Centro Unv*rsitário Santo Agostinho www*.fsanet.com.*r/revista Rev. FSA, Tere*i*a, *. *5, n. 6, art. 9, p. 168-180, n*v./*ez. *018 ISSN Impres*o: 1806-635* ISSN E*etrônico: 2317-2983 http://dx.doi.org/10.12819/*018.15.6.* Efeito da Adesão das Certificaç*e* Iso 9001 N* Vo*ume de **portações Bra**leiras Effe*t of Adhesio* of Is* 9*01 Certif*cations in th* *olum* of Brazil*an E*ports *a*riela H*mmes Mestrado em Eng*nh*ria de Produção ***a Univers*dade Federal de *anta Cata*ina Graduaç*o em Engenharia C*vi* pela Universid*de Federa* de *anta Cat**ina E-ma*l: g*bihammes15@*m**l.com Edu*rda Dutra de Souz* M*strado em *ngenharia d* Produção da Unive*sid*de Federal de *ant* Ca*arin* Graduaçã* em *d*inistraç*o pe*a Universidad* do Estado de Santa Catarina E-ma*l: eduardadutra*e*o*z*@gm*il.co* Die** de Castro Fetter*a*n Dou*or em Engen*aria de P**d*ção pela Universidade F*deral *o *io Grande ** S*l Pr*fessor d* Universid**e Federa* de Sant* Catarina *-mail: *.fetterma*n@ufsc.br *arlos *anuel Tab**da Rodrig*ez Doutor em En*enh*r*a Econômica pela Tec*n*sche Un*versit** Dresd*n Professor da Univer*idade **deral de Santa Catarina E-*ail: carl*s.taboada@ufsc.br Endereç*: Gabri*l* Hammes Un*versidad* Fed*r*l de *anta Catarin*, Campus Reitor Editor-*hefe: Dr. To*ny K*r*ey de A*encar João David Fer*eira Lima, s/* - Tr**dade, Fl*rianó*olis - R*d*igue* SC, 88040-900, Brasi*. End*reço: Eduarda Du*ra de Souza Artig* r**eb*do em 12/06/*018. Última v*rsã* Universida*e Federal d* Santa Catarina, Campus Reito* re*eb*da em 19/07/2018. Aprovado em 20/*7/2018. *oão *avid Ferreira Lima, s/n - Trin*ade, Floria*ópo*is - SC, 8804*-900, Brasil. Avaliado pelo sist*ma Triple **view: Desk Review a) Endereço: Di*g* *e C*stro Fet**rma*n p*l* *ditor-Che*e; e b) Do*ble Blin* Review Univ*r*idade F*deral de Santa Catarina, C*m*u* Reitor João *avid Ferreira L*m*, */n - *r**dade, Florian*polis - SC, 88040-900, *ra*il. En*ereço: Ca*los Manue* Taboad* Rodriguez Universidade Federal de Sa**a Catarina, Camp*s Reitor João David Ferre*r* Lima, s/n - T*indade, Fl*r*a*ópolis - SC, 88040-900, Brasil. (ava*iação ce*a *or dois avaliadores *a área). R*v*são: Gramatical, Normativ* e de *ormatação
*fe*to da Adesã* das Certif*cações *s* 90** No V*l*m* *e Expor*açõ*s **asi*eir*s *69 RE*UMO C*mo forma de *e**er a com*etiti*idade d* *e*cado atual * as exigências impostas p*los consumidores, as empresas busc*m por produtos de maior qual*dade maior eficiência e dos seus p*ocess*s. A padronização das a*ividades *ese*volvi*a* dent*o da organização pode a**ili*r neste que*ito. A Interna*ional Organization for Standardizat**n (ISO) é um a certifi*ação internacional *om o ob*etivo de unificar *s padrões industriais. Por ser *ma cert*fic*ção internacional, aux*lia as e*presas na s*a adequaçã* para * entr*da nos *ercados internaciona*s e na exportação do* se*s produtos. De*ta forma, este artigo *nalisa o efe*to da implemen*ação da ISO 900* pelas empresas no v**ume de export*ções brasile*ras e nos fatores econ*m*cos do *a*s, por meio de uma regre*são linea* múltipla. As variá*eis *t**izadas foram o n*mero d* empresas *ertifi*adas nos últimos 10 ano*, o v*l*me d* exportaç*es, o Produto Inte*no *ruto (*IB) e a taxa de *ur*s SEL*C do Bras*l n* mesmo período d* *empo. O so**ware SPSS foi u*i*izado para *oda* mo**lo, que mostrou o e*e*to da certificação no o ce*ário econôm*co do país dem*nstrou o *eu papel e n* de*env*lvime*to e crescime*to do B*asil. Palavras-chav*: Inte*na*ion*l Organizat*on for S*anda*d*zation. ISO 9*0*. Ex*o*taçõ*s. SPSS. ABS*RACT As a w*y to ove*come the c*mpetitiveness of the c*rrent mark*t and the *emands imposed by cons**ers, compani*s are loo*ing for products of higher quality a*d greater e*ficie**y o* their process*s. The st***ardiz*tion of t*e activities deve*oped *i*hin the *r*an*zat*on ca* h*lp in this matter. The Internatio*al Organizati** for Standardiza*ion (ISO) is an *nte*natio**l *ertificat*on with th* aim of unifying *nd*strial standards. As an int*rna*ional c*rtificatio*, it assists **mpanie* in their *uitab*lity for entering internation*l mark**s and export*ng the*r ***d*c*s. In t*i* way, th*s article an*lyz*s t** effect of t*e implementation of ISO 9001 by *he *om*anies in the volume of Brazil*an exports a*d in the economic fact*r* of *he c*untry thro*gh * mul*i**e linear regre*s*on. The variables use* were the number of co*pa*i*s certi*ied *n the last ** ye*r*, the volume *f *xports, the Gross D*mes*** **oduct (G*P) and the SELIC interes* rate of Brazil in the same period. SPSS s**tware was u**d *o run th* model, wh*ch *how*d **e effe*t *f certi**cation on t*e country's economic s*enario and **mo*s*rat*d its role in the de*elopment *nd gr*wth of Brazi*. *eywords: Int*rnational O*ganizatio* for *ta*d*rd*zation. ISO 9001. **p*rts. SPSS. Rev. FS*, T**esina P*, v. 15, n. *, art. *, p. 168-18*, nov./d**. 2*18 www4.fsa**t.com.b*/*evista G. Hammes, E. D. So*za, D. C. Fa*te*mann, C. M. T. R*driguez 170 1 IN*RODUÇÃO As *rganizaçõe* e*tã* ins*ridas ca*a vez *ais em um ambi**t* *omplex* com constantes al*eraçõ*s de *adrões exi*idos p*l*s s**lkeh*lders. Devido esse cen*rio, *s empresas vêm *u*can*o imp**mentar cer*ifica**es qu* *uxiliam *e*se *r*cesso de atingir um m*lhor desempenho * *t*nder *s e*igê*ci*s do mercado. *s c*rt*ficaç*es I** *present*m padrõ es m * ni m *s d e q ual i dade qu e as em pre s as d evem at en der, p a *a as s * gura r um a qualidade consist*nte de produtos, servi*os e processos. (SINGEL*; RUËL; VAN *E W ATER , 2001). No at u *l c **ári o , as *r *ani z a*ões pos * uem ca da *ez * a* s *res s *o t an t o p*r p a*t * dos c*ns um i do res , as s i * com o dos c onco *r ent ** par a ** t * rem * * ovando *e *orm a co*t í nua, por m ei o d e *ov*s pr*du* os e a* ua* i z ando a qual i dad e dos bens e s er*i ço* * x i s t e n t e s , f a z e * d * c o m q u e a m * * o r i a d a s e m p r e s a * d o m u n d o a d o * e a l gu m a f o r m a d* *ertifi*aç*o *SO (OC*IENG; MU*UR*; N*JHIA, 20*5). Atualmente essa* normas **ord am a* *r eas *e qual i dad *, t * c n o l o gi * d e i nfo rm a *ão, aut o m ó*el , *m bi e nt al , * e gu r a n ç * e s a ú * e , * s * gu r a n ç a * l i m e n t a r . O *iste*a ISO iniciou em 1946, quando 25 *aíses se reu*ir*m em *ond*es e decid*ram cr*ar um* organização internacional "para f*c*litar a coord*nação internaci*nal e a **ific*ção de padrões i*dus*riais" (**O, 2018a). Assim, em 19*7 su*giu a or**nização con*ecida como *SO (Internatio*a* Organizati*n fo* S**ndardiz*tion), a qual, public*u mais de 22*43 no*ma* int*rnacionais e *oss** mem*ros em 161 paíse* (ISO, 201*a). A ad*ção de*s** certificações é vista como um caminho para *lcançar a * o m p e t i t * v i d a * e n o m e r c a * o , * m e l * o r i a c o n t * n u a , a m e * h o * i a d e * * c r o * e d o m a r k e t i * g, con* ri **i ndo p *r* um a m el ho*a g*r al na or gani z ação , poi s aux i l i a na m el ho ri a d* *u*l i dad e e d* e* i ci ê*ci a de s eus p roces s *s e proj et os (C *S ADE* Ú* ; KAR**E*ROVIC, 2005). Já pa** Ri*hard et al. (**0*), a I*O *ontribu* par* o * e s e * p e n h * o r ga n i z * c i o n a * e m t r ê s c a t e go r i a s , o u * e j a , des em p enh* fi nanc e* ro (l u cros , ret *rno s ob re *t i vos ( R O*), ret o rn* * obr e o i nves t i m *nt o); *es em p enho *o m erc ado (vend as , *a rt i ci pa çã* d e m er **do ); e r et orno ao aci oni s t a (r et orno t ot al do aci oni s t a, va* *r e co*ôm i *o ad* ci o nado). Entretanto, não fora* ident*ficados estudos sobre a influência *a ad*çã* da I*O 90*1 no cres*imento das expor**ções * **s indic*dores econôm**os * financeiro* do país. Em ra*ão disso, o prese*te artigo busca * compreens*o des*e efeito por me*o de teste* est*tísticos. Es*e Rev. FSA, Te*esina, v. 15, n. 6, art. *, p. 168-180, *ov./d*z. 2018 www4.fsanet.co*.br/revi*ta **ei*o da Ade*ão *as Certifica*ões *so 9001 No Volume de **portações Brasilei*as *71 trabalho é dividido e* seis s*ções, sen*o a *rimeira esta i*tr*dução, seguida pele referencial *eóric*, met*d*logi*, *esult*d*s, d*scussões e c**clusão. 2. REVISÃO DA LI*ER*TURA As certificaçõe* I*O abordam "desde o proc**s* d* design do **oduto *té a concepção *o p*ocesso e *o processo *e pro*ução até o serviço pós-venda" (MOTWANI; KUMAR; HUNG CHENG, 19*6, p.*7), e ab*ange t*d* o ciclo d* pr*duto e/ou serviço d* uma org**ização. A ISO não é *m *rgani*mo de certifi*ação, mas um *ornec*dor de pa*rões o qual as orga*iza*õ*s p*dem avaliar *e*s proces*os e sistemas (OCHIENG; *UTURI; NIJHIA, 2015). Isto é, *od*s as *or*as possuem *omo objet*vo um* forma de avaliar as or*ani*ações e também um me*o p*lo qual el*s p*dem se comparar a outros, ta*to glo*almente quanto com organizações s*milares (OCHIE*G; *UT*RI; NIJHIA, 2015). As *ot*vações pa*a i*plementação d*sse s**t**a podem ser externos, refere*tes a certas pre*sões externas (devido à concorr*nc*a, client*s, governo) ou incentivos, como o ap*imoram*nto *a image* *a em*resa ou o *i*anciam*nt* par* o custo de c*rtific*ç*o; e *s fa*ores internos, qu*ndo o certifica*o é adotado de forma autôno*a, *elo* benefí*ios *evid*s à imple*entação *a *orma, como melhoria de produtos o* se*v*ços, *inimização de c*stos associa*os * m* qu*lid*de e**ci*ncia inte*na m*lhorada (DJOFACK; CA*ACHO, 2017). e Sobre os fato**s interno*, Gouncharuk e M*nat (***9) contri*ue* ao destacar que ess*s fator*s podem ser *ens*rad*s p*r meio d* indi*adores, como o índi*e de satisfação do cl*ente, cr*scime*to de receita, crescim*nto de lucros, produtividade *e medida t*tal ou parcial, per*entagem de en*reg* no p*azo *u taxa de in**odução de novo* produtos. O sistema de ge*enciament* *e qu*lidade I*O, o mais pop*la* em níve* intern*cional, nomeada de IS* 9001, em 2008 rec*beu ma*s **co *os c*ient** em comparação às *ema** revisões da ISO (ISMYRLIS; MOSCHIDIS, 2*15). Essa certificaç*o ISO 9001 é r*ferente a g*stão da quali*a*e. Segundo * Asso**ação B*a*ileir* de Normas Técnicas (ABNT, *0*5) *** *001 é *efinida como: Norma *specif*ca *equisitos para um s*stem* d* gestão da qualidade quan*o u*a organi*aç**: a) ne*essita demonstrar sua c*paci*a*e para prover consist*nteme*te pr*dutos e serv*ç*s q** aten*am a*s requisitos do cliente e aos requisit*s est*tutários e re*ulame*tares aplicáv**s, e *) visa aumentar * satisfação do c*iente por meio da aplicação *fica* *o sistema, incluindo process*s *ara *elhor*a do sistema e para a gara*tia da con*ormidade com os req**sitos do cl*ente e com os requisitos estatutário* e regulamentares aplicáv*is. Rev. FSA, Teresina PI, v. 1*, n. 6, art. 9, p. 168-180, nov./dez. *018 ww*4.fsanet.com.b*/r*v***a G. H*mme*, E. D. Souza, *. C. Fattermann, C. M. T. Rodriguez 172 Isto é, a família IS* 90*0 aborda vários aspect*s d* gerenciamento de qualidade ** quais f****c*m às or*a*iza*ões que desej** garantir *ue seus *roduto* e s*rviços atenda* consistentemente aos r*quisi*os *o cliente e que a q*alidade *e*a cons*stentemente ap*imorada (ISO, 2018b). Essas certificaçõ*s tra*em be*efíci*s di*etamente as*ociadas * me*horias significati*as na conscientização de *ual**ade, execuçã* de o*eraç*es, *a*t*cip*ç*o de mercado, s*tisfação do c**ente e *ece**a de vendas. (C*ATZOGLOU; *HATZOUGLOU; KIP*AIOS, 20*5). Entr*tanto, essa é apenas uma das n*r**s abordad*s pela *SO. Sua hi*tóri* i*iciou-se no século passado em *on***s e vem se expandido c*da vez mais. A Figura 1 *p*esenta u*a linha *o temp* r**er*nte a ess* evoluç*o. Figura 1 - His*óric* ** Evoluç*o Da ISO Fonte: ISO (20*8c). A famí*ia da ISO 14001, a* contr*r** da ISO 9001, evolv* um foc* m*is amplo, tendo c*mo conc*ntração a *estão ambiental e*palhada pelo globo e não ape*as no cliente, como a ISO 9001 (*OHAMED, 2001). Ess* norma é *ornece *err*mentas prátic*s par* e*presas e *rganizações de todos *s *ipos qu* proc*ra* gerenciar suas r*sponsabilidades a*bient*is (ISO, 20*7). S*gundo Bansal e Roth (201*) existem *rês m*t*vos para *ue oco*ra a *mplementação do padrã* I*O 1*001: por mo*ivos *ticos *elacionados à responsab*li*ade ambient*l; *ela c*mpetit*vi*ade *a empresa e para mel*orar as relações c*m os stakehold*rs. Esses motivos *ombinam com os *r*ncipais benefí*ios entregu*s as *mpresas qu* ader** a esse padrão como a prote*ão ambient*l e a me**oria *a imagem corpo*ativa (MURMURA *t al, 2018). A integração das normas a*ordadas nesse r*ferencial auxilia na melhoria da eficiência **vid* * economia de custos, mel*or** da or*anização interna, e melhoria da imagem da organização (BERNARDO et al., *01*), o *ue i*centiva as emp*e*as adotar*m de *orma conjunta, além da Família ISO *001 e 14001 citada anteriorme*te. A pr*p*i* ISO define *s d*mais famílias como (*SO, 2018a): ISO **000 - forn*c* orientaçõ*s sob** como empresas e orga*i*ações podem operar de for*a so*ialmente responsável. Rev. *SA, Te*esina, v. *5, n. 6, art. *, p. 168-180, nov./dez. 2018 www4.fsanet.com.br/revista Efeito da Adesão das Ce*tificações Iso 900* No Volu*e d* Expor*a**es *ras*leiras 173 ISO 50001 - apoia organi*açõe* em todos os *eto*es *a*a usar a energia de forma mais *fic*e*te, *trav** do *esenvolvime*to de ** sistem* de geren*ia*ento d* energia. 3 METODOLOGIA * p**sente pesquisa t*m co*o objetivo *nalisar o efeito da imple*en*aç*o da ISO 9001 na economi* do Brasil, *omo foco na* exportações, no decorrer dos an*s de 1*96 até *016. *rimeirament*, *ealizou-*e um* pesquisa na ba*e de dados Scopu*, por meio de pa*avras-c*aves e op**adores bo*leanos, com a seguint* fórm*la *e *esqu*sa: ("*SO certification") *ND ("infl**ntia* factor*" *R "implementati*n"). O *eto*no *ncon*rad* foi *e 73 docum*nto*, os quais foram *ilt*ados por diver*as *ategorias. A pri*eira sele*ão foi por t i p* d* documento, sel*cionando-se apenas *rtigo* científicos pa*a análise, totalizan** 50 arti*os. A s**unda filtr*gem f*i po* títul*, resumo e pa*avr*-cha*e, totalizando 27 art*g*s. Po* fim, **icio*-se * lei*ura integr*l de*ses ar**gos pa*a compor o po*tfóli* para * r**isão da literatu**, *os qu*is foram a**escidos al*uns artigos comple*entar*s p*r* compor * r**erencial *eórico. O t*ste estatí*tico utilizado é a regressão *inear, *apaz de ex**icar v*lo*es de uma variável e* term*s de o*tra por meio d* um* equação, ou seja, é u*ilizada quando se **speita de uma relaç*o de caus* e efei*o entre va*iáveis (STEVENS*N, 1981). Para a sua **licação levan*aram-*e **dos *m *e**ção *o nú***o de unidades que *deriram às cerificaçõe* *SO 9001, forneci*as pela própr*a ISO, conf*rme o Gr*fico 1. Gráfi*o 1 - Implementação da ISO 9*01 no Brasil F**te: ISO Standards Devel*pment (2017). Rev. FSA, Teresi*a PI, *. *5, n. 6, art. *, p. 168-180, nov./dez. 2018 *ww4.fsanet.com.br/revist* G. Hammes, E. D. Souz*, D. C. F*tterma*n, C. M. T. Rodriguez *7* * passo conse*utivo foi o levantame*to de indicadores econômicos, utilizados com var*á*eis dependente*, que são relac**n*da* com o **mero de adesão da cert*fi*ação (variáveis independe*tes). O *rimeiro ind*cador é * t*xa de exportação de bens e serv*ço*, em bilhões de *ól*r*s, realiza*os por ano no B**sil. O v**o* das exportaç*es realizadas no período *s*uda*o está **esente no Gráfico 2. Gráfico 2 - Ex*ort*ções b*asil*iras F**t*: ADVFN (2017) O segundo indicador econôm*c* utilizad* foi o P*B (*roduto I*t*rno Bruto), *ue represen*a a soma de *odos os be*s e serviços produzid*s no ****. O PIB do B*asil, no perío*o co*si*erado, é apresentado n* Gráfi** 3. Gráfico 3 - PIB do Brasil Font*: IBGE (2017) Rev. FSA, Teresin*, *. 15, n. 6, ar*. 9, p. 168-1**, n*v./*ez. 2018 www4.f*anet.com.*r/revi*t* Ef*i*o da Ades** das Certificaç*es *so 9001 N* Volume de Exportações Brasi*eir*s 175 O *e*ce*ro indicador uti*i*ado foi a Ta*a SELIC, que é a **xa bási*a da econ***a brasileira, *t**iza** com* referência para * cá*culo das dem*is taxas de jur*s cobradas pelo mercado. A t**a SELIC, *o *ong* do *eríodo estudado, pode ser obs*rvada no Gráfico 4. Gráfico 4 - Taxa *E*IC Fonte: A*VFN (2018). A p*rtir destas va*iáveis busc*-*e identificar o *feito da adoção d* IS* 9001 *o volume de exportações das em*r*sas e na economia do país. Os dados são an*lisad*s por meio de um *o**lo de regressã* li*ear mú**i*la (OLS - Ord*nary Lea*t Squares) r*alizad* *m du*s *tapas. Na prim*ira *ta*a é realizado um mod**o de utilizando a v*riável Volume de *xportações c*mo depe*de*te (Y) e as vari*veis *axa de Juros (SELI*) (X1) * PIB (X2) como variáveis indepe*dentes. *osteriormente, na segunda etapa é incluída a v*ri*ve* Adoção da ISO pelas empresas (X3) e é mensurad* a sua capac*dade de **plicação em relação ao pri*ei*o modelo. Para e*t* comp*ra*ão serão m*nitora*os os valores *e *oeficien** de de*erminação *os modelos (*²) * a sign*fic*ncia desta alter*ção, seguin*o recomenda*ões *a literatura (TABACHANICK FIDELL, 2007). A m*lti*olinearidade será monitorada pelos valore* de VIF (Var*a*ce Infla*i*n Factor) *, por meio do te*te de Durbi* *atson, é p*s*ível *dentificar s* os resíduos s*o homoce*ásticos ou não. Os resultado* foram obtidos com * aux*li* do software de estat*stica S*SS (*ta*is*ical Package for Social Scie*c*). Re*. FSA, Tere*ina PI, v. 15, n. 6, art. 9, p. 168-1*0, no*./dez. *0*8 www4.fsanet.*om.*r/revist* G. Hamme*, *. D. Souza, D. *. F*ttermann, C. M. *. Rodriguez 176 4 RESUL**DOS E DISCUS*ÕES Com o intuí*o de de*ons*rar o efeito da adoção da IS* 9*01 no v*lum* de exportaçõe* bra*ileiras, a Tab*la 1 ap**sen*a ** *esul*ado* o*tido* para os indicador*s econ*micos em relação a implantação da ISO 9001. Ta*ela 1 - *es*ltados do model* de regr*ssão li*ear *úl*ipla Modelo 1 Modelo * Variá*eis de Controle Variáveis de Controle I*SO Coeficientes Coeficientes *1-SEL** -0,419* -0,234* X2-PIB X3 -ISO 0 ,5 7 7 *** 0 ,3 7 7 * ,4 0 6 ** **
F 6 1 .7 1 3 5 4 .8 3 5 Sig. R² ajustado Mudança de R² 0 .0 0 0 *** 0 .* 5 9 0 .0 0 0 0 .8 9 0 0 .0 * 4 *** **
* sign*fic*nte a **%,** si*nif**ante a 5%,,*** s*gnifican*e a 1* Fonte: Autores. Pode-se perceber que ambos os modelos sã* significati**s est*tisticamente, *ois o valor p de ambos é menor que 0,0*1. No mo**lo 1, a variá*el de*enden** Y (Vol*me de exportações) t*m potencial d* explicação de 85,9% das variáve** *ndependent** X1 (SELIC) e X2 (PIB). No modelo 2, *m *ue a va*iável X3, *do*ão da ISO 9001 pelas empr*sas, é adicionada, tem potencial de *xplicaçã* de 89%. **te incremento t*mbém é considerado significati*o (p-valor=0.0*4). Ao analisar os coe*icientes dos mo*el**, em ambos, a Taxa *e Juros SELIC tem sina* negat*vo, ou *eja, qu*nto menor a taxa de juros, *a*or será o volume de exp*rtações. Já para o PIB, em ambos o* mo*elos, e para a *doção d* ISO no modelo 2, a cont*ib**ção é posi*iv*. Desta form*, quand* maior o valor do PIB e maior * n*me*o de em*re*as com a ISO 9*01 implementada, m**or o *o*ume de expo*taç*es. A Tabela 2 *presenta análise dos *esí*uos a do model* 2. Veri*i*a-se que a média dos res*duo* é aproximadamente igual à zer*. Rev. F*A, T*resina, v. *5, n. 6, art. 9, p. 16*-180, nov./dez. 201* ww*4.fs*net.com.br/r*vi*t*
Efei*o da Adesão das Certificaçõe* Is* 900* No Vo*u*e de Exp*rtações Bra*ileiras 1*7 Tabela * - A*álise dos r**íduos Resíduo* M í ni m o Máximo Médi* Desvio Pad*ão F**te: Autores -37,99591 5 1 ,1 8 0 * 0 0 ,0 0 0 0 0 * * ,0 3 3 6 4
A Ta*e*a 3 *presen*a *s va*ores de VIF de ca*a variável para a verificação da multi*oli*earidade. Como nenhum d** *alo*es de *IF encontrados * m*io* que 10, conclui-se que os modelos não apresenta* p*oblemas de multicolineari*ade. Em relaç*o ao t*ste *e independência, verific*-se que *s res*duos são *ndepe*dentes por *eio ** p-val*r encon*r*do *o *este d* Durb*n-Wat*on, onde os valores são d* *<0,0001. *a*ela 3 - VIF S E L I* PIB IS O V*F Modelo 1 2,2*2 2 ,2 9 2 - VIF M*delo 2 3,318 3 ,4 9 2 4 ,8 9 2 Fonte: *utores. *odo* os valor*s moni*or*dos são at*ndidos; logo, pod*-se afirmar que modelo * de re*ressão * aceito estatis*icamente. Desta forma, not*-se uma r**ação *ntr* volume o de expor**ções, os indicadores econômico* e a imp*e*entação da certificaçã*, *SO 9001 nas em*resas brasileiras. À medida em que as empres*s buscam po* *sta certifica*ão **gumas providenc*as devem ser to*a*as *a o**an*zaçã* par* que *e adequ*m às e**gências d* I*O. I*so faz com que a *ns*itu*ção tenha mai*r controle das suas ativi*ades e, em con*equên*ia, consiga v*r *nde é ne*essário tomar dec*s*es com maior urgênci*, e *m que ár*a da empre*a elas se f*zem n**ess*ri*s. O p*o**sso de melhoria co*tínua é facilitad* devido a esse *aior co*trole. Dest* *orma a empresa consegue op*rar c*m mai*r efic*ênci* e eficácia, melhora*d* seus indicad**es econômi*os. *egundo os res*lta*o*, à me**da em o *úmero de empresas com a certific*ção ISO 9001 c*esce, o *I* t*mbém cresce. Iss* se d**e a* fato de que, ao implementar a cert*ficação a empres* fica mais organ**ada e c*m maior cont*ol* das suas opera*ões, o *ue perm*te identificar p*ej*ízos e áreas qu* pode* *er m*lhorada*. O fato de m*lhor** os i*dicadores econ*micos da empre** reflete no* indicadores econômicos do pa*s. Isso *xp*ica a* relações e*con*radas estat*sticamente *os modelos. Rev. FSA, *eresina *I, v. 15, n. *, ar*. *, p. 168-180, nov./dez. 2*18 **w4.fs*net.com.br/revi**a
G. Hammes, E. D. S*uza, D. C. Fattermann, C. M. T. *odrig*ez 178 De*ta forma, con*orme a emp*esa vai se *esenvolven*o, a in*en*ão de *nvesti*ent* *ume*t*, o q*e explica * fat* da implement*ção da ISO ter correlação negativa com a t*xa SE*IC. Ou seja, quando o número de im*lem***ações aument*, a taxa SELIC tende a diminuir. A relação positiva com as expor*ações já era *sper*da, po*s * im*lementação da *SO auxilia * empre** a aten*er às e*igên*ias internacionais para a *xpor*ação, o qu* *esulta em um aumento d* mesm*. 5 CONCLUSÕ*S A *resente pesquisa apr*sentou a rela*ão e*tre a *mplementação da c*r*ificação ISO 9001 e o v*lume *xportações *rasileiras p** meio da análise de correla**o e r*gressão li*ear. *ercebeu-*e que, confo*me a adoção da I*O *umenta, * vo*ume de exporta*ões *am*é* au*enta e isso *eflete no* in*ica*ores e*on*m*cos do país, os quais apresentam uma me*ho** ao l*n*o dos anos. O volum* de export*ções te* relação positiva com a ISO, assim como o PIB. Já * taxa SELIC possui r*lação negativa co* a ISO, ou sej*, a *edi*a *m que o número de **rti*ic*çõe* no país aumen*a a t*xa SELI* *ai. Essa **l*ção pode ser explicada, devido à organização e maior c**trole da em*resa *ue ocor*e após a implan*ação da ce*ti*ica**o ISO 900*, deixand* * empresa dentro de uma normal*zação internacio*al. Isso contribui pa*a o c*e*cimento * desenvolvimento da empresa e **f*ete na *cono**a do país. S*gere-*e, para pesquisa* **tu*as, o uso *as *emais *ertificações *SO co** variáve*s do modelo, par* sab** o ef*i*o qu* cada uma delas tem nos indicadore* eco*ôm*co* do país, * *u* *o*sibilita uma com*aração entre ele*. E*** e*t*do tamb*m pode s*r reaplicado em out*os países, com* a C*ina, por exemplo, que é o país com ma*or número de empresa* certificadas. R*F*RÊ*CIAS ABNT. ASS*CIAÇÃO BRASILEIR* DE NORMAS TÉ*NICAS. *BR ISO 900*:*015 - Sistemas d* G*stão *a Qu*lidade - Req**s*tos. 2015. Dis*onível em: <h*tp://a*n*.or*.br/pagina**e/notic*as/217-ab*t-n*r-iso-9001-201*-sistema*-de- g*st%c*%a3o-da-qu*lidade>. Acesso em: 16 fev. 20*8. ADVFN, 201*. Disponível e*: <ht*ps://br.ad*fn.com/indicad*res/ba*anca-c*me*ci*l>. Aces*o em: 19 fe*. *018. Rev. F*A, Teresina, v. *5, n. 6, art. 9, p. 168-180, nov./dez. *01* www4.fsa*et.com.*r/revi*ta E*eito da Ad*são *as Certifi*açõ*s Iso *0*1 No *o**me *e Exp*r**çõe* Brasilei**s 1*9 ADVFN, 2018. Disponí*e* em: <https://**.advfn.*om/ind**adores/taxa-selic>. Ac*sso em: 19 fe*. 2018. BANSA*, P.; ROTH, K. Why Comp*nie* *o Green: A Model of Ecological Respon*iv**ess. Academy of M*nagem*nt Journ*l, v.43, n.4, p. 717-*36, 2010. BERNARDO, M et al. Be**f*ts of mana*ement system* integration: a *itera*ure review. Journal O* Cleane* P*odu*tion, [s.l.], v. 94, p.260-267, maio *015. *ASAD*SÚS, M; KAR*PETR*VIC, *. An em*irical study of t*e benefits and *osts *f ISO 9001: 200* c*mpa*ed to ISO 9001/*/3: 1*94. Total Qualit* Manag**e** & Business Excellen*e, v. 16, n. 1, p. 105-120, 20*5. CHA*ZOGL*U, P; CHATZOUDES, D; KIPRAI*S, N. Th* impact of ISO 9000 cert*fication on firm*\ f*nancial pe*for*ance. I*ter*ational *ournal of *perations & Produc*ion Management, v. 35, n. 1, p. 1*5-174, *015. DJOFACK, S; CAM*CHO, M. A. R. Implementat*on of ISO 900* i* the Spa*ish t*urism in*ustry. *nternationa* Journa* of Quali*y & Reliability Man*geme*t, v. 34, n. *, p. 18- 37, 2017. GONCH*RUK, A. G.; MONAT, J. P. * *ynergistic perfo*mance management mode* conj*ini*g benchmarking and motivation. Benchmarking: An International Jo*rnal, v. 1*, n. 6, p. 767-7*4, *009. IBGE - Instituto Bras*le*ro de Ge*grafia * Estat*s*ica. 201*. *isponível em: <*ttps://agen*i*denotic*as.ibge.gov.br/m*dia/com_mediaibge/arqu**os/*53*a82132694196** 1483c85caca1*f.xls> IS*YRL*S, V; MOSC*IDIS, O. The effects of ISO 9*01 c*rtif*c*tion *n *he *erformance of G*eek companies: A multidim**si*nal stati*tical *nal*sis. The TQM Jou*nal, v. 2*, n. 1, p. 150-*62, 2*15. IS* - Internatio*al *rganizat*on *or Stand*rdizati*n. 2018*. Dis*onível em: <ht*ps://w*w.iso.*r*/about-us.html> Acesso em: 15 fev. 20*8.
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