www4.fsane*.com.br/revista Rev. FSA, Teresin*, v. 14, n. 1, art. 3, *. 57-78, jan./fev. 2017 ISSN *m*r**so: 1806-6356 ISSN E*e*rô*ico: 2317-2983 ht*p://dx.doi.or*/10.128*9/2017.14.1.3 As Cinco Leis de Ranganathan e G*stão de *ibliotecas Universitárias Ran*a*athan\s Fi*e L*ws and **nagement in Un**ersity Libr*ries Maria d*s Gra*a* Targino P*s-Doutorado e* *orna*ismo pela *niv*rsida* d* Salama*ca Doutora em Ciênci*s d* Informação pel* **iversida*e de Brasília Pr*fessora d* Universida*e Federal da Para*ba *-mail: gracatarg*no@hotmai*.co* Maria El**iana Pe*ei*a de Sousa Me*t** em Ciênc*a da Informação / U*i*ersidade *ederal da Pa*aíba E-mail: elizia*aps@*mail.com Ende*eço: *ar*a das *raças Tar*in* E*dereço: Ru* Avi*dor Irapuan Ro*ha, 2101 apto 501 Bairro Jóquei C*ube. 64049-518 Te*e*i*a - *ia*í, Bra*il. E**ereço: Maria Eliz*a*a Per*ira de Sous* Endereç*: *s*ituto Federal de Educaç*o, Ciên*i* e Tecnolo**a *a Pa*aíba, Cam*ina Grande. **a Tranqu*lino Co*lho Lemos, *inam*rica 5843*000 - Camp*na Gra*de, PB - Bras**. Editor Ci*ntífico: Tonny *erl*y *e Alencar Rodrigues *r*igo rec*bido em **/10/201*. Última versão recebi*a em 07**1/2016. Aprovado em 09/11/20*6. Avalia*o pelo sistema Triple Rev*ew: a) De*k *eview pel* Editor-Ch*fe; e *) D*ubl* Blind Review (*valiação cega por doi* avaliado*es d* á*ea). Rev*são: Gramatical, Norm*tiva e de Fo*ma**ção
M. G. T*rgino, *. E. P. Sou*a *8 RES*MO Com o crescimen*o e o *esenvolviment* das organizaçõe* a* *on*o das déca*as, é impresc*ndí*el investir *a competên*ia de gestores e em atitudes p*oa*iv*s que auxiliem no direcionam*nto da* ati*idades humanas na esfera o*ganizacio*al, p*r conta do *ignificativo incremento das *udanças c**acterísticas da sociedade co*t**po*ânea. Dia**e da* al*e**ções, as bi*liote*as unive*sitárias (BU), *o*o organ*zações do conhecimento, d*v*m *companhar o *esenvolviment* d* *r*d**os e serviços *autados em novos m*de*os de *estão. Af*nal, elas s*o respo*sáveis pela disseminação de informaç**s que geram novo* conhecimentos para a com*n*dade aca*êmica. Obj*t*v*-se, pois, em termos amplos, discu*ir a gest*o *as BU sob a ótica dos p*essupo*t*s teóricos, práticos e fil*sóf*cos aponta*os *elas Cinco *eis da Bibl*otecon*m*a, c**o me*t*r * * indian* Shi*a** Ram*mri*a *anga*atha*. Quanto aos *r**edimen*os met*dológi**s, * pesquisa c*racteriza-se como biblio*ráfica, de natureza exploratória e *escritiva nos campos da ges*ão organizacional, em especial, da *estão *e BU em confronto com a* referida* Lei*. Dentr* a* infe*ências centrais do est**o, de*taca-se o co*senso de que a* BU precisam incorporar sistematicam**te as práticas da m*derna gestão que aux*liam n* desempenho de sua* ações perante a comunidade un*versit*ria, * que prevê a adoção das L*is em su* totalidad*, face ao nív*l de a*uali*ade qu* mantem até hoje. Encerr*- seo trabalho com, as *on*iderações fi*ais, seguidas da list*gem de fonte* bibliográfic*s e eletrônica* consultadas. Palav**s-chave: Gestã* Organizacio*al. Gestão de Bibliote*a*. Bibli*t*cas Universitárias. L*is de Rang*nathan. Cinco Leis *a Bi*l**teconomia. ABST*ACT Du* to the gro*th and i*provement of organiza*io*s *hro*ghout dec*des, it is essenti*l t* inve*t in manager* \co*pete*ce and in *ro*ctive attitude* *hat supp**t human activi*i*s manageme*t in *he **ganizational co*t*xt, as a result of the signi*icant impro*ement of cont*mporary *ociety\s ty*ic*l ch*nges. I* such scenery, *niver*ity Libraries (UB), vi*wed a* kn*wle*ge organiza*ions, ha*e to f*l*ow up the dev*l*pm*n* of pr*ducts and *ervices, g*ounded *n innovat*ve administration mod*ls. As a matt*r of fact, *hey are in charge of spr**ding of info*mation w*ich produces new knowledge for the a*ademic com*unity. **e a*m is, therefore, *n huge r***orts, t* discuss *bout the manageme*t of U* a*cordin* t* th* the*reti*a*, useful and philosophical assum*tions, singled **t by the Five Laws *f Librarian*hip, *hose m**t*r is the Ind*an Shiyal* Ramamrita Rang*na*han. Concerning t he method*log*cal tri*ls, the inqui*y is taken a* *ibliog*aphical *ith ex*loratory and descriptive natu*e in th* *ields of org*nizat*o*** m*n*geme*t, *pecia*ly, of the UB m*nag*me** in opposit*on to the referred Laws. Among th* ce*tr*l study\s suggestions, the foc*s is on the ag*eement that UBs need t* s*st*mat*cally inco*po*ate *o**rn management *r*ctices which enhanc* their performance t*wa*d* the aca*emi* communit*, *ea*i*g directly *o *he full appliance *f th* **** Laws, si*ce that they are still c*nsidered to be updated. Final consider**ions come n**t *ith the *ist of bo*h b*bli*g**phica* a*d elect**nic source*, here, surveyed. Keywor*s: Organiza**on*l *ana*ement. Libraries\ M*nagement. *nive*sity Librar**s. Ranganath*n\s Laws. Libr*rianship F*ve L*ws. *e*. FS*, Teresina, v. 14, n. 1, **t. *, p. 57-78, jan./fev. 2*1* *ww4.fsa*et.co*.br/r*vista A* Cinc* *e*s de Rangan**han e G**tão de Bibliotecas U*iversi*ár*as 59 1 INT*ODUÇÃO Os desaf*os enfrent*dos pela soc*e*ad* na c*ntempor*neid*de exigem mai** a**nção vo*tada para o uso e a d*ssemi*açã* da informa*ão e do* c*nh**imen*os recém-produzidos n* âmb*to das organiz*ç*es. O *luxo **formacion*l inte**o e at**lizado c*n*ti*u* condição sine qua no* para que as empre**s *rgan*za*ion*is, *e qualquer n*tu*ez* e port*, se m***enham no *ercado em c*ndi*ões de enfrentar a concorrência. Afinal, a tomad* de de*isão ágil, flexível e compatí*el com as mudanças adv*ndas do cenário atual, *arcado p*lo avanço das tecn*lo**as de in*o*mação * de comu*icação (T*C), p*i*r*za a c*rculaçã* de i*f*rmaç*es e, por consegui*te, a geração co*tínu* *e nov** c*nhe**mentos. *s *rganiz*ções são respons*ve*s po* cr*ar am*ie*tes propícios à solidificação d*s co**e*imentos que vêm * t*na com o in**ito de contribuí*em para o inc*emento de lucro **ra prod*to* e *ervi*os. No en*an*o, *nforma*ões e conheciment*s não "an**m" à deri**. Mais *o que nunca, *n*ormaçõe* circundan*es e conhe*im*ntos prod*zidos ca*ecem *e *r*anjo, dis*eminação e *ompa*tilhamento em redes formadas *or grupos de *nd*víd*os q*e se benef*ciam e *enef*ciam a outrem com o manancial de con*e*imento em per*anente construç*o. Sob e**a per*pectiva, a gestã* eng*oba o r**o que cuida de admi*ist*ar espa**s, sejam eles *úblicos ou *rivados. Gerir * l*dar com desa*ios *u**crático* e incertezas, que r*querem do g*stor *ti*ude* diversifica*as p**ati*as para cada tip* de prob*ema. I*do alé*, a* * organizações são ambientes que exigem ges*ão em seus *mplos as*ecto*, a exemplo *e *est*o finance*ra, info*ma*iona*, *ecn*lógica, do co*heci*en**, da ges*ã* de recurs*s h*manos e de recursos materiais, dentre outros i**n*. O planeja*e*to, po* sua vez, representa *m dos mecanis*os, pa*a *ue a* *o*porações concr**iz*m metas e o**e*iv*s, *nfrenta*do, c*m* esp*rado, *ntraves *e dife*entes naturezas para *ua consecução. *entre as *iversas ativ*dades lig*das à ges*ão, apre**ntam-se a gestão *a in*ormação (GI) * a gestão do conhe*imento (GC) em *rgani**ções. Apesar da discussão recorrente sobre a (im) possibi**dade *e ge*enc*ar conhecimentos, de qualque* forma, *ão segmentos de estudo que vêm conqu*sta*do *est*que *m difere*tes campos de açã*, * exem*** da admi*istração ger**, ci*ncia da comp*tação, engen*aria de produçã*, biblioteconom*a e arquivo*ogia. *a verdade, há qu*m confund* as d*as modalida*es de gestã* e acredite que g*renciar *nfo*mação é mesmo que ger*r conhe*im**to*. No enta*to, *o tempo em que *stu*iosos, o como Collis** e Parcell (2005) e Mich*el *olanyi (2009) enfatizam q*e o con*eciment* Re*. FSA, Teresina, v. *4, n. *, art. 3, p. 57-78, jan./fev. 2017 www4.fsan*t.com.b*/rev*s*a M. G. T**gino, M. *. P. *ou*a 60 tácito d** respeito aos saberes *dq*iridos pelos indivíd*o* no decorrer de sua exi**ê*c*a (o que o to**a intr*nsferível e nã* ge*enciáve*), Bettencou*t e Ci*nconi (2012, p. 2) acrescem: A despeito da polêmica em torno d* te*mo ge*tão do *o*hecimen*o e *este ser consider*do ou nã* *dequado por dife*e*tes au*ores, as suas p*áticas, tai* como c*munidad*s de práticas e red*s so*i*is *êm sendo amp*a*ente uti*izadas e visam a geren*iar, não as pessoas e o con*ec*men*o p*opriament* dito, mas, o *mbie*te em que este é produz*do. Q*er dizer, as organiz*çõ*s não pret*nd*m gerenciar o conheciment* indiv*dual de cada colaborado. Seu intuit* é gerar ambien*e* qu* proporcionem a e*te*nalizaçã* e a *xplicitação d* conh**i**nto tácito, permitindo a fru*ção de novos con*ecimentos para o desdobrament* de *rodutos *erviços inovadores, favorecend* o cresc*men*o de tod** e na *sfera da *o*poraçã*. Cl*ro e*tá que, no mo*ento em *u* os *uto*es supracitados *azem alusão ao a*biente em que conheciment* e *ua g*stão sã* pro*essa*os, refer*m-se o à qu*s*ão da cultura organizacional pr*se*t* em t*das as instânci*s das institu*çõ*s *on*emp*rân**s, a* quais int*gra* significativas pr*ticas, crenças, hábitos e **lores apr*goados pelos c*lab***dores no *on*exto empresarial, a*vindos *e experiên*ias *ive*ci*das ao l*ngo d* vida. Apesar da con*extualização sucin*a, a ser c*mplem*ntada com consulta a e*pecialistas além dos citado*, a exemplo *e Chiavenato (2014); *hizzotti (201*); Cia*con* (199*); Longo et al. (**14); Nonaka e Tak*uchi (1997); é inquestioná*el que, em se **ata*do da ges*ão organiz*ci*nal, as b*bliote*as, universitárias o* não, na condição *e inst*t**çõ*s es*enci**mente sociais, es*ão s**eitas a todos os melindres que caract*rizam a gestão. As BU *e impõem com* organizaç*es do conheci*e*to e, porta*to, de**m acom*a*har in*vação de produtos a e ser*i*o* ***tado* em novos modelos de *estão. A*in*l, inexistem isolad*ment*. I*so significa afirmar e re*fi*mar sua e*tr**ta r*lação com a sociedade co*temp*r*nea e, sobretudo, com as *oleti*idad*s onde estão *n*er**as, um* vez *ue são responsáveis por disseminar in*orma*ões que geram *ovos c*nhecimentos p**a a *omunidade aca*êmica. São eleme*tos de mudanças sociais, e, ao *esmo **mpo, sofrem mutações permane*t*s pr*venie*tes das transformações *ue afetam *otidianamente o te**do social. O *oco da gestão organizacional em BU co*siste no estabelecimento *e diretrizes e metas cla*as para realização de s*rviço* tangíveis e i*t*n***eis, *om v*stas a a s*prir as demandas informacionais implícitas ou e*pl*citas das coletividad*s a*adêmicas. Porém, na contempor**eidade, *** *é*ios os *e*afi*s impostos às **stituiçõ*s de ens*no supe*io* (IES), sejam elas *nstituições federais d* ensin* su*erior (IFES) ou ent*dades pr*v*das, e, R*v. FSA, Teresina, v. *4, n. 1, art. 3, p. 57-78, jan./fev. 2017 www4.fsane*.com.b*/revi*ta As C*nco *eis de Ranga*athan e G*st*o de Bibliotecas Uni*ersitárias 61 consequen*eme**e, às "suas" bib*iot*cas. I*to *x*g* apa*a*os e suportes *dequados aos **jetiv*s e à* *etas predet*rminadas *elas instituiç*es de en*ino, co* o intuito de enfrentar as ca*a**erística* da cha*ada mode*nida*e *íquida, que ganha, cada vez mai*, ad***os, quando Zygmunt Ba*man prescreve: O "derr*t*mento do* sólido*", traço *e**an*nte da mo*ernida*e, adquiriu, po*tant*, ** novo se*tido, e, mais que tudo, *oi redir*cionado a um nov* alvo, e *m **s principais efe*tos de*s* redirecioname*to foi a *issoluçã* das forças que pod*riam ter mantido a questão d* ordem e do sistema na agenda *olítica. Os sóli*os que e*tão par* ser *ançados no cad*nho e *s *ue estão *erretendo neste mome*t*, o momen*o da m*de*nidade fluida, sã* os elos que entrela*am as e*colhas i*di*iduais em projetos e aç*es colet*vas - o* p*drões de *omuni*açã* e coordenação entre as *o*ít*cas de vid* cond*zidas *ndividualmente, de um lad*, e a* ações polít*c*s de c*letivi*ad*s hu*anas, de outro (BAUMA*, 2001, p. 12). Diante da *luidez extrem* do cotidiano do i*divíduo e dos p*o*issionais, incl*indo os prof*ssi*nais da inf*rmaç**, ênfase para os bibliotec*rios, objet*va-se, e* *ermo* amplos, discut*r a gestão das B* sob a ótica dos pressupostos teór*cos, práticos e f*losóficos apontados pelas Cinco Leis da Bibl**tec**omia, chamadas tanto de *ei* *a Bib*ioteconomia, quanto de Leis de Ranganathan. Isto porque, ainda em 1928, *hi*a*i Ra*amrita Rangan*t*an estabe*ece* as Leis da Biblioteconomia. Nasci*o em Shiyali, Estado de Tamil Na*u (à épo*a, *a*ras), na Índi*, co* formação em matemá*ica e biblio**conomia, * i*diano cons*a com* * primeiro bibliotec*r*o da Universidade de Madr*s, em *924. Depois de três anos, em 1*31, so* o títul*: "Five la*s of Library Science", difunde suas prescrições. A intenção é proporcio*ar a gestão do acess*, do uso e *a d*ssemi*a**o d*s in*ormações nas bibliotecas espalh*das p*ís afora. Pr*ncí*io* f*xados em tempo tão longínquo *ers*s*em *tual**ad*s e ainda são r*leva**es, porq*e result*m d* obser*ação de Ranganathan em *o**o de problemas co*riq*eiros, não i*porta se num país tão dist*nt* do *onto de vista territor*al, educac*onal e cult*ral em confronto com o Brasil. Os *robl*mas (ou *art* deles) vivenc**dos na co*tem*oraneidade pe*as BU nacionais *inda reflete* o preva*ecente n* *istante Í*dia há 88 anos. Para fa*ilit*r o *u*prim*nt* de suas funções, qu*lquer q** seja * tipolo**a, as biblioteca* ne*ess*ta* de pr*ncí*ios *egulador*s qu* facilitem seu *ese*penho. É a premê*ci* de parâmetros c*aros que t*rnem a inform*ç*o acessível a t*das as pessoas (aces*o univ*rsal) ou, no mínim*, a um número signific**ivo de c*dadã**. E, de fato, as *eis d* Ran*anath*n são diret*ize* que *ontemplam a realida*e *a ge*tão **gani*ac*ona* em meio ao c*nte*to soc**l, perm*tindo que as *iblio*ecas *d**em uma filosofia ** *rgan*zação das **formações *, dessa forma, atenda* às dem*nd*s *os resp*c**vos públi*os. Aprese*tam-se Rev. F*A, Teresina, v. 14, n. 1, art. 3, p. 57-78, j*n./fev. 2*17 www4.fs**et.com.*r/r*vista M. G. Targino, M. E. *. Sous* 62 co*o alternativ* pa*a o diagnóstico de *erviços e produto*, *stabelecendo parâ*etros de *valia*ão e param*trização ao que * descrito em cad* *ma das Leis, tor*ando-*e **gen*e *o* *ara *m di***óstico organiza*ional. Detalhadas em pub**cações anterio*es das autora* (SOUSA, 201*; SOUSA, T*RGINO, 2016) d* outros estudiosos, a exem*lo de Chakrab**ty (1988); Connaway e e Fan*el (2014); Figueiredo (1992); S*nto (**14); nest* momento, as Leis são a*enas enunciadas: (1) os liv*os são para usar; (*) a ca*a leito* seu livro; (3) a cad* l**ro seu leito*; (4) poupe o tempo do leit*r; (5) a biblioteca é um organismo em crescimento. Em t*r*os metodológic*s, o paper conf**u*a-s* como **squisa bibliográfic* de *atureza exploratória e de*crit*va nos campo* da gest*o *rganizacional, em especial da *es*ão de BU em con*ro*t* com as Lei* da Bibliotec**omia. P**a *anto, recorre-*e a autores clássicos e co*t*mpo*âneos, **dependentemente dos suportes *nde *s info*maçõ*s estã* *r*azenadas, sejam eles impressos ou elet*ô*icos, seja* livro* o* capítul*s, *eriódico* ou artigos c*entífico*, comunica*ões em eventos ou maté*ias ****alístic*s, dissertaçõ*s ou *es*s, além de fontes local*zadas ** bancos e / ou bases de dados, que *brangem tópicos subjace**es. 2 REF*RENCIA* *E*R*CO 2.1 Bibliot*cas univ*rsitá*i*s n* c*ntempor**eidade Sem priv*le*iar aspe*tos históricos acerca do sur*ime*to da b*b*io*eca em diferente* i*stâncias, h*ja vista que n** consti*ui o cern* ** artigo, como v*s** ant**, uni*ersidades e BU se *nt*gram em visã* sistêmica e, po* conseguinte, não podem per**necer a*h*ias *s m*danças que afetam o ensino su*erior. Ao contrário, participam e*e*ivamente *essas tran*formações, rei*erando Carv**ho e Goulart (200*, p. 6), quando afirma*: A b*blio*eca universitária como compo*e*te da organização universitária é igu*lment* afetada por qu*i**uer modificaç*es *obre e**a, *xigindo r*ações do *esmo nível *ara a su**raç*o *os desafios. C*mo n*s d*mais organizações, **tre as estratégia* de superação est* a busca pela m*lhoria *o d*sempenho e d* resu*tados capazes de *us*ificar e avaliar a demanda po* recurs*s na tentativa de sobreviver dentro de um dete*mi*ad* padrão de qualidade. Embora estas unidades *ejam tradi*ionalm**te concebidas como invest*me*tos vêm cresce*d* as pr*ss*es por mel*orias d* desempenhos * a*oção de pr**icas *dministra*ivas racio*a*s em fu*ção *o volume de recur*os necessá*ios para man*ten*ão e desenvolvimento de suas atividades, *o cr*scente enxugamento no orçamento público e d* impacto d* q*alidade *o* serviço* bibliotecár*os sobre o p**cesso de *v*liaç*o que as unive*sidades estã* submeti*as. Rev. FSA, Teresina, v. 14, n. 1, ar*. 3, p. 57-78, jan./fev. 201* www*.fs*net.com.br/revista As *inco Le*s d* Ra*ga*athan e Gestão de Biblioteca* U*iv*rsitári*s 63 Mudanças na maneir* de p*nsa* a *estão, de agir *ia*te dos de*afios e ** se coloc*r *rente aos no*os acontecimentos tê* *arcado o cen*rio atual das o*ganiz*çõe* e, assim sendo, demandam con*e*iment*s e h*bilidades por *art* da gestão das *U. A pri**i, co*p*** à BU s*pri* a* dema*das informaciona*s da co*unidade universitária em sua totalidade - co*pos d*ce*te e discente, eq*ipe téc*ico-adm*nis*ra*iva -, contemplando, se*pre qu* possível, as necessidades informacion*is da coletividade que a rodeia. *erce**-se, mais uma vez, a relevância da i*formação para as organizações como recurso de sign*ficativo valo* para s*a ma*uten**o e *ons**idação. C*m as bibli*tecas universitárias, nenhum desses aspectos é divergen*e ou diferent*. *ara q*e não se manten*am fora dos processos vitais às IE*, bibli**ecas, centr*s de d*cumen**ção e *erviços de informa*ão devem mode*nizar-se continuamente e de fo*** diversific**a. Não se trata tão somente d* c*leçõe* up-to-dat*, ma*, principalmente, de prod*tos serviços, instalações e, e obvi*mente, tre*name**o de seu capital *ntelectual, para que acompanhem *s desafios *mpostos pelo merca*o contemporâne* cr**centemente co*petitivo. Neste insta*te, bas*a rem*morar *ue a função primordial d*s *niversidades é a de as*egurar o avanço do saber, por me*o d* ensino de qu*lidade, *esquisa responsáve* e e**ensão de a*ca*ce social, e *ão por *ma preocupação exacerbad* c*m d*dos qu*nt*tativos ou d* uma aparente demo**ati*a*ão que, às ve*es, p*e em risco se* nível de excelência c*mo p*odutora de co*hecim*n*os a favor da sociedad*. Com* decorrência, os modelos de ges*ão ad*ta*os pelas *U devem segu*r a missão das I*S, o *ue i*plica resp*it* à* sing*laridades de cada instituiç*o, i*clu*ndo s*u *apel, su* função educ*cional e s*a relaçã* c*m a tessitu** social. Soment* esta medida de prev*nção e de aç*o po**ibilita novas formas de r*volução **ma socied*d* ma*cada po* m*ito *empo com prátic*s e modelos engessados. No momento hist*ric* de transmutações no ce***io n*cion*l em qualquer se*m*nt*, a força da biblioteca persiste. Porém, paradox*l*ente, há certo distanciamen*o entre teor*a e pr*tic*, sendo negada, usualmente, * inser*ão sa*isfatór*a e inc*ntestável *as B**, como *onsequ*n*ia *a *usênc*a, por *arte *a sociedade, de um pensa**nto mo*i*icador por in*ermédio *a educação. I*diferente * esse fator inibidor, a BU te*ma em oc*par *eu lugar *omo in*tr*mento que *isa subsidiar a* universidades com um* form*ção de q*alidade, além de *xercer função social e ci*adã, com **semp*nho *os campos da pesq**sa e das inovações tecnológica*. Ainda *m *elação às funções desem**nhadas pela B*, em teoria e / ou na prática cotidiana, Damásio (*003, p. 6) afir**: Rev. FSA, Teresi*a, v. **, n. 1, art. 3, p. 57-78, jan./*ev. 2017 www4.fs*n*t.c*m.b*/*ev*sta M. *. Tar*ino, *. E. P. Sous* 64 As **nções pri*c*pa*s de uma biblio*ec* uni*ersitária [sã*] [...] de servir como repositór*o e dissemin*dor do *onheciment* d* uma uni*ersidade, de uma es*e*ialidade, de um centr* d* pesqui*a. É o elo en*re o conhe*imen** e o u*uá*io f*n**, mesmo perante os a*uais acervos digi*alizados na i*ternet, *ue contemp**m pequena parte do conheci*ento *spec*aliza*o. Ela *ode ser o elo entre d*t*rminados usu**ios, indepe*de*temente da ca*act*r*sti** princ*pal destes usuários, pessoa físi*a ou jurídica. *inda s*b*e *s característi*as d** BU, *m consonância com suas respecti*as organizações, *arapanoff, já no **o de 19*2, destaca al*um*s delas: (a) atenç*o máx*ma com f*nções e atividad*s d* universidade * qual **rte*ce; (b) plan*jamento d*s ser**ços *elativos aos ob*etivos de ensi**, pesquisa e *xtensão da IES; (c) reestruturaç*o de in*ci*tiva*, medidas e a*ões *fetivas coe*entes com as *tividades amplas *a instit*ição; (d) *nt**ração da bibliot*ca **iver*itária aos nív**s hierárquic*s, quando da fixação de *eus ob*etivos f*ente à polít*ca geral e *mpla da or*anização, se* rele*ar *ua pr*pria po*íti** de a*u*çã*; (e) manuten*ão d* objetivos es*encialmente dinâmicos que representem *s nec*ssidades da universidade à qu*l pe***nce. Dizendo d* outra forma, as BU, tal como as IES, são órgãos complexos e dotad*s de variado* sist*mas e *u*çõ*s, além de exigi*em procedi*entos **spons*veis p*la cr*ação e / ou manutenção de pro*utos * serviço* *e informação para ate*der a* público. Qu*nt* ao decantado tripé in*titucional q*e co*stit*i as instituições *e *nsino superior - ensin*, pesq*isa e extens*o - as BU exerce* *esempenho relevante no ap**o ao *rinômio, as*umi*do o enca*go de promo*er acesso à inf*r*ação, co*fi*urando-se como *rga*iz*ç*o d* conhecime*to, [...] por reu*ir, *rga*izar e *is*o*ibilizar as principais fontes de inf*rm**ão e*i*tentes, fundamen*ais na ger*ção de n*vos conhecimentos, por contar com profissio*ais especialistas *m promover o acess* e uso da inf*r*açã*; e, *or agregar valo* * inf*rm*ção, *acilitando a *onv*rsão de **formaç**s *m conhecimentos (ROSTIROLLA, 2006, p. 28). Aqui, é possível **dagar se, de *ato, d*ante da *ntenção de fac*litar a co*ve*são ** informa*ão em con**cimento, os bibliotecários e*tão atuando como m*diadores de informa*ão. E*t*o contri*uindo efetivamente para que o **e*so à in*orma**o por part* dos u*uários conduza * **nv*rsão de *nf*rmaçõ*s em conhecime*to? É i**iscutív*l que o fácil ac*sso **que* e*pen*o satisfatório de todas as ativid*des *a i*st*tuição **b**o*eca, sejam elas aç*es-meio ou ações-f*m. * ** é * p*incipa* respon*ável por armazenar, *rganizar, cat*lo*ar, classificar e compartilhar i*formações dentre os *embros da unive*s*da*e, caracteriz*ndo-se Rev. FSA, Tere*ina, v. 14, n. 1, ar*. 3, p. 57-7*, jan./fev. 20** www4.fsanet.co*.b*/revi*ta A* Cinco Leis ** R*nganathan e *estão de Bi*lio*e*as *niversit**ias 65 c*mo unida*e g*stora de info*mação e, p*r co*seg*inte, par*icipante da verdadeira m*ratona em q*e consiste a g*ra*tia de i*stância propí*ia à cr*ação e * di*se*inaçã* de conhe**mentos. R*tomando-se o *mbate entre GI e GC, no cas*, é e*idente q*e a bib*iotec* não *erencia o *onh*cimento tá*ito, *, sim, a*s*gur* u* *mb*ente *a**ráv*l ao desen**lv*mento intelectual d* c*dadão, me**ante a *preen**o e a circulação de co*hecimento* gerados. Co*o esperado, para *ue a* *U participem da disseminação e da co*st**ção de formas de *cesso *s coleçõ*s e à informa*ão, precisam de profissio**i* qualific*dos para tais *unções, a exemp*o do bi*liotecário, princip*l media*o* da i*formação para usuário, a*é o p*rque, [...] * atuação *os pr*fis*iona*s que lidam com a i*formação, mais *spec*ficamente o b*b*iot*cário, tem sof*id* mudanças em vir*ude da* *e**ndas advindas com a* novas tecnologia*. Dian*e dis*o torna-se necessário r*flet*r sobre seu fazer, sobre*udo acerca da com*e*ência para *ere*ciar p*odu*os e serv*ços de qua*idade. Esse profis*ional na condição de adm*nist*ador de bibliote*as, exercendo a funçã* de gestor, de*e*penha a*ivid*des de pl*nejam*nto, organiza*ão, coma*do e cont*ole de unidade de i*form*ção qu* lhe foi confiada. *sso requer a pe**anente missão de t*mar decisões, para que s*jam a*ing*dos os objetivos dessas unidades e da organização a qual estão vin*uladas (*ASCIMEN*O; *AIVA, 2007, p. 165). Tem-se, poi*, a d*mensão *a impor*ância *o *estor d** BU, o bibliote*ário, prof*s*ional co* graduação em b*blioteconomia. Além de **mp*tê*cias e habilid**es, categoriza*as como *era*s e espe*íficas e oficialmente de*erm*nada* p*lo Co*s*lh* Nacional de Edu*ação do Ministério da Edu**çã* (MEC, BRASI*, 2001), o *rad*ado na área dev* ser ca*az de de*env*lver *ções divers*fi*adas quan*o à *estão, co* sensibi*idade *ara *companhar a* mud*nças * t*mar decisões benéficas para a u*idade de informação, m*dia*te recursos di*ersificados, incluindo as *IC *om suas novas roupage*s. As inovações tecn*lógicas flexibil*z*m os serviços *o â*bito institu*io*al, poupando o *e*po *ant* d* *ro*ission*l bib*iotecário, quanto dos usuário* da *ibliotec*, al*m de alcançarem a in***m**ão in*e*ada em c*mp*etas e *ompl*xas bases de d**os, *ue **rm*te a seleção d* info*ma*ão em c*nsonância com a busc* e o perfil *os indivíduos. *erir o ambiente da* BU corre*pon*e a l*dar com constantes desafios, o que exig* um profissional com postura pro*tiva *r*nte às deman*as impo*tas pe*a ges*ão na conte**oraneidade e / ou na soc*edade líquida, *ão feste*ada pelo sociólogo *olonês, Zygmunt Bauman. Isto c*rrespon*e * a*irmar que, h* déc*das e *écadas, os bi*liotecár*o* deixaram de ser, co*o na Antiguid*de, mer*s "guardiões de l*vros." A* co*t*ár*o, ho**, s** partícipes ati*os das medidas a*ionada* no âmbit* d** BU e, por conseguinte, resp*nsáveis pelo sucesso ou *racas*o d* instituição, o que, decerto, repercute na esfera maior, no ca*o, *s Rev. FSA, T*res*na, v. *4, n. 1, ar*. 3, *. 57-*8, jan./fe*. 2017 www4.fsanet.com.br/r*vis*a M. G. T**gino, M. E. P. So*sa 66 *ES. E*sas *ão, assertivas *ue reforçam o enten*i*ento das bibliotecas como s*gmentos org*nizacio*a** numa v*são s*stêmica. Quer dizer, * bibl**tecário ***e atentar pa*a ta*s propósito*, o que significa que * organização deve suprir *eios seguros para q*e *le planeje serviços adeq*ados às demanda* da co*uni*ade de u*uários, o que tra* em si a necessidade de aces** a *r*e*atos tecnol*gico* **dern*s e compa*íveis c*m o sta*us qu* das u*i*ers*dad*s. Acresce-se que o reconhecimento o**cial dos cursos universi**rios por parte do MEC exige como requisito essencial a exis*ê*cia *e profissionais graduados em *ibliotecon*mia n* quadr* da* *ES. A obr*gatorie*ade *e um* bibliotec* ou *e um sistema in**itucional de bi*liotecas consiste em instrumen*o essenci*l para o consentimento *e seu *u***onamento e, adiante, *ara a ava*ição dos *ursos, alé* de *er o prin*ipal *lemento de infr*estrutura que deve corr*spond*r às nec*ss*da*es inf*rmac*onais * às políticas ins*itucionai*. Q*anto aos padrões de **gulamentação, qualidade e avaliação **s IE*, o MEC, atrav*s d* *ecreto n. 5.773, *e 9 de ma** de 2006, "dispõe sobre o exer*í**o das funç*es de regu*ação, super*i*ão e avaliação de instituições de educ*ção superior e cursos sup*rior*s de grad***ão e s*quenciais no sistema federa* de ens*no." Classifica a biblioteca como uma *nidade de análise no C*pítulo I*, *ue trata da regulame*tação, em es*ec*al, no Artigo n. 16, que prescreve: "O plano d* d**envolvi*ento in*t**uci*nal deverá *onte*, pelo menos, os seguintes elem*ntos: ite* VI* - *nf*aestr*tura física e instalações ac*dêmicas", es**ci*icando: [...] c*m relação à bib*iotec*: ac*rvo de liv*o*, periódic*s *c*dêmicos e c*entíficos e assinatur** de r*vistas e jornais, obras c*ás*icas, dicio**r*os e **c*clop*dia*, forma* d* atualização e expansã*, identific*da s*a *orrelaçã* peda*ógica com os *ursos e pr*gramas prev*st*s; vídeos, DVD [digital versat*le disc], C* [*ompact disc], CD- *O*S [compact disc read-onl* memory] e **sinaturas elet*ônicas; espaço físico para estudos * horário d* funci**amento, p*ssoal t*cnic*-a**inistrativo e se*viço* ofe*eci*os [...] (BRASIL, 20*6, *.1). *m suma, trata-se de um* cadei* *u* funciona de tal forma que as BU não são independente* nem da soci*dad* nem das institu*ç*es à* *ua*s *stão a*reladas. São importantes p*ra as IES e estas, por sua vez, são i*presc*ndíveis à* n**õ*s e *o* p*vos. Por tudo isto, é visív** e in*ontes*ável que * análise da *U deve a*entar *ara as particu*aridades de cada institu*ção de on*e se or*gina, seja pública *u privada, est*ja no c*r*ri cea*ens* ** no centro-sul b*asileiro. En*ão, é oportu*o retomar as Leis de R*nganath*n que pod*m auxiliar, em dife*entes contextos, na adeq*açã* de parâmetro* comp*tíveis e b*si*os * re*lidade da gestão organizac*onal de *uaisquer b*bliotec*s, uma vez que *rosseguem a*ualizados. Rev. FSA, Tere*ina, v. 14, n. 1, art. 3, p. *7-78, j*n./fev. 2017 w*w4.fsanet.com.*r/revi*ta As *inco Leis d* *angan*than e Gest*o de Bibl*ot**as Univ*rsitári*s 67 Em out*as palavras, uni**rsidades, centros un**ersitários e faculdades emerge* para *uprir o* anseios *a comun*da**, enqua*to as BU const*t*em *eu **flexo em vantagens e d*sv*ntagens, *ortalez*s e fragil*dades, ass*ntimentos e conflitos existentes. Isto re*ela inte*- *elação bastante i*tr*ncada e mul*ifaceta*a, refor*ando *ue, tanto as inst*tui**es de *nsi*o s*peri** quanto as BU precisam ** atualização constant* para acom*anha* *s rum*s da civ**iza*ão pós-moderna, embora haja **cusa explícita p*r pa*te d* est*diosos de considerá-la como tal, até p*rque, quand* *e diz que som*s pós-m**er*os, ***ém a sensaç*o de *ue o ser humano deix* d* ser contemporâneo d* *i me*mo, co** Dupas (*000) ave*t*. 3 RESULTADOS E DISCUSSÕES 3.* *est*o das bibliotecas universitárias * *ei* de *angan*than *o *as* *as Leis de *an*ana*han, Le* é u* termo a se* a*ribuí*o som*nte ao primeir* *nunciado - *s livros sã* para usar h*ja vista que r*mete à f*rmulação - das o*tr*s qu*tro prescrições. Em mei* a tais discu**ões, sem tentat*** de desmerecer a fun*ão da fil*sofia, como cam** do conhec*m*n*o *ue ampl*a * compre*n*ão da r*alid*de que circunda o s*r hu**no no i*tuito de apre*ndê-la, há quem acredite que as L*is da Biblioteconomia s*o p*incípios filosófic*s, porque **scon**cem os efeito* de sua apl*caç*o na ges*ão cotidiana *e bi*liot**a*. Para out*os, p*rém, a *bservação cri*eriosa de cada um dos preceit*s ev*denc*a que su* essência não se *imita a at*ibuto* puramente *ilosófico*. *e q*a*quer *orma, em qu* p*ire* disc*ssões ac*r*a do te*mo - L*i - o fato é que as normas d* indiano *e atrelam à gestão o*ganizaci*n*l, no momento em qu* *erm*tem *nalisar os *ode*os de g*stão adaptados à* bibliotecas. 3.2 Os livros são pa*a usar A primeira L*i - os livros são para usar - apesar de aparentemente *impl*s, carre*a consigo sig*if*cado valioso. Assem*lha-se * de qualquer outra ciên**a: inc*rpora um princí*io fundamenta*. N* verdad*, é evidente por si m*sma *, por isso, talvez, a q*em visu*lize a como trivial. Entretanto, seg*ndo o próprio ***ganathan (*009), *sta é uma car*cterística invariá*e* *e todas *s prim**ras Leis. *al princí*io si**liz* o livro (aq*i u**lizado como sinônimo *ara q*alquer suporte infor*acional) *omo o in*erm*diário, por excelênc**, en*re cidadão e conhecimento. Soma- se a essa função, o acesso à informa*ão, haja vista q*e os livros, por muito te*po, são Rev. F*A, Teresina, v. 14, n. *, art. *, p. 5*-78, jan./fev. 20*7 www4.fsanet.com.br/revista M. G. Targino, M. E. P. Sous* 68 considerados objetos sagrados *, *ecerto, simbol**am o **de*. Na Anti*uidade e, de forma *im*lar n* *da*e Média, o ac*sso aos a**rvos *uid*d*s*men*e a*mazen*do* e* moste*ros está restrito aos seguidores *e ordens rel*giosas *u por elas ac*itas. Logo, * acesso incrivelmente limit*do *o fluxo inform*cio*al d* p*ss**o se cont*ap*e à onda de *ados e d* informa*ões que, hoje, s* expande *os segme*t*s sociais mai* diversos mundo *fora, m**mo sem rele*ar a fla*rante exclusão digital ou * a*a*fabeti*mo tecnol*gico vigente para m**to*. A "corr*nt*" d* informações dem*nd* do ind**íduo "*om*m" do e pr*fissional d* inf**mação novas habil*dades, dentre *s qua*s es** a GI, que lhes *ermitam *e*en*iar o inv*st*m*nto mac*ço na dis*eminaç*o pr*porcio*ada pela utilização de inúmeras r*des *e comparti*hame*to * d* colabo*a*ão *ue ma*cam pr*sença graças às TIC. Consequentemente - os livros são para usa* - c*nstit*i assert*va que enfat*za a popu*arização do conhecimento e a d**ocrati*ação da *nformação, ***d* em rele*o práticas c*tidia*as da bibliote*onomia, ou *eja, atividades que se *niciam de*d* a seleção dos materiais p*ra a formaç*o do a*ervo, somando-se ao trabal*o téc*ico (*la*sificação, catalogação e indexação), com ên*ase para * *er*iço de referênci*. Este c*nquista de*taque *o *ermitir ao público *feti*o ou ao pú*lico *m po*encial locali**r in*or*açõ*s dema*dada*, o q*e el*va os *studos de usuários ao **atus de instrumentos *mpres*indí*eis ao suce**o das bib*iot*c**, como *rganismo* s*c**is. Esc*arec*-*e qu*, qua*quer biblioteca *antém sem*re um pú*l*co pote*cia* (na acepç*o *e público po**ível), mais *m*lo *o qu* o público efetivo, na acepção *e *úb*ic* perma*ente, est*vel * fixo. Isto signif*ca dizer *ue, na esf*ra do enuncia*o pio*ei*o, estão itens de s*ma importância e a**ela*os à gestão organizacional. *o c**o, com* decorrência de pesquisa *e ca**o aplicada ao Sist*ma de Biblioteca* Universitári*s da Univer*idade *edera* *o Cariri, e*pecificamente * Bib*ioteca da *FCA, **tua** no campus de Juaze*ro do No*te C*ará, - Mari* Elizi*n* Pereir* ** *ousa, além de de*crever e* deta*h*s cada u** das Le*s, com bas* nos dados obtidos no recente estudo, infer* que os t*pic*s o** c*tados estão correl*c*onados à gestão organizacional: [...] a localização da Biblioteca alusiva p*oxim*d*d* ou ao di**a*ciament* à d* Bi*l*o*eca em rela*ão à comunidade acadêmica, sobretudo, em termos fí*icos. O h*r*rio de funcionamento ta*bém é ponto a s*r an**i*ado - a Bibli*tec* funciona em h**ário* i*interruptos; fec** e* h*rári* de almoço; mantém-s* sem at*vidades aos f*nai* de seman*, etc. O mo*iliário - co*fortáv*l (ou não) e *m consonância (ou não) com crité*ios e*gonômicos - ta*b** merec* observações cri*eriosas. Por f*m, outro componente básic* diz *espeito à capaci*açã* do *essoal d* Biblioteca par* assimila* as *xig*ncias aca*êm*ca* e, então, atendê-las (SOUS*, 201*, p. 36). R*v. FSA, Te*e*ina, v. 14, n. 1, art. 3, p. 57-78, jan./fe*. 2017 www*.fs*net.c*m.*r/revista As Cin*o Leis de R*nganathan e Ge*tão d* Bibliotecas Univer*itárias 69 3.3 A *ada leitor s*u livro * segundo princíp*o - a cada *eito* seu livr* - pr*vê o c*nhecimento d* **munidade po* parte *os que i*tegram o qu*dro de pessoal das bi*liot*cas. T**ta-se de in*ciat*va primeira na busca de s*lec*onar as in*o*maçõe* em c*n*on*ncia c*m o perfil do públ*c* a que a IES e / ou a B U s * desti*a dentro de critérios es*ecí*icos apro*riado* à forma*ão da e cole*ão. Assim, e* sua essên*ia, o segundo p*incípio: [...] não terá descanso e*quanto n*o h*uver reunido *odos - ricos e po*res, homens e mulheres, quem mora em terra firme e q*em navega os mares, jovens e *dosos, surdos e mudos, alfa*etizados e analfabetos - a *odos, de todos o* c*ntos da Terr*, a** que os tenha conduzid* para o te*plo do saber e até *u* lhe* *enha gar*nti*o aquela *alvação que emana d* culto de Sara*va*i, a d**sa d* s*b*r (***GANATHAN, 200*, *. 92). O pr*c*ito ranganath*ano cha*a ate*ção para a d*v*rs**i*ação de pe*fis da pró*r*a *ibli*teca *ac* à infe*ência c*nsen**alm*nte almejada de qu* *a*a c**a leitor há o "*eu" *ivr*, *lé* *e que os livros s*o para todos, s*m *ua*quer *ra*o di*tintivo de raça, *redo, *exo, fa*x* e*ár*a, etc. O sonha*o princípio de acesso univer*al, s*gundo o qual a i*form*ção está à mão de todos elimina, te*ricam*nte, qual*ue* discriminação, favore*en*o recursos educacio*ais aos que pe*manecem à margem dos pr*cessos *o*iais: os economicame*te carentes; o* i*osos; *s analfabetos * neoalf**etiz*do*; os grupos *ac*ais e *t*ico* mi*oritários; os de*e*pr**ados e su**mpr**ados; os defici*ntes fís*co*; *s prisi*neiro*, etc. O q*e parece utópico reitera a busca do verdadeiro sentido dos t*rm*s de***racia, *idadania e qualida*e ** vida. *a *i*ão de Sa*to (2*14, p. 99), a b*blioteca enfrenta a urgê*c*a *e g*rar serviç*s de referência "[...] aprop**ado* (c*tálo*os, bi*liogra*ias, ex*ensão bibliotecária, aten*e*tes cap*cita*os, etc.), de mo*o a d*r co*ta d* levar cada le*to* ao s*u livro. A q*estão d* or*em nesta Lei é: a *uem o acervo se d*stina." E é sob e**a ótica que nã* se pode perder de vista a evolução e o status quo das b**liotecas do século XXI. Elas *iven*ia* ambiente *ompletamente d*stinto da ép*ca da formali*ação das Leis da Bibliotecon*mia / Leis *e Ran*anathan, mediante a int*rferência das **cnologia* no d** a dia do usu**io, em todos os setor*s, incluindo *s uni*ersi*ades. *m vez de "guard*ã* d* ace*vos *agrados", agora, *itera*mente, as bi*liotecas "cor*em" em bu*ca de cumprir o a*regoa** preceito do indiano que an**ci*ou, com t*nt* propr*edade, o cerne da gestã* organizacional das bib*iot*cas d* Rev. FSA, *eresina, v. 14, n. 1, art. 3, p. 57-78, *an./*e*. 2*17 www4.fsanet.com.br/revista M. G. Targ*no, M. E. *. S*usa 70 mo*ento, *ermeadas por intens* fluxo i*formacional facilit*d* e i**ulsiona*o por incríve*s artefatos tecn**ógicos. Paradoxal**n*e, ao tempo em que o cenário das bibliote*as em geral *adicalmente é *lterado, a Lei - a c*da *eitor seu l*vro - cons*rva su* essênci*. O* *eja, *ada usuário manté* dem*ndas específic** que ditam os rumos da busca *e in***maçõe*, b*sca esta que se cara*teriz* por ex*rema singularidade. A este respeito, como Sousa (2016) retoma, Lynn Silipi** Connaway e Ixchel *. F*niel, em "Reo*dering Rangana*ha*..." ind*ca* uma releitu*a dos cinc* pressupo*tos sob a pe*spec*iva do domínio d*s tecnologias à disposição das coletivida*es, * que *arece não reduzir * des**io v*venciado pela* bibl*otecas e por seu* profi*sionais rumo à adaptaçã* *os mu*tifac*tados con*eúdo* destin*dos a cidadãos com traço* *nicos: *m dos principais des*fios no *umpr*mento d*sta interpretação da segunda Lei * efetivamente gerenci*r a i*tegr*ção de revi*tas el*trônicas, [electronic *ooks] e- books e out**s re***sos eletrônicos em coleções de bibli*tecas fazendo *ue o conteú*o vis*vel esteja acessív*l (CONNAW*Y; FANIEL, 20*4, *. 27, t*aduç*o nossa). Se as bibli*te*as man*êm públicos efetivo e *m poten*ial, em *e t*atand* da BU, os usuário* a*resen*am-se, des*e iníc*o, o em segmento* delimit**os - d*centes / discentes / téc*ico-administrat*vos. Como d**orrê*cia, é es**nci*l co*hecer a com**idade d*s IES a fi* *e comp*r e atu**izar o ace*vo diante da d*versidad* de de**ndas oriund* d* s*ngul*rid*de dos diferentes g*upos advinda de tr*ços individuai*, mas também aliada à especialização de docen*e*, discentes e técnicos. A*e*ais, urge abranger portadores de defi*iênc*a* *e na*u*e*as *is*in*as, como auditivas e vi*u*is, *ue ex*gem cuidados e materiais específicos, * fi* de que a Lei - a cada leitor seu livro - s* transmu** em realidade (**USA, 2016). 3.4 * c*da livr* seu leitor * pri*cípio númer* três - a ca*a liv** seu leitor - *egund* fala de R*ngan*th*n (200*, p. 189), "[...] * de toda for*a um comp**mento *a segunda." En*atiza-*e, *qui, a relevância de c*mp*ir requ*sitos *igados à gest*o *rganizacional q** pr*c*niza no *as* d*s biblio*ecas em geral e das BU e* particular, o si**e*a de **v*e ac*sso, o a*ranjo b** definido da estanteria, *m catálogo or*an*zado e de uso amigável, além *a manuten*ão *e um serviço *e r*fer*ncia es*ecial*zado. É Targino (2010, p.1*3) qu*m ac*esce: Re*. FSA, T*resina, v. 14, *. 1, art. *, *. 57-78, j*n./fev. 20*7 www4.*sane*.c*m.br/revis*a A* Cinco L*is de Ra*ganathan e Gestão de Bibliotecas Un*v*rs**á*ias 71 [...] *m 1931, R*nganatha* já alerta para os benefícios do acesso l*vre às estan*e*, p*ra a* imensurá*eis vant**ens de publicizar os serviços m*ntidos e, p*in*ipalment*, para a necessidad* im*e*io*a de diversi*ic** e *istematizar as *stratégi*s de dinam*zação e de uso das co*e*ões. A int**ção *a Lei em *auta é * de *u* *m lei*or seja encontrado para c**a li*ro, em vez de encontra* p*ra *ada leito* o livro apr*p*iado, tal como descrito na *rescri*ão anterior. Como Figueiredo (1992) e *anto (2*14) afirmam, a viabilizaç*o *as C*nco Leis requer *tenção à premissa *e que o cer*e da ges**o organizac*onal *o â*bito da bibliot*ca prioriza o estab*l*cimen*o e a obediência às diret*izes gerenc*ais, visando à con*e*u*ão de pro**tos e / ou serv*ços de interesse das c*letividades. *ogo, * tercei*o princí*io - a cada l*vro *eu l*i*or - tem s*a a*enção vol*ada para o liv*o e / o* para a coleç*o e, *ambém, pa*a *s e*pectativa* dos usuári*s, *entro do que se costuma ch*mar de *iss*mina*ão seletiva da informa**o (*SI), tarefa responsáv*l *or *ev*r informações de int*res*e particular aos diferen*e* indivíduos. Em m*i* à font* perene e abundante de dados, os usuári*s busca* "a in*ormação" e / ou "as informa**e*" *om*atíveis com uma demand* *ontua* ou co* demand*s gen*rica* para * incremen*o de sua formaç*o pessoal e profissional. A *s*e respeito, Connawa* e Faniel (2014) são cat*górico* no mom*nto e* qu* mencion*m t*ê* itens subj*ce*t*s terceir* L*i: *escoberta / identificação da i*forma**o; à acess* à informação; e uso ** i*formação. ** p*nt* de vista de gestão orga*iz*cio*al, é preciso a*e**ã* especial pa** os elem*n*os: sistema de livre ac*sso; arranjo bem estru*ur*do *as estan*es *o am*iente *í*ico ou pl*neja*ento arquitetôni*o; catálo*o / s*rviço de refe*ên*ia que f*voreça ac*sso ime*iato ao* cat*logos online da BU, aos ba*cos e às ba*es de dados e* busca de informa*ões ele*r**icas e u*-to-date. 3.5 Pou** * te*po *o leitor O bem-e*tar *o c*iente é a mola propuls*ra do incremento das *rganizações e*pr*sariais, nã* importa port*, ramo de negóc*os, *ensibilidade *ai*r ou men** a* avanço tecnológico d* século X*I, co*o **anconi alerta, ainda nos anos 9*, ou C*ll*son e Parce*l, na década seguint*, ano 2005. Trata-se de *onsenso face ao moment* "frenético" vivido pelo *om*m mo*erno, cuja rotina é assinala*a pela correria do dia a dia e p*la força da mídia. * *entre os tópico* ** relevância na busca de satisfação do *liente, está a ênfase prioritária ao se* tempo. Na bibliot*ca, nada é dif*re*te. D*sde sempre, Ra*ganathan (2009), ao fir*ar a Rev. FSA, Ter**ina, v. 1*, n. *, *rt. 3, p. 57-78, jan./**v. *01* *ww4.fsanet.com.br/r*vista M. G. Targino, M. *. P. *ous* 72 q*a*ta Le* - poupe o tempo do leit*r - *eixa *la*o qu* isto só se *fetiva, à med*da que cert*s requisitos são cu*pri*os. Os siste*as de in*ormação ader*m mai* e *ais a recursos d* aces*o livre e de código aberto, fa*e*do jus ao uso de com*utadores pessoai*, notebo*ks, table***, *ma*tphon** e mil *utras p*rafernália*, de tal forma que *s B* p*ecisa* ader*r *o inves*imento *a*iço em s*stemas a*to*atiz*do* de infor*ação. É o *omento de cr*ar portais e **t*s atr*tivos; manter p*gi*a* em re*es soc**is; disponi*ilizar o *ce*vo ou, no mínim*, p*rt* s*gnific*tiva *m p*ataforma *obile para co**u***; ofere*er uma sé*i* ** serviços onli*e, como emprésti*o flexível em s*as di*erent*s fases; * elaboraç*o * d*vul*a*ão de **stas bib*iog*áficas. Sobret**o, as bibli*tecas devem priorizar a interativ*dade com público visando, sempr*, o *conomizar o tempo gasto *ar* *ocomoção, vis*t* de reconhecimento, local de leitura e de estudo, consulta, etc. *ão procedim*n*os que chama* *tenção *ara o *a** de que, ao tempo em q*e a expa*são da inter*e*, des*e os anos *0, p*rmite a intensif*caç*o ** p*odu*** *écnico- cientí*i*a - como provam a "[...] qu*ntidade de repos*tó*ios in*t*tucionais que ut*lizam o DSpac* co* * propósito acadêm*co: 1.645 [...] e a qua*tidade de por*ais de publicaç*es que utilizam a *lataforma OJ* [Open *o*rnal S*stems], serv*ço de editoração e*etrônica: 32.00* [...]" - *á s*mpre *m risco paralelo *o aspecto positivo da s**plifica*ão da in*raestr*tura. Isto é, a proliferação *e "[...] locais de *es*uisa pode tornar *odo e*te avanço um retrocesso ca*o *ão ***sta uma *orma *e simples, rápida fá*il *e acessar to*o *ste recurso", a favor do e tem*o do leito* (AR**JO; *R*GA, 2016, p. 178). Ade*a*s, a*o*a todas essas iniciativas, as BU, do po*to de vista *e instal**ões, devem pr*mar *or uma *inali*ação bem planejada e detal*ada das *st*nterias, com a ressa*va de que ,frente à *xpansão vertiginosa das *ibliotecas eletrônicas dig*t*is e virtuais, há uma *é*ie *e elem*ntos que persistem nas bi*liotecas físicas d* s*cied*d* atual. Entre el*s, destaq*e para o *spaço *n*ormacional co*o l*c*l apr*zível e que favo*ece * localizaçã* ágil da* i*formaç*es, *te*s, agora, de r*s*onsab*l*d*de da *rqui*etura *a inf*rmação, como sin*etiz*do p*r Camboi* e So*sa e Ta*gino (*016, **o paginado): *o *ontexto atual, em que os u*uários utili**m diferen*es mídias f*rt*mente inter- re*a*iona*as e *om arquitetur*s da inform*ç*o form*ndo **oss*stemas, não se pode pensar a **stão da in*o*ma*ão [...] isolada n*m único ambi*nt* [...] O **áfego *ara o* usuários entr* [os] dois ambientes [físicos e *irtuais] [...] *equer que o encontrado no ambient* rea* seja o mais simila* possí**l ao **u correspondente no ambiente *irtu*l. Desta forma, os proces*o* em gestão d* info*ma*ão devem *o*tribuir pa*a R*v. FSA, *eres*n*, *. 14, n. 1, a**. 3, p. 57-78, jan./fev. 2017 w*w4.f*anet.com.br/revi*ta As Cinco Leis de Ran*anathan e Gestão de *iblioteca* Univ*rsi*ária* 73 torna* ambos *s am*ien*es mais próxi*os po**ívei* um d* outro. A ar*uit**ura da informação [...] torn*-se apoio fu*dam*ntal p*ra q*e * ge*tão da infor*ação alcan*e esse *bjeti*o. Frente a tais coloca*ões, * oportuno reiterar a impo*tâ*cia d* um *taff de *ualid*de n*s b**liotecas em sintonia com o *lanej*m*n*o global da i*stituição de ensin* superior *s quais est*o vinc**adas. O* seja, * perfil d* pr*fission*l da in*or***ão, no ca*o o bib*iotecário c*m competências e habi*idade* gerais espe*íficas cont*nua sendo importante e e dentr* das *xigências previ*tas pelo ME* (BRASIL, 200*). A este respei*o, Chiavenato (2*14) e C*izzotti (*010) insistem que a ges*ão d* recurso* humanos nas organizações persiste c*mo fundamental, até po**ue *s T*C per *e são incapazes de suprir as dema*das inf*r*acionais d* quem quer que seja. A releva*t* tarefa da gestão e da organizaçã* da i*for*ação no *entido de "[...] c*iar ele*ento* *ue possam fazer co* que a in*ormação e*contre se* u*uá**o no men** te*po po*sível", co*tinua sendo territóri* p*ivativ* do pessoal respons*vel pelo rumo das organizações, *eg*ndo depoimento de Santo (2014, p.*00). 3.6 A bibliot*ca é um organ*sm* em cre*cimento Segundo inferênci*s do e*tud* rea*izado na esf*ra da citada Biblioteca da UFCA, S o*s a (201*) e Sous* e Targi*o (*016) a*ordam que a quint* Lei ** Ran*anat*an - a bibliot*ca * um o*ganismo em cresci*ento - atua com* fu*damento à ge*tão *rga*izacional das bibliote*as com* organi*m*s s*ciais. Na condição de órgão *m fla*r*nte * co*tínuo c*esci*ento, a bibliot*ca de qualquer natureza ex**e plan**am*nto es*ratégico de suas ações frente ao increm*nto do *úb*ico-alvo. I*do além das tr*diciona*s ativid*d*s - e*pr*stimo e consult* - mantid** em pratica*ente **das as IES brasil*i*as, as B* *evem acompanh*r o avanço c*ent*fico e te*nológico com vistas à mudança d* sua imagem como or*anis*o est**ic* e pas**vo, * que contraria f*ontalmente as *inco L*is *a Bibliot**on*mia. De *o*ma *ont*nua, é vital a adoção de novos serviços em co*formidad* com as *dio*sincr*si*s de cada inst*tuição, o *ue requer, como menci*nado, exe*ução de es*udo* de usuári*s c*mo instrumento de plan*jamento a bibliotecá*io * de gestão *rganizacional. Logo, alé* do em*résti*o e da **nsulta, há m*ltipla diversidade *e serv*ços inerentes a uma b*bl**teca de uni*ersidade, sab*r: (1) levantamen** bibliog*áfico - com a*ervo a próprio, em obras de referência, *m bases *e dados, no espaço ci*ern*tico; (2) se*viço de tradução; (3) *SI; (4) fo*neciment* de fotocóp*a*; (5) expos*ç*es va**adas; (6) cursos de Rev. F*A, *eresina, v. 14, n. *, art. 3, p. 57-78, jan./f*v. 20*7 *ww4.f*anet.com.br/re*ista M. G. Targ*no, M. E. *. Sousa 74 exte*são; (7) *ursos d* idiomas estrangeiros; (8) feiras de l*v*o* novos ou *sado*; (9) *p**o às *ráf**as / ed*toras uni**rsitárias na pr*para*ão das ediçõe*; (10) normalização de tra*alhos finais de curs*s de gradua*ão e d* pós-graduação de outros d*cu*ento* e**borado* po* * do*entes e discentes; e qu*is*uer novas in*ciativas demandadas p*l* *omunidade a*adê*i*a. É este o único ca*inho *ara tra*er à tona * consecução *o preceito rang*n*t**ano, *e*orça*do as palav*as l*tera*s de Fi*ueired* (1*92, p. 18*), p*ra *uem: A *uinta Lei prescreve um* abordagem sis*êmica par* o dese*volv*mento de in*tituiçõ*s d* **formação, c*m um m*can*s*o autoadap*a**r para a nature*a di*âmica do univers* da informação. Estudos futurístic*s apontam ***a u*a nova soci*dade d* informação, em q** institui*ões que m*ne*am infor*ação *et*r*inarã* * padrão d* pesqu*s* e do prog*ess* da humanidad*. 4 C*NSIDERAÇÕES *I*A*S Por fim, é possível posicionar *s Le*s da *i*lioteconomia com* projeto ous*do de alg*ém que acredit*u *a *uda*ça d* p*s*ura das bibliotecas di*nte da* *o*s*antes ***andas
i*formacionais a* *ongo do tem**. Se* *b*etivo macro é ori*ntar o fa**r do profis**onal de infor*ação e gu*á-lo como se fora um manual. Le*a*o pelo espí*ito de criaç*o e est*do da ar*e, *angan*than t*az à ce*a os motivos de u* passad* históri*o, *u* transfor**u *s bi*l*o**cas ** lugares distante* *as d*manda* dos cidadão*, o q*e ju*ti**ca, mais e mais, a ado*ão e a consol*dação *as Cinco Leis na sociedade conte*porân** como f*rma *e combate a t*l e*tranhamento. Cada um dos pre*eitos possui a seu alca*ce in*tru*ento* apl*cáveis à g*stão da BU, a*segurando ben*fí*ios para seu desenvolviment* como o*ga*ização e, portanto, pe*mitindo o cumprimento de *ua m*ssão, de f*rma eficient* * eficaz. A respeito de ta**as mutaç*es, Dup*s (2000, p. 1*) af*rma ipsis **tteris que, hoje, r*ina u* *entimento de ruptur*, no sentido de que "há *ma consciên*** de que a economia e a *o*iedade são *egidas por novo* imper*tivos, por uma *ecnociência [...] Ning*ém *abe *o certo se tud* isso an**cia uma nova Idade Média ou uma Renascença." *ecerto, sã* pa**vras expressivas e p*rtinentes * reali*ade d*s IES brasi*eiras * das B*, em especial. Há flagrante inde*ini*ã* no que co*cerne às IES, com a mudança ra*ical recente d* medidas gove*namen*ais, tal *om* * *eestruturação crucial do Programa Ciênc*a sem F*ont*iras e * reduç*o drástica d* Fundo de Financiamento ao Estudante do *nsino Su*erio*, o denomin*d* *ies. À época, tais inic*ativas pare*iam predest*na**s a *eduz** as *ragil*dades da grad*ação fre*te aos inv*stimen*os das agências bras*leiras d* f*mento frent* à pó*- R*v. FSA, Teresina, v. 14, n. 1, art. *, *. 57-7*, jan./fev. 2017 w*w4.*s*net.com.br/revista
As Cinco *eis de *anganathan e Ges**o de Biblio*ecas Univ*rsit*rias 75 *raduação. São tra*sformações que afetam universidades, **ntros *niversitário* e faculdades e, p** c*nseguinte, as bibliotecas, que reflet*m irr*versivelmente * re*li*ad* institucio*al onde e*tã* *locadas. Como decorr**ci*, a *esqu*sa ora relatada permite infe*i* que a* BU pre*isam incor*orar si*te*aticamen*e práticas da moderna ge*tão *ue auxiliem no desempenho de su*s *ções perante a comu*idad* uni*e*sit*ria, o que prevê a adoção d*s L*is em *ua tot*lidad*, fac* ao *eu nív** d* atu*lidade. Porém, as os*ila*ões que ati*gem o e*sino s*perior do país ocasionam indefiniç*o na g*stã* *rganiz*cional das bib*iotecas, r*forç*ndo o pensamento *e Ba*man (2009, p. 99-100, **ifos do auto*), quando a*erta para as transmutações da conte**oraneidade: Prati*ar a arte d* vida, fazer de sua exis*ên*ia uma "obr* de arte", *igni**ca, em nosso m*ndo lí*uido-moderno, v*ve* n** estad* de t*ansforma*ã* *ermanente, a***r redefi*ir-se perp*tuamente tornando-se (ou pelo menos tentando se t*rnar) uma pessoa diferente [uma o**ani*aç*o / uma bibliot*ca diferente] daquela que se tem sido até en*ão. "Tornar-se outra pessoa [ou*ra organização / o*tra biblioteca diferente]" significa, co*tudo, dei*ar de s*r quem se f*i **é *gora, rom*er * remo*er a fo*ma que *e *inh*, tal com* uma cobra se livra de su* pele ou uma *s*ra de sua concha; rej*ita*, uma a uma, as *ersonas u*adas - qu* o fluxo c*nstante de "*ovas e me*ho*es" *p*rt*nidades d*sponívei* reve*a *erem ga*tas, *emas*ado estre**as ou ape*as não tão *atisfatórias quanto foram no pa*sado. Para ap*esen*ar em púb*ico um novo eu e admirá-l* no **pelho e *os ol*os dos o*tros, é preciso *irar velh* o das vist*s, nossas e de *utras pessoas, * po*sivelmente *ambém d* memória, **ssa * delas. Oc*pad*s com a auto defi*iç*o e a *uto ***r**ção, nós p*at*camos a destruição cria*iv* diariamen*e. De qualquer forma, não p*iram dúvi*as acerca da *ertinência dos estudos origin*i* d* R**ganathan. Uma das provas i*conte*tes está no *ançamento rec*nte de *ublic*ção *a Fed*ração Brasileir* de Associação de Bibliotecários (FEBAB), 2016, intitulada "As contri*u*ç*es de Rang*nathan para a bib*ioteco*o*ia: r*flexões e de*afios", sob a respo*sabilidade editor*al ** E*ain* Ros*ngela *e Oliveira Lucas, Elis* Cris*ina Delfini Corrêa e G*sela *gge*t-Steindel. São 1* cap*tu*os sobre facetas distintas envolve*d* a obra do indiano, o *ue *õe e* evi*ência itens, *omo apr*ximaçõ*s possíve*s en**e o *studo or*ginal * o *ar*eting par* *ibl**tecas e a pragmátic* *ranscendental e* R*nganathan. Ademais, em me*o ao pano*a*a de tantas mu**nças al*s*vas à* BU *o*o espa*o *nterativo permead* pela p*esença **s TIC, oportuna a sí*tese *e Mammo (2010, * p.16) em relação *s t*nd*ncias da nova b*blioteca. *rata-se de alter*ção *o mod**o d* **opr*eda*e p*ra o mo*elo de a*e*so "[...] *u*ança de parad*gma na filosofia e papéis da bi*liotec*; muda*ças nos servi*os of*re*id*s; muda*ç*s na* *etas; i*corp*raç*es d* servi*os orientad*s ao usuário; partici*a*ão em serviço de **operação e c*nsórcio bibli*t*cário; oferecimento d* informação R*v. FSA, Te*esina, v. 14, n. 1, art. 3, p. 57-78, jan./fev. 2*17 www*.fsa*et.co*.br/revista M. G. Targi*o, M. E. P. Sousa 76 no ambie*te virtual [...]", enfim, *ransformaç*e* exp*essivas *ntr* a bibliote*a tradiciona* e a *iblioteca informatizada. E, sem dú*id*, a rele**ncia do profissi*nal responsá*el p*la gestão da* BU atin** seu ápice. Além das *ompetências iner*nte* às *un***s consagradas ao bibliotecário, de*e dom*nar, c*m consis*ê*cia, os recurso* inf*rma*iona*s *isp*n***is. E mais, es*era-se qu* es*e experto seja ca*a* *e tomar ati*udes esp*cí*icas quanto ao uso ético d* informação, conscie*te da *mpor**ncia das *ES n* tessitura s*ci*l; da força da ges*ão organiz***onal na contemp*raneidade; *, então, da **ual*dade contida nas **nco L*is d* R*ngana****, que pairam incólumes ao tempo, por dé*adas e d*cada* a*ós sua pro*ulgação. REFERÊN*IAS ARA*JO, P. C; FRAGA, C. O serviço de descoberta e a qua*t* *e* da Bibliotec*nomia. In: *UCAS, *. *. de O.; COR*ÊA, E. C. D.; *ggert-Steindel, G. (**g.). As con*r*b*ições de Ra*ganathan para a *ibliote*onomia: r*flexões e des*fios. *ão *aulo: FEBAB, 2016. p. 1**-187. B*UM*N, Z. Arte da v*da. Rio de Jane*ro: Jor*e Zahar, 2009. _________. *odernidade líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 200*. *ET*ENCOURT, M. P. L; CIANCONI, R. *. 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X X 2) análise e interpr*tação *os dados. X X 3) e*aboraç*o do ra*cunho ou na revi*ão crítica do c**teúdo. X X 4) *articipa*ão na aprovação *a *e**ão *inal do manuscrit*. X X
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ISSN 1806-6356 (Print) and 2317-2983 (Electronic)