundação, ti*antes, *ebai*a**nto de lençol-fre***co, ur*anização, **postos, pro*etos (arquitetônic*s, estr*tu*a*s, de ins*a**ções, etc), a*ardiname*to, entre ou*ros (BRASIL, 2018c). Entretanto, *sta va*iável dem**stra c*m c*edibilidade a evol*ção d*s cus*os de edifica*õe* de maneira geral, n*o devendo ser conf**dida como um índice *e mercad* da con*trução ci*il (CANTANHEDE, 2*03). A metodologi* *e cálculo do CU* teve *r**em n* f*r** de o*çam***os discriminado* e, desde sua criação, sofr** uma única alter*ção, dando esp*ço para qu* fosse e*tudada, veri*icada e validada, como mos*ra a literatu** de Cantanhede (2003). O au*or afirma que o CUB, como é t*do a**alment*, não deve substituir * uso de orçamento discri*inado, ou seja, há * nec*ssidad* de uma reformul*ç** em sua metod*logia, tendo em vista, p. *x., o avanço de técnicas estatísticas e de modelage* n*s últimos 40 ano*. Entretanto, a**e*ur*-se qu* * utilização do CUB tem *om* fim auxiliar na avaliação *e cus*os antes da f*naliza*ã* dos projetos, sendo utilizado, *om* já dito neste *ra*a*ho, como in*exador dos co**ratos ** f*nanciamento *e longo prazo por incorpo*a*ora* imobi**árias (BALARINE, 2015). Atualment* a CB*C, resp*nsáv*l pela **b*icação dos dados relativos ao CUB, cont* c*m a partic*pação *e *ais de 20 *i*dicatos d* diversos es*ados, ress*ltando-se *ue estados como Paran* e Mi*** *erais po*suem mais de u* sin*ic*to responsável pelo c*lculo. * *ev. FSA, Teresina, v. 15, n. 6, art. 6, p. 1*3-131, nov./dez. 2018 www4.fsa**t.com.br/*evista **s*o *nitário Bási*o na Indú*tria d* C*ns*r*ção Civi*: *19 Figura 1 apre*en*a o compo*tamento dos dados relativos *o CU* globa* m*di* das 5 regiões bra*i*eiras, no pe*íodo de fever**ro de 20*8 a dezem*** de 2017 (série *i**óri** dis*onível), cujos val*re* são express*s em R$/m². Figura * - Gráfico do CUB Global médi* *as cinc* r*giõ*s b*asileiras É notória a percep*ão de aumento dos custos no perío*o *em declín*o signific*tivo ou presen*a de sazonal**ade em seu compo*tamento. Desde o p*in*ípio * região nordeste apresenta o m*n*r custo médio nacional. A região norte f*i a que *ostrou menor c*e**imento, deixan*o d* exibe * *o*o umas das *egiões d* custo mais *levado (** 200*) p*ra aproximar *eus *al*res de custo médio a* *a região nordeste, *ue se apresenta r*gularmente c*mo a reg*ão *om CUB mais b*ixo, c*mportamento alt*ra*o também a partir de janeiro d* 2015. A r*gião sul é apresenta maior CUB global médio at*al*en*e, seguida pela região sudeste e centro-oest*. Considera*do os da**s disponíveis do mês de jul*o d* 2015, o CUB glob*l *onti*uo* apresent*ndo cre*cimento com a* r*giões Sud**te e S*l, expressa*do as maior*s *ltas, e *s de*ais regiões evid*nciaram cr*scimento ab*ixo *a média global (BRASIL, 2018b). O CUB global, p*r su* vez, é constituído por quatro componentes, se*do eles: ma*e*iais, mão *e *bra, desp*sas administ*ativas e eq**pamento*. A *igur* 2 expressa o c*mportamento *estes cu*tos unitários em relação à m*dia nacional no pe*íod* de *aneiro de 2008 a deze*bro de 2*17. *ev. *SA, *eresina PI, v. 15, n. 6, art. 6, p. 113-13*, n*v./d*z. 2018 ww*4.fsanet.com.br/revista *. D. We*s, M. F. *o*o, C. C. C. Reis, S. A. F*or*s 120 Fig*ra 2 - Grá**co do CUB *é*io Brasil do* quatro componentes E**es dados, por *ua vez, apresen*am car*cte*ísticas singulares no per*o*o de ob*erv*ção que instig*m a u*a análise mai* detal**da. A* c***gori*s de *q*ipam*ntos e despesas ad*inist*ativas, apesar de importantes em toda e qualq*er ob*a, s*o as de menor imp*cto, e nã* aprese*tar*m m*danças significati*as em s*us comportamentos no período analisad*. Entretanto, observa-se que, no pr*meir* *emestre de 2011, o custo com mate*iais, que antes era o mais expressivo na composição d* CUB global, não *prese*tou *aria**o r*lev**te quand* comparad* ao custo de mão de obra que, atualmente, representa mais de 5*% do CUB global ** médi* nacional. Tal o*servação foi destaque entre as no*ícias **vulgadas p*la CB*C (BRAS**, 2018*), como pode ser obser*ado na Figura *. Figura 3 - Alteração dos compor***entos de CUB **cional de material e de mão *e *bra Re*. FSA, Tere*in*, v. 15, n. 6, art. 6, p. 113-131, nov./d*z. 2018 www4.fsanet.com.br/revista C*sto Unitá*io Bá**co na Indústria *a Construção Civil: 121 Consider*ndo os dado* apresentados, sele*ionou-se para es*e e**udo apenas a ca*egoria de mão de obra e *ateri*is, po* serem *ais expressivos e por ap*e*entarem mudança cons*derável no seu comportamento *om * tempo. 3 METO*OLOGIA * estudo em questão re*er*-*e à altera*ão *omportame*tal do* custos unitários básicos *a *on*truçã* ci*il, mais espe*ificamente o CUB d* *ão d* o*ra e o CUB de *ate*iais, observ*da no ano de 2011, de mod* que *e insere em um *ontex*o *ocial e contemporâne*. Bas*ia-se em um estudo de caso, apres*ntan*o-s* como uma *nvestigaçã* empírica de ra*io*íni* indutivo, d*pe*d*ndo d* um trabalho de campo (GIL, 2002). *m u* est*do de *a*o, pode s* comprovar o* constata* efeitos * r*lações pre**ntes no caso (CO*TINHO; CHAVES, 2002). Q*anto a abor*age* *m si, a pesquisa se caracte*iza como **antitati*a, *ma *ez que, s* t*ata*do de dados numé*icos, busca-se estudar aspectos da real*dad*, de forma que os resulta*** pos*am se* traduzidos em n*m*ro*. Tomou-se como estratégia desta pesquisa, a pes*u*sa bibliográfica e o estudo *e caso, tendo *ste ú*tim* como fonte de pesquisa, de*inido * deli*itado, pe*mitin*o seu amplo *eta**amen*o. Técni*a* es*a*ístic*s que *erão *evidamente esplanada* *oster*o*mente foram a*ordadas *ara a geraçã* de dados. Na *usca pela resolução do obj*tivo pr*pos*o, primei*ament* fe*-se o levan*amento dos dado* do CUB de Materiais e C*B Mão *e obra, o* quais foram for*ecidos pela Câmara Brasi*eira da **dúst*ia d* Construção (CBIC); ** dados com periodicidade mensa*, compr*e*dem o período de janeiro ** 2008 até deze*bro de 2017. Posteriormente, procurou- se obt*r variávei* *acroeconômic*s, a* *uais demonstram *feito sobre a f*r*aç*o d* *UB. *a Tab*la 1 *isu*lizam-s* as va**áveis que *e*ão *tilizadas na p*sq*isa * sua fonte de c*leta. Tabela 1 - Variáveis u*ilizadas na *esqui*a, unidade de *e*ida e fo*te de dados. Unidad* d* Variável Fonte de da*o* medida *UB Materi*is R $/ m ² CBI* Dado* * ABE*IP *UB M*o ** obra R $/ m ² CBIC Dado* e ABECIP FIMOB R$ mi*hões ABECIP S*LIC % BAC*N Emprego F**mal na CC Unidade CAGED Sal*rio M*nimo *acion*l R$ IP*Adata Rev. FSA, Teres*n* PI, v. 15, n. 6, art. 6, *. *13-131, nov./d*z. 2*18 www4.fsane*.com.*r/*evi**a A. D. We*s, M. F. Moro, C. C. C. Reis, S. A. Flores 122 Ge*ou-se então um* regre*s*o *inear múltipla *rop**ta *or Montgomery et al. (2006), utiliza*do-se das variáve*s mencionadas n* *abela *. Obteve-se a e*ua*ão de regressã* line*r, em que *ariáveis indepe*de*tes são utiliz*das p**a ex*licar a v*riável de*ende**e nu*érica. Desta man*ira, esta model**em servirá *ara demonstrar o efeito de var*áveis *ac*oeco*ômicas na f*rma*ão do custo u*itário da co*strução (CUB) e, assi*, explica* a form*çã* * o porquê da mudan*a d* *eso e*tre o custo de m** de obra e o cus*o de matérias no resul*ado do *UB. Na Fig*ra 4 é possív*l visuali*ar de form* objetiva as *tapa* da *esqu*sa. Figu*a 4 - E**pas *a *es*uisa. Para *ue o *odelo de regr*ssão seja válido é necessário que alguns *ress*postos sejam atendidos, visan*o ga***tir avaliaçõ*s não tendenciosas, eficientes e consistentes. Os pressupos*os a serem at*ndid*s são (*) o* er*os têm média ze*o; (b) não há ou*liers (**stânc*a de co*k); (c) nã* há problemas de multicoli*erid*de (VIF - Va**ance Influencion Fac*ore); (d) *s resíduos *ão *omoscedásticos (Test* de Breusch Pa*an); (e) *s res*duos são independ*n*es (Teste de Durbin-Wat*on); e (f) *s erros são n*rmalmente di**ribuídos (Testes de Kolgom**ov-S*inorv, Lill*efo*s e Shapi*o-Wilks). Sal*enta-se que par* t*dos os t*st*s dessa pesqui*a ad*to*-s* 5% p*ra o nível d* signific*nc*a. Os *oftwa*es *t*lizados para realizar a análise de re*re**ão m*l*ipla e testes dos *ressupos*os fora* Statistica 7 e o Action St at . 4 RESULTADOS E DI*CUSSÕES Com o intui*o de alcançar o obj*tivo do pro*o*to t*a*alho e, desta for**, dem*ns*rar *e maneira qua*tit*tiva os **tores d* *a*or importância para a alteração no comportamento do **B total no B*asil *presen*a-se, a seguir, os *esultado* ob*ido* *ara o CUB *m relaçã* * mão de obra e, logo em seguida, e* relação aos mater*ais. Rev. FSA, Teresina, *. 15, n. *, a*t. 6, p. 113-1*1, nov./dez. 2018 www4.fsanet.com.b*/*e*ista C*sto U**tário Bás*co na *ndústria da Con***uç*o Civil: *23 *.1 Resu*tados para o CU* (mão d* *bra) Inic*almente reali*ou-s* * Aná*i*e de *ariância (ANOVA) para afirmar que o *ode*o d* re*ressão * *i**i*icativo, podendo *er observado na T*b*** 2. *o* o p-valo* encont*ado, o modelo de regr*ssão linear m*lt*pla estimado é adequado e signif*cativo ao nível de 95% *e confiança. Con*i*er*ndo a relevân*ia das variáveis i*dependente*, o mode*o é capaz d* *xplicar 98,8% da *a*iaçã* do C*B de Mão de o**a. *abela 2 - Coef*cientes de *egr*s*ão * explicaç** do mode*o para av*li*ção do CUB de m*o de obra *o Br*sil. *alor R Mú*tiplo 0 ,9 9 4 R² Múltiplo 0 ,9 * 9
R² Ajusta*o 0 ,9 8 8 ANOVA F-*al*r p-valo* 2 6 4 8 ,3 4 3 P<0,000* Para i*ferir *ue *s q*atro v*riáveis **depende*tes são sign*ficativas para o modelo, *ea*izou-se o *este t *om as q*atr* variávei* ind*pendentes, *IMO*, SELI*, S*lár*o **ni*o e Em*r**o Fo*mal, poden** se* observado na Tabela *. C*nsidera**o um ní*el de s**nificância de 5% obte*e resultad* satisfató*io para as quatr* var**veis. Dessa forma verifica-se que as q*at** variáveis infl*encia* no CUB de *ão-de-obra. Os *utores decidiram não ret**a* da estima*ão o intercep*o, mesmo que est* não ap*esentou valor signi*icativ*, v*sto *ue os pressuspostos do m*del* fora* atendid*s. Tab*la 3 - *odel* de regressão par* o CUB de mão-de-o*ra pa*a o Brasil. Bet* B *(115) *-valor Interc*pt* -8,38 -0,8198 0 ,4 1 4 1 *IMOB 0 ,* * 3 * * ,0 0 2 1 3 ,7 7 2 7 0 ,0 0 0 3 SE*IC 0 ,0 2 7 8 2 2 ,2 0 3 3 2 ,5 * 3 1 0 ,0 * 0 1 Sa*ário Mínimo 0 ,9 5 3 3 0 ,7 7 3 * 8 6 ,9 3 * <0,0001 Emprego Formal C* -0,0584 -0,0002 -5,096* <0,*001 Pelo co*fic*ente B*ta, v*rifica-s* que salár*o mínimo é a variáv*l que tem maior o peso no m*delo *ue a variável Emp*ego Formal CC tem rel*ção negativ* c*m a vari*vel e *ependen*e, ou se*a, quanto maio* o númer* de empre*ados na CC menor se*á o CU* de mão *e obra. Rev. FSA, Ter*sina PI, v. 15, n. 6, a**. 6, p. 113-131, nov./dez. 2*18 www4.fsanet.com.br/re*ista
*. D. We*s, M. F. Moro, C. C. C. Reis, S. A. Flores 124 Para que o modelo ajustado seja conf*ável, as *uposiçõ*s *escritas no capítulo da *et*dologi* não pod*m ser v*o*adas. O p**meiro pressu*osto anal*s*do é que o* resíduos poss*em média igual a zero, se**id* do *ressuposto de **e modelo não po*sui out*ier*. O resul*ado pode ser observado na *abe*a 4. Ta*e*a 4 - Er*o* pa*ronizados e dis*ância de Cook para o model* *o C*B para mão *e obra *rro *adronizado Di*tânci* de Cook * í ni * o -2,27*4 0 ,0 0 0 0 Máxi*o 1 ,* 2 3 2 0 ,0 6 5 9 *éd*a 0 ,0 0 0 0 0 * ,0 0 9 4 Med*ana 0 ,1 * 4 2 0 ,* 0 4 5 Verific*-se q*e a mé*i* dos resíduos padronizados é ap*oximadamente igual à *ero. *enhuma distân*ia de cook possui valor mai*r d* que 1, desse modo, o mode*o não pos s ui outlie*. Na Tabela 5 observ*-s* o cálculo do V*F p*ra verificar *e h* problemas de *u*ti*oli*e**id*de. Tabe*a 5 - VI* para o modelo de regressão do C*B (m*o de obra) n* Br*sil FIMOB S E L IC Sal***o **nimo *m*rego fo*ma* na CC V*F 1 ,1 6 * 6 1 ,2 4 1 2 1 ,2 8 7 5 * ,* 0 6 * Um* *ez *ue nenhum val*r de V*F e*contr*do é maior que 4, concl*i que o mod*lo não apresen*e problemas de mul*icoline*rid*de. O* outros pressupostos podem ser observ*dos no Quadro 1. Quadro 1 - Pressupo*tos d* m*delo de regr*ssão do *UB (mão *e obr*) no Brasil P**ssupostos Teste Resu*tado (p-valor) Os *esíduos *ão homoscedástico*? - Breusch-Pagan 0 ,0 0 4 Os erros s*o indepe*d*n*es? - Durbin-W*tso* <0,000* Os resíduos *eguem a di*t*ibuição normal? - Ko*gomorov-Smir*ov - Sha*iro Wilk - Lillie*ors p>0,* p=0,*7 *<0,1* Rev. **A, **resina, v. 15, n. 6, ar*. 6, p. 113-131, nov./de*. 2018 ww*4.fsanet.*o*.*r/revista Custo Unitário *ásico na Indústria da Co*struç*o C*vil: 125 Para testar a variabilidade dos resíduos, aplicou-*e * teste de B*eus*h-Pa*an, enc*n*ra*do-se um *-valor de 0,1498; logo, não s* rej*ita a **pótese de h*mosc*das*ici*ade dos resídu*s. Em relação ao test* d* independência, verifica-se *ue os resídu*s são ind*p**dente* por m*io do p-valor encont*ado n* *este de D***in-Watson p<0,*001. *onstata-se, t*mbém, que os resíduo* seguem a distribuição no*mal, comprovado pel*s *rês testes realizados, se*do os p-valores e*cont*ado* maiore* que o nível de si*nificância. Com isto, pode-s* *f*r*a* que o modelo *e reg***são p*ra o CUB m*o de obr* é váli*o. 4.2 R*sult*d*s pa*a o C*B (Materiais) Convergente ao aprese**ado anteriormente, na Tab**a 6 é apresentado o resultado da ANOVA para afirmar se o mode*o *e re*ressão linear múltipla para a *ariável dep*nden*e CUB d*s m**eriais * signifi*ati*o. Co* o p-valor do *es*e de aproximad**ente zero pode-s* afirmar que o modelo é significa*ivo ao nív*l de 5% de significância, * que a* q***ro variáveis indep*ndentes *ão capaz*s de expli*ar *7,36% da va*iáve* dependente. Tab*la 6 - Coeficientes de reg*essão * explic*çã* do *odelo *ara a*aliaç*o do CUB (materiai*) no Brasil V*l*r R Múltiplo 0 ,9 8 7 1 R* *últiplo 0 ,9 7 4 4
R² Ajustado 0 ,9 7 3 6 ANOV* *-val*r p-valor 1 0 * 6 ,3 < * ,* 0 0 1 Para afir*ar que a* *uatro variáveis independ*n**s são sign*ficativa* para o mode*o, *a Tabela 7 é apresentado o resultado do *este t. Neste sentido, obse*va-se *ue as var***eis q*e as quatro variáveis se most*aram s*gnificativas para modelo. Verifica-*e, da mesma o forma que, p*ra o mode** de CUB da Mão de obra, S*lário Míni*o é * variável mais o importante para este m*d**o. A variá*el Empr*g* *orm*l, como no mo*elo d* CUB de Mão de Obra, também poss*i relaçã* ne**ti*a. Rev. F*A, Teresina PI, v. 15, n. 6, art. 6, p. 113-*31, nov./dez. 2**8 w*w4.fsane*.com.br/revista
*. D. Weis, *. F. M*ro, C. C. C. Rei*, S. *. Flores 12* T*b*la 7 - Modelo *e regressão para o CUB (m**eri*is) para o Brasil Beta B t(1*5) p-*alor Inter**p*o 2 9 * ,* 1 * 4 6 6 ,9 * 4 7 <0,*001 FI*O* 0 ,0 8 4 4 0 ,0 0 1 3 5 ,2 5 1 4 <0,000* SELIC 0 ,0 6 4 * 1 4 ,5 * 6 * 3 ,8 8 8 5 0 ,0 0 * 1 6 9 S*lário Mínim* 0 ,9 0 8 5 0 ,2 0 * 8 5 3 ,7 1 0 2 <0,00*1 E*prego Formal CC -0,0932 -0,0001 -*,2714 <0,00** Considerando-*e *odas as variáveis inde*endente* *ignificativas *ara o modelo, são realizados os test*s dos pres*upost** do model*, para ve*ific*r ** o modelo é confiá*el. De*ta m*nei*a, é possível *b*e*var na Tabela 8 que o* erros **r*sentam média zero, variância constante e não possue* outliers, j* que *odos os resíduo* a*res**ta* d*stânc*a de Cook menor do que um. Tab*la 8 - Erros padronizados e distâ*cia de *ook para o *o**l* do *U* (m*teriais). Erro padroniza** Dis*ância *e Cook M í *i m o -3,3394 0 ,* 0 0 0 Máx*mo 3 ,1 5 * 4 0 ,1 0 6 5 Média 0 ,* 0 0 0 0 ,0 1 0 3 Mediana 0 ,1 1 5 2 0 ,* 0 1 8 Na Ta*ela 9, o*servam-se os valor*s de VIF, sendo *ue nen*u* valor *e VI* **contrado é mai*r que 4. Logo, c*nclui-se qu* o modelo não apresen*e proble*as de mul*icolinearidade. O* outros pressupostos po*em s*r observados *o Qua*ro 2. Tabel* 9 - V*F p*ra * modelo de regressão do CUB (m*teriai*) no Brasil. F*MOB S E L I* Salário Mín*mo Emprego f*rmal na CC VIF 1 ,1 6 3 6 1 ,2 4 * 2 1 ,2 8 7 5 1 ,4 0 6 6 Pa*a tes*ar a variab*lidade dos re*íduos, *plic*u-se o teste ** Breus*h-Pagan enc*ntrando *m p-**lor < 0,00*1, logo, nã* se rejeit* a hipótese de ho**scedasticidade dos **síduos. Em relação ao teste de ind*pend*ncia, ve*ifica-se *ue os re*íd**s são i*dependentes *a*o p-*al** encontrado no teste d* Du*bin-Wats*n <0,0001. C*nstata-se, *ambém, que *s resíduos seguem a distribuição normal, c*mprovad* *elos três testes r*al*zados, send* os p- valo*es enco*trad*s maiores que o n*vel ** sign*fic*nc*a. Rev. **A, Teresina, v. 15, n. 6, art. 6, *. *13-131, nov./dez. 2018 www4.*sanet.com.*r/rev**ta Cu*to Unit**io B*sico na Indústria da Const**ção Civil: 127 Qua*ro 2 - *esu*tad*s dos pressupostos do modelo de regr*ssão do CUB (**teriais) no B*asil P**ss*po***s Teste Res*lta*o (p-valor) Os resíduo* s*o homoscedásticos? - B**usc*-Paga* < * ,0 0 0 1 O* erros s*o *ndependentes? - Durbin-Watso* < * ,0 0 0 * Os resíduos seguem a distribuição **rm*l? - K*lgomo*ov-Sm*r*ov - **apiro Wil* - Li*lie*ors p>0,* p=0,*0005 p<0,05 *o* isso, a*irma-*e que o modelo d* *egressão * aceito est*tisticame*te. Em síntese, *s variá*eis independe*te* est*dadas FIMOB, SELIC, Salá*io Mínimo e E**rego Formal na ***strução Civil apre*entaram *nfluência na d**âmica, tan*o *o *u*to Unit*r*o Básic* d* Mater*ais c*mo no Custo Unitár*o Bá**co da M*o de Obra. Os re*ultados apresentados nas Tab*las 3 e 7 não há uma difere*ça *xpressiva entre os c*eficien**s bet* (*ue demonstra *ual variá*el t*m mais a *eso no modelo, *em l*var e* *o*ta a unid*de d* vari*vel), para as var*áveis Salário Mínimo, SELIC e *mpr*go Fo*mal. Ent*etanto, para o FI*OB há uma d*screp*ncia. Para o *odelo de CU* *a M*o *e Obr*, o beta do F*M*B é 0,*933, j* para o CU* d* Mater*ais, * beta do FIMOB é 0,0844. Es*e fato de*onstra que o FIMOB t*m mais pes* p*ra o valor da mão d* *bra *o qu* para os mat*ria*s. O FIM*B é o volume de con*essões de financiamento imobi*iário, de modo que, p*ra este estudo, foram considerados os valores cor*ente* de oper*ções contrat*da* com recursos de cad*rneta *anto para construções, **uisi*ões, reformas e m*teriais para c*n*truçõe*. Conforme dados di*pon*bilizados pela AB*CIP (201*) verifica-se que, do início de 2008 at* meados de 201*, * *olume de f*nan*iamento apr*sentou comportamen*o **escent*, ultra**ssando a *asa dos on*e mil**es d* reais em j*nh* *e 2013. O CUB de mão de ob*a tev* seu comportamento cr*scente a*é o prim*iro *rimestre de 2011. Em c**tr*partida, o ano de 2016 não apresentou valores tão expressivos do F*MOB, chegando a *ouco mais de três milhõ*s de reais c*ncedidos em fev*rei*o, a*resentando *m pequeno crescimento de pouco mais de um milhã* em junho deste mesmo ano. Notavelme**e essa variáve* *pre**nt* relaçã* com o custo de mat*ri*is e c**to *e mão de obr*, uma vez q**, conc*did*s *a*s fi*an*iamen*os, *r*sce a d*manda destas variáveis, o que infl*i no aumento *o custo *nitário bás*co, confor*e a lei de oferta e demanda. Ent*et*nto, é notável q*e o c*sto *e *at**iais pos*ui *nterferê*cias de *utras va*iáveis e do me*cado ext*rno, como * o *aso da variaç*o de preços do me*cado m**alúrgico. R*v. FSA, Te*esina PI, v. 15, n. 6, art. 6, p. 113-13*, n*v./*ez. 2018 *ww4.fsane*.com.br/revista A. D. We**, M. F. *oro, C. C. *. Re*s, *. A. Flores 128 Já a m*o d* obra a**mpan*a o *etor na*ional, se há m*is o**rta de financiame*tos, aumenta o *úmer* de o**as; em decorr*ncia, as c*n*tr*toras ne*es*i*am de ma*s empreg*dos par* sup*ir a dem*nda dessas obras e, em consequênci* o cu*to do empre*ado a*me*t*. 5 CONCL*S*ES * part*r dos r*sultados apresentados, observa-se que fatores macroeconôm*c*s pode* influen*iar no Custo *nitário *ásico na construção civil. Par* *erific*r esta i*fluência, f**-*e *nálise *e regressão *ara os *ois principai* componen*es do CUB - mão de obra e m*teriais - c*m *atores econômicos - FIMOB, *ELIC, Salár*o Mín*mo e Emprego Formal na CC. C*m os r*sul*ad*s obtidos, é possível inferir que as quatro *ariávei* *nd*pendentes têm re*ação p*s i t i va com *s cust*s *a mão de obra e com os *usto* dos mate*iais. *o qu* tange mão de ob**, obt*ve-*e um *ível e*plic*ti*o de *8,80% d* variável dependente ** a relação às independ*ntes. J* com r*lação aos m**eriais, a *xpl*c**ão fi*ou em 97,44% *a *a**ável d*pend**te e* rel*ção às independe*tes. Nota-s* que as v*r*áveis m*cro*conômic*s *elecionada* *ara a anál*s* ex*lic*m de forma mais concisa os cus*o* da *ão *e obra, *odendo s*r um *ndicador de que, c*m o aumen*o de conc*ssões de fina*ciam*nt* imobiliário (FIM*B), bem como o aument* *a ta*a de inflação dos preços nac*on**s (IPC*), os custos de mão de obra te*dem * *rescer. Já no que di* respeito aos cus*os de materiai*, observa-se, *ambém, *ue est* *stá sujei*o à influência d*ste* indicado*es e**nôm**os, contudo em meno* propor*ão. T*ndo por b*se que *s*es indi****res econômico* analisa*os tê* c*escido **s últi*os anos, p*dem ser um fator explicativo da alteração *a compo*içã* do **B, *ma vez que o custo da *ã* de obra ultrapassou o custo dos materiais. Por fim, o FIMOB teve uma difer*nça s*g*i*icativ* *o *eso do mo*el*, no *u*l *sta variáv*l é mais significativa para o custo da mão de obra d* que par* o *usto dos materiais. Trab*lhos futuros *ode* *e* realizado* par* realizar o ac**panh*m*nto da evolução d** c*s*os de *ão de obra e de mate*iais, b*m como outros *ust*s da cons*rução c*vil. É neces*ário ve*ificar s* outras variáveis não influen*iam d* forma signif*c**ivas e*tes custos. Outro* modelos esta*ísticos poderão ser test*dos *ara melhorar a ac*rac*da*e das inf*rmações. Rev. FSA, *eresina, v. *5, n. *, art. *, p. 113-131, n*v./d*z. 2*18 www4.fsanet.com.br/re*ist* Cust* Unitár*o *ásico na Indústria da Cons*rução Ci*il: *29 RE*E*ÊNCIAS ABECIP. E*tudos sob*e a existência *u não *e "bolha" no mercado im*biliário bras*leiro. Assoc*ação Br*sileira de Entid*des de C*édit* Imobili*ri* e Pou*ança - ABECIP. M* **sociados. 20*0. ARAÚ*O, E. R. S. Pe*fil Sócio-E*ucacional dos traba*hado*es da **nstrução *ivil *a cidade de Campo Mourão. *012. * 54. Trabal*o *e Conc*usã* d* Cu*so (Gra*uação) - Curso Supe*i*r de Tecnologia em *onstr*ção Civil. Universidade *ecn*lógica Fe*eral d* Paraná. *ampo Mourã*, 2012. ABNT. *SSOCIAÇÃ* BRASILEIRA D* NORMAS TÉCNICAS. NBR 12721: A*aliação *e c*stos unitári*s de construçã* para incorporação imobiliária e outras dispos*ções para condomínios edi*ícios - Procedimento. Rio d* Janeiro, 2006. AZEVEDO, R. C e* al. Avaliação d* d*sempenho do *r**esso de orçamento: Est*do de cas* em uma obra de con*t*uçã* *ivil. 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X X X 4) p*rticipação na aprovação da versão fina* do manuscri*o. * X * X Re*. FSA, Teres*na PI, v. 15, *. *, art. 6, p. 113-131, nov./dez. 2018 www4.f*anet.com.b*/re*ista

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